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Perspectivas de aumento de consumo de algodão garantiram o tom de otimismo na posse do novo presidente da Abrapa

08 de Dezembro de 2016

Em uma cerimônia que reuniu mais de 400 pessoas, ontem (7/12) em Brasília, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, deu posse aos membros eleitos para os conselhos de Administração e Fiscal da entidade para o biênio 2017/2018. João Carlos Jacobsen, atual presidente, passou o cargo para Arlindo de Azevedo Moura, que assume o comando a partir de 1° de janeiro. A solenidade de posse teve a presença de integrantes de todos os setores da cadeia produtiva do algodão, de instituições diversas, de parlamentares e do Governo, representado no evento pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.


            As perspectivas favoráveis de clima e de mercado para a safra 2017/18 deram o tom de otimismo recorrente nos discursos, que também enfatizaram a necessidade de ajustes e investimentos no âmbito governamental para mitigar gargalos à produção. Em seu pronunciamento, João Carlos Jacobsen Rodrigues elencou as conquistas da entidade no biênio e ressaltou a evolução da Abrapa em 17 anos de existência, nos quais exerceu a presidência por dois mandatos. Segundo Jacobsen, a criação do Instituto Brasileiro do Algodão–IBA proporcionou à Associação um "salto quântico" em sua atuação no desenvolvimento e promoção da cotonicultura brasileira. Criado em 2010, o IBA administra os recursos conquistados pelos cotonicultores como indenização na célebre ação movida pela entidade contra os subsídios americanos no âmbito da OMC.


            "Somente nesse último trimestre, conseguimos executar três grandes projetos que vinham sendo gestados há muito tempo, mas que antes não tínhamos condições de implantar: a inauguração do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão-CBRA, um grande passo rumo à total credibilidade do Brasil como uma origem de excelência em qualidade; o programa Standard Brasil HVI–SBHVI, que padroniza e integra, em uma rede, todos os laboratórios de classificação HVI, e a campanha Sou de Algodão, voltada para o consumidor final, que tem como meta incrementar em 5%, em cinco anos, o consumo de algodão no país", disse João Carlos Jacobsen, citando ainda os trabalhos de defesa do setor empreendidos pela Abrapa junto ao Governo, assim como na Câmara e no Senado Federal.


         Novo presidente


            Arlindo de Azevedo Moura, já exercia a função de vice-presidente na gestão 2015/2016. Em seu discurso, ele destacou a provável retomada de crescimento pela cotonicultura, proporcionada pela diminuição dos estoques mundiais e pelo aumento do consumo do algodão no mundo que, pela primeira vez desde 2009, deverá ser maior que a produção.


            "São ventos 'altistas' que sopram a favor do produtor, acenando para a melhoria da remuneração e o crescimento de área em médio prazo, quiçá a partir de 2017/18. Se o mundo precisa consumir mais algodão, e isso tem de ser feito rapidamente, não há dúvida de que estamos no lugar certo para atender a esta demanda", disse Arlindo Moura, que falou também sobre o decréscimo da área plantada de 4% em 2016/17. "Uma redução motivada por uma série de fatores, em especial, pelas dificuldades enfrentadas na região do Matopiba. Em compensação, são boas as estimativas de produção, de 1,5 milhão de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume representará um acréscimo de quase 20% se comparado à safra 2015/16", explicou. À frente da Abrapa, Arlindo Moura se comprometeu a dar encaminhamento às demandas empreendidas, a manter e ampliar, sempre que possível, os projetos existentes e a avançar na busca de soluções e atendimento às demandas do setor.



            Administrador de empresas e produtor rural, Moura é formado pela Universidade de Ijuí (RS) e pós-graduado em Administração Financeira. Em mais de 35 anos de carreira, atuou em diversas áreas da Administração, Finanças, Controladoria e Comercial. Desde 2013, é diretor presidente da Vanguarda Agro S.A (Terra Santa).  Exerceu, por sete anos, o cargo de diretor-presidente da Kepler Weber S.A e foi, por oito anos, diretor do Banco John Deere e diretor financeiro para a América do Sul do Grupo americano John Deere. Moura atuou ainda como diretor-presidente e membro do Conselho de Administração da SLC Agrícola S.A., sendo responsável pela Abertura de Capital da empresa em 2007.



 


CHAPA ÚNICA – CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL DA ABRAPA


BIÊNIO  2017/2018



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08.12.2016


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


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Abrapa inaugura o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA)

07 de Dezembro de 2016

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa - inaugurou ontem (6/12), em Brasília, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Trata-se de um laboratório central de verificação e padronização dos processos classificatórios do algodão brasileiro que atuará para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados no território nacional. A estrutura é parte do programa Standard Brasil HVI–SBHVI, lançado em outubro último durante o encontro anual da International Cotton Association (ICA), ICA Trade Event 2016, em Liverpool, Inglaterra.


A precisão e a credibilidade na classificação contribuem para o fortalecimento da imagem do produto brasileiro e favorecem a valorização da commodity. Baseado na tecnologia mais atual e recorrente em todo o mundo, o High Volume Instrument (HVI), o CBRA entra em operação a partir da safra 2016/17.


O objetivo da Abrapa é integrar toda a rede de laboratórios de análise de fibras do Brasil, atualmente formada por 14 unidades que somam 63 máquinas de HVI. Um sistema operacional unificado permite leituras de resultados em tempo real, com análise de desempenho de cada instrumento. Por amostragem, o CBRA analisará aleatoriamente 1% da safra nacional. A tecnologia HVI afere as características intrínsecas e extrínsecas à fibra, que incluem comprimento, resistência, reflectância, uniformidade, dentre outros.


De acordo com o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues, o CBRA é resultado de quase uma década de trabalho e atende a uma demanda do mercado e dos produtores por processos mais fidedignos e transparentes de classificação.


"Nosso parâmetro é o modelo americano, que é provido pelo USDA, e que confere às suas classificações resultados altamente confiáveis e reconhecidos pelo mercado internacional, o chamado green card do algodão. Aqui, isso será bancado pelos próprios produtores", afirma Jacobsen.


O custo para implantação do CBRA foi de, aproximadamente, R$9 milhões, de um total de cerca de R$50 milhões investidos em todo o Programa de Qualidade. O valor inclui, além da estrutura da Abrapa, os investimentos feitos nos laboratórios pelas associações estaduais. Os recursos são provenientes do Instituto do Algodão Brasileiro – IBA.


Reconhecimento internacional


O próximo passo, segundo o presidente da Abrapa, é buscar a certificação internacional do próprio laboratório. No primeiro ano, a meta da Associação é implantar o sistema de Gestão da Qualidade, baseado na NBR ISO / IEC 17 025. Depois será dado início ao processo de certificação internacional, que é conferida pelo ICA Bremem, FDA–AMS e Dirad-LTC. O ICA Bremem foi uma das instituições que ajudaram a Abrapa a desenvolver o programa Standard Brasil HVI–SBHVI.


O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão está situado em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, onde futuramente também estará abrigada a sede definitiva da Abrapa e do Instituto Brasileiro do Algodão–IBA. Ele conta com duas máquinas de HVI com capacidade de análise de 800 amostras por dia, cada, e tem capacidade instalada para checar até duas vezes a safra atual de algodão no Brasil, que está em torno de 1,5 milhões toneladas. Todo o ambiente é controlado para garantir as condições de temperatura e umidade ideais para a classificação.


De acordo com o gestor do Programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, o CBRA é um dos pilares do Programa, e tem como missão não apenas "rechecar" os resultados dos laboratórios, como orientá-los a atender aos padrões de qualidade de operação. Outro pilar é o Banco de Dados da Qualidade do Algodão Brasileiro, que detém todas as informações para rastreabilidade da fibra.


"O CBRA elimina qualquer chance de fraude na classificação, dando mais segurança tanto para quem compra o algodão, quanto para o produtor, que vende", afirma Mizoguchui.

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Algodão Sustentável: Bahia inicia a fase de diagnóstico do Programa ABR

23 de Novembro de 2016

Com o propósito de continuar com a melhoria da qualidade do algodão brasileiro, mantendo o Brasil como o maior fornecedor mundial de algodão sustentável ou Better Cotton (BC) -  sistema de produção de algodão com critérios sustentáveis -, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), iniciou a fase de diagnóstico no estado da Bahia, com o objetivo de preparar as fazendas, para o processo de certificação – safra 2016/2017. Coordenado em todo território brasileiro pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o programa foi implantado e executado na Bahia pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), e conta com recursos provenientes do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

Nessa safra, até o momento, cerca de 45 fazendas da Bahia já aderiram ao Programa ABR. Dessas, 50% receberão safra bônus, que é um prêmio dado ao produtor, pela regularidade no programa nas três últimas safras (nesse caso, a certificação ocorre diretamente, sem auditoria). Na última safra, a Bahia passou de 35 fazendas certificadas para 40, representando uma área de cerca 156 mil hectares, que corresponde a 69% da área de algodão na Bahia. Dessas, 38 fizeram a opção pelo licenciamento da Better Cotton Initiative (BCI).

Para o técnico de segurança do trabalho do Grupo Mizote, George Henrique de Jesus, o programa ABR tem colaborado para o aumento das boas práticas nas fazendas. “Cada ano que passa, vimos a importância do programa. São melhorias gradativas que nos colocam em um patamar privilegiado de organização nas áreas social, ambiental e econômica. Alguns detalhes passam despercebidos, daí a importância da orientação que temos recebido”, disse o técnico.

O processo de certificação acontece em seis passos: Convite e Termo de Adesão, Visita de Diagnóstico e Aplicação da Verificação para Diagnóstico da Propriedade (VDP), Plano de Correção das Não Conformidades (PCNC), Implementação do PCNC, Solicitação de auditoria externa e aplicação da lista de Verificação para Certificação da Propriedade (VCP), Resultado da auditoria e Certificação ABR. Após a confirmação da certificação, o produtor deve solicitar a impressão dos selos ABR em gráfica credenciada pela Abrapa, que serão fixados nos fardos produzidos dentro da safra certificada.

O produtor certificado ABR adquire o direito de aplicar o selo nos fardos da respectiva safra. Uma medida diferenciada que identifica o produto para o mercado de algodão, garantindo que ele foi produzido obedecendo aos três pilares da certificação. Se o produtor optou pelo programa BCI, ele recebe também a licença de comercialização da Better Cotton Initiative. O programa inclui o registro do produtor e do produto no sistema Better Cotton Tracer, aberto a todos os membros BCI, inclusive compradores, entre os quais figuram grandes marcas do mercado internacional de confecção e moda.

Três pilares – O ABR possui três pilares que são a base do programa: o social, sendo 100% alinhado com a legislação trabalhista brasileira (CLT), 100% alinhado com a Norma Regulamentadora 31, 100% alinhado com as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e 0% "zero por cento" em trabalho infantil e trabalho análogo escravo, indigno ou degradante; o ambiental, alicerçado no desempenho ambiental e nas boas práticas agrícolas, tendo como metas prioritárias: cuidar da saúde e fertilidade do solo e manter a biodiversidade no sistema de produção, por meio de medidas eficazes contra a contaminação do meio ambiente e para a proteção de nascentes, cursos e reservas de água, da fauna e da flora e sua biodiversidade. No contexto ambiental, o ABR é também alinhado com o novo Código Florestal Brasileiro e apoia a política oficial de ocupação e uso do solo, que tem por objetivo a manutenção e proteção dos principais biomas; e o econômico, que propõe fazer do algodão sustentável uma opção mais rentável para o produtor, além de ganhos para a comunidade, gerando emprego e renda. Nesse sentido, as boas práticas sociais e ambientais vinculadas à certificação devem trazer em sua essência ganhos que promovam a consolidação e a prosperidade do negócio.

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Abrapa marca presença em Fórum Agro promovido pela CNA

21 de Novembro de 2016

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) realizou, na última quinta (17), mais uma reunião do Fórum das lideranças do  Agro. Dentre os assuntos tratados, houve destaque para a discussão de mecanismos visando possibilitar que os produtores rurais possam captar recursos no exterior, através da adequação dos títulos do agronegócio, como por exemplo  o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e a Cédula do Produtor Rural (CPR) referenciada em dólar. A Abrapa apresentou uma síntese das demandas do setor junto ao governo, destacando os ajustes necessários para que o produtor possa acessar os recursos internacionais,  garantindo as operações com os títulos em questão.


O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, esteve presente no encontro e mencionou o que o Governo  Federal constituiu um grupo de trabalho para propor mudanças  na legislação trabalhista atual, e deixou as lideranças do setor bastante satisfeitas com a expectativa de poderem contar com uma legislação condizente com a realidade do campo.  O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, informou ao conselho que a proposta de uma nova regulação do assunto também recebeu o apoio da Casa Civil da Presidência da República, em um encontro organizado na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) com o ministro chefe, Eliseu Padilha. "O momento é propício para levar um projeto bem formatado para o governo e a Abrapa vai trabalhar junto com a CNA e as outras associações para isso", garantiu Portocarrero.

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Ampa elege nova diretoria para o próximo biênio

17 de Novembro de 2016

No próximo dia 8 (dezembro) serão empossados os diretores da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) eleitos para o biênio 2017/18. Antes de transmitir o cargo ao produtor Alexandre Pedro Schenkel, o atual presidente Gustavo Viganó Piccoli, anunciará os vencedores do Prêmio Semeando o Bem e fará o lançamento do livro "Algodão – Os Pioneiros que transformaram Mato Grosso em um grande produtor". A cerimônia de posse da nova diretoria acontecerá, em Cuiabá, num evento a convidados.


A entrega do Prêmio Semeando o Bem acontece desde 2012 e destaca iniciativas de produtores associados à Ampa em diversas categorias como Educação, Saúde, Meio Ambiente, Cultura, Esporte e Lazer. Em 2016, foram 51 projetos inscritos em oito categorias e os vencedores, assim como grupos e personalidades homenageados com o troféu Semeando o Bem, serão conhecidos na noite da posse da nova diretoria. Outro destaque do evento será o lançamento do livro "Algodão – Os Pioneiros que transformaram Mato Grosso em um grande produtor" (Entrelinhas Editora). Nele, a jornalista Martha Baptista resgata a história da cotonicultura no estado, desde os tempos pré-coloniais, com ênfase na saga dos primeiros produtores a produzirem no sistema mecanizado no cerrado mato-grossense e os desafios que levaram à fundação da Ampa em setembro de 1997. "Muita gente ainda se surpreende ao saber que Mato Grosso é o maior produtor de algodão do país embora o estado ocupe essa posição há quase duas décadas. Nosso intuito é fazer um registro da história de desbravadores que, fiéis ao espírito dos verdadeiros empreendedores, ousaram fazer algo novo no coração do Brasil", afirma Gustavo Piccoli no texto de apresentação do livro.


Nova diretoria – Gaúcho de Tapera, Alexandre Schenkel tem 39 anos e está desde 1989 em Mato Grosso, onde hoje cultiva algodão, soja, milho e feijão. Ele irá liderar a Ampa no biênio 2017/18 junto com a diretoria integrada  por Eraí Maggi Scheffer (vice-presidente), Paulo Sérgio Aguiar (1º secretário), Guilherme Mognon Scheffer (2º secretário), Sérgio Azevedo Introvini (1º tesoureiro), Cleto Webler  (2º tesoureiro), Alexandre De Marco (presidente do Núcleo Regional Sul), Gustavo Pinheiro Berto  (presidente do Núcleo Regional Centro), Romeu Froelich (presidente do Núcleo Regional Centro Leste), Orcival Gouveia Guimarães (presidente do Núcleo Regional Norte), José Milton Falavinha (presidente do Núcleo Regional Médio Norte) e João André Lopes Guerreiro (presidente do Núcleo Regional Noroeste).O Conselho Fiscal da entidade no biênio 2017/18 será integrado por Alessandro de Souza Polato, Arilton Cesar Riedi e Evandro Dal Bem (como membros titulares), e por Valdir Roque Jacobowski, Rudolf Thomas Maria Aernoldts e André Guilherme Sucolotti (como suplentes).

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Abrapa alerta para a urgência de implantação medidas contra a crise na indústria têxtil

16 de Novembro de 2016

O ano de 2016 chega ao fim com um resultado ruim para a cadeia produtiva do algodão: o encerramento das atividades de indústrias têxteis com décadas de operação e que não suportaram a crise do país. Em 2015, um total de 4.451 indústrias de transformação foram fechadas, só no estado de São Paulo, e os números projetados para 2016 não alteraram essa tendência.


Neste mês, foi a vez da Toyobo Brasil fechar suas portas. O encerramento das atividades dessa unidade têxtil, localizada em Americana (SP), foi anunciado junto com a demissão de 300 funcionários. Outros exemplos são a Omi do Brasil Têxtil, que ficava em Lençóis Paulista (SP), a Santista, em Paulista (PE), a Amora Têxtil, em Leopoldina (MG), e a Polyenka, em Americana (SP). A lista de fábricas fechadas aumenta com a decisão da Coteminas de encerrar as atividades, no Rio Grande do Norte, e da Teka de fechar as portas em Itapira (SP).


A cotonicultura está preocupada com este quadro, enquanto o governo se esforça para reverter um dos piores cenários já vistos na indústria nacional. As consequências da desindustrialização para a economia não indicam mudança no início do ano que vem. O Governo Federal, através do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, aponta uma retomada do crescimento para o final do segundo semestre de 2017. Segundo ele, a expectativa é de melhora gradual com reflexos positivos para a indústria a partir da metade do ano. Porém, os sinais do mercado com fábricas fechadas vão na direção contrária e requerem respostas imediatas.


 A Abrapa, na tentativa de superar o momento, mantém com a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ações para a revisão das leis atuais, que afetam o setor, e o diálogo com o governo. A cotonicultura lançou o programa "Sou de Algodão" para estimular o consumo da fibra no mercado interno  e  o Standard Brasil HVI para rastrear e dar transparência aos resultados de análise das caracterísitcas intrínsecas e extrínsecas dos fardos. Segundo Jacobsen, presidente da entidade, apesar do momento difícil, os produtores de algodão estão empenhados em buscar alternativas e estratégias para sair da crise. Mas também esperam que o governo tome medidas urgentes que beneficiem toda a cadeia de produção e que combatam a concorrência feita pelos países asiáticos, quando o assunto é a importação de fios, tecidos e produtos acabados. "Se medidas importantes não forem tomadas pelo Governo Federal, corremos o risco de grande parte da indústria têxtil do Brasil encerrar suas atividades e o país se tornar um grande importador, prejudicando ainda mais sua frágil balança comercial", alerta o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues.

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Argentinos vêm a Goiás conhecer a cadeia do algodão

14 de Novembro de 2016

Uma comitiva de onze produtores e engenheiros agrônomos argentinos esteve na Agopa para conhecer o laboratório de análises e saber um pouco mais sobre os processos envolvidos na cadeia produtiva do algodão.


Representante da Bayer Crop Science/Fiber Max, Rogério Ferreira acompanhou a comitiva. "O laboratório da Agopa é um dos únicos no Brasil com a gama completa de equipamentos de análise", destacou. Rogério explica que os argentinos querem conhecer a cadeia do algodão brasileiro para poderem melhorar o sistema produtivo da Argentina. Em dois dias, a comitiva pôde realizar visitas e conversar com produtores, técnicos e profissionais envolvidos no beneficiamento, pesquisa e comércio da pluma.


Gerente do laboratório, Rhudson Assolari, ficou encarregado de apresentar todo o sistema de análises realizado em Goiás. "Analisamos os índices de HVI, pegajosidade e classificação visual", enumera. Assolari ressaltou ainda o novo sistema de climatização rápida, o que, conforme afirmou, "resolveu um antigo problema de climatização, que demorava 24 horas e hoje é feito em 30 minutos".


O equipamento de análise de pegajosidade foi o que recebeu maior atenção dos convidados. Questões sobre certificação de qualidade de classificação, controle e padronização das amostras analisadas também foram tema da conversa.


Troca de conhecimentos


Produtor e algodoeiro nas regiões de Santiago e Chaco, Geraldo Bielsa planta entre 3 e 4 mil hectares de algodão. Para ele, o objetivo da viagem a Goiás é intercambiar conhecimentos e atualizar os produtores sobre tecnologias de plantio. "Goiás se mostra muito avançado em classificação e organização da produção. Minha impressão é de que este laboratório está no mesmo padrão dos laboratórios norte-americanos, devido ao uso dos mesmos equipamentos e padrões de classificação", posiciona.


Geraldo Bielsa apresentou um breve quadro da situação da cotonicultura na Argentina. Nesta década, o país reduziu sua produção em mais de 50%. "Chegamos a plantar 600 mil hectares, e hoje não chegamos a 250 mil, isso porque não há regras claras de comercialização do nosso produto", lamenta.


 "Eles passam pelos mesmos problemas que nós"


Produtor e diretor da Agopa, Carlos Moresco, apresentou um panorama geral da produção em Goiás para a comitiva argentina. Sua análise é a de que os desafios dentro das propriedades são muito parecidos nos dois países, mas que os vizinhos sul-americanos têm ainda outras dificuldades. "O governo Macri é um problema adicional. Há ainda questões de mão-de-obra e trabalhistas a serem resolvidas; a rentabilidade e o custo de produção também dificultam; o crédito escasso e os juros altos completam a lista de obstáculos que os produtores argentinos têm que transpor", diz.


Para Carlos Moresco, os argentinos estão em busca de novas tecnologias, mas não sabem se vale a pena investir em inovação. "Colocamos nosso ponto de vista sobre a importância de um planejamento para inovação, considerando as diversas variáveis que a produção de algodão carrega. Nós, produtores, nos entendemos bem, pois nossos problemas são muito parecidos", finaliza.

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ICAC divulga declaração final da 75ª Reunião Plenária realizada em Islamabad

14 de Novembro de 2016

A International Cotton Advisory Commitee (ICAC) ou Comitê Consultivo Internacional sobre Algodão, encerrou a 75a Reunião Plenária "Dinâmicas Emergentes no Algodão: Aumentando a Sustentabilidade na Cadeia de Valores do Algodão" com a publicação da tradicional declaração final. A reunião ocorrida em Islamabad, no Paquistão, foi concluída, no início deste mês, com a presença de 378 pessoas, sendo 14 países membros e quatro não membros, e quatro organizações internacionais. O comitê, que se reúne desde 1939, discutiu questões atuais e importantes inerentes à cotonicultura mundial.


Entre as conclusões obtidas, ao final do encontro, e que compõem a Declaração Final da 75ª Plenária do ICAC estão assuntos como a demanda de algodão no mundo e sua produção atual, a concorrência do poliéster, os desafios da indústria têxtil, os custos de produção, a redução do uso da água para produzir o algodão, as mudanças climáticas, que afetam todo o planeta, a necessidade de garantir  a sustentabilidade na produção, o uso da biotecnologia na cotonicultura, entre outros assuntos.


Na reunião, a reflexão  a respeito da demanda por algodão e a produção atual levou à conclusão de que o setor precisa manter os investimentos. A redução dos estoques mundiais é significativa e tem relação direta com uma produtividade menor causada, principalmente, pelas pragas no campo e mudanças no clima. Outro ponto, que faz parte do documento, é uma reflexão a respeito do uso do poliéster. O produto é considerado o maior concorrente do algodão.


Diante dessa ameaça constatada, caberá à indústria têxtil superar os desafios. Já os produtores, por sua vez, devem superar outros desafios como o uso da água e da energia, e buscar "novas ideias criativas" – como expressa o documento. A questão fitossanitária foi outro ponto discutido e que se tornou parte da declaração. Segundo o comitê, é necessária uma maior harmonização de medidas fitossanitárias entre os países produtores e compradores de algodão. A próxima plenária está agendada para outubro de 2017, no Uzbequistão.


Leia abaixo a Declaração Final da 75ª Plenária do ICAC, em português, na íntegra:


Clique aqui.

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Conab estima crescimento da safra 2016/2017. Brasil deve produzir 215 milhões de toneladas de grãos.

14 de Novembro de 2016

A safra de grãos - 2016/2017 - deve ter um aumento de 15,6% em comparação à última (2015/16). A estimativa é do Brasil produzir 215 milhões de toneladas, na próxima safra, contra os 186 milhões de toneladas da passada. Essa expectativa foi anunciada, nesta quinta-feira (10), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e faz parte do 2o. levantamento de safra elaborado pelo órgão. Outro resultado projetado pela Conab indica também crescimento da área plantada de 2,3% ou um total de 59 milhões de hectares cultivados com grãos no país.


As notícias são positivas, graças à competência do produtor brasileiro, ao fator climático e às ações do Governo Federal, que disponibilizou o crédito rural na hora certa para o produtor. O resultado estimado foi comemorado pela Abrapa e por entidades que trabalham em defesa do agricultura como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).


Segundo informação fornecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a produção de algodão em pluma deve crescer de 8,1 a 14,8% e pode chegar a 1,5 milhão de toneladas, apesar da redução entre 6,9 e 1% , na área cultivada. O milho primeira safra deverá ter uma produção de 4,7 a 10,4% superior à passada, alcançando de 27,1 a 28,6 milhões de toneladas. Já o arroz, com a retomada de áreas não cultivadas, registra uma perspectiva de produção entre 11,5 e 12,1 milhões de toneladas, superior à última. O feijão primeira safra, com incremento de área, poderá ficar entre 1,2 a 1,3 milhão de toneladas. A produção é também superior entre 17,3 e 24,4% em relação à safra anterior. A projeção para a soja é de crescimento de 6,5 a 8,5% na produção, podendo atingir 103,5 milhões de toneladas.


Safra de inverno 2016 – A estimativa para o período coloca o trigo em destaque e a produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será de 331 mil toneladas e recuperação da produtividade. A canola e o triticale também apresentaram aumento de área e produção. A primeira deve produzir 75 mil toneladas e o segundo, 65,7 mil toneladas.

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GT de Sustentabilidade comemora resultados do programa ABR na safra 2015/2016

14 de Novembro de 2016


​Após dois dias seguidos de reuniões, em Brasília, os componentes do Grupo de Trabalho (GT) de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) concluíram, na tarde desta sexta (11), as discussões relacionadas à execução e melhorias para o Programa Algodão Brasileiro (ABR). Ao final do encontro, os participantes avaliaram que houve avanço na implantação na safra 2015/2016, uma vez que 81% da safra de algodão é certificada ABR e 71% é licenciada BCI. Um recorde, desde a implantação do programa. O GT também discutiu e apontou sugestões de melhorias nas listas de verificação para serem analisadas pela assembleia da Abrapa e se acatadas, serem implantadas para a safra 2017/2018. Foi foco do grupo também apresentar sugestões para lançamento de uma campanha de marketing para promoção do programa ABR junto à sociedade.

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