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Conselho gestor avalia positivamente o Cotton Brazil

30 de Abril de 2024

O visível aumento da presença do algodão brasileiro nos mercados-alvo do programa Cotton Brazil é uma dentre todas as metas cumpridas na iniciativa, elencadas na manhã da terça-feira (30), durante a reunião do Conselho Gestor do Projeto Setorial de Promoção de Exportações do Algodão Brasileiro, nome oficial do programa. No encontro, estiveram presentes os representantes de todas as instituições que compõem o Cotton Brazil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), através da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).


De acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a reunião faz parte de uma agenda periódicas de alinhamentos prevista no convênio. “É quando avaliamos os passos que já demos e planejamos os próximos”, diz Portocarrero. Segundo ele, os resultados obtidos desde o início do projeto, em 2020, são positivos, e hoje o Cotton Brasil é reconhecido como um dos mais organizados e bem-sucedidos em seu gênero, no Brasil.


“Só em 2024, serão ao todo 12 missões internacionais, promovidas pelo Cotton Brazil. Nessas ocasiões, sentimos a receptividade do mercado, e, após cada uma delas, percebemos um aumento da participação do algodão brasileiro nas importações das indústrias de fiação desses países. Isso é a razão de ser do próprio programa”, pondera o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. O Cotton Brazil trabalha com dez países-alvo: China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia, Coreia do Sul e Egito.


 

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Abrapa participa de assembleia no IPA

30 de Abril de 2024

O conselheiro consultivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e vice-presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Júlio Cézar Busato, participou da Assembleia realizada pelo IPA, em 30 de abril. Os temas em destaque incluíram a aprovação das contas mensais do instituto e a discussão de alguns vetos do governo federal a projetos em tramitação na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
“Devido à ausência dos parlamentares da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que estavam envolvidos na FPA Itinerante, a reunião concentrou-se mais em questões internas das associadas do IPA e nos vetos do governo”, destacou Busato.
A FPA Itinerante ocorreu no dia 29 de abril, durante a 29ª edição da Agrishow, considerada a maior feira de tecnologia agrícola do país. Este evento reuniu produtores rurais e lideranças do setor para discutir temas como a crise no agronegócio, o fortalecimento do Seguro Rural e do Plano Safra.
O IPA é composto por 48 entidades do setor produtivo agropecuário, as quais têm a responsabilidade de levantar agendas de debates e questões relacionadas ao setor. Além disso, atua como canal de comunicação entre as entidades da cadeia produtiva rural e os parlamentares envolvidos na causa. A entidade também discute e prioriza pautas para o desenvolvimento agropecuário, fornecendo informações à FPA para defesa no Congresso Nacional.

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Sou de Algodão leva estudantes de Moda para conhecer a cadeia produtiva da fibra

Estudantes de duas instituições de ensino participaram da atividade imersiva, que contou com visita fazenda e à unidade de beneficiamento da fibra, no interior de São Paulo

29 de Abril de 2024

Na última sexta-feira, 26, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), proporcionou uma experiência de estudo in loco para estudantes de Moda de duas instituições, a PUC-Campinas e o Centro Universitário Senac, de São Paulo. A visita contou com a presença de 41 estudantes e docentes, e também do estilista parceiro e coordenador criativo do Senac, João Pimenta, da diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, e da gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, Manami Kawaguchi Torres.


O encontro teve início às 9h00, em Paranapanema. Durante um café da manhã de boas-vindas, os estudantes conheceram mais sobre o cultivo do algodão em São Paulo e sobre a Associação Paulista dos Produtores de Algodão (APPA), que visa congregar os produtores de algodão do estado, a fim de promover o incentivo da produção da fibra, bem como orientar os associados em todas as fases de produção e comercialização.


Após a apresentação, o grupo seguiu para a Fazenda Olhos D’água, localizada em Itaí. Por lá, os participantes puderam observar a área de 400 hectares de cultivo de algodão, além de fazer fotos no ambiente. Na fazenda, a produção média por ano é em torno de 1.900 toneladas de algodão em caroço, o que representa cerca de 800 toneladas de pluma.


No início da tarde, a equipe da unidade de beneficiamento de algodão da Cooperativa Agroindustrial Holambra, de Paranapanema, apresentou o funcionamento da operação da usina, e uma técnica de segurança orientou sobre o uso dos EPIs e como manter a segurança durante a visita em suas dependências. Com isso, o grupo seguiu para a unidade de beneficiamento, que conta com equipamentos modernos para o processamento de algodão, com uma produtividade média de 15.000 kg/hora, no processamento da pluma.


Para Rose Sathler, coordenadora do Bacharelado em Design de Moda da PUC-Campinas, a iniciativa foi extremamente importante por aproximar os alunos dos processos de cultivo e beneficiamento do algodão por meio de uma atividade imersiva no campo. “A experiência possibilita a visualização dos processos humanos e tecnológicos que envolvem a fabricação têxtil, ampliando o repertório dos estudantes. Também vale ressaltar que a viagem até a fazenda proporciona uma situação de aprendizagem lúdica e que favorece o bem-estar e a integração dos alunos. A ação promovida pelo Sou de Algodão contribui pedagogicamente para o processo formativo dos estudantes da nossa instituição, e sublinha a importância pedagógica da parceria com a Universidade”, ressalta.


“Foi muito relevante e especial conhecer mais sobre uma matéria-prima que tem grande relevância no Brasil. A experiência foi muito didática, adquirimos muitos conhecimentos sobre todos os processos pelos quais o algodão passa. É de extrema relevância para o Senac estar envolvido nesses projetos que ampliam os conhecimentos dos alunos; isso destaca que cada vez mais a instituição tem se preocupado com o conhecimento dos estudantes, mostrando a importância do que é produzido aqui no Brasil”, relata Ítalo de Oliveira, estudante do 6° semestre de Design de Moda do Senac - Santo Amaro.


No final da tarde, a diretora de relações institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, realizou uma apresentação sobre a associação e o movimento Sou de Algodão.


Para Silmara, experiências como essa agregam valor aos estudos. "Os futuros profissionais da moda nacional precisam conhecer as melhores matérias-primas para trabalhar. Já sabemos que o algodão é uma das principais, mas a fibra produzida no Brasil é diferenciada, porque ela é produzida para entregar responsabilidade ambiental, social e econômica. Momentos como esse só ampliam o conhecimento dos estudantes, que passam a conhecer de perto como realmente é feito o nosso algodão brasileiro, desmistificando e democratizando", finaliza.



Sobre Sou de Algodão


Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.



Abrace este movimento: 


Site: www.soudealgodao.com.br


Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao


TikTok: @soudealgodao_

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Abrapa realiza VII Workshop de Melhores Práticas de Laboratório de HVI

26 de Abril de 2024

Os gerentes dos 12 laboratórios que compõem o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), participaram do VII Workshop de Melhores Práticas de Laboratório de HVI, em 26 de abril. Realizado na sede da entidade, em Brasília, o evento foi ministrado pelo consultor Darryl Ernest, especialista no Programa do Algodão do Departamento Norte Americano de Agricultura (USDA). Ernest abordou o protocolo do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB) e os desafios associados à classificação instrumental. Esta atividade marca o encerramento da consultoria dele na Abrapa.


“Apesar de recente, o treinamento e a capacitação dos profissionais é um dos motivos de sucesso do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro bem como as demais iniciativas nesse âmbito promovidas pela Abrapa ao longo dos últimos sete anos”, afirmou o gestor do Programa de Qualidade da entidade, Edson Mizoguchi.


O PQAB é a certificação oficial do algodão brasileiro, emitida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que atesta a qualidade do produto. Para Ernest, foi uma oportunidade de interação com todos os gerentes, possibilitando o compartilhamento de ideias e a troca de iniciativas bem-sucedidas. "O encontro nos permitiu colaborar de forma mais eficaz com os laboratórios, possibilitando que eles se preparem para os desafios que surgirão na próxima safra", destacou.


Com os equipamentos HVI em manutenção para o início do próximo ciclo, previsto para o mês de maio, o gerente da Central de Classificação de Fibra de Algodão (Minas Cotton), da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Anicésio Resende, disse que “o treinamento foi um momento de preparação para a liderança e que foi apresentado o que há de melhor em qualidade de algodão”.


O aumento da demanda de análise instrumental para a próxima safra já é esperado. “É importante buscarmos melhorias e o controle de processos para passar mais confiabilidade e segurança aos nossos produtores”, afirmou o gerente do Laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Rhudson Assolari.


“Além do protocolo brasileiro, conhecemos melhor como funciona o programa de qualidade dos Estados Unidos com o intuito de melhorar o nosso”, contou o gerente do Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Sergio Brentano, que recebeu a visita do consultor norte-americano nas instalações do laboratório na Bahia.


Já a encarregada do laboratório Petrovina (MT), Cintia Karla de Paula, completou que “a capacitação foi importante para sanar as dúvidas e colher informações das melhores práticas para iniciar as análises da safra 2023-2024.”



Consultoria


De 22 a 25 de abril, o consultor Darryl Ernest realizou uma imersão no mundo do algodão brasileiro, avaliando o protocolo do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), as oportunidades de aprimoramento no Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) e os processos conduzidos pelo Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Além de reuniões com a equipe da Abrapa, ele também conheceu o trajeto percorrido pelo produto, desde o campo até o laboratório, ao visitar o Oeste da Bahia.


“Estou muito impressionado com os programas. Todos eles estão fazendo um excelente trabalho, atendendo à indústria algodoeira brasileira e garantindo um fornecimento confiável e de alta qualidade de algodão para o Brasil e para o mundo”, disse Ernest.


Na visão do consultor, a operação realizada pelo CBRA é “impressionante” e a equipe se orgulha do trabalho que realiza, transmitindo isso aos demais laboratórios de classificação no Brasil.


O gestor do programa de Qualidade da entidade, Edson Mizoguchi, afirmou que a avaliação positiva foi muito bem-vinda. “Isso demonstra que o PQAB está no caminho certo.” Ao final da análise, o consultor propôs algumas melhorias que serão discutidas na próxima reunião do Grupo de Trabalho (GT) de Qualidade da Abrapa.


 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #15/2024 26/04/2024

26 de Abril de 2024

Destaque da Semana - Esta semana a Better Cotton (BCI) divulgou resultados de sua auditoria mostrando ser totalmente infundadas as acusações contra feitas por uma ONG Britânica contra o algodão Brasileiro. O BCI destacou a idoneidade do processo de certificação realizado no Brasil em parceria com a Abrapa/ABR. Confira declaração da Abrapa: https://bit.ly/3xUEBlB


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 24/04 cotado a 81,08 U$c/lp (+0,6% na semana). O contrato Dez/24 fechou 77,64 U$c/lp (+0,3% na semana) e o Dez/25 a 76,25 U$c/lp (-0,6% na semana).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 706 pts para embarque Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 24/abr/24).


Baixistas 1 - Os estoques certificados na bolsa ICE continuam subindo, atingindo 178 mil fardos, nível mais alto em quase 7 anos.


Baixistas 2 - Altos níveis de estoque certificado são interpretados como um sinal de que as condições do mercado físico são mais fracas do que o indicado pelo mercado de futuros (bolsa).


Altistas 1 - Com o recuo nos preços, as vendas semanais de exportação dos EUA melhoraram, atingindo 195 mil fardos esta semana.


Altistas 2 - A China liderou as compras com 102 mil fardos (ou 52% de participação), seguida pelo Paquistão com 27,5 mil (14%) e Vietnã com 20 mil (10%).


Altistas 3 - O Brasil continua exportando em ritmo forte, devendo superar o recorde de 2020/21 este ano (23/24). A China também lidera as compras do Brasil.


 Plantio 1 - Nos EUA, 11% da área já foi plantada. Somente Kansas e Oklahoma, dos 15 estados de maior produção, não iniciaram plantio ainda.


Plantio 2 - O ritmo de plantio avança na importante região de Xinjiang, na China. A estimativa oficial é de 2,69 milhões hectares serão plantados (2,2% abaixo de 2023).


Plantio 3 - O clima quente e seco tem favorecido a semeadura no Paquistão, que já plantou 19% da área prevista.


União Européia 1 - Esta semana, a Abrapa e a Anea foram a Bruxelas, onde ficam as principais instituições da União Européia.


União Européia 2 - Entre os assuntos tratados, estão as implicações das novas legislações do Green Deal da UE para o setor do algodão. Defendemos que a fibra de algodão seja reconhecida como natural, biodegradável e sustentável nas leis que estão em construção por lá.


União Européia 3 - A agenda incluiu ainda reunião com o Embaixador do Brasil na UE, Pedro Miguel Costa e Silva, com adidos agrícolas brasileiros e de outros países produtores e visita ao escritório da Apex-Brasil.


China 1 - O volume importado pela China em março foi o maior desde jan/2021 (cerca de 400 mil tons). Pelo 5º mês consecutivo, o Brasil foi o maior fornecedor, respondendo por 42% do total (166,89 mil tons).


China 2 - No acumulado de ago/23 a mar/24, a importação chinesa somou mais de 2,3 milhões tons (enquanto em 2022/23 foi de menos de 1 milhão tons no mesmo período). No total, o Brasil contribuiu com mais de 40%.


Paquistão - A exportação de produtos têxteis paquistaneses em março atingiu o menor valor desde abr/23: US$ 1,05 bilhão.


Bangladesh - O governo bangladês estuda isentar a produção local de fibras recicladas da cobrança do imposto.


Austrália - Na Austrália, após as chuvas de abril, a previsão climática indica que maio será seco o suficiente para acelerar a colheita. Nas regiões de cultivares precoces, o a colheita tem avançado bem.


Cotton Brazil - A delegação do Cotton Brazil/ Abrapa/ Anea participou do Kingpins Show, em Amsterdã (Holanda). A presença no evento, 100% voltado à indústria de denim, teve apoio da Apex-Brasil.


Cotton Brazil 2 - O ponto alto do estande brasileiro foram os pilares de sustentabilidade do setor e a demonstração ao público sobre como rastrear peças de algodão brasileiro via QR Code, do plantio até o consumidor final.


Exportações - o Brasil exportou 189,4 mil tons de algodão até a terceira semana de abr/24. A média diária de embarque é 3,7 vezes maior em comparação com a abr/23.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 25-04

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Rastreabilidade e transparência marcam semana do Cotton Brazil na Europa

26 de Abril de 2024

A agenda de compromissos da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) na Europa foi concluída com saldo positivo. A programação integra o planejamento de ações internacionais do programa Cotton Brazil para 2024 e teve como principal pauta difundir as iniciativas de rastreabilidade do algodão brasileiro e as práticas responsáveis de produção.


De 22 a 23 de abril, a delegação brasileira esteve em Bruxelas (Bélgica) e de 24 a 25 de abril participou da Kingpins Show, feira setorial de denim realizada em Amsterdã (Países Baixos). O grupo brasileiro reuniu oito  representantes da Abrapa, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).


Em Bruxelas, a equipe se reuniu com a International Wool Textile Organisation (Organização Internacional de Têxteis de Lã). Na pauta, a união de forças na defesa das fibras naturais como alternativa mais sustentável em relação às sintéticas.


Para se atualizarem sobre as últimas mudanças e os debates atuais nas legislações europeias que podem afetar a cotonicultura brasileira, a comitiva da Abrapa se reuniu com adidos agrícolas brasileiros que atuam na Europa. A agenda incluiu ainda uma reunião no escritório da Apex-Brasil em Bruxelas e um encontro com o Embaixador do Brasil na capital belga, Pedro Miguel Costa e Silva.


“Nosso intuito foi compreender mais a fundo as regulamentações da União Europeia para o comércio externo e avaliar o impacto para o nosso setor. Queremos nos preparar ainda mais para os novos requisitos globais de sustentabilidade e responsabilidade na produção de algodão”, observou Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.


Em seguida, a delegação seguiu para Amsterdã, capital dos Países Baixos, onde participou da Kingpins Show, evento exclusivo segmentado na indústria do denim. Realizada anualmente com edições em Nova York, Hong Kong, Hangzhou e Amsterdã, a feira reúne um público qualificado. Entre os convidados, estão entusiastas da moda, empresários, investidores e profissionais da indústria do jeans.


Neste ano, o Cotton Brazil organizou um estande onde um dos atrativos foi mostrar aos visitantes como é feita a certificação socioambiental do algodão brasileiro. Além disso, por meio de QR Code, o público rastreou em tempo real roupas feitas com a pluma brasileira – acompanhando a jornada da matéria-prima desde o plantio da semente até o guarda-roupa.


Gestor de sustentabilidade da Abrapa, Fabio Carneiro foi um dos membros da comitiva brasileira e, de acordo com ele, o ponto alto da participação na feira foi a transparência. “O que mais cativou as pessoas foi ver que é possível saber a história daquela peça de roupa até chegar ao consumidor final. O sistema brasileiro de rastreabilidade mostra que estamos abertos a esse diálogo com um público cada vez mais exigente”, analisou Carneiro.


Outro atrativo foi o monitor instalado no estande exibindo o desfile do movimento Sou de Algodão – iniciativa da Abrapa que promove o algodão brasileiro no mercado nacional – na SPFW – que celebrava os 150 anos do denim, em novembro de 2023.


O Cotton Brazil é a iniciativa que representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Foi idealizado e é desenvolvido pela Abrapa desde 2020 em parceria com a Apex-Brasil e apoio da Anea. Atualmente, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial e o segundo maior exportador de algodão. No ano comercial 2023/24 (agosto de 2023 a julho de 2024), a projeção da Anea é que sejam exportadas 2,57 milhões de toneladas de pluma brasileira.


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Abrapa visita FMC e reforça parceria em busca de inovações para a cotonicultura brasileira

25 de Abril de 2024






O diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, se reuniu com a nova direção da FMC, empresa especializada em proteção de cultivos, nesta quinta-feira, 25 de abril. O encontro ocorreu tanto no escritório da empresa, em Campinas (SP), quanto no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (CPD&I), localizado em Paulínia (SP). O objetivo foi fortalecer a parceria entre as duas entidades e discutir os desafios e oportunidades da cotonicultura brasileira, com foco na busca por soluções inovadoras e sustentáveis para o setor.

 

O CPD&I Paulínia é referência em pesquisa e desenvolvimento para a agricultura do país. “A parceria entre a Abrapa e a FMC é estratégica para o desenvolvimento do algodão brasileiro. As duas entidades compartilham o compromisso de promover a inovação, a sustentabilidade e a competitividade do setor”, afirmou Portocarrero.

Durante a visita, o diretor executivo conversou com Claudia Nunes, diretora de Pesquisa e Desenvolvimento LATAM, e Maria de Lourdes, que aproveitou a oportunidade para apresentar toda a estrutura do CPD&I Paulínia. Com mais de 40 anos de atuação, o Centro de Pesquisa faz a triagem de novos ingredientes ativos, dá o suporte tecnológico para os produtos existentes, faz monitoramento de resistência de pragas, doenças e plantas daninhas a produtos específicos, determina as boas práticas agrícolas e também desenvolve novas formulações de agroquímicos para toda a América Latina.


Após o tour, o executivo seguiu para o escritório da FMC, em Campinas, onde se juntou a Renato Guimarães, VP e presidente América Latina, e Sinara Ferreira, diretora de Negócios Brasil. A visita da Abrapa ao CPD&I e ao escritório da FMC foi um importante passo para o fortalecimento da parceria. “As discussões realizadas durante o encontro demonstraram o alinhamento das duas entidades em relação aos principais desafios e oportunidades da cotonicultura brasileira”, avaliou.






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Mais de 100 nascentes foram recuperadas no Oeste baiano

25 de Abril de 2024

O projeto 'Nascentes do Oeste’ já recuperou mais de 100 nascentes no Oeste da Bahia. Liderado pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) em parceria com Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) – uma das nove associadas da Abrapa -, com envolvimento direto de produtores rurais, tem as atividades, nesta fase, concentradas nos municípios de Cotegipe, Tabocas do Brejo Velho e Cocos, onde está localizada a Fazenda Santa Colomba. A iniciativa foi destaque no Canal Rural. Confira a reportagem completa, no link: https://www.canalrural.com.br/nacional/bahia/mais-de-100-nascentes-foram-recuperadas-no-oeste-baiano/

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Certificadora de algodão da Inditex diz não ver evidências contra produtores do Brasil

Proprietária da Zara disse que auditoria não encontrou problemas em três fazendas brasileiras acusadas de desmatamento e grilagem

24 de Abril de 2024

Um grupo que certifica a sustentabilidade e as práticas trabalhistas relacionadas ao algodão usado pela Inditex, proprietária da Zara, disse na terça-feira que uma auditoria independente não encontrou problemas em três fazendas brasileiras acusadas por uma ONG de desmatamento e grilagem de terras.


As alegações da Earthsight contra a Better Cotton levantaram preocupações para empresas como a Inditex e a H&M depois que a ONG disse que elas estavam usando em seus produtos algodão oriundo destas fazendas, comprado por meio de fornecedores na Ásia.


A Inditex solicitou à Better Cotton, sediada em Genebra, a maior certificadora do mundo de algodão sustentável, que esclarecesse seu processo de certificação e o progresso de suas práticas de rastreabilidade, em resposta às informações recebidas da Earthsight.


Os varejistas de roupas sofrem pressão dos consumidores e ativistas para vender produtos com menos impacto ambiental.


A Better Cotton, que foi criada por empresas e vários grupos sem fins lucrativos, incluindo o World Wildlife Fund, afirma que seu objetivo é apoiar práticas sustentáveis de manejo de solo e de água, e o respeito às leis trabalhistas.


Leia mais em: https://forbes.com.br/forbesagro/2024/04/certificadora-de-algodao-da-inditex-diz-nao-ver-evidencias-contra-produtores-do-brasil/

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Declaração da Abrapa sobre a publicação da auditoria encomendada pela Better Cotton para a Peterson

Auditoria da Peterson realizada em relação às alegações da ONG Earthsight

24 de Abril de 2024

A Abrapa, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, recebe com satisfação a publicação da análise da Peterson, encomendada pela Better Cotton, e sua decisiva refutação das alegações infundadas feitas pela Earthsight.


Chamamos a atenção para as principais conclusões da revisão de Peterson:


1. O processo de certificação das três fazendas que produzem ABR/Better Cotton foi considerado válido e em conformidade.


2. Com relação às violações alegadas pela Earthsight (corrupção, violações de direitos fundiários, apropriação de terras para conservação, desmatamento ilegal, pulverização aérea irregular, coerção e intimidação de comunidades tradicionais, impactos negativos sobre a biodiversidade e incêndios intencionais), não foram encontradas incidências de violações ou não conformidade com a versão 2.1 do Padrão de Princípios e Critérios da Better Cotton.


3.   Comparando o padrão ABR/Better Cotton com outros padrões socioambientais, a Peterson fez uma série de sugestões para incorporação no padrão ABR/Better Cotton para ajudar a tornar o padrão mais robusto na identificação de riscos de irregularidades e, portanto, aumentar a confiabilidade da certificação. A Abrapa está revisando ativamente essas recomendações em colaboração com a Better Cotton em nossa abordagem estratégica de melhoria e evolução constante do protocolo ABR.


Os membros da Abrapa estão trabalhando em conjunto com a Better Cotton em uma devida diligência para fortalecer as evidências fornecidas pelas grandes fazendas, para que na sequência a Better Cotton possa então expandir este procedimento para outras grandes fazendas em todo o mundo.


Ao comentar as conclusões do relatório Peterson, o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, afirmou:


"O relatório Peterson é uma clara atestação da conformidade das fazendas participantes citadas com os protocolos Better Cotton e ABR e uma refutação inequívoca das falsas alegações apresentadas pela Earthsight. Esta já é a segunda auditoria totalmente independente que demonstra a conformidade com os protocolos.


Um de nossos valores fundamentais é a transparência e disposição para o engajamento com todas as partes interessadas, desde a sociedade civil até toda a cadeia de valor. Foi com esse espírito que nós e os grupos agrícolas envolvidos fornecemos à Earthsight, no ano passado, todas as informações e evidências necessárias para refutar as alegações; lamentamos que grande parte de nossa contribuição tenha sido ignorada na publicação da ONG.


Estamos abertos a sugestões e contribuições da Earthsight e de outros parceiros da sociedade civil sobre as maneiras pelas quais o programa ABR pode ser aprimorado; estamos trabalhando ativamente na revisão das recomendações da Better Cotton, juntamente com a Peterson, e esperamos participar de um diálogo construtivo em nossa jornada de melhoria contínua."


A Abrapa está atualmente envolvida em um processo de realinhamento dos protocolos de sustentabilidade do ABR, de acordo com a versão 3.0 revisada e atualizada do programa Better Cotton. Esses protocolos serão aplicados nas auditorias de campo da safra 2024-25 (primeiro semestre de 2025).


Agora, na segunda das três fases de nossa revisão abrangente do programa ABR, estamos realizando o diagnóstico atual do programa através de uma análise comparativa com outros programas de sustentabilidade de fibras têxteis naturais e alinhamento estratégico com os líderes do setor. Também contratamos uma consultoria independente para desenvolver uma estratégia revisada e robusta do ABR e um modelo de governança para preparar o programa para o futuro nos próximos anos.


As próximas etapas de nossa revisão estratégica incluem uma reformulação do ABR em todos os temas; o desenvolvimento de uma matriz de materialidade e a avaliação e priorização de questões materiais a serem abordadas; o desenvolvimento de novos indicadores de desempenho para monitorar e avaliar melhor os objetivos do programa; a elaboração do relatório anual de sustentabilidade do ABR de acordo com os padrões da GRI; o desenvolvimento de propostas para uma estratégia climática dentro do ABR; o desenvolvimento de programas de apoio para produtores no desenvolvimento de parâmetros, definição de metas e implementação de planos de implementação; e o desenvolvimento e implementação de workshops de treinamento para os participantes do programa ABR.


Sobre a avaliação de Peterson


A Peterson foi contratada pela Better Cotton para analisar as evidências que atestam o status de conformidade das fazendas citadas pela Earthsight em suas alegações. O relatório analisou a conformidade, ou a falta dela, da fazenda Paysandu (SLC Agrícola), certificada pela ABR e licenciada pela BCI, e das fazendas Sagarana e Timbaúba Sítio Grande (Horita), na região de Matopiba, no Oeste do Estado da Bahia, com as normas e os parâmetros exigidos por esses dois programas de certificação. O relatório Peterson também comparou outras certificações agrícolas socioambientais e identificou oportunidades de melhoria nos padrões da BCI/ABR. A metodologia do relatório consistiu em análises cartográficas, pesquisa bibliográfica, revisão crítica de documentos e entrevistas com as empresas SLC Agrícola, Grupo Horita e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA). O relatório contém a descrição das entrevistas realizadas com os grupos SLC Agrícola e Horita, nas quais os representantes puderam responder às denúncias, bem como apresentar as ações das empresas em relação à conservação ambiental e ao relacionamento com as comunidades possivelmente afetadas pelas atividades. Até o momento da elaboração deste documento, não foi possível realizar entrevistas com as comunidades possivelmente afetadas pelas atividades das duas empresas.

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