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XXIII ANEA Cotton Dinner debate o futuro da cotonicultura global e reforça a importância da inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

Cotton Brazil reuniu especialistas do Brasil e de Portugal para discutir os desafios que devem moldar a cadeia global do algodão nos próximos anos. O conteúdo completo já está disponível no YouTube

07 de Julho de 2026

Como manter o algodão competitivo em um mercado cada vez mais sintético? De que forma as novas regulamentações da União Europeia podem impactar a cadeia produtiva brasileira? E quais oportunidades a inovação tecnológica abre para as fibras naturais?


Essas foram algumas das questões debatidas durante a programação especial realizada pelo Cotton Brazil no XXIII ANEA Cotton Dinner, evento anual da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), que reúne representantes do setor algodoeiro. Realizado em 26 de junho, a edição de 2026 contou com especialistas brasileiros e portugueses para discutir os caminhos que devem orientar o futuro da cotonicultura mundial.


Panorama da safra e desafios para o Brasil


A abertura do evento apresentou um panorama da safra brasileira de algodão, com análise de Heloisa Melo, da Agroconsult, que destacou o cenário de produção, o posicionamento do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de algodão e as perspectivas para a próxima safra.


Na oportunidade, a analista destacou que um dos principais desafios da cotonicultura brasileira é manter uma oferta constante de algodão ao longo de todo o ano.


"Essa regularidade é fundamental para o mercado de exportação, porque dá previsibilidade ao comprador, que passa a confiar que o Brasil conseguirá entregar volume e qualidade de forma contínua, mês após mês. Para atingir esse padrão, o setor tende a passar por um processo de maior competitividade, em que os players menos eficientes podem acabar perdendo espaço.


Inovação e agregação de valor à fibra


Na sequência, o vice-reitor para Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da Universidade do Minho, Raul Fangueiro, mostrou que a competitividade do algodão dependerá cada vez mais da capacidade de agregar inovação ao longo da cadeia. Em sua apresentação, defendeu que a sustentabilidade vai muito além da origem natural da fibra e passa pela análise de todo o seu ciclo de vida, incluindo consumo de recursos, eficiência produtiva, reciclagem e desenvolvimento de novos materiais.


O pesquisador também chamou atenção para o crescimento das fibras celulósicas regeneradas e destacou que o algodão precisa ampliar seu valor agregado por meio da pesquisa e da tecnologia. Entre as oportunidades apresentadas estão o aproveitamento de resíduos para a produção de nanocelulose, a funcionalização da fibra com nanotecnologia e biotecnologia e o desenvolvimento de aplicações voltadas às áreas da saúde, dos têxteis técnicos, do esporte e dos equipamentos de proteção.


Regulamentação europeia amplia exigências de rastreabilidade


Outro tema de destaque foi o avanço das novas regulamentações da União Europeia. O diretor-geral do CITEVE (Portugal), António Braz Costa, apresentou as mudanças que estão sendo implementadas no bloco europeu e que deverão influenciar empresas de toda a cadeia têxtil mundial.


Entre elas está o Passaporte Digital de Produto, ferramenta que reunirá informações sobre origem da matéria-prima, consumo de água, emissões de carbono, certificações e outros indicadores relacionados à produção. Embora o Brasil exporte uma parcela relativamente pequena de algodão diretamente para a Europa, boa parte da fibra brasileira chega ao continente após ser industrializada em outros países. Por isso, as novas exigências tendem a alcançar também produtores e exportadores brasileiros, tornando a rastreabilidade e a gestão de dados fatores cada vez mais estratégicos.


Competitividade passa por inovação e transparência


Durante o debate de encerramento, os especialistas convergiram em um ponto: o futuro do algodão passa pelo fortalecimento da inovação, da transparência, da pesquisa, da reciclagem e da colaboração entre todos os elos da cadeia produtiva.


Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, discussões como essa reforçam que a competitividade da cotonicultura brasileira está diretamente ligada à capacidade do setor de antecipar tendências, investir em inovação e ampliar a transparência ao longo da cadeia produtiva.


"O algodão brasileiro já é reconhecido internacionalmente por sua qualidade, sustentabilidade e capacidade de produção. Agora, precisamos seguir avançando em temas como rastreabilidade, inovação e agregação de valor, acompanhando a evolução das exigências dos mercados consumidores. Promover esse diálogo com especialistas e parceiros internacionais é fundamental para fortalecer o posicionamento do Brasil como um fornecedor confiável e preparado para os desafios do futuro", destaca o diretor executivo da Abrapa.


Assista à transmissão completa no canal da Abrapa no YouTube e acompanhe, na íntegra, as análises e reflexões dos especialistas sobre os desafios e as oportunidades para o futuro do algodão brasileiro:


Raul Fangueiro:

https://www.youtube.com/watch?v=-P06iCHoMzo

António Braz:

https://www.youtube.com/watch?v=99glc_EosN0

 

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Brasil sediará pela primeira vez o encontro da International Cotton Association (ICA)

Evento da ICA será realizado em São Paulo, em outubro de 2027, em parceria com o Cotton Brazil, e reunirá no país os principais players mundiais do algodão

07 de Julho de 2026

O Brasil será sede, pela primeira vez, do Trade Event da International Cotton Association (ICA), um dos encontros mais tradicionais e relevantes do comércio mundial de algodão. A edição brasileira será realizada em São Paulo, de 12 a 14 de outubro de 2027, em parceria com o Cotton Brazil, programa desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em conjunto com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), para a promoção internacional do algodão brasileiro. A escolha do Brasil foi um dos temas de destaque durante o 23º Anea Cotton Dinner and Golf Tournament, realizado na última semana, em Angra dos Reis (RJ), reunindo exportadores, produtores, tradings, compradores internacionais, agentes, autoridades e lideranças da cadeia global da fibra.


Por conta da sinergia e da similaridade de públicos, excepcionalmente em 2027, o tradicional Anea Cotton Dinner & Golf Tournament será incorporado à grade do ICA Trade Event. Já em 2028, o calendário da Anea volta à normalidade.


“A escolha do Brasil para sediar o Trade Event da ICA prova o novo lugar que o algodão brasileiro ocupa no mercado internacional. Será uma oportunidade para receber, em São Paulo, os principais agentes globais da fibra e mostrar de perto a qualidade, a organização e a capacidade de fornecimento do nosso país. Em 2027, a Anea concentrará seus esforços nessa agenda, ao lado do Cotton Brazil e da ICA”, afirma Dawid Wajs, presidente da Anea.


O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, também destacou o posicionamento do Brasil como diferencial para a escolha da sede da ICA 2027. "Receber o evento da ICA em São Paulo no próximo ano é um marco que reflete a força e a credibilidade que o Brasil conquistou no mercado internacional. Será uma excelente oportunidade para mostrar o trabalho dos cotonicultores brasileiros e fortalecer ainda mais a conexão entre produtores, comerciantes e a indústria têxtil global. Avalia Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


Tradição


Fundada em Liverpool, no Reino Unido, em 1841, a ICA é reconhecida como a mais antiga entidade do algodão em atividade no mundo e uma das principais referências internacionais em regras comerciais, arbitragem, segurança contratual e relacionamento entre os agentes do mercado. A associação surgiu no contexto de expansão do comércio global da fibra, em meio às transformações da Revolução Industrial, quando Liverpool se consolidava como um dos centros mais importantes do algodão mundial.


O Trade Event da ICA também carrega uma longa tradição. Durante décadas, o encontro esteve associado a Liverpool, berço da entidade e cidade histórica para o comércio internacional da fibra. A partir dos anos 2000, com a mudança de nome de Liverpool Cotton Association para International Cotton Association, a ICA passou a ampliar sua presença global e a realizar edições em diferentes centros de negócios, como Dubai, Singapura e Hong Kong. A edição de 2027 marcará a primeira vez em que o evento será realizado na América do Sul ou na América Central.


Nova posição


Para Bill Kingdon, managing director da ICA, a decisão de trazer o encontro ao Brasil traduz a nova posição do país no mercado internacional de algodão. Segundo ele, produtores, tradings, exportadores e agentes brasileiros apoiam a ICA há muitos anos, participando de eventos em diferentes regiões do mundo. Agora, a entidade dá um passo inédito ao levar sua principal programação comercial a uma das cadeias mais dinâmicas do algodão global.


“O lugar do Brasil no mundo do algodão está crescendo muito rapidamente. Queríamos trazer o evento de trading da ICA para uma das comunidades mais emocionantes e vibrantes do mundo”, afirmou Kingdon. “Nunca realizamos um evento na América do Sul ou na América Central, e esta também será a primeira vez em que faremos o encontro em parceria com outra organização. Continuará sendo um evento da ICA, mas a parceria com o Cotton Brazil tornou possível trazer essa programação para o Brasil”, completou.


A mesma leitura foi compartilhada por Pierre Chehab, presidente da International Cotton Association (ICA), que participou do encontro da Anea no Brasil e destacou o avanço da cadeia produtiva do algodão brasileira, além da expectativa para a realização do Trade Event em São Paulo.


“É um grande prazer voltar ao Brasil e encontrar uma indústria tão vibrante. As mudanças desde a minha última visita são impressionantes, e o trabalho feito pelo algodão brasileiro, aqui e no mundo, merece reconhecimento. Em 2027, vamos organizar juntos, com a Anea, a Abrapa e o Cotton Brazil, o maior evento da ICA. Antes disso, estaremos em Istambul, em 2026, mas já esperamos ver todos vocês, e muitos outros convidados, em São Paulo no ano seguinte”, afirma Pierre Chehab, presidente da International Cotton Association (ICA).


A expectativa da ICA é reunir mais de mil participantes em São Paulo, volume cerca de 40% superior ao registrado nas maiores edições anteriores do encontro. O público deverá incluir representantes dos principais países produtores, exportadores, importadores, industriais têxteis, tradings, agentes, certificadoras, instituições financeiras, empresas de logística e demais elos da cadeia internacional.


A vinda do evento ao país ocorre em um momento de consolidação do Brasil como fornecedor estratégico de algodão para o mercado mundial. Com produção em expansão, alta qualidade da fibra, escala, rastreabilidade, certificação socioambiental e presença crescente nos principais mercados consumidores, o algodão brasileiro tem avançado de forma consistente na agenda internacional. A realização do Trade Event da ICA em São Paulo ratifica esse novo patamar.


Receptividade positiva


Na avaliação de Kingdon, a recepção internacional à escolha do Brasil tem sido muito positiva. Ele observa que o mercado reconhece a mudança de posição do país no algodão e entende que o Brasil se tornou um destino natural para sediar o encontro. O desafio, segundo ele, será mobilizar também compradores e representantes de regiões mais distantes, especialmente da Ásia, para que participem da programação em São Paulo.


“Todo mundo reconhece que o posicionamento do Brasil no algodão está mudando. É muito importante, muito vibrante, muito emocionante. A maior parte do mundo reconhece que o Brasil é o lugar certo para vir”, disse o managing director da ICA.


*O texto foi produzido pela Assessoria de Imprensa da Anea

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

71 98881-8064

Monise Centurion – Jornalista assistente

17 99611-8019

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