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Palavra do presidente

Para a maioria das pessoas e das empresas, o ano começa em janeiro, e, com ele, vêm embarcados os sonhos e desafios que se esperam ver concretizados ou superados até dezembro. Com o produtor de algodão, não é bem assim. O ano inicia antes, junto com o plantio, e segue até o final da colheita. Por isso, enquanto, em janeiro, muitos ainda estão listando as metas para os próximos 12 meses, o cotonicultor já consegue vislumbrar no horizonte o quão perto ou longe do alvo ele está.

Para 2024, a expectativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) é de uma safra de 3,37 milhões de toneladas, 2,3% a mais em relação à recém-colhida. Se esse número se confirmar, será novamente um recorde na história do cultivo de algodão no país. Muitos fatores contribuirão para isso. Primeiro, é preciso plantar. A Abrapa espera um crescimento de área em torno de 11,6%, ante o ciclo anterior, o que deve somar 1,87, milhões de hectares.

O plantio vem ocorrendo em uma janela muito boa, e as chuvas estão de acordo com o necessário, até agora. A torcida é por outras boas chuvas até abril e maio. Isso feito, é hora de trabalhar para garantir o bom desenvolvimento das lavouras e alcançar a produtividade almejada. Se possível, mantendo ou superando os índices que foram realizados no ciclo passado, quando a média nacional atingiu cerca de 1.954 quilos de pluma por hectare. Para isso, o clima tem que ajudar, e os anos de El Niño são sempre mais desafiadores.

Para além do planejamento e das operações em cada fazenda ou escritório do setor algodoeiro, existe um vasto e árduo trabalho institucional que vem sendo desenvolvido e aprimorado nos últimos 25 anos, desde a criação da Abrapa. A entidade estabeleceu quatro compromissos fundamentais para a sua atuação: qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e promoção. A consolidação dos três primeiros permitiu que, hoje, a Abrapa possa investir cada vez mais na promoção da nossa pluma, dentro e fora do país.

Dentro, com o movimento Sou de Algodão, mostrando ao consumidor final e aos elos da produção têxtil que a fibra é a melhor alternativa para um mundo mais preocupado com a responsabilidade na produção, qualidade e estilo dos produtos. Fora, com o Cotton Brazil, do qual também participam a ApexBrasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), divulgando para o mercado – fiações e tecelagens – esses mesmos atributos, e ainda a confiabilidade da análise, a rastreabilidade fardo a fardo, a sustentabilidade certificada e o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Tudo o que gera diferencial para o nosso algodão e o torna mais atrativo.

Para este e os anos seguintes, queremos avançar ainda mais na promoção, agora, conversando também com as grandes marcas internacionais. Pouco a pouco, o algodão brasileiro vai ocupando seu espaço na indústria, nas prateleiras das lojas e no coração do consumidor em todo o mundo.

Alexandre Pedro Schenkel,
Presidente da Abrapa, Biênio 2023/2024.

Texto publicado em 08.02.2024

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