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Abrapa leva modelo brasileiro de certificação e rastreabilidade do algodão à missão internacional da cooperação Brasil-FAO na Colômbia
16 de Julho de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta quarta-feira (16), em Bogotá (Colômbia), da missão de encerramento do projeto +Algodão Colômbia, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO. O encontro reuniu representantes de governos, organismos internacionais, instituições de pesquisa, produtores e da indústria têxtil para apresentar os resultados da cooperação e discutir estratégias para o fortalecimento da cadeia do algodão na América Latina. Representando a Abrapa, o diretor executivo Marcio Portocarrero apresentou a experiência brasileira na construção de um dos mais completos sistemas de qualidade, certificação e rastreabilidade do algodão do mundo, destacando como esses instrumentos têm ampliado a competitividade da fibra brasileira e consolidado a confiança dos mercados internacionais. Brasil compartilha experiência em cooperação internacional A missão integra o Projeto Regional "Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul" (Projeto +Algodão), desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti, Paraguai e Peru. Desde 2017, a iniciativa promove o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e boas práticas para fortalecer a agricultura familiar, ampliar a competitividade da cadeia do algodão e incentivar a produção sustentável na América Latina. Modelo brasileiro alia qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade Durante a apresentação, Marcio Portocarrero destacou a evolução da cotonicultura brasileira nas últimas décadas, resultado da combinação entre ciência, inovação, melhoramento genético, tecnologia e adoção de boas práticas agrícolas. Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de algodão, o terceiro maior produtor global e responde pela maior produção de algodão certificado do planeta. Entre os destaques apresentados esteve o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), referência nacional em certificação socioambiental da produção de algodão. O programa reúne critérios relacionados ao cumprimento da legislação trabalhista e ambiental, às boas práticas agrícolas e à gestão das propriedades rurais, além de possuir reconhecimento internacional por meio do benchmarking com a Better Cotton. Outro ponto abordado foi o Programa de Rastreabilidade do Algodão Brasileiro, que permite acompanhar a fibra desde a fazenda até o consumidor final, identificando a propriedade produtora, a unidade de beneficiamento, os resultados das análises de qualidade e as certificações obtidas ao longo da cadeia produtiva. Referência para a cotonicultura mundial Para Marcio Portocarrero, compartilhar a experiência brasileira reforça o papel da cooperação internacional no desenvolvimento de cadeias produtivas mais sustentáveis e competitivas. "O modelo brasileiro demonstra que é possível produzir algodão em larga escala aliando qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e inovação. Compartilhar essa experiência fortalece a cooperação entre os países e contribui para o desenvolvimento de cadeias produtivas mais competitivas e preparadas para atender às exigências dos mercados internacionais." Além dos programas de certificação e rastreabilidade, a Abrapa apresentou iniciativas voltadas à promoção da fibra brasileira nos mercados nacional e internacional, como o Sou de Algodão e o Cotton Brazil, que aproximam produtores, indústria têxtil, marcas e consumidores por meio da valorização do algodão brasileiro. Ao levar a experiência brasileira em certificação, rastreabilidade e sustentabilidade, a Abrapa reforça o seu compromisso com o fortalecimento da cotonicultura mundial e com a construção de cadeias produtivas cada vez mais sustentáveis, competitivas e conectadas às demandas do mercado internacional.
Abrapa avalia como avanço Medida Provisória que amplia alternativas para renegociação das dívidas rurais
16 de Julho de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) considera a publicação da Medida Provisória nº 1.376/2026, que estabelece novas condições para a renegociação das dívidas rurais, um importante avanço na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores brasileiros nos últimos anos. A medida representa uma resposta às dificuldades acumuladas em decorrência de eventos climáticos adversos, da elevação dos custos de produção, do aumento das taxas de juros e da redução da rentabilidade da atividade agropecuária. Nesse contexto, cria mecanismos que ampliam as possibilidades de reestruturação do passivo dos produtores rurais. Entre os principais avanços previstos na Medida Provisória estão a ampliação dos prazos para renegociação das operações de crédito, a concessão de período de carência sem exigência de pagamento de entrada, a possibilidade de revisão das garantias das operações e a previsão de instrumentos voltados ao fortalecimento da gestão de risco do crédito rural, como a futura participação da União em um fundo garantidor destinado ao setor. A Abrapa reconhece o empenho do Governo Federal, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e das entidades representativas do agro na construção de uma proposta que busca oferecer melhores condições para a recuperação financeira dos produtores rurais. Na avaliação da Abrapa, a Medida Provisória foi necessária para oferecer suporte ao setor diante do planejamento da safra 2026/27. No entanto, a entidade ressalta que serão necessárias novas medidas estruturantes no âmbito da política agrícola para mitigar o ciclo recorrente de endividamento rural. A recuperação da renda dos produtores tende a ocorrer de forma gradual e permanece condicionada a fatores como as condições climáticas, os preços internacionais, os custos de produção e a disponibilidade de crédito. A entidade ressalta que a efetividade da Medida Provisória dependerá da regulamentação de seus dispositivos e da adequada implementação pelas instituições responsáveis por sua operacionalização. Por essa razão, a Abrapa acompanhará atentamente as próximas etapas do processo, contribuindo para que a regulamentação assegure segurança jurídica, ampla aplicabilidade e efetivo acesso dos produtores aos instrumentos previstos. "A Medida Provisória representa um avanço importante ao reconhecer a necessidade de criar mecanismos para a reestruturação das dívidas rurais. Agora, a prioridade é assegurar uma regulamentação que permita sua efetiva implementação, garantindo que os instrumentos previstos sejam acessíveis aos produtores e cumpram o objetivo de preservar a capacidade produtiva do campo. A Abrapa continuará acompanhando esse processo e colaborando institucionalmente para o aperfeiçoamento das medidas sempre que necessário", afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. A Associação seguirá acompanhando a tramitação da Medida Provisória, sua regulamentação e os desdobramentos relacionados à implementação das novas regras, mantendo diálogo permanente com os poderes Executivo e Legislativo e com as instituições responsáveis pela operacionalização das medidas. Íntegra da Medida Provisória nº 1.376/2026: Acesse o texto da MP: https://bit.ly/4pnDxND
Abrapa reforça defesa do reconhecimento do algodão sustentável nas futuras regras de Ecodesign da União Europeia
15 de Julho de 2026"Consumo sustentável não é apenas sobre a sacola. O que está dentro dela é ainda mais importante." Imagem: Make the Label Count. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reforçou seu apoio à iniciativa da coalizão internacional Make the Label Count (MTLC), que solicita à Comissão Europeia o reconhecimento dos materiais renováveis de origem sustentável (Sustainably Sourced Renewable Materials – SSRMs) nas futuras regras de Ecodesign para o setor têxtil da União Europeia. Em carta pública encaminhada no dia 29 de junho à comissária europeia para Meio Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, a coalizão defende que a regulamentação adote critérios científicos, transparentes e comparáveis para avaliar a sustentabilidade dos diferentes materiais utilizados pela indústria têxtil. A proposta é que as futuras normas não se limitem a indicadores como reciclabilidade ou métricas restritas de ciclo de vida. Em vez disso, a avaliação deve considerar aspectos como práticas agrícolas responsáveis, saúde do solo, gestão eficiente dos recursos hídricos, proteção da biodiversidade e contribuição para o desenvolvimento das comunidades rurais. A carta também propõe que as exigências de transparência sejam aplicadas de forma equivalente às fibras de origem fóssil. Segundo a coalizão, todos os materiais devem ser avaliados sob critérios comparáveis, considerando a origem das matérias-primas, as práticas de produção, os impactos ambientais e os resultados ao final do ciclo de vida, garantindo condições equitativas entre fibras naturais e sintéticas. Para a gerente de Parcerias Internacionais da Abrapa, Lisa Ventura, o reconhecimento das fibras naturais por meio de critérios baseados na ciência é fundamental para assegurar uma concorrência justa no mercado global. "O algodão brasileiro demonstra que escala e sustentabilidade podem caminhar juntas. À medida que o setor têxtil global evolui, os marcos regulatórios de sustentabilidade precisam ser construídos com base em metodologias confiáveis e fundamentadas na ciência, garantindo condições equitativas para todos os materiais", afirma. Como integrante da Make the Label Count, a Abrapa participa ativamente do diálogo com formuladores de políticas públicas europeus para contribuir com a construção de regras que reflitam, de forma equilibrada, os atributos ambientais, sociais e econômicos das fibras naturais produzidas de forma sustentável. Debate com impacto global Para a Abrapa, a discussão vai além do mercado europeu. As regras em elaboração pela União Europeia tendem a influenciar políticas públicas, padrões de sustentabilidade e exigências comerciais em diversos mercados internacionais, tornando estratégica a participação do Brasil nesse processo. Para o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, acompanhar a construção dessas regras é estratégico para garantir que o algodão produzido de forma sustentável seja avaliado de maneira justa no mercado internacional. "A União Europeia vem estabelecendo referências regulatórias que acabam influenciando mercados em diversas partes do mundo. Por isso, é fundamental que essas normas sejam construídas com base em critérios científicos, transparentes e comparáveis, reconhecendo os atributos das fibras naturais produzidas de forma sustentável”, afirma Márcio Portocarrero. A associação defende que metodologias de avaliação da sustentabilidade sejam abrangentes, comparáveis e fundamentadas em evidências científicas, garantindo que o algodão e outras fibras naturais sejam reconhecidos pelos benefícios que oferecem ao longo de toda a cadeia produtiva. A Make the Label Count reúne mais de 80 organizações de diferentes países, entre produtores de fibras naturais, fabricantes, marcas e organizações da sociedade civil. A coalizão atua para que a sustentabilidade dos produtos têxteis seja medida por metodologias justas, confiáveis e baseadas na ciência, assegurando tratamento equilibrado entre materiais naturais e sintéticos. A participação da Abrapa na iniciativa fortalece a representação dos produtores brasileiros de algodão em um dos principais debates regulatórios que deverão definir o futuro da sustentabilidade da indústria têxtil mundial.
Abrapa e entidades do agro propõem fundo garantidor para ampliar acesso ao crédito de custeio rural
09 de Julho de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), encaminharam, nesta quarta-feira (8), uma proposta conjunta ao Governo Federal para a criação de um Fundo Garantidor voltado ao crédito de custeio rural encaminharam, nesta quarta-feira (8), uma proposta conjunta ao Governo Federal para a criação de um Fundo Garantidor voltado ao crédito de custeio rural. A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios vividos pelos produtores rurais: a dificuldade de acesso ao financiamento, mesmo diante da existência de recursos disponíveis para o crédito. Segundo as entidades, o setor atravessa um período marcado pela redução das margens de rentabilidade, aumento dos custos financeiros, maior seletividade das instituições bancárias e comprometimento das garantias patrimoniais dos produtores. Na prática, esse cenário tem limitado a contratação de novos financiamentos necessários para o plantio da próxima safra. A proposta apresentada prevê, como medida emergencial, a criação de uma carteira segregada no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), com aporte inicial de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional. O mecanismo teria potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em crédito para operações de custeio rural. O modelo mantém a análise de risco pelas instituições financeiras e preserva o compartilhamento de responsabilidades entre os agentes envolvidos. Os produtores também participariam do mecanismo, contribuindo com 1% do valor de cada operação garantida, fortalecendo o patrimônio do fundo ao longo do tempo. Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, mais importante do que anunciar recursos é garantir que eles cheguem efetivamente ao produtor rural. Segundo ele, muitos agricultores enfrentam dificuldades para contratar o custeio da safra porque já esgotaram suas garantias patrimoniais ou encontram um ambiente de maior percepção de risco por parte das instituições financeiras. “O fundo garantidor representa uma solução estruturante, capaz de ampliar o acesso ao crédito, preservar a responsabilidade dos agentes financeiros e oferecer maior previsibilidade ao financiamento da produção agropecuária. Trata-se de uma medida que fortalece não apenas o produtor, mas toda a cadeia do agronegócio brasileiro, contribuindo para a continuidade da produção e para a competitividade do setor", afirma Portocarrero. De acordo com as entidades, a proposta não tem como objetivo substituir o sistema financeiro, refinanciar dívidas antigas ou transferir integralmente os riscos das operações ao Poder Público. O foco é reduzir a percepção de risco nas novas operações de crédito, diminuir a necessidade de garantias reais e ampliar o acesso ao financiamento por produtores economicamente viáveis. Além da solução emergencial, o documento propõe a criação, a partir de 2027, de um Fundo Garantidor permanente para o crédito rural, com participação da União, dos estados, dos municípios, das instituições financeiras e dos produtores rurais. A estrutura seria inspirada no modelo do Garantia-Safra e teria como objetivo tornar o financiamento agropecuário mais estável e menos dependente de medidas extraordinárias em momentos de crise. Na avaliação das entidades, um fundo permanente contribuirá para ampliar a segurança do crédito rural, fortalecer a produção agropecuária, estimular o desenvolvimento regional e reduzir, ao longo do tempo, a necessidade de aportes públicos emergenciais. A expectativa é que o mecanismo se consolide como uma política estruturante para garantir previsibilidade ao financiamento da produção e maior segurança alimentar ao país. A proposta foi encaminhada ao Governo Federal acompanhada de uma nota técnica com os detalhes da modelagem operacional e da estrutura financeira sugerida para implementação do fundo.
Apoiadora do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto, Abrapa reforça compromisso da cotonicultura com a agricultura regenerativa
07 de Julho de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD) e do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD), realizados entre os dias 7 e 9 de julho, em Brasília (DF). Promovido pela Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), o encontro reúne produtores rurais, pesquisadores, consultores, representantes de instituições e especialistas de diversos países para debater o futuro da agricultura regenerativa e o papel do Sistema Plantio Direto na produção sustentável. Com o tema "Sistema Plantio Direto: Base para a Agricultura Regenerativa", a programação reúne mais de 50 palestras técnicas, painéis internacionais e demonstrações de campo sobre manejo conservacionista, saúde do solo, carbono, bioinsumos, microbiologia, inovação, mercado de carbono e pagamento por serviços ambientais. O evento também promove a troca de experiências entre agricultores brasileiros e produtores de diferentes continentes, reforçando o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis. Na cotonicultura brasileira, o Sistema Plantio Direto é uma das principais ferramentas para promover a conservação do solo, aumentar a eficiência no uso da água, reduzir processos erosivos e ampliar a resiliência das lavouras frente às mudanças climáticas. A prática é incentivada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que reúne critérios internacionais de produção sustentável. Associado à rotação de culturas e às boas práticas agrícolas, o sistema contribui para uma produção mais eficiente, competitiva e ambientalmente responsável. Patrocinadora do encontro, a Abrapa reforça seu compromisso com iniciativas que promovem a inovação, a sustentabilidade e a disseminação de conhecimento para o fortalecimento da agricultura brasileira. Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o Sistema Plantio Direto é um dos pilares que sustentam a competitividade e a sustentabilidade da cotonicultura nacional. "O algodão brasileiro é produzido com base em tecnologias e práticas que conciliam produtividade, conservação ambiental e responsabilidade social. O Sistema Plantio Direto é parte dessa evolução e contribui diretamente para a saúde do solo, a eficiência do uso dos recursos naturais e a resiliência das lavouras. Participar deste encontro reforça o compromisso da Abrapa em apoiar iniciativas que impulsionam a inovação e consolidam o Brasil como referência mundial em agricultura sustentável". Confira a programação completa do evento: https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao
Diretora do Cotton Outlook tem imersão na qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro
07 de Julho de 2026A diretora-geral e editora da Cotton Outlook, de Liverpool, Antonia Prescott, esteve no Brasil na primeira semana de julho e conheceu, na prática, o sistema produtivo brasileiro. A programação incluiu visitas à sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a lavouras em Goiás e na Bahia e ao novo laboratório de análise de fibra da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), proporcionando uma imersão na produção nacional, desde o campo até a classificação do algodão. Reconhecida como uma das principais referências mundiais em inteligência de mercado para o setor algodoeiro, a Cotton Outlook desempenha papel estratégico na análise do mercado internacional e na divulgação de informações que orientam produtores, exportadores, indústrias e compradores em todo o mundo. Em Goiás, a diretora visitou a fazenda do produtor e membro do conselho da Abrapa, Carlos Alberto Moresco. A fazenda, que fica na região de Luziânia, iniciou a colheita da safra 2025/2026 com expectativa de boas produtividades. Durante a visita, Moresco destacou o papel da certificação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) na adoção de boas práticas de manejo e gestão, que têm impacto direto na qualidade e sustentabilidade do algodão que o Brasil exporta para o mundo. “Nossa missão, enquanto produtores, é a de manter o equilíbrio do ecossistema. Aqui em Goiás, fazemos isso através do uso de biológicos, plantio direto e rotação de culturas. Todas essas práticas fazem parte do protocolo do programa ABR”, explicou. Já na Bahia, Antonia foi recebida pela Abapa e conheceu perto os investimentos da cotonicultura brasileira em tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade da fibra. Além disso, trocou experiências com produtores e lideranças do setor em visita à fazenda do Grupo Franciosi. “É a minha primeira visita ao Brasil e meu objetivo foi conhecer de perto a produção, o comércio e toda a cadeia de produção do algodão brasileiro, que está em um momento de forte expansão. Tive uma excelente recepção junto a Abapa e Abrapa e agradeço a organização por proporcionar uma experiência tão enriquecedora, informativa e acolhedora”. Para o diretor executivo da Abrapa, a iniciativa reforça o compromisso da entidade e das associações estaduais em aproximar importantes formadores de opinião da realidade da produção brasileira. “Esse contato estratégico fortalece a imagem do país como um fornecedor confiável, competitivo e sustentável no mercado internacional”, avalia.
