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Sou de Algodão leva a rastreabilidade do algodão brasileiro à Première Vision Paris 2026
02 de Fevereiro de 2026De 3 a 5 de fevereiro, o Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), marca presença na Première Vision Paris, a principal vitrine de insumos da Europa. Realizada no Parc des Expositions Paris Nord Villepinte, a feira conecta fornecedores globais de insumos aos principais players da indústria, e é referência para o desenvolvimento de coleções no cenário internacional. Pela primeira vez, a Abrapa, por meio do Sou de Algodão e Cotton Brazil, em conjunto com a parceira institucional Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), marcam presença no evento com um estande, apresentando ao mercado internacional o conceito “Brasil: from Farm to Fashion”. A iniciativa evidencia a integração entre campo e indústria, destacando qualidade, responsabilidade e rastreabilidade do algodão brasileiro ao longo de toda a cadeia produtiva. Rastreabilidade como valor estratégico A participação do Sou de Algodão na PV Paris 2026 acontece em um momento-chave para o movimento. Em 2025, foi concluído o projeto piloto do SouABR, programa que entrega a rastreabilidade total de peças em algodão, garantindo a certificação socioambiental da origem da fibra. Ao todo, no último ano, o programa registrou 319.647 peças rastreadas, consolidando-se como uma ferramenta concreta de transparência e valorização da matéria-prima brasileira. O objetivo da presença internacional é enaltecer a rastreabilidade do algodão brasileiro com certificação socioambiental na cadeia têxtil nacional, demonstrando aos compradores globais que o Brasil é capaz de oferecer qualidade, origem certificada comprovada, governança e valor agregado. Do campo ao produto final: ativações no estande Entre as ativações apresentadas no estande institucional, o Sou de Algodão levará peças rastreáveis do programa SouABR, além de looks do desfile Trajetórias*, que aconteceu na última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW) e destacou a cadeia de custódia do algodão brasileiro. As peças, de estilistas como Fernanda Yamamoto, Weider Silveiro e Alexandre Herchcovitch, evidenciam a versatilidade, a qualidade e o potencial criativo brasileiro aliado a processos responsáveis e à indústria nacional. O estande também contará com óculos de realidade virtual, que permitem uma imersão nos processos de colheita e beneficiamento do algodão, aproximando o público internacional da realidade do campo brasileiro. Varejo engajado e ampliação do SouABR O programa SouABR já conta com a adesão de importantes marcas do varejo nacional, como Reserva, Renner, YouCom, Almagrino, C&A, Dohler, Calvin Klein e Veste S.A., ressaltando o interesse do setor em iniciativas que promovam rastreabilidade, transparência e responsabilidade socioambiental. A partir de 2026, o SouABR entra em uma nova fase, com o lançamento de sua política de expansão, abrindo o programa para toda a cadeia têxtil brasileira. O objetivo é ampliar o alcance da rastreabilidade, promover o algodão brasileiro e fortalecer a indústria têxtil nacional, tanto no mercado interno quanto no cenário internacional. Para Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, “levar o SouABR à Première Vision Paris é mostrar, na prática, que o algodão brasileiro tem história, origem e responsabilidade. Encerramos 2025 com resultados consistentes de rastreabilidade e, em 2026, damos um passo importante ao ampliar o programa para toda a cadeia têxtil nacional, promovendo o algodão do Brasil e fortalecendo a indústria brasileira no cenário global”. Talk integra a programação oficial da feira Como parte da programação oficial da PV Paris 2026, será realizado um talk com Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, e Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente e Presidente Emérito da Abit, reforçando o diálogo entre produção agrícola, indústria e mercado global. Segundo Fernando Pimentel, a Première Vision Paris é um palco estratégico para a internacionalização. “Estamos prontos para apresentar o ‘Made in Brazil’ como sinônimo de qualidade diferenciada e alto valor agregado. Nossos produtos se destacam por oferecer atributos essenciais ao mercado global, como sustentabilidade, design inovador e tecnologia. A participação conjunta salienta nosso compromisso em consolidar a imagem do Brasil como um player competitivo e de excelência”. Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, “estar na Première Vision ao lado da Abit e da ApexBrasil demonstra, mais uma vez, as sinergias entre as cadeias do algodão e da moda no Brasil, que trabalham de forma integrada em vários projetos. Além disso, esperamos demonstrar ao mundo a qualidade, rastreabilidade e a sustentabilidade do nosso algodão, além de ampliar as conexões da nossa indústria”, finaliza. *Consulte a rastreabilidade dos looks da coleção Trajetórias: Alexandre Herchcovitch Fernanda Yamamoto: blazer / calça Weider Silveiro: blazer / calça / saia Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
ABIT E ABRAPA REFORÇAM CADEIA TÊXTIL BRASILEIRA NA PREMIÈRE VISION PARIS
30 de Janeiro de 2026A Première Vision Paris, uma das principais feiras internacionais voltadas ao desenvolvimento de produtos para a indústria têxtil, conecta os diversos setores do segmento, destaca novos produtos e soluções inovadoras de fornecedores de todo o mundo e apoia designers e criadores na busca de materiais para suas futuras coleções. A feira acontece de 3 a 5 de fevereiro de 2026, no Parc des Expositions Paris Nord Villepinte, e contará com a participação de 15 marcas brasileiras. Desta vez, a presença nacional será organizada pelo Texbrasil (Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira), uma parceria entre a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) e a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Essa também será a primeira participação conjunta com o Cotton Brazil, Programa executado em parceria com a ApexBrasil, Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e ANEA (Associação Nacional doa Exportadores de Algodão) na promoção do algodão brasileiro no exterior. O objetivo é fortalecer o vínculo entre a produção de algodão e a indústria têxtil nacional. Nesta edição, o estande coletivo apresentará o conceito “Brasil: from farm to fashion”, que simboliza a construção de toda a cadeia têxtil brasileira, do cultivo do algodão e produção de fios, passando pela tecelagem e acabamento dos tecidos até a criação e confecção das peças. A proposta destaca a colaboração entre os diferentes elos do setor e a representatividade do algodão brasileiro no mercado internacional. Segundo Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit, A Première Vision Paris é a principal vitrine de insumos da Europa e um palco estratégico para a internacionalização. “Estamos prontos para apresentar o ‘Made in Brazil’ como sinônimo de qualidade diferenciada e alto valor agregado. Nossos produtos se destacam por oferecer atributos essenciais ao mercado global: sustentabilidade, design inovador e tecnologia. A participação conjunta, via Texbrasil, reforça nosso compromisso em consolidar a imagem do Brasil como um player competitivo e de excelência.” Voltada exclusivamente a profissionais da indústria, a feira reúne expositores de mais de 40 países e oferece um panorama completo de matérias-primas e serviços para o desenvolvimento de coleções, distribuídos em oito universos: fios, tecidos, couro, design, acessórios, coloração, confecção e o espaço dedicado a soluções sustentáveis. Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, “estar na Première Vision ao lado da Abit e da ApexBrasil demonstra mais uma vez as sinergias entre as cadeias do algodão e da moda no Brasil, que trabalham de forma integrada em vários projetos. Além disso, esperamos demonstrar ao mundo a qualidade, rastreabilidade e a sustentabilidade do nosso algodão e ampliar as conexões da nossa indústria”. Entre as marcas participantes estão Atelier Lucius Vilar, Atelier Natalia Rios, Balz Studio, Estúdio Rocha, Firma Colab, Innovativ, Moltec, Natural Cotton Color, Nina Galle, Nomad Studio, Nova Kaeru, Savyon, Stampa Studio, Studio Icertain e Studio Noir, representando a diversidade criativa e produtiva do design têxtil brasileiro.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 30/01/2026
30 de Janeiro de 2026Destaque da semana - A semana foi marcada por vencimentos próximos pressionados em NY, mas também pela combinação de maior volatilidade e número de posições em aberto recorde, em torno de 366,5 mil contratos. No mercado físico, porém, o clima é mais construtivo: negócios e tratativas com fiações com China, Vietnã e Paquistão são destaque graças a preços mais atrativos no destino, em especial para algodão americano e brasileiro. Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 29/jan cotado a 67,01 U$c/lp (+0,1% vs. 22/jan). O contrato Dez/26 fechou em 68,98 U$c/lp (estável vs. 22/jan). Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 802 pts para embarque Jan/Fev-26 (Middling 1-1/8"; 31-3-36), fonte Cotlook 29/jan/26. Altistas 1 - A China mantém preços internos firmes: o China Cotton Index subiu para cerca de 16.100 yuan/ton, ampliando o prêmio sobre o Índice A ajustado para algo próximo de 20 centavos/lb, o maior desde 2021. Altistas 2 - As importações chinesas foram muito fortes em dez/25, com cerca de 177 mil tons no mês, das quais mais de 100 mil tons vieram do Brasil, e o acumulado da temporada já próximo de 550 mil tons. Se o ritmo de jan-mar se mantiver, a China tende a atingir a projeção de 5,4 milhões de fardos (cerca de 1,17 milhão de tons) estimada pelo USDA na safra 2025/26. Altistas 3 - As exportações de algodão dos EUA seguem robustas: na semana encerrada em 22/jan, as vendas líquidas de upland somaram cerca de 204 mil fardos, e os embarques atingiram 257 mil fardos, novo recorde da safra. Vietnã, Turquia, Paquistão, México e Indonésia aparecem entre os principais destinos, sinalizando boa demanda física nos preços atuais. Altistas 5 - A Cotlook reduziu discretamente a produção em importantes origens africanas (como Mali e Tanzânia) e no Brasil, enquanto elevou levemente China e Índia, deixando a oferta global mais “apertada” fora da Ásia. O resultado é um balanço em que estoques no resto do mundo caem, ao mesmo tempo em que o consumo se aproxima da produção em 2025/26. Altistas 6 - A demanda por algodão brasileiro na Ásia continua ativa, com negócios reportados na faixa de 65-72 U$c/lb CFR para diferentes qualidades e destinos (Vietnã, Bangladesh, Indonésia). Em alguns casos, o algodão brasileiro vem sendo preferência frente a outras origens, mesmo com basis acima de 700 pts, o que indica confiança na qualidade e na regularidade de oferta do Brasil. Altistas 7 - O projeto de lei Buying American Cotton Act (BACA) foi apresentado no Congresso dos EUA, com o objetivo de priorizar algodão americano em compras governamentais. Embora ainda incerto em prazo e formato final, o sinal político é de apoio à demanda estrutural pela fibra norte-americana no médio prazo. Altistas 8 - No longo prazo, a combinação de menor área em algumas origens (Brasil, Austrália, partes da África) e perspectivas de demanda global de têxteis voltando a crescer com a normalização pós-ciclos de juros altos pode sustentar os preços. Se a próxima safra enfrentar qualquer problema climático relevante em grandes produtores, o mercado parte de um nível de preço relativamente baixo, com espaço para recuperação. Baixistas 1 - O contrato Mar/26 em NY fez nova mínima de vida a 62,97 U$c/lb e, apesar da recuperação pontual, acumula queda na semana. Com fundos em posição líquida vendida acima de 50 mil contratos e open interest recorde em torno de 360 mil, o quadro técnico segue pesado e abre espaço para novas ondas de venda especulativa. Baixistas 2 - A Cotlook vê produção 2025/26 em torno de 26 milhões de tons e consumo em 25,9 milhões de tons, com estoques mundiais subindo levemente. Na China, a CCA projeta produção de 7,28 milhões tons, consumo de 8,1 milhões tons e estoques finais em 10,11 milhões tons, ou seja, recomposição de estoques mesmo com importações firmes. Baixistas 3 - Os estoques de algodão importado nos portos chineses já superam 500 mil tons, o que reduz o ímpeto de novas compras grandes enquanto não houver clareza sobre a demanda pós-Ano Novo Lunar (O ano novo na China será celebrado este ano em meados de Fevereiro). Baixistas 4 - Em Bangladesh, os preços de fios permanecem elevados em meio à incerteza sobre benefícios fiscais para importação e ameaça de greve de fiações já na próxima semana. A proximidade das eleições gerais aumenta o risco de ruído político e eventual desaceleração da produção têxtil, o que pode diminuir temporariamente o consumo de algodão. Baixistas 5 - No Paquistão, apesar de algum alívio recente nos preços de fio, as margens das fiações continuam pressionadas: compradores domésticos resistem a pagar mais, enquanto o custo de reposição de pluma sobe. A decisão do Banco Central de manter a taxa básica em 10,5% prolonga um ambiente de crédito caro e limita a capacidade de as fiações aumentarem estoques de algodão. Baixistas 6 - Na Índia, a CAI elevou a estimativa de safra para cerca de 31,7 milhões de fardos de 170 kg (aprox. 5,4 milhões tons), enquanto as importações seguem fortes e a CCI continua colocando algodão no mercado. A combinação de oferta doméstica abundante e preços internos firmes (Shankar-6 perto de 77 U$c/lb) tende a limitar altas adicionais no mercado internacional. Baixistas 7 - As exportações brasileiras de algodão nas três primeiras semanas de janeiro somaram cerca de 265 mil tons, bem abaixo do recorde de 415,6 mil tons do mesmo mês do ano passado. Esse ritmo mais lento pode gerar acúmulo de pluma no interior e pressionar ainda mais a logística e os diferenciais, caso a procura externa não acelere ao longo do primeiro semestre. Agenda - Próximo WASDE do USDA em 10/fev/26 (terça-feira da semana seguinte), com nova atualização do balanço global de algodão. No dia 1º/02, segue em pauta a possível greve de fiações em Bangladesh relacionada a benefícios de importação, e as eleições gerais no país estão marcadas para 12/02, podendo afetar o ritmo da indústria têxtil. Na Índia, o Orçamento da União será apresentado em 01/02, com atenção a eventuais medidas para agricultura e têxteis, enquanto na China se aproxima o Ano Novo Lunar (feriado prolongado em meados de fevereiro), o que deve reduzir a atividade industrial por alguns dias, mas pode trazer retomada de pedidos no pós-feriado. China 1 - A China Cotton Association (CCA) projeta produção de 7,28 milhões tons, importações de 1,1 milhões tons, consumo de 8,1 milhões tons e estoques finais de 10,11 milhões tons. Isso significa aumento de estoques internos e reforça o papel da China como grande absorvedora da oferta exportável global, mesmo com forte produção doméstica. China 2 - As fiações chinesas relatam melhora nas operações, com maior transação de fios finos (contagem alta) e avanço dos índices de preços de fios (BCO e Xinjiang Yarn Index). No entanto, os lucros do setor têxtil em 2025 caíram 12% e os da indústria de vestuário mais de 27% vs 2024, o que mantém o setor cauteloso e reforça uma estratégia de compras de algodão sem formação de grandes estoques. Índia 1 - Mesmo com o retorno da tarifa de importação de 11%, as fiações indianas seguem buscando algodão importado, já que os preços domésticos, sustentados pelo Minimum Support Price (preço mínimo local), continuam muito acima dos valores de importação. Além disso, muitas fiações aproveitam o Advance Authorisation Scheme, que permite importar algodão sem imposto para produção voltada à exportação, o que tende a sustentar e até ampliar a demanda indiana por algodão externo. Paquistão 1 - A manutenção dos juros pelo Federal Reserve e pelo Banco Central do Paquistão reduz, por ora, o risco de um aperto adicional de condições financeiras globais. Taxas estáveis ajudam a limitar a pressão altista sobre o dólar e criam ambiente um pouco mais favorável para commodities agrícolas, inclusive algodão, no curto prazo. Paquistão 2 - A demanda doméstica por fios é descrita como moderada, com alta recente nos preços de fio, mas também do custo de reposição de algodão, comprimindo margens. Em compensação, a demanda externa - especialmente da China - tem permitido às fiações escoar parte dos estoques, apesar de atrasos de pagamento no mercado interno seguirem como problema recorrente de fluxo de caixa. Bangladesh 1 - Os preços de fios em Bangladesh permanecem elevados, com o índice doméstico de 30/32 cardado ao redor de 285 c/kg. O país vive incerteza sobre o futuro de políticas preferenciais para importação de algodão (como regimes de entreposto) e há ameaça de greve de fiações na próxima semana, o que o governo tenta evitar para não interromper a produção às vésperas das eleições. Bangladesh 2 - Apesar das incertezas, há relatos de boa procura por algodão para embarques imediatos, com negócios de algodão brasileiro e de outras origens na casa de meados de 70 U$c/lb CFR. O país segue como um dos principais destinos para pluma de Brasil, África e Austrália, mas qualquer ajuste em tarifas ou incentivos logísticos pode afetar temporariamente o mix de origens compradas. Vietnã - O humor no setor têxtil vietnamita melhorou nas últimas semanas: muitas fiações operam entre 75–85% da capacidade, embora ainda abaixo do padrão histórico. As encomendas se concentram em fios de algodão e mistos de maior valor agregado, enquanto fios de baixa contagem continuam com demanda fraca. Coalizão Internacional 1 - Abrapa, ANEA e Cotton Brazil reuniram-se em 22/jan com associações de exportadores dos EUA e Austrália. O objetivo central foi a consolidação de uma frente global de defesa da fibra natural frente ao avanço das fibras sintéticas. Coalizão Internacional 2 - O Brasil apoia a coalizão, especialmente no combate técnico-científico às fibras sintéticas. A ACSA–USA liderará propostas de governança, enquanto o Brasil compartilhará bases legislativas. Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 264,9 mil tons no acumulado das quatro semanas de jan/26. A média diária de embarque é 12,4% menor em relação a jan/25. Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (29/01) foram beneficiados nos estados da BA (99%), GO (100%), MA (96%), MG (100%), MS (100%), MT (99%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,03%. Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (29/01) foram semeados nos estados da BA (75%), GO (90,04%), MA (95%), MG (80%), MS (100%), MT (67%), PI (85,3%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 70,51%. Para preços, consulte a tabela abaixo: Quadro de cotações para 29 -01 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com
Comissão Científica do Congresso Brasileiro de Algodão define agenda técnica com foco nas demandas reais da cotonicultura brasileira
29 de Janeiro de 2026A Comissão Científica do 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) se reuniu para consolidar a agenda técnica e científica da próxima edição do evento, que acontece de 22 a 24 de setembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG). O encontro marcou a décima reunião do grupo e a primeira realizada de forma presencial, em Brasília, reforçando a etapa decisiva de construção dos conteúdos que serão apresentados aos congressistas. Ao longo de seis meses de trabalho, os especialistas se debruçaram sobre os principais desafios do produtor, discutindo caminhos técnicos, científicos e práticos para minimizar problemas recorrentes da lavoura e aumentar a eficiência produtiva, em um cenário cada vez mais desafiador para a cotonicultura. A agenda científica foi fechada nesta reunião e seguirá sendo aprimorada até o evento, garantindo atualização e profundidade técnica aos temas. “A construção da programação científica do CBA parte da realidade do campo. Nosso foco é oferecer conteúdos estratégicos, embasados em pesquisa e aplicáveis à tomada de decisão na fazenda”, afirma Rafael Galbieri, coordenador da Comissão Científica do Congresso. “Foram meses de debates técnicos para garantir uma agenda robusta, conectada às necessidades do produtor”, completa. Nesta edição, o congresso também amplia o espaço dedicado ao conhecimento: os participantes terão 12 horas de palestras técnicas, incluindo duas plenárias, novidade desta edição. A ampliação reforça o compromisso do CBA com a qualidade e profundidade do conteúdo científico, oferecendo mais tempo para discussão, troca de experiências e atualização técnica. Entre os principais temas em debate nas salas técnicas estão a fisiologia do algodoeiro, com foco em avanços científicos, resiliência produtiva e inovação frente aos desafios climáticos, além de assuntos sensíveis ao produtor, como o bicudo-do-algodoeiro, mancha-alvo, pragas, manejo integrado e estratégias para elevar a produtividade. A proposta é clara: traduzir ciência em soluções práticas, aproximando pesquisa e campo. Formada por especialistas de instituições como Embrapa, IMAmt, ESALQ/USP, UFMT, Abapa, Ampa e Amipa, a Comissão Científica do CBA é responsável por garantir o rigor técnico, a relevância dos temas e a aderência dos conteúdos às demandas reais da cotonicultura brasileira. Sobre o CBA O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.
SAI entra em nova fase e reforça a rastreabilidade do algodão brasileiro
29 de Janeiro de 2026Após 22 anos garantindo a rastreabilidade do algodão brasileiro e contribuindo para a credibilidade da pluma nacional, o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) entra em uma nova fase, com mudanças relacionadas à transparência completa da origem da fibra produzida no Brasil junto ao mercado interno e externo. A partir da próxima segunda-feira, 02 de fevereiro, o sistema estará aberto para a solicitação de etiquetas e lacres de malas referentes à safra 2025/2026. Para a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, “a safra 2025/2026 será um marco de aprimoramento da padronização dos dados de origem do algodão brasileiro, ainda na Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA), que passa a comunicar produtor e fazenda, antes mesmo das malas de amostras seguirem para o laboratório de HVI, trazendo ainda mais assertividade e segurança para os dados de rastreabilidade divulgados nas etiquetas SAI”. Pioneiro na rastreabilidade Criado em 2004 pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) foi o primeiro programa da entidade e marcou o início de uma estratégia estruturada de rastreabilidade da pluma brasileira. Desde a sua origem, o objetivo foi oferecer aos compradores transparência sobre a qualidade e a origem do algodão, contribuindo para o aumento do consumo do produto nacional. Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, Dawid Wajs, a etiqueta SAI é um elemento-chave na construção de confiança com o mercado internacional. “Para os compradores, a etiqueta SAI se traduz em maior transparência e segurança comercial, fortalecendo a narrativa de vendas e os diferenciais do produto, em linha com exigências cada vez mais rigorosas de rastreabilidade e sustentabilidade”, afirma. Atualização no cabeçalho da etiqueta SAI A etiqueta SAI teve seu cabeçalho incrementado para atender a demandas do mercado internacional, incorporando novas informações que ampliam a identificação do produto e reforçam a rastreabilidade. A partir de agora, o cabeçalho passa a indicar o algodão brasileiro como produto, a Abrapa como entidade responsável, o SAI como sistema de registro das informações e o Brasil como país de origem, com versões em português e inglês. Apesar da atualização visual, não houve qualquer mudança operacional. As dimensões da etiqueta, o código de barras e os procedimentos de uso permanecem exatamente os mesmos, e todas as unidades já existentes em estoque continuam plenamente válidas. De acordo com o gerente da Minas Cotton, Anicézio Resende, os dados disponíveis na etiqueta SAI contribuem para organização da qualidade do algodão. “A etiqueta facilita o acesso às informações da classificação instrumental (HVI) e da classificação visual, contribuindo para a organização da qualidade, separação de lotes e melhor direcionamento do algodão conforme suas características”, explicou. Uso de lacre e submissão de mala de amostras no SAI passam a ser obrigatórios para todas as UBAs Até a safra 2024/2025, o uso de lacres e a submissão de malas de amostras no SAI eram exigidos apenas das unidades participantes do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). A partir da safra 2025/2026, esses procedimentos passam a ser obrigatórios para todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) participantes do Sistema Abrapa de Identificação (SAI). Nas UBAs que não integram o PQAB, a submissão das informações será realizada pelo Responsável SAI, função que não exige, necessariamente, um inspetor treinado. Já nas unidades participantes do PQAB, a atribuição permanece com o inspetor de UBA. Na submissão da mala, será obrigatório informar o número do lacre, o peso da mala, a tara do papel, o intervalo das etiquetas (inicial e final) e o vínculo com o produtor e a fazenda onde o algodão foi cultivado. A partir desse novo fluxo, os laboratórios de HVI não receberão e não farão análise de qualidade de amostras presentes em malas que não tenham sido previamente protocoladas no sistema SAI. Sobre o uso do lacre, o gerente da Minas Cotton destacou que além de ser um dispositivo de segurança, ele reduz erros nos registros de informação. “O uso do lacre de segurança atende às exigências da Instrução Normativa MAPA nº 24/2016 e é essencial para garantir a integridade e a segurança das amostras durante o transporte até os laboratórios. Além de evitar qualquer violação, o lacre possibilitou maior integração entre os sistemas das UBAs, dos clientes e do próprio SAI, agilizando o recebimento das malas e reduzindo erros no registro das informações”. Cadastro e documentação precisam estar atualizados Para o beneficiamento do algodão da safra 2025/2026, é obrigatório que os produtores e suas respectivas fazendas estejam com os cadastros atualizados no Sistema Nacional de Dados de Algodão (Sinda). Tal ação pode ser providenciada pelo cotonicultor diretamente com a associação estadual. A documentação do SAI passou por atualização para contemplar as mudanças implantadas na safra 2025/2026 e pode ser previamente consultada na área de publicações do site da Abrapa: www.abrapa.com.br/publicacoes Os procedimentos de atualização do cadastro da UBA, das prensas, solicitação de etiquetas e lacres continuam exatamente os mesmos, desde 2023. Comunidade do SAI concentra informações da safra 2025/2026 Para manter os usuários do SAI informados sobre as novidades do sistema e o calendário de ações da safra 2025/2026, a Abrapa criou a Comunidade SAI – Safra 25/26 no WhatsApp. A comunidade reúne dois grupos — Inspetores de UBA e Responsáveis SAI — e os participantes recebem exclusivamente informações relevantes sobre o SAI e o andamento das ações. As mensagens são enviadas apenas pelo administrador da Abrapa. Para participar, basta ingressar no grupo que melhor se adequa ao seu perfil: Responsáveis SAI:https://chat.whatsapp.com/HDKxhTkTtkD3IRogS1f62C Inspetores de UBA do PQAB/SAI:https://chat.whatsapp.com/Bu2Ghnk5joI1l17MmXsy0Z
Abrapa, ANEA e Cotton Brazil reforçam coalizão internacional com os Estados Unidos e Austrália para o fortalecimento da demanda global por algodão
23 de Janeiro de 2026Representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e do programa Cotton Brazil reuniram-se nesta quinta-feira, 22/01, com as lideranças da American Cotton Shippers Association (ACSA – USA) e da Australian Cotton Shippers Association (ACSA – Australia) para a criação de uma coalizão internacional em defesa do algodão. Entre as três potências produtoras existe um consenso político e institucional sobre a urgência de uma atuação coordenada pelo aumento da demanda por algodão e defesa das fibras naturais diante o uso das fibras sintéticas na indústria têxtil. No entanto, ainda não existe uma estratégia global única definida para o andamento dessas ações. As entidades entenderam que as ações prioritárias do grupo devem estar focadas nas seguintes frentes: - Advocacy e legislação; - Comunicação ao consumidor; - Engajamento com o varejo. O Brasil expressou abertamente apoio à manutenção da coalizão internacional, principalmente em relação ao intercâmbio técnico e científico contra fibras sintéticas. Protagonismo Brasileiro no Cenário Legislativo O grupo formado por produtores e exportadores brasileiros destacou que a eficácia de campanhas de promoção está intrinsecamente ligada a marcos regulatórios sólidos. Nesse sentido, o Brasil apresentou o desenvolvimento de dois projetos de lei estratégicos que poderão servir de modelo para a coalizão. O primeiro deles abordou os impactos ambientais e biológicos das fibras sintéticas para a saúde humana e o meio-ambiente e o segundo é inspirado na lógica dos biocombustíveis, utilizando métricas de sustentabilidade e mudanças climáticas para incentivar o uso de fibras naturais. Defesa e promoção do algodão Sobre a campanha global "Plant Not Plastic", a comitiva brasileira manifestou reconhecimento à qualidade da iniciativa, o Brasil não descarta a possibilidade de participar da campanha como forma de fortalecimento da aliança e irá analisar maneiras de apoiar a iniciativa. Para garantir a precisão das ações, os países acordaram a necessidade de contratar consultorias independentes para o mapeamento detalhado da perda de market share do algodão, especialmente em mercados críticos como China, Índia e Japão, onde o consumo é alto, mas a participação do algodão é baixa. Encaminhamentos Nos próximos meses, os países participantes da coalizão concordaram em manter o diálogo ativo, explorar formas de cooperação técnica e científica e avaliar ações conjuntas em mercados estratégicos. Neste contexto, fico à cargo a ACSA-USA, a apresentação de propostas formais de governança e escalonamento de investimentos. Paralelamente, o Brasil compartilhará os textos-base de suas propostas legislativas e o escopo para o estudo global de mercado.

