Últimas notícias

Abrapa participa de Dia de Campo sobre sustentabilidade, em Goiás
21 de Junho de 2024

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, esteve presente na apresentação das mais recentes tecnologias e práticas que impulsionam de maneira sustentável a produção da pluma, durante o 21º Dia do Algodão, realizado em 21 de junho, na sede do Instituto Goiano de Agricultura (IGA), em Montividiu (GO). O evento, organizado pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), reuniu produtores, especialistas e empresas do setor, proporcionando um ambiente significativo para atualização técnica e troca de conhecimentos entre os participantes. “Goiás se destaca na cotonicultura nacional, ocupando posição de vanguarda na produção e exportação da fibra, devido às condições climáticas favoráveis ao cultivo e outros fatores que contribuem para sua alta produtividade e qualidade da fibra”, disse Schenkel, que destacou ainda que o dia de campo proporcionou um ambiente ideal para o networking e facilitou a formação de parcerias estratégicas para o avanço do setor. Em 2024, Goiás deverá colher 60,8 mil toneladas de algodão, o que representa 1,7% da produção nacional, consolidando o estado como o sexto maior produtor do país nesse setor. Os agricultores goianos plantaram uma área de 30,9 mil hectares, e a produtividade esperada é de 1.969 kg de pluma/ha. A programação da Agopa, uma das associadas da Abrapa, incluiu diversas atividades estruturadas para compartilhar conhecimentos especializados. Entre as palestras técnicas, destacaram-se temas como a seleção de cultivares avançadas para aumentar a produtividade e melhorar a qualidade da fibra, conduzida pelo renomado consultor Wanderley Oishi, da Cotton Consultoria Agronômica. Outro ponto de destaque foi a estação dedicada ao desenvolvimento de práticas agrícolas sustentáveis, com ênfase na integração da biologia do solo para otimização da produtividade, conduzida por Augusto Silva, sócio-diretor da Libertas Agronegócios e diretor do Instituto Brasileiro de Agricultura Sustentável (IBA). Além disso, Rosângela da Silva, pesquisadora da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, compartilhou abordagens inovadoras para o manejo sustentável de nematoides na cultura do algodão. A feira de expositores, que acompanhou as atividades do evento, permitiu que empresas parceiras apresentassem suas tecnologias e serviços especializados, fortalecendo o intercâmbio de conhecimentos e o desenvolvimento do mercado algodoeiro. “O evento reafirmou seu papel para a promoção de inovações e práticas sustentáveis no setor, consolidando Goiás como um importante polo produtor e disseminador de conhecimento no setor”, afirmou o presidente.

Abrapa e Anea mobilizam empresas de logística em Santos promovendo o ABR-LOG
21 de Junho de 2024

Representantes de mais de 15 empresas, que possuem terminais retroportuários trabalhando na estufagem de algodão e empresas de exportação (tradings), no porto de Santos, lotaram o auditório da Associação Comercial de Santos, na quinta-feira (20), em um evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), juntamente com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, no escopo do programa ABR-LOG. O motivo do encontro foi angariar a aderência dos terminais, para participarem da iniciativa, que tem como foco a melhoria e a padronização dos processos no último elo da cadeia produtiva do algodão, antes do embarque para os países de destino. A ênfase do ABR-LOG é a sustentabilidade (ambiental, social e governança), com um enforque adicional na qualidade, assegurando a integridade e a boa apresentação dos fardos de algodão na entrega ao comprador. De acordo com a Abrapa, garantir a padronização dos processos e a consequente melhoria do estado de conservação dos fardos fortalece a competitividade brasileira num mercado em que o Brasil começou a se destacar mais expressivamente nos últimos anos. Antes, o país era um exportador de segundo semestre, e o mercado para todo o volume embarcado era certo. Na safra 2023/2024, com a produção estimada em 3,66 milhões de toneladas de algodão beneficiado, em torno de 2,8 milhões de toneladas (Anea) deverão deixar o país e seguir para a indústria internacional, que é majoritariamente asiática. “Depois de suprir as fiações brasileiras, que consomem de 700 a 750 mil toneladas, todo esse excedente precisa encontrar um mercado, e o escoamento do produto leva praticamente o ano inteiro. Na disputa pelo comprador com Estados Unidos, Austrália e África Ocidental, cada detalhe conta, e o ABR-LOG cuida disso, ao levantar a régua dos procedimentos nesta etapa da logística”, explica Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa. Conceito expandido O ABR-LOG foi lançado em 2023 pela Abrapa e Anea, como parte de um programa maior, o Cotton Brazil, de promoção do algodão brasileiro no mercado externo. Este guarda-chuva, além das duas associações, integra a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Segundo o gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, trata-se de uma extensão do conceito do Algodão Brasileiro Responsável (ABR), de certificação de sustentabilidade nas fazendas, que, por sua vez, derivou, anteriormente, no ABR-UBA, cujo alvo são as Unidades de Beneficiamento de Algodão, e, desde o ano passado, no ABR-LOG. “Com esses programas, além de expandirmos e assegurarmos a sustentabilidade nas operações em elos importantíssimos da cadeia da fibra, agregamos mais valor ao algodão brasileiro num aspecto que é bem tangível, a aparência dos fardos. Rasgos e sujeira podem levar à contaminação da fibra e comprometer o trabalho realizado no campo, nas unidades de beneficiamento de algodão nos e laboratórios brasileiros”, diz o gestor. Ele revela que a meta para este ano é que 50% da safra seja estufada em terminais certificados pelo programa. “Lançamos o programa visando 30%, e, já em agosto, na certificação, superamos o planejado”, afirma. No ano passado, as primeiras empresas certificadas foram a S. Magalhães & Essemaga – que teve seus terminais de Alemoa e Guarujá chancelados pelo programa –, a Hipercon Terminais de Carga, de Santos, e a Louis Dreyfus Company (LDC), com terminal em Cubatão/SP. Posteriormente, também foram certificadas as empresas Brado, em Rondonópolis/MT, e a Tecon Salvador, na capital baiana.Todas as companhias passaram por auditoria de terceira parte, no período comercial de 2023/2024, a empresa Control Union foi credenciada como a responsável pelas auditorias do ABR-LOG. A mesma auditoria será responsável pelas certificações em 2024/2025. Segundo o presidente da Anea, Miguel Faus, nesta fase do ABR-LOG, as atenções se voltam para o Porto de Santos, a quem cabem 97% dos embarques de algodão, no Brasil. “Para se ter uma ideia, nosso maior competidor, os Estados Unidos – que hoje produzem praticamente o mesmo que o Brasil e exportam mais – embarcam seu produto por cinco portos. Aqui, praticamente, só temos Santos e ainda assim temos conseguido bater recordes mensais em embarques”, afirma. Faus acrescenta que as entidades e o governo têm trabalhado na busca por alternativas viáveis para distribuir o montante exportado. “Nesse mercado tão apertado, temos que nos diferenciar, não só na qualidade da pluma e na sua sustentabilidade, mas nos embarques, na pontualidade, da aparência dos fardos. Para isso temos que envolver toda a cadeia”, explicou. Em sua fala durante a solenidade, o diretor da Associação Comercial de Santos, Eduardo Lopes, destacou a importância do agro para o Porto de Santos. “No ano passado, Santos movimentou 173 milhões de toneladas, aproximadamente. Foram 130 milhões no sentido da exportação e 43, na importação. E as grandes cadeias responsáveis foram do agronegócio. O Porto de Santos é líder, inclusive mundialmente, na movimentação de soja, de milho, de algodão, de café, de suco de laranja, de celulose e assim uma série de outros produtos. E no que diz respeito a própria importação dessas 40 milhões de toneladas que o Brasil importou, 10 milhões e meio de toneladas foram matérias-primas, foram fertilizantes, para fertilizantes justamente para ser usado no agro”

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa
21 de Junho de 2024

Destaque da Semana - Em semana de feriados nos EUA e em países muçulmanos, o contrato Dez/24 atingiu a mínima de 20 meses, mas depois voltou a subir, fechando a semana em alta. Algodão em NY - Jul/24 fechou nesta quinta 20/06 cotado a 70,85 U$c/lp (-0,8% na semana). Dez/24 fechou 72,62 U$c/lp (+1,1% na semana) e o Dez/25 a 72,84 U$c/lp (-0,8% na semana). Basis Ásia - Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 774 pts para Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 20/jun/24). Altistas 1 - No oeste do Texas, algumas áreas ainda precisam de chuva. Além disso, tempestade tropical pode atingir lavouras dos EUA nos próximos dias. Altistas 2 - Os preços de algodão ofertado na Ásia esta semana aumentaram, indicando recuperação nos níveis de “basis”. Baixistas 1 - As recentes quedas de preços devem-se em grande parte à venda dos fundos, que tem mantido uma posição vendida historicamente alta. Baixistas 2 - Os preços na plataforma de futuros de Zhengzhou da China caíram 1,8% esta semana. Baixistas 3 - As fiações em vários países enfrentam uma demanda fraca por fios e preços sob pressão. Aliança: Durante evento da American Cotton Shippers Association esta semana, foi formalizada aliança entre as associações de exportadores de algodão do Brasil (Anea), Austrália (ACSA) e EUA (ACSA) para promover o consumo algodão globalmente. China 1 - A importação de algodão pela China em maio foi de 260 mil tons - 24% a menos que em abril, mas bem acima do registrado em mai/23. China 2 - No ano, a soma é de 2,9 milhões tons, contra 1,05 milhão tons em 2023. É o maior volume de importação de algodão feita pela China em uma década. EUA 1 - Em 16/jun, 90% da área foi plantada nos EUA, contra 87% na mesma época de 2023 e 91% da média de cinco anos. A previsão é de que o plantio seja concluído na próxima semana. EUA 2 - Novamente, a condição das lavouras diminuiu nesta semana. Plantas em estado “bom a excelente” somaram 54% da área (-2 pp), enquanto as classificadas como “ruins a muito ruins” abrangeram 33% (+5 pp). Índia 1 - O governo indiano definiu preços mínimos para a safra de verão do algodão. O valor do algodão de fibra média aumentou 7,2% - sendo o sexto maior desde a temporada 2005/06 e o terceiro mais alto na última década. Índia 2 - Preços mínimos mais altos na Índia significam menos exportação, já que o governo oferece melhores condições para a formação dos estoques reguladores. Índia 3 - Os novos números da Cotton Association of India (CAI) mostram que a produção de algodão no país será de 5,4 milhões tons em 2023/24 (-1,2% em relação à marca de 5,42 milhões tons de 2022/23). Índia 4 - A demanda doméstica na Índia foi estimada em 5,38 milhões tons em 2023/24 (+6% no ano). Eid al-Adha 1 - Em Bangladesh, Paquistão e Turquia, a semana toda foi de celebrações do Eid-al-Adha. Eid al-Adha 2 - "Eid" é uma palavra árabe que se traduz como "festival". Os dois principais Eids, Eid al-Fitr e Eid al-Adha, marcam eventos religiosos significativos e são momentos para os muçulmanos se reunirem em adoração, reflexão e celebração. Paquistão - Confirmando-se o clima quente e seco, o Paquistão conclui o plantio nos próximos dias. Austrália - Com projeção de 75% da safra colhida, a estimativa é de que a colheita na Austrália termine nas próximas semanas. A previsão oficial é de uma safra de cerca de 1,1 milhão tons. Better Cotton Conference - Cotton Brazil e Abrapa voltam a apoiar a conferência anual da Better Cotton, que neste ano será em Istambul (Turquia) em 26-27/jun. XIX ANEA Cotton Dinner 1 - Durante o evento anual da Anea, haverá um simpósio online no dia 29/06 às 9h (BRT). O tema “Rethinking Raw Materials” será debatido por Varun Vaid, consultor da Wazir Advisors. XIX ANEA Cotton Dinner 2 - Será possível acompanhar o simpósio online. Para isso, basta se cadastrar no link: https://bit.ly/cottonbrazilJA. ABR-Log - Reunião do programa ABR-Log em Santos lotou a Associação Comercial de Santos (ACSantos) nesta semana. O ABR-Log é uma certificação da Abrapa e Anea voltada para logística de exportação de algodão. Exportações - O Brasil exportou 84 mil tons de algodão até a segunda semana de jun/24. A média diária de embarque é 2,9 vezes maior em relação a jun/23. Colheita 2023/24 - Até ontem (20/06), foram colhidos no estado da BA 7%; MG 17%; MS 11,7%; MT 0,6%; PI 4,83%; PR 100%; SP 66%. A colheita no MA começou nesta semana. Total Brasil: 2,67%. Preços - Consulte tabela abaixo ⬇ Quadro de cotações para 20_06 Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

14º CBA enfatiza conhecimento da fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura
20 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE. O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

Fisiologia do algodoeiro é tema central do 14º Congresso Brasileiro do Algodão
18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro, em Fortaleza (CE). O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde de a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas. “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui.

14º CBA enfatiza fisiologia do algodoeiro como estratégia para solucionar as grandes demandas da cotonicultura
18 de Junho de 2024

Conhecer a fundo como funciona o algodoeiro – sua “fisiologia” – e atuar estrategicamente sobre seus processos vitais, seja com o manejo correto ou a incorporação de tecnologia, pode ser a diferença para a alta produtividade de uma lavoura de algodão. Mais que isso, a resposta para os grandes desafios da atualidade, como enfrentar a variabilidade climática e sua influência na agricultura. Não por acaso, a fisiologia do algodoeiro será um dos eixos temáticos do 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro próximo, em Fortaleza/CE. O campo da fisiologia é tão vasto quanto variado, já que engloba todos os processos que a planta realiza para que ela possa crescer e se desenvolver. Isso vai desde a capacidade de fazer fotossíntese, capturar carbono, absorver nutrientes, resistir ao estresse hídrico e muitos outros fatores, que interconectam disciplinas como bioquímica, genética, ecologia e agronomia. De acordo com o pesquisador da Embrapa e membro da Comissão Científica do 14º CBA, Fernando Lamas, do ponto de vista fisiológico, o algodoeiro talvez seja uma das plantas cultivadas pelo homem que têm a fisiologia mais interessante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Qualquer fator, seja de natureza biótica ou abiótica, que venha a interferir na atividade fisiológica do algodoeiro pode resultar em queda da produtividade ou impacto negativo na qualidade da fibra”, diz. Mudanças climáticas Por outro lado, segundo o pesquisador, a interferência calculada sobre essas características naturais pode ajudar na definição de tratos culturais específicos na planta e no seu funcionamento, que vão desde a altura, a arquitetura ou o tamanho das raízes, e consequentemente, trazer grandes benefícios à produção. “Acredito que as mudanças climáticas serão um tópico muito discutido no 14º CBA. Estão surgindo produtos, que podem ser aplicados por diversas vias, que ajudam as plantas a enfrentar períodos de seca e temperatura muito elevada”, afirma Lamas.  “São químicos e biológicos que minimizam o problema, quando utilizados na dose e no momento corretos. Existe uma outra linha de produtos que promove o melhor crescimento radicular. “Com raízes maiores e profundas, as plantas se tornam menos susceptíveis a eventuais períodos de déficit hídrico”, explica. Mas nem tudo são altos investimentos ou envolvem grandes requintes científicos. “Algumas das escolhas do produtor, feitas com base no conhecimento da fisiologia, não lhe custarão nenhuma despesa extra, mas potencializarão a capacidade produtiva das suas lavouras, a começar sobre a seleção da janela correta de semeadura, para que não haja limitações nem de água nem de luz”, relata lamas. Eixos temáticos Segundo a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, e coordenadora do 14º CBA, Silmara Ferraresi, as palestras, salas temáticas e workshops do congresso estarão lastreadas em grandes temas, divididos em cinco eixos: fisiologia, entomologia, fitopatologia/nematologia, qualidade/colheita/beneficiamento e agronomia/sustentabilidade/fisiologia. “Essa divisão permitiu à comissão científica do 14º CBA organizar e construir uma programação inteligente, sem, contudo, engessá-la”, diz Silmara. “O que se fez foi aproveitar a sinergia entre as muitas disciplinas nas quais esses conteúdos se encaixam, para potencializar a apreensão do conhecimento. Será um congresso extremamente enriquecedor para o produtor e suas equipes”, conclui Silmara.

Sistemas Abrapa