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Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro: quais as vantagens de aderir ao PQAB na safra 2025/2026?
07 de Maio de 2026

A temporada de adesão para a safra 2025/2026 do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB) já está aberta. Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), na condição de (SCA) Serviço de Controle Autorizado, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa garante que a pluma brasileira atenda aos mais rigorosos padrões de qualidade e rastreabilidade, buscando assegurar a excelência em todos os processos da produção do algodão. "O PQAB traz um aprimoramento de melhores práticas para as atividades que a UBA já desenvolve, com o diferencial de receber o certificado de qualidade para cada um dos fardos emitido pelo Ministério da Agricultura”, explica a Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi. Ferraresi também destacou a credibilidade que a validação do Ministério da Agricultura traz ao algodão a partir da certificação. “É uma terceira parte validando que aquela amostra de algodão foi produzida e identificada de acordo com os padrões da IN 24 e que a análise de HVI foi realizada pelo laboratório de acordo com os padrões internacionais. Para quem está no programa, o 'plus' é a credibilidade e assertividade dos resultados de análise de HVI com aval do Mapa". Momento é de transformação digital A partir desta safra, a diretora da Abrapa esclarece que o uso de lacres e a submissão de malas no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) tornam-se obrigatórios para todas as unidades. “A grande novidade que teremos neste ano é que todas as UBAs que participam do SAI farão a submissão de malas de amostras no sistema. Antes, essa era uma exigência feita apenas às UBAs que integravam o PQAB”. Essa transição vem acompanhada de um salto tecnológico: a operação por API, que é a integração direta entre o sistema de gestão da UBA e o SAI da Abrapa. Essa ponte tecnológica permite que os dados de beneficiamento e rastreabilidade sejam enviados de forma automática, eliminando erros, reduzindo a carga de trabalho manual e garantindo agilidade em operações de grande volume. A operação por API é opcional, mas facilita os processos de cadastro e gestão das UBAs que possuem uma operação muito grande. Abastecimento de dados via web e por app continuam valendo. Vantagens estratégicas do PQAB Além de cumprir normas técnicas que melhoram a operação, participar do programa é uma decisão estratégica que gera mais valor e competitividade para o algodão produzido no país. Para Fernando Rati, gerente do Cotton Brazil, programa que mantém diálogo constante com a indústria têxtil internacional, o grande diferencial está na validação do governo brasileiro: "A certificação é o aval do Ministério da Agricultura atestando que aquela análise foi feita de acordo com os padrões internacionais. É essa terceira parte que traz a credibilidade necessária para os resultados de HVI, garantindo confiança para quem compra e para quem vende". Ao aderir ao programa, a UBA eleva seu padrão operacional por integrar a certificação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com uma gestão técnica minuciosa. Cada fardo produzido recebe o Certificado de Qualidade Oficial, validando a análise de HVI no mercado global, processo este assegurado pela presença de um Inspetor de UBA capacitado e registrado no MAPA. Este profissional atua como guardião das melhores práticas, garantindo que o peso, as dimensões e a integridade das amostras sigam estritamente a Instrução Normativa 24 (IN 24), o que consolida um fluxo de dados totalmente confiável, rastreável e padronizado. Esse processo garante que a qualidade do algodão brasileiro seja reconhecida por um sistema de verificação robusto e tecnologicamente avançado. PQAB em números A safra 2024/2025 mostra avanço consistente na adesão ao PQAB no Brasil. Dos 19,3 milhões de fardos produzidos, 17,4 milhões passaram pelo programa Standard Brasil SBRHVI (SBRHVI), sendo 36% deles (6,32 milhões) certificados pelo autocontrole/PQAB. Ao todo, 6,7 milhões de fardos foram analisados dentro do PQAB, com uma taxa de aprovação de 93,03%. Segundo Silmara Ferraresi, o resultado demonstra o alto nível de conformidade da pluma brasileira com os critérios de qualidade e rastreabilidade, além de indicar espaço para expansão das certificações. Entre os laboratórios, o da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) se destacou ao contribuir para a certificação de mais de 50% dos fardos do PQAB, com taxa de certificação de 99,85%, atendendo produções da Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí. De acordo com a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o desempenho do laboratório da associação é resultado de um trabalho intensivo de conscientização sobre a qualidade da fibra na região do Matopiba e incentivo à participação no programa, aliado a investimentos em tecnologia que garantiram maior consistência operacional e controle de qualidade. Ela destaca que esses resultados fortalecem a imagem do algodão brasileiro e reduzem a ocorrência de arbitragens, ao garantir laudos confiáveis e um ambiente mais harmonioso no mercado.  “Quando a Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, se compromete com a qualidade da análise, ajuda a fortalecer a imagem do algodão brasileiro e do Brasil como origem, o que é a razão de ser do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Laudos confiáveis criam um ambiente harmônico no mercado, evitando contestações e necessidade de arbitragens”. Apesar dos avanços, 9,8% dos fardos da última safra ainda não tiveram rastreabilidade completa, índice atribuído a produtores que não aderiram ao SBRHVI. Ferraresi explica que a obrigatoriedade de submissão de malas no SAI, na safra 2025/2026, com operação de cadastro único entre UBAs e laboratórios, por meio do Sistema Nacional de Dados do Algodão (Sinda), garantirá ao Brasil, depois de 22 safras de operação do SAI, a rastreabilidade de 100% dos fardos submetidas no sistema. O que a UBA precisa fazer para aderir ao PQAB? Para quem já opera no SAI, o PQAB exige apenas três ações adicionais que não elevam a complexidade da rotina, mas que garantem mais rigor no processo de produção. São elas: Ter e vincular um Inspetor de UBA devidamente treinado e registrado pela Abrapa (SCA) e Mapa. Comprovar as dimensões das facas (apenas uma vez na safra). Responder ao Checklist de Qualidade (6 perguntas simples de "sim ou não") no momento da submissão da mala. Calendário de operação de beneficiamento de algodão para a safra 2025/2026: O cronograma de início das atividades laboratoriais e de submissão de malas já está definido: Abril: Início em Goiás (Agopa) e Mato Grosso do Sul (Ampasul). Maio: Minas Gerais (Amipa), Bahia (Abapa) e região de Rondonópolis (MT). Junho/Julho: Demais regiões do Mato Grosso (Ampa). Como aderir? A adesão ao PQAB é feita diretamente pela UBA/responsável SAI, no sistema SAI. Ao realizar a atualização cadastral e o aceite dos termos, a unidade deve declarar sua adesão ao PQAB. Tal processo pode ser realizado até a submissão da primeira mala, na safra 2025/2026. Não deixe sua UBA de fora! A adesão ao PQAB é o caminho mais seguro para garantir que a qualidade do seu algodão seja reconhecida globalmente.

Workshop na Bahia posiciona qualidade como pilar estratégico para o algodão brasileiro
07 de Maio de 2026

Realizado na quarta-feira, 30/04, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o 2º Workshop de Qualidade da Fibra do Algodão, realizado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) demonstra a relevância que o tema tem ganhado para o setor, preocupado com a melhoria contínua da fibra. Reunindo especialistas, consultores e produtores, o evento destacou a importância do planejamento do beneficiamento e da integração entre campo e laboratório como pilares para elevar a competitividade no mercado internacional e continuar sendo a principal matéria-prima natural da indústria têxtil nacional. Conexão entre produtores e equipes técnicas Ao longo do dia, os debates reforçaram que qualidade, rastreabilidade e estratégia caminham juntas para sustentar a reputação do algodão nacional. Com foco nas práticas que garantem consistência e alto desempenho da fibra, o workshop trouxe uma programação voltada à troca técnica e ao alinhamento de processos ao longo de toda a cadeia produtiva. Desde o manejo no campo até as análises laboratoriais, os participantes discutiram soluções para aprimorar a colheita, reduzir perdas e elevar o padrão da pluma produzida na Bahia. A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto destacou o caráter estratégico do encontro ao reunir diferentes elos da cadeia em torno da excelência da fibra. “Este workshop é um espaço técnico essencial para aprimorar os processos que garantem a consistência e a padronização da nossa fibra, desde o manejo no campo até as estruturas laboratoriais. Momentos como esse fortalecem a conexão entre produtores e equipes técnicas, permitindo superar desafios e elevar ainda mais o nível do algodão produzido na Bahia”, afirmou. Do campo às exportações A relação entre qualidade e posicionamento internacional também esteve no centro dos debates. Gerente do programa Cotton Brazil da Abrapa, Fernando Rati ressaltou que a competitividade externa depende diretamente da consistência da fibra brasileira. “A qualidade da fibra, aliada a uma estratégia bem definida, é fundamental para o posicionamento do algodão brasileiro no mercado internacional. É isso que sustenta a reputação da nossa pluma e garante espaço para a fibra baiana entre os principais players globais”, disse. Para a diretora executiva da Abrapa Silmara Ferraresi, que foi uma das palestrantes do evento, a transparência ao longo da cadeia é um diferencial competitivo crescente. “Quando a gente fala em rastreabilidade do algodão brasileiro a gente está falando da entrega de informações como a certificação socioambiental da fazenda, a certificação socioambiental da unidade e a certificação de qualidade atestada pelo Ministério da Agricultura. Tudo isso está disponível para o mercado através da etiqueta dos fardos.” Ferraresi também ressaltou o papel da rastreabilidade para garantir a relação de credibilidade e confiança com o mercado. “A rastreabilidade é muito mais do que um código de barras, um QR Code ou uma leitura dinâmica que é feita através do celular. A rastreabilidade ela leva confiança e credibilidade para o nosso consumidor.” Avanço consistente da qualidade O consultor de qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, que participou de um talk show durante o evento, destacou o avanço consistente da fibra produzida no Brasil e no estado, que vem ganhando reconhecimento dentro e fora do país. “O algodão brasileiro atingiu um nível de qualidade bastante elevada, resultado de investimento contínuo em tecnologia, manejo e capacitação”. Ao longo do workshop, especialistas também abordaram temas como desfolha, colheita e beneficiamento, reforçando que o planejamento adequado dessas etapas é determinante para preservar as características da fibra. Para Alessandra Zanotto, produzir algodão com qualidade mostra o esforço dos produtores para consolidar o Brasil como uma referência no setor. “Com participação expressiva de produtores e profissionais do setor, o 2º Workshop de Qualidade da Fibra reafirma o protagonismo da Bahia na produção de algodão de alta qualidade e evidencia o esforço conjunto da cadeia para consolidar o Brasil como referência global em fibra sustentável, rastreável e competitiva”.

Treinamentos da Abrapa preparam inspetores de qualidade para a safra 2025/2026 
05 de Maio de 2026

Treinamento no Matopiba A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) intensificou em abril a preparação das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) para a safra 2025/2026 com a realização de treinamentos voltados à formação de inspetores de qualidade, requisito para a adesão ao Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). No dia 24 de abril, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a entidade promoveu uma capacitação em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que reuniu mais de 90 participantes de diferentes estados produtores. Além de treinar aos profissionais das UBAs localizadas na Bahia, o curso também atendeu os estados do Ceará, Maranhão e Piauí. Sobre a realização dos treinamentos, a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, explicou a relação entre a formação dos inspetores e a qualidade do algodão é direta. “A qualidade da análise do algodão é tão depende da acurácia do inspetor de qualidade da fibra quanto dos próprios instrumentos de HVI, e a credibilidade do nosso produto no mercado passa pelo preparo destes profissionais.” A presidente falou da importância da realização de formações de inspetores em locais de produção crescente, como é o caso da fronteira agrícola do Matopiba. “O curso de formação de inspetores que promovemos aqui na Abapa, por iniciativa da Abrapa e do Mapa, assim como todo o programa de qualidade do algodão brasileiro (PQAB), é fundamental para continuarmos assegurando a confiabilidade das amostras e dos laudos emitidos pelo nosso laboratório, num contexto de produção crescente, como acontece aqui na Bahia e em todo o Matopiba”. Inspetores de MG, GO e SP participaram de treinamento na Ampasul Já no dia 27 de abril, uma nova turma foi formada em Chapadão do Sul (MS), ampliando o alcance da iniciativa e reforçando o compromisso do setor com a padronização das operações. No Mato Grosso do Sul, o evento foi realizado em parceria com a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) e treinou profissionais das UBAs de Minas Gerais, Goiás e São Paulo. A identificação de possíveis riscos para a qualidade foi lembrada pelo presidente da Ampasul, Renato Bürgel, como um dos pontos críticos da gestão da qualidade durante o treinamento. “Esses profissionais são treinados para cumprir com procedimentos e identificar pontos críticos no processo de beneficiamento e amostragem, como a presença de contaminações ou perdas de qualidade da fibra ocasionadas pelo processo de beneficiamento. O treinamento assegura que a coleta de amostras para o laboratório seja feita de forma correta, evitando que dados distorcidos cheguem ao sistema de classificação e posteriormente aos compradores”. “O PQAB contribuiu para transformar o processo de beneficiamento em um processo industrial auditável. Permitindo entregar aos compradores uma fibra de alta performance e competitiva globalmente”, afirma Bürgel. Papel do inspetor e a IN 24 Os treinamentos são gratuitos e fazem parte da estratégia da Abrapa para incentivar as UBAs a aderirem ao PQAB, programa que certifica a qualidade do algodão brasileiro com base em critérios de rastreabilidade, conformidade técnica e alinhamento aos padrões da IN24. Mais do que uma etapa operacional, a formação de inspetores é um pré-requisito para que as UBAs ingressem no programa. Cada unidade precisa contar com ao menos um profissional capacitado e aprovado, com registro junto ao Ministério da Agricultura, responsável por assegurar que as práticas adotadas estejam em conformidade com as exigências do sistema. Certificação do MAPA dá mais credibilidade As unidades participantes passam a ter acesso à emissão de certificados oficiais de qualidade, validados pelo Ministério da Agricultura, para cada fardo produzido. De acordo com o chefe do Serviço de Certificação do MAPA, Cid Oliveira: “O MAPA participou do treinamento para explicar os requisitos legais do processo de autocontrole... O papel do Ministério é o de chancelar os resultados das análises e dar mais credibilidade e confiança”. Sobre o PQAB O Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), coordenado pela Abrapa, é a primeira iniciativa de autocontrole da cadeia agropecuária no país. Ele define padrões para garantir qualidade, rastreabilidade e confiabilidade do algodão.

Nova direção do Bureau Veritas visita Abrapa e reforça compromisso com a qualidade do algodão brasileiro
04 de Maio de 2026

Representantes da divisão de algodão da Bureau Veritas Brazil estiveram, nesta terça-feira, 28/04, na sede da Abrapa, em Brasília, para uma visita técnica voltada ao alinhamento de expectativas para a safra 2025/2026 e ao fortalecimento da cooperação institucional. A agenda incluiu reuniões no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), com foco na atualização sobre o programa SBRHVI, considerado estratégico para a padronização da qualidade da fibra no país. A visita foi realizada pelo Gerente Executivo da divisão Agro interior da Bureau Veritas no Brasil, Alexandre Gustavo Mansani e do gerente técnico dos laboratórios HVI SR da empresa no país, Romário Matos, que representam a nova direção responsável pelas operações de HVI no país. Alinhamento prevê ações conjuntas pela qualidade do algodão Segundo o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, o encontro teve como principal objetivo apresentar à nova equipe o estágio atual do SBRHVI, seus desafios e metas. “Foi um alinhamento inicial importante para mostrar em que nível estamos, quais são os objetivos do programa e os desafios atuais, especialmente no que diz respeito à padronização do controle. Também buscamos entender como eles enxergam esse processo e quais são as expectativas daqui para frente”, afirmou. A evolução da classificação de contaminantes no algodão brasileiro entrou na pauta como uma frente estratégica para reforçar a credibilidade dos laudos de qualidade no mercado internacional. Apesar do reconhecimento global do país como grande produtor, o tema ainda exige avanços. “A ampliação da categorização de contaminantes torna os laudos mais completos e alinhados às exigências do mercado internacional. A Abrapa, por meio do laboratório central, conduz testes de metodologias e promove a conscientização dos laboratórios, ampliando as garantias aos compradores”, afirmou Lima. Maior engajamento Do lado do Bureau Veritas, a sinalização foi de maior engajamento com os programas da entidade. De acordo com Lima, a empresa demonstrou disposição para ampliar sua participação, especialmente no SBRHVI, contribuindo com inovação e certificações. “Eles têm hoje um papel relevante no mercado, analisando mais de 50% do algodão brasileiro, e pretendem atuar de forma ainda mais ativa, agregando valor à cadeia como um todo”, disse. Para Mansani, o fortalecimento da parceria com a Abrapa é fundamental para garantir ganhos mútuos e consolidar a competitividade do algodão nacional. “É muito importante estarmos alinhados para construir um modelo que seja positivo para todos para o Bureau Veritas, para a Abrapa e, consequentemente, para todo o setor. Essa interação fortalece nossos resultados e a posição do algodão brasileiro no mercado internacional”, afirmou. Na mesma linha, Romário Matos destacou o compromisso histórico da empresa com o programa de classificação. “Participamos do SBRHVI desde o início, com todos os nossos cinco laboratórios integrados. Estamos entrando no décimo ano do programa com resultados relevantes, e nossa intenção é seguir evoluindo junto com a Abrapa, reforçando nosso compromisso com a qualidade do algodão brasileiro”, disse. Sobre a Bureau Veritas A Bureau Veritas é uma empresa multinacional líder mundial em serviços de teste, inspeção e certificação (TIC), com mais de 190 anos de experiência, presença em mais de 140 países e atuação em diversas cadeias produtivas, incluindo agronegócio, indústria, infraestrutura e bens de consumo. No Brasil, o grupo mantém forte presença com uma rede de escritórios e laboratórios distribuídos pelo país. No segmento de algodão, opera cinco laboratórios de análise da qualidade da fibra localizados em Mato Grosso, nos municípios de Rondonópolis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Sorriso.

Alper Seguros e Abrapa firmam parceria e lançam apólice exclusiva para produtores associados e certificados no programa ABR-UBA
30 de Abril de 2026

São Paulo, março de 2026 – A Alper Seguros, consultoria especializada em gestão de riscos, e a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) consolidaram uma parceria estratégica para o lançamento de um produto exclusivo ao setor. A solução, desenhada especificamente para atender às demandas dos produtores de algodão, foi o grande destaque da participação da companhia no Brazilian Cotton School 2026, realizado no último dia 10 de março, na sede da associação em Brasília. O novo produto é fruto de quase sete anos de desenvolvimento e oferece condições de mercado exclusivas para os associados que possuem a certificação de qualidade da Abrapa. O objetivo é garantir que a excelência da pluma brasileira conte com uma proteção financeira e operacional à altura dos desafios do campo. "A parceria com a Alper Seguros reforça nosso compromisso em oferecer ferramentas que garantam a sustentabilidade e a proteção financeira do produtor certificado, fortalecendo a confiança em toda a nossa cadeia produtiva", afirma Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Abrapa, que realizou a abertura do evento. Liderança e especialização Com uma fatia de 80% de market share nas apólices contratadas do segmento, a Alper utiliza sua expertise histórica para democratizar o acesso a seguros de alta performance. Representando a companhia no encontro, Afonso Arinos, Diretor de Soluções e Vendas para o Agronegócio, e o VP de riscos, André Lins, detalharam como as novas condições exclusivas validam a segurança de operações de todos os portes. “Nossa experiência acumulada nos permitiu construir uma validação sólida perante o mercado. O lançamento dessa apólice específica é um selo de confiança para que as algodoeiras busquem uma proteção sob medida para suas necessidades reais”, destaca Afonso Arinos. Para André Lins, o foco agora é a expansão dessa segurança. "Após anos de trabalho, alcançamos uma condição única para os associados que priorizam a qualidade. Nosso objetivo é levar essa gestão de riscos estratégica para toda a cadeia", pontua. Próximos passos O evento contou com a presença de superintendentes das principais associações estaduais, como Apapi (Piauí), Abapa (Bahia), Ampa (Mato Grosso) e Amipa (Minas Gerais). Além das discussões em Brasília, a Alper já planeja novas ações de comunicação junto às regionais para estreitar o fluxo com os produtores. O próximo grande marco desta agenda será o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), onde a parceria e as soluções exclusivas terão novo destaque. Sobre a Alper Seguros Fundada em 2010, a Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A. é referência nacional em gestão de seguros corporativos, benefícios, transportes, linhas financeiras, agro e demais segmentos. Com mais de 1.200 colaboradores e 28 escritórios em todo o país, a empresa se destaca pela inovação, tecnologia e compromisso com soluções eficientes, transparentes e socialmente responsáveis. Sobre a Abrapa A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representa os cotonicultores brasileiros desde 1999, atuando de forma estratégica para fortalecer a qualidade, a rastreabilidade, e a sustentabilidade da fibra brasileira por meio da organização de seus agentes e do desenvolvimento contínuo da produção.Hoje, a Abrapa reune 11 associações estaduais de produtores, Abapa (BA), Acopar (PR), Agopa (GO), Amapa (MA), Amipa (MG), Ampa (MT), Ampasul (MS), Apaece (CE), Apap (PA), Apipa (PI) e Appa (SP), que representam 99% de toda a área plantada e da produção nacional de algodão. Informações para imprensa Loures Consultoria Adriana Silvestrini – adriana.silvestrini@fsbpartner.com.br Cel.:/Whatsapp: 11 99244-1490

Apetite chinês pelo algodão brasileiro dá sinais de recuperação
30 de Abril de 2026

Por Alessandra Milanez, Para o Valor Estoques cheios fizeram a China frear a importação de algodão no ano passado, levando a uma queda de 52% em relação a 2024 nas vendas brasileiras da matéria-prima para o país asiático. O recuo interrompeu uma sequência de aumento das exportações de algodão do Brasil para a China que se mantinha desde 2022 e jogou os números para patamares observados pela última vez em 2019. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), órgão vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a China gastou US$ 828 milhões importando a commodity brasileira em 2025, ante US$ 1,73 bilhão no ano anterior. Em volume, o país comprou 512 mil toneladas de algodão do Brasil em 2025, cerca de 17% do total exportado da matéria-prima. No ano anterior, foram 925 mil toneladas, correspondente a 33% do total das exportações brasileiras do produto. Segundo especialistas, no entanto, o movimento do ano passado foi atípico, e as exportações já mostram recuperação neste ano. “Em 2024, a China fez uma grande recomposição de estoque e, em 2025, não precisou importar tanto”, explica Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Já neste ano, o apetite chinês dá sinais de recuperação. Apenas nos dois primeiros meses de 2026, o Brasil exportou 207 mil toneladas de algodão para a China, o que equivale a 40% do volume total exportado no ano passado, mostrando que a tendência é de recuperação e que a queda de 2025 não teve nenhuma relação direta com o Brasil ou com a qualidade da pluma produzida aqui. “Nosso relacionamento com a China é longo e sólido”, diz Wajs. Essa aproximação é fruto de um trabalho contínuo de produtores e exportadores brasileiros de algodão. Uma das principais iniciativas nesse sentido foi criada em 2020: o Cotton Brazil, programa conjunto da Anea, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), que busca promover o algodão brasileiro no mercado global e intensificar o relacionamento com os principais mercados importadores da matéria-prima. A iniciativa ajudou a consolidar, no mercado internacional, a imagem do algodão brasileiro como um produto de qualidade e sustentável, uma exigência de boa parte das empresas europeias que compram tecidos e peças de vestuário fabricadas em outros países, especialmente na China. Para conquistar essa credibilidade, os produtores brasileiros fizeram o dever de casa: a Abrapa criou a certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que verifica, por meio de auditorias anuais, uma lista de quase 200 itens ligados a critérios ambientais, sociais e econômicos. A ABR ainda opera em parceria com a Better Cotton Initiative (BCI), certificação internacional aceita por grandes marcas globais. “Graças a essas certificações, não temos restrição em nenhum mercado internacional”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa. Com preço competitivo e qualidade comparável à de outros grandes exportadores, como Estados Unidos e Austrália, o principal desafio para que o algodão brasileiro conquiste mais espaço no mercado internacional não é a concorrência desses países, mas as fibras sintéticas, mais baratas do que o algodão. Alexandre Pedro Schenkel, produtor rural, engenheiro agrônomo e presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), explica que as fibras sintéticas, além de causarem danos ao ambiente, também representam um problema de saúde pública, uma vez que a lavagem dessas peças libera microplásticos que podem ser inalados ou ingeridos e causar prejuízos à saúde humana. “Para conseguir competir com as fibras sintéticas, ainda que as peças de algodão fiquem 20% ou 30% mais caras do que as das fibras sintéticas, é preciso manter os preços das fibras naturais em patamares competitivos, o que é um grande desafio, porque os custos de produção, como fertilizantes e combustível, estão em alta”, afirma Schenkel. Nesse sentido, a Abrapa defende a criação de iniciativas que conscientizem a população e ensinem a diferenciar as peças de fibras naturais das sintéticas. Uma das medidas em avaliação é a criação de uma espécie de selo para as roupas de algodão, inspirada na rotulagem de alimentos, que alerta o consumidor em relação a produtos que tenham alto teor de açúcar ou gordura. Batizada de “De olho na etiqueta”, a campanha tem como objetivo deixar mais claro para a população o que ela está consumindo. “Atualmente é difícil achar na etiqueta onde está a composição da roupa, mostrando o percentual de algodão e de outras fibras. A gente quer que isso fique mais claro, mais visível e que a população tenha mais senso crítico na hora de escolher a sua roupa”, diz Piccoli.

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