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Parceria entre Abrapa e Uster capacita inspetores para modernização da classificação do algodão
19 de Fevereiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) sediou, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, o Workshop de Manutenção Uster HVI ClassingQ Pro, um curso técnico focado na manutenção e operação dos instrumentos HVI (High Volume Instrument) da linha 1000 Classing Q-Pro. O evento, realizado no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), faz parte do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), focado na capacitação e geração de conhecimento. O curso reuniu inspetores de todos os laboratórios que integram o SBRHVI. O treinamento, realizado em parceria com a Uster, líder mundial no fornecimento de instrumentos HVI (High Volume Instrument) para a classificação e análise da qualidade da fibra de algodão. teve como objetivo alinhar o conhecimento técnico sobre as funcionalidades mais modernas de automação e melhoria na análise da pluma. Durante cinco dias, profissionais dos 13 laboratórios que fazem parte do programa SBRHVI participaram de sessões teóricas e práticas voltadas para a manutenção preventiva e corretiva, visando garantir a assertividade dos resultados durante a safra. Para o gerente de qualidade da Abrapa e coordenador do evento, Deninson Lima, o encontro está diretamente relacionado com a credibilidade da pluma brasileira no mercado externo. "Esse evento é fundamental para promover um alinhamento sobre os processos de manutenção dos instrumentos HVI da principal fabricante, que é a Uster. O objetivo final é que, durante toda a safra, os laboratórios mantenham o mesmo nível de excelência, entregando resultados que deem cada vez mais credibilidade para o algodão brasileiro", afirmou Lima. Troca de experiências e alta demanda O workshop focou especialmente na tecnologia Q-Pro com Automic, sistema de automação para a análise de micronaire. A atualização é estratégica para laboratórios de alta produtividade, como o da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que processa volumes superiores a 4,5 milhões de amostras provenientes da região do Matopiba. O analista de controle de qualidade do laboratório da Abapa, Iago Paixão, explicou a importância essa formação para os profissionais da região.  “O workshop está sendo bastante interessante para nós, pois é uma visão de um equipamento novo, e estamos aprimorando os nossos conhecimentos que poderemos repassar para os demais encarregados. É importante para a nossa região manter os nossos equipamentos bem revisados e a manutenção em dia. A expectativa do treinamento está sendo excelente. Muito aprendizado, muita informação sendo repassada”, esclareceu. Equipes preparadas para a próxima safra A integração entre as equipes operacionais também foi destacada pelos participantes como um ponto alto da programação. A troca de informações sobre falhas comuns e soluções técnicas visa reduzir o tempo de máquina parada durante o pico da colheita. José Lúcio, gerente do laboratório da Coabra em Sinop (MT), destacou o impacto direto na prestação de serviço aos associados. "Por sermos um laboratório novo e operarmos 100% com aparelhos Q-Pro, é essencial entendermos esse processo de automação. Estar aqui nos permite ser mais assertivos na manutenção diária e proporcionar uma melhor qualidade de serviço para nossos associados", explicou Lúcio. O conhecimento compartilhado em Brasília será agora replicado nos laboratórios regionais, preparando as equipes para a demanda da próxima safra nacional.

Missão Cotton Brazil na Índia reforça expansão estratégica do algodão brasileiro na Ásia
17 de Fevereiro de 2026

De 17 a 28 de fevereiro, uma delegação brasileira formada por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil cumpre agenda na Índia, um dos maiores polos têxteis do mundo. A missão tem como foco ampliar a participação do algodão brasileiro no mercado indiano, fortalecer parcerias comerciais e promover os diferenciais da fibra nacional. “A Índia abriga um parque industrial de fiação altamente competitivo. Nosso objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, promover a rastreabilidade e a sustentabilidade da fibra brasileira e consolidar o Brasil como fornecedor confiável para atender às exigências da indústria têxtil indiana”, afirma Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil. Índia é país prioritário na estratégia do Cotton Brazil Segundo maior produtor e consumidor mundial de algodão, a Índia consolidou-se como parceiro estratégico do setor brasileiro. Esta é a terceira vez que o Cotton Brazil realiza uma agenda estruturada no país. Os resultados recentes confirmam o avanço da estratégia. Na temporada 2024/25, o Brasil alcançou 24% de participação entre as origens exportadoras para a Índia frente aos 4% registrados no ciclo anterior. O crescimento foi impulsionado pelas missões realizadas em 2024 e pela maior competitividade do algodão brasileiro. No acumulado da temporada 2025/26 (agosto de 2025 a janeiro de 2026), o Brasil já exportou 185 mil toneladas para o mercado indiano. “O avanço da nossa participação na Índia é resultado de um trabalho contínuo de relacionamento, presença técnica e construção de confiança com a indústria local. Há espaço para ampliar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, afirma Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa. Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a consolidação da parceria vai além de fatores comerciais. “A parceria entre Brasil e Índia no setor algodoeiro é reflexo de uma produção que alia eficiência produtiva e rigor socioambiental, exigências indispensáveis para a competitividade da indústria asiática. O algodão brasileiro entrega qualidade, previsibilidade e conformidade, atributos cada vez mais valorizados pelo mercado indiano”, destaca. Diplomacia comercial A programação ocorre paralelamente à missão oficial do governo brasileiro à Índia. Representantes do setor algodoeiro acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia. A participação do Cotton Brazil busca contribuir para a redução das tarifas de importação do algodão brasileiro e para a criação de cotas com tarifa zero, ampliando a competitividade da pluma nacional no mercado asiático. A comitiva também terá reunião com a secretária-executiva do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar estudo técnico sobre a complementaridade entre as cadeias produtivas dos dois países. Agenda técnica A missão inclui ainda três edições do Cotton Brazil Outlook, com apresentação de dados de qualidade, conformidade e sustentabilidade do algodão brasileiro, além de workshops técnicos voltados às fiações indianas. O roteiro passa por Nova Delhi, Ahmedabade, Coimbatore e Mumbai, reunindo compromissos institucionais e encontros com a indústria têxtil local. Com a agenda, o Brasil reforça sua estratégia de presença contínua no mercado indiano e consolida o algodão brasileiro como fornecedor competitivo, rastreável e sustentável para um dos maiores polos industriais do mundo.

SouABR encerra projeto-piloto e consolida rastreabilidade do algodão brasileiro na moda
13 de Fevereiro de 2026

O programa SouABR, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) através do movimento Sou de Algodão, encerrou em dezembro de 2025 o seu projeto-piloto, iniciado em 2021, consolidando-se como uma das principais plataformas de rastreabilidade da moda brasileira. Ao longo de 2025, o programa registrou seu ano de maior tração, com 319.647 peças rastreáveis produzidas, conectando campo, indústria e varejo por meio de tecnologia e transparência. Criado para integrar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR) à cadeia da moda por meio da tecnologia blockchain, o SouABR permite acompanhar o percurso do algodão desde a fazenda até a peça final, oferecendo ao consumidor acesso às informações de origem por meio da leitura de QR Code na etiqueta e plataforma digital. Resultados de 2025: números que traduzem impacto De acordo com o Relatório Anual SouABR 2025, o programa contou, no período de janeiro a dezembro, com a participação de oito marcas e varejistas - entre elas, Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina, Almagrino, Projeto50, Veste S.A Estilo e Individual -, além de uma ampla rede produtiva, formada por: 110 produtores de algodão (com histórico de 140 produtores); 168 fazendas (com histórico de 209 fazendas); 50.095 fardos rastreados (com histórico de 87.088 fardos); fiações, tecelagens, malharias e confecções habilitadas, integrando os diferentes elos da cadeia têxtil; mais de 319 mil peças produzidas com rastreabilidade, com um histórico de 641.402peças desde 2021. Além das marcas com operações ativas ao longo de 2025, o programa SouABR conta com outras varejistas cadastradas na plataforma, como Renner, Youcom e Reserva, que integram a iniciativa e permanecem habilitadas para futuras ativações e projetos de rastreabilidade. Estes dados refletem o amadurecimento do programa, e também o engajamento crescente da indústria e das marcas com práticas de transparência, responsabilidade socioambiental e comunicação de origem. “O SouABR nasce do entendimento de que rastreabilidade não é apenas tecnologia, mas construção de confiança. Ao longo do projeto-piloto, conseguimos estruturar processos, engajar os diferentes elos da cadeia e transformar dados em informação qualificada, capaz de valorizar a origem do algodão brasileiro e fortalecer a relação entre indústria, marcas e consumidores.”, afirma Silmara Ferraresi, gestora do Sou de Algodão e diretora de relações institucionais da Abrapa. Moda, cultura e rastreabilidade na passarela Em outubro de 2025, a Abrapa e o Sou de Algodão ampliaram o seu diálogo com o setor criativo ao realizar o desfile Trajetórias, durante a São Paulo Fashion Week (SPFW) N60. A apresentação reuniu 36 looks all black, desenvolvidos por seis estilistas parceiros, com peças 100% rastreáveis e integradas à plataforma SouABR - um marco simbólico, ao levar a rastreabilidade do algodão brasileiro para o centro da moda autoral e do calendário nacional. Nova fase: política de adesão e expansão em 2026 Com o encerramento do projeto-piloto, o SouABR inicia, em 2026, uma nova fase estruturada, marcada pela implementação da Política de Adesão do Programa, lançada oficialmente durante o Congresso Internacional da Abit, no final de outubro de 2025. A nova política estabelece critérios claros de participação, responsabilidades e benefícios para marcas e indústrias, fortalecendo o programa como uma ferramenta estratégica de engajamento, comunicação e valorização da origem do algodão brasileiro. “A conclusão do projeto-piloto nos dá segurança para avançar. A política de adesão marca um novo momento do SouABR, com mais escala, clareza e impacto, ampliando a conexão entre quem produz, quem transforma e quem consome moda no Brasil”, destaca Gustavo Piccoli, Presidente da Abrapa. Transparência como valor permanente Ao longo de seus cinco anos de fase piloto, o SouABR se consolidou como um elo entre tecnologia, responsabilidade e comunicação, reforçando o compromisso do movimento Sou de Algodão e da Abrapa com uma moda mais consciente, transparente e conectada à sua origem. Confira o relatório completo neste link. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão.

Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil: Exportações brasileiras cresceram 6% no primeiro semestre
12 de Fevereiro de 2026

Projeção - As exportações brasileiras de algodão devem alcançar 4,08 milhões de toneladas no ano-safra 2025/26 de acordo com o USDA, alta de 10,3% com relação ao ano anterior. Exportações - No primeiro semestre de 2025/26 as exportações brasileiras cresceram 6%, com aumentos relevantes para China, Bangladesh, Turquia e Índia. Estoques - Apesar da estimativa de redução de 119 mil hectares de área plantada em 2025/2026, os estoques finais devem continuar crescendo no Brasil e estão projetados para atingir um recorde de 930 mil toneladas. Portos brasileiros - No primeiro semestre de 2025/26, 9% do algodão brasileiro foi embarcado por portos diferentes de Santos, com destaque para o Porto de Salvador e de São Francisco do Sul. Algodão no mundo - A produção global está projetada para crescer 92,5 mil toneladas, alcançando 26,1 milhões de toneladas, já que há uma safra maior na China. Menos Consumo - O consumo global deve recuar 43,5 mil toneladas, para 25,85 milhões de toneladas, em razão da menor demanda principalmente no Paquistão. Estoque global - Os estoques finais globais foram revisados para cima pelo USDA, alcançando 16,35 milhões de toneladas. Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio_WASDE_USDA_IMEA_Fevereiro.pdf

Nota de Pesar - Marcelo Logemann
12 de Fevereiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do empresário Marcelo Logemann, ocorrido ontem, 11 de fevereiro, aos 71 anos, em Porto Alegre. Marcelo era membro da terceira geração de uma das famílias que participaram da criação do Grupo SLC, fundado em 1945. A operação agrícola do grupo nasceu em 1977, por iniciativa de Jorge Logemann, pai de Marcelo. Como acionista da companhia, esteve entre os que contribuíram para a consolidação da cotonicultura moderna no Brasil, colaborando para o fortalecimento e a profissionalização do setor. A Abrapa expressa sua solidariedade aos irmãos Eduardo, Jorge Luiz, Ana e Elisabeth Logemann, aos demais familiares, amigos e colaboradores do Grupo SLC neste momento de perda. O setor algodoeiro reverencia sua trajetória e sua contribuição para o agronegócio brasileiro.

Relatório de qualidade de janeiro: Algodão brasileiro segue competitivo, confiável e alinhado às exigências do mercado
11 de Fevereiro de 2026

Nesta terça-feira, 10 de fevereiro a Abrapa divulgou o primeiro relatório de qualidade do algodão brasileiro de 2026. Os dados publicados no relatório referente às análises de janeiro confirmam a consolidação de um perfil de alta qualidade na safra 2024/2025, com destaque para micronaire, resistência e comprimento. O índice micronaire permanece amplamente concentrado na faixa ideal entre 3,5 e 4,9, com 94,7%, patamar praticamente estável em relação à safra anterior. A resistência da fibra apresenta desempenho ainda mais robusto, com 96,5% dos fardos acima de 28 g/tex, superando o resultado de 2023/2024 e confirmando ganhos consistentes na qualidade. No comprimento da fibra (UHML), observa-se avanço contínuo, com 93,9% da produção atual atingindo ou superando 1,11 polegadas, frente a 92,1% na safra passada. Já o índice de fibras curtas permanece praticamente estável, com 79,4% dos fardos dentro do limite, resultado semelhante ao do ciclo anterior, sinalizando padronização e consistência na produção nacional. Já os indicadores de cor mostram comportamento misto, enquanto o grau de reflectância recuou levemente em relação à safra 2023/2024, o grau de amarelamento apresentou melhora, o que pode indicar o impacto de fatores climáticos, mas que não compromete o padrão geral da pluma. Para ler o relatório de janeiro na íntegra, acesse o link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-Jan-2026.pdf Para um comparativo completo de todo o histórico da qualidade da fibra, visite o B.I. do algodão brasileiro: http://bit.ly/48CQECy

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