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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados atualiza projeção para a safra 2025/2026 e debate inovação no uso das fibras naturais
25 de Junho de 2026Com a colheita da safra 2025/2026 de algodão já iniciada e até finalizada em alguns estados, como Paraná e São Paulo, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados se reuniu na quinta-feira (25/06), durante a programação do XXIII ANEA Cotton Dinner, com atualizações nas projeções de produção, produtividade e exportação do algodão. Participaram do encontro representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), além das associações estaduais de produtores de algodão e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Expectativa é de boas médias de produtividade, apesar de chuvas fora de época Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, presidiu a sessão e apresentou a última estimativa da entidade para a produção da safra 2025/2026, que deve ficar em 3,9 milhões de toneladas de pluma, um recuo de 8,2% em relação ao ano anterior. Já a produtividade nacional permanece estável, seguindo os bons resultados da safra 2024/2025, com uma média de 1.954 kg de pluma por hectare. Para o produtor e presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, a produtividade e a qualidade do algodão não devem ser afetadas pelas chuvas registradas na última semana na região, com exceção de áreas de algodão de primeira safra (cerca de 10% do total), que já estavam desfolhadas. O estado teve redução de cerca de 11% na área plantada, mas ainda é o maior produtor de algodão do Brasil, com 1,3 milhão de hectares destinados ao cultivo. Já na Bahia, a expectativa é manter a produtividade registrada na safra anterior, com bons resultados para o algodão tanto em regime de sequeiro quanto irrigado. Douglas Orth, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), compartilhou a situação das lavouras na região Oeste do estado e confirmou a estimativa de mais de 925 mil toneladas de pluma de algodão baiano para a safra 2025/2026. Setor celebra recorde histórico nas exportações de algodão Durante sua fala, Dawid Wajs, presidente da ANEA, destacou o marco histórico nos embarques de algodão para o exterior, que ultrapassaram 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e junho de 2026. Segundo Wajs, o resultado se deve a um conjunto de fatores, como o mercado internacional demandante e o aumento da percepção da qualidade do algodão brasileiro pela indústria têxtil, especialmente a asiática, como a chinesa e a indiana. Indústria têxtil propõe debate sobre inovação no uso de fibras naturais Fernando Pimentel, diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, compartilhou a Agenda 2030 da entidade, com foco em inovação, competitividade e sustentabilidade, e destaque para o complexo algodão-indústria têxtil, que é um dos diferenciais do Brasil. O executivo mencionou a necessidade de atuação conjunta em temas prioritários, como o imposto de importação sobre remessas internacionais de até US$ 50, conhecido como a "Taxa das Blusinhas". A medida que levou à volta da isenção é vista pelo setor produtivo como prejudicial à indústria nacional, além de promover o consumo de matéria-prima sintética, principalmente o poliéster. Sobre novos usos de fibras naturais pela indústria, o professor Raul Fangueiro, pró-reitor de Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da Universidade do Minho, de Portugal, apresentou a Fibrenamics. A iniciativa internacional de inovação e pesquisa é focada no desenvolvimento, teste e comercialização de produtos avançados à base de fibras e materiais compósitos, e defende o futuro do algodão como um material funcional, sustentável e inteligente. "O algodão combina natureza, desempenho e potencial de engenharia, sendo uma plataforma estratégica para o desenvolvimento de materiais funcionais de próxima geração", avaliou Fangueiro. Bolsa Brasileira de Mercadorias apresenta sua estrutura para o mercado de algodão Christiano Erhart, presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias, apresentou o conjunto de plataformas e sistemas da associação disponíveis para a realização de negócios com o algodão brasileiro. Com 100 corretoras associadas e capilaridade nos principais polos agrícolas do país, a BBM reúne informações sobre o mercado de algodão em pluma, como cotações, regulamento, relatórios estatísticos, tabela de ágio e deságio, além de sistemas de registro de negócios, câmara arbitral e plataforma de leilões. A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados deve voltar a se reunir em 15/09 e 02/12.
Com exportações em alta e demanda global aquecida, Cotton Day 2026 reúne cadeia do algodão em Santos para discutir logística
23 de Junho de 2026O Porto de Santos recebe no dia 23 de junho, a segunda edição do Cotton Day, encontro que reúne produtores, exportadores, tradings, operadores portuários, autoridades públicas e representantes dos principais elos da cadeia produtiva do algodão para discutir os desafios e oportunidades do comércio exterior da fibra brasileira. O evento ocorre em um momento especialmente relevante para o setor. As exportações brasileiras de algodão registraram recorde histórico para o mês de maio, com mais de 291 mil toneladas embarcadas, enquanto o acumulado da temporada já supera 3,1 milhões de toneladas. Paralelamente, projeções internacionais divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), apontam para um cenário de estoques globais mais apertados, ampliando a importância do Brasil como fornecedor estratégico para a indústria têxtil mundial. Esse avanço reforça a necessidade de discutir temas que vão além da produção. A infraestrutura logística, capacidade portuária, disponibilidade de contêineres, eficiência operacional, exigências fitossanitárias, integração entre órgãos intervenientes e previsibilidade dos embarques tornaram-se fatores decisivos para sustentar a competitividade do algodão brasileiro nos mercados internacionais. Realizado na sede da Associação Comercial de Santos (ACS), o Cotton Day é fruto de uma parceria entre a entidade anfitriã, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), por meio do programa Cotton Brazil e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Infraestrutura, eficiência e competitividade O objetivo do encontro é fortalecer o diálogo entre os agentes que participam da logística e da exportação do algodão brasileiro, promovendo debates sobre infraestrutura, eficiência operacional, regulamentação e competitividade. De acordo com dados recentes publicados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), o porto paulista concentra atualmente cerca de 95% do volume exportado da fibra nacional, consolidando-se como a principal saída do algodão brasileiro para os mercados internacionais. A importância estratégica do complexo portuário cresce à medida que o Brasil amplia sua participação no comércio global da fibra. Hoje, a eficiência das operações logísticas é um dos fatores mais determinantes para que o país mantenha sua trajetória de crescimento e consolide sua posição entre os principais exportadores mundiais de algodão. Segundo o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o Cotton Day representa uma oportunidade estratégica para aproximar os diferentes segmentos envolvidos na exportação da fibra e buscar soluções conjuntas para os desafios logísticos. “O algodão brasileiro alcançou uma posição de destaque no mercado global graças ao trabalho integrado de produtores, exportadores e parceiros institucionais. O Cotton Day cria um ambiente de diálogo fundamental para identificarmos gargalos, discutirmos melhorias e construirmos soluções que garantam ainda mais eficiência e competitividade para a nossa cadeia exportadora”, afirma Portocarrero. Brasil tem certificação socioambiental para terminais retroportuários A agenda será aberta com um painel sobre conjuntura de mercado e perspectivas para o algodão brasileiro, incluindo debates sobre o Cotton Brazil e o ABR-LOG, programa de certificação socioambiental, com ênfase na qualidade. A iniciativa acompanha indicadores operacionais, identifica gargalos e promove ações para aumentar a eficiência do escoamento da produção nacional. Para o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o atual momento do mercado internacional demonstra que o crescimento da produção e das exportações precisa ser acompanhado por avanços equivalentes na logística e na infraestrutura. “Santos é hoje o principal elo entre a produção nacional e os mercados compradores, e apresentar a evolução desses programas aos agentes envolvidos na operação permite discutir soluções concretas para ampliar a eficiência logística. Em um cenário de demanda aquecida a competitividade do Brasil dependerá cada vez mais da capacidade de entregar volume, qualidade e previsibilidade aos seus clientes”, destaca Duarte. Além do conteúdo técnico, o Cotton Day 2026 em Santos pretende estimular o networking entre os participantes e fortalecer a integração entre os setores produtivo, comercial e logístico, reforçando a importância estratégica do algodão para a inserção cada vez mais relevante do país no mercado global de fibras naturais.
Sou de Algodão Conecta reúne especialistas para debater os novos caminhos do jeanswear
15 de Junho de 2026O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), realizou, na última quarta-feira, 10, uma edição do Sou de Algodão Conecta, desta vez em formato de webinar voltado a marcas e universidades parceiras. Com o tema Os Novos Caminhos do Jeanswear, o encontro reuniu especialistas para discutir tendências, inovação e o futuro do jeans na moda, destacando o protagonismo do Brasil nesse segmento e a relevância do algodão como matéria-prima essencial. A abertura foi conduzida por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, que apresentou a proposta da iniciativa e contextualizou a escolha do tema. “O Brasil é uma referência global em jeanswear, e falar de jeans é, necessariamente, falar de algodão. Nosso objetivo com o Conecta é justamente promover esse tipo de diálogo qualificado, aproximando diferentes elos da cadeia e compartilhando conhecimento com quem está construindo o futuro da moda”, afirma. Na sequência, a mediação ficou por conta da jornalista de moda e colunista do Sou de Algodão, Taís Barreto, que conduziu as conversas ao longo do encontro, trazendo reflexões sobre a importância histórica, econômica e criativa do jeans no contexto brasileiro. O primeiro bloco contou com a participação de Julia Stolfo, especialista em beneficiamentos e tendências, que abordou a importância do entendimento técnico dos processos de lavanderia e acabamento para a construção de produtos mais assertivos, com menores impactos ambientais e alinhados ao mercado. Em seguida, o estilista Gui Amorim, diretor criativo do Estúdio Traça, marca de moda autoral que integra o line-up da Casa de Criadores, há dez edições, trouxe uma perspectiva criativa sobre o uso do jeans, destacando caminhos para sustentabilidade e inovação e a incorporação do upcycling nos processos de criação. Encerrando as apresentações individuais, o especialista em jeanswear Carlos Castro compartilhou insights sobre design, particularidades regionais do Brasil, construção e precificação, reforçando a importância de equilibrar criatividade e estratégia para gerar valor no mercado. O encontro foi finalizado com uma mesa redonda, que reuniu os convidados para discutir o potencial criativo do jeans e suas perspectivas para o futuro da moda, além de abrir espaço para perguntas dos participantes. Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, iniciativas como o Conecta reforçam o papel do movimento como agente de integração da cadeia. “Criar espaços de troca como esse é fundamental para fortalecer a conexão entre indústria, criação e educação. Quando compartilhamos conhecimento e experiências, contribuímos para uma moda mais inovadora, consciente e alinhada com as demandas do presente e do futuro”, destaca. Com a expansão do Sou de Algodão Conecta para universidades parceiras, o movimento amplia seu alcance e reforça seu compromisso com a formação de novos profissionais, promovendo o acesso a conteúdos relevantes e conectados às transformações do setor. “Levar essas discussões também para o ambiente acadêmico é essencial, porque são esses estudantes que vão impulsionar as próximas mudanças da moda. Nosso papel é contribuir para que eles tenham repertório, visão crítica e conexão com toda a cadeia produtiva”, conclui Manami. Assista ao webinar no YouTube. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Sou de Algodão apoia estudantes da Unifor, que conquistam 2.º lugar no Concurso dos Novos do DFB Festival
15 de Junho de 2026O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), apoiou os estudantes de Design de Moda da Universidade de Fortaleza (Unifor) no Concurso dos Novos, uma das principais iniciativas do Dragão Fashion Brasil (DFB Festival), realizado em Fortaleza. O desfile dos trabalhos finalistas aconteceu na última quarta-feira (10), e a equipe da universidade conquistou o segundo lugar na competição, que é considerada uma das mais importantes vitrines para novos talentos da moda no país. Realizado dentro da programação do DFB Festival - que aconteceu de 9 a 12 de junho e, nesta edição, celebrou os 300 anos de Fortaleza com o tema “Praia de Iracema: coração e cérebro da Cidade Dragão” - o Concurso dos Novos funciona, desde 2010, como uma ponte direta entre o ambiente acadêmico e o mercado profissional. A iniciativa propõe aos estudantes a vivência prática da cadeia produtiva e criativa da moda, estimulando o desenvolvimento de coleções autorais com olhar contemporâneo e alinhado às transformações do setor. Para o desenvolvimento das coleções, os estudantes da Unifor contaram com tecidos fornecidos pela Vicunha, parceira do movimento, reforçando a conexão entre indústria e formação acadêmica. "Para a Vicunha, é uma satisfação contribuir com iniciativas que incentivam a formação de novos talentos e fortalecem a conexão entre educação e indústria. Por meio da parceria com o Sou de Algodão, apoiamos a participação da Unifor no concurso com o fornecimento da sarja Sorrento, um artigo leve 100% algodão que se destaca pela naturalidade e fluidez. Acreditamos que investir nesses jovens criadores é contribuir para o futuro da moda brasileira e para a valorização do algodão nacional", reitera Renata Guarniero, gerente de marketing da Vicunha. “O DFB é uma das principais vitrines para novos talentos, e conquistar o segundo lugar em uma competição nacional é desafiador e inspirador. Esse resultado só se torna possível pela força coletiva e pela colaboração entre diferentes agentes da cadeia”, reflete Priscila Medeiros, coordenadora do curso de Design Moda da Unifor. Ela também destaca o papel das parcerias na construção da coleção. “Os tecidos utilizados valorizam o algodão como matéria-prima relevante para uma moda autoral e sustentável. Ter o apoio do Sou de Algodão e da Vicunha foi fundamental para viabilizar o projeto e estimular nossos alunos a explorarem, com criatividade, caminhos mais conscientes para a moda”, completa. A participação no Concurso dos Novos reforça o pilar educacional do Sou de Algodão, que atua de forma contínua no apoio a estudantes e instituições de ensino em todo o país. Ao promover o acesso a conhecimento, experiências práticas e conexão com o mercado, o movimento contribui para a formação de profissionais mais preparados e conscientes sobre a importância de toda a cadeia produtiva. “A conquista do 2º lugar no Concurso dos Novos Talentos do DFB Festival é motivo de enorme orgulho para mim e todos os professores. Pois nossos alunos transformarem pesquisa, criatividade e identidade cultural em um projeto tão relevante e reconhecido nacionalmente reafirma a força da formação desenvolvida no curso de Moda da Unifor e a importância do professor nesse processo. E contar com parcerias incríveis como as do movimento Sou de Algodão e da Vicunha Têxtil são fundamentais, pois aproximam os estudantes da realidade do mercado, incentivam a inovação e fortalecem práticas alinhadas à sustentabilidade e à valorização da cadeia produtiva e da moda brasileira”, destaca Luciana Jorge, docente do curso de Design Moda da Unifor. Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, apoiar iniciativas como essa está diretamente ligado ao propósito do movimento. “Incentivar estudantes e abrir caminhos para que eles vivenciem, desde cedo, a realidade da moda é uma das formas mais consistentes de fortalecer toda a cadeia. Quando conectamos esses talentos à indústria e à matéria-prima, contribuímos para uma formação mais completa, criativa e alinhada com o futuro do setor”, afirma. Ao conquistar o segundo lugar na competição, os estudantes da Unifor não apenas se destacam pela criatividade e execução de seus projetos, mas também demonstram a força da integração entre ensino, indústria e iniciativas que valorizam o algodão brasileiro e a moda autoral. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
Senac São Paulo adere ao movimento Sou de Algodão em parceria inédita voltada ao ensino técnico
15 de Junho de 2026O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), anuncia sua primeira parceria com uma escola de ensino de nível técnico, o Senac São Paulo. A união marca um momento histórico para o movimento, que consolida e amplia seu pilar educacional - um dos pilares centrais de sua atuação - levando o universo do algodão brasileiro a estudantes de cursos técnicos relacionados à Moda em todo o estado paulista. O setor têxtil e de moda brasileiro passa por uma transformação profunda, impulsionada por demandas cada vez mais urgentes por responsabilidade socioambiental, rastreabilidade e valorização das matérias-primas nacionais. Nesse contexto, preparar as novas gerações de profissionais com informação qualificada e uma visão ampla da cadeia produtiva torna-se essencial. "Chegar ao ensino técnico sempre foi um objetivo estratégico para o Sou de Algodão. Acreditamos que a valorização do algodão brasileiro precisa ser construída desde cedo, com os profissionais ainda em formação. O Senac São Paulo é uma instituição de referência nacional, com uma presença impressionante no estado de São Paulo, e essa parceria nos permite alcançar estudantes que em breve estarão tomando decisões reais dentro do setor têxtil e de moda. É com esse olhar de longo prazo que construímos pontes que fazem diferença de verdade para toda a cadeia", afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão. Com 23 unidades educacionais que ofertam Moda, o Senac São Paulo está presente em todo o Estado de São Paulo e representa um alcance expressivo junto aos estudantes que estão se formando para atuar diretamente no mercado, por meio dos cursos Técnico em Modelagem do Vestuário, Técnico em Estilismo e Coordenação de Moda e Técnico em Produção de Moda. O movimento Sou de Algodão já mantém parcerias consolidadas com diversas universidades brasileiras, mas esta é a primeira vez que o movimento estabelece uma colaboração formal com uma instituição que oferece ensino técnico; um passo que reflete a compreensão de que a transformação do setor começa na base da formação profissional. Para Karina Bottini Pierri Takamura, coordenadora da área de Moda do Senac São Paulo, a formação técnica é fundamental para conectar criatividade, conhecimento e prática profissional: “Por meio dos eixos de Criação, Construção e Comunicação, o Senac fortalece o desenvolvimento de talentos preparados para transformar o mercado da moda com inovação, repertório e expressão autoral. Em 2025, celebramos a formação de 616 alunos e a atuação de 83 docentes que contribuem diariamente para uma educação dinâmica, contemporânea e conectada às transformações do setor”, reforça. Por meio da parceria, os estudantes das unidades Senac que ofertam cursos técnicos na área de moda terão acesso a um conjunto diverso de ações e conteúdos: materiais exclusivos sobre o algodão brasileiro, sua cadeia produtiva, suas certificações e seus diferenciais de qualidade; palestras e webinares com especialistas do setor; e visitas guiadas que aproximam os alunos da realidade do campo e da indústria. Tudo aquilo que o Sou de Algodão já oferece às suas universidades parceiras passa a estar disponível também para os estudantes técnicos, com o mesmo compromisso de qualidade e relevância. “O Senac São Paulo tem tradição e atua com a área de moda há mais de 60 anos, com uma trilha formativa e portfólio que abrange diferentes níveis de ensino. A instituição tem como pilar promover o aprendizado na prática e a conexão dos alunos com o mercado de trabalho. A parceria com o Sou de Algodão está alinhada ao nosso propósito em promover iniciativas educacionais voltadas à diversidade, moda responsável e o consumo consciente”, cita Melina Garcia Cunha Sanjar, Gerente de Desenvolvimento da área de Moda do Senac São Paulo. Para o Sou de Algodão, a educação é o caminho mais sustentável de transformação. Quando um estudante compreende a jornada do algodão, da lavoura ao tecido, do tecido à peça, da peça ao guarda-roupa, ele passa a ser um multiplicador dessa visão em todos os ambientes em que atua. Com o Senac São Paulo como parceiro, esse efeito multiplicador ganha uma dimensão ainda maior, e o movimento celebra mais esta etapa de uma trajetória que está apenas começando. "No dia a dia do trabalho com as instituições parceiras, o que mais nos motiva é ver os estudantes descobrindo o algodão brasileiro de uma forma que vai muito além do que eles imaginavam. Eles chegam sem saber da dimensão do que essa fibra representa para o país, e saem com um olhar completamente diferente sobre o material com o qual vão trabalhar a vida inteira. Com o Senac São Paulo, teremos a oportunidade de levar essa experiência a um número ainda maior de jovens, em regiões diversas do estado, e isso é muito especial", destaca Manami Kawaguchi Torres, gestora de Relações Institucionais do Sou de Algodão. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Sobre o Senac São Paulo | Tradição na área da moda O Senac São Paulo é uma instituição com mais de 80 anos de atuação na educação profissional, dedicada a desenvolver pessoas e ampliar o acesso ao mercado de trabalho. Referência na área, destaca-se pela forte presença no ensino de mauoda desde 1964, com uma oferta formativa abrangente e alinhada às demandas do setor. Ao longo de sua trajetória, também promove inclusão por meio de iniciativas como o Programa Senac de Gratuidade, que já beneficiou milhões de pessoas. Em 2026, reforça seu compromisso com a educação prática e inovadora por meio da campanha “Quer fazer? Senac!”. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_
CBRA passa a fornecer amostras para programa internacional de padronização da qualidade do algodão
12 de Junho de 2026O algodão brasileiro acaba de dar um passo estratégico para consolidar sua posição no mercado internacional da pluma. O Centro Brasileiro de Referência e Análise do Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi incluído como fornecedor oficial de amostras para as rodadas interlaboratoriais do Commercial Standardization of Instrument Testing of Cotton (CSITC), iniciativa ligada ao International Cotton Advisory Committee (ICAC). Nova responsabilidade A decisão ocorre em um momento de transição no comitê internacional, após o encerramento da colaboração do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no envio de amostras. Diante desse cenário, o CBRA foi confirmado para assumir a responsabilidade pela validação, preparo e envio das amostras que serão utilizadas nos testes comparativos entre laboratórios de todo o mundo. O CSITC é uma força-tarefa internacional que reúne representantes de toda a cadeia global do algodão, de produtores e traders a pesquisadores, exportadores e indústria têxtil, com o objetivo de garantir a padronização dos métodos de classificação da fibra, especialmente por meio de instrumentação HVI (High Volume Instrument). Na prática, trata-se de assegurar que análises realizadas em diferentes países apresentem resultados consistentes e padronizados, base fundamental para a comercialização global da pluma. Capacidade técnica brasileira A entrada do CBRA nesse processo não é apenas operacional. Ela simboliza o reconhecimento da capacidade técnica brasileira em um dos ambientes mais exigentes da cotonicultura mundial. “Essa inclusão atesta a competência técnica do Brasil e consolida o CBRA como um laboratório de referência global. É um movimento que amplia o protagonismo do país em decisões estratégicas para o comércio internacional do algodão”, explica o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Esse reconhecimento também é compartilhado por importantes lideranças técnicas internacionais. Para Axel Drieling, do Bremen Fiber Institute e da ICA Bremen, duas das principais referências globais em análise, pesquisa e padronização da qualidade do algodão, a participação brasileira tem sido fundamental para a continuidade e o fortalecimento do programa. “Somos muito gratos ao apoio da Abrapa ao CSITC e às rodadas interlaboratoriais do programa. Com a colaboração da entidade, podemos dar continuidade aos testes e fortalecer ainda mais a base internacional que sustenta sua execução”, afirma. A participação brasileira já teve papel decisivo na segunda rodada interlaboratorial de 2026, atualmente em fase de conclusão. O CBRA foi responsável pela preparação e envio de 71 conjuntos de amostras para 54 laboratórios em diferentes países, dos quais nove são brasileiros. Cada conjunto é composto por materiais provenientes de fardos comprovadamente homogêneos, com variação controlada de propriedades, garantindo a robustez e a confiabilidade dos testes. Além da preparação das amostras, um dos principais desafios é a logística de envio internacional, que envolve exigências sanitárias, documentação alfandegária e particularidades de cada destino, fator considerado crítico para o sucesso da operação. De acordo com o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, “Mais do que preparar amostras tecnicamente consistentes, o processo exige domínio logístico e conhecimento detalhado das exigências internacionais. Essa é uma etapa tão desafiadora quanto a própria análise laboratorial”. Impacto na valorização do algodão brasileiro A participação do Brasil ganha relevância em um momento de transição para o CSITC, que discute ajustes em sua estrutura operacional para garantir a continuidade do programa e o engajamento de instituições estratégicas. Nesse cenário, o CBRA passa a contribuir diretamente para a execução das rodadas interlaboratoriais que dão suporte à padronização internacional da classificação do algodão. A participação do laboratório central no programa também já está prevista para as terceira e quarta rodadas interlaboratoriais do CSITC. A definição foi confirmada pelo comitê técnico da iniciativa e dará continuidade ao trabalho de preparação e envio das amostras utilizadas pelos laboratórios participantes. Para Portocarrero, “A inclusão das amostras produzidas pelo CBRA no CSITC fortalece toda a cadeia produtiva brasileira, que passa a ter ainda mais peso nas discussões sobre qualidade, classificação e comercialização da fibra no mundo”. Ao assumir esse novo papel, o país reafirma sua evolução de fornecedor de matéria-prima para referência técnica internacional, um movimento que tende a gerar impactos diretos na competitividade e na valorização do algodão brasileiro no mercado externo.

