
Últimas notícias
Dia Internacional da Juventude: Abrapa destaca nova geração da cotonicultura brasileira
12 de Agosto de 2026A nova geração começa a ocupar cada vez mais espaço na cotonicultura brasileira. Filhos e netos de produtores chegam ao campo trazendo novos conhecimentos, tecnologias e modelos de gestão, ao mesmo tempo em que assumem o desafio de dar continuidade ao trabalho construído pelas gerações anteriores. Neste Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) destaca a importância da sucessão para a continuidade e o fortalecimento do setor. “Uma das grandes fortalezas da cotonicultura brasileira é justamente a capacidade de unir a experiência de quem ajudou a construir o setor com uma nova geração que chega preparada, conectada e disposta a inovar. A sucessão é fundamental para garantirmos a continuidade desse trabalho e também para incorporarmos novos olhares sobre gestão, tecnologia e sustentabilidade”, destaca o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli. A trajetória de Ana Luiza Orth representa esse movimento. Integrante de uma família que cultiva algodão desde 1998 e estudante de Relações Internacionais, ela cresceu acompanhando a atividade e, na universidade, passou a direcionar seus estudos para o agronegócio e sua importância para o Brasil e para o mercado internacional. “Para mim, é uma grande honra fazer parte de um setor tão organizado e relevante para a economia brasileira e para o mercado internacional. Ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade. A nossa geração tem o desafio de dar continuidade ao excelente trabalho construído pelas gerações anteriores, buscando sempre inovar e se adaptar às constantes transformações do sistema internacional”, afirma. Segundo Ana, a contribuição dos jovens passa pela modernização, profissionalização da gestão e maior utilização de tecnologia e dados na tomada de decisão. Essa renovação, no entanto, acontece em permanente troca com quem já está no campo. “Eu procuro ouvir muito meu pai e meu avô, que construíram toda a história do nosso Grupo e já passaram por todo o tipo de situação. A experiência é um dos conhecimentos mais valiosos. Ao mesmo tempo, busco contribuir trazendo novos conhecimentos adquiridos na universidade, na minha experiência com comércio internacional e nas oportunidades que tive de conhecer o setor do algodão em outros países.” Para ela, é justamente essa combinação que ajuda a preparar a cotonicultura para os próximos anos. “Acredito que a combinação entre tradição e inovação é o que realmente fortalece a sucessão no agro e na cotonicultura.”
Confira o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro - Julho de 2026
11 de Agosto de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou a edição de julho do Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro da safra 2025/2026, que acompanha a evolução da qualidade da fibra ao longo da safra. Até o fechamento desta edição, já foram realizadas 1.920.650 análises pelos laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). Ao longo da safra, a previsão é alcançar 19.074.766 análises, considerando uma produção estimada de 4,08 milhões de toneladas de algodão. Com o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/2026, o volume de análises da fibra apresentou crescimento em julho. O número passou de 140.414 análises em junho para 1.920.650 em julho, um acréscimo de mais de 1,78 milhão de análises no período. Os dados de julho apresentam a evolução dos principais indicadores de qualidade da fibra, como micronaire, resistência, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas, reflectância e amarelamento. As informações são geradas a partir das avaliações realizadas pelos laboratórios do SBRHVI, que analisam 100% da produção dos participantes do programa, garantindo transparência e confiabilidade aos dados. Confira todos os detalhes no Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro no link abaixo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/08/ABRAPA_RELATORIO_JULHO2026.pdf
Em parceria com o Mapa, Abrapa conclui capacitações do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro em MT
10 de Agosto de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, entre os meses de junho e julho, mais uma etapa da capacitação de inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) em Mato Grosso. Realizada nos municípios de Pedra Preta (Petrovina), Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sapezal e Campo Novo do Parecis, a iniciativa contou com 349 inscritos, reuniu 255 participantes e certificou 223 inspetores, fortalecendo a atuação dos profissionais responsáveis pela execução do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Somando as capacitações, que ocorrem desde 2022, há um total de 965 inspetores habilitados para a safra. Com carga horária de oito horas, o treinamento aborda conteúdos técnicos, operacionais e normativos voltados à certificação da pluma, contemplando boas práticas nas UBAs, o programa nacional de qualidade Standard Brasil HVI (SBRHVI), além das atualizações do Sistema Abrapa de Identificação (SAI) que reúne as informações necessárias para a rastreabilidade do algodão brasileiro. O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima explica que além de preparar novos inspetores e atualizar os profissionais que já atuam no programa, a capacitação apresenta as melhorias implementadas no sistema de rastreabilidade do PQAB e os procedimentos relacionados à submissão obrigatória de malas nesta safra. “A medida representa um importante avanço para o programa, contribuindo para maior conformidade na retirada das amostras, padronização dos processos e maior confiabilidade dos resultados laboratoriais”, ressalta Lima. A abertura da programação foi conduzida por Cid Alexandre Rozo, representante da área de Autocontrole do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apresentou os requisitos legais relacionados ao programa e destacou a importância da certificação para fortalecer a qualidade, a credibilidade e a competitividade do algodão brasileiro. Na sequência, o consultor Edmilson Souza Santos ministrou o módulo dedicado às boas práticas nas Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs), reforçando procedimentos que contribuem para a padronização das inspeções, a melhoria contínua dos processos e o alinhamento das atividades desenvolvidas pelos inspetores. A programação também contou com um módulo voltado ao funcionamento dos laboratórios de análise da fibra, proporcionando aos participantes uma visão integrada de todas as etapas que compõem o processo de certificação. Responsável pelo módulo sobre o Programa SBRHVI e o Sistema de Autocontrole, Edson Tetsuji Mizoguchi, destacou que a qualificação permanente dos inspetores é fundamental para assegurar a excelência do programa. "A capacitação contínua dos inspetores é um dos pilares do Programa SBRHVI e mais do que atualizar procedimentos, esses treinamentos garantem que todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão atuem de forma padronizada, seguindo as melhores práticas e os requisitos estabelecidos pelo programa. Nesta edição, reforçamos também a importância da rastreabilidade e das melhorias implementadas no sistema, para que todos os profissionais compreendam o impacto de cada etapa do processo na confiabilidade das análises e na credibilidade do algodão brasileiro perante o mercado", destaca Mizoguchi. A supervisora administrativa das algodoeiras do Grupo Boa Esperança, Nilza Martin que participou da capacitação em Lucas do Rio Verde, destacou que o treinamento permitiu aos inspetores compreender melhor o impacto do trabalho realizado nas unidades de beneficiamento sobre a qualidade da pluma entregue ao mercado. "O curso foi muito enriquecedor, tanto pelos temas abordados quanto pela forma como o conteúdo foi apresentado, de maneira simples e didática. Os inspetores conseguem compreender melhor por que cada procedimento é tão importante e como o trabalho realizado nas unidades impacta diretamente o resultado que chega ao cliente, ao comprador do algodão brasileiro. Participamos do PQAB desde o início da certificação voluntária em Mato Grosso e iniciativas como essa reforçam a importância de manter as equipes sempre atualizadas e comprometidas com a qualidade", afirma. Rastreabilidade da fibra A rastreabilidade é um dos pilares do PQAB, pois permite identificar cada amostra ao longo de todo o processo de certificação, assegurando transparência, segurança das informações e confiabilidade dos resultados laboratoriais, atributos cada vez mais valorizados pelos mercados nacional e internacional. Por isso, a programação também contou com um módulo dedicado ao Sistema do Programa de Autocontrole, ao Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e à rastreabilidade. Durante a apresentação, foram detalhadas as melhorias implementadas na plataforma, além da importância da correta identificação das amostras por meio das etiquetas utilizadas pelo programa, etapa essencial para garantir a integridade e a transparência das análises. O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima destaca que a associação nacional reafirma seu compromisso com a excelência da classificação, a transparência das informações e a competitividade do algodão brasileiro nos mercados nacional e internacional, ao investir na qualificação permanente dos inspetores e na evolução contínua dos processos do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro.
Abrapa integra mobilização do agro por transparência na regulamentação da Lei dos Bioinsumos
10 de Agosto de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) integra um grupo de 35 entidades representativas da agropecuária e da agroindústria brasileira que solicita agenda com ao Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Miriam Belchior para tratar do decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos. O pedido de audiência foi formalizado por meio do Ofício nº 81/2026 e encaminhado à Casa Civil na última sexta-feira (7). O documento dá continuidade à solicitação apresentada pelas entidades, dois dias antes, que pediu acesso prévio ao texto do decreto regulamentador e a possibilidade de apresentar contribuições técnicas antes de sua publicação. Para o setor agropecuário, a regulamentação representa uma etapa decisiva para consolidar um ambiente de inovação, segurança jurídica e competitividade na agricultura brasileira. O decreto deverá estabelecer as condições para o desenvolvimento da indústria nacional de bioinsumos, ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, contribuir para a redução da dependência externa de insumos agrícolas e fortalecer a bioeconomia, mantendo padrões adequados de segurança e qualidade. A preocupação do setor está relacionada à necessidade de conhecer a versão final da regulamentação e identificar como as contribuições apresentadas ao longo do processo foram consideradas. As entidades participaram ativamente da tramitação da Lei dos Bioinsumos no Congresso Nacional e integraram o Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir a regulamentação da matéria. Nesse processo, os representantes dos diferentes segmentos elaboraram e encaminharam aos órgãos competentes uma proposta de decreto construída de forma consensual, com o objetivo de compatibilizar a implementação da nova legislação com a realidade técnica, produtiva e regulatória do setor. A audiência solicitada à Casa Civil tem como objetivo permitir que as entidades apresentem suas contribuições técnicas, compartilhem a experiência acumulada durante a construção da legislação e dialoguem sobre aspectos da regulamentação considerados relevantes para garantir a efetividade dos objetivos estabelecidos pela Lei nº 15.070/2024. Bioinsumos e a cotonicultura Na cotonicultura, os bioinsumos vêm ganhando espaço por contribuírem para um manejo de pragas mais eficiente e sustentável, ampliando as alternativas tecnológicas disponíveis aos produtores e fortalecendo a competitividade da produção brasileira. Para a Abrapa, uma regulamentação construída em diálogo com os setores envolvidos é essencial para ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, estimular a inovação e fortalecer a competitividade da cotonicultura brasileira. “A regulamentação da Lei nº 15.070/2024 representa uma etapa decisiva para ampliar o acesso dos produtores às novas tecnologias. Acreditamos que a participação do setor poderá contribuir de forma institucional e construtiva com o governo federal para a construção de uma norma que ofereça segurança jurídica, previsibilidade regulatória, estímulo à inovação e condições adequadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia de bioinsumos no Brasil”, pondera o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.
Cotton Brazil Dialogues encerra primeira etapa destacando inovação, rastreabilidade e qualidade em Goiás
03 de Agosto de 2026A primeira etapa do Cotton Brazil Dialogues 2026 chegou ao fim nesta sexta-feira (31), consolidando uma semana de imersão na cotonicultura brasileira. Depois de percorrer propriedades rurais, unidades de beneficiamento, laboratórios de classificação e centros de pesquisa em Mato Grosso, Bahia e Goiás, a delegação internacional encerrou a programação em Brasília com um workshop voltado ao futuro da cadeia global do algodão. Promovido pelo Cotton Brazil, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil, o Cotton Brazil Dialogues proporcionou uma imersão inédita na cadeia produtiva do algodão brasileiro. Ao longo da semana, representantes da indústria têxtil, tradings, marcas e organizações internacionais puderam conhecer, diretamente no campo, os processos que fazem do Brasil uma referência mundial em qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e inovação. Tecnologia e rastreabilidade fortalecem a competitividade do algodão brasileiro A última visita técnica da missão foi realizada na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, em Cristalina (GO), onde os participantes conheceram de perto o sistema de produção adotado pela companhia que tem operação em oito estados brasileiros. A programação evidenciou como tecnologia, gestão, rastreabilidade e sustentabilidade estão integradas ao processo produtivo, garantindo um algodão de alta qualidade, reconhecido nos principais mercados consumidores. Para o gerente de Vendas da SLC Agrícola, Bruno Carvalho, a visita representou uma oportunidade de aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva da realidade do campo brasileiro. "Durante a visita, apresentamos nosso sistema de produção, passamos pela algodoeira, pela sala de classificação e acompanhamos a colheita do algodão no campo. Temos muito orgulho de mostrar o trabalho realizado na Fazenda Pamplona e na SLC Agrícola para produzir um algodão rastreável, de alta qualidade e reconhecido internacionalmente. Essa troca permite que nossos parceiros conheçam de perto como produzimos uma fibra capaz de atender às exigências dos mercados mais competitivos do mundo", destacou Carvalho. Laboratório central da Abrapa representa a força do associativismo no algodão brasileiro Após a visita à Fazenda Pamplona, a delegação seguiu para a sede da Abrapa, em Brasília, onde conheceu o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), um dos pilares do programa de qualidade do algodão brasileiro. No local, os participantes acompanharam o trabalho desenvolvido para garantir a padronização e a confiabilidade da classificação da fibra realizada nos 14 laboratórios que fazem parte do programa e que analisam 100% da produção de algodão comercializado no Brasil. Referência nacional e internacional, o centro desempenha papel estratégico no fortalecimento da credibilidade do algodão brasileiro junto aos mercados compradores. O encerramento da missão ocorreu no Hotel Royal Tulip, em Brasília, com a realização do segundo workshop do Cotton Brazil Dialogues. Especialistas brasileiros e internacionais debateram temas estratégicos para a cadeia do algodão, como rastreabilidade, sustentabilidade, competitividade, perspectivas das marcas globais e o fortalecimento das parcerias internacionais na defesa da fibra natural. A programação também apresentou iniciativas desenvolvidas pela Abrapa para ampliar a transparência e a geração de conhecimento sobre a produção brasileira, além de promover uma sessão de feedback com os participantes. Para o gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati, a missão cumpriu o propósito de aproximar os participantes da realidade da produção brasileira e fortalecer a confiança no algodão nacional. "O Cotton Brazil Dialogues é mais do que apresentar processos. Através dessa iniciativa, buscamos fortalecer relações de confiança e ampliar o conhecimento sobre os diferenciais do algodão brasileiro. Esse diálogo é essencial para aproximar produtores, compradores, marcas e toda a cadeia têxtil, contribuindo para ampliar as oportunidades do Brasil nos mercados globais", destacou Fernando Rati. De 16 a 22 de agosto, uma nova delegação formada por diferentes profissionais da indústria têxtil desembarca ao Brasil para uma nova rodada da missão Cotton Brazil Dialogues 2026, ampliando o alcance da iniciativa para públicos estratégicos. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto. Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Saiba mais: https://cottonbrazil.com
Abrapa defende expansão da demanda global e fortalecimento das fibras naturais durante o Outlook Agro Brasil
31 de Julho de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, promovido pela ApexBrasil e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os desafios e as oportunidades que devem orientar o agronegócio brasileiro nos próximos anos. Representando a Abrapa no painel do setor produtivo, o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, destacou que o Brasil alcançou um novo patamar na cotonicultura mundial. Após consolidar sua posição como maior exportador global de algodão, o principal desafio da cadeia passa a ser estimular a demanda internacional pela fibra natural e ampliar sua presença em novos mercados e segmentos industriais. "O algodão tem capacidade de produção, tecnologia, recursos e espaço para crescer. O desafio está em estimular a demanda mundial, que permanece praticamente estagnada há mais de uma década", afirmou Portocarrero. Segundo o diretor executivo, essa estratégia passa por fortalecer a imagem do algodão como uma fibra natural, renovável e sustentável. Nesse contexto, Brasil, Estados Unidos e Austrália desenvolvem uma iniciativa conjunta para conscientizar consumidores e grandes marcas sobre os benefícios ambientais das fibras naturais frente às sintéticas. "A sustentabilidade é uma das maiores bandeiras do algodão brasileiro. Investimos de forma consistente em produção sustentável, rastreabilidade e qualidade, atributos que hoje diferenciam o Brasil no mercado internacional", destacou. Outro ponto enfatizado foi a confiabilidade da produção brasileira. Para Portocarrero, a regularidade da oferta é um dos principais diferenciais competitivos do País, garantindo aos compradores internacionais segurança no abastecimento com qualidade e volume. O diretor executivo também apresentou as perspectivas para os próximos anos, destacando que a abertura de novos mercados continuará sendo prioridade da Abrapa, em parceria com a ApexBrasil, o MAPA e a rede diplomática brasileira. Entre as oportunidades estão a ampliação das exportações para mercados estratégicos e o fortalecimento da comercialização dos coprodutos do algodão, especialmente o farelo de caroço, além do desenvolvimento de novas aplicações para a fibra em setores como construção civil, indústria automotiva, saúde e artigos esportivos. Brasil reforça liderança no mercado internacional Durante o evento, autoridades do governo federal reforçaram o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio mundial. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o Brasil consolidou sua liderança na produção e exportação de produtos como soja, café, algodão e proteínas animais graças à competitividade, à sustentabilidade e ao reconhecimento internacional da qualidade dos produtos brasileiros. Na mesma linha, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o agronegócio é a principal vitrine do Brasil no exterior e reiterou o compromisso do governo em ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais. Já o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que a confiança internacional conquistada pelo Brasil tem sido decisiva para a abertura de novos mercados. Segundo ele, credibilidade, qualidade e segurança sanitária são fatores que fortalecem a imagem do País como parceiro confiável no comércio global. As perspectivas para o mercado mundial do algodão também foram apresentadas por Justin Benavidez, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O especialista destacou que o Brasil continuará ampliando sua participação nas exportações globais da fibra, em um cenário marcado por mudanças na oferta, na demanda e pelo avanço da competitividade brasileira. Outlook Agro Brasil Ao reunir representantes do governo, especialistas e lideranças do setor produtivo, a primeira edição do Outlook Agro Brasil consolidou-se como um espaço de articulação para discutir os rumos do agronegócio brasileiro. Os debates evidenciaram que competitividade, sustentabilidade, inovação e abertura de mercados seguirão no centro da estratégia do País para fortalecer sua presença no comércio internacional, cenário em que a cotonicultura brasileira ocupa posição de destaque.
