Últimas notícias

Abrapa participa de encontro da ApexBrasil sobre estratégias para diversificação das exportações
17 de Agosto de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, na última terça-feira (11), em São Paulo, de encontro promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) com representantes de diferentes cadeias produtivas para avaliar os impactos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e discutir estratégias de diversificação das exportações brasileiras. A agenda integra a construção do Plano de Diversificação de Exportações da ApexBrasil, que reúne contribuições dos setores produtivos para identificar novos mercados e fortalecer ações de inteligência e promoção comercial. A Abrapa foi representada pelo diretor-executivo, Marcio Portocarrero, e pelo gerente do programa Cotton Brazil, Fernando Rati. A participação da Associação nas discussões reforça a estratégia do setor de acompanhar as mudanças no comércio internacional e atuar de forma antecipada para preservar a competitividade e ampliar a presença do algodão brasileiro nos principais mercados consumidores. Segundo o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a ampliação das articulações do Brasil para avançar em acordos e alianças comerciais é fundamental para fortalecer a competitividade dos produtos brasileiros. “Em um cenário internacional cada vez mais competitivo, ampliar mercados e criar melhores condições de acesso para os produtos brasileiros é estratégico. Por isso, colaboramos com a ApexBrasil em iniciativas que destravem relações comerciais e reduzam barreiras que possam colocar o Brasil em desvantagem frente aos nossos concorrentes”, afirma Portocarrero. Algodão brasileiro e o tarifaço dos EUA Para a cadeia do algodão, o impacto direto das novas tarifas norte-americanas é considerado pequeno. A atenção do setor está voltada, principalmente, aos possíveis efeitos indiretos sobre a competitividade brasileira no comércio internacional, especialmente diante das políticas tarifárias e dos acordos comerciais mantidos pelos Estados Unidos com países que também são mercados prioritários para o algodão brasileiro. Nesse cenário, a Abrapa reforçou a importância de dar continuidade e ampliar as ações de promoção comercial desenvolvidas em parceria com a ApexBrasil por meio do Cotton Brazil, com foco na consolidação do Brasil como uma origem forte e confiável de algodão e na ampliação da participação da fibra brasileira no mercado internacional. “Nosso impacto direto com as novas tarifas é pequeno, mas precisamos olhar para os efeitos de médio e longo prazo. O caminho é continuar fortalecendo a promoção do algodão brasileiro, ampliando nossa presença nos mercados estratégicos e consolidando o Brasil como uma origem cada vez mais relevante para a indústria têxtil mundial”, destaca Fernando Rati.

Brazilian Cotton School abre inscrições e reforça formação de líderes da cadeia do algodão brasileiro
14 de Agosto de 2026

Estão oficialmente abertas as inscrições para a 4ª turma da Brazilian Cotton School (BCS), iniciativa criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). O programa é voltado à capacitação de profissionais que atuam, ou desejam atuar, em diferentes segmentos da cadeia produtiva e têxtil do algodão brasileiro. As pré-inscrições por meio de preenchimento de formulário podem ser realizadas até outubro, no site da Brazilian Cotton School. As aulas da nova turma acontecerão entre os dias 28 de fevereiro e 19 de março de 2027 em formato 100% presencial, com atividades em Luís Eduardo Magalhães (BA) ou Brasília (DF) – a ser definido em breve -, e em São Paulo (SP). Consolidada como uma das principais iniciativas de formação do setor, a Brazilian Cotton School oferece uma visão integrada da cadeia do algodão, reunindo mais de 120 horas de conteúdo ministrado por especialistas reconhecidos nacional e internacionalmente. O programa aborda desde o planejamento agrícola e a produção no campo até beneficiamento, indústria têxtil, logística, comercialização, mercado futuro, sustentabilidade, aspectos jurídicos, financeiros e fiscais, além de tendências globais do setor. Além das mentorias teóricas em sala de aula, os participantes realizam visitas técnicas a fazendas produtoras, centros de pesquisa, indústria têxtil e ao Porto de Santos, vivenciando na prática as diferentes etapas que fazem do Brasil uma das maiores potências mundiais na produção e exportação de algodão. Em três anos, a escola já formou mais de 100 profissionais de diferentes regiões do Brasil. “Desde sua criação, em 2023, a Brazilian Cotton School vem contribuindo para fortalecer a competitividade do algodão brasileiro por meio da formação de profissionais altamente qualificados”, destaca o diretor da escola, Jonas Nobre. A escola promove a integração entre os diversos elos da cadeia e incentivando a troca de conhecimento entre produtores, exportadores, indústria, instituições financeiras, escritórios de advocacia, empresas de logística, corretoras, pesquisadores e demais agentes do setor. A Cotton School foi inspirada em modelos internacionais de excelência e nasceu da união das quatro principais entidades representativas da cadeia do algodão no Brasil. O objetivo é ampliar o conhecimento técnico e estratégico sobre o setor e contribuir para consolidar o protagonismo brasileiro no mercado global. Serviço 4ª turma da Brazilian Cotton School Inscrições: até outubro Período das aulas: de 28 de fevereiro a 19 de março de 2027 Formato: 100% presencial Locais: Brasília (DF) ou Luís Eduardo Magalhaes e São Paulo (SP) Carga horária: mais de 120 horas Informações e inscrições: www.braziliancottonschool.com.br

Dia Internacional da Juventude: Abrapa destaca nova geração da cotonicultura brasileira
12 de Agosto de 2026

A nova geração começa a ocupar cada vez mais espaço na cotonicultura brasileira. Filhos e netos de produtores chegam ao campo trazendo novos conhecimentos, tecnologias e modelos de gestão, ao mesmo tempo em que assumem o desafio de dar continuidade ao trabalho construído pelas gerações anteriores. Neste Dia Internacional da Juventude, celebrado em 12 de agosto, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) destaca a importância da sucessão para a continuidade e o fortalecimento do setor. “Uma das grandes fortalezas da cotonicultura brasileira é justamente a capacidade de unir a experiência de quem ajudou a construir o setor com uma nova geração que chega preparada, conectada e disposta a inovar. A sucessão é fundamental para garantirmos a continuidade desse trabalho e também para incorporarmos novos olhares sobre gestão, tecnologia e sustentabilidade”, destaca o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli. A trajetória de Ana Luiza Orth representa esse movimento. Integrante de uma família que cultiva algodão desde 1998 e estudante de Relações Internacionais, ela cresceu acompanhando a atividade e, na universidade, passou a direcionar seus estudos para o agronegócio e sua importância para o Brasil e para o mercado internacional. “Para mim, é uma grande honra fazer parte de um setor tão organizado e relevante para a economia brasileira e para o mercado internacional. Ao mesmo tempo, é uma grande responsabilidade. A nossa geração tem o desafio de dar continuidade ao excelente trabalho construído pelas gerações anteriores, buscando sempre inovar e se adaptar às constantes transformações do sistema internacional”, afirma. Segundo Ana, a contribuição dos jovens passa pela modernização, profissionalização da gestão e maior utilização de tecnologia e dados na tomada de decisão. Essa renovação, no entanto, acontece em permanente troca com quem já está no campo. “Eu procuro ouvir muito meu pai e meu avô, que construíram toda a história do nosso Grupo e já passaram por todo o tipo de situação. A experiência é um dos conhecimentos mais valiosos. Ao mesmo tempo, busco contribuir trazendo novos conhecimentos adquiridos na universidade, na minha experiência com comércio internacional e nas oportunidades que tive de conhecer o setor do algodão em outros países.” Para ela, é justamente essa combinação que ajuda a preparar a cotonicultura para os próximos anos. “Acredito que a combinação entre tradição e inovação é o que realmente fortalece a sucessão no agro e na cotonicultura.”

Confira o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro - Julho de 2026
11 de Agosto de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou a edição de julho do Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro da safra 2025/2026, que acompanha a evolução da qualidade da fibra ao longo da safra. Até o fechamento desta edição, já foram realizadas 1.920.650 análises pelos laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). Ao longo da safra, a previsão é alcançar 19.074.766 análises, considerando uma produção estimada de 4,08 milhões de toneladas de algodão. Com o avanço da colheita e do beneficiamento da safra 2025/2026, o volume de análises da fibra apresentou crescimento em julho. O número passou de 140.414 análises em junho para 1.920.650 em julho, um acréscimo de mais de 1,78 milhão de análises no período. Os dados de julho apresentam a evolução dos principais indicadores de qualidade da fibra, como micronaire, resistência, comprimento, uniformidade, índice de fibras curtas, reflectância e amarelamento. As informações são geradas a partir das avaliações realizadas pelos laboratórios do SBRHVI, que analisam 100% da produção dos participantes do programa, garantindo transparência e confiabilidade aos dados. Confira todos os detalhes no Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro no link abaixo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/08/ABRAPA_RELATORIO_JULHO2026.pdf

Em parceria com o Mapa, Abrapa conclui capacitações do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro em MT
10 de Agosto de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, entre os meses de junho e julho, mais uma etapa da capacitação de inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) em Mato Grosso. Realizada nos municípios de Pedra Preta (Petrovina), Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sapezal e Campo Novo do Parecis, a iniciativa contou com 349 inscritos, reuniu 255 participantes e certificou 223 inspetores, fortalecendo a atuação dos profissionais responsáveis pela execução do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Somando as capacitações, que ocorrem desde 2022, há um total de 965 inspetores habilitados para a safra. Com carga horária de oito horas, o treinamento aborda conteúdos técnicos, operacionais e normativos voltados à certificação da pluma, contemplando boas práticas nas UBAs, o programa nacional de qualidade Standard Brasil  HVI (SBRHVI), além das atualizações do Sistema Abrapa de Identificação (SAI) que reúne as informações necessárias para a rastreabilidade do algodão brasileiro. O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima explica que além de preparar novos inspetores e atualizar os profissionais que já atuam no programa, a capacitação apresenta as melhorias implementadas no sistema de rastreabilidade do PQAB e os procedimentos relacionados à submissão obrigatória de malas nesta safra. “A medida representa um importante avanço para o programa, contribuindo para maior conformidade na retirada das amostras, padronização dos processos e maior confiabilidade dos resultados laboratoriais”, ressalta Lima. A abertura da programação foi conduzida por Cid Alexandre Rozo, representante da área de Autocontrole do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apresentou os requisitos legais relacionados ao programa e destacou a importância da certificação para fortalecer a qualidade, a credibilidade e a competitividade do algodão brasileiro. Na sequência, o consultor Edmilson Souza Santos ministrou o módulo dedicado às boas práticas nas Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs), reforçando procedimentos que contribuem para a padronização das inspeções, a melhoria contínua dos processos e o alinhamento das atividades desenvolvidas pelos inspetores. A programação também contou com um módulo voltado ao funcionamento dos laboratórios de análise da fibra, proporcionando aos participantes uma visão integrada de todas as etapas que compõem o processo de certificação. Responsável pelo módulo sobre o Programa SBRHVI e o Sistema de Autocontrole, Edson Tetsuji Mizoguchi, destacou que a qualificação permanente dos inspetores é fundamental para assegurar a excelência do programa. "A capacitação contínua dos inspetores é um dos pilares do Programa SBRHVI e mais do que atualizar procedimentos, esses treinamentos garantem que todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão atuem de forma padronizada, seguindo as melhores práticas e os requisitos estabelecidos pelo programa. Nesta edição, reforçamos também a importância da rastreabilidade e das melhorias implementadas no sistema, para que todos os profissionais compreendam o impacto de cada etapa do processo na confiabilidade das análises e na credibilidade do algodão brasileiro perante o mercado", destaca Mizoguchi. A supervisora administrativa das algodoeiras do Grupo Boa Esperança, Nilza Martin que participou da capacitação em Lucas do Rio Verde, destacou que o treinamento permitiu aos inspetores compreender melhor o impacto do trabalho realizado nas unidades de beneficiamento sobre a qualidade da pluma entregue ao mercado. "O curso foi muito enriquecedor, tanto pelos temas abordados quanto pela forma como o conteúdo foi apresentado, de maneira simples e didática. Os inspetores conseguem compreender melhor por que cada procedimento é tão importante e como o trabalho realizado nas unidades impacta diretamente o resultado que chega ao cliente, ao comprador do algodão brasileiro. Participamos do PQAB desde o início da certificação voluntária em Mato Grosso e iniciativas como essa reforçam a importância de manter as equipes sempre atualizadas e comprometidas com a qualidade", afirma. Rastreabilidade da fibra A rastreabilidade é um dos pilares do PQAB, pois permite identificar cada amostra ao longo de todo o processo de certificação, assegurando transparência, segurança das informações e confiabilidade dos resultados laboratoriais, atributos cada vez mais valorizados pelos mercados nacional e internacional. Por isso, a programação também contou com um módulo dedicado ao Sistema do Programa de Autocontrole, ao Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e à rastreabilidade. Durante a apresentação, foram detalhadas as melhorias implementadas na plataforma, além da importância da correta identificação das amostras por meio das etiquetas utilizadas pelo programa, etapa essencial para garantir a integridade e a transparência das análises. O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima destaca que a associação nacional  reafirma seu compromisso com a excelência da classificação, a transparência das informações e a competitividade do algodão brasileiro nos mercados nacional e internacional, ao investir na qualificação permanente dos inspetores e na evolução contínua dos processos do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro.

Abrapa integra mobilização do agro por transparência na regulamentação da Lei dos Bioinsumos
10 de Agosto de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) integra um grupo de 35 entidades representativas da agropecuária e da agroindústria brasileira que solicita agenda com ao Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Miriam Belchior para tratar do decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos. O pedido de audiência foi formalizado por meio do Ofício nº 81/2026 e encaminhado à Casa Civil na última sexta-feira (7). O documento dá continuidade à solicitação apresentada pelas entidades, dois dias antes, que pediu acesso prévio ao texto do decreto regulamentador e a possibilidade de apresentar contribuições técnicas antes de sua publicação. Para o setor agropecuário, a regulamentação representa uma etapa decisiva para consolidar um ambiente de inovação, segurança jurídica e competitividade na agricultura brasileira. O decreto deverá estabelecer as condições para o desenvolvimento da indústria nacional de bioinsumos, ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, contribuir para a redução da dependência externa de insumos agrícolas e fortalecer a bioeconomia, mantendo padrões adequados de segurança e qualidade. A preocupação do setor está relacionada à necessidade de conhecer a versão final da regulamentação e identificar como as contribuições apresentadas ao longo do processo foram consideradas. As entidades participaram ativamente da tramitação da Lei dos Bioinsumos no Congresso Nacional e integraram o Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir a regulamentação da matéria. Nesse processo, os representantes dos diferentes segmentos elaboraram e encaminharam aos órgãos competentes uma proposta de decreto construída de forma consensual, com o objetivo de compatibilizar a implementação da nova legislação com a realidade técnica, produtiva e regulatória do setor. A audiência solicitada à Casa Civil tem como objetivo permitir que as entidades apresentem suas contribuições técnicas, compartilhem a experiência acumulada durante a construção da legislação e dialoguem sobre aspectos da regulamentação considerados relevantes para garantir a efetividade dos objetivos estabelecidos pela Lei nº 15.070/2024. Bioinsumos e a cotonicultura Na cotonicultura, os bioinsumos vêm ganhando espaço por contribuírem para um manejo de pragas mais eficiente e sustentável, ampliando as alternativas tecnológicas disponíveis aos produtores e fortalecendo a competitividade da produção brasileira. Para a Abrapa, uma regulamentação construída em diálogo com os setores envolvidos é essencial para ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, estimular a inovação e fortalecer a competitividade da cotonicultura brasileira. “A regulamentação da Lei nº 15.070/2024 representa uma etapa decisiva para ampliar o acesso dos produtores às novas tecnologias. Acreditamos que a participação do setor poderá contribuir de forma institucional e construtiva com o governo federal para a construção de uma norma que ofereça segurança jurídica, previsibilidade regulatória, estímulo à inovação e condições adequadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia de bioinsumos no Brasil”, pondera o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.

Sistemas Abrapa