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Câmara Setorial do Algodão atualiza cenário da safra e debate estratégias para ampliar mercados da fibra brasileira
16 de Setembro de 2026O cenário da safra brasileira, os desafios para ampliar o consumo interno e as exportações e a valorização das fibras naturais estiveram no centro dos debates da Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada nesta terça-feira (15), em formato híbrido. Presidida por Gustavo Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Câmara reuniu representantes dos diferentes elos da cadeia produtiva para analisar o atual momento da cotonicultura e discutir estratégias para ampliar a competitividade do algodão brasileiro nos mercados interno e internacional. A agenda contou com apresentações da Abrapa, Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Safra brasileira Durante a reunião, a Abrapa apresentou a atualização da safra 2025/26. A estimativa é de aproximadamente 4,144 milhões de toneladas de pluma, em uma área plantada de 1,996 milhão de hectares. Segundo o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os números ainda poderão sofrer ajustes até o fechamento oficial da temporada. Representantes das associações estaduais também apresentaram o andamento da colheita nas diferentes regiões produtoras. De maneira geral, foram relatadas boas produtividades e condições satisfatórias de produção, apesar de impactos pontuais relacionados ao regime de chuvas e à ocorrência de pragas. Dados do laboratório central apresentados durante a reunião também apontaram melhora nos diferentes fatores de qualidade do algodão brasileiro. Para Piccoli, o momento reforça a necessidade de olhar para toda a cadeia diante do crescimento da produção brasileira. “O Brasil ampliou sua produção, conquistou espaço no mercado internacional e hoje ocupa uma posição estratégica no fornecimento mundial de algodão. Nosso desafio é continuar conquistando mercados, mas também criar condições para ampliar o consumo e a transformação dessa matéria-prima dentro do Brasil”, afirma o presidente da Abrapa. Valorização das fibras naturais Como destaque, a Abrapa apresentou a proposta de construção de um projeto de lei voltado à valorização das fibras naturais e ao enfrentamento da poluição por microplásticos. A iniciativa prevê a criação de uma contribuição incidente sobre a importação de produtos têxteis acabados produzidos com fibras sintéticas. A proposta busca estimular o uso de fibras naturais, como o algodão, e destinar os recursos arrecadados a ações de inovação, sustentabilidade, mitigação da poluição por microplásticos, rastreabilidade ambiental e modernização industrial. O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, destacou que a entidade irá atuar para fortalecer a articulação da proposta na próxima legislatura e ampliar o diálogo com os diferentes elos da cadeia. “A intenção é aperfeiçoar a iniciativa e construir apoio para uma agenda que concilie competitividade da indústria brasileira, inovação e valorização das fibras naturais”, afirmou Portocarrero. Indústria e mercado: mais espaço para o algodão brasileiro A situação da indústria têxtil nacional também esteve no centro das discussões. O presidente da Abit, Fernando Valente Pimentel, apresentou um panorama do setor marcado pela retração da produção e pelo avanço das importações. Entre janeiro e agosto de 2026, as importações brasileiras de vestuário cresceram 50,3% em relação ao mesmo período de 2025. No acumulado de 12 meses, a produção têxtil apresentou retração de 1,9%, enquanto a produção de vestuário caiu 4,2%. Pimentel explicou que entre os desafios está ampliar o consumo interno de algodão para aproximadamente 1 milhão de toneladas, estimulando investimentos capazes de transformar uma parcela maior da matéria-prima dentro do país. Já no mercado externo, a Anea apresentou perspectiva de novo recorde das exportações brasileiras na próxima temporada. A entidade estima a produção nacional em aproximadamente 4,178 milhões de toneladas, número próximo à projeção apresentada pela Abrapa. Apesar das boas perspectivas, o cenário exige atenção. Segundo o presidente da Anea, Dawid Wajs, o Brasil permanece competitivo no mercado internacional, mas enfrenta desafios para o escoamento de uma safra elevada, em um cenário de compradores mais cautelosos e maior disputa pelos mercados. A diversificação dos portos utilizados para os embarques, com destaque para o crescimento de Salvador como alternativa a Santos, também foi apontada como estratégica. Ao final da reunião, os participantes reforçaram a importância da atuação integrada da cadeia produtiva, com investimentos em pesquisa, inovação, sustentabilidade, novos usos e agregação de valor ao algodão brasileiro. A próxima reunião ordinária da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados está prevista para 9 de dezembro de 2026.
Abrapa transforma processos de auditoria com tecnologia desenvolvida junto às estaduais
09 de Setembro de 2026Uma prancheta, formulários impressos e um checklist com cerca de 200 questões começam a dar lugar ao celular ou tablet. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) avança na digitalização de seus processos com a implementação de um novo aplicativo para as atividades de diagnóstico e auditoria relacionadas às certificações ABR e ABR-UBA. A ferramenta permite, com autorização prévia, que informações e evidências sejam registradas diretamente em campo. Pelo aplicativo, o auditor pode responder ao checklist, incluir observações por áudio, registrar fotos e vídeos e anexar evidências. Etapas que antes dependiam de papel, planilhas e posterior inserção das informações em sistemas passam a integrar um único fluxo digital, por meio da Web e do aplicativo. A mudança reduz etapas intermediárias e permite que resultados e eventuais não conformidades sejam acompanhados com maior rapidez, ampliando também a segurança e a confiabilidade das informações. Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, o aplicativo representa um passo importante na estratégia de modernização dos sistemas utilizados pela entidade e pelas associações estaduais. “Quando investimos em tecnologia, buscamos tornar os processos mais eficientes, seguros e conectados à realidade de quem está na ponta. Esse aplicativo é resultado de uma construção conjunta com as nossas associações estaduais e mostra o caminho que queremos seguir: usar a inovação para fortalecer a atuação das estaduais, facilitar o trabalho das equipes e gerar cada vez mais valor para os produtores”, afirma Piccoli. Construção conjunta Antes do desenvolvimento da ferramenta, a equipe de tecnologia da Abrapa realizou reuniões, workshops e visitas a campo para ouvir as associações estaduais e compreender as diferentes realidades das regiões produtoras. A solução foi desenvolvida para atender às normas e regras dos programas e às diretrizes das normas ISO que os norteiam e, ao mesmo tempo, adaptar-se às particularidades operacionais de cada estado e associação. “Tecnologia não desenvolve apenas software. Entrega experiência. E, para entregar uma boa experiência, precisamos conhecer o negócio de ponta a ponta, entender a realidade de quem vai utilizar a ferramenta e construir a solução junto com esse usuário”, explica a gerente de Tecnologia e Produtos da Abrapa, Michely Maia. Mato Grosso e Bahia estão entre os estados que participam das primeiras etapas de implementação e validação em campo. As atividades seguem o cronograma e a realidade de cada associação estadual e incluem treinamentos, acompanhamento dos usuários e ajustes na ferramenta. Na Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), que participou da construção e dos testes da solução, a mudança já permite comparar o novo fluxo com o processo anteriormente realizado de forma manual. “Antes, o auditor fazia o trabalho em campo e depois ainda precisava inserir os dados em planilhas para que as informações seguissem para as outras etapas. Além de mais demorado e cansativo para as equipes, mais pessoas manuseavam esses dados, maior era a possibilidade de erro. Nossa contribuição foi levar essa experiência de campo para a construção de uma ferramenta que trouxesse mais agilidade, segurança e qualidade ao processo”, explica a coordenadora socioambiental da Ampa, Marlene Rodrigues. Com a digitalização, as informações geradas durante a auditoria e o Plano de Correção de Não Conformidades (PCNC), quando necessário, passam a integrar a plataforma. Marlene conta que o produtor poderá acessar as informações de sua auditoria e acompanhar as providências e os respectivos prazos. “Para as estaduais, os dados digitalizados também ampliam as possibilidades de geração de indicadores”, destaca a coordenadora socioambiental da Ampa. Transformação digital O aplicativo é uma das entregas do Siga, plataforma estruturada pela Abrapa para integrar e modernizar seus sistemas. A ferramenta foi construída a partir da escuta das associações estaduais e também das certificadoras envolvidas nas auditorias. “Essa entrega muda a forma como fazemos a gestão das certificações ABR e ABR-UBA. A ferramenta conecta as diferentes etapas, desde o planejamento e o diagnóstico pré-auditoria até a auditoria, a gestão das não conformidades e a emissão do certificado, em uma plataforma mais simples de utilizar e alinhada aos requisitos e protocolos da certificação”, afirma o CTO da Abrapa, Eberson Terra. A expectativa é que a integração reduza etapas operacionais, amplie a confiabilidade das informações e contribua para uma gestão cada vez mais ágil e orientada por dados.
MP das blusinhas: Abrapa mantém defesa de políticas de incentivo às fibras naturais
04 de Setembro de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) seguirá defendendo políticas públicas de incentivo ao uso de fibras naturais e de conscientização sobre os impactos dos microplásticos, após a análise da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida como “MP das blusinhas”. Durante a tramitação da MP, nesta primeira semana de setembro, a Abrapa acompanhou as discussões no Congresso e contribuiu com informações técnicas sobre o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro, os impactos associados aos microplásticos e a importância de ampliar o espaço das fibras naturais, como o algodão. Entre as propostas apresentadas estava a Emenda nº 52, de autoria do senador Carlos Fávaro, que previa a criação de uma contribuição sobre a importação de produtos têxteis acabados contendo fibras sintéticas. A proposta buscava, entre outros objetivos, reduzir a poluição por microplásticos e estimular a produção, o consumo e a inovação em fibras naturais. A emenda não foi incorporada ao texto da MP. A avaliação durante a tramitação foi de que a proposta criava uma nova contribuição que extrapolava o objeto principal da medida provisória, além de envolver questões que demandariam discussão específica. Para a Abrapa, porém, o encerramento dessa discussão dentro da MP não encerra a pauta. A entidade dará continuidade às ações de comunicação, conscientização e produção de informações sobre microplásticos e fibras naturais. A discussão também poderá avançar no Congresso por meio de um projeto de lei específico, a partir da próxima legislatura, permitindo que o tema seja analisado de maneira mais ampla. Segundo o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a MP abriu espaço para um debate importante sobre o avanço das fibras sintéticas e a necessidade de valorizarmos as fibras naturais. “Vamos continuar contribuindo com informações e dialogando para que o Brasil possa construir políticas públicas que estimulem escolhas mais sustentáveis e ampliem o espaço do algodão”, afirma.
MP das blusinhas: Abrapa defende valorização das fibras naturais no debate sobre importações
31 de Agosto de 2026A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acompanha a reta final da tramitação da Medida Provisória nº 1.357/2026, conhecida como “MP das blusinhas”. A entidade defende que o debate no Congresso Nacional considere, além dos aspectos tributários e comerciais, a competitividade da cadeia produtiva nacional, os impactos ambientais relacionados ao avanço das fibras sintéticas e a importância da valorização das fibras naturais produzidas no Brasil. Editada pelo governo federal em maio deste ano, a MP zera o Imposto de Importação de 20% incidente sobre compras internacionais de até US$ 50 realizadas pela internet. A matéria precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no início de setembro para não perder a validade. Caso isso não ocorra, deixa de valer a alíquota zero atualmente aplicada a essas compras, com o retorno da tributação de 20% prevista anteriormente. O presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, explica que o Brasil construiu uma cotonicultura competitiva, responsável e reconhecida internacionalmente, mas que olhar para o mercado interno também é essencial. “Precisamos discutir quais materiais e modelos de produção queremos estimular. Não se trata apenas de uma discussão tributária. É uma discussão sobre competitividade, sustentabilidade e sobre o futuro da cadeia têxtil brasileira”, afirma. A discussão ganha dimensão ainda maior diante da relevância econômica e social da cadeia têxtil nacional. O Brasil possui a quinta maior indústria têxtil do mundo e a maior cadeia completa e verticalizada do Ocidente, reunindo desde a produção da matéria-prima até a comercialização do produto final. O setor responde por mais de 1,3 milhão de empregos diretos e gera impacto econômico indireto para mais de 8 milhões de famílias brasileiras. Para a entidade, a discussão não significa ser contrária às importações ou à concorrência, mas defender condições mais equilibradas de competição. “Enquanto produtos importados podem chegar ao mercado brasileiro beneficiados pela desoneração, quem produz, investe e gera empregos no país permanece submetido à carga tributária nacional e a um conjunto de normas, controles e exigências regulatórias. Entendemos que essa diferença de condições também deve fazer parte do debate no Congresso”, explica Piccoli. CIDE-Têxtil: indução econômica para estimular materiais de menor impacto ambiental Ainda no debate da MP nº 1.357/2026, a Abrapa apoia a discussão proposta pela Emenda nº 52, de autoria do senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que prevê a criação da CIDE-Têxtil. A proposta estabelece uma tributação progressiva sobre produtos têxteis acabados importados, de acordo com a participação de fibras sintéticas em sua composição. Pela proposta, produtos com até 20% de fibras sintéticas estariam sujeitos à alíquota de 2%; aqueles com composição entre 20% e 50%, a 5%; entre 50% e 80%, a 8%; e produtos com mais de 80% de fibras sintéticas, a 10%. A iniciativa busca utilizar a tributação como instrumento de indução econômica para estimular materiais de menor impacto ambiental e fortalecer as fibras naturais e a cadeia produtiva nacional. A proposta também prevê a destinação de recursos para ações relacionadas à agricultura sustentável, economia circular, ecodesign, inovação e desenvolvimento de materiais de menor impacto ambiental. Além do algodão, a proposta pode beneficiar outras cadeias de fibras naturais produzidas no Brasil, como seda, linho, sisal e juta. Essas cadeias contribuem para bioeconomias regionais, geração de empregos no campo e desenvolvimento local. Para o presidente da Abrapa, o debate representa uma oportunidade para colocar sustentabilidade, competitividade e valorização das fibras naturais na mesma agenda.“Estamos à disposição do Parlamento para esclarecer dúvidas, compartilhar informações técnicas e contribuir para um diálogo qualificado sobre sustentabilidade da cadeia têxtil. O setor brasileiro do algodão tem conhecimento e experiência para contribuir com esse debate”, afirma Piccoli. O presidente reforça ainda que o Brasil se consolida como líder mundial nas exportações de algodão, segundo o Relatório de Safra da Abrapa 2025/2026, mas o mercado doméstico convive com o avanço de produtos importados produzidos com fibras sintéticas. “Somos uma potência mundial na produção de uma fibra natural e renovável, enquanto ampliamos nossa dependência de fibras sintéticas importadas. É uma contradição que precisa fazer parte desse debate”, destaca. Fibras sintéticas: meio ambiente e saúde humana Outro ponto levantado pela Abrapa é o impacto ambiental relacionado ao crescimento do uso de fibras sintéticas derivadas do petróleo, como poliéster, nylon e acrílico. Durante o uso, a lavagem e o descarte de roupas confeccionadas com esses materiais, partículas conhecidas como microplásticos podem chegar ao meio ambiente e aos sistemas de abastecimento de água. Estudos científicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do The New England Journal of Medicine já identificaram a presença de microplásticos no organismo humano, ampliando as preocupações e o debate científico sobre seus possíveis efeitos na saúde. Com o objetivo de ampliar a conscientização sobre o tema, a Abrapa também aderiu a uma Nota de Conscientização sobre micro e nanoplásticos, que chama atenção para a presença crescente dessas partículas no cotidiano e reforça a importância da prevenção, do avanço das pesquisas científicas e da construção de políticas públicas capazes de reduzir a exposição da população. Nesse contexto, o debate da MP nº 1.357/2026 também abre espaço para discutir alternativas de menor impacto ambiental e a valorização das fibras naturais. Segundo o diretor-executivo da entidade, Marcio Portocarrero, a Associação busca ampliar a discussão para além do consumo de fibras naturais, incorporando também os impactos das escolhas de consumo sobre a saúde e a sustentabilidade ambiental. “A Abrapa seguirá contribuindo tecnicamente com o Congresso para ampliar o debate sobre os impactos das fibras sintéticas e a importância econômica, social e ambiental da valorização das fibras naturais”, afirma.
Cotton Brazil Dialogues 2026 encerra edição com 50 participantes internacionais em imersão na produção brasileira de algodão
27 de Agosto de 2026O Cotton Brazil Dialogues encerra sua edição de 2026 após uma série de visitas técnicas a fazendas, unidades de beneficiamento de algodão e centros de referência, além de workshops voltados à produção brasileira da fibra. Ao todo, 50 participantes de 14 países participaram das imersões em campo. A iniciativa é liderada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Com o intuito de aproximar os participantes da realidade da produção em cada região e ampliar o conhecimento sobre o algodão brasileiro, a iniciativa contou com o apoio das associações estaduais filiadas à Abrapa: Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). Diálogo ampliado com a cadeia têxtil” Realizada desde 2015, a iniciativa adotou, neste ano, um formato ampliado, reunindo representantes de diferentes elos da cadeia têxtil. Além das indústrias de fiação, o programa recebeu representantes de marcas, varejistas, organizações não governamentais (ONGs), institutos de pesquisa e outros públicos estratégicos. Dos 50 participantes, 32 representaram indústrias de fiação e 18, marcas, varejistas e ONGs. Foram realizadas duas rodadas de imersão, nos meses de julho e agosto. A participação mais ampla reflete uma evolução na abordagem da iniciativa. Mais do que apresentar o algodão brasileiro aos compradores tradicionais, o Cotton Brazil Dialogues cria um espaço de troca direta entre quem produz a fibra e aqueles que compram, transformam, pesquisam, influenciam e tomam decisões ao longo da cadeia. O gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati destaca a importância da experiência presencial para fortalecer a confiança dos participantes internacionais. Rati explica que a visita faz com que os visitantes saiam do campo abstrato de uma apresentação e vivenciem uma experiência concreta. “Eles veem, tocam e conversam diretamente com quem produz. Esse contraste entre ouvir falar sobre algo e conhecer de perto é o que constrói uma relação de confiança verdadeira”. Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, ampliar a presença desses representantes no Brasil fortalece a confiança e a construção de relacionamentos de longo prazo com o mercado internacional. “Há mais de uma década, abrimos as portas da produção brasileira de algodão para o mercado internacional. Neste ano, demos um passo além ao ampliar esse diálogo para outros públicos que também influenciam as decisões ao longo da cadeia têxtil. Queremos que marcas, varejistas, compradores, organizações internacionais e pesquisadores conheçam de perto a forma como produzimos e tenham a oportunidade de dialogar diretamente com o setor”, afirma Piccoli. O presidente destaca que a iniciativa ocorre em um momento em que o Brasil fortalece sua presença no comércio internacional. “O Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com o recorde histórico de 3,37 milhões de toneladas de algodão exportadas, 19% a mais que no ano comercial anterior, consolidando sua posição como líder mundial nas exportações da fibra”, ressalta. Melhoria contínua Durante as visitas, os participantes acompanharam diferentes etapas da cadeia e conheceram os sistemas e as práticas adotados na produção brasileira de algodão. A programação passou pelos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás, além do Distrito Federal, e incluiu visitas a fazendas, unidades de beneficiamento, laboratórios e centros de pesquisa, além de discussões sobre qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade, tecnologia e inovação. Para a Gerente de Parcerias Internacionais da Abrapa, Lisa Ventura, as imersões em campo oferecem uma oportunidade única para obter uma visão ampla e integrada sobre a produção brasileira de algodão. “O Cotton Brazil Dialogues 2026 foi uma oportunidade muito rica para fortalecer conexões ao longo da cadeia e promover conversas relevantes sobre o futuro do algodão e das fibras naturais. Os retornos recebidos nas duas viagens já estão sendo compartilhados em nossas redes, ajudando-nos a identificar oportunidades para aprimorar ainda mais nossa produção. Esses aprendizados também contribuirão para tornar a edição de 2027 ainda mais relevante e impactante.” Inovação e qualidade Mais do que uma oportunidade de conhecer a produção brasileira de algodão, as visitas de campo permitiram aos participantes acompanhar de perto as práticas adotadas no Brasil e trocar experiências com produtores e outros profissionais da cadeia. Bharat Desai, da Arvind Mills, de Ahmedabad, na Índia, destacou os avanços do algodão brasileiro em inovação e qualidade. Na avaliação dele, o Brasil vem conquistando relevância crescente no mercado global. “O que é impressionante no algodão brasileiro e em todo o complexo agrícola é que eles estão levando a produção a um novo patamar, tanto em relação aos insumos utilizados quanto ao valor que geram por meio de uma enorme interação e do compartilhamento transparente de conhecimento”, afirmou. Renska Koster, Cotton Relationship Manager da Textile Exchange, destacou a importância de conhecer de perto como o programa ABR é implementado, encontrar produtores brasileiros e compreender as práticas ambientais e sociais adotadas no campo. “Ver hoje as lavouras de algodão e observar como, em um sistema de sequeiro, é possível produzir algodão com elevados padrões de qualidade e ambientais foi muito importante. E também perceber de perto o quanto as pessoas que trabalham com o algodão aqui são apaixonadas pelo que fazem”, afirmou. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil desenvolve uma estratégia estruturada e integrada de promoção internacional do algodão brasileiro, com o objetivo de fortalecer o reconhecimento do país pela qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e tecnologia de sua fibra. Lançado em 2020, o programa é desenvolvido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e reúne a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
Ricardo Amorim é confirmado no 15º Congresso Brasileiro do Algodão em Belo Horizonte
25 de Agosto de 2026O economista Ricardo Amorim está confirmado como um dos palestrantes do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que será realizado de 22 a 24 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte (MG). Com o tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, o evento reunirá produtores, pesquisadores, lideranças, empresas e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades da cadeia do algodão. Reconhecido por suas análises sobre economia e negócios, Amorim levará ao evento uma visão sobre o cenário econômico e as perspectivas para o Brasil e o mundo, contribuindo para ampliar o debate sobre os desafios e oportunidades da cadeia do algodão. “O agronegócio brasileiro vive um momento de grandes transformações. Mudanças na economia global, geopolítica, câmbio e no comércio internacional trazem desafios, mas também abrem oportunidades importantes para o Brasil. Na cadeia do algodão, que já conquistou enorme relevância e competitividade internacional, o desafio é continuar avançando em produtividade, tecnologia, sustentabilidade e acesso a mercados. Em um mundo cada vez mais instável, quem entender essas mudanças antes e estiver preparado para tomar melhores decisões terá uma enorme vantagem”, diz Amorim. Considerado um dos principais encontros da cotonicultura brasileira, o congresso promove, ao longo de três dias, uma programação que integra ciência aplicada, inovação, mercado e estratégia, com plenárias técnicas, hubs especializados, workshops e minicursos. O objetivo é ampliar conexões, gerar negócios e fortalecer o futuro da fibra natural brasileira. Inscreva-se As inscrições para o Congresso Brasileiro do Algodão estão abertas. Garanta sua participação e acompanhe os principais debates, pesquisas e inovações que estão moldando o futuro da cotonicultura brasileira. Mais informações e inscrições em https://congressodoalgodao.com.br/. Sobre o CBA O Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.
