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Abrapa defende expansão da demanda global e fortalecimento das fibras naturais durante o Outlook Agro Brasil
31 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, promovido pela ApexBrasil e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os desafios e as oportunidades que devem orientar o agronegócio brasileiro nos próximos anos. Representando a Abrapa no painel do setor produtivo, o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, destacou que o Brasil alcançou um novo patamar na cotonicultura mundial. Após consolidar sua posição como maior exportador global de algodão, o principal desafio da cadeia passa a ser estimular a demanda internacional pela fibra natural e ampliar sua presença em novos mercados e segmentos industriais. "O algodão tem capacidade de produção, tecnologia, recursos e espaço para crescer. O desafio está em estimular a demanda mundial, que permanece praticamente estagnada há mais de uma década", afirmou Portocarrero. Segundo o diretor executivo, essa estratégia passa por fortalecer a imagem do algodão como uma fibra natural, renovável e sustentável. Nesse contexto, Brasil, Estados Unidos e Austrália desenvolvem uma iniciativa conjunta para conscientizar consumidores e grandes marcas sobre os benefícios ambientais das fibras naturais frente às sintéticas. "A sustentabilidade é uma das maiores bandeiras do algodão brasileiro. Investimos de forma consistente em produção sustentável, rastreabilidade e qualidade, atributos que hoje diferenciam o Brasil no mercado internacional", destacou. Outro ponto enfatizado foi a confiabilidade da produção brasileira. Para Portocarrero, a regularidade da oferta é um dos principais diferenciais competitivos do País, garantindo aos compradores internacionais segurança no abastecimento com qualidade e volume. O diretor executivo também apresentou as perspectivas para os próximos anos, destacando que a abertura de novos mercados continuará sendo prioridade da Abrapa, em parceria com a ApexBrasil, o MAPA e a rede diplomática brasileira. Entre as oportunidades estão a ampliação das exportações para mercados estratégicos e o fortalecimento da comercialização dos coprodutos do algodão, especialmente o farelo de caroço, além do desenvolvimento de novas aplicações para a fibra em setores como construção civil, indústria automotiva, saúde e artigos esportivos. Brasil reforça liderança no mercado internacional Durante o evento, autoridades do governo federal reforçaram o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio mundial. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o Brasil consolidou sua liderança na produção e exportação de produtos como soja, café, algodão e proteínas animais graças à competitividade, à sustentabilidade e ao reconhecimento internacional da qualidade dos produtos brasileiros. Na mesma linha, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o agronegócio é a principal vitrine do Brasil no exterior e reiterou o compromisso do governo em ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais. Já o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que a confiança internacional conquistada pelo Brasil tem sido decisiva para a abertura de novos mercados. Segundo ele, credibilidade, qualidade e segurança sanitária são fatores que fortalecem a imagem do País como parceiro confiável no comércio global. As perspectivas para o mercado mundial do algodão também foram apresentadas por Justin Benavidez, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O especialista destacou que o Brasil continuará ampliando sua participação nas exportações globais da fibra, em um cenário marcado por mudanças na oferta, na demanda e pelo avanço da competitividade brasileira. Outlook Agro Brasil Ao reunir representantes do governo, especialistas e lideranças do setor produtivo, a primeira edição do Outlook Agro Brasil consolidou-se como um espaço de articulação para discutir os rumos do agronegócio brasileiro. Os debates evidenciaram que competitividade, sustentabilidade, inovação e abertura de mercados seguirão no centro da estratégia do País para fortalecer sua presença no comércio internacional, cenário em que a cotonicultura brasileira ocupa posição de destaque.

Cotton Brazil Dialogues destaca tecnologia, rastreabilidade e qualidade do algodão brasileiro na Bahia
31 de Julho de 2026

Depois de conhecerem a escala e eficiência da produção brasileira em Mato Grosso, os mais de 20 representantes da indústria têxtil internacional que fazem parte da primeira etapa do Cotton Brazil Dialogues 2026 desembarcaram nesta quarta-feira (29), na Bahia, para uma nova etapa da imersão na cotonicultura brasileira. Em Luís Eduardo Magalhães a programação revelou como tecnologia, sustentabilidade e rigorosos processos de controle de qualidade transformam o algodão brasileiro em uma referência no mercado internacional.  O Cotton Brazil Dialogues é coordenado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e das associações estaduais de produtores de algodão: Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa).  Do campo à análise da qualidade  Na Bahia, a primeira parada foi na unidade de beneficiamento de algodão do Grupo Zanotto, onde os visitantes conheceram de perto todas as etapas da produção, do beneficiamento da fibra às áreas de cultivo, acompanhando na prática como tecnologia, inovação e sustentabilidade caminham juntas para garantir a competitividade do algodão brasileiro.  Recebidos pela produtora e presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, os convidados representantes de marcas, varejistas, indústrias têxteis e organizações internacionais conheceram a estrutura da unidade de beneficiamento e acompanharam de perto os processos que asseguram a qualidade da fibra, desde a chegada do algodão até a classificação final.  Ao dar as boas-vindas à delegação internacional, Alessandra destacou que a visita representa uma oportunidade de aproximar os diferentes elos da cadeia têxtil da realidade da produção brasileira.  "É uma satisfação receber pessoas de diferentes países para mostrar como o algodão brasileiro é produzido. Mais do que apresentar a nossa história, queremos compartilhar conhecimento sobre o processo de beneficiamento, a classificação da fibra e toda a estrutura que garante qualidade e confiança ao produto que chega à indústria têxtil mundial", afirmou.  Durante a visita à algodoeira, os participantes acompanharam todas as etapas do beneficiamento, conheceram o processo de classificação da fibra por meio da tecnologia HVI (High Volume Instrument), acessaram os resultados das análises por QR Code e puderam observar como a rastreabilidade está presente desde a produção até a comercialização.  Na sequência, a programação seguiu para a sede da Abapa, onde os participantes visitaram o laboratório de análise de fibras, referência na classificação e padronização do algodão brasileiro. No local, conheceram os processos que asseguram a qualidade, a rastreabilidade e a confiabilidade da fibra comercializada pelo Brasil nos mercados nacional e internacional.  Durante a apresentação institucional, a equipe técnica da Abapa mostrou como a integração entre pesquisa, assistência técnica, capacitação e investimentos em tecnologia impulsiona a evolução da cotonicultura baiana, consolidando o estado como um dos principais polos produtores de algodão de alta qualidade do mundo.  Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a missão amplia o diálogo entre produtores e os diferentes segmentos da cadeia têxtil global, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor confiável de algodão.  A etapa na Bahia reforçou um dos principais objetivos do Cotton Brazil Dialogues: aproximar os diferentes elos da cadeia têxtil da realidade do campo e demonstrar, na prática, os processos que sustentam a competitividade do algodão brasileiro.  Após a programação em Luís Eduardo Magalhães, a missão segue para Goiás e Distrito Federal, onde os participantes continuarão a conhecer iniciativas que fazem do Brasil uma referência mundial na produção de algodão de qualidade. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto. Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Saiba mais: https://cottonbrazil.com

Cotton Brazil Dialogues leva lideranças globais para conhecer a produção de algodão em Mato Grosso
30 de Julho de 2026

A programação do Cotton Brazil Dialogues teve início nesta segunda-feira (27) com uma imersão no campo, proporcionando aos participantes uma visão prática da produção de algodão no Brasil. A primeira visita técnica levou representantes da indústria têxtil, marcas, varejo e especialistas internacionais de diferentes países à Boa Esperança Agropecuária, em Lucas do Rio Verde (MT), uma das principais produtoras de grãos e fibras do estado. A programação é coordenada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e das associações estaduais de produtores de algodão: Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). A visita integra a proposta do Cotton Brazil Dialogues de aproximar atores estratégicos, como marcas, varejistas, indústrias têxteis e organizações internacionais, da realidade da cotonicultura brasileira, permitindo que conheçam, em campo, os processos que sustentam a competitividade do algodão produzido no país, com foco em qualidade, rastreabilidade, inovação e sustentabilidade. A iniciativa busca fortalecer as conexões em toda a cadeia de valor da fibra, aproximando quem produz daqueles que influenciam sua transformação, comercialização e percepção pelo consumidor final. Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Waj, um dos principais diferenciais desta edição do Cotton Brazil Dialogues é reunir representantes de todos os elos da cadeia do algodão em uma mesma iniciativa. "Ao reunir todos os elos da cadeia, fortalecemos a conexão entre produtores, exportadores, indústria e varejo, ampliando o conhecimento sobre a qualidade e os diferenciais do algodão brasileiro. Nosso objetivo é gerar valor para a fibra brasileira em toda a cadeia, chegando até o consumidor final. Esta primeira edição marca o início de uma iniciativa que tende a se fortalecer cada vez mais, consolidando a parceria entre as entidades e o Cotton Brazil." Mato Grosso: o maior estado produtor de algodão do Brasil Durante o primeiro dia da programação, a abertura do evento foi realizada no Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá. O encontro apresentou os objetivos da iniciativa e destacou a importância do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva do algodão. Na sequência, o grupo seguiu para a Boa Esperança Agropecuária, onde conheceu de perto o sistema produtivo brasileiro, desde a gestão da fazenda até as operações de colheita, beneficiamento e logística. A programação incluiu uma apresentação institucional da propriedade e visitas às áreas de produção e às principais instalações da fazenda. Durante a visita, os convidados também acompanharam uma operação de colheita de algodão em uma propriedade certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que reúne critérios relacionados às boas práticas agrícolas, responsabilidade social, conformidade trabalhista e preservação ambiental. O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Gouveia Guimarães, destacou que abrir as portas das fazendas para visitantes internacionais é uma oportunidade de apresentar, de forma transparente, a realidade da cotonicultura brasileira e os compromissos assumidos pelos produtores. "Temos compromisso com a responsabilidade ambiental e, principalmente, com a responsabilidade social. Investimos continuamente na qualidade de vida, na infraestrutura e no bem-estar dos nossos colaboradores, porque acreditamos que cuidar das pessoas é um dos pilares da sustentabilidade da produção. Receber visitantes e mostrar essa realidade e é fundamental para aproximar o mundo do campo e fortalecer a confiança no algodão brasileiro." Atualmente, a Boa Esperança Agropecuária cultiva aproximadamente 35 mil hectares de soja, 29 mil hectares de algodão e 5,5 mil hectares de milho, com operações distribuídas pelos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Santa Rita do Trivelato, Tapurah, Ipiranga do Norte e Porto dos Gaúchos. "Nada substitui a experiência de conhecer o campo, pois os participantes conseguem compreender a dimensão da cotonicultura brasileira e o compromisso do setor com a qualidade, a sustentabilidade, a rastreabilidade e a inovação. Essa aproximação fortalece a confiança no algodão brasileiro e amplia as oportunidades para a nossa fibra no mercado internacional", destaca o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli. Nos próximos dias, a programação seguirá com workshops, debates e encontros voltados aos desafios e às oportunidades da cadeia global do algodão. A agenda também inclui visitas técnicas e atividades na Bahia, em Goiás e no Distrito Federal, ampliando a imersão dos participantes na diversidade e na excelência da produção brasileira. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto. Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Abrapa comunica alteração no fluxo de cadastro e validação das facas das prensas
28 de Julho de 2026

Com o objetivo de tornar mais ágil o processo de submissão de malas de amostras de algodão no Sistema de Identificação da Abrapa (SAI), sem comprometer a segurança, a rastreabilidade e a conformidade operacional, a Abrapa informa uma atualização no fluxo de cadastro das facas utilizadas nas prensas das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs). A partir de 27/07/2026, data da publicação deste comunicado, a entidade não realizará mais a validação das dimensões das facas. O procedimento de cadastro e aprovação passará a ser de responsabilidade do inspetor devidamente habilitado e treinado, que deverá registrar as informações diretamente no sistema e declarar, de forma expressa, a veracidade dos dados informados. Todas as informações registradas continuarão sujeitas aos mecanismos de rastreabilidade, auditoria e verificação previstos nos programas conduzidos pela Abrapa. A alteração reconhece a competência técnica dos inspetores para atestar as informações registradas, eliminando uma etapa operacional desnecessária e tornando o processo mais ágil, sem comprometer sua segurança e confiabilidade. Informações sobre as dimensões adequadas das facas utilizadas nas prensas durante o beneficiamento dos fardos podem ser encontradas no Comunicado Técnico 03/2026: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/05/COMUNICADO-TECNICO-No-03-2026.pdf Contamos com a colaboração de todas as UBAs para a correta aplicação desse novo fluxo e permanecemos à disposição para esclarecimento de eventuais dúvidas. Atenciosamente, Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

Brasil amplia exportações de algodão para a Índia em mais de 40 vezes em dois anos
28 de Julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão para a Índia cresceram mais de 40 vezes nos últimos dois anos. Na safra comercial 2025/26, o Brasil embarcou mais de 350 mil toneladas para o mercado indiano, consolidando o país como um dos principais destinos da fibra brasileira. Os números foram apresentados pelo gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati, durante a BharaTex 2026, maior feira do setor têxtil da Índia. Esta foi a primeira participação do Cotton Brazil no evento, considerado uma das principais plataformas de negócios da indústria têxtil mundial. Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Fernando Rati destacou o fortalecimento da relação comercial entre os dois países. "Nosso principal foco foi estreitar o relacionamento com a indústria têxtil indiana, agradecer a confiança no algodão brasileiro, compreender oportunidades de aprimoramento e reforçar nosso compromisso de longo prazo com essa parceria", afirmou. Brasil já responde por 40% das importações indianas Atualmente, cerca de 40% de todo o algodão importado pela Índia tem origem no Brasil. O resultado ganha relevância pelo fato de o país asiático ser o segundo maior produtor mundial da fibra. "Há apenas dois anos exportávamos 8 mil toneladas para a Índia. Encerramos a safra 2025/26 com mais de 350 mil toneladas embarcadas. É um mercado com grande potencial de crescimento, e nosso desafio agora é consolidar essa posição", ressaltou Rati. Segundo o gerente do Cotton Brazil, a BharaTex passará a integrar o calendário anual de ações da iniciativa, em razão da importância estratégica do mercado indiano. "A organização do evento e o alinhamento do setor têxtil indiano em torno de uma visão de longo prazo, até 2040, demonstram o potencial dessa parceria. Queremos seguir trabalhando junto aos principais atores da cadeia para que o Brasil tenha um papel cada vez mais relevante nesse processo", disse. Workshop técnico aproxima indústria e fornecedores Além da participação na feira, o Cotton Brazil promoveu um workshop técnico voltado à indústria de fiação indiana. A programação abordou boas práticas para maximizar o desempenho do algodão brasileiro nos processos industriais, com conteúdos sobre otimização da fiação, parâmetros técnicos e manutenção de equipamentos. A capacitação contou com especialistas da Wazir Advisors e, segundo Rati, reforça a estratégia de agregar valor ao relacionamento comercial. "Ao demonstrarmos, na prática, como o algodão brasileiro pode contribuir para aumentar a competitividade das empresas, fortalecemos nossa relação com a indústria e ampliamos as oportunidades para a fibra brasileira", concluiu. Sobre o Cotton Brazil O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto. Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Saiba mais: https://cottonbrazil.com

Linha especial para renegociação de dívidas rurais: veja os principais pontos para os cotonicultores
24 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) informa que foi publicada, nesta quinta-feira (23), a Resolução CMN nº 5.330/2026, que regulamenta a linha especial de crédito prevista na Medida Provisória nº 1.376/2026 para composição de dívidas rurais. A regulamentação estabelece as condições para que produtores rurais e cooperativas que enfrentaram perdas de produção ou de renda possam renegociar operações de crédito rural, observados os critérios de enquadramento previstos na norma. Com o objetivo de orientar os produtores de algodão, a Abrapa apresenta, a seguir, os principais pontos da Resolução e as providências necessárias para acesso à linha especial. A publicação da Resolução não torna a renegociação automática. A contratação da operação depende da análise da instituição financeira, do enquadramento da operação nas regras estabelecidas, da apresentação da documentação exigida e do cumprimento das políticas internas de crédito de cada banco. ➡️Quem pode solicitar? Poderão acessar a linha especial os produtores rurais e cooperativas que tenham registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária, em decorrência de: eventos climáticos extremos, como seca, estiagem, geada, granizo, chuvas intensas, enchentes e vendavais; ou redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários. As perdas deverão ser comprovadas por laudo técnico emitido por profissional habilitado. ➡️Quais operações podem ser renegociadas? Podem ser enquadradas operações de crédito rural de: custeio;  comercialização;  industrialização; e investimento (parcelas vencidas ou vincendas), desde que atendidos os critérios previstos na Resolução. ➡️Condições da linha especial Beneficiário Limite Taxa de juros Prazo Pronaf até R$ 400 mil ↪️ 6% ao ano até 8 anos Pronamp até R$ 2 milhões ↪️ 9% ao ano até 8 anos Demais produtores até R$ 4 milhões ↪️ 12% ao ano até 8 anos Além disso: carência de dois anos para pagamento do principal; durante a carência, haverá pagamento apenas dos juros da operação. ➡️Condições especiais para perdas mais severas Produtores que comprovarem perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda bruta agropecuária, poderão acessar condições diferenciadas: Beneficiário Limite Taxa de juros Prazo Pronaf até R$ 500 mil ➡️5% ao ano até 10 anos Pronamp até R$ 2,5 milhões ➡️ 8% ao ano até 10 anos Demais produtores até R$ 8 milhões ➡️ 11% ao ano até 10 anos ➡️Dívidas acima dos limites Quando o saldo das operações ultrapassar os limites da linha especial, a Resolução autoriza as instituições financeiras a oferecerem uma linha complementar com recursos de LCA, Poupança Rural ou recursos livres. Nessa hipótese, as condições financeiras serão livremente negociadas entre o produtor e a instituição financeira. ➡️Prazo para contratação As operações poderão ser contratadas até 12 de novembro de 2026. Orientação da Abrapa A Abrapa recomenda que os produtores que se enquadram nos critérios da Resolução procurem sua instituição financeira e sua equipe técnica o quanto antes para verificar a elegibilidade das operações, providenciar o laudo técnico, quando necessário, e organizar toda a documentação exigida. A antecipação desse processo pode contribuir para maior agilidade na análise e contratação da operação. Pontos de atenção A contratação da linha depende da aprovação da instituição financeira e não constitui direito automático do produtor. A instituição financeira poderá solicitar um segundo laudo técnico caso identifique inconsistências ou necessidade de complementação das informações.  O laudo deverá demonstrar a relação entre as perdas registradas e a operação de crédito que será liquidada ou amortizada. Para fins de enquadramento, as safras serão consideradas por ano civil. Perdas em diferentes culturas dentro do mesmo ano contam como uma única safra. Os limites das modalidades não são cumulativos. Caso o produtor atenda aos requisitos das duas modalidades, será aplicado apenas o limite correspondente às condições mais favoráveis. Cooperativas de produção agropecuária poderão contratar operações de até R$ 50 milhões, observadas as regras previstas na Resolução. Operações contratadas com recursos do FCO, FNE e FNO deverão manter a mesma fonte de recursos e seguir as regras específicas de cada Fundo. As instituições financeiras poderão prorrogar, por até 30 dias, parcelas de operações adimplentes com vencimento até 14 de agosto de 2026, desde que o produtor solicite a contratação da linha especial e cumpra os requisitos da norma. O Fundo Garantidor previsto na Medida Provisória nº 1.376/2026 ainda depende de regulamentação específica e, portanto, ainda não está disponível. A Abrapa seguirá acompanhando a implementação da medida junto ao governo federal e às instituições financeiras e permanecerá à disposição dos produtores para esclarecer dúvidas sobre a aplicação da Resolução.

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