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Experiência Sou de Algodão aproxima estudantes de moda da origem da cadeia têxtil
27 de Maio de 2026

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu, nos dias 20, 21 e 22 de maio, a Experiência Sou de Algodão com estudantes de cursos de Moda de oito instituições parceiras: Anhembi Morumbi, FAAL, UNIP, Universidade de Caxias do Sul (UCS), PUC-Campinas, Universidade de Sorocaba (Uniso), Centro Universitário Moura Lacerda e Senac SP. Ao longo dos três dias, 233 participantes passaram pelas cidades de Paranapanema (SP) e Itaí (SP), onde puderam conhecer, na prática, diferentes etapas da cadeia produtiva do algodão. 20 de maio - Conexão com a origem da fibra reúne mais de 100 participantes A Experiência Sou de Algodão começou no dia 20 de maio reunindo 102 participantes das instituições Anhembi Morumbi, FAAL e UNIP em uma imersão completa na cadeia produtiva do algodão, no interior de São Paulo. A programação, que se repetiu ao longo dos três dias, incluiu visita à sede da APPA (Associação Paulista dos Produtores de Algodão), passagem pela Fazenda Olhos D’Água, em Itaí (SP), e pela Cooperativa Agroindustrial Holambra, em Paranapanema (SP). Durante o percurso, estudantes e professores puderam acompanhar de perto todas as etapas, do campo ao beneficiamento da fibra. Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão, proporcionar esse tipo de vivência é essencial para a formação dos futuros profissionais do setor. “A Experiência Sou de Algodão tem um papel fundamental ao aproximar estudantes da realidade da cadeia produtiva. Quando eles vivenciam o campo, entendem a dimensão do trabalho envolvido e passam a enxergar a moda de forma mais responsável e conectada com a origem da matéria-prima”, afirma. Na mesma linha, Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, reforça o impacto da iniciativa. “Mais do que apresentar o percurso do algodão, essa experiência desperta um olhar mais consciente sobre toda a cadeia. Os estudantes compreendem o seu papel como futuros profissionais e como podem contribuir para uma moda mais responsável e alinhada às boas práticas do setor”. Representando a UNIP, o coordenador Haroldo de Souza destaca a importância da vivência prática. “Essa experiência permite compreender, na prática, a origem da cadeia têxtil e o funcionamento do setor produtivo. Ao entrar em contato direto com produtores e processos reais, o aluno passa a enxergar o produto de moda de forma mais ampla, entendendo que cada criação está ligada a contextos sociais, ambientais e econômicos”, diz. “A Experiência Sou de Algodão foi uma vivência inesquecível, que nos permitiu acompanhar de perto toda a cadeia produtiva da fibra, do campo ao produto final. Ao longo dessa jornada, os alunos compreenderam que por trás de cada peça existe uma ampla rede de pessoas, processos e tecnologias, além de um olhar cada vez mais atento para a sustentabilidade e para a construção de uma moda mais consciente”, ressalta Déborah Serretiello, coordenadora acadêmica da área de Moda da Anhembi Morumbi. Por sua vez, Vanessa Cristina Lourenço, docente da FAAL, destaca a conexão entre criação e matéria-prima. “A experiência aproxima os alunos da origem do algodão e conecta o processo criativo à matéria-prima, algo que raramente é vivenciado em sala de aula. Esse contato direto amplia o entendimento sobre a fibra natural, valoriza a cadeia produtiva e reforça a importância de uma moda mais ética, colaborativa e consciente”, aponta. 21 de maio - Responsabilidade na cadeia da moda No dia 21 de maio, a experiência reuniu 85 participantes das instituições UCS, PUC-Campinas, Uniso e Moura Lacerda. A imersão reforçou a importância da responsabilidade, da rastreabilidade e da visão sistêmica da cadeia da moda. Durante as visitas, os estudantes aprofundaram o entendimento sobre o impacto da produção de algodão no Brasil, bem como as boas práticas adotadas no campo e na indústria. Para Renan Isoton, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), a experiência contribui diretamente para a formação dos alunos. “Conhecer o início da cadeia produtiva têxtil amplia muito o entendimento dos estudantes. Essa vivência agrega conhecimento, especialmente sobre sustentabilidade e boas práticas, e contribui para formar profissionais mais conscientes e preparados para valorizar a matéria-prima nacional”, reitera. Já Luana Crispim, da Uniso, ressalta a importância da rastreabilidade e da organização coletiva. “Foi uma oportunidade de entender a magnitude do processo, da fibra ao tecido. A experiência também evidencia a força da organização coletiva e como iniciativas como o Sou de Algodão fortalecem toda a cadeia produtiva. Para os alunos, é inspirador vivenciar isso de perto”. Para Juliana Bononi, coordenadora do Centro Universitário Moura Lacerda, o impacto vai além do aprendizado técnico. “Estar na origem da matéria-prima transforma completamente o olhar sobre a moda. Além disso, a experiência promove conexão, troca e cria memórias importantes na formação dos alunos, tanto no aspecto profissional quanto humano”. Raysa Ruschel, professora da PUC-Campinas, destaca que a experiência proporcionou aos estudantes uma vivência essencialmente prática e complementar ao conteúdo visto em sala de aula. “O contato direto com a fazenda e com a etapa industrial permite que os alunos compreendam, de forma concreta, toda a cadeia produtiva do algodão, algo que normalmente é trabalhado apenas de forma teórica. Tenho certeza que a visita ampliou a visão dos estudantes sobre o papel do estilista, que passa a tomar decisões mais conscientes e embasadas ao entender todo o processo envolvido na produção da fibra e dos tecidos”. 22 de maio - Imersão finaliza com foco na prática Encerrando a programação, o dia 22 de maio contou com 46 participantes do Senac SP, que também vivenciaram a jornada completa da fibra, desde o campo até o beneficiamento. O contato direto com as diferentes etapas do processo permitiu aos estudantes compreender a escala da produção, a tecnologia envolvida e a relevância do algodão para a indústria da moda e para a economia brasileira. “Vivenciar o processo do algodão, da semente à pluma, é algo que transforma a forma como os alunos enxergam a moda. A experiência amplia o conhecimento sobre a fibra natural, reforça a importância de compreender a origem dos materiais e contribui para a formação de profissionais mais conscientes e responsáveis”, enfatiza Daniela Nunes Figueira Belschansky, professora do Senac SP. Ao longo dos três dias, a Experiência Sou de Algodão reforçou seu papel como ponte entre o universo acadêmico e o setor produtivo, contribuindo para uma formação mais completa, crítica e alinhada às demandas contemporâneas da moda. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 79% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

Sou de Algodão leva inovação e rastreabilidade ao Agro Summit
27 de Maio de 2026

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), marcou presença no Agro Summit, realizado na quarta-feira (20), na Expo D. Pedro, em Campinas (SP). O coordenador geral do movimento e sócio da Markestrat Group, Luciano Thomé e Castro, conduziu uma palestra sobre o programa SouABR, apresentando ao público do evento como a rastreabilidade e a responsabilidade socioambiental estão transformando a cadeia produtiva do algodão brasileiro. O Agro Summit é o principal evento no Brasil totalmente dedicado a apresentar soluções em sistemas, softwares de gestão e tecnologias para o agronegócio. Organizado pelo Grupo Portal ERP, ele conecta produtores, especialistas e empresas para debater a transformação digital e a inovação no campo. Durante a palestra, Luciano contextualizou o programa dentro do ecossistema da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) e do movimento Sou de Algodão, explicando como o SouABR integra os pilares de sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e promoção para conectar todos os elos da cadeia, da fazenda ao guarda-roupa do consumidor final. O programa SouABR, lançado em 2021, permite a rastreabilidade física do algodão com certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável) ao longo de toda a cadeia de custódia, passando por fiações, malharias, tecelagens, confecções e varejistas. As informações de cada etapa são registradas e compartilhadas via blockchain, garantindo transparência e confiabilidade para marcas e consumidores. Para ter o selo SouABR, as peças devem conter no mínimo 50% de algodão com rastreabilidade física certificada na cadeia de fornecedores. "O Brasil é um dos poucos países do mundo com rastreabilidade fardo a fardo no algodão, e o SouABR leva isso até o guarda-roupa do consumidor. Estar no Agro Summit para apresentar esse programa é uma oportunidade de mostrar que o algodão brasileiro não é referência apenas em volume e qualidade, mas também em tecnologia, transparência e responsabilidade", destaca Luciano. O SouABR já conta com 209 fazendas, 140 produtores e 87.088 fardos de algodão rastreados, além de marcas como C&A, Renner, Reserva, Calvin Klein, Almagrino e Döhler entre as varejistas homologadas. Ao todo, mais de 622 mil peças já foram rastreadas pelo programa. A participação no Agro Summit reforça o compromisso do Sou de Algodão em levar a pauta da rastreabilidade e da inovação para os principais fóruns do agronegócio brasileiro, aproximando o campo da moda e mostrando como a tecnologia pode ser aliada da transparência e do consumo responsável. Sobre Sou de Algodão Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 83% de toda a produção nacional de algodão. Abrace este movimento: Site: www.soudealgodao.com.br Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn e Pinterest: @soudealgodao TikTok: @soudealgodao_

MAPA lança sistema para modernizar e integrar registro de defensivos e bioinsumos no Brasil
27 de Maio de 2026

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) lança nesta terça-feira (26) o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA), plataforma estruturada em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para modernizar e acelerar o registro de defensivos agrícolas e bioinsumos no Brasil. Previsto no Marco Legal dos Defensivos Agrícolas de 2023, o sistema nasce com a missão de enfrentar um dos principais gargalos históricos do setor: a morosidade e a fragmentação dos processos regulatórios dos defensivos agrícolas. Durante a cerimônia de lançamento, o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, citou a expectativa de celeridade que o sistema trará. “O diferencial do SISPA está justamente em permitir que essas análises ocorram de forma simultânea, integrada e digitalizada, reduzindo o chamado “efeito pingue-pongue” de documentos entre os órgãos.” Celeridade nos processos e prazos de registro O SISPA centraliza em uma única plataforma eletrônica todo o fluxo de peticionamento de registros, alterações pós-registro e apresentação de dossiês técnicos de produtos agrícolas e de controle ambiental. A expectativa é reduzir drasticamente o tempo e a burocracia enfrentada pelas empresas, que antes precisavam encaminhar documentos separadamente, muitas vezes em processos físicos, para diferentes órgãos federais. Na prática, o novo sistema elimina o antigo modelo fragmentado e cria um protocolo único digital. Pedidos realizados fora da plataforma centralizada deixam de ter validade regulatória, consolidando o SISPA como a principal porta de entrada para os processos de registro no país. Outra inovação da ferramenta será a possibilidade de cumprimento dos novos prazos máximos exigidos pela lei, com 24 meses para produtos novos e prazos ainda menores para genéricos e equivalentes. Se os órgãos não cumprirem o prazo na plataforma, abre-se caminho para os mecanismos de registro temporário previstos na nova lei. A iniciativa também é considerada estratégica para o avanço dos bioinsumos no Brasil. O setor avalia que a digitalização e integração dos fluxos poderão acelerar a liberação de soluções biológicas e tecnologias mais sustentáveis, hoje frequentemente impactadas pela lentidão das análises regulatórias. Mais transparência na avaliação tripartite Apesar da centralização administrativa sob coordenação do MAPA, o sistema mantém o modelo tripartite de avaliação previsto após vetos presidenciais ao texto original aprovado pelo Congresso. Assim, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária continua responsável pelas análises toxicológicas e de risco à saúde humana, enquanto o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis segue encarregado das avaliações ambientais e ecotoxicológicas. Já o MAPA mantém a análise de eficiência agronômica e a coordenação do fluxo administrativo. Neste sentido, o secretário nacional de meio ambiente urbano e qualidade ambiental, Adalberto Maluf, explicou a importância da criação do sistema para unificar o modelo tripartite de análise. “O SISPA funcionará como o grande tripé que une a agricultura, a saúde e o meio ambiente, na tentativa não só de modernização, de trazer fermentas tecnológicas, mas em especial de dar mais transparência no monitoramento das ações dos órgãos envolvidos.” A transparência será um dos principais ganhos do sistema. Previsto no artigo 58 da Lei nº 14.785/2023, o SISPA permitirá rastrear em tempo real o andamento dos processos, identificando em qual órgão cada pedido está em análise. O mecanismo também será decisivo para garantir o cumprimento dos novos prazos máximos estabelecidos pela legislação, como o limite de 24 meses para avaliação de produtos inéditos e períodos menores para produtos equivalentes e genéricos. Cooperação internacional A Abrapa apoiou a construção do sistema, atuando na articulação institucional e no financiamento da iniciativa em parceria com o Itamaraty e apoio do PNUD. Inspirado no modelo australiano de registros de defensivos, o projeto é visto como um exemplo de cooperação entre setor produtivo, governo e organismos internacionais para modernização regulatória. A expectativa é que o modelo brasileiro se torne referência para outros países em desenvolvimento interessados em modernizar seus sistemas de registro agrícola, ampliando o protagonismo internacional do Brasil na agenda de inovação e sustentabilidade no agro. Para o diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABR), o embaixador Ruy Ferreira, o SISPA é uma ferramenta que terá impacto nas relações comerciais e diplomáticas do Brasil. “Objetivo do Itamaraty é levar esse projeto para outros países da América Latina, Caribe e África. Nós também pensamos no desenvolvimento de um sistema voltado para o Sul Global. Este modelo tripartite caracteriza em muitos aspectos as iniciativas de cooperação internacional para o desenvolvimento que é praticada pelo Brasil, baseada no diálogo, no compartilhamento de conhecimento e na articulação entre múltiplos atores institucionais.” O ministro da agricultura e pecuária, André de Paula, analisou o impacto positivo que o SISPA terá no posicionamento do Brasil no que tange o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. “O SISPA é um instrumento que nos ajudará a superar barreiras criadas por países que competem conosco na produção agropecuária, mesmo não tendo a mesma capacidade produtiva do Brasil.”

Abrapa e Biotrop reúnem entidades públicas e privadas em Dia de Campo sobre o uso bioinsumos no combate a pragas e doenças do algodoeiro
27 de Maio de 2026

Em meio ao avanço das discussões sobre sustentabilidade, redução do uso de químicos e modernização regulatória do setor agrícola brasileiro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, em parceria com a empresa de soluções biológicas, Biotrop, um dia de campo voltado à apresentação de novas tecnologias biológicas para o manejo integrado de pragas na cotonicultura. O encontro foi realizado em uma fazenda na região de Cristalina e Luziânia (GO) e reuniu representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), pesquisadores brasileiros e membros de organismos internacionais. O foco da programação foi verificar o uso de biológicos no controle do bicudo-do-algodoeiro, principal praga da cultura no país, analisando os resultados obtidos com novas ferramentas biológicas desenvolvidas para complementar o manejo tradicional da lavoura. A proposta da iniciativa foi aproximar os órgãos reguladores da realidade prática do campo e ampliar o diálogo entre pesquisa, indústria, governo e produtores. Tecnologia desenvolvida no Brasil Durante o evento, a empresa que foca exclusivamente em tecnologias biológicas e naturais para a agricultura, apresentou uma nova ferramenta biológica descoberta por pesquisadores da Biotrop no Pantanal para o controle do bicudo-do-algodoeiro, baseado na cepa do fungo Cordyceps javanica (Isaria), que mostrou capacidade para conter a proliferação do inseto. A empresa realizou demonstrações em áreas de aplicação e apresentou resultados preliminares da tecnologia que coloniza o bicudo com fungos na lavoura. Representando a companhia, Ricardo Hendges afirmou que a tecnologia tem potencial para promover a sustentabilidade da produção sem comprometer a eficiência no manejo da praga. “Sem dúvida alguma, é uma solução inovadora e sustentável, que vai trazer excelentes ganhos para toda a cotonicultura brasileira.” O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, afirmou que iniciativas como essa ajudam a fortalecer a posição do Brasil como referência internacional em produção sustentável de algodão. “Quando aproximamos produtores, pesquisadores, empresas e órgãos reguladores dentro do campo, criamos um ambiente de construção conjunta. O futuro da cotonicultura passa pela inovação, pela sustentabilidade e pela adoção de tecnologias que conciliam produtividade e responsabilidade ambiental”, afirmou. Papel dos bioinsumos no manejo integrado de pragas Segundo o diretor da Abrapa e proprietário da fazenda que sediou o encontro, Carlos Alberto Moresco, a utilização de bioinsumos na propriedade teve início há mais de dez anos, primeiro como uma alternativa para reduzir os impactos do controle químico. Ao longo do tempo, no entanto, a prática passou a ocupar um papel estratégico, impulsionada pelas exigências do mercado internacional e pela pressão sobre os custos de produção. Ao longo das demonstrações técnicas, os participantes acompanharam áreas tratadas com produtos biológicos voltados ao controle do bicudo e discutiram a integração dessas ferramentas ao manejo já utilizado pelos produtores. Para Moresco, o uso de bioinsumos também fortalece o posicionamento do algodão brasileiro no mercado global, especialmente diante das exigências ambientais de compradores internacionais. “Os cotonicultores sofrem uma pressão muito grande vinda dos custos de produção, e a diminuição de princípios ativos químicos na cadeia melhora a margem e aumenta o valor agregado do algodão brasileiro, em função dos acordos internacionais. Então, o uso de biológicos também coloca o Brasil na vanguarda da produção sustentável”, avalia. Entidades públicas e privadas tiveram imersão no campo A especialista em coordenação de projetos de cooperação internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO),[BZ5.1] Adriana Gregolin, destacou que a visita técnica permite compreender de forma mais concreta os desafios enfrentados pelos produtores no manejo de pragas. “É importante a gente ver o nível tecnológico que o produtor de algodão tem hoje na sua propriedade. É importante a gente saber das dores desse produtor em relação ao manejo de pragas, especificamente aqui no caso, o bicudo-do-algodoeiro.” Segundo ela, o avanço dos produtos biológicos representa uma mudança estrutural no modelo de produção agrícola e exige maior integração entre inovação e regulação pública. “A inovação tecnológica precisa vir para o campo para trazer soluções mais sustentáveis, soluções que tragam menor impacto à saúde humana e menor impacto ao meio ambiente. Os produtos biológicos são um caminho sem volta.” Para a pesquisadora e analista da Embrapa Algodão Bruna Tripode, o contato direto com o campo contribui para aprimorar políticas públicas e acelerar processos ligados à agricultura regenerativa. “Esse momento de troca de experiências, onde nós saímos das nossas mesas de análise no laboratório e viemos conhecer a realidade do campo e as dores do produtor rural, é fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias para o algodão produzido no Brasil.” Já o gerente de produtos da Anvisa, Juliano Malte, ressaltou que o diálogo entre produtores e reguladores é essencial para aperfeiçoar os processos de avaliação de novas tecnologias. “Para nós que ficamos no setor regulador é importante estarmos próximos do produtor rural, de onde é utilizada a tecnologia porque precisamos saber como é que isso de fato funciona na prática.” Integração entre biológicos e químicos Além das autoridades brasileiras, o encontro contou com representantes internacionais ligados à pesquisa agropecuária. A bióloga Daniela Vitti, mestre em gestão ambiental do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina (INTA), equivalente à Embrapa no país vizinho, destacou que as novas ferramentas biológicas não substituem completamente os defensivos convencionais, mas ampliam as possibilidades dentro do manejo integrado. Segundo ela, o combate ao bicudo ainda depende fortemente do uso de inseticidas químicos, o que torna estratégica a incorporação de novas alternativas mais sustentáveis. “Os produtos biológicos, que a gente está vendo aqui no campo hoje, eles vêm para somar a esse manejo. Não é uma ferramenta que vem para substituir o químico, mas sim para a gente fazer essa integração, o manejo integrado de pragas, com o uso dessas novas tecnologias.” A pesquisadora também ressaltou a importância da aproximação entre produtores e instituições de pesquisa no desenvolvimento de soluções adaptadas à realidade do campo. “É uma alegria imensa estar aqui hoje conhecendo o que o produtor e a pesquisa estão fazendo e desenvolvendo em conjunto para trazer soluções para a nossa agricultura brasileira.”

Jeans fortalece cadeia do algodão brasileiro
22 de Maio de 2026

No Dia Mundial do Jeans, especialistas destacam os avanços da produção nacional de denim e a valorização do algodão brasileiro no mercado têxtil.

Dia Mundial do Jeans: Como o denim nacional ganha identidade graças ao corpo brasileiro?
22 de Maio de 2026

Em 20 de maio de 1873, nascia oficialmente a calça reforçada com rebites de metal. Mais de 150 anos depois, o Dia Mundial do Jeans em 2026 consagra o tecido como o mais democrático do planeta. No Brasil, essa trajetória ganhou contornos únicos. Sendo o maior exportador global de algodão, o país desenvolveu uma cadeia produtiva completa. Entretanto, onde o design de autor se une à sustentabilidade para criar um denim com identidade própria e alta qualidade. Para entender essa evolução, grandes nomes do setor, parceiros do Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa que promove a fibra natural e o consumo consciente, revelam ao FFW como o corpo e a matéria-prima nacional ditam as regras do mercado contemporâneo. Curvas do Brasil Um dos grandes diferenciais do produto feito no Brasil está na capacidade de entender as curvas locais. No entanto, o estilista Gui Amorim, conhecido por suas silhuetas expressivas, aponta que a modelagem precisa dialogar diretamente com a diversidade do público. Conforme destaca o criador: “A mulher brasileira tem bunda, quadril, cintura fina, coxa, perna. É um corpo com volume, expressivo. Quem faz um jeans sem pensar nisso está muito longe de fazer um jeans brasileiro”. Essa visão anatômica é compartilhada pela grife Amapô Jeans, capitaneada por Carô e Pitty, que foca na irreverência e na herança cultural do país para desconstruir o tecido. Segundo Carô, a essência do trabalho está na observação bem-humorada das necessidades reais dos consumidores: “A brasileira, quando veste, olha muito para uma coisa: o bumbum. E a gente observa muito isso. Somos grandes estudiosas de bumbum, não importa a forma, o tamanho ou a textura”. Sustentabilidade na indústria Além do caimento perfeito, a responsabilidade ecológica se tornou o pilar central das tecelagens brasileiras. Aliás, Mara Jager, fundadora da Quinta da Glória, reforça que a preferência pela fibra natural de algodão é uma premissa inegociável de design para garantir a circularidade e o respeito ao meio ambiente. Mara detalha sua busca pelo produto atemporal: “O jeans ideal é uma peça em fibra de algodão puro, sem lavagens, que faz história no corpo. Que 20 anos depois ainda está sendo usada, surrada e rasgada. Um jeans bem feito é timeless”. Ademais, complementando a visão de durabilidade, o especialista Carlos Castro exalta a competitividade internacional e a infraestrutura integrada que o mercado brasileiro possui. De acordo com o profissional: “Diversas vezes ouvi de profissionais estrangeiros o quanto o jeanswear brasileiro é completo. Nossa qualidade é invejável. O fato de a origem da nossa matéria-prima estar localizada aqui impacta diretamente no controle de qualidade”. Dessa forma, o Dia Mundial do Jeans faz muito mais do que resgatar o passado de rebeldia da peça. Ele projeta um futuro promissor para a moda nacional.

Sistemas Abrapa