Abrapa promoveu o II Workshop de Manutenção Uster
11 de Março de 2019
11 de Março de 2019
25 de Agosto de 2026
06 de Março de 2019
Em linha com o tema “A cotonicultura como vitrine da agricultura para o amanhã”, o 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12ºCBA), que será realizado entre os dias 27 e 29 de agosto de 2019, em Goiânia/GO, incrementou os prêmios para estudantes, pesquisadores e professores-orientadores que submeterem seus trabalhos científicos sobre o algodão. Além disso, está dando ainda mais destaque para a pesquisa acadêmica na configuração espacial do congresso. Bolsas de estudo no valor de R$10 mil e participação em eventos nacionais e internacionais da cotonicultura fazem parte da estratégia da comissão científica do 12º CBA, para estimular a pesquisa científica nacional sobre a commodity. Nesta edição, além dos tradicionais pôsteres, os trabalhos também deverão ser apresentados em formato digital.
As inscrições para a premiação terão início no dia 03 de abril e encerram em 1º de julho. O 12º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA). Ao todo, serão selecionados 12 trabalhos científicos, em oito áreas de interesse: Produção vegetal; Agricultura digital; Colheita, beneficiamento e qualidade da fibra e do caroço; Controle de pragas; Fitopatologia/Nematologia; Matologia/Destruição de soqueiras; Melhoramento vegetal/Biotecnologia, além de Socioeconomia.
A premiação geral contempla estudantes, pesquisadores e profissionais. O primeiro lugar nesta categoria vai ganhar uma participação na World Cotton Research Conference, a ser realizada na Turquia, em 2020. O ganhador terá passagem, hospedagem e inscrição no evento pagas. Já o segundo lugar terá participação em evento nacional da cotonicultura, com as mesmas condições de logística financiadas. Professores-orientadores premiados, em 1º e 2º lugar, receberão uma bolsa de R$10 mil para orientar alunos em pesquisas sobre algodão na safra 2019/2020. Por fim, na categoria Estudantes, o graduando contemplado com o 1º lugar receberá uma bolsa de estudos também no valor de R$10 mil, e o pós-graduando premiado no 1º lugar terá assegurada a participação na Cotton Beltwide Conference 2020, que acontece nos Estados Unidos, também com passagem, hospedagem e inscrição pagas.
Estímulo
De acordo com o coordenador da comissão científica do 12º CBA, o engenheiro agrônomo e pesquisador do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Jean-Louis Bélot, a estratégia de dar mais ênfase aos trabalhos científicos e torná-los mais atrativos no 12º CBA veio da constatação do comitê científico de que, a cada ano, as universidades se envolvem menos com a pesquisa no algodão. “O que ouvimos na comunidade científica é que, por ser uma cultura de implantação mais cara e complexa, o algodão acaba preterido em relação a outros cultivos”, argumenta. Bélot também cogita, entre outras explicações, a distância entre as áreas de cotonicultura e os centros de maior tradição em pesquisa como um dos fatores a desestimular a escolha do algodão como objeto de estudo.
Segundo o presidente da Abrapa e também do 12º CBA, Milton Garbugio, é prioridade para os cotonicultores reverter este quadro, e o CBA é uma chave para isto. “Precisamos enfatizar a pesquisa em algodão no Brasil. Quase tudo o que temos em tecnologias vem de fora, mas a realidade de cada país e seus problemas são específicos. Muitos não têm interesse de ir a fundo nas nossas necessidades”, conclui Garbugio.
Para mais informações sobre o 12º Congresso Brasileiro do Algodão, acesse: www.congressodoalgodão.com.br
25 de Agosto de 2026
21 de Fevereiro de 2019
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, participou na quarta-feira, 20 de fevereiro, do 10º Encontro de Previsão de Safra Anec/Anea, promovido pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, em Brasília (DF). Durante o evento, foram apresentados os dados mais atuais sobre a safra de soja, milho e algodão, que permitem traçar prognósticos aproximados tanto de produção e produtividade, quanto de mercado, preço, custos, produtividade e rentabilidade. Os dados levantados na expedição Rally da Safra, que percorre as principais áreas produtoras das commodities no Brasil, foram expostos pelo presidente da Agroconsult, André Pessoa. Ele destacou a antecipação do plantio e da colheita em alguns estados, por conta de fatores climáticos, e ainda os efeitos da estiagem em áreas produtoras, que acarretou perdas na soja. No algodão, o veranico prolongado não chegou a causar problemas. As boas perspectivas de produção e produtividade da pluma devem compensar eventuais quebras na soja e no milho na rentabilidade do produtor.
O evento teve ainda um painel do qual participaram a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o secretário de Infraestrutura do Mapa, Marcelo Sampaio, o ex-secretário de Defesa do mesmo ministério, Luís Rangel, André Pessoa, os presidentes Aprosoja Brasil Bartolomeu Braz Pereira, e o da Anea, Henrique Snitkovski, com mediação do diretor da Anec e da Anea, Sérgio Mendes.
“A safra está muito bem. Foi plantada mais cedo no Mato Grosso, como safrinha, em função da colheita da soja ter sido antecipada. A cultura está bem implantada em todo o Brasil. Na Bahia, apesar de ter faltado um pouco de chuva, a produção deve ser muito boa, embora dificilmente se alcancem as mesmas produtividades do ano passado. No Mato Grosso, as chances são grandes. Vamos ter um ano de bons resultados”, disse Pessoa. Segundo o consultor, a produção do algodão vai ajudar a compensar a queda de rentabilidade na soja e no milho.
Sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que traz grandes oportunidades para o sojicultor brasileiro, André Pessoa afirma que o algodão também será beneficiado com o conflito, porém não na mesma proporção. “Apesar dos Estados Unidos terem essa restrição comercial, o algodão que entra na China, vira têxtil e depois é exportado não tem uma tarifação tão grande quanto aquele que eventualmente entra e é consumido no país. O impacto da tarifa é menor e a dependência da China em relação à importação do algodão americano não é tão grande quanto a da soja. Eles importam praticamente tudo o que consomem”, detalhou.
Certificações
Durante o painel, foram expostos os desafios e as oportunidades para o setor. Os participantes ressaltaram a sustentabilidade da produção brasileira como um diferencial de mercado. Neste sentido, os produtores nacionais, que obedecem à mais rigorosa legislação trabalhista e ambiental, têm buscado desafios ainda mais difíceis que os que a própria legislação impõe. “O agricultor brasileiro subiu á régua, com certificações muito mais complexas de sustentabilidade do que a própria lei, como é o caso do BCI, para o algodão, e do Soja Plus”, disse André Pessoa, referindo-se à Better Cotton Initiative (BCI), entidade suíça referência em licenciamento de algodão sustentável, que, no Brasil, opera em benchmark com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Abrapa.
A logística foi outro tópico abordado no encontro. Os participantes deram ênfase à necessidade de portos, rodovias e hidrovias. O presidente da Anea, Henrique Snitcovski destacou o impacto da super safra de algodão no escoamento da produção, que alongará o fluxo de embarques e consequentemente exigirá uma adaptação do produtor. “Nesta safra, o Brasil deverá exportar em torno de 1,6 milhões de toneladas de algodão. Em geral, as exportações brasileiras ficavam concentradas no segundo semestre, quando o país costumava embarcar de 55% a 60% das suas exportações. No próximo ano, teremos de exportar ao longo dos doze meses do ano. O mais importante desafio é a regularidade. O setor está trabalhando em conjunto em busca de alternativas de escoamento”, disse Snitcovski.
25 de Agosto de 2026
20 de Fevereiro de 2019
O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, foi empossado nesta terça-feira, 19 de fevereiro de 2019, presidente do Conselho de Administração do Instituto Pensar Agro (IPA), para o mandato 2019/2020. Na ocasião, a Abrapa foi ainda representada no Conselho Fiscal do Instituto pelo também vice-presidente, Júlio Cézar Busato, que preside a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). A Abrapa tem cadeira nas comissões de Comunicação, Alimentação, Relações Internacionais, Infraestrutura e Logística, Defesa Agropecuária, Tributária e de Política Agrícola.
Organização representativa sem fins lucrativos, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) foi criado por meio do acordo de cooperação técnica entre entidades do setor agropecuário, dentre elas a Abrapa, com o objetivo defender os interesses da agricultura e prestar assessoria técnica junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Criado no ano de 2011, o IPA atua no processo de institucionalização da agenda do setor, para fornecer respaldo técnico para os parlamentares se embasarem em prol de ações específicas que tramitam no Congresso Nacional.
“Cada vez mais, o papel de interlocução do IPA se fortalece, e, com isso, o agro brasileiro, também, porque o instituto, como o próprio nome sugere, é a entidade que tem como finalidade encontrar caminhos para que o agro se desenvolva, superando gargalos, tornando o país mais próspero e competitivo. A cotonicultura tem voz ativa no IPA desde que ele era apenas uma ideia. Como presidente do Conselho de Administração, sei da responsabilidade que tenho não apenas perante o setor algodoeiro, mas sobre o agro, como um todo”, afirma Schenkel.
Júlio Busato destaca a representatividade do IPA nas mais variadas cadeias produtivas, e o papel estratégico do Instituto de levantar os problemas, diagnosticar e propor soluções, fazendo com que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tenha argumentos e subsídios para defender os produtores. “A Abrapa não apenas tem contribuído para tornar efetivo o trabalho do IPA, como tem exercido protagonismo em questões cruciais, cujo alcance, ao propor e implementar soluções que impactam positivamente na cotonicultura, beneficia todo o agro do Brasil. A entidade é coordenadora de diversas pautas prioritárias dentro das comissões temáticas do IPA”, disse Busato, que desejou boa gestão para Alexandre Schenkel e para o novo presidente da FPA, Alceu Moreira (MDB-RS).
Atualmente, o IPA é composto por 43 entidades do setor produtivo agropecuário, que são responsáveis por levantar agendas de debates e questões relevantes, funcionando como canal interlocutor entre as entidades produtoras rurais e os parlamentares que estão envolvidos na causa.
25 de Agosto de 2026
20 de Fevereiro de 2019
O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, participou na noite da terça-feira (19/02), da cerimônia de posse da nova diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realizada em Brasília. Junto com Garbugio, compareceram à solenidade diversos presidentes das associações estaduais da Abrapa, além de executivos e técnicos ligados ao algodão. A cerimônia teve presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do alto escalão do Governo Federal, dentre eles, o vice-presidente Hamilton Mourão, os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Agricultura, Tereza Cristina, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O novo presidente da FPA, Alceu Moreira (MDB-RS), substituiu Tereza Cristina no cargo e seu mandato será de 2019 a 2020. Em torno de 800 pessoas presenciaram o evento, entre políticos, lideranças do agro, jornalistas, amigos e familiares dos 26 parlamentares que compõem a diretoria da Frente.
“A representatividade da FPA fica clara nesta cerimônia, bem como a importância do agronegócio, reconhecidamente, o motor da nossa economia. A fala do presidente da República enfatizou uma das prioridades da agropecuária brasileira, que é a segurança jurídica, necessária para que o produtor possa fazer com tranquilidade o seu trabalho, de produzir alimentos e fibras têxteis para a população, e gerar riquezas para o país”, comentou o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.
Em seu discurso, Bolsonaro saudou “os homens e mulheres em grande parte responsáveis pelo nosso PIB, a locomotiva da nossa economia”. Segundo o presidente da República, a urgência do Governo é aprovar as reformas que “farão o Brasil andar”. Ex produtor de arroz em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro disse sentir na pele o que é plantar e colher, e garantiu que o Governo Federal não apenas “não vai atrapalhar a produção agrícola, como vai ajudar, garantindo a segurança jurídica para a produção”. Para isso, ele ressaltou o papel estratégico do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente, representados pelos ministros Tereza Cristina e Ricardo Salles.
“Temos que levar em consideração todos os atores envolvidos no setor para produzir soluções inteligentes. A FPA é uma ferramenta de solução de vida coletiva para povo brasileiro e precisa ter esta responsabilidade. Precisamos ouvir as cabeças mais brilhantes, que conhecem os mais diversos temas, e ao mesmo tempo ouvir quem tem o poder de decisão sobre eles”, destacou Alceu Moreira.
25 de Agosto de 2026
19 de Fevereiro de 2019
Implantar um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) que vai proporcionar mais confiabilidade de resultados e, consequentemente, credibilidade nos mercados nacional e internacional, tem sido um dos mais importantes desafios dos laboratórios de análise de fibra de algodão que atendem aos cotonicultores do Brasil. Pensando nisso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, entre os dias 11 e 15 de fevereiro, dois cursos específicos em sua sede, em Brasília, o Leitura e Interpretação da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, e o de Formação de Auditores Internos pela ABNT NBR ISO 19011:2018. Ambos os treinamentos fazem parte do terceiro pilar do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), cujo objetivo é parametrizar, padronizar e harmonizar os resultados nos 11 laboratórios brasileiros, tendo como balizador o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA).
De acordo com o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, a ideia de realizar os dois treinamentos surgiu após auditorias internas nos centros de análise, que apontaram a necessidade de melhorias em processos para a implantação de um Sistema de Gerenciamento de Qualidade (SGQ) nos laboratórios de ensaios. O primeiro passo, explica Mizoguchi, era entender a própria norma, que faz parte da série ISO de normas internacionais, criada pela Organização Internacional de Padronização, para melhorar a qualidade de produtos e serviços, e reconhecida em todo o mundo. “Essa norma é específica para laboratórios e, por isso, a importância do treinamento Leitura e Interpretação”, diz o gestor, que celebra a grande adesão aos cursos, que tiveram representantes de nove dos 11 laboratórios do país. Ao final da capacitação, eles receberam o certificado de conclusão, que foi expedido pelo Senai.
Para o supervisor de laboratório da Associação Baiana dos produtores de Algodão (Abapa), Renato Possato, os cursos “foram dinâmicos, esclarecedores e agregaram muitas informações que não detínhamos”. Ele afirma que o Centro de Análise de Fibras da Abapa vai implantar, em breve, o SGQ. “Aumentar o contato com a norma ISO 17025 vai efetivar esse contato, e a formação de auditores internos de qualidade facilitará o processo de implantação do sistema”, concluiu.
25 de Agosto de 2026
29 de Janeiro de 2019
O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato, reuniu-se na sexta-feira (25/01) com o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Tollstadius Leal, na sede do órgão, em Brasília. No primeiro encontro dos representantes da cotonicultura com o novo secretário, Busato apresentou a agenda estratégica do setor algodoeiro e manifestou o apoio dos cotonicultores à nova gestão. "Esta é uma das mais importantes pastas do governo para o agro, pois a defesa agropecuária é condição necessária para a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no país. Por isso, o êxito na administração da Secretaria é crucial para a todas as cadeias produtivas da agropecuária brasileira", argumentou Júlio Busato, que participou da audiência acompanhado pelo diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Dentre as prioridades endereçadas a Guilherme Leal, dois assuntos foram destacados: a necessidade regulamentação, dando mais praticidade aos critérios para a revalidação de estoques de defensivos vencidos e a ação do Mapa na definição da nova lista de produtos para registro prioritário de defensivos, levando-se em conta as necessidades dos produtores de algodão. |
25 de Agosto de 2026
09 de Janeiro de 2019
Além do Programa de Regularização Tributária Rural destinado ao parcelamento do passivo da contribuição denominada Funrural, a Lei 13.606, de 09 de Janeiro de 2018, trouxe importantes inovações sobre a contribuição previdenciária dos produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.
Aos associados da ABCZ, duas das novidades acarretam relevante impacto sobre a forma e custo da contribuição, sendo que uma delas passou a valer a partir de 2019. Trata-se do caráter facultativo da contribuição.
Desde 01º de Janeiro, o produtor rural poderá optar por contribuir ao Funrural ou, alternativamente, sobre a folha de salários, que se trata da forma de contribuição adotada pela maioria dos empregadores urbanos.
Caso a opção seja por contribuir com base na folha de salários, esta deve ser manifestada com o recolhimento referente à competência de Janeiro. Portanto, é chegado o momento em que todos devem fazer os cálculos com apoio do seu contador ou advogado para decidir a forma de contribuição que seja mais eficaz para sua atividade rural. Essa decisão é irretratável e valerá para o ano todo.
A segunda inovação a ser destacada aos associados está vigente desde 2018 e impacta diretamente nos cálculos para a opção da forma de contribuição. A Lei 13.606* restabeleceu a isenção da contribuição ao Funrural sobre o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária, sobre a produção destinada ao plantio e reflorestamento, comércio de mudas e sementes e etc.
O principal objetivo dessa regra é excluir da incidência da contribuição ao Funrural os produtos que integram as etapas intermediárias da cadeia produtiva da pecuária e da agricultura.
Ao fazerem suas contas, todos aqueles que se dedicam à criação de gado para o melhoramento genético, reprodução, cria e recria devem ter em consideração que não mais incide a contribuição ao Funrural sobre a comercialização de seus animais (exceto para abate), embriões, sêmem e etc.
Identificando a parcela da receita da produção rural prevista para 2019 sujeita à incidência do Funrural, o produtor terá melhor condição para comparar os custos entre ambas as formas de contribuição.
Buscando prestar aos associados importantes esclarecimentos para o exercício da opção na forma de contribuição, destacam-se as dúvidas mais frequentes sobre o assunto:
A contribuição ao SENAR pelos empregadores rurais pessoas físicas permanece 0,2% sobre a receita bruta da comercialização da produção rural e está sujeita à retenção sobre as vendas aos adquirentes pessoas jurídicas.
Igualmente, as contribuições sociais a terceiros (ex: Incra e salário educação) que incidem sobre a folha de salários do empregador rural (alíquota 2,7%) são regulamentadas por legislação própria e permanecem inalteradas independentemente da opção pelo contribuição ao funrural ou folha de salários.
Assim como o fim da incidência em cascata do funrural sobre as etapas iniciais da cadeia produtiva, a possibilidade de optar a forma de contribuir para a Previdência Social é importante conquista dos produtores rurais e esse direito deve ser exercido de forma planejada. Logo, fica o alerta que a decisão deve ser tomada no primeiro mês de 2019.
A ABCZ permanece atuante e vigilante sobre as questões e desdobramentos que envolvam o Funrural, inclusive em relação à votação do PL 9.252/2017 que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional e tem por objeto convalidar na prática o efeito retroativo da Resolução do Senado n. 15/2017.
MARCELO GUARITÁ B. BENTO e MANUEL EDUARDO C. M. BORGES, advogados representantes da ABCZ e SRB como amicus curiae no julgamento do STF sobre funrural e membros do Comitê Tributário da Sociedade Rural Brasileira, que conta com a parceria e apoio da ABCZ.
CLAUDIO JULIO FONTOURA, Procurador Geral da ABCZ, especialista pela Universidade de Coimbra e mestre pela Universidade de Ribeirão Preto.
25 de Agosto de 2026
03 de Janeiro de 2019
O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, participou da cerimônia de posse dos secretários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a primeira da gestão da ministra Tereza Cristina, que, na ocasião, enfatizou, dentre outros temas, a atenção que a pasta dedicará à logística e às exportações. A solenidade ocorreu no auditório do Mapa, em Brasília.Em seu discurso, a ministra lembrou que a relevância do agronegócio na balança comercial brasileira, setor responsável por 44% das vendas externas do Brasil. Ela também ressaltou a necessidade urgente de melhoria na infraestrutura de logística, "para que os ganhos não se percam nas operações de transporte de produtos", disse.
Para Busato, o pronunciamento da ministra vai ao encontro das expectativas dos cotonicultores, especialmente, em um momento em que uma nova safra recorde de algodão já se anuncia, com expectativa de volume de 2,5 milhões de toneladas. "Essa safra deverá implicar também um recorde de exportações, uma vez que o mercado interno só absorve de 700 a 750 mil toneladas desse montante produzido, e todo o excedente será exportado", ponderou o vice-presidente da Abrapa, que também está à frente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
"Logística é competitividade. O algodão brasileiro tem ganhado mercado, principalmente, na Ásia e o mundo quer o nosso algodão, que tem qualidade excelente e é produzido em moldes sustentáveis. Hoje, a quase totalidade das exportações acontecem pelo Porto de Santos, que já atingiu toda a sua capacidade. Precisamos de alternativas de escoamento, para que a pluma chegue ao destino no tempo acordado com os compradores. Isso ajudará a solidificar a credibilidade do Brasil e do algodão brasileiro", afirmou Busato. "Os cotonicultores estão à disposição da ministra Tereza Cristina para buscar soluções para este e outros gargalos do agro. Desejamos a ela uma excelente gestão", concluiu.
25 de Agosto de 2026
11 de Dezembro de 2018
Com a presença de ministros e futuros ministros de estado, de representantes diplomáticos de vários países, políticos e agentes dos diversos elos da cadeia produtiva do algodão, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, transmitiu ao cotonicultor Milton Garbugio, o comando da entidade. A cerimônia de Posse do Conselho de Administração e Fiscal do Biênio 2019/2020 da Abrapa foi marcada pelo clima de otimismo gerado pela conjuntura atual da cotonicultura e a expectativa causada pela proximidade de um novo governo, que terá como ministra da agricultura a deputada Tereza Cristina, uma das presenças da noite. O evento foi realizado no espaço Unique Palace, em Brasília, no dia 05 de dezembro de 2018.
Em seu discurso, Alindo Moura lembrou o crescimento expressivo de produção e de área plantada com algodão nas últimas safras, respectivamente, de 111% e 68%, ante 2016. "Tive a boa sorte de ser presidente da entidade em uma época muito favorável, exceto, é bem verdade, pelas indefinições na conjuntura político-econômica do Brasil. Contudo, o clima ajudou às lavouras, os preços remuneraram bem o produtor, que, animado, plantou mais. No meu discurso de posse, arrisquei uma projeção. Disse que o Brasil poderia dobrar a produção de pluma em cinco anos e isso aconteceu ao longo das últimas três safras. Em parte, graças à retomada na ocupação de áreas que haviam retraído em safras anteriores, principalmente, em virtude de problemas climáticos", afirmou, repassando o desafio para o sucessor, Milton Garbugio.
"É totalmente factível dobrar a área nos próximos cinco anos, se continuarmos crescendo a uma média de 15% a cada safra. Me atrevo a deixar esse desafio para o Milton. Se mantivermos a média de produtividade dos últimos anos, vamos chegar a 2,7 milhões de toneladas de algodão", calculou.
Crescer com compromisso
Milton Garbugio ressaltou a larga trajetória da Abrapa na defesa da cotonicultura, ao longo dos seus 20 anos de existência, e disse que o objetivo da entidade é fazer a cotonicultura brasileira crescer com compromisso. "Saímos da condição de importadores para, ainda em 2001, garantirmos a autossuficiência da produção de algodão para o abastecimento da indústria nacional. Em 2019, para cada três fardos de algodão que produzimos, dois serão exportados. Precisamos eleger prioridades para pôr esse algodão no mercado mundial", disse. Dentre os pontos elencados, Garbugio destacou a necessidade de se melhorar a infraestrutura logística, de planejamento de portos, de manter a qualidade da fibra e promovê-la no mercado externo, de ganhar ainda mais credibilidade e avançar em sustentabilidade.
O novo presidente da Abrapa ressaltou ainda a importância do benchmark do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) com a Better Cotton Initiative (BCI), que elevou o Brasil ao posto de maior fornecedor mundial de algodão sustentável, licenciado pela BCI. As missões Compradores e Vendedores foram pontuadas como essenciais para a abertura e manutenção de mercados no exterior, diante da nova escalada da cotonicultura brasileira no ranking dos maiores exportadores mundiais, chegando ao posto de segundo colocado, atrás apenas dos Estados Unidos.
Agro forte
A cerimônia contou com a presença da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do atual ministro da pasta, Blairo Maggi. Os tons dos discursos deles foram diferentes, a primeira falando sobre a expectativa e o compromisso para o desenvolvimento do agro à frente do cargo, e o segundo, despedindo-se da função, rememorando as lutas da cotonicultura, da qual faz parte desde antes da criação da Abrapa. Ambos, contudo, reafirmaram a crença de que o agro, em especial, a cotonicultura, detém a chave para o desenvolvimento do Brasil. "Temos o dever de fazer o Brasil dar certo", afirmou a futura ministra.
"Aprendemos com os problemas do passado e, ao começarmos a plantar algodão, uma nova atividade, no cerrado, entendemos que precisávamos ser sustentáveis. Não queríamos o chamado 'voo de galinha, que alça aqui e cai adiante", relembrou Blairo Maggi. O ministro destacou a importância da Embrapa e da Fundação MT no desenvolvimento da cotonicultura, e o papel de representatividade da Abrapa no fortalecimento do setor. "Quando começamos os problemas eram diferentes. Hoje eles são ainda mais complexos. Conquistar um mercado é difícil e perder é fácil", afirmou.
Certificação
Uma das grandes conquistas do biênio encerrado foi a certificação internacional do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) pelo ICA/Bremen, instituição de referência mundial que congrega o Faserinstitut Bremen, o Bremen Fibre Institute (FIBRE) e o Bremer Baumwollboerse (BBB). Conquistando a chancela do instituto, o laboratório central, terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), passou a fazer parte de um seleto grupo de apenas 11 laboratórios no mundo, certificados pela mais importante instituição de testagem de resultados de HVI.
"Há dois anos, recebi da gestão anterior o laboratório pronto, totalmente concebido dentro dos padrões, e já pensado para ser habilitado à certificação internacional. Colocá-lo para operar já foi um grande desafio. No Brasil, ao contrário do que acontece nos EUA, em que todo processo é feito pelo USDA, são os produtores os responsáveis por fazer a checagem dos resultados laboratoriais. Lá, dos 80 laboratórios do gênero existentes, apenas um conquistou a chancela, em duas máquinas. Aqui, o nosso, com apenas dois anos e duas máquinas, já passou a fazer parte do grupo de somente onze laboratórios em todo o mundo a receber a certificação ICA/Bremen. Isso é motivo de grande orgulho", disse Arlindo Moura.
Reuniões
Antes da cerimônia de posse, a Abrapa realizou, na tarde do dia 5 de dezembro, a Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Representantes, na qual foi discutido o orçamento da Abrapa para 2019, e foi eleita, por aclamação, a chapa única para a nova diretoria da Abrapa, que congrega o Conselho de Administração e Fiscal do Biênio da Abrapa. Durante a manhã, representantes da Abrapa e associadas participaram da reunião da Câmara Setorial do Algodão e Derivados, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.
25 de Agosto de 2026