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Nota de repúdio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) contra a extinção da Lei Kandir

05 de Dezembro de 2017

A aprovação do projeto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 37/2007 na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), de autoria do Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e relatoria do Senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), que agora segue para votação em plenário, preocupa os produtores de algodão do Brasil, exigindo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tornar público o seu repúdio.



Isentar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de produtos não industrializados não é uma benesse a um determinado setor, é um investimento que colocou o Brasil em uma posição estratégica no mercado mundial de commodities, e fortaleceu os estados agrícolas, com ganhos compartilhados direta e indiretamente, pelos municípios, estados e União.



Tributar as exportações de produtos agrícolas é condenar o produtor de commodities, como o algodão, a arcar sozinho com um custo que, ao contrário de outros setores da economia, não pode ser repassado para o cliente final, uma vez que não é ele quem define o preço dos seus produtos, mas o mercado.



Depois da Lei Kandir, os estados em que a agricultura é a principal atividade econômica cresceram muito mais do que a média nacional. E esse crescimento não se dá apenas no âmbito individual de um produtor ou uma empresa, mas em cadeia.


À montante e à jusante da fazenda, o agro incorpora tecnologias, gera empregos, melhorias educacionais, infraestruturais e contribui para o acesso da população a alimentos e fibras mais baratos.



No afã de arrecadar mais para compensar a falta de eficiência na gestão, ou mesmo o uso indevido dos recursos públicos, o Governo impõe mais impostos. O Funrural, tributo recentemente guindado à força à constitucionalidade, já representou um duro golpe para o agro. Taxar excessivamente o setor que, comprovadamente, tem sustentado a combalida economia brasileira, em lugar de buscar soluções para ressarcimento dos estados – que hoje não recebem os repasses  integrais – está longe de ser uma decisão inteligente e vai condenar o país ao retrocesso. Acabar com a Lei Kandir será o tiro de misericórdia.



Arlindo de Azevedo Moura - Presidente da Abrapa

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CURTAS ABRAPA

04 de Dezembro de 2017

O presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, proferiu, na manhã da terça-feira (28), uma palestra na Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faesc), na qual apresentou um panorama do algodão brasileiro no contexto brasileiro e mundial. De lá, Moura e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, seguiram para Palácio do Governo, onde se reuniram com o governador Camilo Santana, e, na sequência, participaram da solenidade de lançamento do programa Algodão do Estado do Ceará. À tarde visitam o parque fabril da Nufarm, localizado no município de Maranacaú, e, ainda, um encontro com empresários da indústria têxtil.



Funrural – semana decisiva



A semana foi de acontecimentos muito esperados e decisivos para o agronegócio. Dentre os tópicos, o Funrural. A medida provisória 793/2017, prevista para ter sido votada na semana anterior, foi postergada para a segunda-feira (27), véspera do prazo final antes do texto caducar, mas não foi, por falta de quórum. Havia apenas 198 deputados presentes, dos 257 que seriam necessários. (Leia mais...)



Mesmo sendo uma possibilidade remota, a votação ficou para a terça-feira, o que não aconteceu. Nesse dia, foi discutido no Congresso Nacional, e negociado com a oposição, um Projeto de Lei com base no relatório da Dep. Tereza Cristina, a ser votado na próxima semana, em regime de urgência. O Projeto de lei passará por dois turnos de votação em cada casa (Câmara e Senado). Para sua aprovação, são necessários votos favoráveis da maioria absoluta (Câmara – 257 deputados / Senado – 41 senadores.).



Funrural – Urgência aprovada para o PL



A urgência para o PL 9206/17, que substitui a MP 793/17, foi aprovada por 325 deputados, somente após a inclusão do benefício de renegociação de dívidas para pequenos produtores (agricultura familiar), junto aos bancos públicos. O PL terá como relatora no plenário a deputada federal Tereza Cristina, vice-presidente da FPA. Durante o período de expectativas, incertezas e reviravoltas, a Abrapa  foi alertando os produtores por seus canais de comunicação, com esclarecimentos sobre cada cenário (aprovação ou não da MP), e o que deveria ser feito, caso o cotonicultor optasse por aderir ao PRR.  (Leia mais...)



A medida que foi rejeitada no Congresso como MP continha avanços para minorar a situação de inadimplência do Funrural, que foram ampla e intensamente trabalhados pelo setor e constavam do relatório da deputada Tereza Cristina. Reduzia significativamente (40%) a contribuição do Funrural, beneficiando a todos os produtores, inclusive àqueles sem passivo; assim como diminuía a entrada de adesão ao parcelamento para 1%, ao invés dos 4% originais, e conferiu descontos de 100% em multas, encargos e honorários.



Anvisa altera RDC do Paraquate



Após reunião realizada na manhã da terça-feira (28/11), a Anvisa (Dicol) decidiu alterar dois tópicos da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) Nº 177, que trata do banimento do ingrediente ativo Paraquate nos agroquímicos no Brasil e sobre as medidas transitórias de mitigação de risco. (Leia mais...)



O uso do produto como dessecante, que estava proibido desde a publicação da resolução, no último dia 21 de setembro, será permitido pelos três anos que antecedem a proibição total da molécula, caso não se apresentem novas evidências científicas que excluam o potencial mutagênico do Paraquate em células germinativas e garantam a exposição negligenciável em todas as etapas de possível contato com o produto.



A outra mudança se deu no prazo estabelecido para que seja anexado o Termo de Conhecimento de Risco e Responsabilidade à receita agronômica obrigatória para a aquisição de derivados do Paraquate. Antes, ele era de 60 e foi alterado para 180 dias.



Na cotonicultura, o Paraquate é usado basicamente para a destruição das soqueiras e tigueras e também nos sistemas de plantio direto na palha, não sendo aplicado como dessecante antes da colheita.



Benzoato de Emamectina - Proclaim 50 liberado



Na quarta-feira (29), o Mapa, por meio do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), concedeu o registro definitivo para o produto Proclaim 50, a base do ingrediente ativo benzoato de emamectina, importante para o combate da praga Helicoverpa Armígera. Os produtores de estados  em emergência fitossanitária para a helicoverpa (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí e Bahia) têm até o dia 30 de julho de 2018 para usar o produto importado, excepcionalmente liberado pela Portaria 2.293/17 para essa circunstância. O Ministério se comprometeu a editar uma portaria ou Instrução Normativa sobre o manejo desses estoques do produto antigo.



Reunião na BBM



O 2° conselheiro fiscal da Abrapa, Luiz Renato Zapparoli, participou da Reunião da Câmara Consultiva do Algodão, na sede da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), em São Paulo.


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MAPA publica nova relação dos membros da Câmara do Algodão

29 de Novembro de 2017

MAPA publica nova relação dos membros da Câmara do Algodão




Publicada hoje (29),  no Diário Oficial da União (DOU), a nova relação dos membros representantes dos órgãos e entidades integrantes da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados. A Portaria n°2.344 de 22 de novembro de 2017, assinada pelo ministro Blairo Maggi, passa a valer a partir da publicação e designa os seguintes componentes:






1-  Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - SPA/MAPA: Titular: SÁVIO RAFAEL PEREIRA; Suplente: SÍLVIO FARNESE;



2 - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA ALGODÃO: Titular: SEBASTIÃO BARBOSA; Suplente: LIV SOARES SEVERINO;



3- Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB: Titular: BRUNO PEREIRA NOGUEIRA; Suplente: SÉRGIO ROBERTO GOMES DOS SANTOS JÚNIOR;



4 - Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços - MDIC: Titular: EDUARDO VON GLEHN NOBRE; Suplente: CÉLIO LUIZ PAULO;



5- Ministério da Fazenda - MF: Titular: DAIANE RAMON DE ALCÂNTARA; Suplente: MÔNICA AVELAR ANTUNES NETTO;



6- Banco do Brasil S.A. -BB: Titular: GIOVANNI CHAVES; Suplente: VALÉRIA HISSA SOUZA;



7- Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB: Titular: HÉLVIO ALBERTO FIEDLER; Suplente: CARLOS ALBERTO MENEGATI;



8 - Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA: Titular: WALTER YUKIO HORITA; Suplente: ALAN FABRICIO MALINSKI;



9- Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal - SINDIVEG Titular: SILVIA DE TOLEDO FAGNANI; Suplente: FERNANDO HENRIQUE MARINI;



10 - Instituto Brasileiro do Algodão - IBA: Titular: HAROLDO RODRIGUES DA CUNHA; Suplente: GUSTAVO RODRIGUES PRADO;



11 - Bolsa Brasileira de Mercadorias - BBM: Titular: RODRIGO CARVALHO SANTIAGO; Suplente: FRANCISCO RENATO LINHARES TAVARES;



12- Associação Baiana dos Produtores de Algodão - ABAPA : Titular: JÚLIO CÉZAR BUSATO; Suplente: LUIZ CARLOS BERGAMASCHI;



13 - Associação Brasileira de Sementes e Mudas - ABRASEM: Titular: CLAUDIO MANUEL DA SILVA; Suplente: LUCIANO BICALHO FONSECA;



14 - Associação dos Cotonicultores Paranaenses - ACOPA R : Titular: ALMIR MONTECELLI; Suplente: KATSUMI SERGIO OTAGUIRI;



15 - Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção - ABIT: Titular: FERNANDO VALENTE PIMENTEL; Suplente: SÉRGIO ARMANDO BENEVIDES FILHO;



16 - Associação Brasileira dos Produtores de Algodão - A B R A PA : Titular: ARLINDO DE AZEVEDO MOURA; Suplente: MILTON GARBÚGIO;


17 - Associação Goiana dos Produtores de Algodão - A G O PA : Titular: CARLOS ALBERTO MORESCO; Suplente: DULCIMAR PESSATTO FILHO;



18 - Associação Maranhense dos Produtores de Algodão - AMAPA: Titular: EDUARDO SILVA LOGEMANN; Suplente: AURÉLIO PAVINATO;



19 - Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão - AMPA: Titular: ALEXANDRE PEDRO SCHENKEL; Suplente: PAULO SÉRGIO AGUIAR;



20 - Associação Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF: Titular: WAGNER DE PROENÇA JANJACOMO; Suplente: MARCELO MAGURNO;



21 - Associação Nacional dos Exportadores de Algodão - ANEA Titular: MARCO ANTONIO ALUISIO; Suplente: HENRIQUE SNITCOVSKI;



22 - Associação Paulista dos Produtores de Algodão - A P PA : Titular: PETER DERKS; Suplente: RUDY SCHOLTEN;



23 - Associação Piauiense dos Produtores de Algodão - A P I PA : Titular: AMILTON BORTOLOZZO; Suplente: FRANCISCO DE SALES BATTISTI ARCHER;



 24 - Associação Mineira dos Produtores de Algodão - A M I PA : Titular: INÁCIO CARLOS URBAN; Suplente: LÍCIO AUGUSTO PENA DE SAIRRE;



25  - Sociedade Nacional de Agricultura - SNA: Titular: HÉLIO GUEDES SIRIMARCO; e Suplente: ANTONIO MELO ALVARENGA NETO.




Secretária :  ISABEL REGINA FLORES CARNEIRO



Consultor Especial:  SÁVIO RAFAEL PEREIRA

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CURTAS ABRAPA

24 de Novembro de 2017

Tradição das terças-feiras em Brasília, na quarta-feira (22) houve a reunião almoço da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Na pauta, Funrural, Lei de Proteção de Cultivares, transportes rodoviários de cargas, PL 8456/17 (contribuição previdenciária sobre a renda bruta) e PLP 100/11 (que possibilita aos municípios que tenham disponibilidade de caixa depositem recursos em cooperativas de crédito). Representando a Abrapa, o diretor executivo Marcio Portocarrero.




Terça-feira (21/11)





  • A Abrapa participou do IV Simpósio do Agronegócio, que aconteceu na terça-feira (21), com uma apresentação sobre as principais perspectivas para a cotonicultura na safra 2017/18, ministrada pelo gestor de Sustentabilidade da associação, Fernando Rati. Na ocasião, vice-reitora recebeu a camiseta do movimento Sou de Algodão.



Quarta-feira (22/11)






  • Na sede do Instituto Pensar Agro (IPA), a Abrapa participou de reunião do conselho jurídico do instituto. Na pauta, ADPF 489 e ADI 5553.





  • A associação se fez presente em reunião na sede da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) para discutir  a adequação do software australiano para registro de defensivos, que servirá de parâmetro para o brasileiro.



Quinta-feira (23/11)






  • Na sede da Embrapa, na capital federal, a Abrapa prestigiou a solenidade de comemoração de 10 anos do GENCS – Laboratório Global de Estudos Ambientais e Segurança Alimentar da Basf.





  • Em São Paulo, a entidade, representada pelo presidente Arlindo de Azevedo Moura, assistiu às palestras de comemoração do XXXVI Jantar da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), assim como do coquetel e do jantar.




Sexta-feira (24/11)





  • Em Brasília, na sede da Abrapa, o IBA realiza o II Encontro de Gestores de Comunicação do Setor Algodoeiro do Brasil. Além de trocar experiências e peculiaridades da comunicação em seus estados, os gestores assistiram a uma apresentação da professora Silvana Ribeiro, consultora do IBA, e conheceram o case do movimento Sou de Algodão.

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Audiência com o ministro Blairo Maggi

23 de Novembro de 2017

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, recebeu na tarde da quarta-feira (22), em seu gabinete, representantes da Abrapa, das suas associadas Ampa (Mato Grosso) e Abapa (Bahia), além da Aprosoja e de consultores jurídicos. Na pauta, a Medida Provisória de número 793/2017, que precisa ser votada hoje, sob pena de ter o prazo expirado. A MP 793 institui o Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), uma das soluções para minimizar o impacto da cobrança retroativa de débitos dos produtores, após o imposto – que já havia sido julgado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) – ser legalizado pela mesma corte, em 30 de março deste ano. A MP traz alterações propostas pelo relatório da deputada Tereza Cristina (PSB-MS), vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), à frente da comissão especial que analisou a matéria.




Os representantes do agro também trataram com o ministro de questões como a Lei de Defensivos e a venda de terras para estrangeiros. Além do vice presidente da Abrapa, Júlio Busato, que também preside a Abapa, e do presidente da Ampa, Alexandre Schenkel, a audiência teve a participação do ex-presidente da Abrapa e ex assessor especial do Mapa, Sérgio De Marco, e dos diretores executivos Marcio Portocarrero (Abrapa) e Décio Tocantins (Ampa)



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Abrapa propõe estudo de embarques de algodão pelo N/NE

23 de Novembro de 2017

Exportar parte do algodão produzido no Brasil pelos portos do Norte e do Nordeste do país pode ser a alternativa para diminuir a pressão sobre o Porto de Santos, e, consequentemente, os atrasos no embarque da pluma brasileira, agravados no ciclo 2016/2017 pela falta de contêineres e de caminhões no período de pico da safra. A solução foi apresentada na terça-feira (21/11), pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), durante a 57a Reunião Ordinária da Câmara Temática de Infraestrutura e logística (CTLOG) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.



A proposta foi detalhada pelo vice-presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, que preside a Câmara Temática de Insumos da Agropecuária (CTIA), na qual o assunto já vem sendo estudado. A ideia é que as duas câmaras, e também a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, trabalhem em conjunto para encontrar uma resposta para o problema.



Segundo Busato, a alternativa mais viável é criar novas rotas, com frequência regular, nos portos das regiões Norte e Nordeste do país, e relocar para estes a produção do chamado Matopiba, acrônimo referente às áreas agrícolas de cerrado nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí, e Bahia, sendo esta última o segundo maior produtor de algodão do Brasil. De acordo com Júlio Busato, que também é presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), o estado vem fazendo alguns embarques pelo Porto de Salvador, e a associação estadual intensificou as conversas com o Grupo Wilson Sons, operador do Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon).



"Hoje, de 1,8 milhão de toneladas de pluma que o Brasil exporta, em torno de 800 mil toneladas abastecem o mercado interno e o restante é exportado, principalmente, para a região sudeste da Ásia. Não há expectativa de um aumento considerável do consumo no mercado interno. Então, para o setor algodoeiro nacional crescer, é imperativo exportar. Mas o comprador quer ter segurança de que terá o algodão na hora e no lugar certos", explica Busato. Atualmente, 90% do algodão brasileiro saem pelo Porto de Santos.



De acordo com o levantamento de intenção de plantio da Abrapa para 2017/2018, o Matopiba deve produzir em torno de 575 mil toneladas de pluma. Deste total, cerca de 60% são para exportação.



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CURTAS ABRAPA

20 de Novembro de 2017

No próximo dia 6 de dezembro, a Abrapa lançará a nova edição do estudo "A Cadeia do Algodão Brasileiro: Safra 2016/2017 – desafios e estratégias". Desde a primeira vez em que foi publicado, em 2011, ganhou duas atualizações, sendo a penúltima, em 2013, e a mais recente, em 2017, que traz avanços em relação aos números, com a inclusão das estimativas de movimentação financeira dos produtos de algodão no setor de confecções e varejo.



Conduzido pela Markestrat, sob a coordenação do professor Marcos Fava Neves, o livro envolveu sete pesquisadores com dedicação exclusiva, cinco meses de trabalho, 55 fontes de dados primários e secundários consultadas, 10 depoimentos de associações estaduais e 14 depoimentos de lideranças representantes de diferentes negócios da cadeia, incluindo associações.



 O mapeamento da cadeia produtiva do algodão se constitui em um rico material de pesquisa e de memória do setor. Além disso, pode balizar a tomada de decisões, seja por produtores, investidores e financiadores, baseadas em dados fidedignos que não apenas retratam uma conjuntura instantânea, mas a trajetória histórica da atividade, no modelo que vem se consolidando desde o seu deslocamento para as áreas de cerrado.

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Registro definitivo do benzoato de emamectina mais próximo de se tornar realidade

10 de Novembro de 2017

Na mesma semana em que foi publicada a Portaria de número 2.293, de 06 de novembro de 2017, ampliando o prazo do período de emergência fitossanitária para a lagarta helicorverpa em seis estados (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí, Maranhão e Bahia), os produtores de algodão receberam uma das notícias mais aguardas pelo setor: a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do inseticida Proclaim 50,  da Syngenta, no Brasil, cujo princípio ativo é o benzoato de emamectina. Um parecer favorável do Ibama já havia sido expedido em outubro, faltando, agora, apenas a manifestação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o terceiro órgão da tríade responsável pelo registro de químicos agrícolas no país. A expectativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) é que a avaliação agronômica do Mapa ocorra nos próximos dias.



Hoje, o produtor rural só pode utilizar o benzoato de emamectina em suas lavouras durante a emergência fitossanitária para a helicoverpa. A molécula se mostrou a mais eficaz no combate à praga e também para outras espécies do complexo de lagartas. Quando sair o registro definitivo do Proclaim 50, os cotonicultores pedirão um prazo de 12 meses ao Governo Federal para esgotar o estoque do benzoato importado, que, segundo estima a Abrapa, ainda seria suficiente para uma safra brasileira. "Esse produto não pode ser descartado. Teve um custo e precisa ser utilizado, antes da aquisição do novo insumo", explica o presidente da entidade, Arlindo de Azevedo Moura, afirmando que a notícia do posicionamento da Anvisa foi muito bem recebida pelo setor.



O Proclaim 50 não traz mudanças substanciais em relação à molécula que se importava. É rotulado como "Classe 1", com limitação de uso. Segundo a bula, o produto é um inseticida seletivo, que interrompe os impulsos nervosos das lagartas de diversas lepidópteras. Logo após a exposição e a ingestão, as larvas param de se alimentar e ficam paralisadas irreversivelmente. A mortalidade máxima é obtida depois de três a quatro dias.



A Syngenta deu entrada no processo regulatório em 23 de agosto de 2013 junto ao Ibama, Anvisa e Mapa. Cada um desses órgãos realiza uma avaliação específica e independente dos demais. O Ibama é responsável por compor um dossiê ambiental, no qual é avaliado o potencial de periculosidade do produto (PPA). O Mapa checa a eficiência e o potencial de uso na agricultura, por meio de um estudo agronômico, enquanto a Anvisa elabora o dossiê toxicológico, mensurando os riscos da substância para a população, definindo os níveis de resíduos que podem conter nos alimentos e as condições de uso quanto à segurança de quem aplicará a substância na lavoura. A expedição do registro fica a cargo do Mapa.




Cadastro Estadual


 


 


 Após a aprovação do registro do Proclaim 50 pelo Mapa, tem início a etapa estadual, quando a empresa detentora, no caso, a Syngenta, terá de submetê-lo a cada um dos órgãos competentes nas unidades da federação. O prazo para que o processo se complete dependerá de cada estado.


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CURTAS ABRAPA Resumo

10 de Novembro de 2017

Com a presença do presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o GT de Tecnologia da associação se reuniu na sexta-feira (10/11), na sede da entidade, em Brasília. Na pauta, diversos tópicos para avaliação:




  • Proposta da USP para a implementação de um projeto de pesquisa, desenvolvimento, inovação e automação voltado ao desenvolvimento de um chip que poderá ser utilizado na rastreabilidade do algodão.



  • Proposta da Universidade Federal de Santa Catarina/ Faculdade de Engenharia Industrial (UFSC-FEI), de parceria com a Abrapa, para a implantação do Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Integradas do Algodão – LEDETEC



  • Apresentação pela Bayer – Divisão Crop Science – dos resultados da pesquisa de "refúgio" realizada no Brasil.


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Modelo brasileiro de retomada da cotonicultura inspira argentinos

03 de Novembro de 2017

Região que já foi expressiva na cotonicultura argentina, a província do Chaco, que cultiva em torno de 85 mil hectares de algodão, busca, no Brasil, modelos para uma possível retomada. Os diálogos com cotonicultores brasileiros se fortaleceram há dois meses, quando lideranças em produção de algodão no país vizinho procuraram a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para conhecer o programa de qualidade Standard Brasil HVI (SBRHVI) e o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Na última semana, os laços entre os dois países foram estreitados, durante o 1° Congresso Internacional do Algodão, realizado no dia 27 de outubro, na cidade de Sáenz Peña. A Abrapa apresentou, na ocasião, um panorama atual do setor algodoeiro no Brasil, seu modelo de governança e as iniciativas da associação em sustentabilidade, através do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR).



De acordo com o diretor-executivo da entidade, Marcio Portocarrero, a história de retomada na cotonicultura do Brasil, sob novos parâmetros, após um período em que a atividade quase foi extinta, inspira os argentinos. "A situação é semelhante em vários aspectos, mas o que mais chamou atenção deles foi que esse novo capítulo na produção de algodão aqui foi protagonizado pela iniciativa privada. Eles entenderam que não podem apenas esperar que o governo faça o que tem de ser feito, mas liderar a própria mudança", afirma Portocarrero.



O congresso teve como tema "Semear algodão e colher futuro" e reuniu em torno de 600 pessoas, principalmente, produtores de pequeno porte, pesquisadores, estudantes e  consultores, além do segmento de máquinas e implementos agrícolas.


O ministro da Produção da província do Chaco, Gabriel Tortarolo, destacou a iniciativa privada como o "verdadeiro motor da cadeia algodoeira". Segundo ele, o governo aguarda o posicionamento dos produtores acerca do que entendem que deveria ser a ajuda governamental. "Foi fabuloso que o epílogo do congresso tenha sido com o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão. Espero que possamos chegar ao que, hoje, representa o Brasil", disse.



Em sua palestra, Marcio Portocarrero também destacou o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde 2013, opera em benchmarking com a entidade internacional Better Cotton Iniciative (BCI). Hoje, 30% de toda a fibra sustentável no mundo têm origem em lavouras brasileiras.



Com a retomada do cultivo, a província do Chaco, que plantou 85 mil hectares em 2016/2017, espera chegar, em breve, a 150 mil hectares. No período, a Argentina plantou, ao todo, aproximadamente, 376 mil hectares de algodão, com produção de 195 mil toneladas de pluma. A produtividade média no país é de 519 quilos de pluma por hectare, menos da metade da obtida no Brasil no mesmo período, que foi de 1,2 mil quilos por hectare.


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