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Semana #worldcottonday - Cotonicultura do Brasil fez da diversificação o caminho para a proteção sustentável de cultivos

18 de Outubro de 2020

#worldcottonday


Quando um consumidor opta por uma roupa de algodão, ele mostra que, além de muito estilo, faz escolhas que são mais "gentis" para o planeta. O algodão é natural, biodegradável, reciclável, e não contamina os rios e mares com micropartículas nocivas ao meio ambiente a cada vez que a peça é lavada. E quando o algodão é produzido no Brasil, além de tudo isso, quem o compra pode ter certeza de que ele também é sustentável, porque foi produzido dentro de padrões criteriosos e internacionalmente reconhecidos de boas práticas ambientais, sociais e econômicas.



Atualmente, 77% das lavouras brasileiras são chanceladas pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e pela Better Cotton Initiative (BCI). O ABR, certificação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e a BCI, organização suíça referência em licenciamento de fibra sustentável, operam no Brasil em benchmark desde 2013. Essa atuação conjunta por uma produção responsável de algodão é um caso de sucesso que tem contribuído para impulsionar a imagem da fibra brasileira no mundo e conquistar a preferência das indústrias, sempre atentas às demandas de consumidores cada vez mais conscientes.



Suando a camiseta



Para chegar ao status de fornecedor de algodão sustentável, o produtor tem de ralar muito para seguir protocolos e cumprir um extenso check list. O Brasil é campeão nesse quesito. Segundo a BCI, em seu relatório lançando em junho deste ano, o Brasil detém a maior parte do algodão chancelado pela entidade. Em 2019, a participação nacional no montante global foi de 36%. Números, protocolos, certificações e licenciamentos já seriam motivo de sobra para o país se orgulhar desse posto, mas se a gente levar em consideração o desafio que é produzir algodão no Brasil, essa vitória fica ainda mais saborosa.



Primeiro, é preciso esquecer aquele negócio de que, aqui, em se plantando tudo dá. Dá, sim, muito trabalho, porque o mesmo clima, o mesmo solo e as condições que fazem as plantas crescerem rapidinho, também são tudo de bom para pragas, doenças e ervas daninhas, os chamados inimigos das lavouras. Para complicar, como aqui não temo invernos com neve ou clima de deserto, esses bichinhos e plantas não desejáveis têm vida boa o ano inteiro. Por isso, é preciso investir em proteção de cultivos.



De acordo com o consultor agronômico Celito Breda, que também é produtor rural na Bahia e supervisor do programa fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), manter esses "carinhas" fora das lavouras custa caro para o produtor. "Somando-se o valor dos defensivos e o dos royalties, pode-se gastar em torno de 30% a 40% do custo total médio de produção, por hectare, somente com proteção de cultivos. No caso do algodão, esse custo pode chegar a US$ 1mil dólares por hectare", diz.



Não bastasse isso, a cada safra, as pragas, doenças e ervas daninhas ficam mais resistentes, e, da mesma forma como acontece com os antibióticos que a gente toma quando está doente, com o passar do tempo, eles tendem a deixar de fazer efeito. Então, novas moléculas precisam entrar em circulação – o que, no Brasil, pode levar até dez anos para acontecer – ou uma quantidade maior de produto precisará ser utilizada, o que não é bom nem para o meio ambiente, nem para as pessoas, nem para o bolso do produtor.



Junto e misturado



O jeito inteligente que o cotonicultor brasileiro encontrou para proteger suas lavouras foi o Manejo Integrado de Pragas (MIP). Significa um arsenal de tecnologias químicas, biológicas e mecânicas, além de outras práticas fitossanitárias utilizadas estrategicamente no combate. Por exemplo, o pior inimigo das lavouras de algodão é um besouro, o bicudo-do-algodoeiro. Para combatê-lo, além do controle com inseticida, é preciso uma série de procedimentos, como erradicar todas as plantas de algodão do campo após a colheita, para cortar o fornecimento de comida para o bicudo na entressafra.



Os produtores de algodão no Brasil, através da Abrapa e em convênio com a Embrapa, IMAmt e universidades nacionais e internacionais, estão pesquisando e buscando desenvolver um algodão geneticamente resistente ao bicudo. Se conseguirem, serão pioneiros no mundo e muito menos químicos precisarão ser usados no combate.




Segurança atestada



Apesar das vantagens de reduzir o uso de defensivos químicos, proporcionada pelo MIP, é importante dizer que os produtos fitossanitários em uso no Brasil são seguros. Eles são desenvolvidos por empresas que empregam ciência e tecnologia de ponta. Para que um novo produto chegue aos produtores rurais, é preciso muita pesquisa e avaliações rigorosas de qualidade. São necessários cerca de 12 anos de estudos e investimento aproximado de US$ 250 milhões para que uma nova substância possa ser utilizada.



Antes de serem liberados para os agricultores, os produtos são avaliados e registrados junto aos órgãos reguladores responsáveis pelas áreas de agricultura (Mapa), saúde (Anvisa) e meio ambiente (Ibama). Os procedimentos regulatórios adotados pelo Brasil fizeram com que, nos últimos 40 anos, as doses dos produtos fitossanitários fossem reduzidas em quase 90% e a toxicidade aguda, em mais de 160 vezes.



"Pragas" do bem



Nos últimos anos, o emprego dos famosos "inimigos naturais" de pragas e doenças tem crescido bastante. Só no Brasil, em 2019, o incremento no uso dos chamados defensivos biológicos foi de 15% e, no mundo, de 7%. Até 2014, existiam 60 produtos registrados no país e, em 2019, esse número passou de 260. Atualmente, o controle biológico no país já está presente em 23 milhões de hectares de lavouras. Os defensivos biológicos são divididos em "microbiológicos" (fungos, vírus e bactérias) e macrobiológicos (insetos, etc). Eles são cultivados/produzidos nas biofábricas, nas próprias fazendas ou em laboratórios, para serem utilizados nas lavouras, para o controle fitossanitário.



Um dos exemplos mais bacanas é o da vespa Trichogramma pretiosum, o terror das lagartas, que, por sua vez, são o pesadelo do produtor de algodão. As fêmeas dessas vespinhas minúsculas usam os ovos de determinadas espécies de lagartas como hospedeiros para os seus próprios ovos. Quando isso acontece, os ovos de lagarta inoculados pela vespa mudam de cor, e, entre sete e doze dias depois, esses ovinhos eclodem e ao invés de lagartas, nascem... vespas, que vão pôr seus ovos nos de outras lagartas, ajudando a diminuir a incidência destas nos campos. As biofábricas criam as lagartas e as vespas ao mesmo tempo, e os ovos inoculados viajam de drone para as plantações onde são espalhados via aérea.



Atualmente, diversas associações estaduais de produtores de algodão associadas da Abrapa possuem ou estão montando biofábricas, nos estados de Mato Grosso, Minas Gerais e Goiás. Além do trichogramma, elas também multiplicam vírus, bactérias e fungos, para combater insetos (bioinseticidas), vermes (bionematicidas) e fungos (biofungicidas) nocivos às lavouras.



Diversificar é preciso



O vice-presidente da Abrapa, Júlio Busato, diz que embora muitos produtores relatem uma diminuição dos custos com defensivos químicos, por conta da entrada dos biológicos, o fator econômico não é o mais relevante. "A palavra-chave é diversificação. Agregamos novos aliados ao nosso Manejo Integrado de Pragas (MIP). Isso é bom em vários sentidos, até para aumentar a vida útil das moléculas que estão no mercado", diz.



A questão, segundo Busato, é que a grande biodiversidade do Brasil e as condições de clima e solo do nosso país tropical promovem a rápida mutação dos organismos e a resistência deles aos princípios ativos, em tempo mais curto do que nos países que concorrem no agro com o Brasil.



Apesar desse exército microscópico (ou quase) ter se mostrado poderoso, Busato diz que não dá para contar apenas com eles. "São práticas associadas, que incluem o Vazio Sanitário e a rotação de culturas, para quebrar o ciclo dessas pragas, doenças e ervas daninhas, diminuindo a pressão delas na safra seguinte".



"Ainda assim, com tantos fatores em contrário, nossa produtividade no algodão é duas vezes maior do que a dos nossos colegas agricultores dos Estados Unidos e quatro vezes a dos indianos, sendo que a Índia é, hoje, o maior produtor mundial de algodão. Isso é resultado de um trabalho bem feito. As altas produtividades também ocorrem na produção brasileira de grãos. Nos últimos 35 anos, ela cresceu quase 200%, enquanto a área, apenas 28%", afirma, lembrando que sem lavouras de grãos, como soja e milho, na matriz produtiva das fazendas, não se planta algodão no Brasil. O Manejo Integrado de Pragas e as altas produtividades que ele ajuda a alcançar, está diretamente relacionado à proteção da vegetação do cerrado, já que quando se colhe mais por hectare, menos terra é necessário para ampliar a produção. "Graças às boas práticas e muita tecnologia, 66% do nosso cerrado está preservado e o algodão é a fibra que movimenta o Brasil", conclui Júlio Busato.


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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

16 de Outubro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #40


Algodão em NY - Esta semana, no retorno do feriadão Chinês, a bolsa local (ZCE) subiu 14%, mostrando a força da recuperação econômica do gigante Asiático.  O contrato dez/20 em NY fechou ontem a 69,22 U$c/lp, com alta de 2,6% nos últimos 7 dias, maior valor desde 21/Fev.


Altistas - O setor têxtil da China está em ritmo acelerado. É o que mostra o relatório desta semana da Cotton China.  As fiações estão trabalhando a plena capacidade e não pararam durante o feriado. A demanda está vindo tanto do mercado interno quanto de exportação. Muitas indústrias já venderam toda sua capacidade até o final do ano.


 Altistas 2 - O diferencial de preços entre o algodão importado e o doméstico está crescendo ainda mais em favor das importações na China.  Ou seja, está mais barato importar algodão do que comprar internamente no país. Entretanto, a cota adicional prometida pelo governo ainda não chegou aos compradores, mas é esperada em breve.


 Altistas 3 - Os dados semanais de progresso da safra do USDA divulgados nesta terça-feira mostraram que 26% do algodão foi colhido nos EUA na semana encerrada em 11/out, 17% na semana anterior.  No entanto, o relatório também mostrou que apenas 40% do algodão estava em boas/excelentes condições, inalterado em relação à semana anterior.  Além disso, o mercado ainda está tentando avaliar as reais perdas causadas pelos furacões que atingiram as regiões produtoras.


Baixistas – As notícias de uma segunda onda de COVID-19 na Europa estão deixando os mercados apreensivos. Essa incerteza fez com que as ações europeias caíssem drasticamente, o que se espalhou para as bolsas de valores dos EUA.


Baixistas 2 – Voltando ao algodão, os números do relatório de outubro do USDA, divulgados semana passada, mostraram pouca mudança em relação a setembro.  Vale destacar que a relação estoque/uso prevista para o final deste ano comercial (20/21) no último relatório caiu de 92% para 88,5%.  Mesmo assim, este número ainda é visto como baixista pela maioria dos analistas.


Safra EUA – Ainda sobre o relatório de outubro do USDA, importante destacar que houve surpresa geral no mercado com os números praticamente inalterados para a safra do país, mesmo após os significativos problemas climáticos enfrentados.   É esperado um ajuste dos números no relatório que sai 10/nov, entretanto.


China - Enquanto a Europa vive momentos de apreensão com uma segunda onda de Covid-19, na China, com o controle precoce da doença, a economia já retornou aos níveis pré-pandemia.


Turquia - Com a safra nova sendo colhida no país, compradores no momento estão esperando para ver como a safra irá performar para retomar as compras internacionais.  Estima-se que os Turcos já compraram 100 mil toneladas de algodão brasileiro desta safra.


 Austrália - Segundo a imprensa australiana, fiações chinesas estão sendo instruídas a parar de comprar algodão do país, à medida que crescem as especulações de que uma tarifa está prestes a ser aplicada.  Acrescentam que o algodão australiano pode enfrentar tarifas de até 40% devido às tensões políticas entre os países.


Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 65%; Bahia: 80%; Goiás: 81%; Minas Gerais: 78%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 49%; Piauí: 88%; São Paulo: 100%; Tocantins: 80% e Paraná: 100%. Média Brasil: 70% beneficiado.


Exportações - Excelente início de mês com exportações nos primeiros 7 dias úteis de outubro em 82,2 mil toneladas.  Ano passado em outubro foram exportadas 288 mil toneladas e este ano o número precisa ser maior.


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Semana #worldcottonday - Abrapa evidencia sustentabilidade do algodão na moda brasileira em webinar da FAO

09 de Outubro de 2020

​#worldcottonday


Um dia apenas seria pouco para a grande agenda mundial de comemorações pelo Dia Mundial do Algodão (#WorldCottonDay) no Brasil. A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que deu início às atividades especiais para celebrar a data no último domingo (5/10), e prossegue com as ações até o próximo sábado (10/10), participou nesta quinta-feira (8/10) de mais um webinar internacional, promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), para apresentar o movimento Sou de Algodão, em linha com o tema do evento: "Moda sustentável, um olhar sobre o presente e o futuro da moda". O encontro virtual fez parte da série de webinars "Juntos somos Mais Algodão", que reúne participantes da América Latina e África, dentro do escopo do projeto Mais Algodão, integrado pela FAO, OIT, Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC).



O movimento Sou de Algodão foi lançado pela Abrapa, em 2016, para fortalecer a fibra natural no mercado brasileiro. A iniciativa foi apresentada pela coordenadora Silmara Ferraresi. Com números, estratégia e resultados, a gestora mostrou como o Brasil – que elegeu a sustentabilidade como bandeira já nos primeiros anos de existência da associação; já detinha as maiores produtividades de algodão em sequeiro do mundo; entregava rastreabilidade fardo a fardo, e, desde 2013, teve o protocolo do seu programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) unificado ao da mais relevante organização internacional de reconhecimento de fibra produzida em padrões justos e corretos, a BCI – deixava de comunicar ao consumidor final seu grande diferencial de sustentabilidade, até criar o movimento.



"Essa informação se perdia no meio do caminho, e a parte mais difícil nós já fazíamos. Nossa produção é quase toda (92%) baseada em água da chuva, 77% das nossas lavouras têm certificação de sustentabilidade ABR e 72% são chanceladas pela BCI. Nossa participação, no montante global da BCI, em 2019 foi de 36%. Imagine isso para um país que é o segundo maior exportador mundial e o quarto maior produtor do planeta", afirmou Silmara. "Ser grande, produzir commodity, e ser sustentável é um grande desafio que o Brasil conquistou, e hoje serve de inspiração para muitas outras cadeias produtivas, no país e mundo afora", disse.



Ferraresi apresentou os números movimento, que conseguiu mobilizar de toda a cadeia produtiva da fibra, e foi além: mais de 320 marcas abraçaram o Sou de Algodão, que também angariou a adesão de profissionais de moda, professores e estudantes e profissionais desse setor. "Nosso trabalho perpassa os campos da promoção, informação e de negócios, e trabalhamos com muita estratégia para chegar até aqui", disse Silmara Ferraresi, demonstrando o desempenho na mídia tradicional e nas redes sociais. "Para isso, foi preciso dialogar. Abrir um canal de comunicação, que jamais havia sido explorado, para um elo da cadeia em que os negócios se baseavam no B2B", ponderou.



Para divulgar o Dia Mundial do Algodão, inclua #WordCottonDay em suas postagens.

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09 de Outubro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #39


Algodão em NY - Furação Delta, antecipação do relatório de daqui a pouco do USDA, enfraquecimento do dólar americano e influência positiva do mercado financeiro fizeram as cotações subirem esta semana novamente. O contrato dez/20 fechou ontem a 67,49 U$c/lp, com alta de 2,4% nos últimos 7 dias.


Altistas - O furacão Delta deve atingir o estado da Louisiana este final de semana. Meteorologistas informam que ele pode causar uma grande quantidade de chuva na região do Delta. Produtores estão colhendo, acelerando suas colheitas na região para minimizar os danos de quantidade e qualidade.  Está cada vez mais claro que além de produção, os EUA terão problemas de qualidade desta safra.


Altistas 2 - Hoje também o USDA divulgará seu relatório mensal de oferta e demanda. No mês passado o órgão reduziu a safra de 2020 dos EUA em mais de um milhão de fardos para 17,0 milhões. Entretanto, desde o fechamento do último relatório ocorreram vários eventos climáticos adversos que devem ser considerados no número divulgado hoje.


Baixistas – Mesmo considerando provável mais uma redução na produção dos EUA de 2020/21, o relatório do USDA a ser divulgado hoje deve confirmar as expectativas de mais um ano de superávit global da fibra, com relação estoque/uso global de mais de 90%.  Isso se não tivermos surpresas.


China - Com os Chineses em feriado esta semana, as vendas semanais divulgadas pelos EUA foram 21% inferiores às vendas da semana passada e com domínio total do Vietnã (64% do total das vendas americanas na semana).


Índia - O governo do país anunciou esta semana que irá adquirir, através da estatal CCI, em torno 2,12 milhões de toneladas nesta safra - um terço da produção do país.  Estima-se que no ano passado a CCI comprou 2,09 milhões de toneladas, das quais 1 milhão já foram leiloadas, restando o saldo em 1,09 milhão de toneladas.


Austrália - O Australian Bureau of Meteorology (BOM) informou que devido ao fenômeno climático La Niña, espera-se um aumento nas chuvas em todo o leste do país. Assim, a Austrália projeta colher este ano em torno de 460 mil toneladas da pluma, praticamente o triplo da safra desastrosa do ano passado.


Cotton Brazil – O Projeto Cotton Brazil chegou a Bangladesh.  Em reunião esta semana com o Embaixador do Brasil em Bangladesh, João Tabajara Júnior, lideranças da Abrapa e da ANEA discutiram estratégias para tornar o Brasil líder nas importações de algodão do país.


Bangladesh - Com 166 milhões de habitantes, o país Asiático é o terceiro destino das exportações de algodão em pluma do Brasil.  O país é também o 2º maior importador de algodão do mundo e 4º maior consumidor global da fibra.


Dia Mundial do Algodão - Esta semana, 07/10, foi comemorado o Dia Mundial do Algodão.  A Abrapa realizou diversas ações de comunicação no Brasil e no exterior para celebrar esta importante data.  Com o apoio das Embaixadas do Brasil no exterior foi possível estar presente em todos os continentes divulgando o algodão Brasileiro em 14 idiomas.


Conab - De acordo com o 1º Levantamento da safra de grãos 2020/21 divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quinta-feira (8), a estimativa para a safra 2020/21 é de 2,816 milhões de toneladas de pluma (-6%). A área plantada está estimada em 1,614 milhão de hectares (-3%).  Em setembro a ABRAPA divulgou uma expectativa de redução de 12% na área plantada e 13% na produção total.


Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 63%; Bahia: 77%; Goiás: 76%; Minas Gerais: 73%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 47%; Piauí: 87%; São Paulo: 100%; Tocantins: 77% e Paraná: 100%. Média Brasil: 68% beneficiado


Exportações - Na próxima terça-feira o Ministério da Economia deve divulgar os primeiros dados de exportação deste mês.  Em setembro foram exportadas 158,9 mil toneladas e a expectativa é que o número de outubro chegue perto de 300 mil.


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Abrapa anuncia premiação científica do 13º CBA em live no Instagram

08 de Outubro de 2020

​Como parte das comemorações do #WorldCottonDay, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) lançou, ontem (07), a premiação científica do 13º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em evento virtual no perfil @congressodoalgodao. Pesquisa, tecnologia, boas práticas e muita inovação estiveram na pauta do encontro que despertou o interesse dos participantes com o anúncio de três bolsas de estudo de no valor de R$10 mil cada.



E teve ainda sorteio de uma inscrição gratuita, na categoria "Autor de trabalho". A ganhadora foi Mariana Silva Queiroz que estava assistindo à Live no momento. As inscrições, porém, só vão ter início em abril do ano que vem. "Fazemos o lançamento antecipado para que as pessoas possam se organizar, se preparar e se empenhar nas pesquisas, trazendo para a cotonicultura ainda mais desenvolvimento", disse o coordenador científico do 13º CBA, Fábio Echer.



O presidente do Congresso, Julio Busato, lembrou que o evento já faz parte da vida do produtor, pesquisador e dos estudantes. "Pesquisa e produção precisam andar juntas. As tecnologias e ideias pensadas em ambiente acadêmico podem ser inseridas no campo e essa troca é benéfica para todos", ressaltou Busato, convidando a todos para participar do 13º CBA, que será realizado entre os dias 17 e 19 de agosto de 2021, na capital da Bahia, Salvador.



A Live com detalhes da programação científica está disponível no perfil do Instagram @congressodoalgodao que traz ainda outras novidades sobre o evento.

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Semana #worldcottonday - Cooperação entre os países produtores de algodão na AL e África é chave para desenvolvimento econômico e social

08 de Outubro de 2020

#worldcottonday


Justa, democrática, inclusiva e sustentável são predicados da produção do Brasil que estão sendo potencializados e difundidos, graças à cooperação internacional. Foi o que ficou evidente durante o webinar "Juntos somos + Algodão", realizado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Organização Internacional do Trabalho (OIT), Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e Agência Brasileira de Cooperação (ABC), na noite desta quarta-feira, 7 de outubro, em comemoração ao Dia Mundial do Algodão (#WorldCottonDay). Dentre os temas abordados, estiveram trabalho decente, sistema de registros de defensivos agrícolas, segurança alimentar, sustentabilidade, fortalecimento e difusão da experiência das instituições brasileiras nos foros internacionais e intercâmbio de conhecimentos.



A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) foi representada no encontro virtual pelo seu diretor executivo, Marcio Portocarrero, e a agricultura do Brasil, explanada pelo coordenador do núcleo de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ministro da Agricultura no país entre os anos de 2003 e 2006, Roberto Rodrigues. O evento reuniu palestrantes de países da América Latina e África para debater a importância da fibra como geradora de renda e inclusão, e os desafios de aumentar a produção e a produtividade, com sustentabilidade, através da tecnologia, modernização das práticas e organização das cadeias produtivas.



Participaram das falas de abertura, o embaixador brasileiro Ruy Carlos Pereira, o representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, e o diretor regional da OIT, Vinícius Pinheiro. Ao longo do encontro virtual, além da exposição do ex-ministro Roberto Rodrigues, foram apresentadas as experiências em diferentes países e questões como artesanato e moda (Paraguai), trabalho decente na cadeia do algodão (Paraguai) e produção de sementes de algodão pelo projeto Shire-Zambeze (Moçambique).



Exemplo



Líder do bloco, quarto maior produtor mundial e segundo maior exportador da fibra, o Brasil tem servido de exemplo aos países-irmãos, e possibilitado a implantação de novos modelos e incorporação de tecnologias, desde o início do projeto +Algodão, criado para o fortalecimento do setor algodoeiro por meio da cooperação Sul–Sul. Em sua fala, Marcio Portocarrero destacou o papel  gerador de postos de trabalho da cadeia produtiva da fibra, a segunda que mais emprega no país, assim como uma possível nova mentalidade que tem aflorado por conta da pandemia do coronavírus, que leva o consumidor a rever suas escolhas. "Passamos a pensar com mais afinco nos danos que escolhas simples, em nosso dia a dia, podem trazer à natureza. Acredito que o algodão e as fibras naturais como um todo estão em evidência. Deixemos os derivados do petróleo para outras finalidades", afirmou.



Mostrar "como se faz" e mesmo investir no desenvolvimento da cotonicultura em outros países da América Latina e África não conflita com os planos do Brasil de se tornar o maior exportador mundial de algodão até 2030. "É possível alcançar essa meta e, ao mesmo tempo, ajudar outros a crescerem. A isso se chama cooperação, algo que se aprende e constrói, ao contrário da competição, que é inerente ao ser humano", disse Portocarrero.



Em sua palestra, Roberto Rodrigues destacou o avanço do Brasil na produção de grãos e o descompasso positivo em relação ao crescimento da área plantada. "De 1990 até hoje, a produção de grãos no país cresceu 345%, enquanto a área ocupada com esses cultivos aumentou apenas 74%. Isso foi possível graças à tecnologia", explicou. Rodrigues frisou a matriz energética brasileira que é 47% renovável e as vantagens do etanol de cana de açúcar sobre a gasolina, uma vez que o álcool emite apenas 11% do total de gases liberados na natureza pelos combustíveis fósseis.




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Semana #worldcottonday - Embaixada do Brasil em Bangladesh conhece Projeto Brasil/Ásia

08 de Outubro de 2020

​#worldcottonday


O Projeto Cotton Brazil chegou a Bangladesh, 2º maior importador de algodão do mundo e 3º mercado mais importante com 12% de participação das importações da pluma brasileira. Para a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) esta é uma nova fronteira comercial a ser explorada e, por isso, reuniu na manhã desta quinta-feira (08) a diretoria da entidade, representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e o embaixador do Brasil em Dhaka, João Tabajara Júnior, com o objetivo de dar continuidade à apresentação do potencial do algodão brasileiro na Ásia.



"Seguimos com o propósito de ampliar mercados e vender o algodão brasileiro no mundo todo", disse Julio Busato, vice-presidente da Abrapa, abrindo a reunião virtual. "Temos a ambiciosa meta de colocar o Brasil no topo do ranking das exportações mundiais e faremos isso com a ajuda das embaixadas brasileiras para dar ainda mais credibilidade ao nosso produto e consolidar a imagem de qualidade do algodão do Brasil", pontuou Busato, esclarecendo que o projeto Brasil/ásia é uma iniciativa da Abrapa junto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).



Com 180 milhões de habitantes, Bangladesh é o terceiro destino das exportações de algodão em pluma do Brasil. "Precisamos expandir as oportunidades de negócio porque estamos entre as 40 economias do mundo e o país tem a intenção de diversificar seus fornecedores de algodão", enfatizou o embaixador João Tabajara Júnior, informando que Bangladesh quer diminuir sua dependência junto ao mercado chinês. E com este objetivo, segundo o embaixador, foi criada uma Câmara de Comércio Brasil/Bangladesh. "Acredito que, estabelecendo uma aproximação com as entidades comerciais e mecanismos diretos de relacionamento, é possível que, em 2 anos, o Brasil seja o segundo maior fornecedor de algodão em Bangladesh", avaliou Tabajara.



De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, Bangladesh é o 4º país do mundo em importações de algodão, responsável por 6,5% da importação global. "É um grande mercado, com possibilidade de novos engajamentos para criação de diversas ações em 2021", apontou Duarte, explicando o motivo de a Abrapa estabelecer seu escritório em Singapura. Participaram ainda da reunião, o ex-presidente e atual conselheiro consultivo da Abrapa, Arlindo Moura e o diretor da Anea, Miguel Faus.


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Semana #worldcottonday - Movimento Sou de Algodão realiza webinar exclusivo para as mulheres produtoras

08 de Outubro de 2020

​#worldcottonday


Dando continuidade às comemorações do Dia Mundial do Algodão (#WorldCottonDay), o Movimento Sou de Algodão, uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou na quarta-feira, 07, às 19h, um webinar exclusivo para as mulheres produtoras de algodão.



A ocasião contou com a presença da assessora da presidência da Abrapa e gestora do Movimento, Silmara Ferraresi, e também da estilista e consultora de estilo e imagem Chris Francini.



Assuntos como a importância do algodão brasileiro e como a fibra pode estar cada vez mais presente no guarda-roupa, estiveram em pauta no bate-papo, que despertou o interesse das participantes quando a stylist exibiu diversas peças para utilizar no dia a dia, à noite, em festas e até no final de semana.



"Foi muito interessante conversar e compor looks com a Chris. Ela tem uma vasta experiência no assunto e tenho certeza que o Webinar agregou conhecimento de moda para todas as mulheres que participaram", diz Silmara.



O Webinar faz parte da programação de uma série de ações que o Movimento está realizando para comemorar e impulsionar o Dia Mundial do Algodão.


 


Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

02 de Outubro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #38

Algodão em NY - Semana de poucas emoções até aqui, com os produtores do hemisfério Norte focando na colheita de suas safras.  O contrato dez/20 fechou ontem a 65,91 U$c/lp, com alta de 0,7% nos últimos 7 dias.  Hoje há expectativa de realizações devido à notícia de que o presidente americano Donald Trump testou positivo para Covid-19, faltando um mês das eleições no país.

Altistas - As vendas líquidas de algodão dos EUA na última semana subiram para 56,6 mil toneladas, seguidas pela Turquia com 14 mil toneladas, pela China com 13,3 mil toneladas e Vietnã com 9,2 mil toneladas. As exportações da semana somaram 51,2 mil toneladas com acumulado, em 20/21, de 500 mil toneladas, 36% acima do ano passado.

Altistas 2 - O mercado de algodão continua em um patamar bem diferente desde o dia da mentira (01/04), quando o contrato de Dez/20 fechou em 50,41.  Boa parte desta retomada se deve à grande participação de especuladores na posição comprada (long), embalados pela alta liquidez dos mercados financeiros globais.

Baixistas – Os especuladores são peças importantes ao darem liquidez e assumirem riscos nos mercados de commodities.  Entretanto, um movimento de saída destes investidores devido a alguma mudança de cenário pode impactar negativamente os preços.

Baixistas 2 – Os casos COVID-19 estão novamente em alta nos EUA.  Esta madrugada o Presidente Trump anunciou que ele e a esposa, Melania Trump, testaram positivo para a doença.  Já são mais de 7 milhões de infectados no país, com quase metade dos estados relatando aumento nos casos.

África - O ICAC (Comitê Consultivo Internacional do Algodão) anunciou esta semana em seu relatório mensal que, devido aos preços baixos e às dificuldades de exportação em função da menor demanda causada pela COVID-19, quase todos os países da África Ocidental reduziram suas áreas plantadas de algodão, exceto na Costa do Marfim.

China - A maior economia da Ásia está celebrando seu maior feriado depois do ano novo Chinês.  De 01 a 08 de Outubro a China entra em feriado para celebrar duas datas muito importantes para o país: o Dia Nacional e o Festival da Lua (ou Meio-Outuno).  Este festival, que tem mais de 3 mil anos de história, celebra a colheita no país.

China 2 - Portanto teremos poucas novidades vindas do gigante Asiático na próxima semana.

Cotton Brazil – Em reunião com o Embaixador do Brasil na Indonésia José Amir da Costa Dornelles, diplomatas e também com o adido agrícola no país, Gustavo Bracale, lideranças da Abrapa, da ANEA e da Apex Brasil discutiram estratégias para aumentar ainda mais a participação de mercado do algodão brasileiro no país.  O Brasil divide a primeira colocação neste mercado com os EUA.

Indonésia - Com população de 268 milhões de pessoas, a Indonésia é o 6º maior importador global de algodão.  No último ano comercial (19/20) o país do sudeste asiático importou 198 mil toneladas de algodão Brasileiro, ou 10% do total exportado.

Dia Mundial do Algodão - No próximo dia 07/10, o mundo vai celebrar o Dia Mundial do Algodão e a Abrapa. Alinhada com outras organizações internacionais irá realizar diversas ações de comunicação no Brasil e no exterior para celebrar esta importante data.

Agenda - Além do Dia Mundial do Algodão (7/10) e do mega feriado Chinês, a semana que vem será marcada pelo anúncio do relatório de oferta e demanda de Outubro do USDA na Sexta 9/10.

Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 55%; Bahia: 69%; Goiás: 76%; Minas Gerais: 70%; Mato Grosso do Sul: 97%; Maranhão: 45%; Piauí: 72%; São Paulo: 100%; Tocantins: 69% e Paraná: 100%. Média Brasil: 60% beneficiado.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão fecharam Setembro com 158,9 mil toneladas de pluma exportadas.  O volume exportado foi aquém do esperado e 3.5% a menos que Set/19.

Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

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Competitivo, com qualidade e sustentável: assim a Abrapa define o algodão brasileiro

02 de Outubro de 2020

Três pilares que transformaram a produção de algodão e são um marco dos 10 anos de criação do IBA


Nesta série comemorativa ao aniversário de 10 anos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), em conversa com os presidentes das associações estaduais, muito se fala sobre a importância dos projetos em parceria com o IBA e como eles estão solidificando toda a cadeia produtiva do algodão. No entanto, para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (ABRAPA), Milton Garbugio, é mais que isso. Se comparado 2020 a 2010, data de fundação do Instituto, o algodão produzido no Brasil é outro. Por meio de certificações e controles de qualidade, hoje, a cadeia produtiva brasileira entrega um produto extremamente competitivo em nível mundial, fruto da qualidade da fibra e do manejo sustentável.


"Os recursos financeiros gerenciados pelo IBA mudaram a realidade da produção do algodão no país, tanto no âmbito social quanto na qualidade e sustentabilidade, cujas ações aumentam anualmente. Os resultados têm impactado a cotonicultura brasileira, com benefício direto para o produtor e o consumidor final", comemora o presidente da Abrapa.


E é com foco no consumidor final que em 2016, dentre os 58 projetos encabeçados pela Abrapa por meio de recursos e gestão do IBA, surgiu o Sou do Algodão. A iniciativa visa divulgar o algodão brasileiro dentro do Brasil. Desde então, já são mais de 320 marcas parceiras apoiando o programa. "De maneira geral o consumidor final, principalmente dos centros urbanos, não tem ideia do que o algodão representa para o Brasil e para a vida dos brasileiros. Logo, o Sou de Algodão faz um trabalho incrível de esclarecimento da cadeia produtiva da indústria têxtil e de confecções", explica Garbugio.


Mas antes de chegar no consumidor, há uma longa jornada no processo produtivo. Uma delas é o combate às pragas, um dos temas mais caros à cotonicultura. Pesquisas com o uso da tecnologia para combater pragas e doenças do algodoeiro estão no dia a dia dos projetos conduzidos pelo IBA. Elas ajudam a reduzir o custo de produção, melhoram a qualidade da fibra e a produtividade de modo geral. E, rotineiramente, Abrapa e IBA têm trazido novidades nesta área para o produtor. Hoje, esses estudos envolvem 100% das associações e 420 propriedades produtoras de algodão.


E por falar em tecnologia, o presidente da Abrapa ressalta mais dois projetos envolvendo o IBA: o CBRA (Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão) e o ABR (Algodão Brasileiro Responsável). No primeiro, o objetivo é a verificação e padronização, por meio de um laboratório central, dos processos classificatórios do algodão brasileiro que atuam para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados por todo Brasil. A estrutura é parte do programa Standard Brasil HVI–SBHVI, lançado em 2016.


Já o projeto ABR, criado em 2013, tem como foco a sustentabilidade. Além das questões ambientais, o programa estabelece parâmetros para as questões sociais e econômicas quem envolvem a cadeia produtiva do algodão. Os resultados são surpreendentes, com 77% da produção brasileira (safra 2019/2020) já certificadas. "Em 2019, 36% do algodão licenciado pela BCI era do Brasil, o que faz de nós o campeão mundial de fibra licenciada por esta importante organização suíça, que é sinônimo de algodão sustentável no mundo", afirma Milton Garbugio.


"Todas essas iniciativas, que vão desde o uso de tecnologia e desenvolvimento de novas técnicas até a ampliação do conhecimento sobre algodão, elevam a um outro patamar a cotonicultura brasileira. Saber que por trás disso existe inteligência, análise e sobretudo parceria, como a que temos com o IBA, mostra o quanto somos arrojados e estamos preparados para os desafios impostos a todos os profissionais da cadeia produtiva do algodão", finaliza o presidente da Abrapa.


Continue a acompanhar conosco a série comemorativa dos 10 anos do IBA: nas próximas semanas, confira a entrevista com o presidente da Appa, Peters Derks.


fonte:http://iba-br.com/site/noticia/competitivo-com-qualidade-e-sustentavel-assim-a-abrapa-define-o-algodao-brasileiro/?utm_campaign=entrevista_-_presidente_abrapa&utm_medium=email&utm_source=RD+Station


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