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Atenção, produtor: procure a estadual e atualize seu cadastro no SINDA

Associações estaduais são responsáveis pelo cadastramento que garante o acesso aos programas de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão brasileiro

05 de Março de 2026

Produtores de algodão que desejam acessar os programas da Abrapa devem regularizar sua situação cadastral no SINDA (Sistema Nacional de Dados do Algodão) para a Safra 2025/2026. O sistema funciona como uma das bases de dados mais importantes da cotonicultura brasileira e é indispensável para acessar programas geridos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e Associações Estaduais, como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), certificações socioambientais (ABR e ABR-UBA) e o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


O diferencial para esta safra é a implementação de um fluxo de dados unificado de ponta a ponta, que transforma o cadastramento em uma exigência tanto técnica quanto operacional. Pela primeira vez, o sistema integra de forma absoluta as Unidades de Beneficiamento (UBAs), os laboratórios de análise de HVI e os órgãos certificadores sob um cadastro único, dentro da plataforma Siga.


Entenda como o cadastro é o ponto de partida para a rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro e veja como solicitar o seu cadastro.


Rastreabilidade do campo à comercialização


O SINDA representa o início da trajetória da rastreabilidade do algodão brasileiro. O cadastro das fazendas e produtores no sistema é o que formaliza o vínculo entre unidade produtiva e produtor e confirma a habilitação para operação na safra.


Sem o cadastro ativo e a habilitação da fazenda, a Unidade de Beneficiamento (UBA) fica tecnicamente impedida de beneficiar o algodão numa UBA que opere no SAI. Se a fazenda não estiver habilitada, o operador do SAI não consegue selecionar a unidade para submeter as malas de amostras de algodão, paralisando o fluxo de beneficiamento.


Ao vincular corretamente a unidade produtiva ao produtor no SINDA, eliminam-se erros e garante-se que a etiqueta de cada fardo conte a origem da produção.


Garantia na análise de qualidade


A partir da safra 2025/2026, a operação do SAI passa a exigir a submissão de malas de amostras lacradas e vinculadas, no sistema, ao respectivo produtor e à unidade produtiva/fazenda. Todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) deverão realizar esse procedimento para que a análise de qualidade seja processada.


Essas informações são automaticamente puxadas do SINDA através do Siga. Para que o inspetor da UBA insira os dados das malas, é indispensável que produtores e unidades produtivas estejam devidamente cadastrados, vinculados e habilitados na safra vigente. Sem essa validação prévia, a mala não pode ser registrada no sistema.


Na prática, os laboratórios de análise da fibra recebem e operam com o mesmo cadastro de produtor e unidade produtiva, feito pela estadual e já  utilizado pela UBA, e replicam as informações validadas na origem.


O mesmo acontece com o certificado do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que depende exclusivamente dos dados validados no SINDA.


Certificação ABR sem entraves


Para quem busca a certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), o SINDA é indispensável. Para que a unidade produtiva/fazenda participe do programa e obtenha a certificação socioambiental, ela precisa estar devidamente cadastrada, vinculada a um produtor ou grupo e habilitada para operação na safra no sistema.


Além disso, o Responsável ABR também é cadastrado. Sem o cadastro ativo e a fazenda habilitada, o processo de certificação não avança, impedindo que o produtor comprove suas boas práticas e acesse mercados que exigem algodão sustentável.


Como fazer o cadastro no SINDA?


O processo de atualização é anual e deve ser realizado junto à Associação Estadual correspondente ao local da unidade produtiva. A entidade é responsável por efetuar a atualização na plataforma Siga, ambiente que centraliza os sistemas da Abrapa.


Para entender o passo a passo completo do SINDA e a sua abrangência em relação aos programas da Abrapa, acesse a cartilha do sistema:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Cartilha-Sinda-2026.pdf

Entre em contato com a sua associação estadual e realize o seu cadastro:


ABAPA
Associação Baiana dos Produtores de Algodão
Adilson
(77) 9 8825-6075
proalba@abapa.com.br


AGOPA
Associação Goiana dos Produtores de Algodão
Anatalina
(62) 98159-5332
sustentabilidade@agopa.com.br


AMIPA
Associação Mineira dos Produtores de Algodão
Lorena Santos Silva Fidelis
(34) 9 9918-6759
adm1matriz@amipa.com.br


APAP
Associação de Produtores de Algodão do Pará
Ana Karoline Santana
(91) 991611065
apap@apap.com.br


AMAPA
Associação de Produtores de Algodão do Maranhão
Celiane
(99) 98273-6783
amapa@amapa-ma.com.br


AMPASUL
Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão
Cícero Miguel de Oliveira
(67) 99916-0713
sustentabilidade@ampasul.org.br


APIPA
Associação Piauiense dos Produtores de Algodão
Lucilene
(89) 99922-5167
lucilene@apipa.com.br


APAECE
Associação dos Produtores de Algodão do Estado do Ceará
Francieli Silva
(88) 982296247
atendimentoagroambiental@gmail.com


APPA
Associação Paulista dos Produtores de Algodão
Marcella Wehrle
(14) 99800-5923
marcella.wehrle@appasp.com.br


AMPA
Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão
Juliana
(65) 99985-0823
ampa@ampa.com.br
Marco Antônio
(65) 99964-9797
marcoantonio@imamt.org.br

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Sou de Algodão percorre universidades parceiras e mobiliza estudantes para o 4º Desafio com a Casa de Criadores

Com foco no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, movimento percorreu instituições de ensino em São Paulo e Campinas, conectando estudantes ao mercado e reforçando a valorização do algodão brasileiro

03 de Março de 2026

Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), promoveu uma série de palestras em universidades parceiras, reunindo turmas de Design de Moda para apresentar o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. Conduzidos por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, os encontros trouxeram informações sobre o regulamento, etapas e oportunidades do concurso, considerado o maior do Brasil para estudantes de Moda, e abriram espaço para reflexões sobre autoria, responsabilidade ambiental e inserção no mercado.

Ao longo da semana, convidados especiais compartilharam suas trajetórias e experiências, ampliando o diálogo entre academia e indústria.

PUC-Campinas abre a programação com reflexão sobre identidade criativa

A semana começou na PUC-Campinas, com a participação do estilista parceiro Weider Silveiro, que apresentou aos estudantes detalhes de seu último desfile, realizado na São Paulo Fashion Week, e de seu processo criativo.

Durante o encontro, Weider realizou um bate-papo didático, no qual apresentou sua coleção recente e mostrou como organiza ideias, cartela de cores e materiais, além de destacar como suas referências enquanto criador nordestino atravessam toda a sua trajetória. “Mostrei como a fonte de inspiração está presente em tudo o que foi criado, nas formas e nas cores, e como minhas vivências fazem parte do meu trabalho desde o início”, afirma.

Para Rose Sathler, professora coordenadora do Bacharelado em Design de Moda da PUC-Campinas, a presença do estilista e do movimento proporcionou uma experiência enriquecedora. Segundo ela, “é um privilégio para o curso receber Weider Silveiro em uma ação viabilizada pela parceria com o Sou de Algodão”, ressaltando que a palestra ampliou repertórios, estimulou reflexões e impactou significativamente a formação acadêmica e humana dos estudantes.

Senai Brás reforça integração entre criação e produção



Na terça-feira (24), a palestra aconteceu no Senai Brás e reuniu alunos ingressantes de Design de Moda e veteranos de Produção do Vestuário. A proposta foi integrar as duas formações e reforçar a importância de compreender a moda como cadeia produtiva completa.

A professora Aymê Okasaki destacou que “foi importante ter os dois cursos reunidos, pois um complementa o outro a fim de valorizar não apenas a fibra de algodão, mas também a moda desenvolvida com ela”. Para ela, o retorno de Manami ao campus na reta final das inscrições incentiva os estudantes a se desafiarem e experimentarem o concurso, além de evidenciar a diversidade regional que o Desafio vem conquistando entre os finalistas.

Durante a apresentação, Manami reforçou o caráter formativo da iniciativa, explicando que “o Desafio não é apenas uma competição, mas uma oportunidade real para que os estudantes testem suas ideias, organizem seu processo criativo e entendam a importância da matéria-prima dentro de uma cadeia responsável”.

Senac São Paulo destaca projeção nacional do concurso



Na quarta-feira (25), o encontro no Senac São Paulo aprofundou as orientações sobre o concurso e abriu espaço para dúvidas sobre desenvolvimento de coleção e posicionamento autoral.

Para a professora Viviane Torres, “participar do Desafio Sou de Algodão representa uma janela de oportunidades única para os estudantes de Design de Moda”, pois possibilita a ampliação de repertório técnico e conceitual e a realização do sonho de apresentar seu talento em um dos eventos mais icônicos do país.

Manami destacou que o projeto “estimula pesquisa, metodologia e consciência sobre a matéria-prima”, além de oferecer visibilidade concreta aos participantes. “Nosso objetivo é mostrar que é possível construir uma moda autoral forte, valorizando o algodão brasileiro e dialogando com as demandas reais do mercado”, diz.

Anhembi Morumbi fortalece troca entre mercado e universidade



Ainda na quarta-feira (25), a programação seguiu na Anhembi Morumbi, com a presença de André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, e do estilista parceiro Peu Andrade, da marca Bold Strap, reforçando a conexão entre formação acadêmica e circuito autoral brasileiro.

A professora Cláudia Regina Martins avaliou que “essa parceria com o Sou de Algodão é muito positiva para a instituição”, destacando que a presença de profissionais do mercado gera uma troca essencial com os alunos. Segundo ela, os estudantes aproveitam esses momentos para fazer perguntas sobre processos produtivos, sustentabilidade e caminhos de inserção profissional. “A interação foi intensa, os palestrantes foram generosos nas orientações e isso é muito importante para os nossos cursos”, reitera.

Unip encerra a semana com foco em consciência criativa

Na quinta-feira (26), a Unip São Paulo recebeu Manami, André Hidalgo e estilistas convidados para encerrar a programação. O encontro destacou, mais uma vez, a importância da autoria e da responsabilidade no desenvolvimento de coleções.

Haroldo de Souza, coordenador do curso de Design de Moda, sintetizou o espírito da iniciativa ao afirmar que “criar com consciência é transformar matéria-prima em manifesto”, e que “a moda que queremos para o futuro nasce do respeito à matéria-prima e à autoria”.

Ao finalizar a semana, Manami destacou o engajamento dos estudantes e reforçou o impacto do projeto. “O Desafio revela talentos, mas também constrói trajetórias. Ele oferece mentorias, visibilidade e a oportunidade de integrar o line-up oficial da Casa de Criadores, preparando esses jovens para uma inserção real no mercado”.

Sobre o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores 

Com inscrições abertas até 12 de abril, o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores é o maior concurso de moda para estudantes do Brasil e busca revelar o novo nome da moda autoral nacional na 59ª edição da Casa de Criadores, em novembro de 2026.

O estudante vencedor vai receber uma bolsa de R$ 30 mil, além de passar a integrar oficialmente o line-up da Casa de Criadores na edição seguinte do evento. O professor orientador do projeto vencedor também é reconhecido com R$ 10 mil, reforçando o compromisso com a formação acadêmica.

Mais do que uma competição, o Desafio valoriza o algodão brasileiro, estimula a criatividade e fortalece a construção de uma moda autoral conectada à responsabilidade socioambiental e à realidade da cadeia produtiva.

 

Abrace este movimento: 

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