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Em parceria com o Mapa, Abrapa conclui capacitações do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro em MT

Capacitação reuniu 255 profissionais em sete municípios de Mato Grosso e reforçou boas práticas, autocontrole e rastreabilidade da pluma

10 de Agosto de 2026


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) promoveu, entre os meses de junho e julho, mais uma etapa da capacitação de inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) em Mato Grosso. Realizada nos municípios de Pedra Preta (Petrovina), Primavera do Leste, Campo Verde, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Sapezal e Campo Novo do Parecis, a iniciativa contou com 349 inscritos, reuniu 255 participantes e certificou 223 inspetores, fortalecendo a atuação dos profissionais responsáveis pela execução do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Somando as capacitações, que ocorrem desde 2022, há um total de 965 inspetores habilitados para a safra. Com carga horária de oito horas, o treinamento aborda conteúdos técnicos, operacionais e normativos voltados à certificação da pluma, contemplando boas práticas nas UBAs, o programa nacional de qualidade Standard Brasil  HVI (SBRHVI), além das atualizações do Sistema Abrapa de Identificação (SAI) que reúne as informações necessárias para a rastreabilidade do algodão brasileiro.


O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima explica que além de preparar novos inspetores e atualizar os profissionais que já atuam no programa, a capacitação apresenta as melhorias implementadas no sistema de rastreabilidade do PQAB e os procedimentos relacionados à submissão obrigatória de malas nesta safra. “A medida representa um importante avanço para o programa, contribuindo para maior conformidade na retirada das amostras, padronização dos processos e maior confiabilidade dos resultados laboratoriais”, ressalta Lima.


A abertura da programação foi conduzida por Cid Alexandre Rozo, representante da área de Autocontrole do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que apresentou os requisitos legais relacionados ao programa e destacou a importância da certificação para fortalecer a qualidade, a credibilidade e a competitividade do algodão brasileiro.


Na sequência, o consultor Edmilson Souza Santos ministrou o módulo dedicado às boas práticas nas Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs), reforçando procedimentos que contribuem para a padronização das inspeções, a melhoria contínua dos processos e o alinhamento das atividades desenvolvidas pelos inspetores. A programação também contou com um módulo voltado ao funcionamento dos laboratórios de análise da fibra, proporcionando aos participantes uma visão integrada de todas as etapas que compõem o processo de certificação.


Responsável pelo módulo sobre o Programa SBRHVI e o Sistema de Autocontrole, Edson Tetsuji Mizoguchi, destacou que a qualificação permanente dos inspetores é fundamental para assegurar a excelência do programa.


"A capacitação contínua dos inspetores é um dos pilares do Programa SBRHVI e mais do que atualizar procedimentos, esses treinamentos garantem que todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão atuem de forma padronizada, seguindo as melhores práticas e os requisitos estabelecidos pelo programa. Nesta edição, reforçamos também a importância da rastreabilidade e das melhorias implementadas no sistema, para que todos os profissionais compreendam o impacto de cada etapa do processo na confiabilidade das análises e na credibilidade do algodão brasileiro perante o mercado", destaca Mizoguchi.


A supervisora administrativa das algodoeiras do Grupo Boa Esperança, Nilza Martin que participou da capacitação em Lucas do Rio Verde, destacou que o treinamento permitiu aos inspetores compreender melhor o impacto do trabalho realizado nas unidades de beneficiamento sobre a qualidade da pluma entregue ao mercado.


"O curso foi muito enriquecedor, tanto pelos temas abordados quanto pela forma como o conteúdo foi apresentado, de maneira simples e didática. Os inspetores conseguem compreender melhor por que cada procedimento é tão importante e como o trabalho realizado nas unidades impacta diretamente o resultado que chega ao cliente, ao comprador do algodão brasileiro. Participamos do PQAB desde o início da certificação voluntária em Mato Grosso e iniciativas como essa reforçam a importância de manter as equipes sempre atualizadas e comprometidas com a qualidade", afirma.


Rastreabilidade da fibra


A rastreabilidade é um dos pilares do PQAB, pois permite identificar cada amostra ao longo de todo o processo de certificação, assegurando transparência, segurança das informações e confiabilidade dos resultados laboratoriais, atributos cada vez mais valorizados pelos mercados nacional e internacional.


Por isso, a programação também contou com um módulo dedicado ao Sistema do Programa de Autocontrole, ao Sistema Abrapa de Identificação (SAI) e à rastreabilidade. Durante a apresentação, foram detalhadas as melhorias implementadas na plataforma, além da importância da correta identificação das amostras por meio das etiquetas utilizadas pelo programa, etapa essencial para garantir a integridade e a transparência das análises.


O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima destaca que a associação nacional  reafirma seu compromisso com a excelência da classificação, a transparência das informações e a competitividade do algodão brasileiro nos mercados nacional e internacional, ao investir na qualificação permanente dos inspetores e na evolução contínua dos processos do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro.

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Abrapa integra mobilização do agro por transparência na regulamentação da Lei dos Bioinsumos

Entidades do agro solicitam audiência com a Casa Civil para tratar do texto final do decreto antes da publicação; setor participou da construção da legislação e da proposta de regulamentação

10 de Agosto de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) integra um grupo de 35 entidades representativas da agropecuária e da agroindústria brasileira que solicita agenda com ao Ministra de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Miriam Belchior para tratar do decreto que regulamentará a Lei nº 15.070/2024, conhecida como Lei dos Bioinsumos. O pedido de audiência foi formalizado por meio do Ofício nº 81/2026 e encaminhado à Casa Civil na última sexta-feira (7). O documento dá continuidade à solicitação apresentada pelas entidades, dois dias antes, que pediu acesso prévio ao texto do decreto regulamentador e a possibilidade de apresentar contribuições técnicas antes de sua publicação.


Para o setor agropecuário, a regulamentação representa uma etapa decisiva para consolidar um ambiente de inovação, segurança jurídica e competitividade na agricultura brasileira. O decreto deverá estabelecer as condições para o desenvolvimento da indústria nacional de bioinsumos, ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, contribuir para a redução da dependência externa de insumos agrícolas e fortalecer a bioeconomia, mantendo padrões adequados de segurança e qualidade.


A preocupação do setor está relacionada à necessidade de conhecer a versão final da regulamentação e identificar como as contribuições apresentadas ao longo do processo foram consideradas. As entidades participaram ativamente da tramitação da Lei dos Bioinsumos no Congresso Nacional e integraram o Grupo de Trabalho instituído pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para discutir a regulamentação da matéria.


Nesse processo, os representantes dos diferentes segmentos elaboraram e encaminharam aos órgãos competentes uma proposta de decreto construída de forma consensual, com o objetivo de compatibilizar a implementação da nova legislação com a realidade técnica, produtiva e regulatória do setor.


A audiência solicitada à Casa Civil tem como objetivo permitir que as entidades apresentem suas contribuições técnicas, compartilhem a experiência acumulada durante a construção da legislação e dialoguem sobre aspectos da regulamentação considerados relevantes para garantir a efetividade dos objetivos estabelecidos pela Lei nº 15.070/2024.


Bioinsumos e a cotonicultura

Na cotonicultura, os bioinsumos vêm ganhando espaço por contribuírem para um manejo de pragas mais eficiente e sustentável, ampliando as alternativas tecnológicas disponíveis aos produtores e fortalecendo a competitividade da produção brasileira. Para a Abrapa, uma regulamentação construída em diálogo com os setores envolvidos é essencial para ampliar a adoção de tecnologias sustentáveis, estimular a inovação e fortalecer a competitividade da cotonicultura brasileira.


“A regulamentação da Lei nº 15.070/2024 representa uma etapa decisiva para ampliar o acesso dos produtores às novas tecnologias. Acreditamos que a participação do setor poderá contribuir de forma institucional e construtiva com o governo federal para a construção de uma norma que ofereça segurança jurídica, previsibilidade regulatória, estímulo à inovação e condições adequadas para o desenvolvimento sustentável da cadeia de bioinsumos no Brasil”, pondera o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.

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Cotton Brazil Dialogues encerra primeira etapa destacando inovação, rastreabilidade e qualidade em Goiás

Visita à Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, e workshop em Brasília reforçam atributos que posicionam o Brasil entre os principais fornecedores de algodão sustentável e de alta qualidade para o mercado internacional

03 de Agosto de 2026


A primeira etapa do Cotton Brazil Dialogues 2026 chegou ao fim nesta sexta-feira (31), consolidando uma semana de imersão na cotonicultura brasileira. Depois de percorrer propriedades rurais, unidades de beneficiamento, laboratórios de classificação e centros de pesquisa em Mato Grosso, Bahia e Goiás, a delegação internacional encerrou a programação em Brasília com um workshop voltado ao futuro da cadeia global do algodão. 


Promovido pelo Cotton Brazil, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil, o Cotton Brazil Dialogues proporcionou uma imersão inédita na cadeia produtiva do algodão brasileiro. Ao longo da semana, representantes da indústria têxtil, tradings, marcas e organizações internacionais puderam conhecer, diretamente no campo, os processos que fazem do Brasil uma referência mundial em qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e inovação. 


Tecnologia e rastreabilidade fortalecem a competitividade do algodão brasileiro 


A última visita técnica da missão foi realizada na Fazenda Pamplona, da SLC Agrícola, em Cristalina (GO), onde os participantes conheceram de perto o sistema de produção adotado pela companhia que tem operação em oito estados brasileiros. A programação evidenciou como tecnologia, gestão, rastreabilidade e sustentabilidade estão integradas ao processo produtivo, garantindo um algodão de alta qualidade, reconhecido nos principais mercados consumidores. 


Para o gerente de Vendas da SLC Agrícola, Bruno Carvalho, a visita representou uma oportunidade de aproximar os diferentes elos da cadeia produtiva da realidade do campo brasileiro. "Durante a visita, apresentamos nosso sistema de produção, passamos pela algodoeira, pela sala de classificação e acompanhamos a colheita do algodão no campo. Temos muito orgulho de mostrar o trabalho realizado na Fazenda Pamplona e na SLC Agrícola para produzir um algodão rastreável, de alta qualidade e reconhecido internacionalmente. Essa troca permite que nossos parceiros conheçam de perto como produzimos uma fibra capaz de atender às exigências dos mercados mais competitivos do mundo", destacou Carvalho. 


Laboratório central da Abrapa representa a força do associativismo no algodão brasileiro 


Após a visita à Fazenda Pamplona, a delegação seguiu para a sede da Abrapa, em Brasília, onde conheceu o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), um dos pilares do programa de qualidade do algodão brasileiro. No local, os participantes acompanharam o trabalho desenvolvido para garantir a padronização e a confiabilidade da classificação da fibra realizada nos 14 laboratórios que fazem parte do programa e que analisam 100% da produção de algodão comercializado no Brasil. Referência nacional e internacional, o centro desempenha papel estratégico no fortalecimento da credibilidade do algodão brasileiro junto aos mercados compradores. 


O encerramento da missão ocorreu no Hotel Royal Tulip, em Brasília, com a realização do segundo workshop do Cotton Brazil Dialogues. Especialistas brasileiros e internacionais debateram temas estratégicos para a cadeia do algodão, como rastreabilidade, sustentabilidade, competitividade, perspectivas das marcas globais e o fortalecimento das parcerias internacionais na defesa da fibra natural. A programação também apresentou iniciativas desenvolvidas pela Abrapa para ampliar a transparência e a geração de conhecimento sobre a produção brasileira, além de promover uma sessão de feedback com os participantes. 


Para o gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati, a missão cumpriu o propósito de aproximar os participantes da realidade da produção brasileira e fortalecer a confiança no algodão nacional. "O Cotton Brazil Dialogues é mais do que apresentar processos. Através dessa iniciativa, buscamos fortalecer relações de confiança e ampliar o conhecimento sobre os diferenciais do algodão brasileiro. Esse diálogo é essencial para aproximar produtores, compradores, marcas e toda a cadeia têxtil, contribuindo para ampliar as oportunidades do Brasil nos mercados globais", destacou Fernando Rati. 


De 16 a 22 de agosto, uma nova delegação formada por diferentes profissionais da indústria têxtil desembarca ao Brasil para uma nova rodada da missão Cotton Brazil Dialogues 2026, ampliando o alcance da iniciativa para públicos estratégicos.  


Sobre o Cotton Brazil


O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto.

Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

Saiba mais: https://cottonbrazil.com

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Abrapa defende expansão da demanda global e fortalecimento das fibras naturais durante o Outlook Agro Brasil

Entidade destaca que o futuro da cotonicultura brasileira passa pela abertura de mercados, valorização da sustentabilidade e ampliação dos usos do algodão

31 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta quinta-feira (30), do Outlook Agro Brasil, promovido pela ApexBrasil e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), em Brasília. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes do setor produtivo para discutir os desafios e as oportunidades que devem orientar o agronegócio brasileiro nos próximos anos.


Representando a Abrapa no painel do setor produtivo, o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, destacou que o Brasil alcançou um novo patamar na cotonicultura mundial. Após consolidar sua posição como maior exportador global de algodão, o principal desafio da cadeia passa a ser estimular a demanda internacional pela fibra natural e ampliar sua presença em novos mercados e segmentos industriais.
"O algodão tem capacidade de produção, tecnologia, recursos e espaço para crescer. O desafio está em estimular a demanda mundial, que permanece praticamente estagnada há mais de uma década", afirmou Portocarrero.

Segundo o diretor executivo, essa estratégia passa por fortalecer a imagem do algodão como uma fibra natural, renovável e sustentável. Nesse contexto, Brasil, Estados Unidos e Austrália desenvolvem uma iniciativa conjunta para conscientizar consumidores e grandes marcas sobre os benefícios ambientais das fibras naturais frente às sintéticas.

"A sustentabilidade é uma das maiores bandeiras do algodão brasileiro. Investimos de forma consistente em produção sustentável, rastreabilidade e qualidade, atributos que hoje diferenciam o Brasil no mercado internacional", destacou. Outro ponto enfatizado foi a confiabilidade da produção brasileira. Para Portocarrero, a regularidade da oferta é um dos principais diferenciais competitivos do País, garantindo aos compradores internacionais segurança no abastecimento com qualidade e volume.

O diretor executivo também apresentou as perspectivas para os próximos anos, destacando que a abertura de novos mercados continuará sendo prioridade da Abrapa, em parceria com a ApexBrasil, o MAPA e a rede diplomática brasileira. Entre as oportunidades estão a ampliação das exportações para mercados estratégicos e o fortalecimento da comercialização dos coprodutos do algodão, especialmente o farelo de caroço, além do desenvolvimento de novas aplicações para a fibra em setores como construção civil, indústria automotiva, saúde e artigos esportivos.

Brasil reforça liderança no mercado internacional

Durante o evento, autoridades do governo federal reforçaram o protagonismo do agronegócio brasileiro no comércio mundial. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que o Brasil consolidou sua liderança na produção e exportação de produtos como soja, café, algodão e proteínas animais graças à competitividade, à sustentabilidade e ao reconhecimento internacional da qualidade dos produtos brasileiros.

Na mesma linha, o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, afirmou que o agronegócio é a principal vitrine do Brasil no exterior e reiterou o compromisso do governo em ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Já o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, ressaltou que a confiança internacional conquistada pelo Brasil tem sido decisiva para a abertura de novos mercados. Segundo ele, credibilidade, qualidade e segurança sanitária são fatores que fortalecem a imagem do País como parceiro confiável no comércio global.

As perspectivas para o mercado mundial do algodão também foram apresentadas por Justin Benavidez, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O especialista destacou que o Brasil continuará ampliando sua participação nas exportações globais da fibra, em um cenário marcado por mudanças na oferta, na demanda e pelo avanço da competitividade brasileira.

Outlook Agro Brasil
Ao reunir representantes do governo, especialistas e lideranças do setor produtivo, a primeira edição do Outlook Agro Brasil consolidou-se como um espaço de articulação para discutir os rumos do agronegócio brasileiro. Os debates evidenciaram que competitividade, sustentabilidade, inovação e abertura de mercados seguirão no centro da estratégia do País para fortalecer sua presença no comércio internacional, cenário em que a cotonicultura brasileira ocupa posição de destaque.

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Cotton Brazil Dialogues destaca tecnologia, rastreabilidade e qualidade do algodão brasileiro na Bahia

Visita ao Grupo Zanotto e ao laboratório de análise de fibra da Abapa evidencia os processos que garantem a excelência e a confiabilidade da fibra brasileira

31 de Julho de 2026

Depois de conhecerem a escala e eficiência da produção brasileira em Mato Grosso, os mais de 20 representantes da indústria têxtil internacional que fazem parte da primeira etapa do Cotton Brazil Dialogues 2026 desembarcaram nesta quarta-feira (29), na Bahia, para uma nova etapa da imersão na cotonicultura brasileira. Em Luís Eduardo Magalhães a programação revelou como tecnologia, sustentabilidade e rigorosos processos de controle de qualidade transformam o algodão brasileiro em uma referência no mercado internacional. 


O Cotton Brazil Dialogues é coordenado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e das associações estaduais de produtores de algodão: Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). 


Do campo à análise da qualidade 


Na Bahia, a primeira parada foi na unidade de beneficiamento de algodão do Grupo Zanotto, onde os visitantes conheceram de perto todas as etapas da produção, do beneficiamento da fibra às áreas de cultivo, acompanhando na prática como tecnologia, inovação e sustentabilidade caminham juntas para garantir a competitividade do algodão brasileiro. 


Recebidos pela produtora e presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, os convidados representantes de marcas, varejistas, indústrias têxteis e organizações internacionais conheceram a estrutura da unidade de beneficiamento e acompanharam de perto os processos que asseguram a qualidade da fibra, desde a chegada do algodão até a classificação final. 


Ao dar as boas-vindas à delegação internacional, Alessandra destacou que a visita representa uma oportunidade de aproximar os diferentes elos da cadeia têxtil da realidade da produção brasileira. 


"É uma satisfação receber pessoas de diferentes países para mostrar como o algodão brasileiro é produzido. Mais do que apresentar a nossa história, queremos compartilhar conhecimento sobre o processo de beneficiamento, a classificação da fibra e toda a estrutura que garante qualidade e confiança ao produto que chega à indústria têxtil mundial", afirmou. 


Durante a visita à algodoeira, os participantes acompanharam todas as etapas do beneficiamento, conheceram o processo de classificação da fibra por meio da tecnologia HVI (High Volume Instrument), acessaram os resultados das análises por QR Code e puderam observar como a rastreabilidade está presente desde a produção até a comercialização. 


Na sequência, a programação seguiu para a sede da Abapa, onde os participantes visitaram o laboratório de análise de fibras, referência na classificação e padronização do algodão brasileiro. No local, conheceram os processos que asseguram a qualidade, a rastreabilidade e a confiabilidade da fibra comercializada pelo Brasil nos mercados nacional e internacional. 


Durante a apresentação institucional, a equipe técnica da Abapa mostrou como a integração entre pesquisa, assistência técnica, capacitação e investimentos em tecnologia impulsiona a evolução da cotonicultura baiana, consolidando o estado como um dos principais polos produtores de algodão de alta qualidade do mundo. 


Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a missão amplia o diálogo entre produtores e os diferentes segmentos da cadeia têxtil global, fortalecendo a imagem do Brasil como fornecedor confiável de algodão. 


A etapa na Bahia reforçou um dos principais objetivos do Cotton Brazil Dialogues: aproximar os diferentes elos da cadeia têxtil da realidade do campo e demonstrar, na prática, os processos que sustentam a competitividade do algodão brasileiro.  Após a programação em Luís Eduardo Magalhães, a missão segue para Goiás e Distrito Federal, onde os participantes continuarão a conhecer iniciativas que fazem do Brasil uma referência mundial na produção de algodão de qualidade.


Sobre o Cotton Brazil

O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto.


Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).


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Cotton Brazil Dialogues leva lideranças globais para conhecer a produção de algodão em Mato Grosso

Primeira visita técnica da programação proporciona uma imersão na realidade da cotonicultura brasileira, destacando qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e escala de produção

30 de Julho de 2026

A programação do Cotton Brazil Dialogues teve início nesta segunda-feira (27) com uma imersão no campo, proporcionando aos participantes uma visão prática da produção de algodão no Brasil. A primeira visita técnica levou representantes da indústria têxtil, marcas, varejo e especialistas internacionais de diferentes países à Boa Esperança Agropecuária, em Lucas do Rio Verde (MT), uma das principais produtoras de grãos e fibras do estado.


A programação é coordenada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e das associações estaduais de produtores de algodão: Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa).


A visita integra a proposta do Cotton Brazil Dialogues de aproximar atores estratégicos, como marcas, varejistas, indústrias têxteis e organizações internacionais, da realidade da cotonicultura brasileira, permitindo que conheçam, em campo, os processos que sustentam a competitividade do algodão produzido no país, com foco em qualidade, rastreabilidade, inovação e sustentabilidade. A iniciativa busca fortalecer as conexões em toda a cadeia de valor da fibra, aproximando quem produz daqueles que influenciam sua transformação, comercialização e percepção pelo consumidor final.


Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Waj, um dos principais diferenciais desta edição do Cotton Brazil Dialogues é reunir representantes de todos os elos da cadeia do algodão em uma mesma iniciativa. "Ao reunir todos os elos da cadeia, fortalecemos a conexão entre produtores, exportadores, indústria e varejo, ampliando o conhecimento sobre a qualidade e os diferenciais do algodão brasileiro. Nosso objetivo é gerar valor para a fibra brasileira em toda a cadeia, chegando até o consumidor final. Esta primeira edição marca o início de uma iniciativa que tende a se fortalecer cada vez mais, consolidando a parceria entre as entidades e o Cotton Brazil."


Mato Grosso: o maior estado produtor de algodão do Brasil


Durante o primeiro dia da programação, a abertura do evento foi realizada no Aeroporto Bom Futuro, em Cuiabá. O encontro apresentou os objetivos da iniciativa e destacou a importância do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva do algodão.


Na sequência, o grupo seguiu para a Boa Esperança Agropecuária, onde conheceu de perto o sistema produtivo brasileiro, desde a gestão da fazenda até as operações de colheita, beneficiamento e logística. A programação incluiu uma apresentação institucional da propriedade e visitas às áreas de produção e às principais instalações da fazenda.


Durante a visita, os convidados também acompanharam uma operação de colheita de algodão em uma propriedade certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que reúne critérios relacionados às boas práticas agrícolas, responsabilidade social, conformidade trabalhista e preservação ambiental.


O presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Gouveia Guimarães, destacou que abrir as portas das fazendas para visitantes internacionais é uma oportunidade de apresentar, de forma transparente, a realidade da cotonicultura brasileira e os compromissos assumidos pelos produtores.


"Temos compromisso com a responsabilidade ambiental e, principalmente, com a responsabilidade social. Investimos continuamente na qualidade de vida, na infraestrutura e no bem-estar dos nossos colaboradores, porque acreditamos que cuidar das pessoas é um dos pilares da sustentabilidade da produção. Receber visitantes e mostrar essa realidade e é fundamental para aproximar o mundo do campo e fortalecer a confiança no algodão brasileiro."


Atualmente, a Boa Esperança Agropecuária cultiva aproximadamente 35 mil hectares de soja, 29 mil hectares de algodão e 5,5 mil hectares de milho, com operações distribuídas pelos municípios de Lucas do Rio Verde, Sorriso, Santa Rita do Trivelato, Tapurah, Ipiranga do Norte e Porto dos Gaúchos.


"Nada substitui a experiência de conhecer o campo, pois os participantes conseguem compreender a dimensão da cotonicultura brasileira e o compromisso do setor com a qualidade, a sustentabilidade, a rastreabilidade e a inovação. Essa aproximação fortalece a confiança no algodão brasileiro e amplia as oportunidades para a nossa fibra no mercado internacional", destaca o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.


Nos próximos dias, a programação seguirá com workshops, debates e encontros voltados aos desafios e às oportunidades da cadeia global do algodão. A agenda também inclui visitas técnicas e atividades na Bahia, em Goiás e no Distrito Federal, ampliando a imersão dos participantes na diversidade e na excelência da produção brasileira.


Sobre o Cotton Brazil

O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto. Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).

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Abrapa comunica alteração no fluxo de cadastro e validação das facas das prensas

Informação é válida especialmente para inspetores de Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs). 

28 de Julho de 2026

Com o objetivo de tornar mais ágil o processo de submissão de malas de amostras de algodão no Sistema de Identificação da Abrapa (SAI), sem comprometer a segurança, a rastreabilidade e a conformidade operacional, a Abrapa informa uma atualização no fluxo de cadastro das facas utilizadas nas prensas das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs).


A partir de 27/07/2026, data da publicação deste comunicado, a entidade não realizará mais a validação das dimensões das facas. O procedimento de cadastro e aprovação passará a ser de responsabilidade do inspetor devidamente habilitado e treinado, que deverá registrar as informações diretamente no sistema e declarar, de forma expressa, a veracidade dos dados informados. Todas as informações registradas continuarão sujeitas aos mecanismos de rastreabilidade, auditoria e verificação previstos nos programas conduzidos pela Abrapa.

A alteração reconhece a competência técnica dos inspetores para atestar as informações registradas, eliminando uma etapa operacional desnecessária e tornando o processo mais ágil, sem comprometer sua segurança e confiabilidade.


Informações sobre as dimensões adequadas das facas utilizadas nas prensas durante o beneficiamento dos fardos podem ser encontradas no Comunicado Técnico 03/2026: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/05/COMUNICADO-TECNICO-No-03-2026.pdf


Contamos com a colaboração de todas as UBAs para a correta aplicação desse novo fluxo e permanecemos à disposição para esclarecimento de eventuais dúvidas.


Atenciosamente,
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

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Brasil amplia exportações de algodão para a Índia em mais de 40 vezes em dois anos

Desempenho foi destacado pelo gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati, durante a BharaTex 2026, principal feira têxtil da Índia

28 de Julho de 2026

As exportações brasileiras de algodão para a Índia cresceram mais de 40 vezes nos últimos dois anos. Na safra comercial 2025/26, o Brasil embarcou mais de 350 mil toneladas para o mercado indiano, consolidando o país como um dos principais destinos da fibra brasileira. Os números foram apresentados pelo gerente do Cotton Brazil, Fernando Rati, durante a BharaTex 2026, maior feira do setor têxtil da Índia.


Esta foi a primeira participação do Cotton Brazil no evento, considerado uma das principais plataformas de negócios da indústria têxtil mundial. Representando a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Fernando Rati destacou o fortalecimento da relação comercial entre os dois países.


"Nosso principal foco foi estreitar o relacionamento com a indústria têxtil indiana, agradecer a confiança no algodão brasileiro, compreender oportunidades de aprimoramento e reforçar nosso compromisso de longo prazo com essa parceria", afirmou.



Brasil já responde por 40% das importações indianas


Atualmente, cerca de 40% de todo o algodão importado pela Índia tem origem no Brasil. O resultado ganha relevância pelo fato de o país asiático ser o segundo maior produtor mundial da fibra.


"Há apenas dois anos exportávamos 8 mil toneladas para a Índia. Encerramos a safra 2025/26 com mais de 350 mil toneladas embarcadas. É um mercado com grande potencial de crescimento, e nosso desafio agora é consolidar essa posição", ressaltou Rati.


Segundo o gerente do Cotton Brazil, a BharaTex passará a integrar o calendário anual de ações da iniciativa, em razão da importância estratégica do mercado indiano.


"A organização do evento e o alinhamento do setor têxtil indiano em torno de uma visão de longo prazo, até 2040, demonstram o potencial dessa parceria. Queremos seguir trabalhando junto aos principais atores da cadeia para que o Brasil tenha um papel cada vez mais relevante nesse processo", disse.



Workshop técnico aproxima indústria e fornecedores


Além da participação na feira, o Cotton Brazil promoveu um workshop técnico voltado à indústria de fiação indiana. A programação abordou boas práticas para maximizar o desempenho do algodão brasileiro nos processos industriais, com conteúdos sobre otimização da fiação, parâmetros técnicos e manutenção de equipamentos.


A capacitação contou com especialistas da Wazir Advisors e, segundo Rati, reforça a estratégia de agregar valor ao relacionamento comercial.


"Ao demonstrarmos, na prática, como o algodão brasileiro pode contribuir para aumentar a competitividade das empresas, fortalecemos nossa relação com a indústria e ampliamos as oportunidades para a fibra brasileira", concluiu.


Sobre o Cotton Brazil
O Cotton Brazil consiste na execução, de forma estruturada e integrada, de um plano de promoção internacional do algodão brasileiro, para que o país seja reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico de seu produto.

Lançado em 2020, o projeto é executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responsável por promover produtos e serviços brasileiros no exterior e atrair investimentos estrangeiros para setores estratégicos do país. Conta, também, com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e de Relações Exteriores, além da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).





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Linha especial para renegociação de dívidas rurais: veja os principais pontos para os cotonicultores

Regulamentação estabelece as condições para que produtores rurais e cooperativas que enfrentaram perdas de produção ou de renda possam renegociar operações de crédito rural

24 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) informa que foi publicada, nesta quinta-feira (23), a Resolução CMN nº 5.330/2026, que regulamenta a linha especial de crédito prevista na Medida Provisória nº 1.376/2026 para composição de dívidas rurais.


A regulamentação estabelece as condições para que produtores rurais e cooperativas que enfrentaram perdas de produção ou de renda possam renegociar operações de crédito rural, observados os critérios de enquadramento previstos na norma.


Com o objetivo de orientar os produtores de algodão, a Abrapa apresenta, a seguir, os principais pontos da Resolução e as providências necessárias para acesso à linha especial.


A publicação da Resolução não torna a renegociação automática. A contratação da operação depende da análise da instituição financeira, do enquadramento da operação nas regras estabelecidas, da apresentação da documentação exigida e do cumprimento das políticas internas de crédito de cada banco.


➡️Quem pode solicitar?


Poderão acessar a linha especial os produtores rurais e cooperativas que tenham registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras, com redução mínima de 30% da renda bruta agropecuária, em decorrência de:




  • eventos climáticos extremos, como seca, estiagem, geada, granizo, chuvas intensas, enchentes e vendavais; ou

  • redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários.


As perdas deverão ser comprovadas por laudo técnico emitido por profissional habilitado.


➡️Quais operações podem ser renegociadas?


Podem ser enquadradas operações de crédito rural de:




  • custeio;

  •  comercialização;

  •  industrialização; e

  • investimento (parcelas vencidas ou vincendas), desde que atendidos os critérios previstos na Resolução.


➡️Condições da linha especial


Beneficiário Limite Taxa de juros Prazo
Pronaf até R$ 400 mil ↪️ 6% ao ano até 8 anos
Pronamp até R$ 2 milhões ↪️ 9% ao ano até 8 anos
Demais produtores até R$ 4 milhões ↪️ 12% ao ano até 8 anos


Além disso:




  • carência de dois anos para pagamento do principal;

  • durante a carência, haverá pagamento apenas dos juros da operação.


➡️Condições especiais para perdas mais severas


Produtores que comprovarem perdas em três ou mais safras, com redução mínima de 40% da renda bruta agropecuária, poderão acessar condições diferenciadas:


Beneficiário Limite Taxa de juros Prazo
Pronaf até R$ 500 mil ➡️5% ao ano até 10 anos
Pronamp até R$ 2,5 milhões ➡️ 8% ao ano até 10 anos
Demais produtores até R$ 8 milhões ➡️ 11% ao ano até 10 anos


➡️Dívidas acima dos limites


Quando o saldo das operações ultrapassar os limites da linha especial, a Resolução autoriza as instituições financeiras a oferecerem uma linha complementar com recursos de LCA, Poupança Rural ou recursos livres. Nessa hipótese, as condições financeiras serão livremente negociadas entre o produtor e a instituição financeira.


➡️Prazo para contratação


As operações poderão ser contratadas até 12 de novembro de 2026.


Orientação da Abrapa


A Abrapa recomenda que os produtores que se enquadram nos critérios da Resolução procurem sua instituição financeira e sua equipe técnica o quanto antes para verificar a elegibilidade das operações, providenciar o laudo técnico, quando necessário, e organizar toda a documentação exigida. A antecipação desse processo pode contribuir para maior agilidade na análise e contratação da operação.


Pontos de atenção




  • A contratação da linha depende da aprovação da instituição financeira e não constitui direito automático do produtor.

  • A instituição financeira poderá solicitar um segundo laudo técnico caso identifique inconsistências ou necessidade de complementação das informações.

  •  O laudo deverá demonstrar a relação entre as perdas registradas e a operação de crédito que será liquidada ou amortizada.

  • Para fins de enquadramento, as safras serão consideradas por ano civil. Perdas em diferentes culturas dentro do mesmo ano contam como uma única safra.

  • Os limites das modalidades não são cumulativos. Caso o produtor atenda aos requisitos das duas modalidades, será aplicado apenas o limite correspondente às condições mais favoráveis.

  • Cooperativas de produção agropecuária poderão contratar operações de até R$ 50 milhões, observadas as regras previstas na Resolução.

  • Operações contratadas com recursos do FCO, FNE e FNO deverão manter a mesma fonte de recursos e seguir as regras específicas de cada Fundo.

  • As instituições financeiras poderão prorrogar, por até 30 dias, parcelas de operações adimplentes com vencimento até 14 de agosto de 2026, desde que o produtor solicite a contratação da linha especial e cumpra os requisitos da norma.

  • O Fundo Garantidor previsto na Medida Provisória nº 1.376/2026 ainda depende de regulamentação específica e, portanto, ainda não está disponível.


A Abrapa seguirá acompanhando a implementação da medida junto ao governo federal e às instituições financeiras e permanecerá à disposição dos produtores para esclarecer dúvidas sobre a aplicação da Resolução.

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Abrapa é apoiadora da segunda edição da Etapa Algodão do Rally da Safra

Expedição técnica projeta produção de 4,2 milhões de toneladas de pluma e inicia avaliações de campo nas principais regiões produtoras do país

24 de Julho de 2026


O Rally da Safra começa nesta segunda-feira (27) a segunda edição da Etapa Algodão, iniciativa que conta com o apoio institucional da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


A expedição técnica percorrerá as principais regiões produtoras da Bahia e de Mato Grosso para realizar um diagnóstico das lavouras durante a colheita da safra 2025/26. As estimativas pré-Rally da Agroconsult, organizadora da iniciativa, apontam que a produção brasileira poderá alcançar 4,2 milhões de toneladas de pluma.


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, iniciativas que geram informações técnicas e independentes fortalecem o planejamento do setor e ampliam a transparência sobre a produção brasileira. “O Rally da Safra contribui para uma leitura qualificada da safra. Esses dados são fundamentais para produtores, indústria, mercado e formuladores de políticas públicas, além de reforçarem a credibilidade e a competitividade do algodão brasileiro no cenário internacional.”


Mesmo com redução de 4,1% na área plantada, estimada em 2,12 milhões de hectares, a expectativa é de que o bom desempenho produtivo compense parte dessa retração. A produtividade média é projetada em 318 arrobas de algodão em caroço por hectare.


As equipes do Rally percorrerão áreas estratégicas de produção no Oeste da Bahia passando pelas regiões de Correntina, Posto do Rosário, Roda Velha, Formosa do Rio Preto, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães de 27 de julho até 1º de agosto. Na sequência, entre 10 e 14 de agosto, os técnicos atuarão no Sudeste do Mato Grosso, verificando as condições das lavouras nas regiões de Rondonópolis, Primavera do Leste, Santo Antônio do Leste e Campo Verde, finalizando esse trecho com visitas aos grandes grupos do setor em Cuiabá. Já entre os dias 23 e 28 de agosto, os técnicos estarão no Oeste e Médio-Norte mato-grossense, contemplando as regiões de Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Campo Novo do Parecis, Sapezal e Campos de Júlio, finalizando o trecho em Cuiabá.


Esta é a segunda edição da Etapa Algodão do Rally da Safra. “Utilizamos uma metodologia que inclui o mapeamento por satélite para garantir a exatidão do tamanho da área plantada e de dados sobre áreas irrigadas, além do diagnóstico técnico in loco da safra de algodão, com identificação das principais doenças, pragas e plantas daninhas”, explica Heloisa Melo, sócia diretora da Agroconsult e coordenadora técnica da etapa.


As avaliações de campo, juntamente com uma nova análise de imagens de satélite a ser realizada em agosto pelo CropData, plataforma de mapeamento e classificação de área da Agroconsult, permitirão aprofundar as análises e ajustar os números de produção e oferta até o encerramento oficial do Rally. Os resultados serão apresentados durante o Congresso Brasileiro do Algodão, em 22 de setembro.


Mato Grosso


Concentrando uma redução de 6,5% na área plantada de algodão em relação à safra passada, o Mato Grosso poderá registrar queda de 5,6% na produção de pluma, segundo estimativas pré-Rally, alcançando 2,9 milhões de toneladas de pluma. Apesar disso, a produtividade é projetada em 318 arrobas de algodão em caroço por hectare – contra 315 na temporada passada.


A região Médio Norte teve crescimento relevante das lavouras e consolidou-se como a maior região em área plantada do estado e do Brasil. Há expectativa de boa produtividade no estado, com exceção da região Leste, que recebeu chuvas irregulares durante o desenvolvimento das lavouras.


Bahia


A área plantada na Bahia deve permanecer estável em 425 mil hectares – entre áreas de sequeiro e irrigadas - mostram as projeções pré-Rally. A redução do sequeiro será compensada pelo avanço das lavouras com irrigação. “Este é o novo normal da Bahia, com uma nova curva de calendário de plantio: a área irrigada já representa quase metade de toda área plantada do estado, o que justifica o plantio mais ‘atrasado’ desse ciclo”, aponta Heloísa.


Já a produção poderá crescer 10,6%, alcançando 882 mil toneladas, segundo dados pré-Rally, com produtividade estimada em 335 arrobas de algodão em caroço por hectare. A coordenadora técnica do Rally explica que há expectativa de produtividades maiores para o estado. “Os primeiros talhões colhidos apresentam ótimo potencial”.


Perspectivas para a safra mundial 26/27


A safra brasileira irá compor o mercado global entre agosto/26 e julho/27, período cuja projeção aponta para um déficit mundial de cerca de 600 mil toneladas de algodão. Segundo Heloísa, esse cenário é motivado pela redução de oferta prevista nos principais países produtores, como Austrália, Estados Unidos e, possivelmente China e Índia.


Sinais climáticos adversos, como os impactos do El Niño na Índia - que causou atrasos no plantio e nas monções - e alertas nas condições de plantio dos EUA, reforçam essa retração. Diante disso, a expectativa é de que o déficit global de 600 mil toneladas sustente os preços internacionais da fibra ao longo de todo o ciclo.


Sobre o Rally


Com a experiência acumulada ao longo de 23 anos de atividades e cerca de 1,5 milhão de quilômetros percorridos, com 35 mil lavouras avaliadas, o Rally da Safra realiza em 2026 a segunda edição da Etapa Algodão. Lançada no ano passado, a etapa contou com mais de 30 visitas a produtores de algodão. São patrocinadores desta edição: Basf, FiberMax, Laferlins, ADM, TIM, Mitsubishi Motors, Xarvio, Mediterranean, Itaú BBA, Tama, Yara e Brado Logística.


A expedição técnica conta com o apoio institucional da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e Abrapa.

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