Na última sexta-feira, 24/04, representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da empresa Biotrop firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar o uso de bioinsumos na cadeia produtiva do algodão brasileiro. A iniciativa é vista como uma alternativa ao uso de defensivos químicos no manejo de pragas da cultura, entre elas o bicudo do algodoeiro.
A encontro teve a participação do vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella; os produtores e conselheiros da entidade, Carlos Alberto Moresco e Luiz Carlos Bergamaschi; o diretor executivo da associação, Marcio Portocarrero; o gerente do programa Cotton Brazil, Fernando Rati; e a diretora de relações institucionais, Silmara Ferraresi. O presidente da Biotrop, Jonas Hipólito; a head de algodão, Paula Luporini; e o diretor comercial, Carlos Baptista representaram a empresa especializada no desenvolvimento de soluções biológicas.
Durante o encontro, Celestino Zanella destacou os benefícios do uso de bioinsumos e o potencial da parceria para aprimorar o controle de pragas e doenças. “O principal objetivo da Abrapa é viabilizar a cotonicultura, e o controle biológico de pragas é de extrema importância neste processo. A Biotrop tem realizado um trabalho brilhante nos últimos anos, e poderá ajudar os produtores na construção do futuro do algodão”, analisou.
Parceria estratégica para promover o uso de bioinsumos
Marcio Portocarrero apresentou as frentes de atuação da Abrapa e destacou o papel do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) no incentivo ao uso de biológicos. Segundo ele, o tema integra o pilar de gestão ambiental, com foco na saúde do solo e no controle integrado de pragas.
“Atualmente 78% das fazendas brasileiras que produzem algodão participam do programa ABR, dentre elas 83,6% usaram no último ano produtos biológicos para o controle de pragas e doenças”, afirmou.
Para Fernando Rati, o uso de bioinsumos também contribui para a imagem do algodão brasileiro no mercado externo. “O bioinsumo é um instrumento poderoso para reforçar o posicionamento do internacional do algodão brasileiro enquanto produção agrícola ambientalmente responsável”.
A promoção e a rastreabilidade do algodão brasileiro também estiveram na pauta. Silmara Ferraresi apresentou os avanços do programa SouABR e do movimento Sou de Algodão, e aproveitou a oportunidade para convidar a Biotrop a se juntar ao tima de empresas apoiadoras do movimento.
“O movimento Sou de Algodão tem atualmente um time de empresas apoiadoras comprometidas com a sustentabilidade e origem do algodão, que estão conquistando um público cada vez mais engajado por valorizarem a transparência e a qualidade daquilo que consomem”, disse.
Neste ano, a Biotrop participará do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). Realizado pela Abrapa, o evento é considerado o principal da cotonicultura no país, e está há 15 anos reúnindo representantes de todos os elos da cadeia produtiva. A participação da Biotrop reforça a parceria da empresa com a associação.
Redução de custos e sustentabilidade
Jonas Hipólito destacou os investimentos da empresa em soluções que aumentam a eficiência dos bioinsumos no combate às pragas, com impacto na redução de custos no longo prazo. “A Biotrop é uma empresa focada na transformação da agricultura, com o objetivo de oferecer mais ferramentas para o setor. A cotonicultura brasileira é de vanguarda, de sustentabilidade, com o melhor que existe disponível para a produção de fibras”.
Hipólito ainda explicou que a proposta da Biotrop para os cotonicultores brasileiros é oferecer os bioinsumos como instrumentos que equilibram o manejo, a rentabilidade e a sustentabilidade. “O biológico chega como uma ferramenta a mais para o cotonicultor, que permite fazer a gestão das pragas desafiadoras, como é o caso do bicudo. Isso acontece com controle efetivo, custo atrativo e rentabilidade tão necessária para o desenvolvimento da atividade”.
Próximos passos
No dia 13 de maio, a Biotrop participará, junto à Abrapa, de uma visita de campo na fazenda do Grupo Moresco, em Luziânia (GO). O encontro permitirá avaliar, na prática, os resultados dos bioinsumos na lavoura e também contará com a presença de representantes de órgãos oficiais, como Ibama e Anvisa.
