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Mobilização do programa SBRHVI em Goiás

06 de Junho de 2019

Dando sequência ao calendário de visitas de mobilização do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), a Abrapa esteve em Goiânia (GO), no dia 30 de maio, para conversar sobre a iniciativa e alertar para a importância da máxima adesão dos produtores. Todos os laboratórios que atendem aos cotonicultores brasileiros já aderiram à iniciativa, que visa a harmonizar os resultados obtidos nas análises instrumentais de pluma no país. Na oportunidade, a Abrapa realizou a visita de verificação no Laboratório de Classificação Visual e Tecnológica da Fibra de Algodão, da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). A visita de verificação integra o calendário anual do SBRHVI, como parte do 3º pilar, de orientação aos laboratórios participantes.



De acordo com Edson Mizoguchi, o encontro se dá antes do início da safra no estado. "Eles já começaram a receber amostras, mas isso será intensificado a partir de junho. É importante que os laboratórios atendam aos requisitos do programa e que os produtores façam parte da iniciativa. O clima estava muito favorável ao engajamento dos cotonicultores", disse Mizoguchi.



Na associação, a reunião foi conduzida pelo gerente do laboratório da Agopa, Rhudson Assolari, que abriu o encontro com dados da capacidade de análise do centro, normas exigidas no Brasil e no exterior, taxas de confiabilidade e frequência da manutenção dos equipamentos.



Para o presidente da Agopa, Carlos Alberto Moresco, o programa SBRHVI veio para "solidificar a credibilidade do algodão brasileiro e do laboratório central da Abrapa, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Sem dúvida um diferencial competitivo na conquista de mercados", afirmou. Moresco conta que, seguindo os passos do CBRA, o laboratório da Agopa também vai buscar a certificação de Bremen. "Nossa meta é alcançá-la em 2020", concluiu.




Presente à reunião, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, destacou a geração de valor da fibra como uma razão crucial para a adesão ao programa. "Com informações online será possível formar lotes com dados fidedignos, acessíveis ao comprador ou trading, que poderão pagar pela qualidade", explicou.

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Algodão brasileiro – a pluma sustentável

05 de Junho de 2019

Fibra natural, ecológica e biodegradável, o algodão vem atravessando os milênios no topo da preferência da humanidade como matéria-prima para a fabricação de suas roupas. E no dia em que o mundo comemora o Dia do Meio Ambiente, 5 de junho, os agricultores brasileiros celebram as conquistas da cotonicultura nacional, que só foram possíveis com a adoção ampla do conceito de sustentabilidade nas lavouras. Em 2019, o país se prepara para colher 2,8 milhões de toneladas de pluma de algodão. No contexto mundial de produção de 26,7 milhões de toneladas, o país é o quarto maior produtor e, pela primeira vez, assume o posto de segundo maior exportador no ranking global.



A relação entre os impressionantes números da cotonicultura nacional e o meio ambiente é mais estreita do que se imagina. E isso tem menos a ver com as condições naturais favoráveis ao cultivo – clima, solo e disponibilidade de terras agricultáveis –, do que com a capacidade do produtor de algodão de manejar de forma correta e racional esses recursos, que embora sejam abundantes e renováveis, são finitos.



Há pouco mais de 20 anos, a sustentabilidade – ambiental, social e econômica – foi entendida como único caminho para fazer renascer e perdurar a produção de algodão no país. A bandeira se tornou um compromisso de todos os cotonicultores, representados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que implementou o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que estabeleceu critérios para certificar, em nível nacional, a pluma sustentável e opera em benchmark com a ONG suíça Better Cotton Initiative (BCI).



Better Cotton Initiative (BCI) é referência internacional em licenciamento de algodão produzido sob os parâmetros da sustentabilidade. Trata-se de um programa global que está presente em 21 países, e sua chancela tem sido cada vez mais um diferencial de mercado, neste momento em que há um evidente incremento de procura por produtos produzidos em bases sociais, ambientais e economicamente corretas, como consequência da conscientização do consumidor final.



Com ações assertivas e consenso entre os cotonicultores para a importância das boas práticas, desde que o cultivo do algodão se intensificou no cerrado, o Brasil, que importava a pluma no final dos anos de 1990 passou a ser um dos maiores fornecedores mundiais.  Hoje ostenta com orgulho o título de maior provedor global de algodão licenciado pela BCI.





O Benchmark



O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), é gerido em cada estado produtor de algodão pelas suas associações filiadas. A parceria referenciada contribuiu para fazer do país o campeão mundial de fibra comprovadamente sustentável, com 31% do montante chancelado pela entidade internacional.



O cotonicultor que adere ao ABR pode, automaticamente, optar por ser, também, licenciado pela BCI. A adesão aos programas é voluntária, e, ao fazê-la, ele se compromete a cumprir um rígido protocolo de boas práticas agrícolas nas suas fazendas, que contempla 224 itens, só na fase de verificação para diagnóstico que antecede a certificação, e outros 178 para a finalização do processo, que culmina com a expedição do certificado e a consequente emissão dos selos que serão fixados nos fardos.



Esses requisitos abarcam desde os aspectos gerenciais dos empreendimentos agrícolas até o cumprimento da legislação brasileira ambiental e trabalhista, que são consideradas das mais avançadas do mundo. Incluem, ainda, a observância das normas de segurança do trabalho, a proibição da utilização de mão de obra infantil e de trabalho forçado ou análogo a escravo, além da proteção ao meio ambiente, com aplicação de boas técnicas agronômicas na produção da commodity.




Números



Do total de algodão produzido no globo, 19% são licenciados pela BCI.


No Brasil, a estimativa de área plantada, certificada ABR, para a safra 2018/19, é de 1.3 milhão de hectares, número 38% superior ao da safra 2017/18.



Já produção de pluma certificada ABR no Brasil na safra 2018/19 é estimada em, aproximadamente, 2,2 milhões de toneladas, número 42% superior ao alcançado na safra 2017/18. Para o BCI, a previsão de licenciamento é de de 2,1 milhões de toneladas de pluma de algodão. "Este número nos indica que 80% da safra colhida no Brasil são de algodão certificado, comprovadamente sustentável. E o percentual de adesão cresce a cada ano", considera o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.



O pilar ambiental



Em linhas gerais, os critérios ambientais preconizados pelo ABR/BCI determinam que a produção de algodão, para receber a certificação/licenciamento, seja alinhada ao Código Florestal Brasileiro e com a Legislação Ambiental. O protocolo elenca itens de verificação e de certificação sobre outorga de água, sobre uso racional do recurso hídrico, com comprometimento e metas de redução de consumo ao longo dos anos, além Itens de verificação e certificação sobre proibição de aplicação de ingredientes ativos que são proibidos por convenções internacionais.


Todas as fazendas certificadas/licenciadas têm um plano de recuperação de áreas degradadas, com metas bem estabelecidas para aumentar a área produtiva da fazenda. O protocolo ABR e BCI também apresenta itens para conservação da fauna e da flora, além de requisitos que incentivam a utilização de produtos biológicos para Manejo Integrado de Pragas e Doenças no algodão. O cumprimento de cada uma das etapas e critérios envolvidos para a obtenção do ABR/BCI é auditado por empresas certificadoras independentes, reconhecidas internacionalmente.




Muito além dos protocolos



Mas a produção sustentável de algodão é muito mais que checklist. Visando aumentar a produtividade nas lavouras, preservar o solo, quebrar o ciclo de pragas e doenças, os produtores adotam técnicas agronômicas diferenciadas, e decisões acertadas desde o início da produção, no centro-oeste brasileiro garantem mais eficiência nas lavouras, qualidade no produto e sustentabilidade no cultivo.



Diversificação



Uma das principais mudanças no modelo de cotonicultura praticado no cerrado, em comparação aos anteriores, foi a substituição da monocultura por uma matriz produtiva diversificada, na qual a commodity é consorciada, principalmente, à soja e ao milho, o que possibilita a alternância entre eles. A técnica da rotação de cultura preserva o solo, otimiza o uso dos insumos agrícolas, como fertilizantes, e traz outras vantagens econômicas, como o balanceamento do plantio de acordo com as condições de preço de mercado e custo de produção de cada um dos cultivos. A alternância entre os cultivos também quebra o ciclo de pragas e doenças do algodoeiro, que põem em risco as lavouras e aumentam o custo de produção.



 


Plantio direto



Trata-se de uma técnica sustentável na qual o Brasil é líder mundial. Ela consiste em deixar a palha da safra anterior no solo, para criar uma cobertura de matéria orgânica e evitar o impacto de implementos como o arado. Isso preserva a terra e a microfauna que habita nela, evitando a sua exaustão.



Recuperar para crescer



Junto às demais culturas cultivadas nesse modelo de matriz produtiva, o algodão também ajuda a manter o patrimônio natural do cerrado, ao ocupar áreas de antigas pastagens e incorporar tecnologias avançadas em cultivares, máquinas e insumos para intensificar e tornar mais eficiente a produção e o uso dos recursos naturais. Assim, menos aberturas de novas áreas são necessárias para o avanço agrícola.



Regado pela chuva



As condições climáticas do cerrado favoreceram o plantio do algodão em regime de sequeiro, sem irrigação artificial. Na safra 2018/2019, apenas 8% das lavouras de algodão do país são irrigadas, e, ainda assim, o algodão brasileiro se destaca pelo desempenho nas plantações. Quando considerada a produção não irrigada, o Brasil é o campeão mundial de produtividade no algodão. No cômputo geral, é o quinto lugar. Perde para, Austrália, Israel, Turquia e China, nessa ordem, que fazem uso intensivo da irrigação artificial. Alguns deles, em 100% de suas plantações.



Verde conservado




Nas propriedades produtoras de algodão no cerrado, a preservação da mata nativa excede os 20% determinados por lei nas chamadas Reservas Legais (RL), e a conservação das Áreas de Preservação Permanente (APP), como topos de morro, veredas e matas ciliares, é rigorosamente cumprida. Sem observar os aspectos legais, o Brasil não teria como ser quarto maior produtor de algodão mundial nem o segundo maior exportador.



De acordo com dados levantados pela Embrapa Territorial, a agricultura no cerrado não é fonte de desmatamento e sim de conservação, porque converteu áreas de pastagens em lavouras. Nos últimos 17 anos, a perda de vegetação nativa do cerrado foi de 0,25% ao ano.



Sou de Algodão



Entender a importância da sustentabilidade fez diferença dentro de cada fazenda de algodão e ressignificou a pluma do Brasil, hoje reconhecida pelo mercado mundial como sustentável. Mas era preciso que esse conceito também-chegasse ao guarda-roupa. Por isso, a Abrapa lançou, em 2016, na São Paulo Fashion Week, o movimento Sou de Algodão. Seu objetivo é esclarecer e enfatizar as vantagens da matéria-prima para a natureza e para quem usa, e, assim, incrementar o seu consumo no Brasil.



"A Abrapa, junto com a empresa Markestrat/USP, estudou os hábitos de compras de produtos têxteis pelos brasileiros – de vestuário a produtos de casa mesa e banho –, em diversos níchos, e desenhou uma estratégia que pudesse ser mais que um programa institucional, tornando-se uma onda, um movimento capaz de engajar todos os que se preocupam com o bem do planeta, o bem-estar social na produção e, claro, com estilo", afirma Milton Garbugio.



Mostrando que o algodão, além de ser uma fibra natural, biodegradável, durável, versátil, confortável e bonita, também é sustentável, inclusivo, democrático e a favor da diversidade, dentre muitos outros atributos, o movimento está chegando cada vez mais longe.



"Primeiro, conclamamos os elos da cadeia que atuam diretamente na produção. Depois, fomos conversar com quem pensa a moda e lança as tendências, estilistas, designers, professores, estudantes e a indústria têxtil e de confecção. Agora, cada vez mais, ganhamos a adesão do varejo, e seguimos rumo à nossa meta de conquistar a preferência desse consumidor consciente", diz o presidente da Abrapa.  Em maio, o movimento Sou de Algodão alcançou 100 marcas engajadas e desde a criação nomes importantes da moda têm ajudado a levar essa ideia ainda mais longe, como, Paulo Borges, Martha Medeiros, Chiara Gadaleta, João Pimenta, e muitos outros.


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Da fiação ao varejo, movimento Sou de Algodão já conquistou o engajamento de 100 marcas.

30 de Maio de 2019

Criado para fomentar o consumo da commodity no mercado brasileiro, o movimento Sou de Algodão já conseguiu o engajamento de 100 marcas à causa de promover a fibra têxtil natural, biodegradável e geradora de desenvolvimento. A iniciativa foi criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e lançada, em 2016, durante a São Paulo Fashion Week. De fiações, passando pelas tecelagens, confecções, gigantes do varejo, e até empreendedores artesanais, Sou de Algodão já alcançou todos os principais elos da cadeia produtiva e se aproxima do seu target maior, o consumidor.


De acordo com o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, conquistar a centésima marca é emblemático para o movimento. "Começamos muito pequenos. Primeiro, conclamamos os elos da cadeia que atuam diretamente na produção. Depois, fomos conversar com quem pensa a moda e lança as tendências, estilistas, designers, professores, estudantes e a indústria têxtil e de confecção. Agora, cada vez mais, ganhamos a adesão do varejo, e seguimos rumo à nossa meta de conquistar a preferência do consumidor consciente", diz o presidente da Abrapa.  Com o avançar das etapas previstas para o movimento, a entidade projeta um incremento de 10 pontos percentuais no consumo da pluma, no país, em cinco anos.




Para a tarefa de ganhar mais espaço para o algodão no guarda-roupa do brasileiro, o movimento destaca as vantagens da matéria-prima, desde as inerentes, como conforto, durabilidade, e o fato de ser natural, antialérgico e biodegradável, até as relacionadas a conceitos como estilo e inclusão. Mas um dos grandes "trunfos" da Abrapa na concorrência com outras matérias-primas têxteis é a sustentabilidade na produção da fibra.



"O Brasil tem uma das maiores produtividades na cotonicultura do mundo, irrigando apenas 8% de sua área", explica o presidente da Abrapa. Ele enfatiza o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), de certificação de pluma sustentável, que, no Brasil, atua em benchmark com a Better Cotton Initiative (BCI), referência mundial neste quesito. Atualmente, o Brasil já representa 31% de todo o algodão licenciado pela BCI, o que faz dele o maior fornecedor global de fibra sustentável.



O Sou de Algodão é resultado de um estudo – até 2015, inédito – sobre os hábitos de consumo de têxteis pelo brasileiro, de vestuário a produtos de casa mesa e banho. Esse trabalho, conduzido pela empresa Markestrat/USP, dividiu o público consumidor por categorias. "A partir do diagnóstico, pensamos em um formato capaz de ser atrativo e de gerar identificação com a sociedade como um todo, partindo do princípio de que o algodão é a fibra democrática, inclusiva e versátil, que, através das eras, tem sido a primeira opção de matéria-prima para vestir a humanidade", argumenta Garbugio.


 


Relação de marcas por segmento de mercado


 


Artesanato


Atelier Patch e Costura, Bordana, Cabocla Criações, Inbordal, Marina Abdalla Atelier, Ong Orientavida e Trecê Brasil.



Cama, Mesa e Banho


Artex, Casa Charllô, Casa Moysés, MMartan, Santista Decora, Toalha Appel e Toalhas Groh.



Confecção – estilista Casa de Criadores


Diego Fávaro, Heloísa Faria, Isaac Silva e Ken-Gá Bitchwear.



Confecção – feminina


Cecília Prado, Disparate, Equus, Farm, Juanna Têxtil, Martha Medeiros, Reserva Natural, Secret Glam, Shakti Confecção Pranica, Sogni Belli e Über Jeans.



Confecção  fitness


Track&Field



Confecção  genderless


Another Place e Sueka.



Confecção  Infantil


Amora, Brandili, BugBee, Fluory, Fofa Studio, Juliana Carrijo, Kyly, Lemon, Mini Hugs, Milon, Mini Hugs, Nanai, Nigambi, Precoce, Rovitex Kids, Taci Baby, Trick Nick, Yuks e Z.Low Kids.



Confecção – infantil a adulto


Rovitex



Confecção – jeans


Gardana Jeans e Trich.



Confecção – juvenil


Rovitex Teen



Confecção – moda íntima


Alices Modas, Hoot Cuequeria, Love Secret.



Confecção – masculina


Escolta, Highstil, Mahara Green, Mr Stone, Rock&Soda, Soul Básico e Sudotex.



Confecção – feminina e masculina


Ahmar Manifesto, Rovitex Premium e Zune Jeans.



Confecção – pijamas


Cor Com Amor, Duran Loungewear, Lachle, Mensageiro dos Sonhos e Varal RJ, Mon Petit.



Confecção – sustentável:


Ahlma, Áurea Moda Circular, Narooma e Thear Vestuário.



Confecção – design


Estyllus Denim Design



Fiação


Incofios, Maliber e Norfil.



Malharia


Dalila Têxtil, HC Têxtil, Menegotti e Urbano Têxtil



Tecelagem:


Canatiba, Cataguases, Capricórnio Têxtil, Cedro Têxtil, G.Vallone, ITM Têxtil, Jolitex, Paraguaçu Têxtil, Paranatex, Santana Textiles, Santanense, Santista Jeanswear, Tecelagem Panamericana e Vicunha.



Varejo de Moda


Lojas Renner

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Abrapa homenageada no 24º Clube da Fibra

28 de Maio de 2019

Os 20 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), completados no dia 7 de abril de 2019, tiveram celebração especial na programação da 24ª edição do Clube da Fibra, evento promovido pela empresa FMC, e realizado entre os dias 15 e 17 de maio, no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo. As homenagens à associação, cujo embrião germinou durante um Clube da Fibra, duas décadas antes, pontuaram todas as atividades, com destaque para o painel apresentado pela entidade, com uma panorâmica das duas décadas, as conquistas de cada gestão e os desafios para os próximos 20 anos. Na quinta feira, um jantar "de gala", marcou as comemorações.



A cerimônia teve presença de praticamente todos os ex-presidentes da Abrapa, além do atual, Milton Garbugio. Vídeos-documentários apresentaram o depoimento dos oito cotonicultores que estiveram à frente da associação no período: João Luís R. Pessa, Jorge Maeda, Eduardo Logemann, João Carlos Jacobsen, Haroldo da Cunha, Sérgio De Marco, Gilson Pinesso, Arlindo de Azevedo Moura e Milton Garbugio.



"Nos primórdios da produção, já no cerrado, o Brasil colheu 700 mil toneladas de algodão. Na safra em curso, deve colher 2,8 milhões de toneladas da pluma. Nos anos de 1980, importávamos algodão para abastecer a indústria nacional, e hoje não apenas atendemos à necessidade interna e exportamos o excedente, como ocuparemos o segundo lugar do ranking mundial de exportadores da fibra", disse o presidente da Abrapa. De acordo com Garbugio, a disponibilidade de terras agricultáveis, água e o mercado em crescimento no mundo permitem inferir que o país, dentro de cerca de sete anos, irá assumir o primeiro lugar no pódio dos exportadores.



Ainda segundo Garbugio, muita coisa aconteceu para a transformação de um país deficitário na produção da pluma no grande provedor mundial da fibra. "Antes de tudo, foi preciso ousar, quebrar paradigmas. Decidir plantar em uma região sem qualquer histórico na produção, o que só foi possível com investimento em tecnologia e união dos produtores", explica o presidente da Abrapa, para quem, após superados os desafios iniciais, a associação teve de se aprimorar em frentes cada vez mais complexas, como qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção da commodity.



Firme na liderança



Para o vice-presidente da FMC para a América Latina, Ronaldo Pereira, uma vez que a cotonicultura brasileira avançou nas duas últimas décadas, é preciso fazer um trabalho urgente para garantir que o algodão brasileiro ganhe o mercado e mantenha-se como grande player, como o investimento em logística. "Não podemos deixar para a última hora. A cadeia passa a ser muito grande agora. O tamanho do Valor Bruto da Produção (VBP) do algodão fica, comparativamente às outras cadeias produtivas, muito forte. O fator humano também será um diferencial, pois a área cresceu 45% e, para cuidar desse incremento, será preciso pessoas capacitadas", afirmou. Ronaldo Pereira ressaltou a satisfação da companhia por homenagear a Abrapa, a quem chamou de uma "jovem moça" que a empresa "viu nascer e apadrinhou".



Ao longo da programação, palestras e painéis apontaram tendências e elencaram possíveis soluções para os problemas que decorrem de um crescimento de safra e área. Foi o caso da explanação do consultor André Pessoa, da Agrocolsult, intitulada "Algodão brasileiro: agora que crescemos, o que queremos ser". Entre os convidados que expuseram a posição pessoal ou das entidades que representam, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski, que destacou a necessidade de garantir a constância nos embarques e alertou para o alongamento do fluxo tanto de exportações, como de concretização dos negócios, "que demandará mais capacidade para o agricultor fazer fluxo de caixa".


Em sua fala, o ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, destacou o papel pioneiro e proativo do produtor brasileiro de algodão e frisou os riscos que a atividade corre, com a possível extinção do Convênio 100 e da Lei Kandir. O Clube da Fibra também teve diversos momentos de congraçamento, com espetáculos musicais e atividades especiais.

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Abrapa 20 anos

27 de Maio de 2019












Para celebrar os 20 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), completados em abril, a organização do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12º CBA) convidou o cantor sertanejo Leonardo para encerrar a programação do evento, que será realizado entre os dias 27 e 29 de agosto, no Centro de Convenções de Goiânia/GO. Leonardo fará um show exclusivo para os cerca de 1,5 mil participantes do Congresso, com um repertório de modões e sucessos de sua autoria e do cancioneiro popular. As duas décadas da Abrapa serão lembradas em diversos momentos ao longo da programação do CBA e no estande da entidade.


A atração musical é uma novidade na grade do CBA, evento que é considerado o maior e mais importante encontro da cadeia produtiva da pluma. "O congresso é uma atração por si só, pelo que gera de conhecimento. Mas este ano resolvemos celebrar junto com as pessoas que vivem o dia da cotonicultura no Brasil e com aqueles que ajudaram a construir a sua história, que se confunde com a da entidade", explica o presidente da Abrapa e do 12º CBA, Milton Garbugio.


Ainda segundo Garbugio, a escolha de Leonardo como o convidado de honra para marcar a passagem da data se deu pela identificação direta do cantor com o público do evento, e também com o estado que sediará o congresso nesta edição. "Goiás é o coração das lavouras da pluma no país, estado natal de Leonardo e berço da vertente mais atual da música sertaneja", diz Garbugio, lembrando o pioneirismo de nomes como Leonardo e seu antigo parceiro artístico Leandro, e outras duplas famosas no gênero musical que conquistou o Brasil. "A grade científica concentrada em três dias – de terça a quinta-feira – também favoreceu a realização do show. Da para voltar para casa na sexta ou aproveitar o fim de semana em Goiânia, sem pressa", conclui Garbugio.






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SBRHVI

24 de Maio de 2019












Nos dias 21 e 22 de maio, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, em Brasília, o III Workshop de Melhores Práticas de Laboratórios, um treinamento que faz parte do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), cujo foco é a orientação aos laboratórios que integram o programa e atendem aos cotonicultores brasileiros com serviços de análise de algodão. A capacitação é a última antes de ter início a colheita da safra 2018/2019, em que o Brasil deve bater um novo recorde na produção da commodity, alcançando 2,8 milhões de toneladas de pluma.



O volume maior do produto não apenas vai aumentar a demanda por classificação, como exigirá ainda mais atenção à qualidade de resultados, uma vez que o país passa a ser, a partir dessa safra, o segundo maior exportador mundial de algodão. "É uma posição muito importante, mais ainda se considerarmos que, há pouco mais de duas décadas, importávamos algodão. Precisamos melhorar e manter a boa imagem do algodão brasileiro e a credibilidade do mercado nos laudos de análise que geramos", pondera o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.



Nesta safra, todos os dez laboratórios nacionais que atendem aos produtores de algodão fazem parte do programa SBRHVI. O foco do treinamento tem sido a implantação de um Sistema de Gestão de Qualidade. "No ano passado, a certificação internacional do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) era nossa meta, e os treinamentos eram voltados às melhorias de processos e estruturas nos laboratórios participantes e à conscientização para a importância da padronização e cumprimento das normas. Vencida essa etapa, concentramos esforços no SGQ. Desta forma, mantemos um nível de padronização adequado em todos os laboratórios", explica o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi.



O terceiro pilar do SBRHVI é um dos fundamentos do programa, junto com o Banco de Dados da Qualidade e o CBRA. "Ele é o difusor de conhecimentos do programa, imprescindível para que alcancemos um nível harmônico e padronizado nos resultados obtidos na classificação de pluma no país", conclui Mizoguchi.





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Agricultores colombianos visitam sede da Abrapa

19 de Maio de 2019

A Abrapa recebeu hoje (19), em sua sede em Brasília, um grupo de agricultores colombianos que está no país esta semana para participar da Feira Internacional dos Cerrados – AgroBrasília – e conhecer o modelo brasileiro de plantar algodão, dentre outras culturas agrícolas. Eles foram recebidos pelos diretores executivos da Abrapa, Marcio Portocarrero, e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, depois de já terem visitado, no último dia 17, a fazenda Onça, em Goiás. Em campo, foram ciceroneados pelo proprietário Carlos Moresco, que também é presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa). Na AgroBrasília, feira que teve início no dia 16 de maio e prossegue até o sábado, 20, os empreendedores estrangeiros montaram um estande no qual recebem produtores, público geral e autoridades brasileiras.


A ideia da missão colombiana no Brasil é atrair o interesse de cotonicultores nacionais para estabelecer parcerias na Colômbia com vistas ao cultivo de algodão, soja, milho e arroz. A cotonicultura já chegou a ocupar mais de 400 mil hectares naquele país e hoje está restrita a, aproximadamente, 18 mil hectares, cultivados por agricultores familiares.


Em março, Portocarrero participou de uma missão diplomática na Colômbia para apresentar ao governo de lá a governança associativa da Abrapa, assim como os programas que a entidade desenvolve em Qualidade, Sustentabilidade e Rastreabilidade, como parte de um acordo de cooperação para o fortalecimento da cotonicultura nos países do Mercosul, Haiti e África subsaariana, firmado em 2012. O pacto envolve o Ministério das Relações Exteriores do Brasil /Agência de Brasileira de Cooperação (MRE/ABC), o Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e o Escritório da FAO para a América Latina e Caribe. A visita dos agricultores colombianos ao Brasil, contudo, não foi diretamente ligada a este acordo. "Mas com certeza foi fomentada por ele", afirma Portocarrero.

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Treinamento aborda importância do conhecimento da “faixa de incerteza” dos laboratórios de HVI

29 de Abril de 2019

Nos dias 23 e 24 de abril, na sede da Abrapa, em Brasília, os laboratórios participantes do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) participaram do treinamento "Incerteza de Medição". A iniciativa, alinhada ao terceiro pilar do programa, para a safra 2018/2019, focou em um requisito importante para a implantação de um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ), e contemplou conhecimentos estatísticos e de metrologia. Após o treinamento, o instrutor Clecio Dambinski, da empresa Qualabor, realizou um trabalho de assessoria específico para o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), para validar os cálculos de incerteza dos ensaios de comprimento, finura, uniformidade, resistência, grau de reflexão e grau de amarelamento aferidos pelo laboratório central. Esta assessoria foi concluída no dia 26 de abril.


Dentre os assuntos abordados no treinamento, foi feita uma análise do "Guide to the Expression of Uncertainty in Measurement" - (ISO-GUM - 1995), (NIS 3003), (EA 4/02), e NIT-DICLA 021 – INMETRO. Além disso, tratou-se de terminologia, Vocabulário Internacional de Metrologia (ISO-VIM) e Guia para a Expressão da Incerteza de Medição (ISO-GUM). Outros tópicos foram: Procedimento para determinação da incerteza segundo ISO-GUM e outros; Efeitos sistemáticos e efeitos aleatórios; Avaliação "tipo A" e "tipo B" da incerteza; Incerteza padrão, Incerteza combinada, Incerteza expandida, Fator de abrangência; Coeficiente de sensibilidade – para que serve e como determiná-lo, Fontes de incerteza – como identificá-las e quantificá-las; Conceitos básicos de estatística, dentre outros temas. A dinâmica do treinamento também incluiu uma parte prática, de conteúdo genérico com simulações e cálculos.


De acordo com o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, cada laboratório tem resultados que comportam índices diversos de incerteza. Isso acontece porque as máquinas são diferentes – inclusive no tempo de uso de cada uma delas – e a diversidade de pessoas que fazem as análises também influencia nos resultados. "Quando se sabe qual o grau de imprecisão, as chances de acerto dos laudos são maiores. Isso incrementa a nossa credibilidade junto ao mercado, o que é grande parte do objetivo da Abrapa com o programa SBRHVI", afirma.


Nos aspectos metrológicos, a incerteza de medição é parte crucial da confiabilidade da medida. "Existe um erro a cada medida, e saber isso é critico. É uma exigência de mercado, e uma obrigação para os laboratórios acreditados. Com o conhecimento da faixa de incerteza, o cliente pode concluir se aquele laboratório é adequando para sua necessidade", atesta Clecio Dambiski.


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Abrapa pleiteia crédito para fluxo de caixa no Plano Safra 2019

25 de Abril de 2019

Recorde de produção e exportações da pluma aumentou o tempo de embarques e recebimento para o algodão enviado ao mercado internacional.



A estimativa de um novo recorde na produção brasileira de algodão na safra 2018/2019, de 2,8 milhões de toneladas de pluma, com previsão de embarques de 2,1 milhões de toneladas, acende o alerta dos produtores da commodity para a necessidade de crédito adicional para fluxo de caixa. Isso porque o incremento de cerca de 51% no volume exportado alonga o tempo de comercialização da pluma, que deixa de ser concentrado no segundo semestre para ser distribuído nos doze meses do ano. A falta de liquidez atrapalha os investimentos para a safra seguinte e os compromissos do produtor. A preocupação levou a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) a pleitear junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a inclusão no orçamento do Plano Safra 2019 de um montante de R$1 bilhão para a contratação de Empréstimo do Governo Federal (EGF). Na última quarta-feira (24), o vice-presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, e o diretor-executivo da entidade, Marcio Portocarrero, entregaram uma carta à ministra Tereza Cristina, argumentando a necessidade da disponibilização dos recursos.



"Produzindo cada vez mais e melhor, transformamos o Brasil, de um país que importava algodão na década de 80, no segundo maior exportador mundial da pluma, com tudo o que isso representa de geração de divisas, de superávit na balança comercial, emprego e renda", defende Busato. Segundo ele, o alongamento no fluxo das exportações, que antes era concentrado no segundo semestre, se dá em decorrência da logística dos embarques, que depende da disponibilidade de linhas marítimas, contêineres e do tempo de operação dos armadores.



"O cotonicultor que, tradicionalmente, recebia os valores comercializados pelo seu algodão no período da colheita e nos meses imediatamente subsequentes, terá de se adaptar para receber mais espaçadamente, ao longo do ano. Mas isso é muito difícil, pois existe um calendário agrícola que precisa ser cumprido no tempo certo. Por isso, o crédito antecipado é tão importante", disse o vice-presidente da Abrapa. De acordo com Marcio Portocarrero, a contratação dos EGF deverá ocorrer de agosto a dezembro de 2019, com vencimento fixado para julho de 2020. "Propomos que os juros sejam iguais aos do crédito rural, tendo como garantia o produto", conclui.

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Algodão será a estrela do desfile da Another Place na SPFW

22 de Abril de 2019

Usável, funcional, confortável, cheia de estilo e atemporal. Assim como o algodão, a coleção da Another Place, que será apresentada na próxima quarta-feira (24), pelo estilista Rafael Nascimento e seu sócio Caio Fortes, foi feita para ocupar as ruas e resistir ao tempo. A marca estreia na São Paulo Fashion Week (SPFW) em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com uma coleção na qual a pluma figura em 70% das peças. Todas as roupas produzidas são comerciais, com foco no conforto.  A novidade apresentada na coleção é a alfaiataria, quem vem com o toque esportivo, que já é conhecido como clássico da marca.



"O algodão foi nosso carro-chefe desde a criação da marca, em 2015, porque sempre priorizamos conforto. Trabalhamos anteriormente com a Abrapa e o movimento Sou de Algodão na Casa de Criadores, evento de revelação de novos talentos autorais. Daí surgiu a ideia da nova parceria na Semana de Moda de São Paulo", diz o pernambucano Rafael Nascimento. Junto com o sócio Caio Fortes, ele investe numa coleção que foge do que funciona apenas nas passarelas. "A proposta dessa coleção é de uma moda usável, feita para ir para a rua e ajudar a contar a história de alguém", afirma Nascimento.



A São Paulo Fashion Week (SPFW) é a mais importante semana de moda do Brasil. Em 2016, esse foi o pano de fundo escolhido pela Abrapa para lançar o movimento Sou de Algodão, uma iniciativa conduzida pela associação dos cotonicultores, com apoio de empresas de diversos elos da cadeia produtiva da pluma, cujo objetivo é divulgar as vantagens da fibra natural para os consumidores finais.



De acordo com o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, o Sou de Algodão representou um marco histórico para a Abrapa. Pela primeira vez, os cotonicultores passaram a 'conversar' com outros elos da cadeia produtiva – para além da indústria e do B2B –, como os profissionais que criam tendências de moda, executam e vendem e, também, os clientes finais, cidadãos comuns que consomem vestuário e artigos de casa, mesa e banho. "Nosso movimento vem ganhando cada vez mais adesão das marcas, quando elas passam a entender que optar por algodão é ter a certeza de estar investindo em uma matéria-prima sustentável, de qualidade, saudável, versátil e que conta uma história", enfatiza Milton Garbugio.


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