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Desoneração das exportações

08 de Novembro de 2019

Representada pelo seu diretor executivo, Marcio Portocarrero, a Abrapa, mais uma vez, defendeu enfaticamente a manutenção da “Lei Kandir”. A PEC 42/2019, que propõe a alterações da Lei Complementar 87/1996, responsável pela desoneração das exportações de produtos primários e semielaborados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), foi tema de audiência pública na Comissão de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural da Câmara (CAPADR), na Câmara dos Deputados, em Brasília, na quarta-feira (6).


Como argumento, Portocarrero citou o exemplo da inversão de posição do Brasil na cotonicultura, que saiu da condição de importador de algodão, para o posto de segundo maior exportador mundial nesta safra. O Brasil ocupava o 56º lugar no ranking mundial, entre 71 países exportadores em 2000. Na safra 2018/2019, 61% do algodão brasileiro produzido foram exportados e 39% abasteceram o mercado interno. "Isto seria inimaginável com tributação das exportações, e não poderá se manter caso a Lei Kandir seja extinta", explanou. Durante a audiência pública, membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) afirmaram que o colegiado é contra a extinção do incentivo e não permitirá prejuízos ao setor.


Segundo o diretor da Abrapa, a cadeia do algodão gera um PIB de US$ 74,11 bilhões anualmente, considerando a venda de produtos de confecção. "Isso se traduz em riquezas para o país, emprego e renda, e explica em grande parte o grande desenvolvimento dos estados onde a agricultura assumiu o protagonismo econômico, após a Lei Kandir, como é o caso do Mato Grosso", defendeu. Em outubro de 2017, a Abrapa participou de audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, como palestrante, defendendo a manutenção desta lei.

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Rede Ramulária

24 de Outubro de 2019

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), sediou, nos dias 23 e 24 de outubro, duas reuniões do Comitê Técnico da “Rede Ramulária”. Trata-se de um fórum que reúne instituições de pesquisa públicas e privadas, além de empresas detentoras de patentes de fungicidas para estudar formas eficazes de combate à doença, hoje presente em todos os estados produtores de algodão. Na reunião, foram divulgados os dados estatísticos levantados sobre a performance dos químicos para combate da doença, que chega a trazer prejuízos da ordem de 35% a 45% quando existe o manejo correto da doença e até de 100%, quando não se toma qualquer providência.


Os resultados foram obtidos em ensaios de campo, instalados em 12 locações, nos quatro maiores estados produtores na safra 2017/2018: Mato Grosso, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. As conclusões sobre a eficácia foram analisadas por locação, por proximidade geográfica e sobre o total dos “plots” experimentais. Os dados foram debatidos na reunião na Abrapa e também na preparatória, realizada na quarta-feira (23). As informações serão disponibilizadas posteriormente aos produtores.


 “Atualmente, o melhor fungicida do mercado dá cobertura de 75% a 80% da doença. Quando se trata de ramulária, falamos de controle e combate, mas ainda não existe uma solução total. Depende de clima e de vários fatores. O que queremos com a Rede é identificar os produtos de melhor performance, que permitam ao produtor reduzir o número de aplicações, atualmente, estimada em uma média de oito a nove por safra”, afirma o pesquisador da Embrapa e coordenador da Rede Ramulária, Alderi Emídio Araújo.


Segundo o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, até pouco tempo, a ramulária era considerada uma ameaça secundária à cotonicultura. “Nos últimos três anos, ela vem ganhando importância e preocupa o produtor. Por isso, a Abrapa e parceiros testam métodos de monitoramento e controle, para evitar que a doença comprometa a produção brasileira”, afirma.


A meta da associação é reduzir o custo de produção de algodão, hoje estimado em R$8,6 mil por hectare. “Os insumos agrícolas representam 61% do total. Destes, 35% correspondem aos gastos com defensivos”, diz.


A Rede Ramulária, como é conhecida, é patrocinada pela Abrapa, com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), e conta com a parceria da Embrapa Algodão, Agrodinâmica, Fundação Bahia, Assist Consultoria, Fundação Chapadão, Circulo Verde Assessoria Agronômica, Fundação MT, Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Instituto Phytus, Adama, ISK Biociences, Basf, Oxiquímica, Corteva, Sipcam Nichino, FMC, Helm, Syngenta, Isagro Brasil e  UPL.

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SBRHVI: Visita técnica e encontro com produtores na Bahia.

23 de Outubro de 2019

SBRHVI: Visita técnica e encontro com produtores na Bahia.



Com uma produção de algodão 15% maior na safra 2018/2019, e previsão de recorde em análises do produto este ano, estimada em três milhões de amostras, o estado da Bahia recebeu nos dias 16 e 17 de outubro a visita da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), como parte do calendário nacional de orientação aos laboratórios e mobilização de cotonicultores do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A iniciativa é um dos três pilares do programa, que incluem o Centro Brasileiro de Análise de Algodão (CBRA) e Banco de Dados da Qualidade. Já a mobilização é o esforço que a associação empreende para assegurar o engajamento dos produtores e o consequente fortalecimento da imagem do algodão brasileiro perante o mercado global.


No Centro de Análise de Fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), localizado na sede do município de Luís Eduardo Magalhães, o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi checou a conformidade da estrutura, procedimentos e equipamentos, cumprindo à risca um checklist de 42 itens. Segundo ele, o Centro da Abapa deu um grande salto em sua capacidade de processamento de amostras, com a aquisição de cinco novas máquinas, que, somadas às que o laboratório já tinha, totaliza agora 14 equipamentos. Para garantir o ritmo e a operação do serviço mesmo em caso de falhas no fornecimento de energia elétrica, e diminuir os custos com este insumo nos horários de pico, a associação baiana colocou um novo grupo gerador de energia no Centro, hoje considerado um dos maiores da América Latina.


“A cada visita, verificamos que o laboratório tem melhorado significativamente.  Iniciou o processo de implantação de um sistema de Gestão de Qualidade baseado na NBR ISO IEC 17025:2017, que já vem mostrando resultados”, afirma o gestor de Qualidade da Abrapa. O gerente do Centro de Análise, Sérgio Brentano, afirma que, em 2019, o local deve processar em torno de um milhão a mais de amostras em comparação à safra anterior, o que totaliza três milhões. “Este volume crescente torna mais importante o programa SBRHVI, contribuindo para que os resultados sejam confiáveis, e as negociações com algodão, mais harmônicas”, diz. De acordo com Brentano, os trabalhos de classificação instrumental e visual da Abapa para a safra 2018/2019 estão previstos para ser concluídos ao final deste ano.


Mobilização


Nesta etapa da visita da Abrapa à Bahia, em lugar de uma reunião com produtores, foram feitos encontros pontuais, uma vez que a estadual já vem realizando iniciativas de engajamento com seus associados ao programa SBRHVI. No dia 17, Mizoguchi e Brentano conversaram com o grupo Irmãos Franciosi e o produtor Belmiro Catalan. Na ocasião, os representantes da estadual e da nacional reforçaram a importância do programa na comercialização da fibra, e o reconhecimento do mercado em confiabilidade tanto para quem vende quanto para quem compra. Eles lembram que, para aderir, o produtor não precisa pagar nada, e deve procurar a associação do seu estado.


21.10.2019

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Presidente da empresa indiana Premier visita o CBRA

23 de Outubro de 2019

No dia 14 de outubro, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) abriu as portas para receber o presidente da Premier, companhia indiana responsável pela fabricação da tecnologia ART 3 de análise instrumental de algodão, hoje presente em cerca de 30% do mercado nacional, e concorrente da HVI (Uster).


Srinivasan veio acompanhado pelo representante da Premier no Brasil e diretor da Orbi Cotton, João Celso dos Santos, e foi recebido pelo gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi. "Ele gostou muito do que viu no nosso laboratório", afirma Mizoguchi, lembrando que Srinivasan é mundialmente reconhecido pela expertise, sendo, inclusive, colaborador do Manual para a Padronização da Classificação Instrumental do Algodão elaborado pela força tarefa do ICAC e o Comitê Internacional do ITMF, e que serve de guia para o programa SBRHVI.

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Abrapa presente nos maiores eventos da cotonicultura mundial em outubro.

18 de Outubro de 2019

Como tem feito desde os primeiros anos da sua criação, 20 anos atrás, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão tem marcado presença nos mais importantes eventos internacionais da cotonicultura, promovendo o algodão brasileiro, como parte dos quatro compromissos fundamentais da entidade: qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção. Na terça-feira, 8 de outubro, a Abrapa reuniu em Liverpool, na Inglaterra, traders, industriais, e agentes diversos da cadeia produtiva da fibra para mostrar os números e traçar um panorama sobre a produção nacional da commodity na safra atual, que está sendo embarcada, além de apresentar as perspectivas para a próxima.


O Brazilian Cotton Day já acontece há mais de uma década, como programação paralela à agenda do tradicional evento anual promovido pela International Cotton Association (ICA). O ICA Trade Event, este ano, se deu no berço da associação internacional, a cidade de Liverpool, entre os dias 9 e 10 de outubro, e culminou com o jantar de gala anual.


Os esforços da Abrapa para promover o algodão brasileiro no mercado internacional, no mês de outubro, foram reforçados pela participação da entidade no lançamento do Dia Mundial do Algodão, realizado na sede da Organização Mundial de Comércio (OMC), em Genebra, na Suíça, no dia 7. Ainda este mês, entre os dias 20 e 22, a entidade participa da conferência anual da International Textile and Manufacturers Federation (ITMF), na cidade do Porto, em Portugal.


Na edição de 2019, em lugar da rodada de reuniões com os agentes internacionais, o Brazilian Cotton Day incluiu um painel com lideranças do da cotonicultura nacional, assim como uma apresentação sobre a safra para os convidados, durante almoço realizado no Malmaison Liverpool. Na pauta das discussões, as exportações recordes, que devem somar 1,85 milhões de toneladas de pluma na safra 2018/2019, o novo posto de segundo maior exportador mundial, e as repercussões para o país da guerra comercial travada entre Estados Unidos e China.


“Este ano, a presença do Brasil no Trade Event foi ainda mais especial. Estamos todos preocupados com os preços nada animadores, mas ocupamos o nosso espaço de grande player, e o que podemos dizer é que o mundo olha para o Brasil como fornecedor estratégico de algodão. Não só porque temos volume, mas porque entregamos qualidade e sustentabilidade, valores que vêm sendo demandados pelo consumidor final e que têm feito toda a cadeia se movimentar para atender. Nosso programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) é um grande trunfo; um diferencial de mercado que nos faz ainda mais atrativos para a indústria mundial”, afirma o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.


Para o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, mais que nunca, o Brasil precisa estar próximo do mercado mundial e a associação está direcionada neste sentido. “Um amplo programa de marketing internacional está sendo posto em prática, e se torna cada vez mais importante, uma vez que evoluímos muito nos pilares estruturantes da qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Agora, precisamos vender, e bem, o nosso produto, disputar mercados com os nossos diferenciais competitivos, além de ajudar o algodão como um todo a recuperar parte do espaço que vem perdendo para outras fibras têxteis. Hoje, somos um grande player, respondendo por um de cada cinco fardos comercializados internacionalmente.  Temos muita reponsabilidade, mas, também, muito espaço para crescer, uma vez que oferecemos um algodão cada vez melhor em qualidade, e que também é rastreável e sustentável”, avalia Duarte

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Representantes da Abrapa participam do lançamento do Dia Mundial do Algodão na sede da OMC, em Genebra

08 de Outubro de 2019

Os subsídios conferidos por alguns países aos produtores de algodão e os impactos da prática sobre o comércio da commodity foram assuntos-chave que a delegação brasileira levou, nesta segunda-feira (7), para Genebra, na Suíça, durante o lançamento do Dia Mundial do Algodão, realizado na sede da Organização Mundial dos Comércio (OMC). O tópico foi destacado no discurso da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, que também enfatizou a importância sócio econômica da cotonicultura para o país e o caráter sustentável da atividade, que fazem do Brasil o principal fornecedor de pluma reconhecidamente produzida dentro de parâmetros corretos pelo conceito da sustentabilidade. O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, o presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo da Cunha, e o produtor Paulo Shimohira participaram da solenidade e dos painéis integrantes da programação.


O lançamento foi uma iniciativa do Cotton-4 (Benin, Burkina Faso, Chad e Mali), em colaboração com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), com a United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), o International Trade Centre (ITC) e o International Cotton Advisory Committee (ICAC).

 “O PIB da cadeia produtiva do algodão do Brasil é de cerca de US$ 74,11 bilhões, considerando as vendas de produtos de confecção. A cadeia gera emprego e renda para 1,2 milhão de trabalhadores”, disse Tereza Cristina. A ministra ressaltou que o "bom funcionamento do comércio internacional, sem distorções, é fundamental para o desenvolvimento de setores produtivos agrícolas, como o do algodão. Por essa razão, o Brasil tem sido um membro ativo na OMC, sempre buscando fortalecer o papel conciliador da organização, pautado por isenção e equidade”.

Ela reafirmou o comprometimento do setor produtivo brasileiro com a sustentabilidade ambiental, lembrando que o Brasil é líder mundial na certificação socioambiental de algodão, com mais de 80% da produção certificada. A ministra lembrou que, em 20 anos, a produção nacional de algodão cresceu 226% e, na safra 2017/18, o Brasil colheu 2,2 milhões de toneladas de pluma, 11% da produção mundial.

Segundo o vice-presidente da Abrapa, e também presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato, a fala da ministra reflete hoje um dos maiores problemas enfrentados pelos cotonicultores do Brasil. “Com os preços em baixa, a remuneração do produtor está no nível do custo de produção. Essas distorções têm impacto grande. Sabemos não apenas que alguns países mantêm esses subsídios, como o quanto eles investem em suas políticas de incentivo. Já vencemos os Estados Unidos numa batalha histórica num passado recente contra esse mesmo problema. Estamos trabalhando junto com o Governo Brasileiro para trabalhar por uma solução em favor de um comércio internacional justo”, afirmou Busato.


Data a comemorar


O presidente da Abrapa, Milton Garbugio, se pronunciou sobre a data. “Celebrar o Dia Mundial do Algodão é fazer justiça à fibra que acompanha a humanidade desde o início da história. É também um marco importante para que essa mesma humanidade possa pensar suas ações hoje, de modo a garantir que haja um futuro. Escolher algodão é comprometer-se com um matéria-prima sustentável e dignificante. No Brasil, nós, produtores, nos comprometemos a cultivá-la visando a garantir qualidade, volume e constância na oferta, de forma comprovadamente correta, seja social, ambiental ou economicamente falando. Queremos ajudar a assegurar que esta e todas as futuras gerações serão beneficiadas pelas nossas escolhas hoje, e poderão desfrutar da fibra sempre. Apoiamos esta ideia com força e entusiasmo”, concluiu.

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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados

26 de Setembro de 2019

Sob forte impacto da queda dos preços do algodão no mercado internacional, atualmente abaixo de US$0,60 contra US$0,80 no pico do período de negociação, em junho de 2018, a área plantada com a pluma no Brasil, em 2020, deve ficar igual ou, no máximo, 3% maior que na safra 2018/2019, que foi de, aproximadamente, 1,6 milhões de hectares. A produção esperada para o próximo período é de três milhões de toneladas de pluma, número semelhante (+1%) ao alcançado na colheita recém-concluída, um recorde de 2,9 milhões de toneladas do produto beneficiado. Os números foram divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), nesta quarta-feira (25/09), durante a 56ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada na sede da Abrapa, em Brasília.


Além da Abrapa, que preside a Câmara, participaram do encontro os representantes de todos os dez estados produtores, dos exportadores, da indústria têxtil e de confecções, do Governo, dentre outros setores da cadeia produtiva, integrantes do fórum.


De acordo com o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, as marcas levantadas para a safra 2019/2020 ainda são previsão, “uma vez que o plantio começa a partir de dezembro. Mas o cenário não deve se alterar muito em relação às estimativas atuais”, diz. A produtividade nas lavouras deve permanecer inalterada, ou com discreta redução (-2%), sobre o total alcançado no ano agrícola de 2018/2019, que foi de 1,768 quilos por hectare. A última reunião da Câmara deste ano deverá acontecer no dia 4 de dezembro, na sede da Embrapa, em Brasília.


Os preços em baixa – atribuídos majoritariamente à guerra comercial entre China e Estados Unidos – desestimulam o crescimento de área e estão impactando no ritmo dos embarques para o mercado externo. Para setembro, a expectativa da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) é de 150 mil toneladas exportadas, sobretudo, para a Ásia. Esse mesmo volume era aguardado para os meses de julho e agosto, o que não se concretizou. De acordo com o vice-presidente da Anea, Marco Antonio Aluísio, nesses meses, a associação contabilizou, respectivamente, em 41 mil e 47 mil toneladas.


Para Aluísio, a discrepância entre expectativa e realidade se deve a quebras de contrato, principalmente, na China, onde os compradores questionam os valores negociados à época, ante os praticados no momento. “Até o final do ano, deveremos exportar 700 mil toneladas de algodão, contra uma previsão inicial de 900 mil”, considera.


Estoque de passagem


Com isso, o estoque de passagem brasileiro deve ficar acima de 1,8 milhão de toneladas, uma pressão que recai sobre o primeiro semestre de 2020, e coincide com a colheita da safra americana. “Nossa tradição, até então, era de sermos fornecedores de segundo semestre. Isso se alterou com o recente aumento da produção e, consequentemente, do embarque do excedente, que elevou o Brasil à condição de segundo maior exportador mundial. Agora, com estoques maiores, vamos ter de brigar por mercado com os Estados Unidos”, disse.


O representante da Anea ressaltou os riscos de armazenagem da fibra para o produtor e o esforço logístico empreendido para garantir o embarque de uma produção maior, que ficou comprometido pela contenda entre as duas potências mundiais. As exportações brasileiras deverão totalizar 2,2 milhões de toneladas na safra 2018/2019, e equivalem à diferença entre a produção e o consumo do mercado interno que, há vários anos, está dimensionado em 700 mil toneladas de pluma, segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit).


“Abrapa e Anea remeterão um ofício ao Ministério da Agricultura, solicitando intervenção da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais e Ministério de Relações Exteriores junto ao governo chinês, expondo a situação e pedindo para que os compradores cumpram os contratos”, disse o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. Ele também adianta que a Abrapa fará pleito para que o Governo Federal inclua, em seu orçamento, recurso para linhas de financiamento para armazenamento, faça estudos visando a correção do Preço Mínimo e assegure a possibilidade de implantação de instrumentos de apoio à comercialização.


Empate



Também presente à reunião da Câmara Setorial, a Abit classifica 2019 como “um ano sem perdas ou ganhos”. No acumulado de 12 meses, até agosto, a produção têxtil teve queda de 2,8%, e o vestuário, de 0,7% no mesmo período. No varejo, as vendas cresceram 1,2%. Segundo o presidente da Abit, Fernando Pimentel, o inverno este ano não contribuiu. “O frio demorou a chegar e a oscilação do clima não foi suficiente para fazer o consumidor investir em roupas para a estação. Agora faz frio em estados como São Paulo, mas as vitrines são das coleções de primavera/verão. Um inverno que para nós não vai deixar saudade”, justifica.


Pimentel afirma que, atualmente, a indústria têxtil nacional trabalha com 77% da capacidade instalada. “Vamos fechar no zero a zero. Será o quinto ano consecutivo sem movimentos favoráveis”, pondera. No comércio, as previsões para 2020 são “um pouco melhores”, na visão do presidente da Abit, mas ainda há muitas indefinições no horizonte. As importações caíram, segundo ele, em função do câmbio, e por conta da opção dos consumidores por produtos nacionais, menos sujeitos à volatilidade da moeda norte americana.


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SBRHVI: Visita técnica e mobilização de produtores em Minas Gerais

19 de Setembro de 2019

Nos últimos dias 17 e 18 de setembro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) foi até o estado de Minas Gerais, o quarto maior produtor da commodity no Brasil, para checar os níveis de conformidade do laboratório Central de Classificação de Fibra de Algodão (Minas Cotton), da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), e mobilizar os produtores estaduais para aderir ao programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A qualidade de resultados em classificação de algodão por High Volume Instrument (HVI) é um dos compromissos prioritários da Abrapa, fundamental para o incremento da credibilidade do algodão brasileiro nos mercados dentro e fora do país, e para a harmonia nas negociações com a pluma. Com crescimento de quase 50% de área e produção na safra 2018/2019, e aumento da demanda pela entrada do mercado paulista em sua base de clientes, o Minas Cotton, situado em Uberlândia, investiu ainda mais em número e qualidade de equipamentos e segue cumprindo à risca o protocolo do programa SBRHVI.


“As visitas técnicas fazem parte do calendário do programa SBRHVI. O laboratório da Amipa, assim como todos os demais participantes, não apenas tem cumprido os pré-requisitos do nosso protocolo de 42 itens, como vai além das exigências, aprimorando sua estrutura e processos a cada safra”, diz o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi. Ele destacou a aquisição de uma nova máquina de HVI Uster 1000 e melhorias no sistema de condicionamento do ambiente, “que já atendia às exigências do programa”, enfatiza o gestor.


De acordo com o gerente do Minas Cotton, Anicézio Resende, foi preciso investir para acompanhar o crescimento de área, produção, e da demanda adicional de classificação do algodão do estado de São Paulo nesta safra. Esta última, gerada pela desativação do laboratório de classificação da Brasil Bolsa Balcão (B3), que processava a pluma paulista anteriormente. “Na safra passada, analisamos em torno de 270 mil amostras de algodão. Nesta, a previsão é de fecharmos o ciclo processando de 450 a 500 mil amostras”, pondera Resende. A entrada do algodão de São Paulo para classificação em Minas Gerais não ocasionou problemas, segundo o gerente, nem para mineiros nem para paulistas. “Primeiro, porque a safra do estado vizinho ocorre em abril e é curta, de modo que, praticamente, teve exclusividade em nosso cronograma de trabalho. Depois, porque Uberlândia é estrategicamente localizado, próximo à zona de plantio de São Paulo, o que facilitou bastante”, afirma. Nesta safra, 90% do algodão produzido nas lavouras paulistas foram classificados pelo laboratório da Amipa.


Para Anicézio Resende, tanto as visitas técnicas, quanto a orientação aos laboratórios, assim como o trabalho do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Alodão (CBRA), dão tranquilidade e segurança para as operações nos laboratórios. “Hoje, com o algodão de checagem e referência do CBRA, descobrimos, rapidamente, se temos algum problema no funcionamento das máquinas e podemos agir imediatamente. Também passamos a ter provas mensuráveis para argumentar as eventuais necessidades de investimentos”, considera.


No dia seguinte à visita técnica, a Abrapa realizou a mobilização para adesão ao SBRHVI com os produtores mineiros. O evento foi realizado na cidade de Patos de Minas. Todos os produtores com cadastro atualizado foram convidados a participar do encontro. “O resultado foi muito bom, e o produtor mineiro está engajado ao SBRHVI”, conclui.

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PPP contra o bicudo-do-algodoeiro

11 de Setembro de 2019

A assinatura de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Associaçãoeira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Instituto Mato-grossensse do Algodão (IMAmt), a Embrapa e a Fundação Eliseu Alves, no valor de R$17,7 milhões, para o desenvolvimento de uma variedade de algodão transgênico resistente ao bicudo-do-algodoeiro pode ser o primeiro passo para o Brasil galgar patamares mais altos no ranking dos maiores exportadores mundiais de algodão. O país ocupa o quarto lugar nesse pódio, e, pela estimativa dos cotonicultores, pode alcançar o segundo, em cinco anos, hoje ocupado pela Índia, se crescer a uma média de 15% ao ano. Para isso, erradicar a praga que representa um acréscimo de cerca de 10%, ou US$250 por hectare, nos custos de produção é uma prioridade para cotonicultores, governo e iniciativa privada. A Parceria Público Privada (PPP) foi estabelecida na manhã dessa quarta-feira (06/09), na sede da Embrapa, em Brasília.



Os recursos disponibilizados pelo IBA para a cooperação técnica serão utilizados para acelerar as pesquisas que já existem em desenvolvimento de plantas resistentes ao bicudo e possibilitar a intensificação dos trabalhos, através da Plataforma do Algodão. Ela prevê etapas em curto, médio e longo prazos, até que se chegue à planta definitiva, o que costuma levar de dez a 15 anos. No Acordo de Cooperação Técnica, caberá à Abrapa captar os recursos junto ao IBA e repassá-lo, conforme cronograma físico-financeiro, para a Fundação Eliseu Alves, que será responsável pela gestão do montante a ser utilizado pela Embrapa, e para o IMAmt, que executará parte do projeto. A Embrapa e a Abrapa se comprometem a, em um prazo de 30 dias após a assinatura do termo, constituir um comitê gestor que irá elaborar um regimento interno, constituído por três representantes da Embrapa e três da Abrapa.



 A cerimônia de assinatura contou com a presença do chefe de gabinete do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Coaraci Castilho, representando o ministro Blairo Maggi, dos presidentes da Embrapa, Maurício Lopes, e da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, do presidente executivo do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Haroldo Cunha, do diretor do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Alvaro Salles, do diretor presidente da Fundação Eliseu Alves, Alexandre Barcellos, da diretora-executiva da Embrapa, Lúcia Gatto, do chefe-geral da Embrapa Algodão, Sebastião Nascimento, do diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, dentre diversos membros da comunidade científica.



Produtores tecnificados



Em seu discurso, o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, rememorou a história da atividade algodoeira no país, enfatizando o período de migração para o cerrado que, segundo ele, ressignificou a cotonicultura nacional. "Esse setor representa muito bem o que o Brasil se tornou: mais que uma nação agrícola, uma potência em agricultura no mundo, e é um orgulho para a Embrapa ter participado desse processo", disse Lopes, dando como exemplo os resultados da safra 2016/2017, que deve fechar em 1,5 milhões de toneladas de pluma. "O Brasil já importou algodão, depois se tornou um grande produtor, até que veio o bicudo. A migração para o cerrado representa uma retomada da nossa cotonicultura", explica o presidente da Embrapa.



O presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, disse que o incremento nas exportações brasileiras, com o combate mais assertivo ao bicudo, pode fazer a cultura voltar a ser expressiva em estados como Alagoas, que sediou, na última semana, entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro, o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA). "Alagoas já foi um grande produtor e processador da fibra, tanto que o algodão está até na bandeira do estado. Mas não produziu um único capulho nas últimas safras, e o bicudo é uma das razões pela qual a atividade foi devastada em seu território. Com a volta dessas regiões à produção, mesmo com produtores de pequenas áreas, vamos contribuir para incrementar a oferta brasileira da fibra. Este projeto nos possibilitará alcançar a meta de dobrar a produção em cinco anos", afirmou. Ainda segundo o presidente da Abrapa, Arlindo Moura, o algodão não precisa ser uma atividade de grandes produtores. "Mas precisa ser de cotonicultores tecnificados. E a tecnologia pode ser difundida para os pequenos. Isso fará dele a grande commodity do Brasil", disse.



Marco histórico



Possibilitado pelo aporte de recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o desenvolvimento de uma variedade resistente ao bicudo será um marco na atuação do IBA. "Será, sem dúvida, um divisor de águas. Atualmente o bicudo é um problema quase exclusivo do Brasil, se considerarmos que se trata de uma praga que incide majoritariamente na América do Sul, e, nessa região, nosso país é o produtor que impacta na oferta mundial da fibra. Sendo assim, muito dificilmente haveria investimento internacional para buscar soluções. O êxito nessa iniciativa vai resultar em uma tecnologia exclusivamente pensada para as nossas condições, que vai favorecer diretamente a produtividade, a redução dos custos e, consequentemente,  a competitividade do Brasil no cenário mundial", afirma Haroldo Cunha, presidente executivo do IBA.



Nas palavras do chefe de gabinete do MAPA, Coaraci Castilho, a Plataforma do Algodão representará um impacto positivo, tanto na produtividade quanto na geração de renda em toda a sua cadeia produtiva. "Iniciativas como esta precisam ser aplaudidas e incentivadas. As parcerias com o setor privado são fundamentais, na visão do ministro Blairo Maggi, para impulsionar a ciência e a tecnologia em nosso país", recomendou Castilho. O bicudo chegou ao Brasil há aproximadamente três décadas e é considerado o maior problema fitossanitário da cultura do algodão.



A nova plataforma, segundo o diretor do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Alvaro Salles, representa um grande desafio. "O Brasil produzindo biotecnologia é algo que pode parecer impossível para muitas pessoas, que acham que isso é tarefa para multinacionais e instituições internacionais de pesquisa. Porém, há bastante tempo, nós temos observado que é factível, sim, e isso vai ser o contraponto, assim como um grande salto em tecnologia. Vários caminhos vão se abrir com esse projeto", afirmou Salles.

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BOLETIM 12º CBA – DIA 29

30 de Agosto de 2019

Com, aproximadamente, três mil participantes, quase o dobro do previsto inicialmente pela comissão organizadora, terminou nesta quinta-feira (29/08) o 12º Congresso Brasileiro do Algodão (12º CBA), o maior evento da cotonicultura nacional, realizado este ano no Centro de Convenções de Goiânia/GO, desde a terça-feira (27/08). Um show do cantor goiano Leonardo, ícone do estilo sertanejo no Brasil, quebrou a tradição de evento sem atrações de entretenimento, para celebrar a passagem dos 20 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizadora do congresso. A data foi lembrada em diversos momentos ao longo dos três dias, com homenagens a todos os dirigentes que já passaram pelo comando da associação. O 12º CBA contou com o apoio financeiro do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e científico da Embrapa, além de 29 empresas patrocinadoras.


Dentre os presentes, estiveram representantes de 21 estados e 12 países, difundindo e adquirindo conhecimentos sobre a pluma, em uma megaestrutura de quase 11 mil metros quadrados de área construída. Inovações no formato e no conteúdo, fizeram parte da estratégia da Abrapa para tornar o 12º CBA ainda mais dinâmico e diversificado, em linha com os novos tempos da produção de algodão, considerada a cultura que é considerada a "vitrine da agricultura do amanhã".


Em seu discurso de encerramento, o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, ressaltou a honra que sentiu ao ver o seu mandato coincidindo com o aniversário de duas décadas de existência da Abrapa. "Isso o torna ainda mais especial, e o melhor é que pudemos reunir no mesmo palco todos os líderes que já assumiram o comando da entidade, dispostos e atuantes", enfatizou. Segundo Garbugio, os frutos do congresso retornam para a cotonicultura, "e esta, cada vez mais avançada, exige que, ao pensarmos o conteúdo do evento, estejamos sempre mirando adiante", concluiu.



O 12° CBA em números


. 2100 inscritos, quase 3.000 participantes


. 05 workshops


. 24 salas temáticas


. 06 plenárias


. 107 palestrantes


. 175 trabalhos científicos


. 29 patrocinadores que apostaram e acreditaram no evento


. 10 startups


. Representantes de 21 estados e 12 países


. Quase 11.000 m2 de área construída.


. Mais de 1000 pessoas envolvidas na produção e construção do evento.


. 18 meses de planejamento e trabalho de pré-produção


Ciência incentivada


A pesquisa científica, grande pano de fundo do Congresso do Algodão, ganhou ainda mais destaque este ano, estimulada por prêmios atrativos, como viagens para participar de eventos internacionais da cotonicultura, bolsas de estudo no valor de R$10 mil, dentre outros, para estudantes, pesquisadores e professores-orientadores que submeteram seus trabalhos científicos sobre o algodão.


De acordo com o coordenador científico do congresso, Jean Bèlot, o objetivo das comissões Organizadora e Científica do congresso foi incentivar as universidades a direcionar trabalhos de pesquisa para o algodão. "À medida em que passa o tempo, nas diversas edições do congresso, vemos que o algodão perde espaço nas prioridades de pesquisa das universidades brasileiras. Isso nos preocupa e foi a razão de termos proposto à organização que incrementasse os prêmios. Não podemos aceitar que uma cadeia produtiva tão importante quanto o algodão não tenha uma pesquisa de alto nível", argumentou Bèlot, agradecendo aos membros da comissão científica, uma equipe multidisciplinar formada por representantes da Embrapa, consultores, produtores rurais e universidades, Carlos Moresco, Celito Breda, Fábio Echer, Fernando Lamas, Liv Severino, Leandro Zancanaro, Marcio Souza, Odilon Silva, Paulo Degrande.



Prêmios e premiados:


Melhor Trabalho Científico – Bolsa de pesquisa no valor de R$10 mil – Isabela Machado de Oliveira Lima.


Melhor Trabalho Pós-Graduação – Participação na Cotton Beltwilde Conference 2020, para Ilca Puertas de Freitas e Silva.


Melhores trabalhos Professores – Orientadores – Bolsa de R$10 mil para orientação de alunos de graduação e de pós-graduação na área de algodão: Tiago Zoz (Universidade do Mato Grosso do Sul) e Fábio Echer (Unoeste).


Categoria:




  •  Fitopatologia e Nematologia, Iuri Dario. (Prêmio: leitor de e-books Kindle)

  • Matologia e Destruição de Soqueira, Igor Guimarães Barbosa. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).

  • Colheita, Beneficiamento, Qualidade da Fibra e do Caroço, Felipe Macedo Guimarães. (Prêmio: leitor de e-books Kindle).

  • Socioeconomia, Fábio Francisco de Lima. (Prêmio: tablet)

  • Agricultura digital – Agricultura de Precisão e Inteligência Artificial, Francielle Moreli Ferreira.

  • Produção Vegetal – Fisiologia, Fitotecnia, Nutrição de Plantas e Sistema de Produção, Julio Cesar Bogiani. (Prêmio: tablet)

  • Controle de Pragas – Entomologia e Biotecnologia, Danilo Renato Santiago Santana (Prêmio: Participação em congresso brasileiro na área temática de pesquisa do vencedor)

  • Melhoramento Vegetal e Biotecnologia, Saulo Muiniz Martins. (Prêmio: Participação na World Cotton Research Conference, no Egito, em 2020)


 


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Cotonicultura: onde o futuro chega antes


O clima futurista deu o tom à programação do último dia, que debateu conectividade e o impacto das novas tecnologias que estão sendo rapidamente assimiladas no campo, acarretando transformações nos processos produtivos, relacionamentos e, principalmente, no modo de pensar.


 


 


Conectividade no campo para um agronegócio mais eficiente é tema em destaque no último dia do 12º CBA


Em um evento que tem o futuro como tema central, a conectividade não poderia ficar de fora da pauta de discussões. Por conta disso, o 12º Congresso Brasileiro do Algodão realizou, nesta quinta-feira (29.08), plenária sobre a seguinte questão: "A falta de conectividade é um obstáculo para tornar o agronegócio mais eficiente e inovador?". Participaram do debate o diretor Comercial da Telebras, Hélcio Vieira Junior, o head de Produtos Corporativos & IoT na TIM Brasil, Alexandre Dal Forno, e o CEO da SLC Agrícola, Aurélio Pavinato.


Na sua apresentação, Hélcio Vieira Junior falou sobre o Projeto Internet para Todos, criado pelo Ministério de Ciência Tecnologia e Informação com o objetivo de levar banda larga a regiões e municípios sem acesso ou com acesso precário à Internet. Segundo ele, a Telebras já conta com 32 mil km de fibra ótica instalados, atendendo a 1.524 municípios e a uma população de 130 milhões de pessoas.


"Nossa meta é, a partir do próximo ano, estarmos presentes em 100% do país, com 34 mil km de fibra ótica, para atender a um potencial de 208 milhões de pessoas, em 5.570 municípios", afirmou o diretor Comercial da Telebras. Vieira destacou ainda a utilização de seu satélite Telebras SAT, que cobre todo o território nacional e conta, atualmente, com 9 mil postos no país, e meta de ampliação, em breve, para 50 mil. "Seremos não só a empresa como maior cobertura, como teremos a maior capacidade de atendimento".


Na sequência, o representante da TIM falou sobre a mobilização do grupo para viabilizar internet no campo a um custo mais acessível. "Estamos nesta área há dois anos e percebemos que a necessidade não era só levar a internet das coisas para o campo. O agricultor já atua hoje com muita tecnologia embarcada nas máquinas, o que é preciso é trabalhar os processos digitais. Sem a conectividade, não há agricultura 4.0", destacou. De acordo com o executivo, a TIM lidera a internet 4G nas áreas rurais, marcando presença em 3.300 municípios brasileiros. "É importante ressaltar, no entanto, que, além dos equipamentos e da oferta instalada, é preciso capacitar as pessoas que vão atuar com este modelo de agricultura".


Já o CEO da SLC Agrícola Aurélio Pavinato mostrou os resultados dos investimentos em tecnologia digital promovidos nas 16 fazendas da empresa distribuídas em seis estados brasileiros, nas áreas de planejamento agrícola, manejo das culturas e dados climáticos. Entre os avanços citados pelo executivo, estão melhorias na gestão da frota de máquinas e dos dados metereológicos, na comunicação entre os trabalhadores, na gestão dos dados meteorológicos, no controle do plantio e no levantamento de pragas e doenças, além de uma maior eficiência no processo de pulverização, com economia de até 75% no uso de herbicidas.


Na opinião de Pavinato, as novas tecnologias representam mais do que uma melhoria incremental para o setor. "A agricultura digital está sendo e será uma revolução no manejo das culturas e dos insumos e quem não investir nesta tecnologia estará fora do jogo", alertou o CEO da SLC Agrícola.  Na visão do executivo, a tendência para os próximos anos é de que o avanço tecnológico resulte em queda no preço final dos produtos, globalmente "A nossa margem de lucro virá da nossa eficiência", salientou o executivo, chamando atenção também para o grande potencial de avanço que há para a modernização da gestão agrícola no Brasil. "Na comparação com a indústria, a agricultura está menos desenvolvida no que diz respeito à gestão dos processos produtivos".


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A agricultura do amanhã ainda não chegou e já precisa mudar


De acordo com o futurista Tiago Mattos, os produtores devem estar preparados para tudo porque todas as mudanças que estão acontecendo no mundo impactam o negócio algodão


A agricultura do amanhã se constrói agora, quebrando paradigmas e exigindo do produtor uma visão de negócio ampliada, para além do algodão. O presidente do Grupo Atto, Odílio Balbinotti e o futurista Tiago Mattos, encerraram as plenárias neste último dia do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), mostrando aos mais de dois mil participantes, nesta manhã desta quinta-feira (29), uma abordagem inovadora para a cultura algodoeira no Brasil.


"O sucesso do passado não garante nada no futuro. Hoje não pensamos somente em máquinas e implementos, mas também em processamento, transmissão de dados e armazenamento em nuvens. A agricultura digital chegou e temos que estar preparados para esta realidade", afirma Balbinotti, presidente do Grupo Atto, que está no mercado há 40 anos produzindo sementes em Alto Garças, no Mato Grosso. Segundo ele, a chegada da agricultura digital é fundamental para a manutenção da competitividade e o desenvolvimento de novas tecnologias, capazes de mudar paradigmas na agricultura brasileira.


Balbinotti acredita que o ambiente agro atual já está baseado na informação e se o volume de dados coletados em campo não for gerenciado adequadamente, de nada adiantam tantos avanços tecnológicos. "Até 2020, cerca de 50 bilhões de dados estarão conectados à Internet. Quando chegarmos a 2030 este número será de 1 trilhão", informa o presidente do Grupo Atto, explicando que para colocar esses dados em prática e melhorar substancialmente a produção, cada empresa terá que analisar as informações por meio da gestão do conhecimento, utilizando todas as ferramentas tecnológicas disponíveis. Entre elas, Balbinotti citou a telemetria, os sensores em implementos agrícolas, estações e radares meteorológicos, além da implantação de B.I (Business Intelligence) apropriados para cada fazenda. "As possibilidades são inimagináveis, mas, se não estivermos conectados a tudo isso, ficaremos para trás".


Neste cenário, o futurista Tiago Mattos que falou sobre a "Mudança de era e o pensamento digital". Segundo ele, quem não pensa sobre o futuro só resolve o presente com as ferramentas do passado. "O que está mudando no mundo hoje, em qualquer área, pode impactar no mercado têxtil e, consequentemente, na produção de algodão", avalia o estudioso, que trouxe cases de tecnologias inovadoras capazes de interferir no comportamento do consumidor, desde o pensamento, até a opção de compra do produto.


Para citar alguns exemplos, Mattos apresentou as roupas flexíveis que crescem junto com a pessoa, tecidos vivos e mais duráveis, impressão 3D reciclada e os humanos digitais. "Todas essas tecnologias impactam na nossa vida social e, portanto, na nossa maneira de consumir tudo, inclusive o algodão. Se a gente não olhar para fora do nicho, levamos um tiro sem saber de onde vem".


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WORKSHOPS


Congressistas colocam em prática conhecimentos adquiridos no 12º CBA


A tarde deste último dia do 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) foi dedicada à prática. Os congressistas que participaram do workshop "Produtividade e mapeamento de plantas" aprenderam um pouco mais sobre a importância e as formas de mapear adequadamente as lavouras, utilizando tecnologias simples e de fácil acesso.


Eles tiveram acesso a um ambiente virtual no qual responderam a perguntas sobre a fenologia, dentro de um teste elaborado especificamente para a atividade. "Precisamos saber como é e de que forma funciona o algodoeiro para, então, manejar a planta", explica o especialista da Universidade de São Paulo (Usp), Ciro Rosolem, acompanhado por Fábio Echer e Juan Piero Antonio Raphael. "O objetivo da atividade é ensinar como identificar estágios fenológicos das plantas, realizar o mapeamento delas e interpretar esses resultados para executar a decisão do manejo", acrescenta Fábio Echer, que coordenou a parte prática da tarde.


Segundo Juan Piero, com o mapeamento, é possível estabelecer um método prático de caracterização da morfologia e do padrão de florescimento das plantas pelo registro de local das estruturas frutíferas ou vegetativas. "A finalidade é fazer um diagnóstico para a tomada de decisões durante a colheita e a constatação de fenômenos anteriores", completa o especialista, reafirmando que todas as ferramentas disponíveis devem ser exploradas e colocadas em prática sempre.


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12º CBA promove workshop sobre tecnologia e eficiência em pulverização


Entre os destaques do último dia da programação do 12º Congresso Brasileiro do Algodão, que encerra nesta quinta-feira (dia 29), em Goiânia (GO), estão os workshops para tratar de assuntos de grande interesse dos produtores e profissionais ligados à cotonicultura. Um dos mais aguardados abordou o tema Tecnologia e eficiência em pulverização: diferentes técnicas e novos modelos de gerenciamentos. A atividade aconteceu das 14h30 às 18h, com a participação de seis palestrantes, todos especialistas em suas áreas.


O workshop foi coordenado pelo engenheiro agrônomo Marcos Souza, responsável pela área de Projetos e Difusão de Tecnologias do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt). Ele explicou que, durante a atividade, os participantes puderam conhecer mais sobre os sistemas avançados de aplicação de defesa fitossanitária do algodoeiro e novas abordagens para otimização dos recursos e redução de perdas, entre outros assuntos.


Cada palestrante abordou um tema específico. O coordenador Marcos Souza falou sobre Problemas fitopatológicos emergentes. O engenheiro Marcos Vilela, diretor da empresa MVL Defesa Vegetal, discorreu sobre Sistemas avançados de tecnologia de aplicação na defesa fitossanitária do algodoeiro. "É melhor controlar a praga na chegada do que na saída", disse Vilela, destacando que o bicudo e as lagartas são hoje os piores problemas da cultura do algodão. Entre as tecnologias abordadas pelo especialista, está o monitoramento avançado por radar, capaz de informar a intensidade e local de incidência das pragas, permitindo uma aplicação mais precisa e eficiente dos defensivos.


Marco Gandolfo, professor da Universidade Estadual do Norte do Paraná, diretor do Centro de Ciências Agrárias, é especialista na área de Tecnologia de Aplicação de Agroquímicos comandou a apresentação sobre Tecnologia de aplicação para otimização dos recursos e redução das perdas. Por sua vez, o engenheiro agrônomo da Embrapa Meio Ambiente, Aldemir Chaim, falou sobre Avanços e desafios da aplicação eletrostática na cultura do algodão.


Já o palestrante Leandro Costa, coordenador técnico de Agricultura de Precisão do Grupo Bom Futuro, abordou o tema Pulverização aérea e terrestre em grandes áreas do Cerrado: Avanços e Desafios.  Daniel Padrão, CEO da empresa Solinftec, falou sobre Tecnologia e eficiência em pulverização: diferentes técnicas e novos modelos de gerenciamentos.


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Novas aplicações de drones na agricultura são apresentadas durante 12o CBA


Com uma variedade de aplicações que inclui da identificação e localização de plantas invasoras à avaliação da qualidade do manejo, passando pela pulverização e controle biológico, os drones vêm ganhando espaço na paisagem rural, em ritmo acelerado.  Algumas das principais novidades que estão despontando no mercado, nesta área, foram apresentadas durante o workshop Os drones na agricultura, realizado na tarde desta quinta (29.08), último dia da programação do 12º Congresso Brasileiro do Algodão, que reuniu mais de 2 mil pessoas no Centro de Convenções de Goiânia, em Goiás.


"O drone tem hoje um mercado global em franca expansão e que cresce vertiginosamente", anunciou, na abertura do workshop, o engenheiro elétrico Lucio de Castro Jorge, da Embrapa Instrumentação. De acordo com o pesquisador, a perspectiva é de que, até 2020, o mercado global de drones e geolocalização atinja a marca de US$ 127 bilhões – US$ 2 bilhões dos quais só no Brasil.  Mais de 20% deste faturamento é obtido com as aplicações na agricultura. Ainda segundo ele, a cadeia produtiva do setor, que inclui equipamentos e prestação de serviços – já emprega 100 mil profissionais no Brasil.


Na sequência da abertura do workshop realizado no formato de um bate-papo descontraído entre os pesquisadores, o coordenador da rede de Agricultura de Precisão da Embrapa Ricardo Yassushi Inamasu proporcionou uma visão do impacto dos drones no contexto mais amplo dos avanços da chamada agricultura 4.0. "Ao contrário do que acontece com a indústria, a agricultura depende de uma série de fatores naturais para obter produtividade, então a principal oportunidade que estas tecnologias nos oferecem é de chegar até os dados para fazer as escolhas corretas no tempo certo", resumiu Inamasu.


De acordo com os pesquisadores, os principais avanços na área atualmente não dizem respeito à qualidade ou a capacidade de voar dos veículos aéreos não tripulados, fabricados no Brasil e exterior em uma variedade de modelos e tamanhos, mas em tecnologias como, por exemplo,  as dos sensores, que permitem aos drones não só capturar imagens em altíssima definição como monitorar a temperatura das plantas, possibilitado até, em alguns casos,  identificar alterações metabólicas e químicas para a detecção precoce da infestação por pragas.


O workshop Os drones na agricultura contou ainda com a participação dos professores Murilo Maeda, especialista em algodão da Texas A&M AgriLife Extension, e Manuel Ferreira, coordenador do PRO-VANT, Núcleo de Pesquisas e Capacitação com Veículos Aéreos Não Tripulados da Universidade Federal de Goiás (UFG).


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Workshop busca soluções para desafios da cotonicultura


workshop Construindo Soluções Inovadoras para os Desafios Diários da Cotonicultura reuniu dezenas de participantes em um encontro em que a construção das respostas aos obstáculos do campo se deu de forma coletiva. A abertura foi feita pelo coordenador científico do 12º CBA, Jean Bèlot, que trabalhou de maneira a proporcionar a interação entre todos os participantes. "Queremos usar o conhecimento de vocês para saber do que precisam. Desse feedback sairão ideias que poderão ser concretizadas", diz.


Tatiana Espíndola é facilitadora e moderadora de planejamento e conduziu o trabalho. "Onde há mais de três pessoas decididas a pensar juntos, eu entro para ajudar", explica. O trabalho do workshop se fundamenta no diálogo e na co-criação como forma de atingir os objetivos. Os participantes foram divididos em grupos, nos quais participaram produtores, pesquisadores, técnicos, estudantes e empresários. Estes grupos trabalharam quatro temas: a); Quais os desafios e soluções inovadoras para encaixar o cultivo do algodoeiro na fazenda?; b) Quais os desafios e soluções inovadoras para resolver o operacional no dia a dia do manejo do algodoeiro?; c) Quais os desafios e soluções inovadoras para assegurar uma produção sustentável do algodão na fazenda?; d) Quais os desafios e soluções inovadoras para organizar colheita e beneficiamento para produzir uma fibra de qualidade? A primeira etapa ocorreu com um debate dentro do próprio grupo, no qual cada um apontou os desafios e buscou as soluções. A segunda etapa foi de compartilhamento dos resultados com os demais grupos.


Brainstorm


As equipes foram auxiliadas pelo professor Fernando Lamas, juntamente com Paulo de Grande, Liv Severino e o presidente da Agopa, Carlos Alberto Moresco, que atuaram como orientadores do brainstorm que ocorreu em cada grupo.


Ao fim da dinâmica, as principais ideias detectadas foram  sobre antecipar os custos e a previsão de mercado, em um intervalo de tempo maior; definir o que será terceirizado e o que será feito com maquinário e pessoal próprios; antecipar contratos com prestadores de serviços; conhecer melhor os ambientes de cultivo; rotação de princípios ativos e uso preventivo de fungicidas; associar controle químico e biológico; manejo coletivo para combate ao bicudo, maior fiscalização e respeito ao vazio sanitário; oferecer oportunidade e capacitar jovens trabalhadores; além de reconhecer e valorizar o trabalhador.


Para Carlos Alberto Moresco, o importante é levar o conhecimento gerado no workshop para as equipes nas fazendas. "Temos de compartilhar o que construímos no encontro com nossos colegas de trabalho. Não podemos determinar o preço internacional, mas podemos trabalhar para reduzir os custos de produção", aponta. Para a agrônoma Karen Bianchi, essa troca de informações e experiências cria um contexto em que todos aprendem algo. "É um formato dinâmico e muito produtivo", ressalta.


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Diversificação de culturas pode melhorar cultivo do algodão


Como a diversificação de culturas pode melhorar os sistemas de cultivo? Esse foi o questionamento feito durante um dos seis workshops da tarde desta quinta-feira (29), no 12º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA). Participaram desta atividade os especialistas Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira, Fábio Lima de Almeida Melo, Rafael Betiatto, Táimon Semler, Valmor dos Santos e Wanderley Oishi.


Na primeira parte do Workshop, as discussões giraram em torno dos desafios técnicos típicos das lavouras como a compactação do solo, presença de pragas, qualidade de sementes e regulação de maquinário. "A grande questão é que o produtor só toma a decisão quando já está afogado nos problemas. Agir no momento certo faz toda a diferença", alerta Alexandre Ferreira, pesquisador da Embrapa Algodão. Segundo ele, como alguns resultados de intervenções demoram de dois a três anos para serem percebidos, a qualidade fitossanitária acaba sendo postergada.


Ainda assim, os especialistas acreditam que é importante diversificar os sistemas de cultivo, promovendo a rotação entre soja, milho e algodão, incluindo também a integração com a pecuária. "O que os produtores precisam entender é que há espaço para maior crescimento com a diversificação e os retornos financeiros comprovam isso nas fazendas que já trabalham dessa forma, apesar dessa ferramenta exigir mais investimentos com a busca de tecnologia e inovação", finaliza.


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