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Movimento Sou de Algodão divulga balanço das novas marcas parceiras

09 de Dezembro de 2020

Iniciativa criada pela Abrapa alcançou 390 marcas que utilizam a fibra natural em 70% ou mais na composição de cada peça


Lançado em 2016, o Movimento Sou de Algodão, que visa estimular o consumo da matéria-prima na indústria da moda e promover o consumo consciente, engajou entre setembro e novembro deste ano um total de 79 novos parceiros, chegando à marca de 390 empresas que acreditam na iniciativa. As marcas Lez a Lez, do grupo Lunelli, Made By You e Linhas Círculo, são alguns dos destaques do mês que valorizam o #produzidonobrasil e trabalham com fibras que estão de acordo com o princípio da sustentabilidade.



"Chegar à marca de 390 parceiros em um ano que o mundo parou por conta de uma pandemia é uma grande vitória para o Movimento Sou de Algodão. Quem está aderindo ao nosso trabalho é quem busca criar um futuro mais consciente e responsável. Nossa fibra é exemplo para o mundo e o engajamento dessas marcas reforça a potência do algodão brasileiro", afirma Milton Garbugio, produtor e presidente da Associação Brasileira dos Produtos de Algodão (Abrapa).



Presente em diversos segmentos, da decoração à moda, o algodão traz uma série de vantagens para o público. Além disso, por se tratar de uma matéria-prima natural, resulta em tecidos extremamente confortáveis, mais versáteis e resistentes, carregando propriedades que conversam com os desejos de moda mais conscientes do consumidor atual.



Em comum, todas essas marcas trabalham seguindo os valores defendidos pelo Movimento Sou de Algodão, e não apenas no discurso, mas na prática diária. É necessário valorizar empresas que tenham a sustentabilidade como valor inegociável, ou seja, quem produz com respeito à natureza, aos trabalhadores e aos consumidores.



"A parceria é uma troca: as marcas fortalecem o Movimento, contribuindo com a sua divulgação, e o Movimento fortalece as marcas, mostrando aos consumidores que ele está comprando um produto natural, confortável e leve, que colabora para uma jornada do produto ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável", afirma.



Entre as marcas que aderiram ao Movimento Sou de Algodão no último bimestre destacam-se:



Homewear


Ni Na Store; Por Mim Pijamas.


 


Moda Masculina


3R Básico; Acesso Rouparia Escolar; Bad Horse; Braúna; Burg Company; Camisaria Sótão; Catucci Denim; Da Vinci Print; Enila Brand; Fico Surfwear; Funny T-Shirts; Hangar 33; Holyness Clothing; Jana Jô; Joe Remo; Krucata; Motiro; Owsty Company; Terruá.



Moda Feminina


3 Jolie; Atômica Jeans; Blu; Carlota Store; Conterre; Dolce Me; Ecolife Jeans; Estudio Traça; Fabiana Ferrer; Francesca Loungewear; Lez a Lez; Lunender; Motiro; Nadruz; NB Store; Reptília; Stolfo Denim.


 


Moda Íntima


Donníssima; Libertari.


 


Moda Infantil e Juvenil


12 Gomos; Alakazoo; Artigo Kids; Astrodino; Baby Gu; BB Atemporal; BGR; Boca Grande; Chico Bolacha; Chilique da Mamãe; Davini; Glinny; Magia Doce; Mini Roupinea; Moda Neném; Nous Baby; Petit Filippa; Tepee; ZAM Baby Store; Zigalu.


 


Serviço


Ateliê Xibé


 


Acessório e Artesanato


Ana Entrelinhas Ateliê; Bossa Dream; Dona Velita; Jhully Saboaria; Paloma Bragança; Retalho Carioca; Salsa.



Fiação


Cocamar; Linhas Círculo; Tramo.


 


Moda Casa e Decoração


Lavive; Muug; Pui Kids; Reveste Design.


 


Tecelagem


Renauxview; Teray Têxtil.



Malharia


Lunelli Têxtil.



Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.



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Grandes conquistas e os desafios pós Covid-19 marcam Biênio 2019/2020 da Abrapa

08 de Dezembro de 2020

O biênio 2019/2020, que celebrou os 20 anos da retomada da cotonicultura do Brasil, que coincidem com a fundação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com a conquista do segundo lugar no pódio dos maiores exportadores mundiais, e com uma safra recorde de três milhões de toneladas, foi também o da pandemia da Covid-19, da redução do consumo mundial da pluma de 26 milhões para 24 milhões de toneladas, e da preocupação com a falta de chuvas, às vésperas do plantio da safra 2020/2021. Estes foram alguns dos destaques na coletiva de imprensa da Abrapa, realizada virtualmente, nesta terça-feira (08/12), para marcar o final da gestão da diretoria presidida por Milton Garbugio (MT), e o início da nova administração, em janeiro, liderada por Júlio Cézar Busato (BA).



"Foi um biênio de grandes conquistas. Consolidamos o nosso movimento Sou de Algodão, que hoje já congrega 400 marcas parceiras, e abrimos o nosso escritório de representação em Singapura, como parte de uma ação estratégica de marketing internacional, em parceria com a Apex-Brasil, o projeto Cotton Brazil. Nos posicionamos como o maior produtor mundial de fibra licenciada pela BCI, com 36% de participação no montante global, e ainda estendemos o nosso programa Algodão Brasileiro Responsável – ABR– para as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA), o elo que faltava para tornar potencialmente possível rastrear uma peça de roupa, desde o ponto de venda até a lavoura", enumera Milton Garbugio.



Na linha mais técnica, Garbugio celebrou também o maior índice de confiabilidade alcançado pelo programa Standard Brasil HVI – SBRHVI–, que parametrizou e padronizou as análises de algodão por instrumentos, o que considera um fator decisivo para a credibilidade e fortalecimento de imagem do algodão brasileiro ante o mercado. "Todas estas entregas são uma continuidade dentro do conceito maior, que fundamenta a Abrapa desde a sua criação, e que dividimos em quatro compromissos: qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção", explica.



Covid-19 X Safra 2019/2020



De acordo com Milton Garbugio, os efeitos da pandemia na cotonicultura brasileira serão mais sentidos na próxima safra, que começa a ser plantada em dezembro. "Nossas lavouras já estavam instaladas e a cultura, em desenvolvimento, não havendo consequências para a atividade produtiva no período.



"Após a colheita, os efeitos da Covid-19 ficaram notáveis, principalmente, no escoamento da safra para o mercado externo. Isso porque a queda no consumo no ponto de venda, em todo o mundo, teve impacto na indústria internacional, majoritariamente concentrada na Ásia. Houve casos de grandes marcas quebrando contratos com as indústrias, e, muitas destas, postergando a compra de insumos como o algodão. Por conta disso, os embarques foram alongados, o que, em uma situação de super safra, gera estoques de passagem maiores deste para o próximo ano. Ainda assim, batemos vários recordes de exportação", rememora Garbugio.



O presidente ressaltou que, dos quase três milhões de toneladas produzidos, em torno de 550 mil toneladas ficam no país para abastecer a indústria nacional, e o restante é exportado. O país plantou 1,6 milhão de hectares de algodão, na safra 2019/2020, com produtividade de 1,8 mil quilos de pluma por hectare.



Perspectivas 2021



Os números para a safra 2020/2021 ainda são preliminares, mas estarão consolidados na próxima reunião da Câmara Setorial do Algodão e Derivados, no próximo dia 16 de dezembro. O atraso nas chuvas no início da safra de soja, principalmente, no estado do Mato Grosso, é um fator de preocupação. "Isso porque 90% do algodão no Mato Grosso é de segunda safra. Ele é plantado simultaneamente à colheita da soja. O atraso no plantio da oleaginosa comprime a janela do algodão Mato Grosso. Apesar desse déficit de chuva no começo do ciclo, as previsões para este ano são de clima favorável, durante o desenvolvimento das lavouras, para a região Centro Norte do Brasil e ainda duvidosas para a Centro Sul, pela influência do fenômeno meteorológico la niña.", afirmou.



Desafios da gestão 2020/2021



De acordo com Júlio Busato, apesar do impacto de uma pandemia inédita ter obrigado o setor a rever planos e ajustar operações, a gestão 2019/2020 teve o mérito de avançar em vários aspectos e entregar números relevantes e projetos inovadores. "Dar continuidade ao trabalho da diretoria que nos antecedeu, e, se possível, ir além será um desafio e tanto", afirmou.



Qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção do algodão brasileiro, segundo Busato, continuarão sendo o foco, "para fortalecer a credibilidade da fibra nacional, o que vai nos permitir conquistar e manter mercados, principalmente, lá fora", disse. Júlio Busato cita o projeto Cotton Brazil e o movimento Sou de Algodão como cruciais nesta missão. "Interna e externamente, nossa missão é mostrar para cada vez mais pessoas como produzimos, quem somos, o que pensamos e fazemos, transformando o know how, que adquirimos ao longo desses 20 anos, em valor para a nossa pluma", concluiu.



Mini Bio



Júlio Cézar Busato nasceu em Casca, no Rio Grande do Sul, há 59 anos. É descendente de uma longa linhagem de agricultores, o que inspirou sua formação de Engenheiro Agronômo, graduado pela Universidade de Passo Fundo/RS. Em 1987, mudou-se para a Bahia onde, com a família, fundou a Fazenda Busato/Grupo Busato, que produz, além do algodão, soja e milho, nos municípios de São Desidério, Serra do Ramalho e Jaborandi. É uma liderança de classe atuante e reconhecida no Brasil: foi presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio (Prodeagro) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). Desde 2011, quando começou a se dedicar à representação de classe, teve e tem assento em diversos fóruns, conselhos e câmaras do setor agrícola. Dentre estes, foi vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), preside a Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA/Mapa), e, a partir de 01 de janeiro de 2021, presidirá a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da qual é vice-presidente, para o biênio 2021/2022.



Um resumo dos principais números e programas da Abrapa podem ser conferidos na apresentação, em anexo.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

04 de Dezembro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #47


Algodão em NY - Preocupação com a oferta de algodão devido a problemas climáticos e forte demanda chinesa dão suporte aos preços. O contrato mar/21, após um período de altas, fechou nesta Quinta em 71,11 U$c/lp, com queda de 0,8% na semana.


Altistas 1 - O recorde histórico de exportações de algodão brasileiro em um mês foi batido em Novembro/20.  De acordo com o Ministério da Economia, os embarques da pluma atingiram 333,29 mil toneladas, gerando mais de R$ 500 milhões em receitas no mês.


Altistas 2 - No acumulado, o Brasil já exportou 842 mil toneladas esta safra (Ago-Out), 12% a mais que o mesmo período do ano passado.


Baixistas - O aumento dos casos de COVID-19 nos EUA e Europa causa preocupações.  Além disso, há ainda incertezas acerca da disponibilidade e distribuição de vacinas com constantes mudanças na previsão de vacinações.


China - Em mais um desdobramento da guerra comercial EUA-China, o governo americano disse na quarta-feira que irá mesmo banir importação de todos os produtos de algodão feitos pelo Corpo de Produção e Construção de Xinjiang (XPCC), citando preocupações de que a organização militar do noroeste da China seja responsável pelo uso generalizado de trabalho forçado.


China 2 - O XPCC é responsável por cerca de um terço da produção de algodão da China.  Especialistas da indústria têxtil acreditam que esta situação poderá inviabilizar as exportações de produtos têxteis da China para os EUA (2º maior importador do mundo, atrás da UE), devido à complexidade da segregação de matérias primas na indústria.


Colheita – A colheita evoluiu de 77% na semana passada para 84% esta semana, contra média de 5 anos de 79%.


Oferta e Demanda -  O ICAC divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda global de algodão esta semana.  Apesar do órgão ter reduzido suas projeções de oferta e diminuído os estoques iniciais 2020/21, os estoques finais 2020/21 foram projetados em 89,2%, número muito próximo do divulgado pelo USDA.



Cotton Brazil – A Abrapa será co-realizadora do evento 2020 COTTON OUTLOOK FORUM, em Qingdao, China.  Este será o primeiro evento oficial após o lançamento do Cotton Brazil e conta com o apoio da Embaixada do Brasil na China e de dois grandes parceiros no país: a China National Cotton Exchange (CNCE) e a Beijing Cotton Outlook (BCO).


Cotton Brazil 2 – Finalizando a série de reuniões virtuais promovidas pela Abrapa, Anea e Apex Brasil com embaixadas brasileiras na Ásia, as entidades se reuniram esta semana para apresentar o projeto Cotton Brazil a diplomatas do Brasil na Turquia.  Participaram da reunião virtual o Embaixador do Brasil na Turquia Carlos Ceglia,  a Embaixadora do Brasil em Singapura, Eugênia Barthelmess, além de diplomatas e lideranças do setor.


Agenda 1 - No dia 08/12 (terça-feira), às 19h30 (Brasília), ocorrerá o evento virtual de lançamento oficial do Cotton Brazil, uma parceria Abrapa, Anea e Apex Brasil.  O Cotton Brazil é um projeto que pretende tornar o Brasil líder global nas exportações de algodão.


Agenda 2 - Na próxima quarta-feira (09/12) a Abrapa irá divulgar novas estimativas para a safra 2020/21 durante a reunião da Câmara Setorial de Algodão do Ministério da Agricultura.


Agenda 3 - No dia 10/12 (quinta) o USDA divulga seu último relatório mensal de oferta e demanda.


Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 91%; Bahia: 97%; Goiás: 95%; Minas Gerais: 97%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 65%; Piauí: 100%; São Paulo: 100%; Tocantins: 97% e Paraná: 100%. Média Brasil: 92% beneficiado


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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CTIA discute inovação e tendências de consumo na última reunião de 2020

01 de Dezembro de 2020

Em um ano marcado pelo imponderável de uma pandemia, com comércios e serviços fechando ou operando em regime especial, desde março, o crescimento de 5,6% no mercado de fertilizantes no Brasil comprova o que, nos campos do país, já se dizia há tempos: o agro não parou. Ao contrário, seguiu em ritmo crescente, aditivado pelo câmbio e pelos altos patamares de preços da commodities agrícolas, como soja e milho. Mesmo o algodão, cultivo cuja cadeia produtiva sofreu grande impacto negativo, com o fechamento das lojas, sinala positivamente para 2021, graças a estes dois fatores, que favorecem a rentabilidade do produtor. Estas conclusões – além de debates sobre tendências de mercado, inovação, com a entrada dos bioinsumos e novas tecnologias – pontuaram a 106ª reunião da Câmara Temática dos Insumos Agropecuários (CTIA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada virtualmente na tarde desta segunda-feira (30/11).



O encontro reuniu cerca de 30 participantes, dentre produtores, Governo, representantes do setor de fertilizantes, máquinas e defensivos, sendo o último encontro do calendário da câmara, neste ano de 2020. A CTIA é presidida, atualmente, pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



Embora o Brasil seja um dos maiores fornecedores globais de alimentos e fibras têxteis naturais, cerca de 80% dos insumos que utiliza em sua agricultura são importados, desde máquinas e fertilizantes, até os defensivos. Em defensivos, o país representa 20% do mercado global, e o setor movimentou, em 2019, US$12,4 bilhões. O alto custo destes insumos faz com que os agricultores persigam cada vez mais fortemente a boa performance em produtividade, fator definitivo para a competitividade da agricultura brasileira – tropical e mais suscetível ao ataque de pragas, além de não subsidiada – em confronto com os concorrentes pelo mercado.



Para o presidente da CTIA, e vice-presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, na busca pela alta produtividade, o agricultor brasileiro usa toda a tecnologia disponível "e até aquelas que ainda nem foram criadas". Ele exemplifica o avanço do país neste quesito, comparando o valor da cesta básica no Brasil nos anos de 1970 e atualmente. "Naquela época, a alimentação representava 45% do destino da renda das famílias. Hoje, este custo é de 14%. Só chegamos a este nível com tecnologia e com o aperfeiçoamento do trabalho dos agricultores em seus sistemas produtivos", disse Busato.



Inovação



As novas tecnologias dominaram boa parte das discussões na reunião, com foco para os bioinsumos – como bactérias, vírus, fungos e nematoides – que vêm ganhando espaço no manejo integrado de pragas e doenças do agro no Brasil. A Embrapa tem hoje cerca de 500 pesquisadores dedicados ao tema, que, segundo o representante da instituição, Ivan Cruz, "é uma realidade mundial". No portfólio da entidade, estão produtos para controle biológico, promotores de crescimento e bioativos. Muitas das biofábricas funcionam on farm, e a organização do setor, assim como a possível concentração dos biológicos nas mãos das multinacionais, que já dominam o mercado dos químicos, também estiveram em debate. Luís Eduardo Pacifice Rangel, diretor de Prospecção do Mapa, enfatizou o Programa Nacional de Bioinsumos, lançado pelo Ministério em maio deste ano, para aproveitar a grande biodiversidade brasileira ajudando o país a reduzir a dependência externa pelos insumos tradicionais.



Sobre as tendências para 2021, a expectativa apresentada pelas cadeias produtivas presentes foi de manutenção no crescimento de consumo, de adimplência do produtor, e de intenção de investimentos em máquinas, equipamentos, infraestrutura e recursos humanos para os próximos 12 meses. Os dados são da pesquisa apresentada pela Associação Brasileira da Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo). De acordo com o representante da entidade, Carlos Florence, "apesar da leve queda de 2% no indicador de vendas, 83% das respostas foram otimistas, contra 6% pessimistas e 11% neutras", revelou.


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Projeto Cotton Brazil chega à Turquia

01 de Dezembro de 2020

Quarto mercado mundial de algodão, a embaixada do Brasil na Turquia conheceu na manhã desta terça-feira (01) o projeto Cotton Brazil, idealizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para divulgar a pluma nacional na Ásia. O Brasil tem 20% do market share na Turquia, colocando os turcos numa posição estratégica para o algodão brasileiro criar a Rota do Algodão. Para isso, no dia 19 de janeiro de 2021, às 14h, haverá um evento virtual direcionado aos compradores de algodão na Turquia no qual a Abrapa e seus parceiros apresentarão todo o potencial da pluma brasileira e as vantagens de estabelecer negócios diretamente com os produtores no Brasil.



"Nossa meta nesta etapa do projeto é conseguir o apoio diplomático das embaixadas do Brasil na Ásia para fortalecer a imagem do nosso algodão. Será um trabalho intenso e contínuo para apresentar a qualidade do nosso produto, ampliar mercados e obter novas perspectivas de negócios", frisou o presidente da Abrapa, Milton Garbugio, ressaltando que, por não ter subsídios, a produção de algodão no país requer um grande esforço e organização da cadeia produtiva.


A iniciativa do Cotton Brazil foi elogiada pelo embaixador do Brasil em Ancara, Carlos Ceglia. "O que vocês estão fazendo é um trabalho extraordinário e, certamente, trará resultados positivos. Apesar de a Turquia ser um país que preza muito pela cultura local, sempre há espaço para conhecer aspectos de outros países e o algodão brasileiro desperta o interesse do setor turco", enfatizou Ceglia, que participou do encontro acompanhado pelo ministro diplomata, responsável pelo setor de Promoção Comercial e de Economia, Márcio Gayoso.



Durante a reunião, o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, destacou que a associação pretende colocar o Brasil no primeiro lugar no ranking mundial de exportações de algodão até 2030, trabalho que vai exigir ações inovadoras. "Precisamos estreitar o contato com o mercado asiático, possibilitando novos negócios e, assim, aumentar a confiabilidade em nosso produto. Para isso, as embaixadas são excelentes canais de comunicação e aproximação de mercados", disse Duarte, que tem contado com o apoio da Embaixada do Brasil em Singapura, país sede do escritório da Abrapa na Ásia, e sempre presente nos encontros do projeto Cotton Brazil.



Também presente à reunião virtual, a embaixadora do Brasil em Singapura, Eugênia Barthelmess, ressaltou o esforço da associação. "É admirável o empenho para correção de percepção de imagem feito pela Abrapa. O algodão brasileiro se aprimorou muito como produto ao longo dos anos e os mercados compradores devem enxergar essa nova realidade", disse a embaixadora, acompanhada pelo ministro conselheiro Daniel Pinto, lembrando que o Brasil é o maior produtor de algodão licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI) e já superou o desafio da sazonalidade.



Participaram ainda da reunião, o ex-presidente da Abrapa, Arlindo Moura, o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Moresco, o presidente da Anea, Henrique Snitcovski, o diretor da Anea, Miguel Faus, além de representantes da Apex-Brasil e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento.


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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

27 de Novembro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #46


Algodão em NY - Semana curta devido ao feriado de Ação de Graças nos EUA.  Mesmo assim, o mercado operou em alta.  O contrato mar/21 em NY fechou na véspera de feriado (Quarta) em 72,36 U$c/lp, com alta de 0,96% na semana.


 Altistas 1 - As fiações chinesas continuam operando em alta capacidade segundo dados locais.  Como consequência, importações estão em alta. A alfândega chinesa anunciou que em out/2020 a importação de algodão foi de 210 mil toneladas. A China já superou os números para ao mesmo período (Jan-Out) de 2019.


Altistas 2 - Com a safra americana no fim, o clima na América do Sul entrou no radar do mercado e a baixa umidade tem afetado o mercado de grãos, que acabam dando suporte também ao algodão.


Altistas 3 – A redução das incertezas acerca da sucessão presidencial americana, com o Presidente Trump permitindo o início da transição, provocou alta no mercado financeiro, que contagiou também os mercados de commodities.


Baixistas -  Com o USDA apontando que a safra de 2020 está se aproximando de 80% da colheita (fechou em 77% semana passada), há maior pressão de venda por parte produtores americanos com o mercado acima de 70 U$c/lp.


 Vacina – Notícias positivas sobre mais uma vacina contra COVID-19 causaram muito otimismo no início da semana. Entretanto, os desenvolvedores da vacina, Oxford University e AstraZeneca, admitiram depois que ocorreram erros nos testes.  A doença continua preocupando os mercados.


China - Segundo a CNCE, até 23/nov, 65% do algodão de Xinjiang, que representa 90% da produção do país, já tinha sido colhido.


Índia - O principal produtor mundial tem aproveitado o bom momento da China e exportado volumes significativos de fio de algodão para lá. Enquanto isso, a safra local vai chegando ao fim com expectativa de redução de 15% em relação à previsão inicial devido a problemas climáticos.


Cotton Brazil  – Com o objetivo de promover o algodão brasileiro no seu mais importante mercado internacional, a Abrapa, com apoio da Apex Brasil e da Anea, está acertando os últimos detalhes de uma importante parceria estratégica com a China National Cotton Exchange (CNCE) e sua afiliada Beijing Cotton Outlook (BCO), que envolverá eventos, ações promocionais e intercâmbio técnico entre os dois países.


Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 88%; Bahia: 95%; Goiás: 93%; Minas Gerais: 95%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 62%; Piauí: 99%; São Paulo: 100%; Tocantins: 95% e Paraná: 100%. Média Brasil: 89% beneficiado


Exportações - O Brasil exportou 249,3 mil toneladas de algodão nas duas primeiras semanas de nov/20.  Este será o maior mês de novembro da história.  A marca anterior é 256 mil toneladas em nov/19.


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Nova coleção de Ronaldo Silvestre é destaque no Brasil Eco Fashion Week

26 de Novembro de 2020

Patrocinado pelo Movimento Sou de Algodão, estilista apresentou coleção intitulada Desconstruir, que ressaltou detalhes artesanalmente produzidos e destacou-se pela moda autoral


O estilista Ronaldo Silvestre apresentou no Brasil Eco Fashion Week sua nova coleção intitulada Desconstruir, inspirada em sua trajetória e valores pessoais. As peças, desenvolvidas com o patrocínio do Movimento Sou de Algodão, se destacaram pela moda autoral nos processos criativos no design sustentável de tecidos e formas. Os looks foram exibidos digitalmente durante o evento, no dia 26 de novembro.



Ao todo, foram 10 peças desfiladas que chamaram atenção pela ideia de trabalhar o look como uma segunda pele. A linha conta com vestidos, camisetas, calças e casacos de paleta de cores azuis e pretos com detalhes bordados mão, que ressaltam a originalidade das criações em denim.



Segundo Silvestre, a nova coleção envolveu o trabalho das costureiras, bordadeiras e alunas do Instituto de Igualdade, Transformação e Inovação Social, do qual é fundador e presidente. A atividade artesanal leva traços autênticos da essência da moda brasileira para todas peças do desfile.



"A cada nova coleção, um novo desafio, que no final sempre revela pouco da minha vida, dos meus valores e dos meus processos criativos, que envolvem a sustentabilidade dos tecidos, do corte e da modelagem. Envolver também o Instituto ITI continua como destaque nos desfiles, já que a artesania em detalhes não pode faltar", afirma o estilista.



A manipulação têxtil e as coleções sustentáveis são elementos norteadores para Ronaldo, que atua desde XX. Durante os anos, se destacou por se debruçar sobre os tecidos e matérias-primas criando vazados, jogos de lisos e transparências, volumes e texturas.



"Nas coleções procuro transmitir as metáforas da minha vida e as minhas percepções sobre o mundo. As peças misturam estilos funcionais, delicados e exuberantes, manualmente produzidas pelas alunas do Instituto, criando roupas únicas e atemporais", comenta.



"Estamos felizes em poder apoiar, novamente, o Ronaldo Silvestre. Suas coleções, além de inspiradoras, usam a moda como uma agente transformador de vida e atende mulheres em situação de vulnerabilidade social, através da capacitação com cursos de qualificação profissional e geração de renda nas áreas de costura, bordado e artesanato sustentável. Os resultados comprovam o sucesso do projeto em todos os desfiles", finaliza Milton Garbugio, produtor e presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.



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Movimento Sou de Algodão, Casa de Criadores e Célula Preta lançam campanha ‘Sou Potência’

23 de Novembro de 2020

A parceria conta com coleção de estampas exclusivas que enaltecem a voz negra; as camisetas foram desenvolvidas pelos estilistas do line-up da CdC


O Movimento Sou de Algodão, que visa estimular o consumo sustentável na indústria da moda, e a Casa de Criadores acabam de lançar a parceria com o coletivo Célula Preta. Intitulada 'Sou Potência', os estilistas desenvolveram camisetas com estampas exclusivas que retratam e manifestam a força da voz negra. A coleção será lançada na plataforma (2)collab.



Como parte da ação, no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, 100 camisetas com as  estampas foram enviadas para jornalistas, influenciadores e celebridades negras. O propósito de toda ativação é promover atividades para maior inclusão de profissionais negros no mercado da moda brasileira, abrindo espaço para pluralidade racial, garantindo representatividade e visibilidade.



"Não se trata de uma ação isolada e restrita ao mês de novembro. Mas sim, de avançarmos em um trabalho de longo prazo, dialogando com outras marcas parceiras. O Movimento tem como objetivo contar histórias inspiradoras por meio da moda e, conhecendo o trabalho dos estilistas, não pensamos duas vezes para desenvolver a campanha e lançá-la durante a Casa de Criadores", diz Milton Garbugio, produtor e presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.



A Célula Preta — formada por Jal Vieira, Diego Gama, Dendezeiro, Fábio Costa (NotEqual) e Weider Silveiro — foi criada diante os protestos antirracistas que aconteceram no Brasil e no mundo, e tem como frente planejar formas de inclusão e valorização de profissionais negros, dentro e fora de eventos de moda. Além de apoiador do grupo, o Movimento Sou de Algodão também é patrocinador nesta edição da CdC.



"A ideia é impactar a indústria em geral, discutir a mudança e a necessidade dela. Para além da Casa de Criadores, o coletivo está atuando e ganhando espaço em outras frentes. A parceria e a coleção estão incríveis. Queremos aumentar não só o alcance da nossa voz, mas estendendo também o acesso e visibilidade", comenta Dendezeiro.



As camisetas que fazem parte da coleção estarão disponíveis para venda partir de dezembro na plataforma (2)collab. O lucro será 100% revertido para o grupo.


Temas das camisetas:





  • Jal Vieira – "Minha Voz Move o Mundo" – reforça a potência da voz do povo preto.

  • Diego Gama – "Brechas" – convida o público a olhar para as plantas como forma de inspiração e autoconhecimento encontrando nas rachaduras uma oportunidade para crescer, florescer e se fortalecer.

  • Dendezeiro em parceria com o Dugueto – "PALOSYDADE" – é uma expressão linguística adaptada da palavra "paloso" que significa "estiloso". Portanto, a Palosydade representa o estilo em movimento constante, uma expressão que visa contextualizar a criatividade das periferias e fomentar a diversidade cultural.

  • NotEqual – transcrição gráfica da palavra "potência" de maneira abstrata, onde é possível ver a expansão do som e o seu registro fonético.

  • Weider Silveiro – "The real beauty is black" com o objetivo de empoderar e ressaltar a beleza negra.



Site para compra a partir de dezembro: www.2collab.com.br


Casa de Criadores: https://casadecriadores.com.br/


 


Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.



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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

20 de Novembro de 2020

​​ALGODÃO PELO MUNDO #45


Algodão em NY - Com o mês de Dezembro se aproximando, a rolagem de contratos tem tomado a atenção dos traders. Notícias ora sobre perspectiva de vacina, ora sobre aumento de casos nos EUA e Europa, além da conturbada sucessão presidencial no país americano foram foco do noticiário. O contrato dez/20 em NY fechou ontem a 69,32 U$c/lp, com alta de 1,2% nos últimos 7 dias.


Altistas - Dados da consultoria Chinesa Yong An Futures divulgados esta semana mostram que as fiações do país continuam operando com alta taxa de utilização.


Altistas 2 - Notícias positivas sobre as vacinas COVID-19 e as estratégias de distribuição começando no final do ano têm sido muito positivas.


Baixistas -  No entanto, os casos nos EUA e Europa estão aumentando diariamente, fazendo com que vários países e estados americanos adotem medidas restritivas.


Colheita – A colheita evoluiu de 61% na semana passada para 69% esta semana, contra média de 5 anos de 66%.


Paquistão -  Os primeiros números de safra do Paquistão divulgados pela Pakistan Cotton Ginners' Association (PCGA) mostram uma redução de 40% da safra do país em relação ao ano passado.


Paquistão 2 -  Na safra passada o país produziu 1,35 milhões de toneladas de pluma e a expectativa inicial era de uma redução de apenas 10% nesta safra. Isso significa que o país deverá importar bem mais que as 830 mil toneladas previstas inicialmente.


China - A colheita na principal região produtora Chinesa, Xinjiang, que responde por 90% da produção local, está entrando em fase final. A produção do país deve se aproximar de 6 milhões de toneladas, quase um quarto da safra global.


Austrália - O país conhecido pelo algodão de alta qualidade continua sofrendo boicote "informal" da China.  Sérias tensões diplomáticas entre os dois países têm motivado o fechamento do mercado Chinês para o algodão Australiano.


Cotton Brazil – Esta semana o projeto Cotton Brazil se reuniu com empresários da principal entidade de industriais têxteis do Vietnã, VCOSA.  As reuniões contaram com apoio da Embaixada do Brasil no Vietnã.


Vietnã - O Vietnã é o segundo maior importador de algodão do Brasil e o terceiro maior importador do mundo, com expectativa de importar este ano comercial 1,5 milhões de toneladas da fibra.


Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 85%; Bahia: 93%; Goiás: 91%; Minas Gerais: 93%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 60%; Piauí: 98%; São Paulo: 100%; Tocantins: 93% e Paraná: 100%. Média Brasil: 87% beneficiado.


Exportações - O Brasil exportou 196 mil toneladas de algodão nas duas primeiras semanas de em nov/20.  Este deve ser o maior mês de Novembro da história, superando com folga a marca de 256 mil toneladas do ano passado.


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Entidades debatem regulamentação da produção de bioinsumos on farm

18 de Novembro de 2020

A eficiência, a segurança e a regulamentação da produção de insumos biológicos em propriedades rurais esteve em discussão na tarde desta terça-feira (17), em seminário realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil), e Grupo Associado de Agricultura Sustentável (GAAS).


De acordo com os especialistas, a utilização dos bioinsumos de origem animal, vegetal ou microbiana possui histórico de mais de meio século. Seu uso tem crescido nas fazendas e, apesar do produtor brasileiro atuar com profissionalismo e responsabilidade social e ambiental, há a necessidade de ordenamento no uso dos produtos, evitando riscos para as lavouras e consumidores.


Segundo o presidente da Comissão Nacional de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, Ricardo Arioli, a produção de bioinsumos é um caminho em franca ascensão e, exatamente por isso, requer regulamentação para garantir, inclusive, segurança jurídica na produção e uso on farm.


"Esse crescimento tende a ser um divisor de águas na agricultura brasileira, mas precisa ser tratado com atenção, cuidado e profissionalismo", avaliou. "Isso vai permitir definição de protocolos, treinamentos e certificações que priorizam a eficiência e a qualidade", defendeu Arioli, acrescentando que o objetivo da CNA é promover ainda mais ganhos de produtividade para a agricultura brasileira.


Ampliar a eficiência e garantir a segurança também foi o discurso do diretor executivo da Aprosoja, Fabrício Rosa, durante o primeiro painel. "Temos que aprimorar a regulamentação, fornecendo meios seguros para que os produtores possam realizar essa atividade na própria fazenda", pontuou. Ainda durante o primeiro painel, o presidente do GAAS, Rogério Vian, lembrou que representantes da indústria de defensivos agrícolas, pesquisadores, governo, agricultura orgânica e convencional devem buscar um denominador comum para a questão da regulamentação.


"Não se pode manipular produtos de forma experimental, até encontrar o modelo ideal. Regulamentar é condição básica para o crescimento da atividade com sustentabilidade econômica, beneficiando o produtor, mas com ganhos reais para o meio ambiente e sociedade. E tudo isso de maneira acessível e viável, já que existe um cenário favorável para o uso de bioinsumos no Brasil, que tem um mercado consumidor cada vez mais ávido por produtos saudáveis", disse Vian.


Bioprospecção


Como garantir segurança e eficiência na produção on farm é a questão. Para a cultura do algodão, habituada aos processos de regulamentação e certificações, a produção com eficiência e as pesquisas dos bioinsumos precisam ser desenvolvidas em sintonia. O diretor executivo do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), Álvaro Salles, apresentou a estrutura de produção utilizada pelo Instituto, o Laboratório de Bioprospecção, observando todos os critérios sanitários de segurança e qualidade. "A ciência nos conduz para o caminho da eficiência e segurança na produção on farm, quando o trabalho é feito com critério e responsabilidade, com laboratórios preparados e pessoal treinado", afirmou.


Na opinião dos especialistas, a regulamentação deve observar aspectos como cadastro de propriedades, responsável técnico pela produção, além de utilização de microorganismos conhecidos com especificação de referência na lista oficial do Mapa, e treinamento adequado para os operadores. "O importante é que as ações estabelecidas levem à rastreabilidade, fiscalização, segurança e qualidade na produção", finalizou Salles.


O evento contou com a participação do presidente do Instituto Brasil Orgânico (IBO), Rogério Dias, do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Leal, do diretor  do departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Carlos Goulart, e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e da CropLife Brasil.


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