
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
ALGODÃO PELO MUNDO #14/2022
22 de Abril de 2022

22 de Abril de 2022

25 de Agosto de 2026
21 de Abril de 2022
Elevar a qualidade e o padrão do algodão do Brasil é um compromisso contínuo dos cotonicultores. Balanço da qualidade do produto, no ano safra 2020\2021, aponta evolução em alguns parâmetros da fibra, como resistência, cor (brilho), comprimento (fibras curtas) e o índice micronaire (componentes de finura e maturidade). A análise foi realizada em 11 laboratórios e 66 máquinas nas regiões produtoras e mostra que 95% do algodão produzido no País está de acordo com as exigências do mercado, desse total 56,6% estão na faixa premium micronaire.


O acompanhamento da cadeia é realizado por meio do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) que tem a qualidade como foco, padronizando a classificação instrumental do algodão, informatizando o acesso aos dados de classificação.
No período, foram monitorados 11.993.790 fardos de algodão provenientes de cinco regiões produtoras: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Minas Gerais e Goiás. Desse total, 9.808.336 análises (81,8%) constam no sistema de identificação da Abrapa com todas as informações, entregando transparência, credibilidade e confiabilidade. "Os dados atestam o crescimento da qualidade da fibra brasileira na safra 2020\2021. O desafio, no entanto, é termos a máxima adesão dos produtores ao SBRHVI que visa garantir a qualidade das análises de algodão realizadas por laboratórios de classificação no País. Essa transparência, certamente, valorizará ainda mais a fibra produzida no Brasil", destaca o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.

As análises apontaram que 95% do algodão brasileiro apresentou o índice de micronaire na faixa de 3,50 a 4,90, sendo que 56% ficaram na faixa premium (3,5 a 4,2), característica que determina a boa qualidade do produto e melhor valor de mercado, 83% apresentaram uma resistência superior a 28 gramas por tex; 84% com comprimento UHML superior a 1,11 polegada; 81% com índice de uniformidade superior a 80%; 72% com índice de fibra curta menor que 10%; 98% com grau de reflexão superior a 75% e 81% com grau de amarelamento menor que 9%.

Apesar dos fatores climáticas terem prejudicado a safra 2020/21 (permanência de "La Niña" até abril de 2021 e ondas de frio em maio e junho), o algodão brasileiro apresentou resultados positivos considerando a série histórica de cinco safras. Além disso, 96,5% do algodão brasileiro, na safra 2020/21, apresentou um CG (HVI) nos tipos 11, 21,31,41 e 51 (padrões de cor do tipo Branco).
O desafio é agregar e avançar no programa Standard

Brasil HVI (SBRHVI) para que as próximas safras manifestem todas as características e exigências desejadas pelo mercado.
25 de Agosto de 2026
20 de Abril de 2022
Abrapa na mídia
O apoio das varejistas Reserva e Renner e o uso de blockchain, tecnologia de dados criptografados, foram essenciais para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Movimento Sou Algodão atraírem, além de produtores e algodoeiros já certificados com o selo SouABR (Algodão Brasileiro Responsável), fiações, tecelagens, confecções e lojas para o primeiro programa de rastreabilidade da indústria têxtil brasileira.
O projeto permite ao consumidor fazer uma verdadeira radiografia de uma peça de roupa. Pela etiqueta do vestuário certificado, pode-se conhecer desde a fazenda em que o algodão foi cultivado, passando pela fiação, a tecelagem ou malharia que desenvolveu o tecido até a empresa que o confeccionou. Todas as peças rastreáveis têm no mínimo 70% de algodão em sua composição e possuem certificação socioambiental.
— Quando vestir uma camisa assim produzida, o consumidor fará parte dessa história de sustentabilidade e rastreabilidade — diz o presidente da Abrapa, Júlio Busato, ressaltando que esse é o primeiro programa do tipo em nível mundial e que, a partir deste mês, está disponível para todas as marcas nacionais interessadas em aderir.
Há dez anos, a Abrapa instituiu o selo SouABR, certificando que o fazendeiro segue os padrões de sustentabilidade exigidos pela instituição, ao se enquadrar em 183 itens do questionário montado pela entidade com base na NR31, que estabelece regras relacionadas à saúde e segurança no trabalho na agricultura.
O selo também se baseia em iniciativas como a Better Cotton Initiative (BCI), organização sem fins lucrativos, criada em 2005, e com sede na Suíça.
Dados auditáveis
De acordo com a Abrapa, até agora, não era possível garantir que uma roupa havia sido feita com o algodão certificado. Uma plataforma desenvolvida ao longo de 15 meses e a adesão das duas marcas tornaram possível assegurar que somente o algodão atestado foi usado em todas as etapas do processo de produção. A fase piloto, encerrada neste mês, foi iniciada em outubro de 2021 com o lançamento da coleção de 25 mil camisetas rastreáveis pela Reserva.
A certificação da fazendo ao varejo é assegurada pelo uso do blockchain. A roupa chega à vitrine com o QR Code na etiqueta pelo qual se rastreiam todos os passos da produção. As informações sobre o caminho percorrido pelo algodão ficam digitalizadas, acessíveis e auditáveis.
Segundo Busato, o processo não permite, por exemplo, a mistura de fios com e sem selo, bem como de tecidos com e sem certificação. Atualmente, a Abrapa tem 900 marcas parceiras e Busato diz que pretende chegar a 1.200 até o fim do ano.
— Estamos abrindo o programa para nossas parceiras. Elas é que vão exigir isso (sustentabilidade e rastreabilidade) do mercado (de fornecedores). Por isso é que o programa vai funcionar — avalia.
Na fase inicial do projeto-piloto, Reserva e Renner tiveram esse papel em relação a seus próprios fornecedores, convocando-os a se engajarem no processo. Alan Abreu, coordenador do comitê de diversidade do Grupo AR&C e especialista em sustentabilidade da Reserva, conta que a varejista já buscava transparência no processo quando fechou parceria com a Abrapa.
— Era uma forma de desenvolvermos mais nossa cadeia de fornecimento e conseguir levar essas informações com mais transparência para os clientes.
A empresa possui 60 lojas próprias e 62 franqueadas, além de mais dez Reserva Mini e duas Reserva Go.
— Antes mesmo de chegar ao guarda-roupa das pessoas, as peças já têm sua própria história — afirma o gerente geral de sustentabilidade da Renner, Eduardo Ferlauto.
A previsão é que a empresa lance neste semestre uma coleção reduzida de jeans feminino feito inteiramente com algodão rastreável. A rede tem 404 unidades no país.
Blockchain registra 'DNA' da produção
A tecnologia blockchain que permite a rastreabilidade do processo produtivo do algodão funciona como um banco de dados seguro e criptografado, onde os registros são permanentes e imutáveis. A integração e a tradução desses dados são possíveis apenas ao acessar a plataforma de interface ao consumidor, com informações do programa SouABR, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
— Por oferecer segurança e autenticidade das informações, escolhemos essa tecnologia para entregar ao consumidor a transparência e a veracidade dos dados de rastreabilidade do algodão certificado — afirma Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do Movimento Sou de Algodão e consultora da Markestrat.
As empresas da cadeia produtiva de algodão investiram em conexão de APIs, que são adaptações capazes de permitir a conexão e comunicação dos dados requeridos ao sistema blockchain, e em adequações de processos.
De acordo com a Abrapa, cada parceiro envolveu fornecedores de suas soluções internas de controle de produção para desenvolver essas APIs.
Segundo o CEO da Dalila Têxtil, André Klein, a tecelagem parceira da Reserva gastou cerca de R$ 30 mil nas mudanças de processos internos e em TI, para se adaptar ao blockchain. Já para a Abrapa, o custo do projeto se restringiu às viagens feitas às empresas e ao gasto com tecnologia com o blockchain, conta, sem revelar valores, o presidente da entidade, Julio Busato.
Ele diz que 85% da produção de algodão nacional já possui o selo SouABR. Por isso, diz, não haverá escassez de produto certificado para as empresas que quiserem aderir ao programa.
— Acredito que abra mais mercados, porque se as pessoas querem tanto sustentabilidade e rastreabilidade, agora há um programa que faz isso de ponta a ponta, desde a semente até o cabide da loja.
Cerca de 70% da produção são exportadas, quase tudo para a Ásia. No ciclo 2021/22, a previsão é de alta de 19% dos embarques.
Requisitos para obter o selo SouABR
25 de Agosto de 2026
20 de Abril de 2022
O consumidor está procurando por roupas produzidas com responsabilidade, transparência e de marcas que sejam conscientes. Essas são as premissas do Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que valoriza a fibra natural, confortável, estilosa e versátil. O movimento conta com a participação de empresas de moda, estilistas, artesãos, fiações, tecelagens e malharias como parceiros e teve a adesão, no último mês, de 40 novos parceiros, totalizando 905 marcas. Os destaques em março foram Pernambucanas, Malwee Kids, Carinhoso e Enfim, que fazem parte do Grupo Malwee, e Ateliê Mão de Mãe e Meninos Rei, estilistas que iniciaram carreira na São Paulo Fashion Week, por meio do Projeto Sankofa, e estão no line-up oficial do evento.
Os grandes nomes das semanas de moda sempre fizeram parte do Sou de Algodão, assim como os próprios eventos. “Quando criamos o movimento, queríamos alcançar as pessoas que influenciam e levam a nossa fibra para o consumidor, para o setor têxtil e para os produtores de moda. Por isso, fizemos o nosso lançamento no São Paulo Fashion Week, em 2016, com embaixadores como Paulo Borges, Alexandre Herchcovitch e Martha Medeiros, que nos ajudaram a conectar o algodão ao universo afetivo do público”, explica Júlio Cézar Busato, produtor e presidente da Abrapa.
A parceria se torna essencial, para esse grupo, porque as marcas parceiras se unem com o propósito de promover a moda responsável e o consumo consciente, e passam essa mensagem ao consumidor. Além disso, elas podem conhecer outras empresas parceiras do movimento, como tecelagens, malharias, fiações, outras confecções e até mesmo artesãos para fabricarem acessórios que contam histórias.
Os estilistas ganham visibilidade dentro do movimento, e também podem ser convidados para desenvolver looks para ações do Movimento Sou de Algodão. Esse é o caso do editorial de moda exclusivo com modelos trans e travestis, realizado em junho de 2021, com looks desenhados pelos estilistas das marcas Assumpta e Ateliê Fomenta, além de Dário Mittmann, Mateus Cardoso, Rodrigo Evangelista e Patrick Langkammer, todos lançados no 1º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.
Já a alta procura pelo algodão vinda de grandes varejistas, como Pernambucanas e Malwee, se explica pelos atributos da fibra, que é confortável, suave, natural e responsável. As duas possuem as ideias alinhadas com o movimento e com a Abrapa, que englobam boas práticas ambientais, sociais e econômicas. Além disso, as empresas trabalham com a fibra em suas confecções: a Malwee utiliza 76% da matéria-prima na produção de roupas, e a Pernambucanas em peças jeans.
Pequenas ou grandes empresas, todas se transformam em apenas uma, já que o Sou de Algodão atrai, agrega valor e envolve marcas de todos os tamanhos, unidas pela fibra. Para conferir todas as marcas que se juntaram ao Movimento, até agora, é só acessar o site.
25 de Agosto de 2026
14 de Abril de 2022
15/04 Feriado Nacional: Paixão de Cristo (Abrapa e CBRA não terão expediente)
25 de Agosto de 2026
14 de Abril de 2022

25 de Agosto de 2026
14 de Abril de 2022
Com o objetivo de qualificar os profissionais a conhecer os pontos fundamentais e estratégicos para o processo de classificação do algodão, equipes da GM Algodoeira, SLC Agrícola, do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Laboratório da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) participaram dos treinamentos de formação de inspetores de algodão em pluma para o projeto-piloto de certificação oficial do algodão brasileiro – safra 2021/2022 . As atividades ocorreram nos dias 04 e 11 de abril no Laboratório da Agopa e integraram o primeiro curso de Capacitação e Qualificação de Inspetor de Algodão em Pluma, projeto piloto do Programa de Certificação Oficial do Algodão.
O curso abordou aspectos técnicos de preparo dos inspetores para a realização do autocontrole nos pontos críticos do processo, desde a retirada das amostras até a análise do algodão para a certificação oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
25 de Agosto de 2026
11 de Abril de 2022
Abrapa na Mídia
Presidente da Abrapa, Júlio Busato, fala sobre a produção de algodão no Brasil, qualidade, sustentabilidade e desafios do setor.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=HHv85YQdiBY
República Agro - 11/03/2022
25 de Agosto de 2026
11 de Abril de 2022
Abrapa na Mídia
A estimativa de produção de algodão, na safra 21/22, subiu para 2,82 milhões de toneladas, crescimento de 19,6% em relação ao ciclo anterior. Em dezembro/21, a previsão era de 2,71 milhões de toneladas. O aumento da produção é resultado da recuperação de 15,2% na área plantada, que chegou a 1,579 milhão de hectares, e da alta produtividade. O algodão brasileiro foi 100% semeado e o último mês foi marcado pelo início da formação das maçãs em grande parte das regiões produtoras – período decisivo para a definição do potencial produtivo. As condições climáticas têm sido favoráveis, até o momento, para o desenvolvimento em campo.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=Z8w26xYzJxo
Agro Mais - 11/03/2022
25 de Agosto de 2026
11 de Abril de 2022
Ter informações qualificadas para basear a tomada de decisões é vital para qualquer profissional. No comércio exterior de algodão, essa necessidade se intensifica. Afinal, estamos falando do dinâmico mercado de commodities, no qual é preciso acompanhar de perto tanto a conjuntura internacional como o comportamento da economia brasileira, além do ritmo nas lavouras.
O Cotton Brazil BI, a plataforma de Business Intelligence que a Abrapa construiu em parceria com a Anea e Apex, cumpre o objetivo de manter bem informados todos os elos da nossa cadeia produtiva. Desde 2020, o sistema informa e atualiza do cotonicultor ao exportador, incluindo compradores, traders, empresários do setor têxtil, diplomatas, adidos agrícolas e vários profissionais que atuam no mercado do algodão.
É a plataforma mais completa sobre o mercado de algodão brasileiro!
Afinal, desde 2020, quando foi lançada, reúne mais de 2,7 bilhões de dados de 20 bases diferentes, disponíveis em 81 painéis. Para facilitar a navegação, criamos oito seções temáticas: Safra Brasil, Exportação Brasileira, Oferta e Demanda, Comércio Exterior, Market Share, Preços, Basis e Acompanhamento de Safra.
Além de completa, é a base mais atualizada de dados sobre o algodão. Isso porque muitos dos indicadores são atualizados semanalmente. Além de tabelas e gráficos, há mapas, cartogramas e várias séries históricas. Em todos, inserimos não apenas a fonte dos dados como a data em que foram atualizados.
No final de 2021, apresentamos nosso BI para as associações estaduais de produtores que compõem a Abrapa, para os membros da Câmara Setorial do Algodão e adidos agrícolas dos países prioritários para o nosso programa de desenvolvimento de mercado, o Cotton Brazil. Coletamos sugestões e alguns dos insights já foram colocados no ar.
E, em breve, teremos mais novidades. O painel com dados específicos de sustentabilidade foi uma das demandas propostas e está em desenvolvimento.
Se você quer se manter por dentro das informações mais qualificadas e atualizadas do nosso setor, precisa conhecer o Cotton Brazil BI. Basta clicar em https://cottonbi.com.br/ para se cadastrar!
Júlio Cézar Busato,
Presidente da Abrapa,
Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.
25 de Agosto de 2026