Terminal da Brado Logística, em Rondonópolis-MT, recebe visita técnica para validação do protocolo de certificação socioambiental
ABR-Log tem a finalidade de melhorar a qualidade das operações para que o algodão chegue ao destino sem avarias
09 de Novembro de 2022
O terminal de Rondonópolis-MT recebeu a visita de técnicos da empresa que está testando o protocolo social, ambiental e de boas práticas que devem ser seguidas pelos terminais retroportuários de estufagem de algodão, nos contêineres, no Brasil. O gestor de sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Fábio Carneiro, também integrou a visita técnica que se realizou na terça-feira (8). Além de garantir a certificação socioambiental de mais um elo da cadeia produtiva da pluma, o ABR-Log, como foi denominado o programa que está em fase piloto de implantação, tem o objetivo de melhorar a qualidade das operações para que o algodão chegue ao destino sem avarias, danos físicos e sujeira.
No final do mês passado, o grupo esteve em Santos, visitando os terminais S. Magalhães & Essemaga, que concentra grandes embarques da pluma para o exterior, e Dinamo. A implantação do ABR-Log atende à demanda do mercado que exige cuidados no transporte do algodão - da beneficiadora até o destinatário - para que a fibra chegue em perfeitas condições e garantias sociais e ambientais.
Hoje, a chancela de boas práticas de sustentabilidade é a certificação da fazenda e das unidades de beneficiamento, por meio dos programas ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e ABR-UBA, respectivamente. Para a elaboração e a fase piloto de implantação do protocolo, a Abrapa contratou a AG Surveyors, empresa que mapeou critérios e verificou as necessidades de transporte do algodão, garantindo a qualidade dos fardos até o destino. Para o diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, as visitas são importantes para a coleta de opinião dos gestores dos terminais com relação ao novo protocolo que está nascendo.
A ação realizada nos terminais integra o programa Cotton Brazil, gerido pela Abrapa, com apoio da Apex-Brasil, Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Estimativa é de uma participação de mais de 500 profissionais da cadeia do algodão, palestrantes, líderes e especialistas do setor
04 de Novembro de 2022
Durante três dias, entre 8 e 10 de novembro, produtores e exportadores de algodão do Brasil participarão, em Las Vegas, do evento comercial tradicional da ICA – International Cotton Association, principal associação internacional de comércio de algodão e órgão arbitral do mundo. O tema desta edição, Together Again, proporcionará uma oportunidade para a indústria se reunir, interagir e fazer negócios. Nesta edição, as atividades ocorrerão no Park MGM e a estimativa é de uma participação de mais de 500 profissionais da cadeia do algodão, palestrantes, líderes e especialistas do setor.
O Brasil participa da programação oficial do evento com o "Regional Forum: Brazil", no dia 8, às 15h (horário local). Nos dias 9 e 10, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realiza rodadas de negócios, com a presença de produtores e traders. Essa programação ocorre das 14h às 17h40, nos dois dias.
No fórum regional, a associação apresentará a cotonicultura brasileira em números. Em destaque, estão o status da safra 2021/22, que está em processo de beneficiamento, estatísticas de qualidade, situação do plantio e expectativas para a safra 2022/23, além de ações e iniciativas planejadas pela Abrapa. O programa SouABR, com foco na rastreabilidade do algodão, da semente à etiqueta da roupa, e o projeto-piloto da certificação oficial, chancelada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), também terão espaço, por serem ações que atenderão à demanda do mercado global da pluma.
O presidente da Abrapa, Júlio Busato, e o diretor de Relações Internacionais, Marcelo Duarte, discorrerão sobre os cenários e os temas de interesse do setor e que ajudam a elevar os níveis do algodão brasileiro. "Trabalhamos em muitas frentes, nos últimos anos, para mostrar ao mercado que produzimos uma fibra que tem qualidade, rastreabilidade e responsabilidade social, ambiental e econômica. Assim, seguimos no planejamento de atingir o topo do ranking de maior exportador da pluma no mundo", enfatizou Busato. Também participarão das discussões no fórum, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, Miguel Faus, Guilherme Scheffer (Grupo Scheffer), Walter Horita (Grupo Horita) e Aurélio Pavinato (SLC).
Originalmente, o evento estava planejado para ocorrer em Singapura. Devido à Covid, a organização optou por Las Vegas, uma cidade acessível para a indústria se reunir, após dois anos turbulentos por conta do coronavírus.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
ALGODÃO PELO MUNDO #44/2022
04 de Novembro de 2022
- Destaque da Semana – A volatilidade voltou com força total no mercado esta semana. Limite de baixa e depois três dias com limites de alta marcaram a semana. Euforia vinda da China, que pode estar ensaiando flexibilização no combate à Covid-19 e agitou os mercados.
- Algodão em NY 1 – O contrato Dez/22 fechou ontem a 83,0 U$c/lp (+10,5%).
- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 77,26 U$c/lp (+7,86%) e o Dez/24 a 75,56 (+8,36%) para a safra 2023/24.
- Preços (03/11), o algodão brasileiro estava cotado a 97,0 U$c/lp (+125 pts) para embarque em Nov-Dez/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).
- Altistas 1 – O USDA divulgou esta semana um robusto relatório de vendas de 198 mil fardos, com a China respondendo por mais de 60% das compras. Estes números trouxeram esperança ao mercado, que estava vendo somente cancelamentos de compras vindas da China nas últimas semanas.
- Altistas 2 – Com a questão política definida, a China começa a dar sinais de abertura e relaxamento da política de Covid-zero do país. Hoje a imprensa anunciou que o governo está em vias de implementar medidas que visam aumentar o número de vôos no país.
- Altistas 3 – O mercado financeiro chinês, que perdeu US$ 6 trilhões em valor de mercado nos últimos dois anos, teve uma semana de grande alta, liderada por empresas de tecnologia, na esperança que o pior já passou no país e que a reabertura está próxima.
- Baixistas 1 – O dólar americano (em relação a uma cesta de moedas) continua sua trajetória ascendente, impulsionado pela alta de quarta-feira da taxas de juros pelo Federal Reserve. O banco central norte-americano (Fed) aumentou a taxa básica de juros em 0,75%. É o quarto aumento consecutivo.
- Baixistas 2 – Em sua fala, Powell, presidente do Fed, deu a esperança de uma redução no ritmo de aumento das taxas de juros daqui para frente, mas deixou claro que mais aumentos de juros virão para reduzir a inflação, de volta à taxa de inflação nominal de 2,0%.
- Baixistas 3 – Apesar do alívio vindo da China, é importante lembrar que no momento indústria têxtil global continua sofrendo baixa demanda e estocada de fios e produtos acabados, o que pressiona a demanda por algodão.
- EUA - Nos EUA, o índice de abertura de capulhos chegou a 96%, enquanto a colheita chegou a 55%.
- China - Na China, a colheita segue avançando com a redução das chuvas, mas as entregas de algodão em caroço para beneficiamento estão muito lentas. As causas são as restrições da Covid no país e os baixos preços pagos aos produtores.
- Paquistão 1 - No sexto maior produtor de algodão do mundo, as entregas de algodão em caroço para beneficiamento também estão muito lentas.
- Paquistão 2 - No caso do Paquistão, as causas são as enchentes que atingiram o país em setembro e impactaram muito a produção agrícola local.
- Bangladesh 1 - Além de problemas com redução da demanda internacional, a indústria têxtil do país continua enfrentando racionamento e falta de energia elétrica.
- Bangladesh 2 -O governo reduziu as compras de gás no mercado internacional devido ao grande aumento de custos, devido à guerra na Ucrânia.
- Agenda 1 - Começa na segunda (7) o ICA Trade Event 2022, conferência anual da International Cotton Association que volta a ser presencial após a pandemia. O Brasil conduzirá um fórum regional no dia 9, com números sobre a safra atual e a próxima.
- Agenda 2 - Na próxima quarta-feira (9/11) tem relatório de oferta e demanda mundial do USDA.
- Exportações 1 - O Brasil exportou 260 mil tons de algodão em out/22. O volume supera em 28,1% o total embarcado em outubro de 2021.
- Exportações 2 - No acumulado de agosto a outubro de 2022 (três primeiros meses do novo calendário), as exportações somaram 507,4 mil tons, alta de 28,8% com relação ao mesmo período da temporada passada.
- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (03/11): BA (93%); GO (98%); MA (58%) MS (92%); MT (91%); MG (95%); SP (100%); PI (98%); PR (100%). Total Brasil: 91% beneficiado.
- Semeadura 2022/23 - O plantio da nova safra já começou no Brasil. Até ontem (03/11) já foram semeados 6% da área prevista no estado de SP.
Abrapa participa da sétima edição do Congresso Internacional Abit 2022
A interação e networking entre empresários têxteis, confeccionistas, varejistas de moda e especialistas nacionais e internacionais são destaques da conferência anual
03 de Novembro de 2022
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou da sétima edição do Congresso Internacional Abit 2022, nesta quinta-feira (3), no Minas Centro, em Belo Horizonte (MG). Este ano, o evento traz como tema "Estratégias para um futuro mais sustentável" e volta à forma presencial. Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa, foi palestrante no painel sobre Sustentabilidade e Economia Circular. O foco da sua abordagem foi a moda sustentável e Busato trouxe aos participantes as ações desenvolvidas pela cotonicultura brasileira com o intuito de disponibilizar uma fibra de qualidade e responsável ambientalmente para o mercado. O evento encerra na sexta-feira (4).
Ele discorreu sobre o programa nacional de melhoria da fibra, os investimentos em inovação e biotecnologia, sobre as ações executadas de promoção da pluma nos mercados interno e externo, e detalhou o trabalho, coordenado pela Abrapa, no processo de rastreabilidade e certificação socioambiental. Apresentou aos participantes o Sou ABR, a primeira iniciativa em larga escala na indústria têxtil brasileira, que rastreia toda a cadeia produtiva de uma peça de roupa com o algodão certificado ABR.
Cenário promissor
Dados da associação mostram que, hoje, o Brasil detém a maior produtividade/ha em algodão de sequeiro – 1800 kg de fibra/ha, EUA 918 Kg/ha, Índia 460 Kg/ha. Isso foi possível devido às ações de planejamento da cadeia e ao apoio dos cotonicultores na produção e no beneficiamento eficientes. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor de algodão do mundo e o segundo maior exportador. Em dez anos, o desafio será alcançar a liderança em vendas externas.
Também participaram das discussões no painel, Emily Ewell (Pantys), Roberto Muñoz Garcia (Jeanologia) e Tiago Marchi (Suzano). Ao todo, serão seis painéis na conferência: Inteligência Competitiva, Mercado, Tecnologia, Talentos, Políticas Públicas e Investimentos, Sustentabilidade e Economia Circular, e cada um com a participação de três a quatro palestrantes e um moderador.
Durante os dois dias de atividades, empresários de toda a cadeia de produção e distribuição do setor, especialistas e formadores de opinião do Brasil e do mundo debatem as estratégias para um futuro ambientalmente mais sustentável. Desde 2016, a Abit realiza o evento.
"Temos uma oportunidade ímpar para trocar ideias, compartilhar informações e experiências, fazer negócios e trabalhar unidos para o desenvolvimento do nosso setor", destacou o presidente da Abit, Fernando Pimentel.
Abrapa parabeniza o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, pela vitória na eleição presidencial
01 de Novembro de 2022
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) parabeniza o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, pela vitória na eleição presidencial. A vontade da maioria manifestada nas urnas jamais deverá ser contestada. O Brasil deu mais uma demonstração de vitalidade da sua democracia. Estamos abertos ao diálogo e a cooperação com o governo eleito. Nossas aspirações são conhecidas, queremos que o governo proporcione segurança jurídica para os produtores e para as propriedades rurais, para que possamos seguir produzindo e contribuindo com o desenvolvimento do País. O agro é um dos principais esteios da economia, responsável pela geração de milhares de empregos, em especial, nas cidades do interior do Brasil. Contamos com a ação do governo para proteger a produção nacional das barreiras ao comércio disfarçadas com preocupações sobre o meio ambiente e a saúde e, sobretudo, esperamos resolver gargalos de logística, com aumento de ferrovias, hidrovias e melhoria dos portos. Precisamos avançar nessas questões para que possamos cada vez mais fazer frente à concorrência e garantir acesso da produção brasileira ao mercado mundial.
Rede Ramulária avalia formas de enfrentamento à doença
01 de Novembro de 2022
O fórum que reúne instituições de pesquisa públicas e privadas, além de empresas detentoras de patentes de fungicidas para estudar formas eficazes de combate à ramulária, hoje presente em todos os estados produtores de algodão, se reuniu na quinta-feira (27), para revisão das entidades parceiras da "Rede Ramulária". No encontro virtual, foram divulgados dados estatísticos sobre a performance dos químicos e do manejo adequado para o combate à doença.
O projeto é realizado há cinco safras, em diferentes regiões produtoras da fibra, sendo oito campos de ensaio em Mato Grosso, dois no Mato Grosso do Sul, um em Goiás e três na Bahia. Nos ensaios de campo, os fungicidas recomendados para o controle da mancha de ramulária são avaliados individualmente para determinar sua eficiência, nivelar o conhecimento existente sobre o desenvolvimento do problema nas diferentes regiões produtoras; sistematizar as metodologias e procedimentos empregados nos ensaios de avaliação dos produtos utilizados no combate da doença; conhecer o modo de ação dos produtos, entre outras maneiras para a redução de riscos nas lavouras.
A intenção das discussões é formatar programas de combate à patologia, priorizando a rotação de fungicidas, com diferentes modos de ação, adequados à época de semeadura. A Rede Ramulária, como é conhecida, é patrocinada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), e conta com a parceria da Embrapa Algodão, Agrodinâmica, Fundação Bahia, Assist Consultoria, Fundação Chapadão, Ceres Consultoria Agronômica, Círculo Verde Assessoria Agronômica, Fundação MT, Desafios Agro, Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Instituto Phytus, Ide Pesquisas, Rural Técnica, Adama, ISK Biociences, Basf, CHD'S, Indofil, Oxiquímica, Bayer, Sipcam Nichino, FMC, Helm, Syngenta, Isagro Brasil e UPL.
Para o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, a atuação em rede é a uma das melhores maneiras de os produtores da pluma obterem informações atualizadas e necessárias para enfrentar doenças e pragas que ameaçam a produção. "Nosso desafio é a busca constante de maior produtividade e qualidade da fibra, com racionalização de custos de produção e a Rede Ramulária nos fornece instrumentos para alcançarmos esses objetivos", destacou.
O diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, que acompanhou a reunião, ressaltou a necessidade do cruzamento de dados sobre o clima, variedades cultivadas e região para concluir o estudo com segurança. O resultado deverá ser divulgado ainda neste ano, no site da rede ramulária (https://rederamularia.com.br/). Para o chefe-geral da Embrapa Algodão, pesquisador Alderi Araújo, a parceria da Abrapa nesse projeto em rede é fundamental para a manutenção de um elo permanente com o setor produtivo. "A Abrapa é a voz do produtor de algodão e o que estamos fazendo, instituições de pesquisa públicas e privadas e as empresas que atuam no setor de defensivos é para o produtor. Os resultados são para orientá-lo a tomar a melhor decisão", disse. Segundo ele, por demanda da equipe, a próxima reunião deverá ser híbrida, presencial e online, sendo que a parte presencial, por unanimidade, deverá ser na sede da Associação, em Brasília.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) divulga nota sobre a eleição presidencial
01 de Novembro de 2022
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sempre acreditou que a liberdade e a democracia são os fatores essenciais para o desenvolvimento da produção rural. Fiel a esta crença, recebemos com tranquilidade o resultado das eleições presidenciais e estamos prontos para o diálogo e cooperação com o governo eleito, escolhido pela maioria do povo brasileiro. Leia a nota da CNA na íntegra:https://cnabrasil.org.br/noticias/nota-sobre-a-eleicao-presidencial
Rede Ramulária avalia formas de enfrentamento à doença
Discussões ajudam na formatação de programas, priorizando a rotação de fungicidas, adequados à época de semeadura
28 de Outubro de 2022
O fórum que reúne instituições de pesquisa públicas e privadas, além de empresas detentoras de patentes de fungicidas para estudar formas eficazes de combate à ramulária, hoje presente em todos os estados produtores de algodão, se reuniu na quinta-feira (27), para revisão das entidades parceiras da "Rede Ramulária". No encontro virtual, foram divulgados dados estatísticos sobre a performance dos químicos e do manejo adequado para o combate à doença.
O projeto é realizado há cinco safras, em diferentes regiões produtoras da fibra, sendo oito campos de ensaio em Mato Grosso, dois no Mato Grosso do Sul, um em Goiás e três na Bahia. Nos ensaios de campo, os fungicidas recomendados para o controle da mancha de ramulária são avaliados individualmente para determinar sua eficiência, nivelar o conhecimento existente sobre o desenvolvimento do problema nas diferentes regiões produtoras; sistematizar as metodologias e procedimentos empregados nos ensaios de avaliação dos produtos utilizados no combate da doença; conhecer o modo de ação dos produtos, entre outras maneiras para a redução de riscos nas lavouras.
A intenção das discussões é formatar programas de combate à patologia, priorizando a rotação de fungicidas, com diferentes modos de ação, adequados à época de semeadura. A Rede Ramulária, como é conhecida, é patrocinada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com recursos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), e conta com a parceria da Embrapa Algodão, Agrodinâmica, Fundação Bahia, Assist Consultoria, Fundação Chapadão, Ceres Consultoria Agronômica, Círculo Verde Assessoria Agronômica, Fundação MT, Desafios Agro, Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), Instituto Phytus, Ide Pesquisas, Rural Técnica, Adama, ISK Biociences, Basf, CHD'S, Indofil, Oxiquímica, Bayer, Sipcam Nichino, FMC, Helm, Syngenta, Isagro Brasil e UPL.
Para o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, a atuação em rede é a uma das melhores maneiras de os produtores da pluma obterem informações atualizadas e necessárias para enfrentar doenças e pragas que ameaçam a produção. "Nosso desafio é a busca constante de maior produtividade e qualidade da fibra, com racionalização de custos de produção e a Rede Ramulária nos fornece instrumentos para alcançarmos esses objetivos", destacou.
O diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, que acompanhou a reunião, ressaltou a necessidade do cruzamento de dados sobre o clima, variedades cultivadas e região para concluir o estudo com segurança. O resultado deverá ser divulgado ainda neste ano, no site da rede ramulária (https://rederamularia.com.br/). Para o chefe-geral da Embrapa Algodão, pesquisador Alderi Araújo, a parceria da Abrapa nesse projeto em rede é fundamental para a manutenção de um elo permanente com o setor produtivo. "A Abrapa é a voz do produtor de algodão e o que estamos fazendo, instituições de pesquisa públicas e privadas e as empresas que atuam no setor de defensivos é para o produtor. Os resultados são para orientá-lo a tomar a melhor decisão", disse. Segundo ele, por demanda da equipe, a próxima reunião deverá ser híbrida, presencial e online, sendo que a parte presencial, por unanimidade, deverá ser na sede da Associação, em Brasília.
Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão
ALGODÃO PELO MUNDO #43/2022
28 de Outubro de 2022
- Destaque da Semana – Com a demanda por produtos acabados ainda fraca, as fiações continuam pouco ativas no mercado, com raras exceções. Para completar, o mercado recebeu mal o resultado da convenção do Partido Comunista da China encerrada esta semana.
- Algodão em NY 1 – O contrato Dez/22 fechou ontem a 75,11 U$c/lp (-2,96%).
- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 71,63 U$c/lp (-4,14%) e o Dez/24 a 69,73 (-4,23%) para a safra 2023/24.
- Preços (27/10), o algodão brasileiro estava cotado a 95,75 U$c/lp (-50 pts) para embarque em Nov-Dez/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).
- Baixistas 1 – A demanda por algodão continua fraca em praticamente todo o mundo. Poucos países, como Paquistão e Vietnã, demonstraram nesta semana sinais de atividade no mercado.
- Baixistas 2 – Os números de venda semanal ao exterior dos EUA mostram isso, com mais uma semana de resultados ruins.
- Baixistas 3 – No mercado de produtos acabados, a situação não é diferente, com preços do fio em alguns mercados abaixo do custo de produção.
- Baixistas 4 – Quando olhamos para a economia global, os números desta semana também não trouxeram alívio. Os índices PMI (Purchasing Managers Index), que medem atividade industrial e de serviços, estão em queda nas maiores economias do planeta: EUA, China e Europa.
- Altistas 1 – Os agricultores americanos começam a avaliar as intenções de plantio para a próxima safra. A tendência, nos preços atuais, é que o algodão perca área para soja e milho, onde é possível rotacionar culturas.
- Altistas 2 – Em um sinal de resiliência, o PIB dos EUA no terceiro trimestre cresceu 2,6%, após contrair 1,6% no primeiro trimestre e 0,6% no segundo trimestre.
- EUA - Apesar de condições climáticas instáveis no Texas e no Delta, a colheita e beneficiamento de algodão segue em ritmo normal na região Sudeste dos EUA. Segundo o último relatório, 45% do algodão do país já foi colhido, +8% em relação à semana anterior.
- China 1 - A colheita de algodão na China começou, na maioria das regiões produtoras, mais cedo, em setembro. Embora ocorra normalmente, o andamento da safra foi afetado pelos lockdowns.
- China 2 - A China divulgou seus números de importação para o mês de setembro/22. O país importou 89 mil toneladas de algodão no mês, representando um decréscimo de 17,10% em relação a Ago/22 e um aumento de 21,27% em relação a Set/21.
- China 3 - No campo político, foi encerrado o tão esperado congresso do Partido Comunista com a recondução à presidência e fortalecimento do presidente Xi Jinping.
- China 4 - Esse resultado, apesar de esperado, foi muito mal recebido pelo mercado, com as bolsas chinesas caindo bastante esta semana.
- Austrália - Chuvas muito fortes na Austrália nos últimos meses foram registradas nas regiões produtoras de algodão e provocaram até inundações. A safra 22/23, que começou a ser plantada em setembro, deve ser afetada pelo clima neste início.
- Turquia - A produção da Turquia este ano deve ser recorde, com mais de 950 mil tons produzidas. Já a estimativa de consumo *caiu*para 1,45 milhão tons, sendo assim, a demanda de importação deve ser limitada.
- Bangladesh - Indústrias de Bangladesh sofrem com falta de energia. O país vem sofrendo com falta de gás e energia elétrica de forma constante nas últimas semanas, o que tem impactado severamente o setor industrial.
- ABR Log - A Abrapa está validando no Porto de Santos o protocolo social, ambiental e de boas práticas dos terminais retroportuários que fazem a estufagem do algodão. A meta do ABR-Log é garantir que os fardos cheguem ao destino sem avarias, danos físicos e sujeira.
- Sou de Algodão 1 - O programa Sou de Algodão completa nesta semana seis anos de existência. Com objetivo de estimular o uso de algodão no mercado brasileiro, a iniciativa já conta hoje com mais de 1.100 marcas parceiras.
- Sou de Algodão 2 - Neste ano, a novidade foi o SouABR, que permite ao comprador rastrear a jornada do produto desde a semente plantada no solo até a chegada da peça no guarda-roupa. Por enquanto, a iniciativa tem parceria da Reserva e Renner.
- Exportações - O Brasil exportou 191,6 mil tons de algodão nas três primeiras semanas de outubro/22. A média diária de embarque foi 34,8% superior quando comparado com outubro/21.
- Beneficiamento - Até ontem (27/10): BA (92%); GO (97%); MA (55%) MS (91%); MT (89%); MG (93%); SP (100%); PI (97%); PR (100%). Total Brasil: 89% beneficiado.
Protocolo de certificação socioambiental de terminais retroportuários começa a ser testado
ABR-Log tem a finalidade de melhorar a qualidade das operações para que o algodão chegue ao destino sem avarias
27 de Outubro de 2022
O protocolo social, ambiental e de boas práticas que devem ser seguidas pelos terminais retroportuários de estufagem de algodão, nos contêineres, no Brasil, está em fase de validação, no Porto de Santos. Além de garantir a certificação socioambiental de mais um elo da cadeia produtiva da pluma, o ABR-Log tem o objetivo de melhorar a qualidade dessas operações para que o algodão chegue ao destino sem avarias, danos físicos e sujeira. Desse modo, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representantes das estaduais e produtores, atendem à demanda do mercado que exige cuidados no transporte do algodão - da beneficiadora até o destinatário - para que a fibra chegue em perfeitas condições. Uma nova etapa da testagem ocorreu na terça-feira (25), nos terminais S. Magalhães & Essemaga, que concentra grandes embarques da pluma para o exterior, e Dinamo. Representantes da Abrapa e da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), que integram o grupo de trabalho encarregado de estabelecer o Protocolo ABR-Log, acompanharam o processo.
O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, destacou que a intenção é que haja uma melhora no processo de estufagem de contêineres, independente do terminal, produtor ou exportador. "Isso é muito importante e atende a uma demanda do mercado global", disse. Com essa iniciativa, a cadeia algodoeira terá mais uma etapa de acompanhamento da fibra, agora fora da porteira, segundo Busato. Hoje, a chancela de boas práticas de sustentabilidade é a certificação da fazenda e das unidades de beneficiamento, por meio dos programas ABR (Algodão Brasileiro Responsável) e ABR-UBA, respectivamente. "Se quisermos, no futuro, a liderança nas exportações e na produção, devemos ter uma evolução contínua nos processos de produção, beneficiamento, armazenagem e logística. Desse modo, nos igualaremos ou superaremos nossos concorrentes, que são extremamente organizados e fazem isso há mais tempo do que nós", ressaltou Busato.
Para a elaboração e a implantação do protocolo, a Abrapa contratou a AG Surveyors, empresa que mapeou critérios e verificou as necessidades de transporte do algodão, garantindo a qualidade dos fardos até o destino. O mesmo procedimento de testagem terá uma próxima etapa no Hipercon, dia 27, e Brado, em Rondonópolis, no dia 8 de novembro. A ação realizada no Porto de Santos integra o programa Cotton Brazil, gerido pela Abrapa, com apoio da Apex-Brasil, Anea e Ministério das Relações Exteriores (MRE).
" As visitas foram importantes para coletarmos a opinião dos gestores dos terminais com relação ao novo protocolo que está nascendo. Esperamos melhorias significativas no processo de estufagem dos contâineres com algodão, além de destacar e incentivar o respeito social e ambiental desse elo da cadeia produtiva", ressaltou o diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, que acompanhou a visita ao porto.