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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão no seu WhatsApp

ALGODÃO PELO MUNDO #03/2023

27 de Janeiro de 2023

- Destaque da Semana – Com as celebrações do Ano Novo Lunar em muitos países da Ásia esta semana, com destaque para a China, o mercado físico teve pouca atividade.  No mercado futuro a semana foi de alta, refletindo altas em outras commodities e um sentimento mais positivo em relação à demanda.


- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 87,50 U$c/lp (+4,93%).


- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 85,92 U$c/lp (+4,37%) e o Dez/24 a 82,34 (+4,28%) para a safra 2023/24.


- Preços (26/01), o algodão brasileiro estava cotado a 101,50 U$c/lp (+150 pts) para embarque em Fev/Mar-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 103,75 U$c/lp (+200 pts).


- Altistas 1 - O mercado vem dando sinais de melhora na demanda.  Os bons números de vendas ao exterior divulgados pelo USDA nas últimas duas semanas parecem confirmar a tendência de melhora no mercado.  China, Turquia, Vietnãm e Paquistão foram os principais compradores.


- Altistas 2 – O PIB dos EUA avançou 2,9% no 4° trimestre, acima da expectativa que era de 2,6%. Os gastos do consumidor e do governo contribuíram para o desempenho.


- Altistas 3 – As recentes altas no contrato de algodão Dez/23 (balizador para safra 23/24 dos EUA) ainda não são suficientes para persuadir produtores do país a optar por algodão nas áreas onde podem plantar grãos.


- Altistas 4 – A consultoria S&P Global prevê área plantada de algodão nos EUA de 10,89 milhões de acres, ou 21% abaixo da área de 2022 (13,71 milhões de acres).   No dia 12/02, o National Cotton Council (NCC) divulgará sua estimativa de área.


- Baixistas 1 – A situação da falta de reservas em dólar para a abertura de cartas de crédito de importação continua sendo um grande obstáculo à importação no Paquistão e Bangladesh.  No Paquistão, o algodão local está mais caro que o importado no momento.


- Baixistas 2 – Bangladesh ainda sofre com o aumento no custo de energia e o Paquistão com grande desvalorização cambial, dificultando a importação.


- Baixistas 3 – Apesar do medo de uma grave recessão global ter diminuído, resultados financeiros ruins de grandes empresas continuam alimentando este temor.


- Mercado 1 - O mercado global de vestuário, que encolheu para US$ 1,3 trilhão em 2020 devido à Covid-19, em 2022 chegou a US$ 1,7 trilhão.  A projeção é que ultrapasse US$ 2,3 trilhões até 2030, segundo a consultoria Wazir Advisors.


- Mercado 2 - Ainda no mesmo estudo, a consultoria mapeou os maiores mercados consumidores de vestuários: 1º EUA (US$ 276 bi/ano), 2º União Europeia (246 Bi) e 3º China (244 Bi). A China, entretanto, deve ser o maior mercado consumidor até 2030.


- Mercado 3 - A consultoria Cotlook divulgou suas estimativas de consumo de algodão para 22/23: 23,8 milhões de toneladas.  Apesar de ser menor que os 24,1 milhões projetados pelo USDA, é bem maior que o temido número de 23 milhões, previsto por alguns mais pessimistas.


- Índia - A safra de algodão no maior produtor do mundo tem sido uma incógnita, com atraso nas entregas da produção para beneficiamento.  Entretanto, nos últimos dias relatos apontam que o ritmo das entregas nas algodoeiras aumentou.


- China 1 - A mudança abrupta na política da Covid na China tem reações adversas a curto prazo, mas também trouxe um sentimento de melhoria na economia.


- China 2 - Pesquisas recentes apontam para um aumento nas encomendas de fios, estoques reduzidos e industrias voltando a operar com alta capacidade.


- Pensar Agro - Júlio Cézar Busato, ex-presidente da Abrapa, foi eleito 1º vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA) em eleição nesta terça (24). O IPA é composto por representantes das cadeiras produtivas do agro e elenca pautas prioritárias para o desenvolvimento agropecuário.


- Agenda 1 - Na próxima semana, o mercado estará atento à reunião do Federal Reserve dos EUA (Fed). Há expectativa de diminuição do ritmo de subida das taxas de juros em 0,25%, ao invés de 0,5%.  A divulgação será na quarta (01).


- Agenda 2 - Os chineses comemoram durante toda a semana o Ano Novo Lunar também celebrado no Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Filipinas e Indonésia.


- Exportações - Dados do MDIC mostram que o Brasil exportou 92,2 mil tons de algodão até a segunda semana janeiro/23. A média diária de embarque foi 35,3% inferior quando comparado com janeiro/22.


- Semeadura 2022/23 -Até ontem (26/01): BA (82%); GO (84%); MA (73%), MG (85%), MS (98%); MT (47%); PI (100%); PR (100%), SP (91%). Total Brasil: 57,31% semeado.


- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (26/01):  BA (100%); GO (100%); MA (82%), MG (100%), MS (100%); MT (99,4%); PI (100%); PR (100%), SP (100%)Total Brasil: 99% beneficiado.


- Preços - Consulte tabela abaixo


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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Nova coleção de jeans rastreáveis reforça agenda de sustentabilidade da Renner

​Maior varejista de moda omni do Brasil lança oito modelos de roupas femininas confeccionadas com algodão com certificação socioambiental e rastreadas do campo ao ponto de venda por tecnologia blockchain

26 de Janeiro de 2023

Em mais uma iniciativa que reforça seus compromissos públicos de sustentabilidade, a Renner, maior varejista de moda omni do Brasil, acaba de lançar mais uma coleção de peças em jeans 100% rastreadas com tecnologia blockchain e produzidas com algodão com certificação socioambiental. São oito modelos, sendo seis calças, uma camisa e uma jaqueta, todas femininas, que estão à venda no e-commerce e em lojas físicas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, além do Distrito Federal.
O lançamento é resultado de uma parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), por meio do programa SouABR (Sou de Algodão Brasileiro Responsável), que iniciou no ano passado com o desenvolvimento da primeira coleção de jeans femininos rastreáveis por blockchain no país.
O objetivo da tecnologia de rastreabilidade digital desenvolvida pela Abrapa é garantir total transparência sobre a origem e a trajetória de cada item, pois permite o acompanhamento de todo o ciclo de produção, desde a fazenda que cultiva a matéria-prima até a fiação, tecelagem ou malharia, confecção e varejo. Quando inseridas no sistema, as informações são criptografadas e não podem ser alteradas. Tudo pode ser acessado por meio da leitura de um código QR impresso nas etiquetas das peças, que remete à landing page www.souabr.info.
Engajamento da cadeia de fornecedores - ""O lançamento está alinhado aos nossos compromissos públicos de sustentabilidade para o ciclo 2022-2030, que incluem a implantação de sistemas de rastreabilidade em 100% dos nossos produtos de vestuário feitos com algodão, bem com avanços nos controles de origem das demais matérias-primas têxteis"", diz o gerente geral de Sustentabilidade da Lojas Renner, Eduardo Ferlauto, lembrando que, para oferecer produtos cada vez mais responsáveis aos consumidores, é fundamental estimular o engajamento e participação da cadeia de fornecimento. ""Queremos ser um agente de transformação do setor de moda"", completa o executivo.
""Há mais de 10 anos, a Abrapa vem estruturando suas frentes de atuação para garantir a oferta de uma fibra de alta qualidade, produzida com responsabilidade socioambiental e que tenha sua origem rastreável. Era um desejo do produtor que todas essas conquistas contribuíssem com a entrega desses valores às marcas que querem levar transparência e credibilidade ao mercado e alcançassem o consumidor. Ficamos muito felizes e orgulhosos em ter a Renner como marca pioneira nesta missão, iniciando uma nova jornada em prol da sustentabilidade das marcas de moda"", declara Alexandre Pedro Schenkel, presidente da Abrapa.
Para obter a certificação socioambiental ABR, as propriedades rurais que plantam o algodão são auditadas por órgãos de terceira parte, com acreditação internacional, e precisam atender a 183 pontos de verificação, divididos em oito categorias. Entre eles estão contrato de trabalho obrigatório e condições dignas para os trabalhadores, incluindo saúde, segurança ocupacional e liberdade de associação sindical, além de veto a qualquer tipo de discriminação e boas práticas de preservação e o cumprimento de 100% das leis ambientais brasileiras.


Sobre a Lojas Renner S.A.
Constituída em 1965, a Lojas Renner S.A. abriu capital em 1967 e se tornou, em 2005, a primeira corporação brasileira com 100% das ações negociadas em bolsa e está listada no Novo Mercado, grau mais elevado dentre os níveis de governança corporativa da B3. Seu ecossistema de moda e lifestyle é formado pelas seguintes marcas: Renner, que tem roupas e acessórios para todos os estilos; Camicado, do segmento de casa e decoração; Youcom, especializada em moda jovem; Ashua Curve & Plus Size, que oferece roupas nos tamanhos 46 a 54; e Repassa, plataforma de revenda de roupas, calçados e acessórios.
Atualmente, são mais de 660 lojas em operação, considerando todos os negócios do ecossistema. Além de estar presente no Brasil com todas as suas marcas, a Companhia iniciou seu processo de internacionalização ao inaugurar unidades da Renner no Uruguai a partir de 2017 e na Argentina em 2019. A Lojas Renner S.A. é formada ainda pela Realize CFI, que apoia a atividade de varejo através da oferta e gestão de produtos financeiros; e pela Uello Tecnologia, uma logtech nativa digital focada em soluções para entregas urbanas.


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Ex-presidente da Abrapa é eleito 1º vice-presidente do IPA

25 de Janeiro de 2023

O Engenheiro Agrônomo e agricultor, Júlio Cézar Busato, que, recentemente, concluiu o seu mandato como presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi eleito 1º vice-presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA). A Abrapa está representada na chapa do atual presidente, Nilson Leitão, reeleito, por aclamação, em chapa única e apoiada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para o período de 2023/2025. A eleição ocorreu ontem, 24 de janeiro, durante assembleia que reuniu representantes das 49 entidades-membro do IPA. Busato assumiu o compromisso de auxiliar o presidente e a diretoria eleita nos trabalhos por um maior fortalecimento do Instituto.


Criado em 2011, com participação intensa da Abrapa em sua fundação, o IPA é composto por representantes das cadeias produtivas do agro brasileiro, da produção à indústria. A entidade discute e elenca as pautas prioritárias para o desenvolvimento agropecuário e subsidia, com informações, a FPA, que irá defendê-las no Congresso Nacional.  ""A cotonicultura tem um peso expressivo nas exportações brasileiras e é um grande gerador de empregos de qualidade no Brasil. É nosso papel, em foros como o IPA, contribuir com a proposição de soluções para catalisar o agro nacional. A união é uma marca dos produtores brasileiros de algodão e estamos juntos, também agora, para somar"", concluiu Busato.


25.01.2023
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 9 8881-8064

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Nota de Pesar

Abrapa lamenta a morte do produtor e agrônomo, Ismael Perina Júnior

25 de Janeiro de 2023

​Em nome de todos os cotonicultores do Brasil, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lamenta a morte e se faz solidária à família do produtor e agrônomo, Ismael Perina Júnior. Sua perda prematura deixa um vácuo no agronegócio brasileiro, ao qual ele dedicou sua vida, em especial, ao setor sucroenergético.  Natural de Jaboticabal/SP, Perina foi presidente da Câmara Setorial do Açúcar e do Álcool do Mapa, presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana), vice-presidente do Sicoob Coopercredi-SP e membro do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp. A todos os seus amigos e familiares, as nossas sinceras condolências.

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Cotonicultores brasileiros celebram abertura de mercado egípcio

Importação da pluma nacional está autorizada, após 17 anos de negociações. Em jogo, um mercado de 120 mil toneladas por ano

24 de Janeiro de 2023

Os produtores de algodão brasileiro receberam a notícia da abertura do mercado egípcio com otimismo. É que, após 17 anos de negociação, o Egito definiu as exigências fitossanitárias para liberar a importação da pluma brasileira. Caracterizada por demandar uma fibra de alta qualidade, a indústria têxtil egípcia importa atualmente cerca de 120 mil toneladas por ano.


O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel ressaltou que o algodão brasileiro tem qualidade para atender a mais este mercado. ""Nossa pluma hoje tem qualidade compatível com a de países como Estados Unidos e Austrália. A produção brasileira é responsável e transparente e está pronta para atender o Egito"", comentou.

As exigências sanitárias feitas pelo governo egípcio são usuais para o mercado brasileiro. ""É preciso atestar que há controle do bicudo do algodoeiro e comprovar como é feito o tratamento de resíduos durante a produção agrícola"", informou Cesar Simas Teles, adido agrícola do Mapa na Embaixada do Brasil no Cairo.

Mensurar o volume a ser negociado entre Brasil e Egito é ainda arriscado: não há referência histórica de comparação. ""Alguns agentes de mercado falam que o algodão brasileiro pode absorver de 20% a 25% do volume anual importado pelos egípcios (120 mil tons), mas sem base estatística"", observa Teles.

Schenkel está confiante. ""Atualmente, o Brasil tem condições de atender o volume que for necessário"", endossa. O otimismo explica-se pelos bons resultados de um programa de promoção e desenvolvimento de mercados realizado pela Abrapa, chamado Cotton Brazil.

""De 2020 para cá, mantemos uma agenda permanente de ações, eventos e comércio com China, Vietnã, Paquistão, Turquia, Bangladesh, Indonésia, Coreia do Sul, Tailândia e Índia e agora vamos incluir o Egito"", revelou o presidente da associação.

Realizado em convênio com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e em parceria com a Associação Nacional Exportadores de Algodão (Anea), o Cotton Brazil opera hoje a partir do escritório de representação em Singapura. Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa e responsável pelo programa, já está com o Egito no radar.

""Estamos em diálogo com o Mapa para que mais esse mercado possa ser inserido nas nossas ações. Já estamos planejando ir ao Egito para fazer a promoção do nosso produto, pois o Brasil tem condições para ser um importante fornecedor para a indústria têxtil egípcia, que terá um grande salto nos próximos anos"", afirma Duarte.

Novo mercado. A abertura do mercado egípcio para o algodão brasileiro vem sendo trabalhada desde 2006 pelo Mapa. ""Tem sido um processo longo de negociação, que envolveu não apenas o Mapa como também o Ministério de Relações Exteriores (MRE). Ainda temos questões em detalhamento, mas já podemos considerar esta notícia o início de um novo ciclo para os dois países"", analisou Roberto Perosa, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

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ALGODÃO PELO MUNDO #02/2023

20 de Janeiro de 2023

- Destaque da Semana – Gong Xi Fa Cai! Feliz Ano Novo Chinês! As festividades já começaram e se arrastam por toda a próxima semana. O ano do Coelho começa neste domingo, 22 de janeiro. O Ano Novo Lunar é comemorado também no Vietnã, Coreia do Sul, Singapura, Malásia, Tailândia, Japão, Filipinas e Indonésia, além de comunidades asiáticas espalhadas pelo mundo.


- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 83,39 U$c/lp (+1,65%).


- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 82,32 U$c/lp (+2,8%) e o Dez/24 a 78,96 (+3,22%) para a safra 2023/24.


- Preços (19/01), o algodão brasileiro estava cotado a 100,00 U$c/lp (+50 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 101,75 U$c/lp (+175 pts).


- Altistas 1 - A reabertura da China ao mundo, após anos de fechamento de fronteiras e restrições internas, está trazendo ânimo ao mercado com a esperança de novo impulso na economia e no consumo.


- Altistas 2 – A queda dólar americano em relação a uma cesta de moedas tem contribuído para um aumento de interesse dos compradores. A moeda caiu mais de 10% nos últimos 4 meses.


- Altistas 3 – Analistas acreditam que o Banco Central dos EUA (Fed) pode reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros (aumentando em 0,25% a taxa) na próxima reunião que acontece em 31/Jan e 01/Fev.  Com isso, o dólar perde mais força.


- Altistas 4 – Dólar mais baixo barateia o algodão no destino, aumenta demanda e ainda dá suporte para aumento nas cotações da commodity.


- Baixistas 1 – Se o Fed, por outro lado, permanecer conservador e aumentar 0,5% a taxa de juros dos EUA, o resultado nas commodities tende a ser negativo.


- Baixistas 2 – As baixas reservas em dólar em alguns países como Bangladesh e Paquistão têm dificultado a abertura de cartas de crédito por compradores destes países.


- Baixistas 3 - Analistas acreditam que o número de consumo global de algodão em 2022/23 deverá ser mais próximo dos 23 mi/tons projetados pelo ICAC do que dos 24,1 mi/tons projetados pelo USDA no relatório deste mês.


- China 1 - A fala do vice premiê da China, Liu He, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na terça (17) animou os mercados. Liu afirmou que o país está aberto ao mundo e confiante que a economia retornará à tendência normal de crescimento em 2023 e espera um aumento significativo das importações, investimentos e consumo.


- China 2 - Por outro lado, o mundo está acompanhando com atenção a migração de centenas de milhões de pessoas que estão se deslocando para celebrar o Ano Novo Chinês. O movimento ocorre pela primeira vez desde 2019 e pode espalhar a Covid-19 por todo o país.


- Egito 1 - Após anos de negociação, o Egito definiu as exigências fitossanitárias para liberar a importação da pluma brasileira. A indústria têxtil egípcia importa atualmente cerca de 120 mil toneladas por ano.


- Egito 2 - As exigências sanitárias feitas pelo governo egípcio são usuais para o mercado brasileiro, como atestado de controle do bicudo do algodão e comprovação do tratamento de resíduos durante a produção.


- Egito 3 – O presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, diz que o Brasil tem condições de atender o volume que for necessário para o Egito. E ressalta a qualidade e a transparência na produção do algodão brasileiro.


- Paquistão – A escassez de reservas cambiais do país causou um acúmulo de contêineres parados no porto de Karachi. A crise cambial está dificultando a abertura de cartas de crédito para o algodão, pois o governo está priorizando alimentos, suprimentos médicos e outros itens.


- Exportações - De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil exportou 77,1 mil tons de algodão até a segunda semana janeiro/23. A média diária de embarque foi 18,8% inferior quando comparado com janeiro/22.


- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (19/01):  Os estados BA, GO, MG, MS, PI, PR e SP já encerram o beneficamento. Ainda resta algodão para serem beneficiado no MT (1%) e MA (19%).


- Semeadura 2022/23 - Até ontem (19/01): BA (81%); GO (80,38%); MA (73%), MG (83%), MS (96%); MT (25%); PI (100%); PR (100%), SP (86%). Total Brasil: 41% semeado.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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ALGODÃO PELO MUNDO #01/2023

13 de Janeiro de 2023

Destaque da Semana – Primeiro relatório deste ano traz os dados finais de exportação de algodão em 2022, além de números desta semana do USDA.


- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 82,04 U$c/lp (-0,65%).


- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 80,08 U$c/lp (-0,50%) e o Dez/24 a 76,50 (-0,56%) para a safra 2023/24.


- Preços (12/01), o algodão brasileiro estava cotado a 99,50 U$c/lp (+200 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8"" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou em 100,00 U$c/lp (+275 pts).


- Altistas 1 – Nos níveis atuais de preço, produtores americanos plantarão menos algodão nas áreas onde rotação com soja ou milho for possível.


- Altistas 2 – A inflação nos EUA diminuiu em dezembro, dando esperança que o Fed poderá reduzir o ritmo de aumento da taxa de juros no país.


- Baixistas 1 – Relatório de oferta e demanda do USDA divulgado esta semana reduziu em 184 mil toneladas a projeção de consumo de algodão em 22/23.


- Baixistas 2 – Os novos números do USDA apontam para um superávit de 1 milhão de toneladas de algodão este ano (22/23): produção de 25,1 milhões de tons x consumo de 24,1.


- Exportações 1 - Pelo quarto ano consecutivo, as exportações brasileiras de algodão batem recorde em receitas. Em 2022, as receitas com exportação de algodão totalizaram US$ 3,67 bilhões, aumento de 9% em relação aos US$ 3,4 bilhões de 2021.


- Exportações 2 - O aumento de 21% no preço médio por tonelada de algodão exportado (de US$ 1,7 mil para US$ 2 mil) foi fundamental para o recorde em receitas.


- Exportações 3 - Isto porque houve um decréscimo de 10,6% no volume exportado (de 2,0 para 1,8 milhão de toneladas) devido à redução da produção por problemas climáticos.


- Exportações 4 - Com estes números de exportação, o algodão se consolida como 7ª maior cadeia exportadora do agronegócio brasileiro, atrás do complexo soja (1º), carnes (2º), produtos florestais (3º), açúcar e álcool (4º), milho (5º) e café (6º).


- Exportações 5- Os maiores compradores externos em 2022 foram China (29%; 521 mil tons), Vietnã (15%; 269 mil tons), Paquistão (13%; 245 mil tons), Bangladesh (13%; 240 mil tons), Turquia (13%; 221 mil tons) e Indonésia (7,3%; 128 mil tons).


- Balança Comercial- Em 2022, o Brasil importou somente US$ 8,3 milhões de algodão. Consequentemente, a balança comercial do setor foi positiva em US$ 3,66 bilhões em 2022, recorde histórico.


- Cotton Brazil- Em 2022, o Cotton Brazil, da Abrapa, com apoio da Apex Brasil e ANEA, realizou quatro missões internacionais, além de eventos, projetos e ações focadas em nove países prioritários que representam 95% das nossas exportações de algodão.


- China 1 – Depois de quase três anos fechadas, as fronteiras da China com o mundo foram reabertas esta semana. Passageiros que chegam no pais não precisam mais ficar isolados em quarentena.


- China 2 – Este é mais um movimento após o abrupto fim da política de covid zero no país no final de 2022. O mundo todo está atendo aos resultados.  A expectativa é para uma retomada da economia.


- China 3 – Entretanto, o mundo também está de olho nos custos sociais da medida, uma vez que o país aparentemente não se preparou para esta abertura repentina em termos de vacinação (principalmente dos mais idosos) e estrutura hospitalar.


- Banco Mundial - A perspectiva de crescimento da economia global em 2023 foi reduzida para 1,7% pelo Banco Mundial. A projeção anterior era de 3%.


- Logística - Os custos globais de fretes marítimos estão voltando aos níveis pré-pandemia. Atualmente, o custo para enviar um contêiner da China para os EUA é em torno de US$ 1400, queda de 93% em relação ao pico de preço verificado em setembro de 2021 e quase o mesmo valor de 2020.


- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (12/01):  BA (100%); GO (100%); MA (87%), MS (100%); MT (99%); MG (100%); SP (100%); PI (100%); PR (100%). Total Brasil: 99% beneficiado.


- Semeadura 2022/23 - Até ontem (12/01): SP (82%), GO (77%), MS (96%), MT (13%), BA (80%), MG (78%),PI (100%), PR (90), MA (73). Total Brasil: 32% semeado.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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​ALGODÃO PELO MUNDO #51/2022

23 de Dezembro de 2022

-  Destaque da Semana – Impactadas por fatores macroeconômicos, as cotações subiram bem no início da semana, com Mar/23 chegando a quase 90 U$c/lp.  Entretanto, a fraqueza na demanda voltou a pesar e ontem tivemos limite de baixa.  Mesmo assim, o saldo foi positivo nos últimos 7 dias.



- Algodão em NY 1 – O contrato Mar/23 fechou ontem a 84,30 U$c/lp (+4,04%).



- Algodão em NY 2 - Referência para a safra 2022/23, o contrato Dez/23 era cotado a 81,07 U$c/lp (+1,8%) e o Dez/24 a 77,08 (+0,26%) para a safra 2023/24.



- Preços (22/12), o algodão brasileiro estava cotado a 105,25 U$c/lp (+675 pts) para embarque em Jan/Fev-23 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook). Para embarque em Out-Nov/23 a referência do preço fechou também em 102,50 U$c/lp (+400 pts).



- Altistas 1  Dados divulgados esta semana mostram que a confiança do consumidor dos EUA está acima esperado para dezembro.  Este resultado contribuiu para alta nos mercados financeiros e naturalmente deu suporte à alta do algodão.



- Altistas 2  A safra da Índia, maior produtor do mundo, está ficando cada vez menor.  Esta semana, a Cotton Association of India (CAI) reduziu* sua previsão de produção para pouco menos de 5,78 milhões de toneladas, mas analistas acreditam que o número pode ser menor.



- Baixistas 1  O relatório de vendas dos EUA trouxe números decepcionantes esta semana.  As vendas líquidas foram negativas, pois houve cancelamentos de 36 mil toneladas de vendas por empresas chinesas.



- Baixistas 2  Apesar anúncio do PIB dos EUA ter crescido a uma taxa anual de 3,2%, bem acima do nível esperado de 2,9%, o mercado interpretou de maneira negativa o número.  As bolsas caíram porque a visão é que o Fed poderá ter que adotar remédios mais amargos contra inflação.



- China 1 – Após a repentina mudança de rumos do governo em relação ao controle da doença no país, casos de Covid estão se espalhando por toda a China.  O governo local estima que em torno de 248 milhões de pessoas (quase 1/5 da população) pegou o vírus somente este mês, no maior surto de Covid do mundo.



- China 2 – A nova abordagem do governo em relação à Covid foi muito bem recebida pela indústria têxtil. No curto prazo, entretanto, o rápido avanço da doença preocupa.



- China 3 – As ruas estão mais vazias que na época dos lockdowns, mas os hospitais estão cheios.  O governo não tem divulgado o número de mortos, mas consultorias independentes estimam que em torno de 5 mil pessoas estejam perdendo a vida por dia.



- China 4 – Voltando ao algodão, a colheita está praticamente concluída na China e beneficiamento no país já ultrapassou 60%, conforme relatado pela China National Cotton Exchange esta semana.



- Intenção de Plantio – O contrato Dez/23 ultrapassou esta semana 80 U$c/lp e melhorou as expectativas de retorno ao produtor.  Este número será monitorado de perto pelos produtores americanos que estão decidindo a área a ser plantada a partir de março. Lembrando que no início deste ano o contrato de dezembro de 2022 já havia ultrapassado a marca de 1 dólar por libra-peso.



- Cotton BR 1 - O Cotton Brazil, da Abrapa, com apoio da Apex Brasil e ANEA, divulgou o resumo dos resultados no biênio 2021-2022. O programa objetiva a promoção do algodão brasileiro nos mercados globais, especialmente na Ásia.



- Cotton BR 2 - Nos anos de 2021 e de 2022, o Cotton Brazil realizou quatro missões e 36 eventos internacionais, atingindo um público qualificado de mais de 4,4 mil pessoas.



- Cotton BR 3 - O Brasil atualmente é o 2º maior exportador global de algodão, com US$ 3,2 bilhões de receitas e 1,7 milhão de toneladas exportadas no último ciclo.



- Agenda - A bolsa de NY estará fechada na segunda-feira com o feriado de Natal.



- Exportações - De acordo com dados do Ministério da Economia, o Brasil exportou 97,5 mil tons de algodão até a terceira semana dezembro/22. A média diária de embarque foi 30,9% inferior quando comparado com dezembro/21.



- Beneficiamento 2021/22 - Até ontem (22/12):  BA (97%); GO (100%); MA (76%), MS (100%); MT (99%); MG (100%); SP (100%); PI (100%); PR (100%). Total Brasil: 98% beneficiado.



- Semeadura 2022/23 - Até ontem (22/12): SP (74%), GO (76%), MS (49%), MT (3%), BA (70%), MG (70%),PI (27%), PR (85). Total Brasil: 20% semeado



- Faremos uma pausa nas próximas duas semanas e nosso próximo boletim será 13/Jan/23


 


? Boas Festas – Feliz Natal e um 2023 repleto de paz, saúde e realizações!



Preços - Consulte tabela abaixo ⬇



Boletim Algodao pelo Mundo 51.jpeg


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa é laureada pelo BB com troféu comemorativo aos R$ 300 bilhões alcançados pela instituição financeira em sua carteira de crédito rural

​Evento se realizou em Brasília, na sede da instituição, e reuniu parceiros do setor

21 de Dezembro de 2022

Banco do Brasil alcançou R$ 300 bilhões em sua carteira de crédito rural. O volume é considerado pela instituição uma marca histórica, e mostra o reposicionamento do banco perante o mercado. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, esteve presente na cerimônia e recebeu troféu alusivo às comemorações do BB pela meta alcançada. O evento foi em Brasília, nesta quarta-feira, 21. Os cotonicultores e o BB têm parceria de longa data.


"Em dez anos, o BB passou de R$ 100 bilhões para R$ 200 bilhões sua carteira de crédito rural e, em 18 meses, alcançou R$ 300 bilhões. É uma marca impressionante e que se deve ao trabalho e dedicação do presidente da instituição, Fausto de Andrade Ribeiro, toda sua equipe e aos agricultores que fazem do BB um grande parceiro. Certamente, o algodão ajudou muito para que esse volume fosse alcançado em curto espaço de tempo", destacou Busato.


A estratégia envolveu o relacionamento com a ampla rede de clientes da instituição, a criação de novos produtos, a digitalização dos processos e o atendimento especializado ao segmento agroindustrial. Isso sem perder participação entre os clientes pessoa física, que tem representatividade na carteira agro.

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2033 o agro que irá prevalecer já está revelado em 2023

​No campo da ciência e da tecnologia do universo agropecuário, o conhecimento disponível já vive no estado da arte desses agentes

19 de Dezembro de 2022

Qual revelação é esta? Assim me questionaram os alunos do mestrado internacional da Audencia, França/FecapE Brasil. Muito simples por uma ótica óbvia, se escaparmos da hipnose das distrações e generalizações podemos pegar, apalpar e ter evidências comprovadas dos agentes do sistema de agribusiness que já atuam em 2023 como se em 2033 estivéssemos.


Daniel Goleman, criador da inteligência emocional nos aponta que cerca de 11% dos agentes humanos atuam engajados nas forças evolutivas da realidade. Portanto, legítimos antecipadores dos ciclos inexoráveis das mudanças.


Na comemoração dos 40 anos da Embrapa Meio Ambiente em Jaguariúna em dezembro 2022, Marcelo Morandi, ex-chefe, e Paula Packer atual chefe dessa unidade, trataram dessa poderosa perspectiva da "competência antecipatória". Significa demonstrar que na história humana na terra sempre alguns viram antes e anteciparam o que muitos seguiriam tempos à frente.


No campo da ciência e da tecnologia do universo agropecuário, o conhecimento disponível já vive no estado da arte desses agentes do antes, dentro e pós-porteira das fazendas, dos 11% que dominam a competência "antecipatória". Pesquisadores estudando a relação das plantas com os microbiomas sem dúvida irão antecipar o que uma vanguarda fará na gestão desse "deep ESG". Outros dois visionários enxergaram nos anos 1950 uma necessidade fundamental tratando o setor de alimentos como uma cadeia umbilicalmente conectada, batizada de "agribusiness". Foi em Harvard, professores John Davis e Ray Goldberg.


No Brasil, outro gênio do talento antecipatório, Ney Bittencourt de Araújo, então presidente da Agroceres, foi estudar com Ray Goldberg e introduziu no Brasil o conceito de agronegócio. Nascia inspirada pelo Ney a Abag, e o Pensa/ FEA-USP, com dr. Décio Zylbersztajn, tudo isto na virada dos anos 1980 para os 1990.


Então, da mesma forma, conseguimos visualizar hoje algumas cadeias produtivas avançadas na sua coordenação, quando comparamos com a maioria ainda em atritos, desarmonia e numa cacofonia dentro de si mesmas. Renovabio representa um plano inteligentíssimo reunindo a sociedade civil organizada com governo na orquestração da cadeia dos biocombustíveis. Também visualizo na Abrapa, no algodão, um salto positivo a ser seguido por todos nestes próximos 10 anos. A indústria brasileira de árvores, IBA, setor evoluído na sua orquestração também e com muito a contribuir para a imagem do País.


Dessa forma, o que já podemos revelar que será o óbvio para a gigantesca maioria do agro que planeja chegar vivo e próspero em 2033? Vamos a sete pontos verificáveis e acessáveis já à disposição:



1- Gestão de cadeias produtivas, do a do abacate ao z do zebu, com objetivos de cada categoria integrando indústria, comércio, serviços e agropecuária numa sinfonia onde metas, meios, obstáculos e fatores críticos de sucesso estejam compreendidos, responsabilizados e administrados. Não esquecer o consumo per capita mensurado. Uma agroindústria como Caramuru entra com ousadia na logística dos trens e portos, por exemplo. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras), com seu vice-presidente institucional e administrativo Marcio Milan, governa o Rama – rastreabilidade e monitoramento de alimentos ao lado da Paripassu com métricas que ligam consumidores finais a produtores rurais pela segurança e sanidade dos alimentos na hortifruticultura.


O presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos e Bebidas (Abia), João Dornellas, afirma que: "Seremos cada vez mais supermercado do mundo, além de celeiro". Quer dizer vamos produzir e vender muito mais valor agregado.


Nutrientes para a Vida, outra iniciativa que vai ao futuro associando nutrição de plantas e solos a saúde humana, com a Anda. Missão de entidades representativas da sociedade civil organizada com agentes públicos.



2 – Capitalismo consciente das organizações empresariais, conforme as definições de Thomas Eckschmidt, Raj Sisodia e Timothy Henry estão escritas no livro "Capitalismo consciente – guia prático". Já constatamos ações realistas de corporações como a Bayer, num projeto de incluir na tecnologia contemporânea 100 milhões de pequenos agricultores no mundo. A UPL desenvolvendo o conceito pronutiva da saúde vegetal, a Biotrop, Koppert, Índigo, agrichem com bioinsumos, a Nutrien consolidando uma rede de distribuição e um conceito "UP" de extensão tecnológica, a DSM Tortuga numa jornada de capilaridade da saúde animal, a Jacto e sua fundação Shunji Nishimura de tecnologia em Pompeia.


Agropalma, em Tailândia no Pará, um show vivo de responsabilidade social e ambiental. Líderes nos alimentos como Unilever definindo que irão incluir no seu suply chain milhares de pequenos agricultores. Pepsico trazendo e revelando produtoras e produtores de suas batatas para o consumidor final. Iniciativas de produtores rurais com agropecuária sustentável, a pantaneira como exemplo, a marsuriana nascendo agora em Naviraí, Mato Grosso do Sul; a Nestlé apoiando a instalação de biodigestores para produção de biometano nos seus fornecedores de leite; JBS maior do planeta em alimentos criando a campo forte, fertilizantes especiais. Idem BAT Souza Cruz valorizando seus integrados na faixa de 17 mil famílias. A Unesp Jaboticabal com prof. Paranhos em bem-estar animal e Carmen Peres, um símbolo exemplo nacional. Marise Porto também exemplo real do programa agricultura ABC, com ILPF. Esses são apenas alguns exemplos do que já temos em 2023 e que será regra em 2033.



3 – Cooperativismo crescente e abundante. As cooperativas significam a única fórmula realista para a prosperidade de 100% dos seus agentes. A lei dos 11% é dura e, se não houver gestão e pressão educadora, a maioria fica pelo caminho. E o cooperativismo tem como dever supremo não deixar gente pra trás. Pobreza, miséria e fome serão inaceitáveis cada vez mais e, se não forem de forma determinantemente combatidos, os governos serão inapelavelmente destituídos. Portanto, essa governança exigirá cooperativas como plano de Estado. E já as temos hoje? Sim. No mundo e aqui no Brasil à disposição. Reunidas formam o maior faturamento de um bloco empresarial do País, mais de 15 milhões de cooperados. E, onde tem uma cooperativa bem liderada, o IDH da região é superior. Assim como Marcio Lopes presidente da OCB diz: "Cooperativismo é prosperidade". Roberto Rodrigues, embaixador das cooperativas na FAO, acrescenta: "Onde tem cooperativa, tem riqueza; onde não tem cooperativa, tem pobreza". Em 2033 teremos obrigatoriamente a inclusão de milhões de brasileiros nesse sistema, abandonando programas assistencialistas que não emancipam seres humanos. O cooperativismo de crédito tenderá a ter uma participação ascensional no sistema financeiro nacional.



4 – Ciência intensiva aplicada e educada diminuindo desperdícios em todos os sentidos.


Desde saber que plantar uma semente sob temperatura elevada representa desperdiçar parte considerável de seu potencial genético, até uma chegada enorme de nichos e segmentações de originações agrícolas a partir de engenharia genética já com um "design" voltado ao fim específico da transformação agroindustrial, ou nutricional do consumidor final incluindo "accountability" positivo ambiental, iremos ter menos utilização de terras com muita profundidade de consciência no rendimento científico de cada grão já com valor agregado embarcado desde sua concepção. Uma unidade da Cargill, em Bebedouro, produzindo pectina, evidencia o futuro já no presente das grandes tradings, além de containers e navios de 70 mil toneladas de commodities, passam a ser organizações de soluções de ingredientes agroindustriais em pequenas embalagens.


Uma empresa de engenharia mecânica como MWM ao lado de uma cooperativa agroindustrial como Primato, numa intercooperação com demais cooperativas do Oeste paranaense criando uma cooperação agroenergética de biogás já é realidade em 2023. As impressoras 3D e as sínteses da ciência, com "nerd farmers" já existem e farão parte de 2033 que já se evidenciam em 2023. Na educação, a preparação global como a Esalq num acordo com a universidade da China, e nossa experiência com audiência de Nantes num hub agro planetário. Insper, Fia, D Cabral, já existem como exemplos e aqui estão.


Exemplos dignos de menção e em nome deles não esquecer muitos funcionários do ministério da agricultura como Cléber Soares, como Fabiana Alves, sabem tudo o que precisamos fazer nessa rota de 2023 para 2033, assim como a Embrapa e institutos agronômicos.


E o consumo consciente já hoje presente terá na educação dos consumidores uma grande transformação antidesperdício e saudabilidade com 90 mil pontos de vendas dos supermercados sendo transformados em pontos de educação.



5 – Consciência climática e restauração do paraíso natural.


Podemos não concordar com a "guerra pelas percepções humanas" que o tema ambiental propicia, criando bandeiras e sentidos pelo qual "vale a pena viver" num burburinho "cacofônico". Porém, somos agraciados pelo destino e estamos no "cockpit" desse sonho, ou utopia, ou "metaverso" das imaginações humanas. Estamos simplesmente no Brasil, o único país com nome de árvore e com o maior patrimônio vivo do desejo da humanidade, se pudéssemos obter uma convergência de todas essas vozes. Na FGV Agro, no Observatório da Bioeconomia, Daniel Vargas me disse que o potencial de ativos ambientais no mundo somaria o equivalente a cerca de 50% do total do PIB do mundo hoje.


Portanto, voltando aos 11% que possuem a competência antecipatória, Blairo Maggi numa entrevista que me concedeu afirmou: "Nosso negócio é atender nossos clientes. Já fizemos a moratória da soja, iniciativa tomada em 2012, não podemos nadar contra a corredeira, vamos atender clientes para vender e estar 100% com a lei, portanto quem tem a lei ao seu lado não deve temer".


Marcello Brito, ex-presidente da Abag, hoje coordenador acadêmico do agro da fundação Dom Cabral, também participa das iniciativas de orquestrações de empresas conscientes ambientais e participa de uma startup de chocolate amazônico "Demendes". O embaixador Rubens Barbosa, presidente da Abitrigo, também considera vital uma inteligência diplomática brasileira como protagonista da questão mundial e não a reboque ou negando essa discussão. Em 2033 poderemos estar na condição dos "restauradores" desse paraíso, como Jorge Caldeira, Júlia Sekula e Luana Schabib tão bem descrevem no livro "Brasil Paraíso Restaurável". Para isso precisamos dos próximos dois pontos abaixo.



6 – Produtoras e produtores rurais numa nova dimensão de agentes da saúde.


Conversando com Ray Goldberg, ele me disse: "Tejon, alimento agora é sinônimo de saúde, saúde do solo, da planta, animais, água, meio ambiente, pessoas, a saúde da humanidade nasce na originação dos alimentos, entramos num 'health system', um sistema de saúde".


Não vamos chamar mais agricultores, somente de produtores, eles estão acima e além de "bushels" toneladas, arrobas, conteiners, commodities, são agentes essenciais de saúde em todos os sentidos. Um Food citizenship, seria uma "agrocidadania".


Por isso, esses quase 600 milhões de agricultores no planeta terra, cerca de 6 milhões no Brasil, devem e precisam sim ser tratados com elevada consciência de justiça. Enfrentam riscos, fatores incontroláveis em todos os sentidos tanto climáticos, quanto doenças e pragas, fatores de mercados, políticas econômicas, um verdadeiro "festival" de incertezas. E agora mais do que nunca pressionados numa verdadeira "olimpíada" científica e tecnológica com digitalização exigente de sinal, sensores e moderníssima gestão, necessitados de educação, suporte, proteção, pois sabemos filosoficamente que a "tecnologia digital estará sempre a serviço de um mundo cada vez mais analógico", como explica o prof. dr. José Carlos de Souza Jr, do Instituto Mauá de Tecnologia: " Pois entre o 0, e o 0,1111 existe o infinito".


Caberá sim a uma política de estado e a governança de todas as cadeias produtivas desenvolverem algo que já não é novo, porém fundamental, o "fair trade", comércio justo. Contratos que protejam agricultores, ou "agentes da saúde" para que do lado do setor mais arriscado dentre os demais elos do sistema de agronegócio, possam dedicar seu tempo, cérebro, coração e alma para o foco crítico de sucesso de todo complexo: a saúde da produção. E ao lado desta visão, também iremos ver como já vemos em programas excelentes do Sebrae, o desenvolvimento dos "terroir" nacionais, em arranjos produtivos locais, indicação de origem, gerando renda e distribuição de renda em cada município, acrescentando ainda a agricultura local em grandes megalópoles como na própria cidade de São Paulo. Novos entrantes urbanos adentrarão esse universo dos solos, águas, mares e ares do novo agro, numa legítima realidade de um país brasileiro potência agroalimentar, agroambiental, agroenergético, e potência agrohumana.



7 – Não existem países subdesenvolvidos existem países subadministrados (Peter Drucker)


A questão de todas as questões sobre os seis aspectos anteriores reside exatamente na liderança e competência de administração. Significa mitigar os fatores incontroláveis ampliando consideravelmente o planejamento estratégico, efetivar uma "ecogovernança" ao invés de uma subdesenvolvida "egogovernança", a luta dos egos X egos. Segurança alimentar é fundamento de Estado.


Temos exemplos de superação espetaculares no país onde cidades se organizaram através de agentes da sociedade civil, formularam uma coordenação para o desenvolvimento, contrataram consultorias internacionais, decidiram um plano, e ao lado do legislativo, executivo e judiciário conduzem seus municípios acima de todas as medianas nacionais de IDH e comparáveis às melhores cidades do planeta.


Temos linhas mestras disponíveis para isso, por exemplo, numa imaginável orquestração das confederações nacionais empresariais, das federações, e nos municípios de suas representações. Ao contrário do jogo perde perde, de um segmento contra o outro, partimos para a convergência das decisões ganha ganha, onde o potencial existente é estupidamente maior do que a demanda corrente. Confederações, uni-vos.


Então, para isso, precisamos dos demais 89% dos percentuais de Daniel Goleman mencionados no início deste artigo. 11% engajados e donos de capacidade antecipatória. Enxergam e atuam antes. Em seguida teríamos 19% que poderiam imitar e seguir esses 11%, entretanto os próximos 50% são acomodados como turistas passando tempo no planeta e os restantes 20% formam a legião dos "terroristas", falando mal de tudo e de todos. A liderança ecológica, a ecogovernança, para 2033 precisará atrair os indiferentes, e oferecer causas nobres para que a raiva dos detratores terroristas possa ser transmutada em lutas bravas e dignas pelo aperfeiçoamento das legítimas imperfeições.


Igualmente, essas lideranças já existem, nós as temos, precisamos apenas de lhes dar muito mais visibilidade e poder de comunicação. Nesta próxima década, um fator específico decisivo para obtermos maior ou menor velocidade nesta jornada para o paraíso restaurável está sob responsabilidade da mídia ética e consciente de seu papel civilizatório.


Enquanto escrevo este trigo, Pedro de Camargo Neto, um legítimo líder do agro brasileiro está ao lado de Ray Goldberg (96 anos), lá em Harvard participando do Papsac, uma reunião anual com a diversidade de líderes do sistema agroindustrial, incluindo seus críticos. E os temas sendo debatidos hoje na virada 2022/23 são:



1 – agricultores e a mudança climática;


2 – agricultores, comércio e regulações;


3 – preferência dos consumidores, nutrição e segurança dos alimentos. Tema este último com total aderência ao ITAL, instituto de tecnologia de alimentos, à disposição.



Precisamos de liderança, aqui vai para o Instituto Pensar Agro (IPA), com Nilson Leitão, uma janela da boa esperança na rota 2023 para 2033. Idem para as mulheres do agro (CNMA) e a juventude (Yami).


O PIB do país pode dobrar de tamanho. Para isso, o PIB do agro precisa também dobrar de tamanho. Relacionar e vincular uma coisa a outra é parte da responsabilidade de líderes se comprometerem e assumirem.


Em junho de 2023, um grande evento acontecerá na cidade de São Paulo, a capital do capital do agronegócio nacional. Será o Brasil Agribusiness onde esses sete aspectos estarão evidenciados rumo a 2033.


"Tudo seria fácil não fossem as dificuldades" (Barão de Itararé). Nunca foi. Mas as forças criadoras sempre vencem e superam as energias das entropias destruidoras. O agro 2033 já existe em parte aqui em 2023, questão de foco e seremos muito melhores, todos, não alguns. Não temos tempo a perder, o jogo é cada vez mais veloz.


(Os exemplos mencionados neste artigo são apenas extratos que abrem pistas para os leitores investigarem o que já temos de realidade hoje que nos permite visualizar os próximos 10 anos. São abundantes as iniciativas inovadoras e sistêmicas de um "design thinking" já em andamento, com notáveis brasileiros responsáveis trabalhando. O presente é o resultado do futuro.)



Leia mais: 2033 o agro que irá prevalecer já está revelado em 2023 - Canal Agro Estadão (estadao.com.br)


Mídia: Canal Agro Estadão – 15/12/2022

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