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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #17/2024 17/05/2024

17 de Maio de 2024

Destaque da Semana - Apesar da recuperação das cotações nos últimos dias, o resultado semanal é negativo. Relatório baixista do USDA e o bom ritmo do plantio nos EUA estão entre as causas. As cotações são as mais baixas desde out/22.


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 16/05 cotado a 76,24 U$c/lp (-3,0% na semana). O contrato Dez/24 fechou 75,19 U$c/lp (-1,7% na semana) e o Dez/25 a 74,71 U$c/lp (-0,5% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia é de 796 pts para embarque em Out/Nov-24 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 16/05/24).


Altistas 1 - Analistas acreditam que o mercado está supervendido e não há prêmio climático na nova safra.


Altistas 2 - As cotações do petróleo subiram, impulsionados por inflação mais lenta do que o esperado e pela estabilização do mercado de trabalho dos EUA. Preços mais elevados do petróleo tornam o poliéster (substituto do algodão) mais caro.


Baixistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA de 10/05 trouxe estoques absolutos maiores para EUA e mundo. Mas mundialmente a relação estoque/uso manteve-se em 71%, enquanto nos EUA subiu de 17% para 25%.


Baixistas 2 - O bom andamento do plantio de algodão nos EUA está contribuindo para o sentimento de baixa, com o último relatório indicando que 33% da safra foi plantada, superando a média de cinco anos de 31%.


Plantio 1 - A safra avança em estados norte-americanos como Califórnia e Arizona, mas regiões do Texas e o Sudeste enfrentam tempestades, inundações e solo seco – o que pode gerar atraso no plantio.


Plantio 2 - Na Índia, cerca de 30% da área irrigada no norte já foi semeada, um pouco atrasada em relação à média habitual. No Paquistão, a previsão é de área menor na região de Punjab (que responde por 70% da produção).


Oferta e Demanda - O último relatório de Oferta e Demanda do USDA previu a produção mundial de algodão em 25,92 milhões tons na safra 2024/25. O consumo foi projetado em 25,43 milhões tons e a exportação em 9,79 milhões tons.


EUA 1 - Os números mais recentes do USDA indicam que os EUA produzirão 3,48 milhões tons de algodão em 2024/25 e consumirão 413,6 mil tons. A exportação foi prevista em 2,83 milhões tons.


EUA 2 - O governo dos EUA listou 22 novas entidades comerciais chinesas proibidas de exportar algodão para o país. Mesmo localizadas fora de Xinjiang, foram enquadradas na Lei de Prevenção do Trabalho Forçado em Uigur.


China 1 - 46% das fiações chinesas operaram com 90% de sua capacidade ou mais em abr/24, conforme o Beijing Cotton Outlook (BCO). A pesquisa indicou também que 56% observaram redução no consumo de algodão.


China 2 - Dados atualizados do BCO indicam que em 2024/25 a área de algodão será de cerca de 2,65 milhões hectares, com produção reduzida para 5,82 milhões tons. A importação foi projetada em 1,9 milhão tons.


Austrália 1 - Com a previsão de clima seco nos próximos dias, os produtores australianos esperam reiniciar a colheita que havia parado com as chuvas. Há sinais indicando retorno do fenômeno La Niña ainda neste ano.


Austrália 2 - De acordo com a Australian Cotton Shippers Association (ACSA), cerca de 35% da área já foi colhida e em torno de 10% beneficiada. A estimativa é de produção de cerca de 1,1 milhão de toneladas na safra 2024.


Vietnã 1 - Em abril, os vietnamitas importaram 132.859 tons – volume superior a mar/24 e a abr/23. Os EUA forneceram 40%, o Brasil 30% e a Austrália 9% desse total.


 Vietnã 2 - Já no acumulado de ago/23 a abr/24, a importação soma 1,08 milhão tons, marca 7% maior que o mesmo período de 2022/23. Nesses nove meses, a Austrália respondeu por cerca de 35% do total.


Missão Egito-Turquia 1 - Reconhecido pela qualidade de sua pluma, o Egito pode contar com o Brasil para suprir sua indústria têxtil. Essa foi a mensagem central levada pela Abrapa ao país durante a Missão Egito-Turquia.


Missão Egito-Turquia 2 - O intercâmbio termina neste final de semana e começou pelo Egito, que passou a importar a pluma brasileira em jan/23. O seminário Cotton Brazil Outlook no Cairo reuniu mais de 60 empresários e investidores.


Missão Egito-Turquia 3 - Além disso, a comitiva de 12 brasileiros reuniu-se com organizações públicas e privadas do setor e visitou a primeira fiação a importar algodão do Brasil. O comércio com o Egito começou em jan/23.


Missão Egito-Turquia 4 - Já a Turquia, quarto maior importador de algodão brasileiro, recebeu uma edição do Cotton Brazil Outlook na cidade de Antalya. A missão foi realizada pelo Cotton Brazil, parceria entre Abrapa, Anea e Apex-Brasil.


Safra Brasil - A Conab atualizou a estimativa para a safra 2023/2024 de algodão nesta semana. Agora, a projeção é uma safra de 3,6 milhões de toneladas – volume recorde no País e 1,2% superior à estimativa publicada em abr/24.


Exportações - O Brasil exportou 101,7 mil tons de algodão até a 2ª semana de mai/24. A média diária de embarque é 5,3 vezes maior em comparação com mai/23.


Colheita 2023/24 - Até ontem (16/05), foram colhidos no estado do PR 70% e em SP 38%. Estima-se que os demais estados iniciem a colheita em meados de Junho. Total Brasil: 0,28%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 16-05


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Com inscrições abertas, o 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA) segue em ritmo acelerado

16 de Maio de 2024

Estão abertas as inscrições para o 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14ºCBA), o maior evento da cotonicultura no Brasil. Com o tema “Construindo história rumo ao protagonismo mundial”, a décima quarta edição celebra os 25 anos da Abrapa e da retomada da cotonicultura no Brasil, unindo olhar futurista, muitas inovações e retrospectiva, na busca de soluções sustentáveis para os desafios de levar o algodão brasileiro ao topo do ranking na preferência da indústria global. Este ano, a expectativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) é de que o congresso supere, mais uma vez, a marca de três mil participantes, de todos os elos da cadeia produtiva e da comunidade científica. O congresso será realizado entre os dias 03 e 05 de setembro de 2024, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza/CE. Os interessados devem se inscrever pelo site www.congressodoalgodao.com.br.


De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, a adesão está acelerada. “A cotonicultura brasileira vive um momento muito especial: a produção prevista para essa safra é recorde e o produto vem ganhando cada vez mais penetração no mundo. O produtor e seus times técnicos e de comercialização estão ávidos por informações, para aproveitar ao máximo todas as possibilidades para maximizar suas operações”, acrescenta Schenkel. Ainda segundo o presidente, o 14ºCBA é onde o cotonicultor vai encontrar tudo o que precisa e ainda fazer relacionamentos e, quem sabe, negócios, durante três dias de imersão profunda.


Inovação


A grande inovação desta edição do CBA será no formato e na dinâmica da programação, que agora conta com palestras silenciosas, substituindo as antigas “salas temáticas”. Isso otimiza o espaço e, também, a agenda dos participantes à tarde. Durante as manhãs, as palestras “máster” seguem no formato tradicional, na arena. Serão 19 temas distribuídos em duas tardes. Os assuntos serão debatidos em seis hubs dispostos, simultaneamente, em um espaço hexagonal.


O público participa das apresentações com fones de ouvido, e tem a flexibilidade de poder migrar entre os hubs, conforme o interesse no tema, sem precisar definir previamente as palestras de preferência. De acordo com a diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do CBA, Silmara Ferraresi, as novidades “são uma prova de que o 14º CBA evoluiu, sem perder a sua essência. É por isso que a cotonicultura brasileira, a cada dois anos, se encontra neste grandioso evento”, finaliza Silmara.

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Preparativos para o 14º CBA avançam na capital cearense

16 de Maio de 2024

A contagem regressiva para o maior evento da cotonicultura brasileira já começou e os preparativos para o 14º Congresso Brasileiro do Algodão (14º CBA) estão em pleno andamento. Entre os dias 13 e 15 de maio, a equipe da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), organizadora do evento, esteve em Fortaleza, capital do Ceará, para uma visita técnica e uma série de reuniões estratégicas com fornecedores. O objetivo foi selecionar empresas prestadoras de serviços e acompanhar o andamento das atividades, já que o evento acontecerá entre os dias 03 e 05 de setembro.


“Durante três dias intensos, realizamos em uma série de atividades operacionais. Entrevistamos empresas de prestação de serviços, abrangendo desde receptivo até buffet, segurança, mobiliário, fotografia e filmagem e transporte. Nosso foco foi selecionar as opções mais assertivas, priorizando a qualidade e valorizando os empresários locais", detalhou Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do 14º CBA.


A equipe se dedicou também a uma revisão de medição no espaço do Centro de Eventos do Ceará (CEC), que comportará o Congresso.  Uma das novidades deste ano é a dinâmica das palestras, que serão realizadas de forma simultânea na arena, com transmissão silenciosa. As sessões temáticas, previstas para as tardes dos dois primeiros dias, serão divididas em seis hubs, oferecendo uma variedade de 19 conteúdos técnicos para os participantes. A expectativa é atrair um público recorde de mais de 3 mil pessoas. A área de exposição, com 7 mil metros quadrados, já teve todos os espaços comercializados.


A equipe também visitou o Hotel Seara, local que hospedará tanto os palestrantes quanto a comissão organizadora. A diretora da Abrapa encontrou-se ainda com Ivana Bezerra, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Ceará (ABIH – CE), consolidando parcerias e garantindo a qualidade da experiência dos participantes.


O último dia da visita foi o momento de aprovar o cardápio da alimentação que será servida no evento, a equipe fez questão de incluir pratos típicos da região. Com uma programação diversificada e repleta de novidades, o 14º CBA promete ser um marco na história do setor, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva do algodão no Brasil.

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USDA indica aumento de 15% na produção de algodão

Safra recorde de algodão no Brasil pode chegar a 16,7 milhões de fardos

15 de Maio de 2024

Conforme projeção realizada pelo monitor de produção agrícola mundial do USDA, a produção de algodão do Brasil na safra 2024/25 está prevista para um recorde de 16,7 milhões de fardos de 218 quilogramas (480 libras), um aumento de 2,1 milhões de fardos (15%) em relação ao recorde do ano passado e 31% acima da média dos últimos cinco anos.


A área colhida está prevista em 1,94 milhões de hectares, um aumento de 280.000 hectares (17%) em relação ao ano passado. O rendimento do algodão é previsto em 1.874 quilogramas por hectare, uma redução de 2% em relação ao rendimento recorde do ano anterior, mas um aumento de 7% em relação à média dos últimos cinco anos.


A colheita começará em junho no estado de Mato Grosso, onde 73% da produção nacional de algodão é cultivada. O algodão de segunda safra em Mato Grosso é plantado após a colheita da soja. O algodão de safra completa foi plantado de final de novembro a início de fevereiro no oeste da Bahia, onde 17% do total da cultura é cultivado.


As chuvas da temporada foram acima da média na Bahia, mas as chuvas de março foram abaixo da média, o que reduziu o potencial de rendimento. Os rendimentos foram previstos no final de abril para serem 6% inferiores ao rendimento recorde do ano passado, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA).






Os rendimentos foram previstos para serem 6% abaixo do rendimento recorde do ano passado, conforme relatado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) no início de maio. A maior parte do algodão no Brasil será colhida de junho a agosto.

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Egito e Turquia recebem missão do Cotton Brazil

Comitiva da Abrapa e Anea estreita relações comerciais com os países durante programação, que ocorre de 12 a 19 de maio

15 de Maio de 2024

Um ano e quatro meses depois que o Egito abriu seu mercado ao algodão brasileiro, a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) inicia pelo país a quinta missão internacional do Cotton Brazil em 2024. De 12 a 19 de maio, uma delegação com 12 brasileiros participa da chamada “Missão Egito-Turquia”.


O Cotton Brazil é a iniciativa que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Desenvolvido pela Abrapa, o programa é realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).


Entre os países prioritários do Cotton Brazil, estão Egito e Turquia. Como o Egito é um parceiro comercial mais recente, a programação no país será maior. “Queremos entender um pouco mais a fundo as necessidades do mercado egípcio, conhecer os principais players e iniciar o diálogo com as entidades representativas do setor”, antecipa o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel.


Schenkel coordenará a comitiva, que além de representantes da Abrapa, terá diretores e técnicos da Anea, da Apex-Brasil e da Associação dos Produtores de Algodão da Bahia.


A agenda de trabalho começa no dia 14 (terça-feira), quando a delegação se reúne com a Cotton Arbitration and Testing General Organization (CATGO), em Alexandria. A CATGO é a mais importante organização de arbitragem e testes de algodão do Egito, tanto para exportação quanto importação. No mesmo dia, os brasileiros terão reuniões com as lideranças da Alexandria Cotton Exporters Association (Alcotexa), a associação de exportadores de algodão da região.


Já no Cairo, capital do Egito, ocorre no dia 15 (quarta) uma edição do seminário “Cotton Brazil Outlook”, no qual são apresentados tanto o status atual da safra 2024 no Brasil como as perspectivas para o ciclo 2025. A agenda no país termina no dia 16 (quinta), com visita técnica a fiações, ao Ministério da Agricultura do Egito e ao Cotton Research Centre – Centro Nacional de Pesquisa do Algodão.


No dia 17 (sexta), o grupo brasileiro segue para Antalya, na Turquia. A cidade recebe mais uma edição do “Cotton Brazil Outlook”, para uma plateia seleta, formada por industriais, executivos e investidores do setor. Em seguida, a comitiva retorna para o Brasil.



Números


Reconhecido globalmente pelo algodão de alta qualidade, o Egito enfrenta uma tendência de queda tanto na área plantada quanto na produtividade, nos últimos 15 anos. Por isso, tem ampliado sua importação.


No ciclo 2022/23, o país adquiriu 99,5 toneladas do Brasil. De agosto de 2023 a março de 2024, o volume totaliza 8.521 toneladas – nestes oito meses, a importação do algodão brasileiro já é 85 vezes maior que nos 12 meses do ano comercial anterior.


Já a Turquia investe na importação para abastecer sua pujante indústria de confecções – sendo a quarta maior exportadora de roupas do mundo. Na temporada 2022/2023, o país foi o quinto maior importador mundial de pluma, comprando 165 mil tons de algodão brasileiro. Esse volume permitiu ao Brasil um market share de 18% sobre o total.

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Abrapa compartilha conhecimento com futuras lideranças da soja

14 de Maio de 2024

O sistema de governança da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e os desafios enfrentados para que o país alcançasse a posição de segundo maior exportador mundial da pluma foram alguns dos temas abordados pelo diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, durante uma palestra ministrada para os delegados da Aprosoja/MT, em Brasília. O evento, realizado em 13 de maio, integrou a programação da Academia de Liderança da Aprosoja, uma iniciativa que existe desde 2008 e na qual a Abrapa participa há várias edições.


O objetivo do encontro foi discutir a cadeia produtiva do algodão e o papel desta no desenvolvimento do setor. Portocarrero enfatizou a importância da colaboração e da definição de estratégias conjuntas entre as duas entidades, considerando que a maioria dos produtores de algodão também cultiva soja e milho. "As cadeias produtivas são convergentes e têm muito a compartilhar e a aprender uma com a outra. O setor da fibra é vanguardista em diversos aspectos e tem uma história de grandes conquistas que não teriam sido possíveis sem um intenso trabalho de relações institucionais", afirmou.


Durante a palestra, o executivo abordou os principais desafios da cotonicultura brasileira, incluindo a necessidade de aumentar a produtividade e a competitividade, bem como a importância de garantir a sustentabilidade da produção. Ele destacou as conquistas significativas da Abrapa, como a posição de destaque na exportação mundial de algodão, e os programas estratégicos da entidade nas áreas de promoção, sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade.  


Em reconhecimento à sua dedicação e contribuição para a disseminação de conhecimento, o diretor executivo recebeu um troféu ao término da palestra.


 


Academia de Liderança



Programa de formação de líderes para o agronegócio brasileiro, a Academia de Liderança da Aprosoja oferece aos participantes uma série de palestras, workshops e outras atividades sobre temas como gestão, liderança, comunicação e advocacy. O objetivo é formar lideranças capacitadas para defender os interesses do agronegócio brasileiro e para contribuir para o desenvolvimento do setor.

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Abrapa e Acopar se unem para fortalecer o setor e impulsionar a produção

13 de Maio de 2024

Num esforço conjunto voltado para o fortalecimento da cotonicultura no Paraná, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, e a diretoria da Associação dos Cotonicultores Paranaenses (Acopar) se reuniram, no dia 10 de maio, para debater o cenário da produção de algodão no estado e deliberar medidas para impulsionar o setor.


Schenkel destacou o potencial promissor da cotonicultura no Paraná, enfatizando o compromisso das entidades em promover o desenvolvimento sustentável e valorizar a produção local. “O estado possui uma grande capacidade para a produção de algodão. A troca de conhecimentos e experiências entre as entidades contribui para o desenvolvimento de medidas mais eficientes, visando garantir a sustentabilidade do setor no Paraná”, afirmou o presidente da entidade.


Ele apresentou ainda as ações estratégicas da Abrapa, incluindo a defesa dos interesses dos produtores e a busca por mercados internacionais para o algodão brasileiro.


Após a reunião, Schenkel participou do Dia de Campo de Algodão na fazenda Jaçanã, em Sertaneja (PR), organizado pela Acopar, uma das associadas da Abrapa. O evento proporcionou um dia de aprendizado e troca de experiências, com palestras e debates sobre o cenário atual e perspectivas para a produção de algodão no Paraná, manejo da cultura para aumentar a produtividade e sustentabilidade, além das últimas inovações tecnológicas disponíveis para o setor.


“A adoção de práticas inovadoras e tecnológicas na cotonicultura é fundamental para impulsionar a competitividade, a qualidade e a rentabilidade da produção de algodão”, explicou.


Para o presidente da Acopar, Almir Montecelli, a participação da entidade que representa os cotonicultores nacionalmente foi um diferencial para o encontro de produtores. “Foi um dos melhores eventos que já tivemos. A palestra de Schenkel foi extremamente esclarecedora e bem recebida pelos produtores, sendo a parte mais elogiada do evento. Ao destacar as atividades, ele transmitiu uma mensagem poderosa: os agricultores do Paraná não estão sozinhos”, explicou.


Por fim, foi realizada a demonstração da colheita mecanizada de algodão, evidenciando as vantagens dessa tecnologia na otimização do processo de colheita, redução de custos e melhoria da qualidade da fibra.

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Abrapa aborda Cotton Brazil em debate internacional da Abramilho

13 de Maio de 2024

O diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcelo Duarte, foi um dos destaques do Painel Internacional do Congresso da Abramilho 2024, realizado em Brasília, no dia 8 de maio. O evento reuniu especialistas, produtores e representantes do governo para discutir as oportunidades para o milho brasileiro no mercado global e o futuro do agronegócio nos próximos três anos. Na ocasião, também tomou posse o novo presidente eleito da Abramilho, Paulo Bertolini.


"Abordei a atuação da entidade e o alcance global que conquistamos por meio do Cotton Brazil. Esse programa tem como foco dez países, tendo Singapura como sua sede internacional, e tem despertado interesse em outras cadeias produtivas. O objetivo ao compartilhar nossas experiências e casos de sucesso foi oferecer insights para o setor do milho, que já está avançando com um projeto semelhante e seguindo a mesma trajetória de sucesso que estamos trilhando no algodão", informou Duarte. Criado pela Abrapa em parceria com a Apex Brasil e a Anea, o Cotton Brazil promove o algodão brasileiro no exterior e abre novos mercados.


 Com o tema "Oportunidades para o milho brasileiro", o Painel Internacional abordou o cenário global de cultivo e exportação do grão diante das novas normas da União Europeia. Além de Duarte, participaram do painel o diretor da Abramilho, Bernhard Kiep; o presidente da CropLife, Eduardo Leão; o adido agrícola da África, José Guilherme; os adidos agrícolas da China, Jean Gouhie e Leonardo Feijó; e o adido agrícola da União Europeia, Glauco Bertoldo, com mediação de Luiz Patroni.


A primeira palestra do congresso, ministrada pelo professor e escritor Xico Graziano, ofereceu uma análise abrangente do atual cenário do agronegócio. Graziano discutiu os desafios, as oportunidades e as perspectivas futuras do setor. Durante o dia, uma variedade de tópicos foi abordada, incluindo segurança alimentar e renda, avanços tecnológicos, legislações e acordos nacionais e internacionais, bem como os desafios enfrentados pelos produtores rurais, como intempéries climáticas, volatilidade de preços e falta de infraestrutura.

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Abrapa integra jornada do conhecimento para mulheres, da Bayer

10 de Maio de 2024

Um grupo de 34 profissionais do agronegócio, incluindo Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), participou da 4ª Jornada do Conhecimento: Conexão Mulheres, promovida pela Bayer, de 7 a 9 de maio. Nesse ambiente de inspiração e transformação, a presença dela destacou o relevante papel da entidade no avanço das mulheres no setor agrícola.


“É fundamental reconhecer a importância da capacitação direcionada para as mulheres, que estão cada vez mais presentes e atuantes no agro, ocupando não apenas posições operacionais, mas também cargos de liderança. Nesse contexto, eventos como esse se tornam uma ferramenta essencial para potencializar nosso papel dentro do setor”, afirma Silmara.


O destaque  dos temas ligados ao ESG (Ambiental, Social e de Governança) no cenário empresarial faz com que as mulheres se destaquem, principalmente nas áreas de governança e social. “Investir no treinamento das mulheres no agronegócio, especialmente nas áreas de liderança e ESG, não é apenas uma questão de equidade de gênero, mas também uma estratégia para impulsionar a inovação, a produtividade e o crescimento sustentável”, explica a diretora da Abrapa.


 Jornada do Conhecimento


O evento proporcionou às participantes a oportunidade de se conectarem com especialistas renomados, aprofundarem seus conhecimentos em temas estratégicos para o agronegócio e construírem redes de apoio sólidas. A programação abordou desde aspectos técnicos da produção até ferramentas de gestão e comunicação, passando por temas como sucessão familiar, tributação e governança corporativa.


O primeiro dia foi dedicado a desvendar os segredos da comunicação eficaz no agronegócio, com o profissional Thiago Baldu. Mariely Biff discorreu como garantir a perpetuação do legado familiar e a integração da geração Z nos negócios. Já João Massoneto Júnior esclareceu conceitos como regime de bens, testamento, partilha e doação para garantir a segurança jurídica dos negócios familiares.



No segundo dia, o evento mergulhou em temas mais específicos, como aspectos da tributação no agronegócio e a Reforma Tributária, com Leonardo Furtado Loubet. A interconexão entre tributação, patrimônio e governança foi discutida em uma mesa redonda com João Francisco Massoneto Júnior, Leonardo Furtado Loubet e Mariely Biff. Coube a Bruno Dupin falar sobre Inovação no Agronegócio.


Para encerrar a imersão, elas tiveram o privilégio de visitar a Fazenda Instância, localizada em Pirassununga (SP), onde puderam testemunhar na prática as soluções inovadoras e as melhores práticas de manejo que estão impulsionando o agronegócio brasileiro. Reconhecida como um modelo devido à sua adoção de práticas sustentáveis, como o plantio direto e a agricultura regenerativa, a propriedade é atualmente gerenciada por mulheres.


Conexão Mulheres


Desde 2020, a Bayer desenvolve o Conexão Mulheres para contribuir com uma agropecuária mais inclusiva. A iniciativa tem como objetivo fomentar uma rede potente, formada por mulheres que ocupam posições de destaque e representatividade no mundo agro.

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Abrapa promove workshop de novo equipamento Uster e eleva o nível da análise de algodão no Brasil

10 de Maio de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou o Workshop Operacional Uster Classing Q Pro nesta sexta-feira (10), em Brasília. O treinamento capacitou gerentes e operadores dos laboratórios participantes do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) para operar os novos equipamentos, que estarão em pleno funcionamento nesta safra. Dois deles foram instalados no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), no início desta semana, enquanto os outros quatro serão enviados, sendo um para o laboratório da Cooperfibra, outro para a Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), e dois para o Centro de Análise de Fibras de Algodão da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).


A modernização da análise de algodão no Brasil é um passo fundamental para garantir a competitividade do país no mercado internacional. "A automação do processo garante resultados mais confiáveis e consistentes, elevando a confiabilidade das amostras de checagem, do algodão de verificação interna e do interlaboratorial brasileiro, oferecendo uma eficiência 30% superior em comparação com outros modelos, beneficiando toda a cadeia produtiva do algodão nacional", afirmou o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi.


O workshop, ministrado por técnicos da Uster, familiarizou os participantes com as novas máquinas, abordando temas como operação, calibração, manutenção e funcionalidades. “Adquirimos um instrumento para o nosso laboratório. Ele é muito mais funcional que o anterior. Com relação à manutenção, revisão e até calibração, ficou mais fácil para os operadores do dia a dia”, disse Rhudson Assolari, gerente do laboratório da Agopa.


O especialista em qualidade do algodão, Deninson Lima, do CBRA, ressaltou a importância do investimento em equipamentos modernos para a qualidade da pluma no país. “Como laboratório central, estamos honrados por sermos os primeiros a ter essas máquinas instaladas e em funcionamento. Atualmente, elas são utilizadas em apenas três lugares no mundo, e o Brasil está entre eles.”


O engenheiro da Uster Technologies, James Timothy Wender, explicou que o Classing Q Pro é mais rápido que o HVI-1000. “O equipamento anterior operava em aproximadamente 32 segundos por ciclo, enquanto o novo pode atingir de 22 a 24 segundos por ciclo. O produto de dados entre elas é equivalente, mas com a mais moderna, a chance de manter essa medida estável e sofrer menos influência do operador ao longo do tempo é melhor”, afirmou.

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