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Palestras do 11° CBA já estão disponíveis no site e no app do congresso.

15 de Setembro de 2017

O 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA) acabou, mas as informações difundidas entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro podem ser exploradas em detalhes pelos produtores de algodão do Brasil no site do evento www.congressodoalgodao.com.br e no aplicativo do CBA, disponível para smartphones IOS e Android. Nesses espaços virtuais, os congressistas também já podem imprimir seus certificados de participação. O 11° CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e foi sediado, em 2017, em Maceió, com participação efetiva de 1,4 mil inscritos, e programação que incluiu 72 palestras, proferidas por 94 profissionais renomados em suas áreas de atuação.



Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o conhecimento gerado pelo evento é tão importante, após a sua realização, quanto durante. "É quando o cotonicultor, depois de ser exposto a uma grande quantidade de informações nos quatro dias de programação, pode, aprofundar nos temas que lhe despertaram mais interesse", afirma.  Moura diz que, estrategicamente, o CBA ocorre no período entre o final de uma safra e o momento crucial de decisões que antecede o início de um novo ciclo. Ele pontua o crescimento esperado de 17% em área plantada e volume de pluma para a safra 2017/18 como um forte demandador das informações técnicas do congresso.



De acordo com o coordenador científico do CBA, Eleusio Curvelo Freire, salvo raros casos em que o palestrante não disponibilizou as apresentações para a organização, quase todo o conteúdo que foi apresentado já está à disposição do produtor rural, e boa parte desse material são estudos com resultados mensurados, inclusive do ponto de vista econômico. Dentre os assuntos que mais têm despertado o interesse do cotonicultor, Freire destaca o controle biológico de pragas com a vespa Trichogramma sp, que vem se revelando uma importante arma biológica contra o complexo de lagartas, assim como vírus e bactérias, cada vez mais presentes no chamado manejo integrado de pragas e doenças das lavouras de algodão, milho e soja. As técnicas voltadas ao uso do solo para evitar a compactação e incrementar o teor de matéria orgânica também recebem, segundo o coordenador, grande atenção, assim como as palestras que se referem ao combate e controle de nematoides.



Viável refúgio



As boas práticas no plantio de algodão, no contexto de inovação e rentabilidade que pautou o 11° CBA,  estão no radar do produtor, e se encontram nos resumos das apresentações disponibilizadas pela Abrapa. É o caso da importância das chamadas áreas de refúgio preconizadas pelo Comitê Internacional de Manejo de Resistência (IRAC) para evitar o desenvolvimento de lagartas – sobretudo a helicoverpa – resistentes ao gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), presente no algodão geneticamente modificado contra pragas de insetos.



Segundo o diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, que explanou sobre o tema no 11° CBA – junto com o especialista em Ciências Biológicas, Alexandre Specht e o engenheiro agrônomo Fábio dos Santos – na síntese de sua palestra o cotonicultor pode dirimir, com evidências mensuráveis, dúvidas sobre a viabilidade econômica da orientação técnica sobre a manutenção de 20% de área de algodão livre de Bt próximas às lavouras geneticamente modificadas com essa tecnologia.



"Nesse material estão dados de diversos produtores, em várias regiões, provando justamente que o risco maior de inviabilizar economicamente a lavoura está em não adotar essa prática", diz Celito Breda. Segundo ele,  as áreas de refúgio, quando implantadas de forma estruturada, favorecem o cruzamento de lagartas que se alimentam de plantas com a tecnologia, com outras que não comem o algodão Bt, aumentando a diversidade genética. "O resultado são indivíduos heterozigotos, que serão susceptíveis às proteínas Bt, evitando que se desenvolvam e propaguem gerações de insetos resistentes a esse OGM", explica Breda, da consultoria Circulo Verde. Para o expert, a adoção das áreas de refúgio é a principal ferramenta para aumentar a vida útil do algodão Bt e traz vantagens econômicas para o produtor, a médio e longo prazos.


"Hoje, finalmente, temos dados concretos que nos provam técnica e economicamente, ser viável a adoção de refúgios estruturados em algodão, no percentual recomendado pelo IRAC e pelo Ministério da Agricultura", reforça o consultor, recomendado a leitura da palestra disponível no aplicativo e no site do CBA.


 Fotos: Staff Brasil/ Camídia

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Números do 11° CBA superam expectativa da Abrapa

11 de Setembro de 2017

A boa safra de algodão em 2016/2017, cerca de 23,3% maior que a registrada no ciclo anterior,  e as perspectivas positivas para 2017/2018 foram o aditivo que o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA) precisava para superar todas as estimativas dos organizadores em números. O evento foi realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), em Maceió/AL, na última semana, entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro. A expectativa era que o público fosse de 1,2 participantes de toda a cadeia produtiva da fibra, mas a Abrapa contabilizou 1,4 mil inscritos, que, efetivamente, participaram da programação de palestras, painéis e minicursos,  sendo o público circulante ainda maior. O CBA é bianual e a próxima edição acontecerá em 2019.



Em 2017, constaram na programação 72 palestras, proferidas por 94 palestrantes, sendo sete deles estrangeiros, além de 190 trabalhos científicos. Também participaram, como congressistas, 20 representantes de países da América Latina e da África, a convite da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).



De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o 11° CBA mobilizou a capital alagoana.  Os oito hotéis oficiais do evento tiveram ocupação plena, equivalente a 692 leitos. Dos 65 fornecedores envolvidos na produção, 23 foram contratados em Maceió. "Mas o legado que esperamos que um dia se concretize e perdure será a retomada da cotonicultura alagoana. O estado já foi expressivo na produção e no processamento da fibra, e elevou a importância do algodão a tal nível, que o dignificou como figura emblemática da sua bandeira", afirmou Moura.



Para se ter uma ideia, do "peso" do 11° CBA, 67 toneladas de equipamentos audiovisuais e estrutura foram mobilizados. A cenografia envolveu oito toneladas de cordões de algodão, matizadas pela iluminação cênica. "Nada disso teria sido possível sem os nossos 20 patrocinadores, e a adesão maciça do cotonicultor", ressaltou o presidente.



Patrocinaram o CBA: Bayer, Monsanto, CCAB, FMC, Syngenta, ABC, BASF, UPL, Banco Rabobank, John Deere, Laboratório Farroupilha Lallemand, Stoller, IMAmt, Kuhlmann, TMG, TOTVS, Adama, BBM e Dow.


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Boas Práticas agrícolas em pauta no Congresso Brasileiro do Algodão

06 de Setembro de 2017

Boas Práticas agrícolas em pauta


no Congresso Brasileiro do Algodão


Planejar boas práticas agrícolas é pensar em bons resultados para toda a lavoura, com atitudes corretas dentro e fora da porteira. Esta afirmação foi defendida por especialistas da cadeia produtiva do algodão que participaram da sala temática, coordenada pelo diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda. O encontro aconteceu quarta-feira (30/08), no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ocorre no Centro de Exposições de Maceió.



O presidente do Grupo Brasileiro dos Consultores de Algodão – GBCA, Rubem Staudt, pontuou que muitos produtores investem em tecnologia, mas não dão a devida atenção às boas práticas. "O algodão é uma cultura extremamente exigente às questões ambientais, então, é necessário fazer uso de atitudes corretas antes mesmo de implantar a lavoura". Em sua apresentação, Staudt destacou correção do solo, escolha do sistema, velocidade adequada de plantio, cuidados na aplicação de defensivos e tratamento fitossanitário. Apresentando dados do Mato Grosso, o técnico em agropecuária, Sérgio Vidal abordou a atuação do estado no manejo de pragas, gerenciamento de crescimento e destruição de soqueira.



O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1º de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

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Pesquisadores debatem combate a lagartas durante o 11º CBA

06 de Setembro de 2017

Apesar de bastante conhecidas no Brasil, as lagartas Spodopteras têm apresentado resistência às tecnologias de controle de pragas, elevando os custos dos cotonicultores.  Uma análise deste cenário – e de medidas para combatê-lo - foi feita na tarde desta quinta (31.08) durante o 11º Congresso Brasileiro de Algodão (11° CBA). Realização da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o evento reúne até esta sexta (01.09) 1,2 mil participantes no Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió, em Alagoas.


 "Naturalmente, as espécies de lagartas Spodopteras – como a famosa lagarta- militar – apresentam uma certa insensibilidade aos produtos químicos  e esta resistência tem se mantido nos últimos anos, o que tem tornado difícil o seu controle no campo", afirma o entomologista Walter Jorge dos Santos, que atua como assessor técnico da Agroambiental consultoria.


Em sua apresentação, o pesquisador apresentou à plateia informações sobre a eficácia de medidas para combate da praga, como o uso de controles biológicos e inseticidas, e também destacou estudos que permitem avaliar o desempenho das diferentes variedades de algodão, e sua resistência às lagartas. "Na safra 2015/2016, o combate às lagartas consumiu, a depender da variedade, de 23% a 41% do total dos custos para controle de pragas", informou.


 A sala temática Escapes da Spodoptera nas variedades transgênicas de algodão contou ainda com apresentações do líder de Biotecnologia da Monsanto do Brasil com foco no desenvolvimento de tecnologias para controle de inseto, Renato Carvalho e de Rafael Ribeiro, coordenador operacional de testes da Bayer.


 


O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017


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Conhecer a fisiologia do algodoeiro é o caminho para uma boa colheita

06 de Setembro de 2017

O bom desenvolvimento do algodão depende 80% do ambiente, por isso é essencial entender a fisiologia e necessidades da planta para explorar todo o seu potencial. Para informar sobre o ambiente favorável para planta e o seu funcionamento, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), reuniu, nesta quinta-feira (31/08), especialistas que participaram de uma sala temática sobre a fisiologia do algodoeiro. O CBA acontece desde o dia 29/08, no Parque de Exposições de Maceió e é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



"São diversos os fatores que atuam para aumentar a produtividade da planta e grande parte deles são naturais, pois o algodão absorve o que o ambiente já tem. Grande parte disso vem da sua própria raiz". É o que enfatiza o engenheiro agrônomo Jonas Guerra, que falou para um auditório com mais de 300 pessoas.



Ainda de acordo com o especialista, outros fatores naturais são os nutrientes preponderantes para o bom desenvolvimento da cultura do algodão, como a luminosidade, essencial para a fotossíntese e o carbono absorvido pela planta. "Nosso papel é fazer com que o algodão mantenha seus estômatos abertos para captar o nutriente mais importante para seu desenvolvimento que é dióxido de carbono", diz.



Em sua fala, Guerra esclarece que é um grande erro culpar somente o clima quando os resultados de uma plantação não atingem as expectativas do produtor. "Não adianta rezar para chover sem conhecer a planta. Precisamos renovar conceitos, pois já tivemos clima ruim com ótimas colheitas. Se não medir, quantificar e conhecer não vai ter avanço".



Planta idiossincrática, com características peculiares e exclusivas desta cultura. É assim que o fisiologista Gustavo Pazzeti define o algodão em sua palestra no 11º CBA. "É o fito de maior complexidade fisiológica da natureza e que aprendeu a se perpetuar sozinha. É necessário entender a espécie e fazer um manejo regulador para evitar abortos ao longo do ciclo". A apresentação foi finalizada pelo doutor em agronomia, Fábio Echer, ampliando a discussão da fisiologia e altas produtividades.


Serviço


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Importância de área de refúgio nas lavouras é discutida no 11º CB

06 de Setembro de 2017

O refúgio é uma área de plantio utilizada nas lavouras transgênicas, recomendada para agricultores que utilizam sementes com a tecnologia Bt - que possuem genes da bactéria Bacillus thuringiensis. Nas plantações de algodão, está convencionado que 20% do cultivo devem ser de refúgio não Bt. O objetivo deste sistema é evitar o surgimento e a evolução de pragas resistentes aos inseticidas.



Conscientizar os produtores sobre a importância de utilizar o refúgio nas plantações para proteger as novas variedades de pragas e avaliar qual modelo ideal para as condições brasileiras foram os pontos discutidos nesta quinta-feira (31/08), penúltimo dia do 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), se fez necessário para discutir o tema que ainda não é tão comum no setor e munir a cadeia produtiva de informações e alternativas que comprovam os bons resultados do refúgio para o algodoeiro e demais culturas.



 Dados apresentados pelo diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, no painel "Importância e custos dos refúgios para a sustentabilidade da cotonicultura nos cerrados", destacaram que o percentual mínimo de refúgio recomendado pelo Ministério da Agricultura é de 20%, mas na Bahia, o valor aproximado é de apenas 11% nas plantações de algodão.



De acordo com Breda, ainda há resistência por parte de alguns produtores na aceitação da prática com a justificativa do alto custo, das dificuldades de operacionalizar, a baixa produtividade nas cultivares não Bt's, dentre outros pontos. "Nosso imediatismo por resultados pode matar as tecnologias".



Fortalecendo as informações de Celito Breda, o especialista em Ciências Biológicas, Alexandre Specht relatou que com o refúgio, as pragas resistentes vão se desenvolver apenas neste ambiente e diluir sua população, preservando outras culturas. A sala temática teve também a participação do engenheiro agrônomo Fábio dos Santos conduzindo o tema "Eficiência e custos dos modelos de refúgios no Brasil".

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11º CBA aborda como manejar várias tecnologias para herbicidas em diferentes culturas

06 de Setembro de 2017

Os cultivos do milho, da soja e do algodão usam tecnologias para herbicidas específicas porém, nem todas são compatíveis. Então, como manejar essas culturas mantendo a eficiência de todas sem prejuízos? A resposta a esta questão foi detalhada pelos especialistas Pedro Christoffoleti, da ESALQ/USP e Edson Ricardo de Andrade Junior, do IMAmt durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão, que segue até esta sexta-feira, em Maceió.


"De maneira geral, podemos afirmar que é necessário um manejo específico para não haver conflitos, uma vez que os herbicidas para soja e algodão são semelhantes, mas diferem do milho", explica o coordenador científico do 11º CBA, Eleusio Curvelo Freire. "Mas tudo depende do tipo de tecnologia transgênica utilizada", completa.


Para ele, é importante conhecer os detalhes desse manejo porque esta é uma tecnologia refinada. "Trata-se de extrair o máximo de eficiência de três cultivos cujos herbicidas podem trazer prejuízos, quando mal manejados e muitos benefícios se utilizados da maneira exata. Para quem já escolheu e sabe usar esse caminho, não há volta", finaliza.


Serviço


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Especialista do IMAmt aponta tipos de controle para os nematoides

06 de Setembro de 2017

Os nematoides preocupam a cotonicultura brasileira e, exatamente por isso, o tema esteve em debate no 11º Congresso Brasileiro do Algodão que segue até sexta-feira, em Maceió. Os controles biológicos, genéticos, culturais e químicos foram apresentados na tarde desta quinta-feira (31) por Rafael Galbieri, especialista do IMAmt, Pedro Soares, da Unesp/FCAV e Nelson Suassuna da Embrapa.


Segundo Galbieri, a questão dos nematoides só pode ser solucionada aplicando, de forma integrada, o uso de produtos químicos, o manejo cultural adequado, a escolha de cultivares resistentes ou tolerantes, além do controle biológico da praga e tratos culturais simples. "Associando essas ferramentas é possível minimizar os impactos da infestação de nematoides que, em alguns casos, inviabiliza toda a produção", alerta o especialista do IMAmt.


Na avaliação dele, o ideal é não deixar o nematoide entrar na fazenda, mas, uma vez instalado, o produtor tem que acompanhar e controlar a infestação, tendo como base um conjunto de soluções integradas. "Temos que estar atentos porque nos últimos 10 anos a incidência de nematoides aumentou cinco vezes somente no Mato Grosso e em Goiás. A praga vai continuar se expandindo e, certamente, alcançará outros estados brasileiros. Mas, a utilização dos controles corretos é capaz de minimizar as perdas na produção", explica Galbieri, lembrando que controlar requer monitorar, quantificar e qualificar o nematoide em seus aspectos biológicos, genéticos, culturais e químicos.

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CBA - Agricultura Digital

01 de Setembro de 2017

Toda agricultura é uma revolução. E, como tal, muda a história. No  terceiro dia do 11° Congresso Brasileiro do Algodão (31/08), as inovações tecnológicas foram o centro de grande parte dos debates: desde as chamadas "tecnologias disruptivas", cujo advento foi acelerado com a internet; até as transmissões via satélite e as descobertas nos campos genético e nanotecnológico, passando pela inteligência artificial. Mesmo práticas centenárias, como a rotação de cultura, que revolucionaram a agricultura e até hoje estão na base da sustentabilidade nas lavouras, foram revisitadas na programação. O 11°CBA é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e, nesta edição, reúne em torno de 1,2 mil pessoas na capital alagoana até a sexta-feira, 1° de setembro.



Para falar de agricultura digital, o Congresso colocou em plenária três das empresas mais emblemáticas quando o assunto é inovação. A John Deere, no evento representada pelo diretor de Inovação Tecnológica para a América Latina, Alex Foessel, a Monsanto/ The Climate Corporation, com a presença do líder da Climate para a América do Sul, Mateus Barros, e a brasileira Embrapa, com o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Lúcio André de Castro Jorge. O painel foi mediado pela jornalista Maria Prata, apresentadora do programa Mundo S/A, da Globo News, que destacou a "nova revolução verde", que tem entre as palavras-chave colaboração, conectividade e criatividade.



Um novo ambiente colaborativo entre as empresas desenvolvedoras de tecnologias em produtos e serviços tem permitido, segundo os participantes, entregar soluções cada vez mais precisas para os problemas da lavoura. Entre as novidades, tecnologias que se aprimoram, mas já vêm sendo largamente utilizadas na cultura do algodão, como máquinas que aplicam o insumo na quantidade certa para cada local – sem sobreposição do produto nas áreas já aplicadas –, variedades desenvolvidas em porte e tamanho ajustados aos equipamentos de colheita, integração entre máquinas entre si e destas com os escritórios, com informações e gerenciamento em dispositivos portáteis, como pads e telefones celulares.  O desafio, segundo os participantes, é customizar.



"O agricultor dos Estados Unidos, por exemplo, quer levar todas as informações do escritório para a máquina, enquanto o do Brasil quer que os escritórios tenham total acompanhamento das máquinas em operação. São perfis diferentes e o nosso desafio é atender a todas as demandas. Tecnologias são ferramentas, mas o que importa mesmo é o produto", disse Foessel, que lembrou o impacto do georreferenciamento e do piloto automático nas inovações tecnológicas experimentadas atualmente no campo.



Só o começo



Monitoramento total das lavouras, com informações de clima, incidência de pragas, produtividade por talhão dentre outras, são serviços ofertados por empresas como a The Climate Corporation, startup adquirida pela Monsanto, para embasar as decisões do agricultor. "Todos os dados em um mesmo lugar, na palma da mão e disponíveis quando o produtor precisar; melhoria da gestão nas fazendas e produtividade sendo desvendada diariamente. Tudo isso é só o começo", disse Mateus Barros.



"Tudo o que a gente faz em pesquisa e desenvolvimento é para um Brasil que avança, e que só é possível porque existe um ambiente de colaboração entre as empresas", afirmou Lucio André, da Embrapa. Ele ressaltou que, se antes a falta de informação era um problema para o produtor rural, hoje o perigo é o excesso delas. "Diante disso, importa o processamento correto desses dados", alertou.



A plenária contou com uma série de cases em vídeo, com startups do chamado "AgTech Valley", em Piracicaba, fomentadas, principalmente, graças à produção científica e ao trabalho institucional da EsalqTec. O debate percorreu diversos assuntos, como big data, influência dos drones na agricultura atual e até ética, segurança dos dados e a responsabilidade, que cabe ao setor agrícola, de suprir a demanda mundial por alimentos e fibras para atender a uma população estimada em nove bilhões de pessoas em 2050, segundo a FAO.



Ao final, a mediadora Maria Prata revelou encantamento com o "admirável mundo novo" do agro. "Quando eu termino um programa Mundo S/A, e aprendo muito sobre um assunto, me dá vontade de fazer tudo de novo. Aqui foi a mesma coisa. Já quero saber mais e participar de outro debate assim. Esse é um Brasil que dá certo", disse.

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Inovar para ter mais tempo!

01 de Setembro de 2017











​"Não use velhos mapas para descobrir novas terras". A recomendação é de  Gil Giardelli, estudioso de cultura digital, educador e web ativista que hipnotizou a plateia da plenária sobre inovação na manhã da quinta-feira (31) no 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA). Segundo ele, o futuro chegou e a era da inovação é sinônimo de reinventar até a si mesmo.



Giardelli afirma que, no mundo dos negócios, o universo do lucro precisa ceder espaço ao 'universo do propósito'. "Por isso, as associações e grupos de produtores devem se movimentar para promover o choque de inovação e ter em mente que nenhum de nós, sozinho, é tão bom ou inteligente quanto todos nós juntos", enfatizou. "O Brasil já tem muitos críticos, então, está na hora dos mais inovadores", disse.



De acordo com o palestrante, para inovar, o ser humano não pode estar preso às regras e convenções, porque não se pode mudar o mundo sendo obediente. "Parece um paradoxo, mas isso também é inovação. Primeiro, você ri dela; depois você desacredita ou tenta controlar, e, por fim, se arrepende de não ter feito parte", argumenta. Para Giardelli, o papel de associações como a Abrapa, representante dos cotonicultores, é criar plataformas de inovação, apontando tendências e criando novos conceitos para a produção e a indústria. "Hoje já existem inovações voltadas para as roupas inteligentes, que unem atributos de saúde, tecnologia e vestuário. Onde entra a cadeia do algodão nisso? Reinventar-se é preciso", recomenda.



Ele citou palavras e expressões como desconexão, destruição criativa e desglobalização, que, a seu ver, não são conceitos antagônicos, mas inovadores. "As pessoas querem produto e diferenciação. Daí, a necessidade de investir e colocar em prática as novas ideias. Porque se você apenas pensa e não faz, outras pessoas farão. De 400 indivíduos tendo a mesma ideia no mundo, apenas uns três vão agir", pondera.



Inovação, para Giardelli, é fazer de tudo para ter mais tempo e ficar com as pessoas amadas. "É trabalhar por um mundo melhor, entendendo que a cada emprego que se perde atualmente, outros três são criados com a cultura digital. Assim, a inovação surge como aliada para essa nova era", concluiu o palestrante, que encantou adultos e até crianças na plateia com um pequeno robô.



Retorno para o produtor



Se nas plenárias da manhã o CBA abordou as tecnologias disruptivas, que aproximam o agro da ficção científica, e o pensar criativo na busca de soluções, a programação da tarde tratou das especificidades dos temas no plano da transgenia e das inovações eletrônicas e digitais que já estão em uso, com resultados positivos e mensuráveis para a rentabilidade do produtor.



Segundo o coordenador científico do 11° Congresso Brasileiro do Algodão, Eleusio Curvelo Freire, o público dessa sala buscou soluções em curto prazo para aumentar a produtividade nas lavouras. Os temas foram coordenados pelo pesquisador do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), na França, e lotado na Embrapa Algodão, Marc Giband, apresentando inovações em biotecnologia para o algodoeiro. Além dele, participaram Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação, tratando de inovações em agricultura de precisão para a cotonicultura, e Milton Ide, da Ide Consultoria, que abordou as tecnologias para gestão e controle de processos. "O tema central do congresso – inovação e rentabilidade – coroou esse dia", sintetizou Eleusio Freire.





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