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Algodão que comporá as amostras-padrão de rechecagem das máquinas de HVI chega ao CBRA

08 de Maio de 2017

O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão – CBRA, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), já recebeu a primeira carga de algodão em pluma. Foram 115 fardos, adquiridos pela associação nos estados da Bahia e Goiás, que serão transformados em amostras de rechecagem, para servir de parâmetros oficiais nos laboratórios que fazem análise de fibra para produtores de algodão,  como parte do Programa Standard Brasil HVI – SBRHVI. Inaugurado em dezembro de 2016, o CBRA começará a operar já na safra em curso (2016/17).


O modelo logístico da rechecagem com o envio das amostras aos laboratórios simplifica o processo e minimiza os riscos de atraso e mesmo de extravio das remessas em relação ao modelo idealizado inicialmente, que previa o recebimento, no CBRA, das amostras dos laboratórios. Hoje existem 13 centros de análise de High Volume Instrument (HVI) no Brasil, e 63 instrumentos do tipo disponíveis no território nacional. No dia 26 de março, representantes de todos os laboratórios que fazem parte do SBRHVI reuniram-se na sede da Abrapa para conhecer melhor, avaliar e validar as regras que regerão o programa, lançado em outubro do ano passado, em Liverpool, na Inglaterra.  O CBRA é um dos três pilares desta iniciativa, sendo os outros o Banco de Dados da Qualidade e a Orientação Técnica aos Laboratórios de HVI brasileiros.


As amostras de rechecagem produzidas no CBRA chegarão aos laboratórios com as dimensões necessárias e adequadas para análise. Terão sido aferidas pelas  duas máquinas de HVI do centro, e ao serem analisadas pelos equipamentos dos laboratórios participantes, na proporção de 1% das análises feitas durante toda a safra, servirão de base para a calibração de todos os instrumentos que analisam o algodão dos produtores associados às estaduais que compõem a Abrapa. De acordo com o gestor do Programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, os laboratórios deverão inserir a amostra de rechecagem a cada 100 fardos analisados. "Os índices aferidos anteriormente têm de ser os mesmos da amostra. Se os dados não baterem, algo está errado com o instrumento. A Abrapa terá essas informações, notificando e orientando os laboratórios para a padronização", explica.


O novo modelo logístico, contudo, não invalida a chamada checagem cruzada, que será definida por sorteio. Nesse caso, o laboratório escolhido terá de enviar as amostras selecionadas para o Centro. Para tabular os dados, permitir uma visão abrangente das análises e favorecer o desenvolvimento do Programa Standard Brasil HVI – SBRHVI, a Abrapa contratará uma empresa para elaborar o estudo estatístico dos dados levantados e estabelecer os parâmetros de desvios e tolerâncias para o algodão brasileiro.


"Esse é mais um importante passo para padronização e a verificação da qualidade do nosso algodão, o que, consequentemente, contribuirá para reforçar a credibilidade do produto no mercado internacional", afirma o presidente da Abrapa,  Arlindo de Azevedo Moura.


O Centro


O CBRA foi inaugurado pela Abrapa em Brasília, em 6 de dezembro de 2016, ao final do mandato do ex-presidente João Carlos Jacobsen Rodrigues. Para a construção da estrutura e instalação do laboratório, foram investidos em torno de R$ 9 milhões, de um total de R$50 milhões já aplicados pela Abrapa e suas associadas no Programa de Qualidade.


O Centro é equipado com duas máquinas de HVI e capacidade de analisar 800 amostras por dia. Essa é a tecnologia mais avançada e recorrente no mundo para a classificação de algodão. Ela avalia com precisão características intrínsecas e extrínsecas da fibra, como comprimento, resistência, uniformidade, espessura, reflectância, dentre outras, minimizando a subjetividade da classificação visual, que continua existindo, em paralelo ao HVI. No CBRA, todo o ambiente é controlado para atingir e manter as condições ideais de temperatura e umidade para a análise.


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Em Audiência Pública, Abrapa contesta cobrança do Funrural sobre receita bruta do produtor pessoa física.

05 de Maio de 2017

"Taxar a renda bruta significa taxar os insumos agropecuários. E é graças a eles, a essas tecnologias, grande parte do sucesso do setor, e das práticas que garantem a conservação do meio ambiente e a viabilidade econômica do negócio. Taxar a renda bruta é ignorar que os agricultores brasileiros têm o compromisso de se superar em todas as safras para serem competitivos". Essas considerações, a respeito da constitucionalidade da cobrança da Contribuição Social Rural, o Funrural, sobre a renda bruta do produtor rural pessoa física, foram feitas hoje  (03/05) pelo vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cézar Busato, durante a Audiência Pública realizada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, na qual compõe a mesa, representando a Abrapa como expositor.


Representantes das diversas associações estaduais ligadas à Abrapa estiveram presentes na audiência, que atende aos requerimentos de n.º 350/2017, de autoria do deputado Luis Carlos Heinze  -  PP/RS e outros, e de n.º 351/2017, de autoria do deputado Jerônimo Goergen – PP/RS, que ocorreu no Auditório Petrônio Portela, do Senado Federal, em Brasília-DF.


Desde que o STF julgou constitucional, no dia 30 de março, o pagamento do Funrural, a Abrapa tem se posicionado contra o tributo, que vai de encontro à decisão tomada pelo próprio STF em 2010, quando o imposto foi julgado inconstitucional. Busato ressaltou em sua fala a insegurança jurídica causada pelo recente posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF), que, além de instituir um novo tributo, cuja natureza tem sido questionada, gerou um grande passivo para o produtor rural, tanto para os que – amparados por ações judiciais contra o pagamento do Funrural – deixaram de pagar a contribuição previdenciária, quanto para os que a depositaram em juízo.


 


Lucratividade comprometida


 


Em sua fala, Júlio Busato apresentou o impacto do Funrural sobre a lucratividade do cotonicultor. Segundo o vice-presidente da Abrapa, para plantar um hectare de algodão, o produtor de algodão tem um custo de R$7,8 mil, com faturamento médio estimado de R$8,5 mil, considerada a cotação atual de US$0,70 por libra-peso, e a produtividade média de 240 arrobas de algodão em capulho por hectare. Isso gera uma lucratividade média de R$700. Nessas condições, o Funrural, cuja alíquota é de 2,1%, calculado sobre o faturamento bruto do produtor, equivale a R$178,50. "São 26% sobre a receita bruta do produtor!", alerta Busato.


A Abrapa defende a criação de um Projeto de Lei que altere a Lei 8.212, de 24 de julho de 1991, e permita que o empregador rural possa optar por recolher as contribuições previdenciárias sobre a receita da atividade ou sobre a folha de pagamentos.


"Essa discussão é extremamente importante para a democracia e deveria ter precedido o a votação do dia 30 de março. Nós, produtores rurais, nunca nos furtamos a pagar os impostos que nos cabem, desde que eles sejam justos. Esperamos contribuir para uma solução que corrija os problemas que o Funrural, da forma como foi aprovado, traz para o setor", disse o presidente da Abrapa, Arlindo Moura.


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TMG lançará nova cultivar no 11Congresso Brasileiro do Algodão

02 de Maio de 2017

Qualidade de pluma, alto rendimento e resistência a doenças como a ramulária são alguns dos diferenciais da nova cultivar que a Tropical Melhoramento & Genética (TMG) vai apresentar no 11° Congresso Brasileiro do Algodão, o 11° CBA. Batizado de TMG44B2RF, o lançamento é uma variedade transgênica, com tecnologia Bolgard II RR Flex da Monsanto, e estará disponível para os cotonicultores na safra 2017/18. No CBA, o público não terá como adquirir a cultivar, mas poderá conhecer suas características, com assessoria dos técnicos e executivos da empresa presentes ao evento, que é realizado pela Associação Brasileira do Produtores de Algodão (Abrapa). Nesta edição, o CBA acontece entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro de 2017, em Maceió (AL).


"Esta é a vantagem de estar presente em um acontecimento que reúne toda a cadeia produtiva. Podemos divulgar intensamente e de forma personalizada os nossos produtos para um público estratégico para os nossos negócios", diz o diretor presidente da TMG, Francisco José Soares Neto, sobre a participação recorrente da empresa no Congresso Brasileiro do Algodão.


Segundo Neto, a cadeia produtiva do algodão investe muito em tecnologia e todos os elos se encontram no CBA.  "O congresso é uma excelente oportunidade de relacionamento e, também, uma ótima vitrine para o nosso portfolio de produtos. Em especial, para os lançamentos", afirma.


Francisco Neto acredita que as estimativas positivas para a safra 2016/17 devam aquecer ainda mais esta edição do CBA. "O Brasil tem condições de multiplicar muitas vezes a área plantada com a cultura do algodão, podendo, inclusive, investir mais na verticalização da cadeia produtiva. Isso só se faz com tecnologia, o que torna essenciais eventos como o CBA", conclui.


Com atuação nacional e foco regionalizado, a TMG é uma empresa obtentora de germoplasma genuinamente brasileira. Seus sócios são produtores rurais que investem a cada ano mais de R$ 90 milhões em pesquisa e desenvolvimento.


A Abrapa comemora a renovação da parceria da empresa mato-grossense com o evento. "A TMG é uma companhia robusta e de grande importância para a cotonicultura nacional. Essa parceria, sempre renovada, no Congresso Brasileiro do Algodão nos deixa muito satisfeitos", ressalta o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura.


Para saber mais sobre o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), programação, inscrições, submissão de trabalhos, etc., acesse: www.congressodoalgodao.com.br


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Selos ABR para a safra 2016/2017 já estão liberados para solicitação

24 de Abril de 2017

Os produtores certificados e aprovados no programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), safra 2016/2017, poderão solicitar os selos ABR para aplicar aos seus fardos, a partir de 24 de abril. A solicitação deverá ser feita por meio do Sistema SAI - Sistema Abrapa de Identificação, na aba "Pedidos Selo ABR", no endereço http://sinda.abrapa.com.br



Todos os produtores aderidos ao programa ABR, independentemente da safra de certificação, deverão utilizar o mesmo login e senha do "aceite no sistema ABR, realizado no início da safra. Ao acessar o sistema, o produtor terá dois ícones disponíveis: SAI e ABR. Clicando no ícone SAI, será possível fazer a solicitação pela aba "Pedidos de Selo ABR". Acesse o link do Manual Pedidos de Selo ABR - Safra 2016-2017 - Perfil Produtor no endereço http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/sistema-de-gerenciamento-abr.aspx



É importante que o produtor já tenha definido, dentre as gráficas credenciadas, a que irá imprimir e fornecer os seus selos. A relação destas gráficas está disponível no portal da Abrapa, no endereço http://www.abrapa.com.br/Paginas/sustentabilidade/certificado-e-selo-abr.aspx



Em caso de dúvida ou problema em relação aos Selos ABR, favor entrar em contato com Fernando Rati ou Áquila Estevão, através dos contatos abaixo:

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NOTA DE APOIO AO MINISTRO BLAIRO MAGGI

24 de Abril de 2017

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acredita que o Brasil passa atualmente por um dos mais importantes momentos da sua história. A disposição para apurar as denúncias de corrupção nas esferas pública e privada, independentemente do partido a que pertencem os acusados, mostra maturidade política, transparência e o desejo de reconstruir em novas bases a nossa grande nação. Mas é preciso cautela para evitar as injustiças que o julgamento precipitado, sobretudo da opinião pública, não raramente ocasiona.


A tecnologia, a internet e o advento das redes sociais potencializaram sobremaneira o poder de propagação das informações, mas a rapidez com que elas "viralizam" é, ao mesmo tempo, uma grande virtude e um perigo. Um exemplo recente do impacto da disseminação maciça, irresponsável e veloz de informações equivocadas aconteceu com a cadeia produtiva da carne, que por pouco não sucumbiu ante os boatos. A situação foi contornada, mas não sem sérios prejuízos à economia brasileira, às relações exteriores e à imagem do país.


Somos a favor da Operação Lava Jato e desejamos que a verdade venha à tona e os culpados sejam condenados. Mas, até que o sejam, é preciso que se respeite o princípio constitucional da presunção da inocência. Dentre os nomes citados na Operação, está um grande produtor rural. Grande não apenas pelo porte das suas atividades agrícolas e patrimônio, mas pela seriedade com a qual tocou o seu negócio e ajudou o Brasil a se tornar a potência agrícola que é hoje. Pelo conhecimento e competência tantas vezes comprovados, foi escolhido para ocupar o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Com esta nota, vimos a público reforçar a nossa admiração pelo cidadão, cotonicultor, agropecuarista, empresário e político Blairo Maggi.


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Congresso Brasileiro do Algodão deverá ser marco para a divulgação da nova fase da Monsanto

07 de Abril de 2017

O 11° Congresso Brasileiro do Algodão – CBA – evento realizado pela Associação Brasileira do Produtores de Algodão (Abrapa) que, nesta edição, acontece entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro de 2017, em Maceió (AL), deverá ser o marco de apresentação da nova fase da empresa Monsanto. No CBA, produtores rurais, técnicos e profissionais do setor algodoeiro vão conhecer a nova identidade visual do algodão da companhia, as estratégias da empresa para a cultura, as dimensões dos investimentos globais a serem aportados em pesquisa e desenvolvimento nos próximos anos e também terão acesso a mais informações sobre a nova tecnologia Bolgard III, recentemente aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), mas que ainda não estará disponível no evento, pois segue em processo de registro.



Em sua passagem pelo Brasil no final de março, quando se reuniu com os dirigentes da Abrapa, o CEO Global da Monsanto, Hugh Grant, afirmou que, após as aprovações regulatórias, Monsanto e Bayer, juntas, investirão em torno de US$2,5 bilhões em P&D, em âmbito global, em cinco plataformas: melhoramento genético, biotecnologia, biológicos, proteção de cultivos e agricultura digital, para soja, milho e algodão. "Trata-se de um novo impulso, que será muito favorável ao setor", afirma o CEO para a América do Sul, Rodrigo Santos. No Brasil, a multinacional mantém 22 estações de pesquisa para a agricultura tropical, nas quais atuam 400 pesquisadores.



Ainda de acordo com Rodrigo Santos, o país é um mercado estratégico e o bom relacionamento com a Abrapa torna as decisões da multinacional mais acertadas.  "A Abrapa faz um trabalho fantástico na liderança do setor, sendo uma das mais profissionais associações de produtores rurais do Brasil. O trabalho de promoção do algodão brasileiro nos mercados interno e externo, por exemplo, contribui para o desenvolvimento e fortalecimento de toda a cadeia produtiva. Dentre essas ações, destacamos o CBA, um importante vetor de difusão de tecnologia e vitrine do que há de mais novo para a cotonicultura", afirma o executivo.



Para o presidente da Abrapa e também do Congresso Brasileiro do Algodão, Arlindo de Azevedo Moura, a Monsanto participa ativamente desde o início da moderna cotonicultura no Brasil e o sucesso da atividade está muito relacionado à multinacional. "A empresa é uma parceira de longa data do CBA, e, nesta edição, esta participação será ainda mais especial. Esperamos que seja esclarecedora para o cotonicultor e para toda a cadeia produtiva", afirma Arlindo Moura.



De acordo com o líder de Negócios em Algodão da Monsanto no Brasil, Eduardo Navarro, o estande da empresa no CBA reflete a nova fase. "Ele já foi configurado nos novos padrões de identidade visual e dispõe de infraestrutura para atender bem à cadeia produtiva e favorecer a difusão de informações. Será equipado com plenário e sala de reuniões, onde apresentaremos a estratégia da Monsanto, reafirmando o nosso compromisso com o setor", conclui Navarro.



Para saber mais sobre o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), programação, inscrições, submissão de trabalhos, etc., acesse: www.congresso

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Mapa divulga nova lista de Prioridades para o Registro de Defensivos

05 de Abril de 2017

Na última sexta-feira (31/03), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou a nova lista de Prioridades para o Registro de Defensivos Químicos para as lavouras brasileiras, no âmbito da Portaria 163/15. Na pauta, 53 produtos e tecnologias voltados à sanidade dos vegetais, ranqueados como os de maior demanda de celeridade nos processos de análise técnica, uma vez que se mostram potencialmente mais eficientes para o controle fitossanitário das pragas definidas pelo Ministério como as de maior risco à culturas agrícolas nacionais: bicudo do algodoeiro, ferrugem da soja, mofo branco, lagarta helicoverpa, mosca branca, nematoides e ervas daninhas resistentes.



As prioridades foram estabelecidas com o apoio das entidades representativas do setor algodoeiro, através da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja), que formaram um grupo de trabalho para esta finalidade. A lista divulgada em março de 2016 ainda está valendo, mas os produtores consideram que, embora vasta, ela não atendia às necessidades reais dos agricultores.



"Essa nova relação do Mapa é de grande relevância para os cotonicultores, na medida em que, ao eleger prioridades, evita o dispêndio de tempo. As pragas elencadas como prioritárias, mais que ameaçar a sustentabilidade do produtor rural, põem em risco a economia nacional", pondera o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura. Ele cita o grande poder destrutivo do bicudo do algodoeiro que, se não controlado adequadamente, pode acarretar perdas totais nas lavouras de algodão. Da mesma forma, a lagarta helicoverpa, cujo recente aparecimento trouxe prejuízos bilionários ao setor.



"O plano de manejo de pragas e ervas daninhas demanda um leque variado de produtos para evitar a resistência causada pelo uso intensivo e prolongado dos mesmos princípios ativos. A diversificação de defensivos no mercado também proporciona um natural ajuste de preços, com redução no valor desses insumos, diminuindo o custo de produção e beneficiando todas as cadeias produtivas", conclui Arlindo Moura.

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Prováveis cortes de investimento e oferta de crédito para o próximo Plano Safra preocupam produtores de algodão Resumo

31 de Março de 2017

Orçamento restrito, devido à crise econômica, e perspectivas de cortes nos programas de subvenção ao seguro rural e de recursos para o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como contingenciamento atrelado à necessidade de cumprimento das metas pelo governo. Essas foram algumas das sinalizações do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, em sua participação na última quarta-feira (29), da reunião ordinária de número 46 da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, na sede do Mapa, em Brasília. Por outro lado, o secretário destacou uma tendência real de redução das taxas de juros para o Próximo Plano Safra,  considerando que o Conselho Monetário Nacional aponta para uma redução progressiva de juros no país. Geller foi convidado a participar da sessão, na qual antecipou um panorama do próximo Plano Safra, previsto para ser lançado pelo Governo Federal até junho.


As notícias de "tempos difíceis" deixaram apreensivos os membros da Câmara, pois impactam, justamente, sobre alguns dos principais pleitos dos cotonicultores, representados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A Câmara congrega desde a produção agrícola até a indústria têxtil e de confecções.


Dentre as bandeiras defendidas pela Abrapa, está a elevação do Preço Mínimo do algodão dos atuais R$54,90/arroba para R$74,76/arroba. O valor de referência proposto para os leilões da Conab foi calculado de acordo com os custos atuais de produção da commodity em um estudo assinado pela Abrapa e suas associações estaduais, Cepea/USP e CNA. De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, a elevação é uma necessidade, ainda que, no momento atual, não haja nenhuma previsão de necessidade de subvenção através do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) de milho e algodão. "Ajustar o valor, que está defasado, é uma segurança para o agricultor de algodão e milho para que, no caso de uma eventual necessidade, este não fique descasado da realidade do agricultor. Mas o que ficou claro na apresentação de Neri Geller é que não há provisionamento para este ajuste agora, sendo a prioridade do governo o seguro rural voltado ao pequeno produtor", afirmou.


A Câmara propôs, ainda, um preço mínimo diferenciado por região produtiva, para o algodão, como já acontece com o milho. "O custo de produção varia muito por estado produtor. Na Bahia, por exemplo, onde se faz uma única safra de algodão, o custo de produção é mais alto do que em Mato Grosso, que faz duas safras. Entender essa diferença e estabelecer preços mínimos diferenciados faz com que o programa seja mais justo e eficaz", explica Moura.


Em defesa dos recursos destinados à produção de algodão, os membros da Câmara argumentaram a importância social e econômica do setor produtivo, que, em sua avaliação, deve ser preservado dos cortes orçamentários. Mas o alerta do secretário de Política Agrícola do Mapa foi de que, a depender da situação econômica do país, não haverá avanço no crédito em relação ao Plano Safra 2016/2017.


Dentre as boas notícias de Neri Geller, a liberação do crédito denominado "extra teto" para grandes produtores, com juros equivalentes ao do crédito rural – uma demanda da Abrapa através Câmara Setorial –, a manutenção do programa Moderfrota, o investimento em tecnologia de informação para integrar os dados do setor, com o programa Inovagro, e o incentivo ao financiamento de armazéns, silos e secadores para soja, milho e arroz. Este último também uma bandeira da Câmara Setorial. "É uma necessidade evidente. Cada safra cheia que fazemos gera uma crise logística. Sem estradas e armazéns, os grãos se perdem em cima dos caminhões", afirma o presidente da Abrapa.


Homenagem


A reunião foi a última da Câmara Setorial do Algodão e Derivados sob o comando do cotonicultor João Carlos Jacobsen Rodrigues, que presidiu a Abrapa no biênio 2015/2016. Pioneiro no plantio de algodão no Oeste da Bahia, Jacobsen deixou o posto com uma homenagem prestada pelas sua atuação à frente da Câmara e em prol da cotonicultura nacional. No dia 30 de março, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assinou uma Portaria nomeando Arlindo de Azevedo Moura o novo presidente da Câmara Setorial.

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NOTA DE REPÚDIO - FUNRURAL

31 de Março de 2017

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) recebe com grande insatisfação a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) acerca da constitucionalidade da contribuição social rural de empregador pessoa física, o Funrural, feita à revelia da Constituição e em desfavor do setor produtivo, que tem se mostrado, hoje mais do que nunca, o pilar que sustenta a economia da nação.







Entendemos que o resultado da votação se deu por critérios políticos e não técnicos, o que espelha o afã do Governo Federal em melhorar a arrecadação, ainda que, para isso, não se atente aos princípios de igualdade e isonomia tributária entre os contribuintes urbanos e rurais. Embora patente, o entendimento do STF acaba por legalizar o vício jurídico quanto à criação do tributo por Lei Ordinária, quando, de fato, deveria ter sido por Lei Complementar.


Os produtores brasileiros não se eximem de suas obrigações tributárias, mas defendem que toda exigência deva atentar aos preceitos legais, sobretudo, de justa e isonômica, o que não ocorre quando a cobrança do Funrural é feita sobre a receita bruta do agricultor e não sobre a folha de pagamentos. O ônus dessa decisão se soma aos muitos desafios que o setor enfrenta diariamente, com a logística deficitária, a insegurança jurídica, o anacronismo da legislação trabalhista, a morosidade das instituições públicas, dentre outros. Não nos tornaremos vítimas passivas das circunstâncias. Estamos atentos e proativos para a reparação desta grande injustiça.


Brasília, 31 de março, de 2017


Arlindo de Azevedo Moura
Presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão ­ Abrapa






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Amipa apresenta sua nova sede em Uberlândia

30 de Março de 2017

Uma estrutura de primeiro mundo. Esse é o melhor conceito para definir o novo prédio que abriga a sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão – Amipa, em Uberlândia, Minas Gerais. A obra custou cerca de R$ 9 milhões, tem mais de 2.500 m² de área construída em um terreno de 6.000 m², localizado na rua Francisco Cândido Xavier, 50, no bairro Alto Umuarama II, zona Leste da cidade. A construção abriga centro administrativo, auditórios, museu e dois laboratórios de analise e pesquisa – Minas Cotton e Biofábrica -, entre outras instalações, e foi projetada e erguida seguindo um conjunto de medidas que visam a sustentabilidade da edificação, tais como, ventilação cruzada, reuso de água e eficiência energética, por meio de células fotovoltaicas.


Ocupada desde o ano passado – antes a filial funcionava na cidade em imóvel alugado -, a nova sede da Amipa em Uberlândia será inaugurada oficialmente no próximo dia 30 de março, em evento programado para as 20 horas e que terá a presença de autoridades, associados, entre outros convidados.


A modernidade e características sustentáveis do novo prédio renderam à Amipa e ao arquiteto autor do projeto arquitetônico, Luiz Márcio, da Destra Arquitetura, o 1º lugar na categoria Projeto Comercial e Predial, na 10ª edição do Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa promovido pela Flex Eventos, em São Paulo, em outubro de 2013, quando a obra estava ainda em construção. O prêmio é o mais importante na área da arquitetura para edifícios corporativos da América Latina.


A construção de uma sede própria para abrigar a filial da Amipa em Uberlândia era um desejo antigo da diretoria da associação. Os primeiros passos para essa conquista começaram ainda em meados de 2012, quando a então diretoria representada pelos senhores Ângelo Dias Munari, presidente, Inácio Carlos Urban vice-presidente e Lício Augusto Pena de Sairre, diretor executivo, conseguiram junto ao prefeito da época, Odelmo Leão, a doação da área de 6.000 m² na zona leste da cidade, onde em janeiro de 2016 foi concluída a obra. Naquele mesmo mês, no mandato de Munari, a Amipa se transferiu para o novo prédio onde iniciaram as atividades de ambos os laboratórios na nova edificação, gerando pesquisas, desenvolvimento e empregos. Agora no fim de março, ocorre a inauguração oficial da nova sede. Cabe destacar que a realização da obra contou com o apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).


A nova filial da Amipa em Uberlândia possui 2.507 m² de construção, erguida em dois pavimentos, e abriga o centro administrativo, auditórios com capacidade para 90 lugares, duas filiais tecnológicas (um laboratório de análise de fibras de algodão e outro de controle biológico de pragas), museu, área de descompressão, salas de reuniões, ambientes administrativos entre outras dependências. Essa estrutura é servida por um estacionamento para mais de 70 veículos. No local, trabalham diariamente cerca de 25 funcionários, incluindo 21 apenas na Biofábrica. Em período de safra, o número sobe em cerca de 40 trabalhadores, principalmente por conta do aumento das atividades no laboratório Minas Cotton, que é considerado um dos mais modernos e precisos do mundo em análise de fibras do algodão.


Nova sede da Amipa tem estrutura futurística


Assinado pelo arquiteto Luiz Márcio Carvalho, o projeto da nova sede da Associação Mineira dos Produtores de Algodão - Amipa recebeu pelo maior número de votos em sua categoria o primeiro lugar no Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa, realizado pela Flex Eventos em São Paulo. Uma conquista resultante da união entre a associação e o autor do projeto.


Com 2.507 metros quadrados, a nova sede foi concebida para abrigar o também premiado laboratório Minas Cotton da associação, que classifica a fibra do algodão e certifica os produtores para comercialização no mercado nacional e internacional. Com espaços interativos, como o museu do algodão, e oficina de treinamentos para trabalhadores da cotonicultura os espaços se complementam para a valorização dos associados produtores do estado mineiro.


O local da construção fica em um importante eixo comercial da Zona Leste de Uberlândia, com acessos facilitados – incluindo as BRs 050 e 365 - e proximidade ao aeroporto da cidade proporcionando comodidade a todos que fazem uso das instalações. A nova sede conta ainda com o museu do algodão, um espaço para interação com a sociedade, aberto para que estudantes e a população possam conhecer a história do algodão e seus processos de produção.


O produto símbolo da associação, o algodão, é traduzido na fachada da construção por cores e formas que criam a identidade visual da edificação. O prédio apresenta ainda sustentabilidade prática com reuso de águas pluviais, otimização de iluminação natural e ventilação cruzada proporcionando em todos os ambientes uma atmosfera agradável de conforto climático e uso racional de energia, com apoio de células fotovoltaicas (em fase de instalação).

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