Voltar

Defensivos Agrícolas

19 de Setembro de 2017

A terça-feira (19/09) de trabalhos de articulação em defesa da cotonicultura e do agro em Brasília terminou com uma audiência com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, da qual também participaram os deputados federais Celso Nishimori e Nilson Leitão, e, pela Abrapa, o presidente Arlindo Moura, os conselheiros consultivos e ex-presidentes da entidade, Gilson Pinesso e Sérgio De Marco, que também é ex-assessor especial do MAPA, o presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, o vice-presidente da Ampa, Eraí Maggi, e o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Também estiveram presentes representantes do Sindiveg, Andef, Anda e CCAB.


Na ocasião o deputado Luiz Nishimori (PR/PR) apresentou ao ministro a proposta de substitutivo do projeto 6299/02 da Comissão Especial dos Defensivos Fitossanitários. O parlamentar é relator da Comissão e Coordenador de Relações Internacionais da FPA. A proposta apresentada, de acordo com o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, foi amplamente discutida por um grupo de trabalho composto por representantes da indústria e do setor produtivo, tendo sido apresentada e discutida na   Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA), do Mapa, que é coordenada pela Abrapa.


Com o PL em mãos, o ministro poderá argumentar com os demais órgãos envolvidos no registro de defensivos – Anvisa e Ibama – em favor das mudanças propostas no sistema. A expectativa é de que o relator conclua o trabalho em, no máximo, 30 dias.


Ao mesmo tempo, ficou acordado entre os presentes que a Medida Provisória que propõe a adoção da metodologia de análise de risco para o registro de defensivos e que, atualmente, encontra-se na Casa Civil, será encaminhada imediatamente para o Congresso Nacional, visando a institui-la imediatamente, enquanto o Projeto de Lei tramita pelas comissões, na Câmara dos Deputados e no Senado.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa inicia agenda de visitas de verificação dos laboratórios de HVI em seis estados

19 de Setembro de 2017

Com a chegada nesta segunda-feira (18/09) ao laboratório de classificação de fibra da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) dá início ao calendário de visitas de verificação dos laboratórios que fazem parte do programa do Standard Brasil HVI (SBRHVI). Lançado em 2016, o SBRHVI visa a parametrizar e garantir credibilidade e transparência aos resultados obtidos nos laboratórios de classificação de algodão que atendem aos produtores brasileiros, fortalecendo, consequentemente, a imagem da fibra nacional. Nesta etapa, serão ao todo 12 laboratórios e 57 equipamentos conferidos nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Mato Grosso e São Paulo.



No escopo do SBRHVI, as visitas aos laboratórios fazem parte do "terceiro pilar", que envolve a capacitação, orientação, treinamento e atendimento aos laboratórios participantes do programa. Os outros dois pilares são o Banco Nacional de Dados da Qualidade do Algodão Brasileiros e o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), que foi inaugurado em Brasília, em dezembro de 2016.



De acordo com o gestor do programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, essa agenda de visitas tem importância fundamental nesta etapa do SBRHVI. "Trata-se da safra-piloto: a primeira desde a implantação do CBRA. Nosso desafio é harmonizar as práticas nos laboratórios, e isso passa por uma série de verificações e requisitos que precisam ser cumpridos. Já foram realizadas 4,4 mil análises do algodão de checagem, o que representa em torno de 885 mil amostras de produtores.  Os laboratórios estão empenhados em fazer o melhor e tenho certeza de que as visitas serão muito produtivas", afirma Mizoguchi.



O algodão de checagem são as amostras-padrão produzidas no CBRA, com algodão brasileiro, e distribuídas aos laboratórios participantes do programa. Elas são postas em análise a cada 200 classificações por instrumento de HVI, e a coincidência entre os índices apurados com os números do padrão revelam o bom funcionamento do equipamento.



O gerente do laboratório da Agopa, Rhudson Assolari, considerou positivo o resultado da visita. "Sempre há oportunidade de melhorias. Controle de qualidade é algo que nunca está concluído definitivamente. Os desafios se renovam e se tornam mais complexos. De quando comecei a trabalhar com análise, há 17 anos, até hoje, quase tudo mudou. O processo é muito mais profissional, as estruturas evoluíram muito. Por isso, a aprendizagem tem de ser constante", diz.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Palestras do 11° CBA já estão disponíveis no site e no app do congresso.

15 de Setembro de 2017

O 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA) acabou, mas as informações difundidas entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro podem ser exploradas em detalhes pelos produtores de algodão do Brasil no site do evento www.congressodoalgodao.com.br e no aplicativo do CBA, disponível para smartphones IOS e Android. Nesses espaços virtuais, os congressistas também já podem imprimir seus certificados de participação. O 11° CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e foi sediado, em 2017, em Maceió, com participação efetiva de 1,4 mil inscritos, e programação que incluiu 72 palestras, proferidas por 94 profissionais renomados em suas áreas de atuação.



Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o conhecimento gerado pelo evento é tão importante, após a sua realização, quanto durante. "É quando o cotonicultor, depois de ser exposto a uma grande quantidade de informações nos quatro dias de programação, pode, aprofundar nos temas que lhe despertaram mais interesse", afirma.  Moura diz que, estrategicamente, o CBA ocorre no período entre o final de uma safra e o momento crucial de decisões que antecede o início de um novo ciclo. Ele pontua o crescimento esperado de 17% em área plantada e volume de pluma para a safra 2017/18 como um forte demandador das informações técnicas do congresso.



De acordo com o coordenador científico do CBA, Eleusio Curvelo Freire, salvo raros casos em que o palestrante não disponibilizou as apresentações para a organização, quase todo o conteúdo que foi apresentado já está à disposição do produtor rural, e boa parte desse material são estudos com resultados mensurados, inclusive do ponto de vista econômico. Dentre os assuntos que mais têm despertado o interesse do cotonicultor, Freire destaca o controle biológico de pragas com a vespa Trichogramma sp, que vem se revelando uma importante arma biológica contra o complexo de lagartas, assim como vírus e bactérias, cada vez mais presentes no chamado manejo integrado de pragas e doenças das lavouras de algodão, milho e soja. As técnicas voltadas ao uso do solo para evitar a compactação e incrementar o teor de matéria orgânica também recebem, segundo o coordenador, grande atenção, assim como as palestras que se referem ao combate e controle de nematoides.



Viável refúgio



As boas práticas no plantio de algodão, no contexto de inovação e rentabilidade que pautou o 11° CBA,  estão no radar do produtor, e se encontram nos resumos das apresentações disponibilizadas pela Abrapa. É o caso da importância das chamadas áreas de refúgio preconizadas pelo Comitê Internacional de Manejo de Resistência (IRAC) para evitar o desenvolvimento de lagartas – sobretudo a helicoverpa – resistentes ao gene da bactéria Bacillus thuringiensis (Bt), presente no algodão geneticamente modificado contra pragas de insetos.



Segundo o diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, que explanou sobre o tema no 11° CBA – junto com o especialista em Ciências Biológicas, Alexandre Specht e o engenheiro agrônomo Fábio dos Santos – na síntese de sua palestra o cotonicultor pode dirimir, com evidências mensuráveis, dúvidas sobre a viabilidade econômica da orientação técnica sobre a manutenção de 20% de área de algodão livre de Bt próximas às lavouras geneticamente modificadas com essa tecnologia.



"Nesse material estão dados de diversos produtores, em várias regiões, provando justamente que o risco maior de inviabilizar economicamente a lavoura está em não adotar essa prática", diz Celito Breda. Segundo ele,  as áreas de refúgio, quando implantadas de forma estruturada, favorecem o cruzamento de lagartas que se alimentam de plantas com a tecnologia, com outras que não comem o algodão Bt, aumentando a diversidade genética. "O resultado são indivíduos heterozigotos, que serão susceptíveis às proteínas Bt, evitando que se desenvolvam e propaguem gerações de insetos resistentes a esse OGM", explica Breda, da consultoria Circulo Verde. Para o expert, a adoção das áreas de refúgio é a principal ferramenta para aumentar a vida útil do algodão Bt e traz vantagens econômicas para o produtor, a médio e longo prazos.


"Hoje, finalmente, temos dados concretos que nos provam técnica e economicamente, ser viável a adoção de refúgios estruturados em algodão, no percentual recomendado pelo IRAC e pelo Ministério da Agricultura", reforça o consultor, recomendado a leitura da palestra disponível no aplicativo e no site do CBA.


 Fotos: Staff Brasil/ Camídia

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Números do 11° CBA superam expectativa da Abrapa

11 de Setembro de 2017

A boa safra de algodão em 2016/2017, cerca de 23,3% maior que a registrada no ciclo anterior,  e as perspectivas positivas para 2017/2018 foram o aditivo que o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA) precisava para superar todas as estimativas dos organizadores em números. O evento foi realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), em Maceió/AL, na última semana, entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro. A expectativa era que o público fosse de 1,2 participantes de toda a cadeia produtiva da fibra, mas a Abrapa contabilizou 1,4 mil inscritos, que, efetivamente, participaram da programação de palestras, painéis e minicursos,  sendo o público circulante ainda maior. O CBA é bianual e a próxima edição acontecerá em 2019.



Em 2017, constaram na programação 72 palestras, proferidas por 94 palestrantes, sendo sete deles estrangeiros, além de 190 trabalhos científicos. Também participaram, como congressistas, 20 representantes de países da América Latina e da África, a convite da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).



De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o 11° CBA mobilizou a capital alagoana.  Os oito hotéis oficiais do evento tiveram ocupação plena, equivalente a 692 leitos. Dos 65 fornecedores envolvidos na produção, 23 foram contratados em Maceió. "Mas o legado que esperamos que um dia se concretize e perdure será a retomada da cotonicultura alagoana. O estado já foi expressivo na produção e no processamento da fibra, e elevou a importância do algodão a tal nível, que o dignificou como figura emblemática da sua bandeira", afirmou Moura.



Para se ter uma ideia, do "peso" do 11° CBA, 67 toneladas de equipamentos audiovisuais e estrutura foram mobilizados. A cenografia envolveu oito toneladas de cordões de algodão, matizadas pela iluminação cênica. "Nada disso teria sido possível sem os nossos 20 patrocinadores, e a adesão maciça do cotonicultor", ressaltou o presidente.



Patrocinaram o CBA: Bayer, Monsanto, CCAB, FMC, Syngenta, ABC, BASF, UPL, Banco Rabobank, John Deere, Laboratório Farroupilha Lallemand, Stoller, IMAmt, Kuhlmann, TMG, TOTVS, Adama, BBM e Dow.


Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boas Práticas agrícolas em pauta no Congresso Brasileiro do Algodão

06 de Setembro de 2017

Boas Práticas agrícolas em pauta


no Congresso Brasileiro do Algodão


Planejar boas práticas agrícolas é pensar em bons resultados para toda a lavoura, com atitudes corretas dentro e fora da porteira. Esta afirmação foi defendida por especialistas da cadeia produtiva do algodão que participaram da sala temática, coordenada pelo diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda. O encontro aconteceu quarta-feira (30/08), no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ocorre no Centro de Exposições de Maceió.



O presidente do Grupo Brasileiro dos Consultores de Algodão – GBCA, Rubem Staudt, pontuou que muitos produtores investem em tecnologia, mas não dão a devida atenção às boas práticas. "O algodão é uma cultura extremamente exigente às questões ambientais, então, é necessário fazer uso de atitudes corretas antes mesmo de implantar a lavoura". Em sua apresentação, Staudt destacou correção do solo, escolha do sistema, velocidade adequada de plantio, cuidados na aplicação de defensivos e tratamento fitossanitário. Apresentando dados do Mato Grosso, o técnico em agropecuária, Sérgio Vidal abordou a atuação do estado no manejo de pragas, gerenciamento de crescimento e destruição de soqueira.



O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1º de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Pesquisadores debatem combate a lagartas durante o 11º CBA

06 de Setembro de 2017

Apesar de bastante conhecidas no Brasil, as lagartas Spodopteras têm apresentado resistência às tecnologias de controle de pragas, elevando os custos dos cotonicultores.  Uma análise deste cenário – e de medidas para combatê-lo - foi feita na tarde desta quinta (31.08) durante o 11º Congresso Brasileiro de Algodão (11° CBA). Realização da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o evento reúne até esta sexta (01.09) 1,2 mil participantes no Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió, em Alagoas.


 "Naturalmente, as espécies de lagartas Spodopteras – como a famosa lagarta- militar – apresentam uma certa insensibilidade aos produtos químicos  e esta resistência tem se mantido nos últimos anos, o que tem tornado difícil o seu controle no campo", afirma o entomologista Walter Jorge dos Santos, que atua como assessor técnico da Agroambiental consultoria.


Em sua apresentação, o pesquisador apresentou à plateia informações sobre a eficácia de medidas para combate da praga, como o uso de controles biológicos e inseticidas, e também destacou estudos que permitem avaliar o desempenho das diferentes variedades de algodão, e sua resistência às lagartas. "Na safra 2015/2016, o combate às lagartas consumiu, a depender da variedade, de 23% a 41% do total dos custos para controle de pragas", informou.


 A sala temática Escapes da Spodoptera nas variedades transgênicas de algodão contou ainda com apresentações do líder de Biotecnologia da Monsanto do Brasil com foco no desenvolvimento de tecnologias para controle de inseto, Renato Carvalho e de Rafael Ribeiro, coordenador operacional de testes da Bayer.


 


O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Conhecer a fisiologia do algodoeiro é o caminho para uma boa colheita

06 de Setembro de 2017

O bom desenvolvimento do algodão depende 80% do ambiente, por isso é essencial entender a fisiologia e necessidades da planta para explorar todo o seu potencial. Para informar sobre o ambiente favorável para planta e o seu funcionamento, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), reuniu, nesta quinta-feira (31/08), especialistas que participaram de uma sala temática sobre a fisiologia do algodoeiro. O CBA acontece desde o dia 29/08, no Parque de Exposições de Maceió e é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



"São diversos os fatores que atuam para aumentar a produtividade da planta e grande parte deles são naturais, pois o algodão absorve o que o ambiente já tem. Grande parte disso vem da sua própria raiz". É o que enfatiza o engenheiro agrônomo Jonas Guerra, que falou para um auditório com mais de 300 pessoas.



Ainda de acordo com o especialista, outros fatores naturais são os nutrientes preponderantes para o bom desenvolvimento da cultura do algodão, como a luminosidade, essencial para a fotossíntese e o carbono absorvido pela planta. "Nosso papel é fazer com que o algodão mantenha seus estômatos abertos para captar o nutriente mais importante para seu desenvolvimento que é dióxido de carbono", diz.



Em sua fala, Guerra esclarece que é um grande erro culpar somente o clima quando os resultados de uma plantação não atingem as expectativas do produtor. "Não adianta rezar para chover sem conhecer a planta. Precisamos renovar conceitos, pois já tivemos clima ruim com ótimas colheitas. Se não medir, quantificar e conhecer não vai ter avanço".



Planta idiossincrática, com características peculiares e exclusivas desta cultura. É assim que o fisiologista Gustavo Pazzeti define o algodão em sua palestra no 11º CBA. "É o fito de maior complexidade fisiológica da natureza e que aprendeu a se perpetuar sozinha. É necessário entender a espécie e fazer um manejo regulador para evitar abortos ao longo do ciclo". A apresentação foi finalizada pelo doutor em agronomia, Fábio Echer, ampliando a discussão da fisiologia e altas produtividades.


Serviço


O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Importância de área de refúgio nas lavouras é discutida no 11º CB

06 de Setembro de 2017

O refúgio é uma área de plantio utilizada nas lavouras transgênicas, recomendada para agricultores que utilizam sementes com a tecnologia Bt - que possuem genes da bactéria Bacillus thuringiensis. Nas plantações de algodão, está convencionado que 20% do cultivo devem ser de refúgio não Bt. O objetivo deste sistema é evitar o surgimento e a evolução de pragas resistentes aos inseticidas.



Conscientizar os produtores sobre a importância de utilizar o refúgio nas plantações para proteger as novas variedades de pragas e avaliar qual modelo ideal para as condições brasileiras foram os pontos discutidos nesta quinta-feira (31/08), penúltimo dia do 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), se fez necessário para discutir o tema que ainda não é tão comum no setor e munir a cadeia produtiva de informações e alternativas que comprovam os bons resultados do refúgio para o algodoeiro e demais culturas.



 Dados apresentados pelo diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda, no painel "Importância e custos dos refúgios para a sustentabilidade da cotonicultura nos cerrados", destacaram que o percentual mínimo de refúgio recomendado pelo Ministério da Agricultura é de 20%, mas na Bahia, o valor aproximado é de apenas 11% nas plantações de algodão.



De acordo com Breda, ainda há resistência por parte de alguns produtores na aceitação da prática com a justificativa do alto custo, das dificuldades de operacionalizar, a baixa produtividade nas cultivares não Bt's, dentre outros pontos. "Nosso imediatismo por resultados pode matar as tecnologias".



Fortalecendo as informações de Celito Breda, o especialista em Ciências Biológicas, Alexandre Specht relatou que com o refúgio, as pragas resistentes vão se desenvolver apenas neste ambiente e diluir sua população, preservando outras culturas. A sala temática teve também a participação do engenheiro agrônomo Fábio dos Santos conduzindo o tema "Eficiência e custos dos modelos de refúgios no Brasil".

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

11º CBA aborda como manejar várias tecnologias para herbicidas em diferentes culturas

06 de Setembro de 2017

Os cultivos do milho, da soja e do algodão usam tecnologias para herbicidas específicas porém, nem todas são compatíveis. Então, como manejar essas culturas mantendo a eficiência de todas sem prejuízos? A resposta a esta questão foi detalhada pelos especialistas Pedro Christoffoleti, da ESALQ/USP e Edson Ricardo de Andrade Junior, do IMAmt durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão, que segue até esta sexta-feira, em Maceió.


"De maneira geral, podemos afirmar que é necessário um manejo específico para não haver conflitos, uma vez que os herbicidas para soja e algodão são semelhantes, mas diferem do milho", explica o coordenador científico do 11º CBA, Eleusio Curvelo Freire. "Mas tudo depende do tipo de tecnologia transgênica utilizada", completa.


Para ele, é importante conhecer os detalhes desse manejo porque esta é uma tecnologia refinada. "Trata-se de extrair o máximo de eficiência de três cultivos cujos herbicidas podem trazer prejuízos, quando mal manejados e muitos benefícios se utilizados da maneira exata. Para quem já escolheu e sabe usar esse caminho, não há volta", finaliza.


Serviço


O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Especialista do IMAmt aponta tipos de controle para os nematoides

06 de Setembro de 2017

Os nematoides preocupam a cotonicultura brasileira e, exatamente por isso, o tema esteve em debate no 11º Congresso Brasileiro do Algodão que segue até sexta-feira, em Maceió. Os controles biológicos, genéticos, culturais e químicos foram apresentados na tarde desta quinta-feira (31) por Rafael Galbieri, especialista do IMAmt, Pedro Soares, da Unesp/FCAV e Nelson Suassuna da Embrapa.


Segundo Galbieri, a questão dos nematoides só pode ser solucionada aplicando, de forma integrada, o uso de produtos químicos, o manejo cultural adequado, a escolha de cultivares resistentes ou tolerantes, além do controle biológico da praga e tratos culturais simples. "Associando essas ferramentas é possível minimizar os impactos da infestação de nematoides que, em alguns casos, inviabiliza toda a produção", alerta o especialista do IMAmt.


Na avaliação dele, o ideal é não deixar o nematoide entrar na fazenda, mas, uma vez instalado, o produtor tem que acompanhar e controlar a infestação, tendo como base um conjunto de soluções integradas. "Temos que estar atentos porque nos últimos 10 anos a incidência de nematoides aumentou cinco vezes somente no Mato Grosso e em Goiás. A praga vai continuar se expandindo e, certamente, alcançará outros estados brasileiros. Mas, a utilização dos controles corretos é capaz de minimizar as perdas na produção", explica Galbieri, lembrando que controlar requer monitorar, quantificar e qualificar o nematoide em seus aspectos biológicos, genéticos, culturais e químicos.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter