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CBA - Agricultura Digital

01 de Setembro de 2017

Toda agricultura é uma revolução. E, como tal, muda a história. No  terceiro dia do 11° Congresso Brasileiro do Algodão (31/08), as inovações tecnológicas foram o centro de grande parte dos debates: desde as chamadas "tecnologias disruptivas", cujo advento foi acelerado com a internet; até as transmissões via satélite e as descobertas nos campos genético e nanotecnológico, passando pela inteligência artificial. Mesmo práticas centenárias, como a rotação de cultura, que revolucionaram a agricultura e até hoje estão na base da sustentabilidade nas lavouras, foram revisitadas na programação. O 11°CBA é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), e, nesta edição, reúne em torno de 1,2 mil pessoas na capital alagoana até a sexta-feira, 1° de setembro.



Para falar de agricultura digital, o Congresso colocou em plenária três das empresas mais emblemáticas quando o assunto é inovação. A John Deere, no evento representada pelo diretor de Inovação Tecnológica para a América Latina, Alex Foessel, a Monsanto/ The Climate Corporation, com a presença do líder da Climate para a América do Sul, Mateus Barros, e a brasileira Embrapa, com o chefe adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento, Lúcio André de Castro Jorge. O painel foi mediado pela jornalista Maria Prata, apresentadora do programa Mundo S/A, da Globo News, que destacou a "nova revolução verde", que tem entre as palavras-chave colaboraçãoconectividade e criatividade.



Um novo ambiente colaborativo entre as empresas desenvolvedoras de tecnologias em produtos e serviços tem permitido, segundo os participantes, entregar soluções cada vez mais precisas para os problemas da lavoura. Entre as novidades, tecnologias que se aprimoram, mas já vêm sendo largamente utilizadas na cultura do algodão, como máquinas que aplicam o insumo na quantidade certa para cada local – sem sobreposição do produto nas áreas já aplicadas –, variedades desenvolvidas em porte e tamanho ajustados aos equipamentos de colheita, integração entre máquinas entre si e destas com os escritórios, com informações e gerenciamento em dispositivos portáteis, como pads e telefones celulares.  O desafio, segundo os participantes, é customizar.



"O agricultor dos Estados Unidos, por exemplo, quer levar todas as informações do escritório para a máquina, enquanto o do Brasil quer que os escritórios tenham total acompanhamento das máquinas em operação. São perfis diferentes e o nosso desafio é atender a todas as demandas. Tecnologias são ferramentas, mas o que importa mesmo é o produto", disse Foessel, que lembrou o impacto do georreferenciamento e do piloto automático nas inovações tecnológicas experimentadas atualmente no campo.



Só o começo



Monitoramento total das lavouras, com informações de clima, incidência de pragas, produtividade por talhão dentre outras, são serviços ofertados por empresas como a The Climate Corporation, startup adquirida pela Monsanto, para embasar as decisões do agricultor. "Todos os dados em um mesmo lugar, na palma da mão e disponíveis quando o produtor precisar; melhoria da gestão nas fazendas e produtividade sendo desvendada diariamente. Tudo isso é só o começo", disse Mateus Barros.



"Tudo o que a gente faz em pesquisa e desenvolvimento é para um Brasil que avança, e que só é possível porque existe um ambiente de colaboração entre as empresas", afirmou Lucio André, da Embrapa. Ele ressaltou que, se antes a falta de informação era um problema para o produtor rural, hoje o perigo é o excesso delas. "Diante disso, importa o processamento correto desses dados", alertou.



A plenária contou com uma série de cases em vídeo, com startups do chamado "AgTech Valley", em Piracicaba, fomentadas, principalmente, graças à produção científica e ao trabalho institucional da EsalqTec. O debate percorreu diversos assuntos, como big data, influência dos drones na agricultura atual e até ética, segurança dos dados e a responsabilidade, que cabe ao setor agrícola, de suprir a demanda mundial por alimentos e fibras para atender a uma população estimada em nove bilhões de pessoas em 2050, segundo a FAO.



Ao final, a mediadora Maria Prata revelou encantamento com o "admirável mundo novo" do agro. "Quando eu termino um programa Mundo S/A, e aprendo muito sobre um assunto, me dá vontade de fazer tudo de novo. Aqui foi a mesma coisa. Já quero saber mais e participar de outro debate assim. Esse é um Brasil que dá certo", disse.

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Inovar para ter mais tempo!

01 de Setembro de 2017











​"Não use velhos mapas para descobrir novas terras". A recomendação é de  Gil Giardelli, estudioso de cultura digital, educador e web ativista que hipnotizou a plateia da plenária sobre inovação na manhã da quinta-feira (31) no 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11° CBA). Segundo ele, o futuro chegou e a era da inovação é sinônimo de reinventar até a si mesmo.



Giardelli afirma que, no mundo dos negócios, o universo do lucro precisa ceder espaço ao 'universo do propósito'. "Por isso, as associações e grupos de produtores devem se movimentar para promover o choque de inovação e ter em mente que nenhum de nós, sozinho, é tão bom ou inteligente quanto todos nós juntos", enfatizou. "O Brasil já tem muitos críticos, então, está na hora dos mais inovadores", disse.



De acordo com o palestrante, para inovar, o ser humano não pode estar preso às regras e convenções, porque não se pode mudar o mundo sendo obediente. "Parece um paradoxo, mas isso também é inovação. Primeiro, você ri dela; depois você desacredita ou tenta controlar, e, por fim, se arrepende de não ter feito parte", argumenta. Para Giardelli, o papel de associações como a Abrapa, representante dos cotonicultores, é criar plataformas de inovação, apontando tendências e criando novos conceitos para a produção e a indústria. "Hoje já existem inovações voltadas para as roupas inteligentes, que unem atributos de saúde, tecnologia e vestuário. Onde entra a cadeia do algodão nisso? Reinventar-se é preciso", recomenda.



Ele citou palavras e expressões como desconexão, destruição criativa e desglobalização, que, a seu ver, não são conceitos antagônicos, mas inovadores. "As pessoas querem produto e diferenciação. Daí, a necessidade de investir e colocar em prática as novas ideias. Porque se você apenas pensa e não faz, outras pessoas farão. De 400 indivíduos tendo a mesma ideia no mundo, apenas uns três vão agir", pondera.



Inovação, para Giardelli, é fazer de tudo para ter mais tempo e ficar com as pessoas amadas. "É trabalhar por um mundo melhor, entendendo que a cada emprego que se perde atualmente, outros três são criados com a cultura digital. Assim, a inovação surge como aliada para essa nova era", concluiu o palestrante, que encantou adultos e até crianças na plateia com um pequeno robô.



Retorno para o produtor



Se nas plenárias da manhã o CBA abordou as tecnologias disruptivas, que aproximam o agro da ficção científica, e o pensar criativo na busca de soluções, a programação da tarde tratou das especificidades dos temas no plano da transgenia e das inovações eletrônicas e digitais que já estão em uso, com resultados positivos e mensuráveis para a rentabilidade do produtor.



Segundo o coordenador científico do 11° Congresso Brasileiro do Algodão, Eleusio Curvelo Freire, o público dessa sala buscou soluções em curto prazo para aumentar a produtividade nas lavouras. Os temas foram coordenados pelo pesquisador do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad), na França, e lotado na Embrapa Algodão, Marc Giband, apresentando inovações em biotecnologia para o algodoeiro. Além dele, participaram Ricardo Inamasu, da Embrapa Instrumentação, tratando de inovações em agricultura de precisão para a cotonicultura, e Milton Ide, da Ide Consultoria, que abordou as tecnologias para gestão e controle de processos. "O tema central do congresso – inovação e rentabilidade – coroou esse dia", sintetizou Eleusio Freire.





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Biodefesa

01 de Setembro de 2017











Com o objetivo de debater os avanços tecnológicos do controle biológico na cotonicultura, o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA) promoveu, nesta quinta-feira (dia 31/08), uma sala temática que reuniu alguns dos maiores especialistas do assunto no país. Na vanguarda da defesa vegetal, o controle biológico vem sendo cada vez mais disseminado como alternativa para reduzir as pragas da lavoura. O 11º CBA é uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e segue até sexta-feira (dia 01/09), no Centro de Convenções de Maceió/AL.



A sala temática Controles biológicos das pragas do sistema contou com a participação da pesquisadora e coordenadora do Centro de Recursos Biológicos de Agentes de Controle Biológico da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Rose Monnerat; do pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt) Carlos Marcelo Soares, e do diretor executivo da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), Lício Sairre.



Na sua palestra, Carlos Marcelo Soares falou sobre o trabalho que o IMAmt vem desenvolvendo, no sentido de aprimorar as tecnologias aplicadas ao controle biológico de pragas. Segundo ele, o estado do Mato Grosso já conta com três biofábricas instaladas, duas em fase piloto, para criação de organismos como bactérias, fungos e vírus que são utilizados no combate a lagartas e outros tipos de ameaças à lavoura do algodão.



Avançando ainda mais, Soares revela que a biotecnologia pode atuar também para promover o desenvolvimento das plantas.  "Uma bactéria ou um fungo não tem só uma função. Pode-se usá-los para matar um nematóide, mas como produzem outras substâncias, podem também ajudar a planta a crescer", explica o pesquisador.



Por sua vez, o diretor executivo da Amipa falou sobre a biofábrica de produção de macroorganismos criada há três anos pela associação. A unidade produz a  vespa trichogramma, utilizada para combater pragas do algodoeiro e de outras culturas. Ela atua devorando os ovos das lagartas que atacam as lavouras. "A vespinha é importante para o controle biológico de diferentes culturas, a exemplo do algodão, tomate e soja", disse Lício Sairre, mostrando entusiasmo com os resultados já alcançados.



"A introdução de um único agente biológico já nos trouxe a redução no uso dos defensivos químicos e o aumento dos polinizadores naturais da lavoura. Tudo está dando certo, e a tendência é que, a partir do próximo ano, já possamos ofertar novos insetos. Outro aspecto importante é a redução do custo financeiro. Pelo menos, nos primeiros 100 dias da planta, antes do ataque do bicudo, conseguimos economizar bastante no uso de defensivos, utilizando o controle biológico", afirmou Sairre.






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Correção do solo para melhorar a eficiência de fertilizantes

01 de Setembro de 2017











O Brasil é o quarto maior comprador de fertilizantes do mundo, o que corresponde a 5,9% do consumo mundial e 72% desse material é importado. Esses dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos – ANDA, foram apresentados pela pesquisadora da Embrapa Algodão, Ana Luiza Borin. Outros dois nomes de peso estiveram na sala temática sobre fertilidade do solo e adubação, o mestre em Ciência do Solo, Leandro Zancanaro e Leonardo Sugimoto, gerente do grupo Horita. Os especialistas se reuniram nesta quinta-feira (31/07), no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), evento sob a chancela da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


De acordo com Borin, o consumo crescente de fertilizantes, amparado pelo aumento contínuo de produção, acarreta altos custos para o produtor, chegando a 35% do total da produção de algodão. "Ao longo dos anos, não foi possível melhorar a eficiência de fertilizantes, portanto é preciso pensar no sistema".


Segundo a pesquisadora, é preciso criar estratégias para otimizar as adubações realizadas no algodoeiro, como por exemplo, boa correção do solo e utilizar o nutriente na época, em dose e local corretos.


Leandro Zancanaro salienta que é necessário resgatar conceitos básicos, pois todas as plantas consomem nutrientes através do solo para expressar seu potencial. "Devemos sempre considerar a máxima absorção de cada substância na cultura do algodão e o solo é o seu grande provedor", pontua.


Gerente do Grupo Horita, Leonardo Sugimoto apresentou dados da Bahia na apresentação "Construção e perfis de adubação do sistema" e destacou que a Bahia tem condições favoráveis, luminosidade, profundidade de solo e é através da correção de perfil que gera condições para a raiz crescer", conclui.






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Política Econômica no 11º CBA

01 de Setembro de 2017

O futuro do agronegócio dentro do atual contexto político e econômico do país foi o tema discutido em uma das plenárias desta quarta-feira (30/08), durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA) que a Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) promove até esta sexta (01.09) no Centro de Convenções de Maceió/AL. O debate moderado pelo jornalista da Rede Globo William Waack contou com a participação do presidente da Abrapa, Arlindo Moura, do economista-chefe do Rabobank Brasil, Maurício Oreng, e do analista político da Tendência Consultoria Integrada Rafael Cortez.


Na sua apresentação, o presidente da Abrapa ressaltou o agronegócio como locomotiva da economia brasileira.  "Foi a nossa atuação que garantiu o superávit da balança comercial brasileira no último ano e temos um grande potencial de crescimento", assinalou. Moura destacou que, para continuar crescendo, o setor precisa focar no futuro, sempre incorporando novas tecnologias, como a internet, a favor do desenvolvimento do negócio. "Creio que, se necessário, os produtores devem fazer seus próprios investimentos na dotação de infraestrutura, a exemplo da implantação de redes de comunicação, como já fizemos com a construção de estradas", afirmou.


Já Maurício Oreng tratou do tema Economia e finanças no Brasil em tempos de crise, ressaltando que não há como o país alcançar um ritmo de crescimento contínuo sem a diminuição da dívida pública. Ele acredita que isso só será possível com a Reforma da Previdência, em andamento no Congresso Nacional. "A reforma é essencial, pois, só com sua aprovação, poderemos garantir que a dívida não continue subindo", afirmou o economista.


Rafael Cortez discutiu As bases políticas para o desenvolvimento sustentável.  Em sua opinião, as condições políticas para que a sustentabilidade ocupe lugar na agenda do desenvolvimento do país precisam ser recriadas. "As eleições de 2018 serão o novo marco para esta retomada, para a reorganização do país,  que deverá sair de um modelo ancorado no consumo para um  que tem como base o investimento privado", opinou.


Para William Waack, mediador do debate, um evento setorial como o 11° CBA traduz as demandas, as necessidades e a situação de uma sociedade inteira. "O que ficou claro para mim neste evento foi a necessidade de nós todos, no Brasil, nos mobilizarmos politicamente em torno de ideias e propostas que possam fazer o país sair da crise e melhorar", concluiu o jornalista.


 Serviço


O quê: Congresso Brasileiro do Algodão


Onde: Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió/AL


Quando: de 29 de agosto a 1° de setembro de 2017


Quem realiza: Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa)

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Problema de fibra curta pode ser evitado com cuidados no beneficiamento do algodão

31 de Agosto de 2017

Dentro da programação do 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), que acontece até sexta-feira (dia 01/09), em Maceió/AL, foi realizada na tarde da quarta-feira a mesa temática Estratégias para diminuir o SFC (Índice de Fibra Curta) do algodão brasileiro. Durante as apresentações, os palestrantes fizeram uma avaliação das experiências que podem contribuir para a diminuição do SFC, um desafio enfrentado por toda a cadeia da cotonicultura.


A discussão teve a participação do coordenador científico do 11º CBA, Eleusio Curvelo Freire, que falou das Causas da produção de fibras curtas nas fazendas; do gerente de Processos Têxteis do grupo Coteminas, José Edilson Oliveira de Andrade, cuja abordagem enfocou o problema das fibras curtas na indústria e do presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Henrique Snitcovsky, que abordou o SFC do algodão brasileiro e o impacto na comercialização da fibra produzida pelo país.


De acordo com José Edilson Oliveira de Andrade, uma das principais causas da fibra curta são os excessos no processo de beneficiamento, ao bater o algodão para tirar as impurezas. "Quando se bate demais na fibra, ela quebra e perde o comprimento. Como no algodão a característica principal é o comprimento, isso resulta na diminuição do valor do produto", afirmou o especialista, destacando que, a cada etapa da cadeia produtiva, o problema pode se agravar.


Na indústria, a fibra curta acaba gerando uma perda sobre o resíduo, que compromete em média 6% do material, resultando em prejuízo para a fiação. "Uma forma de reduzir, significativamente, o problema é não colher o algodão úmido e bater menos durante o beneficiamento", afirmou o gerente de Processos Têxteis da Coteminas.


 


Serviço


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Sustentabilidade é foco de produtores de algodão do Brasil

31 de Agosto de 2017

A sustentabilidade está relacionada a aspectos econômicos, sociais e ambientais. Mas, conseguir alinhar este conceito como alternativa de rentabilidade é um feito que produtores de algodão do Brasil vêm apresentando aos mercados mundiais, mantendo a posição de maior país fornecedor de algodão sustentável, com licenciamento BCI Better Cotton Initiative. A pauta sustentabilidade do algodão foi tema de uma sala temática no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), evento realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



Conduzida pelo gestor de sustentabilidade e Banco de Dados da Abrapa, Fernando Rati, as palestras foram apresentadas pelo coordenador de sustentabilidade da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Nelson Ananias Filho e a analista de sustentabilidade do Rabobank, Aline Camargo Aguiar.



De acordo com Rati, a expectativa para este ano é de 1,2 mil toneladas de pluma brasileira certificada.  "Alcançamos recorde na safra passada (2015/2016), com 81% da produção nacional de algodão certificado. Temos crescido exponencialmente, e os produtores têm aberto as porteiras das fazendas para nosso Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Com isso, estamos avançando no reconhecimento internacional, com mais poder de barganha para posicionar nossa pluma com preços melhores e respaldo da credibilidade", afirma Rati. Na ocasião, foram apresentados casos de sucesso de sete estados brasileiros, como o Piauí, que, desde 2013, não tem incidência do bicudo do algodoeiro, praga que afeta plantações.



O ABR é um programa nacional da Abrapa em prol da melhoria da produção no país, e envolve ações de promoção da sustentabilidade, relações justas de trabalho, aplicação de leis trabalhistas e ambientais.


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Gestão, manejo e respeito às pesquisas auxiliam cultura do algodão

31 de Agosto de 2017

Gestão, manejo e respeito às pesquisas


auxiliam cultura do algodão



A viabilidade econômica do algodão e suas alternativas sustentáveis têm como pilares a gestão do negócio, o manejo e o conhecimento dos principais problemas. Com base nesses quesitos, os especialistas Fernando Lamas da Embrapa Agropecuária Oeste, Carlos Moresco da Agopa, Alexandre Cunha da Embrapa Algodão e Evaldo Takizawa, da Ceres Consultoria apresentaram, durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão, conceitos para aliar mercado, sustentabilidade e produção com o respeito às pesquisas.



"Para obter viabilidade em longo prazo é necessário ter um bom manejo, respeitar as pesquisas e as áreas de refúgio. Assim, daremos vida longa às novas tecnologias que chegam para reduzir a aplicação de defensivos nas lavouras", acredita o especialista da Agopa, Carlos Moresco. Para ele é fundamental mostrar aos produtores o quanto é importante respeitar as orientações e avaliações das pesquisas, tornando-as balizadoras no processo de tomada de decisões.



Nesse aspecto, de acordo com o especialista da Embrapa Algodão, Alexandre Cunha, o uso das plantas de cobertura aparece como uma alternativa para a melhoria do sistema de produção, diminuindo os problemas e auxiliando no manejo integrado de combate às pragas. "Essas plantas de cobertura podem ainda absorver nutrientes a maiores profundidades do solo, beneficiando o cultivo do algodão. Ao longo do tempo e com o equilíbrio do sistema, a tendência é a redução da aplicação de fertilizantes", explica Cunha, ressaltando que hoje os fertilizantes representam cerca de 25% do custo do algodão no Brasil.



Dessa forma os especialistas entendem que os produtores devem conhecer e controlar os custos de produção, dando especial atenção à volatilidade dos preços de mercado para estabelecer, antecipadamente, as estratégias de comercialização. "Escolher as variedades mais adaptadas para cada região, preservar as tecnologias e dominar a fundo os problemas nas propriedades também facilita o desenvolvimento do negócio algodão e, por fim, compreender os potenciais destrutivos das pragas, respeitando as pesquisas são algumas das ações que farão a diferença para o produtor de algodão no Brasil", diz Moresco.


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11º CBA - Pesquisadores destacam programas fitossanitários como principal inovação da cotonicultura brasileira

31 de Agosto de 2017

​Nos últimos três anos, o número de aplicações de inseticidas para combate ao bicudo-do-algodão no Brasil teve uma queda de 30% a 40%, enquanto os danos à produtividade ficaram próximos a zero. Estes são alguns dos resultados positivos creditados ao surgimento dos programas fitossanitários estaduais. Principal inovação surgida na cotonicultura brasileira nos últimos anos, o modelo foi alvo de análise de especialistas na tarde da quarta-feira (30.08) durante o 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA). Realização da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), o evento prossegue até esta sexta (01.09), no Pavilhão de Exposições do Centro de Convenções de Maceió, em Alagoas.


Mantidos pelas associações de produtores rurais, os programas fitossanitários são desenvolvidos por meio de núcleos que reúnem lideranças e grupos técnicos para discutir os problemas locais e a adoção de medidas. "A solução dos problemas dos produtores passa por medidas coletivas, de ampla adesão e regionalizadas", acredita o engenheiro agrônomo Paulo Degrande, professor da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). "A inovação consiste no olhar do produtor sobre o que acontece nas suas fazendas", ressalta.


Uma das experiências do gênero debatidas durante o evento foi o programa fitossanitário da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). "Em dois anos, nós reduzimos o número de aplicações de inseticidas de uma média de 25 a 30 para 12 a 15, durante todo o ciclo do algodão", informa o coordenador do programa da Abapa, Antônio Carlos Araújo.


A sala temática sobre os programas fitossanitários contou ainda com uma palestra de Jacob Crosariol Netto, pesquisador do Instituto Mato-Grossense do Algodão (IMAmt), e a presença dos pesquisadores Wanderley  Oishi, consultor da Fundação Goiás,  Luiz Pannuti, coordenador de Planejamento Agrícola na área de Entomologia da SLC Agrícola, e Wilhelmus Beckers, diretor da Associação Paulista dos Produtores de Algodão (Appa), que atuaram como debatedores.



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Boas Práticas agrícolas em pauta no Congresso Brasileiro do Algodão

31 de Agosto de 2017

Planejar boas práticas agrícolas é pensar em bons resultados para toda a lavoura, com atitudes corretas dentro e fora da porteira. Esta afirmação foi defendida por especialistas da cadeia produtiva do algodão que participaram da sala temática, coordenada pelo diretor da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celito Breda. O encontro aconteceu quarta-feira (30/08), no 11º Congresso Brasileiro do Algodão (11º CBA), evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e ocorre no Centro de Exposições de Maceió.



O presidente do Grupo Brasileiro dos Consultores de Algodão – GBCA, Rubem Staudt, pontuou que muitos produtores investem em tecnologia, mas não dão a devida atenção às boas práticas. "O algodão é uma cultura extremamente exigente às questões ambientais, então, é necessário fazer uso de atitudes corretas antes mesmo de implantar a lavoura". Em sua apresentação, Staudt destacou correção do solo, escolha do sistema, velocidade adequada de plantio, cuidados na aplicação de defensivos e tratamento fitossanitário. Apresentando dados do Mato Grosso, o técnico em agropecuária, Sérgio Vidal abordou a atuação do estado no manejo de pragas, gerenciamento de crescimento e destruição de soqueira.



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