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Brasil e Índia assinam documento de colaboração durante o 1º Cotton Brazil Outlook

Série de webinars promovidos pela iniciativa Cotton Brazil, com o objetivo de valorizar o algodão brasileiro, prevê o estreitamento de relações com países como Vietnã, Coreia do Sul, Turquia, Bangladesh, China, Índia, Indonésia e Tailândia.

22 de Janeiro de 2021

Aconteceu nesta quinta-feira, 21 de janeiro, a primeira edição do Cotton Brazil Outlook, uma série de eventos virtuais promovida pela iniciativa Cotton Brazil, promovida pela Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).


Os encontros irão apresentar as inovações do algodão brasileiro a diversos países compradores. Neste primeiro evento, autoridades e especialistas do segmento nacional estiveram reunidos com empresários do ramo têxtil indiano, os quais receberam informações valiosas sobre a pluma brasileira, suas características e dados sobre a última safra.


Nas próximas semanas, os webinars irão acontecer com empresários do Vietnã, Coreia do Sul, Turquia, Bangladesh, Paquistão, China, Indonésia e Tailândia. A ação faz parte do estreitamento de relacionamento entre o algodão brasileiro e seus importadores, dentro da iniciativa Cotton Brazil, lançada em dezembro de 2020.


Com a mediação de Marcelo Duarte, gestor de Cotton Brazil e responsável pelo escritório da Abrapa em Singapura, o evento contou com a fala do presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, que apresentou dados mostrando o crescimento da produção e evolução da qualidade.


Em seguida, J. Thulasidharan, presidente da CITI (Confederation of Indian Textile Industry), apresentou o atual panorama do setor no país e reforçou a longa relação entre Brasil e Índia, especialmente através do algodão. "Estou certo de que o primeiro Cotton Brazil Outlook irá conectar players do setor nacional com a indústria têxtil indiana para discutir exportações, tecnologia, sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade do algodão brasileiro", disse, afirmando que a fibra tem um importante share no mercado indiano.


Brasil e Índia assinam documento oficial de cooperação


O embaixador do Brasil na Índia, André Correa do Lago, também mencionou a importância mundial do algodão brasileiro e seu reconhecimento em qualidade e sustentabilidade, assim como o aumento de 10 vezes do volume de exportações da fibra para a Índia nos últimos anos. "A Índia é o nono maior comprador de algodão brasileiro, mas temos um enorme potencial para aumentar isso. Devemos trabalhar juntos para conseguir."


Logo após a fala do embaixador, aconteceu a aguardada assinatura do Memorando de Entendimento, um documento firmado entre Abrapa e CITI, oficializando o compromisso de cooperação entre as duas entidades. O documento reforça o trabalho da associação brasileira e da confederação indiana de indústria têxtil para criar novas oportunidades e cenários positivos para ambos os países.


O webinar seguiu com as apresentações de Atul Ganatra,  Presidente da Cotton Association of India; Júlio Cézar Busato, Presidente da Abrapa; Edson Mizoguchi, Gestor de Qualidade da Abrapa; Carlos Moresco, produtor de algodão brasileiro; Henrique Snitcovski, Presidente da Anea;  Alan McClay, CEO BCI; e Marcelo Duarte, Diretor de Relações Internacionais da Abrapa.


Nos vídeos, foram destacados os processos que envolvem qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade da fibra brasileira, sob a perspectiva de cada especialista. Estes são os três pilares básicos que norteiam o trabalho de Cotton Brazil.


Júlio Cézar Busato encerrou o evento celebrando o sucesso da parceria entre Brasil e Índia. "Com a assinatura deste memorando, tenho certeza que nós iremos nos aproximar ainda mais. Acreditamos que no futuro a indústria têxtil indiana deverá crescer mais do que a produção de algodão. E esta é uma grande oportunidade de o Brasil se tornar um grande fornecedor", afirmou.


O evento Cotton Brazil Outlook - Índia é realizado pela Abrapa em parceria com Anea e Apex-Brasil, com apoio de CITI - Confederation of Indian Textile Industry e Embaixada do Brasil em Nova Delhi.


Sobre Cotton Brazil


Cotton Brazil é uma iniciativa que nasce no final de 2020 para promover o algodão brasileiro no mercado global, depois de 20 anos de constante inovação, pesquisa e investimentos em aprimoramentos do setor. Capitaneada pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Cotton Brazil prevê ações como a presença física na Ásia com um escritório instalado em Singapura; presença digital com site em nove idiomas e redes sociais; marketing de relacionamento; eventos; inteligência de mercado; missões com compradores e vendedores; pesquisas e parcerias estratégias.


Para saber mais, acesse: www.cottonbrazil.com

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ALGODÃO PELO MUNDO #3

22 de Janeiro de 2021

Algodão em NY - Preços de algodão mantiveram-se na crescente esta semana em NY.  O contrato mar/21 fechou nesta quinta em 82,57 U$c/lp, com alta de 1,7% na semana.



- Altistas 1 - Grande parte do suporte para a alta vem dos números divulgados semana passada no relatório de oferta e demanda do USDA de janeiro. No relatório, o órgão reduziu os números safra americana 20/21 bem abaixo das estimativas divulgadas ao longo de todo ano passado.



- Altistas 2 - A seca no Oeste do Texas também tem dado suporte às altas. O fenômeno La Ninã está previsto para terminar em Março, entretanto ainda há incertezas pelos especialistas.



- Altistas 3 - Fortes altas nos mercados de ações globais impulsionados pela expectativa do pacote de quase 2 trilhões de dólares anunciado pelo novo presidente dos EUA, Joe Biden.



- Exportações - Foram exportadas 23,4 mil tons de algodão na segunda semana de Janeiro. No acumulado, as exportações do mês já somam 180,4 mil tons.



China 1 - A China divulgou esta semana dados que mostram crescimento econômico em 2020 de 2,3%. O gigante asiático foi a única grande economia que fechou o ano no positivo em 2020.



- China 2 - Segundo a  Cottonchina, o pior surto de COVID-19 em meses no país despertou preocupação no mercado. Cidades nas províncias de Hebei, Heilongjiang e Jilin impuseram "lockdowns" a milhões de cidadãos e iniciaram programas de testes em massa nas regiões mais afetadas.



- Cotton Brazil – Aconteceu nesta quinta-feira, 21, na Índia a 1ª edição do Cotton Brazil Outlook, uma série de eventos virtuais promovida pela iniciativa Cotton Brazil. O encontro desta semana apresentou as inovações e diferenciais do algodão brasileiro. Lideranças do setor juntamente com o Embaixador do Brasil na Índia representaram o Brasil junto a empresários do ramo têxtil indiano.



- India – Apesar de ser o maior produtor mundial de algodão, a Índia é também um dos 7 maiores importadores globais da fibra, com demanda por algodão livre de contaminação (como o brasileiro).



- India 2 - O Brasil ainda participa muito pouco do mercado Indiano, pois nosso produto é pouco conhecido, temos uma logística pior e até pouco tempo atrás não exportávamos nos 12 meses do ano.



- Agenda – Na próxima segunda teremos webinares Cotton Brazil Outlook no Vietnã (25/Jan) e Coréia do Sul (27/Jan).  Todos os eventos internacionais têm contado com apoio das Embaixadas do Brasil nos respectivos países.



- Beneficiamento 19/20 - A Abrapa informou que o beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil está praticamente encerrado (99%), com Mato Grosso (99%) e Maranhão (82%) ainda por finalizar.



- Plantio 20/21 - Números até ontem: Mato Grosso: 16%; Bahia: 89%; Goiás: 77%; Minas Gerais: 86%; Mato Grosso do Sul: 97%; Maranhão: 78%; Piauí: 100%; São Paulo: 93%; Tocantins: 89% e Paraná: 100%. Média Brasil: 36% semeado



- Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Movimento Sou de Algodão registra 143% de crescimento de marcas parceiras em 2020

2020 ficou acima das expectativas para o Movimento, que conquistou novas marcas parceiras dos mais variados segmentos da moda

20 de Janeiro de 2021

Com o intuito de promover a moda e o consumo de forma responsável, o Movimento Sou de Algodão superou as expectativas e fechou o ano de 2020 com um aumento de 143% no número de marcas parceiras, totalizando 397. Trabalhando com fibras que estão de acordo com a sustentabilidade, diversos segmentos se juntaram ao Movimento e um grande destaque é a moda masculina e infantil.



"Iniciamos 2020 com 160 marcas parceiras. Embora não fosse uma meta, pensávamos na possibilidade de dobrar esse número. No entanto, a pandemia acelerou a presença digital e muitas marcas pararam para nos conhecer, além do público ficar mais atento às questões de sustentabilidade, o que impulsiona mais ainda o nosso mercado. Isso nos possibilitou encerrar o ano com 397 marcas", comemora Júlio Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtos de Algodão (Abrapa).



Atualmente, um desafio encontrado é a falta de conhecimento sobre o conceito de sustentabilidade e também sobre o cultivo do algodão nesta modalidade. Segundo Busato, o Brasil é o quarto maior produtor e o segundo maior exportador de algodão do mundo. E 75% da última safra foi certificada pelo programa socioambiental Algodão Brasileiro Responsável (ABR).



Essa certificação garante a inexistência de mão de obra irregular, análoga à escrava ou infantil - ou condições degradantes de trabalho -, o total cumprimento das leis ambientais, que preveem a conservação dos recursos naturais e a preservação dos biomas nativos, e o cumprimento das rígidas leis trabalhistas brasileiros, com 100% da mão de obra contratada em regime legal (CLT), com salários justos e benefícios assegurados por lei.



"É importante levar a responsabilidade do produtor ao conhecimento das marcas e dos consumidores, valorizar as boas práticas e promover a sustentabilidade, da origem ao consumo. Acreditamos que, como Movimento, entregamos esses valores e abraçamos empresas dos mais variados segmentos e tamanho, que se unem ao nosso propósito, para juntos construirmos um novo momento para a moda e a indústria têxtil nacional", comenta.



Como meta para o ano de 2021, o Movimento Sou de Algodão quer conhecer ainda mais as marcas parceiras e "continuar convidando e abraçando as novas, que se unirão ao Movimento, fortalecendo a cadeia do algodão, do produtor ao consumidor final. Queremos promover um rico networking e agregar ainda mais valor a quem está conosco", finaliza o presidente da Abrapa.



Além disso, vários projetos estão em andamento com conclusões previstas para este ano. Um exemplo é o 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, onde as tecelagens parceiras podem conhecer os novos talentos da moda autoral brasileira.



De todas as novas marcas que aderiram ao Movimento Sou de Algodão, destacam-se:



Ginger


Fundada pela atriz Marina Ruy Barbosa, já nasceu abraçando o movimento.



Bonno Pet Lifestyle


Do segmento pet, provando que o algodão é mesmo uma fibra versátil e veste todo mundo, em todas as ocasiões.



Círculo


Tradicional empresa fabricante de linhas para artesanato, promove as manualidades ao longo dos mais de 80 anos de existência



Grupo Lunelli


Marcas de moda do segmento têxtil à moda infantil, feminina e masculina



Grupo Cristina Fashion Brands e Kamylus


Que trouxeram 11 marcas. Ambos do segmento infantil e distribuição nas principais magazines e multimarcas.



Covolan, Innovativ, Renauxview e EcoSimple


Marcas de tecelagem




Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialoga com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.

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ALGODÃO PELO MUNDO #2

15 de Janeiro de 2021

- Algodão em NY - Mais uma semana de ganhos em NY, motivados pelo relatório altista do USDA desta semana tanto para algodão quanto para milho e soja. O contrato mar/21 fechou nesta quinta em 81,15 U$c/lp, com alta de 1,7% na semana.



- Altistas 1 - Na última semana, as altas de milho e soja foram respectivamente 7,6% e 3,3%, tornando a relação de preço ainda mais favorável para estas duas commodities à medida que as definições de plantio se aproximam nos EUA. No próximo mês o National Cotton Council dos EUA irá divulgar sua pesquisa anual de intenção de plantio.



- Altistas 2 - O relatório de oferta e demanda do USDA de janeiro divulgado nesta terça confirmou uma safra menor nos EUA. Os números de produção dos EUA 2020/21 foram reduzidos em 996.000 fardos (217 mil tons) para 14,95 milhões (3,26 milhões de tons). Esta foi a menor produção do país desde 2013/14.



- Altistas 2 - O relatório americano também projetou estoques finais dos EUA com 1,1 milhão de fardos (240 mil tons) a menos que a projeção anterior do órgão em Dez/20.



- Altistas 3 - Em relação aos números globais da fibra, a relação estoque-uso global foi reduzida para 83,2%, 1 p.p. abaixo da projeção do mês anterior e 13,6 p.p. abaixo de 19/20, quando a relação fechou em 96,8%, a maior de toda história.



- Brasil Exportações 1 - As exportações de algodão iniciaram 2021 em ritmo acelerado. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia, a fibra foi o terceiro produto mais exportado do país na primeira semana do ano, perdendo apenas para minério de ferro e petróleo, com receitas de US$ 243 milhões na semana.



- Brasil Exportações 2 - Em volume, foram exportadas 157 mil toneladas na semana.  Tudo indica que as exportações do mês devem superar o recorde para o mês de janeiro que é de 308 mil toneladas.



- EUA Exportações - Os números de exportação semanal dos EUA foram 64 mil toneladas de algodão. Entretanto, os números de vendas semanais ficaram em 81 mil toneladas.   As exportações do país estão no ritmo de atingir os 3,32 milhões de tons projetados para 20/21.



- China 1 - O governo dos EUA anunciou na quarta-feira um boicote a produtos da região de Xinjiang, na China. As autoridades americanas disseram bloquearão a entrada no país de produtos feitos com algodão produzido na região de Xinjiang.



- China 2 - A região de Xinjiang responde por 90% da produção Chinesa de algodão e na safra 20/21 produziu o equivalente a 5,35 milhões de toneladas de algodão segundo a BCO.



China 3 - Segundo fontes locais o algodão de Xinjiang continua mais valorizado na China do que o algodão importado (+1.500 RMB/ton ou US$ 232/ton). As mesmas fontes estimam que quando esta diferença cair para metade dos patamares atuais, a Reserva estatal deve entrar comprando.



- China 4 - A situação do boicote deve acelerar a liberação de pelo menos mais 900 mil toneladas em novas quotas de importação de algodão nos próximos dias. As quotas anteriores já se esgotaram.



- Cotton Brazil – Depois do lançamento e do evento na China no mês passado, este mês estão programados webinars Cotton Brazil Days na Índia (21/1), Vietnã (25/1) e Coréia do Sul (28/1). Os eventos estão sendo realizados pela Abrapa, Anea e Apex Brasil em parceira com as Embaixadas do Brasil no exterior e entidades locais do setor têxtil.



- Agenda – Na próxima segunda não haverá mercado nos EUA pois será feriado de Martin Luther King no país (18/Jan).



- Brasil Beneficiamento 19/20 - Mato Grosso: 98,5%; Bahia: 100%; Goiás: 100%; Minas Gerais: 100%; Mato Grosso do Sul: 100%; Maranhão: 80%; Piauí: 100%; São Paulo: 100%; Tocantins: 100% e Paraná: 100%. Média Brasil: 98,5% beneficiado



- Brasil Plantio 20/21 - Números até ontem: Mato Grosso: 8%; Bahia: 87%; Goiás: 74%; Minas Gerais: 75%; Mato Grosso do Sul: 80%; Maranhão: 78%; Piauí: 100%; São Paulo: 87%; Tocantins: 87% e Paraná: 100%. Média Brasil: 30% semeado



- Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.




 

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14 de Janeiro de 2021

Destaque da Semana - Relatório de oferta e demanda do USDA divulgado na última quarta-feira impulsionou as cotações, com Dez/22 chegando a atingir a máxima de 97,25.


- Algodão em NY – O contrato Mar/22 fechou ontem a 116,84 U$c/lp (+1,8%). Referência para a safra 2021/22, o contrato Dez/22 fechou a 95,68 U$c/lp (+1,8%).


-Preços - Ontem (13/01), o algodão brasileiro estava cotado a 134,50 U$c/lp (+175 pts) para embarque em Jan-Fev/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).


Destaques do relatório mensal de oferta e demanda do USDA divulgado na última quarta-feira (12/1)


-Produção global de algodão para 21/22 foi reduzida em 132 mil tons, para 26,34 milhões de tons. Índia (5,99 milhões de tons), China (5,88), EUA (3,84) e Brasil (2,87) se mantêm como principais produtores.


- O consumo global ficou praticamente em linha com a previsão anterior: 27,05 milhões de tons (-7 mil). China (8,6 milhões de tons), Índia (5,66), Paquistão (2,44) e Bangladesh (1,92) são os principais consumidores da fibra em 21/22.


- A previsão para o comércio internacional em 21/22 foi reduzida em 83 mil toneladas em comparação às estimativas do mês passado, chegando então a 10,14 milhões de toneladas.  China (2,12 milhões de tons), Bangladesh (1,81), Vietnã (1,63) e Paquistão (1,2) são os principais importadores da fibra.


- Por fim, os estoques finais globais caem 158 mil toneladas em relação às previsões do mês passado, levando os números finais de estoque em 21/22 a 18,5 milhões de toneladas, ou 68,4% do consumo anual.


- EUA 1 - Apesar do plantio só iniciar na primavera, o acompanhamento da seca nas regiões produtoras já começou. A preocupação é com o Texas, onde a seca se intensificou nos últimos dias, segundo dados oficiais.


- EUA 2 - Vendas para exportação realizadas na primeira semana de 2022 foram expressivas: 414 mil fardos de 480 lbs. Os principais compradores foram China (145 mil fardos), Índia (76 mil), Paquistão (40 mil), Vietnã (38 mil), e Bangladesh (32 mil).


- Logística 1 - Congestionamentos em alta no maior porto de contêineres do mundo, em Xangai. Muitas transportadoras marítimas desviaram a rota para lá para fugir dos atrasos no porto de Ningbo, que reduziu as atividades após surto de Covid-19.


- Logística 2 - Os problemas não estão restritos à China. Em 5/jan, uma fila com 167 navios tentava entrar no porto de Los Angeles. Lá, o tempo médio de espera para embarque era de 28,2 dias e a média para descarregar superava 11,5 dias.


- Índia - Para protestar contra a alta nos preços do algodão, indústrias têxteis de Tamil Nadu, no Sul da Índia, programaram uma greve de dois dias no fim do mês. O governo estuda reduzir o imposto de importação para conter a especulação.


- Paquistão - A falta de algodão no mercado paquistanês tem favorecido o aumento na cotação da commodity também por lá. Nesta semana, os preços atingiram novas máximas. A safra 2022 só irá chegar ao mercado em junho.


- Semeadura 2021/22 - Até ontem (13/01): BA (83%); GO (80%); MA (52%); MG (75%); MS: (97%); MT: (21%); PI (81%); PR (100%); SP (81%). Total Brasil: 38% plantado.


-  Exportações - O Brasil exportou 50,5 mil tons de algodão na primeira semana de jan/22, segundo dados do Ministério da Economia.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


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Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Produção de algodão deve crescer em 2022

12 de Janeiro de 2021

Abrapa na Mídia


Produção de algodão deve crescer em 2022


O ano de 2021 foi um ano positivo para a cotonicultura brasileira e as estimativas são de crescimento na atual safra. Em entrevista ao Canal do Boi, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, fez um balanço dos desafios superados em 2021 e falou sobre as expectativas do setor para 2022.


Confira:


 https://youtu.be/da06giBRuqk


Canal do Boi – 07.01.2022

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Abrapa é destaque na coluna “Cabeça de Líder” de José Luiz Tejon, na Jovem Pan

Algodão faz aquilo que o Brasil precisa fazer: governança e marketing

11 de Janeiro de 2021

O "cotton Brazil" foi lançado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com apoio da Apex-Brasil e da Associação Nacional de Exportadores do Algodão do Brasil (Anea). Exatamente 20 anos atrás o algodão tinha sido destruído pela incompetência da gestão dos elos da cadeia produtiva do algodão. Hoje somos o maior exportador mundial de algodão responsável, dentro da sustentabilidade.


Fizemos um salto de qualidade. O setor não se contentou em fazer bem feito somente no dentro da porteira. Envolveu a ciência que antecede a lavoura e incluiu o setor industrial dos têxteis. Inovação com código de barras, fazendas de origem, certificação. E um salto importante de comunicação. Diálogo com estilistas, varejistas, empresários da indústria, produtores e consumidores finais.


Sou algodão. E agora lá na Ásia, um competente executivo brasileiro, Marcelo Duarte, representa as ações de marketing perante os clientes internacionais. De São Paulo Fashion Week, à família de produtores rurais, esta cadeia produtiva é show nas passarelas da modernidade.


Renasceu da destruição e exemplifica o que temos que fazer em todas as demais cadeias produtivas ao invés de ficarmos brigando entre os elos do antes, dentro e pós-porteira ou falando mal da sociedade e de clientes e consumidores. Agora qual o segredo do algodão? Simples. Onde têm líderes de qualidade podemos observar a qualidade da prosperidade.


Em 20 anos, do segundo maior importador mundial de algodão viramos o 2º maior exportador mundial e com sustentabilidade. Exatamente fazendo o que o cliente quer e, unidos, toda a cadeia produtiva.


Parabéns líderes, Arlindo Moura, Milton Garbugio, novo presidente Júlio Busato, vice-presidente Alexandre Schenkel da Abrapa. E sucesso Marcelo, aí na Ásia. Líderes de qualidade revelam a qualidade da prosperidade.


Parabéns algodão do Brasil! Ai não tem besteira, tem liderança guerreira.


José Luiz Tejon para a Jovem Pan.


Confira na página da Jovem Pan:  https://blog.jovempan.com.br/cabecadelider/tejon/algodao-faz-aquilo-que-o-brasil-precisa-fazer-governanca-e-marketing/

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ALGODÃO PELO MUNDO #21

08 de Janeiro de 2021


Algodão em NY - A curva ascendente do mercado, que já dura mais de 8 meses, continuou com os preços rompendo a barreira dos 80 U$c/lp logo na primeira semana do ano. O contrato mar/21 fechou nesta quinta em 79,76 U$c/lp, com alta de 4,7% na semana.



Algodão em NY 2 - Contra muitas previsões, no acumulado do ano passado, o algodão fechou o ano no positivo com alta de 10,3% na bolsa americana. O pior momento do ano foi em 1º de Abril, quando a fibra fechou valendo 48,85 U$c/lp.



Altistas 1 - Uma série de fatores têm impulsionado os preços da fibra, com destaque para aumentos nos preços de outras commodities, com destaque para soja e milho, grande liquidez global, enfraquecimento do dólar americano e início das vacinações contra COVID-19.



Altistas 2 - Além disso, analistas americanos acreditam que a atual relação de preços entre soja e algodão (17:1) é altamente favorável à soja. Ou seja, ou o preço relativo do algodão se recupera nos próximos dois meses ou haverá redução de área da fibra nos EUA, principal exportador global. A relação de equilíbrio estaria em torno de 12:1.



Brasil Exportações 2020 - O Brasil quebrou vários recordes de exportação em Dezembro/20. Com 370,5 mil toneladas da fibra exportadas, foi o maior mês de exportação da história e também o ano que o país mais exportou algodão: 2,1 milhões de toneladas, aumento de 32% em relação a 2019. Em termos de receita, foram exportados US$ 3,23 bilhões em 2020, também recorde.



Brasil Exportações 2020_2 - Os maiores compradores de algodão Brasileiro em 2020 foram: China (36%), Vietnã (16%), Paquistão (14%), Turquia (9%), Indonésia (8%) e Bangladesh (8%).



Brasil Exportações 2020_3 - A cadeia do algodão foi a 7ª no ranking de exportações do agronegócio em 2020 em valor exportado, segundo análise do Insper Agro Global. Nas primeiras colocações ficaram complexo soja (1), carnes (2), produtos florestais (3), açúcar e álcool (4), milho (5) e café (6).



China 1 - Os números do setor na China continuam muito positivos, com fiações operando 100%. As importações de algodão, por outro lado, estão mais lentas agora já que as quotas autorizadas pelo governo (sem o imposto de 40%) praticamente se esgotaram. O mercado aguarda para este mês 894 mil toneladas em novas quotas de importação.



China 2 - Em Novembro/20 a China importou 196,5 mil toneladas de algodão, volume 87% maior que Nov/19. O maior exportador foram os EUA (41%), seguido do Brasil (29%). Os números de Dez/20 serão divulgados no início de Fevereiro.



EUA Área plantada 21/22 - A revista Cotton Grower divulgou suas projeções de área a ser plantada a partir de Março nos EUA. Segundo pesquisa realizada pela publicação, a área plantada de algodão no país deve reduzir em torno de 4,7% na próxima safra. Um dos principais fatores são preços mais atrativos de outras commodities como soja.



Cotton Brazil – Depois do lançamento e do evento na China no mês passado, este mês estão programados webinars Cotton Brazil Days na Índia (21/1), Vietnã (25/1) e Coréia do Sul (28/1). Os eventos estão sendo realizados pela Abrapa, Anea e Apex Brasil em parceira com as Embaixadas do Brasil no exterior e entidades locais do setor têxtil.



Agenda – Na próxima Terça, 12/1, o USDA divulgará o primeiro relatório mensal de 2021. A expectativa é para mais um ajuste para baixo na previsão de produção 20/21 dos EUA.

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Abrapa lança Plataforma de Business Intelligence (BI) do programa Cotton Brazil

21 de Dezembro de 2020

​Desde a última sexta-feira, 18, mais de dois bilhões de dados do algodão brasileiro e mundial estão disponíveis na plataforma BI do Cotton Brazil, projeto idealizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). O primeiro evento internacional utilizando a plataforma foi o 2020 Cotton Outlook Forum, em Qingdao, realizado pela China National Cotton Exchange e co-realizado pela Abrapa. Mais de 300 indústrias chinesas estiveram presentes na ocasião.


Desde a última sexta-feira, 18, mais de dois bilhões de dados do algodão brasileiro e mundial estão disponíveis na plataforma BI do Cotton Brazil, projeto idealizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). O primeiro evento internacional utilizando a plataforma foi o 2020 Cotton Outlook Forum, em Qingdao, realizado pela China National Cotton Exchange e co-realizado pela Abrapa. Mais de 300 indústrias chinesas estiveram presentes na ocasião.



A plataforma é uma ferramenta de inteligência de mercado que trabalha com big data e foi criada para ajudar a alavancar as exportações da pluma do Brasil através da coleta, processamento, organização e análise de um grande volume de dados sobre produção, preços, comercialização, consumo de algodão no Brasil e no mundo. Ela foi concebida com o objetivo de contribuir com as ações comerciais e promocionais do algodão brasileiro mostrando, por exemplo, o market share do Brasil e de seus concorrentes em cada país importador. Para explorar as possibilidades do sistema, o interessado só precisa acessar https://cottonbi.com.br, se cadastrar e navegar por um completo leque de informações sobre a pluma brasileira.


O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, que apresentou o programa Cotton Brazil aos Chineses, falou dos diferenciais da nova plataforma. “Nas últimas três safras, o Brasil dobrou a produção de algodão; ocupou o quarto lugar como maior produtor da fibra no mundo, e conquistou o posto de segundo maior exportador. Nossa meta é continuar aumentando a participação do algodão brasileiro no mercado externo tanto em termos de volume vendido quanto de valorização do produto. Para isso, além de focarmos nos nossos quatro pilares (qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e promoção), precisamos ter informações confiáveis, precisas e atualizadas sobre os mercados onde atuamos”, enfatizou Duarte.



Este é o primeiro evento oficial, após o lançamento do Cotton Brazil, no último dia 8 de dezembro, e conta com o apoio da Embaixada do Brasil na China e de dois grandes parceiros no país, a China National Cotton Exchange (CNCE) e a Beijing Cotton Outlook (BCO). O objetivo maior da iniciativa é alçar o país ao topo do ranking da exportação mundial de algodão até 2030, e a Ásia é um continente estratégico. No total, o projeto vai abranger nove países asiáticos, China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Tailândia e Coreia do Sul.


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Júlio Cézar Busato é aclamado presidente da Abrapa para biênio 2021/2022

17 de Dezembro de 2020

Em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (16), a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) deu posse à nova diretoria que vai gerir a entidade pelos próximos dois anos. O novo presidente sucede a Milton Garbugio, a partir do dia 1º de janeiro. Desde a criação da Abrapa, em 1999, as eleições da presidência da associação seguem uma linha sucessória pré-estabelecida na composição da diretoria, que permite saber, com antecedência e por longo prazo, os próximos presidentes. Em sua plataforma de gestão, Busato elencou cinco frentes prioritárias de trabalho: qualidade, rastreabilidade/dados, sustentabilidade, promoção e relações institucionais.



"Minha missão será a mesma de todos os presidentes que já passaram pela Abrapa, entregar, no último dia do biênio, uma associação melhor e maior do que eu recebi. A Abrapa é hoje uma entidade de representação de classe modelo para todas as cadeias do agro, e é essa disposição de fazer sempre o melhor que nos faz referência em organização, qualidade e força", afirmou Busato.



Dentre os desafios de dar o que ele chama de "um passo à frente em inovação", Busato definiu o avanço no programa Standard Brazil HVI, que trata da qualidade nos resultados de análise instrumental de fibra por HVI (High Volume Instrument). A meta é criar uma espécie de "visto" para o algodão brasileiro exportado, de modo que ele tenha, de antemão, a credibilidade do mercado. "O nome ainda é provisório, mas estamos chamando de Blue Card, uma iniciativa a ser implementada com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que, através de um certificado, ateste a rastreabilidade e a qualidade da fibra produzida no país, por meio de um programa de autocontrole", explicou.



Também na linha da inovação, na área da rastreabilidade, na qual, atualmente, a Abrapa já tem uma estrutura que permite aos compradores e vendedores da pluma brasileira saber, através de um código de barras, o passo a passo do produto – de que fazenda veio, onde foi beneficiado, resultados de análise de HVI, etc – entre uma série de avanços, uma das metas mais arrojadas é lançar uma plataforma que permita a total rastreabilidade da cadeia de fornecedores. "Este é um projeto que já vem sendo desenvolvido, com a participação de duas grandes marcas do varejo nacional. Além da rastreabilidade total do processo produtivo, também será possível rastrear a sustentabilidade, atestada pelo programa ABR", adiantou Busato. A plataforma apresentada pelo novo presidente indicou a continuidade, expansão e avanço em todos os programas da Abrapa, como o movimento Sou de Algodão e o Cotton Brazil. Também há inovações no Congresso Brasileiro do Algodão (13º CBA), que, neste ano, acontece na Bahia.



"Júlio, além de um excelente produtor, é uma pessoa competente, criativa e inquieta. Tenho certeza de que fará uma grande gestão, rumo à meta de todos nós, que é levar o algodão do Brasil ao topo", afirmou Milton Garbugio. "Este ano não teremos o nosso tradicional evento de posse, por conta da pandemia, mas, com certeza, em breve teremos muitas ocasiões de comemorar juntos", concluiu.



 Mini Bio



Júlio Cézar Busato nasceu em Casca, no Rio Grande do Sul, há 59 anos. É descendente de uma longa linhagem de agricultores, o que inspirou sua formação de Engenheiro Agronômo, graduado pela Universidade de Passo Fundo/RS. Em 1987, mudou-se para a Bahia onde, com a família, fundou a Fazenda Busato/Grupo Busato, que produz, além do algodão, soja e milho, nos municípios de São Desidério, Serra do Ramalho e Jaborandi. É uma liderança de classe atuante e reconhecida no Brasil: foi presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), do Programa de Desenvolvimento do Agronegócio (Prodeagro) e do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro). Desde 2011, quando começou a se dedicar à representação de classe, teve e tem assento em diversos fóruns, conselhos e câmaras do setor agrícola. Dentre estes, foi vice-presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), preside a Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA/Mapa), e, a partir de 01 de janeiro de 2021, presidirá a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da qual é vice-presidente, para o biênio 2021/2022.

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