Voltar

Outubro: mês de comemorações para a cotonicultura

​Além do Dia Mundial do Algodão, Abrapa celebra 5 anos do movimento Sou de Algodão e lança projeto inovador para a cadeia têxtil

04 de Setembro de 2021











Outubro é um mês especial para a cotonicultura. No dia 7, é celebrado o Dia Mundial do Algodão, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) para promover uma reflexão sobre a importância da fibra para a economia global.  Para os produtores brasileiros, não faltam motivos para comemorar.



O Dia Mundial do Algodão (World Cotton Day) foi criado em 2019, na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, a pedido, do Cotton-4 - grupo de países africanos produtores de algodão formado por Benin, Burkina Faso, Chade e Mali. A data conta com o apoio de importantes instituições como Organização Internacional do Trabalho (OIT), Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), o Centro Internacional de Comércio (ITC) e o Comitê Consultivo Internacional para o Algodão (ICAC).


"A Abrapa sempre se dedicou















a mobilizar toda a cadeia para a data. Neste ano, não será diferente. Vamos falar do nosso jeito de ser de algodão e convidamos todos os nossos apoiadores, marcas parceiras, associações estaduais e cotonicultores a fazerem o mesmo", conta o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



O algodão é cultivado em mais de 70 países e garante trabalho e renda para milhares de famílias ao redor do mundo. Segundo previsão do ICAC, a produção mundial da fibra deve ser ampliada em 3% na temporada 2021/2, chegando a 24,93 milhões de toneladas. A produção brasileira vem caminhando a passos bem mais largos e deve crescer 20,3% na safra 21/22. Com um volume projetado de 2,79 milhões de toneladas, o Brasil se consolida como quarto maior produtor e segundo maior exportador de algodão do planeta.



Mas há ainda mais motivos para comemorar. Neste mês, a Abrapa lançará um projeto inovador para a cadeia têxtil brasileira. "Será uma iniciativa inédita de rastreabilidade de toda a cadeia do algodão responsável, do plantio às lojas. Em parceria com grandes marcas, entregaremos a transparência que os consumidores esperam", antecipa Busato.



A Abrapa encerrará o mês de outubro celebrando, no dia 26, 5 anos de outra iniciativa de sucesso: o movimento Sou de Algodão. Lançado em 2016 na São Paulo Fashion Week N42, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável, o movimento já conta com mais de 700 marcas parceiras.





Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Setor debate perspectivas do algodão para a safra 21/22

​Painel repercutiu projeções apresentadas pela Conab na última semana

03 de Setembro de 2021

Setor debate perspectivas do algodão para a safra 21/22    


Um panorama do cenário atual e estimativas de oferta e demanda de algodão para a safra 2021/2022 foram apresentados nesta quinta-feira (2), em evento virtual promovido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Além da Abrapa, o painel contou com a participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit) e do CEPEA - ESALQ/ USP.



O diretor-executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, informou que 78% da safra 20/21 já foi colhida, mas a maior parte ainda está sendo beneficiada, o que impede o fechamento dos dados de produção. Segundo ele, 79,5% da atual safra e 35% da safra 21/22 já foram comercializados.  A preocupação dos cotonicultores, neste momento, são os gargalos logísticos para exportação. "Hoje estamos discutindo o problema de disponibilidade de contêiners, que vai manter o custo do transporte elevado", informou. "A competição está muito alta e é algo que não temos como resolver de imediato, é uma questão de falta de planejamento global de todas as cadeias", avaliou Portocarrero.



Com relação à próxima safra, o reaquecimento da demanda global e a forte valorização dos preços internacionais da pluma sinalizam para a retomada da área plantada, que recuou 17% no ciclo 20/21 em razão da baixa cotação no momento da decisão de plantio. "A previsão primária é de pelo menos voltarmos à área da safra anterior, mas vai depender muito do comportamento de soja e milho", ponderou o diretor-executivo da Abrapa. A oferta de potássio, ameaçada em razão dos embargos econômicos na Bielorússia, também influi na decisão de plantio, uma vez que o algodão é muito exigente em fertilidade. "Estamos avaliando todos os aspectos para não cairmos do patamar que conquistamos de estabilidade de oferta e darmos tranquilidade para os compradores nacionais e internacionais. Esse é o nosso grande desafio", enfatizou.



Lucílio Alves, pesquisador do CEPEA e professor da ESALQ/UPSP, lembrou que em julho de 2020 – período de tomada de decisão do produtor - a cotação do algodão atingiu seus menores patamares, na faixa de US$ 0,60 cents/ libra peso, com expectativa de manutenção dos preços pelos dois anos seguintes. Os parâmetros atuais, no entanto, são ainda maiores que os registrados em 2018, quando houve uma retomada de preços. "Mesmo que sinalize queda para 2022, estamos falando em U$ 0,80 cents/ libra peso, é muito atrativo", frisou Alves, lembrando que a variação de custos, nos últimos 12 meses, subiu menos que as variações de preços. "Esses fatores levam a uma retomada do otimismo em termos de rentabilidade do algodão. Olhando esse contexto e a expectativa pra frente, devemos ter um salto importante em área", avaliou.



O presidente da Abit, Fernando Pimentel, falou sobre a recuperação do setor têxtil a partir de agosto do ano passado, após forte impacto no começo da pandemia, e manifestou preocupação quanto ao suprimento da demanda. A previsão é encerrar 2021 com resultado 4 a 5% superior ao de 2019 – confecção e varejo ainda não voltarão aos níveis pré-pandemia, mas devem superar o desempenho de 2020. "Na perspectiva do algodão, estamos preocupados porque saímos de uma safra de 3 milhões para 2,3 milhões de toneladas", disse Pimentel. "Ainda é cedo para prognosticarmos o que vai acontecer em 2022. O quadro geral é de otimismo moderado", concluiu.



Projeções da Conab para a safra 21/22, divulgadas na última semana, indicam  um aumento de 13,4% na área plantada, chegando a 1.548 mil ha, diante do elevado patamar dos preços, dólar valorizado, alta rentabilidade, comercialização antecipada e da fidelização de clientes internacionais. Com uma produtividade estimada de 1.750 kg/ha, a produção prevista é de 2,71 milhões de toneladas - volume 15,8% superior ao da safra 2020/21.



Como fatores de risco para a efetivação do cenário projetado, a Conab aponta o surgimento de variantes do novo coronavírus mais transmissíveis e resistentes; fortes variações no preço do petróleo; e a relação comercial entre China e EUA. A Abrapa consolidará suas estimativas para a safra 2021/2022, no final de setembro.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #35/2021

02 de Setembro de 2021

- Algodão em NY - Depois de cair nos primeiros dias da semana, a ameaça de uma nova tempestade tropical nos EUA e mais uma alta em Wall Street ajudaram as cotações ontem. Mesmo com esta recuperação, o contrato Dez/21 fechou em 93,29 U$c/lp, queda de 0,9% nos últimos 7 dias.


-  Preços - Ontem (02/9), o algodão brasileiro estava cotado a 104,75 U$c/lp (-175 pts) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).



- Altistas 1 - Depois do furacão Ida, que aparentemente não afetou as lavouras de algodão, apesar de causar estragos enormes em áreas urbanas, o mercado está monitorando novas formações no Golfo do México, em direção ao Texas.



- Altistas 2 - Relatório do ICAC divulgado esta semana reduziu estimativa de produção mundial (24.9 milhões de tons) e aumentou de consumo (25.9 milhões de tons). Além disso, o órgão analisou o momento de mercado como altista.



- Altistas 3 - Os contratos em aberto de algodão em NY atingiram as máximas de três anos, chegando a quase 270 mil contratos.



- Baixistas 1 - Os dados semanais de vendas e exportações dos EUA desapontaram. O número de vendas divulgado nesta quinta-feira foi cerca de metade do realizado nas últimas semanas. As vendas acumuladas para 2021-22 atingiram apenas 39% da previsão do USDA, contra uma média de cinco anos de 47% para esta época.



- Baixistas 2 - A ausência da China como compradora do algodão americano tem chamado a atenção.



- Baixistas 3 - As condições das lavouras nos EUA continuam muito acima das médias históricas, com 70% (-1%) de lavouras boas-excelentes.



- EUA 1 - Hoje pela manhã será divulgado o relatório de dados de emprego dos EUA. O Federal Reserve (Fed) está acompanhando de perto estes dados para decidir o cronograma da retirada dos estímulos à economia.



- EUA 2 - Um número alto de geração de emprego pode acelerar a retirada de estímulos e consequentemente enfraquecer as cotações das commodities e elevar o dólar americano. Um número mediano, por outro lado, pode sinalizar que os estímulos continuarão por mais tempo.



- China 1 - Os leilões de algodão da reserva da China continuam vendendo 100% dos lotes ofertados. Já foram vendidas mais de 416 mil toneladas este ano e os preços na semana passada ficaram entre 105 e 107 U$c/lp.



- China 2 - Com os estoques sendo consumidos, a pergunta que o mercado está fazendo é sobre quando, como e de quem o governo Chinês irá comprar algodão para recompor suas reservas estatais.



- China 3 - Chuvas castigaram parte das áreas plantadas com algodão em Xinjiang, China, esta semana, com as lavouras já prestes a serem colhidas.



- Índia - As chuvas de monções registradas estão abaixo do normal, o que deve afetar a produção local. No importante estado de Gujarat, por exemplo, as chuvas estão 50% menores que a média. Punjab e Rajastão também registraram menores precipitações.



- Paquistão 1 - Empresários do Paquistão informaram esta semana que o prazo de entrega de algodão importado, que era de 45 a 60 dias, hoje está em torno de 110 a 130 dias devido aos problemas logísticos globais.



- Paquistão 2 - Com o problema logístico, as fiações, que trabalhavam com estoque para 3-4 meses, agora precisam manter estoques para 5-6 meses. O objetivo é evitar o risco de parar as indústrias.



- Austrália - A guerra comercial entre China e Austrália segue escalando. Além do boicote a produtos como algodão, vinho e lagosta da Austrália, agora Pequim orienta seus alunos a não estudar no país da Oceania.



-  Agenda 1 - Segunda-feira (6/9) é dia do Trabalho nos EUA, portanto feriado. Na terça, o feriado é no Brasil: nosso dia da Independência.



- Agenda 2 - No dia 16/9 (17/9 na China), a Abrapa realizará mais um evento do programa Cotton Brazil na China para promover o algodão Brasileiro, em parceria com a CNCE (China National Cotton Exchange).



- Exportações - O Brasil exportou 50,8 mil tons de algodão no mês de agosto/21, volume 47% inferior ao registrado em agosto/20. Reflexo do atraso no plantio de algodão deste ano.



- Colheita - Até ontem (02/09): BA e TO (86%); GO (98%), MA (71%); MG (89%), MS (100%), MT (90%), PI (100%) SP (99%) e PR (100%). Total Brasil: 89% colhido.



- Beneficiamento - Até ontem (02/9): BA e TO (43%); GO (67%), MA (24%); MG (59%), MS (82%), MT (22%), PI (63%) SP (98%) e PR (100%). Total Brasil: 30% beneficiado.



Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


WhatsApp Image 2021-09-03 at 09.53.00.jpeg

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Algodão: Abrapa quer tornar Brasil maior exportador mundial até 2030

01 de Setembro de 2021

A entidade que representa os produtores no país firmou uma parceria com a Apex para elaborar estratégias nas vendas externas da pluma



A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) planeja tornar o Brasil o maior exportador mundial de algodão até 2030. Para atingir esse objetivo, a entidade renovou uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex). Nos próximos dois anos, serão estudadas estratégias de vendas e elaborados protocolos para garantir boas práticas nas operações de embarque da pluma.



A renovação do convênio entre a Abrapa e a Apex aconteceu em meio à plantação de algodão em Cristalina (GO). O projeto Cotton Brazil, parceria, foi iniciado no ano passado.



"O nosso objetivo é aumentar a participação do algodão brasileiro no comércio mundial, conquistando mais espaço e melhorar a valorização da pluma brasileira. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor mundial da pluma do algodão e o segundo maior exportador mundial e queremos crescer ainda mais. Pois o algodão  tem se mostrado, ao longo do tempo, com um faturamento bruto três vezes maior que o da soja e emprega cinco vezes mais pessoas", destaca Júlio Cesar Busato, presidente da Aprapa.



O Brasil é o maior fornecedor de pluma de origem sustentável do mundo. O país responde por 36% de todo algodão certificado com o selo better cotton. Agora, Apex e Abrapa devem trabalhar na elaboração de protocolos de certificação de boas práticas nas operações de embarque do produto exportado.



De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou quase US$ 2 bilhões em algodão bruto.



"Não é apenas uma questão de quantidade. O que a gente vê nessa lavoura é a qualidade, sobretudo a sustentabilidade do algodão brasileiro. Aqui você tem desempenho, tecnologia, essa riqueza de cabeças e ao mesmo tempo a nossa riqueza natural garantindo a produção de um insumo tão importante", pontua Augusto Pestana, presidente da Apex.



Ainda dentro programa da Abrapa e Apex serão feitos estudos para melhorar as estratégias comerciais ligadas aos principais países compradores da pluma brasileira. Segundo a abrapa, apesar do algodão nacional ter a mesma qualidade do americano, líder em vendas, ele é vendido em uma média de preço 8% menor.



"Tenho certeza que nós vamos conquistar cada vez mais espaço com o produto brasileiro para que os produtores possam plantar cada vez mais algodão nas suas fazendas e aumentar a rentabilidade", finaliza Busato.


Canal Rural – Programa Rural Notícias - 30.08.2021


https://www.canalrural.com.br/noticias/algodao-brasil-maior-exportador-mundial-2030/


Assista ao vídeo

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Algodão: Abrapa quer tornar Brasil maior exportador mundial até 2030

01 de Setembro de 2021

A entidade que representa os produtores no país firmou uma parceria com a Apex para elaborar estratégias nas vendas externas da pluma



A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) planeja tornar o Brasil o maior exportador mundial de algodão até 2030. Para atingir esse objetivo, a entidade renovou uma parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (Apex). Nos próximos dois anos, serão estudadas estratégias de vendas e elaborados protocolos para garantir boas práticas nas operações de embarque da pluma.



A renovação do convênio entre a Abrapa e a Apex aconteceu em meio à plantação de algodão em Cristalina (GO). O projeto Cotton Brazil, parceria, foi iniciado no ano passado.



"O nosso objetivo é aumentar a participação do algodão brasileiro no comércio mundial, conquistando mais espaço e melhorar a valorização da pluma brasileira. Hoje, o Brasil é o quarto maior produtor mundial da pluma do algodão e o segundo maior exportador mundial e queremos crescer ainda mais. Pois o algodão  tem se mostrado, ao longo do tempo, com um faturamento bruto três vezes maior que o da soja e emprega cinco vezes mais pessoas", destaca Júlio Cesar Busato, presidente da Aprapa.



O Brasil é o maior fornecedor de pluma de origem sustentável do mundo. O país responde por 36% de todo algodão certificado com o selo better cotton. Agora, Apex e Abrapa devem trabalhar na elaboração de protocolos de certificação de boas práticas nas operações de embarque do produto exportado.



De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou quase US$ 2 bilhões em algodão bruto.



"Não é apenas uma questão de quantidade. O que a gente vê nessa lavoura é a qualidade, sobretudo a sustentabilidade do algodão brasileiro. Aqui você tem desempenho, tecnologia, essa riqueza de cabeças e ao mesmo tempo a nossa riqueza natural garantindo a produção de um insumo tão importante", pontua Augusto Pestana, presidente da Apex.



Ainda dentro programa da Abrapa e Apex serão feitos estudos para melhorar as estratégias comerciais ligadas aos principais países compradores da pluma brasileira. Segundo a abrapa, apesar do algodão nacional ter a mesma qualidade do americano, líder em vendas, ele é vendido em uma média de preço 8% menor.



"Tenho certeza que nós vamos conquistar cada vez mais espaço com o produto brasileiro para que os produtores possam plantar cada vez mais algodão nas suas fazendas e aumentar a rentabilidade", finaliza Busato.


Canal Rural – Programa Rural Notícias - 30.08.2021


https://www.canalrural.com.br/noticias/algodao-brasil-maior-exportador-mundial-2030/


Assista ao vídeo

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Estão abertas as inscrições para o 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

01 de Setembro de 2021

O  2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores foi um dos temas abordados no podcast Elle News, da revista Elle, na última segunda-feira (30). Promovido pela Abrapa, o concurso é voltado a estudantes e visa incentivar a nova geração de designers a utilizar a fibra natural em suas criações. As inscrições vão até 15 de outubro.


Confira a partir de 16m43s:


https://open.spotify.com/episode/7pItZRBDfkJBX6nRmxDwWF?si=767aca8f257f434a


Podcast Elle News – 30.08.2021

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Live de Esquenta apresenta novidades do 13º CBA

Evento contou com participação especial do CEO e cofundador do Grupo Reserva, Rony Meisler

31 de Agosto de 2021

Evento contou com participação especial do CEO e cofundador do Grupo Reserva, Rony Meisler


Começou a contagem regressiva para o 13º Congresso Brasileiro do Algodão, que acontecerá entre 16 e 18 de agosto de 2022, em Salvador/ BA. A largada foi dada nesta sexta-feira (27), em uma live realizada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).



O chamado Esquenta CBA, transmitido pelo youtube da entidade, mostrou o local do próximo congresso – o incrível Centro de Convenções de Salvador - apresentou os patrocinadores parceiros e antecipou algumas atividades da programação. A próxima edição do maior encontro nacional do setor terá como tema Algodão Brasileiro: Desafios e Perspectivas no Novo Cenário Mundial.



Realizado desde 1997, o CBA apresenta, a cada dois anos o que há de mais recente em pesquisa e tecnologia para o cultivo do algodão e debate demandas e rumos do setor. Em 2022 não será diferente. "Avaliamos que a sustentação da cadeia produtiva do algodão passa por um setor forte, capaz de resolver os principais desafios, a fim de produzir, de forma sustentável, uma fibra adequada aos nossos mercados compradores", afirmou o coordenador-geral da Comissão Científica do 13º CBA, Jean Belot.



A próxima edição do Congresso contará com 24 salas temáticas e 5 workshops. Para garantir que a programação responderá às maiores preocupações do setor, os temas estão sendo definidos a partir de uma pesquisa realizada junto a todos os atores da cadeia produtiva do algodão. Como nos eventos anteriores, o 13º CBA também incentivará a produção científica por meio de uma premiação para os melhores trabalhos de estudantes, professores e pesquisadores de instituições de todo o País.



Bate-papo sobre algodão e varejo


Rony Meisler, CEO e cofundador do Grupo Reserva, foi o convidado especial do Esquenta CBA.  Em um bate-sobre algodão e varejo com o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, Meisler falou sobre o compromisso da empresa com a sustentabilidade e sobre a parceria com a entidade. A Reserva é a marca parceira de número 500 do Sou de Algodão, movimento que incentiva a moda consciente e o consumo responsável. "A questão da sustentabilidade cada vez menos será uma opção, ela é imperativa. Isso já nasceu com a Reserva", disse Meisler, destacando que a empresa prioriza matéria-prima e confecções nacionais.



"Apesar de sermos de mundos diferentes, temos uma coisa que nos une, que é a preocupação com a sustentabilidade e a transparência", destacou Júlio Busato. Além do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que certifica a adoção de boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas e algodoeiras, o setor se prepara para um projeto rumo à cotonicultura carbono zero. "Em parceria com a Embrapa e universidades, já estamos medindo quanto CO2 aprisionamos no solo através da incorporação de matéria-orgânica no cultivo de algodão", contou o presidente da Abrapa. Ressaltou, ainda, que o Brasil é campeão mundial no uso de defensivos agrícolas de origem biológica.



O CEO da Reserva elogiou as iniciativas e disse ter orgulho da parceria com a Abrapa. "Vocês foram absolutamente geniais na construção de uma marca que nos aproxima do consumidor final. Existe um preconceito de que o agro é mau, o que é um absurdo", ponderou. "Iniciativas como o Sou de Algodão desmistificam essa questão de uma maneira belíssima", avaliou Meisler. "Nosso propósito é cuidar, emocionar e surpreender nossos stakeholders todos os dias, entre eles nossa comunidade, nossos consumidores e nossos colaboradores. Na parceria com a Abrapa estamos cuidando deles, causando o menor dano possível ao meio ambiente", ressaltou.



Meisler e Busato aproveitaram a oportunidade para contar um pouquinho sobre uma novidade que será anunciada na Semana do Dia Mundial do Algodão, em outubro.  "Em parceria com a Abrapa, a Reserva vai ser a primeira empresa do Brasil a dar transparência a toda a cadeia de fornecimento. Um projeto de rastreabilidade que vai do algodão ao varejo é absolutamente transformador, muito obrigado à Abrapa por ter nos escolhido", comemorou o CEO da Reserva. "Nós nos escolhemos", disse Busato. "Seremos os primeiros do mundo a fazer isso. Juntos, Abrapa e Reserva vão dar o exemplo", completou.



No final do Esquenta CBA, Júlio Busato revelou a grande atração do aguardado show de encerramento da 13º edição do evento: a dupla Fernando e Sorocaba. "Teremos o melhor congresso de todos os tempos", garantiu o presidente da Abrapa.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Programa Cotton Brazil é renovado por mais dois anos

30 de Agosto de 2021

Programa Cotton Brazil é renovado por mais dois anos


A renovação da parceria entre a Abrapa e a Apex-Brasil para a promoção do algodão brasileiro no exterior foi notícia no Canal Terra Viva, na última sexta-feira (27). A assinatura do convênio ocorreu durante Dia de Campo na Fazenda Pamplona, do grupo SLC Agrícola, em Cristalina/GO.


Canal Terra Viva -  27.08.2021


Assista:


https://www.youtube.com/watch?v=xWjzBfwr0fw

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #34/2021

27 de Agosto de 2021











- Algodão em NY - Preocupações com três tempestades tropicais que ameaçam regiões produtoras nos EUA influenciaram o mercado esta semana. O contrato Dez/21 fechou em 94,16 U$c/lp, alta de 1,5% nos últimos 7 dias.



- Preços 1 - Ontem (19/8), o algodão brasileiro estava cotado a 106,50 U$c/lp (sem alteração) para embarque em Out-Nov/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).



- Preços 2 - Influenciado pelo forte basis Ásia (diferença entre cotação em NY e preço negociado na Ásia), o índice Cotlook, indicador de referência de preço mundial de algodão posto Ásia, fechou em U$c/lp 103,90,  maior valor desde Fev/2012.



- Altistas 1 - O mercado está observando possíveis tempestades se desenvolvendo, que podem atingir regiões produtoras nos EUA.  Com a safra no estágio inicial de abertura dos capulhos, fortes ventos e chuvas podem causar muitos estragos.



- Altistas 2 - O número de contratos em aberto está no mais alto nível desde Agosto de 2018.



- Baixistas 1 - O percentual de lavouras consideradas boas e ótimas nos EUA continua subindo.  Esta semana, o inidicador chegou a 71% (+4pp). Ano passado nesta época o índice era de 46%.



- Baixistas 2 - Os dados semanais de exportação e vendas divulgados esta semana pelos EUA foram significativos, mas desapontaram o mercado por não mostrar vendas para a China.



- Cotton Brazil - Esta semana foi assinado o segundo convênio entre Apex Brasil e Abrapa para promoção do algodão brasileiro no exterior. O prazo é de dois anos e prevê a manutenção das ações atuais e novas iniciativas, principalmente na Ásia.



- China 1 - Os leilões de algodão da reserva da China continuam vendendo 100% dos lotes ofertados, apesar da recente mudança de regra que impede que traders participem dos leilões, liberando a venda somente para fiações.



- China 2 - Os preços locais esta semana caíram 2,4% na bolsa de Zengzhou (ZCE). A redução pode estar relacionada à medida tomada pelo governo de restringir a participação de tradings nos leilões da reserva. Inflação de preço de commodities é uma das grandes preocupações do governo Chinês.



- Índia - O departamento de meteorologia local alerta que as chuvas de monções em Agosto devem fechar 10% abaixo do normal, o que pode afetar a produtividade no maior produtor do mundo.



- Bangladesh - A demanda no país continua alta, com as indústrias buscando urgentemente atender suas demandas de curto prazo com cargas em trânsito marítimo ou via terrestre (Índia).



- Paquistão - Após o feriado de dois dias do Ashura na semana passada, o mercado retomou com forte demanda. Mesmo com o início da colheita, os preços locais seguem em alta devido à desvalorização da moeda local e ao menor volume de algodão importado.



- Portos 1 - O terminal de Meishan, no porto de Ningbo (China) foi reaberto nesta Quarta-feira, após duas semanas. O terceiro maior porto do mundo, entretanto, só deve estar operando à plena capacidade em uma semana.



- Portos 2 - Os gargalos logísticos globais, entretanto, devem perdurar por alguns meses ainda.  Além da China continuar impondo medidas restritivas nos portos devido à Covid-19, a falta de contêineres e escassez de navios nas posições certas estão provocando atrasos e aumento de custos.



- EUA - Ontem e hoje, economistas do Banco Central dos EUA estão se reunindo em Jackson Hole, Wyoming, para seu simpósio anual. Suas deliberações normalmente impactam o mercado do dólar americano e consequentemente das commodities.



- Lavouras - A colheita já começou no hemisfério Norte. Nos EUA, o Sul do Texas já está colhendo, enquanto na Turquia e Grécia as operações de colheita devem começar em breve. A China começa a colher no mês que vem, enquanto na Índia o plantio ainda não terminou.



-  Exportações - O Brasil exportou 29,3 mil tons de algodão nas três primeiras semanas do mês de agosto/21.



-  Colheita - Até ontem (26/08): BA e TO (77%); GO (98%), MA (64%); MG (80%), MS (100%), MT (77%), PI (96%) SP (96%) e PR (100%). Total Brasil: 78% colhido.



- Beneficiamento - Até ontem (26/8): BA e TO (40%); GO (59%), MA (20%); MG (45%), MS (73%), MT (18%), PI (56%) SP (96%) e PR (100%). Total Brasil: 26% beneficiado.



Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com



- Preços - Consulte tabela abaixo


WhatsApp Image 2021-08-27 at 12.29.11.jpeg





Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa apresenta panorama da safra 20/21 para o setor têxtil

27 de Agosto de 2021

A Abrapa apresentou as perspectivas de oferta, qualidade e preços do algodão na safra 2020/2021 a conselheiros, diretores e associados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). O presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, foi um dos convidados da reunião de agosto do Conselho de Administração da Abit, realizada nesta quinta-feira (26) de forma virtual.


Busato lamentou o recuo da produção, resultado da redução de 17% da área cultivada em relação à safra 19/20 devido à baixa cotação da pluma no momento da decisão de plantio. "Foi uma decisão bastante difícil para os produtores. Gostaríamos de ter plantado mais mas, infelizmente, este ano estimamos uma safra de 2,4 milhões de toneladas", afirmou.


Problemas no estabelecimento da cultura - especialmente em Mato Grosso, Goiás e Bahia - e a falta de chuvas no final do ciclo contribuíram para uma queda na produtividade.  A qualidade da pluma, no entanto, será similar a da safra anterior, garantiu o presidente da Abrapa.


Para a temporada 21/22, as perspectivas são positivas. "O algodão está com bons preços e, embora soja e milho também estejam muito competitivos, existe uma vontade dos produtores de retomar a área da safra passada", informou Busato. Destacou, ainda, que o mercado doméstico é prioritário para os cotonicultores brasileiros. "Temos a visão clara de que primeiro temos que atender nosso mercado interno, ou seja, nosso maior e melhor cliente", afirmou.


A reunião também contou com a participação com representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério de Minas e Energia e da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter