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Colheita da safra 20/21 está na reta final

14 de Setembro de 2021











​O fim da colheita da safra 2020/21 de algodão foi destaque no programa Bom dia Produtor, do Canal do Boi, na última quinta-feira (9). O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, explicou que os produtores estão correndo contra o tempo para colher toda a produção na janela sanitária que vai até o final de setembro e, assim, evitar pragas como o bigudo do algodoeiro.



Assista a reportagem completa: https://youtu.be/oMV88x05Il4



Canal do Boi – Bom dia Produtor – 09.09.2021





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Câmara Temática de Insumos debate demora no registro de inovações tecnológicas

Risco de escassez de potássio e de defensivos agrícolas também preocupa os produtores brasileiros

14 de Setembro de 2021

A necessidade de melhor estruturação das equipes técnicas encarregadas pela área de registro no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) foi um dos temas centrais da 109ª reunião da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, realizada nesta segunda-feira (13). O problema resulta na demora na aprovação de defensivos já incluídos nas listas de prioridades do Mapa.



Durante a reunião, a Abrapa, em parceria com a Abramilho e a Aprosoja, propôs a solicitação formal de medidas que garantam maior celeridade nos processos de registro de novas moléculas, para que os agricultores possam ter acesso a ferramentas inovadoras. "Estamos fazendo um esforço muito grande para modernizar a legislação, concentrar definitivamente os processos finais no Ministério e, para isso, precisaremos ter uma estrutura muito eficiente", destacou o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. "A ideia é elaborarmos um documento para que se busque uma solução antecipada e, quando for aprovado o PL 6299, termos a tão sonhada eficiência, transparência e modernização", reiterou.



Buscando solucionar esse desafio, a proposta dos produtores inclui a atualização da lista de pragas problemáticas e tecnologias prioritárias para o registro de defensivos. O setor produtivo também sugere a adesão a estratégias globais de avaliação conjunta (Global Joint Review), por meio de memorandos de entendimento com países como Canadá, Estados Unidos e Austrália, para otimização das análises.



Outra questão que preocupa ao agricultores é o risco de redução de oferta de potássio em decorrência das sanções econômicas aplicadas pela União Europeia à Bielorrússia – um dos maiores exportadores mundiais do nutriente. O Brasil é o maior importador de potássio do mundo e 23% do volume adquirido no exterior vem da Bielorrúsia. "Neste cenário de poucos players e um mercado relativamente equilibrado, restringir esta fonte vai causar um desabastecimento mundial e, por consequência, um problema de preço", avaliou Ricardo Tortorella, diretor executivo da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). Segundo análise da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), os defensivos puxarão os custos de produção agrícola da próxima safra devido à baixa disponibilidade de matéria-prima e à valorização do dólar.



Ao final da reunião, o coordenador geral de Mecanização, Novas Tecnologias e Recursos Genéticos da Secretaria de Inovação do MAPA, Alessandro Cruvinel Fidelis, apresentou a forma de funcionamento do recém criado Conselho Estratégico do Programa de Bioinsumos. Segundo ele, o colegiado instituído pela Resolução nº 1, de 5 de Agosto de 2021 está focado na regulamentação do setor de bioinsumos.



Como encaminhamentos, a Câmara Temática de Insumos Agropecuários decidiu pela elaboração de um documento robusto, com apoio das instituições representativas dos produtores, da Croplife - que representa a indústria - e do próprio Mapa, apontando gargalos e sugerindo soluções à ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Deliberou-se, também, a inclusão da Conab em todas as reuniões, para apresentação de seus dados estatísticos referentes a custo de produção e infraestrutura.



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ascom@abrapa.com.br

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Sou de Algodão promove live com Dudu Bertholini, André Hidalgo e estilistas do line-up para falar do futuro da moda autoral brasileira

Com o objetivo de divulgar o 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, no último mês para inscrições, o embaixador do concurso e stylist dos trabalhos finalistas e o diretor criativo do evento trazem a experiência de nomes expoentes da semana de moda

13 de Setembro de 2021

O stylist Dudu Bertholini e André Hidalgo, responsável pela Casa de Criadores, se juntam em uma live para conversar e tirar dúvidas sobre o 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores nesta quarta (15/09), além de marcar a contagem regressiva de 30 dias para o encerramento das inscrições, que vão até 15 de outubro. Junto a eles, participam o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e responsável pelo Movimento Sou de Algodão, Júlio Cézar Busato e os estilistas Mateus Cardoso e Theo Alexandre.


“Estamos ansiosos para estimular a criatividade dos estudantes. Nossa finalidade é incentivar a nova geração com o uso da fibra na cadeia da moda, mostrando como o algodão é um material versátil, moderno e arrojado, além de valorizar a transparência para os consumidores, transformando a moda do Brasil”, comenta Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Para isso, o presidente da Abrapa mostrará que, embora a cadeia toda seja formada por agentes tão diversos, o único elo que amarra todos é o algodão, já que é por meio dele que é possível criar uma moda 100% nacional, desde a fibra até o produto final. “Uma moda com fibra, fiação, tecelagem, criador e confecção nacionais”, define Busato.


Dudu está entusiasmado por ser o embaixador de um concurso tão legal voltado para os estudantes: “o Desafio consegue envolver alunos de todas regiões do Brasil e isso permite que a oportunidade chegue para todos. Eles podem aprender e se aprimorar para ingressar no mercado de trabalho, já com uma bagagem super significativa”.


Como responsável pela Casa de Criadores, grande evento da moda autoral brasileira, André reforça que “a parceria com o movimento Sou de Algodão, já revelou três novos nomes para o line-up (da Casa – retirar). Isso faz crer que há talentos incríveis escondidos pelos cantos do Brasil, e precisamos dar protagonismo a eles”.


A live acontecerá no dia 15/09, às 17h, no Instagram da Casa de Criadores e do Dudu Bertholini, em tempo integral, com participações do Sou de Algodão, do Theo Alexandre e do Mateus Cardoso.


Serviço

Live 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores

Dia: 15/09

Hora: 17h00

Local: Instagram Casa de Criadores ou do Dudu Bertholini


Datas-chave do 2º Desafio Movimento Sou de Algodão + Casa de Criadores

- Inscrições: até 15/10/2021

- Seleção de semifinalistas: 29/10/2021

- Divulgação dos trabalhos finalistas: 24/12/2021

- Desfile presencial finalistas: mai/22



Sobre Sou de Algodão

É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 36% de toda a produção mundial de algodão sustentável.


Siga Sou de Algodão:

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Reunião com Ampasul encerra rodada de visitas a associações estaduais

Entre março e setembro, presidente da Abrapa esteve em 10 regiões produtoras de algodão

13 de Setembro de 2021

Com uma viagem de dois dias ao Mato Grosso do Sul, a Abrapa encerrou uma rodada de visitas às principais regiões produtoras de algodão no país e reuniões com as 10 associações estaduais vinculadas à entidade. O giro, iniciado em março pelo Maranhão, terminou na última sexta-feira (10), em Chapadão do Sul.



Acompanhado do diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, Busato esteve na Fazenda Reunidas, do Grupo Schlatter, e na Algodoeira Catléia, ambas em Chapadão do Sul. Os dirigentes ainda participaram de reunião na sede da Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso do Sul (Ampasul) e visitaram o laboratório de análise de qualidade da fibra da associação.



Em conversa com produtores e lideranças locais, o presidente da Abrapa falou sobre iniciativas como o projeto Cotton Brazil, desenvolvido em parceria com o governo brasileiro, para promoção da fibra nacional no mercado asiático. "Estão conhecendo quem nós somos, o que pensamos e aquilo que fazemos", resumiu. Também fez um balanço do Movimento Sou de Algodão, que estimula o uso da fibra pela indústria nacional por meio do incentivo ao consumo responsável e à moda consciente. O programa já conta com cerca de 700 marcas parceiras.



Busato também comemorou o fato de 81% da pluma brasileira ter a certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que atesta a adoção de boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas, em benchmarking com a Better Cotton Initiative (BCI). "Passei por todas as estaduais, me sinto orgulhoso daquilo que nós fizemos em menos de 30 anos", destacou, lembrando que (em – retirar) o Brasil passou de segundo maior importador mundial de algodão, em 1997, para a posição de segundo maior exportador global.



Para o presidente da Ampasul, Walter Schlatter, a visita dos dirigentes da Abrapa ao Mato Grosso do Sul foi altamente produtiva. "Essa união fortalece o setor. Nosso desafio é continuar a busca de altas produtividades com sustentabilidade e  (a busca – retirar) de outros espaços no mercado mundial, aumentando assim a demanda pelo nosso produto", avaliou.



Entre março e setembro, o presidente da Abrapa esteve nos estados do Maranhão, Bahia, Paraná, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, São Paulo e Tocantins, com o objetivo de atualizar as associações estaduais e ouvir sugestões sobre os projetos que a Abrapa vem desenvolvendo na busca de mercados e na valorização da pluma brasileira. Juntas, as 10 associações vinculadas à Abrapa representam 99% de toda a área plantada, 99% da produção e 100% da exportação de algodão no Brasil.



Mais informações para a imprensa:


ascom@abrapa.com.br

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #36/2021

10 de Setembro de 2021

- Mercado - Hoje é um dia para acompanhar as notícias de mercado: às 13hs (de Brasília) o USDA divulga seu relatório mensal de oferta e demanda, e antes sai o relatório de exportações semanais, que atrasou esta semana por causa do feriado de segunda nos EUA.



- Algodão em NY - Semana de poucas oscilações, com o contrato Dez/21 fechando em 93,22 U$c/lp, queda de 0,1% nos últimos 7 dias.



- Preços 1 - Ontem (9/9), o algodão brasileiro estava cotado a 106,50 U$c/lp (+175 pontos) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).



- Basis Ásia 1 - O Basis do algodão brasileiro Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia continua subindo e atingindo recordes. Em Ago/21 o basis médio CIF Ásia foi de 1.169 pontos de US$/lb e este mês já está em 1.247 pontos.



- * Basis Ásia 2* - Como referência, o basis de Agosto de 2020 foi de 439 pontos de US$/lb e o de Setembro foi 443 pontos (fonte Cotlook).



- Altistas 1 - O relatório de safra do USDA desta semana mostrou uma queda surpreendente de 9 pontos percentuais de 70% para 61% nas avaliações de bom a excelente.



- Altistas 2 - As cotações na bolsa Chinesa de Zhengzhou (ZCE) tiveram uma expressiva alta de 4,5% nos últimos 7 dias, fechando ontem no equivalente a 127.56 U$c/lp.  Nesta Sexta o mercado está em queda, mas o saldo da semana é positivo.



- Baixistas 1 - As grandes economias do ocidente na Europa e os EUA já se preparam para a retirada dos estímulos à economia. O movimento é acompanhado com muita atenção pelo mercado, pois pode ter efeito negativo nas commodities e ações se realizado de forma rápida.



- Baixistas 2 - Os atuais gargalos logísticos globais estão achatando margens ao longo da cadeia (exceto dos armadores, que estão faturando muito) e causando aumento de preços ao consumidor. Todo esse cenário pode levar à redução da demanda pela indisposição dos consumidores de pagarem mais ou terem que esperar muito pelo produto desejado.



- USA 1 - No relatório de oferta e demanda do USDA de hoje, um número para se observar é a safra dos EUA. O consenso de mercado para este ano (21/22) é 17,7 milhões de fardos (3,85 milhões de toneladas), contra 17,26 do último relatório.



- USA 2 - A Farm Service Agency (FSA) dos EUA divulgou esta semana as suas estimativas de área colhida: 10,5 milhões de acres (aprox. 4,25 milhões de ha).



- USA 3 - Estes números, que aparentemente não deveriam ter sido divulgados antes do relatório do de hoje, mostram um número um pouco maior que o previsto pelo USDA em Agosto (10,36 milhões de acres).



- Mercado Global - Importante também observar os dados de oferta e demanda global no relatório de hoje. O mercado espera uma ligeira redução na produção e também no consumo para esta safra.



- China 1 - Fontes na China indicam que, devido ao aumento do consumo e boas margens das fiações, o país deve importar este ano 2,6 milhões de toneladas, segundo maior número desde 2013/14.



- China 2 - Rumores do mercado apontam que grandes estatais Chinesas estão ativamente comprando algodão Brasileiro e Americano esta semana para recompor estoques da reserva estatal.



- China 3 - Vamos observar hoje o tamanho do apetite dos Chineses no relatório semanal de vendas dos EUA. O Brasil não divulga relatório de vendas, somente de exportações.



- Lavouras - No hemisfério Norte, o desenvolvimento das lavouras é desigual.  Enquanto na Índia ainda há áreas para serem plantadas, a colheita está prestes a iniciar na Turquia, e está começando na China, EUA e Paquistão.



- Agenda 1 - Na próxima semana, Abrapa, Anea e Embaixada do Brasil na China promovem evento do Cotton Brazil no nosso maior cliente, a China. O webinar será na noite do dia 16/9 no Brasil (e no dia 17/9, às 9h de Beijing).



- Agenda 2 - No dia 7 de Outubro, durante o Congresso da International Cotton Association (ICA), em Liverpool, a Abrapa irá apresentar um painel virtual especial sobre as perspectivas para a safra 2022 do Brasil.



- Exportações - O Brasil exportou 15,6 mil tons de algodão na primeira semana do mês de setembro/21, segundo dados do Ministério da Economia.



- Colheita - Até ontem (09/09): BA e TO (92%); GO (99%), MA (78%); MG (93%), MS (100%), MT (99%), PI (100%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil: 97% colhido.



- Beneficiamento - Até ontem (09/9): BA e TO (50%); GO (83%), MA (30%); MG (68%), MS (91%), MT (30%), PI (75%) SP (99%) e PR (100%). Total Brasil: 38% beneficiado.



Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com



- Preços - Consulte tabela abaixo


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Cenário e desafios da cotonicultura no Brasil Resumo

10 de Setembro de 2021

Reportagem especial do Agro em Foco TV Digital desta quinta-feira (9) mostrou o compromisso dos cotonicultores brasileiros com a qualidade do algodão e a sustentabilidade do processo produtivo. Em entrevista ao vivo, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, falou sobre o cenário atual e os desafios do setor.



Assista: https://youtu.be/b78SXoW5ZRw



Agro em Foco TV Digital – 09.09.2021

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Artigo: Se o mundo é cada vez mais sintético, por que não ser cada vez mais algodão?

09 de Setembro de 2021

Se o mundo é cada vez mais sintético, por que não ser cada vez mais algodão?


Movimento Sou de Algodão é iniciativa da Abrapa e parceiros para conscientizar consumidores das vantagens da fibra natural em relação à sintética


Júlio Cézar Busato


A competitividade do agronegócio brasileiro é indiscutível. A cada ano, conquistamos mais espaço na mesa e nas prateleiras de consumidores do mundo todo, concorrendo de igual para igual com grandes potências agrícolas, como Estados Unidos e China.


A cotonicultura cumpre seu papel com maestria. O Brasil já é o segundo maior exportador mundial de algodão e o maior fornecedor de fibra responsável (Better Cotton) do planeta.


O mercado doméstico, no entanto, continua sendo um dos nossos principais clientes – perde apenas para a China. E nosso maior concorrente é a fibra sintética. Há 10 anos, o algodão representava 57% do total de fibras utilizadas pela indústria têxtil nacional. Hoje, representa 46%.


O avanço no consumo de sintéticos poderia ter sido ainda maior, não fosse uma iniciativa inédita no país de união de toda a cadeia setorial, sob liderança da Abrapa: o Movimento Sou de Algodão. Lançado há quase cinco anos, o Sou de Algodão chega em agosto de 2021 com nada menos do que 650 marcas parceiras.


Preocupada com a crescente preferência por sintéticos, em 2015 a Abrapa encomendou uma grande pesquisa de mercado que identificou, entre outras coisas, a falta de informação do brasileiro sobre o que veste. Os consumidores reconhecem os atributos do algodão, mas não sabem que se trata de uma fibra natural, de fonte renovável, menos nociva ao meio ambiente e produzida de forma sustentável.


Com base no estudo, definimos a estratégia de ressaltar os benefícios do algodão para o consumidor final e, assim, engajar a sociedade na valorização de um produto que entrega responsabilidade social e ambiental. Só vamos reverter a tendência de perda de mercado para os sintéticos quando o brasileiro der valor às boas práticas e reconhecer o diferencial de um produto feito com algodão brasileiro responsável. Essa é a missão do Sou de Algodão.


O movimento é inspirado na bem sucedida experiência americana Cotton Incorporated, que conseguiu ampliar o consumo médio de algodão nos Estados Unidos de 35%, na década de 70, para mais de 60% hoje em dia.  Com pesados investimentos em comunicação e promoção, o projeto realizou ações impactantes e engajadoras, transformando o algodão na fibra preferida dos americanos.


Com a análise das ações da Cotton Inc. e de iniciativas de outras cadeias, decidimos focar o Sou de Algodão em ações promocionais, de negócios e informacionais, que vão desde campanhas de comunicação até projetos voltados à ampliação da competitividade.


De olho no futuro, o movimento também atua junto a universidades, de forma a fomentar a criatividade, proporcionar experiência e conhecimento aos futuros profissionais e ampliar o relacionamento entre a academia e a indústria, fortalecendo toda a cadeia do algodão.


O pontapé inicial dessa estratégia foi dado em 2016 com o lançamento do Movimento Sou de Algodão na São Paulo Fashion Week N42, a mais importante semana de moda do país, com apoio do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da Bayer. Desde então, a Abrapa vem trabalhando iniciativas de conscientização dentro do segmento da moda, convidando a todos para um outro olhar sobre as várias possibilidades.


A iniciativa une agentes da cadeia produtiva e da indústria têxtil que produzem peças com, no mínimo, 70% de algodão na composição. O projeto conta, ainda, com o apoio de empresas e associações que têm iniciativas na área de sustentabilidade ou incentivam uma moda mais consciente.


São fiações, tecelagens, malharias, confecções, redes varejistas, projetos sociais, organizações não governamentais, artesãos e microempreendedores que colaboram para uma jornada de produto ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável.


Com o Movimento Sou de Algodão, abrimos um inédito canal de diálogo com o consumidor final e estamos mostrando que, ao adquirir uma peça de algodão, ele ganha a sensação de pertencimento à causa e de dever cumprido na missão de fazer um mundo mais justo e melhor para todos.


Cada vez mais, esse consumidor quer saber a origem do que está comprando, quem produziu, quais as condições de sua produção e seu propósito. Temos orgulho de estar atuando no despertar de uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável.


*Júlio Cézar Busato é presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que representa 99% de toda a área plantada, 99% da produção e 100% da exportação do Brasil.


Revista Globo Rural – Vozes do Agro – 07.09.2021


https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Opiniao/Vozes-do-Agro/noticia/2021/09/se-o-mundo-e-cada-vez-mais-sintetico-por-que-nao-ser-cada-vez-mais-algodao.html

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Abrapa visita região produtora no Piauí

​Apesar do recuo na área plantada, estado registra recorde de produtividade

09 de Setembro de 2021

Na última semana, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, visitou regiões produtoras de algodão no Piauí. O estado reduziu em cerca de 50% a área plantada na safra 20/21 em relação ao ciclo anterior, totalizando 9.933 hectares. Em contrapartida, obteve a maior média de produtividade dos últimos 10 anos, com 330 arrobas por hectare.



Segundo dados da Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), a semeadura de mais de 90% da área ocorreu dentro da janela considerada ideal para o estado, entre 10 de dezembro e 10 de janeiro, o que contribuiu para uma boa produtividade. "A expectativa é de voltar, na próxima safra, à área de 2019", informa Júlio Busato.  "Por enquanto, estão consolidando as áreas com soja e milho, mas o Piauí tem um grande potencial para produzir algodão no futuro", avalia.



No giro pelo estado, o presidente da Abrapa esteve nas Fazendas Progresso, no município de Sebastião Leal, e na fazenda Canel, em Uruçuí, acompanhado do  o presidente da Apipa, Amilton Bortolozzo, além do vice-presidente, Gregory Sanders, e do diretor executivo, Francisco de Sales Battisti Archer. "Foi muito importante esta visita ao estado, aqui a Abrapa pode constatar a aptidão do Piauí para a produção de algodão", afirma Bortolozzo, enfatizando o compromisso dos cotonicultores da região com a sustentabilidade. "Há um grande empenho da Apipa em certificar todos os produtores no programa ABR/BCI, para que o algodão piauiense seja bem aceito em qualquer parte do mundo", destaca.



Em reunião na sede da associação estadual, em Teresina, Busato falou sobre os projetos desenvolvidos pela Abrapa na busca de mercados e na valorização da pluma brasileira no Brasil e na Ásia. Também reiterou a importância da adesão de todos os produtores aos programas de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade da entidade.  "Estamos bem alinhados naquilo que fazemos e pensamos", assegura o presidente da Abrapa.



Desde o começo do ano, a Abrapa tem visitado as principais regiões produtoras de algodão, com o objetivo de atualizar as associações estaduais sobre os projetos desenvolvidos pela entidade e fortalecer a ação conjunta. Esta semana, os dirigentes da entidade irão ao Mato Grosso do Sul.

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Relatório Mensal de safra - setembro

09 de Setembro de 2021

Colheita 2020/21 está em 89% da área total


Atraso repercute nas exportações


O Relatório Abrapa de Safra de setembro,, publicado nesta quinta-feira (9), mostra que a colheita do ciclo 2020/2021 ainda não foi concluída, devido ao atraso no calendário de plantio.  Até 2 de setembro, 89% haviam sido colhidos e 30%, beneficiados, segundo dados das associações estaduais.  O atraso na colheita se refletiu nas exportações de agosto. No primeiro mês da temporada 21/22,  os embarques totalizaram 50,78 mil, 53% abaixo do volume exportado em agosto 2020.



Leia o relatório completo em:


Relatorio_de_Safra_Setembro21

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Júlio Cézar Busato: ‘Só vejo bons tempos para a agricultura’

08 de Setembro de 2021

Descendente de italianos, o agrônomo Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), foi o primeiro de sua família a desbravar o oeste da Bahia. Gaúcho nascido em Casca, ele buscava um lugar para expandir a produção agropecuária, até então restrita à cidade natal.



A decisão lhe ocorreu enquanto cursava a Universidade de Passo Fundo (RS), quando percebeu que só alcançaria o crescimento desejado em Mato Grosso ou na Bahia. Depois de conhecer os dois Estados, optou pelo cerrado baiano.



A mudança para Barreiras aconteceu em 1987. "Era um ambiente bastante inóspito", relembra Busato, que partiu sozinho, deixando a mulher e um filho pequeno, os quais buscaria meses depois. "Me enfiei no meio do mato. Um lugar sem luz, sem telefone, sem televisão, sem água, sem escola, sem hospital. Foi um tempo bastante difícil, mas muito bom."



A primeira terra da família Busato no Estado foi uma área arrendada. A soja, principal cultura produzida hoje no Brasil, foi a cultura escolhida. Depois, quando conseguiram implementar técnicas de irrigação, plantaram feijão, milho pipoca e algodão — o carro chefe da propriedade.



Atualmente, o Brasil é o principal produtor mundial de algodão em áreas secas e está entre os cinco maiores exportadores e consumidores. Entre agosto de 2020 e julho de 2021 — ano comercial de venda do algodão —, o Brasil exportou 2,4 milhões de toneladas da pluma de algodão — como é chamado o algodão comprado em farmácias e utilizado na fabricação de roupas. O número é 23% maior que o registrado na temporada anterior e marca um novo recorde. Conforme o mais recente relatório da Companhia Nacional de Abastecimento, as perspectivas para a próxima safra (2021/2022) são positivas.


"Todo dia a gente acorda de manhã tentando fazer melhor do que fez no dia anterior, sempre buscando produtividade, sempre buscando sustentabilidade", contou Júlio. "Nós temos de entregar para os nossos filhos, nossos netos uma terra melhor do que aquela que nos foi entregue. Esse é o objetivo."



Para isso, toda cadeia atende a rígidas regras de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade. Um exemplo é o programa SBRHVI (Standard Brazil HVI), que tem como foco padronizar a classificação do algodão e informatizar o acesso aos dados. A iniciativa iguala os processos brasileiros aos realizados em outros países produtores. Já o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), criado em 2004, monitora e rastreia o algodão por meio de etiquetas com sequência numérica de código de barras que são fixadas nos fardos.



Para ganhar o título de Algodão Brasileiro Responsável (ABR), os associados da Abrapa precisam cumprir 178 itens de responsabilidade, com práticas sociais, ambientais e econômicas. "Estamos tirando algodão lá do fundo da loja e trazendo para a vitrine, dando transparência", disse. "A rastreabilidade do Sistema Abrapa de Informação permite saber onde cada fardo foi produzido, por quem foi produzido e em que local foi beneficiado. O ABR cuida da parte de sustentabilidade."


Antes de assumir a presidência da Abrapa, Busato fez parte da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão e da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). "Com a criação da Aiba, começamos a nos organizar melhor e fizemos parcerias com a Embrapa, universidades públicas e privadas e fomos visitar outros países", afirmou. "Essa busca pela tecnologia faz com que a Bahia tenha a maior produtividade de soja e milho do Brasil e a maior produtividade de algodão não irrigado do mundo."


Como o senhor avalia o atual cenário para o produtor de algodão?


Primeiro, vou falar como eu vejo o mercado, não só para o algodão, como para o milho, a soja e as carnes. O Brasil tem uma grande oportunidade de pegar o mundo pela barriga. Temos muita terra e usamos hoje menos de 8% do nosso território para produzir. O potencial de crescimento é enorme, principalmente nas áreas de cerrado, respeitando todo o Código Florestal Brasileiro. Se perdermos essa oportunidade, alguém vai pegar, talvez a África. No caso do algodão, em função da produtividade, da qualidade e da escala, podemos nos tornar o maior exportador mundial. Hoje, somos o segundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Resumiria tudo numa única palavra: oportunidade.



E o senhor acredita que essa oportunidade está atrelada à tecnologia?


Com certeza. Para crescer, precisamos de rentabilidade das culturas e mercado. Rentabilidade vem de produtividade, do controle do custo de produção e do preço. No preço não conseguimos interferir, porque é a lei da oferta e da procura em nível mundial. Mas, na produtividade, sim, porque ela está atrelada à tecnologia. Todo dia a gente acorda tentando fazer o melhor que fez no dia anterior, sempre buscando produtividade, sustentabilidade. Temos de entregar para os nossos filhos e netos uma terra melhor do que aquela que nos foi entregue. Esse é o objetivo. Para aumentar a produtividade, melhoramos a fertilização e a matéria orgânica do solo. Precisamos usar mais defensivos agrícolas de origem biológica — ou seja, insetos, fungos e bactérias que controlam as doenças e pragas das culturas. O Brasil hoje é campeão. A variedade de sementes melhoradas também ajuda bastante. Tenho certeza de que a nossa tecnologia vai avançar cada vez mais e mais rápido.



À frente da Abrapa, como o senhor pretende trabalhar para que o país se torne o maior exportador mundial de algodão?


Estamos desenvolvendo dois grandes programas: o Sou de Algodão e o Cotton Brazil. Nosso objetivo é conquistar novos mercados e valorizar a pluma do algodão brasileiro. Para isso, temos um programa que checa a qualidade da fibra nos laboratórios brasileiros, e também focamos em sustentabilidade. A cultura do algodão tem de ser rentável para aqueles que trabalham em toda a cadeia produtiva. O produtor também precisa cumprir todas as normas do Código Florestal Brasileiro, ou seja, preservar 80% da sua propriedade na Amazônia, 35% no cerrado da Amazônia e 20% no cerrado, além de outras regras. Temos feito isso muito bem. Só vejo bons tempos para a agricultura brasileira, principalmente para o cotonicultor.



Como é feita a rastreabilidade do algodão?


Hoje, ainda é um leitor de código de barras, mas em pouco tempo será um QR Code. Assim, será possível ir até a loja, escanear o QR Code com o celular e encontrar toda a história daquela peça. Quem produziu, inclusive com uma foto da família produtora, onde, informações sobre a qualidade das fibras e em que local ele foi beneficiado. Da separação da fibra do caroço, passando pelo feitio do fio, pela costura, até chegar à prateleira da loja. Tudo isso certificado. Isso faz parte do programa Sou de Algodão, que a Abrapa está conduzindo. Vamos começar com duas marcas neste ano e passar para outras em 2022.



Os brasileiros têm noção da dimensão e da importância do agronegócio?


As pessoas precisam conhecer mais o que o Brasil tem de bom, e o algodão brasileiro eu diria que é uma das coisas que temos de melhor. Muitas vezes as informações chegam distorcidas. Na década de 1970, a maior população do Brasil estava no campo. Hoje, só 13% da população está no campo. Mesmo assim, essa gente consegue produzir alimento em quantidade, qualidade e a baixo custo tanto para a população brasileira quanto para a mundial. Os agricultores trazem riqueza para o país.



Revista Oeste – Por Sabrina Nascimento – 03.09.2021


https://revistaoeste.com/revista/edicao-76/julio-cezar-busato-so-vejo-bons-tempos-para-a-agricultura-brasileira/

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