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Cinco anos de Sou de Algodão, o movimento da fibra responsável do Brasil

Iniciativa da Abrapa vem, desde 2016, promovendo a moda responsável, por meio de ações e conteúdos voltados, principalmente, para a conscientização do consumidor para melhores escolhas ao se vestir

26 de Outubro de 2021

Neste dia 26 de outubro, o Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), completa cinco anos, mobilizando toda a cadeia, do produtor ao consumidor final, com o propósito de promover o consumo consciente da moda por meio da valorização de uma fibra democrática, inclusiva e produzida de forma responsável no Brasil. Ao longo desta semana, publicaremos informações sobre os cinco anos do Movimento.



Como tudo começou 



A partir de uma visão estratégica, mesmo diante de um cenário desfavorável em virtude da crise que assolava o setor no primeiro semestre de 2016, o conselho de administração e a assembleia da Abrapa aprovaram o lançamento do movimento Sou de Algodão, ainda na gestão 2015/16, presidida por João Carlos Jacobsen. Com a análise das ações da Cotton Inc. e de iniciativas das outras cadeias produtivas que mudavam o mindset do consumidor, o plano estratégico desenhado foi estruturado com ações integradas nos pilares informacional, promocional e de negócios, de forma a envolver e estimular os diversos públicos, incentivar o uso do algodão e promover o crescimento da indústria, por meio do diálogo e da facilitação de negócios entre os diferentes elos da cadeia.



Em 26 de outubro, dando início a um novo capítulo na história do algodão brasileiro, o lançamento do Sou de Algodão aconteceu na principal semana de moda do país, a São Paulo Fashion Week (SPFW), e com um posicionamento, quase provocativo, convidava o consumidor a refletir: "se o mundo é cada vez mais sintético, por que não ser cada vez mais algodão?"



"A nossa fibra é confortável e ideal para o clima brasileiro. Decidimos criar o movimento para valorizar a produção e a qualidade do nosso produto junto à indústria da moda nacional. Logo que foi lançado, sabia que seria um passo muito importante para começarmos a ganhar visibilidade", afirma Jacobsen, ex-presidente da Abrapa.



Na gestão 2017/18, com o presidente Arlindo de Azevedo Moura, foi lançado o segundo manifesto intitulado "o algodão é a fibra democrática, inclusiva e sustentável da moda brasileira". O ex-presidente acredita que o algodão é o fio condutor de uma história de sucesso. "Para além da fibra, o movimento compartilha os princípios de qualidade e sustentabilidade que norteiam todas as estratégias para a promoção do algodão desenvolvidas pela Abrapa", reforça Azevedo.



Com o presidente Milton Garbugio, em 2019/20, o terceiro manifesto foi lançado com a mensagem "Sou de Algodão, o movimento que cultiva a moda responsável do Brasil", para levar informação à população sobre a origem de suas roupas, estimular o uso do algodão responsável e promover o consumo consciente. O ex-presidente acreditou no potencial da narrativa como ferramenta de conscientização. "São pessoas boas e do bem, que trabalham para que o algodão se firme cada vez mais no reconhecimento como uma fibra sustentável. Os consumidores vão se identificar com as histórias e entender por que o algodão é uma matéria-prima tão importante para a nossa economia, bem-estar e meio ambiente", diz.



O terceiro manifesto nasceu na 46ª Casa de Criadores, o principal evento de moda autoral do País. A campanha vai ao encontro da preocupação atual em relação à origem e à qualidade do que consumimos. Além disso, evidencia histórias reais que fazem parte da cadeia da fibra.





Marcas parceiras  


 


O algodão está em diversos produtos e no dia a dia das pessoas. Mostrar a versatilidade e a presença da matéria prima na rotina das pessoas é uma missão do movimento, gerando o reconhecimento do público sobre sua importância em vários momentos de suas vidas. Com isso, a iniciativa da Abrapa se juntou a marcas que usam a fibra na fabricação de seus produtos, para demonstrar como é essencial na moda desde peças de cama, mesa e banho até o jeans e a camiseta.



Na gestão 17/18, as grandes fiações, tecelagens, grupos de confecção e da varejista Lojas Renner foram as adesões mais importantes. Outros destaques foram: Norfil, Incofios, Grupos Kyly, Rovitex, e Coteminas, além da Vicunha, Canatiba, Cataguases, Santista Jeanswear, Cedro e Santanense.



Já na gestão 19/20, o movimento registrou um crescimento acelerado, de 73 marcas, em 2018, passou para 398 em 2020, ou seja, 325 marcas em uma única gestão. Esse período foi marcado pela adesão de grupos de confecção, estilistas e um grande número de microempreendedores. Destaques vão para: Melissa, Grupos Cristina, e Krindges, Linhas Círculo, Grupo Lunelli, Dalila Têxtil, RVB Malhas e Elian Malhas. Nessa mesma gestão, iniciou-se a distribuição de tags, sendo que, logo no primeiro ano, foram distribuídas mais de sete milhões, para identificar peças com, pelo menos, 70% de algodão na composição de produtos das marcas parceiras.



Na gestão atual, 21/22, o processo de adesão de novas marcas continua em andamento. Até o momento, grandes conhecidos do consumidor se juntaram ao Sou de Algodão, como Reserva, Shoulder, Maria Filó e Karsten. A perspectiva é de fechar 2021 com 800 marcas. Só neste ano,  até outubro, já foram distribuídas mais de 18 milhões de tags do movimento para as marcas aderidas.


Amanhã, o tema é a presença do movimento nas semanas de moda e no universo estudantil. Vem com a gente!

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Algodão de Ponta a Ponta: Basf convida Abrapa e Reserva

​O evento debateu sustentabilidade e relevância econômica da fibra no dia de aniversário do Movimento Sou de Algodão

26 de Outubro de 2021

A Basf, parceira do Sou de Algodão, promoveu um amplo painel sobre a fibra brasileira nesta terça-feira (26), dia em que o movimento completa 5 anos.  O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, participou do evento virtual, chamado de Algodão de Ponta a Ponta. O encontro também teve a presença de Claudia Moraes, diretora de sourcing do grupo AR&CO, e Warley Palota, líder de Negócios de Sementes de Algodão da Basf.



O objetivo da Basf, com o webinar, era mostrar ao mercado que a união entre indústria, produtor e varejo fortalece toda a cadeia. Além do aniversário do Sou de Algodão, os convidados abordaram temas como o recém lançado Programa SouABR e a sustentabiidade e relevância econômica da pluma produzida no país.



Na abertura do painel, Júlio Busato contou como surgiu a ideia do movimento, lançado em 2016 na São Paulo Fashion Week ,(SPFW), que hoje reúne mais de 700 parceiros em torno de ações voltadas para uma moda consciente e responsável.  Segundo ele, apesar de ser natural e confortável, o algodão estava perdendo mercado para as fibras sintéticas.



"Estive presente na ocasião do lançamento e descobrimos o quanto nós, produtores e estilistas não nos conhecíamos. Surgiu a ideia de aproximarmos os agricultores e o pessoal da moda, já que temos algo em comum: o algodão. Passamos a levar a informação para essas pessoas, levamos até a fazenda, mostramos por quem e como é produzido o algodão brasileiro", relatou Busato.



Na avaliação do presidente da Abrapa, o SouABR, é a coroação do movimento. Lançado este mês em parceria com a Reserva e a Renner, o programa oferece rastreabilidade total de produtos têxteis, da semente ao guarda-roupa, por meio de um QR Code na etiqueta das peças. "Estamos entrando para a história. As marcas vão tirar o algodão do fundo da loja e colocar na vitrine. É um ganho muito grande para todos que estão adquirindo uma roupa produzida com fibra natural, biodegradável e que, aqui no Brasil, tem rastreabilidade e sustentabilidade", ressaltou Busato.



Em nome da Reserva, Cláudia Moraes afirmou que é preciso amar mais o Brasil e dar valor ao que temos. "Parece óbvio que a camiseta vem da semente, mas não é. Entramos no SouABR porque tudo é nacional, é muito mais que um projeto de blockchain: é amor ao Brasil e à indústria nacional", pontuou.



Warley Palota, por sua vez, falou sobre a importância da fibra para a Basf. "O algodão, para nós, é uma cultura que está sempre na estratégia. Desenvolvemos produtos e ferramentas que vão ao encontro do que o produtor precisa para produzir da melhor forma possível", destacou. "Quando a gente fala de semente, principal insumo da produção, oferecemos um portfólio bastante robusto. Temos um programa de melhoramento do algodão, para trazer produtos voltados para a produtividade e a qualidade de fibra. O algodão é apaixonante", completou.



No final do painel, Busato disse que os produtores têm duas missões: produzir algodão suficiente para abastecer integralmente a indústria têxtil nacional e comercializar o excedente com competitividade. Para isso, investem em  qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e produtividade, com tecnologia e inovação.



Sobre o Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 81% de toda a produção nacional da pluma.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #42/2021

22 de Outubro de 2021

- Destaque da semana – O sobe e desce continua.  Após quase atingir limite de alta na quarta, impulsionado pela onda inflacionária, o bom progresso da safra americana e as dificuldades logísticas zeraram os ganhos na quinta. Hoje, notícias que a incorporadora Chinesa Evergrande evitou calote animaram os mercados.


- Algodão em NY – O contrato Dez/21, que chegou a atingir 110,7 U$c/lp na última quarta, fechou ontem a U$c/lp 106,14 (-0,9%), mas esteve em alta no noturno após boas notícias vindas da China nesta Sexta.


- Preços - Ontem (21/10), o algodão brasileiro estava cotado a 124,5 U$c/lp (alta de 675 pts com relação à semana passada) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).


 - Altistas 1 - Esta semana, um importante investidor americano, Paul Tudor Jones, afirmou que a inflação causada pelos enormes estímulos fiscais recentes irá ter efeitos mais longos que o esperado, afetando muito os mercados e a sociedade.


- Altistas 2 - Em geral, muitos ativos perdem valor em um ambiente inflacionário. Commodities são exceção, pois seus preços tendem a acompanhar a inflação, portanto esses ativos se tornam atraentes no momento, pois são vistos pelo mercado como hedge contra inflação.


- Altistas 3 - Na China, o governo autorizou cotas emergenciais para as gigantes tradings locais CNCGC e Chinatex para compra de algodão importado. Com isso, o estoque de algodão em armazéns alfandegados reduziu drasticamente nas ultimas semanas, segundo fontes locais.


-  Baixistas – À medida que a colheita da safra americana avança (já está em mais de 30%) e as condições das lavouras se mantêm em torno de 64%, o prêmio de risco para a safra diminui, apesar do atraso em relação ao ano passado e à média histórica.


- China 1 - A China foi mais uma vez o principal comprador de algodão americano, com 67% do total semanal.  Segundo o relatório semanal, divulgado ontem pelo USDA, foram vendidas 92 mil toneladas de algodão para o exterior na semana passada.


- China 2 - Apesar da China estar muito ativa nas compras, devido ao atraso nas safras, ao aperto de estoques e ao caos logístico, as importações de algodão pela China caíram 15% de agosto para setembro e 65% em relação a setembro de 2020.


- China 3 - Crescimento do PIB chinês no terceiro trimestre não atingiu as expectativas de 5,2%: ficou em crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. A produção industrial também ficou abaixo do esperado, tendo crescido apenas 3,1%.


- Estados Unidos - A Associação Americana de Vestuário e Calçados exige medidas mais duras da Casa Branca visando conter o caos logístico. Ampliar o horário de funcionamento dos portos de Los Angeles e Long Beach para as 24h do dia não é suficiente, afirma a entidade.


- Austrália - A indústria de algodão australiano afirma ter vendido praticamente todo o algodão produzido na safra 2021. A abertura de novos mercados internacionais tem minimizado os prejuízos causados pela suspensão das compras pela China.


- Economia mundial - O FMI atualizou as projeções de crescimento econômico mundial para 2022. Destaque para a Índia (8,5%), China (5,6%) e Estados Unidos (5,2%). Brasil, Rússia, Japão e Europa têm índices abaixo da média mundial, de 4,9%.


- Agenda - Esta semana, a Abrapa participará de diversas reuniões com Adidos Agrícolas do Brasil nos principais mercados do continente Asiático. As reuniões são promovidas pelo governo federal (Mapa e Apex Brasil).


- Safra 2021/22 - O plantio de soja está acelerado. Até 15/out, 32% da área prevista no Centro-Oeste já havia sido semeada, superando o desempenho de 2020 (6%) e a média acumulada nos últimos cinco anos (23%). Bom sinal para a safra 2021/22 de algodão, que em vários estados brasileiros é plantada após a soja.


- Beneficiamento - Até ontem (21/10): BA e TO (85%); GO (98%), MA (58%); MG (93%), MS (99,7%), MT (66%), PI (98%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil: 72% beneficiado.


??  Exportações - O Brasil exportou 89,7 mil tons de algodão nas três primeiras semanas do mês de outubro/21. A média diária de embarque está 25,6% inferior quando comparada a outubro/20.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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Abrapa estimula consumo consciente do algodão

22 de Outubro de 2021

Abrapa na Mídia


Os produtores brasileiros de algodão fecharam uma parceria com a cadeia têxtil para promover a rastreabilidade da fibra, desde a origem certificada da pluma até a produção do tecido. O programa SouABR reúne informações por meio de um QR Code. O jornalista Valter Puga JR, do Canal do Boi, conversou sobre a iniciativa com o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



Assista:


https://www.youtube.com/watch?v=bDexHE0OC50



Canal do Boi – Programa Mais Pecuária – 12.10.2021

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Abrapa, Embrapa e Famato promovem simpósio sobre sistemas intensivos de produção de algodão

Evento debaterá tecnologias e práticas para uma agricultura econômica e ecologicamente equilibrada

20 de Outubro de 2021

Abrapa, Embrapa e Famato promovem simpósio sobre sistemas intensivos de produção de algodão 


Estão abertas as inscrições para o I Simpósio sobre Sistemas Intensivos de Produção de Algodão Brasileiro, promovido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) em parceria com Abrapa e Sistema Famato.  O evento será realizado de forma híbrida, nos dias 9, 10 e 11 de novembro, com programação presencial em Cuiabá (MT) e transmissão online.



Destinado a produtores, técnicos, pesquisadores e acadêmicos, o Simpósio discutirá temas como a pesquisa como caminho para a sustentabilidade; manejo de pós-colheita; saúde do solo; plantas de cobertura; estratificação do perfil do solo em SPD; manejo de plantas daninhas; manejo de resistência de pragas; manejo de doenças; controle biológico; manejo de nematoides; e desafios da tecnologia de aplicação.



O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, particpará do talk show de aberttura do Simpósio, sobre A Pesquisa como Caminho para a Sustentabilidade da Agricultura, ao lado do  diretor executivo de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, Guy de Capdeville, e do presidente do Sistema Famato, Normando Corral.  A programação contará, ainda, com cinco palestras ministradas por pesquisadores de instituições públicas e privadas e sete mesas redondas compostas por um pesquisador, um produtor, um consultor e um debatedor das diferentes regiões agrícolas do Brasil.



Para conferir a programação completa e fazer sua inscrição, acesse o site do evento www.sip2021.com.br. O I Simpósio sobre Sistemas Intensivos de Produção de Algodão Brasileiro conta com o patrocínio das empresas UPL, Bayer, Basf, FMC e Syngenta.

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Brasil e China alinham protocolos de qualidade do algodão

Governos chinês e brasileiro trocaram informações sobre sistemas de inspeção em reunião promovida pela Abrapa

19 de Outubro de 2021

Brasil e China deram mais um importante passo no fortalecimento das relações comerciais entre a indústria têxtil chinesa e os cotonicultores brasileiros. A convite da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), técnicos governamentais dos dois países trocaram informações sobre os sistemas de controle de qualidade adotados em cada nação,em reunião realizada nesta segunda-feira (18).



O encontro virtual teve, como principal objetivo, alinhar de informações sobre procedimentos de análise de qualidade de algodão, para facilitar o comércio, eliminar burocracias e valorizar o produto brasileiro no seu principal mercado.


Participaram da reunião técnicos do departamento de Inspeção e Supervisão de Algodão Importado da Alfândega da China em Qingdao e do Laboratório Central Estatal de Algodão Importado (State Key Testing Laboratory of Import Cotton, SKTLIC). A China National Cotton Exchange (CNCE), entidade setorial chinesa que recentemente formalizou parceria institucional com a Abrapa, também esteve presente.



Diretores e técnicos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), cotonicultores ligados à Abrapa e a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) compuseram a equipe brasileira na reunião. O evento foi realizado pelo programa Cotton Brazil, iniciativa da Abrapa, com apoio da Anea e da Apex Brasil, que visa promover o algodão brasileiro no mercado asiático.



Wang Ming, representante da Alfândega localizada na zona de livre comércio de Qingdao, apresentou as legislações que regram os protocolos de aferição de qualidade dos produtos importados e mostrou os principais procedimentos cumpridos. Qingdao responde por 60% do volume total de algodão importado pela China.  "Nos últimos cinco anos, a qualidade do algodão brasileiro evoluiu. De 2017 para cá, os índices de conformidade têm ficado em torno de 90% e percebemos que é uma fibra com boa uniformidade. Além disso, constatamos alto nível de aderência entre os indicadores brasileiros e os que aferimos na nossa própria inspeção", observou Wang.



A percepção de que o algodão brasileiro está em melhoria contínua é explicada pelos investimentos do setor em qualidade. "Analisamos 100% dos fardos produzidos no Brasil em modernos laboratórios e, a partir da safra 21/22, os resultados poderão ser conferidos pelo celular, via QR Code. Isso inclui os 81% de toda a nossa produção certificados pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR)", explicou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



Gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi apresentou como funciona e os principais resultados do programa de qualidade da associação, o Standard Brasil (SBRHVI), ancorado em critérios internacionais de classificação e controle. "Somente no ciclo 2020/21, analisamos 7.087.200 fardos de algodão, e a cada ano aprimoramos nossos processos. Estamos no caminho certo da excelência", avaliou.



Glauco Bertoldo, diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, antecipou que as análises de qualidade ganharão ainda mais força. O algodão será o primeiro produto agrícola a ser incluído no ainda inédito sistema oficial de certificação voluntária desenvolvido pelo ministério.  "Iremos começar pela cadeia produtiva do algodão devido ao grau de organização e ao sistema da Abrapa, que certifica produtores e algodoeiras. É uma produção feita com responsabilidade e transparência. A nossa certificação com certeza irá atender os rigorosos critérios do governo chinês, que convidamos desde já para conhecer in loco nosso sistema", afirmou Bertoldo.



O detalhamento do Programa de Certificação Oficial do Algodão Brasileiro foi realizado por Hugo Caruso, coordenador geral de qualidade vegetal do Mapa. Dados de origem e das diferentes etapas de produção – da lavoura à usina beneficiadora da pluma, indo até cada fardo a ser exportado – poderão ser acessados, em tempo real, pelos compradores e auditores do produto. "O certificado poderá ser feito tanto impresso como em via digital, conforme a preferência do governo chinês", observou Bertoldo.



Principal destino do algodão brasileiro, a China absorveu 30% da fibra   exportada na temporada 20/21, e a tendência é de que o comércio exterior entre os dois países continue a crescer. Nos últimos quatro anos, o Brasil multiplicou o volume de algodão embarcado para a China em oito vezes, passando de 79 mil toneladas no ciclo 2017/18 para 721 mil toneladas na temporada 2020/21. Como resultado desse crescimento nas vendas, hoje o Brasil é o segundo maior fornecedor da pluma para a indústria chinesa, alcançando market share de 26% em 2021, atrás apenas dos Estados Unidos.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #41/2021

15 de Outubro de 2021

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão no seu WhatsApp


 – Mais uma semana de muita volatilidade no mercado.  Relatório do USDA teve pontos altistas e baixistas. Preocupações com inflação e mercado aquecido na China colocam o mercado em limite de alta no noturno.


- Algodão em NY – O contrato Dez/21, que chegou a atingir 116,48 U$c/lp na última sexta, caiu para 103,50, voltou a subir ontem, atingindo limite de alta, e neste momento está em

 111 U$c/lp após limite de alta no noturno.


- Preços - Ontem (30/9), o algodão brasileiro estava cotado a 117,75 U$c/lp (-700 pts) para embarque em Nov-Dez/21 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia).


 - Altistas 1 - As recentes altas do algodão na bolsa Chinesa de Zhengzhou (ZCE), motivadas pelo aquecido mercado físico de Xinjiang, estão impulsionando as cotações em NY.  O contrato de Jan/22 na China fechou nesta sexta o equivalente a 154 U$c/lp, quando atingiu mais uma vez limite de alta.


- Altistas 2 - Enquanto os especuladores podem rolar seus contratos, as fiações estão pressionadas, pois precisam fixar mais de três milhões de fardos nas próximas seis semanas e mais 4,6 milhões de fardos até fevereiro.


- Altistas 3 - A projeção para a safra americana foi reduzida em 3% no relatório mensal do USDA divulgado esta semana, para 3,9 milhões de toneladas. Considerando que a safra está atrasada, eventos climáticos adversos ainda podem impactar o resultado final.


-  Baixistas 1 - As projeções do USDA para os números globais foram levemente baixistas, já que a produção global subiu 0,6% para 26,2 milhões de tons, enquanto o consumo global foi reduzido em 0,6%s para 26,9 milhões de tons.


- China 1 - A inflação na China registrou um recorde em Setembro. Impulsionado pela valorização das matérias-primas, o índice de preços ao produtor da indústria (PPI) chinesa subiu 10,7% em setembro em relação ao mesmo mês de 2020.


- China 2 - O relatório mensal do USDA trouxe uma previsão de 2,3 milhões de toneladas para importações Chinesas em 21/22. Apesar desse número ser maior que a última estimativa, está muito abaixo dos 2,8 milhões importados em 20/21.


- China 3 - Considerando o volume de compras recentes e os preços locais, muitos analistas acreditam que importações Chinesas serão muito maiores que o estimado pelo USDA para 21/22.


- EUA 1 - 20% da safra americana 21/22 já está colhida.


- EUA 2 - A partir de agora, o Porto de Los Angeles, nos EUA, passará a funcionar 24h por dia, nos sete dias da semana, como ocorre em Long Beach. A decisão da Casa Branca visa reduzir o volume de navios em fila de espera para atracar no País.


- Agenda 1 - Na próxima Terça, 19/10, na China (segunda-feira no Brasil) a Abrapa irá realizar uma importante reunião com o órgão da Alfândega da China responsável pela classificação de algodão importado, o SKTLIC (antigo CIQ).


-  Colheita - A colheita de 2021 está finalizada no Brasil.


- Beneficiamento - Até ontem (14/10): BA e TO (80%); GO (96%), MA (54%); MG (90%), MS (99,4%), MT (58%), PI (93%) SP (100%) e PR (100%). Total Brasil: 65% beneficiado.


-  Exportações - O Brasil exportou 52,9 mil tons de algodão nas duas primeiras semanas do mês de outubro/21. A média diária de embarque está 26,8% inferior quando comparado a outubro/20.


- Preços - Consulte tabela abaixo

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Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa repudia atos de vandalismo

15 de Outubro de 2021

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) lamenta e repudia a invasão e depredação da sede da Aprosoja e demais entidades representativas dos produtores rurais brasileiros, ocorrida nesta quinta-feira (14), em Brasília.


Atos como os ocorridos são uma afronta à democracia. A Abrapa respeita o direito à manifestação, desde que realizada de forma pacífica e respeitado o direito à propriedade. A entidade espera que os envolvidos sejam identificados e responsablizados.

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Abrapa, Reserva e Renner lançam iniciativa de rastreabilidade do algodão brasileiro

14 de Outubro de 2021

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), por meio do movimento Sou de Algodão, junto com a carioca Reserva e a Renner, lançam o Programa SouABR, que oferece informações sobre a origem da matéria-prima certificada e o processo de produção da peça adquirida pelos consumidores. O objetivo do SouABR, primeira iniciativa de rastreabilidade por blockchain da indústria têxtil nacional, é oferecer transparência e mostrar que o algodão presente na roupa tem a certificação socioambiental Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que entrega à indústria o comprometimento dos produtores com os três pilares da sustentabilidade: social, ambiental e econômico.


Através da leitura do QR Code presente na etiqueta da peça, o consumidor pode conhecer a fazenda onde o algodão foi cultivado, a fiação que o transformou em fio, a tecelagem ou a malharia que desenvolveu o tecido ou a malha e a confecção que cortou e costurou. Todas as peças rastreáveis do programa SouABR usam, no mínimo, 70% de algodão em sua composição, sendo que 100% dessa fibra natural presente no produto tem certificação. A primeira coleção foi lançada pela Reserva para o público masculino e a Renner apresentará, a partir de 2022, as roupas para o segmento feminino.


https://vogue.globo.com/moda/noticia/2021/10/fashion-news-saiba-noticias-mais-quentes-da-moda-nesta-semana.html


Vogue - Paula Mello - 14/10/2021

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ONU comemora Dia Mundial do Algodão pela primeira vez

Evento online da Organização Mundial do Comércio celebra data inserida no calendário pela Assembleia Geral em agosto passado; cultura agrícola sustenta mais de 100 milhões de famílias em todo o mundo.

14 de Outubro de 2021

Abrapa na mídia


Este 7 de outubro de 2021 marca a primeira comemoração do Dia Mundial do Algodão. A data foi aprovada em agosto passado na Assembleia Geral emreconhecimento à importância da cultura para o alcance da Agenda 2030.


Como parte das comemorações, a Organização Mundial do Comércio, OMC, preparou um evento online para debater o cenário e o potencial da cadeia de valorda commodity no desenvolvimento econômico e redução de pobreza.


Ambiente 


Em entrevista à ONU News, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, Júlio Busato, reforçou o papel econômico e social da cotonicultura.


"Esse ano, nós produzimos 2,3 milhões de toneladas de algodão e 700 mil toneladas vão abastecer a indústria têxtil brasileiras, que são quase 30 mil empresas e empregam 1,5 milhão de pessoas".


O algodão ocupa 2,1% das terras aráveis do mundo, mas atende a 27% das necessidades têxteis mundiais. De acordo com Busato, 60% da produção é de segunda safra, otimizando o uso do solo.


"O agricultor planta soja, colhe rapidamente, e depois faz uma safra de algodão. Isso é uma otimização enorme do uso do solo sem irrigação. 92% do algodão brasileiro é plantado em área de sequeiro".


Percursores  


De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, o Brasil é o segundo maior exportador e quarto maior produtor de algodão.


O país produz cerca de 2,5 milhões de toneladas e comercializa aproximadamente metade desse valor para outros países. A quantidade deixa a exportação brasileira apenas atrás dos Estados Unidos.


Quatro produtores de algodão foram percursores da celebração deste dia 7 de outubro: Benim, Burkina Faso, Chade e Mali. A aliança, conhecida como os Quatro do Algodão, fez a proposta de celebração à OMC. Estes países estão na lista dos principais produtores e exportadores.


Segundo a ONU, além da importância nessas nações, a commodity também é responsável pela renda de mais de 28 milhões de produtores em 75 países em cincocontinentes. Com os setores associados, a cultura garante o sustento de 100 milhões de famílias em todo o mundo.


Curiosidades 




  • De acordo com dados da ONU, o algodão é uma cultura com boa adaptação à seca, por possuir um sistema de raízes profundas ideal para climas áridos. Chuvas sazonais em pontos críticos do crescimento da planta seriam suficientes para produzir um alto rendimento.

  • Quase nada de algodão é desperdiçado. O produto é usado em têxteis, ração animal, óleos comestíveis, cosméticos ou combustível, entre outros usos.

  • Uma única tonelada de algodão fornece emprego durante todo o ano para cincopessoas em média, muitas vezes em algumas das regiões mais pobres.

  • Filamentos à base de algodão são adequados para impressoras 3D porque conduzem bem o calor, ficam mais forte quando molhados e são mais escaláveis do que materiais como madeira.


https://news.un.org/pt/story/2021/10/1765732



ONU News – 07.10.2021

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