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Movimento Sou de Algodão participa de mais uma edição do São Paulo Fashion Week

O movimento apoiará projetos e desfiles que contam com a presença do algodão nas peças, além de ajudar a gerar networking entre estilistas, tecelagens e malharias

19 de Novembro de 2021

O Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), está presente no São Paulo Fashion Week (SPFW) N52, que acontecerá entre os dias 16 e 21 de novembro de 2021. Por causa da redução nos números de casos e mortes por COVID-19, devido ao avanço da vacinação no estado, o governo liberou evento com 100% de público. Essa conquista traz novas perspectivas para eventos como o SPFW, e o Sou de Algodão marca presença, nesta que será uma edição phygital, em várias ativações, incluindo desfiles presenciais e apresentações virtuais de estilistas parceiros




A história entre Sou de Algodão e SPFW nasceu na 42ª edição da principal semana de moda da América Latina. Essa estratégia foi utilizada para chamar a atenção do público para o algodão que está presente e é importante na indústria e economia do país, que é o quarto maior produtor do mundo. "Precisávamos alcançar as pessoas que influenciam e levam a nossa fibra para o consumidor, para o setor têxtil e para os produtores de moda. Temos nomes de peso como Paulo Borges, Alexandre Herchcovitch e Martha Medeiros que nos ajudaram a conectar o algodão e o universo afetivo do público", explica Júlio Cézar Busato, presidente da Abrapa.




O movimento continuou marcando presença no evento e nos desfiles, sendo um dos destaques na edição N46 com João Pimenta e sua coleção 100% em algodão. Os looks foram feitos com tecidos de nove marcas parceiras do movimento, mostrando que a moda confeccionada com a fibra tem estilo, elegância e conforto. Na edição 48, os estilistas parceiros, que fazem parte do line up do SPFW, Ângela Brito e Isaac Silva, e os veteranos João Pimenta e Reinaldo Lourenço, criaram estampas exclusivas para as camisetas distribuídas a convidados especiais de seus desfiles e a um público adicional de personalidades, inspiradas no capulho, chamando a atenção de todos para a importância do algodão para a moda brasileira.




Na edição de 2021, o movimento irá apoiar o Sankofa, projeto com estilistas pretos, no qual cinco, dos sete estilistas, receberam o apoio de três das marcas parceiras, sendo duas tecelagens, Teray Têxtil e G. Vallone, e uma malharia, AN Têxtil, do grupo Elian. Essa iniciativa tem como objetivo aproximar os estilistas das tecelagens parceiras e incentivar o uso do algodão na produção dos looks da coleção apresentada, pela primeira vez, em desfile presencial, no evento.




Além disso, Sou de Algodão está apoiando dois projetos no Regeneração, que foi lançado na edição N51 do SPFW, e visa estimular parcerias e trazer a potência empreendedora da união de diferentes repertórios, culturas e conhecimentos, em cinco eixos: origem, diversidade e inclusão, protagonismo feminino, sustentabilidade e inovação.




Os projetos são Munira, de Salvador/BA, que é um coletivo de mulheres baianas que expressam, por meio da moda, o resgate e autoestima, se inspirando em tendências produzidas por comunidades negras ao longo da história, quebrando estereótipos da "moda afro", e a Moda Contemporânea Mineira, uma plataforma aberta e colaborativa para desenvolvimento e propulsão de marcas e profissionais de moda, estimulando a cultura da diversidade, inclusão e sustentabilidade, combate a violência de gênero, etarismo, gordofobia, LGBTQIA+fobia, racismo e preservação da sabedoria popular da artesania aplicada a roupa, como bordado, corte, costura, crochê entre outros.




Ronaldo Silvestre também tem apoio do Movimento. O algodão é a fibra preferida do estilista, que faz uso de resíduos têxteis na elaboração de suas coleções, e traz a inclusão social e o empoderamento feminino na produção de seus looks e por meio do Instituto ITI. “Em minhas coleções procuro transmitir as metáforas da minha vida e as minhas percepções sobre o mundo, além dos meus valores e dos meus processos criativos, que envolvem a sustentabilidade dos tecidos, do corte e da modelagem”, comenta Ronaldo. Outros estilistas parceiros também estarão presentes nesta edição, como ÃO, Anacê, Angela Brito, Another Place, Isaac Silva, João Pimenta, Ponto Firme, Rocio Canvas e Weider Silveiro.

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Abrapa e BCO promovem algodão brasileiro na China.

​Confira entrevista do presidente da Abrapa ao Canal Agro Mais

18 de Novembro de 2021

Abrapa na Mídia


Abrapa e BCO promovem algodão brasileiro na China.


No dia 8 deste mês, a Abrapa e a BCO, braço de promoção comercial da  China National Cotton Exchange (CNCE) - principal entidade da indústria têxtil chinesa -, assinaram um convênio para ampliar a presença brasileira no mercado chinês. Para saber mais sobre a iniciativa, o Agro Mais conversou com o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.


Assista:


https://www.youtube.com/watch?v=tlg6B6GdqA8


Canal Agro Mais – Agro em Revista – 11.11.2021

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Cotonicultura é pioneira na adesão ao Floresta +Agro

12 de Novembro de 2021

Cotonicultura é pioneira na adesão ao Floresta +Agro


No Brasil, o programa  Floresta+Agro busca promover e reconhecer os serviços ambientais realizados pelos produtores rurais. Os cotonicultores são os primeiros a aderir à iniciativa, graças ao comprometimento com a sustentabilidade socioambiental demonstrado pela crescente adesão ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Para falar sobre isso, o Planeta Campo conversou com o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.



Assista: https://www.youtube.com/watch?v=tmTiPKxwFls


Canal Rural - Planeta Campo -05.11.2021

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Abrapa fecha acordo com entidade chinesa

12 de Novembro de 2021

Abrapa na Mìdia


Abrapa fecha acordo com entidade chinesa



Esta semana, a Abrapa firmou uma parceria com a Beijing Cotton Outlook Consulting Co. (BCO) para promover algodão brasileiro na China e conquistar maior valorização do produto. O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, falou sobre o acordo ao programa Mercado &Cia, do Canal Rural.


Assista:  Aqui



Canal Rural – Mercado e Cia – 10.11.2021

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #45/2021

12 de Novembro de 2021

Destaque da semana – O mercado aparentemente não concordou com os números de oferta e demanda divulgados esta semana pelo USDA. Os números do órgão mostram uma situação mais confortável que o “mundo real” vivencia. Gargalos logísticos, atraso na safra americana, mercado Chinês, entre outros fatores, estão fazendo a situação desta safra mais apertada que os números do USDA mostram.


- U$c/lp (+1,8%). Referência para a safra 2021/22, contrato Dez/22 fechou ontem a 91,56 U$c/lp (-0,2%).


- Preços - Ontem (11/11), o algodão brasileiro estava cotado a 131,50 U$c/lp (queda de 50 pts com relação à semana passada) para embarque em Jan-Fev/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).


- Altistas 1 – O governo Chinês anunciou esta semana que a partir do dia 10/Nov iniciou a segunda rodada de leilões de algodão da reserva estatal. No total, serão vendidas 600 mil toneladas de algodão doméstico e importado.


- Altistas 2 – Como a política de abastecimento da China prevê que esses estoques devem ser recompostos, muitos analistas acreditam que os números de importação da China serão maiores que os estimados pelo USDA este ano.


- Altistas 3 – No mercado físico, apesar da cautela com o atual nível de preços, a demanda das fiações mostra-se resiliente, graças à força do mercado de produtos acabados.


- Baixistas – Muitos países enfrentam dificuldade para receber algodão e exportar produtos acabados devido aos gargalos logísticos. Com exceção da China e Turquia, os grandes importadores de algodão estão sofrendo com problemas logísticos ou de lockdown.


- China 1 – A China, assim como a Turquia, tem a vantagem de exportar via terrestre para a Europa. Mais de 11 mil trens, transportando 1,9 milhão de containers (TEUs) saíram da China para a Europa somente nos 9 primeiros meses deste ano.


- China 2 – A Abrapa assinou esta semana um convênio com a China National Cotton Exchange (CNCE) para realizar ações de promoção do algodão Brasileiro na China em 21/22. Entre os destaques, a co-realização de dois grandes eventos, em Qingdao e Beijing, em Dezembro de 2021 e Março de 2022.


- China 3 – A China têm tomado medidas drásticas para amenizar a atual crise energética e aparentemente o setor têxtil já está operando quase que normalmente após alguns racionamentos pontuais.


- Oferta e Demanda – O relatório mensal de oferta e demanda divulgado pelo USDA esta semana aumentou a safra em 329 mil tons para 26,19 milhões, com o Brasil representando a maior fatia do crescimento. Consumo foi aumentado em 152 mil tons para 27 milhões. Estoques finais foram reduzidos em 44 mil tons para 18,9 milhões de tons.


- Sustentável 1 - O (programa ABR*, da Abrapa, serviu de exemplo de iniciativa de sustentabilidade ambiental, social e econômica na COP-26 nesta semana. O case foi apresentado pelo presidente da Ampa, Paulo Sérgio Aguiar.


- Sustentável 2 - Em anúncio durante a COP-26, a indústria da moda ampliou suas metas de descarbonização. A intenção é atingir o status de “carbono zero” até 2050, segundo a Fashion Industry Charter for Climate Action.


- Sustentável 3 - De acordo com o ICAC, a produção de algodão tem pegada de carbono negativa. Ao longo da produção, cada planta absorve 2,2 kg de CO², o que significa meio quilo a mais do que produz de gases de efeito estufa.


- Agenda – A Abrapa realizará o evento *Cotton Brazil Outlook 2022 em Bangkok (Tailândia) no dia 01/Dez. O evento será híbrido e contará com a presença do Embaixador do Brasil na Tailândia, José Borges dos Santos Júnior.


- Beneficiamento 2021 - Até ontem (11/11): BA e TO (93%); GO (99%), MA (67%); MG (97%), MT (81%). Os estados que já chegaram a 100% foram MS, PI, SP e PR. Total Brasil: 85% beneficiado.


-  Exportações - O Brasil exportou 52,7 mil tons de algodão na primeira semana de nov/21. Até o momento, a média diária de embarque do mês foi 5,5% superior ao embarcado em nov/20.


-  Produção 2021/22 - A Conab atualizou a estimativa de produção de algodão em pluma para 2,653 milhões de toneladas no 2º Levantamento da safra 2021/22, crescimento de 12,6% em relação ao produzido em 2020/21.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

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Relatório Abrapa de Safra – Novembro/21

​Documento mensal apresenta os principais indicadores das temporadas 20/21 e 21/22 de algodão

11 de Novembro de 2021

Relatório Abrapa de Safra – Novembro/21


Até 4 de novembro, 81% da safra 2020/2021 de algodão já havia sido beneficiada. O plantio da temporada 2021/22 já começou em Sâo Paulo (24%) e no Paraná (2%), o que equivale a 0,13% do total nacional.


As exportações brasileiras de algodão totalizaram 203,1 mil toneladas em outubro e o principal destino foi a China, com 84,3 mil toneladas. As informações estão no Relatório Abrapa de Safra de outubro, divulgado nesta quinta-feira (11).


Confira: Relatório de Safra - Novembro de 2021.pdf

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Simpósio debate sistemas intensivos de produção de algodão

Evento promovido pela Abrapa, em parceria com Embrapa e Sistema Famato, vai até quinta-feira (11)

10 de Novembro de 2021

pesquisa como caminho para a sustentabilidade da agricultura foi o tema de abertura do I Simpósio sobre Sistemas Intensivos de Produção de Algodão Brasileiro, promovido pela Abrapa em parceria com a Embrapa e o Sistema Famato. O evento, iniciado nesta terça-feira (9), vai até 11 de novembro, com programação presencial em Cuiabá (MT) e transmissão online.


Os participantes destacaram a evolução do agronegócio nas últimas décadas, com ênfase na cotonicultura, como resultado de investimentos em estudos e desenvolvimento de novas tecnologias e sistemas produtivos.  “Quando a gente para pra pensar na trajetória do agro brasileiro, saímos de uma era de expansão, passando na década de 90 para uma era de competitividade. Em 2000, com mudanças no próprio perfil dos demandantes, o foco maior foi na sustentabilidade. Mais recentemente, estamos buscando a multifuncionalidade na agricultura”, resumiu Guy de Capdeville, Diretor Executivo de Pesquisa e Desenvolvimento Embrapa.


O algodão foi apresentado como case de sucesso nesta trajetória e como pioneiro na estratégia de promoção no mercado internacional. Nos anos 70, o Brasil plantava em torno de 4 milhões de hectares da cultura, com produtividade de 143 quilos de fibra por hectare, e era grande importador da pluma. Atualmente, a área cultivada é de 1,5 milhão de hectares, com 1.770 quilos/ hectare. E o País se tornou o segundo maior exportador mundial de algodão. “Chegamos neste patamar com dedicação, trabalho, união e tecnologia”, afirmou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. “Por meio do programa Cotton Brazil, estamos mostrando ao mundo que temos algodão em quantidade, com qualidade, rastreabiidade e sustentabilidade”, relatou.


Busato explicou que o programa Algodão Brasileiro Responsável é fundamentado em 3 pilares: social, econômico e ambiental. A certificação exige, entre outros quesitos, o cumprimento da legislação trabalhista brasileira, das normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Código Florestal Brasileiro. “Como só o Brasil tem um código florestal, isso torna o ABR o programa mais completo de sustentabilidade a nível mundial”, pontuou Busato.


Na opinião de Normando Corral, presidente do Sistema Famato, agora é preciso pensar no futuro. Neste sentido, propõe o aperfeiçoamento do Código Florestal Brasileiro, considerando-se o potencial produtivo do solo de cada região. “É indiscutível que nossa produção é ambientalmente sustentável, mas temos que levantar algumas questões. Temos que aperfeiçoar a forma como exploramos nossos recursos naturais e, principalmente, o solo”, ponderou.  Segundo ele, de nada adianta permitir que a exploração de 80% de áreas com 12% a 15% de argila, sem topografia para a prática agrícola e sem a chuva necessária para o cultivo. “Temos que transformar o nosso Código Florestal e a nossa produção agropecuária de forma inteligente. Este é o próximo passo, temos que pensar no futuro”, concluiu.


Ricardo Arioli, presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da CNA, mediou o talk show de abertura do I Simpósio. Até quinta-feira (11), produtores, técnicos, pesquisadores e acadêmicos debaterão temas como manejo de pós-colheita; saúde do solo; plantas de cobertura; estratificação do perfil do solo em SPD; manejo de plantas daninhas; manejo de resistência de pragas; manejo de doenças; controle biológico; manejo de nematoides; e desafios da tecnologia de aplicação. Confira a programação completa em  www.sip2021.com.br.

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Movimento Sou de Algodão participa de webinar da marca Maria Filó

A marca parceira reuniu o time de vendas e marketing para uma imersão na história do movimento e do algodão brasileiro

10 de Novembro de 2021

Silmara Ferraresi, gestora do Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), participou de um webinar da Maria Filó direcionado aos integrantes das equipes de vendas e de marketing da marca parceira. O encontro, que aconteceu na tarde de terça-feira (09/11), teve como objetivo promover uma imersão dos participantes na história do movimento e do algodão brasileiro.



Ana Tomasini, representante do grupo Soma, responsável pela Maria Filó, falou sobre a importância de estabelecer parcerias com iniciativas que levam informação e que são sérias, como o que o movimento Sou de Algodão realiza com as mais de 750 marcas parceiras. "Este webinar é importante para que nossa equipe tenha conhecimento da importância da origem da matéria prima. Além disso, ao nos aproximarmos do movimento, reforçamos o quanto estamos alinhados e com os mesmos objetivos: incorporar a sustentabilidade para nossas marcas e levar esse valor para nossos clientes", explica.



De acordo com a gestora, desde o início todos participaram de um trabalho coletivo, o que favoreceu ao movimento construir a ideia de se ter uma moda mais consciente para o público final. "Não tinha como os produtores conversarem com o consumidor sem envolver as marcas parceiras que entendem a necessidade da pessoa que compra uma peça de roupa feita de algodão", explica Silmara.



Além de despertar o senso coletivo em torno da moda responsável e consumo consciente, a Abrapa, por meio do Movimento Sou de Algodão, busca agregar alto valor ao produto feito a partir da fibra brasileira, estimular e fomentar o mercado, valorizar e unir os agentes da cadeia e da indústria têxtil.



"As peças feitas com o algodão têm uma jornada ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente responsável. A nossa fibra é produzida por quem tem a preocupação com a colheita, que cuida do primeiro beneficiamento ainda dentro da fazenda, separando o caroço da pluma, para entregar à fiação. São muitos meses para todo esse processo, que conta com uma tecnologia apurada e diferenciada na fazenda", explica Silmara.


A gestora do movimento Sou de Algodão também abordou alguns números sobre o trabalho realizado pelos produtores de algodão brasileiro para as equipes da Maria Filó como, por exemplo, o fato do Brasil, na safra 2020/2021, ter  produzido 2,5 milhões de toneladas e 720 mil toneladas foram destinadas apenas para o mercado interno, sendo que 81% tem certificação socioambiental. Comentou também que 92% da produção é plantada em regime de sequeiro, com água da chuva, o que não acontece com concorrentes. "Nós somos o maior fornecedor de algodão responsável do mundo. Também ocupamos o 2º lugar de maior exportador e 4º maior produtor do mundo", explica a gestora.


O destaque da apresentação foi o Programa SouABR, que está em fase piloto com os parceiros Reserva (para o público masculino) e Renner (público feminino, em 2022). “Nós conseguimos rastrear todo o algodão utilizado pelas marcas. O consumidor pode tirar uma peça da prateleira, usar o QR Code e conhecer a trajetória do algodão (por qual fiação e malharia passou, por exemplo).


Caminhando para o final do webinar, Silmara comentou sobre o Algodão Brasileitro Responsável (ABR), que nasceu em 2012 como um programa de responsabilidade socioambiental para produção de algodão. Ele está estruturado em três pilares, sendo que as fazendas brasileiras têm que cumprir um vasto protocolo de certificação com 178 itens, sendo 30 no pilar ambiental, que inclui boas práticas ambientais, preservação das nascentes, biomas e solo, proteção de ecossistemas, boas práticas agrícolas, aplicação de Manejo Integrado de Pragas (MIP), preservação da qualidade do ar, da água e do solo; e 148 itens no pilar social, que incorpora boas práticas sociais, que prezam pelo respeito e valorização da mão de obra, saúde e segurança, e tolerância zero ao trabalho análogo a escravo, infantil ou condições degradantes.


“É obrigação das fazendas seguir a legislação trabalhista brasileira. Com isso, a Abrapa quer mostrar o trabalho sério que é feito nas fazendas, que é um valor agregado para o algodão brasileiro”, acrescenta Silmara.



Por último, a gestora do Movimento Sou de Algodão comentou com a equipe da Maria Filó sobre a percepção do consumidor brasileiro a respeito da fibra, atributos como leve, confortável, natural, democrático, durável, sustentável, versátil, anti-alérgico, entre outros, são comuns quando se fala de algodão. Além de ressaltar a importância de conscientizar e informar os consumidores sobre a origem da fibra.


A representante da Abrapa fez questão de encerrar o webinar destacando que, algodão é uma fibra natural produzida por pessoas para vestir pessoas, existem rostos e histórias por trás de uma peça de roupa que está chegando na mão dos consumidores. Pontuou ainda que algodão brasileiro é rastreável, tem certificação socioambiental e lembrou que as marcas parceiras são importantíssimas em levar estas informações para a consumidora final.

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Parceria entre Abrapa e BCO promove algodão brasileiro na China

Aproximação com o gigante asiático se intensificou a partir de 2020

09 de Novembro de 2021

Parceria entre Abrapa e BCO promove algodão brasileiro na China 


Aproximação com o gigante asiático se intensificou a partir de 2020


A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) assinou, nesta segunda-feira (8), convênio de cooperação técnico-comercial com a Beijing Cotton Outlook Consulting Co. (BCO), braço de promoção comercial da China National Cotton Exchange (CNCE), principal entidade da indústria têxtil chinesa. O objetivo central da parceria é ampliar a presença do algodão brasileiro no país.


"A China é o maior consumidor da fibra no mundo e o Brasil, nos últimos anos, se firmou como o segundo maior exportador mundial e ainda dispõe de grande potencial para ampliar as vendas externas. São nações com grande complementariedade", pontuou o diretor geral da CNCE, Yang Baofu.


Os números traduzem a relação de ganha-ganha entre os dois países. Na última safra (2020/21), a China foi o destino de 30% das exportações brasileiras de algodão. Com isso, o Brasil atingiu market share de 29% no gigante asiático, atrás somente dos Estados Unidos. "Queremos que todas as fiações e indústrias têxteis chinesas saibam que somos um grande e confiável fornecedor de algodão de qualidade, produzido de forma sustentável e livre de contaminação", destacou o presidente da Abrapa, Júlio Busato.


Nos próximos meses, haverá duas grandes oportunidades para reforçar essa mensagem.  Em dezembro, Abrapa e CNCE realizam o Cotton Outlook Forum em Qingdao. Em março de 2022, será a vez de levar o algodão brasileiro para o CNCE Gala, em Beijing. A expectativa é de que cada evento tenha um público de mais de mil industriais e executivos chineses.


Fundada em 2004, a BCO tem como funções prover dados e informações, fomentar novos mercados, promover eventos e prestar serviços financeiros ao mercado chinês de algodão e produtos têxteis. É a organizadora dos principais eventos setoriais do segmento na China. "Com a plataforma que temos na BCO, a Abrapa não terá dificuldades em promover o algodão brasileiro. A CNCE responde por 85% do mercado de algodão chinês", explicou Yang Baofu.


Segundo ele, aos poucos os empresários chineses vêm ampliando seu conhecimento sobre a fibra brasileira.  "Reconhecemos a melhoria na qualidade e o bom preço do algodão produzido no Brasil. Mesmo que a conjuntura política internacional mude, será difícil que esse espaço conquistado pelos cotonicultores brasileiros diminua", afirmou Yang.


Busato destacou o investimento que o Brasil tem feito em qualidade e a intenção de manter a parceria com a China a longo prazo. "Nossa prioridade é colocar em prática, em 2022, o sistema oficial de certificação voluntária do algodão, com aval do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para podermos garantir mercado mesmo em anos difíceis de produção", informou.


O evento de assinatura do convênio entre Abrapa e BCO contou com a presença de cotonicultores brasileiros e do presidente da Anea, Miguel Fauss. Além disso, participaram também os adidos agrícolas do Brasil em Pequim, Fábio Coelho Correa de Araújo e Jean Carlo Cury Manfredin.


Aproximação com a China


O Brasil tem investido em ampliar sua presença no mercado chinês. O programa Cotton Brazil - idealizado e desenvolvido pela Abrapa em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e com o apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) -  promove o algodão brasileiro junto a países asiáticos, com ênfase na China. Em 2020, a Abrapa abriu escritório de representação internacional em Singapura e, em dezembro do mesmo ano, fez seu primeiro evento em parceria com BCO e CNCE, o "Cotton Oulook Forum", em Qindao.


Em março de 2021, foi realizado o webinar "Cotton Brazil Outlook", 100% focado no mercado chinês. Como resultado, foram assinados dois memorandos de entendimento com entidades setoriais da indústria têxtil chinesa: com a China Cotton Association (CCA) e com a CNCE.  Em junho, o Cotton Brazil participou da China International Cotton Conference, promovida em Suzhou pela CCA. Em setembro, foi a vez do  webinar "Cotton Brazil 2021 Harvest Roundtable" levar números atualizados da safra brasileira para industriais e tradings chinesas. Em outubro, uma reunião de trabalho com a alfândega da China reuniu técnicos dos dois países para troca de informações sobre os sistemas de classificação do algodão de cada país.

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Programa ABR é apresentado na COP 26 como exemplo de agricultura sustentável

Abrapa foi representada pelo presidente da Ampa, Paulo Aguiar

08 de Novembro de 2021

Programa ABR é apresentado na COP 26 como exemplo de agricultura sustentável


O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) foi apresentado na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 - COP 26, como exemplo do comprometimento dos produtores brasileiros com a sustentabilidade ambiental, social e econômica. Representada pelo presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão, Ampa, Paulo Sérgio Aguiar; a Abrapa participou de painel sobre Agricultura Sustentável realizado nesta segunda-feira (8), no Pavilhão Brasil, em Glasgow/ Escócia,


Aguiar destacou que o Brasil é o maior fornecedor de algodão responsável do mundo, com uma fatia de 38% do mercado global de Better Cotton – desde 2013, o ABR atua em benchmarking com a Better Cotton Initiative (BCI). O rigoroso protocolo abrange 178 quesitos que vão desde boas práticas agrícolas até garantias de saúde, segurança e bem-estar do trabalhador.


Em um breve histórico, o presidente da Ampa demonstrou o pioneirismo dos cotonicultores brasileiros com práticas responsáveis, lembrando que o ABR foi lançado, em 2012, a partir da fusão de duas iniciativas anteriores e complementares: o Instituto Algodão Social (IAS), criado em 2005 no Mato Grosso, e o Programa Socioambiental da Produção de Algodão (PSOAL), de abrangência nacional, implementado pela Abrapa em 2009. Amplamente consolidada, a certificação Algodão Brasileiro Responsável alcançou mais de 80% da safra 2020/2021. “Isso viabiliza a orientação e a conscientização do produtor, para trabalhar de forma correta, de acordo coma legislação trabalhista e ambiental, olhando sempre para a questão econômica”, resumiu Aguiar.


O presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleoginosas da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Ricardo Ariolli, falou sobre sustentabilidade no plantio de soja. “Em 1988, usávamos grades aradora e niveladora, não fazíamos plantio direto e tínhamos uma safra por ano”, lembrou. Com investimentos em novas tecnologias e sistemas produtivos, foi possível ampliar a produtividade e a produção de soja cresceu 213% nos últimos 20 anos, contra aumento de 163% na área plantada.


“Estamos produzindo mais na mesma área. Hoje temos duas safras agrícolas mais uma safra de carne por ano”, ressaltou. Mencionou, ainda, a adoção de práticas como o plantio direto e a eficiência da fixação biológica da soja. Para 2022, a novidade será o lançamento, pela Embrapa, de um selo para a soja de baixo carbono. “Os produtores brasileiros fizeram a diferença nos últimos 10 anos”, pontuou.


O painel também contou com a participação virtual de Luis Antonio Pradella, integrante da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e vice-presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação, e de Mariana Vasconcellos, CEO da Agrosmart.  O debate foi mediado por Fabiana Villa Alves, coordenadora-geral de Mudanças do Cllima, Florestas Plantadas e Agropecuária Conservacionista do Mapa.


Iniciada em 1º de novembro, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas acontece até o dia 12 deste mês. O encontro reúne representantes dos 196 países signatários do Acordo de Paris.


Mais informações para a imprensa:

ascom@abrapa.com.br

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