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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #49/2021

10 de Dezembro de 2021

- Destaque da Semana – Semana de recuperação parcial no mercado após a grande e inesperada queda da semana passada. Relatório mensal do USDA trouxe redução dos estoques e também redução nas importações da China. Aos poucos, mais informações vão surgindo sobre a nova variante de Covid-19 Omicrom.


- Algodão em NY – O contrato Mar/22 fechou ontem (Quinta) a 106,59 U$c/lp (+2,8%). Referência para a safra 2021/22, o contrato Dez/22 fechou a 89,84 U$c/lp (+3,4%).


- Preços - Ontem (09/12), o algodão brasileiro estava cotado a 123 U$c/lp (+275 pontos) para embarque em Jan-Fev/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).


- Altistas 1 –  As vendas de exportação dos EUA foram mais uma vez significativas, com 408,7 mil fardos de algodão vendidos em ambos os anos de comercialização. China, Turquia e Vietnã responderam por 78% do total.


- Altistas 2 – No relatório mensal de oferta e demanda de Dezembro do USDA, os estoques iniciais globais de 21/22 foram reduzidos novamente este mês em 154 mil toneladas, para 19,3 milhões. A safra mundial foi reduzida em 49 mil toneladas para 26,5 milhões. O consumo mundial aumentou em 37 mil toneladas para 27,1 milhões.


- Altistas 3 – De acordo com o último relatório do USDA, os estoques finais mundiais acabaram sendo reduzidos em 261 mil tons, indo para 18,9 milhões de toneladas. Com isso, o relação estoque-uso cai para 69%.


- Baixistas 1 – Entretanto, o relatório revisou para baixo nas importações chinesas de 21/22 para 10,25 milhões de fardos. Como referência, em 2020/21 passada a China importou 12,86 milhões de fardos!


- Baixistas 2 – Incertezas em torno da variante Omnicron da COVID-19 continuam preocupando, mas já em menor intensidade que na última semana.


- Baixistas 3 - Problemas logísticos continuam afetando o fluxo global de algodão e outras mercadorias. Apesar de no curto prazo esta situação ter efeito altista nas cotações, pode comprometer o consumo anual no médio prazo.


- Better Cotton - O Brasil é o maior fornecedor de algodão certificado do mundo, com mais de 84% de sua produção certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável. Esta informação, além de outros dados estão disponíveis no “Relatório de Impacto” do programa Better Cotton. Confira: https://bit.ly/BC20report.


- BI Cotton Brazil - A Abrapa apresentou à Câmara Setorial do Algodão a versão 2.0 de seu sistema de business intelligence. A plataforma reúne e fornece dados atualizados sobre a cotonicultura em âmbito nacional e global: https://cottonbi.com.br/


-  Safra 2021/22 1 - Na última reunião do ano da Câmara Setorial do Algodão, a Abrapa atualizou as estimativas para a safra 21/22, prevendo área plantada de 1,55 milhão de ha e produção de 2,71 milhões de tons (+16,5% sobre o ciclo 20/21).


- Safra 21/22 2 - Bom desempenho da soja, clima e janela de plantio ideais explicam o otimismo. Tanto que 60% da safra 21/22 já foi comercializada. A atenção se volta agora para o ciclo 22/23, devido ao custo dos insumos.


- Indústria têxtil - A Abit projeta que em 2022 o consumo doméstico brasileiro será de aproximadamente 800 mil toneladas de algodão - crescimento de 1,6% no ano.


- Agenda 1 - O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, recebe hoje (10) adidos agrícolas brasileiros que servirão nos principais mercados de algodão. Entre as pautas, as ações do programa Cotton Brazil.


- Agenda 2 - Na segunda, 13, lideranças da Abrapa, Apex Brasil e Anea se reúnem no Comitê Gestor do Cotton Brazil. O objetivo é avaliar os resultados de 2021 e validar o planejamento para 2022/23.


- Beneficiamento 2021 - Até ontem (09/12): BA e TO (95%); MA (80%); MT (97,5%). Os demais estados já atingiram 100%. Total Brasil: 97% beneficiado.


-  Exportações 1 - O Brasil exportou 26,4 mil tons de algodão na primeira semana de dez/21. A média diária de embarque é 47% inferior quando comparado a dez/20.


-  Exportações 2 - O Brasil exportou 560,4 mil toneladas no acumulado de agosto a novembro de 2021, totalizando uma receita de US$ 964,8 milhões proveniente das exportações. O volume embarcado é 33% inferior ao mesmo período do ano anterior.


-  Exportações 3 - No acumulado de agosto de 2021 a novembro de 2021, a China continua sendo o principal destino das exportações brasileiras (285 mil toneladas), representando até o momento 34% dos embarques nacionais.


-  Semeadura 2021/22 - Até ontem (09/12): BA (32%); GO (48,5%); MG (60%); MS: (36%); PI (3,6%); PR (95%); SP (49%). Total Brasil: 9,1% plantado.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa apresenta setor a novos adidos agrícolas do Brasil na Ásia

Representantes do Mapa também conheceram o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA)

10 de Dezembro de 2021

Abrapa apresenta setor a novos adidos agrícolas do Brasil na Ásia


A Abrapa apresentou um panorama da cotonicultura nacional aos novos adidos agrícolas do governo brasileiro na Ásia, em reunião nesta sexta-feira (10), na sede da entidade, em Brasília. Com o Itamaraty, os representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) são responsáveis pelas negociações agropecuárias com os governos de seis países asiáticos.



O Brasil é o segundo maior exportador de algodão do mundo e tem uma fatia de 22% do mercado mundial, contra 58% do principal concorrente, os Estados Unidos. Destino de 99% dos embarques brasileiros da pluma, o continente asiático é prioritário para os produtores, com ênfase em 10 países: China, Bangladesh, Vietnã, Turquia, Paquistão, Indonésia, Índia, Malásia, Tailândia e Coréia do Sul. O Mapa conta com adidos agrícolas na China, Índia, Indonésia, Tailândia, Vietnã e Coréia do Sul.



"Este encontro é importante para que vocês entendam a complexidade do algodão. Não é uma commodity como o milho e a soja, é uma cultura extremamente complicada e exigente. Quinze itens interferem na qualidade da pluma, de coloração à umidade, índice de fibra curta, micronaire, etc.", informou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, na abertura da reunião. Ressaltou, ainda, que o algodão tem um faturamento três vezes maior que o da soja e emprega cinco vezes mais pessoas. "Isso é interessante para nós, produtores, e para o Brasil", frisou.



O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, apresentou as principais estatísticas do setor e municiou os novos adidos agrícolas com informações sobre os programas implementados pela Abrapa e pelas associações estaduais no sentido de assegurar qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade à fibra produzida no Brasil. "Na hora que resolvemos crescer, pegamos nossa malinha e visitamos China, Coréia do Sul, Tailândia, Vietnã, Índia, Turquia e outros países, perguntamos o que deveríamos fazer para competir nesses mercados e fizemos nosso dever de casa", contou.



Hoje, 100% da pluma brasileira é rastreável e 84% tem a certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Além disso, o Brasil é o maior fornecedor global de fibra licenciada Better Cotton. Para mostrar isso ao mundo, a Abrapa implementou o programa Cotton Brazil, em parceria com a Apex-Brasil e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).  Desde o lançamento da iniciativa, em 2020,a entidade abriu um escritório em Singapura - hub para o continente asiático - e promoveu 27 reuniões virtuais e presenciais com embaixadas brasileiras e representantes da cadeia têxtil asiática. "O desafio é mostrar que nosso algodão é muito bom, não somos o genérico do americano", afirmou o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte. "A gente tem feito a diferença com o apoio dos adidos, das embaixadas e das câmaras setoriais", sublinhou.



Após a reunião, os novos adidos agrícolas conheceram o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Sob responsabilidade da Abrapa, o CBRA atua na verificação e padronização dos processos de análise de qualidade do algodão, conferindo credibilidade à fibra brasileira. "Nossa meta é nos tornarmos o maior exportador de algodão em pluma do mundo até 2030, reconhecido mundialmente pela qualidade, sustentabilidade e padrão tecnológico do nosso produto", concluiu Busato.

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Conheça os semifinalistas do 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores que podem se apresentar no desfile da próxima edição

​Concurso dá oportunidade para os estudantes de design e moda de todo Brasil criarem looks de algodão e fazerem parte do line-up oficial da Casa de Criadores

09 de Dezembro de 2021

O Movimento Sou de Algodão, que visa estimular o consumo da fibra na indústria da moda, e a Casa de Criadores, maior evento de moda autoral brasileira, divulgaram, no final de outubro, os semifinalistas por região do 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. O resultado com os projetos que passarão para a final, sai no dia 16 de dezembro.


Ao todo, serão oito projetos, sendo dois de cada uma das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, que irão confeccionar suas coleções, com seis looks completos, para a quarta e última fase, em desfile presencial na 50ª edição da Casa de Criadores, em 2022. Os trabalhos serão avaliados por um júri composto por especialistas, que atribuirão notas em quesitos técnicos e de criatividade.


Ao final do desfile, serão anunciados os três primeiros colocados. O segundo e o terceiro lugares receberão prêmios em produtos das tecelagens parceiras do movimento e um programa de orientação profissional, oferecido por apoiadores do concurso. O grande vencedor ganhará o prêmio de R$ 30 mil e entrará para o line-up oficial da Casa de Criadores. Além disso, o professor orientador do aluno vencedor também receberá o valor de R$ 10 mil, como Bolsa Orientação voltada à pesquisa sobre algodão.


"Esse Desafio é muito importante para estimularmos a criatividade dos estudantes e dar a eles uma chance no mundo da moda. Nossa finalidade é incentivar a nova geração com o uso da fibra na cadeia da moda, mostrando como o algodão é um material versátil, moderno e arrojado", comenta Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


O estilista Mateus Cardoso, falou sobre o poder transformador do Desafio na carreira de novos talentos. A partir da experiência própria, ele conta que conseguiu conciliar seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), da faculdade Santa Marcelina (SP), com o projeto do Desafio. Ganhou a atenção da mídia especializada e, atualmente, tem o próprio ateliê em São Paulo, tornando-se um nome emergente na moda.


Confira a lista dos semifinalistas completa neste link.


49ª Casa de Criadores


 O Movimento Sou de Algodão já tem participação garantida em mais uma edição da Casa de Criadores, maior evento de moda autoral brasileira, desta vez em formato híbrido. Os desfiles acontecerão nos dias 9 e 10 de dezembro, sendo que o primeiro dia será totalmente digital, e o segundo terá, além da exibição de fashion films de estilistas do line-up, a apresentação presencial dos trabalhos de Rober Dognani e Ellias Kaleb, no Teatro Mars, em São Paulo. Ao longo da programação do evento, o público poderá conhecer os trabalhos dos semifinalistas de cada região, classificados no 2º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores.


"A parceria com Sou de Algodão faz com que o evento seja um lugar de protagonismo para muitos profissionais que nunca tiveram voz na moda, no mercado, e, principalmente, em outros espaços. Os estilistas parceiros e os novos nomes que serão revelados em dezembro, por meio do 2º Desafio, querem ser reconhecidos e mostrar que o algodão pode ser uma matéria prima capaz de concretizar a criatividade, compondo looks que vestem a diversidade da moda autoral brasileira", diz André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores.


Próximas datas-chave do 2º Desafio Movimento Sou de Algodão + Casa de Criadores 


- Divulgação dos trabalhos finalistas: 16/12/2021


- Desfile presencial finalistas: primeiro semestre de 2022



Sobre Sou de Algodão


É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias

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Cotonicultura celebra ano de desafios e conquistas

Recorde de exportações e lançamento de programa inédito marcaram 2021

09 de Dezembro de 2021

A cadeia do algodão se reuniu, nesta quarta-feira (8), para comemorar mais um ano de desafios e conquistas para os cotonicultores brasileiros. O encontro, promovido pela Abrapa, contou com a presença dos principais parceiros e de entidades do setor têxtil e do agronegócio.



"Aprendemos muita coisa com a pandemia. Não há males que não tragam algo positivo", afirmou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato.  Segundo ele, a força do setor vem da união e organização dos produtores, por meio das nove associações estaduais que integram a Abrapa. Todas foram visitadas pelo presidente da Abrapa  ao longo de 2021. "Isso me trouxe a certeza do potencial que cada região tem em termos de clima e de solo", frisou Busato.  "Quando você chega lá estão pai, mãe, filho, nora, filha, genro e até os netos. Isso é a nossa grande força e, com certeza, vai nos tornar, num curto período de tempo, o maior exportador, num espaço maior, o maior produtor mundial de algodão", destacou.



O secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, representou a ministra Tereza Cristina no evento e enalteceu o compromisso dos cotonicultores com a sustentabilidade. "O algodão brasileiro tem esse caminho. Somos o quarto maior produtor e o segundo maior exportador mundial, com 100% de rastreabilidade, que é o que o mundo pede a todos os nossos setores, e mais de 80% com a certificação ABR. São números avassaladores", salientou. "A Abrapa tem feito um excelente trabalho, representando o agro nacional", avaliou o secretário executivo.



O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Sérgio Souza, também destacou que o algodão brasileiro é referência global e conquista cada vez mais mercados com sua qualidade e sustentabilidade. "Sabemos que o mundo olha o Brasil como uma potência agropecuária, mas também como uma potência ambiental e precisamos entender isso. É o que a Abrapa está fazendo", pontuou Souza. "Nosso papel, no Parlamento, é dar segurança jurídica. As leis precisam ser modernizadas, para acompanhar os costumes e os mercados, e reguladas", afirmou.



Ao final da cerimônia, o presidente da Abrapa agradeceu a dedicação e o esforço da diretoria colegiada em um ano de muito trabalho, ainda que remoto. Entre as realizações do setor, em 2021, estão o recorde histórico de exportações, com 2,4 milhões de toneladas de algodão embarcadas na temporada 20/21, encerrada em julho; a consolidação do Cotton Brazil, projeto de promoção da pluma brasileira no exterior em parceria com a Apex-Brasil e a Associação nacional dos Exportadores de Algodão (Anea); o lançamento do SouABR, iniciativa inédita de rastreabilidade completa da cadeia têxtil, da semente ao guarda-roupa; a comemoração de 5 anos do movimento Sou de Algodão, com adesão de 800 marcas parceiras na conscientização por uma moda responsável; o aprimoramento de sistemas e bancos de dados e o fortalecimento das relações dos cotonicultores com os stakeholders, entre outras conquistas .



Saiba mais:


 https://youtu.be/GDiDeRl79fs


https://youtu.be/nNNlCGI6Z0Y


https://youtu.be/RhLQSzDwkUg

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21/22: Produção brasileira de algodão deve crescer 16,5%

Presidente da Abrapa comenta previsão de safra no Agro+

09 de Dezembro de 2021

21/22: Produção brasileira de algodão deve crescer 16,5%



O Brasil deverá produzir 2 milhões e 700 mil toneladas de algodão em pluma na safra 2021/22, alta de 16,5% em relação à temporada anterior. Em entrevista ao Agro+, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, comenta as perspectivas divulgadas na Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).



Assista:


https://youtu.be/DJlyUEfpq-I



Canal Agro+ - Agro Notícias - 08.12.2021

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Com aumento da área plantada, produção brasileira de algodão deve crescer 16,5% na safra 21/22

​Dados foram apresentados em reunião da Câmara Setorial nesta quarta-feira (8)

08 de Dezembro de 2021

Com aumento da área plantada, produção brasileira de algodão deve crescer 16,5% na safra 21/22 



A área plantada brasileira de algodão deverá alcançar 1,55 milhão de hectares na safra 21/22, um crescimento de 13,5% em relação ao ciclo anterior. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CSAD/Mapa).



Com a recuperação da área, a produção da pluma deverá voltar a subir em 2022 no Brasil. O volume projetado é de 2,71 milhões de toneladas, um aumento de 16,5% sobre a safra 20/21, que foi revisada para 2,33 milhões de toneladas pela Associação. Destaque para os estados do Mato Grosso e Bahia, com previsão de 1,88 milhão de toneladas e 563 mil toneladas, respectivamente. O levantamento foi feito na primeira semana de dezembro pela Abrapa, em parceria com as associações estaduais.



"Para a safra do ano que vem está tudo caminhando muito bem, estamos plantando, nossos insumos foram comprados e já vendemos 60% do algodão a bons preços", avaliou o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. O que preocupa os cotonicultores são as incertezas quanto à temporada 22/23. "É uma interrogação. Os custos dos insumos aumentaram muito e o preço do algodão é uma incógnita, por isso não podemos travar contratos", explicou Busato.



Para a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) é prematuro prever o comportamento do setor já em 2022. "Sem dúvida nenhuma, o aumento da taxa de juros e a redução do poder aquisitivo da população atrapalham bastante", afirmou o presidente da entidade, Fernando Pimentel. "Hoje estamos com uma expectativa de crescimento de 1,6%, o que significa estabilidade. É um horizonte favorável, mas sujeito a revisões recorrentes", ponderou.  Caso a projeção se confirme, a indústria têxtil nacional consumirá cerca de 800 mil toneladas de algodão.



As previsões para vendas externas também são positivas, de acordo com a  Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). "Com o clima e o preço ajudando, esperamos chegar a uma produção perto da registrada no ano passado, que foi de 3 milhões toneladas. Se isso ocorrer, os embarques também vão voltar ao patamar anterior", pontuou o presidente da Anea, Miguel Faus. Segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações brasileiras de algodão devem totalizar 1,764 milhão na temporada 21/22, iniciada em agosto.




Fechamento da temporada 20/21 



A cadeia do algodão também aproveitou a última reunião do ano da Câmara Setorial para fazer um balanço da temporada 20/21. Até o dia 2 de dezembro, 100% da safra já havia sido colhida e 96%, beneficiada. A produtividade registrada foi de 1.707 Kg/hectare, 5,3% abaixo da alcançada na temporada 19/20. "Infelizmente, reduzimos a área e tivemos alguns problemas de clima, mas superamos com muito trabalho e tecnologia", afirmou o presidente da Abrapa.



A boa notícia da temporada recém encerrada ficou por conta do recorde de adesão à certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR): 84,2% da  pluma produzida na safra 2020/2021, , o equivalente a 1,96 milhão de toneladas, recebeu a certificação ABR e licenciamento pela Better pela adoção de boas práticas socioambientais. "A média de produtividade das fazendas certificadas foi 6% maior que a média brasileira, demonstrando os ganhos de eficiência produtiva nas propriedades ABR", pontua o Relatório de Sustentabilidade da Abrapa, também divulgado nesta quarta-feira (8).



A cadeia têxtil, embora não tenho recuperado os indicadores pré-pandemia, fez um balanço positivo de 2021. "Estamos terminando com geração de empregos e com crescimento, mas ainda atrás dos níveis de produção de 2019", afirmou Fernando Pimentel.



Quanto às exportações de algodão, a temporada 20/21, encerrada em julho, registrou recorde de embarques. O ciclo atual, porém, apresenta queda em relação ao período anterior devido ao recuo na safra 20/21 e outros fatores. "Chegamos até o final de novembro com 620 mil toneladas exportadas, um pouco em função da crise dos contêiners e de alguns dias de greve dos caminhoneiros. Com isso, revimos a projeção de embarques para este ciclo de 1,75 milhão para 1,675 milhão de toneladas ", informou o presidente da Anea.



No encerramento da reunião da Câmara Setorial, a Abrapa apresentou a atualização da plataforma Cotton BI, que disponibiliza números e indicadores atualizados do setor subsidiar o planejamento e a tomada de decisões de todos os elos da cadeia do algodão (https://cottonbi.com.br).



Confira a íntegra dos relatórios Abrapa de safra e sustentabilidade de dezembro:


Relatorio_safra_Abrapa.09Dez2021.pdf


Relatório de Sustentabilidade - Dezembro21.pdf

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Produtores de algodão intensificam diálogo com o Irã

Embaixador Hossein Gharibi participou de reunião na sede da Abrapa

07 de Dezembro de 2021

Os cotonicultores brasileiros deram mais um passo em direção ao mercado iraniano. As relações comerciais entre os dois países foram tema de reunião entre dirigentes da Abrapa e o embaixador do Irã no Brasil, Hossein Gharibi, nesta terça-feira (7), na sede da entidade, em Brasília.



Atualmente, não há exportação direta de algodão brasileiro para o país asiático, mas há potencial para a parceria. "O Brasil tem acessado este mercado de maneira indireta, através de outros países que acabam reexportando para o Irã. Nosso objetivo é estabelecer um link direto de exportação para lá", afirma o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte.



Segundo ele, as negociações podem envolver a compra de fertilizantes do Irã, especialmente ureia. Desde 2019, o país é um relevante fornecedor brasileiro do produto. "É um insumo muito importante para as culturas do algodão e do milho no Brasil", ressalta Duarte. Também participaram da reunião desta terça-feira o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero e, de forma remota, o presidente da entidade, Júlio Cézar Busato.



A aproximação entre os dois países teve início no dia 24 de novembro, em um webinar promovido pelo programa Cotton Brazil com empresas têxteis iranianas e a Embaixada do Brasil em Teerã. O mercado têxtil iraniano está em expansão, e a estimativa é de que as compras externas sejam da ordem de 120 mil toneladas de pluma por ano, o que posiciona o país entre os dez maiores importadores de algodão do mundo.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #48/2021

03 de Dezembro de 2021

- Destaque da Semana – O impacto do aparecimento da variante Omnicron foi o grande fato novo desta semana.  Enquanto muitos estão em pânico, o banco JP Morgan tem uma tese positiva sobre a nova variante.  Na Ásia, a China suspende leilões e evento Cotton Brazil reúne a indústria têxtil na Tailândia.


- Algodão em NY – Resultado amargo na semana.  O contrato Mar/22 fechou ontem (Quinta) a 103,70 U$c/lp (-9,9%). Referência para a safra 2021/22, o contrato Dez/22 fechou a 86,58 U$c/lp (-5.7%).


- Preços - Ontem (02/12), o algodão brasileiro estava cotado a 120,25 U$c/lp (queda de 1.150 pts com relação à semana passada) para embarque em Jan-Fev/22 (Middling 1-1/8" (31-3-36) posto Ásia, fonte Cotlook).


- Baixistas 1 – Incertezas em torno da variante Omicron da COVID-19 são a preocupação do mundo no momento.  Pouco se sabe ainda sobre seu verdadeiro impacto.


- Baixistas 2 - O presidente do Banco Central norte-americano, Jerome Powell demonstrou esta semana preocupação com a inflação. Segundo ele, a solução é acelerar a redução dos estímulos à economia. Os mercados reagiram mal à esta declaração.


- Baixistas 3 – De acordo com o último relatório, a colheita americana está 85% finalizada.  O período de colheita por lá é historicamente um momento de pressão baixista nos preços.


- Altistas 1 - Estrategistas do banco JP Morgan elaboraram uma tese esta semana que embora seja provável que a Omicron seja mais transmissível, também pode ser menos mortal.  Assim, segundo eles, esta mutação do vírus pode acelerar a evolução de uma pandemia mortal para uma gripe sazonal.


- Altistas 2 - Esta semana o ICAC divulgou seu relatório mensal de oferta de demanda.  Apesar de expressarem preocupação com a nova variante, o órgão afirmou que acredita em preços altos para a temporada 2021/22.


- China 1 - O governo Chinês suspendeu os leilões de algodão da reserva estatal a partir de 01/Dez.  A segunda rodada de vendas de algodão da reserva foi iniciada em 10/Nov e o plano era leiloar 600 mil toneladas.


- China 2 - A queda nos preços internacionais, aumentando a competitividade do algodão importado, foi a motivação para a suspensão dos leilões.  O governo afirmou que pode voltar a intervir caso haja necessidade.


- Tailândia 1 - O Brasil está batendo em nossa porta na hora certa”, afirmou o presidente da Comissão de Têxteis da Confederação das Indústrias na Tailândia, Somsak Srisupornwanich, no Cotton Brazil Outlook 2022 Thailand realizado na quarta-feira em Bangkok.


- Tailândia 2 - O primeiro evento do Cotton Brazil no país foi prestigiado pela indústria têxtil tailandesa. O projeto Cotton Brazil (Abrapa, Anea e Apex Brasil) teve parceria da embaixada brasileira e da Câmara de Comércio Brasil-Tailândia.


- Agenda 1 – Na segunda, 6, a Abrapa realiza uma live sobre a revisão dos itens de segurança, saúde ocupacional e meio ambiente do trabalho na certificação ABR para o ciclo 2021/22. Para participar: https://bit.ly/LiveAbrapaABR.


- Agenda 2 – No dia 09/Dez o USDA divulgará seu último relatório mensal de oferta e demanda do ano.


- Agenda 3 – A Abrapa se reúne com os novos adidos agrícolas que servirão nos grandes mercados de algodão.  A reunião será em Brasília no dia 10/Dez.


- Beneficiamento 2021 - Até ontem (02/12): BA e TO (94%); MA (76%); MT (97%). Os demais estados já atingiram 100%. Total Brasil: 96% beneficiado.


-  Exportações 1 - O Brasil exportou 166,3 mil tons de algodão em Nov/21. O volume embarcado é 47% inferior quando comparado ao embarcado em Nov/20.


-  Exportações 2 - De Ago/21 a Nov/21, o Brasil exportou 560 mil tons de algodão. O volume embarcado nesse 1o quadrimestre do ano comercial 2021/22 é 33% menor ao registrado no mesmo período de 2020.


-  Semeadura 2021/22 - O plantio da nova safra já começou em quatro estados: BA (12%); GO (17%); MS (4%); PR (70%). Total Brasil: 2,9% plantado.


-  Safra 2021/22 - Em seu último levantamento, a Abrapa estima a área plantada em 1,53 milhão de ha (+12,6%) e produção de 2,79 milhões de tons de pluma (+20,3%).


- Preços - Consulte tabela abaixo


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com


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Algodão: análise e projeções do setor

Entrevista ao canal Terraviva

03 de Dezembro de 2021

Abrapa na Mídia

Algodão: análise e projeções do setor

 

Em entrevista ao Jornal Terraviva 2ª edição, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, faz um balanço do ano e fala sobre as perspectivas para a cotonicultura brasileira. Segundo Busato, o crescimento da demanda proporciona uma grande oportunidade para a safra 21/22, cujo plantio está começando agora.

Assista:

https://www.youtube.com/watch?v=Ohxdmpu6Hlw

 

Terraviva – Jornal Terraviva 2ª Edição – 01.12.2021

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Cotonicultores intensificam relações com indústria chinesa

Entrevista de Júlio Busato ao programa Bem da Terra

03 de Dezembro de 2021

Abrapa na Mídia


Cotonicultores intensificam relações com indústria chinesa


O acordo fechado recentemente entre a Abrapa e a Beijing Cotton Outlook Consulting Co. (BCO) e a aproximação com o Irã foram alguns dos temas abordados pelo programa Bem da Terra em entrevista com o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. Também entraram em pauta as perspectivas para a safra 21/22 e as ações de promoção do algodão brasileiro nos mercados interno e externo.


Assista:


https://www.youtube.com/watch?v=Z-I--ay-yf8


Terraviva – Bem da Terra – 02.12.2021

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