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Abrapa divulga balanço da certificação socioambiental ABR na safra 2022/2023

20 de Dezembro de 2023

Reconhecido pela FAO e diversas entidades internacionais, o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) registrou recorde de produção na safra 2022/2023. Foram 2,55 milhões de toneladas de pluma certificada, 28% a mais que o alcançado em 2021/2022. Considerando o volume total produzido no período, que foi de 3,1 milhões de toneladas, a participação do ABR equivale a 82%. A iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), executada em campo pelas suas associações estaduais, foi implementada com este nome em 2012, e, já no ano seguinte, começou a operar, no Brasil, em benchmark com a Better Cotton (BCI), referência mundial em licenciamento de algodão responsável. No ciclo 2022/2023, o Brasil respondeu por 37% de todo o algodão Better Cotton (BC), que somou 5,4 milhões de toneladas de pluma.

A proposta do ABR é promover a evolução progressiva das boas práticas sociais, ambientais e econômicas nas fazendas de algodão do Brasil. Trata-se de uma certificação voluntária, totalmente alinhada às legislações trabalhista e ambiental do país. O protocolo possui 183 itens de verificação, antes da certificação, e oito critérios: Contrato de trabalho, Proibição do trabalho infantil, Proibição do trabalho análogo a escravo, indigno ou degradante, Liberdade de associação sindical, Proibição de discriminação de pessoas, Segurança, saúde e meio ambiente do trabalho rural, Desempenho ambiental e Boas práticas agrícolas, Itens como proibição do trabalho infantil e análogo a escravo, são obrigatórios. O cumprimento e desempenho nestes itens é verificado e certificado por auditorias de terceira parte. Na safra 2022/2023, as empresas habilitadas para este fim foram a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Genesis Certificações.

No mesmo período, a produção certificada pelo programa ABR se deu em 374 fazendas, em 82 municípios de 9 estados brasileiros, com a mobilização de sete das nove associações estaduais da Abrapa: Abapa (Bahia), Agopa (Goiás), Ampa (Mato Grosso), Ampasul (Mato Grosso do Sul, Amapa (Maranhão), Amipa (Minas Gerais) e Apipa (Piauí).

“O compromisso com a sustentabilidade assumido pelo cotonicultor brasileiro tem colocado o Brasil numa posição diferenciada em relação a outras origens produtoras de algodão no mundo. Nós acreditamos que a introdução de boas práticas é uma condição para o sucesso e a longevidade do negócio, como uma vantagem para o produtor, que resulta num produto alinhado aos anseios do consumidor em todo o mundo”, explica o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. “Estar na liderança do ranking dos fornecedores de algodão BC e bater os nossos próprios recordes em volume de pluma certificada é algo que nos deixa muito satisfeitos”, afirma.

Empregos

As fazendas certificadas pelo programa ABR geraram 38 mil empregos formais na última safra, dos quais, 11% foram ocupados por mulheres e 500 por trabalhadores com deficiência física.

Eficiência

De acordo com a Abrapa, os indicadores do programa dão conta do incremento da eficiência nas fazendas que aderem à certificação socioambiental. Na safra 2022/2023, a média de produtividade nas unidades produtivas ABR foi 4,6% superior à média nacional. Durante o levantamento, realizado em julho de 2023, as fazendas ABR obtiveram produtividade de 1924 quilos de pluma por hectare, frente à média brasileira, então estimada em 1.840 quilos de pluma por hectare.


Benchmark

A operação referenciada entre o programa ABR e a BCI começou em 2013. Desde então, todo produtor certificado ABR pode ser licenciado BCI se assim desejar. Isso porque nos 183 itens de verificação do programa socioambiental brasileiro já estão contemplados os 51 itens necessários ao algodão BC. Dessa forma, o produtor ABR pode ser automaticamente licenciado pela iniciativa internacional, mas o contrário não se aplica.


Confira no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2023/12/Relatorio-da-Safra-2022.2023-ABR.pdf


Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 98881-8064
Monise Centurion – Jornalista Assistente
(17) 99611-8019

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SAFRAS eleva projeção para produção de algodão 2023/24 do Brasil para 3,36 milhões de toneladas

20 de Dezembro de 2023

Porto Alegre, 19 de dezembro de 2023 – A área semeada com algodão no Brasil deve ficar maior que o esperado inicialmente, com a fibra ocupando espaço de milho segunda safra e de soja verão, em regiões que enfrentam problemas com a falta de chuva, com destaque para Mato Grosso e Goiás. Essa é a sinalização do Imea, reforçada pela Conab e Abrapa. O fato é que o clima adverso deve levar alguns produtores a preferir o plantio de algodão a um eventual replantio de soja, explica o analista e consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach. A rentabilidade do algodão, melhor que o milho, também é um fator que estimula o crescimento da área com algodão, acrescenta.


E, com isso, SAFRAS & Mercado ajustou a projeção de área semeada com algodão para 1,86 milhão de hectares no ano safra 2023/24, o que corresponde a um avanço de 11% em relação à safra 2022/23. Assim, a produção de algodão do Brasil tem potencial de 3,36 milhões de toneladas em 2024. Isto corresponde a um crescimento de 2,7% em comparação a safra colhida em 2023.


Sara Lane (sara.silva@safras.com.br) / Agência SAFRAS


Acesso em: SAFRAS eleva projeção para produção de algodão 2023/24 do Brasil para 3,36 milhões de toneladas - SAFRAS & Mercado

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Algodão: Mato Grosso deve plantar área recorde

Aumento é devido ao aumento de competividade em relação ao milho e à quebra na safra de soja

19 de Dezembro de 2023

O Estado de Mato Grosso deve plantar uma área recorde de algodão na safra 2023/24. De acordo com o Instituto de Economia Agropecuária do Estado (Imea), as lavouras da fibra devem somar 1,35 milhão de hectares.


“O cenário de incremento é pautado pelo aumento da competitividade do algodão em relação ao milho, visto que a margem de rentabilidade dos produtores do cereal está negativa”, avaliam os técnicos, em boletim semanal.


Outro fator que pode levar a um plantio maior de algodão é a quebra na safra de soja. Produtores que plantam algodão para a segunda safra podem destinar áreas para a fibra em vez de replantar a oleaginosa.


O aumento da área deve ser determinante para o resultado da safra 2023/24. Prevendo clima menos favorável, em função do El Niño, os técnicos do Imea estimam produtividade 8,61% menor, de 284,35 arrobas por hectare. Mas a produção deve crescer e chegar a 5,78 milhões de toneladas de algodão em caroço.


A safra 2022/23 vem de resultados recordes, destaca o Imea. A área plantada foi de 1,20 milhão de hectares, alta de 2,15% em relação à temporada anterior. A produtividade média foi a maior da história, de 311,34 arrobas por hectare.


A produção de algodão em caroço foi de 5,61 milhões de toneladas, 28,22% a mais que na safra 2021/22.


“Esse cenário foi reflexo das condições climáticas favoráveis durante a temporada, o que contribuiu para o bom desempenho da cultura”, diz o Imea.


Preços pressionados


Os preços, no entanto, foram pressionados ao longo de 2023, informam os técnicos do Instituto. O aumento da oferta e a redução da demanda impediram um impulso às cotações. O indicador do Imea teve queda de 35,09% em comparação com 2022.


No mercado internacional, o boletim do Imea destaca que o contrato de algodão para dezembro de 2023 na bolsa de Nova York caiu 18,94% neste ano.


“Com o cenário de aumento da oferta do algodão e menor consumo mundial, os preços futuros foram pressionados durante o ano. Para o ano de 2024, espera-se uma recuperação da demanda global pela fibra”, dizem os técnicos.


Por Raphael Salomão — São Paulo


Acesso em: Algodão: Mato Grosso deve plantar área recorde (globo.com)

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Com alta de 28%, safra 22/23 de algodão totaliza 3,27 milhões de t

19 de Dezembro de 2023

Com a conclusão da safra 2022/2023, a produção brasileira de algodão atingiu a marca de 3,27 milhões de toneladas da pluma, representando um aumento notável de 28% em comparação com a safra anterior. Os dados foram divulgados no último relatório mensal de safra pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


Para fornecer um panorama detalhado do setor e discutir as perspectivas para o próximo ano, o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, compartilhou insights em uma entrevista.



Ele destacou que, apesar do sucesso na produção, a logística e infraestrutura para escoamento da safra apresentaram desafios significativos. O despreparo do Porto de Santos para lidar simultaneamente com a demanda de algodão, milho e açúcar gerou transtornos, levando a preocupações sobre a entrega pontual.


Quanto aos preços da pluma, Portocarrero indicou que se mantiveram estáveis ao longo do ano, na faixa de 80 centavos de dólar por libra peso. Com a expectativa de continuidade desse cenário até a virada do ano, ele enfatizou a necessidade de reduzir custos e melhorar a produtividade diante de um mercado competitivo.


A entrevista abordou também a relevância sustentável do algodão brasileiro, evidenciada durante a COP28 em Dubai. Portocarrero destacou que 84% da produção de algodão do Brasil é certificada com práticas sustentáveis, tornando-o líder mundial na oferta de algodão sustentável.


Acesso em: Com alta de 28%, safra 22/23 de algodão totaliza 3,27 milhões de t | Canal Rural

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #49/2023 15/12

15 de Dezembro de 2023

Destaque da Semana - Apesar da queda desta semana, devolvendo parte dos ganhos da semana passada, o mercado voltou para a faixa de 80-90 U$c/lp que estava operando até o final de Outubro.


Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 14/12 cotado a 80,81 U$c/lp (-2,2% na semana). O contrato Jul/24 fechou 81,94 U$c/lp (-1,6% na semana) e o Dez/24 a 78,17 (-1,3% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 832 pts para embarque Out/Nov (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/dez/23).


 Altistas 1 - Na quarta-feira, o Fed dos EUA manteve as taxas de juros inalteradas, fazendo com que os mercados acionistas dos EUA disparassem para novas máximas históricas.


Altistas 2 - Na quinta-feira a União Europeia também manteve as suas taxas de juros inalteradas.


Baixistas 1 - As vendas líquidas semanais de exportação do USDA foram de 67 mil fardos, praticamente metade da semana passada, com a China respondendo por 87%.


Baixistas 2 - No grande mercado importador de algodão hoje (China), os estoques nos portos seguem aumentando e acredita-se que a grande maioria das compras dos últimos meses foi para recompor estoques da reserva.


Oferta e Demanda - No relatório de oferta e demanda do USDA deste ano, divulgado na última sexta-feira (8) os destaques foram:


* Estoque inicial mundial para 2023/24 reduzido em 45 mil toneladas, totalizando 18,04 milhões, devido a ajustes no uso de moinhos na safra anterior.
* Produção mundial diminui em 118 mil toneladas, atingindo 24,59 milhões, com quedas nos EUA e Turquia (-65 mil), parcialmente compensadas pelo Paquistão.
* Consumo global de algodão reduzido em 343 mil toneladas, totalizando 24,76 milhões.
* Estoques finais mundiais aumentam em 195 mil toneladas, atingindo 17,94 milhões.
* Safra 2023/24 dos EUA continua caindo. Este mês a redução dos de 68 mil tons, para 2,78 milhões.
* O Brasil segue firme na terceira posição do ranking de produtores e ainda em segundo nas exportações.
* A estimativa da produção de algodão da China segue em 5,88 milhões de toneladas para 2023/24. As importações estão previstas em 2,39 milhões de toneladas (+100 mil).


Bangladesh 1 - Industriais bengalis continuam tendo dificuldades na obtenção de algodão bruto internacional devido à complexidade na obtenção de Cartas de Crédito. O último relatório dos EUA reduziu a previsão de importação de algodão bruto para 1,63 milhão de toneladas em 2023/24, resultando em oferta restrita e desafios no setor têxtil.


Bangladesh 2 - Para lidar com a situação, as fábricas buscam apoio do banco central com concessões de pagamento e aumentos nos limites de empréstimos. Relatórios locais indicam a aprovação de um empréstimo de $400 milhões do Banco Asiático de Desenvolvimento e uma tranche de $681 milhões do FMI.


COP28 1 - No último domingo (10/12), o Diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, e a Head Comercial, Financeira e de Sustentabilidade da Scheffer, Fabiana Furlan, marcaram presença na COP28 frente ao painel "Green Production Dialogues: Unveiling Sustainable Practices and Success Stories in Beef and Cotton”


COP28 2 - No painel, foram apresentadas as iniciativas de responsabilidade socioambiental existentes em toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro, com ênfase para a agricultura regenerativa, produção de algodão de baixo carbono e os diferenciais na rastreabilidade da fibra nacional.

COP 28 3 - Dados e fatos também destacaram o porquê do algodão ser uma opção mais sustentável que as fibras sintéticas, sendo uma alternativa eficiente para as demandas de ESG da cadeia têxtil global e em linha com a proposta da conferência.


Exportações - O Brasil exportou 91,1 mil tons de algodão até a segunda semana de nov/23. A média diária de embarque é quase o dobro (+90%) maior em comparação com o dez/22.


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 14/12: Os estados do GO, MG, MS, PR e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas os estados da BA (99%), MA (80%), MT (93%) e PI (84%) Total Brasil: 94% beneficiado.


Plantio 2023/24 - Até o dia 14/12 foram cultivados: BA (67%), GO (57,93%), MG (35%), MS (38%), MT (0,90%) PI (14,67%), PR (86%) e SP (67%) Total Brasil: 15,39%


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Relatório mensal de safra | Dezembro 2023

15 de Dezembro de 2023

Saiu o novo e último Relatório da Safra de 2023, com uma análise minuciosa da produção, exportação e consumo do algodão brasileiro no mês de novembro, e um panorama global do cenário da fibra no período. Clique no link e incremente suas ferramentas para tomada de decisões. Aos produtores, bom plantio!

Relatório de safra - dezembro de 2023

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Sou de Algodão encerra 2023 como o melhor ano de sua história

Crescimento de marcas parceiras, Cotton Trip com grandes personalidades, milhares de peças rastreadas do programa SouABR e consolidação em desfile no SPFW foram os grandes feitos da iniciativa da Abrapa este ano

14 de Dezembro de 2023

O sétimo ano do movimento Sou de Algodão foi marcado por grandes realizações, ultrapassando as metas planejadas. Em 2023, a iniciativa reuniu nomes relevantes da moda nacional em seu segundo desfile no São Paulo Fashion Week, levou importantes parceiros para uma viagem ao campo de algodão e consolidou o Programa SouABR, com dois novos varejistas e milhares de peças rastreadas. O reconhecimento também pode ser medido pelas aparições do movimento na mídia, com mais de 350 matérias conquistadas, além de centenas de marcações de influenciadores nas redes sociais.

Um ano de muitas conquistas que fortalecem cada vez mais a iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) no mercado nacional nos segmentos de moda, tecnologia e varejo. Confira abaixo os resultados alcançados pelo Sou de Algodão até novembro de 2023:

 

SouABR 

O programa de rastreabilidade envolveu cinco varejistas no ano de 2023 e somou mais de 67 mil peças rastreadas. Foram 54.509 da Reserva, 7.806 da C&A, 4.991 da Almagrino e 2 peças da Dendezeiro, especiais para o desfile no São Paulo Fashion Week (SPFW).

Até novembro, o SouABR também registrou e rastreou 23 produtores, 25 fazendas, mais de 10 mil fardos de algodão ABR, mais de um milhão de quilos de fios, 14.175 metros de tecidos e 39.708 kg de malhas.

 

Marcas Parceiras 

O movimento fechou novembro com 1.472 marcas parceiras, sendo que, das 312 que entraram em 2023, os destaques ficaram para as adesões da Calvin Klein, C&A e Grupo Veste, proprietária das marcas Bo.Bô, Dudalina, Individual, John John e Le Lis Blanc.

Sou de Algodão disponibiliza tags para essas e outras parceiras aplicarem em suas peças, para que o consumidor saiba que o que está consumindo foi feito com, no mínimo, 70% de algodão responsável. Ao todo, já foram mais de 74 milhões de tags distribuídas, sendo 27 milhões distribuídas apenas em 2023.

Com relação aos estilistas, Sou de Algodão conta com nomes que estão presentes nas principais semanas de moda do Brasil. São quatro do Brasil Eco Fashion Week, 26 da Casa de Criadores, um do Dragão Fashion Week, 7 independentes e 30 do SPFW. Os destaques são: João Pimenta, Isa Isaac Silva, Dendezeiro, Ateliê Mão de Mãe, Meninos Rei, Amapô Jeans, Ângelo Brito, Santa Resistência, Thear, Rober Dognani, Ellias Kaleb, Ronaldo Silvestre e Dario Mittmann.

 

São Paulo Fashion Week 

Pelo segundo ano consecutivo, o movimento Sou de Algodão marcou presença com desfile na maior semana de moda da América Latina, desta vez homenageando os 150 anos do jeans. Com direção criativa de Paulo Borges e styling de Paulo Martinez, a apresentação envolveu nove estilistas, 19 empresas, entre fiações, tecelagens e malharias, e duas confecções e a apresentação de 40 looks.

Foram mais de 500 convidados e mais de 200 marcações nas mídias sociais, com destaque para os conteúdos feitos por Lívian Aragão, Ana Hikari, Mari Gonzalez e Arlindo Grund. Na imprensa, o desfile repercutiu em mais de 100 publicações nos principais veículos de moda e negócios, como Steal The Look, GQ, Vogue, Glamour, Claudia, L’Officiel, Capricho, Gshow, Reuters e Forbes.

 

3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores (universidades parceiras) 

Lançado em maio deste ano, a iniciativa envolve 364 cursos superiores de tecnologia, 260 cursos de bacharelado e 252 cursos técnicos. Para a divulgação, foram promovidos 55 encontros presenciais e digitais com cursos de moda de faculdades e cursos técnicos de todo o Brasil, alcançando 1.772 estudantes e docentes. Até novembro, o Desafio somou 401 inscritos, sendo 373 na categoria de trabalho individual e 28 em dupla.

 

Cotton Trip 

Um dos eventos mais importantes do ano foi realizado, dessa vez, em cinco dias, na fazenda Pamplona, em Cristalina/GO. No primeiro, a imprensa de moda marcou presença, seguindo com  influenciadores, imprensa do agro, marcas varejistas associadas à Abvtex, e, no último dia, embaixadores, instituições do setor e fiações e tecelagens associadas à Abit.

Foram mais de 100 pessoas presentes na Cotton Trip, o que gerou publicações nos principais portais do Brasil, como Exame, Hylentino e Steal The Look.

 

O que esperar de 2024

Para Silmara Ferraresi, diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento, em 2023, o Sou de Algodão celebrou um ano de sucesso. “Tivemos grande destaque com o desfile no São Paulo Fashion Week e, prova disso, é a repercussão que tivemos na mídia e nas redes sociais, Além disso, tivemos conquistas notáveis no Programa SouABR que não para de crescer. Também ficamos muito felizes com a entrada de grandes marcas como parceiras, porque esse é o nosso retorno do quão relevante o movimento tem se tornado. Para 2024, vamos explorar nossos pilares de trabalho cada vez mais, promovendo ações que impulsionam a responsabilidade na cadeira do algodão brasileiro”, finaliza.

 

Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, representando 42% de toda a produção mundial de algodão sustentável.

 

Abrace este movimento: 

Site: www.soudealgodao.com.br

Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao

TikTok: @soudealgodao_

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ABR-LOG é apresentado em reunião na Anea

13 de Dezembro de 2023

O passo a passo para a habilitação no programa Algodão Brasileiro Responsável para Terminais Retroportuários de Algodão, ABR-LOG, executado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), teve seus resultados de implantação apresentados nesta terça-feira, dia 12 de dezembro, durante a reunião on-line do Grupo de Trabalho (GT) de Logística da Anea.


Atualmente, seis terminais retroportuários localizados em Santos, Guarujá, Cubatão, Salvador e Rondonópolis estão certificados no programa. Eles passaram por um processo de auditoria externa conduzida por um órgão certificador independente credenciado pelas entidades idealizadoras. No período comercial de 2023/2024, a empresa Control Union foi credenciada como a responsável pelas auditorias do ABR-LOG com um protocolo de certificação (PC) composto por 127 itens que devem ser observados nos terminais. Eles estão organizados em 8 critérios.


De acordo com o gestor de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, o foco do programa é preservar a integridade dos fardos até seu destino final.  Desta forma, o ABR-LOG contribui para a melhoria do processo de exportação do algodão, desde o recebimento dos fardos nos terminais, armazenagem, estufagem do contêiner, até o embarque. “O ABR-LOG também é um programa de certificação socioambiental, com ênfase adicional na qualidade. Objetivo é que os fardos cheguem sem avarias, danos físicos e sujeira, atrelado a critérios mínimos de respeito social e ambiental”, disse.


 

O que é o ABR-LOG


O ABR-LOG é uma iniciativa da Abrapa, em parceria com a Anea, e faz parte do escopo do programa Cotton Brazil, de promoção da fibra brasileira no mercado internacional, que é fruto da parceria entre Abrapa, Anea e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

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IPA destaca avanços regulatórios de 2023

12 de Dezembro de 2023

A melhoria no fortalecimento da união de toda a cadeia produtiva em prol de avanços no setor agrícola brasileiro resultou em conquistas significativas, no ano de 2023. Essa foi uma das conclusões surgidas durante a última assembleia conjunta promovida pelo Instituto Pensar Agropecuária (IPA) e pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) em Brasília, nesta terça-feira, 12 de dezembro.


Três marcos importantes foram destacados durante o encontro: a aprovação da Lei dos Defensivos Agrícolas, que aguarda a sanção presidencial; o Marco Temporal Indígena; e a Reforma Tributária, aprovada pela Câmara dos Deputados.


“Este ano foi marcado por conquistas expressivas para o setor agrícola brasileiro. A aprovação da tão aguardada Lei dos Defensivos representa um marco histórico. Após mais de duas décadas de espera, esse projeto é de extrema importância para nós, produtores, e para a produção agrícola brasileira. Essa aprovação representa um avanço crucial no fornecimento de ferramentas essenciais para enfrentar desafios fitossanitários, contribuindo para a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável”, afirmou o conselheiro consultivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e vice-presidente do IPA, Júlio Cézar Busato.


Outra vitória relevante, citada durante a reunião, foi a aprovação do Marco Temporal Indígena. Esse marco não apenas oferece segurança jurídica aos produtores, mas também estende seus benefícios para as comunidades urbanas. Essa medida visa conciliar o desenvolvimento agrícola com o respeito aos direitos territoriais indígenas, promovendo uma abordagem integrada e sustentável.


Para Busato, a atuação da Frente Parlamentar foi decisiva na aprovação da Reforma Tributária, pela Câmara dos Deputados. O texto agora está em análise no Senado. Os participantes da assembleia consideram ser crucial que esta reforma seja implementada de maneira a não penalizar os produtores e agricultores brasileiros, contribuindo para um sistema tributário mais equitativo e eficiente.


Na avaliação do vice-presidente do IPA, a abordagem proativa na comunicação do instituto e da Frente Parlamentar contribuiu para fortalecer os laços com os representantes no Congresso e também aumentar a conscientização pública sobre o importante papel desempenhado pelo setor agrícola.


“Atualmente, no IPA, contamos com a participação de 58 entidades, um aumento notável que reflete o engajamento crescente. Com a participação ativa delas, fortalecemos consideravelmente nossa representação. Além disso, temos o privilégio de contar com o apoio constante de 312 deputados e 50 senadores na Frente Parlamentar. Esses parlamentares dedicados estão sempre presentes, defendendo não apenas as pautas específicas dos agricultores, mas também aquelas que são do interesse geral do Brasil”, disse.


Além dos destaques de 2023, a assembleia também aprovou as contas de novembro e discutiu o cronograma de encontros para 2024.


O IPA congrega representantes das cadeias produtivas do agro brasileiro, da produção à indústria. A entidade discute e elenca as pautas prioritárias para o desenvolvimento agropecuário e subsidia, com informações, a FPA, que as defende no Congresso Nacional.


 

Foto: Marcplus

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Brasil tem a pluma de alta qualidade que a indústria têxtil indiana quer

11 de Dezembro de 2023

Com o desafio de ampliar a produtividade nos campos de algodão para acompanhar a evolução de sua indústria têxtil, a Índia – atualmente a maior produtora mundial – importou 75% a mais de pluma na temporada 2022/23. O Brasil absorveu somente 4% desse mercado e quer aumentar esse percentual, apostando em um produto de alta qualidade e livre de contaminação.


“Existe potencial de crescimento na Índia porque o Brasil tem 100% de sua colheita mecanizada, o que garante uma pluma sem contaminação. Esse é o principal produto buscado por muitas indústrias têxteis indianas”, pontuou Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).


Nesta semana, ele participou de uma rodada técnica em Ahmedabad, no estado indiano de Gujarat. Além de conhecer produtores, visitar unidades de beneficiamento e fábricas, o executivo foi recebido pelo governo indiano em uma agenda promovida pelo International Cotton Advisory Commitee (ICAC), como parte de sua 81ª Reunião Plenária.


Monteiro verificou in loco o esforço do país para acelerar a evolução da indústria têxtil. Uma das ações tem sido o investimento do governo para ampliar a produtividade nas lavouras indianas. O desafio é grande, pois a produtividade média é de 420 quilos por hectare (kg/ha), enquanto no Brasil a relação foi de 1.931 kg/ha na safra 2022/23.


“As fazendas indianas têm, em média, uma área plantada de 2 ha. O governo subsidia a produção, com uma política de preços mínimos e taxação sobre a importação”, explicou Monteiro. Ciente do protagonismo do governo indiano no setor, em outubro a Abrapa e o ministro da Agricultura e Pecuária do Brasil, Carlos Fávaro, formalizaram o pleito de isenção de impostos sobre a importação da pluma brasileira. O objetivo é que o País receba o mesmo tratamento tributário que a Austrália, isenta do imposto de 11% na importação.


O diretor da Abrapa coordena o Cotton Brazil, marca que representa o algodão brasileiro em escala global e tem a Índia entre um dos dez países prioritários. A iniciativa tem parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).


A relação entre os dois países conecta dois grandes players com grande potencial de crescimento. No caso da Índia, a tradição milenar no cultivo (iniciado 3 mil anos a.C.) ajuda a explicar os números. É a maior produtora no mundo e reúne o maior número de produtores (mais de 9 milhões de pessoas, de acordo com o ICAC).


Com previsão de colher 5,4 milhões tons na safra atual, que começou a ser semeada em junho, a Índia tem a quarta maior indústria têxtil no globo. Em 2021, o setor movimentou US$ 41,4 bilhões de receitas na exportação de produtos de algodão, o correspondente a 4,7% do total do país.


Já o Brasil é o terceiro maior produtor mundial, de acordo com dados do United States Departament of Agriculture (USDA), sendo também o segundo maior exportador. Estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) indicam que, entre julho de 2023 e junho de 2024, as exportações somarão 2,4 milhões tons – 60% a mais que no ciclo anterior.

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