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Cotonicultores esperam a liberação de três novas variedades transgênicas em 2017

18 de Janeiro de 2017

Os produtores de algodão aguardam, para 2017, a liberação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de três novas tecnologias em OGM para a cultura. Todas elas trazem eventos combinados, como tolerância a herbicidas e resistência a insetos (lagartas). A próxima reunião da CTNBio está agendada para os dias 08 e 09 de fevereiro.



Desde 2005, a CTNBio liberou 13 tecnologias transgênicas de algodão, sendo a última em 2016, após uma lacuna de quatro anos. Trata-se da Bollgard III x Roundup Ready Flex, tolerante ao herbicida glifosato e resistente a insetos (lagartas). De 1998, quando foi liberada a primeira soja transgênica no país, até 2016, CTNBio liberou a comercialização de 67 tecnologias geneticamente modificadas, entre soja, milho e algodão.



Depois de, aproximadamente, dez anos de pesquisas e investimentos em torno de US$150 milhões, em média, os obtentores das tecnologias desenvolvem em campo cada variedade por mais dois anos, até completarem o dossiê, que é submetido à CTNBio. Na Comissão, pela lei brasileira, são necessários 90 dias para a emissão de um parecer. "Na prática, o tempo médio tem sido de 18 meses a 24 meses", explica o consultor técnico da Abrapa, Edivandro Seron.



As três novas tecnologias que devem chegar ao mercado, quando aprovadas pela CTNBio, foram submetidas pela Monsanto (tolerante aos herbicidas dicamba e glufosinato de amônio); Bayer (resistente a insetos e tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio) e Dow AgroSciences (resistente a lagartas e tolerante ao glufosinato de amônio).


Veja a lista de todas as tecnologias já liberadas pela CTNBio em soja, milho e algodão.

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Abrapa participa de reunião no MAPA

13 de Janeiro de 2017

Com os preços do algodão operando em um dos maiores patamares dos últimos seis meses – em torno de U$0,74 por libra-peso, contra uma média de U$0,66 – e o andamento da safra dentro do esperado, a reunião da comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, realizada ontem (12/01) em Brasília, se deu em clima de otimismo.



A reunião marcou o início do mandato do produtor Arlindo de Azevedo Moura à frente da Abrapa, sucedendo João Carlos Jacobsen Rodrigues, desde o dia 1° do ano. O grupo foi recebido pelo chefe de gabinete do ministro Blairo Maggi, Coaraci Castilho, e pelo assessor especial do MAPA, Sérgio De Marco. Também participaram da audiência o presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão – AMPA, Alexandre Schenkel, e o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero.



Na pauta da reunião, as prioridades da cotonicultura brasileira, com a continuação dos trabalhos que a entidade já vinha desenvolvendo e novas demandas para o desenvolvimento do setor. De acordo com Arlindo Moura, o andamento e a expectativa para a safra em curso foram um dos temas mais discutidos na ocasião. A perspectiva para a safra brasileira de algodão em 2016/17 é de incremento de 20% na produção, apesar da redução da área plantada em cerca de 4%. O Mato Grosso, maior produtor de algodão do país, está concluindo o plantio da segunda safra. A Bahia, segundo maior produtor, já concluiu a safra de verão, a única do estado. O país deve colher em torno de 3,53 milhões de toneladas de algodão em caroço neste ciclo.



 "A subida dos preços em função do aumento do consumo e diminuição dos estoques mundiais, aliada a uma janela de plantio muito interessante, nos deixa otimistas para a retomada do crescimento de área a partir da próxima safra. Os 20% a mais na produção que deveremos ter em 2016/17 são fruto do aumento da produtividade nas lavouras, após um período de comprometimento nesse índice em 2015/16. Resta-nos esperar que tudo saia dentro do previsto", diz Arlindo Moura.

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​ Agricultor brasileiro: o herói vilanizado.

12 de Janeiro de 2017

Na iminência de uma divulgação de proporções mundiais, perversamente calcada em um posicionamento ideológico vazio e equivocado que ora começa a ganhar visibilidade, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, juntamente com as suas dez Associações Estaduais, vem a público manifestar não apenas sua revolta, mas, principalmente, sua preocupação acerca do tema escolhido como enredo do Carnaval 2017 pela escola de samba Imperatriz Leopoldinense, intitulado “Xingu: o clamor que vem da floresta”.


Com atraso de quase dois séculos, a agremiação carnavalesca resgatou do Nacionalismo Romântico o herói indígena, tão bem forjado por José de Alencar em sua obra O Guarani, e o transpôs, sem qualquer atualização, para os holofotes da Marquês de Sapucaí, com propagação maciça na mídia. Contra esse herói brasileiro – o “bom selvagem” ingênuo e puro – elegeu como vilão o agricultor e todo o agronegócio, acusando-o de roubar as terras dos índios, destruir as matas e secar os rios.


A falácia é extremamente perigosa e encontra terreno fértil na ignorância. Muito provavelmente, quem entoará o enredo e o repetirá no calor da catarse carnavalesca, jamais conheceu o campo e ignora completamente um dos maiores motivos de orgulho que qualquer brasileiro pode – e deveria – ter. Temos o maior carnaval do mundo e o Rio de Janeiro sintetiza essa festa, é fato. Mas também somos uma superpotência planetária em agricultura, que deve colher nesta safra 214,8 milhões de toneladas de grãos: alimentos e fibras para nutrir e vestir uma importante parcela da população mundial de sete bilhões de pessoas. Abastecemos o nosso mercado interno e ainda somos o maior exportador mundial de carne bovina, frango de corte, café, açúcar, suco de laranja, dentre muitos outros.


Do cerrado brasileiro devem sair em torno de 3,53 milhões de toneladas de algodão em caroço, produzidos de maneira sustentável, com adoção intensiva de tecnologia. Para cada hectare plantado, o Brasil produz, em média, 1500 quilos de algodão em pluma, o que representa a maior produtividade de algodão do mundo, em lavouras sem irrigação.


Produtividade alta significa produzir mais em menos espaço, o que se consegue com boas e rigorosas práticas de plantio, manejo de pragas, e variedades adequadas. Devemos em grande parte esse status a uma empresa brasileira, a Embrapa. Essa sim, motivo de orgulho. E, sobretudo, devemos ao constante aprimoramento dos nossos agricultores.


Na contramão da produtividade, por uma série de políticas erradas ou inexistentes, temos 13% do território brasileiro, algo em torno de 110 milhões de hectares, destinados a apenas 0,25% da população nacional: os povos indígenas, enquanto a área utilizada pela agricultura é de 68 milhões de hectares, ou 8% do território nacional.  As terras indígenas equivalem, em média, a 482 hectares por pessoa. É como se cada indígena possuísse uma fazenda do tamanho de 482 campos de futebol para cuidar, sem assistência técnica, sem acesso a tecnologia e sem fiscalização. O resultado disso é lastimável. Não basta ter terra, é preciso saber e poder produzir.


Somos um país que pode, diante de qualquer crítica mundial, afirmar que detém 60% de suas matas preservadas. Nenhum outro país tem percentual de cobertura natural preservada desta magnitude, e consegue fazer o que fazemos nas nossas lavouras. Assim, chamar o agro de “belo” faz sentido, mas acusá-lo de ser “monstro” é inaceitável. Quem acha pouco, imagina que os alimentos, madeiras e fibras têxteis simplesmente se materializam do nada. Ignora a presença do homem do campo no seu dia a dia, em cada calça jeans, em cada refeição, habitação, remédio, produto de limpeza, papel... Não existe mágica. Alguém cultivou toda a matéria prima dos produtos à nossa volta. Qualquer outra versão é fantasia de carnaval.

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Proalmat renovado até 2025

Isenção fiscal sobre o ICMS tem impulsionado o desenvolvimento da cotonicultura em parâmetros sustentáveis no Matogrosso.

09 de Janeiro de 2017

O Governo do Estado do Mato Grosso renovou, até 31 de dezembro de 2025, a validade do Programa de Incentivo ao Algodão do Mato Grosso – Proalmat, que tem por objetivo fomentar a cotonicultura matogrossense dentro de padrões tecnológicos e ambientais de produtividade e qualidade, com estímulo à verticalização do setor e ao investimento social. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Mato Grosso, na última sexta-feira (6/01), através da lei de número 10.849/2016, que está em vigor desde o primeiro dia do ano.


Vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, o Proalmat condiciona o benefício fiscal da redução de 75% do ICMS de 12% nas transações interestaduais da pluma ao cumprimento de pré-requisitos tecnológicos, sociais e ambientais na produção. Parte dos recursos renunciados é aplicada diretamente na cadeia produtiva, no financiamento de pesquisa científica, ações de defesa sanitária e de marketing para o desenvolvimento da atividade no estado, maior produtor nacional de algodão. A Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão –AMPA aguarda a edição do Decreto Regulamentador que estabelecerá os procedimentos gerais para a aplicação da lei.


De acordo com o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, Márcio Portocarrero, ao longo dos anos, desde que foi instituído, em 1997, o Proalmat tem sido fundamental.


"O Proalmat é um instrumento que permite, dentre outros investimentos, uma série de iniciativas de abertura de mercado e promoção do algodão, como a realização de missões internacionais tanto de compradores de pluma, que são convidados a conhecer in loco o modelo de produção mato-grossense, quanto de vendedores, levando cotonicultores até o mercado comprador, além das fronteiras. Sendo o Mato Grosso o maior produtor de algodão do país, podemos dizer que o Programa tem ajudado a fortalecer o Brasil como player em todo o mundo", lembra o executivo.


09.01.2017


Imprensa Abrapa

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Renovado o estado de emergência para risco de surto de helicoverpa no Maranhão

16 de Dezembro de 2016

Publicada na quarta-feira (14/12), no Diário Oficial da União (DOU), a Portaria de número 265, de 6 de dezembro de 2016, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que declara "estado de emergência fitossanitária" relativo ao risco de surto da lagarta Helicoverpa armigera nas mesorregiões Leste e Sul do Maranhão, por um prazo de um ano a contar da publicação. O estado de emergência habilita os cotonicultores maranhenses a implementar o plano de supressão da praga e a adotar medidas emergenciais, dentre as quais, utilizar o produto benzoato de emamectina, único que se mostrou eficaz no combate à lagarta, cujo uso ainda não liberado no Brasil. A última safra maranhense de algodão já se deu em estado de emergência, sendo a Portaria uma renovação.



O vice-presidente da Associação Maranhense dos Produtores de Algodão – Amapa, Aurélio Pavinato, destacou a importância da medida para a sustentabilidade da cotonicultura estadual. "Batalhamos muito por isso. Precisamos agora que o produto seja liberado definitivamente", afirmou. O Maranhão possui, atualmente, uma área plantada de 23 mil hectares de algodão.



O presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, também se declarou satisfeito com a conquista maranhenses. Ele alerta que a demora na liberação de moléculas e outras tecnologias para a lavoura, ocasionada, na maioria das vezes, pela falta de entendimento entre os Poderes Públicos, é extremamente danosa para a economia brasileira.



"O descompasso entre o tempo da agricultura e o da liberação de novas tecnologias traz prejuízos econômicos, sociais e ambientais. A demora favorece a entrada de produtos piratas, que fogem ao controle dos órgãos competentes e põem em risco toda a sociedade", destaca Jacobsen.



A resistência causada pelo uso continuado e longo das mesmas substâncias nas pragas e doenças é outro problema acarretado pela morosidade. "Muitas vezes, quando um produto é liberado no Brasil, ele já está em desuso em outros países. Somos um player importante na produção mundial de algodão e de alimentos. Não podemos por essa posição em risco", conclui o presidente da Abrapa.




Fonte: Assessoria de Imprensa da Abrapa

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10º CBA recebe o Prêmio Caio, o“oscar” dos eventos no Brasil

15 de Dezembro de 2016

A Comunicato Eventos Inteligentes, empresa contratada pela Abrapa para organizar o  10º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), ganhou, na última terça-feira (13/12), o Prêmio Caio 2016, considerado o “oscar” do setor de eventos no país.


A premiação foi um reconhecimento à performance da empresa na organização do 10º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado em setembro de 2015, no Recanto Cataratas Resort, em Foz do Iguaçu (PR), com participação de mais de 1,5 mil inscritos.


Melissa Matteo e Nanda Rodrigues receberam o famoso o “Jacaré” de ouro, na categoria Congresso Nacional, ao tempo em que já trabalham a todo vapor para produzir o 11 CBA, que, de 29 de agosto a 1 de setembro de 2017, vai reunir toda a cadeia produtiva do algodão em Maceió (AL).


“Esta premiação nos deixou muito felizes, pois, além de ser o coroamento de um trabalho de excelência, é um importante indicativo de que estamos no caminho certo. Esta foi a primeira edição em que a Abrapa assumiu a função de organizar o Congresso e o prêmio atesta o sucesso da estratégia. Parabéns à Comunicato, e que venham muitos outros ‘Jacarés”, afirmou o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen.


O Prêmio Caio é um produto da Revista Eventos, realizado pela Eventos Expo Editora, e tem apoio das principais entidades representativas dos segmentos de eventos, promoção comercial, marketing promocional e turismo de negócios do Brasil.

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Primeira Soja com a tecnologia XTEND foi aprovada pela CTNBio

12 de Dezembro de 2016

Por 14 votos a favor, três abstenções e nenhum voto contrário,  a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) liberou para comercialização a primeira variedade de soja com tecnologia Xtend, resistente ao herbicida Dicamba, da Monsanto. A deliberação se deu na reunião plenária de número 198, realizada no último dia 8 de dezembro (quinta-feira), no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, em Brasília (DF). Outras quatro tecnologias em soja aguardam aprovação, sendo três delas eventos combinados Dicamba, Glifosato e Bt. A Dow e a DuPont também têm processos de soja na CTNBio aguardando liberação.



Para o algodão, não houve novidades pois os processos na fila ainda carecem de pareceres conclusivos. A próxima reunião da CTNBio está agendada para os dias 08 e 09 de fevereiro de 2017. De acordo com o consultor técnico da Abrapa, Edivandro Seron, a Monsanto também tem submetido a tecnologia Xtend combinada (dicamba+glifosato) para algodão. Graças ao pedido de urgência, a expectativa é de que, na próxima reunião da CTNBio, em fevereiro de 2017, entre na pauta de votação a tecnologia GLT da Bayer. A Dow também tem processo de algodão GM, previsto para ser votado somente no segundo semestre de 2017.

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Abrapa lança Relatório de Gestão do biênio 2015/2016.

12 de Dezembro de 2016

A trajetória da Abrapa em 17 anos de existência é pontuada por marcos históricos que contribuíram para balizar o desenvolvimento da cotonicultura brasileira e serviram de referência a todo o setor produtivo, redefinindo a própria Associação, hoje mais forte, proativa e influente. O biênio 2015/2016 finaliza com o estabelecimento de novos marcos que hão de orientar os rumos da atividade em um futuro próximo, com avanços significativos nas quatro linhas-mestras de atuação da entidade: qualidade, promoção, rastreabilidade e sustentabilidade.



Dentre os pontos altos da gestão, ressaltamos o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), a construção do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) e a campanha Sou de Algodão, esta última, um primeiro e arrojado passo para a expansão do mercado interno, através do diálogo direto com o consumidor final. Esse trabalho exigiu profunda pesquisa, desenvolvimento conceitual e uma grande dose de arte e criatividade para chegar a um resultado verdadeiramente belo.


Tudo isso é parte das muitas conquistas desse biênio, que desejamos ver lembrado para sempre como o da gestão por resultados. Um panorama de todas as realizações você confere clicando aqui no nosso Relatório de Gestão do biênio 2015/2016.

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Perspectivas de aumento de consumo de algodão garantiram o tom de otimismo na posse do novo presidente da Abrapa

08 de Dezembro de 2016

Em uma cerimônia que reuniu mais de 400 pessoas, ontem (7/12) em Brasília, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, deu posse aos membros eleitos para os conselhos de Administração e Fiscal da entidade para o biênio 2017/2018. João Carlos Jacobsen, atual presidente, passou o cargo para Arlindo de Azevedo Moura, que assume o comando a partir de 1° de janeiro. A solenidade de posse teve a presença de integrantes de todos os setores da cadeia produtiva do algodão, de instituições diversas, de parlamentares e do Governo, representado no evento pelo secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Neri Geller.


            As perspectivas favoráveis de clima e de mercado para a safra 2017/18 deram o tom de otimismo recorrente nos discursos, que também enfatizaram a necessidade de ajustes e investimentos no âmbito governamental para mitigar gargalos à produção. Em seu pronunciamento, João Carlos Jacobsen Rodrigues elencou as conquistas da entidade no biênio e ressaltou a evolução da Abrapa em 17 anos de existência, nos quais exerceu a presidência por dois mandatos. Segundo Jacobsen, a criação do Instituto Brasileiro do Algodão–IBA proporcionou à Associação um "salto quântico" em sua atuação no desenvolvimento e promoção da cotonicultura brasileira. Criado em 2010, o IBA administra os recursos conquistados pelos cotonicultores como indenização na célebre ação movida pela entidade contra os subsídios americanos no âmbito da OMC.


            "Somente nesse último trimestre, conseguimos executar três grandes projetos que vinham sendo gestados há muito tempo, mas que antes não tínhamos condições de implantar: a inauguração do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão-CBRA, um grande passo rumo à total credibilidade do Brasil como uma origem de excelência em qualidade; o programa Standard Brasil HVI–SBHVI, que padroniza e integra, em uma rede, todos os laboratórios de classificação HVI, e a campanha Sou de Algodão, voltada para o consumidor final, que tem como meta incrementar em 5%, em cinco anos, o consumo de algodão no país", disse João Carlos Jacobsen, citando ainda os trabalhos de defesa do setor empreendidos pela Abrapa junto ao Governo, assim como na Câmara e no Senado Federal.


         Novo presidente


            Arlindo de Azevedo Moura, já exercia a função de vice-presidente na gestão 2015/2016. Em seu discurso, ele destacou a provável retomada de crescimento pela cotonicultura, proporcionada pela diminuição dos estoques mundiais e pelo aumento do consumo do algodão no mundo que, pela primeira vez desde 2009, deverá ser maior que a produção.


            "São ventos 'altistas' que sopram a favor do produtor, acenando para a melhoria da remuneração e o crescimento de área em médio prazo, quiçá a partir de 2017/18. Se o mundo precisa consumir mais algodão, e isso tem de ser feito rapidamente, não há dúvida de que estamos no lugar certo para atender a esta demanda", disse Arlindo Moura, que falou também sobre o decréscimo da área plantada de 4% em 2016/17. "Uma redução motivada por uma série de fatores, em especial, pelas dificuldades enfrentadas na região do Matopiba. Em compensação, são boas as estimativas de produção, de 1,5 milhão de toneladas de pluma. Se confirmado, o volume representará um acréscimo de quase 20% se comparado à safra 2015/16", explicou. À frente da Abrapa, Arlindo Moura se comprometeu a dar encaminhamento às demandas empreendidas, a manter e ampliar, sempre que possível, os projetos existentes e a avançar na busca de soluções e atendimento às demandas do setor.



            Administrador de empresas e produtor rural, Moura é formado pela Universidade de Ijuí (RS) e pós-graduado em Administração Financeira. Em mais de 35 anos de carreira, atuou em diversas áreas da Administração, Finanças, Controladoria e Comercial. Desde 2013, é diretor presidente da Vanguarda Agro S.A (Terra Santa).  Exerceu, por sete anos, o cargo de diretor-presidente da Kepler Weber S.A e foi, por oito anos, diretor do Banco John Deere e diretor financeiro para a América do Sul do Grupo americano John Deere. Moura atuou ainda como diretor-presidente e membro do Conselho de Administração da SLC Agrícola S.A., sendo responsável pela Abertura de Capital da empresa em 2007.



 


CHAPA ÚNICA – CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO E FISCAL DA ABRAPA


BIÊNIO  2017/2018



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08.12.2016


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


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(77) 98802-0684


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Abrapa inaugura o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA)

07 de Dezembro de 2016

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa - inaugurou ontem (6/12), em Brasília, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA). Trata-se de um laboratório central de verificação e padronização dos processos classificatórios do algodão brasileiro que atuará para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados no território nacional. A estrutura é parte do programa Standard Brasil HVI–SBHVI, lançado em outubro último durante o encontro anual da International Cotton Association (ICA), ICA Trade Event 2016, em Liverpool, Inglaterra.


A precisão e a credibilidade na classificação contribuem para o fortalecimento da imagem do produto brasileiro e favorecem a valorização da commodity. Baseado na tecnologia mais atual e recorrente em todo o mundo, o High Volume Instrument (HVI), o CBRA entra em operação a partir da safra 2016/17.


O objetivo da Abrapa é integrar toda a rede de laboratórios de análise de fibras do Brasil, atualmente formada por 14 unidades que somam 63 máquinas de HVI. Um sistema operacional unificado permite leituras de resultados em tempo real, com análise de desempenho de cada instrumento. Por amostragem, o CBRA analisará aleatoriamente 1% da safra nacional. A tecnologia HVI afere as características intrínsecas e extrínsecas à fibra, que incluem comprimento, resistência, reflectância, uniformidade, dentre outros.


De acordo com o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues, o CBRA é resultado de quase uma década de trabalho e atende a uma demanda do mercado e dos produtores por processos mais fidedignos e transparentes de classificação.


"Nosso parâmetro é o modelo americano, que é provido pelo USDA, e que confere às suas classificações resultados altamente confiáveis e reconhecidos pelo mercado internacional, o chamado green card do algodão. Aqui, isso será bancado pelos próprios produtores", afirma Jacobsen.


O custo para implantação do CBRA foi de, aproximadamente, R$9 milhões, de um total de cerca de R$50 milhões investidos em todo o Programa de Qualidade. O valor inclui, além da estrutura da Abrapa, os investimentos feitos nos laboratórios pelas associações estaduais. Os recursos são provenientes do Instituto do Algodão Brasileiro – IBA.


Reconhecimento internacional


O próximo passo, segundo o presidente da Abrapa, é buscar a certificação internacional do próprio laboratório. No primeiro ano, a meta da Associação é implantar o sistema de Gestão da Qualidade, baseado na NBR ISO / IEC 17 025. Depois será dado início ao processo de certificação internacional, que é conferida pelo ICA Bremem, FDA–AMS e Dirad-LTC. O ICA Bremem foi uma das instituições que ajudaram a Abrapa a desenvolver o programa Standard Brasil HVI–SBHVI.


O Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão está situado em uma área de aproximadamente dois mil metros quadrados, onde futuramente também estará abrigada a sede definitiva da Abrapa e do Instituto Brasileiro do Algodão–IBA. Ele conta com duas máquinas de HVI com capacidade de análise de 800 amostras por dia, cada, e tem capacidade instalada para checar até duas vezes a safra atual de algodão no Brasil, que está em torno de 1,5 milhões toneladas. Todo o ambiente é controlado para garantir as condições de temperatura e umidade ideais para a classificação.


De acordo com o gestor do Programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, o CBRA é um dos pilares do Programa, e tem como missão não apenas "rechecar" os resultados dos laboratórios, como orientá-los a atender aos padrões de qualidade de operação. Outro pilar é o Banco de Dados da Qualidade do Algodão Brasileiro, que detém todas as informações para rastreabilidade da fibra.


"O CBRA elimina qualquer chance de fraude na classificação, dando mais segurança tanto para quem compra o algodão, quanto para o produtor, que vende", afirma Mizoguchui.

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