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Brasil mantém liderança mundial nas exportações de algodão pela segunda temporada seguida e mira expansão sustentável

Ao final de julho deste ano, com o encerramento oficial da temporada 2024/25, o Brasil manteve, em mais um feito histórico para o agronegócio nacional, o posto de maior exportador global de algodão em pluma. 

13 de Agosto de 2025

A conquista, alcançada pela primeira vez no ano comercial anterior, representa não apenas um avanço em volumes embarcados, mas também a maturidade de um setor que alia tecnologiasustentabilidade estratégia comercial para se destacar entre os maiores players globais.


Em entrevista exclusiva ao Broto, Marcio Portocarrero, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), comenta que essa liderança coroa um modelo produtivo altamente profissionalizado. “Mais do que volume, essa conquista reflete um modelo de produção sustentável rastreável, coordenado pela Abrapa em parceria com as associações estaduais. O protagonismo brasileiro amplia nossa presença em mercados exigentes e posiciona o Brasil como referência global”, afirma.


O programa Cotton Brazil, idealizado pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), tem papel central nesse resultado. Lançado em 2020 para promover a pluma brasileira no mercado internacional, o programa nasceu com a meta de tornar o Brasil líder nas exportações até 2030. A meta, no entanto, foi antecipada em seis anos — um indicativo da eficácia da iniciativa.


De acordo com Marcelo Duarte Monteiro, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, o Cotton Brazil mapeou os dez maiores mercados importadores do mundo — entre eles BangladeshChinaVietnãPaquistão Indonésia —, responsáveis por mais de 90% das compras globais. “Com missões internacionaiscomunicação qualificada e um escritório em Singapura, conseguimos promover não só a fibra brasileira, mas também defender o algodão como uma fibra natural de excelência”, explica.


Em 2024/25, o Brasil exportou 2,837 milhões de toneladas de algodão em pluma, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos e consolidando a liderança global. Tal volume, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pela DATAGRO, representa ainda um aumento de 0,1% ante 2023/24.


Essa praticamente manutenção acontece sem comprometer o abastecimento interno: “Atendemos 99% da demanda das indústrias têxteis brasileiras. O consumo doméstico está em torno de 720 mil toneladas, e a produção nacional permite atender ambos os mercados com segurança”, afirma Portocarrero.



Diferenciais competitivos: rastreabilidade e sustentabilidade


Um dos grandes trunfos do algodão brasileiro está na capacidade de garantir a rastreabilidade e a certificação socioambiental de grande parte da safra. Segundo Portocarrero, mais de 85% da produção nacional passa por auditorias em critérios ASG, e 100% dos fardos são rastreados por meio do Sistema Abrapa de Identificação (SAI), que utiliza QR codes e códigos de barras padronizados pela GS1 Brasil.


Esse sistema permite rastrear a fibra desde a origem, com informações detalhadas sobre a fazenda produtoracertificaçõesunidade de beneficiamento e qualidades intrínsecas da pluma. “Trata-se de um diferencial competitivo que garante transparência e atende às demandas de um mercado cada vez mais exigente”, afirma Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa.



Sou de Algodão: aproximação com o consumidor


No mercado interno, o movimento Sou de Algodão, criado pela Abrapa em 2016, vem construindo uma nova percepção sobre a fibra junto ao consumidor final. A iniciativa atua na valorização da moda consciente e da produção responsável, conectando a cadeia produtiva com marcasestilistasuniversidades e o público geral.


O projeto já conta com quase 1.800 marcas parceiras, mais de 110 milhões de tags distribuídas e parcerias com 14 universidades e 17 instituições. “A moda é uma poderosa ferramenta de comunicação, e o Sou de Algodão nos ajuda a mostrar ao consumidor que ele pode fazer escolhas mais responsáveis. Com um simples QR code na etiqueta da roupa, é possível saber toda a origem da peça”, destaca Silmara.




Além da atuação nas passarelas da São Paulo Fashion Week e no e-commerce — com loja própria no Mercado Livre —, o movimento lançou o programa SouABR, que une rastreabilidade digital com certificação socioambiental. O piloto já envolveu 99 fazendas79 produtores, milhões de quilos de fios e centenas de milhares de peças rastreadas. “É um marco que reforça nosso compromisso com a moda ética e transparente”, complementa Silmara.



Produção tecnificada e diversificada


Embora haja uma concentração significativa da produção nos estados de Mato Grosso e no oeste da Bahia, a Abrapa busca incentivar e ampliar a cotonicultura em outras regiões do Brasil, superando a alta complexidade técnica e os elevados investimentos que a cotonicultura exige em maquináriomanejo controle fitossanitário.


Nessa linha, estados como GoiásMinas GeraisMaranhãoPiauí Ceará têm recebido investimentos em capacitação técnicatransferência de tecnologia infraestrutura de escoamento. “Temos bons exemplos em Catuti (MG) e Guanambi (BA), onde pequenos produtores se organizaram em cooperativas e obtêm bons resultados”, relata Portocarrero.


Paralelamente, grandes produtores vêm investindo em tecnologias inovadoras, como biofábricas para controle biológico de pragasdrones para aplicação dirigida e uso de ferramentas de georreferenciamento para aumento da eficiência, o que também contribui positivamente para a expansão da cadeia.


Segundo Portocarrero, essas práticas já permitem a substituição de até 24% dos defensivos químicos por insumos biológicos, percentual esse que deverá continuar crescendo progressivamente nos próximos anos.



Selo ABR: agregando valor à lavoura


Um dos pilares do modelo produtivo brasileiro é o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que certifica as boas práticas trabalhistas e ambientais das propriedades produtoras.


Segundo Portocarrero, a certificação melhora a gestãoaumenta a produtividadereduz riscos legais e fortalece o acesso a mercados mais exigentes. “Além disso, o processo contribui para o engajamento das equipes e a adoção de tecnologias mais sustentáveis”, explica.


Atualmente, cerca de 83% da produção brasileira é certificada pelo ABR e também licenciada pelo programa internacional Better Cotton. Aproximadamente 93% da safra nacional é cultivada com água da chuva — outro diferencial relevante em tempos de escassez hídrica em outras partes do mundo.



Expansão com cautela e foco em novos mercados


Apesar do avanço nas exportações, a Abrapa defende que o crescimento do setor ocorra com responsabilidade e planejamento de mercado. Isso porque a demanda global por algodão está relativamente estável há mais de 12 anos, enquanto as fibras sintéticas seguem crescendo a taxas superiores a 5% ao ano.


“Não podemos incentivar uma expansão descontrolada. O mundo precisa voltar a consumir mais fibras naturais para que haja espaço para mais algodão”, alerta Portocarrero.


Nesse sentido, a entidade tem defendido campanhas globais de conscientização sobre os impactos ambientais das fibras sintéticas, que derivam de combustíveis fósseis geram microplásticos. “Acreditamos que o algodão, por ser renovávelreciclável e de menor impacto ambiental, tem um papel central na construção de uma moda mais ética e sustentável”, diz.



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3ª turma da Brazilian Cotton School está com inscrições abertas

Com o apoio da Abrapa e da Anea, escola do algodão aceitará inscrições de alunos de fora do país para a turma de 2026

11 de Agosto de 2025

Estão abertas oficialmente as inscrições para terceira turma da Brazilian Cotton School, com aulas previstas entre os dias 9 e 27 de março de 2026. A primeira semana de aulas ocorre em Brasília (DF), na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e, as duas semanas seguintes, em São Paulo (SP), totalizando em mais de 120 horas de aulas presenciais.


Dentro do cronograma de ensino do curso, os alunos têm acesso a materiais exclusivos, com temas que vão, desde a história do algodão no mundo, até a negociação de um contrato futuro na bolsa de valores, passando por planejamento agrícola e financeiro da produção, plantio e cuidados na lavoura - incluindo sementes, fertilizantes e crop protection -, além de noções sobre colheita e benefício.


Na última edição, mais de 50 mentores ministraram as aulas, com nomes importantes de dentro da cadeia do algodão. A turma também teve acesso a abordagens de aspectos jurídicos, financeiros e fiscais do setor no Brasil e no mundo, como a arbitragem, conhecimento sobre tradings, inovação, qualidade da fibra, logística, armazenamento, controle e opções (hedge school).


O público-alvo da escola é formado por representantes da produção agrícola, beneficiamento, indústria, comerciantes, consultores de mercado e governo.  “Muitos dos interessados procuram a escola por indicação dos participantes das turmas anteriores, o que nos dá a percepção de que o conteúdo e o formato do curso atingem o objetivo de oferecer uma visão inteira da cadeia do algodão, desde o plantio até a formação do fio em tecido ou malha”, declarou Jonas Nobre, diretor-executivo da escola.


Uma dessas alunas é Bianca Frohlich, comercial de Originação da Metasul Comércio Ltda, que fez parte da turma de 2025. “Participar da 2ª turma do Brazilian Cotton School foi uma experiência que marcou minha trajetória de forma muito especial”, conta ela. “Tive a chance de mergulhar fundo nos temas técnicos que envolvem toda a cadeia do algodão — do campo à indústria — com uma abordagem prática, direta e conectada à realidade do mercado. Cada módulo foi uma aula, não só de conteúdo, mas também de visão estratégica”, resumiu a profissional. A aluna também cita o convívio com profissionais de diferentes áreas do setor. “Uma troca riquíssima! Foi um verdadeiro networking de valor, com conversas que viraram aprendizados, aprendizados que viraram novas formas de enxergar o negócio e colegas que viraram amigos”, declarou Frohlich.


Novidade para 2026


A inovação da Brazilian Cotton School para a turma de 2026 é a abertura da escola para participantes internacionais. Caso haja um número relevante de interessados de fora do país, as aulas contarão com tradução simultânea para o inglês. Esta foi uma demanda percebida pela escola nas edições anteriores. A própria escola também nasceu a partir da demanda de produtores rurais, traders, indústria e corretores e segue modelos internacionais, sendo uma iniciativa conjunta entre a Associação Brasileira do Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).


Visitas técnicas


Além do conteúdo em sala de aula, o cronograma do curso inclui visitas a fazendas produtoras, ao Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), escolas técnicas e ao Porto de Santos (SP), representando uma oportunidade única para que os alunos conheçam de perto diferentes elos da cadeia do algodão brasileiro.


As inscrições seguem até o dia 30 de outubro no site: www.braziliancottonschool.com.br


 

Informações para a Imprensa


Sara Kirchhof


secretaria@braziliancottonschool.com.br


(11) 9 14711522


 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 08/08/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #31/2025 

08 de Agosto de 2025

Destaque da Semana - Agosto marca o início oficial do ano comercial 25/26. Brasil recebe missão internacional com fiações dos países que representam 80% da demanda internacional de algodão. A missão percorreu as principais regiões produtoras do país nesta semana.

Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY – O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 07/ago cotado a 66,43 U$c/lp (-1,2% vs. 31/jul). O contrato Dez/26 fechou em 68,65 U$c/lp (-0,7% vs. 31/jul).

Basis Ásia – Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 691 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.

Altistas 1 - Os mercados financeiros chineses estão se recuperando do impacto inicial do “Tarifaço”, trazendo um otimismo cauteloso para uma possível recuperação do mercado têxtil no próximo ano.

Altistas 2 - Apesar da cautela ainda predominar nas compras a médio prazo, Vietnã, Bangladesh e Indonésia têm comprado visando entrega imediata, incluindo algodão brasileiro.

Altistas 3 - Na sua previsão de julho, o FMI projetou crescimento global de 3,0% para 2025 e 3,1% para 2026, uma revisão para cima em relação às previsões de abril.

Baixistas 1 - Mesmo assim, esses números continuam abaixo do crescimento global de 3,3% registrado em 2024, sinalizando uma desaceleração da economia mundial.

Baixistas 2 - Segundo o FMI, persistem riscos de baixa devido a possíveis aumentos de tarifas, elevada incerteza e tensões geopolíticas.

Baixistas 3 - Por enquanto, a safra americana está indo bem, sem seca e em condições muito melhores que no mesmo período do ano passado.

Agenda - O mercado aguarda os números de oferta e demanda de Agosto do USDA que serão divulgados na próxima terça-feira (12).

Missão Compradores 1 - Delegação de representantes de fiações dos 6 maiores países importadores de algodão, que representam 80% das importações globais, participaram da 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.

Missão Compradores 2 - O grupo visitou fazendas de algodão, algodoeiras e laboratórios nos estados de Mato Grosso, Bahia e Goiás ao longo da semana.

Missão Compradores 3 - Comprimento, resistência e coloração da pluma agradaram Tahrin Aman, da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “O Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, disse.

Missão Compradores 4 - A agenda técnica terminou em Brasília com um workshop sobre qualidade e sustentabilidade do algodão Brasileiro.

Missão Compradores 5 - A Missão Compradores é uma iniciativa do Cotton Brazil, sendo realizada em parceria com ApexBrasil e Anea com os objetivos de aumentar as exportações e a valorizar o algodão brasileiro.

EUA - O USDA reportou estabilidade nas condições das lavouras de algodão em 3/ago, com 55% das lavouras como "boa a excelente", acima dos 45% do ano passado

China 1 - As exportações chinesas de têxteis e vestuário atingiram US$ 26,766 bilhões em julho, com ligeira queda anual. Desse total, US$ 11,604 bilhões foram de têxteis e US$ 15,162 bilhões de artigos de vestuário.

China 2- No acumulado de jan a jul/2025, o volume exportado chegou a US$ 170,741 bilhões, registrando crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Bangladesh 1 - Segundo notícias locais, produtos de vestuário de Bangladesh com pelo menos 20% de algodão dos EUA terão tarifa de 20% aplicada apenas sobre a parte não americana, aumentando competitividade contra Índia, Vietnã e Paquistão.

Bangladesh 2 - Os exportadores precisarão comprovar a porcentagem e valor do algodão americano usado. A Associação de Fabricantes e Exportadores de Confecções de Bangladesh trabalha em sistema de documentação para atender as exigências dos EUA.

Bangladesh 3 - A medida pode impulsionar a importação de algodão dos EUA para Bangladesh, com potencial para cerca de 476 mil tons após a implementação.

Bangladesh 4 - Com essa nova regra dos EUA, as compras de algodão brasileiro por Bangladesh tendem a cair. Na última temporada, o Brasil foi o 2º maior fornecedor (16,11%), atrás da Índia (19,4%), com Benin (12,03%) e EUA (10,12%) em seguida.

Índia 1 - O governo indiano informou que as importações de algodão do Brasil aumentaram 10x nesta temporada. Os embarques brasileiros saltaram de 11,5 mil tons em 2023/24 para 111,4 mil tons até mai/2025.

Índia 2 - As compras dos EUA também dobraram, passando de 45,7 mil tons para 89,3 mil tons, com forte demanda por fibras extra longas.

Índia 3 - A indústria têxtil indiana pede o fim da taxa de 11% sobre algodão importado, com produção doméstica no nível mínimo em 15 anos e preços acima do mercado internacional.

Índia 4 - Os EUA anunciaram nova tarifa adicional de 25% sobre produtos indianos, válida a partir de 27/ago, elevando a carga tributária total para 50% quando combinada com tarifa já existente. O setor têxtil está entre os principais impactados pela medida.

Paquistão - Setor têxtil paquistanês recebe com cautela tarifa de 19% sobre exportações para EUA, valor 10% menor que o inicialmente ameaçado, garantindo vantagem competitiva frente a outros exportadores regionais.

Turquia - Os EUA anunciaram tarifa de 15% sobre produtos turcos a partir de 8/ago, com o fim da pausa prolongada em tarifas "recíprocas". A medida afetará diretamente as exportações têxteis do país para o mercado norte-americano.

Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 127,1 mil tons em jul/2025, queda de 24% em relação ao volume exportado no mesmo mês em 2024.

Exportações 2 - No acumulado de ago/24 a jul/25, as exportações brasileiras de algodão somaram 2,83 milhões tons, alta de 5,8% em comparação com ago/23-jul24. O volume exportado foi recorde.

Colheita 2024/25 - Até ontem (07), foram colhidos no estado da BA 40,56%, GO 69,36%, MA 60%, MG 66%, MS 76%, MT 27%, PI 79,7%, PR 95% e SP 95%. Total Brasil: 33,56%

Beneficiamento 2024/25 - Até ontem (07), foram beneficiados nos estados da BA 30%, GO 23,9%, MA 8%, MG 29%, MS 28,5%, MT 4%, PI 33,5%, PR 90% e SP 100%. Total Brasil: 11,15%

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 07-08

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Missão Compradores: Visita à fazenda em Goiás e dia de eventos em Brasília marcam o encerramento da edição 2025

Missão organizada pela Abrapa trouxe 20 representantes da indústria têxtil de países asiáticos para conhecer a cadeia produtiva nacional e fortalece o protagonismo brasileiro no mercado global

08 de Agosto de 2025

A iniciativa tem como objetivo aproximar o Brasil dos maiores compradores internacionais, encerrou a sua edição deste ano oferecendo aos clientes da pluma brasileira uma verdadeira imersão na cotonicultura nacional, da lavoura aos laboratórios de classificação.


A edição de 2025, realizada entre os dias 3 e 9 de agosto, encerrou suas visitas ao campo na Fazenda Pamplona, em Cristalina (GO), onde os 20 executivos de grandes grupos industriais conheceram a agricultura de precisão e os processos de controle de qualidade da pluma, que garantem ao algodão brasileiro uma reputação de excelência junto às maiores marcas globais.


Iniciativa conjunto em prol do algodão brasileiro


Criada em 2015, a iniciativa realizada pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), através do programa Cotton Brazil, em parceria com a Agência Brasileira de Exportações (Apex) e com a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), traz ao Brasil, todos os anos, representantes de grandes indústrias têxteis do mundo para conhecer de perto como se produz um dos algodões mais sustentáveis e rastreáveis do planeta.


Neste ano, estiveram presentes na missão representantes vindos da Turquia, Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Vietnã, países que, juntos, representaram 84% das exportações brasileiras da fibra entre agosto de 2024 e julho de 2025.


A programação passou por três estados-chave da produção nacional. Além de visitarem uma unidade produtiva no estado do Goiás, os visitantes também estiveram no Mato Grosso, onde conheceram propriedades com alta escala produtiva, práticas regenerativas e manejo sustentável do solo. E na Bahia, onde o grupo teve contato com fazendas que usam sistemas integrados de lavoura e pecuária.


No último dia missão, em Brasília, os compradores tiveram a oportunidade de participar de workshops sobre a fibra brasileira. Na parte da manhã aconteceram palestras sobre qualidade, durante a tarde, o foco das conversas foi sustentabilidade e cases reais das fazendas de algodão brasileiras. Entre as principais palestras do dia, a Diretora de ESG do Grupo Amaggi, Juliana Lopes, apresentou o projeto de carbono zero e agricultura regenerativa da multinacional. Na mesma tarde, o consultor da Wazir Advisors, Varun Vaid, ministrou um workshop sobre como as indústrias de fiação brasileiras lidam com os problemas da contaminação e pegajosidade nos seus processos de produção.


Após as apresentações, os membros da comitiva puderam compartilhar suas impressões diretamente com as associações de produtores, em um diálogo que gerou ajustes, melhorias e relações comerciais mais sólidas.


Missão cumprida


O encerramento da Missão Compradores ocorreu na noite de quinta-feira, 07/08, durante um jantar em Brasília. Na ocasião estiveram presentes autoridades representando o Ministério da Agricultura e Pecuária e o Ministério das Relações Exteriores, além de representantes das embaixadas de Bangladesh, Turquia e China.


Também participou do evento, o presidente da Apex, Jorge Viana, que destacou os resultados da Missão enquanto um esforço de cooperação entre produtores, exportadores e governo. De acordo com Viana, "O Brasil virou a referência do algodão no mundo graças a cooperação que é feita entre a Abrapa, a Anea e a Apex, junto ao trabalho incrível dos produtores de algodão em todo o país.” Segundo o presidente da Apex, “Nós reunimos esses compradores para mostrar a eles a sustentabilidade, a boa governança e claro a eficiência do produtor brasileiro na hora de cultivar as lavouras de algodão”.


Das porteiras das fazendas ao mercado internacional


De acordo com o Diretor de Relações Exteriores da Abrapa, Marcelo Duarte, “A estratégia tem dado certo. Além do aumento expressivo nas exportações, o Brasil vem se consolidando como um fornecedor confiável, sustentável e que oferece um algodão de qualidade competitiva, em um mercado cada vez mais exigente.” Para ele, “a Missão Compradores é a prova de que, no agronegócio moderno, vencer não depende apenas de produzir bem, é preciso saber vender, conquistar e manter relacionamentos”.


Se o Brasil hoje lidera o ranking global do algodão, é porque entendeu que, para competir no mundo, é preciso abrir as portas da fazenda, e falar a língua do mercado.

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Qualidade foi o foco central da Missão Compradores no Oeste Baiano 

Delegação internacional visitou o maior laboratório de análise de fibras da Abapa, o maior da América Latina e atestou o controle de qualidade do algodão brasileiro 

08 de Agosto de 2025

Depois de uma imersão na cotonicultura mato-grossense, a Missão Compradores, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), seguiu para a Bahia, segundo maior estado produtor. No Oeste Baiano, a comitiva formada por 20  executivos de indústrias têxteis, de seis diferentes países asiáticos, aprendeu mais sobre como o Brasil realiza o controle e a classificação dos indicadores de qualidade do algodão.


“Um dos aspectos fundamentais para o comprador é a confiabilidade do produto. Por isso há tanto interesse nos parâmetros de qualidade e rastreabilidade do algodão brasileiro. A visita na Bahia deixou claro para os compradores que o sistema que adotamos é seguro e eficiente”, avaliou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


Além da fazenda e da algodoeira do grupo Sete Povos Agro, em Luís Eduardo Magalhães, a comitiva de importadores visitou o laboratório de análise de fibras da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), na mesma cidade. A unidade é a maior da América Latina, com 16 máquinas do tipo High Volume Instrument (HVI), atendendo a região do Matopiba (Maranhão, Tocantis, Piauí e Bahia).


Controle e qualidade em foco


Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, explica que um dos diferenciais da cotonicultura brasileira é o agrupamento de fardos conforme a ordem, a data e o local da colheita. “Essa separação por variedades é um método comum nas algodoeiras nacionais e confere mais uniformidade aos lotes”, observou. “O sistema de classificação é o mesmo em todo o Brasil, independentemente do estado. Isso dá mais confiança ao processo”, comentou.


O controle nos processos de beneficiamento e o investimento na melhoria das características intrínsecas da fibra agradaram Tahrin Aman, executivo da Aman Spinning Mills, de Bangladesh. “A evolução de cinco anos para cá no algodão brasileiro é enorme. Voltei a comprar do Brasil no ano passado e não penso em parar”, afirmou ele.


Satisfeito com o comprimento, a cor e a resistência da pluma, Aman avaliou positivamente o que encontrou durante a Missão Compradores. “Para nós, de Bangladesh, segundo maior consumidor de pluma do mundo, o Brasil é um importante fornecedor e queremos comprar mais e mais deste algodão”, enfatizou.


Shailesh Patil, trader de algodão da Cofco para a Índia, avalizou a qualidade da pluma brasileira e explicou por que agora se sente mais confiante para recomendar o produto nacional. “Fiquei impressionado com o tamanho das fazendas, com a qualidade das plantas e os níveis de produtividade. Essa experiência superou todas as ideias que eu tinha e me convenceu sobre o potencial do Brasil em produzir ainda mais”, declarou.


Estratégia de promoção internacional


A Missão Compradores é um intercâmbio realizado pela Abrapa há nove anos. Integra as ações do Cotton Brazil, programa de promoção internacional do algodão brasileiro realizado pela Abrapa. A iniciativa conta com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).


Neste ano, a comitiva somou 20 executivos de fiações e indústrias têxteis de seis países: Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã, que, juntos, responderam por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.

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Tecnologia e rastreabilidade do algodão marcam Missão Compradores em MT

Comitiva formada por 20 executivos de seis países asiáticos visitou o grupo Nativa, em Primavera do Leste (MT)

08 de Agosto de 2025

A rastreabilidade de fardos, a mecanização da colheita e a larga escala da cotonicultura brasileira chamaram a atenção da delegação da Missão Compradores na etapa por Mato Grosso. O grupo, formado por 20 representantes de fiações e indústrias têxteis asiáticas, visitou uma fazenda e uma algodoeira em Primavera do Leste, além de ter participado de um workshop técnico em Cuiabá.


O intercâmbio é realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) há nove anos. O objetivo é permitir que os principais compradores da pluma nacional possam conhecer, in loco, a realidade da cotonicultura brasileira.


“A Missão Compradores nos permite mostrar que o cultivo do algodão é feito por pessoas, por famílias guiadas por um espírito de colaboração e comprometidas com a produção responsável dessa fibra natural e renovável. Sabemos que mais importante que dizer é mostrar”, destacou o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.


Dawid Wajs, presidente da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea), lembrou que, em oito edições, a Missão Compradores recebeu 156 executivos de fiações de todo o mundo. “Neste ano, temos 18 representantes de seis dos mais importantes países no mercado têxtil mundial. Juntos, eles respondem por aproximadamente 80% da importação mundial de algodão”, informou.


De Mato Grosso para o mundo


A agenda começou por Mato Grosso, que responde por cerca de 70% da área plantada no Brasil com algodão e 10% no mundo. Entre os diferenciais do estado, estão a preservação de mais de 60% do território e a liderança na produção de outras culturas além do algodão, como soja, milho, gergelim e rebanho bovino.


Orcival Gouveia Guimarães, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), garantiu que o aumento na produtividade e, consequentemente, na produção de pluma no estado tende a se manter nos próximos anos. “Mesmo sem abrirmos novas áreas, podemos ampliar o cultivo de algodão devido à rotação de culturas. Basta que haja demanda para isso”, afirmou.


Neste ano, Mato Grosso representou mais de 64% das exportações de algodão. Ao todo, são 137 algodoeiras distribuídas por todo o estado. Em 90% das propriedades, a cotonicultura é realizada em segunda safra com a soja.


 A fazenda visitada pela delegação foi uma exceção. A propriedade, do grupo Nativa, cultiva 70% do algodão em primeira safra, e apenas 30% na chamada ‘safrinha’. No dia da visita, 30% da área de aproximadamente 10 mil hectares havia sido colhida. “A colheita atrasou um pouco devido à chuva. Estamos prevendo mais 15 dias para finalizar os trabalhos”, disse Romeu Froelich, um dos fundadores do grupo.


Qualidade do algodão impressiona compradores


Os trabalhos em campo chamaram a atenção dos compradores. “Acompanhamos o processo de colheita de perto e vimos que é totalmente mecanizado, o que reduz qualquer chance de contaminação”, observou o executivo Md Nazmul Huq, da Far East Spinning, fiação de Bangladesh.


O grupo Nativa foi o primeiro produtor de algodão do mundo a rastrear 100% dos fardos exportados até o Vietnã, há dois anos. A algodoeira do grupo, também visitada pela delegação internacional, começou a operar em 1997 e hoje beneficia de 1300 a 1500 fardos por dia.


Devido ao sistema de rastreabilidade adotado, cada fardo é identificado eletronicamente, permitindo que o comprador saiba exatamente em que fazenda e mesmo em que talhão foi produzida a pluma. O sistema informa também os indicadores de qualidade e certificação socioambiental de cada fardo.

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Equipe de especialistas em qualidade realiza visita técnica ao polo têxtil de Santa Catarina para levar soluções ao mercado têxtil internacional

O estado, que lidera a produção têxtil do país, é referência no uso do algodão brasileiro em fábricas e fiações

07 de Agosto de 2025

O estado de Santa Catarina, reconhecido nacionalmente pela sua produção têxtil, também é referência no trabalho com o algodão brasileiro. Entre os dias 3 e 6 de agosto, o polo têxtil do estado recebeu a visita técnica dos consultores da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que querem entender como as fiações do estado conseguem produzir toneladas de fios usando apenas o algodão brasileiro.

Qualidade e produtividade

O Brasil lidera as exportações de algodão no mundo, porém indústrias de fiações asiáticas enfrentam alguns desafios ao trabalharem com o algodão brasileiro. Os principais deles estão relacionados à contaminação e pegajosidade da fibra, que afetam o rendimento no processo industrial.

A presença das cascas do caroço do algodão, de microplásticos e de pegajosidade na pluma, requer pausas constantes na produção, para que sejam realizadas limpezas nas máquinas industriais. Esse processo acaba por diminuir a produtividade de fios por hora de trabalho. A depender da quantidade de contaminação presente na pluma utilizada, o maquinário pode quebrar e gerar prejuízos para as fiações.

Edson Mizoguchi, gerente de qualidade da Abrapa, explica que essas “características ocasionalmente encontradas no algodão brasileiro se devem principalmente a fatores externos. No caso da pegajosidade, a presença de pragas como a mosca branca, deixa a fibra mais pegajosa, o que dificulta o trabalho das máquinas de fiação. Em relação às questões de contaminação, problemas relacionados ao seed-coat e ao plástico, se devem ao processo desde a colheita ao beneficiamento.”.

Desafios e melhores práticas para a utilização do algodão brasileiro

Esses aspectos, não geram um impacto tão grande nas fiações do país, que trabalham na sua imensa maioria apenas com a matéria-prima nacional. Para levar o conhecimento da indústria têxtil nacional para os compradores estrangeiros do algodão brasileiro, Varun Vaid, consultor do Wazir Advisors, está trazendo cases de Santa Catarina para fazerem parto do workshop “Desafios e melhores práticas para a utilização do algodão brasileiro em fiações”, que compõe a agenda da edição 2025 da Missão Compradores. O workshop será ministrado no dia 07 de agosto, em Brasília, para os participantes da Missão.

Para o Diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, “A Missão Compradores nos dá oportunidades para compartilhar conhecimento sobre o algodão brasileiro diretamente com os clientes. É importante poder apresentar a eles todos os aspectos da fibra brasileira, e ensiná-los como contornar possíveis problemas.”

Missão compradores

A Missão Compradores é um evento realizado anualmente pela Abrapa, através do programa de promoção do algodão brasileiro para o mercado internacional, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e a Agência Nacional de Exportadores de Algodão (Anea). Desde 2015, a iniciativa traz ao Brasil compradores da pluma para conhecerem o algodão brasileiro através de uma imersão na realidade da cotonicultura no país.

Foco em qualidade

A qualidade é uma área estratégica para a atuação da Abrapa em 2025, ano em que realizou encontros de qualidade da fibra e workshops em três dos principais estados produtores do Brasil. Somente em Mato Grosso, mais de 200 profissionais foram certificados para atuarem como inspetores de qualidade em Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBA).

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Inscrições abertas para certificação de terminais retroportuários no programa ABR-LOG 2025/26

Certificação melhora o controle de qualidade na cadeia do algodão e responde a exigências do mercado internacional

04 de Agosto de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acaba de abrir o período de adesão ao programa ABR-LOG para o ano comercial 2025/26. Voltada a terminais retroportuários, a certificação reconhece boas práticas operacionais, sociais e ambientais na etapa de estufagem dos containers com fardos de algodão. A certificação é uma ampliação do escopo do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e responde diretamente às exigências de qualidade dos mercados compradores.


Lançado em 2023, o ABR-LOG é fruto da parceria entre Abrapa e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), no âmbito do programa Cotton Brazil, que conta ainda com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). A iniciativa consolida o Brasil como o único país com uma certificação socioambiental integrada desde a lavoura até os portos de embarque da pluma.


“O ABR-LOG agrega valor à fibra brasileira ao garantir padronização, segurança operacional e boas práticas na etapa de estufagem dos containers, com destaque para conservação dos fardos até a fiação. Com isso, fortalecemos ainda mais a competitividade internacional do algodão brasileiro” afirma o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro.


Certificação amplia rastreabilidade até o navio


O Brasil já é o maior exportador mundial e o terceiro maior produtor global de algodão. Mas o avanço no mercado internacional exigiu mais do que apenas qualidade da pluma. A rastreabilidade da cadeia e o cumprimento de critérios socioambientais se tornaram elementos decisivos para conquistar compradores mais exigentes, especialmente na Ásia e na Europa.


Nesse contexto, o ABR-LOG completa o ciclo iniciado há 13 anos com a certificação da produção agrícola, através do programa ABR, ampliado às unidades de beneficiamento (ABR-UBA), garantindo agora que o algodão chegue ao navio com o mesmo padrão de responsabilidade.


Com prioridade inicial para os terminais do Porto de Santos, por onde escoam cerca de 97% das exportações brasileiras, o programa permite a adesão voluntária de retroportos e armazéns com capacidade para estufagem de contêineres com fardos de algodão.


Após a assinatura do termo de adesão, o próximo passo é o agendamento da auditoria presencial, realizada por certificadoras independentes. Na auditoria, são verificados 127 itens, incluindo critérios como proibição de trabalho infantil, trabalho escravo ou degradante, segurança do trabalho e boas práticas de estufagem.


Rigor e melhoria contínua


O programa ABR-LOG estabelece uma política de melhoria contínua para os terminais participantes. No primeiro ano, é necessário cumprir requisitos mínimos e obrigatórios da certificação e pelo menos 80% de conformidade nos itens não obrigatórios. A partir da segunda safra, o índice sobe para 82%, com aumento de dois pontos percentuais a cada ciclo subsequente.


Fundamentado nos pilares social, ambiental e econômico da sustentabilidade, o programa avalia ainda critérios como liberdade sindical, proibição de discriminação, gestão ambiental e boas práticas na estufagem dos fardos.


A expectativa da Abrapa é que a ampliação da certificação para os terminais contribua para reduzir perdas, evitar contestações comerciais e, sobretudo, consolidar a imagem do algodão brasileiro como o mais responsável do mundo.


Os terminais interessados devem formalizar sua adesão diretamente junto à Abrapa pelo e-mail sustentabilidade.abrapa@abrapa.com.br. A certificação é válida por safra comercial e requer auditoria anual. Com a nova rodada do ABR-LOG, o Brasil reforça sua posição de liderança global não apenas em volume, mas também em responsabilidade e transparência em toda a cadeia do algodão.


 

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Representantes das maiores indústrias têxteis mundiais chegam ao Brasil para conhecer de perto o algodão brasileiro

Objetivo da “Missão Compradores” é mostrar aos principais clientes da fibra brasileira como o Brasil produz algodão com qualidade responsabilidade socioambiental.

01 de Agosto de 2025

Como um país de dimensões territoriais, clima tropical e sem subsídios públicos se tornou o maior exportador mundial de algodão e o maior fornecedor global de pluma com certificação socioambiental? A resposta para essa pergunta é o que guia a nona edição da “Missão Compradores”, intercâmbio anual realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) junto a executivos da indústria têxtil mundial.

Neste ano, a missão ocorre de 3 a 9 de agosto percorrendo fazendas, algodoeiras, laboratórios e escritórios dos três estados brasileiros com maior produção de pluma: Mato Grosso, Bahia e Goiás. A delegação reúne 20 executivos de indústrias têxteis de seis países (China, Índia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã e Turquia), que, juntos, responderam por 84,9% das exportações brasileiras de algodão no ano comercial 2024/25.

Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, afirma que a “Missão Compradores” é fundamental para qualificar do algodão brasileiro no mercado internacional. “É a oportunidade de mostramos as pessoas por trás dos números e deixarmos clara a nossa vocação de produzirmos com responsabilidade socioambiental”, explica.

Na temporada passada (2023/24), 84% da safra brasileira foi certificada pela Better Cotton, principal plataforma certificadora de boas práticas socioambientais na cotonicultura mundial. Os impactos positivos do setor vão além do campo: atualmente, algodão e indústria têxtil geram mais de 10 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil.

Como o modelo brasileiro de cultivar algodão é único no mundo, além das visitas guiadas a campo, a missão inclui workshops técnicos sobre sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade do algodão. “É quando damos um contexto maior às práticas de agricultura regenerativa e explicarmos como conseguimos, por exemplo, fazer a rastreabilidade da safra nacional de algodão”, observa Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.

Estratégias de mercado

A Missão Compradores faz parte da estratégia de mercado da Abrapa, e éuma das principais iniciativas que levou o Brasil a ser a maior liderança global na exportação de algodão em 2024. Agora o objetivo é manter o país no topo de ranking e aumentar ainda mais as possibilidades de negócios com as indústrias têxteis da Ásia.

Em 2024 foram embarcadas 2,680 milhões de toneladas de pluma ao exterior. Marca que, com certeza, será superada no ciclo atual. Isso porque, mesmo faltando o fechamento deste mês de julho, o Brasil já negociou 2,689 milhões de toneladas em 2025.

Ranking dos maiores produtores

Além de liderar as exportações, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de pluma, ficando atrás apenas da China e da Índia. No ano comercial 2023/24, produziu 3,2 milhões de toneladas, o equivalente a 13% da safra mundial – contra as 5,9 milhões de toneladas da China (24% de market share) e as 5,6 milhões de toneladas da Índia (23%). Para o ciclo atual, a previsão da Abrapa é de que serão colhidas 3,9 milhões de toneladas. Confirmando-se, será uma ampliação de 21,8% em relação a 2023/24.

Cotton Brazil

A “Missão Compradores” é uma das iniciativas do “Cotton Brazil”, programa de promoção internacional do algodão brasileiro realizada pela Abrapa. A iniciativa começou em 2019 e desde então conta com a parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e apoio da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea).
www.cottonbrazil.com

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 01/08/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #30/2025 

01 de Agosto de 2025

Destaque da Semana - Preços caem com expectativa de safra maior, mas faixa Dez25 segue estável (66,00–69,00).  Este final de semana começa a 9ª edição da Missão Compradores Cotton Brazil.


Canal do Cotton Brazil - Receba informações exclusivas sobre o mercado de algodão clicando aqui: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 31/jul cotado a 67,25 U$c/lp (-2,1% vs. 24/jul). O contrato Dez/26 fechou em 69,10 U$c/lp (-1,3% vs. 24/jul).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 910 pts para embarque Ago/Set-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 31/jul/25.


Altistas 1 - O Produto Interno Bruto (PIB) real dos EUA cresceu a uma taxa anual de 3,0% no segundo trimestre de 2025, em comparação com uma queda de 0,5% no primeiro trimestre.


Altistas 2 - As condições da lavoura dos EUA pioraram esta semana: a classificação “boa a excelente” caiu 2 pontos percentuais, para 55%, ainda assim acima dos 49% da safra passada.


Baixistas 1 - Por outro lado, o clima quente e seco do Texas ao Delta tem favorecido o avanço da safra, embora ambas as regiões necessitam de umidade adicional neste momento.


Baixistas 2 - China e EUA não fecharam um acordo sobre produtos agrícolas e essa falta de avanço é mais um limitador para as cotações.


Oferta - A Cotlook elevou as projeções de produção global de algodão para 2024/25 (+113 mil tons) e 2025/26 (+118 mil tons), ultrapassando 26 milhões tons, maior volume desde 2017/18.


Demanda 1 - O consumo global de algodão segue pressionado pelas incertezas tarifárias. China, Paquistão e Turquia tendem a reduzir o uso, enquanto Índia, Bangladesh e Vietnã projetam alta - embora ainda insuficiente para compensar a queda geral.


Demanda 2 - A previsão do Cotlook é de consumo abaixo de 25 milhões tons em 2024/25 e 2025/26, o que resultaria em acúmulo de mais de 1 milhão tons em estoques por temporada.


Missão Compradores 1 - A Abrapa recebe de 3 a 9/ago um grupo com 20 executivos da indústria têxtil de 6 países (Bangladesh, China, Índia, Paquistão, Turquia e Vietnã) que, juntos, respondem por 84,9% das exportações brasileiras de algodão.


Missão Compradores 2 - Nesta 9ª edição da Missão Compradores, serão visitados MT, BA e GO. O objetivo é mostrar como o Brasil se tornou o maior exportador mundial a partir de boas práticas de sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.


Missão Compradores 3 - A delegação inclui 19 empresas têxteis diferentes que consomem, anualmente, 1,4 milhão tons. A pluma brasileira representa, em média, 35% desse consumo total.


Missão Compradores 4 - Além de visitas guiadas a fazendas, a missão passará por algodoeiras, laboratórios e terá workshops técnicos. A iniciativa integra as ações do programa Cotton Brazil.


Tarifas 1 - Nesta semana, antes do aguardado dia 1º de agosto, muitos acordos de renegociação das taxas norte-americanas foram anunciados.


Tarifas 2 - Conversas entre EUA e China mantêm um tom positivo, mas sem perspectiva de resolução rápida. O prazo de 12/ago pode ser estendido novamente.


Tarifas 3 - Há esperança de que, em algum momento da nova temporada, um acordo global estimule compras em larga escala de produtos agrícolas e industriais dos EUA (como ocorreu em 2020) e revitalize o comércio.


Paquistão - Produtores paquistaneses comemoram pausa nas chuvas de monção. A produção de algodão foi estimada em torno de 1,1 milhão tons a 1,3 milhão tons, e o desenvolvimento da safra é considerado satisfatório.


Qualidade 1 - A Abrapa é uma das organizações brasileiras a participar de treinamento sobre classificação de algodão em Memphis (EUA). O curso começou na segunda a convite do USDA e da Uster, fabricante de equipamentos HVI.


Qualidade 2 - O objetivo é qualificar a equipe técnica para dar mais transparência ao processo de classificação. Além da Abrapa, o grupo inclui representantes da Abapa, Amipa, Agopa e Embrapa.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 111,7 mil tons na terceira semana de julho. A média diária de embarque é 19,1% menor que no mesmo mês em 2024.


Colheita 2024/25 -  Até o dia de ontem (31/07) foram colhidos no estado da BA (40,56%), GO (66,41%), MA (55%), MG (60%), MS (68%), MT (17%), PI (67,9%), PR (95%) e SP (95%). Total Brasil: 25,69%.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (31/07) foram beneficiados nos estados da BA (25%), GO (19,3%), MA (6%), MG (25%), MS (22%), MT (2%), PI (30,8%)  PR (90%) e SP (100%). Total Brasil: 8,46%.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 31-07


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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