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10º Encontro de previsão de safra Anec/Anea

21 de Fevereiro de 2019

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, participou na quarta-feira, 20 de fevereiro, do 10º Encontro de Previsão de Safra Anec/Anea, promovido pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais e pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, em Brasília (DF). Durante o evento, foram apresentados os dados mais atuais sobre a safra de soja, milho e algodão, que permitem traçar prognósticos aproximados tanto de produção e produtividade, quanto de mercado, preço, custos, produtividade e rentabilidade. Os dados levantados na expedição Rally da Safra, que percorre as principais áreas produtoras das commodities no Brasil, foram expostos pelo presidente da Agroconsult, André Pessoa. Ele destacou a antecipação do plantio e da colheita em alguns estados, por conta de fatores climáticos, e ainda os efeitos da estiagem em áreas produtoras, que acarretou perdas na soja. No algodão, o veranico prolongado não chegou a causar problemas. As boas perspectivas de produção e produtividade da pluma devem compensar eventuais quebras na soja e no milho na rentabilidade do produtor.


O evento teve ainda um painel do qual participaram a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o secretário de Infraestrutura do Mapa, Marcelo Sampaio, o ex-secretário de Defesa do mesmo ministério, Luís Rangel, André Pessoa, os presidentes Aprosoja Brasil Bartolomeu Braz Pereira, e o da Anea, Henrique Snitkovski, com mediação do diretor da Anec e da Anea, Sérgio Mendes.


“A safra está muito bem. Foi plantada mais cedo no Mato Grosso, como safrinha, em função da colheita da soja ter sido antecipada. A cultura está bem implantada em todo o Brasil. Na Bahia, apesar de ter faltado um pouco de chuva, a produção deve ser muito boa, embora dificilmente se alcancem as mesmas produtividades do ano passado. No Mato Grosso, as chances são grandes. Vamos ter um ano de bons resultados”, disse Pessoa. Segundo o consultor, a produção do algodão vai ajudar a compensar a queda de rentabilidade na soja e no milho.


Sobre a guerra comercial entre Estados Unidos e China, que traz grandes oportunidades para o sojicultor brasileiro, André Pessoa afirma que o algodão também será beneficiado com o conflito, porém não na mesma proporção. “Apesar dos Estados Unidos terem essa restrição comercial, o algodão que entra na China, vira têxtil e depois é exportado não tem uma tarifação tão grande quanto aquele que eventualmente entra e é consumido no país. O impacto da tarifa é menor e a dependência da China em relação à importação do algodão americano não é tão grande quanto a da soja. Eles importam praticamente tudo o que consomem”, detalhou.



Certificações
Durante o painel, foram expostos os desafios e as oportunidades para o setor. Os participantes ressaltaram a sustentabilidade da produção brasileira como um diferencial de mercado. Neste sentido, os produtores nacionais, que obedecem à mais rigorosa legislação trabalhista e ambiental, têm buscado desafios ainda mais difíceis que os que a própria legislação impõe. “O agricultor brasileiro subiu á régua, com certificações muito mais complexas de sustentabilidade do que a própria lei, como é o caso do BCI, para o algodão, e do Soja Plus”, disse André Pessoa, referindo-se à Better Cotton Initiative (BCI), entidade suíça referência em licenciamento de algodão sustentável, que, no Brasil, opera em benchmark com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Abrapa.


A logística foi outro tópico abordado no encontro. Os participantes deram ênfase à necessidade de portos, rodovias e hidrovias. O presidente da Anea, Henrique Snitcovski destacou o impacto da super safra de algodão no escoamento da produção, que alongará o fluxo de embarques e consequentemente exigirá uma adaptação do produtor. “Nesta safra, o Brasil deverá exportar em torno de 1,6 milhões de toneladas de algodão. Em geral, as exportações brasileiras ficavam concentradas no segundo semestre, quando o país costumava embarcar de 55% a 60% das suas exportações. No próximo ano, teremos de exportar ao longo dos doze meses do ano. O mais importante desafio é a regularidade. O setor está trabalhando em conjunto em busca de alternativas de escoamento”, disse Snitcovski.

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Alexandre Schenkel, vice-presidente da Abrapa e presidente da Ampa, assume também a presidência do Instituto Pensar Agro (IPA).

20 de Fevereiro de 2019

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Schenkel, foi empossado nesta terça-feira, 19 de fevereiro de 2019, presidente do Conselho de Administração do Instituto Pensar Agro (IPA), para o mandato 2019/2020. Na ocasião, a Abrapa foi ainda representada no Conselho Fiscal do Instituto pelo também vice-presidente, Júlio Cézar Busato, que preside a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). A Abrapa tem cadeira nas comissões de Comunicação, Alimentação, Relações Internacionais, Infraestrutura e Logística, Defesa Agropecuária, Tributária e de Política Agrícola.


Organização representativa sem fins lucrativos, o Instituto Pensar Agropecuária (IPA) foi criado por meio do acordo de cooperação técnica entre entidades do setor agropecuário, dentre elas a Abrapa, com o objetivo defender os interesses da agricultura e prestar assessoria técnica junto à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Criado no ano de 2011, o IPA atua no processo de institucionalização da agenda do setor, para fornecer respaldo técnico para os parlamentares se embasarem em prol de ações específicas que tramitam no Congresso Nacional.


“Cada vez mais, o papel de interlocução do IPA se fortalece, e, com isso, o agro brasileiro, também, porque o instituto, como o próprio nome sugere, é a entidade que tem como finalidade encontrar caminhos para que o agro se desenvolva, superando gargalos, tornando o país mais próspero e competitivo. A cotonicultura tem voz ativa no IPA desde que ele era apenas uma ideia. Como presidente do Conselho de Administração, sei da responsabilidade que tenho não apenas perante o setor algodoeiro, mas sobre o agro, como um todo”, afirma Schenkel.


Júlio Busato destaca a representatividade do IPA nas mais variadas cadeias produtivas, e o papel estratégico do Instituto de levantar os problemas, diagnosticar e propor soluções, fazendo com que a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) tenha argumentos e subsídios para defender os produtores. “A Abrapa não apenas tem contribuído para tornar efetivo o trabalho do IPA, como tem exercido protagonismo em questões cruciais, cujo alcance, ao propor e implementar soluções que impactam positivamente na cotonicultura, beneficia todo o agro do Brasil. A entidade é coordenadora de diversas pautas prioritárias dentro das comissões temáticas do IPA”, disse Busato, que desejou boa gestão para Alexandre Schenkel e para o novo presidente da FPA, Alceu Moreira (MDB-RS).


Atualmente, o IPA é composto por 43 entidades do setor produtivo agropecuário, que são responsáveis por levantar agendas de debates e questões relevantes, funcionando como canal interlocutor entre as entidades produtoras rurais e os parlamentares que estão envolvidos na causa.

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Solenidade de posse da FPA

20 de Fevereiro de 2019

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, participou na noite da terça-feira (19/02), da cerimônia de posse da nova diretoria da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), realizada em Brasília. Junto com Garbugio, compareceram à solenidade diversos presidentes das associações estaduais da Abrapa, além de executivos e técnicos ligados ao algodão. A cerimônia teve presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e do alto escalão do Governo Federal, dentre eles, o vice-presidente Hamilton Mourão, os ministros da Economia, Paulo Guedes, da Agricultura, Tereza Cristina, e do Meio Ambiente, Ricardo Salles. O novo presidente da FPA, Alceu Moreira (MDB-RS), substituiu Tereza Cristina no cargo e seu mandato será de 2019 a 2020. Em torno de 800 pessoas presenciaram o evento, entre políticos, lideranças do agro, jornalistas, amigos e familiares dos 26 parlamentares que compõem a diretoria da Frente.


“A representatividade da FPA fica clara nesta cerimônia, bem como a importância do agronegócio, reconhecidamente, o motor da nossa economia. A fala do presidente da República enfatizou uma das prioridades da agropecuária brasileira, que é a segurança jurídica, necessária para que o produtor possa fazer com tranquilidade o seu trabalho, de produzir alimentos e fibras têxteis para a população, e gerar riquezas para o país”, comentou o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.


Em seu discurso, Bolsonaro saudou “os homens e mulheres em grande parte responsáveis pelo nosso PIB, a locomotiva da nossa economia”. Segundo o presidente da República, a urgência do Governo é aprovar as reformas que “farão o Brasil andar”. Ex produtor de arroz em Mato Grosso do Sul, Bolsonaro disse sentir na pele o que é plantar e colher, e garantiu que o Governo Federal não apenas “não vai atrapalhar a produção agrícola, como vai ajudar, garantindo a segurança jurídica para a produção”. Para isso, ele ressaltou o papel estratégico do Ministério da Agricultura e do Meio Ambiente, representados pelos ministros Tereza Cristina e Ricardo Salles.


“Temos que levar em consideração todos os atores envolvidos no setor para produzir soluções inteligentes. A FPA é uma ferramenta de solução de vida coletiva para povo brasileiro e precisa ter esta responsabilidade. Precisamos ouvir as cabeças mais brilhantes, que conhecem os mais diversos temas, e ao mesmo tempo ouvir quem tem o poder de decisão sobre eles”, destacou Alceu Moreira.

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Abrapa realiza cursos voltados à gestão de qualidade para representantes dos laboratórios de HVI

19 de Fevereiro de 2019

Implantar um Sistema de Gestão de Qualidade (SGQ) que vai proporcionar mais confiabilidade de resultados e, consequentemente, credibilidade nos mercados nacional e internacional, tem sido um dos mais importantes desafios dos laboratórios de análise de fibra de algodão que atendem aos cotonicultores do Brasil. Pensando nisso, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, entre os dias 11 e 15 de fevereiro, dois cursos específicos em sua sede, em Brasília, o Leitura e Interpretação da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017, e o de Formação de Auditores Internos pela ABNT NBR ISO 19011:2018. Ambos os treinamentos fazem parte do terceiro pilar do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), cujo objetivo é parametrizar, padronizar e harmonizar os resultados nos 11 laboratórios brasileiros, tendo como balizador o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA).


De acordo com o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, a ideia de realizar os dois treinamentos surgiu após auditorias internas nos centros de análise, que apontaram a necessidade de melhorias em processos para a implantação de um Sistema de Gerenciamento de Qualidade (SGQ) nos laboratórios de ensaios. O primeiro passo, explica Mizoguchi, era entender a própria norma, que faz parte da série ISO de normas internacionais, criada pela Organização Internacional de Padronização, para melhorar a qualidade de produtos e serviços, e reconhecida em todo o mundo. “Essa norma é específica para laboratórios e, por isso, a importância do treinamento Leitura e Interpretação”, diz o gestor, que celebra a grande adesão aos cursos, que tiveram representantes de nove dos 11 laboratórios do país. Ao final da capacitação, eles receberam o certificado de conclusão, que foi expedido pelo Senai.


Para o supervisor de laboratório da Associação Baiana dos produtores de Algodão (Abapa), Renato Possato, os cursos “foram dinâmicos, esclarecedores e agregaram muitas informações que não detínhamos”. Ele afirma que o Centro de Análise de Fibras da Abapa vai implantar, em breve, o SGQ. “Aumentar o contato com a norma ISO 17025 vai efetivar esse contato, e a formação de auditores internos de qualidade facilitará o processo de implantação do sistema”, concluiu.


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Defesa Agropecuária

29 de Janeiro de 2019












 

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Busato, reuniu-se na sexta-feira (25/01) com o novo secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme Tollstadius Leal, na sede do órgão, em Brasília. No primeiro encontro dos representantes da cotonicultura com o novo secretário, Busato apresentou a agenda estratégica do setor algodoeiro e manifestou o apoio dos cotonicultores à nova gestão.


"Esta é uma das mais importantes pastas do governo para o agro, pois a defesa agropecuária é condição necessária para a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio no país. Por isso, o êxito na administração da Secretaria é crucial para a todas as cadeias produtivas da agropecuária brasileira", argumentou Júlio Busato, que participou da audiência acompanhado pelo diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


Dentre as prioridades endereçadas a Guilherme Leal, dois assuntos foram destacados: a necessidade regulamentação, dando mais praticidade aos critérios para a revalidação de estoques de defensivos vencidos e a ação do Mapa na definição da nova lista de produtos para registro prioritário de defensivos, levando-se em conta as necessidades dos produtores de algodão.





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NOVIDADES NO FUNRURAL PARA 2019: MOMENTO DE FAZER CONTAS

09 de Janeiro de 2019

Além do Programa de Regularização Tributária Rural destinado ao parcelamento do passivo da contribuição denominada Funrural, a Lei 13.606, de 09 de Janeiro de 2018, trouxe importantes inovações sobre a contribuição previdenciária dos produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.


Aos associados da ABCZ, duas das novidades acarretam relevante impacto sobre a forma e custo da contribuição, sendo que uma delas passou a valer a partir de 2019. Trata-se do caráter facultativo da contribuição.


Desde 01º de Janeiro, o produtor rural poderá optar por contribuir ao Funrural ou, alternativamente, sobre a folha de salários, que se trata da forma de contribuição adotada pela maioria dos empregadores urbanos.


Caso a opção seja por contribuir com base na folha de salários, esta deve ser manifestada com o recolhimento referente à competência de Janeiro. Portanto, é chegado o momento em que todos devem fazer os cálculos com apoio do seu contador ou advogado para decidir a forma de contribuição que seja mais eficaz para sua atividade rural. Essa decisão é irretratável e valerá para o ano todo.


A segunda inovação a ser destacada aos associados está vigente desde 2018 e impacta diretamente nos cálculos para a opção da forma de contribuição. A Lei 13.606* restabeleceu a isenção da contribuição ao Funrural sobre o produto animal destinado à reprodução ou criação pecuária, sobre a produção destinada ao plantio e reflorestamento, comércio de mudas e sementes e etc.


O principal objetivo dessa regra é excluir da incidência da contribuição ao Funrural os produtos que integram as etapas intermediárias da cadeia produtiva da pecuária e da agricultura.


Ao fazerem suas contas, todos aqueles que se dedicam à criação de gado para o melhoramento genético, reprodução, cria e recria devem ter em consideração que não mais incide a contribuição ao Funrural sobre a comercialização de seus animais (exceto para abate), embriões, sêmem e etc.


Identificando a parcela da receita da produção rural prevista para 2019 sujeita à incidência do Funrural, o produtor terá melhor condição para comparar os custos entre ambas as formas de contribuição.


Buscando prestar aos associados importantes esclarecimentos para o exercício da opção na forma de contribuição, destacam-se as dúvidas mais frequentes sobre o assunto:




  1. A PARTIR DE QUANDO A CONTRIBUIÇÃO DO FUNRURAL PASSOU A SER OPTATIVA?
    A partir do exercício de 2019, os produtores rurais pessoa física e pessoa jurídica podem eleger a forma de contribuição previdenciária (funrural ou sobre a folha de salários), devendo manifestar sua opção a partir do primeiro recolhimento de cada ano (recolhimento em Fevereiro referente à competência de Janeiro). A decisão é irretratável e vinculará para todo o exercício.

  2. QUAL A RECOMENDAÇÃO AOS PRODUTORES PESSOAS FÍSICAS JUNTO ÀS EMPRESAS ADQUIRENTES, EM CASO DE OPÇÃO PELA COTRIBUIÇÃO SOBRE FOLHA DE SALÁRIOS?
    Infelizmente, a Receita Federal ainda não publicou orientação sobre o exercício da opção e suas formalidades.
    Aos produtores rurais pessoas físicas que optarem pela contribuição sobre a folha de salários, recomenda-se comunicar e comprovar sua opção às empresas adquirentes, de forma a evitar a retenção e desconto da contribuição ao funrural.

  3. A CONTRIBUIÇÃO AO FUNRURAL INCIDE SOBRE GADO P.O.?
    A receita bruta sobre a comercialização de gado destinado à reprodução e ou criação, inclusive P.O., não integra a base de cálculo da contribuição ao funrural desde 2018.

  4. A RECEITA BRUTA DECORRENTE DE PARCERIA RURAL ESTÁ SUJEITA AO FUNRURAL?
    A receita originária de contrato de parceria integra a atividade rural do parceiro e, portanto, está sujeita às regras da legislação do funrural, inclusive a não inclusão na base de cálculo da contribuição sobre determinados produtos rurais.
    Portanto, tal receita deve ser considerada nos cálculos para a decisão da forma de contribuição.

  5. A CONTRIBUIÇÃO AO SENAR TAMBÉM PASSOU A SER OPTATIVA?
    O caráter optativo entre a contribuição sobre a receita bruta ou folha de salários se restringe ao funrural, sendo que a contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR) é regulamentada por legislação própria.



A contribuição ao SENAR pelos empregadores rurais pessoas físicas permanece 0,2% sobre a receita bruta da comercialização da produção rural e está sujeita à retenção sobre as vendas aos adquirentes pessoas jurídicas.
Igualmente, as contribuições sociais a terceiros (ex: Incra e salário educação) que incidem sobre a folha de salários do empregador rural (alíquota 2,7%) são regulamentadas por legislação própria e permanecem inalteradas independentemente da opção pelo contribuição ao funrural ou folha de salários.



Assim como o fim da incidência em cascata do funrural sobre as etapas iniciais da cadeia produtiva, a possibilidade de optar a forma de contribuir para a Previdência Social é importante conquista dos produtores rurais e esse direito deve ser exercido de forma planejada. Logo, fica o alerta que a decisão deve ser tomada no primeiro mês de 2019.


A ABCZ permanece atuante e vigilante sobre as questões e desdobramentos que envolvam o Funrural, inclusive em relação à votação do PL 9.252/2017 que tramita em regime de urgência no Congresso Nacional e tem por objeto convalidar na prática o efeito retroativo da Resolução do Senado n. 15/2017.


MARCELO GUARITÁ B. BENTO e MANUEL EDUARDO C. M. BORGES, advogados representantes da ABCZ e SRB como amicus curiae no julgamento do STF sobre funrural e membros do Comitê Tributário da Sociedade Rural Brasileira, que conta com a parceria e apoio da ABCZ.


CLAUDIO JULIO FONTOURA, Procurador Geral da ABCZ, especialista pela Universidade de Coimbra e mestre pela Universidade de Ribeirão Preto.

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Posse no Ministério da Agricultura

03 de Janeiro de 2019

O vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, participou da cerimônia de posse dos secretários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a primeira da gestão da ministra Tereza Cristina, que, na ocasião, enfatizou, dentre outros temas, a atenção que a pasta dedicará à logística e às exportações. A solenidade ocorreu no auditório do Mapa, em Brasília.Em seu discurso, a ministra lembrou que a relevância do agronegócio na balança comercial brasileira, setor responsável por 44% das vendas externas do Brasil. Ela também ressaltou a necessidade urgente de melhoria na infraestrutura de logística, "para que os ganhos não se percam nas operações de transporte de produtos", disse.


Para Busato, o pronunciamento da ministra vai ao encontro das expectativas dos cotonicultores, especialmente, em um momento em que uma nova safra recorde de algodão já se anuncia, com expectativa de volume de 2,5 milhões de toneladas. "Essa safra deverá implicar também um recorde de exportações, uma vez que o mercado interno só absorve de 700 a 750 mil toneladas desse montante produzido, e todo o excedente será exportado", ponderou o vice-presidente da Abrapa, que também está à frente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).


"Logística é competitividade. O algodão brasileiro tem ganhado mercado, principalmente, na Ásia e o mundo quer o nosso algodão, que tem qualidade excelente e é produzido em moldes sustentáveis. Hoje, a quase totalidade das exportações acontecem pelo Porto de Santos, que já atingiu toda a sua capacidade. Precisamos de alternativas de escoamento, para que a pluma chegue ao destino no tempo acordado com os compradores. Isso ajudará a solidificar a credibilidade do Brasil e do algodão brasileiro", afirmou Busato. "Os cotonicultores estão à disposição da ministra Tereza Cristina para buscar soluções para este e outros gargalos do agro. Desejamos a ela uma excelente gestão", concluiu.

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Abrapa da posse à nova diretoria para o biênio 2019/2020

11 de Dezembro de 2018

Com a presença de ministros e futuros ministros de estado, de representantes diplomáticos de vários países, políticos e agentes dos diversos elos da cadeia produtiva do algodão, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura, transmitiu ao cotonicultor Milton Garbugio, o comando da entidade. A cerimônia de Posse do Conselho de Administração e Fiscal do Biênio 2019/2020 da Abrapa foi marcada pelo clima de otimismo gerado pela conjuntura atual da cotonicultura e a expectativa causada pela proximidade de um novo governo, que terá como ministra da agricultura a deputada Tereza Cristina, uma das presenças da noite. O evento foi realizado no espaço Unique Palace, em Brasília, no dia 05 de dezembro de 2018.


Em seu discurso, Alindo Moura lembrou o crescimento expressivo de produção e de área plantada com algodão nas últimas safras, respectivamente, de 111% e 68%, ante 2016. "Tive a boa sorte de ser presidente da entidade em uma época muito favorável, exceto, é bem verdade, pelas indefinições na conjuntura político-econômica do Brasil. Contudo, o clima ajudou às lavouras, os preços remuneraram bem o produtor, que, animado, plantou mais. No meu discurso de posse, arrisquei uma projeção. Disse que o Brasil poderia dobrar a produção de pluma em cinco anos e isso aconteceu ao longo das últimas três safras. Em parte, graças à retomada na ocupação de áreas que haviam retraído em safras anteriores, principalmente, em virtude de problemas climáticos", afirmou, repassando o desafio para o sucessor, Milton Garbugio.


"É totalmente factível dobrar a área nos próximos cinco anos, se continuarmos crescendo a uma média de 15% a cada safra. Me atrevo a deixar esse desafio para o Milton. Se mantivermos a média de produtividade dos últimos anos, vamos chegar a 2,7 milhões de toneladas de algodão", calculou.



Crescer com compromisso
Milton Garbugio ressaltou a larga trajetória da Abrapa na defesa da cotonicultura, ao longo dos seus 20 anos de existência, e disse que o objetivo da entidade é fazer a cotonicultura brasileira crescer com compromisso. "Saímos da condição de importadores para, ainda em 2001, garantirmos a autossuficiência da produção de algodão para o abastecimento da indústria nacional. Em 2019, para cada três fardos de algodão que produzimos, dois serão exportados. Precisamos eleger prioridades para pôr esse algodão no mercado mundial", disse. Dentre os pontos elencados, Garbugio destacou a necessidade de se melhorar a infraestrutura logística, de planejamento de portos, de manter a qualidade da fibra e promovê-la no mercado externo, de ganhar ainda mais credibilidade e avançar em sustentabilidade.


O novo presidente da Abrapa ressaltou ainda a importância do benchmark do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) com a Better Cotton Initiative (BCI), que elevou o Brasil ao posto de maior fornecedor mundial de algodão sustentável, licenciado pela BCI. As missões Compradores e Vendedores foram pontuadas como essenciais para a abertura e manutenção de mercados no exterior, diante da nova escalada da cotonicultura brasileira no ranking dos maiores exportadores mundiais, chegando ao posto de segundo colocado, atrás apenas dos Estados Unidos.



Agro forte
A cerimônia contou com a presença da futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e do atual ministro da pasta, Blairo Maggi. Os tons dos discursos deles foram diferentes, a primeira falando sobre a expectativa e o compromisso para o desenvolvimento do agro à frente do cargo, e o segundo, despedindo-se da função, rememorando as lutas da cotonicultura, da qual faz parte desde antes da criação da Abrapa. Ambos, contudo, reafirmaram a crença de que o agro, em especial, a cotonicultura, detém a chave para o desenvolvimento do Brasil. "Temos o dever de fazer o Brasil dar certo", afirmou a futura ministra.


"Aprendemos com os problemas do passado e, ao começarmos a plantar algodão, uma nova atividade, no cerrado, entendemos que precisávamos ser sustentáveis. Não queríamos o chamado 'voo de galinha, que alça aqui e cai adiante", relembrou Blairo Maggi. O ministro destacou a importância da Embrapa e da Fundação MT no desenvolvimento da cotonicultura, e o papel de representatividade da Abrapa no fortalecimento do setor. "Quando começamos os problemas eram diferentes. Hoje eles são ainda mais complexos. Conquistar um mercado é difícil e perder é fácil", afirmou.



Certificação
Uma das grandes conquistas do biênio encerrado foi a certificação internacional do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) pelo ICA/Bremen, instituição de referência mundial que congrega o Faserinstitut Bremen, o Bremen Fibre Institute (FIBRE) e o Bremer Baumwollboerse (BBB). Conquistando a chancela do instituto, o laboratório central, terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), passou a fazer parte de um seleto grupo de apenas 11 laboratórios no mundo, certificados pela mais importante instituição de testagem de resultados de HVI.


"Há dois anos, recebi da gestão anterior o laboratório pronto, totalmente concebido dentro dos padrões, e já pensado para ser habilitado à certificação internacional. Colocá-lo para operar já foi um grande desafio. No Brasil, ao contrário do que acontece nos EUA, em que todo processo é feito pelo USDA, são os produtores os responsáveis por fazer a checagem dos resultados laboratoriais. Lá, dos 80 laboratórios do gênero existentes, apenas um conquistou a chancela, em duas máquinas. Aqui, o nosso, com apenas dois anos e duas máquinas, já passou a fazer parte do grupo de somente onze laboratórios em todo o mundo a receber a certificação ICA/Bremen. Isso é motivo de grande orgulho", disse Arlindo Moura.



Reuniões
Antes da cerimônia de posse, a Abrapa realizou, na tarde do dia 5 de dezembro, a Assembleia Geral Extraordinária do Conselho de Representantes, na qual foi discutido o orçamento da Abrapa para 2019, e foi eleita, por aclamação, a chapa única para a nova diretoria da Abrapa, que congrega o Conselho de Administração e Fiscal do Biênio da Abrapa. Durante a manhã, representantes da Abrapa e associadas participaram da reunião da Câmara Setorial do Algodão e Derivados, na sede do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em Brasília.

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Cotonicultura brasileira deve manter-se em alta no ciclo 2018/2019

04 de Dezembro de 2018

Produção e exportações recordes e produtividade em alta marcam o fim do ciclo 2017/2018 para a cotonicultura brasileira, que aguarda um ano ainda mais promissor em 2019. Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a produção no país deverá ser de 2,5 milhões de toneladas, contra 2,1 milhões na safra recém encerrada, com previsão de embarque para o exterior de aproximadamente 1,5 milhões de toneladas de pluma, o que fará do Brasil o segundo maior exportador mundial da commodity, atrás apenas dos Estados Unidos, que exporta 3,5 milhões de toneladas. O incremento está exigindo planejamento e ações por parte da cadeia produtiva, que se prepara para o escoamento e o eventual armazenamento de um volume maior de algodão, assim como para um fluxo mais longo de beneficiamento, embarques e mesmo de capitalização do produtor. O consumo da matéria-prima na indústria nacional deve ficar em torno de 750 mil toneladas de pluma. A indústria brasileira de têxteis condiciona qualquer aumento de demanda ao fortalecimento da confiança e à retomada do consumo das famílias, que este ano priorizaram a compra de bens mais duráveis, como eletrodomésticos, em detrimento dos chamados "bens de salário", como roupas.


Em uma coletiva de imprensa em São Paulo ontem (03/12), com participação da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), a Abrapa expôs o desempenho do setor em 2018 e da entidade no biênio finalizado. Na ocasião, o atual presidente da associação, Arlindo de Azevedo Moura apresentou seu sucessor no comando da entidade, o produtor Milton Garbugio, cotonicultor do Mato Grosso, que assume a gestão com a nova diretoria a partir de 1º de janeiro próximo.


Segundo Moura, a época do seu mandato na presidência da entidade coincidiu como uma fase muito favorável para a cotonicultura do Brasil, exceto pelas indefinições na conjuntura político-econômica. "O clima ajudou às lavouras; os preços remuneraram bem o produtor, que, animado, plantou mais. No meu discurso de posse, em 2016, arrisquei uma projeção. Disse que o Brasil poderia dobrar a produção de pluma em cinco anos. Errei. Isso aconteceu ao longo das últimas três safras. Parte disso, graças à retomada na ocupação de áreas que haviam retraído em safras anteriores, principalmente em virtude de problemas climáticos", afirmou.


A área plantada com o algodão saiu de 949 mil hectares, em 2016; passou para 1,175 mil hectares, em 2017, chegando a 1,426, em 2018, um crescimento de 50,2%, de 2016 a 2018. De acordo com Arlindo Moura, a valorização dos preços é fruto do crescimento do consumo mundial, reforçado, em especial, pela redução gradativa dos estoques na China. "Essa conjunção de produtividade boa com preços atrativos é que puxa o aumento de área a cada ano. Esse crescimento de 18%, 20%, 25% ao ano não é de graça. É um sinal de que a cultura está deixando rentabilidade ao produtor. A retomada de área foi na Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. No Mato Grosso, foi crescimento sim", afimou.


Para Moura, os gargalos na comercialização de algodão já não são mais de mercado. Tudo o que a gente planta tem quem queira. "Nosso grande problema são contêineres, portos, caminhões e infraestrutura em geral. Tudo isso, agravado pelo tabelamento do frete, resultado da greve dos caminhoneiros. O algodão ia para o porto e voltava com fertilizante. O frete de retorno gerava um custo bem inferior. Hoje a tabela é cheia para a ida e a volta, e já tem um preço acima do de mercado. Há um movimento grande, principalmente das tradings, de comprar frota para tentar reduzir o problema, o que não é a atividade core delas", disse. Para a próxima safra, Moura afirma que mais de 60% já foram comercializados.



Exportações
O presidente da Anea, Henrique Snitcovski, afirmou que a estimativa da entidade dos exportadores é de que o mês de novembro de 2018 seja um recorde histórico em exportação de algodão, de 200 mil toneladas. Antes dele, a maior marca havia sido em outubro de 2012, quando o Brasil mandou 188 mil toneladas para o mercado externo em um único mês. Sobre os gargalos que marcaram a safra 2017/2018, especialmente causados pela falta de contêineres, ocasionada pela diminuição das importações, Snitcovski afirma que os diversos elos da cadeia produtiva da fibra se uniram em um Grupo de Trabalho (GT), no âmbito da Câmara Setorial do Ministério da Agricultura, para estudar o problema e propor soluções.


"Estamos fazendo uma ação de curto prazo para colher benefícios em médio e longo prazo, pelo setor, para a gente entender um pouco mais qual a realidade e melhor se planejar para esse gargalo. O gargalo não prejudica apenas ao produtor e ao exportador, mas o setor produtivo como um todo, pois ele deixa de executar quando precisa e a performance está relacionada à rentabilidade", afirmou.



Avanço no ranking
De acordo com a Anea, o Brasil deverá galgar um novo patamar no ranking dos maiores exportadores do mundo ao término da safra de 2019. "Essa safra de 2018, de 2,1 milhões de toneladas, ainda está sendo embarcada e a nossa expectativa é de que o Brasil exporte pelo menos 1,2 milhões de toneladas. Se isso acontecer - e só saberemos disso em junho do ano que vem, uma vez que o período de exportações dessa safra se dá de julho de 2018 a junho de 2019 - teremos alcançado a segunda posição. Hoje o International Cotton Advisory Committee (Icac) fala em terceiro lugar. Éramos o quarto. Passamos a Austrália e ficamos atrás da Índia e dos EUA. Só que a nossa expectativa é que o Brasil passe a Índia e fique atrás dos EUA, que exporta 3,5 milhões de toneladas", projeta Snitcovski.


Dentro dessa nova realidade, o desafio, segundo o presidente da Anea, é manter a posição. "O consumo de algodão no mundo está voltando a crescer e o Brasil está num momento muito importante para consolidar essa produção. O mundo quer regularidade, qualidade e capacidade de execução. Não basta exportarmos muito para determinados países, mas termos uma participação expressiva nas importações deles, e isso depende desse tripé", afirma.



Fluxo alongado
Uma das mudanças advindas do aumento do volume de produção e, consequentemente, de embarques, é que as exportações que, tradicionalmente, se concentravam no segundo semestre, terão de ser distribuídas ao longo do ano-safra, ocasionando, inclusive, maior estoque de passagem. "Historicamente, entre 65% e 70% do algodão são exportados durante o segundo semestre do ano. Com uma safra maior, a gente vai ter de equilibrar um pouco mais esse movimento. O estoque de passagem do ano-calendário será maior. Estamos discutindo no GT o fato de que os fluxos de entrega vão se alongar, o que significa que os fluxos financeiros do produtor também se prolongarão. O mercado terá fluxo um pouco mais distribuído ao longo do ano", conclui.



Consumo interno
Na visão da indústria, representada pela Abit, 2018 foi marcado pela queda no consumo e na produção, e pelo crescimento das importações. Uma boa safra, na opinião do presidente da Abit, Fernando Pimentel, é bem-vinda na medida em que assegura o abastecimento de matéria-prima para a produção. "Neste ano, houve também um forte aumento de preços dos insumos industriais, não apenas de algodão, mas de corantes, dentre outros, e isso afetou muito os nossos custos, e o setor que não consegue repassar nos preços para a ponta da cadeia, dada a situação mais apertada no poder de compra das famílias", disse. "O mercado varejista não aceita aumento de preços, tanto que o IPCA do vestuário está negativo este ano e a indústria acaba absorvendo um monte de custos que drenam sua rentabilidade e capital de giro. Então essa é uma realidade dura", lamenta Pimentel.


Para o ano de 2019, a Abit é reticente nas projeções. Segundo ele, a associação aguarda uma definição do quadro de mercado mundial, à luz da guerra comercial entre China e EUA, e os reflexos disso na oferta do algodão brasileiro no mercado externo e as suas relações com o mercado interno. "A boa safra prova a competência e o vigor da cotonicultura brasileira. O Brasil tem a maior cadeia produtiva integrada do ocidente. Dentre as matérias-primas têxteis que nós transformamos internamente, a maior parcela é de algodão, apesar do crescimento forte das fibras sintéticas, puras ou misturadas com o próprio algodão", diz.


Em 2017 e 2018, Pimentel afirma não ter havido problema de quantidade de algodão.


Mas registraram queda de produção. "Para o ano que vem, em havendo uma retomada de consumo em função de um efetivo andamento das reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer, nós teremos um pouco mais de visão do que vai ser o mercado. A Black Friday, segundo os grandes varejistas, foi melhor do que a do ano passado, mas o mercado não é homogêneo. No geral, como eu falei, temos queda de consumo em 2018, até os dados últimos que recebemos, de setembro", afirmou.



Bens duráveis
Em 2017, o consumidor brasileiro optou mais pelos produtos têxteis, e o consumo cresceu 7,6%. "Esse ano, ele elegeu outras prioridades, os bens de maior valor, mais dependentes de crédito, além daqueles que atendiam à demanda para a Copa do Mundo. Mesmo havendo um pouco de aumento de emprego, os bolsos continuam apertados. A confiança do consumidor foi muito prejudicada na época da greve dos caminhoneiros e também por conta de uma eleição extremamente disputada e polarizada. O ambiente ficou muito acirrado no país e o consumidor fez opções que acabaram levando a maior parte da sua renda de consumo para o tema de outros bens mais dependentes de crédito", explica.


De acordo com Fernando Pimentel, depois de alimentos, os custos com vestuários representam o segundo maior consumo das famílias, equivalentes a RS$220 bilhões por ano. "Se somar vestuário, decoração, sapatos, artigos de cama, mesa e banho, vai-se a mais de R$400 bilhões por ano", afirma. Ele diz ainda que para o mercado crescer é preciso que o consumidor recupere a confiança no país. A confiança é uma força motriz. Temos uma perspectiva melhor de consumo para os chamados bens de salário. São os itens menos dependentes de crédito, que são comprados com a renda do mês", finalizou.



Novo presidente da Abrapa
Natural de Marialva, no Paraná e produtor de algodão, soja, milho e gado no estado de Mato Grosso, Milton Garbugio vai estar no comando da Abrapa no próximo biênio. Sua trajetória é marcada tanto pela atuação como agricultor, como na representação de classe, que começou a partir de 2011, depois de Garbugio haver passado sete anos à frente da Cooperativa dos Cotonicultores de Campo Verde (Cooperfibra). No biênio 2013/2014, presidiu a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). É presidente da Cooperativa Mista de Desenvolvimento do Agronegócio (Comdeagro/Ampa) e também do conselho da Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil Participações (CCAB Participações). Atualmente, conclui seu mandato de vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

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Sou de Algodão apresenta noite especial na Casa de Criadores e lança desafio para estudantes

22 de Novembro de 2018

"Sou de Algodão", movimento desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), com diversas ações para incentivar o uso da fibra na indústria têxtil participará pela 2ª vez da Casa de Criadores. Nesta edição, como patrocinador máster, o movimento trará uma noite totalmente dedicada ao algodão e apresenta concurso para estudantes de moda em parceria com o evento.


Na 44ª edição do mais inovador evento de moda do país, o Sou de Algodão apresentará cinco desfiles durante a noite do dia 29 de novembro. O primeiro será assinado pelo movimento e contará com a curadoria de André Hidalgo, idealizador da Casa de Criadores. Juntos trarão para a passarela colaborações entre estilistas e marcas parceiras com modelos que representam a diversidade social. Entre eles Ahlma para NotEqual, Cecília Prado para Alex Kazuo, Equus para Martins.Tom, Highstil para Saint Studio, Kyly para Felipe Fanaia, M.Martan para Rocio Canvas, Mahara Green para Angela Brito, Mr. Stone para D-Aura, Paraguaçu Têxtil para Heloisa Faria, Rovitex para Också, Santista para Rafael Caetano, Sudotex para Jorge Feitosa, Thear Vestuário para Cajá e Vicunha para Ken-Gá. Os outros quatro desfiles que acontecerão na sequência serão dos estilistas Igor Dadona, Isaac Silva, Renata Buzzo e Rober Dognani, apresentando coleções feitas com algodão e tecidos cedidos por Canatiba, Cataguases, Cedro Têxtil, HC Têxtil, Jolitex, Santanense, Urbano Têxtil e Vicunha, marcas parceiras da iniciativa.


"A parceria Sou de Algodão e Casa de Criadores, nesta 44ª edição, significa mais um passo no propósito de mostrarmos para o consumidor final que o algodão brasileiro é produzido de forma responsável e sustentável, é uma fibra natural, é confortável e frequenta qualquer ambiente. Estar mais uma vez participando desse grande evento da moda brasileira é uma conquista." comemora Arlindo de Azevedo Moura, presidente da Abrapa.


Durante o evento o movimento terá um lounge onde divulgará o 1º Desafio Sou de Algodão + Casa de criadores. O concurso tem como objetivo descobrir novos talentos e incentivar o uso da matéria-prima na moda brasileira. Por isso, todos os trabalhos inscritos deverão ter, no mínimo, 70% de algodão na composição têxtil de todas as peças idealizadas. Poderão participar todos os alunos regularmente matriculados no segundo semestre de 2018 e/ou primeiro semestre de 2019, e que tenham cumprido, no mínimo, 50% das disciplinas obrigatórias nos cursos de moda, estilo e/ou negócios de moda, e áreas afins, como design, em faculdades e instituições brasileiras de ensino superior reconhecidas pelo MEC (Ministério da Educação).


"A cadeia de moda brasileira é gigante, porém desarticulada internamente. Existe uma grande carência por iniciativas que promovam o desenvolvimento de redes de contato entre estudantes, professores, pesquisadores, instituições, tecelagens, marcas, estilistas e demais profissionais de moda. A proposta da parceria Sou de Algodão e Casa de Criadores pretende justamente ser essa resposta. Tem tudo para render frutos incríveis, como os que a gente já começa a ver nas passarelas do evento", conta André Hidaldo, idealizador da Casa de Criadores.


Serviço - Desfile Sou de Algodão
Data: 29 de novembro
Local: MAC USP - Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo
Horários: 19h às 20h30 (Lounge) 20h30 (Desfile)


Serviço - Casa de Criadores
Data: 26 a 30/11/2018
Local: MAC USP - Av. Pedro Álvares Cabral, 1301 - Ibirapuera, São Paulo


Sobre o "Sou de Algodão"
Sou de Algodão" é um movimento que incentiva o uso desta fibra natural, essencial na moda e no bem-estar do brasileiro, e tem como objetivo conscientizar o consumidor final sobre os benefícios da matéria-prima e as práticas responsáveis da cotonicultura. É uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).


As ativações do movimento contemplam engajamento de influenciadores que conversam tanto com a cadeia produtiva quanto com o consumidor, como estilistas, personal stylists, representantes de marcas que ditam a moda, empresários e blogueiras. Também estão previstas ações em redes sociais, plataformas digitais e um portal de conteúdo sobre o uso do algodão na indústria da moda ( http://soudealgodao.com.br/ ), além de parcerias com marcas, iniciativas com instituições de formação em moda e apoios.



Sobre Casa de Criadores
Maior evento lançador de novos estilistas da moda brasileira. Seguindo o calendário de lançamento de coleções (primavera/verão e outono/inverno) o evento acontece duas vezes por ano na cidade de São Paulo. Surgiu em maio de 1997, quando um grupo de jovens estilistas decidiu, em parceria com o jornalista André Hidalgo, promover um evento para lançar suas novas coleções.


Desde o início o foco sempre foi a criação autoral genuína e a revelação de novos talentos que, a partir do evento, tivessem a oportunidade de impulsionar suas carreiras. Dessa iniciativa surgia um evento que se transformou, no decorrer de sua história, na principal e mais visível vitrine da criação da moda brasileira.


Centrado, inicialmente, num movimento nascido na cena underground paulistana que aliava moda, comportamento e música eletrônica, a Casa de Criadores ampliou seu universo e foi incorporando estilistas e criadores de outros estados brasileiros nos mais variados estágios de carreira.


Desde então, a Casa de Criadores já lançou e/ou projetou nomes como Marcelo Sommer, Cavalera, Emicida, Ronaldo Fraga, André Lima, Karlla Girotto, Mário Queiroz, Lorenzo Merlino, Fábia Bercsek, Priscila Darolt, Cotton Project, Giselle Nasser, Samuel Cirnansck, Rita Wainer, Juliana Jabour, Icarius, Jeziel Moraes, Walério Araújo, João Pimenta e Gustavo Silvestre, entre várias outras marcas de expressão no cenário da moda nacional.


Sobre o Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores


A primeira edição do concurso tem como objetivo envolver estudantes na criação de roupas em algodão. Todos os trabalhos inscritos deverão ter, no mínimo, 70% de algodão na composição têxtil de todas as peças idealizadas na coleção.


Poderão participar todos os alunos regularmente matriculados no segundo semestre de 2018 e/ou primeiro semestre de 2019, e que tenham cumprido, no mínimo, 50% das disciplinas obrigatórias nos cursos de moda, estilo e/ou negócios de moda, e áreas afins, como design, em faculdades e instituições brasileiras de ensino superior reconhecidas pelo MEC (Ministério da Educação).


As inscrições para o desafio deverão ser realizadas no período de 01 de novembro de 2018 a 03 de março de 2019 através do site www.soudealgodão.com.br/desafio . Serão selecionados seis trabalhos que terão a oportunidade de desfilar na 45ª edição da Casa de Criadores do primeiro semestre de 2019. Nesta etapa os participantes terão suas criações avaliadas na passarela por profissionais da moda e o vencedor fará parte do line-up da 46ª edição do mesmo evento que acontecerá no segundo semestre de 2019.


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