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Relatório de Safra - outubro de 2023

16 de Outubro de 2023

Estimativa confirmada: o Brasil galgou uma nova posição no ranking global da produção de algodão, saindo do 4º para o 3º lugar entre os maiores fornecedores. Por aqui, a colheita já foi concluída, e, nas Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs), os times se dedicam ao máximo para concluir o processo de separar pluma e caroço, deixando o produto pronto para encontrar o seu destino.

No mundo, o último relatório do USDA, divulgado na semana passada, aponta para queda na oferta e aumento na demanda global da fibra. No Levantamento da Safra da Abrapa, para o mês de outubro, você confere as principais tendências, nacionais e globais, da commodity. Clique no link e acesse o conteúdo.


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Final.-Relatorio_safra_Abrapa.out2023.pdf

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ABR-LOG realiza auditoria em terminal da Brado em Rondonópolis

16 de Outubro de 2023

No dia 10 de outubro, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) esteve presente na auditoria conduzida pela Control Union no Terminal da Brado, localizado em Rondonópolis (MT). Esta é a sexta auditoria realizada e integra o processo de certificação do programa Algodão Brasileiro Responsável para Terminais Retroportuários de Algodão (ABR-LOG), da Abrapa.


A Braido é uma das empresas de terminais de estufagem de contêineres de algodão no Brasil que aderiu voluntariamente ao programa, em 2023. A coordenadora de Sustentabilidade da Abrapa, Bárbara Bonfim, explicou que, ao todo, são 127 itens de verificação e certificação avaliados durante a auditoria. “As análises foram positivas e a empresa gostou bastante da abordagem. A qualidade e os padrões de qualidade de estufagem atestados pelo ABR-LOG são analisados em cada etapa do processo: recebimento dos fardos de algodão, armazenagem, estufagem dos contêineres e, por fim, o embarque”, disse.


De acordo com o gerente executivo comercial da empresa, Vinicius Cordeiro, a empresa aderiu ao programa para certificar junto ao ABR-LOG que todos os seus investimentos foram realizados de forma assertiva para atenderem o segmento do algodão. “A certificação do ABR-LOG nos conecta com as melhores práticas do mercado para garantir a qualidade e a rastreabilidade da pluma de algodão exportado pelo Brasil”, afirmou.
O objetivo do ABR-LOG é contribuir ativamente para aprimorar todo o procedimento de exportação do algodão, assegurando eficiência operacional e, ao mesmo tempo, preservando a integridade dos fardos de algodão até o seu destino final. Essa iniciativa visa, assim, garantir a excelência e a confiabilidade em todo o ciclo de exportação do algodão brasileiro.


Realizado em parceria com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o ABR-LOG integra o escopo do Cotton Brazil para impulsionar a presença da fibra de algodão brasileira nos mercados internacionais. O Cotton Brazil é ação estratégica da Abrapa, a Anea e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).


Podem aderir ao programa ABR-LOG, de forma voluntária, todos os terminais de estufagem de contêineres de algodão do Brasil. Os terminais interessados em se habilitar podem entrar em contato com o Departamento de Sustentabilidade da Abrapa pelo email gestor.sustentabilidade@abrapa.com.br.


11.10.2023
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 98881-8064
Monise Centurion – Jornalista Assistente
(17) 99611-8019

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Avanço do algodão brasileiro é destaque em evento da ICA

16 de Outubro de 2023

A ascensão brasileira à posição de terceiro maior produtor global de algodão neste ano foi um dos destaques do evento anual da International Cotton Association (ICA), que ocorreu dias 11 e 12 de outubro, em Singapura. O Trade Event & Gala Dinner é o principal evento do ano da ICA, reunindo centenas de lideranças e profissionais do setor.


Na análise do diretor global da Louis Dreyfuss Company, Joe Nicosia, um dos palestrantes do evento, o algodão brasileiro apresenta um movimento similar ao que ocorreu no setor de soja. Atualmente, o Brasil é o maior produtor de soja no mundo.


Porém, Nicosia pondera que o avanço brasileiro também reflete uma conjuntura climática desfavorável aos Estados Unidos. “O Texas não permanecerá em estado de seca indefinidamente, e em algum momento retomará à produção robusta. Não sabemos quando será esse timing”.


Mais que o volume produzido, a qualidade e a responsabilidade na produção do algodão brasileiro, no entanto, foram os ativos escolhidos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) para posicionar o País durante o evento da ICA. Pontos fortes atestados pelo mercado mundial.


“O algodão brasileiro é conhecido pela sua rastreabilidade, qualidade e compromisso com a sustentabilidade. A cadeia de produção de algodão no Brasil possui uma baixa pegada de carbono e critérios mais rigorosos do que as normas internacionais. Por isso, caminha para se tornar o primeiro exportador mundial”, destacou Eugênia Barthelmess, embaixadora do Brasil em Singapura e convidada de honra da programação paralela realizada pela Abrapa durante o Trade Event da ICA.


A agenda brasileira começou com o almoço “Cotton Brazil”, marca que representa a cadeia produtiva do algodão do Brasil no mercado internacional, com a presença de mais de 130 pessoas. No dia 10 de outubro, a associação organizou a “Sala Abrapa”, ambiente para roda de negócios, networking e apresentações sobre o momento atual da safra brasileira e as perspectivas futuras do algodão brasileiro.


O crescimento sustentável da cotonicultura brasileira é o que tem propiciado uma participação cada vez maior no mercado global, ponderou o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. “A indústria nacional é nossa principal cliente. É importante lembrar que as exportações têm se expandido sem deixar de atender o nosso mercado interno”, observou ele.



A ICA é uma importante associação comercial e órgão arbitral do cenário global do algodão. Neste ano, seu evento anual contou com uma comitiva brasileira reforçada. Além da Abrapa, participam representantes das associações estaduais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Goiás e Maranhão.


*Cotton Brazil*. A presença consistente do algodão brasileiro no mercado internacional tomou corpo em 2019, quando Abrapa, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex.Brasil) e Anea lançaram o programa Cotton Brazil. A marca representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global e prioriza dez países: China, Vietnã, Paquistão, Bangladesh, Coreia do Sul, Indonésia, Índia, Tailândia, Turquia e Egito.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #40/2023 13/10

13 de Outubro de 2023

Destaque da Semana - Singapura foi a capital mundial do algodão esta semana com a realização do Congresso da International Cotton Association (ICA).


Destaque da Semana 2 - O Brasil foi muito citado no evento, principalmente por ter subido para o posto de terceiro maior produtor mundial este ano, superando os EUA.


Destaque da Semana 3 - A ascensão do Brasil foi considerada como inevitável e, segundo Joe Nicosia, está seguindo o padrão do que ocorreu na soja.


Destaque da Semana 4 - Entretanto, Nicosia alertou que o Texas não ficará seco para sempre e voltará a produzir bem, só não se sabe quando.


Algodão em NY - O contrato Dez/23 fechou nesta quinta 12/10 cotado a 84,92 U$c/lp (-1,9% na semana). O contrato Jul/24 fechou 87,65 U$c/lp (-0,6% na semana) e o Dez/24 a 81,16 (-0,1% na semana).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 870 pts para embarque Out/Nov (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 12/out/23).


Baixistas 1 - Durante o ICA, um dos grandes fatores baixistas destacados pelo palestrante Joe Nicosia é o atual cenário de altas taxas de juros.


Baixistas 2 - O custo anual de carregamento de estoques ultrapassa US$ 3 bi por ano. Alguém pagará este custo, disse Nicosia.


Baixistas 3 – Nicosia conclamou os produtores e exportadores mundiais de algodão a trabalharem juntos para reverter a tendência de queda do consumo global de algodão, que atingiu a mínima histórica de 22% do share global de fibras têxteis em 2023.


Altistas 1 - Em sua palestra, Joe disse que historicamente quando o consumo cai por dois anos seguidos, no terceiro ano a alta é em média 9,5%, o que demonstra que o potencial de demanda em 23/24 pode chegar a 26,3 milhões de toneladas.


Altistas 2 - Por fim, Joe entende que o mercado só voltará a ficar mais ativo quando o Fed parar de subir as taxas de juros.


Altistas 3 - Informações vindas dos EUA dão conta que além de menor, a safra do país está com baixa qualidade.


Evento ICA - Durante o evento da International Cotton Association (ICA) foi realizado um almoço do Cotton Brazil para 130 clientes e parceiros internacionais presentes em Singapura.


Produção global - De acordo com relatório do USDA, a produção global da safra 2023/24 é estimada em 24,52 milhões de toneladas, queda de 3,1% em relação a 2022/2023.


Consumo global - Consumo global é projetado em 25,21 milhões de toneladas, alta de 4,4% em relação à safra passada.


Mudança de Metodologia 1 - A novidade do relatório desta semana do USDA foi a mudança na metodologia de demonstração da safra e estoques Brasil. Foi feita uma revisão retroativa, desde a safra 1999/2000.


Mudança de Metodologia 2 - Os anos safra do Brasil agora estão classificados no mesmo ano do ano de comercialização, ou seja: safra que colhemos em 2023 ficou 2023/24 e não mais 2022/23.


China 1 - O volume de negócios nos leilões da Reserva Estatal desta semana diminuiu ao longo da semana, atingindo 51% de vendas em 12/10 e 40% em 13/10.


China 2 - De 31/7 a 13/10, os leilões da Reserva da China totalizaram 745.753 toneladas vendidas até agora para 426 fiações (87,9% do ofertado).


EUA - Esta semana o USDA diminuiu a projeção de safra mais uma vez para 2,8 milhões de tons.


Agenda - De 16 a 18 de outubro, Abrapa e Anea realizam missão ao Paquistão, com uma série de reuniões com o Governo local, industriais e associações, além de eventos Cotton Brazil Outlook.


Exportações - Sem dados esta semana.


Safra 2023/24 1 - A Conab divulgou a 1a estimativa da nova safra de algodão. A área plantada é projetada em 1,71 milhão de ha (+2,9%) e a produção de pluma em 3,0 milhões de tons (-5,3%).


Safra 2023/24 2 - As estimativas são mais conservadoras que os dados divulgados pela Abrapa, que projeta a área plantada em crescimento de 8,4% (1,81 milhão de ha) e a produção em alta de 2,0% (3,29 milhões de tons) na safra 2023/24.


Safra 2022/23 - De acordo com a Conab, produção de pluma brasileira da safra 2022/23 foi de 3,17 milhões de tons, mais conservadora que a última estimativa divulgada pela Abrapa (3,23 milhões de tons)


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 12/10: BA (81%), GO (92%), MA (50%), MG (78%), MS (79%); PR (100%), SP (100%), MT (58%), PI (60%) Total Brasil: 64% beneficiado.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 11-10

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, programa da Abrapa. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa e CBRA em recesso nos dias 12/10 e 13/10/2023

12 de Outubro de 2023

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) estarão em recesso nos dias 12/10 (quinta-feira) e 13/10 (sexta-feira), em função do feriado do Dia de Nossa Senhora Aparecida. As atividades serão retomadas em 16/10 (segunda-feira), no horário normal de funcionamento.

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Missão brasileira ao Paquistão começa 16 de outubro de 23

Abrapa, Anea e associações estaduais de produtores realizam eventos e visitas a indústrias e governo paquistanês

11 de Outubro de 2023

Uma missão brasileira de produtores rurais e exportadores de algodão chega ao Paquistão na segunda (16.10) para divulgar a produção responsável do País aos clientes paquistaneses. O país asiático é o quarto maior importador de pluma brasileira na safra 2022/23, com 187,89 mil toneladas.


Em três dias, a comitiva formada por representantes da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa), Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa), Associação Maranhense de Produtores de Algodão (Amapa) e Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampasul) fará visitas a empresas, entidades e órgãos governamentais. “Levaremos aos nossos clientes informações sobre a produção responsável no Brasil, apresentando dados e as nossas tecnologias de produção. Será também uma forma de retribuirmos a visita de industriais paquistaneses durante a Missão Compradores deste ano, no Brasil”, afirma Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.


Em Karachi, já no primeiro dia, haverá visita à indústria Naveena, que produz fios e tecidos, desde 1967. À noite, será realizado o Cotton Brazil Outlook, evento que apresentará aos paquistaneses os dados atualizados da safra de algodão brasileira e as iniciativas de responsabilidade social, ambiental e trabalhista da Abrapa. Serão recepcionados cerca de 50 clientes em uma palestra e jantar de networking.


Na terça (17.10), as visitas ocorrerão na indústria Feroze 1888, um dos principais fabricantes e exportadores mundiais de fios e produtos têxteis especializados, desde 1970. A agenda inclui também a Indus Dyeing & Manufacturing, também em Karachi.


A comitiva brasileira também será recebida pelos representantes da Associação de Fabricantes Têxteis do Paquistão (APTMA) e do Governo da província de Punjab na quarta (18.10), em Lahore. A APTMA é a principal associação de industriais têxteis do Paquistão, representando 396 fabricantes. Também haverá visita à Ellcot Spinning Mills, que opera com maquinários de fiação. À noite, será realizado o segundo evento Cotton Brazil Outlook, com a presença de cerca de 80 clientes. Serão apresentados dados dos principais aspectos do algodão brasileiro, como qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade.


Cotton Brazil. A presença consistente do algodão brasileiro no mercado internacional tomou corpo em 2019, quando Abrapa, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex.Brasil) e Anea lançaram o programa Cotton Brazil. A marca representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global e prioriza dez países: China, Vietnã, Paquistão, Bangladesh, Coreia do Sul, Indonésia, Índia, Tailândia, Turquia e Egito.


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Algodão sustentável: o que é e como ele pode diminuir o impacto ambiental do seu guarda-roupa

Todo mundo tem peças de algodão em casa; entender como fibra mais usada no mundo é produzida ajuda a fazer escolhas de consumo mais conscientes

10 de Outubro de 2023

No último sábado (7) foi celebrado o Dia Mundial do Algodão, uma das culturas mais importantes para a economia global. O cultivo da fibra movimenta US$ 40 bilhões anuais e tem a terceira maior participação agrícola em área no mundo, atrás apenas de grãos e soja, de acordo com o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (Icac), ocupando 2,8% das terras cultiváveis.


Referência no setor, o Brasil é hoje o segundo maior exportador global (depois dos EUA) e, com projeção de safra recorde, pode se tornar o líder. Nas estimativas da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), devemos fechar a safra 22/23 com 3,07 milhões de toneladas de pluma, quase 20% a mais que o ano passado.


O sucesso do nosso algodão no mercado se explica não só pela qualidade, mas também por ser produzido com menor impacto ambiental.


Se na exportação estamos chegando ao topo, o investimento em sustentabilidade e rastreabilidade nos últimos anos já nos garantiu outra liderança: a de maior fornecedor de algodão sustentável do mundo. Na safra anterior, de 2021/2022, 42% do algodão responsável do planeta vieram daqui.


Brasil é referência na produção responsável


Segundo o movimento Sou de Algodão, iniciativa que une quase 1.400 marcas, 84% da produção nacional possui certificação socioambiental.


No Brasil, o selo que atesta o algodão sustentável é o ABR, sigla para Algodão Brasileiro Responsável, implantado em 2012 pela Abrapa para garantir a transparência e o comprometimento da produção com a sustentabilidade nos pilares ambiental, social e econômico.


O programa é reconhecido como um dos mais completos do gênero em todo o mundo. O ABR é referência para conseguir o licenciamento internacional Better Cotton Initiative (BCI). Ou seja, para uma marca ter a certificação usada no mundo inteiro, a produção precisa antes ter o ABR. São 25 critérios mínimos da BCI, mais os 153 da legislação brasileira.


O que é algodão sustentável


Para ser considerado sustentável ou responsável, a produção precisa atender aos três pilares básicos que compõem o conceito de sustentabilidade: ambiental, social e econômico.


Na parte ambiental, deve preservar o meio ambiente promovendo boas práticas agrícolas, como o uso consciente de pesticidas, não desmatar, ter um programa de uso otimizado da água, cuidar da saúde do solo, entre outras ações.


Nesse aspecto, somos, por exemplo, o número um no mundo em produtividade quando se fala em algodão sem irrigação artificial. Mais de 90% de nossas plantações dependem apenas da água da chuva para se desenvolver, usada em um processo inteligente.


No âmbito social, a produção deve valorizar os colaboradores da cadeia em todas as etapas, oferecendo boas condições de trabalho, inclusão e remuneração justa, e combater o trabalho escravo e infantil. E no pilar econômico deve promover relações econômicas justas e que contribuam com o desenvolvimento de todo o ecossistema.


Todas as etapas de produção, da semente até a venda para o consumidor final, também são rastreadas.


Algodão sustentável e algodão orgânico são a mesma coisa?


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Muita gente se confunde com os termos sustentável e orgânico, mas na verdade são coisas completamente diferentes, que não se comparam.


Enquanto a sustentabilidade é um conceito que visa a longevidade da cultura, com pilares ambientais e socioeconômicos, o orgânico é uma técnica de produção que não usa defensivos ou fertilizantes químicos. Assim, o algodão classificado como sustentável nem sempre é orgânico e vice-versa.


A produção orgânica tem menor produtividade, por exemplo, necessitando de mais áreas de lavoura para atender à demanda de consumo. Por esse ponto de vista, isso quer dizer mais impactos ambientais do que uma plantação tradicional, mas sustentável, com melhor produtividade por hectare.


Também por isso, pela produção menor, é que uma peça de algodão orgânico custa mais caro para o consumidor do que a feita de fibra cultivada de modo convencional.


O algodão sustentável geralmente é cultivado de maneira tradicional e em larga escala, mas com investimento em tecnologias de ponta que possibilitam o aproveitamento total da fibra, o controle de pragas e a manutenção da qualidade.


Acesso em: https://exame.com/agro/algodao-sustentavel-o-que-e-e-como-ele-pode-diminuir-o-impacto-ambiental-do-seu-guarda-roupa/ 


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Abrapa realiza eventos em Singapura de 10 a 12 de outubro

09 de Outubro de 2023

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) promovem em Singapura, no sudeste asiático, dois eventos entre os dias 10 e 12 de outubro. Em pauta, projeções e as expectativas para o ano comercial 2023/24. O objetivo é manter o diálogo próximo com os principais importadores da pluma brasileira e reforçar o posicionamento da cadeia produtiva no mercado mundial.


A iniciativa aproveita a realização do evento anual da International Cotton Association (ICA), importante associação comercial e órgão arbitral do cenário global do algodão. Com expectativa de reunir mais de 600 profissionais do segmento, o Trade Event: Singapure 2023 inclui palestras, rodas de negócios, networking e jantar de gala.


“É um dos principais eventos do calendário anual do setor. O público é extremamente qualificado, e tem buscado informação atualizada e qualificada sobre o algodão brasileiro. É com esse objetivo que estaremos lá”, observa o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel.


De forma paralela ao Trade Event da ICA, a Abrapa programou um almoço para cerca de 110 pessoas no dia 10 de outubro, com abertura feita pela Embaixadora do Brasil em Singapura, Eugênia Barthelmess, e dois dias de agenda na “Sala Abrapa”, em que produtores, importadores e tradings poderão prospectar e fazer negócios. Para facilitar a logística, os compromissos ocorrem no Raffles City Convention Centre, mesmo hotel da conferência anual da ICA.


A programação replica a estratégia realizada ano passado em Las Vegas (EUA), também no evento da ICA. “Já temos a presença confirmada de produtores, industriais e traders da China, Paquistão, Turquia, Estados Unidos, Suíça, Reino Unido, Índia e França, entre outras nações”, revela Schenkel.


Esse posicionamento faz parte das ações do Cotton Brazil, marca que representa a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global. Atualmente, o País é o terceiro maior produtor e o segundo maior exportador de pluma no mundo. É também o maior fornecedor mundial de Better Cotton – principal certificação socioambiental em escala mundial.


A estimativa é de que o Brasil alcance 3,23 milhões de toneladas na safra 2022/23 – destes, 2,4 milhões de toneladas serão exportados no ano comercial 2023/24. Confirmada a previsão, significará um aumento de quase 26,5% em relação ao ciclo anterior.


A Abrapa é uma das patrocinadoras do Trade Event da ICA via Cotton Brazil. Uma comitiva formada por 15 produtores e exportadores brasileiros participará dos eventos em Singapura.


Cotton Brazil. A presença consistente do algodão brasileiro no mercado internacional tomou corpo em 2019, quando Abrapa, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) lançaram o programa Cotton Brazil. A marca representa toda a cadeia produtiva do algodão brasileiro em escala global e prioriza dez países: China, Vietnã, Paquistão, Bangladesh, Coreia do Sul, Indonésia, Índia, Tailândia, Turquia e Egito.

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Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro – safra 2022/2023 - Setembro

09 de Outubro de 2023

A safra brasileira de algodão já está concluída e, nos 12 laboratórios que atendem aos cotonicultores nacionais, os times trabalham a mil para analisar –100% por HVI – as quase quinze milhões de amostras esperadas para o ciclo 2022/2023. São 74 máquinas, todas alinhadas com o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), operando nos padrões internacionais de classificação, com transparência e fidedignidade. No momento, 60% da produção já foi analisada e, no nosso Relatório da Qualidade, você acompanha o desempenho de qualidade da fibra, nas características mais relevantes para o mercado. Clique no link e confira.


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2023/10/Relatorio_de_Qualidade_do_Algodao_Brasileiro_%E2%80%93_safra_2022_2023.setembro.pdf

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O algodão brasileiro é homenageado no Senado Federal

06 de Outubro de 2023

Responsável por gerar emprego e renda para centenas de milhares de famílias no Brasil e movimentar uma extensa cadeia produtiva que fortalece a economia, a cotonicultura brasileira esteve no centro das homenagens no Senado Federal, nesta sexta-feira, 6 de outubro, véspera do Dia Mundial do Algodão.
Iniciativa da senadora Tereza Cristina, a sessão especial foi o ponto culminante de uma semana repleta de eventos de abrangência internacional, que trouxeram reflexões, celebrações e homenagens para a cadeia produtiva do algodão, que desempenha papel fundamental como fonte de receitas na economia mundial, sendo cultivado em mais de 70 países com envolvimento de cerca de 350 milhões de pessoas no mundo.


“Em 2023, colhemos 3,23 milhões de toneladas de pluma, a maior de toda a história do nosso país, e conquistamos duas importantes novas posições no ranking global, saímos de quarto para terceiro lugar, na produção, e de segundo para primeiro maior exportador da pluma. Nos dois casos, superamos os Estados Unidos. Esperávamos conquistar esse feito em três ou cinco anos, mas uma contingência climática no nosso maior concorrente, antecipou a meta. Entretanto, volume é só a consequência de um trabalho de vanguarda, desde a retomada da produção de algodão”, afirmou Marcio Portocarrero, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).


A cerimônia foi presidida pelo senador Izalci Lucas, que exaltou a importância do setor algodoeiro para a agricultura brasileira. Destacou que o algodão é a fibra natural que mais impulsiona o setor agrícola e que impacta mais de 100 milhões de famílias produtoras ao redor do planeta. “O algodão é, por essência, um produto sustentável, onde quase tudo se aproveita: 46% de seus resíduos tornam-se alimento e ração para animais, 33% da fibra é usada na indústria têxtil e no vestuário, e 27% da casca pode ser aproveitada na produção de combustível, embalagens e fertilizantes. Além disso, a fibra de algodão é natural, biodegradável, confortável e muito versátil”, lembrou o senador.


O diretor executivo de governança e gestão da Embrapa, Alderi Emídio de Araújo, afirmou que o algodão brasileiro é, de fato, o ouro branco do Brasil em razão do alto valor agregado, desde a sua saída do campo, até chegar às mãos do consumidor. “O produtor de algodão tem energia para alcançar patamares muito mais elevados que já conquistamos. A cultura do algodão gera renda, resultado e dignidade para muitas famílias”, disse.


Representante da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) e presidente da Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária (Empaer-Paraíba), Aristeu Chaves de Souza, ressaltou a importância desse momento para a cotonicultura brasileira. “Tive a honra de participar dessa semana de debates sobre a produção do algodão, intercâmbios com países latino-americanos e de compromissos firmados.”


A senadora e autora da sessão solene, Tereza Cristina, não pode estar presente no evento, e enviou uma carta que foi lida no plenário. Ao fim do cerimonial, ela fez uma participação on-line para destacar a importância do Dia Mundial do Algodão. “O algodão é um produto que muda vidas no Brasil e em todo o mundo. Por isso, é dia de parabenizar todos que pesquisam, cultivam, colhem, vendem e levam até o outro lado do mundo o nosso algodão. Sem contar os que atuam nas cadeias de beneficiamento dessa matéria-prima maravilhosa. Parabéns a todos”, destacou.


Mais Algodão
Rafael Zavala, representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Brasil, destacou o projeto Mais Algodão, que há dez anos realiza experiências bem-sucedidas e inovações fundamentais para a transformação das regiões algodoeiras de países latino-americanos. “Temos muitos desafios ainda para impulsionar a cadeia algodoeira da nossa região, mas cremos que, com a cooperação entre as nações amigas, podemos seguir avançando, porque todos juntos somos Mais Algodão.” O projeto faz parte do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO, da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) e da FAO.


A ministra Andréia Rigueira, coordenadora geral de Pacificação e Comunicação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) ressaltou a importância do setor algodoeiro na estratégia política de desenvolvimento econômico, social e na redução da pobreza da América Latina e Caribe, especialmente no âmbito do projeto Mais Algodão. “O algodão é um dos mais importantes produtos agrícolas do mundo, responsável pela geração de emprego e de renda e pela melhoria da segurança alimentar para milhões de famílias, especialmente em países em desenvolvimento, cuja economia e produção agrícola dependem dessa commodity”, lembrou.


Também parabenizaram a cotonicultura brasileira o senador Luis Carlos Heinze e o deputado federal Pedro Lupion, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). No plenário, autoridades e convidados, como Jorge Maeda, ex-presidente da Abrapa, acompanharam as homenagens.


Motivos para comemorar
Neste Dia Mundial do Algodão, a cotonicultura brasileira só tem motivos para comemorar. Levantamento da Abrapa, de 3 de outubro, indica que a produção da safra que acaba de ser colhida é estimada em 3,23 milhões de toneladas de pluma, alta de 26,5% com relação à safra passada. Além disso, houve aumento de área plantada de 4,6%, projetado em 1,67 milhão de hectares, e uma produtividade recorde para a cultura no campo, 1.931 kg/ha, alta de 21% que a registrada na safra passada e 7% acima do último recorde de produtividade registrado na safra 2019/20 (1.802 kg/ha).
Pela primeira vez na história, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking de produção mundial, após um ano de quebra de safra nos Estados Unidos. o país se consolidou entre os maiores produtores de algodão do mundo e tem sido destaque no crescimento da oferta com qualidade e sustentabilidade. “Guiado pelos pilares da qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e promoção, a cotonicultura brasileira está fazendo história e se tornado referência para outras cadeias produtivas no Brasil e no mundo”, destacou o diretor executivo da Abrapa.


Algodão no mundo
Segundo o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), o valor da produção mundial de algodão é estimado em, aproximadamente, US$ 70 bilhões. Para continuar nesse patamar, o ICAC destaca que é necessário incrementar a implementação de sistemas de produção sustentáveis, impulsionar a demanda para competir com o poliéster e superar as dificuldades com os padrões contratuais de comércio e as distorções referentes à produção causadas por incentivos governamentais.


O último relatório de oferta e demanda do USDA, de 12 de setembro, indica que as perspectivas para a safra 2023/24 são de produção global estimada em 24,47 milhões de toneladas com queda de 5,3% em relação a 2022/2023 por conta de problemas com o clima. No entanto, consumo global é projetado em 25,23 milhões de toneladas, alta de 4,5% em relação à safra passada, uma estimativa otimista pelo mercado que já trabalha com queda no consumo, na safra 23/24, devido a conjuntura econômica global ainda pouco favorável.


06.10.2023
Imprensa Abrapa
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Foto: Carlos Rudiney/Abrapa

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