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Abrapa e Monsanto reuniram-se hoje para tratar das estratégias para o algodão nos próximos anos

13 de Fevereiro de 2017

A alinhar as demandas da cotonicultura para os próximos anos às estratégias de uma das maiores empresas do mundo na produção de sementes, biotecnologia e químicos para o algodão foi a pauta da reunião entre o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, e representantes da Monsanto Algodão, realizada hoje, às 11h, em São Paulo.



Segundo Moura, no atual modelo de produção de algodão no Brasil, não pode haver descompasso entre a oferta e a demanda de insumos para as lavouras. "Todo o desenvolvimento de produtos deve ser direcionado ao incremento da produtividade e à solução de problemas, por isso somos procurados sempre, como representantes dos produtores de algodão, para que detalhemos as necessidades que temos, que são variáveis e estão em constante evolução", afirma o presidente.



O líder de Negócio de Algodão da Monsanto do Brasil, Eduardo Navarro, ressalta que este é o primeiro encontro com Moura como presidente da Abrapa, função assumida em janeiro, e que será exercida pelo empresário no biênio 2017/2018. "Queremos dividir com ele as estratégias da companhia, bem como entender qual a sua visão e planejamento para o período em que estará à frente da Associação", afirma Navarro.

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Abrapa apresentou a cadeia do algodão aos novos diplomatas brasileiros

09 de Fevereiro de 2017

A cadeia produtiva do algodão brasileiro esteve ontem, 08/02, representada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em uma mesa redonda promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), realizada na sede da entidade, em Brasília. O evento "Diplomatas no campo", na segunda edição, teve como objetivo apresentar os temas mais relevantes do agronegócio brasileiro a um grupo de 29 novos diplomatas recém formados pelo Instituto Rio Branco/ Itamaraty. Além do algodão, soja, lácteos, carnes, e o setor de insumos e serviços, foram foco das explanações e debates, defendidos pelas suas associações de classe, respectivamente, Aprosoja, Viva Lácteos, Abiec e Abag.



Marcio Portocarrero explica que as questões relativas à sustentabilidade, à qualidade e à rastreabilidade do algodão brasileiro foram as mais trabalhadas nos vinte minutos de explanação que couberam à Abrapa. Para cada um desses tópicos, a entidade apresentou os programas e estratégias que desenvolve, como o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), o Sistema Nacional de Dados do Algodão (Sinda), o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), assim como o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA).



"Oportunidades como essas são muito importantes. Estes jovens atuarão na diplomacia tratando de um dos mais estratégicos pilares da economia brasileira, que é o agronegócio. Atualmente, 60% do algodão nacional vai para o mercado externo, e, com ele, todo um trabalho de qualidade, imagem e credibilidade que começa já na fazenda e se estende por toda a cadeia produtiva", afirmou o executivo da Abrapa.



Missões



Segundo Portocarrero, a rastreabilidade total e a certificação socioambiental da fibra foram os dois temas que mais geraram interesse nos diplomatas. "Ter hoje 100% da produção brasileira de algodão, que é exportada, rastreada e 81% certificada é um feito que a Abrapa conquistou e que gera muito valor para o produto", disse. Na oportunidade, Portocarrero também falou sobre as missões internacionais promovidas pela Abrapa que trazem os compradores para conhecer in loco, no Brasil, o processo produtivo do algodão, e  que também levam produtores brasileiros até os países de destino da fibra exportada, para contato direto com as indústrias têxteis, respectivamente, Missão Compradores e Missão Vendedores, realizadas anualmente pela entidade. Ele ressaltou que o apoio do corpo diplomático que atua nas embaixadas nesses países é um diferencial para o sucesso dos eventos.

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Mapa declara estado de emergência para risco de surto de helicoverpa no MS

03 de Fevereiro de 2017

O ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) declarou "estado de emergência fitossanitária relativo ao risco de surto da praga Helicoverpa armigera" no Mato Grosso do Sul.  Só em 2015, a lagarta representou – entre custos adicionais de combate e prejuízos – em torno de 8,7 milhões de dólares para os produtores de algodão do estado. A medida foi publicada hoje (02/02) no Diário Oficial da União (DOU), através da Portaria de número 266, de 31 de janeiro de 2017, com validade de um ano a partir da publicação. Agora, os produtores do estado aguardam a normatização da Portaria, sem a qual a medida não pode, efetivamente, ser implantada.



"Estamos acompanhando de perto a situação, com a Associação dos Produtores de Algodão do Mato Grosso do Sul (Ampasul), para garantir que os cotonicultores do estado possam usufruir dos benefícios da condição de emergência no tocante ao uso extraordinário do benzoato de emamectina, comprovadamente, a substância mais eficaz para a supressão da praga", afirma o presidente da Abrapa, Alrlindo de Azevedo Moura. Para isso, é preciso que o Governo do Estado publique uma resolução interna normatizando o uso do produto, que ainda não foi liberado no Brasil.



De acordo com o diretor executivo da Ampasul, Adão Hoffmann, embora o estado de emergência já tenha sido declarado em 2014 e 2015, a falta da normatização impediu que os produtores implementassem o plano de supressão. "A situação de emergência é muito importante para a economia do Mato Grosso do Sul. Somos o único estado produtor que ainda não pôde usar o benzoato, a melhor e mais barata forma de combate ao problema", afirmou Hoffmann. O MS produz algodão em duas safras, em uma área total de 29 mil hectares, sendo o quarto maior produtor da fibra no ranking brasileiro.


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Primeiro secretário da Abrapa e presidente da Ampa eleito vice no IPA

01 de Fevereiro de 2017

O algodão brasileiro está representado no Conselho de Administração do Instituto Pensar Agro (IPA), que elegeu ontem (31/01) sua nova diretoria, tendo como presidente o produtor rural Fábio de Salles Meirelles, que assumirá o comando do IPA no biênio 2017/18. Na vice-presidência e linha de sucessão do Instituto está o primeiro secretário da Abrapa e presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Alexandre Pedro Schenkel. A chapa, eleita por aclamação, traz ainda o presidente da Aprosoja Brasil, Marcos da Rosa, que assume o cargo de 1º vice-presidente secretário. O diretor-executivo da União da Indústria de Cana de Açúcar (Única), Eduardo Leão de Sousa, e o diretor da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gil Pereira, foram eleitos, respectivamente, como 1º e 2º vice-presidentes tesoureiros. Já Fabio Meirelles substitui o produtor Ricardo Tomczyk. Na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), tomará posse o deputado Nilson Leitão, no  dia 14 de fevereiro.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão –Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o IPA hoje é uma instituição estratégica para a cotonicultura e o "agro" brasileiro, na medida em que dá suporte aos trabalhos da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e contribui para a elaboração de programas e projetos de promoção do agronegócio. "Queremos participar, junto com a Aprosoja, da gestão das prioridades do IPA, e preparar o próximo candidato à presidência do Instituto. O setor do algodão é estratégico para a economia brasileira e o Mato Grosso, representado por Schenkel na Abrapa, é hoje o maior produtor brasileiro da fibra", explica Arlindo Moura.


Com sede em Brasília, o IPA congrega 42 entidades representativas do setor produtivo rural que debatem estratégias para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro, dando suporte aos trabalhos da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). A Frente congrega 240 deputados e senadores de diversos partidos, defensores do agronegócio. O IPA existe desde 2011 e foi criado como uma associação de direito privado de âmbito nacional, sem fins lucrativos, para apoiar programas, projetos e organizações da sociedade civil que trabalham para o desenvolvimento e os avanços do setor agropecuário em articulação com as diversas áreas governamentais.


Liderança


O setor do algodão celebrou ontem (31/01) a eleição da deputada federal Tereza Cristina Côrrea da Costa Dias à liderança do PSB na Câmara Federal. Representante do Mato Grosso do Sul, ela integra a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e a expectativa é de que suceda o presidente eleito, Nilson Leitão, ao final do mandato.

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Abrapa alinha certificadores e associadas às diretrizes do Programa ABR em 2016/17

01 de Fevereiro de 2017

Uma visita realizada ontem (31/01) à Fazenda Pamplona, localizada a 70 quilômetros de Brasília, no município de Cristalina – GO, encerrou dois dias atividades de alinhamento para a safra 2016/17 entre as equipes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, certificadoras e associações estaduais afiliadas, envolvidas no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O ABR é uma certificação conferida pela Abrapa às fazendas produtoras que cumprem à risca uma série de critérios de ordem social, ambiental e econômica estabelecidos pelo programa para a garantia de sustentabilidade da produção da fibra brasileira, e o reconhecimento desse status nos mercados interno e externo. Na safra 2015/16,  81% da produção nacional de algodão foi certificada, um recorde desde a criação do programa, em 2009.



As reuniões de alinhamento enfocaram, principalmente, os aspectos ambientais e trabalhistas do ABR. Na fazenda, os participantes conheceram na prática parte dos procedimentos administrativos e operacionais de uma unidade de produção que detém, além da certificação ABR, o selo da Better Cotton Iniciative (BCI), chancela internacional de sustentabilidade que atua em benchmark com o ABR. Os protocolos do Programa atendem à legislação Trabalhista e Ambiental do Brasil,  excedendo por vezes o texto das leis em função das especificidades da atividade agrícola.



"Nosso objetivo, nesses dois dias, foi discutir as diretrizes para a safra 2016/17 do programa, e, ainda, estabelecer referências para que as instituições certificadoras possam tomar decisões com mais segurança ao auditar o cumprimento dos protocolos", afirma o coordenador de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati.



A Fazenda Pamplona, do Grupo SLC, produz, majoritariamente, algodão, soja e milho, sendo uma referência em boas práticas na agricultura. "É muito gratificante poder partilhar a nossa experiência. Cumprir os protocolos nos traz benefícios de imagem, mas também de gestão, na medida em que reduz os desperdícios de tempo, de materiais, melhorando inclusive, nosso relacionamento com os colaboradores", afirmou o gerente Marcelo Peglow. O coordenador de Segurança e Saúde Ocupacional da fazenda, Regis Roehe destacou os ganhos nas rotinas produtivas da fazenda, quando ajustados nos procedimentos do programa. A Pamplona dispõe de equipes de fiscalização interna que auditam regularmente o cumprimento dos itens. "Eles garantem entre outras coisas o bem-estar geral de quem trabalha na unidade, e isso fortalece o nosso capital humano". No primeiro dia de reunião de alinhamento (30/01), a ênfase foi para meio ambiente, com apresentação ministrada pelo coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho.

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Abrapa alinha certificadores e associadas às diretrizes do Programa ABR em 2016/17

01 de Fevereiro de 2017

Uma visita realizada ontem (31/01) à Fazenda Pamplona, localizada a 70 quilômetros de Brasília, no município de Cristalina – GO, encerrou dois dias atividades de alinhamento para a safra 2016/17 entre as equipes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, certificadoras e associações estaduais afiliadas, envolvidas no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O ABR é uma certificação conferida pela Abrapa às fazendas produtoras que cumprem à risca uma série de critérios de ordem social, ambiental e econômica estabelecidos pelo programa para a garantia de sustentabilidade da produção da fibra brasileira, e o reconhecimento desse status nos mercados interno e externo. Na safra 2015/16,  81% da produção nacional de algodão foi certificada, um recorde desde a criação do programa, em 2009.



As reuniões de alinhamento enfocaram, principalmente, os aspectos ambientais e trabalhistas do ABR. Na fazenda, os participantes conheceram na prática parte dos procedimentos administrativos e operacionais de uma unidade de produção que detém, além da certificação ABR, o selo da Better Cotton Iniciative (BCI), chancela internacional de sustentabilidade que atua em benchmark com o ABR. Os protocolos do Programa atendem à legislação Trabalhista e Ambiental do Brasil,  excedendo por vezes o texto das leis em função das especificidades da atividade agrícola.



"Nosso objetivo, nesses dois dias, foi discutir as diretrizes para a safra 2016/17 do programa, e, ainda, estabelecer referências para que as instituições certificadoras possam tomar decisões com mais segurança ao auditar o cumprimento dos protocolos", afirma o coordenador de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati.



A Fazenda Pamplona, do Grupo SLC, produz, majoritariamente, algodão, soja e milho, sendo uma referência em boas práticas na agricultura. "É muito gratificante poder partilhar a nossa experiência. Cumprir os protocolos nos traz benefícios de imagem, mas também de gestão, na medida em que reduz os desperdícios de tempo, de materiais, melhorando inclusive, nosso relacionamento com os colaboradores", afirmou o gerente Marcelo Peglow. O coordenador de Segurança e Saúde Ocupacional da fazenda, Regis Roehe destacou os ganhos nas rotinas produtivas da fazenda, quando ajustados nos procedimentos do programa. A Pamplona dispõe de equipes de fiscalização interna que auditam regularmente o cumprimento dos itens. "Eles garantem entre outras coisas o bem-estar geral de quem trabalha na unidade, e isso fortalece o nosso capital humano". No primeiro dia de reunião de alinhamento (30/01), a ênfase foi para meio ambiente, com apresentação ministrada pelo coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho.

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Abrapa alinha certificadores e associadas às diretrizes do Programa ABR em 2016/17

01 de Fevereiro de 2017

Uma visita realizada ontem (31/01) à Fazenda Pamplona, localizada a 70 quilômetros de Brasília, no município de Cristalina – GO, encerrou dois dias atividades de alinhamento para a safra 2016/17 entre as equipes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, certificadoras e associações estaduais afiliadas, envolvidas no Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). O ABR é uma certificação conferida pela Abrapa às fazendas produtoras que cumprem à risca uma série de critérios de ordem social, ambiental e econômica estabelecidos pelo programa para a garantia de sustentabilidade da produção da fibra brasileira, e o reconhecimento desse status nos mercados interno e externo. Na safra 2015/16,  81% da produção nacional de algodão foi certificada, um recorde desde a criação do programa, em 2009.



As reuniões de alinhamento enfocaram, principalmente, os aspectos ambientais e trabalhistas do ABR. Na fazenda, os participantes conheceram na prática parte dos procedimentos administrativos e operacionais de uma unidade de produção que detém, além da certificação ABR, o selo da Better Cotton Iniciative (BCI), chancela internacional de sustentabilidade que atua em benchmark com o ABR. Os protocolos do Programa atendem à legislação Trabalhista e Ambiental do Brasil,  excedendo por vezes o texto das leis em função das especificidades da atividade agrícola.



"Nosso objetivo, nesses dois dias, foi discutir as diretrizes para a safra 2016/17 do programa, e, ainda, estabelecer referências para que as instituições certificadoras possam tomar decisões com mais segurança ao auditar o cumprimento dos protocolos", afirma o coordenador de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati.



A Fazenda Pamplona, do Grupo SLC, produz, majoritariamente, algodão, soja e milho, sendo uma referência em boas práticas na agricultura. "É muito gratificante poder partilhar a nossa experiência. Cumprir os protocolos nos traz benefícios de imagem, mas também de gestão, na medida em que reduz os desperdícios de tempo, de materiais, melhorando inclusive, nosso relacionamento com os colaboradores", afirmou o gerente Marcelo Peglow. O coordenador de Segurança e Saúde Ocupacional da fazenda, Regis Roehe destacou os ganhos nas rotinas produtivas da fazenda, quando ajustados nos procedimentos do programa. A Pamplona dispõe de equipes de fiscalização interna que auditam regularmente o cumprimento dos itens. "Eles garantem entre outras coisas o bem-estar geral de quem trabalha na unidade, e isso fortalece o nosso capital humano". No primeiro dia de reunião de alinhamento (30/01), a ênfase foi para meio ambiente, com apresentação ministrada pelo coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias Filho.

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Abrapa busca o reconhecimento internacional na classificação de algodão

24 de Janeiro de 2017

Dimensionado para analisar o dobro da safra nacional, estimada em 1,4 milhões de toneladas de algodão em pluma em 2016/17, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão – CBRA, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa, inaugurado há menos de dois meses, começou os trabalhos para conquistar a certificação internacional. Esse mês, representantes da Abrapa participaram de um seminário montado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, especialmente para apresentar aos brasileiros o modelo americano de classificação de algodão. O CBRA é o laboratório central de verificação e padronização dos processos de classificação da fibra do Brasil, que atuará para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados no país.


Nos EUA, a verificação da qualidade da fibra é garantida pelo governo, que avalia 100% da produção do país. No Brasil, os agricultores, através da Abrapa, com recursos do Instituto do Algodão Brasileiro – IBA, assumiram a tarefa de "rechecar" por amostragem 1% da safra nacional. Além disso, o CBRA integrará em um único sistema todos os 14 laboratórios de High Volume Instrument (HVI) do Brasil, estabelecendo o parâmetro para a calibragem dos 63 instrumentos do tipo disponíveis atualmente no território nacional.


"A padronização e a verificação da qualidade do nosso algodão, através de processos de aferição rigorosos e invioláveis, vão reforçar a credibilidade do produto no mercado internacional, com possíveis ganhos em remuneração para o produtor. A safra 2016/17 será um marco muito importante para definir os passos que tomaremos na busca pela certificação internacional. Viagens de referência como esta são muito importantes para orientar esses passos", afirma o presidente da Abrapa, Arlindo Moura.


De acordo com o gestor do Programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, que viajou para Memphis para conhecer em detalhes o modelo americano, o padrão do USDA foi a referência da entidade para a certificação do CBRA pelo alto grau de confiabilidade e o reconhecimento internacional conquistado desde a sua implantação, em 1995. "Ele garantiu à fibra dos Estados Unidos o chamado green card, uma espécie de qualidade reconhecida e passe livre em qualquer mercado", diz Mizoguchi.



Proatividade


Durante três dias, a equipe da Abrapa conheceu detalhadamente o sistema do USDA, que fiscaliza cada etapa da safra. A coleta das amostras é feita por agentes oficiais, que atestam o tamanho e a integridade do material. "Os americanos conseguem ser muito ágeis no resultado, que leva em média três dias para ser divulgado. Temos ainda um logo caminho pela frente, mas estamos trabalhando para atingir nossas metas", afirma Mizoguchi.


A meta da Abrapa é, no primeiro ano, implantar o Sistema de Gestão da Qualidade baseado na NBR ISO/IEC 17.025. Ao mesmo tempo, a Associação já iniciou o processo de certificação internacional que é conferida pelo ICA Bremem, FDA AMS e DIRAD-LTC. O ICA Bremem foi uma das instituições que colaboraram para a Abrapa desenvolver o seu programa Standard Brasil HVI – SBRHVI, lançado em Liverpool em outubro de 2016. O CBRA é um dos três pilares desse programa, que inclui o Banco de Dados da Qualidade e a Orientação Técnica aos Laboratórios de HVI de todo o Brasil.


"A proatividade é uma marca da Abrapa, bem como a busca da qualidade em tudo o que faz. Essa missão que assumimos ao construir o CBRA, fortalecerá a credibilidade e a reputação da fibra brasileira no mercado mundial", afirma o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura.



O Centro


O CBRA foi inaugurado pela Abrapa em Brasília, em 6 de dezembro de 2016, ao final do mandato do ex-presidente João Carlos Jacobsen Rodrigues. Para a construção da estrutura e instalação do laboratório, foram investidos em torno de R$9 milhões, de um total de R$50 milhões já aplicados pela Abrapa e suas associadas no Programa de Qualidade.


O Centro é equipado com duas máquinas de HVI com a calibragem do algodão-padrão do USDA e capacidade de analisar 800 amostras por dia. Essa é a tecnologia mais avançada e recorrente no mundo para a classificação de algodão. Ela avalia com precisão características intrínsecas e extrínsecas da fibra, como comprimento, resistência, uniformidade, espessura, reflectância, dentre outras, minimizando a subjetividade da classificação visual, que continua existindo, em paralelo ao HVI. No CBRA, todo o ambiente é controlado para atingir e manter as condições ideais de temperatura e umidade para a análise.

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Cotonicultores esperam a liberação de três novas variedades transgênicas em 2017

18 de Janeiro de 2017

Os produtores de algodão aguardam, para 2017, a liberação pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) de três novas tecnologias em OGM para a cultura. Todas elas trazem eventos combinados, como tolerância a herbicidas e resistência a insetos (lagartas). A próxima reunião da CTNBio está agendada para os dias 08 e 09 de fevereiro.



Desde 2005, a CTNBio liberou 13 tecnologias transgênicas de algodão, sendo a última em 2016, após uma lacuna de quatro anos. Trata-se da Bollgard III x Roundup Ready Flex, tolerante ao herbicida glifosato e resistente a insetos (lagartas). De 1998, quando foi liberada a primeira soja transgênica no país, até 2016, CTNBio liberou a comercialização de 67 tecnologias geneticamente modificadas, entre soja, milho e algodão.



Depois de, aproximadamente, dez anos de pesquisas e investimentos em torno de US$150 milhões, em média, os obtentores das tecnologias desenvolvem em campo cada variedade por mais dois anos, até completarem o dossiê, que é submetido à CTNBio. Na Comissão, pela lei brasileira, são necessários 90 dias para a emissão de um parecer. "Na prática, o tempo médio tem sido de 18 meses a 24 meses", explica o consultor técnico da Abrapa, Edivandro Seron.



As três novas tecnologias que devem chegar ao mercado, quando aprovadas pela CTNBio, foram submetidas pela Monsanto (tolerante aos herbicidas dicamba e glufosinato de amônio); Bayer (resistente a insetos e tolerante aos herbicidas glifosato e glufosinato de amônio) e Dow AgroSciences (resistente a lagartas e tolerante ao glufosinato de amônio).


Veja a lista de todas as tecnologias já liberadas pela CTNBio em soja, milho e algodão.

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Abrapa participa de reunião no MAPA

13 de Janeiro de 2017

Com os preços do algodão operando em um dos maiores patamares dos últimos seis meses – em torno de U$0,74 por libra-peso, contra uma média de U$0,66 – e o andamento da safra dentro do esperado, a reunião da comitiva da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão – Abrapa no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, realizada ontem (12/01) em Brasília, se deu em clima de otimismo.



A reunião marcou o início do mandato do produtor Arlindo de Azevedo Moura à frente da Abrapa, sucedendo João Carlos Jacobsen Rodrigues, desde o dia 1° do ano. O grupo foi recebido pelo chefe de gabinete do ministro Blairo Maggi, Coaraci Castilho, e pelo assessor especial do MAPA, Sérgio De Marco. Também participaram da audiência o presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão – AMPA, Alexandre Schenkel, e o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero.



Na pauta da reunião, as prioridades da cotonicultura brasileira, com a continuação dos trabalhos que a entidade já vinha desenvolvendo e novas demandas para o desenvolvimento do setor. De acordo com Arlindo Moura, o andamento e a expectativa para a safra em curso foram um dos temas mais discutidos na ocasião. A perspectiva para a safra brasileira de algodão em 2016/17 é de incremento de 20% na produção, apesar da redução da área plantada em cerca de 4%. O Mato Grosso, maior produtor de algodão do país, está concluindo o plantio da segunda safra. A Bahia, segundo maior produtor, já concluiu a safra de verão, a única do estado. O país deve colher em torno de 3,53 milhões de toneladas de algodão em caroço neste ciclo.



 "A subida dos preços em função do aumento do consumo e diminuição dos estoques mundiais, aliada a uma janela de plantio muito interessante, nos deixa otimistas para a retomada do crescimento de área a partir da próxima safra. Os 20% a mais na produção que deveremos ter em 2016/17 são fruto do aumento da produtividade nas lavouras, após um período de comprometimento nesse índice em 2015/16. Resta-nos esperar que tudo saia dentro do previsto", diz Arlindo Moura.

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