Voltar

Produtores de algodão demandam celeridade no registro de novas moléculas para combater a ramulária

12 de Junho de 2017

Considerada a pior doença do algodoeiro, a ramulária é um pesadelo para o produtor,  que pode causar perdas de até 40% na produtividade das lavouras. Hoje, ela é um risco real para a cadeia produtiva do algodão no Brasil, pela falta de novas moléculas para o combate do fungo, cada vez mais resistente aos cerca de 70 produtos disponíveis no mercado. Obrigados a fazer em torno de sete aplicações por safra – quando a recomendação técnica é de que não se ultrapassem duas – os cotonicultores demandam ao Governo Federal o registro de novos princípios ativos para o fungo Ramularia aréola, hoje presente em todos os países produtores do mundo. A ramulária sequer faz parte da lista de emergência fitossanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por se tratar de doença específica da cultura de algodão, enquanto a prioridade são as que ocorrem em maior número de culturas. Na última semana, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) organizou uma reunião de trabalho no âmbito das Câmaras Setoriais do Mapa, com a presença do assessor especial do Ministério, Sérgio De Marco.


Segundo De Marco, essa é uma prioridade para o Mapa. Ele enfatizou os altos preços dos novos produtos. "Sabemos que pesquisa e desenvolvimento de novas moléculas e tecnologias têm custo, mas não adianta ao produtor trocar seis por doze: ter o produto por um preço muitas vezes maior que os que estão no mercado, que vai onerar seu sua produção ainda mais", argumenta. O assessor afirmou que, na gestão de Blairo Maggi, o Mapa constituiu um grupo de especialistas para analisar a lista de prioridades de registro sob o viés do produtor. Os cotonicultores, através da Abrapa e das suas associadas estaduais, acompanham de perto a questão, e, através da Câmara Setorial do Algodão e Derivados e da Câmara Temática de Insumos Agropecuários, ambas do Mapa, têm estudado a fundo o problema e proposto soluções.


"A burocracia é um dos fatores que tiram a competitividade do Brasil no mercado global. É importante destacar que o país é um dos poucos que têm a cadeia produtiva do algodão completa, desde os fornecedores de insumo até o consumidor final, que gera milhares de empregos e contribui significativamente para a geração de riquezas da nação. Então, a sanidade na produção, e a consequente qualidade da fibra, tem de ser uma prioridade de Estado", afirma o presidente da Abrapa, Arlindo Moura, lembrando que, do desenvolvimento até chegar ao mercado, um produto novo leva pelo menos oito anos, enquanto concorrentes, como os Estados Unidos, precisam de apenas três anos para completar o processo, e outros, na América do Sul, como Argentina, demoram em torno de dois anos e meio, segundo o estudo que está sendo elaborado pela Câmara Temática de Insumos Agropecuários.


Encontros de trabalho


A reunião, que aconteceu no auditório da Unidade Operacional da Escola Nacional de Gestão Agropecuária (Enagro), em Brasília, foi convocada pela coordenação geral das Câmaras Temáticas do Mapa e seguiu a linha de outras que vêm sendo realizadas para debater o tema, como a do dia 30 de maio, que a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) promoveu no Mato Grosso. Na Enagro, a pauta foi iniciada após o discurso de abertura proferido pelo vice-presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato. Na ocasião, Rafael Galbieri, do Instituto Mato-grossense do Algodão – IMAmt, entidade mantida pela Ampa, apresentou a palestra "Cenário de produção de algodão: desafios no manejo da ramulária". A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados abordou a "Lista de Emergência Fitossanitária" e a "Competitividade do Algodão Brasileiro e a  Necessidade da Cadeia", enquanto a Fundação MT discorreu sobre a Performance de controle atual e as implicações para o manejo. Coube à consultoria MBAgro (MB Associados) explanar sobre o Impacto econômico do baixo controle de ramulária. A programação contou ainda com um tour virtual sobre lavouras de algodão (Virtual Field Tour).


12 de junho de 2017


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


(71) 9 8881-8064 / (77) 9 8802-0684


www.abrapa.com.br

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa apresenta o movimento Sou de Algodão para lojistas de Goiânia

08 de Junho de 2017

Como evento oficial da primeira quinzena pós-inauguração, o fashion coworking Clube de Costura realizou ontem (07/06) seu primeiro "Cotton Tea", um bate-papo sobre o algodão na criação e na indústria de confecção, que reuniu, aproximadamente, 50 pessoas, entre lojistas, estudantes e amantes de moda, na capital goiana. O evento teve o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e foi parte das iniciativas de aproximação da entidade com lojistas de varejo e atacado, que caracterizam a segunda fase do movimento Sou de Algodão. O Cotton Tea foi promovido pelo Mega Moda Shopping, no espaço Clô Café Criativo, instalado no Clube de Costura. O diretor executivo da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Dulcimar Pessatto Filho, participou do evento representando a Abrapa. Dentre os convidados da noite, o sócio da Markestrat e consultor da Abrapa, Luciano Thomé e Castro falou sobre o movimento Sou de Algodão.


Com um vasto leque de perguntas, ligadas ao algodão commodity, como matéria-prima, até o produto final no ponto de venda, o público interagiu com os convidados. Além de Pessatto e Castro, participaram do evento o estilista goiano Riusley Figueiredo, especialista em jeans, a técnica do Senai e coordenadora do curso de pós-graduação em Processos Produtivos para o Vestuário, da Universo – Universidade Salgado de Oliveira, Hildeth Dias e a empresária Renata Santana, estilista e lojista do Mega Modas, que trabalha apenas com jeans100% algodão.


"Foi um encontro muito interessante para o movimento Sou de Algodão porque nos deu a chance de conversar, simultaneamente, com diferentes elos da cadeia produtiva e com os consumidores. O tema algodão unifica interesses", diz o consultor do movimento, Luciano Thomé e Castro. Ele explica que as oportunidades e desafios para aumentar o uso de algodão nas criações de moda foram postos em perspectivas diferentes, inclusive com o viés da indústria e da academia. "Percebemos que há muito espaço, nesse público diretamente ligado à produção de vestuário, para comunicar melhor as características de sustentabilidade da produção da matéria-prima", argumenta.  Sobre os números de consumo apurados pelo movimento Sou de Algodão, Luciano disse haver uma "intuição" a respeito por parte do público lojista. "Havia, na plateia, lojistas que trabalham com  cama, mesa e banho, ou com roupas de dormir, que referendaram a preferência do público feminino pelo algodão nesses nichos. Eles também apresentaram seus desafios de manter preços acessíveis ao consumidor final, na concorrência com os produtos feitos com tecidos de fios artificiais", conclui.


Perspectiva da produção


Em sua apresentação, o diretor executivo da Agopa, Dulcimar Pessatto Filho, traçou um panorama da cotonicultura de Goiás e do Brasil, com as conquistas e as lutas do agricultor, destacando a sustentabilidade alcançada na cadeia produtiva como um grande diferencial do algodão brasileiro. "A sustentabilidade é resultado de boas práticas e se torna um valor incorporado ao produto. No algodão, a chancela maior da sustentabilidade é a certificação pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Graças a ele, no estado de Goiás, a sociedade tem uma percepção muito mais positiva em relação ao produtor", concluiu o diretor.


Algodão doce


O Clô Café Criativo é a cafeteria do Clube de Costura, e, desde a inauguração do coworking, em 29 de maio, tem promovido uma intensa agenda de eventos. O Cotton Tea fez parte da programação oficial da primeira quinzena do lugar, que, para deixar o bate-papo personalizado e mais divertido, serviu chá adoçado em algodão doce colorido a todos os presentes. "Tudo o que fazemos é para favorecer a criação. O resultado do nosso Cotton Tea, além de muito informativo, foi bonito e inspirador", diz o coordenador do Clube de Costura, Leandro Pires. Na ocasião, o público e os convidados receberam as camisetas do movimento Sou de Algodão.


O Clube de Costura está instalado no Mega Moda Shopping, empreendimento da holding Novo Mundo, situado na movimentada "região da 44" da capital goiana, grande polo varejista e atacadista do Brasil central. O apoio ao coworking foi o marco zero para intensificar a parceria entre o Sou de Algodão, o Mega Modas e seus lojistas, unindo, no movimento, as duas pontas da cadeia produtiva: produção e consumo.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Programa ABR, da Abrapa, é destaque de sustentabilidade em seminário da OIT em Turim

08 de Junho de 2017

O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), conduzido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), teve destaque hoje (8/06), na programação do I Seminário Internacional do Projeto Cadeia do Algodão Brasil – OIT, que visa a promoção do trabalho decente em países produtores de algodão na África e América Latina. O evento está sendo realizado conjuntamente ao curso "Cadeias Globais de Fornecimento para o Desenvolvimento Sustentável e o Trabalho Decente", no Centro Internacional de Formação da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Turim, na Itália, durante toda a semana, em um total de 40 horas. O ABR foi apresentado para um público de 32 pessoas, oriundas de 12 países, representantes de cadeias produtivas diversas, dentro e fora do agronegócio.


O objetivo do seminário, co-organizado pelo Governo do Brasil, através da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), é fortalecer o conhecimento acerca das cadeias globais de fornecimento, desenvolvimento sustentável e trabalho decente, além de fomentar a interação entre os públicos relacionados ao Projeto Cadeia do Algodão Brasil – OIT.


O gestor de Sustentabilidade da Abrapa, Fernando Rati, apresentou o caso de sucesso do Programa ABR, certificação nacional de sustentabilidade na produção, gerenciada pela Abrapa, que, desde 2013, opera em benchmarking com a entidade internacional Better Cotton Iniciative (BCI). Na safra 2015/16, 81% da produção brasileira obtiveram a certificação ABR, e 71% foram licenciados pela BCI, o que faz do Brasil o maior fornecedor mundial de algodão BCI, com 25% de market share.


Referência positiva


De acordo com Rati, a ênfase do seminário são as relações de trabalho na cadeia de valor e o algodão ganhou um espaço de destaque, graças ao grande número de pessoas envolvidas no trabalho em todas as fases, desde o plantio até o ponto de venda. O ABR foi tomado como uma referência mundial positiva, que, ao ser apresentado aos integrantes de outras cadeias, pode inspirar programas semelhantes. "O fundamento do ABR são os pilares da sustentabilidade; o social, o ambiental e o econômico. Com as melhores práticas em cada uma dessas bases, têm-se uma cadeia produtiva com capacidade de prosperar como negócio e gerar valor ao longo do caminho", explica o gestor.


Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, é gratificante que a Associação exerça protagonismo em fóruns como este. "Estamos falando da organização mundial que baliza as relações de trabalho. Sermos destacados como um exemplo de sucesso é uma grande honra. Mais importante ainda é poder aprender com os outros exemplos e buscar aperfeiçoar as relações não apenas de trabalho, mas com os fornecedores, compradores, governos e sociedade. É parte do princípio do contínuo melhoramento, que orienta a nossa atuação", conclui Moura.


Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa apresenta o movimento Sou de Algodão para lojistas de Goiânia

08 de Junho de 2017

Como evento oficial da primeira quinzena pós-inauguração, o fashion coworking Clube de Costura realizou ontem (07/06) seu primeiro "Cotton Tea", um bate-papo sobre o algodão na criação e na indústria de confecção, que reuniu, aproximadamente, 50 pessoas, entre lojistas, estudantes e amantes de moda, na capital goiana. O evento teve o apoio da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e foi parte das iniciativas de aproximação da entidade com lojistas de varejo e atacado, que caracterizam a segunda fase do movimento Sou de Algodão. O Cotton Tea foi promovido pelo Mega Moda Shopping, no espaço Clô Café Criativo, instalado no Clube de Costura. O diretor executivo da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Dulcimar Pessatto Filho, participou do evento representando a Abrapa. Dentre os convidados da noite, o sócio da Markestrat e consultor da Abrapa, Luciano Thomé e Castro falou sobre o movimento Sou de Algodão.



Com um vasto leque de perguntas, ligadas ao algodão commodity, como matéria-prima, até o produto final no ponto de venda, o público interagiu com os convidados. Além de Pessatto e Castro, participaram do evento o estilista goiano Riusley Figueiredo, especialista em jeans, a técnica do Senai e coordenadora do curso de pós-graduação em Processos Produtivos para o Vestuário, da Universo – Universidade Salgado de Oliveira, Hildeth Dias e a empresária Renata Santana, estilista e lojista do Mega Modas, que trabalha apenas com jeans100% algodão.



"Foi um encontro muito interessante para o movimento Sou de Algodão porque nos deu a chance de conversar, simultaneamente, com diferentes elos da cadeia produtiva e com os consumidores. O tema algodão unifica interesses", diz o consultor do movimento, Luciano Thomé e Castro. Ele explica que as oportunidades e desafios para aumentar o uso de algodão nas criações de moda foram postos em perspectivas diferentes, inclusive com o viés da indústria e da academia. "Percebemos que há muito espaço, nesse público diretamente ligado à produção de vestuário, para comunicar melhor as características de sustentabilidade da produção da matéria-prima", argumenta.  Sobre os números de consumo apurados pelo movimento Sou de Algodão, Luciano disse haver uma "intuição" a respeito por parte do público lojista. "Havia, na plateia, lojistas que trabalham com  cama, mesa e banho, ou com roupas de dormir, que referendaram a preferência do público feminino pelo algodão nesses nichos. Eles também apresentaram seus desafios de manter preços acessíveis ao consumidor final, na concorrência com os produtos feitos com tecidos de fios artificiais", conclui.



Perspectiva da produção



Em sua apresentação, o diretor executivo da Agopa, Dulcimar Pessatto Filho, traçou um panorama da cotonicultura de Goiás e do Brasil, com as conquistas e as lutas do agricultor, destacando a sustentabilidade alcançada na cadeia produtiva como um grande diferencial do algodão brasileiro. "A sustentabilidade é resultado de boas práticas e se torna um valor incorporado ao produto. No algodão, a chancela maior da sustentabilidade é a certificação pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Graças a ele, no estado de Goiás, a sociedade tem uma percepção muito mais positiva em relação ao produtor", concluiu o diretor.



Algodão doce



O Clô Café Criativo é a cafeteria do Clube de Costura, e, desde a inauguração do coworking, em 29 de maio, tem promovido uma intensa agenda de eventos. O Cotton Tea fez parte da programação oficial da primeira quinzena do lugar, que, para deixar o bate-papo personalizado e mais divertido, serviu chá adoçado em algodão doce colorido a todos os presentes. "Tudo o que fazemos é para favorecer a criação. O resultado do nosso Cotton Tea, além de muito informativo, foi bonito e inspirador", diz o coordenador do Clube de Costura, Leandro Pires. Na ocasião, o público e os convidados receberam as camisetas do movimento Sou de Algodão.



O Clube de Costura está instalado no Mega Moda Shopping, empreendimento da holding Novo Mundo, situado na movimentada "região da 44" da capital goiana, grande polo varejista e atacadista do Brasil central. O apoio ao coworking foi o marco zero para intensificar a parceria entre o Sou de Algodão, o Mega Modas e seus lojistas, unindo, no movimento, as duas pontas da cadeia produtiva: produção e consumo.



08 de junho de 2017


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


(71) 9 8881-8061/ (77) 9 8802-0684

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Juros menores e volume maior de recursos anunciados no Plano Safra 2017/2018 animam cotonicultores.

07 de Junho de 2017

O presidente Michel Temer e o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, anunciaram, na manhã desta quarta-feira (07/06), no Palácio do Planalto, o Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018, que, de acordo com o Governo Federal, é o de maior volume de recursos até hoje, para financiar a agricultura brasileira. Foram divulgados R$ 190,25 bilhões em crédito rural para médios e grandes produtores, disponíveis entre 1º de julho deste ano e 30 de junho de 2018.



Aliado ao aumento de recursos, o Governo Federal reduziu, entre um e dois pontos percentuais, os juros das operações. A taxa de juros para custeio de pequenos e médios produtores ficou em 7,5% ao ano, ante 8,5% no último Plano Safra. Já para os demais, a taxa saiu de 9,5% para 8,5% ao ano.



"A queda nas taxas de juros estão alinhadas com o que esperávamos, e são coerentes com a tendência geral da economia, de baixa da inflação e redução de juros definida pelo Conselho Monetário Nacional. As novidades ficaram por conta do volume maior de crédito e de um substancial aumento nos recursos destinados ao Seguro Rural. Isso prova que o governo está consciente da importância, cada vez mais evidente, do agronegócio para a economia brasileira", diz o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura.



Do total de crédito disponibilizado no Plano Safra 2017/2018, R$149,2 bilhões são para financiamento com juros controlados e R$39,1 bilhões, com juros livres.  Uma das mudanças mais expressivas se deu nos recursos destinados ao Seguro Rural, que teve incremento de 37,5%, saindo de R$400 milhões, em 2016/17, para R$550 milhões em 2017/18.



Os juros para o programa Moderfrota, voltado ao financiamento de máquinas e implementos agrícolas, caíram de 8,5% ao ano, no último Plano Safra, para 7,5% nesta edição, sendo de 9,8 bilhões o montante dotado para esta finalidade.  Já o programa Inovagro, dispõe de R$26 bilhões para projetos de inovação e tecnologia.



"A maior dotação de recursos é muito importante, uma vez que beneficia não apenas o produtor, mas a indústria e a sociedade como um todo. O Plano também avançou ao manter o limite por CPF. Para uma cultura como a do algodão, cujo custo por hectare é de, em média, R$7,5 mil, esse incremento é um avanço", disse o vice-presidente da Abrapa, que representou a instituição na solenidade, Júlio Cézar Busato. Os limites de financiamento são de R$1,5 milhão para os médios produtores (Pronamp) e de R$ 3 milhões para os demais.



07 de junho de 2017


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


(71) 9 8881-8064 / (77) 9 8802-0684

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa debate logística em seminário sobre o agro em São Paulo

02 de Junho de 2017

O descompasso entre os ganhos de eficiência na produção agrícola, progressivamente conquistados com a incorporação de novas tecnologias no campo, e a infraestrutura logística brasileira, em especial para o escoamento da safra e transporte de insumos, foram o pano de fundo do debate no painel "Logística e Infraestrutura: quais serão as fontes de financiamento?", durante o seminário Perspectivas para o Agribusiness 2017 e 2018, que teve dentre os convidados o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Arlindo de Azevedo Moura. O Seminário está na 16a edição, e é promovido pela B3 (Brasil Bolsa Balcão), empresa formada pela junção da BM&F Bovespa com a Cetip. O evento, realizado ontem (1°/06), no Centro de Convenções do WTC, em São Paulo, reuniu integrantes de diversos setores do agro, e nomes de peso da economia e do mercado.


No painel de logística, além do presidente da Abrapa, foi debatedor o diretor executivo do departamento de Oleaginosas da  Louis Dreyfus Company, Luis Barbieri, e o diretor de Desenvolvimento de Mercados e Clientes da empresa B3, Fabio Dutra, que moderou o painel.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Rabobank confirma parceria com o 11° Congresso Brasileiro do Algodão

01 de Junho de 2017

Evento que reúne os principais elos da cadeia produtiva do algodão, o 11° Congresso Brasileiro do Algodão (11°CBA) também terá a presença das instituições de crédito. Dentre elas, o Rabobank, banco responsável pelo financiamento de mais de 60% do algodão brasileiro. Na ocasião, o banco tratará em uma palestra sobre o crescimento das oportunidades no agronegócio, o que demanda um  sistema financeiro ágil e eficaz para acompanhar as mudanças e necessidades do setor. O 11° CBA acontecerá em Maceió, entre os dias 29 de agosto e 1° de setembro, sendo uma realização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Nesta edição, ele terá como tema o binômio Inovação e Rentabilidade.


De acordo com a diretora do Rural Banking do Rabobank Brasil, Fabiana Alves, a cada dia, a escala de produtores de grãos e de algodão se distancia dos volumes de recursos que podem ser atendidos pelo total subsidiado através dos planos de safra. "Portanto, o setor privado precisa atuar para garantir que exista disponibilidade de recursos financeiros compatível com a demanda e evolução do setor. A palestra que faremos no CBA vai abordar formas como os produtores podem ampliar seu acesso a estes recursos livres e obter o suporte financeiro desejado para seu crescimento", explica a diretora, que ressalta a importância da instituição fazer parte do Congresso.


Segundo Fabiana Alves, o Rabobank é um banco parceiro do agronegócio e líder no financiamento da cotonicultura brasileira. Por isso, não pode ficar de fora do Congresso Brasileiro do Algodão. "Ele é, para nós, uma oportunidade de encontrar os principais players da cotonicultura, de troca de conhecimento, conexão com a cadeia produtiva do algodão e discussões sobre desafios e inovações do setor", afirma. Ainda de acordo com a executiva, a programação, cuidadosamente elaborada pela Abrapa, garante a relevância das atividades, tornando-as atrativas a todos os participantes. "O banco tem orgulho de fazer parte do CBA", conclui. Durante o evento, técnicos do Rabobank irão apresentar e detalhar as linhas de crédito disponíveis para os cotonicultores interessados.


A participação do setor bancário também é celebrada pela Abrapa. "Não existe, nos moldes da atual cotonicultura, a possibilidade de plantar sem o apoio dos bancos públicos e privados. Crédito tem a ver com credibilidade, confiança. Ter o Rabobank conosco, no Congresso, também é uma prova de confiança que a instituição dá a este evento, que se firmou como referência no debate sobre o setor. Ficamos felizes com esta parceria", afirma o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura.


Para ter acesso à programação do CBA e outras informações, visite http://www.congressodoalgodao.com.br/


31 de maio de 2017


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa


(71) 9 8881-8064


(77) 9 8802-0684

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

SOU DE ALGODÃO – Com apoio ao Clube de Costura, Abrapa intensifica diálogo com o polo de produção e venda de roupas de Goiás.

31 de Maio de 2017

Nascido sob as luzes do São Paulo Fashion Week, como uma iniciativa que busca aumentar a participação do algodão na indústria têxtil e de confecções no Brasil, o movimento Sou de Algodão, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), dá mais um passo rumo à meta, ao mirar um dos maiores polos fabris do Brasil, o goiano. Na última segunda-feira, com a inauguração do fashion coworking Clube de Costura, que conta com seu apoio, a Abrapa iniciou o diálogo com lojistas da região, que concentra 58,6% das unidades de confecção do centro-oeste, com produção aproximada de cinco milhões de peças de vestuário ao mês. A estratégia da associação, que hoje já desenvolve um trabalho junto a estilistas renomados, como Martha Medeiros e Alexandre Herchcovitch, é, através da ênfase aos diferencias positivos da matéria-prima, despertar o desejo pelo produto tanto por quem cria as peças, quando pelo consumidor.



Para falar sobre moda, criatividade e agregação de valor, a Abrapa convidou a jornalista setorizada em moda, Lilian Pacce, para um "bate-papo" durante a inauguração, que contou com a presença do presidente da entidade, Arlindo de Azevedo Moura, de membros da diretoria, de empresas da cadeia produtiva do algodão, além do presidente da holding Novo Mundo, Carlos Luciano Martins Ribeiro.



Em seu discurso, Arlindo Moura lembrou que o algodão participa hoje com 54% da matéria-prima utilizada pela indústria nacional, e há espaço para ampliar o market share. "Começamos o projeto almejando subir dez pontos percentuais. Hoje vemos que podemos ir mais longe, se o consumidor perceber as vantagens da fibra natural em relação à sintética, e entender que qualidade não necessariamente implica em preço alto", afirmou.



De acordo com o presidente, o senso comum justifica a escolha por fios como o poliéster por causa do suposto preço mais baixo. "O custo do algodão corresponde, em média, a 2% do valor da peça. Então, não se pode dizer que ela encarece o produto final, mesmo quando o preço da commodity sobe. Se a confecção entende que pode baixar um pouco sua margem e optar por um material melhor, todo mundo ganha", afirmou.



Para João Carlos Jacobsen, ex-presidente da Associação, em cujo mandato o Sou de Algodão foi concebido e lançado, o desafio do movimento é mostrar para o cliente potencial a qualidade do algodão e seus diferenciais positivos. "Temos de trabalhar a cultura de olhar a composição do tecido na etiqueta. É um caminho longo, mas possível. Os americanos fazem isso há 60 anos e têm sucesso nessa empreitada", diz Jacobsen. "Não é o algodão que define o preço da peça. Não conseguimos entender como o nosso algodão, que vale R$6 o quilo, vira uma camisa masculina de R$250", questiona.



Mega Moda



O Clube de Costura está instalado no Mega Moda Shopping, empreendimento da holding Novo Mundo, situado na movimentada "região da 44" da capital goiana, verdadeira "meca" varejista e atacadista do Brasil central. Só em 2016, passaram pelo shopping 6,7 milhões de pessoas – 535 mil ao mês – oriundas de mais de 150 cidades  de todo o país. Cada pessoa gasta, em média, R$5 mil em compras. Com o Clube de Costura, Abrapa e Mega Moda querem incentivar a criação autoral, desenvolver novos talentos, na medida em que tornam mais acessível a realização de projetos e protótipos. O apoio ao coworking é o marco zero para intensificar a parceria, que une as duas pontas da cadeia produtiva, produção e consumo.



"Nossos consumidores são majoritariamente mulheres, acima de 25 anos, que compram para revender a chamada 'modinha', a tendência da estação. O incentivo à criação e ao uso de matérias-primas de qualidade, como o algodão brasileiro, pelas confecções, pode agregar valor às peças, com benefícios compartilhados para toda a cadeia", diz o diretor presidente do grupo Novo Mundo, do qual faz parte o Mega Moda Shopping, Carlos Luciano Martins Ribeiro.



Tendência



A palavra "compartilhado" ajusta-se ao conceito de coworking, uma tendência atual de estruturas coletivas de trabalho, cada vez mais comum. O Clube de Costura é um grande ateliê, com máquinas de costura, mesas de corte, e toda a infraestrutura e aparelhamento necessários ao desenvolvimento de coleções e produtos de moda, além de livros e material de referência. O espaço conta também com um café e sala de reuniões e eventos, com capacidade para até 40 pessoas. "A ideia foi criar um lugar inspirador e funcional que favoreça não apenas o fazer, mas o criar", explica o consultor do projeto, Leandro Pires. A um custo que varia de R$8 a R$10 por hora, qualquer pessoa pode usufruir do Clube de Costura, e os associados terão benefícios especiais.



O perfil do público do polo goiano é estratégico para a Abrapa. "Crescer 10% nesse segmento representa um volume muito representativo de incremento para o nosso setor", explica João Carlos Jacobsen.



Múltiplos usos



De acordo com a convidada da noite de inauguração, a jornalista Lilian Pacce, apresentadora do programa GNT Fashion, na rede de TV fechada GNT, o algodão é muito importante para a moda, mas as pessoas nem sempre têm consciência do que vestem. "A partir do momento em que se conta a história daquele tecido, de onde ele veio, o que aconteceu com ele ao longo da cadeia produtiva, quais as características daquele material e por que é 'legal' usar, muda-se a relação de consumo. Por isso, campanhas como essa (Sou de Algodão), são muito importantes", afirma.



O conforto e o despojamento, atributos muito ligados às peças de algodão, não significam, na opinião da apresentadora, que a matéria-prima não possa ser chique. "Temos tricolines maravilhosas que já foram usadas em vestidos de festa de grandes marcas da alta costura. O algodão possibilita muitos usos, inclusive os sofisticados", diz.



A criação, segundo Lilian Pacce, é o único recurso infinito, e sem ela não existe moda. Ela é um valor. O autoral não é descartável e nem sempre precisa ser caro; muito embora, não raramente seja. É preciso entender que existe um trabalho que existe por traz de cada criação, e se paga por isso", conclui.



31 de maio de 2017


Imprensa Abrapa


Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Anvisa altera RDC do Paraquate

29 de Maio de 2017

Após reunião realizada na manhã desta terça-feira (28/11), a Anvisa (Dicol) decidiu alterar dois tópicos da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) Nº 177, que trata do banimento do ingrediente ativo Paraquate nos agroquímicos no Brasil e sobre as medidas transitórias de mitigação de risco.



O uso do produto como dessecante, que estava proibido desde a publicação da resolução, no último dia 21 de setembro, será permitido pelos três anos que antecedem a proibição total da molécula, caso não se apresentem novas evidências científicas que excluam o potencial mutagênico do Paraquate em células germinativas e garantam a exposição negligenciável em todas as etapas de possível contato com o produto.



A outra mudança se deu no prazo estabelecido para que seja anexado o Termo de Conhecimento de Risco e Responsabilidade à receita agronômica obrigatória para a aquisição de derivados do Paraquate. Antes, ele era de 60 e foi alterado para 180 dias.



Na cotonicultura, o Paraquate é usado basicamente para a destruição das soqueiras e tigueras e também nos sistemas de plantio direto na palha, não sendo aplicado como dessecante antes da colheita.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa investe na captação de novos parceiros para a segunda fase do movimento Sou de Algodão.

28 de Maio de 2017

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), lançado em outubro do ano passado na São Paulo Fashion Week, dará início à segunda fase no mês de junho. Se, no primeiro momento, a estratégia foi "falar" para criadores de conceito, designers e  promotores de eventos de moda, a Abrapa agora expande o diálogo para o público varejista. O objetivo desse trabalho é, através da informação, da divulgação das vantagens da matéria- prima e da associação positiva entre os atributos da fibra e os de quem a usa, fomentar o consumo no mercado interno. Para fortalecer movimento, a Abrapa está abrindo a possibilidade de parcerias e, no último dia 23, reuniu-se com empresas diversas durante todo o dia, em São Paulo.



De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, a ideia dos encontros foi envolver a cadeia produtiva. "Queremos que mais empresas e instituições abracem o projeto, porque ele é benéfico de ponta a ponta da cadeia. Uma das características do setor do algodão é a capacidade de enxergar longe e investir em bons projetos", diz o presidente.



Moura enfatiza a sustentabilidade e a qualidade, que caracterizam o algodão brasileiro, como valores que podem ser reconhecidos pelo público consumidor. "Nosso algodão é sustentável ambiental, social e economicamente graças ao engajamento geral de quem participa do processo produtivo. Ao mesmo tempo, somos reconhecidos mundialmente como uma origem de qualidade da commodity, o que pode gerar preferência no ponto de venda", afirma. Participaram da primeira rodada de reuniões, Monsanto, Ihara, Bayer, John Deere, CCAB, UPL, Basf e Rabobank.



Coworking


Como marco dessa nova etapa, a Abrapa elegeu o estado de Goiás, grande polo produtor de roupas e dono de um parque fabril de quase 10 mil empresas de confecções, para ser o piloto em uma parceria que envolve tanto o apoio à criação de moda, quanto um trabalho de conscientização entre lojistas e consumidores. Por isso, a entidade, através do movimento Sou de Algodão, está dando suporte ao primeiro fashion coworking de Goiás, e um dos pioneiros no país, o Clube de Costura, que será inaugurado no dia 29 de maio, às 20h, no Mega Moda Shopping, em Goiânia. A programação do evento contará com um bate-papo com a  jornalista de moda e escritora Lílian

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter