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Nova Tecnologia

10 de Agosto de 2018

Uma nova tecnologia geneticamente modificada para o algodão foi aprovada pela Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio) no início deste mês de agosto. Trata-se do algodão Widestrike 3, da Dow Agrosciences. O deferimento foi expedido na última reunião da Comissão, e, a partir daí, a empresa obtentora tem de submeter as variedades de algodão com a nova tecnologia para o Registro Nacional de Cultivares (RCN), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que, só após essa etapa, será liberada para o mercado.


O Widestrike 3 é uma nova geração da tecnologia, com maior eficácia contra lagartas, graças à combinação de três proteínas Bt: Cry1F, Cry1Ac, VIP3A. Ela também possui tolerância ao herbicida glufosinato de amônio (gene Pat), mas não ao glifosato. Essa última característica faz com que a cultivar possa se tornar uma opção na estratégia de manejo das plantas voluntárias de algodão pelo produtor, facilitando o cumprimento do vazio sanitário exigido por lei para o controle do bicudo do algodoeiro. As cultivares com a nova tecnologia foram desenvolvidas para o Brasil, que enfrentou nas safras recentes uma grande pressão de lagartas nas lavouras. Uma versão com tolerância ao glifosato já foi aprovada no Japão, México e Coreia do Sul.


A aprovação da CTNBIO aplica-se para o cultivo, produção, manipulação, transferência, comercialização, importação, exportação, armazenamento, consumo da liberação e do descarte do organismo geneticamente modificado e de seus derivados para fins comerciais. Quatro outros processos para OGM de algodão ainda tramitam na CTNBio.


Para o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Arlindo de Azevedo Moura, a novidade é bem-vinda. “A pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias em cultivares transgênicas, junto com o melhoramento genético, tem sido fundamental para o Brasil avançar na produtividade, como tem acontecido nos últimos vinte anos”, afirma.

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Sou de Algodão brilha na passarela da Casa de Criadores, em São Paulo

30 de Julho de 2018

No último dia 23, o movimento Sou de Algodão estreou na passarela da Casa de Criadores, evento de moda de vanguarda, conhecido por revelar novos estilistas nacionais, que aconteceu até o dia 27 de julho, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP). Além de uma coleção assinada por 16 estilistas que se destacaram na história da Casa de Criadores, em colaboração com 16 marcas parceiras do Sou de Algodão, o movimento também teve lugar de destaque na semana de moda, com um lounge no qual o público visitante pode conhecer mais sobre a iniciativa da Abrapa e a produção de algodão no Brasil, interagindo com a fibra e com os números do setor, estes últimos dispostos em mobiles, e apresentados também num passo a passo da cadeia produtiva, nas paredes e no chão do estande. Uma lavoura com algodoeiros de verdade foi reproduzida no local, que contou ainda com fardos verdadeiros da pluma, iguais aos que seguem para a indústria têxtil dentro e fora do país.


A estratégia da Abrapa com a ação foi chamar a atenção dos criadores para as possibilidades que a matéria-prima oferece, que vão do casual ao chic. O evento tem curadoria do jornalista, empresário e agitador cultural André Hidalgo, diretor criativo da mostra. Para o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, a participação na Casa de Criadores é um passo muito importante para o movimento, que, na fase atual, tem como um dos targets os estilistas,designers e profissionais de criação de moda.


“Se queremos conquistar o consumidor final e atingir a meta de incrementar o mercado nacional em dez pontos percentuais em cinco anos, precisamos ter produtos interessantes e desejáveis em algodão. Somente através dos criadores de tendências e daqueles que as tornam objetos de desejo comercializáveis, conseguiremos atingir o nosso objetivo”, explica Arlindo Moura. O presidente da Abrapa lembra que o movimento foi apresentado aos players de moda do Brasil durante a São Paulo Fashion Week, na edição de outubro de 2016. “Eventos com a SPFW e a Casa de Criadores são palcos estratégicos para a consolidação do Sou de Algodão”, afirmou.


A coleção Sou de Algodão abriu os desfiles na segunda-feira, ao som da voz potente da cantora Xênia França, referência de empoderamento feminino na atualidade. Os estilistas e marcas que criaram as peças conceituais desfiladas foram Fernando Cozendey, para Track&Field; Ben (Leandro Benites), para Martha Medeiros; Isaac Silva, para Bordana; Weider Silveiro, para Inbordal; Renata Buzzo, para Mon Petit; Neriage (Rafaella Caniello), para Toalhas Appel; Felipe Fanaia, para Estyllus; Rocio Canvas (Diego Malicheski), para Cor com Amor; Rober Dognani, para Cataguases; Diego Fávaro, para ITM Têxtil; Igor Dadona, para Cêdro Têxtil; Ken-Gá (Livia Barros), para Mensageiro dos Sonhos; Martins Tom, para Ahmar Manifesto; Another Place (Rafael Nascimento), para Santanense; Alex Kazuo, para Vicunha e Heloisa Faria, para Canatiba.

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Reunião CTIA

25 de Julho de 2018

A Câmara Temática dos Insumos Agropecuários (CTIA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) reuniu-se na última segunda-feira (23/07), na sede do Ministério, em Brasília, tendo como foco das discussões dois dos mais importantes temas para o agro na atualidade, o Projeto de Lei 6299/02, que regula os defensivos fitossanitários e o tabelamento do frete, reflexo da greve dos caminhoneiros que impacta nos custos de produção e ameaça a competitividade do setor. Durante a reunião, o consultor técnico Edivandro Seron explanou sobre as mudanças no registro propostas pelo PL para modernizar a aprovação de novos produtos.


“A alterações têm encontrado grande resistência na sociedade devido, principalmente, à falta de informação”, argumenta Seron. Para o presidente da CTIA, que é vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Júlio Cézar Busato, há um grande descompasso entre o está sendo divulgado na mídia para a população e o conteúdo do PL. “Trata-se de uma adequação da lei à realidade no campo, que mudou radicalmente nas últimas três décadas, graças à incorporação de tecnologias e ao aprimoramento do manejo, que fizeram do país um dos grandes líderes mundiais em produção e produtividade de alimentos, fibras e energia”, defende.


Segundo Busato, desburocratizar os processos permite colocar em circulação moléculas mais eficazes, importantes para quebrar a resistência das pragas e doenças aos princípios ativos que hoje são disponíveis. “Um produto que é usado muitas vezes, por muito tempo, perde eficácia e demanda doses cada vez maiores para que se obtenham resultados. Isso traz sérios problemas ambientais e econômicos”, explica.


A CTIA entende que o Mapa deve ser o certificador dos defensivos, “pela natureza da sua atuação, em contato direto com os agricultores e ciente dos problemas que estes enfrentam”. O vice-presidente da Abrapa ressalta que o protagonismo do Ministério não exclui Anvisa e Ibama, uma vez que as decisões serão colegiadas. “Somente adequando a legislação de defensivos, poderemos manter a competitividade junto aos nossos concorrentes que, em sua maioria, já modernizaram seus processos de registros”, conclui Busato.



Tabelamento


Outro assunto debatido foi o tabelamento dos fretes, resultado direto da greve dos caminhoneiros, e os impactos negativos que estão ocorrendo hoje na comercialização e entrega da safra colhida, com atraso no escoamento dos insumos agrícolas, principalmente, os fertilizantes, necessários ao próximo plantio.

“Os membros da câmara se comprometeram a enviar, até a próxima sexta-feira, uma estimativa das perdas que serão provocadas em cada setor, se esta tabela continuar vigente. Os números serão enviados à Secretaria de Política Agrícola, para auxiliar nas informações do Mapa”, disse Busato.



Mandato renovado


Na ocasião, integrantes da câmara sugeriram ao Mapa que o mandato de Júlio Cézar Busato seja prolongado, mantendo-o no cargo por mais dois anos.

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Fardos personalizados com a marca do movimento Sou de Algodão colorem colheita em 2018

16 de Julho de 2018











A Tama Brasil, fabricante do RMW, filme plástico que protege os fardos nas lavouras de algodão, em conjunto com a Abrapa, lança edição limitada dos famosos invólucros amarelos, que estão sendo estrategicamente distribuídos em fazendas à beira das rodovias em Mato Grosso e Bahia.



A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a empresa israelense Tama estão promovendo uma ação inédita no Brasil para a divulgação do movimento Sou de Algodão: uma série especial de fardos personalizados com a logomarca do movimento, distribuídos em fazendas escolhidas em Mato Grosso e Bahia, que possuem lavouras às margens das rodovias. A iniciativa coincide com um ano de expectativa de safra recorde, em que se espera que o país produza dois milhões de toneladas de algodão em pluma. Os filmes logotipados com a marca do Sou de Algodão foram impressos em Israel, suficientes para produzir aproximadamente 1950 fardos cilíndricos. Lançado em 2016, na São Paulo Fashion Week, o movimento Sou de Algodão visa o incremento do consumo da fibra no mercado interno, através do reforço das vantagens da matéria-prima natural para a saúde, o conforto, o meio ambiente e o estilo, tendo a moda como interface com o público final. O plano da Abrapa é, em cinco anos, elevar o consumo de algodão no Brasil em dez pontos percentuais.


Nos Estados Unidos, a Tama já utiliza os filmes como mídia para campanhas de combate ao câncer de mama e de personalização das fazendas de clientes. No Brasil, a experiência é inédita. “É uma ideia muito interessante, uma vez que cada fardo é um grande outdoor e que o acondicionamento do produto é feito a céu aberto. A proposta de fazer a ação partiu da própria Tama e foi acolhida com entusiasmo”, explica o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura.


Para o gerente de Vendas e Marketing da Tama Brasil, Bruno Caetano Franco, o Sou de Algodão é uma iniciativa importante para todo o setor algodoeiro, e não apenas para o produtor. “Além de ser algo que beneficia diretamente o consumidor final, ele contribui para o desenvolvimento econômico do país ao longo de toda a cadeia produtiva”, afirma. Segundo o executivo, a empresa planeja figurar oficialmente como apoiadora do movimento, em 2019.


A Tama tem uma unidade industrial em Feira de Santana, na Bahia, desde 2014, mas seus produtos chegaram ao mercado brasileiro em 2011, associados ao advento das colheitadeiras da marca americana John Deere, JD7760 e CP690, consideradas uma revolução no modo de colher algodão em todo o mundo. Hoje, aproximadamente, 60% das lavouras de algodão no Brasil já utilizam a tecnologia, produzindo mais de 1,3 milhão de fardos.  “A John Deere desenvolveu uma tecnologia que permitiu a colheita e o enfardamento simultâneo do algodão na própria lavoura, e a Tama, que já tinha a tradição em fabricar produtos para enfardamento de outros cultivos agrícolas, como o feno, assegurou o fornecimento do filme para as máquinas”, explica o gerente. Hoje a companhia israelense, que detém a patente dos filmes, é o único fornecedor mundial.



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Cotton Trip 2018

13 de Julho de 2018

Professores e coordenadores de cursos de moda, design e belas artes de cinco das mais importantes universidades de São Paulo deixaram, na quarta-feira (11/07), a sala de aula para conhecer in loco de onde vem, como é produzida, processada e classificada a mais importante matéria-prima utilizada pela indústria têxtil em todo o mundo, o algodão. A iniciativa foi promovida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), na fazenda Pamplona, propriedade do Grupo SLC Agrícola, localizada a 90km de Brasília. A última parada da expedição foi na sede da associação, na Capital Federal, onde também está o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), laboratório central de classificação instrumental da fibra. A aproximação com a academia é parte da estratégia do movimento Sou de Algodão, lançado pela Abrapa em 2016 para estreitar o relacionamento entre os elos da produção e do consumo na cadeia produtiva da fibra no Brasil, e, consequentemente, incrementar o mercado nacional.


Faculdade Santa Marcelina, Fundação Álvares Penteado (FAAP), Istituto Europeo Di Design (IED), Belas Artes, e Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) foram as instituições que participaram da expedição, batizada pela Abrapa de Cotton Trip. Nenhum dos 16 acadêmicos presentes conhecia uma fazenda de algodão típica da moderna cotonicultura, que vem sendo praticada no cerrado desde o final da década de 80, conhecidas como “verdadeiras indústrias a céu aberto”.


O grupo foi ciceroneado pelo presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, e pelo diretor de RH e Sustentabilidade da SLC Agrícola, Álvaro Dilli, que contextualizaram a cotonicultura na produção agrícola do cerrado, com ênfase na sustentabilidade, no status alcançado pelo Brasil na produção e na exportação da commodity, assim como na liderança mundial do país em produtividade sem uso de irrigação. De acordo com Moura, o Brasil vai colher dois milhões de toneladas na safra que está em curso (2017/2018), dos quais 700 mil toneladas abastecem o mercado interno, atendendo completamente à demanda nacional, e o restante é exportado, principalmente, para os países da Ásia.


“Já nesta safra, devemos ultrapassar a Austrália, tornando-nos o segundo maior exportador mundial. Há ainda muito potencial para o Brasil, que produz sem necessidade de subsídios governamentais e sem depender de irrigação, ao contrário do que acontece com dois de nossos grandes concorrentes, respectivamente, os Estados Unidos e a Austrália. Por isso, nos baseamos na sustentabilidade para avançar e consolidar as nossas posições”, afirma o presidente da Abrapa.


A sustentabilidade – ambiental, econômica e social – foi uma das linhas-mestras das apresentações que precederam as visitas dos professores nas diversas áreas da fazenda, desde a lavoura à usina de beneficiamento, passando pelas áreas administrativas e de convivência. A Pamplona é certificada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), da Abrapa, e licenciada pela Better Cotton Initiative (BCI). No Brasil, a Abrapa e a ONG suíça BCI operam em benchmarking. O país responde por 30% de toda a fibra licenciada pela BCI no mundo, sendo o líder global em fornecimento de algodão sustentável.


Por conta da logística, adaptada para concentrar as atividades em um único dia, o circuito percorrido pelos professores na fazenda não foi linear. O grupo conheceu primeiro a usina de beneficiamento da Pamplona. Lá, o algodão colhido nas lavouras chega em fardos cilíndricos, que são desfeitos para que os capulhos sejam descaroçados, e o algodão separado em subprodutos. A usina da Pamplona tem capacidade para processar, em média, 40 fardos por hora, o que resulta em, aproximadamente, 65 mil fardos por safra. A parada seguinte foi a sala de take up, onde é feita a classificação visual do algodão, com destaque para as suas características extrínsecas, como a cor. Os visitantes puderam tocar a pluma beneficiada e compará-la às amostras contidas nas caixas-padrão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A visita à lavoura foi um dos pontos altos da programação.


O coordenador da Belas Artes, Fernando Puccetti Laterza, se disse impactado com tudo o que viu. “Não imaginava como era o processo produtivo do algodão no campo. Além disso, ter o contato com a terra, com o sol, sentir os cheiros, ver as emas no meio da lavoura, ver os pássaros comendo as sementes, a mão de obra operando, me ajudou a ter uma dimensão do processo todo. Vou passar ainda muito tempo digerindo tudo o que vi e ouvi. Foi muito rico e intenso”, conta. Já no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília, o grupo aprendeu sobre as características intrínsecas do algodão, aferidas pelo High Volume Instrument (HVI), tecnologia que mensura com precisão aspectos como finura, cumprimento, resistência, reflectância, micronaire, dentre outras.



Invertendo a curva


Em sua apresentação, o diretor de RH e Sustentabilidade da SLC, Álvaro Dilli, destacou que as características do algodão, como o fato dele ser natural, aconchegante, antialérgico e agradável ao toque, eram responsáveis pela participação de 70% da fibra nas roupas da população brasileira nos anos de 1970. “Sintéticos e artificiais ficavam com 30%. Nos anos recentes, essa relação se inverteu. Mas a conscientização do consumidor para a sustentabilidade tem gerado uma demanda importante, que está começando a reverter esse quadro”, afirmou.


Segundo o coordenador do bacharelado de moda da Faculdade Santa Marcelina, Nelson Kume, a grande participação dos tecidos sintéticos no guarda-roupas das pessoas vem de aspectos como praticidade e preço, e também de uma suposta aparência de glamour. “O sintético tem um aspecto visual que remete a uma certa riqueza, ao chique, por causa do brilho e da textura do poliéster. Mas a tecnologia traz novos tipos de beneficiamento, e até de constituição de matéria têxtil. Com o tempo e pesquisa, vai-se conseguir incorporar essas características no algodão. Hoje há alguns efeitos muito interessantes, como jeans e brim resinados, mas pode-se desenvolver muito mais”, ponderou.



Teoria e prática


Nelson Kume relata que, quando foi convidado a participar da expedição, sua preocupação era sobre como lidar com os dois extremos da cadeia produtiva: usuários de produtos têxteis e produtores de fibras. “O que mais me surpreendeu foi o nível de planejamento e organização desse empreendimento e do setor. Não imaginava que eram tão bem estruturados e evoluídos em termos de tecnologia”, relata. Ele diz estar pensando nas formas de levar isso aos seus alunos e à instituição e, também, que a visita o fez refletir sobre a importância que, no Brasil, se dá às coisas vindas de fora. “Na visita, a gente percebeu que é o momento de criar a cultura da autovalorização”, concluiu.


Para Marco Antonio Andreoni, professor de design de moda da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ver o processo de produção da matéria-prima dá ao profissional de moda a dimensão real da viabilidade de uma ideia.  “Você adquire uma noção das distâncias e está vendo as coisas acontecerem. Esse contato direto é muito mais esclarecedor e volta para o processo criativo, porque você entende o encadeamento de aspectos que que geralmente estão ausentes quando se tem uma ideia, tornando-a muito mais factível; as dúvidas ficam menores. Então, seu projeto vai precisar de menos ajustes, o que diminui os tempos e resulta em muitos ganhos”, ele explica. “A fazenda é uma indústria que cuida da matéria-prima. Nunca tinha visto igual. Ir até a origem faz toda a diferença”, afirma.

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Sustentabilidade e moda em evidência no Dia do Algodão, em Goiás.

02 de Julho de 2018

O presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, participaram nesta sexta-feira, 29/06, da 15ª edição do Dia do Algodão, realizado pela Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), na sede do Instituto Goiano da Agricultura (IGA), em Montividiu/GO.


“Tecnologias para Sustentabilidade” foi o tema do evento, que destacou, entre as atrações agronômicas e científicas, um espaço para o movimento Sou de Algodão e as parcerias da iniciativa, que fomenta o consumo da fibra no mercado interno, através de ações de esclarecimento voltadas para o consumidor final.


Além dos estandes do circuito técnico, que expuseram o que há de mais avançado em tecnologias para a cotonicultura, o público presente conferiu a coleção conceitual produzida em algodão pelos alunos do curso de moda da faculdade Estácio de Sá, de Goiânia, lançada no início de junho, durante o 5º Estácio Fashion Design. “A presença do Sou de Algodão gerou muito interesse, e o desfile dos alunos da Estácio chamou atenção por sair totalmente do script de eventos como dias de campo, o que foi muito interessante”, afirmou Manami Torres, da Markestrat, consultoria responsável pelo plano estratégico da iniciativa da Abrapa.



Bom momento


Na safra 2017/ 2018, a área plantada em Goiás cresceu 23%, subindo de 26,5 mil hectares para 32,67 mil hectares. A colheita avança no estado, com produção total de algodão em pluma estimada em 54,5 mil toneladas. “Como sempre, o Dia do Algodão surpreende pela organização e pela qualidade técnica. O estado, assim como o país, vive um momento muito positivo na cotonicultura, e isso se reflete no engajamento do público que vimos aqui”, afirmou Arlindo Moura.

O presidente da Agopa, Carlos Moresco, disse que o sucesso do Dia do Algodão em 2018 resultou de um ano de trabalho da Agopa junto ao Instituto Goiano de Agricultura. “Mais que isso, contudo, ele é o reflexo de oito anos de luta para recuperar a cultura do algodão em nosso estado, cuja área, recentemente, vem crescendo após safras de retração”, concluiu Moresco.

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Milton Garbugio é o novo presidente do Conselho de Ética do Algodão

26 de Junho de 2018

O vice-presidente da Abrapa, Milton Garbugio, assumiu, no dia 22 de junho, a presidência do Conselho de Ética do Algodão, cargo que ocupará de junho de 2018 a junho de 2020. Esta é a segunda vez que a Abrapa ficará à frente da instituição. A primeira foi no mandato de Haroldo da Cunha, de 2008 a 2010.


Formado pelas entidades de representação da cadeia produtiva da fibra, Abrapa, BBM, Anea e Abit, o Conselho tem sido um âmbito de solução amigável de conflitos no cumprimento dos contratos comerciais com a commodity, desde que foi fundado, em 28 de novembro de 2007.


“É muito evidente o efeito do Conselho de Ética no ambiente de negócios. Nos dois anos em que estive na presidência, foram poucos casos a resolver, e as arbitragens em instâncias como o ICA e a BBM diminuíram bastante. De forma transparente e esclarecedora, as dúvidas têm sido dirimidas e as partes envolvidas resolvem suas questões mais rapidamente”, afirma Marco Antônio Aluísio, que antecedeu Garbugio.

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Abrapa, Agopa e Sou de Algodão apoiam 5º Estácio Fashion Design

25 de Junho de 2018

Na noite de terça-feira, 19/06, alunos e professores do curso de moda da faculdade Estácio de Sá de Goiânia organizaram o 5º Estácio Fashion Design no Mega Moda Shopping. O desfile apoiado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Goiana de Produtores de Algodão (Agopa) e o movimento Sou de Algodão teve como tema central “A Saga do Algodão“, onde os alunos apresentaram suas peças de vestuário produzidas a partir da fibra natural. Na abertura do evento foi promovida uma mesa redonda com a participação de Carlos Alberto Moresco, presidente da Agopa, André Franco, superintendente de Economia Criativa e Solidária do Estado de Goiás, Walério Araújo, estilista homenageado pelos estudantes e Suely Calafiori, coordenadora do Projeto de Extensão em Design de Moda da Estácio e mediadora do bate-papo.


Moresco abriu a conversa em torno dos diversos setores da cadeia produtiva do algodão e apresentou ao público os avanços brasileiros para uma produção cada vez mais sustentável. “No Brasil, 78% do algodão produzido é certificado ABR e 69% dele tem licença internacional BCI, e, em Goiás, 100% dos produtores são certificados pelo Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR). Hoje podemos ficar tranquilos em relação ao uso da pluma, pois estamos também garantindo relações justas de trabalho e a preservação do meio ambiente, comprovados por meio da certificação anual que é feita nas propriedades”.


Sobre o Sou de Algodão, Moresco complementou: “o movimento vem para mostrar para a população o quão importante é o uso da fibra natural, produzida dentro dos conceitos de produção sustentável e esclarece que, quando esse fio natural é utilizado, toda a cadeia produtiva é incentivada”.


O algodão e a moda se enquadram no que o superintendente para Economia Criativa e Solidária, André Franco, considera como inovadora. “É a economia do século 21, mais resistente a crises econômicas. Estamos finalizando um estudo sobre o PIB criativo de Goiás e os valores são surpreendentes”, comemora.

O homenageado, e destaque da noite, o estilista Walério Araújo, inspirou os alunos com sua trajetória na moda brasileira. “Cada aluno criou uma peça inspirada na minha trajetória, este é o desafio, sobretudo porque utilizou materiais em algodão. Existe um preconceito com os tecidos em algodão, das pessoas acharem que a roupa não pode ser glamorosa, mas pode ser sim. Vai na modelagem, vai na estrutura e pode ser criado algo ainda mais bonito do que já é associado ao glamour. O algodão é, sim, glamoroso e é um tecido extremamente atemporal”, posicionou.


Após a mesa redonda com representantes da moda, da cotonicultura e do Poder Público, foi a vez de conferir a produção dos alunos de Design de Moda. As peças continham, no mínimo, 80% de sua composição em algodão, mas muitos figurinos foram totalmente feitos a partir da fibra natural. É o caso da aluna Letícia Moraes, que se envolveu com a proposta do desfile para construir sua própria identidade: “Entender a Saga do Algodão foi importante para minha formação profissional e criativa”, disse.


Mateus Zuppa também produziu peças e participou da organização do desfile. O aluno não encontrou dificuldade para trabalhar com algodão. “Eu havia usado algodão em outros desfiles. A diferença agora foi que a escolha do tecido antecedeu a criação da peça. Para a coordenadora do Projeto de Extensão em Design de Moda da Estácio, Suely Calafiori, os alunos foram a fundo na pesquisa do algodão, das origens às possibilidades de uso na moda. “Quando entenderam a importância de ser sustentável, o trabalho deles mudou”, resumiu.



Sobre o “Sou de Algodão”


Sou de Algodão” é um movimento que incentiva o uso desta fibra natural, essencial na moda e no bem-estar do brasileiro, e tem como objetivo conscientizar o consumidor final sobre os benefícios da matéria-prima e as práticas responsáveis da cotonicultura. É uma iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA).

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51ª reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados

25 de Junho de 2018

A colheita da safra 2017/2018 de algodão segue em marcha acelerada no Brasil e a expectativa dos produtores é de um novo recorde na produção nacional, de 2,015 milhões de toneladas de algodão em pluma, ante a marca alcançada em 2011, de 1,959 milhão de toneladas. Outro marco esperado para a cotonicultura brasileira, em 2018, é a escalada de uma posição no ranking dos maiores exportadores mundiais, superando a Austrália, e ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. De julho deste ano até junho de 2019, a previsão de embarques de pluma para exportação é de 1,170 milhões de toneladas, considerando a produção nacional esperada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Os números foram divulgados durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), ocorrida na última sexta-feira (22), durante a programação do XVII Anea Cotton Dinner, tradicional encontro promovido pelos Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), na ilha de Comandatuba, na região Sul da Bahia.


De acordo com o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, o crescimento da área plantada de 26% e a produtividade em torno de 1,7 mil quilos de pluma por hectare respondem pelo aumento de produção também na ordem de 26%. “Nesses últimos dois anos, a produção cresceu quase 60% e o primeiro levantamento da safra 2018/2019 já indica um crescimento na intenção de plantio de cerca de 12,5%, elevando a área plantada com algodão para 1,330 mil hectares. Se o clima ajudar e a produtividade se mantiver em linha com o que alcançamos na safra 2016/2017, o país poderá colher, na próxima safra, 2,26 milhões de toneladas de pluma”, antecipa Moura.


O crescimento de dois dígitos ao ano na área plantada deve continuar e reflete, segundo o presidente da Abrapa, o reconhecimento alcançado pelo algodão brasileiro no mercado internacional. “Hoje temos um produto que se equipara em qualidade ao dos Estados Unidos – que detém 40% das exportações – e muito próximo do australiano, considerado o melhor em qualidade, graças ao clima ‘controlável’ que a irrigação em 100% da área garante àquele país”, explica. No Brasil, as condições naturais do cerrado, que permitem o plantio na estação das chuvas e a colheita na seca, favorecem a produção em regime de sequeiro, com uso da irrigação em apenas 4% da área total de lavouras. “Ainda assim, alcançamos excelência na qualidade, com o bônus de termos uma produção sustentável, tanto ambiental quanto economicamente falando, porque a energia elétrica, que seria necessária para mover os pivôs, é muito cara”, afirma.



Exportações


Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski, o avanço sobre a posição da Austrália no ranking de exportadores, ainda nesta safra, é um marco importante do país, e a expectativa é de que, já na safra 2018/2019, o Brasil se encaixe como segundo maior exportador mundial. “Isso aumentará a sua participação e presença no mercado global e fortalecerá o país como fornecedor nos principais mercados consumidores, uma vez que terá à frente apenas os Estados Unidos, que respondem por 40% das exportações de algodão no comércio mundial”, afirma.


A guerra comercial entre Estados Unidos e China reflete no algodão brasileiro, diz Snitcovski, sobretudo, na volatilidade do mercado, por conta da incerteza criada pela tensão entre os dois países. “É fato que a China deixou de ser o maior importador de algodão, sendo substituída por Bangladesh e Vietnã, mas, já na temporada 2018/2019, volta com a previsão de se posicionar como um dos maiores importadores, com a redução dos estoques de reserva e manutenção da necessidade de suprir o déficit entre produção e consumo. Precisamos acompanhar muito de perto o que vai acontecer, e o que vai nos favorecer ou não, uma vez que se tratam de dois grandes players”, pondera. Ele acredita que, para o Brasil, com uma produção maior, será uma oportunidade de o país voltar a crescer em fornecimento de algodão para a China. “Apesar da volatilidade, o mercado depois vai se ajustar e, consequentemente, a participação dos países exportadores, em cada mercado consumidor”, prevê.



Indústria em alerta: Abit revê os números do setor


O clima de otimismo que marcava a indústria, representada na Câmara Setorial do Algodão e Derivados pela Associação Nacional da Indústria Têxtil e de Confecções (Abit), diminuiu em relação à reunião anterior, realizada no início de abril. A Abit reviu a estimativa de crescimento do setor, que na ocasião era de 3,5% para o segmento de confecção, de 4 a 4,1% para a indústria têxtil, com geração de 16 a 20 mil postos formais de trabalho. “Revisamos nossos números. No vestuário, hoje, a perspectiva de aumento de produção é de 1, 2% e de 2,9% nos têxteis. No início do ano, nossa expectativa de crescimento de varejo era de 5% e hoje é de quase a metade disso”, revela o presidente da Abit, Fernando Pimentel.


“O que vai acontecer adiante definirá muito o que poderemos gerar de números positivos. Saímos em 2015/2016 de muita recessão, e, no ano passado, conseguimos recuperar a produção, o número de empregos e o varejo, que cresceu mais de 7%, e a indústria apresentou uma performance bastante razoável”, lembra Pimentel.


A chegada tardia e menos intensa do frio também atrapalhou os planos do setor industrial, impactando na venda das coleções de inverno.  “A verdade é que o consumidor deu preferência aos itens que ele havia deixado de consumir na recessão. Venderam-se mais os bens duráveis que os não duráveis ou semiduráveis, como é o nosso caso. De tal forma que, no início desse ano, de janeiro a abril, nós tivemos uma queda de 3,1% no consumo de vestuário no país. A produção têxtil ainda cresceu”, disse.


A indústria, segundo Fernando Pimentel, investiu em máquinas e equipamentos comprados no exterior, principalmente, voltados para a flexibilidade, produtividade e sustentabilidade, mas não tanto para aumentar a produção. “Nossas exportações de têxteis e vestuários caem, mas esperamos chegar ao final do ano com leve crescimento de 1%, e as importações continuam nos afetando muito, com esse varejo menor e as importações crescendo mais de 30% no vestuário.  São baques muito fortes na produção nacional”, lamenta.


Com relação a preço, Pimentel afirma ser “dramático” o quadro, por conta do aumento no custo dos insumos. “Nos últimos 12 meses, o algodão subiu mais de 40% e o índice de preços nas fabricas é extremamente baixo. Têxteis subiram 3,35% no período, e a confecção em registra deflação. Há uma pressão de margens violenta sobre a indústria e a capacidade de recompô-las nos preços depende da capacidade de repasse ao consumidor, e não há espaço para isso hoje”, diz. O descasamento entre o dólar e o preço dos insumos também afeta o quadro operacional das companhias, segundo Pimentel, destacando que estes últimos cresceram em torno de 46%, por conta da alta no preço da matéria-prima e da energia.



Durante a reunião da Câmara Setorial, a Abrapa apresentou para a Abit o monitoramento da colheita e do beneficiamento, que vem sendo executado pela entidade semanalmente. O levantamento tem como objetivo abastecer de informações o setor industrial que, em janeiro, temia um possível desabastecimento de algodão na entressafra. “Por tudo que estamos vendo até agora, não há o que temer”, afirma Arlindo Moura.


Greve dos caminhoneiros



Segundo pesquisas da Abit entre seus associados, a greve dos caminhoneiros representou uma perda de quatro dias integrais de produção, dentre os nove dias completos de greve. “Ainda não sabemos o quadro final, porque essa questão ainda não está resolvida. Quatro dias de produção significam, com impostos, um faturamento de R$2,5 bilhões, que não serão recuperados”, diz.


Os produtores de algodão também sentem o impacto da greve dos caminhoneiros, especialmente, pela ameaça de tabelamento do frete, tema que ainda não está resolvido, segundo o presidente da Abrapa. A associação que, nos primeiros dias da greve, apoiou a demanda por mudanças na política de preço dos combustíveis da Petrobras, manifestou-se contrária ao movimento em seguida, com os impactos da paralisação sobre o abastecimento do país e a demanda do setor pelo tabelamento. Para Arlindo Moura, da Abrapa, isso representa um retrocesso de 30 anos na economia brasileira “e não deveria ter sido sequer aventado e muito menos acatado”, concluiu.

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Mobilização do SBRHVI chega a Minas Gerais

18 de Junho de 2018

Depois de Mato Grosso do Sul e Bahia, foi a vez de Minas Gerais receber a Abrapa, em uma mobilização de produtores para o programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), cujo foco é a qualidade na classificação instrumental de algodão, através da padronização dos processos e da transparência no acesso a dados fidedignos de análise. O encontro com os produtores ocorreu na quinta-feira (14/06), no auditório da Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa), onde o gestor de Qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, apresentou um panorama do SBRHVI e esclareceu as dúvidas levantadas pelos cotonicultores presentes. A agenda da mobilização incluiu uma visita ao Minas Cotton, o laboratório de análise de algodão da Amipa, para a aplicação da lista de Verificação e Diagnóstico de Conformidade do Laboratório (VDCL).


“Tivemos um público muito interessado, e a expectativa é de grande adesão em Minas Gerais”, afirmou Mizoguchi. O encontro foi aberto pelo diretor executivo da Amipa, Lício Pena, que também espera o engajamento em massa dos produtores mineiros ao programa. Segundo Pena explicou, o Minas Cotton já havia aderido à iniciativa. “Essa mobilização é muito importante para os cotonicultores, pois eles passam a compreender a logística do SBRHVI, especialmente, do sistema. Agora, sabendo melhor como funciona, é começar a trabalhar”, disse o executivo.


Para o gerente do laboratório, Anicézio Resende, a oportunidade de tirar dúvidas dos produtores e de checar os itens de conformidade, com a aplicação da lista de VDCL, tornou a mobilização muito eficaz. “Sempre existe um ou outro produtor com alguma resistência; com receio de divulgar seus dados. Mas, aqui em Minas, acho que todo mundo vai aderir, depois de conhecer melhor o programa”, afirmou. A lista de VDCL, segundo Resende, é fundamental para a checagem dos procedimentos. “Nós, que estamos no processo no dia a dia, muitas vezes deixamos passar alguma inconformidade, não tão visível.  A lista nos ajuda a enxergar as melhorias que precisam ser feitas”, explicou.


Gabarito


Resende aproveitou a oportunidade para reforçar com os produtores a necessidade do estreito cumprimento à Instrução Normativa número 24 do Mapa (IN24), que estabelece as dimensões das amostras que devem ser mandadas ao laboratório, e apresentou ao gestor da Abrapa uma solução encontrada por eles para facilitar o corte dessas amostras no tamanho correto.



Trata-se de um gabarito de metal, que é colocado em par na prensa, na algodoeira, um na parte superior e o outro na inferior. “Fizemos um modelo de faca e apresentamos isso ao diretor executivo da Amipa, como uma alternativa que poderia ser implantada pela própria associação. O protótipo foi aprovado e agora, nós mesmos, no Minas Cotton e Amipa, vamos confeccionar esses modelos e entregar nas algodoeiras”, diz, esclarecendo que a faca garante o corte no tamanho correto, mas a conformidade no volume dependerá da destreza de quem coleta a amostra. “Vamos promover treinamentos para isso”, afirmou. No estado de Minas Gerais há oito usinas em funcionamento e outras duas devem começar a operar ainda nesta safra 2017/2018.

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