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Ciclo de Debates Abrapa Geopolítica e comércio – cenários para o algodão brasileiro na Ásia

25 de Junho de 2020

A Ásia representa 90% dos destinos do algodão brasileiro, e, só a China, 30% desse total. Por isso, é imprescindível entender a conjuntura e traçar estratégias para consolidar e expandir a presença nesse mercado. Na próxima segunda-feira, 29 de junho, às 20h (horário de Brasília) ,junte-se a quem entende do assunto, no webinar "Geopolítica e comércio – cenários para o algodão brasileiro na Ásia".



Painelistas:



Marcos Jank – Professor de Agronegócio Global no Insper.


Thomas Reinhart – Fornecimento e comercialização China – Paul Reinhart A.G.


Tereza Cristina Correa da Costa Dias – Ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Milton Garbugio – Presidente da Abrapa.


Henrique Snitcovski – Presidente da Anea.



Inscreva-se antecipadamente: https://us02web.zoom.us/webinar/register/WN_kULDpa3SSh21FAWrj9CqwQ

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CTIA reúne-se pela primeira vez após o advento da Covid-19

23 de Junho de 2020

Câmara Temática de Insumos Agropecuários discute os efeitos da pandemia no abastecimento de produtos para os diversos setores do agro


A primeira desde o decreto da pandemia da Covid-19, a 104ª Reunião da Câmara Temática dos Insumos Agropecuários (CTIA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada online, na tarde desta segunda-feira (22), abordou os reflexos da crise sobre o suprimento de insumos para a agricultura brasileira, desde químicos e fertilizantes, até máquinas e logística. Os insumos, como pesticidas e fertilizantes, são considerados imprescindíveis para a agricultura tropical, e como grande parte dos princípios ativos desses produtos, são provenientes da Ásia, os diversos setores do agro temiam o desabastecimento, o que não se confirmou. Nos últimos anos, a presidência da CTIA tem sido da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representada pelo vice-presidente Júlio Cézar Busato, que também preside a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).



Embora tenha havido queda geral da demanda, sobretudo em cadeias produtivas como a do algodão e da cana-de-açúcar, em setores como o de insumos de máquinas, implementos, silos e irrigação, por exemplo, a retração foi menor que a esperada, em torno de 6%. Em logística para embarque de pluma, o Brasil bateu recordes em volume mensais de exportações este ano, como em janeiro, quando 309 mil toneladas de algodão partiram para o exterior, e, no caso da soja, os registros são de remessas de um milhão de toneladas ao dia para o mercado externo.



Temor do desabastecimento



Uma das primeiras incertezas a reboque da Covid, o desabastecimento de alimentos nas prateleiras, não se concretizou, mas o perigo da falta de fertilizantes e defensivos permaneceu no radar de Governo e produtores diariamente. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luís Eduardo Pacifici Rangel, o suprimento de insumos agropecuários foi acompanhado de perto, tanto no âmbito do Mapa, quanto no Comitê de Crise do Governo, como um tema transversal à pandemia,



"Prospectamos os gargalos e concluímos que não eram sistêmicos. Pudemos intervir pontualmente, muitas vezes, com o apoio do comitê na Casa Civil. Com a produção agrícola a todo vapor e o início do período de compra de insumos para a safra subsequente, precisávamos dirimir os riscos de interrupção de abastecimento por problemas logísticos, e, a partir da certeza de que o problema estava bem monitorado, pudemos levantar os olhos para as questões econômicas, de exportação", disse Rangel. Entre as boas notícias do período, o secretário comemorou o que chamou de "a melhor relação de troca entre fertilizantes e soja dos últimos 15 anos", o que, em sua visão, é um indicador importante pois "mostra o apetite do produtor para investir no plantio, com efeito multiplicador em todas as cadeias", afirmou.



Mais crédito



Presente à reunião, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, destacou a importância do Plano Safra 2020/2021, lançado na última semana, para minorar os impactos da pandemia na cotonicultura. "Em nome de todas as associações estaduais de produtores de algodão, a Abrapa novamente agradece o empenho da ministra Tereza Cristina e de sua equipe para aumentar o limite de crédito e possibilitar a retenção de estoques, com juros a 6% ao ano", disse. De acordo com Portocarrero a medida deixa o produtor mais livre para segurar um pouco a comercialização de seus produtos, até que as coisas se normalizem. "Hoje o mercado na indústria nacional e internacional está parado. Não temos ainda notícias de cancelamentos de contratos, mas sabemos que o adiamento de embarques já é uma realidade", argumentou Portocarrero. O Plano Safra foi elogiado por todas as demais cadeias produtivas representadas na reunião da CTIA.



Persistência



Em suas considerações finais, o presidente Júlio Busato lembrou a persistência do agricultor brasileiro que, com tecnologia, dedicação e união se manteve operante e tem sido o grande pilar da economia nacional. "A palavra de ordem é cautela. Certamente não deveremos investir em aquisições de terras, maquinário e expansão de áreas, mas em tecnologia para o cultivo e a produtividade continuaremos investindo. Parabéns aos ministérios da Agricultura e de Infraestrutura pelo trabalho. Nós, do agro, não desistimos, nessa luta para garantir o abastecimento da nossa população, e seguimos também mandando nossos produtos para o mercado externo, ajudando a trazer mais divisas para o Brasil e segurança alimentar para o mundo", afirma Busato.


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18 de Junho de 2020

Cotonicultura mereceu destaque no Plano Safra 2020/2021 para amenizar prejuízos da Covid-19


Um dos setores mais atingidos pela queda no consumo gerada pela pandemia do Covid-19, a cotonicultura, assim como o setor sucroalcooleiro, teve atenção especial do Governo no escopo do Plano Safra 2020/2021. A cerimônia de lançamento ocorreu nesta quarta-feira (17), no Palácio do Planalto, em Brasília, com presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, e da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, dentre outras autoridades do alto escalão do Governo, parlamentares e representantes do agro. Para os cotonicultores, a boa notícia foi o aumento do limite por CPF para o crédito para investimento em armazenagem dos estoques atuais, que antes era de R$ 4,8 milhões e passa a ser de R$ 32,5, com juros de 6% ao ano. A partir de agora, esse limite será igual seja para CNPJ ou CPF.


 


Os produtores de algodão consideraram a notícia extremamente positiva, mas, para celebrarem, dependem ainda da regulamentação e da forma como os bancos irão estabelecer o acesso ao crédito. Esta edição do Plano Safra tem recursos de R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, um aumento de R$ 13,5 bilhões em relação à anterior. Os financiamentos poderão ser contratados de 1º de julho de 2020 a 30 de junho de 2021.


 


“Este incremento no volume do crédito chega em excelente hora, pois o consumo de algodão será menor, no mundo e no Brasil, em função da pandemia. Uma situação assim,  coincidindo com preços em baixa e uma grande safra – que estamos começando a colher agora no Centro Oeste –, indica que teremos mais estoques de passagem e precisamos armazenar, até para vender melhor o nosso produto”, analisa Milton Garbugio, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Contudo, Garbugio teme que, na prática, o produtor não consiga acessar plenamente os recursos disponíveis. “Tudo vai depender do entendimento dos bancos quanto à análise de endividamento do produtor, de acordo com o que será normatizado. O ideal será que o produto seja a própria garantia do crédito”, diz o presidente da Abrapa.


 


Outra novidade desta edição do Plano Safra é que a linha de crédito rural para armazenamento, o Financiamento para Garantia de Preço ao Produtor (FGPP), derivada do antigo Empréstimo do Governo Federal (EGF), atendendo a um pleito da Abrapa, equiparou CPF e CNPJ em relação ao limite financiado. “Isso torna o Plano Safra mais adequado à realidade do setor”, afirma o presidente. Milton Garbugio elogiou o trabalho da ministra Tereza Cristina à frente da pasta. “Tem sido essencial para garantir a competitividade da agricultura brasileira, especialmente no momento de crise que o mundo enfrenta na atualidade”, considera.


 


Sustentabilidade


 


O incentivo à produção sustentável também teve destaque no Plano Safra 2020/2021. O Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis, terá R$ 2,5 bilhões em recursos com taxa de juros de 6% ao ano, uma ampliação de R$ 400 milhões. Na safra 2020-2021, os produtores terão acesso à linha ABC Ambiental, com recursos para restauração florestal, voltada para contribuir com a adequação das propriedades rurais ao Código Florestal. A taxa de juros é de 4,5% ao ano. A partir de 1º de julho de 2020, os produtores poderão financiar aquisição de cotas de reserva ambiental, medida aprovada pelo Conselho Monetário Nacional.


 


Também há incentivos à adoção de tecnologias relacionadas aos bioinsumos dentro das propriedades rurais e pelas cooperativas. Os produtores podem acessar pelas modalidades de custeio, para aquisição de bioinsumos, ou investimento, na montagem de biofábricas dentro das propriedades (onfarm). Os recursos estão previstos no Inovagro e, no caso dos investimentos em biofábricas, podem chegar a 30% do valor de todo o financiamento. Para as cooperativas, as linhas de crédito é o Prodecoop, para a aquisição de equipamentos para a produção dos bioinsumos.


 


“Semear, plantar, cuidar, esperar florescer e enfim colher os frutos da terra é e sempre será algo essencial e belo. Uma atividade totalmente ligada à natureza só pode ter como caminho a busca da sustentabilidade”, destacou a ministra. 


 


Durante o lançamento do Plano Safra, o presidente Jair Bolsonaro destacou que a produção agrícola não parou durante a pandemia, garantindo o alimento para toda a população brasileira. “Todos os países têm como objetivo a segurança alimentar. A cidade pode parar, mas se um dia o campo parar, todos sucumbirão”, disse Bolsonaro. 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

12 de Junho de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #22


Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão no seu WhatsApp


? Algodão em NY - Após rally na última sexta (5/6), os contratos futuros de algodão em NY voltaram a cair durante a semana.  Nesta quinta (11/6), pesaram negativamente os receios sobre uma possível segunda onda de Covid nos EUA e também as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell.  O contrato dez/20 fechou a última semana (até ontem) com baixa de 0,15%, a 59,49 centavos de dólar por libra-peso (c/lp).


? Altistas- Dados divulgados ontem confirmam que o mercado de trabalho americano continuou seu retorno à normalidade, mesmo que o desemprego ainda esteja elevado.  Números da Covid em queda: EUA, Itália, França, Alemanha, Espanha e Rússia.  Com relação ao algodão, o relatório de vendas de exportação dos EUA para as safras 19/20 e 20/21 mostrou números consideravelmente superiores aos registrados na semana anterior, apesar de serem oriundos somente de dois países: China ?? e Vietnam ??.


? Baixistas- Ontem o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a recuperação econômica terá "um longo caminho", apesar de reafirmar a intenção do Banco Central Americano de fornecer estímulos à economia, enquanto for necessário, e manter a taxa de juros próxima a zero até, pelo menos, 2022.  Em relação ao mercado de algodão, o USDA divulgou o relatório de oferta e demanda (WASDE) considerado baixista ontem.


? Oferta e Demanda – As projeções globais de algodão para 2020/21, divulgadas ontem pelo USDA no WASDE de junho, mostram consumo menor e estoques finais mais altos. Os estoques finais mundiais aumentaram 1,1 milhões de toneladas nas projeções deste mês, refletindo cortes adicionais no consumo mundial de pouco mais de 400 mil toneladas tanto em 2019/20 quanto em 2020/21.


? Oferta e Demanda 2- O consumo mundial em 2020/21 foi revisado para baixo, puxado por reduções de 220 mil toneladas na previsão para a China ??, e de 110 mil t para a Índia ?? . O órgão ainda estimou, no seu relatório, que os estoques finais do mundo, em 2020/21, deverão ser de 22,8 milhões de toneladas, ou 91,5% de relação estoque/uso.


?? Plantio - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso da safra 2020.  Segundo a publicação, o plantio da safra de algodão de 2020 atingiu 77%, número abaixo da média dos últimos cinco anos (80%).  Em relação às condições da lavoura, o departamento indica que 87% das plantações estão regulares ou boas, em comparação com 89% na safra passada.


?? Subsídios - Reportagem desta semana do New York Times mostra que o programa de US$ 28 bilhões do governo Trump (2018 e 2019), para compensar os agricultores pelas perdas pela guerra comercial ?? x ??, ajudou, desproporcionalmente, o setor do algodão dos EUA. Segundo o jornal, os produtores de algodão receberam 33 vezes mais em subsídios federais em 2019, do que a renda que realmente perderam, devido a interrupções no comércio.


?? Colheita - A Abrapa informou o progresso da colheita de algodão da safra 2019/20 no Brasil: Bahia: 3%; Goiás: 7%; Minas Gerais: 5%; Mato Grosso do Sul: 16%; Paraná: 80%; São Paulo: 73%. Os estados do Maranhão e Piauí iniciam esta semana, enquanto Mato Grosso deve iniciar a colheita das primeiras lavouras na próxima semana.


? ?? Exportações - O Brasil exportou 9,6 mil toneladas de algodão em pluma na primeira semana de junho/20.


?? Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

05 de Junho de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO#21


? Algodão em NY - Os futuros de NY estão em mais uma semana de alta. Fatores como baixas taxas de juros, abundância de liquidez nos mercados, dólar mais fraco e reaberturas econômicas nas principais economias do ocidente têm se sobressaído em relação aos fundamentos baixistas.  O contrato dez/20 fechou a última semana (até ontem) com alta de 3,6%, a 59,58 centavos de dólar por libra-peso (c/lp).



? Altistas- Entre as notícias altistas desta semana, estão a redução do desemprego nos EUA, em maio, e estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu (BCE). Com relação ao algodão, notícias de problemas climáticos na safra americana, como clima seco em partes do Texas (maior produtor), tendem a confirmar uma redução de área no relatório “Acreage Report”, que será divulgado no final do mês pelo USDA.



? Baixistas- No último capítulo da novela entre Washington e Pequim, a China pediu a suas empresas estatais que suspendam compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, após o governo norte-americano ter afirmado que iria eliminar o tratamento especial dos EUA a Hong Kong. No relatório de vendas externas semanais de algodão dos EUA, divulgado nesta quinta-feira, as vendas foram negativas, sem compras Chinesas de algodão da safra atual.



?? Índia - Enquanto produtores iniciam o plantio de algodão da safra 20/21, o Governo da Índia, maior produtor mundial de algodão, anunciou esta semana aumento no preço mínimo (MSP) pago aos produtores do país.  O aumento foi de 5% para em torno de 83,4 c/lp CIF Ásia.  Este nível de subsídio causa distorções tanto internas quanto no mercado internacional.



? Gafanhotos - A Índia e o Paquistão, quinto maior produtor mundial, estão enfrentando uma séria praga de gafanhotos que ameaça suas lavouras, incluindo as de algodão.  As nuvens de gafanhotos têm atingido até mesmo as áreas urbanas em algumas províncias, destruindo parques e a arborização das vias. Trata-se, até o momento, da crise mais grave dessa natureza desde 1993, segundo o governo do Paquistão.



?? Paquistão. O governo local negociou com a FAO um repasse de US$ 500 milhões para mitigar os efeitos da infestação sobre a renda dos agricultores. Estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas trabalhem apenas nas lavouras de algodão em Punjabi. Além da indústria têxtil, o algodão tem importância para a segurança alimentar do país: o óleo de algodão responde por quase 20% do consumo de óleo comestível no Paquistão.



?♻ Sustentabilidade - Hoje, 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente.  Ótima oportunidade para lembrar que 1/3 do algodão certificado produzido no mundo é brasileiro, pois mais de 80% da produção nacional têm certificação de sustentabilidade.



? Microplásticos – Além disso, o algodão é natural e não polui.   Partículas invisíveis oriundas de roupas sintéticas representam mais de 35% dos microplásticos que poluem os oceanos, afetando os ecossistemas e a saúde humana, segundo a OCDE.



?? Plantio - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020.  Segundo o relatório, o plantio da safra de algodão de 2020 atingiu 66% plantada até 31/maio.  Este número está em linha com o do ano passado e com a média dos últimos cinco anos.



?? Colheita - A previsão para início da colheita nas primeiras áreas da Bahia é a partir de 10 de junho, assim como em Goiás, Minas Gerais, e no restante do Mato Grosso do Sul.  As primeiras lavouras de algodão de Mato Grosso começam a ser colhidas na segunda quinzena de junho.  São Paulo alcança 61% da área total colhida e o Paraná, 80%.



? ?? Exportações - O Brasil exportou 69,6 mil toneladas de algodão em pluma no mês de maio/20.  Com isso, o volume total exportado neste ano comercial (Ago-Jul) já supera 1,8 milhões de toneladas.



?? Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de


preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


? Algodão em NY - Os futuros de NY estão em mais uma semana de alta. Fatores como baixas taxas de juros, abundância de liquidez nos mercados, dólar mais fraco e reaberturas econômicas nas principais economias do ocidente têm se sobressaído em relação aos fundamentos baixistas.  O contrato dez/20 fechou a última semana (até ontem) com alta de 3,6%, a 59,58 centavos de dólar por libra-peso (c/lp).



? Altistas- Entre as notícias altistas desta semana, estão a redução do desemprego nos EUA, em maio, e estímulos monetários por parte do Banco Central Europeu (BCE). Com relação ao algodão, notícias de problemas climáticos na safra americana, como clima seco em partes do Texas (maior produtor), tendem a confirmar uma redução de área no relatório “Acreage Report”, que será divulgado no final do mês pelo USDA.



? Baixistas- No último capítulo da novela entre Washington e Pequim, a China pediu a suas empresas estatais que suspendam compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos, após o governo norte-americano ter afirmado que iria eliminar o tratamento especial dos EUA a Hong Kong. No relatório de vendas externas semanais de algodão dos EUA, divulgado nesta quinta-feira, as vendas foram negativas, sem compras Chinesas de algodão da safra atual.



?? Índia - Enquanto produtores iniciam o plantio de algodão da safra 20/21, o Governo da Índia, maior produtor mundial de algodão, anunciou esta semana aumento no preço mínimo (MSP) pago aos produtores do país.  O aumento foi de 5% para em torno de 83,4 c/lp CIF Ásia.  Este nível de subsídio causa distorções tanto internas quanto no mercado internacional.



? Gafanhotos - A Índia e o Paquistão, quinto maior produtor mundial, estão enfrentando uma séria praga de gafanhotos que ameaça suas lavouras, incluindo as de algodão.  As nuvens de gafanhotos têm atingido até mesmo as áreas urbanas em algumas províncias, destruindo parques e a arborização das vias. Trata-se, até o momento, da crise mais grave dessa natureza desde 1993, segundo o governo do Paquistão.



?? Paquistão. O governo local negociou com a FAO um repasse de US$ 500 milhões para mitigar os efeitos da infestação sobre a renda dos agricultores. Estima-se que cerca de 1,8 milhão de pessoas trabalhem apenas nas lavouras de algodão em Punjabi. Além da indústria têxtil, o algodão tem importância para a segurança alimentar do país: o óleo de algodão responde por quase 20% do consumo de óleo comestível no Paquistão.



?♻ Sustentabilidade - Hoje, 5 de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente.  Ótima oportunidade para lembrar que 1/3 do algodão certificado produzido no mundo é brasileiro, pois mais de 80% da produção nacional têm certificação de sustentabilidade.



? Microplásticos – Além disso, o algodão é natural e não polui.   Partículas invisíveis oriundas de roupas sintéticas representam mais de 35% dos microplásticos que poluem os oceanos, afetando os ecossistemas e a saúde humana, segundo a OCDE.



?? Plantio - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020.  Segundo o relatório, o plantio da safra de algodão de 2020 atingiu 66% plantada até 31/maio.  Este número está em linha com o do ano passado e com a média dos últimos cinco anos.



?? Colheita - A previsão para início da colheita nas primeiras áreas da Bahia é a partir de 10 de junho, assim como em Goiás, Minas Gerais, e no restante do Mato Grosso do Sul.  As primeiras lavouras de algodão de Mato Grosso começam a ser colhidas na segunda quinzena de junho.  São Paulo alcança 61% da área total colhida e o Paraná, 80%.



? ?? Exportações - O Brasil exportou 69,6 mil toneladas de algodão em pluma no mês de maio/20.  Com isso, o volume total exportado neste ano comercial (Ago-Jul) já supera 1,8 milhões de toneladas.



?? Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Abrapa participa do Denim Meeting Talks

04 de Junho de 2020

Setores de fibras têxteis debatem o futuro do jeans


O Brasil é atualmente o maior produtor mundial de jeans, com 25 milhões de metros produzidos ao mês. O tecido é feito majoritariamente de algodão, commodity na qual o país também performa em grande estilo, sendo hoje o quarto maior produtor mundial, segundo maior exportador, e, também, campeão global em produtividade sem irrigação (1776kg/hectares). Mas, em quase um século e meio de história, desde que o denim ganhou o guarda-roupa das pessoas ao redor do mundo, muita coisa mudou no tecido, que começou a incorporar outras fibras e tecnologias.



O que pode vir a ser o futuro deste item que é quase unanimidade no planeta, em termos de funcionalidade, conforto e sustentabilidade, foi debatido nesta terça-feira (03/06), no Denim Meeting Talks, evento virtual que teve como um dos convidados o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato. A "live" incluiu representantes da indústria de produção de outras fibras de base natural, como a viscose, e sintética, como o elastano e o nylon.



O debate entre representantes de setores, aparentemente, concorrentes teve como objetivo repensar o jeans, sob as luzes e incertezas do cenário que se desenha, principalmente, pós-pandemia da Covid-19, em que os consumidores estão ainda mais exigentes com atributos como conforto – para trabalhar de jeans em home office –, segurança e sustentabilidade. O jeans, que originalmente era feito totalmente em algodão, desde os anos de 1960 vem incorporando outras fibras, nem sempre biodegradáveis, para conferir mais maleabilidade, movimento e caimento à trama. Na "ordem do dia" da cadeia produtiva, estão termos como sustentabilidade, economia circular, rastreabilidade, redução de resíduos e biodegradabilidade.



Em sua fala, Busato resumiu a história do algodão no Brasil e os diferentes modelos de produção que caracterizaram as muitas fases de cotonicultura brasileira, desde o século XVII até o final do século XX, quando as lavouras migraram para o centro-oeste do país, e o conceito de produção passou a ter como linha-mestra a sustentabilidade (ambiental, social e econômica) da fibra.



Segundo Busato, esse pensamento sustentável só se configurou graças à união dos produtores e à organização do setor, em associações estaduais, congregadas pela nacional, a Abrapa. "Assim, conseguimos nos mobilizar para atingir a excelência. Hoje, temos qualidade, volume de escala e regularidade de fornecimento. Conquistamos a credibilidade no mercado, com programas voltados à precisão e transparência nos resultados de classificação, e somos reconhecidos como líderes mundiais em produção sustentável", disse o vice-presidente da Abrapa, que preside também a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Ele enfatizou a importância do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que, desde 2013, estabeleceu 178 critérios a serem cumpridos pelos agricultores, nos quais estão inserido outros 25 itens da Better Cotton Initiative (BCI), uma vez que a Abrapa opera em benchmark com a BCI, referência global em licenciamento de algodão sustentável. "Os cotonicultores brasileiros se orgulham de ter 80% do seu algodão chancelado com o selo ABR, que é auditado por empresas de terceira parte, e de grande renome", afirma o Júlio Busato.


Único com tecnologia milenar, natural e biodegradável, 100% reciclável e produzido em parâmetros sustentáveis, o algodão inspira outras fibras a agregar biodegradabilidade e também a investir em processos de reciclagem. Um dos exemplos é a "Refibra", novo produto Tencel, feito de resíduos de madeira e algodão, da Lenzing, também representada no evento.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

29 de Maio de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #20


Algodão em NY - O contrato dez/20, referência para a safra nacional 2019/2020, fechou a última semana com baixa de 2,0%, a 57,54 centavos de dólar por libra-peso (c/lp). Notícias sobre falta de chuvas em algumas regiões dos EUA (Sul do Texas) e excesso em outras (Costa do Atlântico) não foram suficientes para dar suporte ao mercado, que ainda está computando os terríveis efeitos da pandemia de Covid-19, e agora vive um momento de reaquecimento das tensões entre as duas maiores economias do planeta.



???? Tensão- Hoje o mercado da pluma está em baixa com o temor do que a entrevista coletiva especial do presidente Trump pode trazer. O presidente deverá falar sobre as ações que os EUA irão tomar em retaliação à aprovação, na China, da nova lei de segurança para Hong Kong.



???? Acordo Comercial- Enquanto isso, é importante lembrar que a meta da Fase 1 do acordo comercial EUA-China para exportações agrícolas para este ano é US$ 36,6 bilhões. Nos primeiros três meses do ano, entretanto, a China comprou apenas US$ 3,35 bilhões em produtos agrícolas dos EUA, menos que no mesmo período de 2019.



???? Acordo Comercial 2- De fato, os altos números estabelecidos no acordo e os efeitos econômicos da pandemia de Covid-19 justificam grande parte desta distância entre a meta e o realizado, no primeiro trimestre.  Entretanto, o que vem preocupando o mercado é que a escalada de tensão entre os dois países pode estar ameaçando o trade deal, estabelecido em fevereiro deste ano.



?? Índia - Em entrevistas divulgadas esta semana, a Associação de Algodão da Índia (CAI), afirmou que as exportações de algodão do país podem ultrapassar um milhão de toneladas em 2019/20, um aumento de 12% em relação à estimativa anterior.



?? Índia 2 - A queda da moeda indiana (rupia) tornou o algodão indiano o mais barato do mundo, segundo a Associação de Algodão da Índia (CAI).  As exportações indianas podem limitar os embarques de concorrentes, como Estados Unidos e Brasil, para os principais compradores asiáticos, como China, Bangladesh e Vietnã.



?? Colheita 2019/2020 - Segundo a Abrapa, São Paulo alcança 56% da área total colhida e o Paraná 75%. A partir da próxima semana a colheita inicia em novas áreas de Goiás, Minas Gerais, Bahia e restante de Mato Grosso do Sul.  Os maiores produtores, Mato Grosso e Bahia – que respondem juntos por, praticamente, 90% da produção nacional – começam suas colheitas a partir de junho.



?? Plantio 2020/2021 - O USDA divulgou esta semana mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020/2021.  Segundo o relatório, o plantio atingiu 53% da área, até 24 de maio, um aumento de nove pontos percentuais em relação à semana anterior. O progresso do plantio está em pé de igualdade com o ritmo médio dos últimos cinco anos, apesar do lento progresso no meio-sul. Com relação à região, Arkansas, Missouri e Tennessee estão atrasados, com a janela de plantio ideal fechada há quase uma semana.



?? Exportações - Os EUA divulgaram hoje os dados de vendas externas e exportações da última semana.  Conforme esperado, as vendas líquidas de exportação da safra 2019/2020 foram muito inferiores às registradas na semana anterior (12 mil toneladas). As exportações, por outro lado, foram modestamente mais altas (58 mil toneladas).



?? Exportações - O Brasil exportou 16,6 mil toneladas de algodão em pluma na terceira semana de maio/20.  Com isso, o volume total exportado em nas três primeiras semanas de maio/20 foi de 59 mil toneladas.



Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Abrapa apresenta movimento Sou de Algodão no Inspiramais

28 de Maio de 2020

Salão de design e materiais para moda reúne players e tem cerca de 8 mil visitantes a cada edição.


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apresentou o movimento Sou de Algodão, no último dia 27 de agosto, na edição 100% digital do salão de design e materiais para moda, Inspiramais. Totalmente alinhado com o conceito do Sou de Algodão, o salão tem como propósito promover o desenvolvimento de materiais que tenham capacidade de transmitir valores essenciais e verdadeiros ao consumidor. O Inspiramais recebe a visita de quase 8 mil pessoas a cada edição e, este ano, por conta das circunstâncias ligadas à pandemia da Covid-19, toda a programação foi transmitida online.



Em sua palestra, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarreiro, enfatizou que o algodão, uma fibra têxtil natural, biodegradável e versátil, dentre vários outros atributos, não deixou de ser inovadora e está sempre evoluindo. "Da forma como o algodão é produzido no país, ele também é responsável, inclusivo e competitivo", afirmou. Segundo Marcio Portocarrero, quando alguém escolhe comprar uma peça feita de algodão, especialmente se produzida no Brasil, está consumindo um produto que tem uma história que pode ser rastreada; que, da lavoura até o beneficiamento, foi produzido com respeito ao meio ambiente e às pessoas, e que, quando o seu ciclo se cumprir, até o descarte – passando antes por todas as reciclagens possíveis –, voltará a natureza onde vai se degradar.



No evento, Portocarrero frisou a sustentabilidade, um dos quatro compromissos fundamentais da Abrapa – junto com qualidade, rastreabilidade e marketing –, evidenciando a posição de liderança do país no fornecimento de fibra sustentável ao mercado global. "Na safra 2018/2019, o Brasil respondeu por 36% de todo algodão licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI) no mundo", celebrou. O executivo também explicou o funcionamento do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que é integrado às outras iniciativas da Abrapa, como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), de rastreabilidade; o Standard Brasil HVI (SBRHVI), de qualidade, e o pilar do marketing, que engloba o Sou de Algodão.



 Ao longo de quatro anos, o movimento Sou de Algodão já conversou com os mais diversos profissionais de moda, desde os estudantes, até os professores e designers. Atualmente o movimento já congrega 300 marcas, dos diferentes segmentos da cadeia produtiva da fibra e da indústria têxtil. "Nosso propósito é despertar o senso coletivo em torno da moda responsável e do consumo consciente, agregando valor ao produto brasileiro e fomentando a união entre todos os elos, até chegar ao consumidor final", concluiu.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

22 de Maio de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #19


Algodão em NY - O mercado andou "de lado" na última semana em NY.  As notícias positivas, como o sucesso em testes com uma vacina para Covid-19, foram anuladas pela divulgação de mais um aumento no número de desempregados nos EUA (agora, 39 milhões).  Mas o mês de maio vai chegando ao fim e as medidas de restrição e isolamento nos EUA e Europa continuam sendo flexibilizadas, o que cria expetativas para aumento do consumo e retomada da economia.  O contrato dez/20, referência para a safra nacional 2019/20, fechou a última semana com leve alta de 1,6%, cotado a 58,70 centavos de dólar por libra-peso (c/lp).



- Relação China-EUA - O aumento do atrito entre EUA e China, observado nas últimas semanas, ganhou mais um novo episódio: os chineses devem impor uma nova lei de segurança, que contempla Hong Kong. A medida levou o governo americano a alertar sobre forte reação que adotará, caso isso se concretize. A bolsa de Hong Kong caiu 5,56% no fechamento desta sexta-feira e deve impactar os mercados deste lado do mundo hoje.



- China-EUA 2 - Em ano eleitoral, Trump tem motivos para não aliviar a tensão, uma vez que o eleitor americano vê como positiva uma política mais dura com os chineses. Do lado chinês, a relação com Hong Kong é uma questão de soberania. Mesmo considerando que a China tenha afirmado que irá cumprir a Fase 1 do acordo comercial, o mercado tende a piorar com a elevação nas tensões.



- China – Para complementar o quadro, hoje, pela primeira vez na história, na abertura do Congresso Nacional do Povo (NPC), a China retirou seu alvo de crescimento para o ano. Para justificar a decisão, o premiê Li Keqiang disse que "a situação econômica e epidêmica global e a situação comercial são muito incertas".  A meta de crescimento era de 6% e o mercado esperava um corte para em torno de 2% a 3%.



- Comercialização – Os índices de comercialização das safras 2019/20 e 20/21 de Mato Grosso são de, respectivamente, 78% e 30%, segundo o Imea.  Já na Bahia, a Abapa estima em 75% e 20%, para as safras 19/20 e 20/21.  Mato Grosso e Bahia representam, juntos, em torno de 90% da produção nacional de algodão.



- Colheita - Segundo a Abrapa, São Paulo e Paraná já iniciaram a colheita do algodão da safra 19/20.  Os dois estados já têm, respectivamente, 50% e 65% da área total colhida. Além disso, as regiões de Sidrolândia e Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul, já finalizaram a colheita. A colheita em Goiás, Minas Gerais e Bahia deve começar no início do mês de junho.



- Plantio - O USDA divulgou, esta semana, mais um relatório sobre o progresso do plantio da safra 2020.  Segundo o relatório, 44% da área foi plantada até 17 de maio.  O plantio está acima da média do ano passado, em 39%, e, comparado à média dos últimos cinco anos, 40%. Entretanto, algumas consultorias chamam atenção para a previsão do tempo atual, que não sinaliza favoravelmente para os próximos dias.



- Subsídios - Esta semana o USDA deu detalhes sobre os subsídios de US$ 16 bilhões que serão pagos aos produtores do país nos próximos dias.  O Programa de Assistência Alimentar para Coronavirus dos EUA (CFAP) irá fazer pagamentos diretos aos produtores das commodities que sofreram queda de preço de 5% ou mais, devido à pandemia.  Os produtores de algodão terão direito a receber US$0,19 c/lp pelo algodão não comercializado até 15 de janeiro deste ano, mediante comprovação e alguns limites estabelecidos.



- Exportações - Apesar do número semanal ter diminuído, as vendas de exportação para a China continuaram fortes.  Na última semana, o país comprou 34,5 mil tons dos americanos. Os EUA exportaram 59,7 mil toneladas na semana anterior, e, neste momento, já exportaram 77% do que era projetado pelo USDA para este ano comercial (ago-jul).



- Exportações - O Brasil exportou 12 mil toneladas de algodão em pluma, na segunda semana de maio de 2020.  Com isso, o volume total exportado em 2019/20 ultrapassou 1,79 milhão de toneladas, ou 95% da projeção para este ano comercial (ago-jul).



- Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Setores de fibras têxteis naturais, artificiais e sintéticas discutem ameaças e oportunidades no contexto da Covid-19

20 de Maio de 2020

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Milton Garbugio, representou o setor de fibras naturais, no debate online que a Associação Brasileira da Industria Têxtil e de Confecções (Abit) promoveu na tarde desta terça-feira (19), para falar de cenários para as fibras têxteis no contexto da pandemia de Covid 19. No evento, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas (Abrafas) Lineu Jorge Frayha, e o conselheiro da mesma entidade, Renato Boaventura, falaram, respectivamente, pelos produtores de poliéster e poliamida. A discussão foi mediada pelo presidente da Abit, Fernando Pimentel.



Se, à primeira vista, o debate parecia sugerir o confronto entre insumos têxteis concorrentes, o consenso entre os debatedores foi justamente o oposto. Apenas o fortalecimento das cadeias produtivas integradas – desde a matéria-prima até a confecção –, a união entre os setores e a inovação podem assegurar uma retomada bem-sucedida, quando a crise atingir o pico e começar a passar. Da mesma forma, os participantes elencaram a redução do chamado "custo Brasil" e mecanismos de proteção à concorrência desleal como fatores prioritários.



"A China é um grande comprador, mas também um grande produtor de algodão. É difícil competir com quem tem mão de obra e energia mais baratas, além de subsídios governamentais. Precisamos, no Brasil, de garantir meios para que o investidor acredite no país para colocar o seu dinheiro. Para isso, temos de ter segurança jurídica e transparência por parte dos governos. É importante também uma reforma tributária, pois nem os estados se entendem nessa questão", considerou Garbúgio.



O presidente da Abrapa lembrou que, ao contrário das fibras artificiais e sintéticas, o algodão precisa ser cultivado, o que exige planejamento e obediência a um calendário agrícola. "Para termos algodão, precisamos de pelo menos 18 meses entre planejar e produzir. Isso nos deixa um tanto vulneráveis pois não sabemos quando tudo isso vai passar. A indústria nacional praticamente parou. O consumo mundial vai reduzir. Acredito que valorizar a indústria nacional e o produto brasileiro, de qualidade e sustentável, será essencial para puxar essa demanda", afirmou.



Renato Boaventura considera que é preciso garantir a integração. "Se hoje dependêssemos de importação, as coisas seriam ainda piores. Já perdemos elos da cadeia como o da produção de viscose. Não podemos deixar que outros se percam", afirmou. Os representantes de poliéster e poliamida enfatizaram a queda no preço do petróleo, base da fabricação destes produtos, e a posição da China na produção mundial como desvantagens para o setor neste momento. "Competir com a China e os países asiáticos é um trabalho hercúleo. A China detém 70% da produção mundial e tem incentivos governamentais para a exportação de seus produtos acabados. Nosso governo tem de entender a importância de reduzir o custo Brasil, que hoje para nós é maior até que as eventuais barreiras tarifarias de que dispomos para proteger a nossa indústria", disse.



Todos os setores representados avaliaram que o consumidor pós covid, empobrecido e receoso, vai prestar ainda mais atenção a critérios como qualidade e durabilidade, no momento em que voltar a comprar roupas e outros itens têxteis. "Ele também vai estar mais atento à sustentabilidade. Os cotonicultores fizeram um grande trabalho nesse sentido, tanto com o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que atua em benchmark com a Better Cotton Initiative (BCI), como com as iniciativas em qualidade e rastreabilidade. Para fortalecer a indústria nacional, são importantes também programas como o Sou de Algodão, que já está repercutindo muito no Brasil, ao difundir as informações sobre os nossos diferenciais competitivos junto ao consumidor final brasileiro", comentou.



Os participantes também evidenciaram a necessidade de valorização da indústria nacional e do produto feito no Brasil. "Isso vai além de uma etiqueta de origem, que demanda uma série de processos e rastreabilidade. Trata-se de um sentimento de que é preciso fortalecer o que é nosso, gerar empregos e melhorar a vida das pessoas", afirmou Pimentel.


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