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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

02 de Outubro de 2020

ALGODÃO PELO MUNDO #38

Algodão em NY - Semana de poucas emoções até aqui, com os produtores do hemisfério Norte focando na colheita de suas safras.  O contrato dez/20 fechou ontem a 65,91 U$c/lp, com alta de 0,7% nos últimos 7 dias.  Hoje há expectativa de realizações devido à notícia de que o presidente americano Donald Trump testou positivo para Covid-19, faltando um mês das eleições no país.

Altistas - As vendas líquidas de algodão dos EUA na última semana subiram para 56,6 mil toneladas, seguidas pela Turquia com 14 mil toneladas, pela China com 13,3 mil toneladas e Vietnã com 9,2 mil toneladas. As exportações da semana somaram 51,2 mil toneladas com acumulado, em 20/21, de 500 mil toneladas, 36% acima do ano passado.

Altistas 2 - O mercado de algodão continua em um patamar bem diferente desde o dia da mentira (01/04), quando o contrato de Dez/20 fechou em 50,41.  Boa parte desta retomada se deve à grande participação de especuladores na posição comprada (long), embalados pela alta liquidez dos mercados financeiros globais.

Baixistas – Os especuladores são peças importantes ao darem liquidez e assumirem riscos nos mercados de commodities.  Entretanto, um movimento de saída destes investidores devido a alguma mudança de cenário pode impactar negativamente os preços.

Baixistas 2 – Os casos COVID-19 estão novamente em alta nos EUA.  Esta madrugada o Presidente Trump anunciou que ele e a esposa, Melania Trump, testaram positivo para a doença.  Já são mais de 7 milhões de infectados no país, com quase metade dos estados relatando aumento nos casos.

África - O ICAC (Comitê Consultivo Internacional do Algodão) anunciou esta semana em seu relatório mensal que, devido aos preços baixos e às dificuldades de exportação em função da menor demanda causada pela COVID-19, quase todos os países da África Ocidental reduziram suas áreas plantadas de algodão, exceto na Costa do Marfim.

China - A maior economia da Ásia está celebrando seu maior feriado depois do ano novo Chinês.  De 01 a 08 de Outubro a China entra em feriado para celebrar duas datas muito importantes para o país: o Dia Nacional e o Festival da Lua (ou Meio-Outuno).  Este festival, que tem mais de 3 mil anos de história, celebra a colheita no país.

China 2 - Portanto teremos poucas novidades vindas do gigante Asiático na próxima semana.

Cotton Brazil – Em reunião com o Embaixador do Brasil na Indonésia José Amir da Costa Dornelles, diplomatas e também com o adido agrícola no país, Gustavo Bracale, lideranças da Abrapa, da ANEA e da Apex Brasil discutiram estratégias para aumentar ainda mais a participação de mercado do algodão brasileiro no país.  O Brasil divide a primeira colocação neste mercado com os EUA.

Indonésia - Com população de 268 milhões de pessoas, a Indonésia é o 6º maior importador global de algodão.  No último ano comercial (19/20) o país do sudeste asiático importou 198 mil toneladas de algodão Brasileiro, ou 10% do total exportado.

Dia Mundial do Algodão - No próximo dia 07/10, o mundo vai celebrar o Dia Mundial do Algodão e a Abrapa. Alinhada com outras organizações internacionais irá realizar diversas ações de comunicação no Brasil e no exterior para celebrar esta importante data.

Agenda - Além do Dia Mundial do Algodão (7/10) e do mega feriado Chinês, a semana que vem será marcada pelo anúncio do relatório de oferta e demanda de Outubro do USDA na Sexta 9/10.

Beneficiamento - A Abrapa informou o progresso do beneficiamento da safra 2019/20 de algodão no Brasil até ontem: Mato Grosso: 55%; Bahia: 69%; Goiás: 76%; Minas Gerais: 70%; Mato Grosso do Sul: 97%; Maranhão: 45%; Piauí: 72%; São Paulo: 100%; Tocantins: 69% e Paraná: 100%. Média Brasil: 60% beneficiado.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão fecharam Setembro com 158,9 mil toneladas de pluma exportadas.  O volume exportado foi aquém do esperado e 3.5% a menos que Set/19.

Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.

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Competitivo, com qualidade e sustentável: assim a Abrapa define o algodão brasileiro

02 de Outubro de 2020

Três pilares que transformaram a produção de algodão e são um marco dos 10 anos de criação do IBA


Nesta série comemorativa ao aniversário de 10 anos do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), em conversa com os presidentes das associações estaduais, muito se fala sobre a importância dos projetos em parceria com o IBA e como eles estão solidificando toda a cadeia produtiva do algodão. No entanto, para o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (ABRAPA), Milton Garbugio, é mais que isso. Se comparado 2020 a 2010, data de fundação do Instituto, o algodão produzido no Brasil é outro. Por meio de certificações e controles de qualidade, hoje, a cadeia produtiva brasileira entrega um produto extremamente competitivo em nível mundial, fruto da qualidade da fibra e do manejo sustentável.


"Os recursos financeiros gerenciados pelo IBA mudaram a realidade da produção do algodão no país, tanto no âmbito social quanto na qualidade e sustentabilidade, cujas ações aumentam anualmente. Os resultados têm impactado a cotonicultura brasileira, com benefício direto para o produtor e o consumidor final", comemora o presidente da Abrapa.


E é com foco no consumidor final que em 2016, dentre os 58 projetos encabeçados pela Abrapa por meio de recursos e gestão do IBA, surgiu o Sou do Algodão. A iniciativa visa divulgar o algodão brasileiro dentro do Brasil. Desde então, já são mais de 320 marcas parceiras apoiando o programa. "De maneira geral o consumidor final, principalmente dos centros urbanos, não tem ideia do que o algodão representa para o Brasil e para a vida dos brasileiros. Logo, o Sou de Algodão faz um trabalho incrível de esclarecimento da cadeia produtiva da indústria têxtil e de confecções", explica Garbugio.


Mas antes de chegar no consumidor, há uma longa jornada no processo produtivo. Uma delas é o combate às pragas, um dos temas mais caros à cotonicultura. Pesquisas com o uso da tecnologia para combater pragas e doenças do algodoeiro estão no dia a dia dos projetos conduzidos pelo IBA. Elas ajudam a reduzir o custo de produção, melhoram a qualidade da fibra e a produtividade de modo geral. E, rotineiramente, Abrapa e IBA têm trazido novidades nesta área para o produtor. Hoje, esses estudos envolvem 100% das associações e 420 propriedades produtoras de algodão.


E por falar em tecnologia, o presidente da Abrapa ressalta mais dois projetos envolvendo o IBA: o CBRA (Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão) e o ABR (Algodão Brasileiro Responsável). No primeiro, o objetivo é a verificação e padronização, por meio de um laboratório central, dos processos classificatórios do algodão brasileiro que atuam para garantir a qualidade e a credibilidade dos resultados aferidos nos diversos laboratórios instalados por todo Brasil. A estrutura é parte do programa Standard Brasil HVI–SBHVI, lançado em 2016.


Já o projeto ABR, criado em 2013, tem como foco a sustentabilidade. Além das questões ambientais, o programa estabelece parâmetros para as questões sociais e econômicas quem envolvem a cadeia produtiva do algodão. Os resultados são surpreendentes, com 77% da produção brasileira (safra 2019/2020) já certificadas. "Em 2019, 36% do algodão licenciado pela BCI era do Brasil, o que faz de nós o campeão mundial de fibra licenciada por esta importante organização suíça, que é sinônimo de algodão sustentável no mundo", afirma Milton Garbugio.


"Todas essas iniciativas, que vão desde o uso de tecnologia e desenvolvimento de novas técnicas até a ampliação do conhecimento sobre algodão, elevam a um outro patamar a cotonicultura brasileira. Saber que por trás disso existe inteligência, análise e sobretudo parceria, como a que temos com o IBA, mostra o quanto somos arrojados e estamos preparados para os desafios impostos a todos os profissionais da cadeia produtiva do algodão", finaliza o presidente da Abrapa.


Continue a acompanhar conosco a série comemorativa dos 10 anos do IBA: nas próximas semanas, confira a entrevista com o presidente da Appa, Peters Derks.


fonte:http://iba-br.com/site/noticia/competitivo-com-qualidade-e-sustentavel-assim-a-abrapa-define-o-algodao-brasileiro/?utm_campaign=entrevista_-_presidente_abrapa&utm_medium=email&utm_source=RD+Station


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Comitê técnico avalia resultados parciais e traça novas metas para o Projeto Bicudo em seminário virtual Resumo

02 de Outubro de 2020

Entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, o comitê técnico, Abrapa e IBA do "Projeto Bicudo" se reuniu virtualmente num seminário para avaliar o andamento e os rumos da plataforma, que tem por meta desenvolver, no Brasil, uma variedade de algodão transgênico resistente ao bicudo-do-algodoeiro. Este projeto foi firmado em 2017, como uma parceria público-privada entre a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Instituto Mato-grossensse do Algodão (IMAmt), a Embrapa e a Fundação Eliseu Alves. Com orçamento de R$18,5 milhões e cinco anos de prazo, o desafio é prospectar moléculas e tecnologias para chegar a uma variedade resistente à praga, que, desde 1983 se instalou no Brasil, e, apesar de bem controlada, ainda representa 10% dos custos dos produtores com proteção de cultivos.



"Chegar de fato a um evento transgênico é uma meta muito arrojada, mas estamos trabalhando para alcançar o mais próximo disso que pudermos. Uma tecnologia brasileira será um marco histórico para nós, mas exige muito tempo e investimento vultoso. Estamos confiantes, com os resultados até agora, mas rever metas é parte do processo. Por isso, nosso foco será a prospecção incansável de moléculas promissoras", afirmou o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. Um outro seminário ficou pré-agendado para março de 2022, para apresentação dos resultados finais.



Participaram da reunião, representando o IMAmt, Marcos Fernando Basso, Jacob Crossariol Netto, Maria Luiza Zardo e Tamires Rego. Pela Embrapa Cenargen, Maria de Fátima Grossi de Sá e Leonardo Lima Pepino. Presentes pela Embrapa Algodão, José Jaime Vasconcelos, José Ednilson Miranda e Bruna Mendes Diniz; no grupo de representantes da Abrapa, Marcio Portocarrero, Francisco Júnior e Marc Giband. Por fim, pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Jorge Toledo.


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Abrapa lançará a premiação cientifica do 13ºCBA em live no Instagram

01 de Outubro de 2020

Por trás do sucesso mundial do algodão brasileiro não tem milagre. Tem pesquisa, conhecimento, desenvolvimento, tecnologia, boas práticas e muita inovação. Por isso, no dia 7 de outubro, a Abrapa vai lançar para o público a premiação científica do 13º Congresso Brasileiro do Algodão (13ºCBA). O encontro virtual será às 19h, no perfil @congressodoalgodao, no Instagram, e os interessados em ganhar bolsas de estudo de R$10 mil – e muitos outros prêmios – vão ficar sabendo de todos os detalhes, e ainda podem participar do sorteio de uma inscrição gratuita, na categoria "Autor de trabalho".

 

A escolha da data de divulgação não foi por acaso. O dia 7 de outubro, desde o ano passado, ficou definido como um marco para lembrar, em todo o mundo, a importância do algodão na vida das pessoas. O lançamento é parte das ações que a Abrapa está desenvolvendo para celebrar o #WorldCottonDay por aqui.

 

As inscrições, contudo, só vão ter início em abril do ano que vem. O objetivo da Abrapa e da coordenação científica do congresso é fomentar o interesse nos pesquisadores e estudantes, dando a eles tempo de desenvolver o trabalho, que já deverá estar finalizado no momento da submissão. O 13º CBA será realizado entre os dias 17 e 19 de agosto de 2021, na capital da Bahia, Salvador.

 

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Indonésia é caso de sucesso das exportações do algodão brasileiro

01 de Outubro de 2020











País no qual o algodão brasileiro é líder de mercado, dividindo a primeira posição com o americano, a Indonésia é um caso de sucesso para os produtores do Brasil. Totalmente dependente das importações para a sua robusta indústria têxtil, uma vez que não produz algodão, o país é o sexto maior importador da fibra no mundo, e, por isso, se tornou um dos sete mercados foco do projeto Cotton Brazil, iniciativa implementada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em parceria com Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), para divulgar a pluma nacional no maior mercado internacional para o produto, a Ásia.


Na manhã desta quinta-feira (01), a Abrapa apresentou as metas e estratégias do projeto para a embaixada do Brasil em Jacarta. O objetivo das associações e da Apex é angariar o apoio diplomático naquele país para fortalecer a imagem da pluma, ampliando mercados e alcançando novas perspectivas de negócios. Na Indonésia, de cada três fardos de algodão importados, um é do Brasil.


A qualidade e a competitividade do produto foram ressaltadas pelo embaixador José Dornelles. "É admirável a posição brasileira, e está claro que o trabalho árduo desenvolvido pela Abrapa e seus parceiros apresenta resultados positivos aqui, já que o Brasil exporta tanto quanto os EUA para a Indonésia", enfatizou Dornelles, que participou do encontro acompanhado pelo adido agrícola, Gustavo Bracale. "A Indonésia é um país interessante e bem desafiador. Um mercado ainda pouco explorado pelo agronegócio brasileiro e, por isso mesmo, temos um potencial grande de trabalho. Com certeza, poderemos ajudar na prospecção negócios", disse Dornelles.



Primeiro lugar



A meta da Abrapa é colocar o Brasil no primeiro lugar no ranking mundial de exportações de algodão até 2030, o que requer o estabelecimento de novas estratégias, tendo as embaixadas do país no exterior como aliadas. "Queremos melhorar o contato com o mercado asiático, possibilitando novos negócios e, assim, aumentar a confiabilidade. As embaixadas são excelentes canais de comunicação e aproximação de mercados", disse o presidente da Abrapa, Milton Garbugio.


Também presente ao encontro virtual, o vice-presidente da Abrapa, Júlio Busato, destacou a importância social da commodity. "O faturamento do algodão é três vezes maior e emprega cinco vezes mais do que a soja. O algodão brasileiro se aprimorou muito como produto e pelo modelo de produção. Os mercados precisam enxergar essa realidade", disse Busato, lembrando que o planejamento da execução logística das exportações também está entre os desafios da associação. "Queremos mostrar que alcançamos uma logística eficiente e provar que temos capacidade de exportação, embarcando com qualidade e em quantidade", afirmou Busato.



Escala



O Brasil é o maior produtor de algodão licenciado pela Better Cotton Initiative (BCI), já superou o desafio da sazonalidade e agora busca consolidar a imagem percebida da pluma junto ao mercado. "Temos que defender nossa liderança na Indonésia e conquistar, nos demais países, as altas taxas de aceitação que temos lá", avaliou o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte. "Estamos cada vez mais presentes e competitivos", ressaltou.


Participaram da reunião, o ex-presidente da Abrapa, Arlindo Moura, o vice-presidente, Alexandre Schenkel, o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Carlos Moresco, o presidente da Anea, Henrique Snitcovski, o diretor da Anea, Miguel Faus, o coordenador de agronegócios da Apex-Brasil, Alberto Carlos Bicca, e a representante do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento, Rosi Bandeira.






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Algodão, a fibra que movimenta o Brasil

29 de Setembro de 2020

A Abrapa encampou o World Cotton Day (7 de outubro) para marcar o posicionamento do Brasil, que vem avançando e se fortalecendo nas últimas décadas.


Há pelo menos seis mil anos, o algodão é cultivado em diferentes partes do planeta, numa certa faixa geográfica que atende às poucas exigências dessa planta, afeita pelos climas mais áridos. Para os povos das Américas, é como se ele tivesse sempre existido. Mas, na Europa, o algodão só se tornou popular com Revolução Industrial, no século XVIII. De lá para cá, ganhou o mundo, tornando-se a mais importante fibra têxtil dentre as naturais, artificiais e sintéticas. Mas se é quase onipresente no nosso dia a dia, o algodão é "invisível" para grande parte da população global. Por isso, no ano passado, criou-se o Dia Mundial do Algodão (#WorldCottonDay), uma iniciativa do International Cotton Advisory Committee (ICAC), com outras entidades internacionais como FAO, Organização Mundial do Comércio (OMC), United Nations Conference of Trade and Development (UNCTAD) e o International Trade Center (ITC). Este ano, mais de 50 países, dentre os quais o Brasil, estão empenhados em mostrar para os mais diversos públicos, que a pluma natural, biodegradável e sustentável é sempre uma boa escolha. Por aqui, a data vai ser comemorada em grande estilo, com a campanha lançada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que tem como tema "Algodão, a fibra que movimenta o Brasil".



"Vamos ajudar o ICAC a divulgar a hashtag #WorldCottonDay, contribuindo  para chamar a atenção do público ao redor do planeta para a importância dessa matéria-prima que, de acordo com o comitê, é produzida em mais de 100 países, comercializada em mais de 150, e que movimenta em torno de 350 milhões de pessoas, ou 100 milhões de famílias, pelo globo afora", explica o presidente da Abrapa, Milton Garbugio. Ele se refere aos vários elos da cadeia produtiva, como agricultura, transporte, empacotamento e armazenamento, sem falar na indústria têxtil e de confecção, nos profissionais ligados à moda e ao design, dentre outros.



A Abrapa encampou a data para marcar o posicionamento do Brasil, que vem avançando e se fortalecendo nas últimas décadas. O país é o quarto maior produtor mundial, com 2,9 milhões de toneladas de pluma, em 2019/2020, e o segundo maior exportador do ranking, com 2 milhões de toneladas embarcadas no período.




Muito mais que volume



"Temos a meta arrojada de nos tornar o maior fornecedor de algodão do mundo em 2030, deixando para trás o nosso principal concorrente hoje, os Estados Unidos. Para isso, temos que ser ousados em todos os detalhes. Desde 2016, mantemos e aprimoramos a cada dia o movimento Sou de Algodão, uma iniciativa pioneira que fez os produtores finalmente falarem 'para fora' do setor, com os profissionais de moda, indústria, formadores de opinião e público geral, sobre consumo consciente e o que representa essa cultura para a economia e a vida dos brasileiros", explica Garbugio.



O Sou de Algodão já conseguiu o engajamento de mais de 330 marcas nacionais e criou oportunidade para profissionais de moda, professores, estudantes e jornalistas conhecerem in loco o processo produtivo da fibra. Ao mesmo tempo, participou das mais importantes semanas de moda do país, e colocou produtores e profissionais da cadeia têxtil na passarela, para mostrar as histórias que existem por trás da matéria-prima, feita por muitas mãos.



O presidente da Abrapa também ressalta a mais nova investida da associação rumo à promoção internacional da fibra brasileira, o projeto Cotton Brazil, empreendido pela Abrapa e Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), com participação da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Dentre diversas iniciativas, o Cotton Brazil contempla o primeiro escritório de representação do algodão brasileiro na Ásia, em funcionamento na cidade de Singapura.




Para Milton Garbugio, se o algodão brasileiro agora intensifica suas ações de marketing e promoção, é porque um extenso trabalho de base foi realizando nos últimos 20 anos. "Somos campeões mundiais em produtividade sem irrigação: 92% das nossas lavouras recebem apenas água da chuva. Temos qualidade, somos competitivos, temos escala, entregamos rastreabilidade fardo a fardo, e, acima de tudo, somos sustentáveis. Temos um amplo e completo programa de certificação de sustentabilidade, o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que atua em benchmark com a Better Cottton Initiative (BCI) no Brasil, desde 2013", relata Garbugio.




A fibra que movimenta a economia


 


 


O algodão está presente até no dinheiro, pois é base para a fabricação do papel-moeda. Mas as cifras que ele movimenta, em cada etapa da cadeia produtiva, seja antes da porteira, com pesquisa e desenvolvimento de tecnologias, dentro das fazendas, e também na logística e na comercialização, são ainda mais valiosas que as cédulas.



No mais recente relatório lançado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) sobre o Valor Bruto da Produção (VBP) das lavouras e pecuária, de um total de R$ 519 bilhões alcançados pelas lavouras, o algodão performou com R$45,8 bilhões, ou cerca de 12% de participação no todo. O VBP é calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país.



O algodão é o quarto produto no ranking dos detentores de maiores VBP, precedido pela soja, milho e cana-de-açúcar. Já os estados de maior VPB são, pela ordem, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Entre os maiores produtores estaduais de algodão, Mato Grosso, que é o maior produtor nacional da fibra, somou R$29,8 bilhões, a Bahia – segundo maior produtor de algodão do país – teve VPB de cerca de R$10 bilhões e Goiás e Minas Gerais, que alternam no terceiro lugar em tamanho de safra da pluma, obtiveram, aproximadamente, R$1,1 bilhão.



De acordo com o coordenador-geral de Avaliação de Política e Informação da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, José Garcia Gasques, existe uma estreita relação entre o desenvolvimento dos municípios e o tipo de cultura agrícola que produzem. "No caso dos que plantam algodão, soja e milho a diferença é impressionante.  O VBP tem nos mostrado ao longo dos anos que o algodão, uma cultura extremamente dinâmica, sofisticada e incorporadora de tecnologia, tem um efeito sobre o aumento da renda per capita nos municípios em que está presente. Apesar de ser uma atividade muito mecanizada, a geração de empregos na cadeia produtiva é bem maior nessas localidades, se compararmos com outras que produzem, por exemplo, cacau e café", explica Gasques. O coordenador-geral considera também a influência dos mecanismos de comercialização da fibra, baseados em contratos futuros, as práticas agrícolas adotadas pelos cotonicultores, e a integração entre as lavouras de algodão, soja e milho como fatores que contribuem para os bons números.




Para divulgar o Dia Mundial do Algodão, inclua #WordCottonDay em suas postagens.


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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

25 de Setembro de 2020

Algodão em NY - Semana de início de colheita de algodão no hemisfério Norte (dos EUA à China).  Pouca volatilidade no mercado esta semana, a menor desde maio.  O contrato dez/20 fechou ontem a US$ 65,46 c/lp, com baixa de 0,6%, nos últimos 7 dias.


Altistas - O mercado ainda está contabilizando os efeitos dos vários eventos climáticos que atingiram o Cotton Belt dos EUA, nesta safra. As avaliações dos danos (quantidade e qualidade) causados pelo furacão Sally ainda estão sendo feitas e, agora, as chuvas da tempestade tropical Beta devem atingir a região do Delta e Sudeste, em plena colheita.


Baixistas - As vendas externas semanais anunciadas pelo USDA foram drasticamente menores do que os valores da semana passada.  O total vendido pelos americanos na semana foi de 25 mil toneladas, contra 118 mil toneladas, na semana passada.  Os números de exportações semanais, por outro lado, foram altos: 66,7 mil toneladas.


Índia - O governo indiano está projetando uma safra maior, já que as monções foram abundantes, neste ano. As estimativas anteriores para o maior produtor mundial eram de 6,6 milhões de toneladas, nesta safra.


China - Maior importador mundial de algodão e de fios de algodão, a China anunciou esta semana os números de importação de agosto. Algodão: 140 mil toneladas (+52% ano a ano), e fios de algodão: 170 mil toneladas (+16% ano a ano).   A retomada do algodão está maior que dos fios, provavelmente, pelo acordo comercial com os EUA. Curiosamente, as importações acumuladas de algodão e fios de algodão nos primeiros 8 meses de 2020 totalizaram 1,2 milhão de toneladas cada.


Xinjiang - Permanecem as incertezas acerca das possíveis medidas restringindo importações americanas de produtos têxteis feitos com algodão da região de Xinjiang (China).  Esta semana, o congresso americano aprovou uma legislação por 406 votos a 3, com medidas restritivas contra produtos oriundos da região chinesa.


Cotton Brazil – Esta semana, lideranças da Abrapa, da Anea e da Apex Brasil se reuniram com o Embaixador do Brasil no Vietnã, Fernando Apparicio da Silva, diplomatas e com o Adido Agrícola no país, Tiago Charão, para discutir estratégias para aumentar a participação de mercado do algodão brasileiro no país.


Vietnã – O Vietnã é o segundo maior cliente internacional da fibra brasileira e o terceiro maior importador mundial.  No último ano comercial (2019/20), o país do sudeste asiático importou 299 mil toneladas de algodão brasileiro, ou 15% do total exportado.


Safra 20/21- Abrapa divulgou a intenção de plantio para a safra 2020/21, na última reunião da Câmara Setorial do Algodão do Mapa, esta semana. A entidade prevê redução de 12% na área plantada e 13% na produção total.


Beneficiamento - Com a colheita finalizada, o foco agora é no beneficiamento e nas exportações. Segundo a Abrapa, até 24.09.20, os números eram: Mato Grosso: 44%; Bahia: 64%; Goiás: 74%; Minas Gerais: 64%; Mato Grosso do Sul: 92%; Maranhão: 44%; Piauí: 69%; São Paulo: 100%; Tocantins: 64% e Paraná: 100%. Média Brasil: 51% beneficiado.


Exportações - As exportações brasileiras de algodão em pluma caíram um pouco, na 3ª semana de setembro, em relação à anterior. O volume exportado na semana foi de 30,8 mil toneladas.  No acumulado do mês (3 semanas), o total exportado foi 101,5 mil toneladas.


Preços - A tabela abaixo ⬇ mostra os últimos movimentos de preços, índices e câmbio que impactam o mercado de algodão.


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Algodão Brasileiro Responsável é apresentado em Workshop Renner-Vicunha

24 de Setembro de 2020

O Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e suas associadas, foi apresentado na tarde desta quarta-feira (23) no Workshop Renner-Vicunha. Representantes e dirigentes das duas empresas receberam informações e esclarecimentos sobre os processos de certificação e desafios da cotonicultura brasileira que tem a meta de colocar o país no topo do ranking mundial de exportação, amparado pelos pilares da sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade.



Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, os diferenciais da pluma brasileira são a sustentabilidade e a certificação. "Usamos tecnologias modernas da produção ao beneficiamento e com baixo impacto ambiental no processo produtivo. Temos um produto sustentável e competitivo", afirmou Portocarrero, lembrando que 92% das lavouras se desenvolve em regime de sequeiro, ou seja, apenas com água das chuvas. "Além disso, somos o maior fornecedor de algodão sustentável do planeta e preconizamos o caráter social, ambiental e econômico em nossa produção", afirmou o diretor, destacando que a unificação de protocolos do ABR e da Better Cotton Initiative (BCI) aconteceu em 2013, incrementando a certificação brasileira, baseada nas legislações ambiental e trabalhista do país, considerada das mais rigorosas e completas do mundo.



"Na minha avaliação, a cotonicultura brasileira é profissional e organizada. E a conotação da rastreabilidade no ABR coloca o Brasil nos mais altos índices de legalidade. O que precisamos agora é acompanhar esse mesmo ritmo em outros aspectos que possam agregar mais valor ao produto", enfatizou Marcel Imaizumi, Diretor Superintendente da Vicunha, defendendo a importância do Programa ABR. No total são 178 itens, englobando os principais requisitos da legislação nacional e internacional, divididos em critérios como contrato de trabalho, proibição do trabalho infantil, escravo ou em condições degradantes ou indignas, liberdade de associação sindical, proibição de discriminação de pessoas, segurança, saúde ocupacional, meio ambiente e boas práticas agrícolas.



Apesar de exigir apenas 25 itens em seu protocolo de certificação, a BCI é referência mundial em licenciamento de pluma sustentável, e divulgou, em julho, um relatório apontando que o Brasil foi responsável por 36% de toda a pluma certificada pela entidade na safra 2018/2019, seguido pelo Paquistão, com 16,1% e em terceiro lugar, a China, com 15,9%. Vale ressaltar que o Conselho de Administração da BCI é composto por algumas das principais marcas varejistas internacionais, como Nike, Adidas, Levis, Ralph Lauren, H&M, dentre outras. "Estamos avançando no conceito de rastreabilidade e certificação para promover o uso do algodão consciente", enfatizou o diretor da Abrapa que falou ainda sobre o Movimento Sou de Algodão. "O grande ganho da cadeia é alcançar a transparência de processos e a qualidade das lavouras para ter um produto final identificado. Mas esse é um caminho longo, construído com todos os elos participantes, evoluindo gradativamente dentro do compromisso da melhoria contínua da produção de algodão no Brasil", finalizou.

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Abrapa discute controle biológico em Reunião da Câmara Temática de Insumos

22 de Setembro de 2020

O incremento da produção e produtividade na atividade agrícola no país, em um cenário futuro, será medido em tecnologia por hectare. Essa é a aposta da Câmara Temática de Insumos Agropecuários que discutiu, entre outros temas, na tarde desta segunda-feira (21), o detalhamento do Programa Apoio à Inovação Tecnológica do Ministério da Agricultura, o andamento das tratativas para a Reforma Tributária, regulamentação da operação de drones, além das biofábricas de agentes biológicos para o controle de pragas apresentadas pela Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa).



"A Câmara de Insumos existe para discutir assuntos relevantes e que promovam a melhoria de toda a cadeia produtiva. E a aplicação de tecnologias precisa estar alinhada com a legislação, a realidade do produtor e a viabilidade da lavoura", disse o presidente da Câmara, Júlio Busato, afirmando que a troca de experiências e abordagem de alternativas têm como objetivo manter o nível de relacionamento, aprendizagens e alianças estratégicas para a construção de uma agenda que possa agregar valor aos produtos. "Controlar, dar tranquilidade, segurança sem atrapalhar a atividade, desburocratizar as ações para alcançar um produto de qualidade devem ser as premissas das discussões com relação aos insumos tecnológicos, biológicos ou químicos", garantiu.



Nesse sentido, a Abrapa trouxe o exemplo de algumas entidades associadas que possuem biofábricas de agentes biológicos para o controle de pragas nos estados de Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais. Segundo o representante da entidade, Fernando Rati, o setor de controle biológico apresentou 15% de crescimento em 2019 no Brasil e cresce, anualmente, 7% no mundo, em média. Até 2014, existiam 60 produtos biológicos registrados no país e, em 2019, o número passou de 260. "Sem dúvida é um setor que vem ganhando espaço e competitividade no Manejo Integrado de Pragas e Doenças das principais culturas agrícolas no Brasil e isso tem motivado os investimentos e estudos da Abrapa e o Instituto Brasileiro do Algodão", finalizou Rati.

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Abrapa divulga estimativas para a safra 2020/2021 em reunião da Câmara Setorial do Mapa

22 de Setembro de 2020

Com os preços da soja e do milho mais remuneradores, o produtor de algodão brasileiro decidiu plantar um pouco menos na safra 2020/2021. Serão 1,4 milhão de hectares, contra 1,6 milhão de hectares no ciclo anterior (-12%), com expectativa de produção de, aproximadamente, 2,5 milhão de toneladas de pluma, 13% menos que na safra 2019/2020, quando o país colheu 2,9 milhões de toneladas. Os números foram divulgados nesta segunda-feira (21/09), durante a reunião da Câmara Setorial do Algodão e seus Derivados, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento (Mapa), que, além dos cotonicultores, representados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), também congrega os elos da indústria, exportação, dentre outros.



Para o presidente da Abrapa e da câmara setorial, Milton Garbugio, a rentabilidade foi o fator primordial para a redução de área de área de plantio. "O setor amargou um grande baque com a pandemia da Covid-19. Agora, estamos vendo a rápida recuperação do mercado, mas a decisão foi tomada dois meses atrás", explicou Garbugio. "Além da questão do preço da commodity, hoje em torno de US$0,65 por libra-peso, é preciso ter mercado para escoar a produção, tanto dentro quanto fora do Brasil. Os estoques mundiais deverão crescer em torno de 3% e, internamente, a previsão é de que tenhamos algo próximo de 422 mil toneladas de estoques de passagem, em 2020/2021. Não adianta produzir muito e não vender toda a produção", considerou.



Na comparação com o mesmo período do ano passado, a indústria têxtil brasileira encolheu 19,8%. Nesse período, a de vestuário diminuiu 36%, e as vendas no varejo foram 37,6% menores. De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, a retomada do consumo está se dando de forma acelerada, após o relaxamento nas medidas de contenção da Covid-19, com a reabertura, ainda que parcial, do comércio e do setor de serviços.



Apesar de benéfica e desejável para a economia, a rapidez da volta do consumo trouxe alguns problemas para o setor. Segundo a Abit, a indústria e o varejo não previam o ritmo da retomada, compassado tanto pela demanda reprimida, quanto pela injeção de recursos oriundos do auxilio emergencial concedido pelo Governo Federal para as famílias prejudicadas pela perda de emprego e renda, impostos pelas medidas de contenção do coronavírus.



Abastecimento garantido



"O mercado está reaquecendo e, nessa retomada, depois de 90 dias, há questões a ser consideradas, mas o fato é que não vai faltar algodão no Brasil. Precisamos estar coordenados nesse processo de retorno das atividades para ajustar o preço, o fornecimento, e a demanda do mercado. Acredito que vamos precisar de uns 120 dias para ajustar essas equações", afirmou Pimentel, dissociando a alta nos preços, que o consumidor final está percebendo no varejo, do valor do algodão, e afastando o temor de falta da matéria-prima.



A pandemia acarretou uma "queda profunda em abril", segundo Fernando Pimentel. Foram 71 mil postos de trabalhos formais perdidos, no momento em que setor ainda comemorava os novos mais de 11 mil empregos formais gerados em 2019. "Já em julho, entramos no terreno positivo na indústria têxtil. O mesmo não se pode dizer do setor de confecções', disse. O presidente da Abit destacou a importância de valorização do produto nacional, e citou como exemplo o movimento Sou de Algodão, criado pela Abrapa, para o incentivo do consumo da fibra no mercado interno.



Exportações




As exportações brasileiras, na safra 2019/2020, foram de dois milhões de toneladas de pluma, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Henrique Snitcovski. "De julho de 2020 até julho de 2021, esse número deverá ser ainda maior, pois não só exportaremos a safra 2020, como também parte do algodão que deveria ter sido embarcado nos meses de abril, maio e junho. Isso como consequência da pandemia, que obrigou o alongamento dos embarques.



O Brasil exportou 109 toneladas em agosto de 2020, primeiro mês


correspondente à safra 2020/2021, totalizando uma receita de US$ 153,13


milhões proveniente das exportações. O volume exportado em agosto/2020


é 141% maior que ao total do mesmo mês, em 2019. Os maiores importadores do algodão brasileiro, em ordem decrescente, Turquia, Indonésia, Vietnã, Paquistão, China e Bangladesh. A previsão de embarques de algodão para setembro é de aproximadamente 190 mil toneladas, segundo a Anea.



"O Brasil teve um aumento significativo em suas exportações, totalmente atrelado ao incremento da produção. Contudo, a participação do algodão brasileiro no mercado internacional também cresceu. Deixamos para traz a característica marcante que tínhamos de ser um exportador sazonal, que fornecia em apenas doze meses do ano, com 70% dos embarques no segundo semestre, para nos fazer disponíveis por um maior período, para os principais mercados importadores", afirmou Snitcovski. Segundo o presidente da Anea, essa mudança de posicionamento também alterou o mindset da indústria internacional, que teve de rever suas estratégias, passando a considerar maior participação da pluma brasileira em seus blends.



O porto de Santos, de acordo com a Anea, foi responsável por mais de 95% dos embarques de algodão do país. Os portos do chamado "arco Norte", que inclui o porto de Salvador, na Bahia, estão se desenvolvendo para execução da safra, principalmente, do Oeste da Bahia. De acordo com a Anea, a maioria das exportações de fibra por Santos têm a ver com a frequência de linhas de importações que o porto recebe, e, consequentemente, com a disponibilidade dos contêineres ocasionada por estas importações. Com a pandemia, e a consequente queda nas importações brasileiras, os exportadores de algodão sentiram a falta de contêineres para embarcar a pluma no começo da temporada, considerado entre os meses de julho e agosto de 2020. "Mas isso foi contornado", garante Snitcovski.



Carta



Durante a reunião, a Anea entregou ao presidente da Abrapa, Milton Garbugio, um documento em que solicita o apoio da associação dos produtores e da câmara setorial para a extensão do prazo de comprovação das exportações indiretas – quando o faturamento ocorre com fins específicos de exportação – dos atuais 180 dias para 360 dias, junto ao Conselho Nacional de Política Fazendária do Ministério da Economia, e que as associações estaduais deem suporte, através das respectivas Secretarias da Fazenda. O pedido se dá por conta da previsão de estoques de passagem acima da média histórica, causados pelo alongamento dos embarques em 2020. A câmara aprovou a demanda por unanimidade, e o pedido será encaminhado ao Mapa.


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