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Produtores brasileiros e indústria têxtil chinesa estreitam relações com participação no Cotton Brazil Outlook – China

18 de Março de 2021

Evento, que aconteceu em março, busca uma maior aproximação entre o algodão brasileiro e empresas chinesas. A participação do algodão brasileiro nas importações da China (market share) na temporada 2019/2020 atingiu 37% e, atualmente, país é o maior importador da fibra nacional.


A última quinta-feira, 10 de março, foi marcada por um importante encontro entre produtores de algodão do Brasil e representantes da indústria têxtil da China. Na data, aconteceu o Cotton Brazil Outlook China, evento promovido por Cotton Brazil, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), contando com a Embaixada do Brasil em Beijing e a CNCE (China National Cotton Exchange) como co-organizadores do evento.


Este foi o mais recente evento virtual da série, que já promoveu encontros com os mercados da Índia, Coreia do Sul, Vietnã, Turquia, Bangladesh, Paquistão e Indonésia, através do estreitamento de relações entre autoridades e especialistas do segmento nacional com empresários do ramo têxtil locais. Na ocasião, os participantes recebem informações valiosas sobre os diferenciais da pluma brasileira, suas características, dados sobre a última safra e projeções de curto e médio prazos.


Depois da abertura oficial com Marcelo Duarte, Diretor de Relações Internacionais da Abrapa e gestor do Cotton Brazil, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, deu as boas-vindas aos presentes. Logo após, o embaixador do Brasil em Beijing, Paulo Estivallet, ressaltou a importância da parceria comercial entre os dois países nas últimas décadas. Segundo ele, mesmo com a grave crise global gerada pela pandemia de Covid-19, foram atingidos recordes comerciais em 2020.


"As exportações de algodão brasileiro para a China cresceram 31% entre 2019 e 2020. Esta é uma comprovação de que o Brasil é capaz de produzir e comercializar grandes volumes com grande qualidade", explicou o embaixador, afirmando ainda que "o trabalho duro de produtores e autoridades fez com que o produto brasileiro seja hoje reconhecido e indicado mundialmente".


China é o principal mercado internacional do Algodão Brasileiro


 


De acordo com dados da Abrapa, a China, maior consumidor global de algodão, foi o maior importador da fibra brasileira, representando 30% de todo o volume embarcado no período de agosto de 2019 a julho de 2020. O país tem tido uma crescente participação nas compras de algodão brasileiro: nos últimos 5 anos, o Brasil aumentou consideravelmente o volume de algodão exportado para a China em mais de 5 vezes. Na temporada 2015/2016, foram 100.661 toneladas; na temporada 2019/2020 este número subiu para 576.680 toneladas, que renderam 916,4 milhões de dólares para o Brasil.


Yang Baofu, vice-diretor geral da CNCE – China National Cotton Exchange (organização que tem mais de 5.000 compradores de algodão em sua carteira na China), reconheceu a crescente importância do algodão do Brasil para a indústria têxtil chinesa e a necessidade de um estreitamento cada vez maior entre os países. "A integração do mercado e de toda cadeia da indústria de algodão da China com o Brasil formou uma exemplar cooperação ganha-ganha", afirmou. Ainda de acordo com Mr. Baofu, o evento Cotton Brazil Outlook representa "oportunidade para aumentar ainda mais o entendimento, fortalecer a cooperação, expandir a escala dos negócios da cadeia de algodão brasileiro com o mercado chinês e criar um ambiente comercial internacional saudável".


O webinar seguiu com as apresentações de Júlio Cézar Busato, Presidente da Abrapa; Edson Mizoguchi, Gestor de Qualidade da Abrapa; Carlos Moresco, produtor de algodão brasileiro; Henrique Snitcovski, Presidente da Anea; e Marcelo Duarte, Diretor de relações internacionais da Abrapa.  O evento contou ainda com a participação de representantes da indústria chinesa durante uma rica sessão de perguntas e respostas: Eric Weng, Gerente do Departamento de Trading Internacional da Chinatex Cotton (HK) Limited; Nana Zhao, Gerente Geral da Henan Tongzhou Cotton Trade Co.; e Kris Kong, Gerente Internacional da Hebei Xindadong Textile Co. Os convidados contribuíram com suas percepções sobre o aumento da qualidade e, consequentemente, da aceitação do algodão brasileiro pela indústria têxtil chinesa. Ainda, sugeriram ações para aumentar a participação da pluma no mercado chinês, de maneira a criar uma situação ganha-ganha para todos os elos da cadeia. O evento Cotton Brazil Outlook – China é uma das várias ações da iniciativa Cotton Brazil nos principais mercados consumidores de algodão do mundo.


 


Sobre Cotton Brazil


Cotton Brazil é uma iniciativa que nasce no final de 2020 para promover o algodão brasileiro no mercado global, depois de 20 anos de constante inovação, pesquisa e investimentos em aprimoramentos do setor. Capitaneada pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Cotton Brazil pretende levar o Brasil à liderança global nas exportações de algodão através de ações como marketing digital com site em nove idiomas e redes sociais; marketing de relacionamento; eventos técnicos e promocionais; inteligência de mercado; missões com compradores e vendedores; pesquisas e parcerias estratégias.  Para coordenar de forma mais efetivas estas ações e fomentar um estreitamento nas relações com os clientes Asiáticos, a Abrapa conta com um escritório em Singapura.


Para saber mais, acesse: www.cottonbrazil.com

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"Nossos esforços agora são de aumentar o mercado externo para o algodão brasileiro"

16 de Março de 2021

Entrevista do presidente da Abrapa no quadro “Conversa na Varanda” do programa “Depois da Porteira”


Em entrevista ao programa Depois da Porteira, transmitido pela rádio CooperaCom, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, falou sobre a grande evolução da cotonicultura brasileira na última década e perspectivas para o setor. Com investimentos em pesquisa e tecnologia, a produção da fibra saltou de 1.194 milhão de toneladas na safra 2009/2010 para 3 milhões de toneladas na safra 2019/2020, e o Brasil se tornou o quarto  maior produtor e o segundo maior exportador de algodão do mundo. "Podemos crescer muito mais e num curto período de tempo", afirmou Busato.


Ouça a entrevista completa aqui (incluir o link: https://anchor.fm/agropressmarketingecomuni/episodes/Nossos-esforos-agora-so-de-aumentar-o-mercado-externo-para-o-algodo-brasileiro-esg652)

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Confaz prorroga desoneração de insumos agropecuários

15 de Março de 2021

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), composto por secretários de Fazenda dos 26 estados e Distrito Federal, decidiu nesta sexta-feira (12), em reunião extraordinária, prorrogar os Convênios ICMS nº 100/1997 e 52/1991 até 31 de dezembro de 2025. Com a decisão, fica mantida a redução na base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para maquinários e insumos agrícolas.


 A única exceção são os fertilizantes.  O item que mais pesa sobre os custos de produção terá o ICMS majorado de 1% para 4% ao ano. O aumento será gradativo, com elevação de 1% ao ano a partir de 2022, chegando a 4% em 2025.


O desconto sobre os demais insumos não foi alterado: 30% na base de cálculo do ICMS na comercialização interna e interestadual de ração e sementes e até 60% na de defensivos agrícolas.  "O custo dos insumos impacta diretamente na nossa competitividade.  A renovação dos convênios é muito importante para toda a cadeia do agronegócio brasileiro", avalia o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Júlio Cézar Busato.

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Grifes brasileiras e internacionais transformam o agro em fashion

12 de Março de 2021

Marcas adotam referências do universo da produção no campo para estampar coleções de alta-costura e acessórios.


Calça jeans, cinto com fivela larga e camisa xadrez. O onipresente visual vaqueiro nasceu na década de 30, herdado de filmes de faroeste e da indumentária dos artistas do coun try americano. De lá para cá, o estilo caubói mudou pouquíssimo, com pequenas alterações no tipo de couro das peças, em um ou outro detalhe invisível. A novidade: a estética da vida no campo passou a inspirar grandes grifes internacionais. O agro é fashion, e é chique. Na recém-encerrada Semana de Moda de Milão, a Moschino pôs esguias modelos em vestidos e casacos com estampas de adoráveis vaquinhas no pasto. Outras ostentavam vestidos inspirados em sacos de batata e, creia, todas estavam alinhadíssimas. Alguns meses antes, a francesa acquemus montou seu desfile em um belíssimo campo de trigo. Há ainda inovações no setor dos acessórios, como semijoias que ganharam formatos bem característicos na lida do agronegócio. São colares em forma de grão de soja, botas e diminutos chapéus de cavaleiros. "É um jeito de exibir a beleza que vem da terra, onde há, sim, muita feminilidade e elegância", diz Cristiane Steinmetz, agricultora e líder da Rede UMA, organização que oferece formação às mulheres do setor agrícola e que recebe parte da arrecadação com os pingentes. Foram 5000 unidades comercializadas em apenas dois meses.


Os produtores rurais logo perceberam a boa oportunidade de negócios e imagem com o vestuário. Não por acaso, apoiam com força as criações. A organização brasileira Sou de Algodão, por exemplo, leva estilistas e designers para campos de colheita localizados em dez regiões brasileiras de modo a inspirá-los. "É uma imensidão branquinha e macia, eles se sentem como se estivessem nas nuvens", diz Júlio Cézar Busato, presidente da organização que defende a produção sustentável do fio. A preocupação quanto a como os tecidos são feitos é outro capítulo interessante na relação entre a moda e o campo. A francesa Chloé exibiu neste ano uma coleção em que se via a união da sustentabilidade com alto estilo: os fios sintéticos, como o poliéster, foram banidos das modelagens e os tecidos vieram da agricultura orgânica. A tendência é um aceno em direção aos desejos de uma forte clientela interessada nos rumos do planeta. Pesquisa da IBM realizada globalmente mostra que 70% dos consumidores consultados pagariam em média 37% mais em um produto só para que a empresa oferecesse transparência sobre como funciona sua linha de produção.


O retorno ao natural, lembre-se, é um mecanismo tradicionalmente usado pela moda para responder a períodos de catástrofes que colocam a sociedade diante de pontos de inflexão, como a atual pandemia. Logo depois de 1986, ano do desastre nuclear de Chernobyl, nasceu um movimento de valorização dos elementos naturais, muito parecido com o que se vê nas passarelas aqui e agora. "A valorização da natureza é imperativa hoje, e a moda traduz esse desejo", diz João Braga, professor de história da moda na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). A depender do burburinho em torno da nova onda, a estética antiga e envelhecida dos caubóis de cinema deve demorar a voltar à cena.


Publicado em VEJA de 17 de março de 2021, edição nº 2729

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

12 de Março de 2021

​ALGODÃO PELO MUNDO #10/2021



 - Algodão em NY - Novamente uma semana de muita volatilidade na bolsa de NY.  Mesmo o relatório WASDE sendo considerado relativamente altista, o mercado teve limite de baixa na Terça para depois se recuperar.   O contrato Jul/21 fechou ontem cotado a 89,20 U$c/lp, alta de 1,2% nos últimos 7 dias.


 - Baixistas - No relatório WASDE deste mês a produção dos EUA 2020/21 foi reduzida para 14,7 milhões de fardos, enquanto a expectativa do mercado estava em torno de 14,6 milhões. As exportações permaneceram inalteradas em 15,5 milhões de fardos, o que foi a maior surpresa já que a maioria acreditava que a previsão seria aumentada por conta do alto volume de vendas até aqui.


- Altistas - O relatório, por outro lado, reduziu os estoques iniciais e a safra mundial 2020/21 mais uma vez.  Assim, o estoque mundial final projetado para 20/21 foi reduzido em 1,14 milhão de fardos, para 94,6 milhões (20,6 milhões de tons). A relação estoque/uso global foi projetada em 80,5% contra a última temporada em 96,3%.


- Altistas 2 - Embora há previsões de chuva leve a moderada para as planícies do Texas na próxima semana, no geral as perspectivas para a safra da região não parecem muito promissoras neste momento pré-plantio.


- EUA - A maioria dos analistas de mercado estimam que as exportações dos EUA este ano devem chegar perto de 16 milhões de fardos, o que deve levar os estoques de passagem do país (2020/21) a ficarem abaixo de 4 milhões de fardos (a atual projeção do USDA é de 4,2 milhões de fardos).


- China - As exportações totais da China aumentaram 155%, para US$ 469 bilhões em fevereiro, em comparação com o ano anterior, quando grande parte da economia estava fechada para combater a pandemia.  Economia Chinesa forte geralmente está relacionada com bons preços de commodities.


- China 2 - As cotações de algodão na bolsa de Zhengzhou (ZCE) caíram 3,6% esta semana.  Com a queda, a diferença de preço entre o algodão importado e o local caiu de 1.300 yuan/ton para 1700 yuan/ton. Ou seja, mesmo com a queda o algodão importado continua ainda muito mais compensador para as industrias locais.


- Cotton Brazil China – Aconteceu esta semana na China o webinar Cotton Brazil Outlook. Este foi o segundo evento na China em 3 meses e que contou com a presença de indústrias têxteis locais e empresas da cadeia, destacou a qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e outros diferenciais do algodão brasileiro. Mais info: http://cottonbrazil.com


- Cotton Brazil China 2 – O evento Cotton Brazil Outlook – China foi o oitavo evento realizado este ano nos principais países compradores pela Abrapa em parceria com Anea e Apex-Brasil.  O evento da China contou com o apoio da Embaixada do Brasil em Beijing e da CNCE – China National Cotton Exchange.


- India - Segundo fontes locais, as exportações de algodão da Índia devem aumentar 50% este ano, para 1,27 milhão de toneladas.  A Índia, maior produtor mundial, exporta o algodão mais barato do mundo e assim tem ganho espaço este ano em mercados como China, Bangladesh e Vietnã.


- Paquistão - As exportações da Índia poderiam ter um novo impulso caso o Paquistão decida reabrir seu mercado para o algodão indiano. Conversas estão em andamento para reestabelecer o comércio de algodão entre os países, mas ainda sem resultados.


- Exportações - Exportações brasileiras de algodão na 1a semana de março foram de 60 mil toneladas.  Neste ritmo deveremos bater o recorde de exportações para o mês, que foi 140 mil toneladas em mar/20.


- Exportações 2 - Nos sete meses da temporada de exportações 20/21 (iniciada em Ago/20), o Brasil exportou 1,76 milhão de toneladas, totalizando uma receita de US$ 2,66 bilhões.


- Exportações 3 O principal mercado neste período foi a China (630 mil tons), seguida de Vietnã (267 mil tons) e Paquistão (244 mil tons)


- Plantio 20/21 -  A Abrapa informou que o plantio da safra 2020/21 de algodão no Brasil está 100% concluído.


- Preços - Consulte tabela abaixo ⬇
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Indústria têxtil da Indonésia participa do encontro virtual Cotton Brazil Outlook

12 de Março de 2021

Indonésia é o sexto maior importador do algodão brasileiro no mundo e participou da série de eventos online que visa o estreitamento de relações comerciais entre Brasil e o mercado asiático


Continuando a série de encontros virtuais em torno do algodão brasileiro, Cotton Brazil Outlook, foi a vez da indústria têxtil da Indonésia conhecer mais sobre a qualidade da nossa fibra. O evento aconteceu no dia 4 de março e foi promovido pela iniciativa Cotton Brazil, da Abrapa (Associação Brasileira de Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão) e Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), com o apoio da Embaixada do Brasil em Jacarta, e da API, associação têxtil do país.


Os eventos têm acontecido desde dezembro de 2020 e já promoveram encontros com indústrias da China, Índia, Vietnã, Coreia do Sul, Turquia, Bangladesh e Paquistão. Na ocasião, autoridades e especialistas do segmento nacional são reunidos com empresários do ramo têxtil locais, que recebem informações valiosas sobre a pluma brasileira, suas características e dados sobre a última safra com o objetivo de estreitar relações comerciais. No último ano, cerca de 200 mil toneladas de algodão foram exportadas para indústrias da Indonésia, sendo que atualmente o país é o 6º maior importador de algodão brasileiro.


Após uma introdução de Marcelo Duarte, Diretor de Relações Internacionais da Abrapa, e do vice-presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, o embaixador do Brasil em Jacarta, José Amir da Costa Dornelles, lembrou da importância do evento como oportunidade de demonstrar a competitividade do produto brasileiro. "O mercado da Indonésia absorve 10% de toda a exportação de algodão brasileiro. A embaixada brasileira em Jacarta está orgulhosa em apoiar a iniciativa Cotton Brazil e em trabalhar para a expansão desta importante parceria entre Brasil e indústria têxtil da Indonésia", disse.


Em seguida, Abhay Agarwal, o presidente do Comitê de Comércio Internacional da API - Textile Association of Indonesia - e diretor de negócios da Sritex Group, fez uma breve apresentação sobre o cenário da indústria têxtil do país, que conta com mais de 1.500 indústrias entre fiações, tecelagens, malharias e confecções, tinturarias e outras. "A relação calorosa construída entre API e Abrapa criará um acesso fácil ao algodão de alta qualidade do Brasil para os usuários de algodão da Indonésia e fornecerá um mercado lucrativo para os produtores de algodão brasileiros", mencionou.


O 6º maior importador de algodão brasileiro


A Indonésia é uma importante parceira do algodão brasileiro, sendo o sexto maior importador da nossa fibra.  No país do sudeste asiático é grande a aceitação do produto nacional, com participação de mercado de 34% em 2019/20.  Os dados parciais de 2020/21 são ainda melhores, mostrando que o algodão brasileiro já representa 42% das compras externas da Indonésia.


O webinar contou também com as apresentações de Júlio Cézar Busato, Presidente da Abrapa; Edson Mizoguchi, Gestor de Qualidade da Abrapa; Carlos Moresco, produtor de algodão brasileiro; Henrique Snitcovski, Presidente da Anea; e Marcelo Duarte, Diretor de relações internacionais da Abrapa.


Sobre Cotton Brazil


Cotton Brazil é uma iniciativa que nasce no final de 2020 para promover o algodão brasileiro no mercado global, depois de 20 anos de constante inovação, pesquisa e investimentos em aprimoramentos do setor.


Capitaneada pela Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), em parceria com Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Cotton Brazil pretende levar o Brasil à liderança global nas exportações de algodão através de ações como marketing digital com site em nove idiomas e redes sociais; marketing de relacionamento; eventos técnicos e promocionais; inteligência de mercado; missões com compradores e vendedores; pesquisas de mercado e parcerias estratégias com entidades e organizações nos compradores.  Para coordenar de forma mais efetivas estas ações e fomentar um estreitamento nas relações com os clientes Asiáticos, a Abrapa conta com um escritório em Singapura.


Para saber mais, acesse: www.cottonbrazil.com

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SBRHVI promove workshop sobre climatização de laboratórios

10 de Março de 2021

Atender aos rígidos padrões internacionais de climatização é um dos maiores desafios dos laboratórios responsáveis pela análise de qualidade da fibra de algodão produzida no Brasil. Para aprimorar conhecimentos e padronizar processos, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, promoveu um workshop virtual sobre controle e monitoramento de temperatura e umidade em salas climatizadas.


O treinamento contínuo é um dos pilares do programa Standard Brasil HVI, cujo objetivo é assegurar a confiabilidade das análises de High Volume Instrument (HVI) feitas por 11 laboratórios espalhados pelo país. "O primeiro item para uma boa análise, e o mais difícil no mundo todo, é manter o padrão de climatização de 21 graus de temperatura e 65% de umidade", destaca o gestor do programa de Qualidade da Abrapa, Edson Mizogushi. "Hoje temos muito mais precisão do que no passado", afirma.


No primeiro treinamento de 2021, a Contemp - fabricante de instrumentos e sensores para processos industriais – apresentou melhorias nos sistemas e novas tendências para centrais de climatização. O engenheiro Bruno Macedo mostrou as novidades e esclareceu dúvidas sobre sensores de temperatura e umidade de alta precisão, controladores e software de monitoramento utilizados nas salas de análise de algodão.


O workshop contou com a participação de 36 profissionais dos laboratórios participantes do programa SBRHVI, vinculados à Abapa, Agopa, Ampasul, Petrovina, Cooami, Cooperfibra, Kuhlmann, Minas Cotton e Unicotton. Anicézio Resende, gerente da Minas Cotton, considera os treinamentos do SBRHVI essenciais para a melhoria das análises de classificação instrumental do algodão brasileiro. "Nosso maior desafio é encontrar o equilíbrio entre temperatura e umidade e, simultaneamente, economizar energia, que é o principal custo dos laboratórios", pontua. "Workshops como esse são de suma importância, pois permitem o sincronismo dos laboratórios. Aprendemos uns com os outros e o país ganha em qualidade das análises de classificação", complementa Resende.


O SBRHVI


O programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) foi lançado pela Abrapa em 2016, como um compromisso com a transparência e a credibilidade das análises de qualidade da fibra feitas no Brasil. Para cumprir com seu objetivo, conta com um moderno e bem equipado laboratório central em Brasília – o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA) -, responsável pela parametrização da classificação, padronização dos processos de análise e checagem dos resultados no país.


O programa engloba visitas técnicas, suporte e treinamento para os laboratórios que atendem aos cotonicultores brasileiros. Um Banco de Dados da Qualidade do Algodão Brasileiro completa a estrutura do SBRHVI.

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Abrapa promove rodada de reuniões com associações estaduais

10 de Março de 2021

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Abrapa, iniciou um giro pelas principais regiões produtoras da fibra no país.  As visitas, lideradas pelo presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, têm o objetivo de atualizar as associações estaduais e ouvir sugestões sobre os projetos que a Abrapa vem desenvolvendo na busca de mercados e na valorização da pluma do algodão brasileiro, para melhorar a rentabilidade dos produtores e dos associados.


A rodada começou pela Associação Maranhense de Produtores de Algodão, Amapa, na última quinta-feira (04).  Em reunião com o presidente e o vice-presidente da Amapa, Eduardo Logemann e Aurélio Pavinato, Busato focou nos programas de promoção comercial do setor: Sou de Algodão, voltado ao mercado interno,  e Cotton Brazil, destinado ao mercado externo. Após o encontro de trabalho, os três visitaram lavouras de algodão da região.


Ainda neste semestre, o presidente da Abrapa pretende visitar as 10 associações regionais que integram a entidade: Abapa (Bahia); Acopar (Paraná); Agopa (Goiás); Amapa (Maranhão); Amipa (Minas Gerais); Ampa (Mato Grosso); Ampasul (Mato Grosso do Sul); Apipa (Piauí); Appa (São Paulo) e Apratins (Tocantins). Juntas, elas representam 99% de toda a área plantada, 99% da produção e 100% da exportação de algodão no Brasil.  "A ideia é nos unirmos e nos integrarmos cada vez mais, em prol do desenvolvimento do setor", destaca Busato.

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Relatório de Safra - 1ª quinzena de abril de 2021

08 de Março de 2021

Relatório de Safra


O Brasil registrou recorde de exportações de algodão no mês de março. As vendas externas totalizaram 221.948 toneladas da pluma, 58% acima do volume embarcado no mesmo mês de 2020. Nos primeiros oito meses da  temporada de exportações 2020/2021, iniciada em agosto de 2020, os embarques  chegaram a 1,943 milhão de toneladas de algodão. China e Vietnã foram os principais destinos da pluma brasileira no período.  As informações estão no relatório Abrapa de  Safra de março, publicado nesta quinta-feira (08). O documento apresenta, ainda, previsões atualizadas para a safra 2020/2021 e dados sobre sobre oferta e demanda mundial de algodão. Confira aqui.


Relatório de Safra - 1ª quinzena_abril_08.04.2021 (1)

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Plantio do algodão chega ao fim com queda de 16% na área cultivada, mas expectativa de alta produtividade

08 de Março de 2021

Os trabalhos de plantio da safra de algodão 2020/21 já estão praticamente encerrados no Brasil e foi registrada uma redução na área cultivada até maior do que a esperada. A Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) projetava uma diminuição de 15%, mas o registrado ao final foi de 16%.


Segundo o presidente da Abrapa, Julio Cezar Busato, a redução de área vai impedir a conquista de um volume recorde de produção, mas as projeções ainda são de ótimas produtividades médias, na casa das 300@ por hectare caso o clima contribua para o desenvolvimento das lavouras.


A liderança destaca que os meses de março e abril serão os mais críticos para a cultura, quando será preciso boas precipitações para desenvolver as plantas. No Mato Grosso, no entanto, será preciso estender as chuvas até o mês de maio.


Olhando para o mercado, 60% desta produção já foi negociada com preço de 63 centavos de dólar por libra peso, um patamar que cobriu os custos de produção, de 60 centavos de dólar, mas é bem menor do que os atuais 85 centavos de dólar. Assim, quem conseguir boas produtividades irá maximizar os lucros.


Este cenário de retomada rápida do mercado e dos preços deve contribuir também para a recuperação da área plantada já na próxima safra 2021/22. Busato espera, no mínimo, retornar aos 1,6 milhão de hectares da safra anterior, e talvez até superar esse número.


Confira a íntegra da entrevista com o presidente da Abrapa no vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=Gu4lgUi7iS4


publicado no site Notícias Agrícolas em 08/03/2021


Guilherme Dorigatti

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