Safra de algodão do Brasil terá desafios para crescer no próximo ciclo
Segundo números oficiais, o Brasil atingiu uma produção recorde de 3 milhões de toneladas na temporada 2019/20
01 de Abril de 2022
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28 de Março de 2022
As marcas exclusivas para crianças são os grandes destaques entre as novas adesões do Movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), que fechou o mês de fevereiro com 30 novos parceiros, totalizando 865 marcas. Só no último mês, do total, foram seis do segmento que aderiram, que se encaixam em microempresas ou MEIs.
Um dos pontos mais interessantes desse segmento é o microempreendedorismo, no qual a procura por iniciar o próprio negócio ocorre após o nascimento dos filhos, para ter uma fonte de renda e ficarem mais próximos das crianças. Além disso, é uma oportunidade para se criar roupas diferenciadas, com temáticas e design exclusivo. Esse é o caso das marcas Caiçarinhas Baby, Nous Baby, Mexerica e Mini Hugs, por exemplo.
A Belezas de Helena, fundada por Alessandra Nistal, também é um exemplo de valorização da fibra natural em marcas infantis e de pais que buscam se aproximar dos filhos. A criação se deu a partir da chegada de Helena, filha da então advogada, que percebeu que o mercado da moda não possuía opções para pessoas com Síndrome de Down, como a menina de 10 anos. "A nossa marca nasceu do interesse dela em modelar, em ser fotografada, já que desde pequena participou de algumas campanhas. Veio também da minha dificuldade em encontrar roupas para seu biotipo diferenciado e do sonho do pai em incentivar e desenvolver o futuro independente da sua filha", explica a empreendedora.
A alta procura pelo algodão nas confecções infantis se explica pelos atributos da fibra, que é confortável, suave e que não abafa a pele e nem causa alergia, além de ser prática. Outra questão importante é que mantém a pele do bebê sempre sequinha. Atualmente, esse é o principal segmento, representando quase 22% de todos, confirmando que a preferência pela fibra é justificada pelo fato de entregar os atributos citados acima, além de ser natural.
Os destaques deste segmento que fazem parte do Movimento Sou de Algodão vão para: Precoce, Grupo Kyly, Brandili, Kamylus, Marlan, Grupo Cristina, Grupo Açucena e Grão de Gente.
Para conferir todas as marcas que se juntaram ao Movimento, até agora, é só acessar o site.
Sobre Sou de Algodão
É um movimento único no Brasil que nasceu em 2016 para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia do algodão, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos, com 85% da safra 20/21 com a certificação ABR.
17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
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25 de Março de 2022
Abrapa na Mídia
Produção de algodão deve crescer 20%
Os produtores de algodão comemoram a safra que vai ser colhida a partir de junho - uma das maiores da história. A estimativa da Abrapa é de 2,82 milhões de toneladas. Mas o custo de produção tende a subir na safra do ano que vem. Um dos motivos é o aumento do preço dos insumos, pressionados pela guerra entre a Rússia e a Ucrânia. As previsões para a cotonicultura nacional foram destaque nos programas Band Cidade e Jornal da Band.
Assista:
https://youtu.be/iNwOMcWcHFM
https://youtu.be/ZTgWqHPOTcg
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25 de Março de 2022

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22 de Março de 2022
Previsão de produção de algodão sobe para 2,82 milhões de toneladas
A estimativa de produção de algodão na safra 21/22 subiu para 2,82 milhões de toneladas, crescimento de 19,6% em relação ao ciclo anterior. Em dezembro/21, a previsão era de 2,71 milhões de toneladas. A atualização foi apresentada pela Abrapa e pelas associações estaduais nesta terça-feira (22), durante a 66ª Reunião Ordináriada Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (CSAD/Mapa).
O aumento da produção é resultado da recuperação de 15,2% na área plantada, que chegou a 1,579 milhão de hectares, e da alta produtividade. De acordo com o terceiro levantamento da safra 21/22, realizado no início deste mês, a previsão de produtividade é de 1.785 Kg/hectare -a segunda maior da história -,3,8% acima do obtido no ciclo anterior. O recorde ocorreu na temporada 19/20, quando as lavouras brasileiras atingiram a média de 1.802 kg por hectare.


Exportações
A Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) apresentou dados atualizados da atual temporada de embarques, iniciada em julho de 2021. Até fevereiro deste ano, foram exportadas 1.258 milhão de toneladas da pluma. Segundo o presidente da entidade, Miguel Faus, a estimativa é chegar a 1.742 milhão de toneladas até o final do ciclo.Os principais clientes da fibra brasileira seguem sendo China (32,7%), Vietnã (16,2%), Turquia (13%), Bangladesh (10,1%), Paquistão (9,9%), e Indonésia (8,5%).
Faus destaca a guerra entre a Rússia e a Ucrânia, a elevação da inflação mundial e a volatilidade da cotação do petróleo como fatores de preocupação. Além da alta nos preços dos fertilizantes e defensivos, há temor quanto à disponibilidade de insumos para a safra 22/23 e o agravamento da crise logística registrada em 2021, com escassez de contêineres.
Entre os fatores de alerta, a Anea aponta a previsão de crescimento de 20% da safra 2022 dos Estados Unidos – pode ser menos, em razão da seca no West Texas. Também chama a atenção para o fato de que a Austrália oferecerá algodão no segundo semestre, concorrendo com o produto brasileiro, com previsão de safras cheias em 2023 e 2024.
Preço Mínimo
A atualização do preço mínimo do algodão, especialmente em razão da disparada nos preços dos fertilizantes e de outros insumos, também entrou em pauta na reunião da Câmara. A proposta do setor é atualizar o atual valor de R$ 82,60/@de plumapara R$ 122. "O cenário mundial mudou completamente. A conjuntura atual não permite que seja menos que isso", avaliou o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero. "A atualização do preço mínimo é uma medida de precaução, de recomposição de custo, para que possamos manter nosso ritmo de crescimento", pontuou.
O presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato destacou que a safra atual está garantida, mas é imprevisível o que pode acontecer no próximo ciclo em razão do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. "É uma incógnita. A gente sabe como as guerras começam, mas não sabemos como terminam", afirmou. "Precisamos atualizar o preço mínimo todos os anos, porque um dia poderemos precisar e ele é a base de tudo", ressaltou.
Nematóides
Outro tema tratado pela Câmara Setorial da CadiaProduova de Algodão e Derivados foi a ameaça dos nematoides à cotonicultura brasileira. Existem 3 espécies de nematoides que causam perdas na ordem de 10% na produção do algodão do Brasil: (Meloidogyneincognita, Rotylenchulusreniformis e Pratylenchusbrachyurus). O algodoeiro caracteriza-se como a cultura mais suscetível/intolerante para o R. reniformis e há poucos produtos registrados para esse alvo, inviabilizando a produção em determinadas situações.
Além dessas espécies, recentemente foi identificada a ocorrência do Aphelenchoidesbesseyi, mesmo causador da "vaca loca II na soja", e do Meloidogyneenterolobii, contra os quais ainda não há resistência genética e controle biológico. Diante disso, os cotonicultores pedem a priorização do registro de nematicidas químicos para a cultura do algodoeiro, com a finalização dos registros em andamento para M. incógnita, priorização dos registros para R. reniformis e, imediatamente, termos ativos registrados para Aphelenchoidesbesseyi.
Missão Vendedores
O presidente da Abrapa aproveitou a reunião para fazer um relato dos encontros realizados com compradores do Paquistão e da Turquia entre fevereiro e março deste ano, na primeira Missão Vendedores realizada desde o começo da pandemia. Após a promoção de um evento em Dubai para cerca de 100 empresários paquistaneses, a comitiva brasileira, formada por cotonicultores e exportadores, visitou as principais indústrias têxteis turcas. A missão foi realizada em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Anea.
Patrícia Morinaga, associada da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), integrou a comitiva. "A viagem foi muito produtiva. Com essa aproximação vamos quebrando barreiras, mostrando que, mesmo com custo de produção mais alto, nossa intenção é manter a área e ser um grande fornecedor mundial", avaliou.
O presidente da Anea, destacou a presença de produtores como o grande diferencial dos eventos realizados. "As fiações se sentiram prestigiadas e viram a importância que os cotonicultores brasileiros dão para a qualidade do algodão que está sendo enviado para o mercado externo", afirmou Miguel Faus, destacando o crescente aumento de exportações para Paquistão e Turquia. "Estão investindo muito em novas fiações, temos um potencial enormepara o futuro", frisou.
Para Júlio Busato, a missão foi altamente positivo. "Os americanos têm escritórios nessas regiões, mas não conseguem fazer a aproximação que fizemos e estabelecer essa relação quase de amizade com os clientes . Queremos fazer mais viagens dessas e trazer os compradores para conhecer nossas lavouras", concluiu o presidente da Abrapa,
A próxima reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados está prevista para acontecer no dia 22 de junho.
17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
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18 de Março de 2022

17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
16 de Março de 2022
O Brasil possui a maior parcela do mercado global de algodão, com a certificação BCI, que garante um futuro mais sustentável à produção da cultura. Ao todo, a participação brasileira gira em torno de 38% do setor. Apesar disso, alguns parceiros comerciais brasileiros desconhecem a qualidade e sustentabilidade do nosso produto, diante disso, uma comitiva brasileira foi a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e a cidades turcas, para apresentar as virtudes da produção nacional de algodão. Quem esteve na viagem e conversou com a jornalista Marusa Trevisan, é o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, Júlio Cézar Busato.
Assista:
https://tvterraviva.band.uol.com.br/noticia/1000001010455/cotton-brazil-outlook-2022.html
Terraviva – Jornal Terraviva Segunda Edição – 14.03.2022
17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
15 de Março de 2022
Abrapa na Mídia
A safra 21/22 de algodão está na fase de desenvolvimento vegetativo na maior parte das lavouras brasileiras, segundo levantamento feito pela Abrapa em parceria com as associações estaduais. Na primeira semana de março, faltavam ser plantados apenas os últimos talhões nos estados de Goiás e Minas Gerais. Em entrevista ao programa Agro Noite, o presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, falou sobre as perspectivas para a atual temporada.
Assista:
https://www.youtube.com/watch?v=wGxsp8nwiOQ
Agro Mais – Programa Agro Noite – 10.03.2022
17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
14 de Março de 2022
Mercado doméstico destes dois países demanda mais do que a produção algodoeira dessas nações é capaz de fornecer
Após dois anos de reuniões virtuais, os cotonicultores brasileiros finalmente retomaram a interação presencial com atuais e potenciais clientes internacionais. Paquistão e Turquia foram os mercados eleitos para a primeira Missão Vendedores realizada pela Abrapa desde o começo da pandemia de Covid-19. Ambos estão entre os cinco maiores importadores de algodão do mundo. Juntos, os dois países foram destino de um quarto de todo a pluma embarcada pelo Brasil na última temporada, cada um com cerca de 12% das nossas exportações.
Ao longo da última década, além de receber representantes da indústria de diferentes países nas chamadas Missões Compradores, a Abrapa promoveu diversas Missões Vendedores, levando produtores brasileiros para conhecer o modelo de negócio e as necessidades dos principais destinos compradores de algodão no mundo. Nessas visitas, sempre são apresentados os números da cotonicultura brasileira e os programas desenvolvidos no país para incrementar a qualidade, a sustentabilidade, a rastreabilidade e a transparência nos dados de classificação instrumental de fibra, visando reforçar a confiança internacional.
A presença física, fundamental no processo de conquista de novos mercados e na consolidação do Brasil como segundo maior exportador mundial da pluma, ganhou novo impulso com o projeto Cotton Brazil, executado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex- Brasil) e a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea),com o apoio dos Ministérios da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e de Relações Exteriores (MRE).
Com a Apex-Brasil e a Anea, conseguimos reunir, em Dubai, mais de 100 empresários do setor têxtil e de algodão do Paquistão. Foi uma oportunidade para networking e troca de informações. Ouvimos a indústria daquele país e compreendemos o que devemos fazer para melhorar nossa participação e valorização no mercado paquistanês.
O Paquistão é o quinto maior produtor mundial de algodão, logo atrás do Brasil, com 0,98 milhão de toneladas na safra 2021/22. Mas é, também, o terceiro maior consumidor global da pluma e o quarto maior importador de acordo com o Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC). Há uma disposição muito grande de expandir o parque fabril têxtil, com investimentos da ordem de US$ 5 bilhões em máquinas. A presença da Abrapa, por meio do Cotton Brazil, demonstra nosso interesse em sermos parceiros neste crescimento.
Já na Turquia, no começo deste mês, conhecemos duas regiões produtoras, visitamos oito grupos industriais, incluindo os maiores do país em consumo de algodão, ouvimos sugestões de melhoria e percebemos a satisfação daquele mercado e o uso crescente do algodão brasileiro – nos últimos três anos, o país quase triplicou as importações da nossa pluma.
Como o Paquistão, a Turquia tem produção local, mas não consegue atender o consumo interno – o país já é o quinto maior importador mundial, com 1,17 milhão de toneladas adquiridas em outros mercados, segundo dados do ICAC. Observamos, lá, o mesmo movimento de investimentos evidenciado no Paquistão, com muitas fiações sendo construídas e ampliadas e um enorme potencial de expansão de negócios com o Brasil.
A Abrapa tem no seu DNA o foco no mercado, tanto nacional quanto internacional. Não chegaríamos onde chegamos se não tivéssemos a visão do cliente. E essa visão precisa ser permanentemente calibrada, porque o cliente muda. As missões internacionais servem, justamente, para que possamos aprender com nossos atuais e potenciais compradores, entender o que vem pela frente em termos de tendências e demandas, quais regiões e produtos vão crescer mais e quais características da pluma estão sendo mais demandadas.
Naturalmente, o cenário pontual é de apreensão com a guerra na Ucrânia e seus impactos, até porque esses países dependem muito de energia do leste europeu, principalmente a Turquia. Uma crise energética certamente impactará muito o desenvolvimento planejado.
Por outro lado, sob o ponto de vista de médio e longo prazos, ficamos muito animados. O algodão está voltando com força ao guarda-roupa das pessoas no mundo todo. É um fenômeno que já tínhamos observado em números e, ao conversar com a indústria paquistanesa e turca, percebemos o quanto as marcas, as lojas e o consumidor final estão buscando peças que tenham menos impacto no meio ambiente. Nesse sentido, o Brasil está totalmente alinhado à demanda mundial: 84% da produção nacional têm certificação socioambiental. É um grande diferencial da pluma brasileira.
O que vimos e ouvimos vai de encontro à vontade dos produtores brasileiros de continuar ampliando a área plantada e produzindo de maneira consistente, com qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Voltamos para casa seguros de que estamos no caminho certo, mas que precisamos continuar evoluindo. Traçamos uma agenda de prioridades que envolverá um trabalho conjunto entre produtores, pesquisadores, exportadores e governo, para que, juntos, façamos as mudanças necessárias para que o algodão brasileiro permaneça na vanguarda mundial.
Júlio Cézar Busato, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).
https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Opiniao/Vozes-do-Agro/noticia/2022/03/setor-algodoeiro-nacional-realiza-missao-no-paquistao-e-turquia.html
Revista Globo Rural – Vozes do Agro – 14.03.2022
17 de Abril de 2026
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15 de Abril de 2026