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Aulas da terceira turma da Brazilian Cotton School começam na próxima segunda

Encontros acontecem em Brasília e São Paulo

06 de Março de 2026

A terceira turma da Brazilian Cotton School inicia suas aulas na próxima segunda-feira (9), em Brasília (DF). O programa reúne profissionais de diferentes áreas do agronegócio interessados em aprofundar conhecimentos sobre o mercado de algodão, com uma formação voltada aos principais aspectos da cadeia produtiva e comercial da fibra. O objetivo é ampliar a qualificação técnica de profissionais que atuam ou pretendem atuar no setor, promovendo uma visão abrangente do funcionamento do mercado de algodão no Brasil e no exterior.


A iniciativa conta com o apoio de entidades representativas do setor, entre elas, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). “A Brazilian Cotton School é uma oportunidade ímpar de desenvolvimento pessoal para os participantes e, ao mesmo tempo, um instrumento de fortalecimento de toda a cadeia, ao conectar profissionais de diferentes elos e preparar lideranças que atuarão em um setor cada vez mais sustentável, tecnológico e próspero”, declarou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


Ao longo do curso, os 36 participantes terão acesso a conteúdos exclusivos sobre produção, logística, comercialização, mercado internacional, gestão de riscos e instrumentos de negociação utilizados no comércio da commodity. “O início das aulas da terceira turma confirma que a escola vem cumprindo seu papel de difundir conhecimento e a BBM tem orgulho de apoiar uma iniciativa que contribui para o fortalecimento e a profissionalização do mercado de algodão no Brasil”, enfatizou o diretor-geral da Bolsa, Cesar Costa.


Além das aulas teóricas, ministradas por 59 profissionais, o programa também promove a troca de experiências entre especialistas, executivos, produtores e profissionais ligados à cadeia do algodão, criando um ambiente de aprendizado prático e networking qualificado. A proposta é aproximar os diferentes elos do setor e contribuir para a formação de lideranças capazes de lidar com os desafios de um mercado cada vez mais globalizado e técnico. As aulas seguem em São Paulo nas duas semanas seguintes, encerrando no dia 27 de março.


Informações para a imprensa
Sara Kirchhof
secretaria@braziliancottonschool.com.br
(11) 9 1471 1522


 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 06/03/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #09/2026  

06 de Março de 2026

Destaque da Semana 1 - A intensificação do conflito no Oriente Médio, com fechamento do Estreito de Hormuz e adicional de guerra no custo do frete, afetou o sentimento na cadeia têxtil global e aumentou a aversão a risco no algodão. 


Destaque da Semana 2 - O sentimento do mercado, porém, melhorou nos últimos três dias, com cotações se estabilizando, à medida que os fundamentos do algodão melhoram e investidores globais passam a prever que a interrupção da oferta de petróleo no Golfo Pérsico pode durar pouco com as recentes ações anunciadas pelos EUA.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 05/mar cotado a 66,00 U$c/lp (-1,6% vs. 26/fev). O contrato Dez/26 fechou em 68,73 U$c/lp (-1,0% vs. 26/fev).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 834 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 05/mar/26.


Oferta - A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4,1% frente a 2025/26. 


Demanda - A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano. Para 2026/27, a estimativa inicial é de 25,23 milhões de toneladas, sugerindo recuperação de aproximadamente 0,5% em relação a 2025/26. 


Baixistas 1 - A situação segue preocupante no Oriente Médio, com ataques dos EUA e Israel em território iraniano, retaliações nos países do Golfo Pérsico e fechamento do Estreito de Hormuz. O cenário elevou o risco de choques de energia, frete e logística para toda a cadeia do algodão. 


Baixistas 2 -  O dólar segue fortalecido em meio à escalada de tensões, reafirmando seu papel de moeda de refúgio; esse movimento tende a pressionar as commodities cotadas em US$, incluindo o algodão.


Baixistas 3 - Na China, embora o algodão importado esteja competitivo, estoques de fio nas fiações estão aumentando, com compradores relutantes em aceitar novos aumentos de preços, o que tende a frear compras adicionais de algodão no curto prazo. 


Baixistas 4 - Em Bangladesh, o valor das exportações de vestuário em fevereiro ficou bem abaixo de janeiro e acumula queda de cerca de 4% nos primeiros oito meses do ano fiscal, ao mesmo tempo em que aumentam os temores com custos de energia. 


Baixistas 5 - O algodão continua caro em relação ao poliéster. Mesmo após alguma melhora nos últimos anos, a relação de preços entre fibra natural e sintética ainda está bem acima da média histórica. Essa perda de competitividade estrutural frente ao poliéster é um freio importante para o crescimento do consumo de algodão, especialmente em cenários de renda apertada. 


Baixistas 6 - A alta recente do petróleo para máxima de 12 meses, combinada com fortalecimento do dólar, reforça o risco de um novo ciclo de inflação global concentrada em energia, frete e alimentos, segmentos que concorrem diretamente com o orçamento do consumidor. Em contextos assim, o algodão historicamente é uma das primeiras commodities a sofrer destruição de demanda, pois roupas e têxteis domésticos são postergados em favor de gastos essenciais.


Altistas 1 - Uma possível escalada dos preços do poliéster, em meio ao conflito no Irã e às interrupções na cadeia petroquímica, pode provocar uma mudança no mix de fibras no mercado global de vestuário. Fibras naturais (como o algodão) e sintéticos reciclados podem ganhar espaço.


Altistas 2 - O relatório Cotton On Call da CFTC mostrou que, somando os contratos maio e julho/26, as vendas a fixar das fiações passaram a superar as compras a fixar de produtores em pouco mais de 650 mil fardos (cerca de 142 mil tons), o que significa que, para zerar essas posições, o mercado precisa comprar mais futuros do que vender. 


Altistas 3 - Isso, somado ao avanço dos resgates do algodão empenhado no loan nos EUA, reduz uma parte importante da pressão vendedora estrutural sobre NY e abre espaço para movimentos de alta quando houver gatilhos de demanda ou de risco geopolítico.


Altistas 4 - Relatórios recentes indicam negócios recentes de algodão brasileiro e norte-americano para China, Vietnã e Sul da Ásia, mostrando que há demanda efetiva nesses níveis de preço.


Altistas 5 - Na China, com estoques em porto estimados em cerca de 550 mil tons e mais de dois terços da safra 2025/26 já vendida, muitas fiações seguem interessadas em importar, o que sustenta a procura por algodão brasileiro e americano.


Altistas 6 - Projeções iniciais sugerem queda da produção em 2026/27 em alguns exportadores importantes, como a Austrália, devido a cenário de água mais apertado para irrigação e preços pouco atrativos. Se confirmadas reduções também em área nos EUA e em outros países, o balanço global tende a se apertar mais à frente.


Agenda - Na terça-feira 10/mar, o USDA divulgará o relatório WASDE de março, com atualização das projeções de produção, consumo, comércio e estoques mundiais de algodão e demais commodities agrícolas.


Mundo 1 - Segundo o ICAC, a safra 2026/27 deve registrar queda de ~4% na produção, para algo em torno de 24,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo se mantém perto de 25,0 milhões de toneladas, deixando o balanço global um pouco mais apertado.


Mundo 2 - O comércio mundial é projetado em cerca de 9,6 milhões de toneladas, com Brasil e EUA mantendo o protagonismo nas exportações e Bangladesh e Vietnã como principais destinos, apoiados em setores têxteis em expansão.


Mundo 3 - China segue como maior produtor e consumidor, mas o avanço das fibras sintéticas tende a limitar o crescimento da demanda por algodão, mesmo com a perspectiva de estoques globais um pouco mais justos.


Mundo 4 - Clima mais instável e falta de água em regiões como Paquistão e partes dos EUA já afetam a perspectiva de produção, enquanto novas políticas comerciais e incertezas tarifárias podem aumentar a volatilidade de preços na temporada.


China - A CNCotton trabalha com produção de 7,41 milhões de tons, consumo de 8,16 milhões e importações de 1,1 milhão de tons em 2025/26, com estoques finais projetados em 6,88 milhões de tons (+330 mil vs 2024/25). O mercado interno segue relativamente abastecido, mas com espaço para importações competitivas.


EUA - A discussão da nova Farm Bill começou na Câmara em 3/mar, com o setor agropecuário pressionando por atualização de programas de apoio diante do aumento dos custos e da perda de participação no comércio mundial. 


Vietnã - Fiações vietnamitas relatam boa carteira de pedidos de tecidos e vestuário até o segundo trimestre de 2026, com destaque para artigos produzidos com algodão norte-americano. As compras concentram-se em algodão disponível em portos ou em estoques consignados, e o algodão brasileiro de safra 2025 também desperta interesse em função do preço competitivo frente a outras origens. 


Paquistão - A tensão crescente na fronteira Paquistão-Afeganistão e o ambiente regional mais instável atuam como freio para novos contratos de algodão, em especial para embarques mais distantes. 


Aprendizagem – Começa na próxima semana a 3ª edição do Brazilian Cotton School, iniciativa das quatro principais instituições da cadeia do algodão no Brasil: Abrapa, Abit, Anea e BBM. O curso terá três semanas e reunirá mais de 30 profissionais de diferentes elos da cadeia, com programação dividida entre Brasília e São Paulo.


Qualidade da fibra - A Abrapa disponibiliza uma plataforma digital que amplia a transparência e o acesso às informações sobre a qualidade da fibra do algodão brasileiro. A ferramenta permite consultas personalizadas sobre a evolução das principais características das amostras, com dados atualizados diariamente. Acesse https://abrapa.com.br/sbrhvi.


Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 270,5 mil toneladas em fev/26, queda de 1,5% em comparação com fev/25. 


Exportações 2 - No acumulado de ago/25 a fev/26, as exportações brasileiras de algodão somam 2 milhões de toneladas, alta de 4,8% com relação ao mesmo período em 24/25.


Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento já está em fase final, restando apenas o estado de MT, que se encontra com 99% concluído, para o encerramento total do beneficiamento. Total Brasil: 99,27%


Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (05/03), a semeadura foi finalizada em praticamente todos os estados. Restam apenas Minas Gerais (99%) e Piauí (94,52%) para a conclusão do plantio. Total Brasil: 99,89%

Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo:
Quadro de cotações para 05-03 (1).xlsx - Google Planilhas


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Lideranças da Bayer na América Latina visitam a Abrapa e conhecem programas do algodão brasileiro 

Competitividade e sustentabilidade no mercado do algodão são temas de encontro entre a Bayer e a Abrapa 

05 de Março de 2026

Em viagem ao Brasil, o time de lideranças da Bayer na América Latina visitou na última terça-feira, 3 de março, a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília. O encontro reuniu representantes da multinacional vindos da Argentina, Paraguai, Colômbia e México em uma agenda focada na apresentação dos programas desenvolvidos pela entidade para fortalecer a competitividade, a sustentabilidade e a reputação do algodão brasileiro.


Durante a visita, a delegação conheceu a estrutura institucional da Abrapa, dialogou com diretores da associação e esteve no Centro Brasileiro de Referência do Algodão (CBRA), onde são desenvolvidas amostras de referência da pluma para os laboratórios que fazem análise de qualidade da fibra.  


Parceria e troca de experiências


A parceria entre a Bayer e a Abrapa foi um dos principais temas do encontro. Segundo o diretor da multinacional de negócios de soja e algodão no Brasil, Fernando Prudente, a relação entre as duas instituições acompanha praticamente toda a história da associação. “Estamos com um time de extrema importância da Bayer para a América Latina, responsável pelo relacionamento com parceiros estratégicos. A Abrapa é hoje a associação mais bem estruturada do agro brasileiro. Essa visita permite mostrar o que há de melhor para nossa equipe e compartilhar iniciativas que podem inspirar outras regiões”, destacou o diretor durante a reunião.


Do lado da Abrapa, a avaliação também foi positiva. O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, ressaltou a importância da atuação conjunta com fornecedores de insumos e tecnologia, em especial com a Bayer, que esteve entre as apoiadoras dos primeiros programas estruturados para o algodão no Brasil. “É uma honra receber representantes de toda a América Latina. Abrimos nossa casa, mostramos nossos projetos e fortalecemos a troca de experiências necessária para avançar permanentemente”, afirmou Portocarrero.


Algodão na América Latina


Para a Bayer, o algodão brasileiro ocupa posição estratégica no portfólio global da companhia. “O algodão é fundamental para a Bayer. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e vem evoluindo muito em produtividade, qualidade e sustentabilidade. Grande parte desses saltos está conectada à introdução de biotecnologias, que ajudaram o produtor a produzir mais na mesma área, com impacto ambiental positivo”, afirmou Francila Calica, diretora de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade da Bayer para a América Latina.


Segundo ela, a visita ao Brasil integra uma agenda mais ampla da companhia com seu time de relações institucionais na região. “Viemos conhecer de perto o ecossistema de associações com as quais trabalhamos para mover a pauta positiva do agro. Quando se fala em algodão, é impossível não pensar na Abrapa. É uma parceria histórica, com programas de alto impacto, e queremos que o restante da América Latina entenda como essa relação está estruturada e quais são as pautas que compartilhamos olhando para o futuro da agricultura”, disse.


A experiência também foi elogiada por representantes de outros países. Ileana Lopes, líder de Relações com a Indústria e Sustentabilidade da Bayer no México, afirmou que a visita trouxe inspiração prática. “Foi espetacular. Estou levando muitas ideias para o desenvolvimento do mercado mexicano. Temos uma área menor de cultivo de algodão, mas podemos nos inspirar no trabalho de sustentabilidade e rastreabilidade feito no Brasil. É um patamar que todos aspiramos alcançar”, concluiu. 

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Atenção, produtor: procure a estadual e atualize seu cadastro no SINDA

Associações estaduais são responsáveis pelo cadastramento que garante o acesso aos programas de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão brasileiro

05 de Março de 2026

Produtores de algodão que desejam acessar os programas da Abrapa devem regularizar sua situação cadastral no SINDA (Sistema Nacional de Dados do Algodão) para a Safra 2025/2026. O sistema funciona como uma das bases de dados mais importantes da cotonicultura brasileira e é indispensável para acessar programas geridos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e Associações Estaduais, como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), certificações socioambientais (ABR e ABR-UBA) e o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


O diferencial para esta safra é a implementação de um fluxo de dados unificado de ponta a ponta, que transforma o cadastramento em uma exigência tanto técnica quanto operacional. Pela primeira vez, o sistema integra de forma absoluta as Unidades de Beneficiamento (UBAs), os laboratórios de análise de HVI e os órgãos certificadores sob um cadastro único, dentro da plataforma Siga.


Entenda como o cadastro é o ponto de partida para a rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro e veja como solicitar o seu cadastro.


Rastreabilidade do campo à comercialização


O SINDA representa o início da trajetória da rastreabilidade do algodão brasileiro. O cadastro das fazendas e produtores no sistema é o que formaliza o vínculo entre unidade produtiva e produtor e confirma a habilitação para operação na safra.


Sem o cadastro ativo e a habilitação da fazenda, a Unidade de Beneficiamento (UBA) fica tecnicamente impedida de beneficiar o algodão numa UBA que opere no SAI. Se a fazenda não estiver habilitada, o operador do SAI não consegue selecionar a unidade para submeter as malas de amostras de algodão, paralisando o fluxo de beneficiamento.


Ao vincular corretamente a unidade produtiva ao produtor no SINDA, eliminam-se erros e garante-se que a etiqueta de cada fardo conte a origem da produção.


Garantia na análise de qualidade


A partir da safra 2025/2026, a operação do SAI passa a exigir a submissão de malas de amostras lacradas e vinculadas, no sistema, ao respectivo produtor e à unidade produtiva/fazenda. Todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) deverão realizar esse procedimento para que a análise de qualidade seja processada.


Essas informações são automaticamente puxadas do SINDA através do Siga. Para que o inspetor da UBA insira os dados das malas, é indispensável que produtores e unidades produtivas estejam devidamente cadastrados, vinculados e habilitados na safra vigente. Sem essa validação prévia, a mala não pode ser registrada no sistema.


Na prática, os laboratórios de análise da fibra recebem e operam com o mesmo cadastro de produtor e unidade produtiva, feito pela estadual e já  utilizado pela UBA, e replicam as informações validadas na origem.


O mesmo acontece com o certificado do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que depende exclusivamente dos dados validados no SINDA.


Certificação ABR sem entraves


Para quem busca a certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), o SINDA é indispensável. Para que a unidade produtiva/fazenda participe do programa e obtenha a certificação socioambiental, ela precisa estar devidamente cadastrada, vinculada a um produtor ou grupo e habilitada para operação na safra no sistema.


Além disso, o Responsável ABR também é cadastrado. Sem o cadastro ativo e a fazenda habilitada, o processo de certificação não avança, impedindo que o produtor comprove suas boas práticas e acesse mercados que exigem algodão sustentável.


Como fazer o cadastro no SINDA?


O processo de atualização é anual e deve ser realizado junto à Associação Estadual correspondente ao local da unidade produtiva. A entidade é responsável por efetuar a atualização na plataforma Siga, ambiente que centraliza os sistemas da Abrapa.


Para entender o passo a passo completo do SINDA e a sua abrangência em relação aos programas da Abrapa, acesse a cartilha do sistema:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Cartilha-Sinda-2026.pdf

Entre em contato com a sua associação estadual e realize o seu cadastro:


ABAPA
Associação Baiana dos Produtores de Algodão
Adilson
(77) 9 8825-6075
proalba@abapa.com.br


AGOPA
Associação Goiana dos Produtores de Algodão
Anatalina
(62) 98159-5332
sustentabilidade@agopa.com.br


AMIPA
Associação Mineira dos Produtores de Algodão
Lorena Santos Silva Fidelis
(34) 9 9918-6759
adm1matriz@amipa.com.br


APAP
Associação de Produtores de Algodão do Pará
Ana Karoline Santana
(91) 991611065
apap@apap.com.br


AMAPA
Associação de Produtores de Algodão do Maranhão
Celiane
(99) 98273-6783
amapa@amapa-ma.com.br


AMPASUL
Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão
Cícero Miguel de Oliveira
(67) 99916-0713
sustentabilidade@ampasul.org.br


APIPA
Associação Piauiense dos Produtores de Algodão
Lucilene
(89) 99922-5167
lucilene@apipa.com.br


APAECE
Associação dos Produtores de Algodão do Estado do Ceará
Francieli Silva
(88) 982296247
atendimentoagroambiental@gmail.com


APPA
Associação Paulista dos Produtores de Algodão
Marcella Wehrle
(14) 99800-5923
marcella.wehrle@appasp.com.br


AMPA
Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão
Juliana
(65) 99985-0823
ampa@ampa.com.br
Marco Antônio
(65) 99964-9797
marcoantonio@imamt.org.br

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Sou de Algodão percorre universidades parceiras e mobiliza estudantes para o 4º Desafio com a Casa de Criadores

Com foco no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, movimento percorreu instituições de ensino em São Paulo e Campinas, conectando estudantes ao mercado e reforçando a valorização do algodão brasileiro

03 de Março de 2026

Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), promoveu uma série de palestras em universidades parceiras, reunindo turmas de Design de Moda para apresentar o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. Conduzidos por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, os encontros trouxeram informações sobre o regulamento, etapas e oportunidades do concurso, considerado o maior do Brasil para estudantes de Moda, e abriram espaço para reflexões sobre autoria, responsabilidade ambiental e inserção no mercado.

Ao longo da semana, convidados especiais compartilharam suas trajetórias e experiências, ampliando o diálogo entre academia e indústria.

PUC-Campinas abre a programação com reflexão sobre identidade criativa

A semana começou na PUC-Campinas, com a participação do estilista parceiro Weider Silveiro, que apresentou aos estudantes detalhes de seu último desfile, realizado na São Paulo Fashion Week, e de seu processo criativo.

Durante o encontro, Weider realizou um bate-papo didático, no qual apresentou sua coleção recente e mostrou como organiza ideias, cartela de cores e materiais, além de destacar como suas referências enquanto criador nordestino atravessam toda a sua trajetória. “Mostrei como a fonte de inspiração está presente em tudo o que foi criado, nas formas e nas cores, e como minhas vivências fazem parte do meu trabalho desde o início”, afirma.

Para Rose Sathler, professora coordenadora do Bacharelado em Design de Moda da PUC-Campinas, a presença do estilista e do movimento proporcionou uma experiência enriquecedora. Segundo ela, “é um privilégio para o curso receber Weider Silveiro em uma ação viabilizada pela parceria com o Sou de Algodão”, ressaltando que a palestra ampliou repertórios, estimulou reflexões e impactou significativamente a formação acadêmica e humana dos estudantes.

Senai Brás reforça integração entre criação e produção



Na terça-feira (24), a palestra aconteceu no Senai Brás e reuniu alunos ingressantes de Design de Moda e veteranos de Produção do Vestuário. A proposta foi integrar as duas formações e reforçar a importância de compreender a moda como cadeia produtiva completa.

A professora Aymê Okasaki destacou que “foi importante ter os dois cursos reunidos, pois um complementa o outro a fim de valorizar não apenas a fibra de algodão, mas também a moda desenvolvida com ela”. Para ela, o retorno de Manami ao campus na reta final das inscrições incentiva os estudantes a se desafiarem e experimentarem o concurso, além de evidenciar a diversidade regional que o Desafio vem conquistando entre os finalistas.

Durante a apresentação, Manami reforçou o caráter formativo da iniciativa, explicando que “o Desafio não é apenas uma competição, mas uma oportunidade real para que os estudantes testem suas ideias, organizem seu processo criativo e entendam a importância da matéria-prima dentro de uma cadeia responsável”.

Senac São Paulo destaca projeção nacional do concurso



Na quarta-feira (25), o encontro no Senac São Paulo aprofundou as orientações sobre o concurso e abriu espaço para dúvidas sobre desenvolvimento de coleção e posicionamento autoral.

Para a professora Viviane Torres, “participar do Desafio Sou de Algodão representa uma janela de oportunidades única para os estudantes de Design de Moda”, pois possibilita a ampliação de repertório técnico e conceitual e a realização do sonho de apresentar seu talento em um dos eventos mais icônicos do país.

Manami destacou que o projeto “estimula pesquisa, metodologia e consciência sobre a matéria-prima”, além de oferecer visibilidade concreta aos participantes. “Nosso objetivo é mostrar que é possível construir uma moda autoral forte, valorizando o algodão brasileiro e dialogando com as demandas reais do mercado”, diz.

Anhembi Morumbi fortalece troca entre mercado e universidade



Ainda na quarta-feira (25), a programação seguiu na Anhembi Morumbi, com a presença de André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, e do estilista parceiro Peu Andrade, da marca Bold Strap, reforçando a conexão entre formação acadêmica e circuito autoral brasileiro.

A professora Cláudia Regina Martins avaliou que “essa parceria com o Sou de Algodão é muito positiva para a instituição”, destacando que a presença de profissionais do mercado gera uma troca essencial com os alunos. Segundo ela, os estudantes aproveitam esses momentos para fazer perguntas sobre processos produtivos, sustentabilidade e caminhos de inserção profissional. “A interação foi intensa, os palestrantes foram generosos nas orientações e isso é muito importante para os nossos cursos”, reitera.

Unip encerra a semana com foco em consciência criativa

Na quinta-feira (26), a Unip São Paulo recebeu Manami, André Hidalgo e estilistas convidados para encerrar a programação. O encontro destacou, mais uma vez, a importância da autoria e da responsabilidade no desenvolvimento de coleções.

Haroldo de Souza, coordenador do curso de Design de Moda, sintetizou o espírito da iniciativa ao afirmar que “criar com consciência é transformar matéria-prima em manifesto”, e que “a moda que queremos para o futuro nasce do respeito à matéria-prima e à autoria”.

Ao finalizar a semana, Manami destacou o engajamento dos estudantes e reforçou o impacto do projeto. “O Desafio revela talentos, mas também constrói trajetórias. Ele oferece mentorias, visibilidade e a oportunidade de integrar o line-up oficial da Casa de Criadores, preparando esses jovens para uma inserção real no mercado”.

Sobre o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores 

Com inscrições abertas até 12 de abril, o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores é o maior concurso de moda para estudantes do Brasil e busca revelar o novo nome da moda autoral nacional na 59ª edição da Casa de Criadores, em novembro de 2026.

O estudante vencedor vai receber uma bolsa de R$ 30 mil, além de passar a integrar oficialmente o line-up da Casa de Criadores na edição seguinte do evento. O professor orientador do projeto vencedor também é reconhecido com R$ 10 mil, reforçando o compromisso com a formação acadêmica.

Mais do que uma competição, o Desafio valoriza o algodão brasileiro, estimula a criatividade e fortalece a construção de uma moda autoral conectada à responsabilidade socioambiental e à realidade da cadeia produtiva.

 

Abrace este movimento: 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 27/02/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #07/2026 

27 de Fevereiro de 2026

Destaque da Semana 1 – O mercado internacional entra na última semana de fevereiro com as bolsas de NY e Zhengzhou (China) em forte recuperação, embaladas pelo otimismo após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o “tarifaço” do presidente Trump. Ao mesmo tempo, os primeiros números do USDA e de consultorias indicando que as principais origens tendem a plantar ou produzir menos reforçam a expectativa de uma oferta mais apertada adiante e aumentam a chance de maior sustentação para os preços.

Destaque da Semana 2 – As ações internacionais de promoção e desenvolvimento de mercado do algodão brasileiro continuam a todo vapor. Representantes da Abrapa e da ANEA, pela iniciativa Cotton Brazil, estiveram em Seul, na Coreia do Sul, em reunião com a SWAK, entidade que representa fiações e tecelagens do país. A agenda incluiu ainda eventos e visitas técnicas em três importantes centros compradores da Índia: Ahmedabad, Coimbatore e Mumbai.

Destaque da Semana 3 – Na Índia, a programação ocorreu paralelamente à missão oficial do governo brasileiro. Representantes do setor algodoeiro acompanharam a comitiva presidencial e ministerial nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.

Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 26/fev cotado a 67,80 U$c/lp (+3,1% vs. 19/fev). O contrato Dez/26 fechou em 69,92 U$c/lp (+2,4% vs. 19/fev).

Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 883 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 26/fev/26.

Oferta – A Cotlook manteve a estimativa da produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4% frente a 2025/26.

Demanda – A Cotlook manteve a projeção do consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano. Para 2026/27, o consumo é estimado em 25,23 milhões de toneladas, leve alta de aproximadamente 0,5% em relação a 2025/26.

Altistas 1 - Os futuros de algodão na ICE ganharam força e o contrato Dez/26 voltou a negociar em patamares que não eram vistos há mais de cinco meses, o que trouxe novo ânimo ao mercado. Já a bolsa de Zhengzhou na China, diante da empolgação com a queda do tarifaço de Trump e a volta do feriado do Ano Novo Chinês, atingiu patamares não vistos desde Maio de 2024.

Altistas 2 - Com a chegada da janela de plantio no Hemisfério Norte, o mercado começa a sair da discussão sobre demanda e passa a recair nas decisões de plantio e oferta da próxima safra. As projeções iniciais para 2026/27 indicam menor área de algodão nos EUA e na China e, em conjunto com uma expectativa de consumo mais alto, esse quadro tende a apontar para alguma redução dos estoques globais. Além disso, clima nos EUA e Xinjiang pode afetar a produção.

Altistas 3 - O algodão vem subindo gradualmente mesmo com venda ativa de produtores nos EUA há quase duas semanas, apoiada pelo programa de Loan Deficiency Payment (LDP), que acrescenta cerca de 2 a 2,5 U$c/lb ao preço recebido pelos agricultores e estimulou a liquidação de estoques elegíveis. O fato de NY ter absorvido esse fluxo sem perder suporte reforça a percepção de força subjacente na curva de preços.

Altistas 4 - As vendas de algodão por produtores nos EUA devem desacelerar na próxima semana, à medida que o Loan Deficiency Payment (LDP) do governo cai fortemente, de mais de 200 pontos para 16 pontos.

Altistas 5 - A China Cotton relata maior otimismo no setor têxtil após a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas, com muitas fiações reportando bons pedidos para as próximas semanas. As expectativas são de melhor demanda no pós-feriado, o que tende a sustentar o ritmo de uso de algodão e a retomada gradual das compras de pluma pelas fiações chinesas.

Altistas 6 - O dólar americano tem se desvalorizado neste início de ano, com queda acumulada de cerca de 2,5% em dois meses. Um dólar mais fraco tende a favorecer commodities precificadas em US$, como o algodão, aumentando a competitividade das exportações e abrindo espaço para preços internacionais mais firmes no curto prazo.

Baixistas 1 - Na China, a produção da região de Xinjiang deve fechar a safra 2025 em 7,42 milhões de tons. Com estoques comerciais totais próximos de 5,5 milhões de tons e estoques industriais acima de 1,0 milhão de tons, a oferta doméstica continua confortável, limitando espaço para maior alta de importações no curto prazo.

Baixistas 2 - Apesar da leve melhora recente, a demanda de fios na China e em outras partes da Ásia ainda é descrita como tímida, com pedidos fracos ao varejo e muitas confecções trabalhando apenas sobre carteira imediata. Qualquer alta mais forte em NY tende, portanto, a encontrar resistência rápida dos compradores.

Baixistas 3 - Na Índia, se a CCI (órgão governamental de controle de estoques de algodão) continuar liberando algodão de forma agressiva no segundo semestre, o mercado internacional pode enfrentar maior concorrência da pluma indiana em alguns destinos.

Baixistas 4 - A crise entre Paquistão e Afeganistão se agravou após ataques cruzados na fronteira, com o ministro da Defesa paquistanês falando em “guerra aberta” e dezenas de mortos em ambos os lados. O aumento do risco geopolítico na região amplia a incerteza sobre rotas terrestres e a confiança em mercados emergentes, o que reforça a aversão ao risco e pode pesar sobre ativos de commodities, incluindo o algodão.

Baixistas 5 - Paralelamente, EUA e Irã encerraram em Genebra mais uma rodada de negociações nucleares com promessa de nova reunião já na próxima semana, enquanto forças militares americanas seguem concentradas na região. O quadro de tensão persistente mantém o mercado em clima de cautela.

China - O Índice de Preços de Fios da BCO subiu para 21.870 yuan/ton, e os futuros de fio na ZCE renovaram máximas históricas, ao mesmo tempo em que o yuan se apreciou levemente. Isso reforça a percepção de que o mercado chinês de fios está em fase de recuperação gradual, ainda que a demanda final permaneça moderada.

EUA - A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas “recíprocas” aplicadas em 2025 reduz riscos para exportadores de têxteis e confecções, mas ainda falta definir qual será o novo desenho tarifário definitivo.

Índia 1 - Os preços internos de pluma tiveram leve alta: Shankar-6 está ao redor de ₹54.600/candy (algo como 76,6 U$c/lb) e o tipo Punjab J-34 em torno de ₹5.420/maund (cerca de 72,4 U$c/lb), ambos ex-algodoeira.

Índia 2 - A CCI já adquiriu 4,91 milhões de tons de algodão em caroço, o que equivale a 33% da produção projetada de 30,5 milhões de fardos de 170kg em 2025/26. Esse volume sob controle estatal diminui a disponibilidade no mercado livre e pode favorecer origens como Brasil e Austrália em momentos de necessidade de reposição rápida.

Índia 3 - As importações indianas de algodão em dez/25 foram de 258.658 tons (+53% vs nov) e, no acumulado ago/dez, somam 705.139 tons, mais que o dobro do mesmo período de 2024. A Índia consolida-se como importador relevante mesmo sendo grande produtor, o que é positivo para o algodão brasileiro de qualidade.

Paquistão - O mercado de fios apresentou melhora, com fiações relatando maior demanda interna e de exportação, especialmente após o retorno dos compradores chineses no pós-Ano Novo Lunar. Com preços de fios em alta e estoques de pluma mais enxutos, cresce a necessidade de recompor matéria-prima, o que tende a manter interesse por algodão importado, inclusive brasileiro.

Bangladesh - Fiações bengalesas mantêm postura cautelosa diante das mudanças nas tarifas dos EUA, mas alguns exportadores de vestuário acreditam que podem se beneficiar da tarifa reduzida de 10% nas importações americanas.

Agenda 1 - terça-feira, 10/mar/2026 – Divulgação do relatório USDA World Supply and Demand (WASDE), às 12h (horário de Nova York).

Agenda 2 - terça-feira, 31/mar/2026 – Divulgação do relatório USDA US Prospective Plantings (intenções de plantio nos EUA), às 12h (horário de Nova York).

Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento já está em fase final, restando apenas o estado de MT, que se encontra com 99% concluído, para o encerramento total do beneficiamento. Total Brasil: 99,27%.

Plantio 2025/26 – Até o dia de ontem (26/02) foram semeados nos estados da BA (98%), GO (100%),MA (100%),MG (96%),MS (100%),MT (100%), PI (94,52%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,47%.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 218,7 mil toneladas nas três primeiras semanas de fev/26. A média diária de embarque foi 22,5% maior que no mesmo mês de 2025.

Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo.

Quadro de cotações para 26 -02

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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IMA, AMPA e Abrapa promovem rodada de workshops voltada ao fortalecimento dos padrões de qualidade do algodão 

Especialistas promoveram encontro em três cidades do Mato Grosso, com foco nas melhores práticas de manejo com impactos na qualidade do algodão 

27 de Fevereiro de 2026

A Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (AMPA), o Instituto Matogrossense do Algodão (IMA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizam, entre os dias 24 e 26 de fevereiro, uma nova rodada de workshops voltados à melhoria da qualidade da fibra do algodão produzido no estado. Os encontros acontecem nos municípios de Campo Verde (24), Sorriso (25) e Campo Novo do Parecis (26). 


A iniciativa dá sequência ao ciclo de eventos sobre qualidade realizados em 2025 e integra a estratégia das entidades para aprofundar a conscientização da cadeia produtiva sobre práticas capazes de elevar de forma consistente o padrão do algodão mato-grossense. Nesta primeira rodada de 2026, o foco está na formação da qualidade da fibra ainda no campo e nos manejos de lavoura que impactam diretamente na análise e comercialização dos fardos.  


“Estamos avançando para um nível cada vez mais técnico, levando informação diretamente a quem toma decisão na fazenda”, afirma o coordenador do evento e pesquisador do IMA, Dr. Jean Belot. Segundo ele, compreender como a fibra se forma ao longo do desenvolvimento da planta é essencial para orientar escolhas de manejo mais eficientes. “A qualidade não começa na colheita ou no beneficiamento, ela é construída desde o início do ciclo produtivo”, ressalta. 


Relação entre qualidade e manejo no campo 


Gerente de qualidade da Ampa, Sérgio Dutra explicou como o workshop foi estruturado seguindo as fases do algodão no campo “Dividimos o ciclo em etapas justamente para trazer o público-alvo certo em cada momento, permitindo uma melhor assimilação do conteúdo e decisões mais assertivas no dia a dia da produção”, explicou.  


Nesta primeira rodada, os workshops reuniram especialistas em qualidade da fibra, fisiologia vegetal, pesquisa e consultoria para discutir práticas agronômicas que impactam atributos como resistência, comprimento e uniformidade da pluma. A programação abordou o mercado, a qualidade da última safra e os desafios de contaminação, contextualizando o aprofundamento em manejo, com foco nos efeitos da fisiologia, da adubação e do uso de insumos sobre a qualidade da fibra. 


De acordo com o consultor de qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, o formato dos eventos ajuda os produtores tomarem as decisões no nível técnico antes de cada etapa. “Considerando que o Brasil é o maior exportador com um volume que atende os clientes todos os meses, a qualidade pode ser um diferencial para agregar melhores preços na comercialização”, pontuou.  


Para Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, “A disseminação contínua de conhecimento técnico é um dos pilares para manter a competitividade do algodão brasileiro nos mercados nacional e internacional, diante de padrões de qualidade cada vez mais exigentes”. Ele destaca a importância da iniciativa no Mato Grosso e em outros estados: “A realização dos workshops de qualidade nos principais estados produtores, e, no caso do Mato Grosso, em diferentes cidades, é fundamental para o engajamento de quem cuida do algodão no dia a dia das propriedades.” 


Confira as próximas datas dos workshops de qualidade em Mato Grosso: 


Workshop Qualidade de Fibra: Qualidade na Colheita 




  • Campo Verde: 05/05/2026

  • Sorriso: 06/05/2026 

  • Sapezal: 07/05/2026 


Workshop Qualidade de Fibra: Qualidade no Beneficiamento 




  • Campo Verde: 23/06/2026

  • Campo Novo do Parecis: 23/06/2026 


Workshop Qualidade de Fibra: Escolha da Variedade 




  • Campo Verde: 06/10/2026

  • Sorriso: 07/10/2026

  • Campo Novo do Parecis: 08/10/2026 

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No Dia do Agronegócio, algodão destaca impacto social e ambiental do setor 

Indicadores mostram a contribuição da cotonicultura para o desenvolvimento sustentável no Brasil

25 de Fevereiro de 2026

No Dia do Agronegócio, a cadeia do algodão brasileiro chama atenção para uma realidade que vai além da exportação de commodities. Dados socioeconômicos e ambientais mostram que a cotonicultura tem atuado como um importante motor de desenvolvimento regional, especialmente em municípios do interior do país, combinando geração de renda, preservação ambiental e avanço nos indicadores sociais. 

Para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) a data é uma oportunidade de celebrar a cultura do algodão e ampliar o diálogo sobre o setor. “O algodão é uma cultura que envolve responsabilidade socioambiental ao longo de toda a cadeia, do plantio da semente ao produto final”, afirma Marcio Portocarrero, diretor executivo da entidade. 

Desenvolvimento regional impulsionado pelo algodão 

Os impactos da atividade podem ser observados de forma concreta em municípios que concentram a produção nacional da pluma. Entre 2000 e 2022, cidades como Campo Verde (MT), Primavera do Leste (MT), Sapezal (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA) registraram crescimento populacional muito acima da média brasileira. Campo Verde passou de 17 mil para 45 mil habitantes no período, crescimento de 161%. Primavera do Leste saiu de 36 mil para 85 mil moradores (139%). Sapezal quase quadruplicou sua população, saltando de 8 mil para 29 mil habitantes (269%). Já Luís Eduardo Magalhães teve o avanço mais expressivo: de 19 mil para 108 mil moradores, alta de 482% em pouco mais de duas décadas. 

O avanço populacional foi acompanhado por melhora consistente de acordo com os indicadores de desenvolvimento. Dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostram que, entre 2013 e 2023, os quatro municípios elevaram seus índices de forma superior à média nacional. Enquanto o IFDM do Brasil cresceu cerca de 29,8% no período, a média das quatro cidades avançou 21,3%, alcançando patamar considerado de alto desenvolvimento. O índice de Campo Verde saltou de 0,611 para 0,7602, Primavera do Leste, foi de 0,6626 para 0,805, Sapezal, de 0,6052 para 0,694, e Luís Eduardo Magalhães, de 0,55 para 0,6865. Os resultados refletem melhorias em renda, educação e saúde, pilares que compõem o IFDM. 

Certificação socioambiental é base do avanço 

Parte relevante desse desempenho está associada ao Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa de certificação socioambiental coordenado pela Abrapa. Criado em 2012, o ABR estabelece um padrão nacional que exige boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas em toda a cadeia produtiva da cotonicultura, critérios que asseguram que onde a pluma é plantada o meio ambiente é preservado e o desenvolvimento social alcança altos patamares de qualidade de vida para daqueles que vivem nas regiões produtoras. Atualmente, 81% de toda a produção de algodão no Brasil recebe certificação do ABR. 

Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa em 6 municípios do Oeste da Bahia (Cocos, São Desidério, Correntina, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras) aponta que, para cada R$ 1 investido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) no programa, são gerados R$ 5,09 em retorno socioeconômico para a população local. Os impactos incluem melhoria das condições de trabalho, fortalecimento da governança nas propriedades e maior integração entre produtores e comunidades. 

 A percepção dos produtores reforça os números. Segundo a pesquisa, 94% reconhecem que a certificação socioambiental influencia positivamente o valor da pluma, além de contribuir para a qualificação da mão de obra, organização produtiva e aumento da visibilidade econômica das regiões produtoras. 

 Ao mensurar de forma sistemática os efeitos do investimento em sustentabilidade, o levantamento consolida evidências de que a economia do algodão gera impactos que extrapolam a porteira. “Os dados mostram que organização setorial, governança e responsabilidade ambiental produzem efeitos duradouros sobre o desenvolvimento regional”, afirma Portocarrero. 

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Plantio da nova safra de algodão entra na reta final, enquanto o Brasil conclui o beneficiamento de uma produção recorde, aponta relatório da Abrapa 

O plantio da safra brasileira de algodão 2025/2026 entra no período final, ao mesmo tempo em que o país consolida o beneficiamento de uma colheita histórica no ciclo 2024/2025  

23 de Fevereiro de 2026

Até 12 de fevereiro de 2026, 97,4% da área projetada para a nova safra já havia sido semeada no país, segundo levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Restam áreas pontuais a serem implantadas principalmente na Bahia (4%), Minas Gerais (10%), Piauí (8%) e Mato Grosso (2%). Em Mato Grosso, o ritmo de implantação do algodão de segunda safra ficou acima da média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, segundo dados do IMEA, dentro da janela considerada ideal. 


Apesar do bom andamento do plantio, a área cultivada deve reduzir em 5,5% e totalizar 2,05 milhões de hectares na safra 2025/2026. As estimativas estão em atualização e uma nova projeção será apresentada em 9 de março de 2026, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária. 


Beneficiamento confirma safra histórica 


Enquanto a nova safra avança no campo, o beneficiamento da colheita 2024/2025 entra na fase final. Até meados de fevereiro, 99% do volume colhido já havia passado pelas algodoeiras brasileiras, restando pequenas parcelas no Mato Grosso e na Bahia. 


A produção estimada pela Abrapa é recorde, 4,25 milhões de toneladas de algodão, crescimento de 14,8% em relação à safra 2023/2024. O ganho veio tanto da expansão produtiva quanto do aumento da produtividade média, que atingiu 316,8 arrobas de algodão em caroço por hectare, alta de 3,6% frente ao ciclo anterior. 


Os números estão alinhados às projeções da Conab, que estima a produção de pluma da safra 2024/2025 em 4,076 milhões de toneladas, avanço de 10% sobre o volume da temporada 2023/2024. 


Exportações seguem fortes, com China na liderança 


No comércio exterior, o algodão brasileiro mantém desempenho robusto. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o país exportou 1,722 milhão de toneladas, com receita de US$ 2,73 bilhões. A China liderou as compras neste período, importando 480,4 mil toneladas, o equivalente a 28% do total embarcado. 


Além da China, chamaram atenção os aumentos das exportações para a Índia e a Turquia, ambas com crescimento próximo de 80 mil toneladas no período. O Vietnã, por outro lado, reduziu significativamente suas compras, com queda de 154,8 mil toneladas no acumulado, configurando o principal destaque negativo. 


Para o ano comercial 2025/2026, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, volume 13% superior ao do ciclo anterior, reforçando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra. 


Estoques sobem e pressionam preços 


Mesmo com o crescimento das exportações, o avanço da produção mantém os estoques finais em patamar alto. Com produção estimada em 4,25 milhões de toneladas e embarques projetados em 3,2 milhões, os estoques ao fim de julho de 2025 devem alcançar 835 mil toneladas, alta de 65% em relação à safra passada. A relação estoque/uso deve subir de 14% para 21% até julho de 2026. 


Esse cenário tem impacto direto sobre os preços internos. Desde novembro de 2025, o indicador do Cepea vem sendo negociado próximo ao preço mínimo estipulado pelo governo federal, de R$ 114,58 por arroba de pluma. No Mato Grosso, principal polo produtor, os preços médios de janeiro de 2026 ficaram 5,7% abaixo desse patamar. 


Mercado internacional aponta maior oferta 


No cenário global, o relatório mensal divulgado em 10 de fevereiro de 2026 pelo USDA indica aumento da oferta mundial de algodão na safra 2025/2026. A produção global foi estimada em 26,10 milhões de toneladas, crescimento de 1,1% frente ao ciclo anterior. 


Entre os principais produtores, o USDA projeta expansão significativa na China, no Brasil e na Índia, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos devem registrar retração. O consumo global, por sua vez, foi estimado em 25,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do observado na safra passada. 


Com produção maior e consumo mais fraco, os estoques mundiais devem subir para 16,35 milhões de toneladas em 2025/2026, alta de 1,8% na comparação anual, um contexto que reforça a pressão sobre os preços internacionais e exige atenção redobrada dos produtores e da indústria. 


Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio_safra_Abrapa.fev2026.vf_.pdf

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Algodão brasileiro mira acordo comercial para avançar na Índia 

Kaique Cangirana, da CNN Brasil, São Paulo19/02/26 às 17:57 | Atualizado 19/02/26 às 19:03

20 de Fevereiro de 2026












Representantes do setor de algodão viajaram para a Ásia e participam das negociações para ampliar o comércio da pluma para a Índia, um dos principais polos da indústria têxtil global. A delegação liderada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acompanha a agenda presidencial no continente e aposta na ampliação do Acordo de Comércio Preferencial para ganhar competitividade no mercado indiano.



O setor algodoeiro busca a redução das tarifas de exportação do produto nacional e a criação de cotas com tarifa zero, medidas que podem ampliar a competitividade da pluma nacional no mercado indiano.


A comitiva, composta por Cotton Brazil, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a ApexBrasil, terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo com perspectivas de produção e comércio entre os países.


Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil, reforçou o trabalho da organização na análise de mercados e indústria têxtil global. “A expectativa do setor é que o algodão seja inserido entre os produtos para ampliação da preferência tarifária e que isso amplie a competitividade frente às outras origens”, destacou à CNN Brasil.


O Ministério dos Têxteis é a principal entidade indiana para negociações e políticas públicas do país no segmento, o que inclui o algodão de diversos agentes. Hoje, Estados Unidos e Austrália são os principais clientes da indústria indiana.


O gestor destaca que as negociações estão em patamar inicial, mas destaca os diferenciais competitivos do Brasil para avançar no acordo comercial. “O estudo que encaminhamos às autoridades demonstra a competitividade do agronegócio brasileiro, com um preço inferior de mercado e qualidade de fibra muito demandada pelos indianos”, afirmou Rati ao CNN Agro.


Os representantes do setor acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.


Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, a ampliação da participação brasileira na Índia reflete a construção de confiança com a indústria local. "Há espaço para aprofundar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, afirmou.


Abertura comercial com a Índia


Além de se destacar como segundo maior produtor de algodão do mundo, a Índia também abriga o segundo maior parque industrial têxtil . Esta é a terceira vez que a delegação do Cotton Brazil realiza uma agenda estruturada no país.


O setor tem intensificado missões comerciais e técnicas à Índia, em um movimento alinhado à reorganização das cadeias globais e à estratégia brasileira de expansão no mercado asiático. Os resultados já se refletem nos números do comércio exterior.


Após a realização do primeiro Cotton Brazil Outlook, série de encontros para a promoção do algodão brasileiro realizado em 2024 nos polos industriais indianos, as exportações brasileiras de algodão para o país saltaram de 8 mil para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.


No mesmo período, Estados Unidos, Austrália e países africanos perderam espaço no mercado indiano. Durante o ano comercial 2025/26, o Brasil já embarcou 185 mil toneladas para a Índia.


Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a parceria entre Brasil e Índia vai além de fatores comerciais. “A cotonicultura brasileira alia produtividade a rigor socioambiental, hoje indispensável para a competitividade da indústria asiática. Ao entregar uma fibra rastreável e sustentável, o Brasil oferece mais do que uma commodity”, concluiu.


Algodão e mercado Têxtil 


A Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, alta de 13% sobre o ciclo anterior. A China, responsável por 32% das compras brasileiras na última safra, deve seguir como principal destino.


Com embarques de 2,8 milhões de toneladas no ciclo passado, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial da pluma. Para a temporada atual, porém, a área plantada deve recuar 5,5%, para 2,05 milhões de hectares.


Mais da metade do algodão produzido no Brasil abastece o mercado internacional, com o país liderando as exportações globais. Atualmente, o mercado nacional consome cerca de 700 mil toneladas de algodão, mas quer alcançar o primeiro milhão de toneladas anuais até 2030, segundo entidades do setor.


As importações da indústria têxtil atingiram US$ 6,6 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 5,7 bilhões para a cadeia de vestuário. Atualmente, a indústria nacional consome cerca de 700 mil toneladas da pluma brasileira, mas a meta é, ao menos, chegar a 1 milhão de toneladas, segundo a Abrapa.


A indústria têxtil transforma fibras em fios e tecidos, enquanto a confecção utiliza esses insumos para produzir roupas e outros bens. Apesar de integradas, as duas atividades enfrentam volatilidade ligada ao preço do algodão, principal matéria-prima do setor.



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