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Carbono é tema principal de reunião do Comitê ESG da Abrapa

Reunião contou com a participação da Embrapa Meio Ambiente e FGV Agro, que apresentaram propostas de estudo na área

05 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou, nesta quinta-feira (4), um alinhamento estratégico com o Centro de Estudos do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro) e a Embrapa Meio Ambiente sobre ações de sustentabilidade e a coordenação entre pesquisa, setor produtivo e formulação de políticas públicas.


O encontro foi conduzido pelo Comitê ESG da entidade, que é formado pelas principais lideranças da cadeia algodoeira. Representando os produtores, estavam o Grupo SLC, o Grupo Santa Colomba e o Grupo Scheffer, entre outros. O encontro reforçou a importância do trabalho colaborativo para consolidar o algodão brasileiro como referência em sustentabilidade.


Emissões de carbono do algodão brasileiro


Durante a reunião a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos para o setor. Inicialmente, a pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, mostrou a evolução sobre o projeto de pesquisa desenvolvido em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Abrapa e Bayer, voltado à construção de um inventário sobre a emissão de carbono do algodão, do plantio do algodão até o descarte. O estudo cria perfis detalhados da emissão de carbono nas etapas de produção agrícola, no beneficiamento, na extração de óleo e geração de biodiesel a partir do caroço do algodão. A iniciativa permitirá evidenciar a eficiência produtiva do algodão brasileiro nesse tema, além de identificar oportunidades de melhoria de processos e orientar produtores sobre formas de reduzir as emissões.


De acordo com o gerente de sustentabilidade da Abrapa, “Já temos dados técnicos primários de 149 mil hectares de algodão para o estudo. Porém para finalizar, falta a caracterização do algodão irrigado e expandir o estudo na Bahia e em Goiás”.


O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, destacou o potencial das biofibras e a importância de conectar ciência e políticas públicas para alavancar a competitividade da fibra nacional. Segundo ele, o cálculo de emissão de carbono será um vetor decisivo para ampliar a participação do algodão brasileiro em mercados que exigem transparência ambiental.


Políticas públicas e de incentivo ao têxtil sustentável


O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o “Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável”, iniciativa que busca estruturar as bases técnicas, regulatórias e institucionais para a valorização do algodão brasileiro no mercado global, destacando seus diferenciais ambientais, sociais e econômicos frente às fibras sintéticas.


Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento entre as três instituições é estratégico, “Os projetos se complementam para valorizar a cadeia do algodão. Embrapa, FGV e Abrapa precisam caminhar juntas para que avancemos em ciência, sustentabilidade e competitividade”. Ele classificou a reunião como “essencial para melhorar a comunicação entre os elos da cadeia e promover a evolução conjunta das pesquisas”, e acredita que os esforços tendem a fortalecer a reputação do algodão como uma fibra socioambientalmente responsável.

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Relatório de Qualidade SBRHVI: dados de novembro reforçam melhora no comprimento e na resistência da fibra

Relatório do Programa Standard Brasil HVI, gerenciado pela Abrapa, traz indicadores de qualidade da safra 2024/25 e apresenta nova plataforma de B.I. para ampliar transparência dos dados

05 de Dezembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o Relatório de Qualidade do Algodão do Programa Standard Brazil HVI SBRHVI referente a novembro, que aponta avanços importantes na pluma da safra 2024/2025. Os resultados mostram um algodão brasileiro com maior índice de resistência e fibras longas, se comparado aos resultados da safra 2023/2025.


Nos 13 laboratórios credenciados ao SBRHVI, 92 equipamentos estão em operação para analisar a qualidade de todos os fardos produzidos no país. Dos 19,2 milhões de fardos estimados para a safra, 13,7 milhões já passaram por análise HVI, garantindo credibilidade das informações de qualidade do algodão brasileiro.


O relatório também apresenta uma novidade importante, o lançamento de uma plataforma de Business Intelligence (B.I.) focada em ampliar a transparência dos dados de qualidade do algodão produzido no Brasil. A ferramenta permite consultas personalizadas e atualizadas sobre a evolução das principais características da pluma, com base nos resultados emitidos pelos laboratórios do SBRHVI.


A plataforma já está disponível e pode ser acessada em: http://bit.ly/48CQECy.


Confira o Relatório de Qualidade de Novembro no link: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2025/12/Relatorio-de-Qualidade-Safra-24-25-30.11.25.pdf

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 05/12/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #48/2025

05 de Dezembro de 2025

Destaque da Semana - Exportações Brasileiras de algodão batem recorde histórico em nov/25, com mais de 400 mil tons embarcadas.  Lá fora, cautela nos mercados globais aliada a números fracos de vendas semanais dos EUA fizeram con que os futuros de algodão na ICE (NY) recuassem para o menor nível em mais de uma semana. Foi a quarta sessão consecutiva de baixa após um animador rali de cinco sessões.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Mar/26 fechou nesta quinta 04/dez cotado a 64,08 U$c/lp (-0,7% vs. 26/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,65 U$c/lp (-0,25% vs. 26/nov).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 710 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8", 31-3-36), fonte Cotlook 27/nov/25.


Altistas 1 - Com a posição líquida vendida dos fundos muito elevada, um gatilho de curto prazo – como surpresa no WASDE ou nos dados de exportação – pode forçar recompra de posições curtas e aumentar a volatilidade para cima.


Altistas 2 - Muitos produtores em grandes origens já trabalham com margens apertadas ou negativas aos preços atuais de NY, o que limita a disposição de vender novos volumes a esses patamares. Esse contexto reforça a percepção de que preços muito abaixo dos níveis atuais podem não ser sustentáveis no médio prazo, especialmente para a safra 2026/27.


Altistas 3 - As expectativas de corte de juros pelo Federal Reserve se fortaleceram, com a ferramenta CME FedWatch indicando cerca de 87% de probabilidade de redução já na próxima reunião. Em pesquisa da Reuters realizada entre 28/nov e 4/dez, 82% dos economistas consultados projetam corte de 25 pontos-base, o que tende a estimular a atividade econômica global, melhorar o ambiente de consumo e apoiar, indiretamente, a demanda têxtil e de energia.


Altistas 4 - Em vários mercados, as fiações operam com estoques de algodão e de fios relativamente enxutos, após meses de compras “hand-to-mouth”. Qualquer recuperação um pouco mais firme dos pedidos no varejo pode levar a um movimento concentrado de recomposição de estoques, sustentando preços físicos e diferenciais de qualidade.


Baixistas 1 - Relatos indicam que fiações na China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e Paquistão não mostram urgência em recompor estoques. A ausência do tradicional movimento de recompras no início do mês confirma que “simplesmente precisamos de demanda”, com excesso de algodão disponível e pouco comprometimento das mills.


Baixistas 2 - Em mercados como Bangladesh, Vietnã e Paquistão, o ambiente macro segue desafiador, com custos de energia, instabilidade cambial e incertezas políticas afetando as exportações de têxteis e vestuário. A combinação de pedidos irregulares e estoques de produtos acabados ainda elevados reduz o apetite por novas compras de algodão.


Baixistas 3 - Em vários relatórios, o balanço global continua apontando estoques finais confortáveis, mesmo com alguns ajustes pontuais de produção. Estoques elevados reduzem a urgência das fiações em recompor posições e deixam o poder de barganha mais nas mãos dos compradores.


Baixistas 4 - A ausência de notícias realmente novas no front fundamental faz com que o mercado fique “preso” em um intervalo relativamente estreito, com viés descendente. Sem gatilhos de alta claros, os participantes tendem a privilegiar a preservação de caixa e a alongar decisões de compra, o que aprofunda a sensação de morosidade.


EUA 1 - USDA Export Sales para a semana encerrada em 30/10 mostraram vendas líquidas de apenas 81.500 fardos para a safra corrente (-39% vs semana anterior e -51% vs. média das últimas quatro semanas), sinalizando demanda externa fraca para o algodão americano.


EUA 2 - Vietnã segue como principal cliente dos EUA (27% do total), seguido pelo Paquistão (11%). China aumentou seu compromisso em apenas 5,7 mil tons, totalizando 31,8 mil tons (vs 124,8 mil em 2024).


China 1 - Dados da China National Cotton Exchange mostram que até 3/dez 4,55 milhões tons de pluma foram inspecionadas no Xinjiang (+626,2 mil tons na semana), volume 19% superior a 2024.


China 2 - A China Cotton Association manteve as projeções para 2025/26: produção de 7,28 milhões tons (+9,2%), importações de 1,1 milhão (+4,5%), consumo de 8,1 milhões (+3,8%) e exportações de 20 mil tons. Os estoques finais seguem em 10,11 milhões tons (+2,7%).


China 3 - Xinjiang reforçará a cooperação com países da Ásia Central, conforme discutido no Tianshan Forum for Central Asia Economic Cooperation esta semana. A região visa consolidar seu papel como hub central do Cinturão e Rota.


Bangladesh - A média de importação de algodão de Bangladesh em set-out/25 foi de 130 mil tons/mês, mas outubro teve o menor volume desde 2023. Se nov/25 repetir a queda, pode indicar desaceleração setorial.


Turquia - Na Mediterranean Cotton Roads conference, foi informado que a seca afetou a produtividade da safra atual da Turquia, com produção estimada pela Cotlook em 650 mil toneladas (-24% vs 2024/25). A área plantada deve cair em 2026.


Vietnã - Fiações vietnamitas seguem cautelosas, comprando pouco e focando em algodão dos EUA, Austrália e Brasil. A alta dos preços futuros reduziu o interesse na semana.


Indonésia - Pequenos lotes de algodão brasileiro foram negociados esta semana para entrega imediata, mas o mercado segue fraco. O setor têxtil local enfrenta concorrência de produtos chineses baratos, afetando a competitividade da indústria doméstica.


Câmara Setorial 1 - A Câmara Setorial do Algodão realizou sua última reunião de 2025 em 02/dez, coordenada pelo presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais, Anea, Mapa e Abit para discutir balanço da safra e políticas públicas.


Câmara Setorial 2 - A Abrapa protocolou ao ministro Carlos Fávaro pedido de acesso a instrumentos como Prepo e crédito do BNDES para sustentar preços mínimos e liquidez dos produtores, frente à volatilidade de preços e custos elevados.


Câmara Setorial 3 - O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados de fechamento de safra, confirmando que o Brasil segue como maior exportador mundial, mas com receita pressionada pela queda dos preços globais.


Câmara Setorial 4 - A Abrapa projetou safra 2026 de 3,83 milhões tons (- 9,9% vs 2024/25) e estima que o Brasil ampliará sua participação nas exportações globais para 33% (3,1 milhões tons), mesmo com cenário de preços baixos.


Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 402,4 mil tons em nov/25. Recorde embarcado no mês de novembro.


Exportações 2 - No acumulado de ago/25 a nov/25, as exportações brasileiras somam 952,7 mil tons, alta de 11,9% com relação ao mesmo período em 2024.


Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (04/12) foram beneficiados nos estados da BA (94%), GO (99,5%), MA (78%), MG (99%), MS (98%), MT (83%), PI (99%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 86,1%.


Plantio 2025/26 -  Até o dia de ontem (04/12) foram semeados nos estados da BA (15,3%), MG (30%), PR (60%) e SP (65%). Total Brasil: 3,86%.


Preços - Consulte a tabela de cotações:


Quadro de cotações para 04 -12


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Talentos Senac Moda realiza desfile na Casa de Criadores 57

A edição da CdC57 será espaço para os talentosos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac apresentarem a coleção Nude Total

03 de Dezembro de 2025

O Senac São Paulo é presença confirmada na Casa de Criadores 57, principal evento dedicado a lançar novos talentos da moda autoral brasileira. Por meio do projeto Talentos Senac Moda, o desfile produzido por estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac - Santo Amaro apresenta a coleção “Nude Total” no dia 3 de dezembro, a partir das 18h, no Centro Cultural São Paulo, no bairro da Liberdade.


A coleção “Nude Total” é uma mostra de vestuários com profunda reflexão sobre a complexidade e a diversidade das peles brasileiras, com o propósito de transformar a moda numa plataforma de diálogo sobre inclusão e representatividade. Emergindo como um manifesto estético, onde a teoria encontra a prática de maneira vibrante, as peças são inspiradas na riqueza dos tons e texturas que compõem o Brasil, com paleta de cores que transcende o conceito tradicional de nude, abraçando a multiplicidade de beleza inerente a cada indivíduo.


Na passarela da Sala Flávio de Carvalho, o público presente vai conferir de perto os 28 looks produzidos por 14 estudantes, no qual cada um apresentará duas composições completas. A produção das peças contou com a mentoria de Ana Paula Mendonça Alves, Daniela Nunes Figueira Belschansky, Kledir Salgado e Sabrina Morais Ferreira, professores do Centro Universitário Senac, sob consultoria criativa do estilista João Pimenta.


A coleção “Nude Total” é 70% composta por algodão e a construção das peças teve o apoio especial do Sou de Algodão, um movimento que cultiva a moda responsável no Brasil e valoriza a cadeia produtiva do algodão brasileiro, que fez a captação de grande parte dos tecidos, fios e palhas junto às empresas associadas Círculo, Covolan, Innovativ, MN Tecidos, Textil Fio Malhas, Torcetex e Veste.3


A beleza do desfile tem a colaboração e assinatura da equipe do Senac São Paulo, composta por estudantes e docentes, e com apoio das marcas O Boticário e Klass Vough.


Talentos Senac Moda


É um projeto de cunho pedagógico e cultural que busca promover o aprimoramento conceitual e prático dos estudantes do Bacharelado em Design de Moda do Centro Universitário Senac, em uma iniciativa que reforça o compromisso da instituição com o seu Jeito Senac de Educar, assim como seu pioneirismo na área de Moda.


Os trabalhos dos alunos e alunas participantes do projeto são embasados nas trilhas formativas: criaçãoconstrução e comunicação, com a missão de compreender todo o funcionamento do mercado, passando pela criação e planejamento de serviços e produtos de moda, pela construção e materialização dessas ideias e, por fim, pelas estratégias de comunicação e gestão do segmento da moda.


Tradição na área da moda


Desde 1964, o Senac São Paulo atua com a área de Moda e oferece uma trilha formativa inovadora com portfólio amplo em diferentes níveis de ensino, presencial e EAD, como por exemplo: cursos livres, técnicos, graduação, pós-graduação e extensão universitária. A instituição contribuiu na formação de muitos profissionais com trabalhos relevantes para o mundo da moda e investe em parcerias educacionais com profissionais atuantes no mercado, como o estilista João Pimenta, que desde 2018 é consultor criativo da instituição.


Serviço:


Talentos Senac Moda na Casa de Criadores 57 – CdC 57


Quando: dia 3 de dezembro, a partir das 18h


Onde: Centro Cultural São Paulo (Sala Flávio de Carvalho) - Liberdade, São Paulo/SP


Informações: www.casadecriadores.com.br

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Câmara Setorial do Algodão e Derivados encerra 2025 com previsão de alta nas exportações e cautela na produção 

Reunião marcou o início da organização estratégica da cadeia do algodão para 2026

02 de Dezembro de 2025

A Câmara Setorial do Algodão realizou, na última terça-feira, 02/12, seu encontro final de 2025, reunindo lideranças da cadeia produtiva para discutir cenários, desafios e prioridades para o próximo ano. A reunião foi coordenada pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, com participação das associações estaduais da Bahia (Abapa), Goiás (Agopa), Mato Grosso (Ampa), Mato Grosso do Sul (Ampasul), Minas Gerais (Amipa) e Piauí (Apipa).


Representantes da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), e demais entidades que compõem o setor também participaram. O grupo analisou o balanço da safra 2024/2025, tendências de mercado e as propostas de políticas públicas para fortalecer o consumo de algodão no Brasil e no exterior.


Piccoli destacou a importância de uma agenda coordenada entre governo e setor privado para que o algodão brasileiro recupere protagonismo na indústria têxtil. “O crescimento do consumo de algodão depende de políticas públicas que valorizem a fibra natural. Ao contrário das fibras sintéticas, ela não representa riscos à saúde humana nem causa impacto ambiental duradouro. Essa pauta precisa avançar simultaneamente no mercado interno e no internacional”, afirmou.


Atuação da Abrapa


Piccoli citou os esforços da Abrapa para viabilizar aos cotonicultores o acesso ao Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Prepo), tendo em vista que o preço atual do algodão em pluma encontra-se abaixo do preço mínimo, ou o acesso a uma linha de crédito específica do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que permita os produtores obterem o recurso para não serem obrigados a vender o seu algodão por preço muito baixo. Medidas que visam permitir que os produtores possam honrar os seus compromissos e aguardar para fechar contratos quando os preços estiverem melhores.


O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, argumentou que o acesso a instrumentos como o CPR-BNDES ou ao Pepro é decisivo para garantir o equilíbrio da atividade em um momento marcado por volatilidade de preços e aumento dos custos financeiros. Portocarrero explicou que com o crédito mais restrito e a elevação do estoque global pressionando as cotações internacionais, produtores têm enfrentado menor capacidade de giro e maior exposição ao risco. “A implementação desses programas permitiria suavizar perdas econômicas, assegurar liquidez e preservar a capacidade de investimento dos cotonicultores, fatores essenciais para que o país mantenha sua competitividade nas próximas safras”.


De acordo com o diretor, a Abrapa já levou a questão ao Ministro da Agricultura e Pecuária, Calos Fávaro. “Nós estivemos com o Ministro Fávaro em Cuiabá, para discutirmos a retomada desta demanda e hoje, estamos protocolando oficialmente a solicitação através da Câmara Setorial”.


Produção nacional


A Abrapa apresentou a primeira projeção para a safra 2026, apontando uma retração estratégica da produção. A área plantada deve cair 5,5% em relação a 2025, resultando em uma produção estimada de 3,829 milhões de toneladas, queda de 9,9% frente às 4,1 milhões de toneladas colhidas em 2024/2025.


O presidente da Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, citou o endividamento do setor e a alta dos juros como fatores de risco para o crescimento da cotonicultura do país. “O momento é de cautela, pelo excesso de oferta de algodão no mundo. Diante do cenário atual de endividamento interno e juros altos, estamos prevendo a redução de 10% da safra no Mato Grosso”, ponderou.


Para a presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessadra Zanotto, a falta de crédito e o risco da cultura são fatores que afetam todos os estados produtores. A tendência é de que a produção da Bahia também diminua, principalmente nas lavouras que não fazem o uso da irrigação. “A Bahia está prevendo uma redução de 2,5%. As áreas irrigadas serão as maiores produtoras no próximo ano.”, concluiu a presidente.


Exportações brasileiras


O diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou dados do fechamento do ano safra, que confirmam que o Brasil segue exportando mais do que qualquer outro país, porém com uma receita menor. “Isso se deve ao fato de que os preços de algodão seguem em queda, incentivados pelo grande volume de oferta no mercado mundial”, analisou o diretor A projeção do Cotton Brazil é de que em 2026, a participação do Brasil nas exportações globais de algodão aumente em 2%, alcançando o patamar recorde de 33%, com um volume total de 3,1 milhões de toneladas.


Apesar da diminuição do volume exportado do Brasil, a China ainda aparece como o principal comprador da pluma brasileira, representando 20% da participação no ano comercial 2025/2026, enquanto o Brasil detém 41% do market share do mercado chinês. A Índia está entre os destaques mais positivos. O país importou 92 mil toneladas de algodão brasileiro e atualmente ocupa a segunda colocação entre os maiores compradores, com 17% do total das exportações realizadas entre julho e novembro de 2025.


Duarte também aproveitou a reunião para mostrar como Agência Brasileira de Promoções de Exportações e Investimentos (Apex) influenciou no crescimento das exportações brasileiras, destacando o papel das parcerias público privadas no sucesso da pluma nacional. De acordo com o diretor, “Desde que a Apex começou a trabalhar conosco, na consolidação do Cotton Brazil, a receita das exportações brasileiras dobrou. Saltamos de US$ 2,6 bilhões em 2019 para US$ 5,2 bilhões em 2024”.


O presidente da Anea, Dawid Wajis, citou a conjuntura internacional como um gerador de incertezas para o mercado. Para Wajis, “O acordo entre Estados Unidos e China trouxe um pouco mais de clareza ao mercado, contudo ainda existem muitas incertezas de será o funcionamento em relação ao algodão”.


Desafios do consumo doméstico


O diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, Fernando Pimentel, chamou atenção para os desafios competitivos enfrentados pela indústria nacional, sobretudo diante do preço do fio importado da China, que chega ao Brasil por valores inferiores ao do próprio algodão exportado pelo país asiático. “Essa assimetria compromete a competitividade da indústria brasileira e exige a adoção de medidas que equilibrem o jogo e protejam uma cadeia que é estratégica para o país”, disse Pimentel.


Ele também pontuou que o avanço das fibras sintéticas precisa ser enfrentado com uma agenda integrada de comunicação, modernização regulatória e aproximação do varejo e do consumidor. De acordo com Pimentel, as fibras sintéticas avançaram no país, em 2005 elas representavam 37% do total utilizado pela indústria, hoje são 56% das fibras consumidas pela indústria. “O Brasil tem condições de ampliar o uso do algodão, mas isso requer informação, previsibilidade regulatória e articulação setorial. É um movimento que precisa partir de toda a cadeia”, completou. O presidente da Abit também apresentou uma proposta da indústria para aumentar o consumo do algodão no Brasil, contemplando os seguintes eixos de ação:


- Pesquisa, desenvolvimento e inovação;


- Competitividade e mercado;


- Comunicação e sustentabilidade;


- Articulação institucional;


- Inteligência de mercado.


A próxima reunião da Câmara Setorial está programada para 23 de março de 2026, quando serão retomadas as discussões sobre competitividade, expansão do consumo interno e estratégia para o fortalecimento internacional da pluma brasileira.

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Abrapa amplia presença internacional e consolida parcerias estratégicas no Encontro Anual dos Adidos Agrícolas

A associação estreitou laços com os representantes do Brasil em 14 países parceiros do algodão

29 de Novembro de 2025

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, na última semana, do Encontro Anual dos Adidos Agrícolas, realizado em Brasília, reforçando sua atuação nas relações internacionais do setor. O evento, promovido pela ApexBrasil com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), reuniu representantes do Brasil em postos estratégicos no exterior e se consolidou como espaço de articulação comercial e institucional do país.


Com a presença do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, e de outras autoridades, o encontro mobilizou 40 adidos agrícolas em exercício e 14 recém-nomeados. Ao abrir o evento, Viana destacou o papel crescente do Brasil no cenário global: “O Brasil deu um novo salto de presença, ajudando a alimentar o mundo, a gerar emprego, a resolver problemas sociais dentro e fora do país, a fazer a transição energética, a reduzir desmatamento e enfrentando as crises”.


Abrapa dialoga e amplia rede estratégica


Durante as mesas-redondas temáticas, a Abrapa estabeleceu diálogos com representantes de 14 países e blocos econômicos. Além de fortalecer sua relação com os 10 mercados asiáticos prioritários do programa Cotton Brazil, a associação abriu frentes com adidos dos Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido e OCDE (França). O objetivo é ampliar a cooperação internacional e fomentar o consumo de algodão em grandes mercados consumidores de produtos têxteis.


As conversas abordaram desafios logísticos e comerciais, oportunidades de expansão, entraves regulatórios e perspectivas de longo prazo para a fibra natural brasileira. Para a Abrapa, trata-se de mais um passo na consolidação de relações estratégicas com países-chave para o futuro das exportações de algodão.


Os três eixos estratégicos


O encontro reforçou o alinhamento dos adidos com o posicionamento estratégico do Cotton Brazil, programa liderado pela Abrapa para difundir o algodão brasileiro no exterior. A estratégia está estruturada em três pilares:




  1. Aproximação com stakeholders globais: Eixo criado para estabelecer relações com marcas, varejistas, ONGs e outros atores transversais da cadeia têxtil, com foco na Europa, onde esses agentes estão concentrados.

  2. Expansão do mercado: Mantém o crescimento da participação do Brasil nos mercados asiáticos, promovendo a sustentabilidade, qualidade e rastreabilidade do algodão brasileiro.

  3. Defesa da fibra natural: Promove algodão em contraposição às fibras sintéticas, inclusive em parceria com outros grandes produtores, como os EUA, para valorizar atributos socioambientais da fibra.


Modelo de parceria público-privada é destaque


Segundo o diretor de relações internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o maior resultado do encontro foi a construção conjunta de planos de ação específicos para cada país. A partir de um mapeamento detalhado de oportunidades, a Abrapa e as adidâncias definiram estratégias personalizadas para 14 mercados prioritários.


“Existe um plano de ação para cada país em conjunto com os adidos. Esse é o grande resultado que a gente vê na prática e é um case de parceria público-privada que realmente funciona junto com a adidância agrícola nos países e as embaixadas”, afirmou Duarte.


Como forma de agradecimento pelo apoio das representações brasileiras no exterior, a Abrapa presenteou os adidos com quadros com fotografias de campos de algodão em Mato Grosso, maior produtor nacional da fibra. As imagens, impressas em papel de algodão, destacam a relevância da cadeia produtiva e a cooperação para ampliar a presença da pluma brasileira no mercado internacional.


 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 28/11/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #46/2025

28 de Novembro de 2025

Destaque da Semana - Semana de mercado encurtada pelo feriado de Thanksgiving nos EUA, com menor liquidez e poucos players ativos. Hoje sai o relatório semanal de vendas externas do USDA, com dados até o dia 16/11.

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Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 27/nov cotado a 66,77 U$c/lp (+1,0% vs. 19/nov). O contrato Dez/26 fechou em 67,82 U$c/lp (+0,4% vs. 19/nov).

Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 718 pts para embarque Dez-25/Jan-26 (Middling 1-1/8", 31-3-36), fonte Cotlook 27/nov/25.

Altistas 1 - A consultoria BMI (Fitch Solutions) projetou para médio prazo: 67 c/lb para 2025 e 70 c/lb para 2026, esperando balanço mais apertado em 2026 (produção global mista e consumo estável).

Altistas 2 - Na China, há incerteza em relação ao tamanho da safra de 2026. A política de subsídios atual vale apenas para o período de 2023 a 2025 e ainda não se sabe como ficará a partir do próximo ano.

Altistas 3 - O mercado passou a precificar com alta probabilidade um corte de juros pelo Fed em dezembro, o que sustentou alta nas bolsas globais e enfraquecimento do dólar.

Altistas 4 - Analistas especulam que o mercado parece construir um piso na faixa 63–65 c/lb, sugerindo que parte das más notícias já pode estar precificada.

Baixistas 1 - Mercado segue sem um gatilho novo de demanda, e o intervalo projetado de curto prazo em 63–65 c/lb restringe o potencial de recuperação.

Baixistas 2 - O sentimento nas commodities agrícolas permanece cauteloso, com dúvidas sobre o apetite da China por commodities, o que pesa sobre o apetite de risco no complexo agrícola.

Baixistas 3 - A Cotlook reduziu sua estimativa para a produção global de algodão em 2025/26 para 25,6 milhões tons (-144 mil tons). A previsão de consumo global, entretanto a continua mais baixa: 25,08 milhões tons para 2025/26.

Baixistas 4 - Os fundos mantêm posições baixistas, tendo ampliado a posição líquida vendida de 40 mil para mais de 80 mil contratos desde o início da safra 2025/26, sinalizando forte convicção de queda por parte desses investidores.

EUA 1 - A Cotlook elevou sua estimativa de produção dos EUA para 2,98 milhões tons (+65 mil tons).

EUA 2 - No último relatório de safra, o USDA divulgou que a colheita de algodão dos EUA atingiu 79% em 23/nov, ligeiramente abaixo da média de 5 anos (80%). No Texas, 70% foram colhidos (vs 74% da média).

China - A colheita chinesa de algodão em Xinjiang atingiu 99,7% do total (+1,2% mensal), ritmo similar ao de 2024. Apenas áreas do Sul ainda finalizam trabalhos manuais, segundo o CottonChina.

Vietnã - Os EUA são o principal fornecedor do Vietnã neste início de safra, com 44% das importações totais de algodão. O país é o maior comprador individual de algodão americano.

Índia - O Ministério da Agricultura da Índia estima produção de 4,97 milhões tons em 2025/26 (-1,7% vs 2024/25).

Bangladesh 1 - O mercado de Bangladesh mostra extrema cautela nas importações de algodão: out/25 registrou apenas 110,45 mil tons - menor volume mensal em dois anos. ZFA liderou (29%), seguida por Brasil (21%) e Austrália (17%).

Bangladesh 2 - No acumulado de 3 meses da safra, 395,8 mil tons foram importadas (-11% vs 2024), com Zona do Franco (27%), Brasil (23%) e Austrália (17%) como principais fornecedores.

Paquistão - As grandes fiações paquistanesas estão focadas no algodão doméstico. A colheita do algodão foi concluída em todo o cinturão produtor.

Convênio Apex 1 - A Abrapa e ApexBrasil renovaram por dois anos o convênio do programa Cotton Brazil, que promove internacionalmente o algodão brasileiro.

Convênio Apex 2 - A assinatura ocorreu durante inauguração do escritório da ApexBrasil em Cuiabá, em 24/nov, com a presença de 54 adidos agrícolas de embaixadas brasileiras no exterior.

Convênio Apex 3 - A parceria entre Abrapa, ApexBrasil e Anea foi decisiva para o Brasil se tornar o maior exportador mundial de algodão em 2024, alcançando quase 3 milhões tons exportadas e gerando US$ 5 bilhões em receitas.

Agenda 1 - A Abrapa participa do Encontro Nacional do Agro e dos Adidos Agrícolas (25-28/nov em Brasília), organizado por ApexBrasil, MAPA e Itamaraty com 54 adidos agrícolas para traçar estratégias de expansão de mercados.

Agenda 2 - Durante as rodadas de conversas, a associação distribuiu aos adidos fotos da produção de algodão brasileiro impressas em papel de algodão, material que será levado às embaixadas como representação da qualidade e sustentabilidade do produto nacional.

Safra - Produtores de Mato Grosso estão gradando lavouras de soja para apostar diretamente no algodão, segundo a Aprosoja MT. A medida busca evitar riscos do atraso na semeadura e necessidade de replantio, que inviabilizariam a safra seguinte.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 323,1 mil tons nas três primeiras semanas de nov/25. A média diária de embarque é 46,4% maior em relação a nov/24.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (27/11) foram beneficiados nos estados da BA (92%), GO (98,3%), MA (75%), MG (99%), MS (97%), MT (79%), PI (98,21%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 81,73%.

Plantio 2025/26 - Outros estados brasileiros iniciaram o plantio de suas áreas nesta semana. A Bahia registrou 0,5% da área plantada, enquanto Minas Gerais alcançou 5%. Já os estados do Paraná e de São Paulo seguem, com 60% e 65% do plantio concluído, respectivamente. No total, o país soma aproximadamente 0,7% da área plantada até o momento.

Preços - Consulte a tabela de cotações:

Quadro de cotações para 27 -11

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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SouABR consolida expansão da rastreabilidade do algodão brasileiro e aproxima moda, indústria e consumidor

Por Silmara Ferraresi, diretora de Relações Institucionais da Abrapa e gestora do Sou de Algodão

28 de Novembro de 2025

O SouABR acaba de dar mais um passo em direção à consolidação da moda consciente no Brasil. Durante o Congresso Internacional da Abit, realizado nos dias 29 e 30 de outubro, em São Paulo, o movimento Sou de Algodão, liderado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), lançou oficialmente a Política de Adesão do programa SouABR, que estabelece critérios, responsabilidades e benefícios para empresas que desejam participar da cadeia rastreável do algodão brasileiro com certificação socioambiental ABR (Algodão Brasileiro Responsável).


A iniciativa reafirma o compromisso histórico da Abrapa com a sustentabilidade e rastreabilidade, pilares que fortalecem o algodão brasileiro em toda a cadeia produtiva. O novo modelo formaliza o engajamento de marcas, indústrias têxteis e varejistas no ecossistema do SouABR, garantindo que cada peça em algodão rastreável contenha informações verificadas sobre origem, certificação e boas práticas socioambientais.


O avanço representa uma conquista coletiva da cadeia têxtil nacional. Com o SouABR, a Abrapa consolida um modelo de rastreabilidade, que eleva o padrão da moda brasileira. É uma conquista construída em rede, que une produtores, indústrias e marcas em torno de uma agenda comum: a sustentabilidade e o orgulho de vestir o que o Brasil produz com responsabilidade.


O Programa SouABR nasceu em 2021 como evolução do trabalho iniciado pela Abrapa com o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), em 2004, que permite o rastreamento da origem de cada fardo de algodão produzido no Brasil, e o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), criado em 2012, para certificar fazendas com boas práticas sociais, ambientais e econômicas. Hoje, o SouABR conecta essas informações à indústria e à moda, utilizando tecnologia blockchain, e etiquetas com QR-Code para permitir a rastreabilidade completa de cada peça do campo ao produto final.


Atualmente, o programa contabiliza mais de 578 mil peças rastreadas, com participação de 19 indústrias têxteis parceiras e marcas como Almagrino, Calvin Klein, C&A, Döhler, Dudalina, Individual, Renner, Reserva e Youcom, que já integram a plataforma. O consumidor pode acessar a jornada de cada produto escaneando o código presente na etiqueta, conferindo as fazendas certificadas de origem e  o caminho percorrido pela fibra até o ponto de venda.

A moda vive um novo momento, em que propósito e origem têm tanto valor quanto estilo. O SouABR conecta o campo e o consumidor por meio da transparência, mostrando que cada escolha pode gerar impacto positivo para quem produz e para o meio ambiente.

Com linguagem contemporânea e apresentando dados sólidos e transparentes, o SouABR consolida o algodão brasileiro como uma das fibras responsáveis, e um símbolo de uma nova era da moda nacional rastreável, ética e com propósito.


Para fazer parte do programa, basta acessar a política e se cadastrar para mais informações.


O Sou de Algodão foi criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (ABRAPA), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica mais de 80% de toda a produção nacional de algodão.

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Coabra inaugura laboratório de análises de algodão em Sinop (MT)

A Abrapa participou do evento e reforçou o papel do laboratório no avanço da cotonicultura no Norte do Mato Grosso

27 de Novembro de 2025

A Cooperativa Agroindustrial do Centro Oeste do Brasil (Coabra) inaugurou, na última terça-feira, 25/11, seu novo laboratório de análises de algodão, em Sinop (MT). O laboratório é o 13º participante do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). A inauguração representa um marco para a região Norte da BR-163, uma das que mais crescem em produção de algodão no país. O evento reuniu representantes de entidades do setor, autoridades locais e cooperados.


Segundo o coordenador do laboratório, Rhudson Assolari, a nova estrutura atende uma demanda dos produtores da região. “Com o aumento da produção nos últimos anos, a demanda por resultados ágeis e confiáveis também aumentou.  Hoje, os cooperados têm um serviço próximo, preciso e capaz de acompanhar o crescimento da produção de algodão na região”, afirmou. Ele destaca que o laboratório “já nasceu com todos os requisitos técnicos e de credenciamento, e já se tornou uma referência na região”.


O presidente da Coabra, José Moreli, explicou que a decisão de construir um laboratório em Sinop foi estratégica, já que a cidade está localizada entre as regiões Norte e Alto Norte do estado. “A Coabra resolveu investir nesse projeto de construção do novo laboratório, porque os nosso cooperados estavam fazendo as análises do algodão em diversos laboratórios.  Resolvemos construir a unidade em Sinop, por ser uma região centralizada que está se tornando um polo muito importante na cultura do algodão”.


Moreli ainda afirmou que existe uma boa expectativa dos associados em relação ao laboratório da cooperativa, que já inicia os seu trabalhos com todas as certificações de necessárias em dia. “Os cooperados gostaram da novidade porque, afinal de contas, o laboratório é deles. E têm todas as certificações e credenciamentos que estamos buscando. Com certeza teremos um laboratório reconhecido internacionalmente e que proverá aos associados resultados rápidos e de excelente análise e qualidade”, completou.


Participação das entidades do setor


A inauguração contou com a presença do diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e com representantes da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (AMPA), incluindo o diretor Décio Tocantins e o vice-presidente da entidade, André Sucolotti. O evento também reuniu prefeitos, autoridades locais, cooperados, professores e representantes do Instituto Matogrossense do Algodão (IMA).


Marcio Portocarrero, ressaltou a importância da expansão de laboratórios do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) no país. “Cada novo laboratório estruturado dentro dos padrões do SBRHVI representa mais segurança, transparência e competitividade para o algodão brasileiro. É um avanço para toda a cadeia. Este é o 13º laboratório de análises que participa do programa SBRHVI”, afirmou Portocarrero.


Laboratório nasce alinhado ao SBRHVI e a padrões internacionais


Todos os técnicos da Coabra passaram pelos treinamentos oferecidos pela Abrapa. O laboratório é integrante do Programa SBRHVI e já iniciou o processo de credenciamento do MAPA e a busca pela certificação ISO 17025. “Toda a equipe é formada, qualificada e experiente. Seguimos rigorosamente os requisitos do SBRHVI para garantir excelência e confiabilidade”, destacou Rhudson.


O coordenador explica que o programa da Abrapa foi essencial para a estruturação da nova unidade. “O SBRHVI foi fundamental. Ele já oferece todos os procedimentos e padrões necessários, o que facilita muito a construção e a operação de um laboratório novo. Todo o projeto foi desenhado dentro dos pilares do programa”, disse.


Estrutura e capacidade


O laboratório inicia suas operações com quatro máquinas HVI Automic Q Pro, da Uster Technologies, consideradas referência mundial. A capacidade atual é de 1,2 milhão de amostras por safra, mas a cooperativa já planeja ampliar o parque de máquinas para alcançar 1,5 milhão a 1,8 milhão de amostras a partir da safra 2025/26.


Segundo Rhudson, o volume de potenciais clientes também indica a necessidade de expansão. “A cooperativa tem cerca de 250 cooperados, sendo 70 produtores de algodão. Hoje atendemos, em média, 110 mil hectares, mas a demanda total passa de 200 mil hectares, por isso precisamos aumentar o número de equipamentos”, afirmou.


 

 

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Abrapa realiza reunião anual com os gerentes dos laboratórios participantes programa Standard Brasil HVI

O encontro foi um momento de considerações e feedbacks sobre a atuação dos laboratórios em relação às análises do algodão brasileiro

25 de Novembro de 2025

Na última quarta-feira, 19/11, se reuniram na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representantes da Uster Technologies, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e os gerentes dos 13 laboratórios que integram o Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI).


O gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, explicou que a avaliação da conformidade dos laboratórios foi o tema que balizou o que foi discutido encontro. De acordo com Lima, “O objetivo do encontro foi avaliar o desempenho geral e individual dos laboratórios de análise do algodão, através do nível padronização e compatibilidade com os requisitos do programa SBRHVI”.


O Programa Standard Brasil HVI


O programa SBRHVI é focado em melhorar a confiabilidade do algodão comercializado pelo Brasil. A sua organização é baseada em 3 pilares que garantem a padronização e aumentam a transparência das análises laboratoriais. O primeiro pilar corresponde à adequação e ao alinhamento com os programas do CBRA. Nesse eixo, os laboratórios recebem padrões de referência para conferir o desempenho dos equipamentos de HVI e passam por acompanhamento contínuo.


O segundo pilar concentra todos os dados de qualidade em uma base nacional que organiza essas informações e as conecta aos programas de rastreabilidade da Abrapa, assegurando que os dados das análises estejam presentes de forma transparentes para todos os participantes da cadeia.


O terceiro pilar é dedicado ao apoio técnico aos laboratórios e envolve capacitações para as equipes, além do envio diário de retornos sobre as amostras de referência. A reunião anual faz parte do último pilar, por ser um momento de avaliação e feedbacks aos laboratórios.


Para o gerente do laboratório da Agopa e coordenador de qualidade do laboratório da Coabra em Sinop, Rudson Assolari, a participação dos laboratórios no programa é imprescindível para a credibilidade dos resultados apresentados pelos laboratórios. “O programa dá todo o auxílio necessário para a padronização da qualidade dos laboratórios, desde a sua implementação. Todas as ferramentas que são adotadas pelo SBRHVI melhoram muito a confiabilidade e a credibilidade nos resultados que oferecemos aos produtores, que são os nossos principais clientes”, afirmou Assolari.


Presença da Uster Technologies


Os equipamentos da Uster Technologies são responsáveis por fazer a análise de 80% de todo algodão produzido no mundo. No Brasil, 60% das análises de amostras dos fardos são feitas com aparelhos de HVI fabricados pela empresa. Fundada na Suíça, a Uster é a maior referência global em avaliação das principais características de qualidade do algodão, e desde 2012 ela integra o grupo Toyota. O gerente de vendas da empresa na América Latina, Gregory Winiger, esteve presente na reunião para falar sobre a utilização dos aparelhos nos Brasil e da evolução da qualidade do algodão brasileiro.


Nas palavras de Winiger: “O Brasil é um mercado muito importante para a Uster, especialmente nos últimos anos. O país é o exportador número um de algodão no mundo. O objetivo das visitas anuais da Uster a Abrapa é estarmos mais próximos dos nossos clientes. Estamos muito felizes em ser parceiros da comunidade algodoeira brasileira para melhorar e padronizar a qualidade do algodão.”


Os laboratórios do SBRHVI pretendem expandir as suas operações a partir do próximo ano e adquirir novos equipamentos para abarcar a demanda esperada para a safra 2025/2026.

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