Voltar

Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados: Abrapa divulga estimativa de produção recorde para a safra 2024/2025

Durante a reunião, a entidade divulgou levantamento de setembro que projeta produção de 4,11 milhões de toneladas para safra 2024/2025

23 de Setembro de 2025

O Brasil está prestes a bater mais um recorde na produção de algodão, segundo estimativas divulgadas pelo presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, durante a reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados, realizada na manhã da última terça-feira, 23/09. O encontro contou com a presença de representantes das principais associações de produtores do país vinculadas à Abrapa, da indústria têxtil, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM).


De acordo com os dados apresentados, a safra 2024/2025 deverá alcançar 4,11 milhões de toneladas de algodão. O volume estimado surpreendeu os produtores, que avaliam estratégias para comercializar toda a produção.


Produção nos principais estados brasileiros


A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto, informou que a produção surpreendeu os cotonicultores do estado, onde a produção deve atingir 816 mil toneladas, uma projeção de aumento de 15% em relação à safra 2023/2024. Os dados são da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).


Mato Grosso do Sul registrou a maior produtividade por hectare. O diretor executivo da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampasul), Adão Hoffmann, destacou que o desempenho surpreendeu, já que as lavouras foram atingidas por chuvas nos meses que antecederam a colheita. Ainda assim, o terço médio e o ponteiro do algodão apresentaram bom desenvolvimento, e a qualidade da fibra melhorou em termos de comprimento e micronaire.


Em Minas Gerais, terceiro maior produtor do país, os resultados ficaram abaixo do esperado. Problemas climáticos reduziram o volume colhido, embora a qualidade da fibra não tenha sido comprometida.


Mato Grosso mantém a liderança nacional na produção de algodão. De acordo com o diretor executivo da Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, o estado colheu 2,9 milhões de toneladas, o que representa cerca de 70% da pluma produzida no Brasil. A produtividade estimada, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), deve ser 5,6% maior em relação ao ciclo 2023/2024.


Driblando a demanda global


Houve consenso entre os presentes de que o principal desafio do setor é a estabilidade da demanda global. Em um cenário de alta produção, a demanda atual não sustenta uma recuperação dos preços, que seguem pressionados pela grande oferta de pluma.


Como medida paliativa, Piccoli, apresentou a proposta de criação do Programa de Financiamento Especial para Estocagem de Produtos Agropecuários (FEE) voltado ao algodão em pluma. Segundo ele, a possibilidade de estocagem elimina a necessidade de venda imediata, fortalece o poder de negociação do produtor e permite esperar por condições mais favoráveis de exportação, evitando liquidações forçadas em períodos de preços deprimidos.


O projeto foi levado por representantes da Abrapa, da Ampa e do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA) ao ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, na última sexta-feira (19/09). A proposta será oficializada via Câmara Setorial ainda em setembro, para discussão conjunta com o Mapa e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


Consumo interno de algodão


O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, atualizou os participantes sobre o consumo de fibras pela indústria brasileira. Segundo ele, o Brasil produziu 132 milhões de toneladas de fibras têxteis, das quais 77,7 milhões foram de poliéster e 24,5 milhões de algodão, que representaram 19% do total. Apesar da inadimplência e dos juros elevados, que limitam o consumo das famílias, a indústria segue crescendo e gerando empregos.


O principal desafio, contudo, é que o Brasil importa mais roupas do que exporta. Para Pimentel, o consumo interno de algodão só aumentará se houver maior produção por parte das confecções. Com uma defesa comercial mais firme, o país poderia aumentar a produção de vestuário e reduzir a dependência de tecidos sintéticos utilizados, por exemplo, na indústria automotiva.


Expectativas para as exportações


Miguel Fauss, ex-presidente e atual conselheiro da Anea, ressaltou que a China,maior compradora do algodão brasileiro, deverá reduzir suas aquisições neste ano. O país, que também é o maior produtor mundial da fibra, colheu mais algodão na última safra e adota postura cautelosa diante da crise nas relações com os Estados Unidos. Ainda assim, há espaço para expansão em outros mercados, como a Índia.


Outro fator que influencia a competitividade, segundo Fauss, é o preço do petróleo. Sua queda tende a baratear a produção de fibras sintéticas, levando as indústrias a optarem pelos tecidos fósseis como forma de ampliar margens de lucro, o que pode reduzir a procura pela fibra natural brasileira.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Entidades do agro lançam manifesto e cobram plano nacional de logística no Brasil

Abrapa, Ampa e Aprosoja pedem rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e armazenagem robusta

22 de Setembro de 2025

A conclusão do 1º Fórum de Geopolítica e Logística do Agro, em Brasília, resultou no lançamento do Manifesto pela Logística do Agro Brasileiro, divulgado nesta sexta-feira (19).


O texto é assinado  por Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Mauricio Buffon, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil); e Orcival Gouveia Guimarães, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa).


documento afirma que o Brasil já provou sua força em ciência, tecnologia e produtividade, mas perde competitividade na hora de exportar por causa de estradas precárias, pontes frágeis, atraso na expansão ferroviária e portos lentos e burocráticos.


“É urgente um plano nacional para modernizar nossas rodovias, evitando caminhões atolados em estradas precárias ou pontes de madeira que se desfazem a cada inverno. O transporte sobre trilhos precisa deixar de ser promessa e se tornar alternativa real, com uma malha ferroviária conectada, integrada e capaz de oferecer solução de ponta a ponta”, diz o documento.


falta de armazéns obriga produtores a vender rapidamente e com menor valor agregado, enquanto o déficit de energia desestabiliza agroindústrias e sistemas de irrigação.


Custo Brasil e disputa desigual


“Hoje, nossos produtos levam mais tempo e custam mais para chegar aos compradores finais. Esse cenário, agravado pelo chamado ‘Custo Brasil’ e por uma Selic considerada desproporcional,  cria uma disputa desigual com concorrentes internacionais que contam com logística moderna e infraestrutura mais robusta”, afirma o manifesto.


O que o manifesto defende


As entidades pedem um plano nacional que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e sistemas de armazenagem mais robustos, para que a logística “deixe de ser obstáculo e passe a ser a chave que abre portas de competitividade e desenvolvimento”.


“O diagnóstico é claro: não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes na logística nacional.”


Soberania e urgência


O manifesto ressalta que investir em logística não é apenas facilitar a vida do produtor. É garantir soberania alimentar, geração de emprego, renda e o futuro do país.


A mensagem final é de urgência e coordenação entre produtores, reguladores, financiadores, gestores públicos e sociedade: “O futuro não espera. O Brasil também não pode esperar”.


 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Entidades lançam Manifesto pelo Agro e defendem investimentos em logística

Assinado por três associações de produtores, documento é fruto de discussões promovidas em evento de logística em Brasília

22 de Setembro de 2025

Três associações de produtores divulgaram nesta sexta-feira, 19, um manifesto em defesa do agronegócio brasileiro. O documento, assinado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) defende que a logística deixe se ser um gargalo para se transformar em um pilar de competitividade e de crescimento para o País.


As reivindicações são fruto das discussões promovidas durante o 1º Fórum de Geopolítica e Logística, realizado em Brasília no último dia 10 de setembro, e destacam que, apesar de o Brasil ter se consolidado como potência agrícola, os entraves logísticos comprometem prazos, elevam custos e reduzem a competitividade frente a concorrentes internacionais que contam com infraestrutura mais moderna. Além disso, aponta que o déficit de armazéns e o alto “Custo Brasil” pressionam o produtor e limitam a geração de valor.


No texto, as entidades cobram a implementação de políticas de Estado voltadas para:


rodovias seguras;
ferrovias integradas e funcionais;
hidrovias navegáveis;
portos modernos e menos burocráticos;
ampliação da capacidade de armazenagem;
fornecimento estável de energia elétrica para sustentar a produção e a agroindústria.

Para as associações, não há mais espaço para adiar investimentos estruturantes. Elas afirmam que investir em logística significa não apenas dar melhores condições ao setor produtivo, mas também garantir soberania alimentar, geração de emprego e fortalecimento da economia nacional. “A logística é a chave — e ela precisa girar, com o esforço conjunto de produtores, governo, reguladores, financiadores e sociedade”, argumentam.


Clique aqui para ler o documento na íntegra


O evento
O 1º Fórum de Geopolítica e Logística foi organizado pelas Abrapa em parceria com as duas outras associações. O objetivo foi debater os principais desafios para o agro e quais as medidas que devem ser tomadas agora para ampliar as exportações de produtos brasileiros com qualidade e segurança.


Quem estava presente assistiu a dois painéis: um sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da safra brasileira, e outro sobre a atuação de agências reguladoras e obstáculos da infraestrutura de abastecimento no País.


Fonte: https://agro.estadao.com.br/agropolitica/entidades-lancam-manifesto-pelo-agro-e-defendem-investimentos-em-logistica

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Representantes da Abrapa apresentam programa de estocagem de algodão ao Ministro da Agricultura e Pecuária

Abrapa solicitou a criação de programa em caráter emergencial para atender o setor algodoeiro do Brasil.

19 de Setembro de 2025

Na última quinta-feira, 18/08, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, reuniu-se com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, para solicitar ao Governo Federal o estabelecimento de uma linha de crédito para a estocagem de algodão em pluma. Ele esteve acompanhado do diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, do diretor executivo da Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa), Décio Tocantins, e do presidente do Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), Alexandre Schenkel.

Com o objetivo de possibilitar que os produtores estoquem parte da produção e evitem liquidações forçadas em um mercado em queda, o programa pretende fortalecer a competitividade internacional da pluma brasileira. A proposta também busca mitigar as perdas dos cotonicultores e garantir o fornecimento de algodão para a indústria têxtil em períodos futuros.


De acordo com Gustavo Piccoli, “A implementação do programa poderá aliviar a pressão de venda imediata ao oferecer uma estrutura que aumente o poder de barganha da produção nacional, contribuindo para estabilizar os preços internos no curto prazo e ajustar os fluxos de exportação conforme as oportunidades comerciais.”


Medida provisória para renegociação de dívidas

Na ocasião, Piccoli também manifestou preocupação com o alto grau de endividamento dos produtores, fator que dificulta o acesso a novos financiamentos.


Em resposta às solicitações, o ministro Fávaro informou que o governo brasileiro está tomando providências para viabilizar medidas que possibilitem a renegociação das dívidas, por meio da edição de uma medida provisória específica.


Previsibilidade e segurança
Segundo Piccoli, garantir previsibilidade de renda e segurança ao produtor é fundamental para que o Brasil continue produzindo em larga escala e mantendo a liderança nas exportações da fibra.


“O Brasil é referência mundial na produção sustentável de algodão. Para consolidar essa posição, é urgente a adoção de instrumentos de política agrícola anticíclica, capazes de assegurar renda e segurança ao produtor”, destacou o presidente da Abrapa.

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Após a realização do Fórum Geopolítica e Logística, Abrapa, Ampa e Aprosoja lançam Manifesto pelo Agro Brasileiro

A logística do Agro no Brasil deve deixar de ser obstáculo e se tornar a chave que abre portas de competitividade e desenvolvimento

19 de Setembro de 2025

No documento, as entidades se posicionaram em defesa de uma política de Estado que priorize rodovias seguras, ferrovias integradas, hidrovias navegáveis, portos modernos e armazenagem robusta.


Leia o Manisfeto na íntegra:


Manifesto - Fórum Geopolítica e Logística

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 19/09/2025

ALGODÃO PELO MUNDO #37/2025

19 de Setembro de 2025

Destaque da Semana - As principais entidades representativas dos três maiores exportadores mundiais de algodão — Brasil, Austrália e Estados Unidos — reuniram-se esta semana em um encontro considerado histórico. A iniciativa pode marcar o início de uma aliança estratégica voltada ao fortalecimento da demanda global por algodão.

Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Dez/25 fechou nesta quinta 18/set cotado a 66,90 U$c/lp (+0,3% vs. 11/set). O contrato Dez/26 fechou em 69,66 U$c/lp (+0,4% vs. 11/set).

Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 750 pts para embarque Out/Nov-25 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 18/set/25.

Altistas 1 - Chineses voltam a importar volumes significativos, com agosto sendo o maior nível desde março, reduzindo estoques nos portos.

Altistas 2 - Fed corta juros. Redução de 0,25 p.p., apesar de ser ainda tímida, melhora perspectivas para consumo.

Altistas 3 - O mercado consumidor americano, maior do mundo, está mostrando sinais de força, com as vendas no varejo aumentando significativamente pelo terceiro mês consecutivo em agosto.

Altistas 4 - A melhoria dos indicadores de qualidade desta safra do Brasil tem sido um comentário frequente no mercado.

Baixistas 1 - Excesso de oferta de algodão persiste e pode piorar se a safra americana continuar em ótimas condições.

Baixistas 2 - Problemas bancários reduzem ritmo de importações de algodão em Bangladesh.

Baixistas 3 - Consumo chinês moderado com vendas Varejo aumentando 3,4% em agosto, abaixo das expectativas.

Baixistas 4 - Subsídios na Índia com preços mínimos bem acima do mercado oferecem possibilidades de exportação para lá no curto prazo mas incentivam muito a produção local.

Mundo 1 - O USDA revisou suas estimativas globais para a safra 2025/26, com produção aumentada para 25,62 milhões tons (+230 mil tons em relação a previsão do mês passado), consumo para 25,87 milhões (+184 mil tons).

Mundo 2 - Com revisões feitas nos números de 24/25, os estoques finais previstos para 25/26 caíram para 15,9 milhões de tons, o menor volume em 4 anos.

EUA 1 - Segundo o USDA, a estimativa de produção de algodão dos EUA para setembro é de 2,87 milhões tons*, ligeiramente acima dos 2,86 milhões tons projetados no mês anterior.

EUA 2 - A safra americana vai bem e pode ser maior que a estimativa do USDA. As lavouras de algodão dos EUA classificadas como boas + excelentes caíram para 52% (-2 p.p. semanal). Na mesma semana de 2024, apenas 39% das lavouras estavam nessas condições.

China 1 - Importações chinesas de algodão em agosto foram de 70 mil tons (maior volume desde março, mas -53% vs 2024). No acumulado de 2025, totalizaram 583 mil tons (-73% vs 2024).

China 2 - O Ministério da Agricultura chinês revisou a produção de algodão 2025/26 para 6,36 milhões tons (+110 mil tons). Os estoques finais foram ajustados para 8,21 milhões tons (-20 mil tons).

China 3 - Os números oficiais do governo Chinês para produção estão bem abaixo das estimativas de mercado, que chegam até 7,2 milhões de tons em 25/26.

Índia 1 - A Cotton Association of India revisou suas projeções de importações para 2024/25 para 697 mil tons e produção para 5,31 milhões tons.

Índia 2 - Dados do Ministério do Comércio apontam importações de 58 mil tons em julho, elevando o total 2024/25 para 662 mil tons (recorde). Principais fornecedores foram Brasil (21%), Austrália (20%), EUA (19%) e ZFA (19%).

Paquistão - A PCGA alerta para riscos à safra de algodão no Paquistão devido a ondas de calor, chuvas fortes, inundações e vírus do enrolamento da folha, apesar do aumento de 40% nas entregas de algodão em caroço até 15/set.

Bangladesh - Uma delegação comercial dos EUA visitará Bangladesh esta semana para discutir tarifas. Dhaka busca negociar a redução dos direitos "recíprocos" de 20% sobre suas exportações de têxteis e vestuário para o mercado americano.

Austrália - A safra australiana de algodão foi estimada em 4,1 milhões de fardos, mas há indicações de que esse número pode estar subestimado em cerca de 300 mil fardos.

Vietnã - As importações vietnamitas de algodão em agosto foram de 134.973 tons (-7% vs julho). EUA foi o maior fornecedor (50% do total), seguido por Austrália (19%) e Brasil (14%).

Encontro - O XV Encontro Regional de Pesquisadores de Algodão da América Latina e Caribe foi realizado de 9 a 11/set na Argentina, com participação da Abrapa e representantes de nove países. O objetivo foi desenvolver agenda conjunta para o crescimento sustentável da cotonicultura regional.

Logística - Abrapa, Ampa e Aprosoja realizaram o Fórum Geopolítica e Logística em Brasília (10/set) com debates sobre diversificação de modais de transporte, gargalos logísticos e desafios legais para exportações. Assista à transmissão: https://bit.ly/ForumGeoLog

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 63,9 mil tons nas duas primeiras semanas de setembro/25. A média diária de embarque é 20,9% menor que no mesmo mês em 2024.

Colheita 2024/25 - Até o dia de ontem (18/09), foram colhidos no estado da BA (94,4%), GO (97,21%), MA (100%), MG (97%), MS (100%), MT(99,9%), PI (100%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 98,82%.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem (18/09), foram beneficiados nos estados da BA (58%), GO (67,4%), MA (35%), MG (65%), MS (63%), MT (34%), PI (62,08%), PR (100%) e SP (95%). Total Brasil: 40,86%.

Preços - Consulte tabela abaixo ⬇

Quadro de cotações para 18-09


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil
- cottonbrazil@cottonbrazil.com

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Abrapa participa do lançamento do programa AgroEspecialistas do Algodão 

Iniciativa da Bayer pretende criar um espaço para troca de informações entre consultores e líderes do setor algodoeiro 

18 de Setembro de 2025

Na última quarta-feira, 17/09, a Bayer promoveu o lançamento do programa AgroEspecialistas do Algodão. O evento, que ocorreu em Brasília, contou com a presença com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, que realizou a abertura oficial da edição 2025 do programa, e reforçou a parceria de ambas as instituições em prol da cotonicultura nacional.  


O lançamento ofereceu aos presentes cinco palestras com lideranças do setor, além de duas mesas redondas para fomentar a troca de informações, conteúdos e cocriações para a cultura do algodão. Participam do programa AgroEspecialistas do Algodão um grupo seleto de 12 consultores e líderes técnicos da cotonicultura nacional que buscam aprimorar seus conhecimentos e construir redes ativas com o setor.  


Parceria entre a Bayer e os produtores de algodão  


Durante o seu discurso de abertura, Piccoli destacou a longa parceria entre a Abrapa e a Bayer e falou da importância da realização de programas como o AgroEspecialistas para o fortalecimento da cadeia produtiva do algodão.  De acordo com Piccoli, “A Bayer tem sido uma parceira fundamental. Seja apoiando projetos da Abrapa, a exemplo do Congresso Brasileiro do Algodão e do movimento Sou de Algodão, que atualmente são duas das maiores referências na promoção da fibra brasileira, seja no desenvolvimento de soluções tecnológicas que dão mais eficiência e competitividade ao produtor.” 


Desde a criação do Sou de Algodão, a Bayer aderiu ao movimento com o intuito de promover o diálogo entre a produção do algodão desde o campo até o consumidor final. Essa parceria também se estende à realização do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece a cada dois anos e promove as melhores práticas da cotonicultura e o uso consciente da fibra na moda. 


Essencial para a cotonicultura 


Para Piccoli, programas como o AgroEspecialistas são fundamentais para o bom desenvolvimento da cotonicultura no país. “O Brasil é hoje um dos maiores produtores e exportadores de algodão do mundo, com reconhecimento internacional pela qualidade da fibra e pela sustentabilidade do nosso sistema produtivo. Essa posição só foi alcançada porque, ao longo dos anos, unimos forças em projetos estratégicos que envolvem pesquisa, inovação, tecnologia e, principalmente, pessoas comprometidas com a evolução do setor”. 


Por ser focado no compartilhamento de conhecimento e na geração de soluções inovadoras, o AgroEspecialistas do Algodão pretende aproximar consultores da realidade das fazendas, dando suporte técnico e estratégico aos produtores. “São esses profissionais que transformam inovação em resultados concretos e que ajudam o produtor a tomar decisões mais assertivas e sustentáveis”, afirmou o presidente da Abrapa. 

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Representantes do agronegócio se reúnem com especialistas e governo para discutir soluções para logística e infraestrutura

Melhorias na estrutura de escoamento dos produtos brasileiros e revisão de entraves burocráticos nos portos foram pautas primeiro Fórum Geopolítica e Logística, promovido em Brasília.

18 de Setembro de 2025

Na última quarta-feira, 10/09, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-Grossense de Produtores de Algodão (Ampa) e com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), realizou o Fórum Geopolítica e Logística, em Brasília.


A programação teve mais de oito horas de debate, dividida em dois painéis e uma palestra sênior. O vice-presidente da Abrapa, Paulo Sérgio Aguiar participou da abertura do evento, ao lado do presidente da Ampa, Orcival Guimarães, e o presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon.


Na ocasião, Paulo Aguiar defendeu que, para minimizar os impactos dos problemas logísticos do país é necessário que exista um projeto nacional. De acordo com o vice-presidente, “Nós crescemos exponencialmente nos últimos anos, em relação à produção agrícola e dos produtos para exportação, mas infelizmente em termos de logística e infraestrutura o Brasil fica muito aquém”. Aguiar também falou sobre os gargalos enfrentados pelos produtores rurais atualmente, "De Sorriso até o porto de Santos, levamos quase uma semana para colocar um caminhão de pluma, mais de 45 dias para pôr esse contêiner na Ásia. Isso nos deixa frágeis perante os concorrentes.”, ponderou.


Para o coordenador do Fórum e especialista em logística, Luís Antônio Pagot, o país precisa solucionar três tópicos centrais para que haja uma melhoria logística efetiva: o custo Brasil; mais investimentos em infraestrutura; e a necessária desburocratização. Segundo Pagot, “O custo Brasil tem crescido especialmente nos últimos dois anos, a ponto de começar a inviabilizar negócios brasileiros no exterior. Essa é uma questão muito grave.”



O presidente da Ampa, representante do estado que mais produz algodão e grãos do Brasil, reforçou alguns dos problemas enfrentados pelos produtores da região. “Mato Grosso é como um país continental. Temos um déficit enorme de infraestrutura, com muitas pontes de madeira que precisam ser substituídas. É uma luta diária”.


Portos, trilhos e navegação: os caminhos para o Brasil mais eficiente


No primeiro painel, o superintendente da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alessandro Baumgartner, o gerente do Observatório IBI, Bruno Pinheiro, o coordenador temas ambientais da Organização Marítima Internacional (IMO), Flávio Mathuiy e a Diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Flávia Takafashi falaram sobre a diversificação dos modais de transporte e escoamento da produção nacional.


Na ocasião, Baumgartner anunciou que, após 10 anos de obras, a ferrovia Transnordestina fará sua primeira viagem em outubro de 2025. “Já temos 680 quilômetros prontos e estamos concluindo a verificação técnica para autorizar a primeira viagem em outubro.”, afirmou o superintendente da ANTT. Baumgartner aproveitou o momento para falar sobre o andamento da Ferrogrão, outro projeto de ferrovia que é muito aguardado pelo setor produtivo. “A Ferrogrão está com o leilão previsto para o primeiro semestre do ano que vem, o entendimento da Consultoria Jurídica (Conjur) do Ministério dos Transportes é que não existem mais impedimentos para seguir com o leilão. Embora se fale muito da questão do licenciamento da Ferrogrão, a interpretação da Conjur é de que o projeto é fundamental para o Brasil de uma maneira geral.”, pontuou.


Flávia Takafashi, esclareceu o trabalho da ANTAQ em relação à logística de contêiners nos portos. De acordo com Takafashi, medidas legais estão sendo tomadas para solucionar o conjunto de problemas que geram um desarranjo logístico em toda a cadeia de exportação e importação. “Desde 2020, a agência vem se aprofundando nas discussões da logística de contêineres. E recentemente tivemos o acórdão 521 de 2025, que dá algumas bases, alguns entendimentos regulatórios que são importantes para esse setor. E as questões principais que estão ali apontadas são em relação à cobrança da demurrage e a cobrança da detention. A gente sabe que hoje, o setor de logística passa por desafios diversos, mas passa também pelo enfrentamento de busca de soluções”.


Água, energia e conformidade: os caminhos para o Agro mais potente


Durante a tarde, o segundo painel debateu a atuação das agências reguladoras, dos gargalos e obstáculos legais para as exportações do país. Participaram o secretário de defesa agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Goulart, o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Wajs, e o professor da Universidade Federal de Itajubá, Afonso Henriques.


Em sua fala, Carlos Goulart defendeu a necessidade do certificado fitossanitário, emitido pelo Mapa para que as exportações sejam operadas corretamente. Segundo Goulart, “O processo de exportação, principalmente de fibra de algodão, está sempre sujeito a alguma anuência. Porém, o Ministério da Agricultura, não é anuente obrigatório na exportação. Ter anuência não significa que é anuência obrigatória”.



O Secretário usou a exportação de soja como exemplo, “Se eu quiser exportar uma carga de um navio de soja sem uma autorização do Mapa, a operação ocorre legalmente. Porém, quando a carga chega no país de destino, o exportador será questionado sobre certificado fitossanitário do Brasil. Se a carga não estiver certificada, ela não entra.” E justificou, “Por isso é muito importante para quem opera no comércio exterior saber dessa regra capciosa. Este caso é muito frequentemente, até por uma questão de defasagem de conceito dos despachantes.”



Crescimento da população mundial deve ampliar a participação do Brasil na economia global


O ex-presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como “Banco dos Brics”, Marcos Troyjo, encerrou a programação com palestra sobre as perspectivas do setor produtivo brasileiro diante dos desafios do cenário econômico mundial. O economista, cientista social e professor, serviu durante 10 anos o corpo diplomático brasileiro antes de se tornar presidente do Banco.


Troyjo afirmou que o crescimento da população mundial deve ampliar a participação do Brasil na economia global. Ele relacionou o potencial agropecuário brasileiro à necessidade de segurança alimentar, sobretudo diante da expansão populacional prevista para a África Ocidental e a Ásia, em especial Índia, Indonésia e Paquistão. Para ele, o Brasil precisa aproveitar essa oportunidade investindo em infraestrutura, indústria e tecnologia, a fim de diversificar sua oferta e promover desenvolvimento social.


O economista destacou ainda que a Ásia concentra hoje o maior crescimento econômico do mundo, com países que chegam a registrar até 7% ao ano. “O Brasil é um dos poucos países capazes de atender essa demanda em velocidade, escala, qualidade e confiabilidade. Mesmo diante da disputa econômica global, há uma chance importante de expandir nossas exportações”, disse.


Troyjo afirmou que o cenário internacional mudou de um mundo intensivo em globalização para um mundo intensivo em geopolítica, no qual as decisões comerciais e estratégicas já não se pautam apenas por eficiência econômica, mas por fatores de segurança e previsibilidade. “Ao mesmo tempo em que os Estados Unidos continuam sendo a maior economia e exercem forte influência global, também adotam políticas comerciais protecionistas, impondo tarifas pesadas até a parceiros estratégicos, como Brasil e Índia”, avalia.


De acordo com Troyjo, os norte-americanos vivem uma fase de grande poder econômico relativo, em que seus acertos ou erros têm impactos globais amplificados. “Além disso, com medidas de desregulamentação e cortes de impostos, transformam-se em um polo cada vez mais atrativo para os investimentos, funcionando como uma verdadeira bomba de sucção de capitais que poderiam ser direcionados a países emergentes. Essa combinação faz com que os erros e acertos norte-americanos tenham impactos muito maiores e mais rápidos sobre o restante do mundo.”, explicou.


Assista ao evento completo no link:


https://www.youtube.com/watch?v=6Jq0TSBAcNI

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Experiência Sou de Algodão aproxima estudantes da prática da indústria têxtil

Visitas técnicas à Innovativ e à Covolan mostraram aos alunos de Design de Moda como teoria e sustentabilidade se unem no dia a dia das fábricas

17 de Setembro de 2025

Na última segunda-feira (15), o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), promoveu duas experiências com alunos de Design de Moda das universidades parceiras FAAL (Faculdade de Administração e Artes de Limeira) e Senac São Paulo. Pela manhã, o grupo da FAAL visitou a tecelagem Innovativ, especialista em Jacquard, situada em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Já no período da tarde, foi a vez dos estudantes do Senac SP conhecerem a Covolan, empresa têxtil especializada em tecelagem de denim, sediada na mesma cidade.


Coordenadas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, as visitas possibilitaram que os alunos vivenciassem a prática dentro de fábricas de referência no setor, compreendendo a fundo os processos de produção, a importância da sustentabilidade e as oportunidades que a cadeia do algodão oferece.


FAAL na Innovativ


Na primeira visita do dia, os alunos da FAAL tiveram a oportunidade de conhecer a Innovativ, empresa com décadas de atuação no mercado de moda, especializada em tecidos jacquard e ratier. Durante a recepção, os estudantes acompanharam apresentações sobre o uso do algodão em diferentes aplicações e puderam observar máquinas, técnicas e processos de revisão de tecidos.


“A experiência Sou de Algodão, em parceria com a Innovativ, é importante pois acreditamos muito no potencial brasileiro, seja trazendo isso em coleções ou na matéria-prima que utilizamos por aqui, que é 98% nacional. Esse contato nos permite falar diretamente com futuros estilistas e criadores, explicando a importância do algodão não só pela sua responsabilidade e por ser biodegradável, mas também pelo impacto econômico que ele agrega ao mercado. É muito gratificante receber os estudantes na Innovativ, mostrar o nosso trabalho e reforçar o propósito de construir juntos uma moda mais sustentável em todos os sentidos”, explica Thalita Colla, supervisora de marketing na Innovativ.


“Foi uma super experiência! Os alunos ficaram muito entusiasmados e a criatividade e qualidade que a Innovativ possui superaram as expectativas. Ver um trabalho que resgata o lado mais artístico aliado à sustentabilidade e que ainda consegue se transformar em produtos de alta qualidade é o máximo. Considero a parceria com o Sou de Algodão extremamente produtiva, especialmente por proporcionar aos alunos experiências que unem resgate, inovação, sustentabilidade e responsabilidade social”, destaca Sandra V. Boschiero, docente da FAAL.


Também segundo Manami, é essencial que os futuros profissionais entendam como a fibra do algodão se transforma em tecidos de alta qualidade. “Esse contato direto com a indústria permite que os alunos enxerguem o impacto da sua futura atuação profissional em toda a cadeia têxtil, desde o cultivo da fibra até a peça final de moda e decoração”, reitera.


Senac SP na Covolan


À tarde, a experiência foi realizada na Covolan, empresa fundada em 1966 e referência internacional em denim, com forte atuação em sustentabilidade ambiental, econômica e social. Os estudantes do Senac SP percorreram as instalações da fábrica, conheceram o funcionamento de maquinários e acompanharam de perto como o algodão é trabalhado para dar origem a tecidos versáteis e atemporais.


Caroline Ferraz Covolan, diretora de projetos da empresa, afirma que receber os alunos no parque fabril é mostrar, na prática, que sustentabilidade e ética são possíveis quando vivenciadas desde o início da carreira. “Com a parceria com o Sou de Algodão, reforçamos a força do Brasil e nosso papel como a indústria de denim mais certificada das Américas. Nas visitas técnicas, os estudantes conectam teoria e prática ao observar como tratamos resíduos, otimizamos energia e estruturamos a produção. Para nós, é gratificante ver como essa vivência desperta senso crítico, inspira responsabilidade e aproxima o aprendizado da realidade do mercado, fortalecendo a visão de uma moda mais consciente e conectada ao futuro”, afirma Caroline.


“O conhecimento proporcionado por esta imersão na fábrica certamente vai ampliar o repertório de nossos estudantes em relação às propriedades dos materiais patrocinados pela Covolan, que irão compor a coleção a ser apresentada no evento Casa de Criadores, em dezembro deste ano. É uma oportunidade única de aproximar a vivência acadêmica da prática de mercado, fortalecendo a formação dos alunos e valorizando a parceria com o Sou de Algodão”, ressalta Viviane Torres Kozesinski, docente do curso de Design de Moda do Senac SP.


Para Manami, a visita ao polo do denim reforça a diversidade de caminhos que a moda nacional oferece. “O Brasil é reconhecido mundialmente pelo seu denim, e estar aqui, na Covolan, permite aos estudantes compreenderem o potencial criativo, tecnológico e sustentável da nossa indústria”, pontua.


Formação para além da sala de aula


As duas experiências tiveram como objetivo ampliar o olhar dos alunos sobre a moda, além de aproximá-los das práticas cotidianas do setor. Nos locais, eles puderam vivenciar os processos de criação, produção e revisão de tecidos, valorizando a matéria-prima nacional e conhecendo de perto o papel do algodão na indústria têxtil.


No encerramento das visitas, Manami reforçou a importância da aproximação entre instituições de ensino e empresas têxteis. “Quando unimos universidades, indústrias e o movimento, estamos construindo uma base sólida para a formação de profissionais conscientes, engajados e preparados para transformar a moda em um setor cada vez mais responsável e inovador”, conclui.


 

Abrace este movimento: 


Site: www.soudealgodao.com.br


Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao


TikTok: @soudealgodao_

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter

Voltar

Sou de Algodão leva moda responsável e inovação a estudantes de São Paulo e Santa Catarina

Movimento promoveu quatro palestras e um webinar para turmas de Design de Moda e Engenharia Têxtil, com foco no 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores e nas boas práticas do setor

17 de Setembro de 2025

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou, nos dias 10 a 12 de setembro, quatro encontros com estudantes de Design de Moda em São Paulo, e um webinar com alunos de Engenharia Têxtil em Santa Catarina. As ações tiveram como objetivo aproximar os futuros profissionais das discussões mais atuais do setor, como inovação e sustentabilidade, além de despertar o interesse dos alunos na quarta edição do Desafio com a Casa de Criadores. Todas as palestras foram conduzidas por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, e contaram com participações especiais.


Unip: 3º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores


Na Universidade Paulista (Unip), campus Paulista, o movimento realizou duas sessões no dia 10, voltadas para as turmas da manhã e da noite. Além de apresentar o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, Manami trouxe reflexões sobre os desafios e oportunidades do setor têxtil e da moda, destacando a relevância de iniciativas que unem criatividade, inovação e responsabilidade.


“Estar conectado ao Sou de Algodão + Casa de Criadores significa aproximar a universidade de profissionais e marcas que ditam tendências, além de reforçar nosso compromisso com uma formação que alia criatividade, inovação e consciência socioambiental. É também uma oportunidade de projetar nossos talentos em um cenário de grande visibilidade”, destaca Haroldo de Souza, Coordenador Geral  dos Cursos de Design de Moda da UNIP. “É um marco importante para o curso de Moda da UNIP, pois coloca nossos alunos em sintonia com um movimento nacional de valorização da moda autoral e responsável”.


Anhembi Morumbi: ESG e mercado em pauta


No dia seguinte, quinta-feira (11), foi a vez da Universidade Anhembi Morumbi receber o movimento em dois de seus campi: Vila Olímpia e Paulista. Os encontros contaram ainda com a participação de Laís Malerba Silveira, Gerente de ESG e Sustentabilidade da Veste S.A., uma das maiores varejistas do Brasil, que compartilhou experiências sobre ESG, e Natália Favorito, designer especialista da Individual, uma das cinco marcas do grupo, que explicou os processos de desenvolvimento de coleções. A ação amplia o debate sobre a integração entre academia e mercado.


Durante a atividade, a coordenadora do curso, Deborah Serretiello, reforçou o valor dessa conexão com o Sou de Algodão. “A parceria da instituição com o movimento nos dá acesso a empresas que nunca tivemos antes, e esse conhecimento sobre o mercado de trabalho e as boas práticas do setor é muito importante para a formação dos futuros profissionais”, reitera.


“Na Veste, entendemos que a moda vai além das tendências: ela envolve responsabilidade, inovação e propósito. Por isso, trocar experiências com jovens talentos é uma oportunidade única de mostrar como sustentabilidade, design e negócios caminham juntos, ao mesmo tempo em que aprendemos com a energia e curiosidade de quem está começando a construir sua trajetória profissional”, completa Laís.


Claudia Regina Martins, docente do curso, destaca a parceria com o movimento, que permite que os estudantes tenham contato direto com empresas como a Veste. “A participação das representantes da Veste foi muito enriquecedora, especialmente por trazerem detalhes do ciclo de produção dentro da cadeia de confecção, que é a grande expertise deles. Muitos alunos ainda não tiveram a oportunidade de entrar em uma fábrica e conhecer de perto esses processos, e quando a universidade abre esse espaço, o aprendizado se torna de suma importância. Ficamos todos muito encantados e felizes em presenciar esse movimento de consciência. Para os estudantes, essa troca é transformadora e certamente vai render frutos valiosos no futuro”, avalia.


UFSC: Qualidade do algodão brasileiro em debate


Encerrando a semana de atividades, na sexta-feira (12), o Sou de Algodão promoveu o webinar “A qualidade do algodão brasileiro”, para estudantes e docentes do curso de Engenharia Têxtil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Com abertura realizada por  Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, e participação de Edson Tetsuji Mizoguchi, consultor de qualidade da Abrapa, e João Paulo Saraiva Morais, pesquisador da Embrapa Algodão, o encontro trouxe um panorama aprofundado sobre a trajetória da fibra no Brasil, sua relevância para a cadeia têxtil e os avanços em sustentabilidade e inovação.


“Ter participado da excepcional palestra foi um prazer. Informativa, envolvente e bem conduzida, do início ao fim, os palestrantes demonstraram profundo domínio do assunto, entrelaçando as dimensões históricas, agrícolas, econômicas e ambientais do algodão de uma forma acessível e intelectualmente rica. Em suma, foi mais do que uma simples palestra, foi uma jornada abrangente e instigante por uma das culturas agrícolas mais importantes do mundo”, destacou Miguel Angelo Granato, coordenador do Mestrado em Engenharia Têxtil da UFSC.


De acordo com Edson Mizoguchi, a iniciativa é estratégica para aproximar os futuros profissionais do setor. “Esse webinar é importante para mostrar aos acadêmicos como o Brasil tem evoluído na qualidade da principal fibra natural, que é o algodão. Quando estiverem no mercado, poderão compreender sua importância no contexto da sustentabilidade e da cadeia têxtil brasileira. O futuro do algodão depende desses novos profissionais”, afirmou.


Já João Paulo Morais ressaltou o impacto da ação junto à academia e ao mercado consumidor. “O evento foi importante porque promove o algodão e busca aumentar a participação das fibras naturais no mercado. Queremos mostrar que, mesmo sendo mais cara que a sintética, a fibra natural tem vantagens e, do ponto de vista da fiação, evidenciar os esforços dos produtores em fornecer a melhor matéria-prima possível às indústrias”, explicou.


Para Manami Kawaguchi Torres, essas iniciativas reforçam o compromisso do movimento em preparar os estudantes para os desafios que eles encontrarão ao longo da carreira. “Nosso papel é abrir portas, gerar diálogo e mostrar que é possível unir criatividade, inovação e responsabilidade. Os estudantes de hoje serão os profissionais que ditarão o rumo da moda no futuro, e por isso é tão importante que estejam preparados para esse mercado”, destaca.


Ela acrescenta que a troca entre academia e indústria é essencial para criar caminhos mais sustentáveis para o setor. “Cada encontro é uma oportunidade de inspirar novas gerações a fomentar um setor mais inovador, responsável e colaborativo”, finaliza.


Abrace este movimento: 


Site: www.soudealgodao.com.br


Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao


TikTok: @soudealgodao_

Quer ficar por dentro de tudo
que acontece no Portal Abrapa?

assine nossa newsletter