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Algodão brasileiro ganha protagonismo no SPFW em desfile que celebra a história e a valorização da fibra natural

Assinada pelo estilista Ronaldo Fraga, a coleção Cartas de Algodão marca os 10 anos do movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa

16 de Outubro de 2026

O algodão brasileiro ganhou destaque nas passarelas da 61ª edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), um dos principais eventos de moda da América Latina. No dia 15 de outubro, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou seu quinto desfile no evento, apresentando uma coleção especial assinada pelo estilista brasileiro Ronaldo Fraga. O desfile marcou os 10 anos da iniciativa, celebrando sua trajetória de conexão e valorização dos profissionais que integram a cadeia produtiva do algodão e a cadeia têxtil.


Intitulada Cartas de Algodão, a coleção explorou a relação entre moda, memória e identidade cultural. Inspirado em cartas, fotografias antigas e lembranças familiares, Ronaldo Fraga colocou o algodão no centro de criações que reuniram bordados, estampas, diferentes texturas e técnicas artesanais. A apresentação destacou a qualidade e a versatilidade da fibra natural.


“Cada peça que chega à passarela do Sou de Algodão carrega o trabalho de toda uma cadeia produtiva, desde os produtores de algodão até as tecelagens, malharias e demais parceiros que, ano após ano, acreditaram neste projeto ao nosso lado. Celebrar 10 anos com este desfile também é celebrar essas parcerias, fundamentais para mostrar o potencial do algodão brasileiro, do campo à moda”, afirmou Renata Caixeta, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Abrapa e gestora do movimento Sou de Algodão.


“Por meio da passarela, inspiramos os consumidores a escolherem cada vez mais as fibras naturais, as fibras brasileiras, as fibras de algodão. Ronaldo Fraga trouxe tanto afeto e tantas memórias, e Cartas de Algodão deixou sua marca na história”, acrescentou.


Cores, formas e texturas
Com quase 30 looks, a coleção apresentou uma paleta de cores composta por diferentes tons de branco, marfim e outras tonalidades naturais, com toques de cor inspirados na tinta de caneta. Nas silhuetas, Ronaldo Fraga explorou cinturas marcadas, volumes, alfaiataria e sobreposições de tecidos.


Com styling de Paulo Martinez, os modelos desfilaram peças com diferentes comprimentos, golas, coletes e acessórios. Estampas inspiradas em envelopes e correspondências, além de detalhes artesanais, complementaram as criações, evidenciando as diversas possibilidades de utilização do algodão na moda.


Para Alessandra Zanotto, presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), produtora rural e porta-voz do movimento Sou de Algodão, a iniciativa voltou a brilhar na principal passarela da moda brasileira. “Dez anos de história, dez anos conectando o campo à moda e, acima de tudo, valorizando quem cria. Ver cada peça, cada criação, com bordados e botões que remetem a selos, tudo isso é um abraço na alma”, destacou.


Uma década de valorização do algodão brasileiro
Criado em 2016, o Sou de Algodão desenvolve iniciativas voltadas à conscientização sobre o consumo responsável e à valorização da fibra natural do algodão brasileiro. Ao longo da última década, o movimento construiu parcerias com profissionais da moda, marcas e empresas, fortalecendo o diálogo entre quem produz o algodão e quem o transforma em produtos destinados ao consumidor final.


“Dez anos depois de nascermos no SPFW, voltamos a esta passarela em um momento muito simbólico. Convidar Ronaldo para assinar esta coleção individualmente foi uma forma de trazer profundidade e autoria a esta celebração. Com uma sensibilidade rara, ele traduziu o que o algodão representa como uma fibra que guarda histórias e atravessa gerações”, concluiu Renata Caixeta.

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Cotton Brazil destaca como o algodão brasileiro transforma sustentabilidade em prática durante a Textile Exchange 2026

Na onferência internacional, em Vancouver, Cotton Brazil apresenta resultados do programa ABR e reforça a importância da sustentabilidade e da rastreabilidade para o mercado global

16 de Outubro de 2026

O Cotton Brazil participou da Textile Exchange Conference 2026, realizada em outubro, em Vancouver, no Canadá. O evento reuniu especialistas e representantes das indústrias da moda, têxtil e de confecção de diferentes países para compartilhar conhecimentos e discutir novas formas de produzir, selecionar e reutilizar materiais, com foco em práticas mais sustentáveis em todo o setor.


A participação brasileira, com destaque para o programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), demonstrou como o país já coloca em prática o tema desta edição, “The Implementation Era” (A Era da Implementação): transformar compromissos com a sustentabilidade em ações verificáveis e em larga escala.


De acordo com Fábio Carneiro, gestor de Sustentabilidade da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), na safra 2024/25, 3,35 milhões de toneladas de pluma de algodão foram certificadas pelo ABR e licenciadas pela Better Cotton, o equivalente a 79% das 4,25 milhões de toneladas produzidas no país. Essa produção teve origem em 469 unidades produtivas, distribuídas por 97 municípios de dez estados brasileiros.


“O diferencial do Brasil é que a certificação não está restrita a um nicho de mercado. A participação, que era de 47% na safra 2010/11, cresceu significativamente. O Brasil responde por mais de um terço de todo o algodão licenciado pela Better Cotton no mundo, conforme dados de 2023/24. Além disso, o protocolo exige melhoria contínua, com o índice mínimo de conformidade aumentando de 85% para 90% até a quarta safra. Para as marcas, isso significa a possibilidade de adquirir grandes volumes com verificação independente, em vez de depender de pequenos projetos piloto”, afirma


Durante o evento, o Brasil também apresentou o primeiro Relatório de Sustentabilidade do programa ABR, elaborado conforme as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) e publicado no primeiro semestre de 2026.


Certificação e práticas sustentáveis


Segundo o gestor de Sustentabilidade da Abrapa, os avanços na certificação e na oferta de algodão brasileiro produzido com práticas regenerativas têm despertado o interesse de organizações internacionais. “O ABR não é uma certificação regenerativa, mas já incorpora aspectos fundamentais dessa discussão, como saúde do solo, manejo integrado de pragas, conservação da biodiversidade, gestão dos recursos hídricos e adaptação e mitigação das mudanças climáticas. O plantio direto, que busca reduzir custos e conservar o solo, é uma prática estudada pela Embrapa e adotada por cotonicultores do Cerrado. As marcas querem entender como essas práticas se traduzem em resultados mensuráveis”, explica.


Além da escala da certificação, o Brasil se destaca pela implementação de práticas sustentáveis no campo, com o apoio de equipes especializadas das associações estaduais de produtores de algodão, formadas por engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e profissionais de segurança do trabalho.
O impacto social da cotonicultura também é significativo. Na safra 2024/25, o setor gerou mais de 43 mil empregos formais diretos, com as mulheres representando 12% da força de trabalho e 515 postos ocupados por trabalhadores com deficiência física.


Diálogo com o mercado internacional


De acordo com Lisa Ventura, gestora de Relações Internacionais da Abrapa, a participação na conferência também proporcionou a oportunidade de apresentar os avanços brasileiros diretamente a marcas, varejistas e organizações internacionais.


Além das reuniões e apresentações, o Cotton Brazil contou com um estande no evento, onde os visitantes puderam conhecer iniciativas de sustentabilidade e experimentar, na prática, a rastreabilidade do algodão brasileiro por meio de peças de vestuário com informações acessíveis digitalmente.


“O que realmente nos surpreendeu foi perceber que muitas pessoas ainda não sabem o quanto nossa rastreabilidade está avançada. Foi motivo de muito orgulho poder mostrar e explicar esse trabalho. Levamos camisetas que os visitantes podiam escanear e comprovar que, quando falamos em rastreabilidade, estamos falando de informações que chegam até a fazenda. Houve grande interesse pelo ABR, pelo rigor do seu protocolo e, naturalmente, pelos pontos que ainda podemos aprimorar. Mas muitos ficaram surpresos com a quantidade de resultados positivos que apresentamos”, destacou.


As práticas sustentáveis adotadas nas fazendas brasileiras também despertaram interesse. Segundo Lisa, 84% das fazendas certificadas pelo programa ABR já utilizam produtos biológicos no controle de pragas e doenças, dado que ganhou relevância nas discussões sobre os desafios da produção em clima tropical.
“Uma das mensagens que mais ouvimos ao longo dos três dias foi que a sustentabilidade não pode seguir um modelo único para todos. Ela precisa considerar soluções adaptadas às realidades locais. E acredito que isso se aplica muito bem ao contexto brasileiro”, acrescentou.


Entretanto, transformar esses avanços em impactos mais amplos no mercado exige o envolvimento de toda a cadeia produtiva. Os cotonicultores brasileiros têm investido em produção responsável, verificação e rastreabilidade. Uma demanda mais clara e consistente por algodão sustentável e verificado de forma independente, por parte de marcas e varejistas, contribuiria para fortalecer esses esforços, oferecendo maior segurança aos produtores para continuar investindo e incentivando a adoção de práticas sustentáveis em maior escala.


Para Fábio Carneiro, a conferência também representa uma oportunidade de apresentar os resultados dos investimentos dos cotonicultores brasileiros em sustentabilidade e rastreabilidade, ao mesmo tempo em que permite conhecer as experiências de outros agentes do mercado global.


“É nesse ambiente que conseguimos compreender o que as marcas passarão a exigir dos países fornecedores antes mesmo de essas exigências se tornarem obrigações contratuais. Isso inclui pressões regulatórias relacionadas ao trabalho forçado, à devida diligência, aos dados dos produtos e às alegações ambientais. Também aprendemos como outros países produtores de algodão estruturam seus sistemas de verificação e rastreabilidade, quais metodologias relacionadas ao clima e à agricultura regenerativa estão ganhando espaço e quais soluções de dados podem ser úteis para o ABR”, afirmou.


“Os cotonicultores brasileiros se beneficiam de uma reputação construída com base em evidências, de uma cadeia produtiva mais preparada para as exigências futuras e do diálogo direto com compradores, organismos certificadores e parceiros”, concluiu.

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Abrapa destaca inovação e sustentabilidade como caminhos para o futuro do algodão

No Congresso Internacional da Abit, em Fortaleza, setor debate competitividade, novas tecnologias e oportunidades para ampliar a participação das fibras naturais no mercado global

15 de Outubro de 2026

A inovação tecnológica, a sustentabilidade e as mudanças no consumo global de fibras estiveram no centro das discussões do Congresso Internacional da Abit 2026, realizado nos dias 14 e 15 de outubro, em Fortaleza (CE). A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), patrocinadora do evento, participou dos debates sobre os desafios para ampliar a competitividade do algodão diante do avanço das fibras sintéticas e das novas exigências da indústria têxtil.


Promovido pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), em parceria com a International Textile Manufacturers Federation (ITMF) e a International Apparel Federation (IAF), o congresso teve como tema “Futuro em movimento: transformação, inovação, novas realidades”.


No dia 14 de outubro, durante o painel “O Futuro das Fibras”, o presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa) e ex-presidente da Abrapa, Haroldo Cunha, apresentou a trajetória da cotonicultura brasileira e destacou a necessidade de preparar o setor para um mercado cada vez mais exigente em relação à origem, à qualidade e à sustentabilidade das matérias-primas. “Durante o Congresso Internacional da Abit e da ITMF, em Fortaleza, tivemos a oportunidade de falar do algodão brasileiro, da sua trajetória até aqui e de como estamos olhando para o futuro”, destacou Haroldo.


O futuro das fibras


Haroldo explicou que há cerca de 40 anos, o algodão representava mais da metade do mercado mundial de fibras e atualmente, essa participação está em torno de 22%, enquanto as fibras sintéticas, produzidas principalmente a partir de matérias-primas de origem fóssil, passaram a dominar o mercado. “Alguns dos fatores que explicam essa transformação estão a competitividade de custos, as mudanças na moda e características funcionais dos tecidos sintéticos”, destaca o presidente da Agopa.


Haroldo destacou ainda que o objetivo é preservar atributos do algodão, como conforto e bem-estar, e incorporar características valorizadas pelos consumidores, como maior resistência ao amassamento e ao desbotamento.


“Entender o que o consumidor quer nesse mundo cada vez mais exigente em termos de rastreabilidade, circularidade, reaproveitamento dos recursos naturais e uso mais eficiente desses recursos é uma questão que vai dominar as discussões e as ações estratégicas nos próximos anos”, afirmou Haroldo Cunha.


Outro tema abordado foi a crescente preocupação com os microplásticos, liberados por materiais sintéticos durante o uso, a lavagem e o descarte. A presença dessas partículas no meio ambiente e as pesquisas sobre seus possíveis impactos à saúde humana ampliam o debate sobre a composição dos produtos têxteis e podem representar uma oportunidade para a valorização das fibras naturais.


Na avaliação do presidente Haroldo, o avanço do algodão dependerá da combinação entre inovação, comunicação e políticas públicas, além de análises de sustentabilidade que considerem todo o ciclo de vida das matérias-primas, desde sua produção até a destinação final.


Da liderança mundial à valorização da fibra


O debate acontece em um momento de protagonismo da cotonicultura brasileira. Maior exportador mundial de algodão, o Brasil comercializou 3,37 milhões de toneladas no ano comercial 2025/26, resultado de décadas de investimentos em pesquisa, tecnologia, melhoramento genético e profissionalização da produção.


A sustentabilidade também integra essa trajetória. Na safra 2024/25, 79% da produção brasileira de algodão contou com a certificação socioambiental Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa coordenado pela Abrapa que estabelece critérios relacionados às boas práticas agrícolas, à gestão ambiental e à responsabilidade social.


Para avançar além da liderança em volume, o setor busca ampliar o reconhecimento da qualidade e dos atributos da fibra brasileira. Por meio do Cotton Brazil, realizado em parceria com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Abrapa fortalece sua presença internacional.


Para avançar além da liderança em volume, o setor busca ampliar o reconhecimento da qualidade e dos atributos da fibra brasileira. Por meio do Cotton Brazil, realizado em parceria com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Abrapa fortalece sua presença internacional.


No mercado nacional, o Sou ABR tem como foco a rastreabilidade e a identificação de produtos confeccionados com algodão certificado pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), fortalecendo a transparência sobre a origem da matéria-prima.


Já o movimento Sou de Algodão, que completa 10 anos de atuação, promove a valorização da fibra natural e aproxima produtores, indústria, marcas e consumidores. Para a gerente de Desenvolvimento de Negócios da Abrapa, Renata Caixeta, a participação no Congresso Internacional da Abit reforça a importância do diálogo entre os diferentes elos da cadeia têxtil e ganha significado especial no ano em que o movimento Sou de Algodão celebra uma década de atuação.


“Ao longo desses dez anos, o Sou de Algodão tem trabalhado para aproximar o campo da indústria, da moda e do consumidor. Estar neste congresso é uma oportunidade de reforçar essa conexão e mostrar que o futuro do algodão passa pela inovação, sustentabilidade, rastreabilidade e valorização da fibra natural, acompanhando as transformações do mercado e as novas demandas dos consumidores”, destaca Renata.

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Abrapa fortalece presença internacional do algodão brasileiro durante ICA Trade Event Istambul

Cotton Brazil Luncheon apresenta resultados e estratégias do setor, enquanto ICA Istanbul 2026 reúne lideranças mundiais para discutir mercado, sustentabilidade e valorização das fibras naturais

14 de Outubro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa, nesta semana, em Istambul, na Turquia, de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da presença do algodão brasileiro no mercado internacional. A programação teve início nesta terça-feira (13), com o Cotton Brazil Luncheon, e continua nos dias 14 e 15 de outubro, durante o ICA Istanbul 2026, um dos principais encontros mundiais da cadeia algodoeira.


A participação ocorre em um momento de protagonismo da cotonicultura nacional. Terceiro maior produtor e líder mundial nas exportações de algodão, o Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com recorde de 3,37 milhões de toneladas de pluma exportadas, crescimento de aproximadamente 19% em relação ao ciclo anterior. O desempenho reforça a importância do relacionamento com compradores, indústrias, tradings e representantes dos principais mercados consumidores.


A delegação brasileira conta com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli; o vice-presidente, Celestino Zanella; além dos conselheiros Alexandre De Marco, Luiz Carlos Bergamaschi, Carlos Alberto Moresco e Aurélio Pavinato. Também participam o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, e o vice-presidente da entidade, Ariel Coelho e a especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, Rafaela Albuquerque.


Cotton Brazil Luncheon: resultados e estratégias para o futuro


Realizado na terça-feira (13), o Cotton Brazil Luncheon reuniu representantes de indústrias têxteis, fiações, tradings e entidades setoriais para apresentar os avanços da cotonicultura brasileira e fortalecer o diálogo com agentes estratégicos do comércio internacional.


O encontro contou com dois painéis. O primeiro abordou os resultados da safra 2025/26 e as perspectivas para 2026/27, com foco em produção, área plantada, qualidade, sustentabilidade e competitividade. O segundo apresentou as estratégias de longo prazo do Cotton Brazil, iniciativa da Abrapa em parceria com a Anea e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a presença brasileira nesses encontros vai além da apresentação dos resultados de produção e exportação. “Conquistamos uma posição de liderança no mercado internacional, mas sabemos que mantê-la exige um trabalho contínuo. Nosso compromisso é oferecer ao mundo um algodão de qualidade, produzido com responsabilidade e transparência. Estar próximo dos nossos compradores e parceiros é fundamental para compreender as demandas do mercado, fortalecer a confiança na fibra brasileira e construir novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, destaca Piccoli.


A programação também abriu espaço para o diálogo sobre possíveis ações conjuntas com outros países produtores, especialmente Estados Unidos e Austrália, voltadas à valorização das fibras naturais e à ampliação do engajamento com a indústria e os consumidores.


ICA Istanbul 2026 reúne cadeia global do algodão


A agenda brasileira continua nesta quarta-feira (14) e quinta-feira (15), durante o ICA Istanbul 2026, promovido pela International Cotton Association (ICA).


Com expectativa de reunir mais de 600 representantes da comunidade internacional do algodão, o evento concentra lideranças da produção, comercialização, indústria e fiações de diferentes países. A programação inclui apresentações de especialistas, debates sobre o mercado global e oportunidades de relacionamento comercial.


A Abrapa participa tradicionalmente do encontro e integra o grupo de patrocinadores, reforçando a presença institucional do Brasil nos principais fóruns internacionais do setor.


Entre os assuntos estratégicos acompanhados pela delegação brasileira estão as perspectivas de oferta e demanda mundial, o cenário dos principais países produtores e consumidores, os desafios de competitividade e o posicionamento das fibras naturais diante do avanço dos materiais sintéticos.


Além da troca de informações, o ICA representa uma oportunidade para ouvir compradores e parceiros comerciais, identificar tendências e compreender as demandas internacionais relacionadas à qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade do algodão.


Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, a participação brasileira no encontro reforça o compromisso do setor com o crescimento sustentável da produção e com o fortalecimento das relações comerciais em toda a cadeia têxtil mundial.


“Conseguimos transmitir uma mensagem muito clara sobre a evolução da cotonicultura brasileira e o nosso compromisso com o crescimento sustentável. Mais do que ampliar a nossa participação no mercado, queremos garantir que a indústria têxtil mundial possa contar com o algodão brasileiro para crescer, conquistar novos mercados e aumentar o consumo da fibra natural”, destaca Wajs.


O dirigente também ressaltou a importância da atuação conjunta da cadeia produtiva na valorização das fibras naturais. Entre os avanços apresentados durante o evento, destacou as discussões sobre medidas regulatórias de incentivo ao uso do algodão e o lançamento da campanha “Microplástico é o Fim da Linha”, iniciativa brasileira voltada a valorização das fibras naturais.


 

Fibras naturais e conscientização sobre os microplásticos


A valorização das fibras naturais também ganhou destaque na agenda internacional com a apresentação da campanha “Microplástico é o Fim da Linha”, lançada recentemente no Brasil. A iniciativa foi apresentada durante o Cotton Brazil Luncheon e mencionada por Joe Nicosia, executivo da Louis Dreyfus Company, durante sua palestra na programação oficial do ICA Istanbul 2026, como uma das ações da cadeia produtiva voltadas à valorização das fibras naturais.


A campanha busca ampliar a conscientização sobre a presença dos microplásticos no cotidiano, especialmente aqueles associados às roupas produzidas com fibras sintéticas, e estimular o debate sobre seus possíveis impactos na saúde e no meio ambiente. A iniciativa também reforça a importância da informação, da ciência e da valorização das fibras naturais, como o algodão, na construção de uma cadeia têxtil mais sustentável.


ICA 2027


A participação brasileira ganha ainda mais relevância diante da próxima edição do encontro. Em 2027, o ICA será realizado pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, ampliando a oportunidade de apresentar ao mercado internacional a estrutura, os avanços e a competitividade da cotonicultura nacional.

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Sou de Algodão chega ao 5º desfile na SPFW e reforça valorização da fibra natural brasileira nos 10 anos da iniciativa

Com coleção assinada por Ronaldo Fraga, a iniciativa da Abrapa reafirma o compromisso do algodão brasileiro com responsabilidade socioambiental e conexão entre o campo e a moda

13 de Outubro de 2026

O Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), volta à passarela da São Paulo Fashion Week para seu 5º desfile, marco que coincide com os 10 anos de atuação do programa conectando a cadeia produtiva do algodão brasileiro ao universo da moda e do têxtil. A apresentação reúne, mais uma vez, o campo e a criação - reafirmando o algodão nacional como matéria-prima de qualidade, rastreabilidade e relevância global.

Para esta edição comemorativa, a coleção Cartas de Algodão é assinada pelo estilista Ronaldo Fraga, que parte da fibra como fio condutor de memória afetiva. Na proposta do estilista, o algodão brasileiro deixa de ser apenas matéria-prima têxtil e se torna protagonista de uma narrativa sobre permanência, cuidado e delicadeza - valores que dialogam diretamente com o trabalho de décadas do cotonicultor brasileiro na produção de um algodão cada vez mais sustentável e certificado.

O desfile reforça o posicionamento do Sou de Algodão como ponte entre a origem da fibra natural - do campo, com práticas responsáveis, como as certificadas pelo selo ABR (Algodão Brasileiro Responsável) - e o produto final, que chega às passarelas e ao consumidor com identidade e propósito. Dez anos depois de seu lançamento, a iniciativa consolida essa conexão como parte central de sua atuação institucional.

"Chegar ao 5º desfile do Sou de Algodão na SPFW, no ano em que completamos uma década de trabalho, confirma que a fibra brasileira conquistou um espaço entre as principais vitrines de moda. É o fruto de um esforço que começa no campo, focado na sustentabilidade e na excelência do produto e no diálogo permanente com estilistas e formadores de tendência como o Ronaldo Fraga", destaca Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.

Os looks também contam com uma parceria inédita na trajetória do desfile: a Garotti, fabricante de calçados em couro com mais de 125 anos de tradição, forneceu a botina Garotti Syngenta para calçar todos os modelos da passarela. A parceria une a tradição da manufatura em couro brasileiro ao universo do algodão, reforçando a proposta do desfile de valorizar cadeias produtivas nacionais.

Líder na exportação mundial e principal fornecedor de algodão para a indústria nacional, o Brasil destaca-se por práticas agrícolas que aliam tecnologia e responsabilidade socioambiental. O desfile na SPFW funciona como uma ponte essencial para aproximar todo este trabalho do campo do consumidor final e da indústria têxtil.

O desfile Sou de Algodão acontece em 15 de outubro, durante a São Paulo Fashion Week, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Sobre Sou de Algodão

Criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 79% de toda a produção nacional de algodão.

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Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro – Setembro de 2026

Com mais de 10,1 milhões de fardos analisados, levantamento da Abrapa apresenta os principais indicadores de qualidade da safra 2025/2026 e a evolução das características da fibra brasileira

09 de Outubro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) disponibiliza o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro, referente a setembro de 2026. O documento reúne os resultados das análises instrumentais da safra 2025/2026, realizadas pelos laboratórios integrantes do Sistema Brasileiro de Referência em Análise de Fibra de Algodão (SBRHVI).


Até o fechamento do mês, 10.199.574 fardos haviam sido analisados por equipamentos de alto volume (HVI), o equivalente a 54% dos aproximadamente 19 milhões de fardos previstos para a safra. A estimativa de produção é de 4 milhões de toneladas de pluma.


Segundo os dados consolidados até 25 de setembro, a colheita havia atingido 99%, enquanto o beneficiamento alcançava 49%. Do total de fardos analisados, 59% são certificados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa da Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Indicadores de qualidade


Os resultados mostram o desempenho da fibra brasileira em características fundamentais para a indústria têxtil. Entre os fardos analisados, 95,1% apresentaram resistência igual ou superior a 28 gf/tex, enquanto 94,8% registraram comprimento de fibra igual ou superior a 1,11 polegada.


O índice de micronaire, que avalia características relacionadas à finura e à maturidade da fibra, apresentou 95,1% das amostras na faixa de 3,50 a 4,90. Já o indicador de uniformidade apontou que 91,8% das amostras alcançaram índices iguais ou superiores a 80%.


O relatório também registra que 75,9% das amostras apresentaram índice de fibras curtas de até 10%, enquanto 70,6% atingiram reflectância igual ou superior a 75%. No indicador de amarelamento, 95,7% das amostras ficaram dentro do parâmetro de até 9.


Confiabilidade e transparência


A edição de setembro também traz uma análise de Axel Drieling, do ICA Bremen, sobre a evolução do sistema brasileiro de classificação instrumental. O especialista destaca os avanços na qualidade do algodão, especialmente em comprimento e resistência da fibra, além da confiabilidade e da evolução da repetibilidade dos resultados obtidos pelos laboratórios brasileiros.


O SBRHVI reúne 14 laboratórios, distribuídos em cinco estados, com 96 equipamentos HVI, além do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília (DF). A estrutura permite analisar 100% da produção nacional, contribuindo para a padronização das informações e a transparência na comercialização da fibra.


Os dados de qualidade também podem ser acompanhados pela plataforma de Business Intelligence (BI) da Abrapa, que disponibiliza consultas personalizadas e atualizações diárias para os diferentes elos da cadeia produtiva.


Confira o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro – Setembro de 2026.

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Líder mundial nas exportações, Brasil celebra Dia Mundial do Algodão com convite para valorizar a fibra natural

Com recorde de 3,37 milhões de toneladas exportadas, data chama atenção para a presença do algodão na economia e no cotidiano dos brasileiros

07 de Outubro de 2026

Maior exportador mundial de algodão e com uma produção que supera 4 milhões de toneladas de pluma, o Brasil chega ao Dia Mundial do Algodão, celebrado em 7 de outubro, em posição de protagonismo no mercado internacional. Dentro de casa, porém, a data traz uma provocação diferente: e se o algodão desaparecesse?


É a partir dessa pergunta que o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), apresenta neste ano o conceito “Naturalmente Presente”. A proposta é convidar a sociedade a perceber uma matéria-prima que está nas roupas, nos itens de higiene, na saúde, na indústria e em diferentes momentos da vida, mas que, de tão incorporada à rotina, muitas vezes passa despercebida.


A mobilização acontece em um momento histórico para a cotonicultura brasileira. No ano comercial 2025/26, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, maior volume já registrado pelo país e 19% superior ao ciclo anterior. O resultado manteve o Brasil na posição de maior exportador mundial da fibra.


Para a safra 2026/27, as perspectivas também demonstram a dimensão alcançada pela atividade. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma área de 2,09 milhões de hectares e uma produção próxima de 4,15 milhões de toneladas de algodão em pluma.


Mais do que números, o avanço da produção brasileira amplia a responsabilidade do setor de conectar o campo à sociedade e mostrar o papel dessa fibra na economia, na indústria, na geração de oportunidades e nas escolhas feitas diariamente pelos consumidores.


“Hoje, o Brasil ocupa uma posição de destaque no mercado mundial de algodão. Mas essa liderança também nos convida a olhar para dentro do país e ampliar o conhecimento da sociedade sobre essa fibra. O algodão começa no campo, passa pela indústria e chega à vida das pessoas de inúmeras formas. O Dia Mundial do Algodão é uma oportunidade de mostrar essa conexão”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


E se o algodão desaparecesse?


Ao longo da campanha “Naturalmente Presente”, a Abrapa, por meio do Sou de Algodão, propõe justamente inverter o olhar. Em vez de apenas mostrar onde o algodão está, a iniciativa pergunta o que faria falta caso ele deixasse de existir.


A provocação busca aproximar a sociedade da origem das matérias-primas presentes no cotidiano e estimular escolhas mais conscientes. Vestuário, produtos de higiene, itens hospitalares, enxovais e diferentes aplicações industriais ajudam a dimensionar uma cadeia que conecta produtores rurais, trabalhadores, indústria, varejo, moda e consumidores.


Como parte da mobilização, personalidades e representantes de diferentes setores da sociedade foram convidados a responder a duas perguntas: “Onde o algodão está naturalmente presente na sua vida?” e “Se o algodão desaparecesse, o que faria falta para o Brasil?”. Os depoimentos integram as ações para marcar a data.


A gerente de Desenvolvimento de Negócios da Abrapa, Renata Caixeta, explica que a campanha busca justamente provocar essa reflexão.


“A ideia é imaginar, pausar por alguns segundos e perceber o algodão ao nosso redor. Quando perguntamos o que aconteceria se essa fibra desaparecesse, mostramos de maneira muito concreta o quanto ela está presente na nossa vida e quantas relações existem por trás dela. O algodão está na roupa que vestimos, mas também na renda e nas oportunidades que essa cadeia gera no campo e na cidade”, destaca Caixeta.


Fibras naturais no centro da discussão


A celebração ocorre também em um momento em que ganha espaço o debate sobre a composição dos produtos têxteis e os impactos associados às diferentes matérias-primas.


No fim de setembro, durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), a Abrapa e entidades parceiras lançaram o movimento “Microplástico é o Fim da Linha”, iniciativa que busca ampliar, com base em ciência, informação e diálogo, a discussão sobre microplásticos, fibras têxteis e escolhas de consumo.


Nesse contexto, a valorização das fibras naturais passa também pelo acesso à informação. Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, ampliar o conhecimento sobre a origem, a composição e as características dos materiais é fundamental para permitir escolhas mais conscientes e contribuir para uma discussão mais transparente sobre o futuro da cadeia têxtil.


O consumidor precisa ter informação para entender o que está por trás dos produtos que escolhe. Quando ampliamos esse conhecimento, criamos condições para uma decisão mais consciente e também para um debate mais qualificado sobre o papel das fibras naturais. O algodão tem atributos importantes e precisamos fazer com que eles sejam conhecidos pela sociedade”, afirma Portocarrero.


No Dia Mundial do Algodão, a proposta é começar essa reflexão por algo simples: olhar ao redor e perceber onde essa fibra já está. Naturalmente presente. No campo, na indústria e na vida.


Sobre o Sou de Algodão


Criado pela Abrapa, em 2016, o Sou de Algodão nasceu para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa conecta e valoriza os diferentes elos da cadeia produtiva e têxtil e dialoga com o consumidor final por meio de ações, conteúdos e parcerias com marcas e empresas.


O movimento também contribui para ampliar o conhecimento sobre o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa de certificação socioambiental da Abrapa que estabelece critérios ambientais, sociais e econômicos para a produção de algodão no país.

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Abrapa promove atualização técnica de laboratórios do SBRHVI sobre classificação instrumental do algodão

Workshop realizado na sede da Abrapa reuniu representantes dos 14 laboratórios participantes do sistema e abordou classificação de contaminantes, pegajosidade e metodologias de análise

02 de Outubro de 2026

A atualização técnica e o aprimoramento dos processos de classificação instrumental do algodão estiveram no centro do Workshop de Melhores Práticas em Laboratório de HVI, realizado na última semana de setembro, na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília (DF).

O encontro reuniu representantes dos 14 laboratórios participantes do Sistema Brasileiro de Referência em HVI (SBRHVI) e foi conduzido por Axel Drieling, gerente sênior de Algodão do Faserinstitut Bremen, da Alemanha, e representante do ICA Bremen.

A programação teve como foco a troca de conhecimento técnico e a atualização sobre procedimentos adotados internacionalmente na classificação instrumental da fibra. Entre os temas discutidos estiveram a classificação de contaminantes, a medição da pegajosidade do algodão, as diferentes metodologias utilizadas nessas análises e o tratamento de dados.

Segundo o gerente do Programa de Qualidade da Abrapa, Deninson Lima, o workshop integra a rotina de aprimoramento técnico promovida pela entidade no âmbito do SBRHVI e, nesta edição, também possibilitou discutir questões específicas enfrentadas pelos laboratórios. “Foi um dia de muita troca de experiências, com a participação de representantes de cada um dos 14 laboratórios que integram o programa”, afirma.

Deninson destaca ainda a importância da atualização sobre os procedimentos adotados mundialmente. “O encontro abre espaço para que os laboratórios esclareçam dúvidas e busquem respaldo para questões técnicas que ainda estão em aberto”, explica.

A participação de Axel Drieling também marcou um reencontro com o programa brasileiro de qualidade. O especialista esteve envolvido nos primeiros anos de desenvolvimento do SBRHVI e retornou ao Brasil após quase uma década, podendo acompanhar a evolução da iniciativa e do Laboratório Central.

“Axel foi um dos primeiros consultores do nosso programa de qualidade. Tê-lo de volta, depois de quase dez anos, foi uma oportunidade importante para apresentar a evolução do programa e do Laboratório Central e, ao mesmo tempo, promover essa troca de conhecimento com os profissionais que hoje fazem parte do sistema”, acrescenta Deninson.

Durante o workshop, também foram apresentados dados das rodadas de testes interlaboratoriais e informações sobre o desempenho dos equipamentos utilizados pelos laboratórios brasileiros.

Nesta edição, as rodadas de testes interlaboratoriais, coordenadas pelo Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), utilizaram, pela primeira vez, algodão brasileiro fornecido pelo Laboratório Central. A iniciativa possibilitou avaliar o desempenho dos equipamentos e dos laboratórios brasileiros em comparação com os resultados obtidos internacionalmente.

A realização do workshop integra o trabalho desenvolvido pela Abrapa, por meio do SBRHVI, para promover a padronização dos procedimentos laboratoriais e fortalecer a confiabilidade dos resultados da classificação instrumental do algodão brasileiro.

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Terceiro dia do 15º CBA coloca fibras naturais e microplásticos no centro do debate e encerra programação em Belo Horizonte

Último dia do Congresso reuniu debates sobre valorização do algodão, qualidade da fibra, manejo e desafios técnicos da produção

24 de Setembro de 2026

O terceiro e último dia do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), nesta quinta-feira (24), em Belo Horizonte (MG), colocou no centro das discussões os desafios para ampliar a presença das fibras naturais no mercado brasileiro e o debate sobre os microplásticos. A programação também reuniu pesquisadores, produtores e especialistas em torno de temas técnicos que impactam diretamente a produtividade, a qualidade e a competitividade da cotonicultura.

Um dos principais momentos do dia foi a plenária “Como reconectar o brasileiro à fibra natural? Um desafio de saúde pública, meio ambiente e estratégia nacional”. O debate reuniu diferentes elos da cadeia para discutir o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro e os caminhos para ampliar o espaço do algodão e de outras fibras naturais.

A discussão partiu de um contraste: ao mesmo tempo em que o Brasil ocupa posição de protagonismo mundial na produção e exportação de algodão, a fibra natural vem perdendo participação no mercado interno para materiais sintéticos. O painel abordou temas como consumo, indústria, moda, saúde, meio ambiente, inovação e a necessidade de ampliar a informação disponível ao consumidor.

Microplásticos em debate

Na sequência, o tema ganhou novo espaço com o lançamento do movimento “Microplástico é o Fim da Linha”, durante coletiva realizada no Congresso. A iniciativa busca ampliar a informação e estimular pesquisa, inovação e diálogo sobre os microplásticos provenientes de fibras sintéticas, além de valorizar as fibras naturais.

O movimento reúne diferentes atores e parte da proposta de ampliar o conhecimento sobre os materiais presentes nas roupas, seus impactos ao longo do ciclo de vida e as alternativas que podem ser construídas pela indústria, pela ciência e pela sociedade.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa dessa discussão defendendo que o tema seja tratado com base em informação, pesquisa e evidências científicas. A valorização das fibras naturais também integra as prioridades apresentadas pela entidade na Carta Aberta aos Presidenciáveis 2027–2030, lançada nesta semana.

Ciência e desafios do campo

A programação do último dia também aprofundou questões diretamente relacionadas ao manejo e à produtividade das lavouras.

Entre os temas debatidos estiveram as doenças foliares do algodoeiro. Pesquisas apresentadas no Congresso mostraram avanço da ocorrência da ramulária e da mancha-alvo e dimensionaram os impactos que o aumento da severidade dessas doenças pode provocar sobre a produtividade.

As pragas sugadoras também estiveram em pauta. Especialistas discutiram como períodos de calor e estiagem podem favorecer a ocorrência de insetos como pulgão e mosca-branca, reforçando a importância do monitoramento e de estratégias de manejo capazes de preservar a eficiência das ferramentas de controle.

Outro destaque foi a qualidade da fibra brasileira. Especialistas apresentaram a evolução de características como comprimento e resistência nas últimas safras e discutiram desafios relacionados a contaminantes, riscos durante o beneficiamento e à capacidade dos laboratórios de classificação diante do crescimento da produção nacional.

Com o encerramento da programação desta quinta-feira, o 15º CBA concluiu três dias de debates sobre ciência, tecnologia, mercado, sustentabilidade, inovação e competitividade. Realizado pela Abrapa, o Congresso reuniu em Belo Horizonte diferentes elos da cadeia produtiva em torno dos desafios atuais e dos caminhos para o futuro do algodão brasileiro.

Confira a cobertura completa no site do 15º Congresso Brasileiro do Algodão.

As fotos oficiais dos três dias de programação estão disponíveis no Flickr do CBA.

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Segundo dia do 15º CBA conecta cenário global, eficiência no campo e novas tecnologias para a cotonicultura

Programação reuniu análises sobre a safra 2026/27 e debates técnicos sobre manejo, bioinsumos, qualidade da fibra, gestão, certificação e rastreabilidade

23 de Setembro de 2026

O segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), nesta quarta-feira (23), em Belo Horizonte (MG), aprofundou as discussões sobre os desafios da cotonicultura brasileira dentro e fora da porteira. Mercado internacional, perspectivas para a safra 2026/27, eficiência produtiva, manejo, qualidade da fibra, sustentabilidade e novas tecnologias estiveram entre os assuntos debatidos.

Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Congresso reúne produtores, pesquisadores, consultores, empresas, jornalistas e lideranças da cadeia produtiva em três dias de debates sobre ciência, inovação, mercado e estratégia.

Brasil no mercado global

Um dos destaques foi o painel “O algodão brasileiro no tabuleiro global: perspectivas e estratégias para a safra 2026/27”, que analisou o cenário da próxima temporada e a posição do Brasil no comércio internacional.

As projeções apresentadas durante o CBA indicam uma área de 2,22 milhões de hectares em 2026/27, crescimento de aproximadamente 7% em relação à temporada anterior.

Os debates também abordaram a regularidade da oferta brasileira ao longo do ano, diversificação dos mercados, custos de produção, logística, clima e os efeitos do cenário geopolítico sobre o mercado de fibras. O desafio é combinar crescimento da produção com produtividade, qualidade, rastreabilidade e eficiência para ampliar a competitividade do algodão brasileiro.

Eficiência produtiva começa no manejo

Dentro da porteira, outra plenária técnica mostrou que elevar a quantidade de fertilizantes aplicada na lavoura não significa, necessariamente, aumentar a produtividade.

Pesquisadores e especialistas destacaram a importância de considerar características do solo, disponibilidade hídrica, desenvolvimento das raízes, ciclagem de nutrientes e histórico produtivo de cada área.

Resultados apresentados durante o Congresso reforçaram que as decisões sobre nutrição precisam considerar o sistema produtivo como um todo, com estratégias orientadas por dados e pelas condições específicas de cada propriedade.

Hubs conectam ciência e campo

A programação do segundo dia também contou com hubs técnicos dedicados aos diferentes desafios da produção.

Biotecnologia, manejo de lagartas e pragas sugadoras estiveram entre os assuntos da entomologia. Doenças foliares, controle biológico, edição gênica e bioinsumos também ganharam espaço nos debates.

Na área de qualidade da fibra, a programação passou por contaminação, desempenho do algodão brasileiro nas fiações, reciclagem, economia circular, microplásticos e análise do ciclo de vida da fibra.

Gestão, custos de produção, planejamento agrícola e tecnologias digitais completaram as discussões. Certificação e rastreabilidade também estiveram em pauta, incluindo o papel do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e de diferentes padrões de certificação no acesso aos mercados.

O conjunto das discussões reforçou uma das propostas do CBA: aproximar ciência, experiência prática e estratégia para responder aos desafios de uma cotonicultura que cresce em escala e participação no mercado internacional.

O 15º CBA segue nesta quinta-feira (24), no Expominas, com a programação do último dia. Com o tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, o evento é realizado pela Abrapa.

Acompanhe a programação, as notícias e a cobertura completa no site oficial do 15º Congresso Brasileiro do Algodão.

Confira também os registros oficiais do CBA no Flickr. 

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