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Workshop promovido pela Abrapa debate manejo integrado de pragas e doenças do algodão

Evento reuniu associações estaduais, pesquisadores, entidades públicas e privadas para discutir manejo integrado, avanço dos biológicos e estratégias sustentáveis de controle fitossanitário do algodão

18 de Maio de 2026

O avanço de estratégias integradas no combate às principais pragas e doenças do algodão foi tema do 3º Workshop Integrado de Pragas e Doenças do Algodão, promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) através do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) nesta quarta-feira, 14/05, em Brasília.


O encontro, que contou com apoio da Bayer, reuniu associações estaduais, representantes da indústria, pesquisadores nacionais e internacionais para discutir os principais desafios fitossanitários enfrentados pela cotonicultura brasileira e as alternativas para tornar a produção mais eficiente e sustentável. A programação foi dividida em três temas prioritários: 1) Manejo de Bicudo e Lagartas; 2) Manejo de Doenças, como ramulária e mancha-alvo; e 3) Uso de Biológicos;


Abrapa destaca necessidade de avanços regulatórios para reforçar o MIPD


O evento reforçou a importância do manejo durante a entressafra e da adoção de estratégias regionais coordenadas para evitar perdas de produtividade e conter o aumento dos custos.


Na abertura do workshop, o vice-presidente da Abrapa, Paulo Aguiar, afirmou que a agricultura tropical exige soluções cada vez mais integradas para equilibrar produtividade e sustentabilidade. Segundo ele, os produtos biológicos vêm ganhando espaço como alternativa complementar aos defensivos químicos, especialmente diante da pressão por sistemas produtivos mais sustentáveis e eficientes.


De acordo com Aguiar: “O desafio da agricultura tropical exige cada vez mais inovação e integração de tecnologias. Os biológicos ajudam a reduzir o uso de defensivos químicos, mas também precisamos avançar no desenvolvimento e na aprovação de novas moléculas que já são utilizadas nos Estados Unidos e na Europa. O objetivo deste workshop é justamente reunir diferentes elos da cadeia para avançarmos em um modelo de produção mais sustentável dentro do programa ABR”.


Durante a sua fala, o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, antecipou que o Ministério da Agricultura deverá lançar ainda neste mês o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA) do novo Marco Regulatório dos Defensivos Agrícolas. A iniciativa construída com investimentos da associação, vai unificar os sistemas de liberação de pareceres do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para agilizar o registro de novas molécula para insumos agrícolas.


Portocarrero também citou a importância do manejo integrado de pragas para a redução de custos de produção. “O grande desafio hoje para os produtores de algodão é aumentar a produtividade e reduzir custos, o que se torna um desafio, diante do atual cenário mundial.  Para termos mais eficiência nas operações precisamos trabalhar com a integração dos biológicos e com tudo o que temos disponível em termos de tecnologia e manejo para aumentarmos a margem.


O diretor executivo da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Gustavo Prado, falou sobre o alinhamento dos objetivos entre as entidades em relação ao MIPD. “Existe um alinhamento muito forte entre a Abrapa e a Abapa na busca por soluções que unam sustentabilidade, produtividade e competitividade para a cotonicultura brasileira. O mais importante é ver todos os elos da cadeia na mesma direção, compartilhando conhecimento, experiências de campo e boas práticas que fortalecem os resultados do algodão brasileiro”, explicou.


Representando a Bayer, o gerente de marketing de algodão, Eduardo Correa, afirmou que iniciativas como o workshop ajudam a aproximar a indústria das necessidades do produtor rural e fortalecem o desenvolvimento de soluções alinhadas à realidade do campo brasileiro.


Manejo do bicudo e lagartas


O combate ao bicudo e às lagartas ocupou a maior parte da programação. Especialistas defenderam que o manejo integrado depende de planejamento contínuo, monitoramento e integração entre diferentes ferramentas de controle.


A abertura do painel sobre bicudo trouxe um panorama da praga nas principais regiões produtoras do país, com participações do pesquisador do Instituto Mato Grossense de Algodão,  Dr. Edson Júnior, do gerente fitossanitário da Abapa, Dr. Giorge Gomes, e do coordenador de fitossanidade do grupo SLC Agrícola, Alexandre Pisoni. Na sequência, a destruição de soqueira apareceu como um dos grandes desafios atuais da cotonicultura. Em palestra específica sobre o tema, o Dr. Edson Júnior reforçou que a eliminação adequada dos restos culturais segue sendo um gargalo para muitos produtores, apesar de seu papel central no manejo do bicudo.


Durante seu painel, o professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Dr. Jorge Torres, destacou que o manejo começa ainda na entressafra. Torres reforçou que o vazio sanitário continua sendo essencial, mas precisa estar associado a outras estratégias para garantir eficiência no controle da praga.


Outro destaque foi a apresentação da Rede Bicudo Brasil, conduzida pelo pesquisador da Fundação Bahia, Me. Allef Silva. Segundo o pesquisador, os ensaios sobre o bicudo são realizados simultaneamente em diferentes regiões produtoras do país, permitindo comparar resultados em distintas condições climáticas e produtivas. Os dados obtidos serviram de base técnica para orientar as recomendações de manejo mais eficientes para cada realidade regional.


Na discussão sobre manejo de lagartas, o pesquisador em entemologia da Multcrop, Dr. Antonio Carlos, apresentou estratégias voltadas ao controle das principais espécies que afetam o algodoeiro. Já o professor da Universidade Federal de Pelotas, Dr. Daniel Bernardi, abordou o comparativo de eficácia entre inseticidas genéricos e moléculas mais efetivas no manejo de lagartas. Complementando o debate, o sócio diretor da Holagri, Guido Sanchez, relembrou a trajetória de controle da lagarta-rosada, que, para ele, é um case que demonstra como alinhamento regional é importante para mitigar pragas em várias culturas, incluindo do algodoeiro.


O fortalecimento do refúgio e os desafios relacionados à adoção da prática foi abordado pelo gerente de marketing da Bayer Algodão, Eduardo Correa. O gerente citou as inovações da Bayer em relação aos defensivos e mostrou os dados de como cada um deles tem funcionado de acordo com a praga e a região que foram aplicados no país.


Para contribuir com o debate e a troca de experiências entre cientistas e produtores, ocorreu entre as apresentações duas rodadas de discussão mediadas pelo gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro. A primeira delas contou com o produtor de algodão do estado da Bahia, Jarbas Bergamaschi, o Dr. Edson Junior, junto com o Dr. Jorge Torres e foi dedicada a discutir estratégias regionais e o fortalecimento do manejo integrado. A segunda rodada reuniu o professor da Escola Superior de Agricultura Luiz Queiroz, da Universidade de São Paulo, o pós-doutor em Biologia Molecular Aplicada à Entomologia, Celso Omoto, a Coordenadora de Desenvolvimento e Extensão do Departamento de Agricultura e Pesca do estado de Queensland, na Austrália, a PhD em sobrevivência de Spodoptera Litura em algodão Bollgard 3, Sharna Holman, o agrônomo da Fazenda Sete Povos (BA), Ricardo Atarass, e Alexandre Pisoni.


Doenças desafiam eficiência dos fungicidas


O manejo de doenças ganhou espaço com discussões voltadas principalmente ao avanço da ramulária e da mancha-alvo nas lavouras brasileiras. Pesquisadores alertaram para o aumento da resistência dos patógenos e para a necessidade de revisão das estratégias atualmente utilizadas no campo.


Representando a Fundação Chapadão, o pesquisador Dr. Deivid Sacon afirmou que as ferramentas disponíveis atualmente já não conseguem controlar as doenças de forma plenamente efetiva. Segundo ele, a redução do intervalo entre aplicações e a combinação de fungicidas têm apresentado resultados mais consistentes nas lavouras de Mato Grosso do Sul.


O tema continuou em pauta na apresentação do Dr. Fabiano Perina (Embrapa Algodão), sobre o manejo assertivo de Ramulariopsis pseudoglycines e Corynespora cassiicola. Os especialistas defenderam que o avanço das doenças exige um manejo mais técnico e integrado, associando monitoramento, posicionamento correto de produtos e estratégias preventivas para preservar a eficiência das moléculas disponíveis.


Biológicos avançam, mas exigem estrutura e tecnologia


O uso de biológicos apareceu como estratégia promissora para a cotonicultura, embora especialistas tenham ressaltado que a adoção dessas ferramentas ainda exige mudanças importantes dentro das propriedades rurais.


Em palestra sobre desafios e casos de sucesso no uso de biológicos, o produtor e engenheiro agrônomo Cézar Busato relatou experiências do oeste baiano e afirmou que o sucesso dessas tecnologias depende de estruturas e processos que não fazem parte da rotina tradicional das fazendas. Segundo ele, o avanço dos biológicos permitiu reduzir significativamente o uso de químicos e contribuiu diretamente para solucionar problemas relacionados ao mofo branco nas áreas produtivas.


A importância dos biológicos no equilíbrio do sistema produtivo é uma das principais vantagens na visão dos especialistas. Quando corretamente posicionados, esses produtos ajudam a reduzir o desenvolvimento de fungos e vírus, reforçando o manejo integrado e ampliando a sustentabilidade das lavouras.


Fortalecimento de alianças internacionais


Participantes da Austrália, Paraguai e Argentina destacaram a evolução das estratégias de manejo adotadas pelo Brasil e a importância da integração entre produtores, pesquisadores e indústria para enfrentar os desafios fitossanitários.


Daniela Vitti, bióloga e mestre em gestão ambiental do INTA (Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina), ressaltou a importância de eventos técnicos desenvolvimento da agricultura sustentável na América Latina.


“Eventos como esse são mais que positivos para promover as alianças e cooperações entre países. Temos pontos em comum com a produção do algodão, então o compartilhamento dos conhecimentos nos ajuda a enfrentar os desafios, mesmo que tenhamos muitas diferenças em termos ambientais para cada região algodoeira, há muitas de coisas que podemos colaborar para o manejo do cultivo, para a produção e para a cadeia”, comentou Vitti.


Construção coletiva de soluções


No encerramento, o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, citou o MIPD como um dos temas prioritários do Programa ABR por ser uma forma de buscar o equilíbrio do sistema produtivo através do monitoramento, aliado ao uso racional de defensivos e da biotecnologia, promovendo uma cotonicultura mais responsável.


“O grande avanço do MIPD está na integração entre pesquisa, tecnologia e experiência prática no campo. O algodão brasileiro evolui quando toda a cadeia trabalha de forma coordenada para construir soluções sustentáveis e eficientes”, afirmou.

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Brasil e Austrália fortalecem diálogo sobre pesquisa, produção sustentável e colaboração em fibra natural 

Missão Cotton Brazil Dialogues Australia 2026 acontece entre os dias 17 e 22 de maio e levará delegação brasileira a algumas das principais regiões produtoras de algodão do país 

16 de Maio de 2026

Cotton Brazil realizará missão internacional "Cotton Brazil Dialogues" na Austrália



O Cotton Brazil realizará a missão internacional "Cotton Brazil Dialogues" na Austrália entre os dias 17 e 22 de maio de 2026. A programação levará uma delegação brasileira para visitas técnicas e encontros institucionais em algumas das principais regiões produtoras de algodão da Austrália. A iniciativa tem como objetivo promover o intercâmbio técnico entre os setores algodoeiros brasileiro e australiano, com foco em inovação, sustentabilidade, pesquisa aplicada, eficiência no uso da água, logística e gestão agrícola, contando com apoio do Rabobank.


Ao longo da programação, os participantes visitarão fazendas, centros de pesquisa, laboratórios, algodoeiras, empresas de classificação de fibra e estruturas logísticas estratégicas que dão suporte às exportações australianas de algodão.


Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a missão fortalece o posicionamento internacional do algodão brasileiro e amplia o diálogo técnico com mercados e importantes players globais do setor.


"Como responsáveis pela produção do algodão, a fibra natural mais reconhecida do mundo, é importante fortalecer nossos laços com outros países produtores e construir uma agenda conjunta", afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa e integrante da delegação.



Agenda técnica



A programação terá início em Sydney e seguirá por regiões estratégicas da cotonicultura australiana, incluindo Moree, Wee Waa, Narrabri, Goondiwindi, Dalby, Toowoomba e Brisbane.


Entre os destaques da agenda está a visita à Sundown Pastoral Company, uma das maiores produtoras de algodão da Austrália e referência em eficiência no uso da água e sustentabilidade no campo. O roteiro inclui ainda a propriedade Keytah, localizada em New South Wales, reconhecida internacionalmente pelos altos índices de produtividade e pelo avançado modelo de gestão hídrica. A fazenda produz até 78 mil fardos de algodão por ano.


A missão também visitará a Australian Food & Fibre (AFF), uma das principais empresas do agronegócio australiano com operações integradas em toda a cadeia do algodão, além da Cotton Seed Distributors (CSD), empresa especializada em melhoramento genético e desenvolvimento de sementes de algodão.


Outro ponto importante da programação será a visita ao Australian Cotton Research Institute (ACRI), um dos principais centros de pesquisa da Austrália voltados para produtividade, manejo de pragas, uso eficiente da água e práticas agrícolas sustentáveis.


A agenda inclui ainda encontros com representantes da Warakirri Asset Management, uma das maiores plataformas de investimentos agrícolas da Austrália, e da ProClass, principal empresa independente de classificação de algodão do país.


Na etapa final da missão, os participantes visitarão as instalações da Queensland Cotton, integrante da Olam Agri, além do laboratório da Bayer Crop Science em Toowoomba e do Porto de Brisbane, principal corredor logístico de exportação agrícola do estado de Queensland.



Pesquisadores australianos visitaram o Brasil



Durante o mês de maio, antes da visita da delegação brasileira à Austrália, um grupo de pesquisadores australianos da The Cotton Research and Development Corporation (CRDC), por meio do programa de extensão CottonInfo, esteve no Brasil para uma agenda focada em intercâmbio técnico sobre temas como manejo de pragas, resiliência climática e saúde do solo. O grupo visitou fazendas nos estados de Mato Grosso e Bahia, instituições de pesquisa e participou de um workshop técnico sobre Manejo Integrado de Pragas e Doenças (MIPD), organizado pela Abrapa em Brasília.


“Chamou atenção durante nossa visita ao Brasil o quanto o setor agrícola é inovador e tecnologicamente avançado, a força da pesquisa aplicada e a forma como diferentes atores trabalham juntos para impulsionar o sucesso da agricultura, especialmente do algodão”, afirmou Jamie Street, agrônomo consultor baseado em St George, Queensland, especializado na produção australiana de algodão.



Referências globais na produção de algodão



A Austrália é considerada uma das principais referências mundiais na produção de algodão, especialmente em eficiência de irrigação, pesquisa aplicada e integração entre produção e logística de exportação. Ao mesmo tempo, o Brasil consolidou sua posição como um dos maiores produtores e exportadores de algodão do mundo, impulsionado por systems produtivos em larga escala, avanços tecnológicos, iniciativas de sustentabilidade, investimentos contínuos em rastreabilidade e programas de qualidade, além da capacidade de garantir oferta ao mercado global durante todo o ano.


A missão técnica cria uma oportunidade de aprendizado mútuo entre dois importantes players globais do setor algodoeiro, permitindo a troca de experiências e a exploração de diferentes abordagens relacionadas à produtividade, inovação e produção sustentável.



Relações internacionais



O Cotton Brazil Dialogues foi lançado em 2025 com o objetivo de fortalecer as relações institucionais e técnicas entre o algodão brasileiro e mercados estratégicos, promovendo maior aproximação entre produtores, representantes da indústria, pesquisadores e demais agentes da cadeia têxtil global, além de ampliar a promoção do algodão como fibra natural e sustentável.


"O Cotton Brazil Dialogues foi criado com o propósito de construir conexões de longo prazo entre o algodão brasileiro e atores estratégicos da cadeia global de valor. Dentro do contexto dessa iniciativa, vemos o intercâmbio com outros países produtores de algodão como fundamental para gerar valor para todo o setor", afirmou Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa.



Sobre o Cotton Brazil



O Cotton Brazil é um programa de promoção internacional do algodão brasileiro desenvolvido pela Abrapa em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). A iniciativa atua na promoção comercial, no posicionamento institucional e no fortalecimento da imagem do algodão brasileiro no mercado global, destacando atributos como qualidade, rastreabilidade, sustentabilidade e confiabilidade no fornecimento.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 15/05/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #19/2026

15 de Maio de 2026

Destaque da Semana 1 - O WASDE do USDA foi altista ao projetar queda dos estoques mundiais em 2026/27 e redução dos estoques finais dos EUA, mas isso não foi suficiente para sustentar NY. O mercado já estava tecnicamente esticado, e a tentativa de romper 89,00 U$c/lb falhou. Jul/26 iniciou uma correção forte após fazer máxima de 88,88 U$c/lb.


Destaque da Semana 2 - O gatilho baixista foi o relatório de exportações dos EUA, com vendas líquidas de apenas 47,7 mil fardos, o menor volume do ano comercial, mostrando que as fiações não sustentaram compras acima de 83,00–84,00 U$c/lb. Jul/26 caiu de 87,36 para 82,86 U$c/lb no mesmo pregão, enquanto a região de 81,00–82,00 U$c/lb virou a principal linha de defesa do mercado.


Destaque da Semana 3 - As exportações brasileiras de algodão se mantiveram em ritmo acelerado, somando 95,96 mil toneladas na primeira semana de maio. A média diária de embarques ficou 109,7% acima da registrada em mai/25, reforçando o forte desempenho das vendas externas brasileiras.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 14/mai cotado a 83,96 U$c/lp (+1,2% vs. 07/mai). O contrato Dez/26 fechou em 84,48 U$c/lp (+0,9% vs. 07/mai).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 769 pts para embarque Mai/Jun-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/mai/26.


Altistas 1 - O último WASDE do USDA trouxe uma leitura altista para o algodão. A primeira estimativa para 2026/27 projeta consumo mundial no maior nível dos últimos 6 anos, em aproximadamente 26,5 milhões de toneladas, enquanto a produção cai para cerca de 25,3 milhões de toneladas.


Altistas 2 - O cenário gera um déficit global de oferta e reduz os estoques finais, reforçando a percepção de mercado mais apertado.


Altistas 3 - O Brasil segue como protagonista no comércio internacional. O USDA projeta o país como maior exportador mundial, com volume recorde de aproximadamente 3,27 milhões de toneladas, seguido pelos Estados Unidos, com cerca de 2,68 milhões de toneladas.


Altistas 4 - Ainda segundo o WASDE, o Vietnã deve se tornar o maior importador global, mostrando que a demanda asiática continua relevante.


Altistas 5 - O risco climático dentro e fora dos EUA segue no radar. Preocupação com El Niño para Austrália e Índia. Oeste do Texas continuava seco, com pouca previsão de alívio antes do fim de maio.


Baixistas 1 - O WASDE altista não foi suficiente para sustentar o mercado, mostrando que a demanda física fraca pesou mais do que o balanço mais apertado de 2026/27.


Baixistas 2 - O relatório de exportações dos EUA foi fraco, com vendas líquidas de apenas 47,7 mil fardos, o menor volume do ano comercial.


Baixistas 3 - O basis está caindo porque muitas tradings estão carregadas com algodão das safras 2025 e 2026. Com pouco carregamento entre Jul/26 e Dez/26, o custo de manter algodão em estoque pressiona vendedores a reduzir prêmios.


Baixistas 4 - A reunião entre Xi Jinping e Donald Trump decepcionou parte do mercado por não trazer confirmação de compras chinesas de commodities agrícolas dos EUA. Sem anúncio concreto para o algodão, o mercado perdeu parte do prêmio de expectativa que havia sido incorporado antes do encontro.


Baixistas 5 - O clima nos EUA trouxe algum alívio baixista, com previsão de chuvas no Oeste do Texas nos próximos 10 dias e melhora marginal da umidade do solo. Ainda assim, a região segue precisando de volumes mais fortes de chuva.


Agenda - O Cotton Brazil realizará entre os dias 17 e 22 de maio a missão internacional “Cotton Brazil Dialogues Australia 2026”, levando uma delegação brasileira para visitas técnicas e encontros institucionais em algumas das principais regiões produtoras de algodão da Austrália. A agenda terá foco em pesquisa aplicada, sustentabilidade, eficiência hídrica, logística e inovação.


Anuário 1 - O Brasil atingiu 31% de participação no comércio global de algodão na safra 2024/25, consolidando sua liderança nas exportações mundiais da fibra, segundo dados do Anuário Cotton Brazil 2025.


Anuário 2 - O país também se consolidou como o terceiro maior produtor global de algodão, com 3,7 milhões de toneladas — equivalente a 15% da safra mundial —, ficando atrás apenas da China, líder do ranking, com 6,4 milhões de toneladas (25%), e da Índia, com 5 milhões de toneladas (20%).


Confira o relatório completo aqui - https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Anuario-Cotton-Brazil-2025-PT.pdf?utm_source=chatgpt.com


China 1 - Os preços do algodão na bolsa futura de Zhengzhou inverteram a tendência e encerraram a semana em queda. O contrato para setembro recuou 255 yuans, para 16.500 yuans por tonelada, enquanto o volume negociado aumentou significativamente em relação à semana anterior, encurtada por feriado.


China 2 - O China Cotton Index (CC Index) também caiu, encerrando a semana em 17.967 yuans por tonelada.


China 3 - O presidente dos EUA, Donald Trump, realizou uma visita oficial de três dias à China, em meio a esforços para aproximar as relações entre os dois países. Durante encontro em Pequim, o líder chinês Xi Jinping afirmou que China e EUA devem atuar como parceiros, e não rivais, destacando que a cooperação pode trazer benefícios mútuos.


Índia - O governo indiano aprovou um reajuste nos preços mínimos de suporte (MSP) para o algodão na safra 2026/27. O valor para algodão de fibra média subirá 7,2%, passando de ₹7.710 para ₹8.267 por quintal, enquanto o preço para fibras longas avançará 6,8%, para ₹8.667.


Paquistão 1 - O clima segue quente e seco nas principais regiões produtoras de algodão do Paquistão, com temperaturas atingindo a faixa dos 40 °C. Apesar das condições adversas, o plantio avança em bom ritmo, embora parte das lavouras tenha sido replantada. Produtores também relatam restrições hídricas em algumas regiões.


Paquistão 2 - Os preços do algodão em caroço permanecem elevados no Paquistão, com negócios recentes fechados entre 9.700 e 10.000 rúpias por 40 quilos.


Bangladesh 1 - A demanda de importação em Bangladesh segue concentrada em algodão disponível para embarques imediatos ou já em trânsito, com o objetivo de atender necessidades pontuais. Foram registrados negócios futuros envolvendo algodão brasileiro e da África Ocidental, além de maior interesse por algodão orgânico da Índia.


Bangladesh 2 - Custos elevados de energia e dificuldades no abastecimento também seguem afetando a indústria têxtil. Dados preliminares indicam que o país importou mais de 178 mil toneladas de algodão em abril, o maior volume mensal em várias safras.


EUA - O plantio de algodão alcançou 29% da área prevista até 10 de maio, levemente acima dos 27% registrados no mesmo período do ano passado. O avanço foi mais acelerado em parte do cinturão produtor, enquanto Texas — principal estado produtor do país — atingiu 27% da área plantada, em linha com 2025.


Austrália - O mercado australiano registrou aumento nas vendas por parte dos produtores, impulsionado pela alta dos preços em Nova York. Para a próxima safra, porém, cresce a expectativa de redução significativa da produção diante do risco de formação do fenômeno El Niño.


Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo.


Quadro de cotações para 14.05


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Brasil atinge 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25, aponta anuário do Cotton Brazil

15 de Maio de 2026

Lançado nesta quarta-feira (13/05), o Anuário Cotton Brazil 2025 reúne os principais resultados e números do projeto ao longo de 2025, além de apresentar um panorama da oferta e demanda mundial de algodão no ano comercial 2024/25. A publicação destaca o avanço do Brasil no mercado internacional da fibra, consolidando o país como líder global nas exportações e ampliando sua participação no comércio mundial de algodão, além de trazer números consolidados dos programas SAI, SouABR, SBRHVI e ABR, implementados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão.


Destaques do Anuário Cotton Brazil 2025




  • O Brasil manteve a liderança no ranking mundial de exportações e alcançou 31% de participação no comércio global de algodão em 2024/25.

  • A produção mundial de algodão somou 25,3 milhões de toneladas no período. A China liderou o ranking, com 6,4 milhões de toneladas e 25% de market share, seguida pela Índia, com 5 milhões de toneladas e 20% de participação.

  • O Brasil consolidou-se como o terceiro maior produtor global, com 3,7 milhões de toneladas — volume equivalente a 15% da safra mundial — superando os Estados Unidos, que registraram 3,1 milhões de toneladas.

  • Entre os principais produtores, o Brasil registrou crescimento de 17% na produção em relação ao ciclo anterior, enquanto os Estados Unidos avançaram 19% e a China, 14%. Já a Índia apresentou retração de 10%.

  • Bangladesh assumiu a liderança mundial nas importações de algodão, com 1,82 milhão de toneladas adquiridas, o equivalente a 21% do volume global negociado.

  • O Vietnã tornou-se o principal destino do algodão brasileiro em 2024/25, importando 531 mil toneladas da pluma nacional, alta de 35% em relação ao ciclo anterior.

  • O relatório também apresenta uma análise do consumo de algodão nos dez países prioritários do projeto: China, Índia, Turquia, Paquistão, Bangladesh, Vietnã, Coreia do Sul, Indonésia, Egito e Tailândia.


Leia o anuário completo em:
https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/05/Anuario-Cotton-Brazil-2025-PT.pdf

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 08/05/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #18/2026

08 de Maio de 2026

Destaque da Semana 1 - A volatilidade macro segue elevada, com dólar, petróleo e geopolítica interferindo no comportamento dos fundos e no apetite por risco. O algodão mostrou resistência e fechou positivo, mesmo com queda do petróleo. Os preços perderam força nos últimos dias com a melhora do plantio nos EUA, que está avançando acima da média de cinco anos, e com a expectativa de aumento de área no país.


Destaque da Semana 2 - As exportações brasileiras de algodão foram o principal destaque positivo da semana, somando 370,4 mil toneladas em abril/26. O volume representa um recorde histórico para embarques no mês de abril e ficou 54,9% acima do registrado em abr/24.


Destaque da Semana 3 - Um novo estudo publicado na revista Nature Climate Change aponta que microplásticos suspensos na atmosfera também contribuem para o aquecimento global. Segundo pesquisadores, partículas plásticas coloridas absorvem luz solar e retêm calor enquanto circulam pelo ar, ampliando os efeitos das mudanças climáticas. O impacto estimado equivale a cerca de 16% do efeito de retenção de calor causado pelo carbono negro, considerado o segundo maior fator de aquecimento global, atrás apenas do dióxido de carbono.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil. Fonte: Cotton Brazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 07/mai cotado a 83,00 U$c/lp (+1,0% vs. 30/abr). O contrato Dez/26 fechou em 83,69 U$c/lp (+1,0% vs. 30/abr).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 770 pts para embarque Mai/Jun-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 07/mai/26.


Altistas 1 - A alta recente de NY ganhou força com entrada de fundos e recompra de posições vendidas, reforçando o viés técnico positivo de curto prazo. A Cotlook avalia que os futuros encerraram um ciclo baixista de vários anos e podem estar na primeira fase de um mercado mais altista.


Altistas 2 - Os embarques semanais dos EUA seguiram fortes, com 327,5 mil fardos corridos na semana encerrada em 30/abr, volume acima do necessário para cumprir a meta atual de exportação do USDA. A leitura de mercado é que o USDA pode elevar a projeção de exportações dos EUA e reduzir estoques finais.


Altistas 3 - O clima no oeste do Texas continua sendo o principal risco altista para a nova safra americana. A previsão de maio ainda aponta seca em muitas áreas, o que deve impactar produtividade e abandono de lavouras.


Altistas 4 - A combinação de bolsas americanas firmes e dólar mais fraco tende a sustentar commodities, incluindo algodão. O argumento é que a melhora do apetite ao risco, liderada por ações de tecnologia e inteligência artificial, pode reduzir a busca por dólar quando as tensões geopolíticas diminuírem.


Altistas 5 - O mercado chinês discute uma possível liberação de estoques da reserva estatal, estimada em 2,5 a 3,0 milhões tons. Mesmo sendo uma medida para conter preços internos, historicamente leilões podem ser seguidos por recomposição de estoques, o que teria efeito positivo sobre importações futuras.


Baixistas 1 - A principal pressão negativa vem da demanda fraca no curto prazo, com vendas semanais dos EUA em apenas 123,3 mil fardos corridos. O mercado físico segue ativo, mas as fiações compram apenas o necessário, sem apetite para coberturas longas.


Baixistas 2 - A alta forte dos preços travou parte importante da demanda física na Ásia. Muitas fiações passaram a comprar apenas volumes mínimos para cobrir necessidades imediatas.


Baixistas 3 - A Cotlook informou que mesmo fiações eficientes enfrentam margens muito apertadas ou negativas com NY na faixa média de 80 U$c/lb. Compradores downstream resistem a aceitar novos aumentos de preço, limitando a continuidade da alta.


Baixistas 4 - O aumento das posições compradas de fundos no contrato julho virou fator de risco. A forte presença especulativa torna o mercado vulnerável a correções rápidas caso os preços percam suportes técnicos importantes.


Baixistas 5 - A Índia ainda discute possível redução ou retirada da tarifa de importação de 11%, mas o Ministério da Agricultura indicou que os estoques atuais são suficientes para atender a demanda restante desta safra. Sem mudança imediata na tarifa, o impulso comprador indiano pode ser limitado.


Exportações - No acumulado de ago/25 a abr/26, as exportações brasileiras somam 2,71 milhões de toneladas, alta de 13,7% com relação ao mesmo período em 24/25.


Qualidade — A Abrapa intensificou a preparação das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) para a safra 2025/2026 com treinamentos voltados à formação de inspetores de qualidade. A capacitação, realizada em Luís Eduardo Magalhães em parceria com a Abapa, e em Chapadão do Sul em parceria com a Ampasul, faz parte das ações do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Fibra — As associações estaduais, em parceria com a Abrapa, também estão realizando uma série de eventos técnicos voltados para a qualidade da fibra. Só na última semana, foram realizados encontros em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, e Sapezal, Campo Verde e Sorriso, no Mato Grosso. Especialistas, consultores e produtores discutiram estratégias de integração entre campo, beneficiamento e laboratório para elevar a competitividade do algodão nacional, com foco em qualidade, rastreabilidade e padronização da fibra.


China 1 - Os preços do algodão na plataforma futura de Zhengzhou registraram forte alta no primeiro pregão após o feriado, antes de devolver parte dos ganhos nos dias seguintes. O contrato para setembro avançou 330 yuans no acumulado, encerrando cotado a 16.755 yuans por tonelada.


China 2 - O China Cotton Index também avançou ao longo da semana, encerrando o período cotado a 18.211 yuans por tonelada.


China 3 - A BCO informou que emergências de algodão já são observadas em 89% das áreas cultivadas em Xinjiang. As temperaturas seguem em elevação na região, favorecendo o bom desenvolvimento das lavouras.


Índia 1 - Os preços do algodão no mercado doméstico indiano registraram forte alta, com níveis mais altos em rúpias desde dezembro de 2022. A cotação média do Shankar-6 avançou ₹4.500, para ₹66.250 por candy ex-gin (88,80 cents/lp).


Índia 2 - O governo indiano anunciou um plano de cinco anos para melhorar a produtividade do algodão no país, com investimentos de ₹5.659,22 crore (cerca de US$ 598 milhões). A iniciativa tem como meta dobrar os rendimentos das lavouras até 2030/31 por meio do desenvolvimento de sementes de alto rendimento e modernização.


Paquistão 1 - As altas temperaturas podem exigir o replantio do algodão em algumas áreas produtoras. O clima quente e seco tem predominado no cinturão algodoeiro, com temperaturas atingindo a faixa dos 40 °C. Apesar das condições climáticas adversas, os trabalhos no campo avançam em bom ritmo.


Paquistão 2 - Os preços do algodão em caroço seguem elevados no Paquistão, com negócios recentes para entrega entre o fim de maio e o início de junho fechados entre 9.500 e 10.000 rúpias por 40 quilos.


Bangladesh 1 - A demanda por fios segue aquecida em Bangladesh, sustentada por encomendas firmes da indústria têxtil. Fiações têm ampliado compras de algodão para embarques próximos e estoques locais, enquanto importações de fios da Índia apresentam desaceleração.


Bangladesh 2 - O algodão brasileiro da safra 2027 voltou a registrar demanda recente por parte de compradores de Bangladesh, em meio ao movimento das fiações para garantir abastecimento nos próximos ciclos.


Turquia - A demanda por fios segue relativamente firme na Turquia, com muitas indústrias já apresentando carteiras de pedidos preenchidas até julho. Parte do setor, porém, avalia que o ritmo acelerado das vendas pode estar ligado a fatores temporários associados ao conflito no Oriente Médio.


Vietnã - A atividade comercial permaneceu lenta no mercado vietnamita, em meio às preocupações com o cenário macroeconômico e geopolítico. Ainda assim, volumes limitados de algodão dos Estados Unidos, Austrália e Brasil foram negociados para complementar necessidades pontuais.


Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo:


Quadro de cotações para 07.05


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro: quais as vantagens de aderir ao PQAB na safra 2025/2026?

Apenas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) participantes do programa poderão contar com fardos certificados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA)

07 de Maio de 2026

A temporada de adesão para a safra 2025/2026 do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB) já está aberta. Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), na condição de (SCA) Serviço de Controle Autorizado, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o programa garante que a pluma brasileira atenda aos mais rigorosos padrões de qualidade e rastreabilidade, buscando assegurar a excelência em todos os processos da produção do algodão. "O PQAB traz um aprimoramento de melhores práticas para as atividades que a UBA já desenvolve, com o diferencial de receber o certificado de qualidade para cada um dos fardos emitido pelo Ministério da Agricultura”, explica a Diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi.


Ferraresi também destacou a credibilidade que a validação do Ministério da Agricultura traz ao algodão a partir da certificação. “É uma terceira parte validando que aquela amostra de algodão foi produzida e identificada de acordo com os padrões da IN 24 e que a análise de HVI foi realizada pelo laboratório de acordo com os padrões internacionais. Para quem está no programa, o 'plus' é a credibilidade e assertividade dos resultados de análise de HVI com aval do Mapa".


Momento é de transformação digital


A partir desta safra, a diretora da Abrapa esclarece que o uso de lacres e a submissão de malas no Sistema Abrapa de Identificação (SAI) tornam-se obrigatórios para todas as unidades. “A grande novidade que teremos neste ano é que todas as UBAs que participam do SAI farão a submissão de malas de amostras no sistema. Antes, essa era uma exigência feita apenas às UBAs que integravam o PQAB”.


Essa transição vem acompanhada de um salto tecnológico: a operação por API, que é a integração direta entre o sistema de gestão da UBA e o SAI da Abrapa. Essa ponte tecnológica permite que os dados de beneficiamento e rastreabilidade sejam enviados de forma automática, eliminando erros, reduzindo a carga de trabalho manual e garantindo agilidade em operações de grande volume.


A operação por API é opcional, mas facilita os processos de cadastro e gestão das UBAs que possuem uma operação muito grande. Abastecimento de dados via web e por app continuam valendo.


Vantagens estratégicas do PQAB


Além de cumprir normas técnicas que melhoram a operação, participar do programa é uma decisão estratégica que gera mais valor e competitividade para o algodão produzido no país. Para Fernando Rati, gerente do Cotton Brazil, programa que mantém diálogo constante com a indústria têxtil internacional, o grande diferencial está na validação do governo brasileiro: "A certificação é o aval do Ministério da Agricultura atestando que aquela análise foi feita de acordo com os padrões internacionais. É essa terceira parte que traz a credibilidade necessária para os resultados de HVI, garantindo confiança para quem compra e para quem vende".


Ao aderir ao programa, a UBA eleva seu padrão operacional por integrar a certificação oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) com uma gestão técnica minuciosa. Cada fardo produzido recebe o Certificado de Qualidade Oficial, validando a análise de HVI no mercado global, processo este assegurado pela presença de um Inspetor de UBA capacitado e registrado no MAPA. Este profissional atua como guardião das melhores práticas, garantindo que o peso, as dimensões e a integridade das amostras sigam estritamente a Instrução Normativa 24 (IN 24), o que consolida um fluxo de dados totalmente confiável, rastreável e padronizado.


Esse processo garante que a qualidade do algodão brasileiro seja reconhecida por um sistema de verificação robusto e tecnologicamente avançado.


PQAB em números


A safra 2024/2025 mostra avanço consistente na adesão ao PQAB no Brasil. Dos 19,3 milhões de fardos produzidos, 17,4 milhões passaram pelo programa Standard Brasil SBRHVI (SBRHVI), sendo 36% deles (6,32 milhões) certificados pelo autocontrole/PQAB. Ao todo, 6,7 milhões de fardos foram analisados dentro do PQAB, com uma taxa de aprovação de 93,03%. Segundo Silmara Ferraresi, o resultado demonstra o alto nível de conformidade da pluma brasileira com os critérios de qualidade e rastreabilidade, além de indicar espaço para expansão das certificações. Entre os laboratórios, o da Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) se destacou ao contribuir para a certificação de mais de 50% dos fardos do PQAB, com taxa de certificação de 99,85%, atendendo produções da Bahia, Tocantins, Maranhão e Piauí.


De acordo com a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, o desempenho do laboratório da associação é resultado de um trabalho intensivo de conscientização sobre a qualidade da fibra na região do Matopiba e incentivo à participação no programa, aliado a investimentos em tecnologia que garantiram maior consistência operacional e controle de qualidade. Ela destaca que esses resultados fortalecem a imagem do algodão brasileiro e reduzem a ocorrência de arbitragens, ao garantir laudos confiáveis e um ambiente mais harmonioso no mercado.  “Quando a Bahia, segundo maior produtor de algodão do Brasil, se compromete com a qualidade da análise, ajuda a fortalecer a imagem do algodão brasileiro e do Brasil como origem, o que é a razão de ser do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). Laudos confiáveis criam um ambiente harmônico no mercado, evitando contestações e necessidade de arbitragens”.


Apesar dos avanços, 9,8% dos fardos da última safra ainda não tiveram rastreabilidade completa, índice atribuído a produtores que não aderiram ao SBRHVI. Ferraresi explica que a obrigatoriedade de submissão de malas no SAI, na safra 2025/2026, com operação de cadastro único entre UBAs e laboratórios, por meio do Sistema Nacional de Dados do Algodão (Sinda), garantirá ao Brasil, depois de 22 safras de operação do SAI, a rastreabilidade de 100% dos fardos submetidas no sistema.


O que a UBA precisa fazer para aderir ao PQAB?


Para quem já opera no SAI, o PQAB exige apenas três ações adicionais que não elevam a complexidade da rotina, mas que garantem mais rigor no processo de produção. São elas:




  1. Ter e vincular um Inspetor de UBA devidamente treinado e registrado pela Abrapa (SCA) e Mapa.

  2. Comprovar as dimensões das facas (apenas uma vez na safra).

  3. Responder ao Checklist de Qualidade (6 perguntas simples de "sim ou não") no momento da submissão da mala.


Calendário de operação de beneficiamento de algodão para a safra 2025/2026:


O cronograma de início das atividades laboratoriais e de submissão de malas já está definido:




  • Abril: Início em Goiás (Agopa) e Mato Grosso do Sul (Ampasul).

  • Maio: Minas Gerais (Amipa), Bahia (Abapa) e região de Rondonópolis (MT).

  • Junho/Julho: Demais regiões do Mato Grosso (Ampa).


Como aderir?


A adesão ao PQAB é feita diretamente pela UBA/responsável SAI, no sistema SAI. Ao realizar a atualização cadastral e o aceite dos termos, a unidade deve declarar sua adesão ao PQAB. Tal processo pode ser realizado até a submissão da primeira mala, na safra 2025/2026.


Não deixe sua UBA de fora! A adesão ao PQAB é o caminho mais seguro para garantir que a qualidade do seu algodão seja reconhecida globalmente.

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Workshop na Bahia posiciona qualidade como pilar estratégico para o algodão brasileiro

Encontro reuniu técnicos e produtores para alinhar as melhores práticas de colheita, beneficiamento e estratégias para avanços na qualidade do algodão brasileiro

07 de Maio de 2026

Realizado na quarta-feira, 30/04, em Luís Eduardo Magalhães (BA), o 2º Workshop de Qualidade da Fibra do Algodão, realizado pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) em parceria com a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) demonstra a relevância que o tema tem ganhado para o setor, preocupado com a melhoria contínua da fibra. Reunindo especialistas, consultores e produtores, o evento destacou a importância do planejamento do beneficiamento e da integração entre campo e laboratório como pilares para elevar a competitividade no mercado internacional e continuar sendo a principal matéria-prima natural da indústria têxtil nacional.


Conexão entre produtores e equipes técnicas


Ao longo do dia, os debates reforçaram que qualidade, rastreabilidade e estratégia caminham juntas para sustentar a reputação do algodão nacional. Com foco nas práticas que garantem consistência e alto desempenho da fibra, o workshop trouxe uma programação voltada à troca técnica e ao alinhamento de processos ao longo de toda a cadeia produtiva. Desde o manejo no campo até as análises laboratoriais, os participantes discutiram soluções para aprimorar a colheita, reduzir perdas e elevar o padrão da pluma produzida na Bahia.


A presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Alessandra Zanotto destacou o caráter estratégico do encontro ao reunir diferentes elos da cadeia em torno da excelência da fibra. “Este workshop é um espaço técnico essencial para aprimorar os processos que garantem a consistência e a padronização da nossa fibra, desde o manejo no campo até as estruturas laboratoriais. Momentos como esse fortalecem a conexão entre produtores e equipes técnicas, permitindo superar desafios e elevar ainda mais o nível do algodão produzido na Bahia”, afirmou.


Do campo às exportações


A relação entre qualidade e posicionamento internacional também esteve no centro dos debates. Gerente do programa Cotton Brazil da Abrapa, Fernando Rati ressaltou que a competitividade externa depende diretamente da consistência da fibra brasileira. “A qualidade da fibra, aliada a uma estratégia bem definida, é fundamental para o posicionamento do algodão brasileiro no mercado internacional. É isso que sustenta a reputação da nossa pluma e garante espaço para a fibra baiana entre os principais players globais”, disse.


Para a diretora executiva da Abrapa Silmara Ferraresi, que foi uma das palestrantes do evento, a transparência ao longo da cadeia é um diferencial competitivo crescente. “Quando a gente fala em rastreabilidade do algodão brasileiro a gente está falando da entrega de informações como a certificação socioambiental da fazenda, a certificação socioambiental da unidade e a certificação de qualidade atestada pelo Ministério da Agricultura. Tudo isso está disponível para o mercado através da etiqueta dos fardos.”


Ferraresi também ressaltou o papel da rastreabilidade para garantir a relação de credibilidade e confiança com o mercado. “A rastreabilidade é muito mais do que um código de barras, um QR Code ou uma leitura dinâmica que é feita através do celular. A rastreabilidade ela leva confiança e credibilidade para o nosso consumidor.”


Avanço consistente da qualidade


O consultor de qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, que participou de um talk show durante o evento, destacou o avanço consistente da fibra produzida no Brasil e no estado, que vem ganhando reconhecimento dentro e fora do país. “O algodão brasileiro atingiu um nível de qualidade bastante elevada, resultado de investimento contínuo em tecnologia, manejo e capacitação”.


Ao longo do workshop, especialistas também abordaram temas como desfolha, colheita e beneficiamento, reforçando que o planejamento adequado dessas etapas é determinante para preservar as características da fibra. Para Alessandra Zanotto, produzir algodão com qualidade mostra o esforço dos produtores para consolidar o Brasil como uma referência no setor. “Com participação expressiva de produtores e profissionais do setor, o 2º Workshop de Qualidade da Fibra reafirma o protagonismo da Bahia na produção de algodão de alta qualidade e evidencia o esforço conjunto da cadeia para consolidar o Brasil como referência global em fibra sustentável, rastreável e competitiva”.

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Treinamentos da Abrapa preparam inspetores de qualidade para a safra 2025/2026 

Capacitações realizadas na Bahia e em Mato Grosso do Sul adequam UBAs para adesão ao PQAB e fortalecem a rastreabilidade e credibilidade da produção de algodão no Brasil 

05 de Maio de 2026

Treinamento no Matopiba


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) intensificou em abril a preparação das Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) para a safra 2025/2026 com a realização de treinamentos voltados à formação de inspetores de qualidade, requisito para a adesão ao Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).



No dia 24 de abril, em Luís Eduardo Magalhães (BA), a entidade promoveu uma capacitação em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que reuniu mais de 90 participantes de diferentes estados produtores. Além de treinar aos profissionais das UBAs localizadas na Bahia, o curso também atendeu os estados do Ceará, Maranhão e Piauí.



Sobre a realização dos treinamentos, a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto, explicou a relação entre a formação dos inspetores e a qualidade do algodão é direta. “A qualidade da análise do algodão é tão depende da acurácia do inspetor de qualidade da fibra quanto dos próprios instrumentos de HVI, e a credibilidade do nosso produto no mercado passa pelo preparo destes profissionais.”



A presidente falou da importância da realização de formações de inspetores em locais de produção crescente, como é o caso da fronteira agrícola do Matopiba. “O curso de formação de inspetores que promovemos aqui na Abapa, por iniciativa da Abrapa e do Mapa, assim como todo o programa de qualidade do algodão brasileiro (PQAB), é fundamental para continuarmos assegurando a confiabilidade das amostras e dos laudos emitidos pelo nosso laboratório, num contexto de produção crescente, como acontece aqui na Bahia e em todo o Matopiba”.



Inspetores de MG, GO e SP participaram de treinamento na Ampasul


Já no dia 27 de abril, uma nova turma foi formada em Chapadão do Sul (MS), ampliando o alcance da iniciativa e reforçando o compromisso do setor com a padronização das operações. No Mato Grosso do Sul, o evento foi realizado em parceria com a Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão (Ampasul) e treinou profissionais das UBAs de Minas Gerais, Goiás e São Paulo.



A identificação de possíveis riscos para a qualidade foi lembrada pelo presidente da Ampasul, Renato Bürgel, como um dos pontos críticos da gestão da qualidade durante o treinamento. “Esses profissionais são treinados para cumprir com procedimentos e identificar pontos críticos no processo de beneficiamento e amostragem, como a presença de contaminações ou perdas de qualidade da fibra ocasionadas pelo processo de beneficiamento. O treinamento assegura que a coleta de amostras para o laboratório seja feita de forma correta, evitando que dados distorcidos cheguem ao sistema de classificação e posteriormente aos compradores”.




“O PQAB contribuiu para transformar o processo de beneficiamento em um processo industrial auditável. Permitindo entregar aos compradores uma fibra de alta performance e competitiva globalmente”, afirma Bürgel.




Papel do inspetor e a IN 24


Os treinamentos são gratuitos e fazem parte da estratégia da Abrapa para incentivar as UBAs a aderirem ao PQAB, programa que certifica a qualidade do algodão brasileiro com base em critérios de rastreabilidade, conformidade técnica e alinhamento aos padrões da IN24.



Mais do que uma etapa operacional, a formação de inspetores é um pré-requisito para que as UBAs ingressem no programa. Cada unidade precisa contar com ao menos um profissional capacitado e aprovado, com registro junto ao Ministério da Agricultura, responsável por assegurar que as práticas adotadas estejam em conformidade com as exigências do sistema.



Certificação do MAPA dá mais credibilidade


As unidades participantes passam a ter acesso à emissão de certificados oficiais de qualidade, validados pelo Ministério da Agricultura, para cada fardo produzido. De acordo com o chefe do Serviço de Certificação do MAPA, Cid Oliveira: “O MAPA participou do treinamento para explicar os requisitos legais do processo de autocontrole... O papel do Ministério é o de chancelar os resultados das análises e dar mais credibilidade e confiança”.



Sobre o PQAB


O Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), coordenado pela Abrapa, é a primeira iniciativa de autocontrole da cadeia agropecuária no país. Ele define padrões para garantir qualidade, rastreabilidade e confiabilidade do algodão.

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Nova direção do Bureau Veritas visita Abrapa e reforça compromisso com a qualidade do algodão brasileiro

Membros dos laboratórios estiveram no CBRA e se atualizaram sobre o programa SBRHVI

04 de Maio de 2026

Representantes da divisão de algodão da Bureau Veritas Brazil estiveram, nesta terça-feira, 28/04, na sede da Abrapa, em Brasília, para uma visita técnica voltada ao alinhamento de expectativas para a safra 2025/2026 e ao fortalecimento da cooperação institucional. A agenda incluiu reuniões no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), com foco na atualização sobre o programa SBRHVI, considerado estratégico para a padronização da qualidade da fibra no país.


A visita foi realizada pelo Gerente Executivo da divisão Agro interior da Bureau Veritas no Brasil, Alexandre Gustavo Mansani e do gerente técnico dos laboratórios HVI SR da empresa no país, Romário Matos, que representam a nova direção responsável pelas operações de HVI no país.


Alinhamento prevê ações conjuntas pela qualidade do algodão


Segundo o gerente de qualidade da Abrapa, Deninson Lima, o encontro teve como principal objetivo apresentar à nova equipe o estágio atual do SBRHVI, seus desafios e metas. “Foi um alinhamento inicial importante para mostrar em que nível estamos, quais são os objetivos do programa e os desafios atuais, especialmente no que diz respeito à padronização do controle. Também buscamos entender como eles enxergam esse processo e quais são as expectativas daqui para frente”, afirmou.


A evolução da classificação de contaminantes no algodão brasileiro entrou na pauta como uma frente estratégica para reforçar a credibilidade dos laudos de qualidade no mercado internacional. Apesar do reconhecimento global do país como grande produtor, o tema ainda exige avanços.


“A ampliação da categorização de contaminantes torna os laudos mais completos e alinhados às exigências do mercado internacional. A Abrapa, por meio do laboratório central, conduz testes de metodologias e promove a conscientização dos laboratórios, ampliando as garantias aos compradores”, afirmou Lima.


Maior engajamento


Do lado do Bureau Veritas, a sinalização foi de maior engajamento com os programas da entidade. De acordo com Lima, a empresa demonstrou disposição para ampliar sua participação, especialmente no SBRHVI, contribuindo com inovação e certificações. “Eles têm hoje um papel relevante no mercado, analisando mais de 50% do algodão brasileiro, e pretendem atuar de forma ainda mais ativa, agregando valor à cadeia como um todo”, disse.


Para Mansani, o fortalecimento da parceria com a Abrapa é fundamental para garantir ganhos mútuos e consolidar a competitividade do algodão nacional. “É muito importante estarmos alinhados para construir um modelo que seja positivo para todos para o Bureau Veritas, para a Abrapa e, consequentemente, para todo o setor. Essa interação fortalece nossos resultados e a posição do algodão brasileiro no mercado internacional”, afirmou.


Na mesma linha, Romário Matos destacou o compromisso histórico da empresa com o programa de classificação. “Participamos do SBRHVI desde o início, com todos os nossos cinco laboratórios integrados. Estamos entrando no décimo ano do programa com resultados relevantes, e nossa intenção é seguir evoluindo junto com a Abrapa, reforçando nosso compromisso com a qualidade do algodão brasileiro”, disse.


Sobre a Bureau Veritas


A Bureau Veritas é uma empresa multinacional líder mundial em serviços de teste, inspeção e certificação (TIC), com mais de 190 anos de experiência, presença em mais de 140 países e atuação em diversas cadeias produtivas, incluindo agronegócio, indústria, infraestrutura e bens de consumo. No Brasil, o grupo mantém forte presença com uma rede de escritórios e laboratórios distribuídos pelo país.


No segmento de algodão, opera cinco laboratórios de análise da qualidade da fibra localizados em Mato Grosso, nos municípios de Rondonópolis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Lucas do Rio Verde e Sorriso.

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Alper Seguros e Abrapa firmam parceria e lançam apólice exclusiva para produtores associados e certificados no programa ABR-UBA

Com condições diferenciadas para associados certificados, nova solução de gestão de riscos foi apresentada durante o Brazilian Cotton School 2026, em Brasília

30 de Abril de 2026

São Paulo, março de 2026 – A Alper Seguros, consultoria especializada em gestão de riscos, e a Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão) consolidaram uma parceria estratégica para o lançamento de um produto exclusivo ao setor. A solução, desenhada especificamente para atender às demandas dos produtores de algodão, foi o grande destaque da participação da companhia no Brazilian Cotton School 2026, realizado no último dia 10 de março, na sede da associação em Brasília.


O novo produto é fruto de quase sete anos de desenvolvimento e oferece condições de mercado exclusivas para os associados que possuem a certificação de qualidade da Abrapa. O objetivo é garantir que a excelência da pluma brasileira conte com uma proteção financeira e operacional à altura dos desafios do campo.


"A parceria com a Alper Seguros reforça nosso compromisso em oferecer ferramentas que garantam a sustentabilidade e a proteção financeira do produtor certificado, fortalecendo a confiança em toda a nossa cadeia produtiva", afirma Gustavo Viganó Piccoli, presidente da Abrapa, que realizou a abertura do evento.


Liderança e especialização


Com uma fatia de 80% de market share nas apólices contratadas do segmento, a Alper utiliza sua expertise histórica para democratizar o acesso a seguros de alta performance. Representando a companhia no encontro, Afonso Arinos, Diretor de Soluções e Vendas para o Agronegócio, e o VP de riscos, André Lins, detalharam como as novas condições exclusivas validam a segurança de operações de todos os portes.


“Nossa experiência acumulada nos permitiu construir uma validação sólida perante o mercado. O lançamento dessa apólice específica é um selo de confiança para que as algodoeiras busquem uma proteção sob medida para suas necessidades reais”, destaca Afonso Arinos.


Para André Lins, o foco agora é a expansão dessa segurança. "Após anos de trabalho, alcançamos uma condição única para os associados que priorizam a qualidade. Nosso objetivo é levar essa gestão de riscos estratégica para toda a cadeia", pontua.


Próximos passos


O evento contou com a presença de superintendentes das principais associações estaduais, como Apapi (Piauí), Abapa (Bahia), Ampa (Mato Grosso) e Amipa (Minas Gerais). Além das discussões em Brasília, a Alper já planeja novas ações de comunicação junto às regionais para estreitar o fluxo com os produtores.


O próximo grande marco desta agenda será o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que ocorrerá entre os dias 22 e 24 de setembro de 2026, no Expominas, em Belo Horizonte (MG), onde a parceria e as soluções exclusivas terão novo destaque.


Sobre a Alper Seguros


Fundada em 2010, a Alper Consultoria e Corretora de Seguros S.A. é referência nacional em gestão de seguros corporativos, benefícios, transportes, linhas financeiras, agro e demais segmentos. Com mais de 1.200 colaboradores e 28 escritórios em todo o país, a empresa se destaca pela inovação, tecnologia e compromisso com soluções eficientes, transparentes e socialmente responsáveis.


Sobre a Abrapa


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), representa os cotonicultores brasileiros desde 1999, atuando de forma estratégica para fortalecer a qualidade, a rastreabilidade, e a sustentabilidade da fibra brasileira por meio da organização de seus agentes e do desenvolvimento contínuo da produção.Hoje, a Abrapa reune 11 associações estaduais de produtores, Abapa (BA), Acopar (PR), Agopa (GO), Amapa (MA), Amipa (MG), Ampa (MT), Ampasul (MS), Apaece (CE), Apap (PA), Apipa (PI) e Appa (SP), que representam 99% de toda a área plantada e da produção nacional de algodão.


Informações para imprensa
Loures Consultoria
Adriana Silvestrini – adriana.silvestrini@fsbpartner.com.br
Cel.:/Whatsapp: 11 99244-1490

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