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Abrapa leva modelo brasileiro de certificação e rastreabilidade do algodão à missão internacional da FAO na Colômbia

Entidade reforça o seu compromisso com o fortalecimento da cotonicultura mundial e com a construção de cadeias produtivas cada vez mais sustentáveis

16 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participou, nesta quarta-feira (16), em Bogotá (Colômbia), da missão de encerramento do projeto +Algodão Colômbia, iniciativa desenvolvida no âmbito do Programa de Cooperação Sul-Sul Brasil–FAO. O encontro reuniu representantes de governos, organismos internacionais, instituições de pesquisa, produtores e da indústria têxtil para apresentar os resultados da cooperação e discutir estratégias para o fortalecimento da cadeia do algodão na América Latina.


Representando a Abrapa, o diretor executivo Marcio Portocarrero apresentou a experiência brasileira na construção de um dos mais completos sistemas de qualidade, certificação e rastreabilidade do algodão do mundo, destacando como esses instrumentos têm ampliado a competitividade da fibra brasileira e consolidado a confiança dos mercados internacionais.


Brasil compartilha experiência em cooperação internacional


A missão integra o Projeto Regional "Fortalecimento do Setor Algodoeiro por meio da Cooperação Sul-Sul" (Projeto +Algodão), desenvolvido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em parceria com Brasil, Argentina, Bolívia, Colômbia, Equador, Haiti, Paraguai e Peru.


Desde 2017, a iniciativa promove o intercâmbio de conhecimentos, tecnologias e boas práticas para fortalecer a agricultura familiar, ampliar a competitividade da cadeia do algodão e incentivar a produção sustentável na América Latina.


Modelo brasileiro alia qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade

Durante a apresentação, Marcio Portocarrero destacou a evolução da cotonicultura brasileira nas últimas décadas, resultado da combinação entre ciência, inovação, melhoramento genético, tecnologia e adoção de boas práticas agrícolas. Atualmente, o Brasil é o maior exportador mundial de algodão, o terceiro maior produtor global e responde pela maior produção de algodão certificado do planeta.


Entre os destaques apresentados esteve o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), referência nacional em certificação socioambiental da produção de algodão. O programa reúne critérios relacionados ao cumprimento da legislação trabalhista e ambiental, às boas práticas agrícolas e à gestão das propriedades rurais, além de possuir reconhecimento internacional por meio do benchmarking com a Better Cotton.


Outro ponto abordado foi o Programa de Rastreabilidade do Algodão Brasileiro, que permite acompanhar a fibra desde a fazenda até o consumidor final, identificando a propriedade produtora, a unidade de beneficiamento, os resultados das análises de qualidade e as certificações obtidas ao longo da cadeia produtiva.


Referência para a cotonicultura mundial

Para Marcio Portocarrero, compartilhar a experiência brasileira reforça o papel da cooperação internacional no desenvolvimento de cadeias produtivas mais sustentáveis e competitivas.


"O modelo brasileiro demonstra que é possível produzir algodão em larga escala aliando qualidade, sustentabilidade, rastreabilidade e inovação. Compartilhar essa experiência fortalece a cooperação entre os países e contribui para o desenvolvimento de cadeias produtivas mais competitivas e preparadas para atender às exigências dos mercados internacionais."


Além dos programas de certificação e rastreabilidade, a Abrapa apresentou iniciativas voltadas à promoção da fibra brasileira nos mercados nacional e internacional, como o Sou de Algodão e o Cotton Brazil, que aproximam produtores, indústria têxtil, marcas e consumidores por meio da valorização do algodão brasileiro.


Ao levar a experiência brasileira em certificação, rastreabilidade e sustentabilidade, a Abrapa reforça o seu compromisso com o fortalecimento da cotonicultura mundial e com a construção de cadeias produtivas cada vez mais sustentáveis, competitivas e conectadas às demandas do mercado internacional.

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Abrapa avalia como avanço Medida Provisória que amplia alternativas para renegociação das dívidas rurais

16 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) considera a publicação da Medida Provisória nº 1.376/2026, que estabelece novas condições para a renegociação das dívidas rurais, um importante avanço na busca por soluções para os desafios enfrentados pelos produtores brasileiros nos últimos anos.


A medida representa uma resposta às dificuldades acumuladas em decorrência de eventos climáticos adversos, da elevação dos custos de produção, do aumento das taxas de juros e da redução da rentabilidade da atividade agropecuária. Nesse contexto, cria mecanismos que ampliam as possibilidades de reestruturação do passivo dos produtores rurais.


Entre os principais avanços previstos na Medida Provisória estão a ampliação dos prazos para renegociação das operações de crédito, a concessão de período de carência sem exigência de pagamento de entrada, a possibilidade de revisão das garantias das operações e a previsão de instrumentos voltados ao fortalecimento da gestão de risco do crédito rural, como a futura participação da União em um fundo garantidor destinado ao setor.


A Abrapa reconhece o empenho do Governo Federal, da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e das entidades representativas do agro na construção de uma proposta que busca oferecer melhores condições para a recuperação financeira dos produtores rurais.


Na avaliação da Abrapa, a Medida Provisória foi necessária para oferecer suporte ao setor diante do planejamento da safra 2026/27. No entanto, a entidade ressalta que serão necessárias novas medidas estruturantes no âmbito da política agrícola para mitigar o ciclo recorrente de endividamento rural. A recuperação da renda dos produtores tende a ocorrer de forma gradual e permanece condicionada a fatores como as condições climáticas, os preços internacionais, os custos de produção e a disponibilidade de crédito.


A entidade ressalta que a efetividade da Medida Provisória dependerá da regulamentação de seus dispositivos e da adequada implementação pelas instituições responsáveis por sua operacionalização. Por essa razão, a Abrapa acompanhará atentamente as próximas etapas do processo, contribuindo para que a regulamentação assegure segurança jurídica, ampla aplicabilidade e efetivo acesso dos produtores aos instrumentos previstos.


"A Medida Provisória representa um avanço importante ao reconhecer a necessidade de criar mecanismos para a reestruturação das dívidas rurais. Agora, a prioridade é assegurar uma regulamentação que permita sua efetiva implementação, garantindo que os instrumentos previstos sejam acessíveis aos produtores e cumpram o objetivo de preservar a capacidade produtiva do campo. A Abrapa continuará acompanhando esse processo e colaborando institucionalmente para o aperfeiçoamento das medidas sempre que necessário", afirma o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


A Associação seguirá acompanhando a tramitação da Medida Provisória, sua regulamentação e os desdobramentos relacionados à implementação das novas regras, mantendo diálogo permanente com os poderes Executivo e Legislativo e com as instituições responsáveis pela operacionalização das medidas.


Íntegra da Medida Provisória nº 1.376/2026:
Acesse o texto da MP: https://bit.ly/4pnDxND

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Abrapa reforça defesa do reconhecimento do algodão sustentável nas futuras regras de Ecodesign da União Europeia

Associação integra coalizão internacional que pede à Comissão Europeia critérios científicos e equilibrados para avaliar a sustentabilidade dos materiais têxteis

15 de Julho de 2026



"Consumo sustentável não é apenas sobre a sacola. O que está dentro dela é ainda mais importante." Imagem: Make the Label Count. 

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) reforçou seu apoio à iniciativa da coalizão internacional Make the Label Count (MTLC), que solicita à Comissão Europeia o reconhecimento dos materiais renováveis de origem sustentável (Sustainably Sourced Renewable Materials – SSRMs) nas futuras regras de Ecodesign para o setor têxtil da União Europeia.


Em carta pública encaminhada no dia 29 de junho à comissária europeia para Meio Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, Jessika Roswall, a coalizão defende que a regulamentação adote critérios científicos, transparentes e comparáveis para avaliar a sustentabilidade dos diferentes materiais utilizados pela indústria têxtil.


A proposta é que as futuras normas não se limitem a indicadores como reciclabilidade ou métricas restritas de ciclo de vida. Em vez disso, a avaliação deve considerar aspectos como práticas agrícolas responsáveis, saúde do solo, gestão eficiente dos recursos hídricos, proteção da biodiversidade e contribuição para o desenvolvimento das comunidades rurais.


A carta também propõe que as exigências de transparência sejam aplicadas de forma equivalente às fibras de origem fóssil. Segundo a coalizão, todos os materiais devem ser avaliados sob critérios comparáveis, considerando a origem das matérias-primas, as práticas de produção, os impactos ambientais e os resultados ao final do ciclo de vida, garantindo condições equitativas entre fibras naturais e sintéticas.


Para a gerente de Parcerias Internacionais da Abrapa, Lisa Ventura, o reconhecimento das fibras naturais por meio de critérios baseados na ciência é fundamental para assegurar uma concorrência justa no mercado global.


"O algodão brasileiro demonstra que escala e sustentabilidade podem caminhar juntas. À medida que o setor têxtil global evolui, os marcos regulatórios de sustentabilidade precisam ser construídos com base em metodologias confiáveis e fundamentadas na ciência, garantindo condições equitativas para todos os materiais", afirma.


Como integrante da Make the Label Count, a Abrapa participa ativamente do diálogo com formuladores de políticas públicas europeus para contribuir com a construção de regras que reflitam, de forma equilibrada, os atributos ambientais, sociais e econômicos das fibras naturais produzidas de forma sustentável.


Debate com impacto global

Para a Abrapa, a discussão vai além do mercado europeu. As regras em elaboração pela União Europeia tendem a influenciar políticas públicas, padrões de sustentabilidade e exigências comerciais em diversos mercados internacionais, tornando estratégica a participação do Brasil nesse processo.


Para o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, acompanhar a construção dessas regras é estratégico para garantir que o algodão produzido de forma sustentável seja avaliado de maneira justa no mercado internacional.


"A União Europeia vem estabelecendo referências regulatórias que acabam influenciando mercados em diversas partes do mundo. Por isso, é fundamental que essas normas sejam construídas com base em critérios científicos, transparentes e comparáveis, reconhecendo os atributos das fibras naturais produzidas de forma sustentável”, afirma Márcio Portocarrero.


A associação defende que metodologias de avaliação da sustentabilidade sejam abrangentes, comparáveis e fundamentadas em evidências científicas, garantindo que o algodão e outras fibras naturais sejam reconhecidos pelos benefícios que oferecem ao longo de toda a cadeia produtiva.


A Make the Label Count reúne mais de 80 organizações de diferentes países, entre produtores de fibras naturais, fabricantes, marcas e organizações da sociedade civil. A coalizão atua para que a sustentabilidade dos produtos têxteis seja medida por metodologias justas, confiáveis e baseadas na ciência, assegurando tratamento equilibrado entre materiais naturais e sintéticos.


A participação da Abrapa na iniciativa fortalece a representação dos produtores brasileiros de algodão em um dos principais debates regulatórios que deverão definir o futuro da sustentabilidade da indústria têxtil mundial.

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Abrapa e entidades do agro propõem fundo garantidor para ampliar acesso ao crédito de custeio rural

Proposta prevê aporte inicial de R$ 8 bilhões pelo Tesouro Nacional, com potencial para viabilizar até R$ 80 bilhões em financiamentos para a próxima safra

09 de Julho de 2026


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), encaminharam, nesta quarta-feira (8), uma proposta conjunta ao Governo Federal para a criação de um Fundo Garantidor voltado ao crédito de custeio rural encaminharam, nesta quarta-feira (8), uma proposta conjunta ao Governo Federal para a criação de um Fundo Garantidor voltado ao crédito de custeio rural. A iniciativa busca enfrentar um dos principais desafios vividos pelos produtores rurais: a dificuldade de acesso ao financiamento, mesmo diante da existência de recursos disponíveis para o crédito.


Segundo as entidades, o setor atravessa um período marcado pela redução das margens de rentabilidade, aumento dos custos financeiros, maior seletividade das instituições bancárias e comprometimento das garantias patrimoniais dos produtores. Na prática, esse cenário tem limitado a contratação de novos financiamentos necessários para o plantio da próxima safra. A proposta apresentada prevê, como medida emergencial, a criação de uma carteira segregada no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI-PEAC), com aporte inicial de R$ 8 bilhões do Tesouro Nacional. O mecanismo teria potencial para alavancar até R$ 80 bilhões em crédito para operações de custeio rural.


O modelo mantém a análise de risco pelas instituições financeiras e preserva o compartilhamento de responsabilidades entre os agentes envolvidos. Os produtores também participariam do mecanismo, contribuindo com 1% do valor de cada operação garantida, fortalecendo o patrimônio do fundo ao longo do tempo.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, mais importante do que anunciar recursos é garantir que eles cheguem efetivamente ao produtor rural. Segundo ele, muitos agricultores enfrentam dificuldades para contratar o custeio da safra porque já esgotaram suas garantias patrimoniais ou encontram um ambiente de maior percepção de risco por parte das instituições financeiras.


“O fundo garantidor representa uma solução estruturante, capaz de ampliar o acesso ao crédito, preservar a responsabilidade dos agentes financeiros e oferecer maior previsibilidade ao financiamento da produção agropecuária. Trata-se de uma medida que fortalece não apenas o produtor, mas toda a cadeia do agronegócio brasileiro, contribuindo para a continuidade da produção e para a competitividade do setor", afirma Portocarrero.


De acordo com as entidades, a proposta não tem como objetivo substituir o sistema financeiro, refinanciar dívidas antigas ou transferir integralmente os riscos das operações ao Poder Público. O foco é reduzir a percepção de risco nas novas operações de crédito, diminuir a necessidade de garantias reais e ampliar o acesso ao financiamento por produtores economicamente viáveis. Além da solução emergencial, o documento propõe a criação, a partir de 2027, de um Fundo Garantidor permanente para o crédito rural, com participação da União, dos estados, dos municípios, das instituições financeiras e dos produtores rurais. A estrutura seria inspirada no modelo do Garantia-Safra e teria como objetivo tornar o financiamento agropecuário mais estável e menos dependente de medidas extraordinárias em momentos de crise.


Na avaliação das entidades, um fundo permanente contribuirá para ampliar a segurança do crédito rural, fortalecer a produção agropecuária, estimular o desenvolvimento regional e reduzir, ao longo do tempo, a necessidade de aportes públicos emergenciais. A expectativa é que o mecanismo se consolide como uma política estruturante para garantir previsibilidade ao financiamento da produção e maior segurança alimentar ao país. A proposta foi encaminhada ao Governo Federal acompanhada de uma nota técnica com os detalhes da modelagem operacional e da estrutura financeira sugerida para implementação do fundo.


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Apoiadora do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto, Abrapa reforça compromisso da cotonicultura com a agricultura regenerativa

Com o tema "Sistema Plantio Direto: Base para a Agricultura Regenerativa", a programação reúne mais de 50 palestras, painéis e demonstrações de campo em Brasília (DF)

07 de Julho de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa do 3º Encontro Mundial do Sistema Plantio Direto (EMSPD) e do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD), realizados entre os dias 7 e 9 de julho, em Brasília (DF). Promovido pela Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP), o encontro reúne produtores rurais, pesquisadores, consultores, representantes de instituições e especialistas de diversos países para debater o futuro da agricultura regenerativa e o papel do Sistema Plantio Direto na produção sustentável.


Com o tema "Sistema Plantio Direto: Base para a Agricultura Regenerativa", a programação reúne mais de 50 palestras técnicas, painéis internacionais e demonstrações de campo sobre manejo conservacionista, saúde do solo, carbono, bioinsumos, microbiologia, inovação, mercado de carbono e pagamento por serviços ambientais. O evento também promove a troca de experiências entre agricultores brasileiros e produtores de diferentes continentes, reforçando o protagonismo do Brasil no desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis.


Na cotonicultura brasileira, o Sistema Plantio Direto é uma das principais ferramentas para promover a conservação do solo, aumentar a eficiência no uso da água, reduzir processos erosivos e ampliar a resiliência das lavouras frente às mudanças climáticas. A prática é incentivada pelo programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que reúne critérios internacionais de produção sustentável. Associado à rotação de culturas e às boas práticas agrícolas, o sistema contribui para uma produção mais eficiente, competitiva e ambientalmente responsável.


Patrocinadora do encontro, a Abrapa reforça seu compromisso com iniciativas que promovem a inovação, a sustentabilidade e a disseminação de conhecimento para o fortalecimento da agricultura brasileira. Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o Sistema Plantio Direto é um dos pilares que sustentam a competitividade e a sustentabilidade da cotonicultura nacional.


"O algodão brasileiro é produzido com base em tecnologias e práticas que conciliam produtividade, conservação ambiental e responsabilidade social. O Sistema Plantio Direto é parte dessa evolução e contribui diretamente para a saúde do solo, a eficiência do uso dos recursos naturais e a resiliência das lavouras. Participar deste encontro reforça o compromisso da Abrapa em apoiar iniciativas que impulsionam a inovação e consolidam o Brasil como referência mundial em agricultura sustentável".


Confira a programação completa do evento: https://20enspd.plantiodireto.org.br/programacao

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Diretora do Cotton Outlook tem imersão na qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro

Antonia Prescott conheceu o modelo de produção do algodão brasileiro em roteiro pelos estados de Goiás, Bahia e Distrito Federal.

07 de Julho de 2026

A diretora-geral e editora da Cotton Outlook, de Liverpool, Antonia Prescott, esteve no Brasil na primeira semana de julho e conheceu, na prática, o sistema produtivo brasileiro. A programação incluiu visitas à sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), a lavouras em Goiás e na Bahia e ao novo laboratório de análise de fibra da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), proporcionando uma imersão na produção nacional, desde o campo até a classificação do algodão.


Reconhecida como uma das principais referências mundiais em inteligência de mercado para o setor algodoeiro, a Cotton Outlook desempenha papel estratégico na análise do mercado internacional e na divulgação de informações que orientam produtores, exportadores, indústrias e compradores em todo o mundo.


Em Goiás, a diretora visitou a fazenda do produtor e membro do conselho da Abrapa, Carlos Alberto Moresco. A fazenda, que fica na região de Luziânia, iniciou a colheita da safra 2025/2026 com expectativa de boas produtividades. Durante a visita, Moresco destacou o papel da certificação do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) na adoção de boas práticas de manejo e gestão, que têm impacto direto na qualidade e sustentabilidade do algodão que o Brasil exporta para o mundo. “Nossa missão, enquanto produtores, é a de manter o equilíbrio do ecossistema. Aqui em Goiás, fazemos isso através do uso de biológicos, plantio direto e rotação de culturas. Todas essas práticas fazem parte do protocolo do programa ABR”, explicou.


Já na Bahia, Antonia foi recebida pela Abapa e conheceu perto os investimentos da cotonicultura brasileira em tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade da fibra. Além disso, trocou experiências com produtores e lideranças do setor em visita à fazenda do Grupo Franciosi. “É a minha primeira visita ao Brasil e meu objetivo foi conhecer de perto a produção, o comércio e toda a cadeia de produção do algodão brasileiro, que está em um momento de forte expansão. Tive uma excelente recepção junto a Abapa e Abrapa e agradeço a organização por proporcionar uma experiência tão enriquecedora, informativa e acolhedora”.


Para o diretor executivo da Abrapa, a iniciativa reforça o compromisso da entidade e das associações estaduais em aproximar importantes formadores de opinião da realidade da produção brasileira. “Esse contato estratégico fortalece a imagem do país como um fornecedor confiável, competitivo e sustentável no mercado internacional”, avalia.

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XXIII ANEA Cotton Dinner debate o futuro da cotonicultura global e reforça a importância da inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

Cotton Brazil reuniu especialistas do Brasil e de Portugal para discutir os desafios que devem moldar a cadeia global do algodão nos próximos anos. O conteúdo completo já está disponível no YouTube

07 de Julho de 2026

Como manter o algodão competitivo em um mercado cada vez mais sintético? De que forma as novas regulamentações da União Europeia podem impactar a cadeia produtiva brasileira? E quais oportunidades a inovação tecnológica abre para as fibras naturais?


Essas foram algumas das questões debatidas durante a programação especial realizada pelo Cotton Brazil no XXIII ANEA Cotton Dinner, evento anual da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), que reúne representantes do setor algodoeiro. Realizado em 26 de junho, a edição de 2026 contou com especialistas brasileiros e portugueses para discutir os caminhos que devem orientar o futuro da cotonicultura mundial.


Panorama da safra e desafios para o Brasil


A abertura do evento apresentou um panorama da safra brasileira de algodão, com análise de Heloisa Melo, da Agroconsult, que destacou o cenário de produção, o posicionamento do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de algodão e as perspectivas para a próxima safra.


Na oportunidade, a analista destacou que um dos principais desafios da cotonicultura brasileira é manter uma oferta constante de algodão ao longo de todo o ano.


"Essa regularidade é fundamental para o mercado de exportação, porque dá previsibilidade ao comprador, que passa a confiar que o Brasil conseguirá entregar volume e qualidade de forma contínua, mês após mês. Para atingir esse padrão, o setor tende a passar por um processo de maior competitividade, em que os players menos eficientes podem acabar perdendo espaço.


Inovação e agregação de valor à fibra


Na sequência, o vice-reitor para Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da Universidade do Minho, Raul Fangueiro, mostrou que a competitividade do algodão dependerá cada vez mais da capacidade de agregar inovação ao longo da cadeia. Em sua apresentação, defendeu que a sustentabilidade vai muito além da origem natural da fibra e passa pela análise de todo o seu ciclo de vida, incluindo consumo de recursos, eficiência produtiva, reciclagem e desenvolvimento de novos materiais.


O pesquisador também chamou atenção para o crescimento das fibras celulósicas regeneradas e destacou que o algodão precisa ampliar seu valor agregado por meio da pesquisa e da tecnologia. Entre as oportunidades apresentadas estão o aproveitamento de resíduos para a produção de nanocelulose, a funcionalização da fibra com nanotecnologia e biotecnologia e o desenvolvimento de aplicações voltadas às áreas da saúde, dos têxteis técnicos, do esporte e dos equipamentos de proteção.


Regulamentação europeia amplia exigências de rastreabilidade


Outro tema de destaque foi o avanço das novas regulamentações da União Europeia. O diretor-geral do CITEVE (Portugal), António Braz Costa, apresentou as mudanças que estão sendo implementadas no bloco europeu e que deverão influenciar empresas de toda a cadeia têxtil mundial.


Entre elas está o Passaporte Digital de Produto, ferramenta que reunirá informações sobre origem da matéria-prima, consumo de água, emissões de carbono, certificações e outros indicadores relacionados à produção. Embora o Brasil exporte uma parcela relativamente pequena de algodão diretamente para a Europa, boa parte da fibra brasileira chega ao continente após ser industrializada em outros países. Por isso, as novas exigências tendem a alcançar também produtores e exportadores brasileiros, tornando a rastreabilidade e a gestão de dados fatores cada vez mais estratégicos.


Competitividade passa por inovação e transparência


Durante o debate de encerramento, os especialistas convergiram em um ponto: o futuro do algodão passa pelo fortalecimento da inovação, da transparência, da pesquisa, da reciclagem e da colaboração entre todos os elos da cadeia produtiva.


Para o diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Marcio Portocarrero, discussões como essa reforçam que a competitividade da cotonicultura brasileira está diretamente ligada à capacidade do setor de antecipar tendências, investir em inovação e ampliar a transparência ao longo da cadeia produtiva.


"O algodão brasileiro já é reconhecido internacionalmente por sua qualidade, sustentabilidade e capacidade de produção. Agora, precisamos seguir avançando em temas como rastreabilidade, inovação e agregação de valor, acompanhando a evolução das exigências dos mercados consumidores. Promover esse diálogo com especialistas e parceiros internacionais é fundamental para fortalecer o posicionamento do Brasil como um fornecedor confiável e preparado para os desafios do futuro", destaca o diretor executivo da Abrapa.


Assista à transmissão completa no canal da Abrapa no YouTube e acompanhe, na íntegra, as análises e reflexões dos especialistas sobre os desafios e as oportunidades para o futuro do algodão brasileiro:


Raul Fangueiro:

https://www.youtube.com/watch?v=-P06iCHoMzo

António Braz:

https://www.youtube.com/watch?v=99glc_EosN0

 

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Brasil sediará pela primeira vez o encontro da International Cotton Association (ICA)

Evento da ICA será realizado em São Paulo, em outubro de 2027, em parceria com o Cotton Brazil, e reunirá no país os principais players mundiais do algodão

07 de Julho de 2026

O Brasil será sede, pela primeira vez, do Trade Event da International Cotton Association (ICA), um dos encontros mais tradicionais e relevantes do comércio mundial de algodão. A edição brasileira será realizada em São Paulo, de 12 a 14 de outubro de 2027, em parceria com o Cotton Brazil, programa desenvolvido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em conjunto com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), para a promoção internacional do algodão brasileiro. A escolha do Brasil foi um dos temas de destaque durante o 23º Anea Cotton Dinner and Golf Tournament, realizado na última semana, em Angra dos Reis (RJ), reunindo exportadores, produtores, tradings, compradores internacionais, agentes, autoridades e lideranças da cadeia global da fibra.


Por conta da sinergia e da similaridade de públicos, excepcionalmente em 2027, o tradicional Anea Cotton Dinner & Golf Tournament será incorporado à grade do ICA Trade Event. Já em 2028, o calendário da Anea volta à normalidade.


“A escolha do Brasil para sediar o Trade Event da ICA prova o novo lugar que o algodão brasileiro ocupa no mercado internacional. Será uma oportunidade para receber, em São Paulo, os principais agentes globais da fibra e mostrar de perto a qualidade, a organização e a capacidade de fornecimento do nosso país. Em 2027, a Anea concentrará seus esforços nessa agenda, ao lado do Cotton Brazil e da ICA”, afirma Dawid Wajs, presidente da Anea.


O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Gustavo Piccoli, também destacou o posicionamento do Brasil como diferencial para a escolha da sede da ICA 2027. "Receber o evento da ICA em São Paulo no próximo ano é um marco que reflete a força e a credibilidade que o Brasil conquistou no mercado internacional. Será uma excelente oportunidade para mostrar o trabalho dos cotonicultores brasileiros e fortalecer ainda mais a conexão entre produtores, comerciantes e a indústria têxtil global. Avalia Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


Tradição


Fundada em Liverpool, no Reino Unido, em 1841, a ICA é reconhecida como a mais antiga entidade do algodão em atividade no mundo e uma das principais referências internacionais em regras comerciais, arbitragem, segurança contratual e relacionamento entre os agentes do mercado. A associação surgiu no contexto de expansão do comércio global da fibra, em meio às transformações da Revolução Industrial, quando Liverpool se consolidava como um dos centros mais importantes do algodão mundial.


O Trade Event da ICA também carrega uma longa tradição. Durante décadas, o encontro esteve associado a Liverpool, berço da entidade e cidade histórica para o comércio internacional da fibra. A partir dos anos 2000, com a mudança de nome de Liverpool Cotton Association para International Cotton Association, a ICA passou a ampliar sua presença global e a realizar edições em diferentes centros de negócios, como Dubai, Singapura e Hong Kong. A edição de 2027 marcará a primeira vez em que o evento será realizado na América do Sul ou na América Central.


Nova posição


Para Bill Kingdon, managing director da ICA, a decisão de trazer o encontro ao Brasil traduz a nova posição do país no mercado internacional de algodão. Segundo ele, produtores, tradings, exportadores e agentes brasileiros apoiam a ICA há muitos anos, participando de eventos em diferentes regiões do mundo. Agora, a entidade dá um passo inédito ao levar sua principal programação comercial a uma das cadeias mais dinâmicas do algodão global.


“O lugar do Brasil no mundo do algodão está crescendo muito rapidamente. Queríamos trazer o evento de trading da ICA para uma das comunidades mais emocionantes e vibrantes do mundo”, afirmou Kingdon. “Nunca realizamos um evento na América do Sul ou na América Central, e esta também será a primeira vez em que faremos o encontro em parceria com outra organização. Continuará sendo um evento da ICA, mas a parceria com o Cotton Brazil tornou possível trazer essa programação para o Brasil”, completou.


A mesma leitura foi compartilhada por Pierre Chehab, presidente da International Cotton Association (ICA), que participou do encontro da Anea no Brasil e destacou o avanço da cadeia produtiva do algodão brasileira, além da expectativa para a realização do Trade Event em São Paulo.


“É um grande prazer voltar ao Brasil e encontrar uma indústria tão vibrante. As mudanças desde a minha última visita são impressionantes, e o trabalho feito pelo algodão brasileiro, aqui e no mundo, merece reconhecimento. Em 2027, vamos organizar juntos, com a Anea, a Abrapa e o Cotton Brazil, o maior evento da ICA. Antes disso, estaremos em Istambul, em 2026, mas já esperamos ver todos vocês, e muitos outros convidados, em São Paulo no ano seguinte”, afirma Pierre Chehab, presidente da International Cotton Association (ICA).


A expectativa da ICA é reunir mais de mil participantes em São Paulo, volume cerca de 40% superior ao registrado nas maiores edições anteriores do encontro. O público deverá incluir representantes dos principais países produtores, exportadores, importadores, industriais têxteis, tradings, agentes, certificadoras, instituições financeiras, empresas de logística e demais elos da cadeia internacional.


A vinda do evento ao país ocorre em um momento de consolidação do Brasil como fornecedor estratégico de algodão para o mercado mundial. Com produção em expansão, alta qualidade da fibra, escala, rastreabilidade, certificação socioambiental e presença crescente nos principais mercados consumidores, o algodão brasileiro tem avançado de forma consistente na agenda internacional. A realização do Trade Event da ICA em São Paulo ratifica esse novo patamar.


Receptividade positiva


Na avaliação de Kingdon, a recepção internacional à escolha do Brasil tem sido muito positiva. Ele observa que o mercado reconhece a mudança de posição do país no algodão e entende que o Brasil se tornou um destino natural para sediar o encontro. O desafio, segundo ele, será mobilizar também compradores e representantes de regiões mais distantes, especialmente da Ásia, para que participem da programação em São Paulo.


“Todo mundo reconhece que o posicionamento do Brasil no algodão está mudando. É muito importante, muito vibrante, muito emocionante. A maior parte do mundo reconhece que o Brasil é o lugar certo para vir”, disse o managing director da ICA.


*O texto foi produzido pela Assessoria de Imprensa da Anea

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

71 98881-8064

Monise Centurion – Jornalista assistente

17 99611-8019

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Abrapa avalia Plano Safra 2026/2027 e aponta prioridades para o setor algodoeiro

Governo disponibiliza R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial e sinaliza proposta para renegociação das dívidas rurais

30 de Junho de 2026

O Governo Federal lançou, no dia 30 de junho, em Brasília, o Plano Safra 2026/2027 para a agricultura empresarial, disponibilizando R$ 525,1 bilhões em crédito para médios e grandes produtores rurais. O volume representa um acréscimo nominal de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior e contempla recursos destinados ao custeio, à comercialização e aos investimentos na produção agropecuária.


O lançamento ocorreu sem a apresentação da aguardada proposta de renegociação das dívidas rurais, uma das principais demandas do setor produtivo. Durante a cerimônia, o governo informou que o tema permanece em discussão e deverá ser apresentado nos próximos dias, em diálogo com o Congresso Nacional. A definição das regras será importante para produtores afetados por eventos climáticos e oscilações de mercado, podendo influenciar o acesso ao crédito e o planejamento financeiro da safra 2026/2027.


Do total anunciado, R$ 384,9 bilhões serão destinados às operações de custeio e comercialização, enquanto R$ 140,2 bilhões financiarão investimentos voltados à modernização das propriedades, armazenagem, irrigação, inovação tecnológica, recuperação de áreas produtivas e aquisição de máquinas e equipamentos.


O Plano Safra também amplia os incentivos à adoção de práticas sustentáveis. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e que adotarem práticas reconhecidas poderão obter redução de até um ponto percentual nas taxas de juros das operações de custeio. Para a cotonicultura, essa medida possui especial relevância, considerando o elevado índice de propriedades certificadas por programas de sustentabilidade, como o Algodão Brasileiro Responsável (ABR).


Recursos livres ganham ainda mais importância

Embora o Plano Safra continue sendo o principal instrumento de crédito rural do país, a participação dos recursos equalizados voltou a diminuir. O volume de financiamentos com juros subsidiados pelo Tesouro Nacional caiu de R$ 113,7 bilhões para R$ 97 bilhões, redução próxima de 15% em relação ao ciclo anterior.


Na avaliação da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), esse movimento reforça uma realidade já vivenciada pela cotonicultura. Por se tratar de uma atividade altamente tecnificada e de elevado custo por hectare, os recursos equalizados são insuficientes para financiar integralmente o ciclo produtivo. Assim, os cotonicultores recorrem, de forma complementar, às linhas de crédito com recursos livres oferecidas pelas instituições financeiras e ao mercado de capitais, especialmente por meio das Cédulas de Produto Rural (CPRs), instrumento que vem assumindo papel cada vez mais relevante no financiamento da produção.


Nesse contexto, o Plano Safra passa a incorporar oficialmente cerca de R$ 194 bilhões em operações realizadas por meio de CPRs, financiadas principalmente com recursos das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e da poupança rural, contratadas a taxas de mercado. A medida evidencia a crescente participação do crédito privado na estrutura de financiamento do agronegócio brasileiro.


Taxas de juros apresentam redução

Entre as principais novidades do Plano Safra 2026/2027 está a redução das taxas de juros em diversas linhas de financiamento.


No custeio empresarial, por exemplo, a taxa caiu de 14% para 12,5% ao ano para grandes produtores. O Pronamp passou a operar com juros de 9% ao ano, enquanto programas voltados à inovação, irrigação, armazenagem e agricultura de baixo carbono também registraram redução.


 

As principais taxas ficaram definidas da seguinte forma:

- Pronamp: 9,0% ao ano;

- Custeio Empresarial: 12,5% ao ano;

- Moderfrota: 12,5% ao ano;

- Inovagro: 11,5% ao ano;

- Proirriga: 11,5% ao ano;

- RenovAgro: 9,5% ao ano;

- RenovAgro Ambiental e Recuperação/Conversão de Pastagens: 8,5% ao ano;

- Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): 8% ao ano para projetos de até 12 mil toneladas.

 

Apesar da redução, o custo do crédito permanece elevado para uma cultura intensiva em capital como o algodão, exigindo planejamento financeiro rigoroso por parte dos produtores.


Avaliação da Abrapa

Para o diretor executivo da Abrapa, Márcio Portocarrero, embora o Plano Safra tenha sido anunciado como um novo recorde nominal de recursos, o aumento de aproximadamente 2% em relação ao ciclo anterior não recompõe a inflação acumulada no período e, na prática, representa redução dos recursos em termos reais.


Outro ponto de atenção é a diminuição dos recursos equalizados, justamente aqueles que oferecem as condições mais favoráveis de financiamento aos produtores. Para a Abrapa, essa redução tende a ampliar a dependência do setor em relação às fontes privadas de financiamento.


Ao mesmo tempo, a redução das taxas de juros representa um avanço importante, especialmente para operações de custeio e investimentos em modernização das propriedades, contribuindo para melhorar as condições de financiamento da produção.


Seguro rural continua sendo desafio para o setor

A gestão de riscos permanece entre os principais desafios da agropecuária brasileira. Durante o lançamento do Plano Safra, o governo reforçou a importância da contratação de seguro rural e indicou que futuras medidas de renegociação de dívidas poderão estar associadas à adoção de mecanismos de mitigação de riscos.


Entretanto, o atual marco legal do seguro rural é considerado defasado e não acompanha a evolução das necessidades do setor produtivo. Nesse contexto, o setor agropecuário acompanha a tramitação do Projeto de Lei nº 2.951/2024, atualmente em análise no Senado Federal e que, após aprovação, seguirá para sanção presidencial.


A proposta promove uma ampla modernização da legislação do seguro rural ao alterar a Lei da Política Agrícola (Lei nº 8.171/1991), a Lei de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (Lei nº 10.823/2003) e a Lei Complementar nº 137/2010, que institui o Fundo de Estabilidade do Seguro Rural.


Além das alterações legislativas, o projeto estabelece que os recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro rural passem a ter natureza de despesa não contingenciável, conferindo maior previsibilidade orçamentária ao programa. Também autoriza o remanejamento de saldos orçamentários do Proagro para o seguro rural, desde que não haja prejuízo ao atendimento dos beneficiários do programa, fortalecendo a política nacional de gestão de riscos.


Para a Abrapa, a aprovação da proposta representa um passo importante para ampliar a cobertura securitária, aumentar a previsibilidade dos recursos públicos e fortalecer a resiliência da agropecuária brasileira diante dos riscos climáticos e de mercado.


O que merece atenção do cotonicultor

Além do volume de recursos anunciado, será fundamental acompanhar a efetiva disponibilidade do crédito ao longo da safra, a capacidade operacional das instituições financeiras e a execução do Plano Safra.


Também permanecerão no radar do setor a regulamentação da proposta de renegociação das dívidas rurais, a evolução das linhas de crédito privadas, a ampliação dos mecanismos de gestão de riscos e a modernização do marco legal do seguro rural, fatores essenciais para garantir competitividade e segurança financeira à cotonicultura brasileira.

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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados atualiza projeção para a safra 2025/2026 e debate inovação no uso das fibras naturais

Encontro aconteceu durante o primeiro dia do XXIII ANEA Cotton Dinner, reunindo representantes dos produtores, da indústria, dos exportadores e do MAPA.

25 de Junho de 2026

Com a colheita da safra 2025/2026 de algodão já iniciada e até finalizada em alguns estados, como Paraná e São Paulo, a Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados se reuniu na quinta-feira (25/06), durante a programação do XXIII ANEA Cotton Dinner, com atualizações nas projeções de produção, produtividade e exportação do algodão. Participaram do encontro representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), além das associações estaduais de produtores de algodão e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).


Expectativa é de boas médias de produtividade, apesar de chuvas fora de época


Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, presidiu a sessão e apresentou a última estimativa da entidade para a produção da safra 2025/2026, que deve ficar em 3,9 milhões de toneladas de pluma, um recuo de 8,2% em relação ao ano anterior. Já a produtividade nacional permanece estável, seguindo os bons resultados da safra 2024/2025, com uma média de 1.954 kg de pluma por hectare.


Para o produtor e presidente da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Orcival Guimarães, a produtividade e a qualidade do algodão não devem ser afetadas pelas chuvas registradas na última semana na região, com exceção de áreas de algodão de primeira safra (cerca de 10% do total), que já estavam desfolhadas. O estado teve redução de cerca de 11% na área plantada, mas ainda é o maior produtor de algodão do Brasil, com 1,3 milhão de hectares destinados ao cultivo.


Já na Bahia, a expectativa é manter a produtividade registrada na safra anterior, com bons resultados para o algodão tanto em regime de sequeiro quanto irrigado. Douglas Orth, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), compartilhou a situação das lavouras na região Oeste do estado e confirmou a estimativa de mais de 925 mil toneladas de pluma de algodão baiano para a safra 2025/2026.


Setor celebra recorde histórico nas exportações de algodão


Durante sua fala, Dawid Wajs, presidente da ANEA, destacou o marco histórico nos embarques de algodão para o exterior, que ultrapassaram 3,2 milhões de toneladas entre julho de 2025 e junho de 2026. Segundo Wajs, o resultado se deve a um conjunto de fatores, como o mercado internacional demandante e o aumento da percepção da qualidade do algodão brasileiro pela indústria têxtil, especialmente a asiática, como a chinesa e a indiana.


Indústria têxtil propõe debate sobre inovação no uso de fibras naturais


Fernando Pimentel, diretor-superintendente e presidente emérito da Abit, compartilhou a Agenda 2030 da entidade, com foco em inovação, competitividade e sustentabilidade, e destaque para o complexo algodão-indústria têxtil, que é um dos diferenciais do Brasil. O executivo mencionou a necessidade de atuação conjunta em temas prioritários, como o imposto de importação sobre remessas internacionais de até US$ 50, conhecido como a "Taxa das Blusinhas". A medida que levou à volta da isenção é vista pelo setor produtivo como prejudicial à indústria nacional, além de promover o consumo de matéria-prima sintética, principalmente o poliéster.


Sobre novos usos de fibras naturais pela indústria, o professor Raul Fangueiro, pró-reitor de Inovação, Empreendedorismo e Transferência de Conhecimento da Universidade do Minho, de Portugal, apresentou a Fibrenamics. A iniciativa internacional de inovação e pesquisa é focada no desenvolvimento, teste e comercialização de produtos avançados à base de fibras e materiais compósitos, e defende o futuro do algodão como um material funcional, sustentável e inteligente. "O algodão combina natureza, desempenho e potencial de engenharia, sendo uma plataforma estratégica para o desenvolvimento de materiais funcionais de próxima geração", avaliou Fangueiro.


Bolsa Brasileira de Mercadorias apresenta sua estrutura para o mercado de algodão


Christiano Erhart, presidente da Bolsa Brasileira de Mercadorias, apresentou o conjunto de plataformas e sistemas da associação disponíveis para a realização de negócios com o algodão brasileiro. Com 100 corretoras associadas e capilaridade nos principais polos agrícolas do país, a BBM reúne informações sobre o mercado de algodão em pluma, como cotações, regulamento, relatórios estatísticos, tabela de ágio e deságio, além de sistemas de registro de negócios, câmara arbitral e plataforma de leilões.


A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados deve voltar a se reunir em 15/09 e 02/12.

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