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Abrapa fortalece presença internacional do algodão brasileiro durante ICA Trade Event Istambul

Cotton Brazil Luncheon apresenta resultados e estratégias do setor, enquanto ICA Istanbul 2026 reúne lideranças mundiais para discutir mercado, sustentabilidade e valorização das fibras naturais

14 de Outubro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa, nesta semana, em Istambul, na Turquia, de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento da presença do algodão brasileiro no mercado internacional. A programação teve início nesta terça-feira (13), com o Cotton Brazil Luncheon, e continua nos dias 14 e 15 de outubro, durante o ICA Istanbul 2026, um dos principais encontros mundiais da cadeia algodoeira.


A participação ocorre em um momento de protagonismo da cotonicultura nacional. Terceiro maior produtor e líder mundial nas exportações de algodão, o Brasil encerrou o ano comercial 2025/26 com recorde de 3,37 milhões de toneladas de pluma exportadas, crescimento de aproximadamente 19% em relação ao ciclo anterior. O desempenho reforça a importância do relacionamento com compradores, indústrias, tradings e representantes dos principais mercados consumidores.


A delegação brasileira conta com o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli; o vice-presidente, Celestino Zanella; além dos conselheiros Alexandre De Marco, Luiz Carlos Bergamaschi, Carlos Alberto Moresco e Aurélio Pavinato. Também participam o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Dawid Wajs, e o vice-presidente da entidade, Ariel Coelho e a especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, Rafaela Albuquerque.


Cotton Brazil Luncheon: resultados e estratégias para o futuro


Realizado na terça-feira (13), o Cotton Brazil Luncheon reuniu representantes de indústrias têxteis, fiações, tradings e entidades setoriais para apresentar os avanços da cotonicultura brasileira e fortalecer o diálogo com agentes estratégicos do comércio internacional.


O encontro contou com dois painéis. O primeiro abordou os resultados da safra 2025/26 e as perspectivas para 2026/27, com foco em produção, área plantada, qualidade, sustentabilidade e competitividade. O segundo apresentou as estratégias de longo prazo do Cotton Brazil, iniciativa da Abrapa em parceria com a Anea e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).


Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a presença brasileira nesses encontros vai além da apresentação dos resultados de produção e exportação. “Conquistamos uma posição de liderança no mercado internacional, mas sabemos que mantê-la exige um trabalho contínuo. Nosso compromisso é oferecer ao mundo um algodão de qualidade, produzido com responsabilidade e transparência. Estar próximo dos nossos compradores e parceiros é fundamental para compreender as demandas do mercado, fortalecer a confiança na fibra brasileira e construir novas oportunidades para toda a cadeia produtiva”, destaca Piccoli.


A programação também abriu espaço para o diálogo sobre possíveis ações conjuntas com outros países produtores, especialmente Estados Unidos e Austrália, voltadas à valorização das fibras naturais e à ampliação do engajamento com a indústria e os consumidores.


ICA Istanbul 2026 reúne cadeia global do algodão


A agenda brasileira continua nesta quarta-feira (14) e quinta-feira (15), durante o ICA Istanbul 2026, promovido pela International Cotton Association (ICA).


Com expectativa de reunir mais de 600 representantes da comunidade internacional do algodão, o evento concentra lideranças da produção, comercialização, indústria e fiações de diferentes países. A programação inclui apresentações de especialistas, debates sobre o mercado global e oportunidades de relacionamento comercial.


A Abrapa participa tradicionalmente do encontro e integra o grupo de patrocinadores, reforçando a presença institucional do Brasil nos principais fóruns internacionais do setor.


Entre os assuntos estratégicos acompanhados pela delegação brasileira estão as perspectivas de oferta e demanda mundial, o cenário dos principais países produtores e consumidores, os desafios de competitividade e o posicionamento das fibras naturais diante do avanço dos materiais sintéticos.


Além da troca de informações, o ICA representa uma oportunidade para ouvir compradores e parceiros comerciais, identificar tendências e compreender as demandas internacionais relacionadas à qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade do algodão.


Para o presidente da Anea, Dawid Wajs, a participação brasileira no encontro reforça o compromisso do setor com o crescimento sustentável da produção e com o fortalecimento das relações comerciais em toda a cadeia têxtil mundial.


“Conseguimos transmitir uma mensagem muito clara sobre a evolução da cotonicultura brasileira e o nosso compromisso com o crescimento sustentável. Mais do que ampliar a nossa participação no mercado, queremos garantir que a indústria têxtil mundial possa contar com o algodão brasileiro para crescer, conquistar novos mercados e aumentar o consumo da fibra natural”, destaca Wajs.


O dirigente também ressaltou a importância da atuação conjunta da cadeia produtiva na valorização das fibras naturais. Entre os avanços apresentados durante o evento, destacou as discussões sobre medidas regulatórias de incentivo ao uso do algodão e o lançamento da campanha “Microplástico é o Fim da Linha”, iniciativa brasileira voltada a valorização das fibras naturais.


 

Fibras naturais e conscientização sobre os microplásticos


A valorização das fibras naturais também ganhou destaque na agenda internacional com a apresentação da campanha “Microplástico é o Fim da Linha”, lançada recentemente no Brasil. A iniciativa foi apresentada durante o Cotton Brazil Luncheon e mencionada por Joe Nicosia, executivo da Louis Dreyfus Company, durante sua palestra na programação oficial do ICA Istanbul 2026, como uma das ações da cadeia produtiva voltadas à valorização das fibras naturais.


A campanha busca ampliar a conscientização sobre a presença dos microplásticos no cotidiano, especialmente aqueles associados às roupas produzidas com fibras sintéticas, e estimular o debate sobre seus possíveis impactos na saúde e no meio ambiente. A iniciativa também reforça a importância da informação, da ciência e da valorização das fibras naturais, como o algodão, na construção de uma cadeia têxtil mais sustentável.


ICA 2027


A participação brasileira ganha ainda mais relevância diante da próxima edição do encontro. Em 2027, o ICA será realizado pela primeira vez no Brasil, em São Paulo, ampliando a oportunidade de apresentar ao mercado internacional a estrutura, os avanços e a competitividade da cotonicultura nacional.

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Sou de Algodão chega ao 5º desfile na SPFW e reforça valorização da fibra natural brasileira nos 10 anos da iniciativa

Com coleção assinada por Ronaldo Fraga, a iniciativa da Abrapa reafirma o compromisso do algodão brasileiro com responsabilidade socioambiental e conexão entre o campo e a moda

13 de Outubro de 2026

O Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), volta à passarela da São Paulo Fashion Week para seu 5º desfile, marco que coincide com os 10 anos de atuação do programa conectando a cadeia produtiva do algodão brasileiro ao universo da moda e do têxtil. A apresentação reúne, mais uma vez, o campo e a criação - reafirmando o algodão nacional como matéria-prima de qualidade, rastreabilidade e relevância global.

Para esta edição comemorativa, a coleção Cartas de Algodão é assinada pelo estilista Ronaldo Fraga, que parte da fibra como fio condutor de memória afetiva. Na proposta do estilista, o algodão brasileiro deixa de ser apenas matéria-prima têxtil e se torna protagonista de uma narrativa sobre permanência, cuidado e delicadeza - valores que dialogam diretamente com o trabalho de décadas do cotonicultor brasileiro na produção de um algodão cada vez mais sustentável e certificado.

O desfile reforça o posicionamento do Sou de Algodão como ponte entre a origem da fibra natural - do campo, com práticas responsáveis, como as certificadas pelo selo ABR (Algodão Brasileiro Responsável) - e o produto final, que chega às passarelas e ao consumidor com identidade e propósito. Dez anos depois de seu lançamento, a iniciativa consolida essa conexão como parte central de sua atuação institucional.

"Chegar ao 5º desfile do Sou de Algodão na SPFW, no ano em que completamos uma década de trabalho, confirma que a fibra brasileira conquistou um espaço entre as principais vitrines de moda. É o fruto de um esforço que começa no campo, focado na sustentabilidade e na excelência do produto e no diálogo permanente com estilistas e formadores de tendência como o Ronaldo Fraga", destaca Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa.

Os looks também contam com uma parceria inédita na trajetória do desfile: a Garotti, fabricante de calçados em couro com mais de 125 anos de tradição, forneceu a botina Garotti Syngenta para calçar todos os modelos da passarela. A parceria une a tradição da manufatura em couro brasileiro ao universo do algodão, reforçando a proposta do desfile de valorizar cadeias produtivas nacionais.

Líder na exportação mundial e principal fornecedor de algodão para a indústria nacional, o Brasil destaca-se por práticas agrícolas que aliam tecnologia e responsabilidade socioambiental. O desfile na SPFW funciona como uma ponte essencial para aproximar todo este trabalho do campo do consumidor final e da indústria têxtil.

O desfile Sou de Algodão acontece em 15 de outubro, durante a São Paulo Fashion Week, no Pavilhão das Culturas Brasileiras (Pacubra), no Parque do Ibirapuera, em São Paulo.

Sobre Sou de Algodão

Criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 79% de toda a produção nacional de algodão.

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Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro – Setembro de 2026

Com mais de 10,1 milhões de fardos analisados, levantamento da Abrapa apresenta os principais indicadores de qualidade da safra 2025/2026 e a evolução das características da fibra brasileira

09 de Outubro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) disponibiliza o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro, referente a setembro de 2026. O documento reúne os resultados das análises instrumentais da safra 2025/2026, realizadas pelos laboratórios integrantes do Sistema Brasileiro de Referência em Análise de Fibra de Algodão (SBRHVI).


Até o fechamento do mês, 10.199.574 fardos haviam sido analisados por equipamentos de alto volume (HVI), o equivalente a 54% dos aproximadamente 19 milhões de fardos previstos para a safra. A estimativa de produção é de 4 milhões de toneladas de pluma.


Segundo os dados consolidados até 25 de setembro, a colheita havia atingido 99%, enquanto o beneficiamento alcançava 49%. Do total de fardos analisados, 59% são certificados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa da Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


Indicadores de qualidade


Os resultados mostram o desempenho da fibra brasileira em características fundamentais para a indústria têxtil. Entre os fardos analisados, 95,1% apresentaram resistência igual ou superior a 28 gf/tex, enquanto 94,8% registraram comprimento de fibra igual ou superior a 1,11 polegada.


O índice de micronaire, que avalia características relacionadas à finura e à maturidade da fibra, apresentou 95,1% das amostras na faixa de 3,50 a 4,90. Já o indicador de uniformidade apontou que 91,8% das amostras alcançaram índices iguais ou superiores a 80%.


O relatório também registra que 75,9% das amostras apresentaram índice de fibras curtas de até 10%, enquanto 70,6% atingiram reflectância igual ou superior a 75%. No indicador de amarelamento, 95,7% das amostras ficaram dentro do parâmetro de até 9.


Confiabilidade e transparência


A edição de setembro também traz uma análise de Axel Drieling, do ICA Bremen, sobre a evolução do sistema brasileiro de classificação instrumental. O especialista destaca os avanços na qualidade do algodão, especialmente em comprimento e resistência da fibra, além da confiabilidade e da evolução da repetibilidade dos resultados obtidos pelos laboratórios brasileiros.


O SBRHVI reúne 14 laboratórios, distribuídos em cinco estados, com 96 equipamentos HVI, além do Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília (DF). A estrutura permite analisar 100% da produção nacional, contribuindo para a padronização das informações e a transparência na comercialização da fibra.


Os dados de qualidade também podem ser acompanhados pela plataforma de Business Intelligence (BI) da Abrapa, que disponibiliza consultas personalizadas e atualizações diárias para os diferentes elos da cadeia produtiva.


Confira o Relatório Mensal de Qualidade do Algodão Brasileiro – Setembro de 2026.

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Líder mundial nas exportações, Brasil celebra Dia Mundial do Algodão com convite para valorizar a fibra natural

Com recorde de 3,37 milhões de toneladas exportadas, data chama atenção para a presença do algodão na economia e no cotidiano dos brasileiros

07 de Outubro de 2026

Maior exportador mundial de algodão e com uma produção que supera 4 milhões de toneladas de pluma, o Brasil chega ao Dia Mundial do Algodão, celebrado em 7 de outubro, em posição de protagonismo no mercado internacional. Dentro de casa, porém, a data traz uma provocação diferente: e se o algodão desaparecesse?


É a partir dessa pergunta que o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), apresenta neste ano o conceito “Naturalmente Presente”. A proposta é convidar a sociedade a perceber uma matéria-prima que está nas roupas, nos itens de higiene, na saúde, na indústria e em diferentes momentos da vida, mas que, de tão incorporada à rotina, muitas vezes passa despercebida.


A mobilização acontece em um momento histórico para a cotonicultura brasileira. No ano comercial 2025/26, entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, maior volume já registrado pelo país e 19% superior ao ciclo anterior. O resultado manteve o Brasil na posição de maior exportador mundial da fibra.


Para a safra 2026/27, as perspectivas também demonstram a dimensão alcançada pela atividade. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma área de 2,09 milhões de hectares e uma produção próxima de 4,15 milhões de toneladas de algodão em pluma.


Mais do que números, o avanço da produção brasileira amplia a responsabilidade do setor de conectar o campo à sociedade e mostrar o papel dessa fibra na economia, na indústria, na geração de oportunidades e nas escolhas feitas diariamente pelos consumidores.


“Hoje, o Brasil ocupa uma posição de destaque no mercado mundial de algodão. Mas essa liderança também nos convida a olhar para dentro do país e ampliar o conhecimento da sociedade sobre essa fibra. O algodão começa no campo, passa pela indústria e chega à vida das pessoas de inúmeras formas. O Dia Mundial do Algodão é uma oportunidade de mostrar essa conexão”, afirma Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


E se o algodão desaparecesse?


Ao longo da campanha “Naturalmente Presente”, a Abrapa, por meio do Sou de Algodão, propõe justamente inverter o olhar. Em vez de apenas mostrar onde o algodão está, a iniciativa pergunta o que faria falta caso ele deixasse de existir.


A provocação busca aproximar a sociedade da origem das matérias-primas presentes no cotidiano e estimular escolhas mais conscientes. Vestuário, produtos de higiene, itens hospitalares, enxovais e diferentes aplicações industriais ajudam a dimensionar uma cadeia que conecta produtores rurais, trabalhadores, indústria, varejo, moda e consumidores.


Como parte da mobilização, personalidades e representantes de diferentes setores da sociedade foram convidados a responder a duas perguntas: “Onde o algodão está naturalmente presente na sua vida?” e “Se o algodão desaparecesse, o que faria falta para o Brasil?”. Os depoimentos integram as ações para marcar a data.


A gerente de Desenvolvimento de Negócios da Abrapa, Renata Caixeta, explica que a campanha busca justamente provocar essa reflexão.


“A ideia é imaginar, pausar por alguns segundos e perceber o algodão ao nosso redor. Quando perguntamos o que aconteceria se essa fibra desaparecesse, mostramos de maneira muito concreta o quanto ela está presente na nossa vida e quantas relações existem por trás dela. O algodão está na roupa que vestimos, mas também na renda e nas oportunidades que essa cadeia gera no campo e na cidade”, destaca Caixeta.


Fibras naturais no centro da discussão


A celebração ocorre também em um momento em que ganha espaço o debate sobre a composição dos produtos têxteis e os impactos associados às diferentes matérias-primas.


No fim de setembro, durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), a Abrapa e entidades parceiras lançaram o movimento “Microplástico é o Fim da Linha”, iniciativa que busca ampliar, com base em ciência, informação e diálogo, a discussão sobre microplásticos, fibras têxteis e escolhas de consumo.


Nesse contexto, a valorização das fibras naturais passa também pelo acesso à informação. Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, ampliar o conhecimento sobre a origem, a composição e as características dos materiais é fundamental para permitir escolhas mais conscientes e contribuir para uma discussão mais transparente sobre o futuro da cadeia têxtil.


O consumidor precisa ter informação para entender o que está por trás dos produtos que escolhe. Quando ampliamos esse conhecimento, criamos condições para uma decisão mais consciente e também para um debate mais qualificado sobre o papel das fibras naturais. O algodão tem atributos importantes e precisamos fazer com que eles sejam conhecidos pela sociedade”, afirma Portocarrero.


No Dia Mundial do Algodão, a proposta é começar essa reflexão por algo simples: olhar ao redor e perceber onde essa fibra já está. Naturalmente presente. No campo, na indústria e na vida.


Sobre o Sou de Algodão


Criado pela Abrapa, em 2016, o Sou de Algodão nasceu para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa conecta e valoriza os diferentes elos da cadeia produtiva e têxtil e dialoga com o consumidor final por meio de ações, conteúdos e parcerias com marcas e empresas.


O movimento também contribui para ampliar o conhecimento sobre o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa de certificação socioambiental da Abrapa que estabelece critérios ambientais, sociais e econômicos para a produção de algodão no país.

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Abrapa promove atualização técnica de laboratórios do SBRHVI sobre classificação instrumental do algodão

Workshop realizado na sede da Abrapa reuniu representantes dos 14 laboratórios participantes do sistema e abordou classificação de contaminantes, pegajosidade e metodologias de análise

02 de Outubro de 2026

A atualização técnica e o aprimoramento dos processos de classificação instrumental do algodão estiveram no centro do Workshop de Melhores Práticas em Laboratório de HVI, realizado na última semana de setembro, na sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília (DF).

O encontro reuniu representantes dos 14 laboratórios participantes do Sistema Brasileiro de Referência em HVI (SBRHVI) e foi conduzido por Axel Drieling, gerente sênior de Algodão do Faserinstitut Bremen, da Alemanha, e representante do ICA Bremen.

A programação teve como foco a troca de conhecimento técnico e a atualização sobre procedimentos adotados internacionalmente na classificação instrumental da fibra. Entre os temas discutidos estiveram a classificação de contaminantes, a medição da pegajosidade do algodão, as diferentes metodologias utilizadas nessas análises e o tratamento de dados.

Segundo o gerente do Programa de Qualidade da Abrapa, Deninson Lima, o workshop integra a rotina de aprimoramento técnico promovida pela entidade no âmbito do SBRHVI e, nesta edição, também possibilitou discutir questões específicas enfrentadas pelos laboratórios. “Foi um dia de muita troca de experiências, com a participação de representantes de cada um dos 14 laboratórios que integram o programa”, afirma.

Deninson destaca ainda a importância da atualização sobre os procedimentos adotados mundialmente. “O encontro abre espaço para que os laboratórios esclareçam dúvidas e busquem respaldo para questões técnicas que ainda estão em aberto”, explica.

A participação de Axel Drieling também marcou um reencontro com o programa brasileiro de qualidade. O especialista esteve envolvido nos primeiros anos de desenvolvimento do SBRHVI e retornou ao Brasil após quase uma década, podendo acompanhar a evolução da iniciativa e do Laboratório Central.

“Axel foi um dos primeiros consultores do nosso programa de qualidade. Tê-lo de volta, depois de quase dez anos, foi uma oportunidade importante para apresentar a evolução do programa e do Laboratório Central e, ao mesmo tempo, promover essa troca de conhecimento com os profissionais que hoje fazem parte do sistema”, acrescenta Deninson.

Durante o workshop, também foram apresentados dados das rodadas de testes interlaboratoriais e informações sobre o desempenho dos equipamentos utilizados pelos laboratórios brasileiros.

Nesta edição, as rodadas de testes interlaboratoriais, coordenadas pelo Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), utilizaram, pela primeira vez, algodão brasileiro fornecido pelo Laboratório Central. A iniciativa possibilitou avaliar o desempenho dos equipamentos e dos laboratórios brasileiros em comparação com os resultados obtidos internacionalmente.

A realização do workshop integra o trabalho desenvolvido pela Abrapa, por meio do SBRHVI, para promover a padronização dos procedimentos laboratoriais e fortalecer a confiabilidade dos resultados da classificação instrumental do algodão brasileiro.

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Terceiro dia do 15º CBA coloca fibras naturais e microplásticos no centro do debate e encerra programação em Belo Horizonte

Último dia do Congresso reuniu debates sobre valorização do algodão, qualidade da fibra, manejo e desafios técnicos da produção

24 de Setembro de 2026

O terceiro e último dia do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), nesta quinta-feira (24), em Belo Horizonte (MG), colocou no centro das discussões os desafios para ampliar a presença das fibras naturais no mercado brasileiro e o debate sobre os microplásticos. A programação também reuniu pesquisadores, produtores e especialistas em torno de temas técnicos que impactam diretamente a produtividade, a qualidade e a competitividade da cotonicultura.

Um dos principais momentos do dia foi a plenária “Como reconectar o brasileiro à fibra natural? Um desafio de saúde pública, meio ambiente e estratégia nacional”. O debate reuniu diferentes elos da cadeia para discutir o avanço das fibras sintéticas no mercado brasileiro e os caminhos para ampliar o espaço do algodão e de outras fibras naturais.

A discussão partiu de um contraste: ao mesmo tempo em que o Brasil ocupa posição de protagonismo mundial na produção e exportação de algodão, a fibra natural vem perdendo participação no mercado interno para materiais sintéticos. O painel abordou temas como consumo, indústria, moda, saúde, meio ambiente, inovação e a necessidade de ampliar a informação disponível ao consumidor.

Microplásticos em debate

Na sequência, o tema ganhou novo espaço com o lançamento do movimento “Microplástico é o Fim da Linha”, durante coletiva realizada no Congresso. A iniciativa busca ampliar a informação e estimular pesquisa, inovação e diálogo sobre os microplásticos provenientes de fibras sintéticas, além de valorizar as fibras naturais.

O movimento reúne diferentes atores e parte da proposta de ampliar o conhecimento sobre os materiais presentes nas roupas, seus impactos ao longo do ciclo de vida e as alternativas que podem ser construídas pela indústria, pela ciência e pela sociedade.

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) participa dessa discussão defendendo que o tema seja tratado com base em informação, pesquisa e evidências científicas. A valorização das fibras naturais também integra as prioridades apresentadas pela entidade na Carta Aberta aos Presidenciáveis 2027–2030, lançada nesta semana.

Ciência e desafios do campo

A programação do último dia também aprofundou questões diretamente relacionadas ao manejo e à produtividade das lavouras.

Entre os temas debatidos estiveram as doenças foliares do algodoeiro. Pesquisas apresentadas no Congresso mostraram avanço da ocorrência da ramulária e da mancha-alvo e dimensionaram os impactos que o aumento da severidade dessas doenças pode provocar sobre a produtividade.

As pragas sugadoras também estiveram em pauta. Especialistas discutiram como períodos de calor e estiagem podem favorecer a ocorrência de insetos como pulgão e mosca-branca, reforçando a importância do monitoramento e de estratégias de manejo capazes de preservar a eficiência das ferramentas de controle.

Outro destaque foi a qualidade da fibra brasileira. Especialistas apresentaram a evolução de características como comprimento e resistência nas últimas safras e discutiram desafios relacionados a contaminantes, riscos durante o beneficiamento e à capacidade dos laboratórios de classificação diante do crescimento da produção nacional.

Com o encerramento da programação desta quinta-feira, o 15º CBA concluiu três dias de debates sobre ciência, tecnologia, mercado, sustentabilidade, inovação e competitividade. Realizado pela Abrapa, o Congresso reuniu em Belo Horizonte diferentes elos da cadeia produtiva em torno dos desafios atuais e dos caminhos para o futuro do algodão brasileiro.

Confira a cobertura completa no site do 15º Congresso Brasileiro do Algodão.

As fotos oficiais dos três dias de programação estão disponíveis no Flickr do CBA.

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Segundo dia do 15º CBA conecta cenário global, eficiência no campo e novas tecnologias para a cotonicultura

Programação reuniu análises sobre a safra 2026/27 e debates técnicos sobre manejo, bioinsumos, qualidade da fibra, gestão, certificação e rastreabilidade

23 de Setembro de 2026

O segundo dia do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), nesta quarta-feira (23), em Belo Horizonte (MG), aprofundou as discussões sobre os desafios da cotonicultura brasileira dentro e fora da porteira. Mercado internacional, perspectivas para a safra 2026/27, eficiência produtiva, manejo, qualidade da fibra, sustentabilidade e novas tecnologias estiveram entre os assuntos debatidos.

Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Congresso reúne produtores, pesquisadores, consultores, empresas, jornalistas e lideranças da cadeia produtiva em três dias de debates sobre ciência, inovação, mercado e estratégia.

Brasil no mercado global

Um dos destaques foi o painel “O algodão brasileiro no tabuleiro global: perspectivas e estratégias para a safra 2026/27”, que analisou o cenário da próxima temporada e a posição do Brasil no comércio internacional.

As projeções apresentadas durante o CBA indicam uma área de 2,22 milhões de hectares em 2026/27, crescimento de aproximadamente 7% em relação à temporada anterior.

Os debates também abordaram a regularidade da oferta brasileira ao longo do ano, diversificação dos mercados, custos de produção, logística, clima e os efeitos do cenário geopolítico sobre o mercado de fibras. O desafio é combinar crescimento da produção com produtividade, qualidade, rastreabilidade e eficiência para ampliar a competitividade do algodão brasileiro.

Eficiência produtiva começa no manejo

Dentro da porteira, outra plenária técnica mostrou que elevar a quantidade de fertilizantes aplicada na lavoura não significa, necessariamente, aumentar a produtividade.

Pesquisadores e especialistas destacaram a importância de considerar características do solo, disponibilidade hídrica, desenvolvimento das raízes, ciclagem de nutrientes e histórico produtivo de cada área.

Resultados apresentados durante o Congresso reforçaram que as decisões sobre nutrição precisam considerar o sistema produtivo como um todo, com estratégias orientadas por dados e pelas condições específicas de cada propriedade.

Hubs conectam ciência e campo

A programação do segundo dia também contou com hubs técnicos dedicados aos diferentes desafios da produção.

Biotecnologia, manejo de lagartas e pragas sugadoras estiveram entre os assuntos da entomologia. Doenças foliares, controle biológico, edição gênica e bioinsumos também ganharam espaço nos debates.

Na área de qualidade da fibra, a programação passou por contaminação, desempenho do algodão brasileiro nas fiações, reciclagem, economia circular, microplásticos e análise do ciclo de vida da fibra.

Gestão, custos de produção, planejamento agrícola e tecnologias digitais completaram as discussões. Certificação e rastreabilidade também estiveram em pauta, incluindo o papel do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e de diferentes padrões de certificação no acesso aos mercados.

O conjunto das discussões reforçou uma das propostas do CBA: aproximar ciência, experiência prática e estratégia para responder aos desafios de uma cotonicultura que cresce em escala e participação no mercado internacional.

O 15º CBA segue nesta quinta-feira (24), no Expominas, com a programação do último dia. Com o tema “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, o evento é realizado pela Abrapa.

Acompanhe a programação, as notícias e a cobertura completa no site oficial do 15º Congresso Brasileiro do Algodão.

Confira também os registros oficiais do CBA no Flickr. 

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Primeiro dia do 15º CBA reúne lideranças, debate cenário global e reconhece avanços da cotonicultura

Realizado pela Abrapa, Congresso começou nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte, com discussões sobre o futuro do algodão brasileiro, palestra de Ricardo Amorim e premiações

22 de Setembro de 2026

O 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) começou nesta terça-feira (22), em Belo Horizonte (MG), reunindo produtores, pesquisadores, empresas, autoridades, jornalistas e representantes dos diferentes elos da cadeia produtiva. Realizado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o evento segue até quinta-feira (24), no Expominas.

Na abertura, o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, destacou os avanços conquistados pela cotonicultura brasileira e a necessidade de o setor continuar olhando para o futuro. Ao abordar o tema desta edição, “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência”, Piccoli ressaltou a importância de ampliar o debate sobre sustentabilidade, consumo e fibras naturais com base em ciência, pesquisa e informação.

“O algodão é uma fibra natural. Renovável. Biodegradável. E quando olhamos para a trajetória do algodão brasileiro, temos muito a mostrar”, afirmou o presidente da Abrapa durante a abertura.

A cerimônia contou também com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, que ressaltou a importância do Congresso como espaço de integração entre produtores, pesquisadores, empresas, autoridades e demais representantes da cadeia do algodão.

Um olhar para as transformações globais

Entre os destaques da programação do primeiro dia esteve a palestra do economista Ricardo Amorim. Ele analisou as transformações econômicas, tecnológicas, demográficas e geopolíticas em curso e as oportunidades que esse novo cenário pode representar para o Brasil e para o algodão brasileiro.

Amorim também chamou atenção para a valorização do humano e do natural em um ambiente de acelerado avanço tecnológico, aproximando o debate econômico do tema central desta edição do CBA.

Reconhecimento e ciência

A abertura também foi marcada por homenagens a produtores indicados pelas associações estaduais, ex-presidentes da Abrapa e empresas apoiadoras do movimento Sou de Algodão.

A ciência também ganhou espaço com a premiação dos melhores trabalhos científicos apresentados no Congresso. Foram reconhecidas pesquisas nas categorias graduação, pós-graduação e profissional, além dos professores orientadores, valorizando a produção de conhecimento e sua contribuição para o desenvolvimento da cotonicultura brasileira.

O 15º CBA segue nesta quarta (23) e quinta-feira (24), com uma programação dedicada a temas como ciência, tecnologia, sustentabilidade, manejo, mercado, inovação e competitividade.

Acompanhe a programação, as notícias e a cobertura completa no site oficial do 15º Congresso Brasileiro do Algodão. Já os registros oficiais do Congresso também estão disponíveis no Flickr.

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Movimento "Microplástico é o Fim da Linha" coloca em debate as fibras que vestimos

Iniciativa será lançada durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão e propõe mobilização em torno de informação, pesquisa, inovação e maior espaço para as fibras naturais

21 de Setembro de 2026

O que existe por trás da roupa que vestimos? O que acontece com as fibras e o que elas liberam ao longo de sua vida útil? E quanto sabemos, de fato, sobre os materiais que escolhemos vestir? Essas perguntas estão no centro do Movimento Fim da Linha, que será lançado nesta quinta-feira (24), durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Belo Horizonte (MG).


A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre a presença de microplásticos no cotidiano, especialmente aqueles associados às fibras sintéticas, e estimular escolhas mais responsáveis por parte da indústria têxtil e de consumidores. O movimento também busca valorizar as fibras naturais, incentivar pesquisa e inovação e aproximar consumidores, indústria, comunidade científica e poder público desse debate.


O lançamento está diretamente conectado ao tema desta edição do CBA — “Algodão brasileiro: fibra natural. Uma jornada com propósito, qualidade e transparência” — e ocorre oficialmente durante painel “Como reconectar o brasileiro à fibra natural? Um desafio de saúde pública, meio ambiente e estratégia nacional”. Ao longo dos três dias de congresso, os participantes poderão conhecer o movimento em um estande dedicado à iniciativa, com espaço para fotos, um quiz sobre fibras e o contador de micropartículas, baseado em um estudo da WWF.


A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), organizadora do CBA, tomou a iniciativa de reunir entidades representativas de diferentes fibras naturais em torno do movimento. Para Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa, levar o tema ao principal encontro da cotonicultura brasileira contribui para ampliar o debate sobre o papel que as fibras naturais podem desempenhar no país.


“O Brasil construiu uma cadeia de algodão qualificada, tecnológica e capaz de fornecer uma fibra natural em grande escala, com certificação socioambiental. O CBA é o espaço para discutirmos não apenas como produzir mais e melhor, mas também como ampliar o uso e a valorização dessa fibra. Para nós, falar sobre fibra natural também é falar sobre as escolhas que fazemos para o futuro”, afirma Piccoli.


Fibras naturais na agenda de políticas públicas


Entre as principais fontes de microplásticos estão tecidos sintéticos produzidos a partir de polímeros plásticos, como poliéster, nylon e acrílico. Ao longo de seu ciclo de vida, especialmente pelo desgaste e pelas lavagens, esses materiais podem liberar microfibras plásticas.


A presença dessas partículas no organismo humano já vem sendo identificada pela ciência. Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Livre de Berlim, por exemplo, identificou fibras e partículas de microplásticos no cérebro humano.


A ciência, no entanto, ainda investiga os possíveis efeitos dessa exposição à saúde. A identificação de microplásticos no organismo ou de associações com determinados desfechos não significa, por si só, comprovar causalidade. As evidências existentes reforçam a necessidade de atenção, pesquisa e prevenção.


O movimento não propõe a eliminação das fibras sintéticas. A discussão busca ampliar informação e transparência, estimular pesquisa e inovação e criar mais oportunidades para o uso das fibras naturais quando tecnicamente adequadas.


Para o diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a conscientização deve caminhar ao lado da construção de políticas públicas capazes de estimular a valorização das fibras naturais.


“A valorização das fibras naturais precisa ser tratada como uma agenda de longo prazo. Queremos ampliar o diálogo com governos, indústria e a comunidade científica para construir políticas públicas que estimulem pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico, criando novas aplicações e condições para ampliar a presença das fibras naturais na indústria têxtil brasileira. Esta é uma agenda que reúne saúde, sustentabilidade ambiental, desenvolvimento industrial e informação ao consumidor”, afirma Portocarrero.


Cânhamo e lã se juntam ao movimento


O Fim da Linha nasce com a participação da Abrapa, Ayraa Eco Friendly, Associação Brasileira de Criadores de Corriedale (ABCC), Associação Brasileira de Criadores de Merino Australiano (ABCMA), Associação Brasileira de Criadores de Ideal (ABCI) e Associação Brasileira de Criadores de Ovinos Naturalmente Coloridos (ABCONC), reunindo diferentes setores em torno de uma agenda que envolve saúde, meio ambiente, ciência, consumo, indústria e desenvolvimento.


Para Marcelo Sertório, sócio-fundador da Ayraa Eco Friendly, reunir diferentes fibras naturais amplia a informação disponível ao consumidor e evidencia a diversidade de características e aplicações dessas matérias-primas. A empresa atua no desenvolvimento da cadeia do cânhamo industrial no Brasil e em sua integração com outras fibras naturais.


“Queremos ampliar o conhecimento sobre as fibras naturais, suas características e possibilidades. Informação é essencial para que o consumidor faça escolhas mais conscientes”, afirma Sertório.


A lã Merino também integra esse movimento como uma fibra natural, renovável, biodegradável e de múltiplas aplicações. Além do vestuário, pode ser utilizada em calçados, mantas, estofados, tapetes, itens de decoração e materiais de isolamento térmico e acústico.


Para a presidente da Associação Brasileira de Criadores de Merino Australiano (ABCMA), Raquel Dall’Igna Rodrigues, a união entre diferentes cadeias ajuda a mostrar à sociedade a diversidade e o potencial das fibras naturais.


“Quando reunimos diferentes fibras naturais, ampliamos o acesso à informação e mostramos que existem alternativas naturais para diferentes usos no cotidiano. Essa união fortalece as cadeias produtivas, valoriza quem produz e contribui para escolhas mais conscientes e responsáveis”, afirma Raquel Rodrigues.


Conheça mais sobre:  Microplástico é o fim da Linha.

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Abrapa apresenta Carta Aberta aos Presidenciáveis com as prioridades da cotonicultura para 2027–2030

Documento reúne propostas para 2027–2030 em áreas como segurança jurídica, política agrícola, logística, abertura comercial e valorização das fibras naturais

21 de Setembro de 2026

Em meio ao debate eleitoral sobre os rumos do Brasil a partir de 2027, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) apresenta aos candidatos à Presidência da República uma agenda com as principais prioridades da cotonicultura brasileira para os próximos quatro anos.


Intitulada “Carta Aberta aos Presidenciáveis – A visão do setor da cotonicultura brasileira para os próximos 4 anos”, a iniciativa parte de uma mensagem central: as decisões do próximo governo serão determinantes para que o Brasil preserve sua competitividade e amplie o espaço conquistado no mercado internacional.


O documento defende que a cadeia produtiva do algodão seja reconhecida como um ativo estratégico para o desenvolvimento do país e que sua competitividade seja tratada como uma política de Estado, articulando produção, indústria, comércio exterior, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.


Os desafios que orientam a Carta também estarão presentes nas discussões do 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), que será realizado de 24 a 26 de setembro, em Belo Horizonte (MG). Ao longo dos três dias, produtores, especialistas e representantes da cadeia estarão reunidos para debater temas estratégicos para o presente e o futuro da cotonicultura, conectando competitividade, inovação, sustentabilidade e desenvolvimento do setor.


Representatividade


A Abrapa reúne 11 associações estaduais e representa produtores responsáveis por 99% da área plantada e 99% da produção nacional de algodão, além de 100% das exportações brasileiras da fibra. A Carta conta com a participação das associações estaduais, reforçando a representatividade das prioridades apresentadas pela cotonicultura brasileira para o ciclo 2027–2030.


Construído com a participação das estaduais, o documento consolida uma visão do setor sobre temas considerados estratégicos para os próximos quatro anos e busca contribuir para o debate sobre as prioridades do país. Para o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli, a posição alcançada pelo algodão brasileiro aumenta também a responsabilidade do país de construir condições para manter sua competitividade.


“O Brasil conquistou uma posição de protagonismo no algodão mundial, mas liderança não é permanente. Precisamos olhar para os próximos quatro anos e construir um ambiente que dê ao produtor segurança para investir, produzir e competir. Esta Agenda é uma contribuição da cotonicultura para esse debate e, principalmente, para o futuro do país”, afirma Piccoli


O que a cotonicultura espera do próximo governo


A Agenda 2027–2030 reúne propostas em oito frentes consideradas estratégicas: fertilizantes; bioinsumos; segurança jurídica e estabilidade regulatória; reforma tributária; abertura comercial; infraestrutura e logística; modernização da política agrícola; e políticas públicas para o fortalecimento das fibras naturais.


Entre as preocupações está a dependência brasileira de fertilizantes importados, apontada no documento como uma vulnerabilidade diante de oscilações cambiais, tensões geopolíticas e eventuais restrições nas cadeias globais de suprimento. A Abrapa também defende a conclusão da regulamentação da Lei nº 15.070/2024, que estabeleceu o marco regulatório dos bioinsumos.


Na infraestrutura, a entidade chama atenção para gargalos em rodovias, ferrovias, hidrovias, portos, armazenagem e energia. Já na política agrícola, propõe o fortalecimento dos instrumentos de crédito e gestão de riscos, ampliação do seguro agropecuário e maior acesso ao mercado de capitais e a novas fontes de financiamento.


A abertura de mercados também aparece entre as prioridades. A Abrapa defende acelerar negociações comerciais, fortalecer a atuação diplomática e sanitária e enfrentar barreiras tarifárias e não tarifárias, buscando diversificar os destinos do algodão brasileiro e reduzir a concentração das exportações.


Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, a Agenda busca antecipar ao próximo governo os pontos que serão determinantes para a capacidade de crescimento da cotonicultura brasileira.


“O Brasil construiu uma cotonicultura altamente tecnológica, sustentável e competitiva. Agora, precisamos garantir condições para continuar avançando. Infraestrutura, segurança jurídica, política agrícola, abertura de mercados e inovação não são pautas isoladas. São fatores que, juntos, determinam a nossa capacidade de produzir, investir e competir no mercado mundial nos próximos anos”, afirma Portocarrero.


Fibras naturais entram na agenda do próximo governo


Outro eixo do documento é a defesa de uma política nacional de valorização das fibras naturais. A Abrapa propõe estímulos à inovação e à indústria têxtil nacional, compras públicas sustentáveis, desenvolvimento de materiais de base biológica e ações de conscientização sobre os benefícios das fibras naturais.


A proposta reforça uma pauta que já vem sendo defendida pela Abrapa: ampliar a valorização das fibras naturais por meio de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico. A entidade defende políticas públicas que estimulem novas aplicações e aprimorem características de desempenho e usabilidade dessas fibras, ampliando sua presença na indústria têxtil, inclusive em combinações com outras matérias-primas. A iniciativa também busca fomentar pesquisas sobre os possíveis impactos das fibras sintéticas e dos microplásticos à saúde e ao meio ambiente, contribuindo para escolhas e políticas públicas baseadas em conhecimento científico.


A valorização das fibras naturais deverá permanecer na agenda institucional da Abrapa na próxima legislatura, tanto no Congresso Nacional quanto junto ao Governo Federal e aos ministérios relacionados ao tema. A proposta é ampliar o diálogo sobre pesquisa, inovação, saúde, sustentabilidade e desenvolvimento industrial, criando condições para que fibras como o algodão ganhem novas aplicações e maior participação na indústria têxtil brasileira.


Agenda de Estado


Mais do que reunir demandas setoriais, o documento propõe que a cotonicultura seja reconhecida como um ativo estratégico para o desenvolvimento brasileiro, conectando competitividade, inovação, industrialização, sustentabilidade e inserção internacional.


“Queremos estabelecer um diálogo com quem pretende governar o Brasil sobre o país que queremos construir nos próximos anos. O algodão conecta produção, indústria, geração de empregos, exportações, inovação e sustentabilidade. Criar condições para que essa cadeia continue avançando significa também ampliar a capacidade do Brasil de gerar desenvolvimento e agregar valor ao que produz”, reforça o presidente da Abrapa Gustavo Piccoli.


Confira na íntegra: Carta aos Presienciáveis.

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