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Plano Safra traz benefícios para setor algodoeiro

04 de Julho de 2016

Na última sexta-feira (1), entrou em vigor o Plano Safra 2016/2017. A Abrapa foi uma das entidades que participou da elaboração das novas políticas para o ano agrícola. “Estamos satisfeitos com os avanços que o Plano trouxe para a próxima Safra, ainda há muito que discutir e acertar em várias áreas das políticas, mas este ano demos um bom passo”, elenca o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen.


O plano, que prevê a disponibilidade de R$185 bilhões com juros variando entre 9,5% e 12,75% ao ano, traz diversas alterações daquelas apresentadas em 3 de maio pelo Governo. “Apesar do aumento de juros e da redução do valor total disponível no plano, os produtores contam agora com um aumento no limite de crédito por CPF  para o ano agrícola e o retorno da linha de financiamento conhecida como extrateto”, pontua Jacobsen.


O presidente conta que o após reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na quinta-feira (30), foi decidido que o limite único de custeio passaria de R$ 1,2 milhão para R$ 3 milhões por beneficiário por ano agrícola. Para a comercialização, o limite fixado foi de R$ 4,5 milhões para cada produtor. “O Ministério apresentou medidas importantíssimas para a cadeia algodoeira nesta safra 2016/2017. Uma delas é a aplicação de 60% do recurso do Plano Safra entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2016. Já os outros 40% podem ser aplicados entre 1º de janeiro e 30 de junho de 2017. Isso deve desafogar os acúmulos de dívidas do produtor“, enaltece o presidente.


Volta do Extrateto


Jacobsen comenta que o plano também trouxe impactos para os grandes produtores. “Outra ótima notícia para o setor algodoeiro foi a volta dos recursos complementares àqueles limites fixados pelo crédito rural, os chamados extrateto“, revela Jacobsen. Os produtores de maior escala voltarão a contar com esses recursos complementares oriundos das LCAs e com taxa fixada em 12,75% ao ano. O montante estimado é da ordem de R$ 10 bilhões. No plano de safra anterior essa linha de crédito havia sido extinta, o que obrigou os grandes produtores a buscar recursos com juros de mercado.


A publicação traz ainda uma correção nos Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), emitidos por cooperativas e empresas que desejam atrair investidores. Esses certificados poderão ser ajustados agora em moeda estrangeira, desde que lastreados na mesma condição.


Reenquadramento


O texto do Plano Safra pontua um reenquadramento dos produtores rurais de acordo com a taxa de renda bruta. O CMN, na ocasião, aumentou os tetos de receita bruta para produtores da agricultura empresarial. “Aqueles produtores que apresentam um faturamento bruto anual entre R$ 360 mil e R$ 1,760 milhão serão enquadrados como de médio porte”, conta Jacobsen. Antes, só eram enquadrados como produtores de médio porte aqueles com faturamento até R$ 360 mil. As alterações ocorreram também nas faixas dos grandes produtores. Anteriormente, eram considerados grandes produtores apenas aqueles que faturassem acima de R$1,6 milhão. Já o novo texto, prevê que aqueles com faturamento acima de R$ 1,760 milhão, possam ser considerados como de grande porte.


Jacobsen finaliza dizendo que, após esse anúncio, as perspectivas são positivas para a Safra. “Os indícios são bons, as solicitações que levemos ao Ministério foram quase todas atendidas e apesar do momento que requer atenção para todos, se tudo correr bem a próxima Safra irá trazer ótimos números”, comenta o presidente.

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Agronegócio discute políticas de preço mínimo

22 de Junho de 2016

Nesta segunda-feira (20), a Abrapa e representantes das associações: Aprosoja, Abramilho, Instituto Riograndense dos produtores de Arroz, Federação dos Produtores de arroz, Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e o Deputado Federal Luis Carlos Heinze, se reuniram com Secretário de Politica Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Neri Geller. A pauta da reunião foi a necessidade de se atualizarem os preços mínimos do algodão, arroz, milho e soja.


Na ocasião, as entidades apresentaram ao Secretário as planilhas de custo de produção de suas cadeias produtivas e que foram submetidas a comparações de técnicos do Ministério com os estudos de custo de produção elaborados pela Conab.  Esta análise revelou que, no caso do algodão, há uma divergência no custo de produção apresentado pela Conab e o custo apresentado pela Abrapa e pela CNA. Os estudos da Abrapa e da CNA são muito semelhantes, apontando um custo de produção médio de R$ 7.200,00/hectare o que levaria a um preço mínimo de R$ 65,00/hectare. Esses valores foram calculados levando-se em conta a renda obtida com o caroço e a pluma. Já no caso do arroz, milho e da soja, os custos apresentados pela Conab e pelas entidades estão bastante parecidos. Dessa foram, o reajuste dos preços mínimos dessas culturas pode ser correspondente às expectativas dos agricultores.


O estudo apresentado pela Conab indica um reajuste do preço mínimo do algodão dos atuais R$ 54,90/arroba para R$ 60,00/arroba. Esta alteração se mostraria insuficiente para cobrir o custo de produção e não corresponderia ao previsto na lei que estabeleceu a Política de Garantia de Preços Mínimos (Lei 79/1966).


Compromisso


O Secretário Neri Geller se comprometeu em verificar com a Conab a diferença no custo de produção em relação aos custos apresentados pela a Abrapa e pela CNA e defender o reajuste do preço mínimo para o algodão, levando-se em conta a inflação do período. Este reajuste, de acordo com Geller, será correspondente a algo em torno de 18%. Este valor corresponderia à inflação acumulada de 2014 quando o preço mínimo do algodão foi reajustado pela última vez. O próximo reajuste no preço mínimo da commoditie está previsto para entrar em vigor em 2017.

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Números para a safra de algodão

10 de Junho de 2016

​A safra agrícola brasileira de algodão neste ano poderá ser 9,7% menor quando comparada a de 2014/15, com uma produção total de 3,53 milhões de toneladas de algodão em caroço e 1,41 milhões de toneladas de algodão em pluma, informou nesta quinta-feira (09) a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números fazem parte do 9º Levantamento da Safra Brasileira de Grãos. O estado que mais influenciou a queda dos números de produção foi a Bahia, vice-líder em área plantada de algodão no Brasil, que pelo terceiro ano consecutivo sofre com longos períodos de estiagem. Analisando todos os estados produtores de algodão do Brasil, apenas Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo alcançaram indicadores acima dos obtidos na safra 2014/15. O monitoramento agrícola publicado pela instituição ainda aponta que a área a ser colhida (958,5 mil hectares) recuou 1,8% em comparação à safra anterior.



No cenário internacional desta cultura agrícola, o último relatório do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) traz uma avaliação que demonstra que os cinco maiores produtores mundiais (Índia, China, USA, Paquistão e Brasil, consequentemente) reduzirão a produção de algodão neste ano, fato explicado pelo grande volume de estoque mundial que se manteve em crescimento até a safra 2014/15. No Brasil, mesmo com a diminuição do total produzido em relação à última safra, a previsão para o abastecimento da indústria nacional e cumprimento dos contratos internacionais para 2016 é positiva, mantendo-se ainda um estoque de passagem na ordem de 290,1 mil toneladas de pluma. De acordo com o relatório da Conab, a oferta do produto para 2016 poderá atingir cerca de 1.411,1 mil toneladas, e a demanda aproximadamente 1.490 mil toneladas.

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Abrapa é destaque no Bahia Farm Show

30 de Maio de 2016

Durante 4 dias (24 a 28 de maio), o município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia recebeu o 12º Bahia Farm Show. A feira, realizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), pelo Instituto Aiba e pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), contou com importantes nomes do agronegócio no Brasil, desde produtores, autoridades políticas à representantes de instituições financeiras. O evento é considerado a maior feira de tecnologia e negócios agrícolas do Norte-Nordeste do Brasil, e hoje não representa apenas a Bahia, mas todo o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).


O presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, participou da abertura dos trabalhos do evento junto com o presidente da feira e da Aiba, Júlio Cézar Busato, e foi  um dos homenageados na ocasião por seu trabalho à frente dos projetos que defendem o agronegócio do Oeste da Bahia e do Brasil. “Este momento é o reconhecimento de todo o esforço que fizemos, viajando pelo mundo e transformando a imagem do algodão brasileiro, disse Jacobsen destacando ainda a ação bem-sucedida contra os subsídios do governo dos Estados Unidos para o algodão americano. Em um discurso emocionado, Jacobsen  agradeceu à família e às pessoas que colaboraram nesta etapa e destacou também as iniciativas de sua gestão, como o Centro de Referência de Classificação de Algodão – CRCA-  que está sendo construído em Brasília.


Os quatro dias de evento foram recheados de palestras e workshops sobre a produção agrícola no estado, com a presença de stands das principais empresas que participam do mercado expondo novas tecnologias e discussões sobre infraestrutura, logística, irrigação e biotecnologia. Em um dos momentos mais importantes do evento, o Fórum “Matopiba: potencialidades e desafios” abriu a programação técnica da Bahia Farm Show 2016. O encontro, transmitido ao vivo pelo Canal Rural e apresentado pelo jornalista Márcio Fernandes, trouxe especialistas explicando as características produtivas da região e falando sobre as principais dificuldades para a expansão da produção regional. “O avanço da tecnologia traz um momento de transição para a produção algodoeira no estado, vistos os investimentos em biotecnologia a outras ações. A biotecnologia de forma isolada, apesar de resolver muitos problemas da lavoura, não elimina algumas pragas secundárias.”, pontuou o presidente da Abrapa sobre o assunto. O presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Celestino Zanella, que também participou do Fórum, comentou sobre as iniciativas na região. “ Temos firmado parcerias com as prefeituras e analisado as fibras que são produzidas no Matopiba. Entre as ações com os pequenos produtores da região estão a entrega de kits de irrigação e a melhoria das estradas locais. Tudo sendo pensado para melhorar a qualidade da fibra e reduzir os custos”, relata Zanella sobre o tema.


Ministro na feira


O novo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, também um dos fundadores da Abrapa na década de 90, visitou a Bahia Farm Show no terceiro dia de evento. A convite de Busato, ouviu as principais demandas dos produtores da região e demonstrou otimismo sobre o futuro da agricultura nacional. “O Ministério está de portas abertas para ouvirmos e resolvermos as demandas dos produtores. O MAPA deve e será a casa de todo e qualquer produtor”, destacou o Ministro em discurso. João Carlos Jacobsen estava presente na plateia e também em discurso comentou as novas iniciativas de Maggi à frente da pasta. “Sabemos de toda a dedicação do Sr. Blairo e deixamos à disposição toda a infraestrutura da Abrapa e todo apoio que pudermos dar para ajudarmos a pasta a chegar em águas calmas no final do mandato”, destacou o presidente.


Números do evento


O evento contabilizou um total de 60 mil pessoas que visitaram as atividades da feira durante a semana. Números iniciais revelam que houve uma movimentação de R$ 1,014 bilhão em negócios fechados durante o Bahia Farm Show, além de ter gerado 900 empregos diretos e 1900 indiretos. Foram 25 eventos técnicos, entre palestras, fóruns, workshops e debates que mostraram e discutiram todo o agronegócio na região. “O evento foi um sucesso, a troca de experiências com grandes entidades e atores da agricultura brasileira foi rica e esperamos frutos cada vez mais prósperos das colaborações aqui firmadas. A cotonicultura do nordeste e brasileira só têm de agradecer a este evento.”, finaliza Jacobsen sobre a feira.

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Painel da Abrapa abre Clube da Fibra em Recife

23 de Maio de 2016


​Na última quarta-feira (18), ocorreu a abertura oficial do 21º Clube da Fibra em Recife. O início dos trabalhos aconteceu com um painel apresentado pela Abrapa, com a participação do presidente da entidade João Carlos Jacobsen e outras lideranças do setor. Jacobsen iniciou sua fala com agradecimentos à FMC Agrícola pela realização do encontro e ressaltou a delicadeza do momento que a agricultura passa, enfatizando o aprendizado com as crises. “Precisamos nos mobilizar junto aos políticos que nos representam para buscarmos soluções para o endividamento dos produtores, a quebra da safra e a necessidade de continuar produzindo.”, comenta Jacobsen.


O painel de abertura do evento que abordou temas como o cenário político, as perspectivas econômicas do Brasil, gestão de risco e o agronegócio sob a ótica do setor financeiro, seguiu por trazer apresentações do vice-presidente da Abrapa, Sr. Arlindo Moura. O executivo enfatizou em sua exposição as novas políticas do Plano Safra 2016/2017. Arlindo destaca que o aumento do valor disponibilizado pelo governo não tem sido efetivo, visto que recentemente só vem acontecendo uma reposição da inflação. “É difícil para um produtor acessar esses recursos e ele também sofre com os baixos limites individuais disponibilizados por cada CPF, que cada vez mais tem se mostrado insuficientes para os cotonicultores bancarem suas produções”, pontua ele.


Arlindo destacou, no entanto que o plano trouxe uma boa notícia para os produtores. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA’s) poderão agora ser emitidos em dólar, ajudando na captação de recursos externos. “Não sabemos como o mercado externo irá se comportar diante desta ferramenta, mas já é uma ótima oportunidade para facilitar a vida dos produtores”, enfatiza o vice-presidente. “O momento é de repensar os gastos em máquinas e novas tecnologias e buscarmos a sobrevivência da cadeia”, finalizou o executivo, enaltecendo que o grande desafio dos produtores agora é melhorar a gestão de seu negócio e avaliar com muito critério os novos investimentos.


Desafios e cenários


Após a apresentação do Sr. Arlindo, os representantes das estaduais assumiram a palavra e mostraram um cenário da atual safra, abordando questões como a rentabilidade e expectativas com o futuro do algodão no país. ABAPA, AMPA e AGOPA representadas por Celestino Zanella, Gustavo Picolli e Carlos Alberto Moresco respectivamente foram os responsáveis por enfatizar os grandes desafios enfrentados pelo algodão hoje não se esquecendo de lembrar a força da commoditie para o equilíbrio da economia brasileira e mundial. Algo comum entre os representantes das estaduais foi a ênfase nos altos custos de produção x mercado de algodão interno e externo. Eles contam que as perspectivas estão baixas, e o setor ainda teve que enfrentar dificuldades em decorrência das condições climáticas que tem resultado em perdas de produção e qualidade em todas as regiões produtoras.


Contratos de Opção


Por fim o painel da Abrapa no 21º Clube da Fibra trouxe Sávio Pereira, assessor do Ministério da Agricultura. Sávio foi responsável por apresentar o programa “Contratos de Opção”, proposto pela Abrapa há mais de quatro anos e está sendo estudado atualmente pela Secretaria de Política Agrícola do MAPA. O programa ainda não foi implantado, mas o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, destaca os benefícios que o programa pode trazer para o produtor agrícola brasileiro. “Este programa será um excelente artificio de apoio aos produtores em condições adversas de mercado e pode auxiliar não só aos cotonicultores, mas a todo o agronegócio. É um modelo já adotado pelo governo mexicano, por exemplo”, aponta Portocarrero. O Programa de Opções Agrícolas prevê a possibilidade de os produtores brasileiros adquirirem contratos futuros de opções em bolsas internacionais, como a de Chicago e Nova Iorque, com subvenção do Governo Federal. No México os produtores de algodão, milho, arroz, trigo, sorgo, soja, café, suco de laranja, gado e porco são atendidos pelo programa.

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Algodão: sustentabilidade e rentabilidade

19 de Maio de 2016

As estimativas para a produção global de algodão podem ser animadoras ou preocupantes, dependendo do viés usado na análise. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) estimou a produção brasileira na safra 2015/2016 em 6,50 milhões de fardos, mas esse número pode cair 1,54% na safra seguinte, de acordo com o órgão americano.




Para reverter esse cenário e incentivar o uso da fibra de algodão, a cadeia produtiva tem analisado os desafios que envolvem todos os elos: indústria, agricultores, traders, setor têxtil e consumidores A Bayer, como empresa líder no setor de sementes de algodão, convidou para o debate nomes de peso da cotonicultura brasileira, incluindo Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), Anea (Associação Nacional dos Exportadores de Algodão), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil) e BBM (Bolsa Brasileira de Mercadorias).




A pauta deste encontro, que ocorreu no último dia 11 de maio de 2016, é composta por itens importantes, incluindo rentabilidade do produtor, qualidade da fibra e desafios na exportação. “Para cada gargalo, nós buscamos uma solução e isso só é possível se pensarmos juntos, envolvendo todos os elos da cadeia produtiva”, adianta Fernando Prudente, diretor de Marketing de Algodão e Culturas Extensivas da Bayer.




Da lista de desafios do setor, foram debatidos alguns pilares como variedades e manejo da lavoura. Foram apresentados também,​ dados científicos sobre as variedades disponíveis no mercado e informações que podem ajudar o agricultor a produzir mais e melhor. Ainda no encontro, para falar de plantio e colheita, as empresas John Deere, Lummus e Busa representaram o setor de máquinas e implementos. Foram apresentados caminhos para aumentar a produtividade a partir de inovações tecnológicas, especialmente na hora da colheita do algodão.




Programa Standard Brasil HVI – Das prioridades do setor, está o desafio de padronizar e centralizar os resultados de HVI (High Volume Instrument). Na visão do presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen, uma das próximas grandes viradas de chave para a cotonicultura ocorrerá com a criação do Laboratório Central de Referência (LCR) e a implementação do software de gestão do programa Standard Brasil HVI. Localizado próximo a Brasília (DF), o laboratório deverá estar pronto em setembro para começar a funcionar oficialmente na safra 2016/2017. Ali serão conferidas as análises de até 2% dos testes de HVIs feitos por outros laboratórios brasileiros, o que deve aumentar o controle da qualidade da fibra. “Os dados gerais da qualidade serão oferecidos pela Abrapa, mas o produtor receberá uma análise completa individual sobre seus lotes”, explica Jacobsen. O projeto deverá reduzir gargalos que ainda existem na hora de analisar a qualidade da fibra.




Para concluir o encontro, a SLC Agrícola apresentou resultados obtidos a partir de técnicas de manejo em formação de lotes. A empresa é a maior produtora de algodão do País, com lavouras no Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Maranhão e Bahia.

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Presidentes da Abrapa e Abrapa visitam turma do Curso Técnico em Agropecuária

19 de Maio de 2016

Com o intuito de valorizar a busca pela qualificação profissional no meio rural, no último dia 14 (sábado), o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Câmara Setorial do Algodão, João Carlos Jacobsen, e o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, Celestino Zanella, visitaram a primeira turma do Curso Técnico em Agropecuária, no Centro de Treinamento Parceiros da Tecnologia, em Luís Eduardo Magalhães.


Na parte da manhã, João Carlos Jacobsen falou para os alunos da importância da qualificação profissional. “Esse conhecimento adquirido aqui é muito importante, as entidades parceiras desse programa estão engajadas e prontas para passá-lo a vocês, mas chamo a atenção para um fator importante e primordial, que muitas vezes falta na mão de obra disponível atualmente, que é o comprometimento. Essa é uma busca pessoal, cada aluno precisa dessa responsabilidade. No campo, na agricultura, o profissional comprometido, cresce. Temos espaço para ele, porque ele agrega valor à propriedade. Muitos passam pela agricultura, mas não conseguem inovar, trazer algo novo, buscar soluções. O setor é desafiador, temos demanda de mão de obra, e esperamos contar com vocês”, encorajou João Carlos, os parabenizando pela escolha do curso. Ao final, Jacobsen presenteou cada aluno com mochilas e pendrives que contém os anais dos trabalhos apresentados durante o 10º Congresso Brasileiro do Algodão .


Na parte da tarde, foi a vez de Celestino Zanella, que também encorajou os alunos a respeito da busca do conhecimento. “Temos um mercado esperando por vocês. Essa primeira turma será sempre espelho para as próximas que virão. Então, pedimos que deem o melhor de vocês e não se cansem pela buscar conhecimento. Temos, na parceria desse curso, entidades preparadas para apresentarem a vocês, o conhecimento necessário para que façam a diferença no mercado de trabalho. Aproveitem a oportunidade”, disse Zanella.


O Curso Técnico em Agropecuária, iniciou em 2015, através da parceria entre Abapa, Prefeitura Municipal de Luís Eduardo Magalhães, Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Agrosul -  John Deere, sendo voltado para a formação de profissionais que atuam nas atividades agrícolas e zootécnicas. O curso é gratuito, com duração de dois anos, e funciona na modalidade de Ensino à Distância (EaD).

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MS finaliza etapa de certificações ABR

09 de Maio de 2016

Na última semana, Mato Grosso do Sul se destacou no cenário produtivo do algodão no Brasil. O estado, representado pela AMPASUL (Associação Sul Mato-Grossense dos Produtores de Algodão), foi o primeiro a concluir a certificação do Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) nesta safra. O programa ABR é uma iniciativa da Abrapa e de suas associadas estaduais, que consiste em protocolos de verificação e certificação dentro dos pilares econômico, social e ambiental na produção do algodão brasileiro.


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Vejao que é necessário e como participar do programa Algodão Brasileiro Responsável(ABR).





Confira aqui como andam as certificações das fazendas nos outros estados.

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Plano Safra é apresentado e atende às demandas da cotonicultura brasileira

05 de Maio de 2016

Nesta quarta-feira (4), a Abrapa acompanhou a cerimônia de lançamento do Plano Safra para o biênio 2016/2017 no Palácio do Planalto. O documento prevê um valor total de R$ 202,88 bilhões em recursos de crédito aos produtores rurais brasileiros, aumento de 8% em relação à safra anterior (R$ 187,7 bilhões). Desse valor, R$ 168,83 bilhões serão para o custeio das safras (aumento linear de 10% referente ao plano anterior), dos quais R$ 115,8 bilhões a juros controlados, passando a ser de 9,5% ao ano. As medidas, que entram em vigor no dia primeiro de julho e se estendem até 30 de junho de 2017, estão de acordo com as expectativas e objetivos dos produtores de algodão.


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O presidente da associação, João Carlos Jacobsen, o vice-presidente Arlindo Moura e o diretor executivo, Márcio Portocarrero representaram os cotonicultores e se mostraram satisfeitos com a inclusão da principal demanda da Abrapa e dos produtores. “A mais importante delas, a facilitação da entrada de recursos estrangeiros, trará vários benefícios para o produtor e para toda a cadeia”, avalia João Carlos Jacobsen a respeito da emissão e correção dos Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) em moeda estrangeira.


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O CRA é um título de crédito representativo de promessa de pagamento em dinheiro emitido com base em lastro de recebíveis originados de negócios entre produtores rurais, ou suas cooperativas, e terceiros. Atualmente eles já existem, mas sua garantia só pode ser dada em moeda local. “O produtor de algodão terá agora um volume maior de recursos disponíveis e a entrada de investimentos internacionais com custo mais baratos. Isso será muito positivo para a cotonicultura brasileira”, comenta o presidente.


Diante desse esforço acerca dos CRA’s, o governo enviará um projeto de lei ao Congresso Nacional para viabilizar esses recursos extras para a agricultura. "A LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) e o CRA são instrumentos que estamos trabalhando para angariar recursos extras para a agricultura, além do crédito oficial. São instrumentos de financiamento a mais", disse a ministra da Agricultura, Kátia Abreu que, assim como presidente Dilma Rousseff, cumprimentou o Sr. Jacobsen e Abrapa em seus agradecimentos.


Benefícios para o produtor


A estimativa do Governo Federal é de um aumento de recursos para o próximo Plano Safra de 12 bilhões de reais este ano e de 40 bilhões a 60 bilhões de reais em 2017. Hoje a produção nacional de algodão gira em torno de 1,5 milhões de toneladas, o que gera por volta de 5 a 6 bilhões de reais de resultado. O presidente, João Carlos Jacobsen, ressalta que o volume de recursos destinados do Plano Safra ajuda a definir a área plantada, que a seu ver deve aumentar neste ano. “Apesar de dependermos em grande parte dos preços internacionais que são estabelecidos pela bolsa de Nova Iorque, em dólar, os recursos do Plano Safra refletem diretamente na área plantada pelo produtor. Além do aumento de 20% dos custeios para juros controlados, poderemos ser beneficiados também pelo aumento da demanda de valor por CPF, uma demanda da Abrapa, que foi parcialmente contemplada neste plano”, pondera o presidente.  Sr. Jacobsen destaca que o documento para o próximo biênio apresenta um aumento de limite de crédito em 10% para cada produtor, permitindo R$1,32 milhão por CPF de produtor.

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Como pedir seu selo de sustentabilidade ABR

11 de Abril de 2016

Nesta semana, os produtores que já possuem números de certificação do Algodão Brasileiro Responsável (ABR) poderão solicitar os selos de conformidade ao programa de sustentabilidade, para a safra 2015/2016, no sistema SAI (Sistema Abrapa de Identificação). Para as unidades certificadas em safras anteriores, os pedidos devem ser feitos pelo sistema online, na aba de pedidos de selos ABR, por meio de usuário e senha individuais para cada unidade produtiva.  As novas unidades receberão o cadastro das respectivas associações estaduais, seguindo o processo de sete passos. “O produtor deve entrar em contato com as gráficas selecionadas antes de iniciar o processo de pedido de selos no sistema SAI, para acertar os detalhes comerciais, logística de entrega e para que não haja problemas com a impressão”, alerta o presidente da Abrapa, João Carlos Jacobsen Rodrigues.


Os três estabelecimentos credenciados para as impressões dos selos ABR para as safras 2015/16 e 2016/17:

GRÁFICA APLIC - Goiânia - GO
Contato: Daniela Vilaça ou Marco Antonio
Telefone: (62) 3282-3949
Whatssapp: (62) 8458-1122
E-mail: daniela@aplicetiquetas.com.br / marcovendas@aplicetiquetas.com.br

GRÁFICA FLEXOPRINT - Marialva - PR
Contato: Thiago Sakata
Telefone: (44) 3232-8115
Whatsapp: (44) 9846-0819
E-mail: sakata@flexoprint.com.br

GRÁFICA SCAN BRASIL - Guarulhos - SP
Contatos: Ana Paula ou Gabriela Modesto
Telefone: (11) 2423-7500 – ramal: 255 / 240
Whatsapp: (11) 98404-8803 / (11) 99321-0397
E-mail: paula.oliveira@scanbrasil.com.br

Certificação


A certificação do programa ABR consiste em três momentos. O primeiro passo consiste em adesão por parte do produtor ao programa a convite da associação estadual através do sistema ABR. Neste momento, o produtor tem a livre opção de participar do licenciamento BCI. Em seguida, as equipes de sustentabilidade da associação realizarão uma visita técnica de verificação e diagnóstico da unidade produtiva. Nesta primeira avaliação as equipes observam concordância mínima com os critérios da lista de Verificação para Diagnóstico da Propriedade – VDP. “Esta primeira visita é realizada com o intuito de evidenciar o nível de conformidade, eventuais problemas encontrados nas fazendas ou questões que não estejam de acordo com o protocolo do ABR. Funciona como um simulado da certificação”, explica Jacobsen. Se a conformidade não for suficiente, é elaborado um Plano de Correção das Não Conformidades – PCNC, a ser implementado em prazo útil para que a unidade produtiva esteja preparada para receber a visita oficial de certificação.


Na terceira etapa, é realizada a verificação e evidenciação das conformidades em 179 itens dentro dos oito critérios do programa ABR por parte das empresas terceirizadas. Para esta safra, 2015/2016, foram contratadas 3 grandes certificadoras com reputação no mercado e acreditação internacional, para a terceira e última fase do processo, são elas:​


Para MT/MS/MA: ABNT Certificadora


Para MG/PI/BA: SGS certificação


Para GO: Genesis Group


 

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