Peru e Colômbia espelham-se no Brasil para implantar certificação de sustentabilidade na cotonicultura
01 de Março de 2018
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23 de Fevereiro de 2018
A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e a Embrapa – Através do Brazil Initiative, da Elliott School of International Affairs – realizaram, nesta quarta-feira (21), na sede da Elliott School of Intenational Affairs, da George Washington University, em Wahington DC, o simpósio Harvesting Innovation, uma iniciativa brasileira voltada à promoção da agricultura nacional no mercado externo. Representando a Abrapa, o conselheiro consultivo e ex-presidente da entidade, Haroldo da Cunha.
O Harvesting Innovation enfatizou a moderna agricultura brasileira e as inovações que, aliadas à profissionalização do produtor rural nacional, têm permitido significativos aumentos de produtividade nas lavouras e a sustentabilidade ambiental. O evento aconteceu um dia antes de um dos mais importantes encontros do setor nos EUA, o Agricultural Outlook Forum (AOF), realizado na cidade de Arlington, na Virgínia. A estratégia dos realizadores, que também participaram do AOF, foi aproveitar a ocasião e a proximidade geográfica para impulsionar a presença do público, formado, principalmente, por produtores, industriais, agentes governamentais, professores, estudantes, ONGs internacionais e imprensa.
"O Brasil é hoje um dos grandes provedores de alimentos e fibras do mundo e não existe como falar de segurança alimentar sem colocá-lo no centro da pauta. Chegou a esse patamar por sua excelente aptidão agrícola e pela intensiva incorporação de tecnologia na produção. E, não obstante esse desempenho, ainda preserva mais de 60% da sua cobertura vegetal, um feito que precisa ser ressaltado", afirma o presidente da Abrapa, Arlindo Moura.
Para Haroldo da Cunha, que foi palestrante no painel Ciência na prática – experiências do campo, mais que qualquer outro setor, "a agricultura brasileira é o esteio da economia nacional".
Além de Abrapa e Embrapa, também apoiaram o evento o Institute for International Economic Policy/Elliott School of International Affairs, a Biotechnology of Innovation Organization (BIO), a Bayer, o Centro de Expertise em Agricultura Tropical (Ceat) e o International Food Policy Research Institute (IFPRI).
Agricultural Outlook Forum (AOF)
O representante da Abrapa, Haroldo da Cunha, e o consultor da Associação nos Estados Unidos, Mark Langevin, também participam, nos dias 22 e 23 de fevereiro, do Agricultural Outlook Forum, que, este ano, traz como subtítulo The roots of prosperity (As raízes da prosperidade). O evento é promovido pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, e tem programação voltada para as diversas culturas agrícolas. Nesta edição, as novas tecnologias têm importante espaço na pauta. Mas tendências de mercado, política, segurança, dentre outros, também figuram na agenda. Painel Cotton Outlook será realizado dentro da grade, na manhã do dia 23. A Abrapa também esteve presente ao AOF em 2017.
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22 de Fevereiro de 2018
A necessidade de manutenção do "Convênio 100" e a consolidação de novas rotas marítimas para a Ásia ocuparam grande parte das discussões na primeira reunião de 2018, da Câmara Setorial de Insumos Agropecuários (CTIA), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), realizada essa semana na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília. O Convênio 100, renovado em 2017, até o dia 30 de abril de 2019, quando foi convertido em Convênio 133, concede redução de 60% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) aos insumos agropecuários, que, a depender do estado, varia de 7% a 12%. Diante da pressão por incremento de arrecadação pelos estados, o benefício ao setor rural pode estar em vias de ser extinto.
De acordo com o presidente da CTIA, o vice-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Júlio Cézar Busato, no que tange à isenção do ICMS sobre os insumos agrícolas, a Câmara irá participar, no dia 28 próximo, uma reunião com o secretário-executivo do Mapa, Eumar Novacki, para tratar do tema, cobrando do Ministério um posicionamento acerca de uma questão que, na visão setor produtivo, pode pôr em risco a competitividade do agro brasileiro, com sérias repercussões para a economia nacional.
"A agricultura não suporta pagar IPI e Cofins nos insumos usados para a produção e, muito menos, ICMS para produtos agrícolas para exportação", afirma Busato.
Do Nordeste para a Ásia
Possibilidades muito amplas de manutenção de rotas permanentes para a Ásia, pelos portos do Norte e Nordeste animaram os membros da CTIA. As chances de o Brasil ganhar alternativas para os embarques de algodão pelos portos nordestinos tonaram-se mais robustas com o êxito nas exportações experimentais realizadas na última safra (2016/2017), pelo Porto de Salvador. "Estive conversando com as tradings envolvidas nessas exportações e eles se disseram muito contentes com o resultado, para o qual o Ministério da Agricultura, através do seu superintendente na Bahia, Osanah Rodrigues Setúval, fez um excelente trabalho, agilizando os processos", lembra o vice-presidente da Abrapa, Júlio Cézar Busato, afirmando que diálogos têm sido intensificados com os armadores, e que a Mediterranean Shipping Company (MSC) já assegurou que irá manter a rota para a Turquia, Bangladesh e Paquistão, que representam o destino de quase 50% do que o Brasil exporta. "Isso já no próximo ano, o que nos dá uma boa expectativa. Além disso, o porto de Pecém, no Ceará, está criando uma nova rota para a China e Indonésia, e nós, da Câmara, iremos trabalhar para tornar essa possibilidade uma realidade", concluiu Busato, que também é presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).
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16 de Fevereiro de 2018
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21 de Dezembro de 2017
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10 de Dezembro de 2017
Coletiva em São Paulo
A Abrapa reuniu, em São Paulo, alguns dos mais importantes jornalistas setorializados em agro e economia, na segunda-feira, 04 de dezembro. Entre os veículos presentes, Folha de São Paulo, Valor Econômico, Agência Estado, DCI, Revista Globo Rural, Canal Rural, TV Terra Viva/Band, Revista Dinheiro Rural, Revista Plant Project, Bloomberg, dentre outros. Na ocasião, o presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, e o professor Marcos Fava Neves (USP/Markestrat) apresentaram alguns dos principais resultados do estudo A Cadeia do Algodão Brasileiro Safra 2016/2017 - Desafios e Estratégias, assim como um balanço do ano que passou e as novas conquistas do movimento Sou de Algodão, com o engajamento da Lojas Renner S.A.. O estudo foi lançado em forma de livro, na quarta-feira, dia 6, durante o Jantar de Confraternização da Abrapa, em Brasília.
O Conselho de Administração da Abrapa reuniu-se, na sede da entidade, em Brasília, na tarde da terça-feira (6).
Representada pelo seu diretor executivo, Marcio Portocarrero, a Abrapa participou com Andef, Sindiveg e Aprosoja Brasil de reunião da Comissão de Defesa Agropecuária Vegetal - projeto de Lei dos Defensivos Agrícolas.
24 de Abril de 2026
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06 de Dezembro de 2017
Tradicionalmente marcado pelas pautas políticas, balanços e reinvindicações do setor, o jantar de confraternização da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizado na noite da quarta-feira (06), em Brasília, elegeu a sustentabilidade da cadeia de valor da fibra como tema central. Os esforços empreendidos pelos cotonicultores, através do programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR), fizeram do Brasil o maior fornecedor de algodão sustentável do mundo, origem de 30% do produto chancelado pela Better Cotton Iniciative (BCI), organização suíça de referência no licenciamento de algodão em conformidade com os princípios sustentáveis, que, no Brasil, atua em bechmarking com a Abrapa.
Durante o jantar – que reuniu mais de 350 pessoas de todos os segmentos do setor, além de políticos e diplomatas – a Abrapa e a Lojas Renner S.A. oficializaram a já anunciada parceria no movimento Sou de Algodão, iniciativa da entidade com ênfase na conscientização do consumidor final para os atributos positivos da matéria-prima e seu modo de produção, fundamentado nas boas práticas ambientais, sociais e econômicas. Na ocasião, a associação também lançou o livro A cadeia do Algodão Brasileiro: Safra 2016/2017 – desafios e estratégias, com o estudo elaborado pela Markestrat, coordenado pelo professor da FEA/USP, Marcos Fava Neves.
Dentre as autoridades presentes ao evento, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, que destacou a desburocratização do Mapa nas suas prioridades, com medidas para simplificar os trâmites de registros de defensivos agrícolas, uma reivindicação do setor, já que a demora ao acesso a novas moléculas faz com que pragas e doenças se tornem resistentes aos produtos disponíveis no mercado e torna vulnerável o agronegócio nacional e a sua sustentabilidade. "Criamos uma 'fila preferencial' de análise de registro, com prioridades eleitas pelos produtores rurais. Mas entendemos que uma nova lei de defensivos e uma nova normativa são necessárias. Estamos tentando fazer uma mudança no decreto para, minimamente, dar mais tranquilidade aos agricultores e aos envolvidos no processo", afirmou o ministro.
Maggi entregou ao presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, uma medalha de mérito outorgada à entidade, em homenagem aos relevantes serviços prestados à defesa agropecuária do Brasil. A comenda é alusiva aos 40 anos de existência da Secretaria de Defesa Agropecuária. De acordo com Maggi, a honraria enaltece as instituições que "muito colaboraram para a estruturação do cenário sanitário e fitossanitário do Brasil, viabilizando a produção agropecuária e as exportações para mais de 150 países".
Ao discurso do ministro, também se alinhou a fala do presidente da Frente Parlamentar da Agricultura (FPA), o deputado Nilson Leitão, que parabenizou o Mapa pelas mudanças implantada em prol da desburocratização e inovação dos seus processos. Segundo Leitão, o Estado tem de entender que o produtor, que faz bem o seu trabalho "da porteira para dentro", precisa ter estrutura "da porteira para fora". "E isso não significa apenas investimentos em logística, como estradas e portos, mas uma política de relações de respeito pelo mundo afora, que já estamos conquistando", disse.
A Abrapa, associação que abarca 99% dos produtores de algodão do país, e a Lojas Renner S.A., maior varejista de moda do Brasil, formalizaram no jantar a já anunciada parceria no movimento Sou de Algodão. A companhia foi representada pelo seu diretor de Compras, Fabio Faccio, que participou da cerimônia em nome do diretor presidente, José Galló.
"É com muita felicidade que a Lojas Renner sela esta parceria. Nos identificamos de imediato com a causa do movimento e abraçamos a proposta de incentivar o uso do algodão sustentável entre os nossos clientes", disse Faccio.
Ele destacou que a Renner tem uma cultura corporativa norteada pelo encantamento, buscando não apenas satisfazer, mas superar a expectativa dos consumidores. "Isso passa por contribuir para a construção de uma cadeia têxtil responsável e sustentável. Esse compromisso que firmamos integra um conjunto de iniciativas da Lojas Renner nesse sentido ", enfatizou.
O executivo disse que em 2017 a Lojas Renner empreendeu diversas ações voltadas à sustentabilidade, muitas delas envolvendo o algodão. "Essas ações começam junto aos nossos fornecedores e os resultados chegam às nossas lojas espalhadas pelo Brasil. Admiramos e valorizamos o trabalho contínuo realizado pela Abrapa e esperamos que a parceria com o Sou de Algodão nos permita continuar promovendo de forma consistente essa matéria-prima tão significativa para o nosso país e para o varejo têxtil, para que possamos, juntos, avançar ainda mais em uma moda consciente e responsável", concluiu Faccio.
"Quando decidimos colocar a sustentabilidade como balizadora de todas as nossas ações, tínhamos em mente que aquele seria um caminho que não permitiria retrocesso. Ele implica uma série de transformações, a começar pelo nosso modo de pensar, e também de agir, já que requer mudanças, investimentos e quebra de paradigmas. Com a entrada da Lojas Renner, que muito nos alegra, atingimos um marco histórico no nosso movimento, e vamos trabalhar para que resulte em muitos outros", afirmou o presidente da Abrapa.
Em seu discurso, Arlindo Moura lembrou que o ano de 2017 foi de conquistas para o setor, com indícios de arrefecimento da crise econômica e sinalização de crescimento de consumo. Além disso, o período foi de clima favorável, preços estáveis e produtividade recorde.
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17 de Abril de 2026
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06 de Dezembro de 2017
O crescimento do consumo de produtos têxteis e confeccionados, da ordem de 4 a 5%, no mercado interno, ante a previsão de aumento de 12% na safra de algodão e 20% de incremento na área plantada no Brasil garantiram o tom de otimismo da última reunião de 2017 da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados (CSAD), realizada na quarta-feira (5/12), na sede do Instituto Pensar Agro (IPA), em Brasília. Em contrapartida, a ascensão das importações de produtos acabados – que foram em média 50% superiores este ano, chegando a bater em 70% em novembro, na comparação com 2016 – também preocupa os membros, sobretudo pelo alto índice de informalidade.
A câmara setorial do Ministério Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) reúne representantes dos produtores, indústria, exportadores, Governo e entidades de crédito para discutir o setor e buscar alternativas e soluções para seu desenvolvimento. Atualmente, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) preside o colegiado. Entre os membros, além das associações estaduais de produtores da fibra, a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções (Abrapa), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), Embrapa, dentre outras.
De acordo com o presidente da Abit, Fernando Pimentel, o consumo em alta aquece também a demanda pelo algodão, que segue sendo a principal fibra têxtil no Brasil. "É muito importante manter esse status, mas precisamos estar atentos ao crescimento da participação do poliéster e outras fibras, seja por questões de preço ou de desempenho, na indústria", disse Pimentel, acrescentando que, atualmente, tecidos como o denin estão ficando mais leves, com menos concentração da fibra na trama, e participação de outras matérias-primas na composição.
Aumento de safra não vai ser problema para as exportações
Os indicativos de arrefecimento da crise econômica, que, segundo a Abit, já refletem no aumento de consumo de têxteis e confecções, também deverá ser positivo para as exportações de algodão, de acordo com a Anea. Isso porque o fim da recessão ocasiona o aumento das importações e, consequentemente, a disponibilidade de contêineres e rotas de navegação no país. Este ano, menos contêineres em circulação e linhas reduzidas de navios provocaram atraso nos embarques de algodão, cujo principal destino são os países asiáticos. Questionado pelo presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, se o crescimento estimado de 20% na produção da fibra não irá afetar os embarques, o vice-presidente da Anea, Marco Antonio Aluisio, disse que o aumento será absorvido, como também o foi na safra 2016/17.
"Estamos preparados para suportar esse aumento de produção de cerca de 200 mil toneladas. De 2016 para 2017, já houve um crescimento de quase 150 mil toneladas. Esse é um problema que os traders têm de administrar, mas vale ressaltar que os atrasos não são um problema específico do algodão, e, sim, do Brasil de uma maneira geral", explica. Aluisio diz que as companhias de navegação estão se preparando para uma safra maior.
Segundo o terceiro levantamento da safra 2017/2018, o país deverá produzir 1,8 milhão de toneladas de pluma de algodão, em um milhão de hectares de lavouras, com produtividade média estimada em 1,6 mil quilos por hectare.
Embarques pelo N/NE
Uma das alternativas para reduzir a pressão sobre o Porto de Santos é exportar a produção da região do chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), pelos portos do Norte/Nordeste. A proposta tem sido defendida pela Abrapa, e, na reunião, o vice presidente da entidade, Júlio Cézar Busato, que está à frente da Câmara Temática de Insumos Agropecuários (CTIA), explicou que um estudo de viabilidade será elaborado, com a participação da CTIA, da Câmara Temática de Infraestrutura e logística (CTLOG) e da Câmara do Algodão. Busato afirmou que algumas experiências já vêm sendo conduzidas com sucesso na Bahia, via Porto de Salvador.
Mapeamento da cadeia produtiva
O professor Marcos Fava Neves, da Universidade de São Paulo (USP) e Markestrat, detalhou na reunião alguns dos resultados mais representativos do estudo A Cadeia Produtiva do Algodão – Safra 2016/2017, Desafios e Estratégias, lançado esta semana, durante o jantar de confraternização da entidade em Brasília.
Segundo Fava Neves, o PIB da cadeia produtiva foi de US$74 bilhões, composto principalmente pelas atividades pós-porteira". A movimentação financeira do setor alcançou US$135,5 bilhões, sendo US$1,3 bilhão no elo de insumos para a produção agrícola, US$3,2 bilhões nas fazendas, US$ 131 bilhões no "pós-porteira" e ainda US$48 milhões em empresas facilitadoras do funcionamento da cadeia, como corretoras e classificadores de pluma.
"Com o lançamento dessa terceira edição, a Abrapa dá mais um passo no sentido de se diferenciar dentre as organizações do agronegócio, disponibilizando conhecimento, cultura, dados, e, cada vez mais, buscando a sustentabilidade, a certificação da qualidade e da rastreabilidade do algodão brasileiro. São aspectos muito importantes de governança da associação para o Brasil ampliar sua participação no mercado internacional", disse Fava Neves.
24 de Abril de 2026
17 de Abril de 2026
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05 de Dezembro de 2017
A aprovação do projeto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 37/2007 na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ), de autoria do Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA) e relatoria do Senador Antonio Anastasia (PSDB/MG), que agora segue para votação em plenário, preocupa os produtores de algodão do Brasil, exigindo da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tornar público o seu repúdio.
Isentar do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) as exportações de produtos não industrializados não é uma benesse a um determinado setor, é um investimento que colocou o Brasil em uma posição estratégica no mercado mundial de commodities, e fortaleceu os estados agrícolas, com ganhos compartilhados direta e indiretamente, pelos municípios, estados e União.
Tributar as exportações de produtos agrícolas é condenar o produtor de commodities, como o algodão, a arcar sozinho com um custo que, ao contrário de outros setores da economia, não pode ser repassado para o cliente final, uma vez que não é ele quem define o preço dos seus produtos, mas o mercado.
Depois da Lei Kandir, os estados em que a agricultura é a principal atividade econômica cresceram muito mais do que a média nacional. E esse crescimento não se dá apenas no âmbito individual de um produtor ou uma empresa, mas em cadeia.
À montante e à jusante da fazenda, o agro incorpora tecnologias, gera empregos, melhorias educacionais, infraestruturais e contribui para o acesso da população a alimentos e fibras mais baratos.
No afã de arrecadar mais para compensar a falta de eficiência na gestão, ou mesmo o uso indevido dos recursos públicos, o Governo impõe mais impostos. O Funrural, tributo recentemente guindado à força à constitucionalidade, já representou um duro golpe para o agro. Taxar excessivamente o setor que, comprovadamente, tem sustentado a combalida economia brasileira, em lugar de buscar soluções para ressarcimento dos estados – que hoje não recebem os repasses integrais – está longe de ser uma decisão inteligente e vai condenar o país ao retrocesso. Acabar com a Lei Kandir será o tiro de misericórdia.

Arlindo de Azevedo Moura - Presidente da Abrapa
24 de Abril de 2026
17 de Abril de 2026
15 de Abril de 2026
04 de Dezembro de 2017
O presidente da Abrapa, Arlindo de Azevedo Moura, proferiu, na manhã da terça-feira (28), uma palestra na Federação da Agricultura do Estado do Ceará (Faesc), na qual apresentou um panorama do algodão brasileiro no contexto brasileiro e mundial. De lá, Moura e o diretor executivo da entidade, Marcio Portocarrero, seguiram para Palácio do Governo, onde se reuniram com o governador Camilo Santana, e, na sequência, participaram da solenidade de lançamento do programa Algodão do Estado do Ceará. À tarde visitam o parque fabril da Nufarm, localizado no município de Maranacaú, e, ainda, um encontro com empresários da indústria têxtil.
Funrural – semana decisiva
A semana foi de acontecimentos muito esperados e decisivos para o agronegócio. Dentre os tópicos, o Funrural. A medida provisória 793/2017, prevista para ter sido votada na semana anterior, foi postergada para a segunda-feira (27), véspera do prazo final antes do texto caducar, mas não foi, por falta de quórum. Havia apenas 198 deputados presentes, dos 257 que seriam necessários. (Leia mais...)
Mesmo sendo uma possibilidade remota, a votação ficou para a terça-feira, o que não aconteceu. Nesse dia, foi discutido no Congresso Nacional, e negociado com a oposição, um Projeto de Lei com base no relatório da Dep. Tereza Cristina, a ser votado na próxima semana, em regime de urgência. O Projeto de lei passará por dois turnos de votação em cada casa (Câmara e Senado). Para sua aprovação, são necessários votos favoráveis da maioria absoluta (Câmara – 257 deputados / Senado – 41 senadores.).
Funrural – Urgência aprovada para o PL
A urgência para o PL 9206/17, que substitui a MP 793/17, foi aprovada por 325 deputados, somente após a inclusão do benefício de renegociação de dívidas para pequenos produtores (agricultura familiar), junto aos bancos públicos. O PL terá como relatora no plenário a deputada federal Tereza Cristina, vice-presidente da FPA. Durante o período de expectativas, incertezas e reviravoltas, a Abrapa foi alertando os produtores por seus canais de comunicação, com esclarecimentos sobre cada cenário (aprovação ou não da MP), e o que deveria ser feito, caso o cotonicultor optasse por aderir ao PRR. (Leia mais...)
A medida que foi rejeitada no Congresso como MP continha avanços para minorar a situação de inadimplência do Funrural, que foram ampla e intensamente trabalhados pelo setor e constavam do relatório da deputada Tereza Cristina. Reduzia significativamente (40%) a contribuição do Funrural, beneficiando a todos os produtores, inclusive àqueles sem passivo; assim como diminuía a entrada de adesão ao parcelamento para 1%, ao invés dos 4% originais, e conferiu descontos de 100% em multas, encargos e honorários.
Anvisa altera RDC do Paraquate
Após reunião realizada na manhã da terça-feira (28/11), a Anvisa (Dicol) decidiu alterar dois tópicos da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) Nº 177, que trata do banimento do ingrediente ativo Paraquate nos agroquímicos no Brasil e sobre as medidas transitórias de mitigação de risco. (Leia mais...)
O uso do produto como dessecante, que estava proibido desde a publicação da resolução, no último dia 21 de setembro, será permitido pelos três anos que antecedem a proibição total da molécula, caso não se apresentem novas evidências científicas que excluam o potencial mutagênico do Paraquate em células germinativas e garantam a exposição negligenciável em todas as etapas de possível contato com o produto.
A outra mudança se deu no prazo estabelecido para que seja anexado o Termo de Conhecimento de Risco e Responsabilidade à receita agronômica obrigatória para a aquisição de derivados do Paraquate. Antes, ele era de 60 e foi alterado para 180 dias.
Na cotonicultura, o Paraquate é usado basicamente para a destruição das soqueiras e tigueras e também nos sistemas de plantio direto na palha, não sendo aplicado como dessecante antes da colheita.
Benzoato de Emamectina - Proclaim 50 liberado
Na quarta-feira (29), o Mapa, por meio do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), concedeu o registro definitivo para o produto Proclaim 50, a base do ingrediente ativo benzoato de emamectina, importante para o combate da praga Helicoverpa Armígera. Os produtores de estados em emergência fitossanitária para a helicoverpa (Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí e Bahia) têm até o dia 30 de julho de 2018 para usar o produto importado, excepcionalmente liberado pela Portaria 2.293/17 para essa circunstância. O Ministério se comprometeu a editar uma portaria ou Instrução Normativa sobre o manejo desses estoques do produto antigo.
Reunião na BBM
O 2° conselheiro fiscal da Abrapa, Luiz Renato Zapparoli, participou da Reunião da Câmara Consultiva do Algodão, na sede da Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM), em São Paulo.
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