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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #07/2024 23/02

23 de Fevereiro de 2024

Destaque da Semana - Em uma semana com grande volatilidade, após realizações de lucro o mercado voltou a subir, mas o saldo da semana foi negativo.


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 22/02 cotado a 93,62 U$c/lp (-1,8% na semana). O contrato Dez/24 fechou 83,49 U$c/lp (-1,6% na semana) e o Dez/25 a 78,75 U$c/lp (+0,1% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 840 pts para embarque Fev/Mar (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 22/fev/24).


Altistas 1 - De acordo com o Conselho Nacional do Algodão (NCC), a safra 2024/25 nos EUA terá área de 3,99 milhões de hectares (-3,7% em relação a 2023/24). O número destoou da previsão do USDA, de 4,45 milhões ha (+7,5%).


 Altistas 2 - Porém, o NCC informou que os produtores foram ouvidos de dezembro a meados de janeiro, quando a relação de preços estava pior para o algodão em relação a outras commodities, se comparada ao momento atual.


 Altistas 3 - Dados de classificação semanal do USDA até ontem mostram cerca de 12,037 milhões de fardos (480 libras) contra 12,441 milhões de fardos da última previsão. Como há apenas 4 algodoeiras operando, a estimativa ainda pode cair.


Baixistas 1 - Na China, o algodão importado está muito valorizado em comparação com o algodão doméstico, desencorajando as importações. A relação é a pior para o importado em oito anos neste período.


Baixistas 2 - A importação para entrega futura está mais atraente, embora a compra antecipada não seja frequente na China. Em NY, Dez/24 está mais barato que Mai/24, e na bolsa chinesa (ZCE) Dez/24 tem quase mesmo preço que Mai/24.


EUA - O relatório semanal de exportação do USDA foi adiado para hoje devido ao feriado de Segunda (19) (President’s Day).


China - Após o feriado do Ano Novo Lunar, a taxa média de operação das fiações chinesas está em torno de 80% da capacidade, afirma o Beijing Cotton Outlook (BCO).


Índia 1 - O imposto de 11% sobre a importação de algodão de fibra longa foi suspenso pelo governo indiano nesta semana. O imposto de importação sobre o algodão upland (de fibra convencional) continua vigente.


Índia 2 - Ganhou escala o protesto de agricultores indianos contra a proposta oficial de preços mínimos do governo indiano para vários produtos (inclusive algodão).


Paquistão 1 - A exportação de produtos têxteis paquistaneses gerou receita de US$ 1,455 bilhão em jan/24, 10,1% acima de jan/23 e 3,98% superior a dez/23.


Vietnã 1 - A importação de algodão pelo Vietnã em jan/24 foi de 146,3 mil tons, 4º maior volume mensal desde set/21 e mais que o dobro que o registrado em jan/23. O Brasil respondeu por 29% do total.


Vietnã 2 - Já a exportação de têxteis e roupas em jan/24 pelos vietnamitas passou dos US$ 3,1 bilhões – cerca de 40% a mais que em jan/23. É 3º mês consecutivo de alta.


Indonésia - A importação de algodão em dez/23 pela Indonésia somou 32,8 mil tons – volume 29% acima do registrado em dez/22 e 9% superior a nov/23. O Brasil é o 2º maior fornecedor, com 26% do total.


Coreia do Sul - O Brasil foi o maior fornecedor de algodão em janeiro para a Coreia do Sul: as 4.935 tons representaram 68% do total importado (7.259 tons – nível mais alto desde jul/23).


Missão Indonésia-Bangladesh 1 - Na próxima segunda (26), a Abrapa realiza o seminário Cotton Brazil Outlook Jacarta, na capital indonésia, em parceria com a Embaixada Brasileira no país.


Missão Indonésia-Bangladesh 2 - O evento faz parte da Missão Indonésia-Bangladesh, promovida pelo Cotton Brazil, que envolverá também compromissos com clientes internacionais.


Missão Indonésia-Bangladesh 3 - Em Bangladesh, 2º maior importador mundial e 2º maior comprador do produto brasileiro, as ações do Cotton Brazil serão em 28/fev e 29/fev. Confira: https://bit.ly/abrapa240222.


Exportações - O Brasil exportou 146,3 mil tons de algodão até a terceira semana de fev/24. A média diária de embarque é seis vezes maior em comparação com fev/23.


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 22/02: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas os estados do MA (90%) e de MT (99,94%). Total Brasil: 99,77% beneficiado.


Plantio 2023/24 - Até o dia 22/02: Os estados do MA, MS, MT, PI, PR e SP encerraram o plantio, restando os estados da BA (99,6%), GO (79,81%) e MG (97%). Total Brasil: 99,51% semeado.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 22-02


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Setor do algodão solicita ajuda ao governo devido perdas do El Niño

20 de Fevereiro de 2024

O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, concedeu entrevista ao Canal do Boi e comentou sobre os desafios do setor de algodão, em meio às adversidades climáticas que atingem o país e prejudicam produtores que também cultivam soja e milho. Ele falou sobre as medidas emergenciais debatidas na Câmara Setorial do Algodão e Derivados (CSAD), visando amenizar os efeitos desse problema. Confira a matéria completa neste link:


Setor do algodão solicita ajuda ao governo devido perdas do El Niño - YouTube

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Relatório de safra - fevereiro de 2024

19 de Fevereiro de 2024

Mantida a estimativa de produção em 3,27 milhões de toneladas de pluma para a safra 2022/2023 e isso representa, aproximadamente, 28% mais que o apurado no ciclo anterior. Colheita e beneficiamento já estão concluídos e a pluma segue seu destino, abastecendo a indústria têxtil, dentro e fora do país. Restam ainda 41% da projeção de exportação e 50% do consumo doméstico para serem atendidos, até julho de 2023.


No Relatório de Safra de Fevereiro, você confere os números mais recentes do mundo do algodão. Clique no link e acesse o documento


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Relatorio_safra_Abrapa.fev2024_vf.pdf 

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ALGODÃO PELO MUNDO #06/2024 16/02

16 de Fevereiro de 2024

Destaque da Semana - Cotações de algodão atingem máxima desde Set/22. Primeiras estimativas da safra global 2024/25. China ainda celebra a chegada do seu ano novo.


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 15/02 cotado a 94,38,10 U$c/lp (+5,0% na semana). O contrato Dez/24 fechou 84,50 U$c/lp (+1,9% na semana) e o Dez/25 a 78,50 U$c/lp (+0,6% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 852 pts para embarque Fev/Mar (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 15/fev/24).


Altistas 1 - Estoques apertados nos EUA e compras ativas de fundos têm sustentado as recentes altas.


Altistas 2 - Demanda sustenta exportações firmes em diversas origens como EUA, Brasil, Índia e Austrália.


Baixistas 1 - As cotações atuais de algodão (Dez/24) estão favorecendo o plantio da pluma em detrimento de milho e soja onde as culturas competem por área.


Baixistas 2 - Além disso, com a melhoria nos níveis de umidade no solo no oeste do Texas, a tendência é de recuperação na safra 24/25 dos EUA.


Safra 2024/25 1 - O USDA realizou nesta semana a 100ª edição anual do Outlook Fórum trazendo os primeiros números da safra 24/25 de diversas commodities.


Safra 2024/25 2 - A produção global foi projetada em 25,37 milhões tons (+3,3%) e consumo em 25,26 milhões tons (+3,1%). A relação estoque/uso ficou em 72,90% (menos que os 74,4% de 23/24).


Safra 2024/25 3 - Tanto a importação como a exportação mundiais foram previstas em 9,86 milhões tons (+5,7%).


Safra 2024/25 4 - O relatório considera que a produção de algodão cairá na China, Índia, Paquistão e Austrália, e terá volume recorde no Brasil.


Safra 2024/25 5 - Nos EUA, a safra foi estimada em 3,48 milhões tons (+28,7%), o que não deve ser suficiente para melhorar muito a relação estoque uso (22,4%).


Safra 2024/25 6 - Hoje à tarde (16/2), haverá uma sessão com mais detalhes sobre algodão.


Índia 1 - A exportação de algodão da Índia em fevereiro pode alcançar o nível mais alto em 2 anos. A recente alta nas cotações em NY tornou o produto indiano atraente para compradores asiáticos, até então voltados para a pluma do Brasil e EUA.


Índia 2 - O algodão indiano, reconhecidamente o mais barato do mundo, está sendo negociado 500 pontos abaixo do algodão do Brasil na Ásia.


EUA 1 - A previsão do USDA é de que neste ano as indústrias têxteis norte-americanas beneficiem 381 mil tons de algodão. É o menor volume desde 1885, recorde histórico, e 15% abaixo do ciclo anterior.


EUA 2 - Nos EUA, as exportações aumentaram 11% em relação à semana anterior e 6% em relação à média das quatro semanas anteriores.


China - Apesar de não ter retornado do feriado prolongado, fontes no país mostram-se otimistas com os negócios no ano do Dragão.


Indonésia - As atividades comerciais e industriais pararam na Indonésia devido à eleição presidencial na quarta (14). Estima-se que mais de 200 milhões de pessoas votaram, naquele que é o quarto mais populoso país do mundo.


Bangladesh - Pressionado por entidades setoriais, o governo bengali alterou a regra de incentivos à exportação e manteve o benefício para cinco categorias de vestuário.


Paquistão 1 - O plantio de algodão já começou no Paquistão, mesmo com o clima mais frio que o ideal. Preços firmes do algodão em caroço animaram os produtores a plantar cedo com intenção de abrir a colheita no final de maio.


Paquistão 2 - Cautela continua guiando as fiações paquistanesas, pouco dispostas a comprar fios de algodão com preços altos. Os estoques estão apertados.


Missão Indonésia-Bangladesh - O Cotton Brazil abre a agenda de trabalho de 2024 pela Indonésia e Bangladesh. De 25/fev a 1º/mar, produtores e exportadores brasileiros cumprem agendas de negócios com importadores e industriais locais.


Exportações - O Brasil exportou 64,6 mil tons de algodão até a 2ª semana de fev/24. A média diária de embarque é 2,8 vezes maior em comparação com fev/24.


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 15/02: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP encerraram o beneficiamento, restando apenas MA (89%) e MT (99,62%). Total Brasil: 99,52% beneficiado.


Plantio 2023/24 - Até o dia 15/02: Os estados do MA, MS, MT, PI e PR encerraram o plantio, restando BA (96%), GO (79,45%), MG (95%) e SP (99%) Total Brasil: 98,83% semeado.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 15-02


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados pleiteia medidas especiais para amortizar o impacto dos problemas climáticos

Crédito, renegociação de dívidas, seguro rural efetivo, subvenção e garantia de Preço Mínimo elencam a série de possíveis recursos contra os efeitos da crise.

16 de Fevereiro de 2024

A Câmara Setorial do Algodão e Derivados (CSAD), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reuniu-se em caráter extraordinário na manhã desta quinta-feira (15/02). O objetivo foi consolidar e aprovar o texto de um documento a ser entregue, ainda esta semana, ao Governo Federal, tratando de soluções emergenciais para minorar os efeitos da quebra de safra da soja pelas adversidades climáticas, potencializadas pelo El Niño. Embora a soja tenha sido o cultivo mais afetado, seus reflexos sobre a fibra são diretos, já que, no Brasil, todo cotonicultor é necessariamente sojicultor. Atualmente, 62% da produção brasileira de algodão se dá em áreas de segunda safra, quando o algodão sucede imediatamente à soja.


Aos reveses climáticos se soma a queda nos preços de algumas das principais commodities agrícolas brasileiras, que comprometem a remuneração do produtor rural. Pelo indicador Esalq/B3, desde o início do ano passado, soja, milho e algodão registraram queda, de, respectivamente, 28%, 24% e 25%.


De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, os produtores querem evitar a inadimplência e a consequente falta de acesso ao crédito para financiamento e custeio de suas lavouras. “As medidas também devem impedir que os impactos da crise cheguem ao consumidor final, não apenas de roupas como de alimentos, pois a soja está na base de diversas outras cadeias produtivas do agro”, argumentou, durante o encontro, que reuniu os elos mais importantes da cadeia produtiva, além de órgãos governamentais, como a Conab.


Dentre os pontos elencados no documento, estão a disponibilização de uma linha de crédito emergencial que beneficie também o produtor de grande porte. “Do contrário, pode haver inadimplência nos compromissos já contratados. Da mesma forma, precisamos da prorrogação de operações de crédito, com prazo mínimo de um ano e taxas em linha com o praticado hoje no mercado, que estão menores do que na época em que alavancamos”, diz Schenkel. Os membros da Câmara lembraram que apesar dos pleitos ao governo, o grande financiador da produção é a iniciativa privada, e com esses também haverá conversas.


A Câmara também alerta para a importância de dotação orçamentária para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), para prover alguma estabilidade de renda para o produtor, e isso tornaria efetivas as soluções de subvenção, com os programas de PEP e Pepro. Outro ponto enfatizado foi o Seguro Rural, cuja abrangência tem diminuído, e o modelo, segundo os produtores, precisa ser reavaliado, como algo consistente e não apenas lembrado quando os problemas chegam.


“Os recursos têm de ser elevados já para o Plano Safra 2024/2025, para dar conta do que o campo precisa neste momento, mas o seguro tem que ser uma ferramenta que de fato funcione para como um instrumento de política agrícola, e que seja, também, interessante para que as empresas do ramo possam criar produtos e ofertar apólices com este fim”, disse Schenkel.


Acesso em: Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados pleiteia medidas... - Notícias Agrícolas (noticiasagricolas.com.br)

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Câmara Setorial do Algodão pleiteia medidas para minimizar os impactos dos problemas climáticos

Crédito, renegociação de dívidas, seguro rural efetivo, subvenção e garantia de Preço Mínimo elencam a série de possíveis recursos contra os efeitos da crise

16 de Fevereiro de 2024

A Câmara Setorial do Algodão e Derivados (CSAD), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), presidida pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), reuniu-se em caráter extraordinário na manhã de hoje. O objetivo foi consolidar e aprovar o texto de um documento a ser entregue, ainda esta semana, ao Governo Federal, tratando de soluções emergenciais para minorar os efeitos da quebra de safra da soja pelas adversidades climáticas, potencializadas pelo El Niño.


Embora a soja tenha sido o cultivo mais afetado, seus reflexos sobre a fibra são diretos, já que, no Brasil, todo cotonicultor é necessariamente sojicultor. Atualmente, 62% da produção brasileira de algodão se dá em áreas de segunda safra, quando o algodão sucede imediatamente à soja.


Aos reveses climáticos se soma a queda nos preços de algumas das principais commodities agrícolas brasileiras, que comprometem a remuneração do produtor rural. Pelo indicador Esalq/B3, desde o início do ano passado, soja, milho e algodão registraram queda, de, respectivamente, 28%, 24% e 25%.


De acordo com o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, os produtores querem evitar a inadimplência e a consequente falta de acesso ao crédito para financiamento e custeio de suas lavouras. “As medidas também devem impedir que os impactos da crise cheguem ao consumidor final, não apenas de roupas como de alimentos, pois a soja está na base de diversas outras cadeias produtivas do agro”, argumentou, durante o encontro, que reuniu os elos mais importantes da cadeia produtiva, além de órgãos governamentais, como a Conab.


Dentre os pontos elencados no documento, estão a disponibilização de uma linha de crédito emergencial que beneficie também o produtor de grande porte. “Do contrário, pode haver inadimplência nos compromissos já contratados. Da mesma forma, precisamos da prorrogação de operações de crédito, com prazo mínimo de um ano e taxas em linha com o praticado hoje no mercado, que estão menores do que na época em que alavancamos”, diz Schenkel. Os membros da Câmara lembraram que apesar dos pleitos ao governo, o grande financiador da produção é a iniciativa privada, e com esses também haverá conversas.


A Câmara também alerta para a importância de dotação orçamentária para a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM), para prover alguma estabilidade de renda para o produtor, e isso tornaria efetivas as soluções de subvenção, com os programas de PEP e Pepro. Outro ponto enfatizado foi o Seguro Rural, cuja abrangência tem diminuído, e o modelo, segundo os produtores, precisa ser reavaliado, como algo consistente e não apenas lembrado quando os problemas chegam.


“Os recursos têm de ser elevados já para o Plano Safra 2024/2025, para dar conta do que o campo precisa neste momento, mas o seguro tem que ser uma ferramenta que de fato funcione para como um instrumento de política agrícola, e que seja, também, interessante para que as empresas do ramo possam criar produtos e ofertar apólices com este fim”, disse Schenkel.


Acesso em: Câmara Setorial do Algodão pleiteia medidas para minimizar os impactos dos problemas climáticos - Revista Cultivar

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ALGODÃO PELO MUNDO #05/2024 09/02

09 de Fevereiro de 2024

Destaque da Semana - Relatório do USDA divulgado ontem (8/2) trouxe viés altista, principalmente porque os números de produção dos EUA da última safra podem cair ainda mais, segundo o mercado. Amanhã (10/2) começa oficialmente o ano novo chinês. O gigante Asiático (que já vinha em ritmo lento) paralisa totalmente até 19/2 para celebrar a chegada do ano do Dragão.


Algodão em NY - O contrato Mar/24 fechou nesta quinta 08/02 cotado a 89,10 U$c/lp (+3,0% na semana). O contrato Jul/24 fechou 89,92 U$c/lp (+1,9% na semana) e o Dez/24 a 82,94 U$c/lp (+1,3% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 828 pts para embarque Jan/Fev (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 08/fev/24).


Altistas 1 - O relatório de oferta e demanda do USDA reduziu os estoques finais dos EUA em 22 mil tons, chegando a 610 mil tons, o menor desde 2016/17. A relação estoque/uso caiu para 19,9%, a menor desde 2020/21.


Altistas 2 - Além disso, especula-se que o tamanho da safra 2023/24 seja ainda menor que os 2,7 milhões tons estimados pelo USDA, baseado em números de classificação e beneficiamento até aqui.


Altistas 3 - No cenário global, a produção 2023/24 foi reduzida para 24,57 milhões tons (-77 mil tons), o consumo ficou praticamente inalterado em 24,49 milhões tons e os estoques finais foram reduzidos em 149 mil toneladas.


Baixistas 1 - Nas cotações atuais, a relação de preços entre algodão e milho e algodão e soja continua favorecendo aumento de área de algodão nos EUA.


Baixistas 2 - A demanda continua preocupando. As fiações continuam tendo muita dificuldade de aferir margens com a atual relação de preços algodão/fio.


Baixistas 3 - A China entra em feriado hoje rodeada de incertezas. O país passa por uma turbulência na sua economia e na bolsa de valores. A deflação é tão grave que os preços ao consumidor registraram a taxa de redução mais rápida desde a crise financeira global.


EUA - A primeira informação de área plantada 2024/25 dos EUA será divulgada durante o USDA Agricultural Outlook Forum, que ocorre 15 e 16/fev. No domingo (18/2), o National Cotton Council dos EUA (NCC) apresenta suas estimativas de safra.


Austrália - Em meio a um clima seco e quente, a Austrália vê suas lavouras se desenvolverem bem. A projeção de safra com 1 milhão tons de algodão tem se fortalecido.


China 1 - A safra 2024/25 na China foi estimada pelo Beijing Cotton Outlook (BCO) em 5,86 milhões tons – 146 mil tons abaixo do registrado em 2023/24. De forma geral, o cenário é de queda em relação ao ciclo anterior.


China 2 - As importações chinesas foram projetadas em 1,9 milhão tons e o consumo em 8,05 milhões tons. Caso a estimativa de 20 mil tons exportadas se confirme, os estoques finais em ago/2025 chegarão a 5,44 milhões tons.


China 3 - Também de acordo com a BCO, cerca de 40% das fiações chinesas utilizaram 90% de sua capacidade ou mais em jan/24. Além disso, 58% dos industriais relataram que o número de pedidos de fios aumentou em janeiro.


Indonésia - Fiações na Indonésia estão em busca de matérias-primas mais acessíveis, já que têm dificuldade de aumentar o preço de venda dos fios.


Bangladesh - Setor de roupas prontas de Bangladesh em alta. Em jan/23, a exportação movimentou US$ 4,97 bilhões – 9% superior a dez/23 e 12,5% a jan/23. É o valor mensal mais alto da história.


Paquistão - Sétimo maior produtor mundial de algodão, o Paquistão começa a preparar as áreas para o plantio da safra 2024. O aumento nos preços locais é um incentivo à safra.


Índia - A proximidade e os preços atrativos têm contribuído para intensificar o comércio entre Índia e Bangladesh.


Logística - O pior já passou: de acordo com a Morgan Stanley, a tendência é de que o frete marítimo caia a partir de agora, após a alta de mais de 236% na rota Ásia/Europa.


Qualidade - A Abrapa liberou o Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro de janeiro. Em destaque, o indicador de resistência da fibra e o índice de fibras curtas. Confira na íntegra: https://bit.ly/abrapa-rqabjan23


Safra 2023/24 - No boletim de safra de 08/dez, a Conab elevou a estimativa da nova safra de algodão para 3,28 milhões tons (3,6% acima da safra 2022/23). A área plantada foi estimada em 1,87 milhão de ha, crescimento de 12,8%.


Exportações 1 - O Brasil exportou 250,3 mil tons de algodão em jan/24. O volume foi 101,8% maior que o total embarcado em janeiro de 2023.


Exportações 2 - No acumulado de ago/23 a jan/24 (primeiro semestre do ano comercial), as exportações somaram 1,37 milhão tons, alta de 27,4% com relação ao mesmo período da temporada passada.


Beneficiamento 2022/23 - Até o dia 08/02: Os estados da BA, GO, MG, MS, PR, PI e SP já encerraram o beneficiamento, restando apenas os estados do MA (88%) e MT (99,52%). Total Brasil: 99,43% beneficiado.


Plantio 2023/24 - Até o dia 08/02, foram cultivados: BA (90,4%), GO (75,45%), MA (99%), MG (90%), MS (100%), MT (99%), PI (100%), PR (100%) e SP (97%). Total Brasil: 96,92%.


Preços - Consulte tabela abaixo


Quadro de cotações para 01-02 (1)

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Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro – safra 2022/23 (janeiro)

08 de Fevereiro de 2024

A resistência, uma das 15 principais características intrínsecas da fibra, mensuradas na análise de HVI, foi um dos destaques na qualidade do algodão brasileiro, na safra 2022/2023. O período também apresentou um avanço significativo no índice de fibras curtas, num claro resultado do esforço do setor para adequação do produto à demanda do mercado, dentro e fora do país. No Relatório da Qualidade do mês de janeiro, você confere o desempenho geral do ciclo, pois a etapa de análise está praticamente concluída (99%). Clique no link abaixo e saiba mais:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Relatorio_de_Qualidade_do_Algodao_Brasileiro_%E2%80%93_safra_2022_2023.janeiro-1.pdf

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Programa ABR: estão abertas as adesões para a safra 2023/2024

07 de Fevereiro de 2024

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) abriu, nesta quarta-feira, dia 07 de fevereiro, a temporada de adesão ao programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) para a safra 2023/2024. Esta é uma iniciativa facultativa para o produtor, mas os altos níveis de engajamento – 82% da produção certificada na temporada 2021/2022 – comprovam que o cotonicultor brasileiro entende e se compromete com as questões ambiental, social e econômica. Nos links a seguir, você encontra as orientações e toda a documentação necessária para habilitar a sua propriedade.


1. Regulamento; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Regulamento-ABR-Safra-2023-2024.pdf


2. Termo de adesão; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Termo-de-Adesao-ABR-Safra-2023-2024.pdf


3. Verificação para diagnóstico da propriedade - VDP; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/VDP.-Programa-ABR.-Safra-2023-2024.pdf


4. Verificação para certificação da propriedade - VCP; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/VCP.-Programa-ABR.-Safra-2023-2024.pdf 


5. Plano de Correção das Não Conformidades – PCNC; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/PCNC.-Programa-ABR.-Safra-2023-2024.pdf


6. Guia Técnico; https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Guia-Tecnico.-Programa-ABR-Safra-23-24.pdf


5. Modelo de certificado – por estadual: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Apipa-Genesis.pdf


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Ampasul-Genesis.pdf

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Ampa-ABNT.pdf

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Amipa-ABNT.pdf

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Amapa-ABNT.pdf

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Agopa-Genesis.pdf

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/01/Certificado-ABR_-Safra-2023-2024_-Abapa-QIMA.pdf

6. Nota técnica: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/02/Nota-Tecnica.-ABR-%E2%80%93-safra-2023.2024.pdf 

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CBRA sedia IV Workshop de Manutenção Uster

07 de Fevereiro de 2024

Nos dias 5 e 6 de fevereiro, o Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), realizou o IV Workshop de Manutenção Uster, como parte do pilar de orientação aos laboratórios do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI). A capacitação foi ministrada em Brasília, pelos técnicos da Uster Technologies, tendo como público os operadores e técnicos de manutenção dos 12 laboratórios integrantes do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI) e do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro – certificação voluntária/autocontrole – Mapa. A Uster é a líder global em equipamentos HVI e uma das principais referências na análise de algodão em todo o mundo.

O workshop acontece anualmente, como parte do objetivo da associação de melhorar constantemente as análises realizadas pelos laboratórios brasileiros. Os participantes têm a oportunidade de aprender desde o funcionamento básico do maquinário até o software utilizado e suas configurações, o que contribui para o incremento da qualidade e da precisão das análises. O treinamento é, também, uma ocasião para que os colaboradores dos laboratórios possam conhecer a estrutura do CBRA, que opera no mesmo prédio da Abrapa.

O aprimoramento dos profissionais nas atividades de manutenção de máquinas Uster HVI 1000M integra o pacote de ações definidas entre a Abrapa e a Uster para assegurar a qualidade das análises, e inclui ainda o planejamento de manutenções para safra 2023-2024, a estratégia para a compra de peças de reposição pelos laboratórios, e a avaliação da aquisição de novos equipamentos. Após a conclusão da capacitação, será iniciada a manutenção das máquinas e a produção de amostras de checagem para a safra 2023/2024.

“A integração de conhecimentos e a troca de informações, durante este encontro, contribuem de forma significativa para o avanço do setor, consolidando uma parceria estratégica voltada para a excelência e inovação na produção de algodão no Brasil”, disse o presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel. Ainda de acordo com ele, após a criação do CBRA, observou-se uma melhoria significativa tanto na qualidade quanto nos resultados das análises do algodão brasileiro.
"As fiações, atualmente, reconhecem que os laudos produzidos pelos laboratórios brasileiros melhoraram consideravelmente", afirmou Valmir de Morais Soares, instrutor e líder de serviço da Uster para o Brasil e Argentina.
O workshop está incluído no terceiro pilar do programa SBRHVI, que se concentra na orientação dos laboratórios participantes. Os demais pilares do programa são o CBRA e o Banco de Dados da Qualidade.
“Esse tipo de treinamento é fundamental para garantir que todos os laboratórios estejam alinhados e capacitados, assegurando a qualidade, reprodutibilidade e rastreabilidade cada vez maiores do algodão brasileiro”, conclui gestor do programa SBRHVI, Edson Mizoguchi.


07.02.2024
Imprensa Abrapa
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