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Abrapa amplia presença na Conferência de Bremen

18 de Março de 2024

O Brasil fortalece sua participação na International Cotton Conference Bremen, que começa na quarta (20) e vai até o dia 22 de março. A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) participará de dois painéis e promoverá um evento paralelo à 37ª edição do evento, para demonstrar a evolução nos indicadores de qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro no mercado mundial. A conferência de Bremen é considerada a principal reunião do setor do algodão no mundo, desde a década de 1950. O evento debate as principais inovações da cadeia têxtil, reunindo especialistas, técnicos, pesquisadores e empresários do setor. Entre os temas recorrentes, estão a divulgação de estudos científicos, boas práticas, indicadores de qualidade da fibra, processamento têxtil, novos produtos e tendências de mercado.


“Nossa presença em Bremen é uma das iniciativas estratégicas previstas no planejamento do Cotton Brazil, neste ano. O foco é dar mais visibilidade à evolução da nossa cadeia produtiva e reforçar os avanços na produção responsável e na melhoria de vários indicadores de qualidade”, observa Alexandre Schenkel, presidente da Abrapa.


Cotton Brazil é a marca usada pela Abrapa para se posicionar em escala global. As ações são desenvolvidas em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), e apoio da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea).


No dia 20 de março (quarta), a associação promove uma Breakout Session, às 13h, com o tema "Sustainability in the cotton value chain: trends in regenerative practices and traceability". Além do presidente da Abrapa, Alexandre Schenkel, participam o presidente da Anea, Miguel Faus, o diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, o head de Sustentabilidade e Inovação da LDC Cotton, Bill Ballenden, e a consultora internacional de sustentabilidade, Marzia Lanfranchi.


A intenção da Breakout Session é compartilhar com empresários, importadores e executivos da cadeia global do algodão os desafios atuais e esforços que a cotonicultura tem feito em relação à rastreabilidade e à agricultura regenerativa, tanto em escala mundial, quanto especificamente do Brasil.


No dia 21 de março, às 16h, Marcelo Duarte será moderador no painel intitulado "A Look at Breeding and Agriculture". No dia seguinte, Deninson Lima, especialista de Qualidade da Abrapa, participa do debate sobre “Cotton Quality and Testing”, às 11h45.


Mais informações sobre a conferência de Bremen: https://cotton-conference-bremen.de/program/


08.03.2024
Texto: Dialog
Imprensa Abrapa
Catarina Guedes – Assessora de Imprensa
(71) 9 9991-8064

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Sou de Algodão divulga balanço do Programa SouABR 2022/2023

Em relatório divulgado pelo movimento, dados demonstram que mais de 127 mil peças, 38.800 metros de tecidos e 92.400 quilos de malhas foram produzidas a partir do programa de rastreabilidade por blockchain

18 de Março de 2024

O movimento Sou de Algodão, iniciativa da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), acaba de divulgar o balanço do Programa SouABR dos períodos 2022/2023. No total, foram quase 21,5 mil fardos rastreados produzidos pelas fazendas, sendo 12.606 fardos em 2022, e 8.884 fardos em 2023. As varejistas, elo final da cadeia, colocaram na prateleira mais de 59 mil peças rastreadas em 2022, e mais de 68 mil em 2023. A Reserva, primeira a disponibilizar no mercado, já conta com 105.284 peças rastreadas, desde outubro de 2021, data do lançamento do programa. A Renner tem 6.736 peças, desde maio de 2022, e a C&A, 7.830 peças desde maio de 2023.


O SouABR é o 1° programa de rastreabilidade por blockchain da indústria têxtil do Brasil, lançado oficialmente em 7 de outubro de 2021, no Dia Mundial do Algodão. Ele nasceu sob as demandas crescentes por mais transparência nos processos de compra, venda e consumo, e sua proposta é oferecer ao público uma espécie de “raio-x” da peça que ele está adquirindo, comunicando os passos que o algodão daquela peça percorreu até chegar às suas mãos. Isso só é possível graças à tecnologia Blockchain, que funciona como um banco seguro de informações organizadas em blocos e que impede alterações, identificando e informando sobre os elos da produção: fazenda, fiação, tecelagem ou malharia, confecção e varejo.

Os números SouABR em 2022/2023

Como demonstra o relatório divulgado, fizeram parte do Programa SouABR, em 2023, 54 produtores e 60 fazendas, com um total de 8.884 fardos rastreados, face a 25 produtores, 32 fazendas e 12.606 fardos rastreados em 2022.


Em relação às fiações, foram produzidos 1.192.605,08 kg de fios em 2022, e 1.016.083,73 kg no ano seguinte. As empresas rastreadas Cataguases, Fiação Fio Puro, Incofios, Renaux View, Santana Textiles e Vicunha produziram um total de 2.208.688,81 kg de fios durante o período.

As empresas de tecelagens Cataguases, Renaux View, Santana Textiles e Vicunha produziram um total de 38.876,56 m de tecidos e a malharia Dalila Têxtil fabricou 92.444,55 kg de malhas nos anos analisados. Foram 24.207,11 m de tecido e 51.130,78 kg de malhas em 2022, e 14.669,45 m de tecidos e 41.313,77 kg de malhas em 2023.

Produção e confecção de peças rastreáveis

No que se refere às confecções, as empresas rastreadas By Cotton, Cataguases, Ease, Emphasis, Jace Confecções e Ufo Way produziram 107.217 peças em 2022, e 52.493 peças em 2023, resultando em 159.710 peças produzidas.


Já com as varejistas Reserva, Renner, YouCom, Almagrino, C&A e Dendezeiro, 127.425 peças rastreadas foram produzidas no período, divididas em coleções diversas. Para Fernando Sigal, diretor de produto da Reserva, o processo produtivo sustentável começa já na escolha da matéria-prima. “A preferência por algodão certificado e rastreável demonstra um compromisso não apenas com a qualidade dos produtos, mas com todo um cenário de responsabilidade socioambiental e transparência na indústria têxtil. Trabalhar em prol de um impacto cada vez mais positivo, garantindo relações de trabalho justas e produção responsável, é crucial para nos mantermos de pé como uma marca adequada ao nosso tempo”, afirmou.

O Programa SouABR e a certificação socioambiental

O SouABR nasceu graças ao comportamento do consumidor e, por isso, continua a estimular escolhas mais conscientes, demonstrando que o algodão presente naquela peça de roupa tem certificação socioambiental pelo programa ABR (Algodão Brasileiro Responsável). São 183 itens de verificação distribuídos em oito critérios: contrato de trabalho; proibição do trabalho infantil e proibição do trabalho análogo a escravo, indigno ou degradante, conforme obrigatoriedade; liberdade de associação sindical; proibição de discriminação de pessoas; segurança, saúde e meio ambiente do trabalho rural; desempenho ambiental; e boas práticas agrícolas.


Para Alexandre Schenkel , presidente da Abrapa, o programa SouABR está pavimentando o caminho para uma indústria têxtil mais ética, transparente e responsável no Brasil, demonstrando que a moda e o consumo conscientes podem andar de mãos dadas. “É preciso que toda a cadeia têxtil tenha um comprometimento, e o desafio de SouABR não é só de números, de entregar peças rastreadas e de mostrar o certificado das fazendas. É mostrar o que fazemos de melhor, dentro do país, evidenciando o comprometimento que temos com as pessoas e com os trabalhos que geramos”, declarou.

Link para download: https://materiais.soudealgodao.com.br/relatorio-souabr


Sobre Sou de Algodão


Movimento criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em 2016, para despertar uma consciência coletiva em torno da moda e do consumo responsável. Para isso, a iniciativa une e valoriza os profissionais da cadeia produtiva e têxtil, dialogando com o consumidor final com ações, conteúdo e parcerias com marcas e empresas. Outro propósito é informar e democratizar o Algodão Brasileiro Responsável (ABR), que segue rigorosos critérios ambientais, sociais e econômicos e certifica 82% de toda a produção nacional de algodão.


Abrace este movimento:
Site: www.soudealgodao.com.br
Facebook, Instagram, Youtube, LinkedIn, Pinterest: @soudealgodao
TikTok: @soudealgodao_


Contatos para pautas
Mariana Torelli - mariana.torelli@viracomunicacao.com.br - (11) 96397.6100
Carolina Felski - carolina.felski@viracomunicacao.com.br - (19) 99915.1321
Thiago Rodrigues - thiago.rodrigues@viracomunicacao.com.br - (19) 999687.0812

 

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Relatório de Safra - março de 2024

15 de Março de 2024

O Levantamento da Safra para o mês de março já está disponível. Os números verificados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) são um pouco mais conservadores que os da Conab, divulgados no último dia 12, e mesmo do que os de consultorias privadas, como a Agroconsult, publicados em 13 de março. Isso ressalta o alto nível de divergência nas estimativas para esta safra, nas culturas de soja, algodão e milho. No próximo dia 27, todos estes dados relativos à fibra serão avaliados na reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados. No levantamento de março, também estão as informações sobre mercados, exportações, importações, oferta global e consumo para a commodity. Acesse o link e saiba mais:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Relatorio-de-safra-marco-2024-1.pdf

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #10/2024 15/03

15 de Março de 2024

Destaque da Semana - A volatilidade continua, fechando a semana na parte de baixo. Os preços de algodão caíram esta semana para os níveis mais baixos em três semanas. A oferta limitada de algodão nos EUA continua a dar suporte aos os preços, mas a possibilidade de mais uma safra recorde brasileira está no foco.


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 14/03 cotado a 93,26 U$c/lp (-4,6% na semana). O contrato Dez/24 fechou 83,43 U$c/lp (-1,1% na semana) e o Dez/25 a 78,82 U$c/lp (-0,2% na semana).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 500 pts para embarque Mar/Abr (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 14/mar/24).


Baixistas 1 - A queda desta semana é atribuída pelo mercado à falta de novas notícias para "manter os touros animados”, e também as notícias pessimistas, como aumentos nas expectativas de oferta global, do Brasil (safra recorde) e aumento na Austrália.


Baixistas 2 - A Conab elevou a estimativa de produção para 3,56 milhões tons de pluma (+12,2% em relação à safra 2022/23).


Altistas 1 - Como aguardado, o USDA reduziu a estimativa de produção para 2,63 milhões de toneladas (-73 mil toneladas, -16% ano a ano).


Altistas 2 - O relatório de oferta e demanda do USDA aumentou o consumo global para 24,6 milhões de toneladas (+1,6% no ano), com aumentos na China e na Índia.


Fiações - O Ramadã, que segue até 10/abr, ajuda a explicar o ritmo lento de negócios nos países muçulmanos. Mas os preços altos também têm desanimado fiações na Indonésia, Vietnã e Paquistão.


Austrália - A Cotton Australia elevou a sua estimativa para a produção australiana este ano para “pelo menos” 4,5 milhões de fardos (980 mil tons), depois das chuvas generalizadas. A safra 2024 já está em período de colheita antecipada. O ritmo acelera em abril.


Vietnã 1 – Fevereiro registrou o menor volume importado de pluma pelo Vietnã desde mar/23: foram 97,4 mil tons. O Brasil forneceu 31% desse total (29,7 mil tons).


Vietnã 2 – Na análise acumulada (ago/23 a fev/24), entretanto, o volume total de 822,7 mil tons supera em 3% a marca registrada no mesmo período no ciclo anterior.


Vietnã 3 - A exportação de têxteis pelo Vietnã movimentou cerca de US$ 2 bilhões em fev/24 - 35% abaixo da cifra de jan/24 e 12% inferior ao registrado em fev/23.


China 1 - A exportação de têxteis e roupas pela China nos meses de janeiro e fevereiro aumentou 14% em relação a jan-fev/23, movimentando US$ 45,1 bilhões.


China 2 - A Beijing Cotton Outlook (BCO) estimou números estáveis tanto para importação (1,9 milhão tons) quanto consumo interno (8,05 milhões tons) da safra 2024/25.


Bremen 1 - O Brasil participará ativamente neste ano da International Cotton Conference Bremen. O intuito é reforçar a melhoria nos indicadores de qualidade da pluma brasileira para o mundo.


Bremen 2 - Além da Breakout Session em 20/03, a Abrapa terá o diretor de Relações Internacionais, Marcelo Duarte, como moderador de painel no dia 21/02.


Bremen 3 - Já no dia 22/03, o especialista em qualidade Deninson Lima se apresenta o painel sobre "Cotton Quality and Testing".


Safra 2023/24 1 - Conab elevou a estimativa de produção para 3,56 milhões tons de pluma (+12,2% em relação à safra 2022/23). A área plantada foi estimada em 1,93 milhão de ha (+16,3%).


Safra 2023/24 2 - A Agroconsult projeta a produção em 3,4 milhões tons (+5,9% ante o ciclo anterior) e a área em 1,89 milhões de ha (+12,5%). Os números serão avaliados na Câmara Setorial do Algodão, que se reúne em 27/03.


Exportações - O Brasil exportou 80,1 mil tons de algodão até a segunda semana de mar/24. O volume já supera o total embarcado em mar/23 (75,8 mil ton).


Beneficiamento 2022/23 - O beneficiamento foi totalmente concluído no Brasil.


Plantio 2023/24 - O plantio da safra 2023/2024 foi 100% finalizado.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 14-03 (1)


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa com as principais notícias do mundo do algodão

ALGODÃO PELO MUNDO #09/2024

08 de Março de 2024

Destaque da Semana 1 - A volatilidade continua forte no mercado, com o contrato Maio/24 caindo bem esta semana e depois atingindo limite de alta, recuperando as perdas. Os preços da safra nova (Dez/24) tiveram leve alta, mas a diferença ainda é grande em relação aos vencimentos mais próximos (Mai/24 e Jul/24).


Destaque da Semana 2 - Será divulgado hoje (sexta-feira 8/3) o relatório mensal de Oferta e Demanda Mundial (WASDE) do USDA.


Algodão em NY - O contrato Jul/24 fechou nesta quinta 07/03 cotado a 97,78 U$c/lp (0%). O contrato Dez/24 fechou 83,34 U$c/lp (+0,6% na semana) e o Dez/25 a 79,00 U$c/lp (-0,1% na semana).


Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 485 pts para embarque Mar/Abr (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 07/mar/24).


Altistas 1 -Safra cada vez menor e estoques apertados nos EUA, aliada a fundos especulando contribuem para dar suporte ao mercado.


Altistas 2 - As exportações de algodão do Brasil seguiram muito fortes em Fevereiro.


Baixistas 1 - As vendas semanais de exportação dos EUA foram de somente 52 mil fardos. Apesar de ter sido superior ao número da semana passada, é somente 1/3 da média das últimas 4 semanas.


Baixistas 2 - O órgão internacional ICAC afirmou em seu relatório mensal que: “especuladores, não fundamentos – são a razão pela qual os preços do algodão estão aumentando!”, e isso é um grande risco.


EUA 1 - Projeto de lei em discussão nos EUA prevê subsídios de US$ 150 milhões anuais para o setor têxtil norte-americano. A intenção é aumentar a competitividade do segmento em relação à produção chinesa.


EUA 2 - Além disso, o projeto propõe o aporte de US$ 14 bilhões para acelerar a transição do setor têxtil norte-americano para a economia circular.


Bangladesh 1 - Nos últimos três anos, o setor de vestuário bengali ampliou em 4% o uso de “fibras não-algodão”, chegando ao índice atual de 29%. O percentual de uso de algodão no país (71%) é muito maior que a média global (23%)


Bangladesh 2 - Como estratégia para ampliar sua presença no mercado global de vestuário de 7,8% para 12%, a Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário de Bangladesh (BGMEA) entende que precisa aumentar o uso de fibras de sintéticas no País.


Paquistão 1 - As indústrias têxteis paquistanesas querem negociar diretamente com empresas de energia para superar a crise no fornecimento e o alto custo do insumo.


Paquistão 2 - De acordo com a All Pakistan Textile Mills Association (APTMA), juros alta e crise energética levaram ao fechamento de 30% das indústrias têxteis do país.


Uzbequistão - Cotonicultores uzbeques estão entre os beneficiados com o aporte de US$ 715 milhões da International Islamic Trade Finance Corporation (ITFC). O recurso visa incentivar a produção de commodities, como o algodão.


Exportações 1 - o Brasil exportou 258,05 mil tons de algodão em fev/24. O volume foi seis vezes maior que o total embarcado em fevereiro de 2023.


Exportações 2 - No acumulado de agosto/23 a fevereiro/24, as exportações somaram 1,63 milhão de tons, alta de 46% com relação ao mesmo período da temporada passada.


Preços - Consulte tabela abaixo ⬇


Quadro de cotações para 07-03


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil, marca que representa internacionalmente a cadeia produtiva do algodão brasileiro. Contato: cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Abrapa amplia horizontes do algodão brasileiro com novas missões internacionais

Após sucesso na Ásia, entidade planeja 12 intercâmbios para fortalecer laços comerciais e expandir mercado global para o produto nacional

08 de Março de 2024

A Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa) anuncia a expansão de suas ações internacionais após a "Missão Indonésia-Bangladesh". A entidade planeja mais 12 intercâmbios comerciais para promover o algodão brasileiro globalmente.


A missão, realizada de 26 de fevereiro a 1º de março, contou com a colaboração da Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anea) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Miguel Faus, presidente da Anea, avaliou a missão como muito bem-sucedida, destacando a mistura de debates técnicos e momentos de descontração.


Durante a missão, foram realizados seminários "Cotton Brazil Outlook" em Jacarta e Daca, superando as expectativas de público e reunindo importantes decisores. A Indonésia, apesar de uma queda de 35% nas importações de algodão no ano comercial 2022/23, espera um aumento de 20% para 2023/24. Bangladesh, por outro lado, busca diversificar seus fornecedores de algodão, com o Brasil já respondendo por 16% de suas importações.


O Brasil, segundo maior exportador mundial de algodão desde 2019, projeta exportar 2,34 milhões de toneladas no ano comercial 2023/24. A agenda de missões internacionais do Cotton Brazil para 2024 inclui ainda o Mercado Europeu, Tailândia, China, Turquia, Egito, Vietnã, Índia, Taiwan, Japão e Estados Unidos. Nos meses de julho e agosto, o destino se inverte e os cotonicultores brasileiros abrem suas propriedades para receber industriais e importadores na chamada Missão Compradores.


Acesso em: Abrapa amplia horizontes do algodão brasileiro com novas missões internacionais - Revista Cultivar

 

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Abrapa visita lavouras e conversa com lideranças da cotonicultura no Piauí

08 de Março de 2024

Porto Alegre, de 8 março de 2024 – Entre os dias 05 e 06 de março, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Alexandre Schenkel, e o diretor de Relações Internacionais da entidade, Marcelo Duarte, visitaram lavouras e estruturas produtivas de algodão no estado do Piauí, além das instalações da Associação Piauiense dos Produtores de Algodão (Apipa), no município de Uruçuí, na região do Alto Parnaíba. Os representantes da Abrapa foram recebidos pelo presidente da Apipa, Amilton Bortolozzo, e o diretor-executivo da entidade, Francisco Sales Battisti Archer, além de produtores locais, que abriram as porteiras de suas fazendas para a associação. A passagem marca os constantes trabalhos de aproximação da Abrapa com as associações estaduais, canais imediatos de contato com os produtores.


O Piauí tem chamado atenção pelo incremento de área na cotonicultura. Na safra 2023/2024, o estado plantou em torno de 23,8 mil hectares, em torno de 34,7% a mais que no ciclo anterior, e as projeções são de ampliar a ocupação com a cultura para 2024/2025, se o clima e o mercado continuarem favorecendo a fibra. “No momento, a Apipa estima que a área pode chegar a 40 mil hectares”, antecipa Bortolozzo, que agradeceu a visita da entidade nacional.


De acordo com Schenkel, eles ficaram impressionados com a qualidade das lavouras, que estão muito bem conduzidas e desenvolvidas, mesmo o estado tendo enfrentado problemas climáticos, com 60 dias de atraso nas chuvas. “O que vemos aqui é um trabalho bem-feito no manejo de pragas, cobertura do solo e boas práticas, que, nas condições climáticas esperadas, devem garantir volume, qualidade e produtividade nas lavouras. Esperamos que boas chuvas em abril e maio tragam uma excelente safra para o Piauí”, disse Schenkel, ressaltando que esses fatores explicam o rápido crescimento da atividade na região, que também vem atraindo produtores de outros estados, sobretudo do Matopiba.


“Foi muito bom ter vindo aqui com o nosso diretor de Relações Internacionais, Marcelo Duarte, hoje baseado em Singapura. Ele explicou aos produtores o trabalho que desenvolvemos na Ásia e poderá também enriquecer seu testemunho quando falar com a indústria internacional sobre o excelente momento que o algodão brasileiro vive, e isso começa nos estados”, concluiu.


As informações são da Abrapa.


Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência Safras


Acesso em: Abrapa visita lavouras e conversa com lideranças da cotonicultura no Piauí - SAFRAS & Mercado

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Relatório de Qualidade do Algodão Brasileiro – safra 2022/23 (fevereiro)

08 de Março de 2024

Com mais de 129,9 mil análises de HVI realizadas no mês de fevereiro, o fechamento da safra 2022/2023 se aproxima, restando apenas 50 mil aferições para encerramento do ciclo. Durante o período, alguns parâmetros se destacaram devido às condições climáticas favoráveis e à produção de fibras de boa maturidade na última temporada. Predominaram positivamente os índices micronaire, comprimento UHML, uniformidade e fibras curtas. Para conferir essas e outras informações do período, acesse o Relatório da Qualidade do mês de fevereiro no link:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Relatorio_de_Qualidade_do_Algodao_Brasileiro_%E2%80%93_safra_2022_2023.fevereiro.pdf

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Sou de Algodão na EPTV, afiliada da Rede Globo em Campinas

06 de Março de 2024

A matéria foi exibida no Bom Dia Cidade, no quadro Sua Chance, da última terça-feira, para destacar as opções de trabalho na moda. Manami Kawaguchi, gestora de relações institucionais do Sou de Algodão, falou sobre as oportunidades de emprego no segmento e a importância da especialização dos alunos. Além dela, João Pimenta, estilista parceiro do movimento, comentou sobre a diversidade na moda, como plus size, infantil e o mercado masculino.


Acesso em: Bom Dia Cidade - Campinas/Piracicaba | 'Sua Chance': área da moda está em alta e deve movimentar 300 mil empregos até 2025 | Globoplay

 

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Empresa mineira faz parte da cadeia responsável do algodão

Por meio da leitura de um QR Code disponibilizado no produto final, consumidor consegue 100% da rastreabilidade da jornada produtiva

06 de Março de 2024

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Em 2024, a C&A lança sua segunda coleção de produtos rastreável | Crédito Divulgação Sou de Algodão/C&A


Com o intuito de promover a produção responsável com impacto positivo para trabalhadores, clientes e meio ambiente, empresas, produtores e intermediários da cadeia do algodão se empenham em participar da rastreabilidade, em larga escala, na cadeia têxtil nacional.


É o caso da Cataguases, empresa mineira de produção de fios e tecidos de algodão que pertence ao movimento “Sou de Algodão” da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e é uma das poucas empresas que fazem parte do programa de rastreabilidade da Associação, o SouABR.


“Um dos valores da empresa é a sustentabilidade. A empresa tinha interesse em fazer parte de um sistema que mostrasse essa transparência e fortalecer o que já fazíamos. Hoje, 80% do algodão que trabalhamos possui certificação da Abrapa. Trata-se de uma garantia de que o produtor também cumpre este papel de legislação trabalhista, meio ambiente, entre outras questões”, diz a coordenadora de Recursos Humanos e Sustentabilidade da Cataguases, Stephanie Lodron.


O programa garante a transparência da jornada de produção de cada produto, desde o plantio do algodão com a garantia da certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), passando por toda cadeia têxtil, onde ela está, até o produto junto às grandes marcas varejistas. A tecnologia proporciona digitalização que torna a informação acessível e auditável em todas as etapas do processo, garantindo confiabilidade.


Por meio da leitura de um QR Code disponibilizado no próprio produto final, o consumidor consegue conhecer a fazenda onde o algodão com certificação socioambiental foi cultivadoa fiação que o transformou em fioa tecelagem ou a malharia que desenvolveu o tecido ou malha e a confecção que o cortou e costurou, por exemplo.


Para a diretora de relações institucionais da Abrapa e gestora do movimento ‘Sou de Algodão’, Silmara Ferraresi, a ação é um casamento de rastreabilidade com sustentabilidade. “Você entrega uma peça com um valor agregado diferente no quesito responsabilidade e ainda consegue comprovar fisicamente a trajetória daquela peça. Isso tem um apelo muito importante para a nova geração, principalmente a geração Z, que tem uma opção de compra com causa e propósito”, defende.


Outro ponto que ela levanta é o valor que a empresa agrega para a marca em si. “Um projeto como esse acaba contribuindo em duas frentes: a maneira como eu converso com o meu consumidor, por meio de uma experiência diferente que entrego para ele, mas também a maneira como me posiciono para o mercado. São relatórios e indicadores ESG que serão apresentados ao mercado e posicionarão de forma diferenciada a empresa. Isso faz muito diferença”, explica.



Silmara Ferraresi, gestora da Sou de Algodão | Crédito: Divulgação / Sou de Algodão



Marcas que já fazem uso da plataforma


Silmara Ferraresi conta ainda que a plataforma de rastreabilidade começou ser desenvolvida em 2019 e a primeira coleção a ser lançada com 100% de rastreabilidade foi com a marca Reserva em 2021; depois duas coleções com a varejista Renner em 2022, uma com a C&A em 2023 e, agora, novamente, a C&A lança a segunda coleção de produtos rastreáveis.

Além disso, no ano passado, a Almagrino, confecção de roupas masculinas do Mato Grosso, a qual a Cataguases fornece tecido e confecciona camisetas em parceria, também aderiu ao projeto, assim como a Vest, proprietária das marcas Bo.Bô, Dudalina, Individual, John John e Le Lis Blanc.


De acordo com a gestora do ‘Sou de Algodão’, o movimento vem, ano a ano, melhorando as condições de rastreabilidade da fibra. Para uma cadeia tão longa como a da moda, ela avalia que tudo que estão fazendo representam conquistas consideráveis. “Mesmo que seja um projeto inicial, a gente estar, em 2024, cinco anos após o lançamento da plataforma, inaugurando coleções e com tantos parceiros, para quem trabalha com rastreabilidade física, sobretudo numa cadeia tão longa, é uma conquista muito grande”, comenta Silmara Ferraresi.


Entretanto, ela pontua que só a empresa ter rastreabilidade não faz o consumidor levar a peça para casa.


“A peça tem que ser desejável, o desafio é grande e as conquistas são muitas”, comenta.


Silmara Ferraresi


Sou de Algodão une cadeia produtiva da moda há oito anos
Criado há oito anos pela Abrapa e pelo Instituto Brasileiro do Algodão (IBA), o movimento “Sou de Algodão” tem o objetivo de unir os agentes que formam a cadeia produtiva da moda, além de promover o consumo consciente e aumentar a participação da fibra na indústria do vestuário.


O movimento surgiu quando a Associação identificou a falta de informação do grande público em relação aos benefícios e acessibilidade de consumo em comparação com outros materiais. E passou a incentivar o uso da matéria-prima na indústria da moda brasileira.


De acordo com a gestora do movimento, o Brasil é o quarto maior produtor de algodão e 82% da safra brasileira tem certificação do algodão responsável. “Isso faz do Brasil um dos maiores fornecedores de algodão responsáveis do mundo, em que 37% da produção responsável que circula no planeta, tem origem brasileira”, diz.


Acesso em: Empresa mineira faz parte da cadeia responsável do algodão  - Diário do Comércio (diariodocomercio.com.br)

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