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Sou de Algodão percorre universidades parceiras e mobiliza estudantes para o 4º Desafio com a Casa de Criadores

Com foco no 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores, movimento percorreu instituições de ensino em São Paulo e Campinas, conectando estudantes ao mercado e reforçando a valorização do algodão brasileiro

03 de Março de 2026

Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, o movimento Sou de Algodão, iniciativa da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), promoveu uma série de palestras em universidades parceiras, reunindo turmas de Design de Moda para apresentar o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores. Conduzidos por Manami Kawaguchi Torres, gestora de relações institucionais do movimento, os encontros trouxeram informações sobre o regulamento, etapas e oportunidades do concurso, considerado o maior do Brasil para estudantes de Moda, e abriram espaço para reflexões sobre autoria, responsabilidade ambiental e inserção no mercado.

Ao longo da semana, convidados especiais compartilharam suas trajetórias e experiências, ampliando o diálogo entre academia e indústria.

PUC-Campinas abre a programação com reflexão sobre identidade criativa

A semana começou na PUC-Campinas, com a participação do estilista parceiro Weider Silveiro, que apresentou aos estudantes detalhes de seu último desfile, realizado na São Paulo Fashion Week, e de seu processo criativo.

Durante o encontro, Weider realizou um bate-papo didático, no qual apresentou sua coleção recente e mostrou como organiza ideias, cartela de cores e materiais, além de destacar como suas referências enquanto criador nordestino atravessam toda a sua trajetória. “Mostrei como a fonte de inspiração está presente em tudo o que foi criado, nas formas e nas cores, e como minhas vivências fazem parte do meu trabalho desde o início”, afirma.

Para Rose Sathler, professora coordenadora do Bacharelado em Design de Moda da PUC-Campinas, a presença do estilista e do movimento proporcionou uma experiência enriquecedora. Segundo ela, “é um privilégio para o curso receber Weider Silveiro em uma ação viabilizada pela parceria com o Sou de Algodão”, ressaltando que a palestra ampliou repertórios, estimulou reflexões e impactou significativamente a formação acadêmica e humana dos estudantes.

Senai Brás reforça integração entre criação e produção



Na terça-feira (24), a palestra aconteceu no Senai Brás e reuniu alunos ingressantes de Design de Moda e veteranos de Produção do Vestuário. A proposta foi integrar as duas formações e reforçar a importância de compreender a moda como cadeia produtiva completa.

A professora Aymê Okasaki destacou que “foi importante ter os dois cursos reunidos, pois um complementa o outro a fim de valorizar não apenas a fibra de algodão, mas também a moda desenvolvida com ela”. Para ela, o retorno de Manami ao campus na reta final das inscrições incentiva os estudantes a se desafiarem e experimentarem o concurso, além de evidenciar a diversidade regional que o Desafio vem conquistando entre os finalistas.

Durante a apresentação, Manami reforçou o caráter formativo da iniciativa, explicando que “o Desafio não é apenas uma competição, mas uma oportunidade real para que os estudantes testem suas ideias, organizem seu processo criativo e entendam a importância da matéria-prima dentro de uma cadeia responsável”.

Senac São Paulo destaca projeção nacional do concurso



Na quarta-feira (25), o encontro no Senac São Paulo aprofundou as orientações sobre o concurso e abriu espaço para dúvidas sobre desenvolvimento de coleção e posicionamento autoral.

Para a professora Viviane Torres, “participar do Desafio Sou de Algodão representa uma janela de oportunidades única para os estudantes de Design de Moda”, pois possibilita a ampliação de repertório técnico e conceitual e a realização do sonho de apresentar seu talento em um dos eventos mais icônicos do país.

Manami destacou que o projeto “estimula pesquisa, metodologia e consciência sobre a matéria-prima”, além de oferecer visibilidade concreta aos participantes. “Nosso objetivo é mostrar que é possível construir uma moda autoral forte, valorizando o algodão brasileiro e dialogando com as demandas reais do mercado”, diz.

Anhembi Morumbi fortalece troca entre mercado e universidade



Ainda na quarta-feira (25), a programação seguiu na Anhembi Morumbi, com a presença de André Hidalgo, diretor da Casa de Criadores, e do estilista parceiro Peu Andrade, da marca Bold Strap, reforçando a conexão entre formação acadêmica e circuito autoral brasileiro.

A professora Cláudia Regina Martins avaliou que “essa parceria com o Sou de Algodão é muito positiva para a instituição”, destacando que a presença de profissionais do mercado gera uma troca essencial com os alunos. Segundo ela, os estudantes aproveitam esses momentos para fazer perguntas sobre processos produtivos, sustentabilidade e caminhos de inserção profissional. “A interação foi intensa, os palestrantes foram generosos nas orientações e isso é muito importante para os nossos cursos”, reitera.

Unip encerra a semana com foco em consciência criativa

Na quinta-feira (26), a Unip São Paulo recebeu Manami, André Hidalgo e estilistas convidados para encerrar a programação. O encontro destacou, mais uma vez, a importância da autoria e da responsabilidade no desenvolvimento de coleções.

Haroldo de Souza, coordenador do curso de Design de Moda, sintetizou o espírito da iniciativa ao afirmar que “criar com consciência é transformar matéria-prima em manifesto”, e que “a moda que queremos para o futuro nasce do respeito à matéria-prima e à autoria”.

Ao finalizar a semana, Manami destacou o engajamento dos estudantes e reforçou o impacto do projeto. “O Desafio revela talentos, mas também constrói trajetórias. Ele oferece mentorias, visibilidade e a oportunidade de integrar o line-up oficial da Casa de Criadores, preparando esses jovens para uma inserção real no mercado”.

Sobre o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores 

Com inscrições abertas até 12 de abril, o 4º Desafio Sou de Algodão + Casa de Criadores é o maior concurso de moda para estudantes do Brasil e busca revelar o novo nome da moda autoral nacional na 59ª edição da Casa de Criadores, em novembro de 2026.

O estudante vencedor vai receber uma bolsa de R$ 30 mil, além de passar a integrar oficialmente o line-up da Casa de Criadores na edição seguinte do evento. O professor orientador do projeto vencedor também é reconhecido com R$ 10 mil, reforçando o compromisso com a formação acadêmica.

Mais do que uma competição, o Desafio valoriza o algodão brasileiro, estimula a criatividade e fortalece a construção de uma moda autoral conectada à responsabilidade socioambiental e à realidade da cadeia produtiva.

 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 27/02/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #07/2026 

27 de Fevereiro de 2026

Destaque da Semana 1 – O mercado internacional entra na última semana de fevereiro com as bolsas de NY e Zhengzhou (China) em forte recuperação, embaladas pelo otimismo após a Suprema Corte dos EUA considerar ilegal o “tarifaço” do presidente Trump. Ao mesmo tempo, os primeiros números do USDA e de consultorias indicando que as principais origens tendem a plantar ou produzir menos reforçam a expectativa de uma oferta mais apertada adiante e aumentam a chance de maior sustentação para os preços.

Destaque da Semana 2 – As ações internacionais de promoção e desenvolvimento de mercado do algodão brasileiro continuam a todo vapor. Representantes da Abrapa e da ANEA, pela iniciativa Cotton Brazil, estiveram em Seul, na Coreia do Sul, em reunião com a SWAK, entidade que representa fiações e tecelagens do país. A agenda incluiu ainda eventos e visitas técnicas em três importantes centros compradores da Índia: Ahmedabad, Coimbatore e Mumbai.

Destaque da Semana 3 – Na Índia, a programação ocorreu paralelamente à missão oficial do governo brasileiro. Representantes do setor algodoeiro acompanharam a comitiva presidencial e ministerial nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.

Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.

Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 26/fev cotado a 67,80 U$c/lp (+3,1% vs. 19/fev). O contrato Dez/26 fechou em 69,92 U$c/lp (+2,4% vs. 19/fev).

Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 883 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 26/fev/26.

Oferta – A Cotlook manteve a estimativa da produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4% frente a 2025/26.

Demanda – A Cotlook manteve a projeção do consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano. Para 2026/27, o consumo é estimado em 25,23 milhões de toneladas, leve alta de aproximadamente 0,5% em relação a 2025/26.

Altistas 1 - Os futuros de algodão na ICE ganharam força e o contrato Dez/26 voltou a negociar em patamares que não eram vistos há mais de cinco meses, o que trouxe novo ânimo ao mercado. Já a bolsa de Zhengzhou na China, diante da empolgação com a queda do tarifaço de Trump e a volta do feriado do Ano Novo Chinês, atingiu patamares não vistos desde Maio de 2024.

Altistas 2 - Com a chegada da janela de plantio no Hemisfério Norte, o mercado começa a sair da discussão sobre demanda e passa a recair nas decisões de plantio e oferta da próxima safra. As projeções iniciais para 2026/27 indicam menor área de algodão nos EUA e na China e, em conjunto com uma expectativa de consumo mais alto, esse quadro tende a apontar para alguma redução dos estoques globais. Além disso, clima nos EUA e Xinjiang pode afetar a produção.

Altistas 3 - O algodão vem subindo gradualmente mesmo com venda ativa de produtores nos EUA há quase duas semanas, apoiada pelo programa de Loan Deficiency Payment (LDP), que acrescenta cerca de 2 a 2,5 U$c/lb ao preço recebido pelos agricultores e estimulou a liquidação de estoques elegíveis. O fato de NY ter absorvido esse fluxo sem perder suporte reforça a percepção de força subjacente na curva de preços.

Altistas 4 - As vendas de algodão por produtores nos EUA devem desacelerar na próxima semana, à medida que o Loan Deficiency Payment (LDP) do governo cai fortemente, de mais de 200 pontos para 16 pontos.

Altistas 5 - A China Cotton relata maior otimismo no setor têxtil após a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre tarifas, com muitas fiações reportando bons pedidos para as próximas semanas. As expectativas são de melhor demanda no pós-feriado, o que tende a sustentar o ritmo de uso de algodão e a retomada gradual das compras de pluma pelas fiações chinesas.

Altistas 6 - O dólar americano tem se desvalorizado neste início de ano, com queda acumulada de cerca de 2,5% em dois meses. Um dólar mais fraco tende a favorecer commodities precificadas em US$, como o algodão, aumentando a competitividade das exportações e abrindo espaço para preços internacionais mais firmes no curto prazo.

Baixistas 1 - Na China, a produção da região de Xinjiang deve fechar a safra 2025 em 7,42 milhões de tons. Com estoques comerciais totais próximos de 5,5 milhões de tons e estoques industriais acima de 1,0 milhão de tons, a oferta doméstica continua confortável, limitando espaço para maior alta de importações no curto prazo.

Baixistas 2 - Apesar da leve melhora recente, a demanda de fios na China e em outras partes da Ásia ainda é descrita como tímida, com pedidos fracos ao varejo e muitas confecções trabalhando apenas sobre carteira imediata. Qualquer alta mais forte em NY tende, portanto, a encontrar resistência rápida dos compradores.

Baixistas 3 - Na Índia, se a CCI (órgão governamental de controle de estoques de algodão) continuar liberando algodão de forma agressiva no segundo semestre, o mercado internacional pode enfrentar maior concorrência da pluma indiana em alguns destinos.

Baixistas 4 - A crise entre Paquistão e Afeganistão se agravou após ataques cruzados na fronteira, com o ministro da Defesa paquistanês falando em “guerra aberta” e dezenas de mortos em ambos os lados. O aumento do risco geopolítico na região amplia a incerteza sobre rotas terrestres e a confiança em mercados emergentes, o que reforça a aversão ao risco e pode pesar sobre ativos de commodities, incluindo o algodão.

Baixistas 5 - Paralelamente, EUA e Irã encerraram em Genebra mais uma rodada de negociações nucleares com promessa de nova reunião já na próxima semana, enquanto forças militares americanas seguem concentradas na região. O quadro de tensão persistente mantém o mercado em clima de cautela.

China - O Índice de Preços de Fios da BCO subiu para 21.870 yuan/ton, e os futuros de fio na ZCE renovaram máximas históricas, ao mesmo tempo em que o yuan se apreciou levemente. Isso reforça a percepção de que o mercado chinês de fios está em fase de recuperação gradual, ainda que a demanda final permaneça moderada.

EUA - A decisão da Suprema Corte dos EUA de derrubar as tarifas “recíprocas” aplicadas em 2025 reduz riscos para exportadores de têxteis e confecções, mas ainda falta definir qual será o novo desenho tarifário definitivo.

Índia 1 - Os preços internos de pluma tiveram leve alta: Shankar-6 está ao redor de ₹54.600/candy (algo como 76,6 U$c/lb) e o tipo Punjab J-34 em torno de ₹5.420/maund (cerca de 72,4 U$c/lb), ambos ex-algodoeira.

Índia 2 - A CCI já adquiriu 4,91 milhões de tons de algodão em caroço, o que equivale a 33% da produção projetada de 30,5 milhões de fardos de 170kg em 2025/26. Esse volume sob controle estatal diminui a disponibilidade no mercado livre e pode favorecer origens como Brasil e Austrália em momentos de necessidade de reposição rápida.

Índia 3 - As importações indianas de algodão em dez/25 foram de 258.658 tons (+53% vs nov) e, no acumulado ago/dez, somam 705.139 tons, mais que o dobro do mesmo período de 2024. A Índia consolida-se como importador relevante mesmo sendo grande produtor, o que é positivo para o algodão brasileiro de qualidade.

Paquistão - O mercado de fios apresentou melhora, com fiações relatando maior demanda interna e de exportação, especialmente após o retorno dos compradores chineses no pós-Ano Novo Lunar. Com preços de fios em alta e estoques de pluma mais enxutos, cresce a necessidade de recompor matéria-prima, o que tende a manter interesse por algodão importado, inclusive brasileiro.

Bangladesh - Fiações bengalesas mantêm postura cautelosa diante das mudanças nas tarifas dos EUA, mas alguns exportadores de vestuário acreditam que podem se beneficiar da tarifa reduzida de 10% nas importações americanas.

Agenda 1 - terça-feira, 10/mar/2026 – Divulgação do relatório USDA World Supply and Demand (WASDE), às 12h (horário de Nova York).

Agenda 2 - terça-feira, 31/mar/2026 – Divulgação do relatório USDA US Prospective Plantings (intenções de plantio nos EUA), às 12h (horário de Nova York).

Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento já está em fase final, restando apenas o estado de MT, que se encontra com 99% concluído, para o encerramento total do beneficiamento. Total Brasil: 99,27%.

Plantio 2025/26 – Até o dia de ontem (26/02) foram semeados nos estados da BA (98%), GO (100%),MA (100%),MG (96%),MS (100%),MT (100%), PI (94,52%), PR (100%) e SP (100%). Total Brasil: 99,47%.

Exportações - As exportações brasileiras de algodão somaram 218,7 mil toneladas nas três primeiras semanas de fev/26. A média diária de embarque foi 22,5% maior que no mesmo mês de 2025.

Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo.

Quadro de cotações para 26 -02

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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IMA, AMPA e Abrapa promovem rodada de workshops voltada ao fortalecimento dos padrões de qualidade do algodão 

Especialistas promoveram encontro em três cidades do Mato Grosso, com foco nas melhores práticas de manejo com impactos na qualidade do algodão 

27 de Fevereiro de 2026

A Associação Matogrossense de Produtores de Algodão (AMPA), o Instituto Matogrossense do Algodão (IMA) e a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizam, entre os dias 24 e 26 de fevereiro, uma nova rodada de workshops voltados à melhoria da qualidade da fibra do algodão produzido no estado. Os encontros acontecem nos municípios de Campo Verde (24), Sorriso (25) e Campo Novo do Parecis (26). 


A iniciativa dá sequência ao ciclo de eventos sobre qualidade realizados em 2025 e integra a estratégia das entidades para aprofundar a conscientização da cadeia produtiva sobre práticas capazes de elevar de forma consistente o padrão do algodão mato-grossense. Nesta primeira rodada de 2026, o foco está na formação da qualidade da fibra ainda no campo e nos manejos de lavoura que impactam diretamente na análise e comercialização dos fardos.  


“Estamos avançando para um nível cada vez mais técnico, levando informação diretamente a quem toma decisão na fazenda”, afirma o coordenador do evento e pesquisador do IMA, Dr. Jean Belot. Segundo ele, compreender como a fibra se forma ao longo do desenvolvimento da planta é essencial para orientar escolhas de manejo mais eficientes. “A qualidade não começa na colheita ou no beneficiamento, ela é construída desde o início do ciclo produtivo”, ressalta. 


Relação entre qualidade e manejo no campo 


Gerente de qualidade da Ampa, Sérgio Dutra explicou como o workshop foi estruturado seguindo as fases do algodão no campo “Dividimos o ciclo em etapas justamente para trazer o público-alvo certo em cada momento, permitindo uma melhor assimilação do conteúdo e decisões mais assertivas no dia a dia da produção”, explicou.  


Nesta primeira rodada, os workshops reuniram especialistas em qualidade da fibra, fisiologia vegetal, pesquisa e consultoria para discutir práticas agronômicas que impactam atributos como resistência, comprimento e uniformidade da pluma. A programação abordou o mercado, a qualidade da última safra e os desafios de contaminação, contextualizando o aprofundamento em manejo, com foco nos efeitos da fisiologia, da adubação e do uso de insumos sobre a qualidade da fibra. 


De acordo com o consultor de qualidade da Abrapa, Edson Mizoguchi, o formato dos eventos ajuda os produtores tomarem as decisões no nível técnico antes de cada etapa. “Considerando que o Brasil é o maior exportador com um volume que atende os clientes todos os meses, a qualidade pode ser um diferencial para agregar melhores preços na comercialização”, pontuou.  


Para Marcio Portocarrero, diretor executivo da Abrapa, “A disseminação contínua de conhecimento técnico é um dos pilares para manter a competitividade do algodão brasileiro nos mercados nacional e internacional, diante de padrões de qualidade cada vez mais exigentes”. Ele destaca a importância da iniciativa no Mato Grosso e em outros estados: “A realização dos workshops de qualidade nos principais estados produtores, e, no caso do Mato Grosso, em diferentes cidades, é fundamental para o engajamento de quem cuida do algodão no dia a dia das propriedades.” 


Confira as próximas datas dos workshops de qualidade em Mato Grosso: 


Workshop Qualidade de Fibra: Qualidade na Colheita 




  • Campo Verde: 05/05/2026

  • Sorriso: 06/05/2026 

  • Sapezal: 07/05/2026 


Workshop Qualidade de Fibra: Qualidade no Beneficiamento 




  • Campo Verde: 23/06/2026

  • Campo Novo do Parecis: 23/06/2026 


Workshop Qualidade de Fibra: Escolha da Variedade 




  • Campo Verde: 06/10/2026

  • Sorriso: 07/10/2026

  • Campo Novo do Parecis: 08/10/2026 

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No Dia do Agronegócio, algodão destaca impacto social e ambiental do setor 

Indicadores mostram a contribuição da cotonicultura para o desenvolvimento sustentável no Brasil

25 de Fevereiro de 2026

No Dia do Agronegócio, a cadeia do algodão brasileiro chama atenção para uma realidade que vai além da exportação de commodities. Dados socioeconômicos e ambientais mostram que a cotonicultura tem atuado como um importante motor de desenvolvimento regional, especialmente em municípios do interior do país, combinando geração de renda, preservação ambiental e avanço nos indicadores sociais. 

Para a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) a data é uma oportunidade de celebrar a cultura do algodão e ampliar o diálogo sobre o setor. “O algodão é uma cultura que envolve responsabilidade socioambiental ao longo de toda a cadeia, do plantio da semente ao produto final”, afirma Marcio Portocarrero, diretor executivo da entidade. 

Desenvolvimento regional impulsionado pelo algodão 

Os impactos da atividade podem ser observados de forma concreta em municípios que concentram a produção nacional da pluma. Entre 2000 e 2022, cidades como Campo Verde (MT), Primavera do Leste (MT), Sapezal (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA) registraram crescimento populacional muito acima da média brasileira. Campo Verde passou de 17 mil para 45 mil habitantes no período, crescimento de 161%. Primavera do Leste saiu de 36 mil para 85 mil moradores (139%). Sapezal quase quadruplicou sua população, saltando de 8 mil para 29 mil habitantes (269%). Já Luís Eduardo Magalhães teve o avanço mais expressivo: de 19 mil para 108 mil moradores, alta de 482% em pouco mais de duas décadas. 

O avanço populacional foi acompanhado por melhora consistente de acordo com os indicadores de desenvolvimento. Dados do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) mostram que, entre 2013 e 2023, os quatro municípios elevaram seus índices de forma superior à média nacional. Enquanto o IFDM do Brasil cresceu cerca de 29,8% no período, a média das quatro cidades avançou 21,3%, alcançando patamar considerado de alto desenvolvimento. O índice de Campo Verde saltou de 0,611 para 0,7602, Primavera do Leste, foi de 0,6626 para 0,805, Sapezal, de 0,6052 para 0,694, e Luís Eduardo Magalhães, de 0,55 para 0,6865. Os resultados refletem melhorias em renda, educação e saúde, pilares que compõem o IFDM. 

Certificação socioambiental é base do avanço 

Parte relevante desse desempenho está associada ao Algodão Brasileiro Responsável (ABR), programa de certificação socioambiental coordenado pela Abrapa. Criado em 2012, o ABR estabelece um padrão nacional que exige boas práticas ambientais, sociais e trabalhistas em toda a cadeia produtiva da cotonicultura, critérios que asseguram que onde a pluma é plantada o meio ambiente é preservado e o desenvolvimento social alcança altos patamares de qualidade de vida para daqueles que vivem nas regiões produtoras. Atualmente, 81% de toda a produção de algodão no Brasil recebe certificação do ABR. 

Estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa em 6 municípios do Oeste da Bahia (Cocos, São Desidério, Correntina, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães e Barreiras) aponta que, para cada R$ 1 investido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) no programa, são gerados R$ 5,09 em retorno socioeconômico para a população local. Os impactos incluem melhoria das condições de trabalho, fortalecimento da governança nas propriedades e maior integração entre produtores e comunidades. 

 A percepção dos produtores reforça os números. Segundo a pesquisa, 94% reconhecem que a certificação socioambiental influencia positivamente o valor da pluma, além de contribuir para a qualificação da mão de obra, organização produtiva e aumento da visibilidade econômica das regiões produtoras. 

 Ao mensurar de forma sistemática os efeitos do investimento em sustentabilidade, o levantamento consolida evidências de que a economia do algodão gera impactos que extrapolam a porteira. “Os dados mostram que organização setorial, governança e responsabilidade ambiental produzem efeitos duradouros sobre o desenvolvimento regional”, afirma Portocarrero. 

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Plantio da nova safra de algodão entra na reta final, enquanto o Brasil conclui o beneficiamento de uma produção recorde, aponta relatório da Abrapa 

O plantio da safra brasileira de algodão 2025/2026 entra no período final, ao mesmo tempo em que o país consolida o beneficiamento de uma colheita histórica no ciclo 2024/2025  

23 de Fevereiro de 2026

Até 12 de fevereiro de 2026, 97,4% da área projetada para a nova safra já havia sido semeada no país, segundo levantamento da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa). Restam áreas pontuais a serem implantadas principalmente na Bahia (4%), Minas Gerais (10%), Piauí (8%) e Mato Grosso (2%). Em Mato Grosso, o ritmo de implantação do algodão de segunda safra ficou acima da média dos últimos cinco anos para o mês de janeiro, segundo dados do IMEA, dentro da janela considerada ideal. 


Apesar do bom andamento do plantio, a área cultivada deve reduzir em 5,5% e totalizar 2,05 milhões de hectares na safra 2025/2026. As estimativas estão em atualização e uma nova projeção será apresentada em 9 de março de 2026, durante reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados do Ministério da Agricultura e Pecuária. 


Beneficiamento confirma safra histórica 


Enquanto a nova safra avança no campo, o beneficiamento da colheita 2024/2025 entra na fase final. Até meados de fevereiro, 99% do volume colhido já havia passado pelas algodoeiras brasileiras, restando pequenas parcelas no Mato Grosso e na Bahia. 


A produção estimada pela Abrapa é recorde, 4,25 milhões de toneladas de algodão, crescimento de 14,8% em relação à safra 2023/2024. O ganho veio tanto da expansão produtiva quanto do aumento da produtividade média, que atingiu 316,8 arrobas de algodão em caroço por hectare, alta de 3,6% frente ao ciclo anterior. 


Os números estão alinhados às projeções da Conab, que estima a produção de pluma da safra 2024/2025 em 4,076 milhões de toneladas, avanço de 10% sobre o volume da temporada 2023/2024. 


Exportações seguem fortes, com China na liderança 


No comércio exterior, o algodão brasileiro mantém desempenho robusto. Entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, o país exportou 1,722 milhão de toneladas, com receita de US$ 2,73 bilhões. A China liderou as compras neste período, importando 480,4 mil toneladas, o equivalente a 28% do total embarcado. 


Além da China, chamaram atenção os aumentos das exportações para a Índia e a Turquia, ambas com crescimento próximo de 80 mil toneladas no período. O Vietnã, por outro lado, reduziu significativamente suas compras, com queda de 154,8 mil toneladas no acumulado, configurando o principal destaque negativo. 


Para o ano comercial 2025/2026, a Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas, volume 13% superior ao do ciclo anterior, reforçando o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra. 


Estoques sobem e pressionam preços 


Mesmo com o crescimento das exportações, o avanço da produção mantém os estoques finais em patamar alto. Com produção estimada em 4,25 milhões de toneladas e embarques projetados em 3,2 milhões, os estoques ao fim de julho de 2025 devem alcançar 835 mil toneladas, alta de 65% em relação à safra passada. A relação estoque/uso deve subir de 14% para 21% até julho de 2026. 


Esse cenário tem impacto direto sobre os preços internos. Desde novembro de 2025, o indicador do Cepea vem sendo negociado próximo ao preço mínimo estipulado pelo governo federal, de R$ 114,58 por arroba de pluma. No Mato Grosso, principal polo produtor, os preços médios de janeiro de 2026 ficaram 5,7% abaixo desse patamar. 


Mercado internacional aponta maior oferta 


No cenário global, o relatório mensal divulgado em 10 de fevereiro de 2026 pelo USDA indica aumento da oferta mundial de algodão na safra 2025/2026. A produção global foi estimada em 26,10 milhões de toneladas, crescimento de 1,1% frente ao ciclo anterior. 


Entre os principais produtores, o USDA projeta expansão significativa na China, no Brasil e na Índia, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos devem registrar retração. O consumo global, por sua vez, foi estimado em 25,85 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo do observado na safra passada. 


Com produção maior e consumo mais fraco, os estoques mundiais devem subir para 16,35 milhões de toneladas em 2025/2026, alta de 1,8% na comparação anual, um contexto que reforça a pressão sobre os preços internacionais e exige atenção redobrada dos produtores e da indústria. 


Acesse o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/02/Relatorio_safra_Abrapa.fev2026.vf_.pdf

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Algodão brasileiro mira acordo comercial para avançar na Índia 

Kaique Cangirana, da CNN Brasil, São Paulo19/02/26 às 17:57 | Atualizado 19/02/26 às 19:03

20 de Fevereiro de 2026












Representantes do setor de algodão viajaram para a Ásia e participam das negociações para ampliar o comércio da pluma para a Índia, um dos principais polos da indústria têxtil global. A delegação liderada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) acompanha a agenda presidencial no continente e aposta na ampliação do Acordo de Comércio Preferencial para ganhar competitividade no mercado indiano.



O setor algodoeiro busca a redução das tarifas de exportação do produto nacional e a criação de cotas com tarifa zero, medidas que podem ampliar a competitividade da pluma nacional no mercado indiano.


A comitiva, composta por Cotton Brazil, a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e a ApexBrasil, terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo com perspectivas de produção e comércio entre os países.


Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil, reforçou o trabalho da organização na análise de mercados e indústria têxtil global. “A expectativa do setor é que o algodão seja inserido entre os produtos para ampliação da preferência tarifária e que isso amplie a competitividade frente às outras origens”, destacou à CNN Brasil.


O Ministério dos Têxteis é a principal entidade indiana para negociações e políticas públicas do país no segmento, o que inclui o algodão de diversos agentes. Hoje, Estados Unidos e Austrália são os principais clientes da indústria indiana.


O gestor destaca que as negociações estão em patamar inicial, mas destaca os diferenciais competitivos do Brasil para avançar no acordo comercial. “O estudo que encaminhamos às autoridades demonstra a competitividade do agronegócio brasileiro, com um preço inferior de mercado e qualidade de fibra muito demandada pelos indianos”, afirmou Rati ao CNN Agro.


Os representantes do setor acompanham o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, nas negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) entre o Mercosul e a Índia.


Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Abrapa, a ampliação da participação brasileira na Índia reflete a construção de confiança com a indústria local. "Há espaço para aprofundar ainda mais essa parceria nos próximos anos”, afirmou.


Abertura comercial com a Índia


Além de se destacar como segundo maior produtor de algodão do mundo, a Índia também abriga o segundo maior parque industrial têxtil . Esta é a terceira vez que a delegação do Cotton Brazil realiza uma agenda estruturada no país.


O setor tem intensificado missões comerciais e técnicas à Índia, em um movimento alinhado à reorganização das cadeias globais e à estratégia brasileira de expansão no mercado asiático. Os resultados já se refletem nos números do comércio exterior.


Após a realização do primeiro Cotton Brazil Outlook, série de encontros para a promoção do algodão brasileiro realizado em 2024 nos polos industriais indianos, as exportações brasileiras de algodão para o país saltaram de 8 mil para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.


No mesmo período, Estados Unidos, Austrália e países africanos perderam espaço no mercado indiano. Durante o ano comercial 2025/26, o Brasil já embarcou 185 mil toneladas para a Índia.


Para o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella, a parceria entre Brasil e Índia vai além de fatores comerciais. “A cotonicultura brasileira alia produtividade a rigor socioambiental, hoje indispensável para a competitividade da indústria asiática. Ao entregar uma fibra rastreável e sustentável, o Brasil oferece mais do que uma commodity”, concluiu.


Algodão e mercado Têxtil 


A Abrapa projeta exportações de 3,2 milhões de toneladas de algodão na safra 2025/26, alta de 13% sobre o ciclo anterior. A China, responsável por 32% das compras brasileiras na última safra, deve seguir como principal destino.


Com embarques de 2,8 milhões de toneladas no ciclo passado, o Brasil consolidou-se como maior exportador mundial da pluma. Para a temporada atual, porém, a área plantada deve recuar 5,5%, para 2,05 milhões de hectares.


Mais da metade do algodão produzido no Brasil abastece o mercado internacional, com o país liderando as exportações globais. Atualmente, o mercado nacional consome cerca de 700 mil toneladas de algodão, mas quer alcançar o primeiro milhão de toneladas anuais até 2030, segundo entidades do setor.


As importações da indústria têxtil atingiram US$ 6,6 bilhões, resultando em déficit comercial de US$ 5,7 bilhões para a cadeia de vestuário. Atualmente, a indústria nacional consome cerca de 700 mil toneladas da pluma brasileira, mas a meta é, ao menos, chegar a 1 milhão de toneladas, segundo a Abrapa.


A indústria têxtil transforma fibras em fios e tecidos, enquanto a confecção utiliza esses insumos para produzir roupas e outros bens. Apesar de integradas, as duas atividades enfrentam volatilidade ligada ao preço do algodão, principal matéria-prima do setor.



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Brasil negocia ampliação de acordo com Índia no setor de algodão

meta do governo brasileiro é expandir a lista de 450 produtos com descontos tarifários para até 4 mil no âmbito do tratado Mercosul-Índia

20 de Fevereiro de 2026







Uma delegação formada por representantes do Cotton Brazil, da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) e da ApexBrasil acompanha a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, à Ásia. O objetivo é negociar a ampliação do acordo de comércio preferencial entre Mercosul e Índia, para, entre outras coisas, aumentar as exportações de algodão ao país, em vigor desde 2009.






A meta do governo brasileiro é expandir a lista de 450 produtos com descontos tarifários para até 4 mil, incluindo óleos vegetais, algodão, etanol, feijão e frutas, além de máquinas, equipamentos, terras raras, entre outros. Segundo a Abrapa, o foco do setor é reduzir tarifas de importação do algodão brasileiro de 11% e criar cotas com tarifa zero.





“Nós acreditamos que o potencial de exportar para a Índia com a redução das alíquotas pode chegar a 300 mil toneladas por ano. Isso representa em torno de US$ 500 milhões de receita para o Brasil só com esse destino o destino indiano”, afirma o vice-presidente da Abrapa, Celestino Zanella. No ciclo comercial 2024/25 o Brasil exportou 160 mil toneladas de algodão para a Índia.







A Índia é um dos maiores produtores mundiais de algodão e abriga o segundo maior parque industrial têxtil do mundo. O setor tem intensificado as missões comerciais e técnicas à Índia desde 2024. Desde então, as exportações brasileiras de algodão para a Índia passaram de 8 mil toneladas para 160 mil toneladas, elevando a participação do Brasil entre as origens exportadoras de 4% para 24%.







“Nosso objetivo é fortalecer parcerias estratégicas, promover a rastreabilidade e a sustentabilidade da fibra brasileira e consolidar o Brasil como fornecedor confiável para a indústria têxtil indiana”, afirmou Fernando Rati, gestor do Cotton Brazil.







A comitiva empresarial terá reuniões com representantes do Ministério dos Têxteis da Índia para apresentar um estudo sobre sinergias entre os dois países na área.







Após a agenda presidencial, os representantes vão visitar os principais polos industriais indianos para a realização do Cotton Brazil Outlook, série de eventos e workshops para promover o algodão brasileiro.







As atividades começam em Nova Delhi, seguem para Ahmedabade e Coimbatore, tradicionais polos têxteis, e terminam em Mumbai, onde a agenda se estende até o dia 28.








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Abrapa promove abertura de mercado europeu para a moda brasileira

20 de Fevereiro de 2026

Entre os dias 3 e 5 de fevereiro, os programas de promoção do algodão brasileiro da Abrapa, o movimento Sou de Algodão e o Cotton Brazil, marcam presença no Première Vision Paris, evento considerado uma das principais vitrines globais da indústria da moda.


Em parceria com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), a entidade montou um espaço dedicado a designers brasileiros, reforçando o posicionamento do país como fornecedor de matéria-prima e design de alto valor agregado.



Uma das maiores vitrines da moda global


Reconhecida como um dos mais importantes eventos internacionais de insumos para a indústria têxtil, a Première Vision é realizada na capital francesa e reúne fabricantes, estilistas e compradores de diversos países. A feira apresenta inovações em tecidos, fios, acessórios e tecnologias sustentáveis, com uma curadoria rigorosa que orienta tendências e conecta criatividade à produção industrial em escala global.


A edição de fevereiro de 2026 tem como tema “Territórios de Savoir-Faire” (Territórios do Saber-Fazer), propondo uma imersão na identidade geográfica do artesanato e da indústria. A proposta é valorizar o conhecimento tradicional aliado à inovação, destacando modelos produtivos que respeitam o meio ambiente e as competências locais como pilares do futuro da moda.



Do campo à passarela


Nesse contexto, a Abrapa apresenta o algodão brasileiro sob o conceito “Brazil: from Farm to Fashion”, utilizando o tema dos territórios para consolidar o país como origem de excelência tanto da pluma quanto do design.


O espaço da entidade exibe looks do desfile Trajetórias, apresentado pelo movimento Sou de Algodão na última edição da São Paulo Fashion Week (SPFW), que destacou a cadeia de custódia do algodão brasileiro. As peças são assinadas por estilistas como Fernanda Yamamoto, Weider Silveiro e Alexandre Herchcovitch.






Foto: Reprodução/Instagram @abrapabrasil




Transparência da fazenda ao guarda-roupa


A presença da moda brasileira na Première Vision é apresentada pela rastreabilidade integral da produção do algodão nacional. Por meio do programa SouABR, iniciativa da Abrapa que monitora a cadeia produtiva da semente ao guarda-roupa, o setor comprova transparência e conformidade com normas socioambientais, transformando a matéria-prima em um ativo estratégico para a exportação.


Ao integrar desenvolvimento tecnológico no campo e produção criativa na indústria, o algodão brasileiro marca presença na feira com design contemporâneo diretamente associado à preservação e à valorização de seu território produtivo.



Abertura de mercado para a moda brasileira


Com a consolidação do acordo entre Mercosul e União Europeia, a participação do Brasil na Première Vision ganha ainda mais relevância. A feira surge como uma plataforma estratégica para que a moda nacional comece desde agora a capitalizar a abertura de acesso ao segundo maior mercado consumidor do mundo.


A estratégia da Abrapa é posicionar o evento como vitrine para o algodão brasileiro, que já atende aos critérios de sustentabilidade, rastreabilidade e conformidade exigidos pelo mercado europeu.

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 20/20/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #07/2026  

20 de Fevereiro de 2026

Destaque da semana 1 - Nesta semana, durante o USDA Agricultural Outlook Forum 2026, o órgão americano apresentou suas primeiras projeções para a safra 2026/27, indicando área a ser plantada com algodão este ano nos EUA de 9,4 milhões de acres – valor superior aos 8,99 milhões de acres estimados no início de fevereiro pela pesquisa de intenção de plantio do National Cotton Council (NCC). Segundo o órgão, o consumo global deve voltar a superar a produção esta safra.

Destaque da Semana 2 – Começou a missão Cotton Brazil para a Índia. Com o objetivo de promover e valorizar o algodão brasileiro no país do sul da Ásia, uma delegação de produtores, executivos e exportadores realizará uma série de eventos, reuniões e visitas técnicas no país durante os próximos 7 dias. A missão começou em Nova Deli com a participação da Abrapa na visita do presidente Lula ao país, que contou com a inauguração do primeiro escritório da Apex Brasil na localidade.

Destaque da Semana 3 – A delegação do Cotton Brazil também teve reunião com lideranças do Ministério Têxtil da Índia, Invest Índia e representantes do corpo diplomático brasileiro, para apresentação do estudo de sinergia e complementariedade entre Brasil e Índia no setor do algodão.

Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 19/fev cotado a 65,73 U$c/lp (-0,4% vs. 12/fev). O contrato Dez/26 fechou em 68,27 U$c/lp (-0,3% vs. 12/fev).

Basis Ásia - o Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 849 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 19/fev/26.

Oferta – A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. 

Demanda – A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano.

Altistas 1 – No Agricultural Outlook Forum, o USDA apresentou a projeção que em 26/27, o consumo mundial de algodão volte a superar a produção (≈ 26,1 vs 25,3 milhões de toneladas), reduzindo os estoques finais globais para cerca de 15,5 milhões de tons e a relação estoque/uso para 59%. Esse leve aperto no balanço, depois de anos de oferta confortável, dá um viés moderadamente altista para o mercado no médio prazo.  

Altistas 2 – Para a China, o USDA projeta queda de produção de cerca de 7,6 para 7,0 milhões de toneladas em 26/27, ao mesmo tempo em que o consumo sobe levemente para 8,6 milhões de tons e as importações aumentam 25%, para cerca de 1,5 milhão de tons. A combinação de menos algodão doméstico e mais importação reforça o papel da China como importador-chave na próxima safra (26/27).  

Altistas 3 – Mesmo com área um pouco maior em 26/27 (9,4 milhões de acres, +1,3%), o USDA projeta produção americana ligeiramente menor, em torno de 2,96 milhões de toneladas (13,6 milhões de fardos), por causa de taxa de abandono mais alta e área colhida menor. Com exportações em 2,66 milhões de tons (12,2 milhões de fardos) e uso interno estável, os estoques finais dos EUA caem para 4,2 milhões de fardos (≈ 0,9 milhão de tons).

Altistas 4 - A pesquisa de intenção de plantio do National Cotton Council aponta para uma queda maior de área nos EUA (8,99 milhões de acres, queda de 3,2% frente à safra atual), com projeção de produção em 12,7 milhões de fardos (≈ 2,8 milhões de tons), o menor volume desde 2015/16.  

Altistas 5 – O USDA confirma o Brasil como maior exportador mundial pelo terceiro ano seguido, com embarques de 14,5 milhões de fardos em 2025/26 (≈ 3,2 milhões de tons), algo como 33% do comércio global. Mesmo com a produção brasileira recuando para cerca de 3,8 milhões de tons em 2026/27 (17,5 milhões de fardos), o país segue como principal fornecedor, seguido por EUA e Austrália.  

Baixistas 1 – O USDA destaca que, apesar do crescimento econômico global, o consumo de algodão está estagnado há quase 20 anos: desde 2007/08 não passa de ~120 milhões de fardos, enquanto o consumo total de fibras têxteis subiu de 337 para 520 milhões de fardos-equivalentes, puxado por fibras sintéticas. A participação do algodão caiu de mais de 35% para cerca de 22% da fibra têxtil mundial.

Baixistas 2 – O estudo mostra que, desde a crise de 2008, os preços relativos do algodão frente ao poliéster dobraram: a relação algodão/poliéster, que girava em torno de 1,0 antes de 2007, passou a média de 1,70 depois disso, com picos acima de 2,0. Essa vantagem de custo das fibras sintéticas faz com que, na ausência de forte preferência do consumidor, a indústria têxtil opte por poliéster e outras fibras artificiais. 

Baixistas 3 – Mesmo com a queda prevista em 2026/27, os estoques globais permanecem historicamente altos, na casa de 71 milhões de fardos (≈ 15,5 milhões de tons), o terceiro menor nível em 10 anos, mas ainda bem acima das mínimas registradas em ciclos de alta mais fortes. Esse colchão de oferta tende a conter movimentos mais agressivos de alta no curto prazo.  

Baixistas 4 - O contrato May/26 em NY continua preso em uma faixa estreita de 63–65 U$c/lb, com pequena perda semanal, mesmo após notícias de menor área nos EUA e ajustes de safra no Brasil. A incapacidade do mercado de reagir de forma consistente a fatores altistas reforça a leitura de manutenção de preços deprimidos.

Baixistas 5 - Relatório semanal de mercado nos EUA mostra que as vendas externas continuam abaixo da média sazonal e que os embarques ainda não atingem o ritmo necessário para cumprir a meta de exportações do USDA para 2025/26.  

Agenda - Até 28 de fevereiro, uma delegação brasileira formada por representantes do Cotton Brazil, da Abrapa, da Anea e da ApexBrasil cumpre agenda na Índia.

Agenda 2 - A Cotton Brazil terá reuniao com SWAK (Associação das Indústrias Têxteis da Coreia do Sul) e participação na agenda presidencial e ministerial em Seul em 23/Fev.

China 1 - Esta semana a China comemora a chegada do Ano Novo Chinês, com pouca atividade empresarial em todo o país. O sentimento para a volta do feriado é positivo, já que os últimos dados de PMI do setor têxtil de algodão indicam alta de 3,18 pontos em janeiro, indicando expansão da atividade, com aumento de novos pedidos e das taxas de utilização das fiações.

China 2 - No mercado doméstico, o CC Index foi cotado ao equivalente de 104,23 U$c/lb, enquanto o contrato Maio/26 na bolsa de Zhengzhou girou em torno de 95,40 U$c/lb, com preços de poliéster e viscose relativamente estáveis.  Essa relação de preços reforça que o algodão continua significativamente mais caro que as fibras sintéticas, o que favorece a substituição parcial por poliéster em alguns segmentos de fio e tecido.

Paquistão - As fiações seguem ativas na compra de pluma doméstica e importada. O fato de as fiações aceitarem basis firmes em um cenário de margens ainda apertadas indica necessidade real de reposição e reforça a atratividade de algodão de melhor qualidade, inclusive do Brasil.

Bangladesh - O mercado de fio se mantém firme: preços internos de fio em alta e melhores margens das fiações. Além disso, o recente anúncio do acordo comercial  com os EUA, que deve abrir espaço para acesso preferencial a têxteis com algodão americano, tende a sustentar a demanda por algodão.

Índia - Os preços domésticos de Shankar-6 subiram para cerca de ₹54.500 por candy (≈ 76,65 U$c/lb).  Com pluma retida em estoques públicos pela estatal CCI e preços domésticos elevados, o algodão indiano segue pouco competitivo, o que abre espaço adicional para importação de Brasil, EUA e Austrália, mesmo com a volta do imposto de importação de 11%.

Indonésia - Um pacote de 11 acordos comerciais com os EUA incluiu o compromisso de compra de algodão americano ao longo dos próximos anos. Esse movimento fortalece o vínculo das fiações locais com o algodão americano e tende a ameaçar a liderança brasileira nas importações do país.

Workshop - Entre 9 e 13 de fevereiro, a Abrapa realizou no CBRA o Workshop de Manutenção Uster HVI ClassingQ Pro, em parceria com a Uster. O treinamento reuniu inspetores dos 13 laboratórios do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), com foco na manutenção e operação dos equipamentos HVI, reforçando a precisão e a confiabilidade das análises da fibra. 

Exportações - As exportações brasileiras de algodão* somaram 149,2 mil toneladas nas duas primeiras semanas de fev/26*. A média diária de embarque foi 8,6% maior que no mesmo mês de 2025.

Beneficiamento 2024/25 - Até o dia de ontem, não houve alteração nos volumes beneficiados nos estados em que o processo ainda está em andamento. Restam apenas os estados da BA (99%) e MT (99%) para a conclusão do beneficiamento. Total Brasil: 99,09%.

Plantio 2025/26 –  Até o dia de ontem (19/02) foram semeados nos estados da BA (98%), GO (100%), MA (100%), MG (94%), MS (100%), MT (99%), PI (92,43%), PR (100%) e SP (92%). Total Brasil: 98,61%

Preços - Consulte a tabela de cotações e diferenciais abaixo.

Quadro de cotações para 19 -02

Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Parceria entre Abrapa e Uster capacita inspetores para modernização da classificação do algodão

Workshop em Brasília reúne técnicos de laboratórios de todo o país para alinhar manutenção e automação de instrumentos HVI de última geração

19 de Fevereiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) sediou, entre os dias 9 e 13 de fevereiro, o Workshop de Manutenção Uster HVI ClassingQ Pro, um curso técnico focado na manutenção e operação dos instrumentos HVI (High Volume Instrument) da linha 1000 Classing Q-Pro. O evento, realizado no Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), faz parte do terceiro pilar do programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), focado na capacitação e geração de conhecimento. O curso reuniu inspetores de todos os laboratórios que integram o SBRHVI.

O treinamento, realizado em parceria com a Uster, líder mundial no fornecimento de instrumentos HVI (High Volume Instrument) para a classificação e análise da qualidade da fibra de algodão. teve como objetivo alinhar o conhecimento técnico sobre as funcionalidades mais modernas de automação e melhoria na análise da pluma. Durante cinco dias, profissionais dos 13 laboratórios que fazem parte do programa SBRHVI participaram de sessões teóricas e práticas voltadas para a manutenção preventiva e corretiva, visando garantir a assertividade dos resultados durante a safra.

Para o gerente de qualidade da Abrapa e coordenador do evento, Deninson Lima, o encontro está diretamente relacionado com a credibilidade da pluma brasileira no mercado externo.

"Esse evento é fundamental para promover um alinhamento sobre os processos de manutenção dos instrumentos HVI da principal fabricante, que é a Uster. O objetivo final é que, durante toda a safra, os laboratórios mantenham o mesmo nível de excelência, entregando resultados que deem cada vez mais credibilidade para o algodão brasileiro", afirmou Lima.

Troca de experiências e alta demanda

O workshop focou especialmente na tecnologia Q-Pro com Automic, sistema de automação para a análise de micronaire. A atualização é estratégica para laboratórios de alta produtividade, como o da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), que processa volumes superiores a 4,5 milhões de amostras provenientes da região do Matopiba.

O analista de controle de qualidade do laboratório da Abapa, Iago Paixão, explicou a importância essa formação para os profissionais da região.  “O workshop está sendo bastante interessante para nós, pois é uma visão de um equipamento novo, e estamos aprimorando os nossos conhecimentos que poderemos repassar para os demais encarregados. É importante para a nossa região manter os nossos equipamentos bem revisados e a manutenção em dia. A expectativa do treinamento está sendo excelente. Muito aprendizado, muita informação sendo repassada”, esclareceu.

Equipes preparadas para a próxima safra

A integração entre as equipes operacionais também foi destacada pelos participantes como um ponto alto da programação. A troca de informações sobre falhas comuns e soluções técnicas visa reduzir o tempo de máquina parada durante o pico da colheita.

José Lúcio, gerente do laboratório da Coabra em Sinop (MT), destacou o impacto direto na prestação de serviço aos associados.

"Por sermos um laboratório novo e operarmos 100% com aparelhos Q-Pro, é essencial entendermos esse processo de automação. Estar aqui nos permite ser mais assertivos na manutenção diária e proporcionar uma melhor qualidade de serviço para nossos associados", explicou Lúcio.

O conhecimento compartilhado em Brasília será agora replicado nos laboratórios regionais, preparando as equipes para a demanda da próxima safra nacional.

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