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Abrapa publica Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil de março

Mês registra exportação de 270 mil toneladas de algodão Brasileiro e confirma aumento das importações indianas

11 de Março de 2026

Nesta quarta-feira, 11 de março, a Abrapa publicou o novo Relatório Mensal de Estatística do Cotton Brazil. O material reúne as informações atualizadas da Abrapa, Conab, Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), USDA e IMEA, em um só lugar. Confira os principais destaques desta edição:

Produção brasileira - A produção em 2025 (safra 2025/2026 USDA ou 2024/2025 CONAB/ABRAPA) 4,25 milhões de toneladas, um aumento de 14,71% em relação à safra passada.

Dados da Abrapa - O USDA passou a adotar a estimativa de produção da Abrapa no seu último relatório.

Exportação - O Brasil segue na liderança mundial como maior exportador, detendo 33% do mercado, superando os Estados Unidos, que possuem 27%.

Exportação mensal - Em fevereiro de 2026 foram exportadas 270 mil toneladas de algodão.

Ano comercial 2025/2026 - De agosto de 2025 a fevereiro de 2026, o Brasil já exportou 1.992 mil toneladas, registrando um aumento de 87 mil toneladas se comparado com o mesmo período do ano comercial passado.

Principais Compradores - A China continua sendo o principal destino da pluma brasileira, com 29% de participação no acumulado de 2025/26, seguida por Bangladesh (15%) e Turquia (13%).

Vias de Exportação - O Porto de Santos é a principal via de saída do algodão brasileiro, responsável por 91% das exportações no período de 2025/26.

Algodão no mundo - A China lidera a estimativa da produção de algodão no mundo com 7,73 milhões de toneladas, seguida pela Índia com 5,12 milhões de toneladas, e pelo Brasil com 4,25 milhões.

Índia - De acordo com o USDA a tendência é de aumento nas importações na Índia, que registrou um crescimento de 17% em fevereiro de 2026, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Estoque global - Deverá chegar a 16,63 milhões de toneladas 2025/2026, um crescimento de 3,57% em relação à safra anterior.

Para saber mais, acesse o relatório completo:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Relatorio_Mensal_CB_Marco.pdf

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Relatório de qualidade de fevereiro: Dados apontam alto padrão da fibra brasileira na safra 2024/2025

11 de Março de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o relatório de qualidade referente ao algodão beneficiado em fevereiro da safra 2024/2025, consolidando dados das análises realizadas nos laboratórios do Programa Standard Brasil HVI (SBRHVI), que monitora a fibra processada em 13 laboratórios participantes em todo o país.

Até 28 de fevereiro de 2026, foram registradas as análises de 16.018.698 fardos, quantidade que representa a avaliação de praticamente toda a produção nacional da última safra, estimada em cerca de 4,25 milhões de toneladas de algodão em pluma.

Indicadores de Qualidade e Desempenho

O relatório aponta os seguintes índices de conformidade para as principais características da fibra na safra 2024/2025:


  • Micronaire (MIC): 95,8% das amostras situam-se no intervalo de 3,50 a 4,90.

  • Resistência (STR): 96,5% da produção apresenta resistência igual ou superior a 28 gf/tex.

  • Comprimento (UHML): 93,9% da fibra possui comprimento mínimo de 1,11 polegadas.

  • Uniformidade (UI): 94,8% das amostras registram índice de uniformidade igual ou superior a 80%.

  • Fibras Curtas (SFI): 79,4% da produção apresenta índice de fibras curtas menor ou igual a 10%.

  • Brilho (Rd) e Amarelamento (+b): O grau de reflectância (Rd ≥ 75) atingiu 85,9%, enquanto 78,1% da safra cumpre o parâmetro de amarelamento (≤ 9).


Estrutura e Transparência

As análises são conduzidas por uma rede de laboratórios que operam com 90 equipamentos de HVI. O Mato Grosso concentra a maior estrutura, com 9 laboratórios e 62 equipamentos, seguido pela Bahia, com uma unidade e 16 equipamentos. O sistema é supervisionado pelo Centro Brasileiro de Referência em Análise de Algodão (CBRA), em Brasília.Calendário Operacional*

Embora a colheita ocorra majoritariamente entre junho e setembro, o beneficiamento e as análises de HVI da safra 2024/2025 estendem-se até o março de 2026.

Os dados completos são atualizados diariamente e podem ser consultados via plataforma de Business Intelligence (BI) desenvolvida pela Abrapa para monitoramento da qualidade do algodão.

Veja o relatório completo: https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Relatorio-de-Qualidade-do-Algodao-Fev-26.pdf

E acesse a plataforma de B.I. da qualidade do algodão brasileiro: https://abrapa.com.br/sbrhvi

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Câmara Setorial do Algodão realiza 1ª reunião de 2026 buscando alternativas para altos custos e competitividade

Alta de juros, aumento do diesel e volta da incidência do PIS/Confins sobre fertilizantes geram preocupação para o setor, que também busca alternativas para o aumento do consumo do algodão

09 de Março de 2026

Em sua primeira reunião de 2026, realizada nesta segunda-feira, 09 de março, a Câmara Setorial do Algodão e Derivados analisou o atual cenário de produção da pluma, que atualmente enfrenta de margens apertadas e desafios estruturais para uma das commodities mais importantes da balança comercial brasileira. O encontro reuniu produtores, exportadores e representantes da indústria têxtil para proposição de soluções para os desafios macroeconômicos nacionais e em meio à tensão da geopolítica internacional.


O setor enfrenta a alta nas taxas de juros da economia, o encarecimento do diesel e o retorno da incidência de PIS/Cofins sobre fertilizantes. Somado a isso, o aumento do preço do barril de petróleo acima dos US$100, em decorrência do conflito entre Irã e Estados Unidos, eleva os custos do frete internacional.


O desafio da competitividade
De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA), Dawid Wajs, a qualidade do algodão brasileiro está cada dia melhor, atingindo um alto padão em características intrínsecas nunca vistos anteriormente, isso permitiu o acesso do Brasil a mercados mais exigentes. No entanto, o avanço técnico esbarra no consumo global totalmente estagnado.


O baixo preço do poliéster continua sendo um dos maiores desafios para os produtores de algodão, que ao invés de disputarem mercado com as fibras sintéticas estão concorrendo entre si, o que não resolve o problema do consumo. “Apesar da competitividade logística brasileira no subcontinente asiático, acordos bilaterais dos Estados Unidos com grandes compradores, como Índia e Bangladesh, têm deslocado a demanda para a fibra norte-americana", analisou Wajs.


Estratégias para aumentar a demanda
Diante da paralisia do consumo mundial, o setor busca alternativas. O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, apresentou quatro eixos de ação do Cotton Brazil para recuperação de mercado e impulsionamento de vendas do algodão brasileiro. O trabalho será focado no desenvolvimento de Políticas públicas; Inteligência e alinhamento internacional; P&D e parcerias; Comunicação e promoção.


Para o presidente emérito da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Pimentel, o aumento do consumo do algodão deve estar mais atrelado ao valor agregado do que na diminuição dos custos. "Não conseguiremos diminuir o custo, mas podemos aumentar o reconhecimento de atributos como certificações ambientais, características do algodão e outras qualidades do algodão brasileiro", afirmou. Pimentel também citou a saída da Indorama, indústria petroquímica asiática com filial no Brasil, da produção de poliéster no Brasil por falta de competitividade.


Tensões regulatórias
Durante a reunião, o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, citou as ações da Abrapa para contornar possíveis impactos na cadeia do algodão de uma série de políticas de governo. A primeira a ser abordada, foi a política de preços mínimos para o algodão brasileiro. O preço mínimo definido pelo governo federal atualmente é de R$ 114 por arroba, valor que já não reflete a realidade produtiva do algodão. A entidade propôs ao Ministério da Agricultura o reajuste para R$ 122 por arroba. De acordo com Portocarrero, “A conjuntura global não é favorável, tanto de mercado de consumo de fibras naturais quanto do aumento de custo de produção no que tange o frete e os fertilizantes. Não sabemos o impacto futuro da guerra entre Estados Unidos e Irã. Todos esses fatores tendem a influenciar o custo de produção”.


No âmbito do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara), o governo federal, sinaliza a preparação de um banimento de agrotóxicos considerados ultra perigosos. A proposta que visa reduzir o uso de defensivos químicos no campo pode afetar a produtividade do setor agrário se não for trabalhado enquanto política pública que leve em consideração a competitividade do setor produtivo nacional. A preocupação do setor é que o Pronara se transforme em um instrumento que extrapole competências legais e ameace o Marco Regulatório dos Defensivos. Em relação ao projeto de modernização da jornada de trabalho no Brasil, Portocarrero confirmou que a Abrapa assinou manifesto proposto pela Frente Parlamentar da Agropecuária para que o projeto de lei que pretende modificar a escala de trabalho não prejudique o desenvolvimento da cotonicultura nacional.


Entrada da Abiove na Câmara Setorial
Uma das novidades anunciadas na reunião foi a entrada da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) como membro da Câmara Setorial. Visando o interesse do mercado asiático em caroço do algodão e farelo, a Abiove, representada pela consultora Fátima Parizzi, destacou a necessidade de alinhar o desenvolvimento de sementes com a produtividade da fibra, tratando a cultura como uma cadeia produtiva integral.


Próximo encontro
A próxima reunião do setor ocorrerá no dia 25 de junho, durante o ANEA Cotton Dinner, quando espera-se que os desdobramentos do pedido de reajuste do preço mínimo já tenha resposta oficial do governo.


 

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No Ano da Mulher Agricultora, operadora de máquinas viraliza nas redes

No Ano Internacional da Mulher Agricultora, mulheres como Ilana Dourado ganham espaço com o avanço tecnológico, formação técnica e o impulso da certificação socioambiental

08 de Março de 2026

A jovem de vinte anos, Ilana Dourado, viralizou nas redes sociais após publicar um vídeo onde conduz um trator de alta potência sobre um horizonte na lavoura de algodão. Gravado na época de plantio de algodão no Maranhão, o vídeo já ultrapassa 2 milhões de visualizações.

O conteúdo repercutiu como uma representação da transformação da presença feminina na agricultura brasileira. A jovem se destacou por lidar com uma rotina que exige precisão técnica e domínio de tecnologia. Em dias de bom ritmo, chega a conduzir o plantio de até 130 hectares de algodão.

Ilana não seguiu a profissão por um sonho de infância, mas encontrou na operação de máquinas agrícolas uma carreira de alta performance. “Não foi bem o que eu sonhei, mas é o que eu soube desenvolver e pretendo continuar. Me sinto realizada”, afirma no vídeo.

A experiência da jovem reflete um ponto central para a FAO no Ano Internacional da Mulher Agricultora: o acesso à capacitação técnica como fator decisivo para reduzir desigualdades históricas e ampliar oportunidades para mulheres no campo.

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu 2026 como o ano da Mulher Agricultora. Além de dar visibilidade para casos como o da Ilana, a iniciativa visa acelerar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres nos sistemas agroalimentares.

Apesar de histórias inspiradoras como a da jovem, o desafio da agricultura global é escalar essa inclusão. A FAO aponta que, mesmo desempenhando papel central na produção de alimentos, as mulheres ainda enfrentam desigualdades no acesso a recursos, tecnologia, crédito e formação técnica.

O Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 surge como um chamado para ampliar políticas públicas, investimentos e programas de capacitação regionalizados.

Ilana é uma das jovens que teve a oportunidade de participar do curso de operadoras de máquinas oferecido pelo programa Semear, projeto voltado à formação de mulheres operadoras de máquinas.

O Semear é uma iniciativa da SLC Agrícola em parceria com a Associação Maranhense de Produtores de Algodão (AMAPA), que promove a qualificação de mulheres para fortalecer a equidade de gênero no agronegócio. Voltado à formação técnica e inserção profissional no campo, o programa combina teoria e prática em operação de máquinas agrícolas.

Por outro lado, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tem intensificado ações para ampliar a participação feminina na cotonicultura nacional. O país é o maior exportador mundial da pluma, e o Maranhão, onde llana atua na Fazenda Potência, no município de Balsas (MA), consolidou-se como um novo polo de tecnologia e produtividade na cotonicultura.

A mudança cultural no ambiente de trabalho também impacta diretamente o bem-estar das mulheres no campo, como revela Ilana, que destaca o respeito e a educação dos colegas como parte da rotina. Segundo ela, “Os meninos são bem-educados, quando eu não sei de alguma coisa eles procuram ajudar e todos me respeitam. A gente se sente à vontade”.

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Dia Internacional da Mulher: pesquisadoras ajudam a definir os rumos da ciência na cotonicultura brasileira

08 de Março de 2026




O avanço da cotonicultura brasileira nas últimas décadas está diretamente ligado ao desenvolvimento científico e tecnológico aplicado ao campo. Por trás de muitas dessas inovações, há um número crescente de mulheres pesquisadoras atuando em áreas estratégicas da cadeia do algodão — do melhoramento genético ao manejo de pragas, da qualidade de fibra à biotecnologia.





No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA) destaca a contribuição dessas profissionais que, por meio da ciência, ajudam a impulsionar a competitividade do Brasil em uma das commodities agrícolas mais estratégicas do país. A presença feminina na pesquisa agro tem crescido de forma consistente nos últimos anos, ampliando a diversidade de perspectivas e fortalecendo a capacidade de inovação do setor.


Entre essas cientistas está Poliana Regina Carloni, doutora em Genética e Melhoramento de Plantas e pesquisadora da empresa Lyntera. Atuando diretamente no desenvolvimento de novas cultivares, ela destaca que a pesquisa científica é um dos principais motores para o avanço da cotonicultura. “A pesquisa científica é fundamental para a geração de cultivares com maior produtividade e resistência a estresses bióticos e abióticos. Isso permitirá avanços contínuos da cotonicultura brasileira na produção mundial, reduzindo a necessidade do uso de defensivos e viabilizando a cultura em diferentes áreas”, explica a pesquisadora. Segundo Poliana, além de ganhos em produtividade e sustentabilidade, a ciência também abre caminhos para novas oportunidades de mercado. “Outro fator importante é a agregação de valor com a produção de fibras especiais, o que pode aumentar a competitividade da cultura nesse nicho do mercado mundial”, afirma. Ela ressalta ainda que o avanço da pesquisa depende de um ecossistema colaborativo entre instituições públicas, empresas privadas e produtores rurais. “Vale destacar também a importância das parcerias entre o setor público e o privado, pois elas permitem que o conhecimento gerado chegue até os produtores. E, por fim, devemos estar sempre atentos às novas demandas e aos novos desafios que vão surgindo”, acrescenta.


Outra pesquisadora que integra esse grupo de profissionais dedicadas ao desenvolvimento da cotonicultura é Natália Ribas, pesquisadora em Entomologia e Plantas Daninhas do Instituto Goiano de Agricultura (IGA). Atuando diretamente em áreas ligadas ao manejo de pragas e à sustentabilidade das lavouras, ela reforça que a ciência é essencial para enfrentar os desafios cada vez mais complexos da produção agrícola. “A pesquisa científica é um dos pilares fundamentais para a evolução da cotonicultura brasileira. É por meio dela que conseguimos desenvolver tecnologias, estratégias de manejo e soluções inovadoras capazes de aumentar a produtividade, reduzir custos e, ao mesmo tempo, promover sistemas de produção mais sustentáveis”, afirma. Segundo Natália, diante de um cenário marcado pela alta pressão de pragas, resistência a tecnologias e necessidade crescente de eficiência no uso de insumos, a pesquisa tem papel decisivo na construção de estratégias mais inteligentes de manejo. “A pesquisa permite entender melhor a dinâmica das lavouras e propor manejos cada vez mais integrados, como o uso de biotecnologia, produtos biológicos e estratégias de manejo integrado de pragas”, explica. Ela também destaca que o conhecimento gerado no país fortalece a posição do Brasil no mercado internacional. “A pesquisa fortalece a competitividade do Brasil no mercado global, pois gera conhecimento adaptado às condições tropicais e às realidades do nosso produtor, contribuindo para uma produção de algodão cada vez mais eficiente, responsável e alinhada às demandas ambientais e de mercado”.


Mais mulheres na ciência do agro


A presença feminina na ciência aplicada ao agronegócio também tem se ampliado de forma significativa, especialmente nos programas de pós-graduação e nas equipes de pesquisa. Para Poliana Carloni, esse movimento representa um avanço importante não apenas em termos de equidade, mas também para a qualidade das decisões estratégicas no setor. “Eu vejo o crescimento da presença feminina na pesquisa agro com muita alegria, porque está cada vez mais comum vermos mulheres exercendo, com muita competência, cargos de liderança tanto no setor público quanto no privado”, afirma. Ela também destaca o impacto positivo dessa diversidade para o desenvolvimento da ciência. “Esses avanços trazem um impacto muito positivo para todo o setor, pois aumenta a diversidade de perspectivas. Muitas vezes, as mulheres têm uma visão estratégica diferenciada, com um olhar mais atento, sensível, humano e integrador.”


Natália Ribas também avalia que o aumento da presença feminina na pesquisa tem contribuído para ampliar o potencial de inovação no setor. “O crescimento da presença feminina na pesquisa agro é extremamente positivo e representa um avanço importante. A ciência se fortalece quando há diversidade de perspectivas, experiências e formas de pensar, e a participação das mulheres tem contribuído muito para ampliar a qualidade das discussões e das soluções desenvolvidas para o campo.”


Segundo a pesquisadora, cada vez mais mulheres têm assumido posições de liderança na produção de conhecimento científico. “Hoje vemos mulheres liderando projetos, coordenando pesquisas e ocupando posições estratégicas dentro de instituições, empresas e universidades. Isso não apenas amplia a representatividade no setor, mas também inspira novas gerações de pesquisadoras e profissionais do agro.” Para ela, esse movimento tem impacto direto na capacidade do setor de enfrentar desafios complexos da agricultura contemporânea. “Esse crescimento promove ambientes mais colaborativos, inovadores e diversos, fatores essenciais para enfrentar os desafios da agricultura moderna.”


O fortalecimento da pesquisa científica é um dos pilares do Congresso Brasileiro do Algodão, considerado o principal fórum técnico da cadeia produtiva no país. O evento reúne pesquisadores, produtores, empresas e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades do setor, além de apresentar os avanços mais recentes da ciência aplicada à cultura. Ao ampliar a presença feminina na ciência e na liderança técnica do setor, a cotonicultura brasileira não apenas fortalece sua base de conhecimento, mas também constrói um caminho mais diverso, colaborativo e preparado para os desafios do futuro.


Sobre o CBA


O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.



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Além do oito de março: 2026 é o ano da Mulher Agricultora pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO)

Na cotonicultura, mulheres ganham espaço com o avanço tecnológico, a formação técnica e o impulso da certificação socioambiental

06 de Março de 2026

A imagem de uma jovem de 20 anos conduzindo um trator de alta potência com um vasto horizonte à sua frente ganhou o mundo através das redes sociais. Publicado em dezembro, na época do plantio de algodão no Maranhão, o vídeo de Ilana Dourado, operadora de máquinas do grupo SLC Agrícola, ultrapassou 2 milhões de visualizações e representa uma transformação concreta na presença feminina no coração operacional da agricultura brasileira. Para chamar atenção para esse movimento, Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) instituiu 2026 como o ano da Mulher Agricultora.

Além de dar visibilidade para casos como o da Ilana, a iniciativa visa acelerar a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres nos sistemas agroalimentares, reconhecendo seu papel essencial na produção de alimentos, na sustentabilidade e no desenvolvimento econômico.

Equidade de gênero no campo

Ilana não seguiu a profissão por um sonho de infância, como conta no vídeo, mas encontrou na operação de máquinas agrícolas uma carreira de alta performance. Atuando na “Lavoura 207”, talhão da Fazenda Potência, do Grupo SLC, no município de Balsas (MA), ela lida com uma rotina que exige precisão técnica e domínio de tecnologia. Em dias de bom ritmo, chega a conduzir o plantio de até 130 hectares de algodão.

“Não foi bem o que eu sonhei, mas é o que eu soube desenvolver e pretendo continuar. Me sinto realizada”, afirma Ilana no vídeo que viralizou.

A experiência da jovem reflete um ponto central para a FAO no Ano Internacional da Mulher Agricultora: o acesso à capacitação técnica como fator decisivo para reduzir desigualdades históricas e ampliar oportunidades para mulheres no campo. Ilana é uma das jovens que teve a oportunidade de participar do curso de operadoras de máquinas oferecido pelo programa Semear, projeto voltado à formação de mulheres operadoras de máquinas.

O Semear é uma iniciativa da SLC Agrícola em parceria com a Associação Maranhense de Produtores de Algodão (AMAPA), que promove a qualificação de mulheres para fortalecer a equidade de gênero no agronegócio. Voltado a formação técnica e inserção profissional no campo, o programa combina teoria e prática em operação de máquinas agrícolas, segurança, manutenção preventiva e noções de agricultura de precisão, preparando as participantes para atuar com eficiência, segurança e excelência em um setor historicamente masculino.

“Eu não trabalho só nessa máquina, trabalho em várias outras. Todo dia é um aprendizado novo”, compartilha.

A inserção feminina na cotonicultura


O Brasil é hoje o maior exportador mundial de algodão, e o Maranhão consolidouse como um novo polo de tecnologia e produtividade na cotonicultura. A revolução tecnológica no campo, com mecanização avançada, agricultura de precisão e gestão profissionalizada tem redesenhado o perfil da atividade e ampliado o espaço para as mulheres na cultura do algodão. A inserção feminina nesse contexto gera ganhos diretos para o setor, ao diversificar competências e fortalecer práticas sustentáveis de gestão.

Nesse cenário de transformação, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) tem intensificado ações para ampliar a participação feminina na cotonicultura nacional, incluindo postos operacionais, técnicos e decisórios. Dados da safra 2024/2025 indicam que mais de 5.109 vagas diretas são ocupadas por mulheres em fazendas certificadas pelo Algodão Brasileiro Responsável (ABR).

Além de estimular a inclusão, o programa consolida práticas socioambientais e trabalhistas, associando a qualidade do algodão brasileiro ao respeito aos trabalhadores, com infraestrutura adequada, protocolos de segurança e oportunidades de progressão profissional. Essa mudança cultural no ambiente de trabalho também impacta diretamente o bem-estar das mulheres no campo, como revela Ilana, que destaca o respeito e a educação dos colegas como parte da rotina. Segundo ela, “Os meninos são bemeducados, quando eu não sei de alguma coisa eles procuram ajudam e todos me respeitam. A gente se sente à vontade”.

Desafios e futuro

Apesar de histórias inspiradoras como a de Ilana, o desafio da cotonicultura brasileira e da agricultura global é escalar essa inclusão. A FAO aponta que, mesmo desempenhando papel central na produção de alimentos, as mulheres ainda enfrentam desigualdades no acesso a recursos, tecnologia, crédito e formação técnica. O Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026 surge como um chamado para ampliar políticas públicas, investimentos e programas de capacitação regionalizados, capazes de transformar exceções em regra.

Para Ilana, o “viral” é apenas o começo. Entre o volante do trator e os monitores de plantio, ela segue mostrando que o lugar da mulher é onde a tecnologia, a terra e o futuro da agricultura se encontram.

Assista o vídeo de Ilana que está circulando no Instagram:
https://www.instagram.com/reel/DS2UFZngKAx/?igsh=MXUzcjJzbzF1Mnc4OA==

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Aulas da terceira turma da Brazilian Cotton School começam na próxima segunda

Encontros acontecem em Brasília e São Paulo

06 de Março de 2026

A terceira turma da Brazilian Cotton School inicia suas aulas na próxima segunda-feira (9), em Brasília (DF). O programa reúne profissionais de diferentes áreas do agronegócio interessados em aprofundar conhecimentos sobre o mercado de algodão, com uma formação voltada aos principais aspectos da cadeia produtiva e comercial da fibra. O objetivo é ampliar a qualificação técnica de profissionais que atuam ou pretendem atuar no setor, promovendo uma visão abrangente do funcionamento do mercado de algodão no Brasil e no exterior.


A iniciativa conta com o apoio de entidades representativas do setor, entre elas, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) a Bolsa Brasileira de Mercadorias (BBM). “A Brazilian Cotton School é uma oportunidade ímpar de desenvolvimento pessoal para os participantes e, ao mesmo tempo, um instrumento de fortalecimento de toda a cadeia, ao conectar profissionais de diferentes elos e preparar lideranças que atuarão em um setor cada vez mais sustentável, tecnológico e próspero”, declarou Gustavo Piccoli, presidente da Abrapa.


Ao longo do curso, os 36 participantes terão acesso a conteúdos exclusivos sobre produção, logística, comercialização, mercado internacional, gestão de riscos e instrumentos de negociação utilizados no comércio da commodity. “O início das aulas da terceira turma confirma que a escola vem cumprindo seu papel de difundir conhecimento e a BBM tem orgulho de apoiar uma iniciativa que contribui para o fortalecimento e a profissionalização do mercado de algodão no Brasil”, enfatizou o diretor-geral da Bolsa, Cesar Costa.


Além das aulas teóricas, ministradas por 59 profissionais, o programa também promove a troca de experiências entre especialistas, executivos, produtores e profissionais ligados à cadeia do algodão, criando um ambiente de aprendizado prático e networking qualificado. A proposta é aproximar os diferentes elos do setor e contribuir para a formação de lideranças capazes de lidar com os desafios de um mercado cada vez mais globalizado e técnico. As aulas seguem em São Paulo nas duas semanas seguintes, encerrando no dia 27 de março.


Informações para a imprensa
Sara Kirchhof
secretaria@braziliancottonschool.com.br
(11) 9 1471 1522


 

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Boletim de Inteligência de Mercado Abrapa - 06/03/2026

ALGODÃO PELO MUNDO #09/2026  

06 de Março de 2026

Destaque da Semana 1 - A intensificação do conflito no Oriente Médio, com fechamento do Estreito de Hormuz e adicional de guerra no custo do frete, afetou o sentimento na cadeia têxtil global e aumentou a aversão a risco no algodão. 


Destaque da Semana 2 - O sentimento do mercado, porém, melhorou nos últimos três dias, com cotações se estabilizando, à medida que os fundamentos do algodão melhoram e investidores globais passam a prever que a interrupção da oferta de petróleo no Golfo Pérsico pode durar pouco com as recentes ações anunciadas pelos EUA.


Canal do Cotton Brazil - Quer se manter atualizado sobre o mercado de algodão no mundo? Participe: https://bit.ly/Canal-CottonBrazil.


Algodão em NY - O contrato Jul/26 fechou nesta quinta 05/mar cotado a 66,00 U$c/lp (-1,6% vs. 26/fev). O contrato Dez/26 fechou em 68,73 U$c/lp (-1,0% vs. 26/fev).


Basis Ásia - O Basis médio do algodão brasileiro posto Leste da Ásia: 834 pts para embarque Mar/Abr-26 (Middling 1-1/8" (31-3-36), fonte Cotlook 05/mar/26.


Oferta - A Cotlook estima a produção global de algodão em 26,16 milhões de toneladas em 2025/26, ante 26,37 milhões em 2024/25, representando recuo de aproximadamente 0,8% ano a ano. Para 2026/27, a projeção inicial é de 25,08 milhões de toneladas, indicando nova queda de cerca de 4,1% frente a 2025/26. 


Demanda - A Cotlook projeta o consumo global de algodão em 25,10 milhões de toneladas em 2025/26, ante 25,51 milhões em 2024/25, indicando retração de cerca de 1,6% ano a ano. Para 2026/27, a estimativa inicial é de 25,23 milhões de toneladas, sugerindo recuperação de aproximadamente 0,5% em relação a 2025/26. 


Baixistas 1 - A situação segue preocupante no Oriente Médio, com ataques dos EUA e Israel em território iraniano, retaliações nos países do Golfo Pérsico e fechamento do Estreito de Hormuz. O cenário elevou o risco de choques de energia, frete e logística para toda a cadeia do algodão. 


Baixistas 2 -  O dólar segue fortalecido em meio à escalada de tensões, reafirmando seu papel de moeda de refúgio; esse movimento tende a pressionar as commodities cotadas em US$, incluindo o algodão.


Baixistas 3 - Na China, embora o algodão importado esteja competitivo, estoques de fio nas fiações estão aumentando, com compradores relutantes em aceitar novos aumentos de preços, o que tende a frear compras adicionais de algodão no curto prazo. 


Baixistas 4 - Em Bangladesh, o valor das exportações de vestuário em fevereiro ficou bem abaixo de janeiro e acumula queda de cerca de 4% nos primeiros oito meses do ano fiscal, ao mesmo tempo em que aumentam os temores com custos de energia. 


Baixistas 5 - O algodão continua caro em relação ao poliéster. Mesmo após alguma melhora nos últimos anos, a relação de preços entre fibra natural e sintética ainda está bem acima da média histórica. Essa perda de competitividade estrutural frente ao poliéster é um freio importante para o crescimento do consumo de algodão, especialmente em cenários de renda apertada. 


Baixistas 6 - A alta recente do petróleo para máxima de 12 meses, combinada com fortalecimento do dólar, reforça o risco de um novo ciclo de inflação global concentrada em energia, frete e alimentos, segmentos que concorrem diretamente com o orçamento do consumidor. Em contextos assim, o algodão historicamente é uma das primeiras commodities a sofrer destruição de demanda, pois roupas e têxteis domésticos são postergados em favor de gastos essenciais.


Altistas 1 - Uma possível escalada dos preços do poliéster, em meio ao conflito no Irã e às interrupções na cadeia petroquímica, pode provocar uma mudança no mix de fibras no mercado global de vestuário. Fibras naturais (como o algodão) e sintéticos reciclados podem ganhar espaço.


Altistas 2 - O relatório Cotton On Call da CFTC mostrou que, somando os contratos maio e julho/26, as vendas a fixar das fiações passaram a superar as compras a fixar de produtores em pouco mais de 650 mil fardos (cerca de 142 mil tons), o que significa que, para zerar essas posições, o mercado precisa comprar mais futuros do que vender. 


Altistas 3 - Isso, somado ao avanço dos resgates do algodão empenhado no loan nos EUA, reduz uma parte importante da pressão vendedora estrutural sobre NY e abre espaço para movimentos de alta quando houver gatilhos de demanda ou de risco geopolítico.


Altistas 4 - Relatórios recentes indicam negócios recentes de algodão brasileiro e norte-americano para China, Vietnã e Sul da Ásia, mostrando que há demanda efetiva nesses níveis de preço.


Altistas 5 - Na China, com estoques em porto estimados em cerca de 550 mil tons e mais de dois terços da safra 2025/26 já vendida, muitas fiações seguem interessadas em importar, o que sustenta a procura por algodão brasileiro e americano.


Altistas 6 - Projeções iniciais sugerem queda da produção em 2026/27 em alguns exportadores importantes, como a Austrália, devido a cenário de água mais apertado para irrigação e preços pouco atrativos. Se confirmadas reduções também em área nos EUA e em outros países, o balanço global tende a se apertar mais à frente.


Agenda - Na terça-feira 10/mar, o USDA divulgará o relatório WASDE de março, com atualização das projeções de produção, consumo, comércio e estoques mundiais de algodão e demais commodities agrícolas.


Mundo 1 - Segundo o ICAC, a safra 2026/27 deve registrar queda de ~4% na produção, para algo em torno de 24,8 milhões de toneladas, enquanto o consumo se mantém perto de 25,0 milhões de toneladas, deixando o balanço global um pouco mais apertado.


Mundo 2 - O comércio mundial é projetado em cerca de 9,6 milhões de toneladas, com Brasil e EUA mantendo o protagonismo nas exportações e Bangladesh e Vietnã como principais destinos, apoiados em setores têxteis em expansão.


Mundo 3 - China segue como maior produtor e consumidor, mas o avanço das fibras sintéticas tende a limitar o crescimento da demanda por algodão, mesmo com a perspectiva de estoques globais um pouco mais justos.


Mundo 4 - Clima mais instável e falta de água em regiões como Paquistão e partes dos EUA já afetam a perspectiva de produção, enquanto novas políticas comerciais e incertezas tarifárias podem aumentar a volatilidade de preços na temporada.


China - A CNCotton trabalha com produção de 7,41 milhões de tons, consumo de 8,16 milhões e importações de 1,1 milhão de tons em 2025/26, com estoques finais projetados em 6,88 milhões de tons (+330 mil vs 2024/25). O mercado interno segue relativamente abastecido, mas com espaço para importações competitivas.


EUA - A discussão da nova Farm Bill começou na Câmara em 3/mar, com o setor agropecuário pressionando por atualização de programas de apoio diante do aumento dos custos e da perda de participação no comércio mundial. 


Vietnã - Fiações vietnamitas relatam boa carteira de pedidos de tecidos e vestuário até o segundo trimestre de 2026, com destaque para artigos produzidos com algodão norte-americano. As compras concentram-se em algodão disponível em portos ou em estoques consignados, e o algodão brasileiro de safra 2025 também desperta interesse em função do preço competitivo frente a outras origens. 


Paquistão - A tensão crescente na fronteira Paquistão-Afeganistão e o ambiente regional mais instável atuam como freio para novos contratos de algodão, em especial para embarques mais distantes. 


Aprendizagem – Começa na próxima semana a 3ª edição do Brazilian Cotton School, iniciativa das quatro principais instituições da cadeia do algodão no Brasil: Abrapa, Abit, Anea e BBM. O curso terá três semanas e reunirá mais de 30 profissionais de diferentes elos da cadeia, com programação dividida entre Brasília e São Paulo.


Qualidade da fibra - A Abrapa disponibiliza uma plataforma digital que amplia a transparência e o acesso às informações sobre a qualidade da fibra do algodão brasileiro. A ferramenta permite consultas personalizadas sobre a evolução das principais características das amostras, com dados atualizados diariamente. Acesse https://abrapa.com.br/sbrhvi.


Exportações 1 - As exportações brasileiras de algodão somaram 270,5 mil toneladas em fev/26, queda de 1,5% em comparação com fev/25. 


Exportações 2 - No acumulado de ago/25 a fev/26, as exportações brasileiras de algodão somam 2 milhões de toneladas, alta de 4,8% com relação ao mesmo período em 24/25.


Beneficiamento 2024/25 - O beneficiamento já está em fase final, restando apenas o estado de MT, que se encontra com 99% concluído, para o encerramento total do beneficiamento. Total Brasil: 99,27%


Plantio 2025/26 - Até o dia de ontem (05/03), a semeadura foi finalizada em praticamente todos os estados. Restam apenas Minas Gerais (99%) e Piauí (94,52%) para a conclusão do plantio. Total Brasil: 99,89%

Preços - Consulte a tabela de cotações abaixo:
Quadro de cotações para 05-03 (1).xlsx - Google Planilhas


Este boletim é produzido pelo Cotton Brazil - cottonbrazil@cottonbrazil.com

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Lideranças da Bayer na América Latina visitam a Abrapa e conhecem programas do algodão brasileiro 

Competitividade e sustentabilidade no mercado do algodão são temas de encontro entre a Bayer e a Abrapa 

05 de Março de 2026

Em viagem ao Brasil, o time de lideranças da Bayer na América Latina visitou na última terça-feira, 3 de março, a sede da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em Brasília. O encontro reuniu representantes da multinacional vindos da Argentina, Paraguai, Colômbia e México em uma agenda focada na apresentação dos programas desenvolvidos pela entidade para fortalecer a competitividade, a sustentabilidade e a reputação do algodão brasileiro.


Durante a visita, a delegação conheceu a estrutura institucional da Abrapa, dialogou com diretores da associação e esteve no Centro Brasileiro de Referência do Algodão (CBRA), onde são desenvolvidas amostras de referência da pluma para os laboratórios que fazem análise de qualidade da fibra.  


Parceria e troca de experiências


A parceria entre a Bayer e a Abrapa foi um dos principais temas do encontro. Segundo o diretor da multinacional de negócios de soja e algodão no Brasil, Fernando Prudente, a relação entre as duas instituições acompanha praticamente toda a história da associação. “Estamos com um time de extrema importância da Bayer para a América Latina, responsável pelo relacionamento com parceiros estratégicos. A Abrapa é hoje a associação mais bem estruturada do agro brasileiro. Essa visita permite mostrar o que há de melhor para nossa equipe e compartilhar iniciativas que podem inspirar outras regiões”, destacou o diretor durante a reunião.


Do lado da Abrapa, a avaliação também foi positiva. O diretor executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, ressaltou a importância da atuação conjunta com fornecedores de insumos e tecnologia, em especial com a Bayer, que esteve entre as apoiadoras dos primeiros programas estruturados para o algodão no Brasil. “É uma honra receber representantes de toda a América Latina. Abrimos nossa casa, mostramos nossos projetos e fortalecemos a troca de experiências necessária para avançar permanentemente”, afirmou Portocarrero.


Algodão na América Latina


Para a Bayer, o algodão brasileiro ocupa posição estratégica no portfólio global da companhia. “O algodão é fundamental para a Bayer. O Brasil é um dos maiores produtores mundiais e vem evoluindo muito em produtividade, qualidade e sustentabilidade. Grande parte desses saltos está conectada à introdução de biotecnologias, que ajudaram o produtor a produzir mais na mesma área, com impacto ambiental positivo”, afirmou Francila Calica, diretora de Assuntos Agrícolas e Sustentabilidade da Bayer para a América Latina.


Segundo ela, a visita ao Brasil integra uma agenda mais ampla da companhia com seu time de relações institucionais na região. “Viemos conhecer de perto o ecossistema de associações com as quais trabalhamos para mover a pauta positiva do agro. Quando se fala em algodão, é impossível não pensar na Abrapa. É uma parceria histórica, com programas de alto impacto, e queremos que o restante da América Latina entenda como essa relação está estruturada e quais são as pautas que compartilhamos olhando para o futuro da agricultura”, disse.


A experiência também foi elogiada por representantes de outros países. Ileana Lopes, líder de Relações com a Indústria e Sustentabilidade da Bayer no México, afirmou que a visita trouxe inspiração prática. “Foi espetacular. Estou levando muitas ideias para o desenvolvimento do mercado mexicano. Temos uma área menor de cultivo de algodão, mas podemos nos inspirar no trabalho de sustentabilidade e rastreabilidade feito no Brasil. É um patamar que todos aspiramos alcançar”, concluiu. 

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Atenção, produtor: procure a estadual e atualize seu cadastro no SINDA

Associações estaduais são responsáveis pelo cadastramento que garante o acesso aos programas de qualidade, rastreabilidade e sustentabilidade do algodão brasileiro

05 de Março de 2026

Produtores de algodão que desejam acessar os programas da Abrapa devem regularizar sua situação cadastral no SINDA (Sistema Nacional de Dados do Algodão) para a Safra 2025/2026. O sistema funciona como uma das bases de dados mais importantes da cotonicultura brasileira e é indispensável para acessar programas geridos pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão e Associações Estaduais, como o Sistema Abrapa de Identificação (SAI), certificações socioambientais (ABR e ABR-UBA) e o Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB).


O diferencial para esta safra é a implementação de um fluxo de dados unificado de ponta a ponta, que transforma o cadastramento em uma exigência tanto técnica quanto operacional. Pela primeira vez, o sistema integra de forma absoluta as Unidades de Beneficiamento (UBAs), os laboratórios de análise de HVI e os órgãos certificadores sob um cadastro único, dentro da plataforma Siga.


Entenda como o cadastro é o ponto de partida para a rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade do algodão brasileiro e veja como solicitar o seu cadastro.


Rastreabilidade do campo à comercialização


O SINDA representa o início da trajetória da rastreabilidade do algodão brasileiro. O cadastro das fazendas e produtores no sistema é o que formaliza o vínculo entre unidade produtiva e produtor e confirma a habilitação para operação na safra.


Sem o cadastro ativo e a habilitação da fazenda, a Unidade de Beneficiamento (UBA) fica tecnicamente impedida de beneficiar o algodão numa UBA que opere no SAI. Se a fazenda não estiver habilitada, o operador do SAI não consegue selecionar a unidade para submeter as malas de amostras de algodão, paralisando o fluxo de beneficiamento.


Ao vincular corretamente a unidade produtiva ao produtor no SINDA, eliminam-se erros e garante-se que a etiqueta de cada fardo conte a origem da produção.


Garantia na análise de qualidade


A partir da safra 2025/2026, a operação do SAI passa a exigir a submissão de malas de amostras lacradas e vinculadas, no sistema, ao respectivo produtor e à unidade produtiva/fazenda. Todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) deverão realizar esse procedimento para que a análise de qualidade seja processada.


Essas informações são automaticamente puxadas do SINDA através do Siga. Para que o inspetor da UBA insira os dados das malas, é indispensável que produtores e unidades produtivas estejam devidamente cadastrados, vinculados e habilitados na safra vigente. Sem essa validação prévia, a mala não pode ser registrada no sistema.


Na prática, os laboratórios de análise da fibra recebem e operam com o mesmo cadastro de produtor e unidade produtiva, feito pela estadual e já  utilizado pela UBA, e replicam as informações validadas na origem.


O mesmo acontece com o certificado do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB), realizado em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que depende exclusivamente dos dados validados no SINDA.


Certificação ABR sem entraves


Para quem busca a certificação ABR (Algodão Brasileiro Responsável), o SINDA é indispensável. Para que a unidade produtiva/fazenda participe do programa e obtenha a certificação socioambiental, ela precisa estar devidamente cadastrada, vinculada a um produtor ou grupo e habilitada para operação na safra no sistema.


Além disso, o Responsável ABR também é cadastrado. Sem o cadastro ativo e a fazenda habilitada, o processo de certificação não avança, impedindo que o produtor comprove suas boas práticas e acesse mercados que exigem algodão sustentável.


Como fazer o cadastro no SINDA?


O processo de atualização é anual e deve ser realizado junto à Associação Estadual correspondente ao local da unidade produtiva. A entidade é responsável por efetuar a atualização na plataforma Siga, ambiente que centraliza os sistemas da Abrapa.


Para entender o passo a passo completo do SINDA e a sua abrangência em relação aos programas da Abrapa, acesse a cartilha do sistema:

https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Cartilha-Sinda-2026.pdf

Entre em contato com a sua associação estadual e realize o seu cadastro:


ABAPA
Associação Baiana dos Produtores de Algodão
Adilson
(77) 9 8825-6075
proalba@abapa.com.br


AGOPA
Associação Goiana dos Produtores de Algodão
Anatalina
(62) 98159-5332
sustentabilidade@agopa.com.br


AMIPA
Associação Mineira dos Produtores de Algodão
Lorena Santos Silva Fidelis
(34) 9 9918-6759
adm1matriz@amipa.com.br


APAP
Associação de Produtores de Algodão do Pará
Ana Karoline Santana
(91) 991611065
apap@apap.com.br


AMAPA
Associação de Produtores de Algodão do Maranhão
Celiane
(99) 98273-6783
amapa@amapa-ma.com.br


AMPASUL
Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Algodão
Cícero Miguel de Oliveira
(67) 99916-0713
sustentabilidade@ampasul.org.br


APIPA
Associação Piauiense dos Produtores de Algodão
Lucilene
(89) 99922-5167
lucilene@apipa.com.br


APAECE
Associação dos Produtores de Algodão do Estado do Ceará
Francieli Silva
(88) 982296247
atendimentoagroambiental@gmail.com


APPA
Associação Paulista dos Produtores de Algodão
Marcella Wehrle
(14) 99800-5923
marcella.wehrle@appasp.com.br


AMPA
Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão
Juliana
(65) 99985-0823
ampa@ampa.com.br
Marco Antônio
(65) 99964-9797
marcoantonio@imamt.org.br

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