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Comissão Científica do Congresso Brasileiro de Algodão define agenda técnica com foco nas demandas reais da cotonicultura brasileira

Especialistas fecham agenda científica do 15º Congresso Brasileiro de Algodão, que tem como tema central a “Fibra natural: uma jornada com propósito, qualidade e transparência”

29 de Janeiro de 2026

A Comissão Científica do 15º Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) se reuniu para consolidar a agenda técnica e científica da próxima edição do evento, que acontece de 22 a 24 de setembro, no ExpoMinas, em Belo Horizonte (MG). O encontro marcou a décima reunião do grupo e a primeira realizada de forma presencial, em Brasília, reforçando a etapa decisiva de construção dos conteúdos que serão apresentados aos congressistas.

Ao longo de seis meses de trabalho, os especialistas se debruçaram sobre os principais desafios do produtor, discutindo caminhos técnicos, científicos e práticos para minimizar problemas recorrentes da lavoura e aumentar a eficiência produtiva, em um cenário cada vez mais desafiador para a cotonicultura. A agenda científica foi fechada nesta reunião e seguirá sendo aprimorada até o evento, garantindo atualização e profundidade técnica aos temas.

“A construção da programação científica do CBA parte da realidade do campo. Nosso foco é oferecer conteúdos estratégicos, embasados em pesquisa e aplicáveis à tomada de decisão na fazenda”, afirma Rafael Galbieri, coordenador da Comissão Científica do Congresso. “Foram meses de debates técnicos para garantir uma agenda robusta, conectada às necessidades do produtor”, completa.

Nesta edição, o congresso também amplia o espaço dedicado ao conhecimento: os participantes terão 12 horas de palestras técnicas, incluindo duas plenárias, novidade desta edição. A ampliação reforça o compromisso do CBA com a qualidade e profundidade do conteúdo científico, oferecendo mais tempo para discussão, troca de experiências e atualização técnica.

Entre os principais temas em debate nas salas técnicas estão a fisiologia do algodoeiro, com foco em avanços científicos, resiliência produtiva e inovação frente aos desafios climáticos, além de assuntos sensíveis ao produtor, como o bicudo-do-algodoeiro, mancha-alvo, pragas, manejo integrado e estratégias para elevar a produtividade. A proposta é clara: traduzir ciência em soluções práticas, aproximando pesquisa e campo.

Formada por especialistas de instituições como Embrapa, IMAmt, ESALQ/USP, UFMT, Abapa, Ampa e Amipa, a Comissão Científica do CBA é responsável por garantir o rigor técnico, a relevância dos temas e a aderência dos conteúdos às demandas reais da cotonicultura brasileira.

Sobre o CBA

O Congresso Brasileiro de Algodão (CBA) é o principal fórum técnico e científico da cotonicultura nacional. Realizado a cada dois anos, o evento reúne produtores, pesquisadores, empresas, consultores e lideranças do setor para discutir os principais desafios da produção de algodão no Brasil. A programação inclui plenárias, painéis técnicos, apresentação de trabalhos científicos, área de exposição, workshops e espaços de troca entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

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SAI entra em nova fase e reforça a rastreabilidade do algodão brasileiro

Para atender as exigências do mercado, a etiqueta SAI trará mais informações de rastreabilidade sobre a origem da pluma brasileira. O Sistema abre para a safra 2025/2026 na segunda-feira (02/02).

29 de Janeiro de 2026

Após 22 anos garantindo a rastreabilidade do algodão brasileiro e contribuindo para a credibilidade da pluma nacional, o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) entra em uma nova fase, com mudanças relacionadas à transparência completa da origem da fibra produzida no Brasil junto ao mercado interno e externo. A partir da próxima segunda-feira, 02 de fevereiro, o sistema estará aberto para a solicitação de etiquetas e lacres de malas referentes à safra 2025/2026.


Para a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, “a safra 2025/2026 será um marco de aprimoramento da padronização dos dados de origem do algodão brasileiro, ainda na Unidade de Beneficiamento de Algodão (UBA), que passa a comunicar produtor e fazenda, antes mesmo das malas de amostras seguirem para o laboratório de HVI, trazendo ainda mais assertividade e segurança para os dados de rastreabilidade divulgados nas etiquetas SAI”.


Pioneiro na rastreabilidade


Criado em 2004 pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão, o Sistema Abrapa de Identificação (SAI) foi o primeiro programa da entidade e marcou o início de uma estratégia estruturada de rastreabilidade da pluma brasileira. Desde a sua origem, o objetivo foi oferecer aos compradores transparência sobre a qualidade e a origem do algodão, contribuindo para o aumento do consumo do produto nacional.


Para o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão, Dawid Wajs, a etiqueta SAI é um elemento-chave na construção de confiança com o mercado internacional. “Para os compradores, a etiqueta SAI se traduz em maior transparência e segurança comercial, fortalecendo a narrativa de vendas e os diferenciais do produto, em linha com exigências cada vez mais rigorosas de rastreabilidade e sustentabilidade”, afirma.


Atualização no cabeçalho da etiqueta SAI


A etiqueta SAI teve seu cabeçalho incrementado para atender a demandas do mercado internacional, incorporando novas informações que ampliam a identificação do produto e reforçam a rastreabilidade. A partir de agora, o cabeçalho passa a indicar o algodão brasileiro como produto, a Abrapa como entidade responsável, o SAI como sistema de registro das informações e o Brasil como país de origem, com versões em português e inglês.


Apesar da atualização visual, não houve qualquer mudança operacional. As dimensões da etiqueta, o código de barras e os procedimentos de uso permanecem exatamente os mesmos, e todas as unidades já existentes em estoque continuam plenamente válidas.


De acordo com o gerente da Minas Cotton, Anicézio Resende, os dados disponíveis na etiqueta SAI contribuem para organização da qualidade do algodão. “A etiqueta facilita o acesso às informações da classificação instrumental (HVI) e da classificação visual, contribuindo para a organização da qualidade, separação de lotes e melhor direcionamento do algodão conforme suas características”, explicou.


Uso de lacre e submissão de mala de amostras no SAI passam a ser obrigatórios para todas as UBAs


Até a safra 2024/2025, o uso de lacres e a submissão de malas de amostras no SAI eram exigidos apenas das unidades participantes do Programa de Qualidade do Algodão Brasileiro (PQAB). A partir da safra 2025/2026, esses procedimentos passam a ser obrigatórios para todas as Unidades de Beneficiamento de Algodão (UBAs) participantes do Sistema Abrapa de Identificação (SAI).


Nas UBAs que não integram o PQAB, a submissão das informações será realizada pelo Responsável SAI, função que não exige, necessariamente, um inspetor treinado. Já nas unidades participantes do PQAB, a atribuição permanece com o inspetor de UBA. Na submissão da mala, será obrigatório informar o número do lacre, o peso da mala, a tara do papel, o intervalo das etiquetas (inicial e final) e o vínculo com o produtor e a fazenda onde o algodão foi cultivado.


A partir desse novo fluxo, os laboratórios de HVI não receberão e não farão análise de qualidade de amostras presentes em malas que não tenham sido previamente protocoladas no sistema SAI.


Sobre o uso do lacre, o gerente da Minas Cotton destacou que além de ser um dispositivo de segurança, ele reduz erros nos registros de informação. “O uso do lacre de segurança atende às exigências da Instrução Normativa MAPA nº 24/2016 e é essencial para garantir a integridade e a segurança das amostras durante o transporte até os laboratórios. Além de evitar qualquer violação, o lacre possibilitou maior integração entre os sistemas das UBAs, dos clientes e do próprio SAI, agilizando o recebimento das malas e reduzindo erros no registro das informações”.


Cadastro e documentação precisam estar atualizados


Para o beneficiamento do algodão da safra 2025/2026, é obrigatório que os produtores e suas respectivas fazendas estejam com os cadastros atualizados no Sistema Nacional de Dados de Algodão (Sinda). Tal ação pode ser providenciada pelo cotonicultor diretamente com a associação estadual.


A documentação do SAI passou por atualização para contemplar as mudanças implantadas na safra 2025/2026 e pode ser previamente consultada na área de publicações do site da Abrapa:
www.abrapa.com.br/publicacoes 

Os procedimentos de atualização do cadastro da UBA, das prensas, solicitação de etiquetas e lacres continuam exatamente os mesmos, desde 2023.


Comunidade do SAI concentra informações da safra 2025/2026


Para manter os  usuários do SAI informados sobre as novidades do sistema e o calendário de ações da safra 2025/2026, a Abrapa criou a Comunidade SAI – Safra 25/26 no WhatsApp.


A comunidade reúne dois grupos — Inspetores de UBA e Responsáveis SAI — e os participantes recebem exclusivamente informações relevantes sobre o SAI e o andamento das ações. As mensagens são enviadas apenas pelo administrador da Abrapa.


Para participar, basta ingressar no grupo que melhor se adequa ao seu perfil:


Responsáveis SAI:https://chat.whatsapp.com/HDKxhTkTtkD3IRogS1f62C


Inspetores de UBA do PQAB/SAI:https://chat.whatsapp.com/Bu2Ghnk5joI1l17MmXsy0Z

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Abrapa, ANEA e Cotton Brazil reforçam coalizão internacional com os Estados Unidos e Austrália para o fortalecimento da demanda global por algodão

O encontro teve como objetivo central a consolidação de uma frente global de defesa da fibra natural frente ao avanço das fibras sintéticas

23 de Janeiro de 2026

Representantes da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), da Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (ANEA) e do programa Cotton Brazil reuniram-se nesta quinta-feira, 22/01, com as lideranças da American Cotton Shippers Association (ACSA – USA) e da Australian Cotton Shippers Association (ACSA – Australia) para a criação de uma coalizão internacional em defesa do algodão.


Entre as três potências produtoras existe um consenso político e institucional sobre a urgência de uma atuação coordenada pelo aumento da demanda por algodão e defesa das fibras naturais diante o uso das fibras sintéticas na indústria têxtil. No entanto, ainda não existe uma estratégia global única definida para o andamento dessas ações.


As entidades entenderam que as ações prioritárias do grupo devem estar focadas nas seguintes frentes:


- Advocacy e legislação;


- Comunicação ao consumidor;


- Engajamento com o varejo.


O Brasil expressou abertamente apoio à manutenção da coalizão internacional, principalmente em relação ao intercâmbio técnico e científico contra fibras sintéticas.


Protagonismo Brasileiro no Cenário Legislativo


O grupo formado por produtores e exportadores brasileiros destacou que a eficácia de campanhas de promoção está intrinsecamente ligada a marcos regulatórios sólidos. Nesse sentido, o Brasil apresentou o desenvolvimento de dois projetos de lei estratégicos que poderão servir de modelo para a coalizão.


O primeiro deles abordou os impactos ambientais e biológicos das fibras sintéticas para a saúde humana e o meio-ambiente e o segundo é inspirado na lógica dos biocombustíveis, utilizando métricas de sustentabilidade e mudanças climáticas para incentivar o uso de fibras naturais.


Defesa e promoção do algodão


Sobre a campanha global "Plant Not Plastic", a comitiva brasileira manifestou reconhecimento à qualidade da iniciativa, o Brasil não descarta a possibilidade de participar da campanha como forma de fortalecimento da aliança e irá analisar maneiras de apoiar a iniciativa.


Para garantir a precisão das ações, os países acordaram a necessidade de contratar consultorias independentes para o mapeamento detalhado da perda de market share do algodão, especialmente em mercados críticos como China, Índia e Japão, onde o consumo é alto, mas a participação do algodão é baixa.


Encaminhamentos


Nos próximos meses, os países participantes da coalizão concordaram em manter o diálogo ativo, explorar formas de cooperação técnica e científica e avaliar ações conjuntas em mercados estratégicos.


Neste contexto, fico à cargo a ACSA-USA, a apresentação de propostas formais de governança e escalonamento de investimentos. Paralelamente, o Brasil compartilhará os textos-base de suas propostas legislativas e o escopo para o estudo global de mercado.

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Algodão sustentável do Brasil vira referência para indústria da moda

Com 100% da safra certificada e rastreável, produo atende exigências da China e Europa e conecta campo às passarelas

21 de Janeiro de 2026

O Brasil consolida cada vez mais sua posição de liderança no mercado mundial de fibras, figurando entre os maiores produtores e exportadores de algodão do planeta. A produção nacional não apenas abastece a indústria têxtil interna, mas também alcança parceiros estratégicos como China, Vietnã, Bangladesh, Turquia e países da União Europeia.

Nesse cenário competitivo, a sustentabilidade deixa de ser um diferencial para se tornar um pré-requisito de acesso aos mercados mais exigentes. O setor produtivo investe pesado em boas práticas agrícolas para garantir que a roupa que chega ao consumidor final tenha uma origem responsável.



Um exemplo desse movimento é a atuação do Grupo Bom Jesus. A empresa se destaca ao alinhar sua produção aos critérios de rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, conectando o trabalho no campo às vitrines da moda internacional.



O ciclo da certificação e boas práticas





Para garantir a transparência do processo, o setor adota certificações rigorosas. A produção do grupo, por exemplo, possui o selo ABR/BCI (Algodão Brasileiro Responsável / Better Cotton Initiative). Essa certificação é fundamental pois atesta que o cultivo respeita três pilares essenciais: o social, o ambiental e o econômico. Na prática, isso significa que a pluma foi produzida com redução de impactos ao solo e à água, além de assegurar condições justas de trabalho no campo.




Outro ponto de atenção é o beneficiamento. Esta etapa ocorre após a colheita, quando o algodão passa por processos industriais para a separação da fibra e das sementes, além da limpeza das impurezas. Nesta fase, a certificação ABR/UBA (Unidade de Beneficiamento de Algodão) garante que as indústrias de processamento também sigam padrões técnicos elevados. Isso assegura a qualidade da fibra que será fiada e transformada em tecido.



Impacto nos negócios e rastreabilidade





Investir em algodão sustentável é uma decisão que impacta diretamente a receita e a longevidade dos negócios rurais. A pressão por cadeias produtivas éticas parte dos próprios consumidores e das grandes marcas de vestuário.




Mauro Loro, diretor comercial do Grupo Bom Jesus, destaca a relevância econômica dessa estratégia para a companhia. Segundo o executivo, o algodão representa hoje cerca de 35% das receitas do grupo. “Na Bom Jesus, 100% do algodão que produzimos é certificado. Os processos de certificação garantem rastreabilidade, qualidade e responsabilidade socioambiental à nossa cadeia produtiva, além de ampliar nossa competitividade em mercados cada vez mais exigentes”, afirma Loro.




rastreabilidade permite que o mercado saiba exatamente onde e como aquele algodão foi cultivado. É a garantia de que a "história" daquela matéria-prima é verdadeira e auditável.



Transparência da porteira para fora





A conformidade com normas ambientais e sociais funciona como um passaporte para a exportação. A materialização da sustentabilidade ocorre no dia a dia da lavoura, mediante o uso eficiente de recursos naturais. Bianca Cumpian, gerente de sustentabilidade do Grupo Bom Jesus, explica que os elos da cadeia devem seguir critérios consistentes. Para ela, a certificação traduz o esforço do produtor em confiança para o comprador. “A certificação é a materialização de como a sustentabilidade acontece no dia a dia, do plantio ao beneficiamento. Na prática, isso significa um algodão rastreável, garantindo transparência e confiança para o mercado”, acrescenta a gerente.




Com foco em inovação e eficiência, o agronegócio brasileiro segue fortalecendo a imagem do país como um fornecedor seguro e sustentável, capaz de atender à complexa demanda da indústria da moda global.

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Abrapa inicia implantação do SIGA, nova interface para os programas do algodão brasileiro

Plataforma consolida sistemas existentes, simplifica processos e inaugura novo modelo de adesão aos programas de certificação

21 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) realizou nesta semana uma série de treinamentos para apresentação do Sistema Integrado de Gestão do Algodão (Siga), plataforma que marca uma evolução estrutural na gestão dos sistemas utilizados pela entidade. O encontro teve como objetivo detalhar as mudanças, explicar o funcionamento do novo ambiente e orientar os usuários sobre o novo processo de adesão aos programas de certificação mantidos pela Abrapa em parceria com as 11 associações estaduais.


“Desde 15 de janeiro, o Siga é o ponto de partida para todas as soluções digitais da Abrapa, reunindo, de forma progressiva, funcionalidades hoje distribuídas em diferentes sistemas”, explicou o gerente de tecnologia da informação da Abrapa, Eberson Terra.


Simplificação e unificação dos sistemas Abrapa


Ao longo de 25 anos a Abrapa desenvolveu diversos programas e certificações que garantem a qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade do algodão brasileiro, sempre em contato com as demandas dos clientes nacionais e internacionais. Atualmente, a Abrapa opera cerca de dez sistemas distintos, desenvolvidos em momentos diferentes e com finalidades específicas. Com a chegada do Siga, programas como ABR, ABR UBA e SAI passam a ser acessados em um único ambiente, reduzindo a fragmentação e a complexidade operacional para os usuários.


Além disso, a multiplicidade de sistemas dificulta a consolidação de dados, a segurança da informação e a evolução tecnológica. “Neste contexto o Siga surge, como uma resposta estratégica para simplificar processos, aumentar a eficiência e modernizar a base tecnológica da Abrapa”, avalia o Diretor Executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero.


O que é o Siga


A necessidade de centralização dos sistemas deu origem ao Siga, uma plataforma única que oferece uma visão integrada da jornada do produtor, desde o cadastro das fazendas até a certificação.


O conceito do sistema está baseado na ideia de jornada, permitindo que o usuário acompanhe cada etapa do ciclo produtivo do algodão em um único ambiente, com maior clareza sobre o status de cada processo. O desenvolvimento do Siga contou com a participação das associações estaduais, em um trabalho conjunto iniciado em 2025.


O principal objetivo da nova plataforma é simplificar o uso dos sistemas e reduzir burocracias para ampliar a autonomia dos usuários e diminuir o trabalho manual dos usuários, aumentando a eficiência operacional através da centralização e proteção dos dados.


De acordo com Eberson Terra, “A substituição gradual dos sistemas por uma tecnologia mais moderna, irá garantir maior integração, segurança e fluidez nos processos”.


A plataforma também inicia a entrega de dashboards e relatórios mais inteligentes, com dados que antes não estavam disponíveis de forma integrada, oferecendo informações estratégicas diretamente na página inicial.


O que muda para os usuários


A implantação do Siga traz mudanças significativas na forma de acesso e navegação, como o fim da antiga tela de seleção de sistemas por ícones, a introdução de um novo menu lateral com navegação mais intuitiva, uma tela inicial que passa a exibir informações relevantes ao usuário, além de uma interface mais leve e moderna.


Outra alteração importante é que agora o login é unificado e para facilitar o acesso dos usuários, o sistema manteve o CPF e a senha já utilizados nos outros sistemas, sem alterar as credenciais de todos os endereços antigos que permanecem ativos, com redirecionamento automático para o Siga.


Novo processo de adesão à certificação (ABR e BCI) já está disponível


Para o gerente de sustentabilidade da Abrapa, Fábio Carneiro, o sistema dá mais transparência ao processo de adesão ao programa ABR e BCI. “O Siga permite a segregação de áreas aptas para receber o licenciamento, já que agora elas são registradas de forma independente. Apenas os hectares que atendem aos critérios são refletidos no sistema e nas etiquetas, explicou. O gerente também ressaltou o apoio das equipes técnicas da Abrapa e associações estaduais ao longo do processo, para que a adesão seja bem-sucedida.


Outra mudança essencial para os gestores do ABR é que o Siga passa a oferecer uma visão consolidada de todas as fazendas vinculadas ao usuário, algo que não existia no sistema anterior. Além disso, cada unidade produtiva pode decidir de forma independente se adere apenas ao ABR, ao ABR com BCI ou se não participa naquela safra.


Fim do sistema “Convites”


Uma das principais novidades apresentadas no treinamento é a substituição do antigo modelo de convites via e-mail por um processo de adesão direto no sistema. Antes os convites eram enviados individualmente por e-mail para que os aceites fossem feitos fazenda por fazenda, através de um processo fragmentado em etapas que ainda dependia de um processo manual. Agora, com o fim do sistema de convites, o usuário passa a ter mais autonomia para aderir aos programas através de uma adesão simplificada, que inicia em janeiro e termina no final de março.


Acesso e dúvidas


Para que quiser acessar o Siga, ele já está disponível em: https://siga.abrapa.com.br/


Em caso de dúvidas, entre em contato com o time de tecnologia de informação da Abrapa: (61) 9 9975 8527


Para demais informações e e solicitações sobre o ABR e BCI envie um e-mail: abr@abrapa.com.br

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Abrapa divulga primeiro relatório da safra 2025/2026 com plantio em ritmo acelerado e projeções positivas para exportações

Levantamento aponta redução de área na nova safra, recorde produtivo em 2024/25, avanço das exportações e crescimento dos estoques no Brasil

19 de Janeiro de 2026

A Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) divulgou o primeiro relatório da safra 2025/2026. O documento traz um panorama atualizado do plantio no País, do encerramento do beneficiamento da safra anterior, além das perspectivas para exportações, consumo doméstico, estoques e o cenário internacional do algodão.


Ainda segundo o boletim, a semeadura da nova safra já está em andamento e avança em ritmo consistente, especialmente nos estados produtores de algodão segunda safra, favorecida pela colheita mais rápida da soja em Mato Grosso.


Para a nova safra, a área plantada de algodão no País deverá apresentar redução de 5,5%, totalizando 2,052 milhões de hectares. O movimento reflete ajustes de produtores diante do cenário de mercado e custos de produção.


Exportações


As exportações brasileiras de algodão mantiveram desempenho expressivo. Em dezembro de 2025, o Brasil exportou 452,5 mil toneladas, com receita de US$ 707,4 milhões. O volume embarcado foi recorde para o mês, 28,2% superior ao registrado em dezembro de 2024.


A China liderou como principal destino, respondendo por 32% do total exportado no mês. No acumulado de agosto a dezembro de 2025, o país asiático também ocupou a primeira posição, com 364,0 mil toneladas, equivalente a 26% do total embarcado. Para a safra 2025/26, a projeção das exportações é de 3,2 milhões de toneladas, alta de 13% em relação ao último ano comercial.


Consumo doméstico


O relatório aponta recuperação gradual do mercado interno. A produção têxtil acumulou crescimento de 6,8% entre janeiro e novembro de 2025, enquanto a produção de vestuário avançou 0,7% no mesmo período.


Estoques sobem no Brasil


Com a combinação de produção e exportações elevadas, os estoques finais de algodão no Brasil seguem em trajetória de alta. Para julho de 2026, os estoques são projetados em 835 mil toneladas, crescimento de 65% em relação à safra anterior.


Cenário internacional: produção global cresce e consumo segue estável


No cenário global, o relatório mensal do USDA, divulgado em 12 de janeiro de 2026, projeta produção mundial de 26,0 milhões de toneladas na safra 2025/26, alta de 0,8% em relação à safra anterior.


Entre os principais produtores, destacam-se aumentos de oferta na China, no Brasil e na Índia, enquanto Austrália, Turquia e Estados Unidos devem registrar redução na produção. O consumo global foi estimado em 25,89 milhões de toneladas, mantendo-se praticamente estável.


Acesse o Relatório de Safra completo e veja todas as informações:


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_safra_Abrapa.jan2026.vf_.pdf

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Cinco dúvidas frequentes sobre o Programa ABR

O programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) pretende aumentar o número de fazendas certificadas em 2026, e seu período de adesões está aberto até março

16 de Janeiro de 2026

Você sabia que o Programa Algodão Brasileiro Responsável (ABR) é o padrão nacional de certificação socioambiental da cotonicultura brasileira?


A cada nova safra, cresce o número de produtores interessados em aderir ao protocolo. E com isso, também surgem muitas dúvidas. O processo é complexo? Vale a pena investir? Muitas mudanças são necessárias na fazenda??


Preparamos esta publicação para responder as principais perguntas sobre o assunto!


O que exatamente é o Programa ABR?


O ABR é uma certificação de boas práticas na cadeia da cotonicultura, criada pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com associações estaduais filiadas.


A adesão ao Programa Algodão Brasileiro Responsável atesta que a unidade produtiva promove uma gestão responsável do ponto de vista ambiental, social e de governança, garantindo:




  • conformidade com a legislação trabalhista e ambiental;

  • segurança e bem-estar dos trabalhadores;

  • manejo responsável do solo e da água;

  • gestão eficiente da propriedade.


Ao ser certificado, o produtor passa a ser reconhecido no Brasil e no exterior pela sustentabilidade e rastreabilidade ao longo da produção da sua pluma.


A certificação ABR é cara?


Não! A adesão ao ABR é um investimento acessível e proporcional ao tamanho e estrutura da fazenda. Boa parte dos requisitos exigidos pela certificação já faz parte da gestão dos produtores que cultivam com responsabilidade, como:




  • documentação legal em dia;

  • cumprimento de normas trabalhistas;

  • manutenção de áreas de preservação;

  • uso racional de insumos;

  • treinamentos de segurança.


Como ser parte do Programa ABR?


Quatro etapas complementares devem ser trilhadas pelas unidades produtivas que desejam obter a certificação ABR:




  1. Adesão
    As associações estaduais filiadas à Abrapa orientam e acompanham todo o processo de adesão dos produtores. O corpo técnico oferece treinamentos e suporte para a formalização da participação no Programa ABR.



  1. Diagnóstico
    As associações aplicam o checklistprévio do Programa ABR para avaliar a conformidade da fazenda. Caso sejam identificados ajustes necessários, é elaborado um plano de correção com metas específicas a serem cumpridas.

  2. Auditoria independente
    As unidades produtivas passam por auditoria realizada por uma equipe independente, que verifica o cumprimento dos requisitos do protocolo e a veracidade das informações prestadas.

  3. Certificação e licenciamento
    Com o laudo positivo dos auditores, a fazenda recebe a certificação ABR. Além disso, ao atender requisitos adicionais, pode se qualificar para o licenciamento Better Cotton (BCI), ampliando o reconhecimento internacional da produção.


É difícil se adequar às exigências do ABR?


O Programa Algodão Brasileiro Responsável foi estruturado levando em consideração a realidade da cotonicultura brasileira, respeitando as especificidades e características das diferentes regiões do Brasil.


A melhoria contínua é a base da certificação e incentiva a evolução das boas práticas ambientais, sociais e de governança das fazendas a cada nova safra, com apoio das associações estaduais.


Proibição de trabalho infantil, análogo à escravidão, indigno ou degradante na propriedade rural, assim como a liberdade de associação sindical e a proibição de discriminação de pessoas, são itens de cumprimento obrigatório.


Confira o grau de conformidade necessário nos demais critérios (contrato de trabalho; segurança, saúde ocupacional e meio ambiente do trabalho; desempenho ambiental; boas práticas agrícolas):




  • 85% na 1ª safra;

  • 87% na 2ª safra;

  • 89% na 3ª safra;

  • 90% na 4ª safra.


Como obter o licenciamento Better Cotton?


Desde 2013, o Programa ABR atua em benchmarking com a Better Cotton (BCI), que gere o maior programa global de sustentabilidade do algodão. A parceria permite que os produtores certificados pelo ABR recebam o licenciamento BCI.


Ele é o protocolo internacional mais relevante para atestar boas práticas adotadas na produção da pluma. Para obtê-lo, as fazendas devem cumprir critérios sociais e ambientais adicionais durante o processo de auditoria.


Ficou interessado em conquistar o selo ABR?


Procure a associação do seu estado e inicie o processo de adesão da sua fazenda!


Quem planta algodão com responsabilidade, colhe mais oportunidades.

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Movimento Sou de Algodão mira 1 milhão de peças rastreadas ‘da semente ao guarda-roupa’ em 2026

Iniciativa da Abrapa mantém a plataforma SouABR, com o objetivo de atestar que a cadeia da matéria-prima esteja alinhada às boas práticas ESG

16 de Janeiro de 2026

O movimento Sou de Algodão, criado pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), quer impulsionar ainda mais o uso do algodão rastreável “da semente ao guarda-roupa”, no País. A iniciativa, que completa 10 anos de engajamento pelo uso do algodão brasileiro, pretende chegar ao rastreio de 1 milhão de peças feitas com a fibra até o final de 2026.






Para isso, o movimento vai ampliar a participação de empresas do setor à plataforma SouABR, que disponibiliza dados de rastreamento do Algodão Brasileiro Responsável (ABR) e atesta que a cadeia da matéria-prima está alinhada às boas práticas ESG. A adesão, voluntária, terá taxa de anuidade (entenda abaixo).

A meta é que, no segundo semestre de 2026, as companhias desse mercado façam adesão ao sistema e disponibilizem na plataforma os dados que envolvem a cadeia algodoeira de suas peças produzidas de ponta a ponta. A iniciativa quer dar conta da robustez da fibra no Brasil, o terceiro maior produtor de algodão do mundo.





O sistema, existente desde 2021, funcionava até então como um projeto experimental, com um número de empresas reduzido. Ao todo, 19 marcas e indústrias têxteis parceiras participaram da fase piloto e contabilizaram, juntas, pouco mais de 640 mil peças rastreadas, com dados acessíveis para o consumidor final.


(No projeto inicial), nosso convite foi para (algumas empresas da) cadeia têxtil trabalharem conosco para falar sobre os atributos dessa matéria-prima, que tem sustentabilidade e rastreabilidade no Brasil, mas que são pontos completamente desconhecidos pelo consumidor final”, explica a diretora de Relações Institucionais da Abrapa, Silmara Ferraresi, que é gestora do movimento Sou de Algodão.


A nova fase é de um programa consolidado, ressalta a diretora. “Em 2026, pretendemos receber todas aquelas empresas da cadeia têxtil brasileira que tiverem interesse em rastrear as suas peças e trazer a transparência completa para o consumidor final.”









Ela ressalta que, por exemplo, o País se tornou o maior fornecedor de algodão com licenciamento BetterCotton, uma das maiores iniciativas globais de sustentabilidade para a produção de algodão.


“O Brasil acabou se tornando um grande player (frente aos pares internacionais)”, diz a gestora. “Na última temporada, mais de 40% de tudo que comercializado no mundo com licenciamento BetterCotton vem de fazendas brasileiras. (Além disso), em torno de 81% da safra 24/25 é algodão produzido com certificação socioambiental do programa ABR.”




Como funciona o SouABR



O SouABR funciona como um mapeamento socioambiental da origem do algodão e permite ao consumidor final o acesso a dados de rastreabilidade total de peças confeccionadas com a fibra, com a chancela da Abrapa. Os produtos precisam ter o mínimo de 50% de algodão em sua composição para participar do programa.


As informações podem ser acessadas por meio de um QR Code presente nas peças, que exibirão dados de todos os elos da produção, desde as fazendas produtoras até a varejista do ponto final de venda. A checagem se dá na integração das informações com a base de dados da Abrapa.


“Em cada etapa, vamos amarrando as informações. Se em algum momento alguma informação não bate, o lote não se consolida, e aí essas peças não terão a rastreabilidade confirmada”, explica Ferraresi.


O processo utiliza tecnologia blockchain para impedir que sejam feitas alterações nas informações e para garantir autenticidade e integridade dos dados. O consumidor consegue visualizar informações detalhadas como: contato do produtor do algodão, nota fiscal de venda da fiação, número de lote das peças finais, histórico e fotografia das empresas, entre outros.


Mesmo com as condições de sustentabilidade atendidas pelas empresas, o processo de tecnologia e validação é mais complexa devido às dimensões da cadeia. Há coleções que chegam a envolver 17 fazendas e 21 produtores apenas em uma calça jeans, como o caso da C&A, por exemplo, cita a gestora.


“Nós enfrentamos muitos desafios porque esse é um programa completamente novo no Brasil. Rastrear produtos têxteis é muito diferente de rastrear alimentos, por exemplo, que tem uma cadeia muito mais curta. Mas estamos felizes com os resultados.”



Adesão ao rastreamento


O lançamento da nova “Política de Adesão do programa SouABR" foi feito no final do ano passado, em São Paulo (SP), durante o Congresso Internacional da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). Nela, foram estabelecidos critérios, responsabilidades e benefícios para as empresas participarem da cadeia rastreável.






Um desses pontos indica que, agora, as novas empresas participantes passarão a pagar para integrar a rede. Até então, a participação na plataforma, na versão piloto, era gratuita.

A taxa de adesão varia entre pouco mais de R$ 1,8 mil para microempreendedores individuais (MEIs) a R$ 7,5 mil para empresas de grande porte. Para as varejistas, a anuidade do SouABR será de a partir de R$ 77 mil por até 50 mil peças rastreadas.



Ferraresi diz que a medida tem o objetivo de garantir a manutenção do site, com equipe que mantenha os dados ativos e disponíveis. “Como trabalhamos com blockchain, há um processo de registro, manutenção e arquivamento dos dados e também de acompanhamento da atuação das empresas na plataforma, e isso demanda equipe técnica.”


O Sou de Algodão não estipulou uma meta para o número de empresas esperado para adesão à nova fase do SouABR, mas diz que o objetivo maior é chegar ao primeiro 1 milhão de peças rastreadas, se possível, em 2026.


“O sucesso do programa (para alcançar a meta) não depende só do nosso esforço, mas de o quanto a nossa indústria está preparada para um processo de rastreabilidade de ponta a ponta, tendo condições de trabalhar com esses dados - com qualidade e idoneidade. Então é um processo no qual a empresa precisa se adaptar.”



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Relatório Mensal de Estatística – Janeiro de 2026 

Brasil bate recorde de exportação em dezembro, enquanto a China aumenta a produção da pluma.

15 de Janeiro de 2026

Na última quinta-feira, 15/01, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) publicou o primeiro relatório de estatística do Cotton Brazil em 2026. Além divulgar que em dezembro de 2025 o Brasil bateu o recorde mensal em exportação de algodão, o documento mostrou o aumento no volume de produção da China e da Índia.  


Veja alguns dos principais destaques da publicação: 


Exportações – o Brasil fechou 2025 com um total de 3,02 milhões de toneladas de algodão exportadas. Somente em dezembro de 2025 o Brasil exportou 452 mil toneladas, o maior volume mensal já registrado. 


Produção global - A produção global está estimada em 26,0 milhões de toneladas, uma alta de 0,8%, em comparação a 2024/2025.  


Projeções de alta - Dentre os maiores produtores mundiais, é projetada alta na oferta chinesa (+545 mil ton), brasileira, (+381 mil toneladas) e indiana (+66 mil toneladas).  


Equilibrando a balança – Enquanto a China aumenta a oferta de algodão no mundo, fator que pode pressionar o preço da pluma no mercado internacional, o volume é reduzido em grandes produtores como Austrália (-239 mil toneladas), Turquia (-207 mil toneladas) e Estados Unidos (-108 mil toneladas). 


Demanda pela pluma – O consumo global de algodão tende a se manter estável em comparação com a safra passada, e foi projetado em 25,89 milhões de toneladas. 


Reservas de algodão - O USDA estima que em 2025/2026 os estoques mundiais serão de 16,22 milhões de toneladas, uma alta de 0,9% no comparativo com o fechamento da safra 2024/25.  


Acesse o relatório completo:  


https://abrapa.com.br/wp-content/uploads/2026/01/Relatorio_Mensal_De_Estatistica_Janeiro_26.pdf 

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Exportações de algodão batem recorde histórico e sustentam mercado brasileiro

Escrito por Celso Ferreira Nery

14 de Janeiro de 2026

Enquanto o mercado interno de algodão em pluma segue marcado por baixa liquidez, o ritmo das exportações brasileiras permanece intenso e em níveis históricos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostram que o Brasil embarcou 452,49 mil toneladas de algodão em dezembro de 2025, o maior volume já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1997.


No acumulado de 2025, o desempenho externo também foi recorde. As vendas internacionais somaram 3,026 milhões de toneladas, volume 9,1% superior ao de 2024, que até então detinha o maior resultado da história. O avanço consolida o Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra, impulsionado pela competitividade do produto nacional no mercado internacional.


Apesar do forte desempenho nas exportações, o mercado doméstico apresenta recuperação lenta. Pesquisadores do Cepea explicam que os negócios internos têm sido retomados gradualmente, em um ambiente ainda cauteloso por parte dos compradores. A recente queda da taxa de câmbio reduziu a paridade de exportação, o que, na prática, diminuiu o interesse comprador no mercado interno.


Esse cenário reforça um contraste importante no setor: enquanto os contratos externos seguem garantindo escoamento e sustentação à cadeia produtiva, as negociações domésticas avançam em ritmo mais moderado, aguardando sinais mais claros de demanda e ajustes nos preços.

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